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CEO da Amcham comenta decisão dos Estados Unidos de restringir viagens de estrangeiros provenientes do Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou neste último domingo (24/maio) a suspensão da entrada em seu território de viajantes que tenham estado no Brasil em período anterior a 14 dias, com o objetivo de evitar o aumento de transmissões do novo coronavírus nos Estados Unidos.

“A nossa expectativa é que essa medida seja breve e o trânsito bilateral de passageiros seja restabelecido com agilidade, assim que as condições o permitirem. Neste sentido, defendemos a intensificação do diálogo e da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no enfrentamento à pandemia do coronavírus”, comenta a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, que lidera a entidade com cerca de 5 mil empresas, sendo a maior entre 117 existentes fora dos EUA.

De sua parte, “a Amcham Brasil seguirá mobilizando empresas de ambos os países para minimizar os impactos sociais e econômicos do Covid-19, em particular por meio da sua plataforma do bem (Movimento Soma ), que já contabiliza mais de 140 projetos e R﹩ 661 milhões em doações”, conclui a CEO da Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil).

A MEDIDA

A medida valerá a partir do próximo dia 29 de maio, às 00h59, do horário de Brasília, não se aplicando a pessoas a bordo de aeronaves com destino aos Estados Unidos que tenham decolado antes desse horário. A decisão exclui de seu alcance determinadas pessoas, como cidadãos norte-americanos, seus cônjuges e residentes permanentes legais nos Estados Unidos.

Cumpre esclarecer que a medida não proíbe voos do Brasil para os Estados Unidos e não restringe o comércio bilateral de mercadorias. Por sua vez, o fluxo de passageiros em ambas as direções já se encontrava bastante reduzido, caracterizando-se principalmente por nacionais e residentes retornando a suas casas.

Os Estados Unidos já havia imposto restrições imigratórias semelhantes para viajantes provenientes de outras origens com número expressivo de casos confirmados do novo coronavírus, como China, Irã, Reino Unido, Irlanda e maioria dos países da União Europeia. O Brasil, por sua parte, também adota restrições à entrada de estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, em seu território, por motivos de saúde pública.

Acesse aqui a íntegra do Informativo da Embaixada e dos Consulados dos Estados Unidos sobre a medida.

E-commerce do Magalu cresce 73% e brilha no primeiro trimestre. Vendas em maio avançam quase 50%

O Magazine Luiza (B3:MGLU3), uma das maiores plataformas digitais do varejo brasileiro, acaba de informar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seus resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2020. Apesar do impacto do combate à pandemia de covid-19, que levou ao fechamento de todas as lojas físicas a partir de 20 de março, o Magalu voltou a registrar um crescimento expressivo no período — desempenho acelerado nos meses de abril e maio.

Entre janeiro e março, as vendas totais do Magalu atingiram 7,7 bilhões de reais, expansão de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. O e-commerce da empresa — composto por site, superapp, marketplace e as operações de Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual – conquistou o maior crescimento do varejo: 73%. Com isso, as vendas digitais passaram a representar 53% do faturamento total do Magalu. As vendas nas unidades físicas teriam crescimento de 8%, não fosse o fechamento total da operação física a partir de 20 de março. (As vendas totais seriam 500 milhões de reais maiores, caso o fechamento não tivesse ocorrido.)

O Ebitda Ajustado (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) foi de 273,9 milhões de reais, com margem de 5,2%. Mesmo com investimentos para garantir crescimento exponencial, melhorar os indicadores de qualidade de atendimento e combater os efeitos da pandemia, o Magalu fechou o primeiro trimestre com ano com um caixa de 4,6 bilhões de reais — 155% superior na comparação anual. Além disso, a Companhia concluiu, no início de abril, uma emissão de debêntures de 800 milhões de reais, elevando sua posição de caixa total para R$5,4 bilhões.

Vendas disparam em maio

Nos primeiros 20 dias de maio — em meio ao agravamento da crise da covid-19 no Brasil e com a maioria lojas físicas ainda fechadas — as vendas totais do Magalu cresceram 46% em relação ao mesmo período de 2019. (Os números passaram pela verificação dos auditores da KPMG.) O resultado é explicado, sobretudo, pelo desempenho recorde do e-commerce: 203%.

A operação digital de estoque próprio (1P) avançou 194% nesse período, com destaque para as vendas de produtos da categoria mercado — itens de higiene pessoal, limpeza, bebidas, entre outros –, que se tornou uma prioridade da companhia a partir do início da pandemia e cujos produtos vendidos são entregues em até 48 horas, com frete grátis.

O marketplace (3P) – formado por 26 000 sellers, que já oferecem 16 milhões de itens – cresceu 229% nos primeiros 20 dias de maio. “Isso é reflexo de nossa estratégia de transformar o Magalu em um plano no universo do e-commerce”, diz Frederico Trajano, CEO da companhia. “Os ciclos nos quais, primeiro, tínhamos uma operação de e-commerce lucrativa e, depois, nos posicionamos como uma empresa digital ficaram para trás. O Magalu rapidamente vem se transformando num ecossistema digital. É algo muito mais amplo, com enorme potencial. Queremos ser o sistema operacional do varejo brasileiro.”

Parceiro Magalu

O Magalu chegou ao final do primeiro trimestre deste ano com 26 milhões de novos clientes, 26 000 sellers e 16 milhões de produtos em seu marketplace. O número de categorias foi ampliado, graças a parcerias com novos fornecedores como Ambev, Unilever e L’Oreal, entre outros. Em março, com a evolução da covid-19 no país, a companhia lançou, em tempo recorde, o programa Parceiro Magalu. O objetivo, em linha com com o propósito de inclusão digital da companhia, é abrir a plataforma digital para micro e pequenos empresários de todo o país que, com o isolamento social, ficaram repentinamente sem clientes e renda. Ao se juntarem ao marketplace, esses empreendedores voltam a ter acesso ao mercado e podem usar as ferramentas digitais desenvolvidas pelo Luizalabs para o Magalu. Desde então, 20 000 novos parceiros se inscreveram na plataforma.

No primeiro trimestre, o marketplace Magalu atingiu 1,2 bilhão de reais em GMV — um crescimento de quase 185%. Com isso, o marketplace passou a representar cerca de 30% do e-commerce total. De janeiro a março de 2020, os sellers do Magalu no marketplace venderam mais que no último bimestre de 2019, quando ocorreram dois dos principais eventos anuais do varejo: a Black Friday e o Natal.

Um dos motores desse crescimento é o Superapp Magalu. O aplicativo de vendas chegou ao final de março com 21 milhões de clientes mensais ativos. O Magalu também avançou com a estratégia do Magalu ao seu Serviço (MasS). Nos primeiros três meses, a companhia concluiu a implementação do Magalu Pagamentos. Os mais de 26 000 parceiros do marketplace podem antecipar seus recebíveis com taxas inferiores às do mercado. A empresa atingiu a marca de 500 milhões de reais no volume total de pagamentos. Com isso, protocolou o pedido no Banco Central para se tornar uma instituição de pagamento regulada. A partir daí, será possível acessar diretamente o sistema de pagamentos brasileiro e ampliar ainda mais as possibilidades de novos produtos e serviços na plataforma.

Também central para o MasS, o Magalu Entregas, plataforma de soluções logísticas, já é a escolha de 80% dos sellers. Cerca de 450 são atendidos pela Malha Luiza, no modelo de cross-docking, com menores prazos e custos de entrega. Hoje, 20% das vendas do marketplace são entregues pela Malha Luiza e pela Logbee.

As 1 157 lojas físicas, transformadas em mini-centros de distribuição, continuaram a ser cruciais, ainda que com as portas temporariamente fechadas. As reservar 30% do espaço dos pontos físicos a estoques, o Magalu acelerou a implantação do “ship from store” — central para suportar o crescimento das vendas online. Hoje, mais de 600 lojas entregam diretamente ao consumidor. Graças aos investimentos em logística, tecnologia e à expansão das lojas físicas, 64% das entregas do trimestre foram realizadas em até 48 horas.

GFT Brasil cresce 55% no primeiro trimestre de 2020


A GFT Technologies SE (GFT) teve um bom início de exercício financeiro em 2020. No primeiro trimestre deste ano, a receita total aumentou 6%, com um crescimento orgânico de 5%. Além dos principais clientes da multinacional, Deutsche Bank e Barclays, o crescimento no exterior atingiu 22%. Esta tendência foi impulsionada pelo investimento de negócios em nuvem (Cloud), e pelo desenvolvimento de novos negócios nas regiões de atuação.

“Encerramos o primeiro trimestre com um crescimento orgânico significativo das receitas em ambos os segmentos. A tendência para a digitalização é inexorável e o nosso negócio em nuvem (Cloud) está se tornando cada vez mais importante”, afirma Marika Lulay, CEO da GFT Technologies SE. “A GFT está em excelente posição para atender à forte demanda por jornadas de transformação em nuvem (Cloud) em todos os setores – isso é comprovado pelos prêmios recebidos de nossos parceiros de cloud computing. O forte posicionamento da GFT no campo das novas tecnologias já está dando seus frutos”, complementa.

Marco Santos, presidente da GFT para a América Latina, acrescenta que “a unidade do Brasil cresceu 55% no primeiro trimestre comparado com o ano anterior, deste modo contribuímos fortemente para os resultados do Grupo no primeiro trimestre com aumento de 11% da receita global. Este cenário foi devido ao forte crescimento de projetos de transformação Digital para os nossos clientes incluindo iniciativas de Mobilidade, Customer Experience, Back-office Digital, BigData, APIs, Cloud, Salesforce e Agile, além da conquista de novos clientes estratégicos. Nosso Propósito é ajudar a disrupção dos negócios de nossos clientes, aplicando tecnologias exponenciais e valorizando o Trabalho Virtual, Agilidade, Aprendizagem continuada, Diversidade e o crescimento do mercado de TI brasileiro.”

No primeiro trimestre, o aumento da receita da GFT Brasil foi de 55%, quando comparado com mesmo período de 2019. Além disso, o número de colaboradores também aumentou 44% no país, hoje o Brasil emprega um total de 1.127 pessoas. Mais informações podem ser consultadas no website da GFT.

Startups têm vagas de emprego abertas para contratação imediata


De acordo com dados divulgados pela plataforma de recrutamento Glassdoor, já pode se ver uma queda de 1,2% nas vagas ofertadas no Brasil. Mesmo em meio ao difícil cenário econômico pelo qual o mundo enfrenta, várias startups estão com vagas de emprego abertas para as cidades de São Paulo e Curitiba, confira:

A iugu , startup de meios de pagamento, está com 63 vagas abertas. No momento, todas são direcionadas para São Paulo, nos áreas de atuação de Sistemas (Engenharia), Projetos, Comercial, Marketing e Business intelligence. Os talentos interessados podem se inscrever pelo iugu.com/vagas.

Além disso, a QuiteJá , plataforma digital de renegociação de dívidas, está com quatro vagas para Curitiba nos cargos de: Fullstack Developer – Jr. / Pleno, AWS Specialist e auxiliar administrativo. Outras informações, só entrar em contato por meio do e-mail talentos@quiteja.com.br.

A Wise&Trust , fintech americana especializada em fundos de investimentos em ativos digitais, também está com vagas abertas para Florianópolis no cargo de Desenvolvedor Web (Níveis estágio e Júnior). Para participar da seleção, os interessados devem enviar currículo para hr@wisetrust.ai.

Abrasce elabora protocolo de operações com mais de 20 medidas para a reabertura dos shoppings

Todos os 577 shoppings do Brasil foram fechados a partir das recomendações dos decretos municipais e estaduais para combater a pandemia da COVID-19. Aos poucos, o processo de reabertura dos estabelecimentos, que são ambientes em que as pessoas circulam de forma organizada e espaçada, já começou em algumas cidades.

Para definir uma regra mútua para todos, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) criou um protocolo rigoroso com mais de 20 medidas que visam um reforço na higienização, além de um procedimento minucioso para garantir a saúde de clientes e colaboradores. Os tópicos foram criados a partir de experiências internacionais, boas práticas de outros setores e também com recomendações de especialistas da saúde.

Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, os shoppings têm plena capacidade de operar de forma segura: “O nosso lema agora é higienização total e aglomeração zero. Temos segurança para receber todos de maneira gradual, onde conseguimos colocar a saúde e a economia no mesmo lado, por meio das medidas de segurança que criamos”, definiu o executivo da entidade.

Os shoppings estão comprometidos a seguir as seguintes recomendações para promover um atendimento seguro e eficiente para todos:

1. Controle de tráfego de pessoas, limitando em 50% o número de vagas dos estacionamentos;
2. Uso obrigatório de máscaras para clientes, lojistas e funcionários;
3. Testagem de todos os funcionários e lojistas;
4. Fechamento de cinemas, teatros e áreas kids;
5. Horário de funcionamento reduzido;
6. Antibactericidas aplicados em tapetes de entradas e saídas;
7. Entradas reduzidas e utilização de portas específicas para entrada e saída, inibindo aglomeração;
8. Aferição de temperatura dos clientes através de termômetros manuais;
9. Higienização do Shopping a cada 3 horas, especialmente áreas de contato: maçanetas, corrimãos, etc;
10. Serviço especiais para grupos de risco, com formas alternativas de atendimento, como drive thru;
11. Distanciamento social obrigatório: limitação das praças de alimentação e Restaurantes em 50%;
12. Controle de acesso aos elevadores, com limitação de passageiros;
13. Indicação de distanciamento em escadas rolantes (uma pessoa a cada 3 degraus);
14. Remoção de áreas como lounges;
15. Disponibilização de álcool gel a todos os clientes, lojistas e funcionários;
16. Controle de acesso a sanitários e higienização a cada 3 horas,
17. Manutenção e trocas regulares dos filtros de ar condicionado,
18. Não operação dos serviços de valet e restrição de operação dos serviços como: fraldário e empréstimo de carrinhos;
19. Suspensão de eventos, ações infantis e entretenimento;
20. Campanha junto aos lojistas para reforçar os pagamentos por aplicativos;
21. Campanhas de conscientização para população sobre a prevenção à COVID.

Linhas de crédito não chegam para empresas – entenda as dificuldades

Com o agravamento e prolongamento da crise relacionada ao Covid-19, muitas empresas já estão encontrando dificuldade de honrar com seus compromissos financeiros, como pagamento de tributos ou folha de pagamentode funcionários. Em muitas situações a alternativa para as empresas é buscar linhas de créditos, contudo o caminho não é tão simples, sendo que as opções criadas e divulgadas pelo governo existem, não estão chegando para as empresas.

“O Governo Federal apresentou várias medidas visando minimizar os impactos, dentre as quais linhas de crédito. Contudo, na realidade essas linhas não estão atingindo seus objetivos e infelizmente esse dinheiro ainda não está chegando para essas empresas. Isso que faz com que muitas organizações, principalmente as micros e pequenas, estejam em verdadeiro desespero, sem fôlego financeiro e prestes a fechar a porta”, alerta o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Segundo o diretor, são vários problemas, como morosidade governamental e até o fato de que quando os valores chegam às instituições financeiras, também esbarram nas dificuldades criadas pelas instituições em liberar esses créditos, em função do medo que calote e na falta de informação dos empresários. “Enfim, as linhas existem no papel há algum tempo, entretanto não chega a quem realmente precisa, o que faz com que as contas das empresas se compliquem”, analisa Domingos.

Um exemplo dessa morosidade foi o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que só foi sancionado no dia 19 de maio, e que mesmo assim não resolve das dificuldades de acesso ao crédito pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs), sendo que ainda falta o governo regulamentar e liberar o recurso necessário ao programa. Segundo a própria equipe econômica o Pronampe só deve estar operando de fato no fim do mês.

O especialista da Confirp reforça que mesmo com toda essa dificuldade, é fundamental buscar por essas linhas em caso de crise: “essa é mais uma jornada para os empresários em uma situação totalmente assustadora, mostrando a dificuldade de empreender no país”.

Richard também faz o alerta de que, antes que buscar esse caminho da tomada de crédito é preciso que a empresa faça uma avaliação sobre qual valor terá que solicitar para os próximos meses e também lembrar que deverá ter no futuro recursos para arcar com esses compromissos. Outro ponto fundamental é buscar linhas de créditos que ofereçam as melhores condições de pagamentos e menores taxas de juros.

Veja levantamento feito pela Confirp Consultoria Contábil com as principais linhas de créditos oferecidas às empresas:

Empréstimo para pagamento da folha salarial – Programa Emergencial de Suporte a Empregos – MP-944/2020

A Medida Provisória nº 944/2020 institui o Programa Emergencial de Suporte a Empregos, destinado à concessão de empréstimos a empresários, sociedades empresárias e sociedades cooperativas, exclusivamente para o pagamento da folha salarial, em razão dos impactos causados pelo Corona vírus nas relações de emprego.

Para ter direito ao empréstimo, é necessário que o empregador pessoa jurídica (empresários, sociedades empresárias e cooperativas) não estejar em débito com INSS. Em relação ao faturamento do empregador, a receita bruta deve ser superior a R﹩ 360 mil e igual ou inferior a R﹩ 10 milhões em 2019.

O objetivo é cobrir a totalidade da folha de pagamento referente a dois meses estando limitado à dois salários mínimos (R﹩ 2.090,00) por empregado. As folhas de pagamento serão processadas pela instituição financeira que conceder o empréstimo.

O empregador que contratar a linha de crédito deve observar as seguintes restrições:

• Utilizar os recursos exclusivamente para a folha de pagamento dos empregados

• Proibição de dispensar os empregados, sem justa causa, no período entre a contratação do empréstimo até 60 dias após o recebimento da última parcela (ou seja, estabilidade de 60 dias).

O descumprimento dessas condições sujeita o empregador ao vencimento antecipado da dívida. Cabe à Instituição Financeira que conceder o crédito garantir, além da veracidade das informações prestadas pelos empregadores, que os recursos sejam utilizados exclusivamente para folha de pagamento.

Regras do empréstimo:

• Prazo – O empréstimo será concedido até 30.06.2020

• Taxa de Juros – 3,75% ao ano sobre o valor concedido

• Pagamento – 36 parcelas mensais

• Carência – 6 meses para iniciar o pagamento (com capitalização de juros durante o período)

O registro de inadimplência nos seis meses anteriores à contratação pode impedir a concessão do crédito (os bancos poderão consultar todos os sistemas de proteção ao crédito). Em caso de não pagamento do empréstimo, a cobrança será realiza pelas instituições financeiras.

O BNDES atuará, a título gratuito, como agente financeiro da União, regulamentando os procedimentos referentes às operações de crédito. Caberá ao Banco Central fiscalizar o cumprimento das condições estabelecidas no âmbito deste Programa Emergencial.

Opções do programa Desenvolve São Paulo – o Banco do Empreendedor

• Crédito Digital – BNDES Pequenas Empresas – direcionado à Micro e Pequenas empresas instaladas e sediadas no estado de São Paulo, com faturamento anual entre R﹩ 81 mil e R﹩ 4,8 milhões, com taxas dejuros a partir de 1,03% (0,63% acrescidos da TLP) ao mês, prazo de pagamento de 42 meses (incluindo a carência), a carência é de 9 meses e o valor máximo é de R﹩ 500.000, exigindo garantias. Para saber mais –http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-bndes-pequenas-empresas/.

• Crédito Digital – Giro Rápido – direcionado às seguintes empresas instaladas e sediadas no estado de São Paulo: Micro, Pequenas e Médias empresas com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 90 milhões (desde que não seja Empresário Individual), e Empresários Individuais com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 16 milhões. Com juros a partir de 1,20% ao mês, podendo ser pago em 42 meses (incluindo a carência), a carência é de 9 meses. O valor máximo a ser tomado é de R﹩ 3.750.000, exigindo garantias. Para saber mais – http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-giro/

• Crédito Digital – Audiovisual, Economia Criativa, Turismo e Comércio – direcionado às empresas que possuem CNAE específicos, instaladas e sediadas no estado de São Paulo, nas seguintes condições: Micro, Pequenas e Médias empresas com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 90 milhões (desde que não seja Empresário Individual), e Empresários Individuais com faturamento anual superior a R﹩ 81 mil até R﹩ 16 milhões – para saber os CNAE do programa é preciso acessa – http://www.desenvolvesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Lista-de-Cnaes-AVETC.pdf. A taxa de juros é de 1,20% ao mês, e o prazo de pagamento é de 60 meses. O valor a ser tomado é de até R﹩ 3.750.000, exigindo garantias. Para saber mais –http://www.desenvolvesp.com.br/empresas/credito-digital/credito-digital-audiovisual-economia-criativa-turismo-e-comercio/.

Opções do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Social

• Crédito para folha de pagamento de MPMEs (financiamento de até 2 salários mínimos por empregado, por 2 meses) – esse é um crédito emergencial para empresas com faturamento anual entre R﹩ 360 mil e R﹩ 10 milhões, exclusivamente para pagamento da folha de salários de funcionários. A contrapartida desse crédito é a empresa não poder demitir, por dois meses, os empregados com salários financiados. A taxa de juros é de 3,75% ao ano (isenta de remuneração ao BNDES e aos bancos). O prazo de pagamento é de até 30 meses, tendo 6 meses para cobrança de juros. Para saber mais – http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/linha-emergencial-folha-de-pagamentos-mpme

• Mais capital de giro – BNDES Crédito Pequenas Empresas – Como iniciativa de apoio ao enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus, o BNDES expandiu a oferta de capital de giro desta linha de crédito para negócios com faturamento anual de até R﹩ 300 milhões até 30 de setembro de 2020, com limite de financiamento de até R﹩ 70 milhões por ano. Com livre negociação, o programa tem custo financeiro (TFB, TLP ou Selic), mais taxa BNDES de 1,25% ao ano e taxa banco conveniado. O prazo de pagamento é de até cinco anos, incluindo carência de até dois anos. Para saber mais – http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-credito-pequenas-empresas

• Linha emergencial – setor de Saúde – crédito para ampliação de leitos e da oferta de equipamentos e materiais médicos e hospitalares, com possibilidade de tomada de até R﹩ 150 milhões por grupo econômico, a cada período de 6 meses. O valor mínimo de financiamento em operações será de R﹩ 10 milhões. A solicitação deve ser feita diretamente ao BNDES. A vigência é até 30 de setembro de 2020. Os valores a serempagos incluem o custo financeiro (TLP), mais taxa BNDES de 1% ao ano e taxa de risco de crédito de até 4,26% ao ano. O parcelamento é limitado a 60 meses (incluindo a carência). A carência é de 3 a 24 meses

O Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também possuem medidas para apoiar franquias, micro e pequenas empresas, os juros e carências devem ser negociadas diretamente com os bancos. Os demais bancos do país também estão oferecendo “renegociação em condições especiais”.

Aceleradora mapeia startups que podem auxiliar setores impactados pelo coronavírus

A crise causada pela pandemia do coronavírus afetou a economia de forma incalculável e alguns setores estão sofrendo consequências graves, como o de transporte, turismo e gastronomia. Na contramão, outras áreas do mercado têm tido picos de demanda neste período conturbado, principalmente serviços que podem ser feitos a distância, como aplicativos de videochamada, como o próprio Zoom.

Neste cenário, existem as startups, empresas que possuem a disrupção em seu DNA. Por terem este perfil mais ligado à inovação, algumas estão conseguindo atravessar a fase atual de forma positiva ou, inclusive, propondo algum tipo de avanço para todo seu segmento. Para mostrar isso, a Troposlab – aceleradora de negócios, projetos e pessoas – fez um mapeamento de negócios que foram acelerados por ela, e que podem ajudar outras empresas a reinventarem-se e a superarem a crise do coronavírus.

“Existem efeitos de curto, médio e longo prazo e já começamos a ver um desenho de setores que estão sendo e serão mais afetados, seja pela doença em si, seja pelos efeitos econômicos do confinamento que estamos vivendo. Por isso, mapeamos alguns dos principais setores que estão sofrendo com as atuais medidas e as principais startups aceleradas que podem ajudar na reinvenção destes negócios”, explica Pedro Teixeira, cofundador e diretor de aceleração da Troposlab.

Varejo

Uma área que foi muito impactada e está precisando se reinventar e reformular seu modelo de negócios é a de varejo. Inúmeras empresas têm tido queda nas vendas porque não podem abrir e ainda não possuem uma plataforma online.

• eMercado e Domusca : duas startups que atuam no setor de varejo supermercadista. Mesmo com o confinamento, as pessoas precisam comprar itens essenciais de alimentação. Para evitar que elas se arrisquem e saiam de casa, as duas plataformas funcionam como deliverys para quem deseja fazer as compras do mês.

• N2N Virtual: Para os microempreendedores que precisaram fechar as portas de seus pequenos negócios, essa startup é uma boa opção de migração para o online. É um marketplace que permite que qualquer um crie sua loja virtual, uma oportunidade para novas ideias.

• Take Now: Sente falta das outlets e de promoções como “Compre Agora” ou “Veja Agora”? A Take Now trazer este conceito para o online e qualquer pessoa pode vender pela plataforma. Funciona como um marketplace de moda que lança promoções que ficam disponíveis na tela por 1 minuto e meio. Se a pessoa não se interessar pela oferta, o produto não aparece mais. Se ela gostar, ele fica disponível por 5 minutos para fechar a compra. Algumas vezes, há produtos por R﹩ 1.

• Rectrix , Simbio e Shelfpix : Startups B2B que oferecem soluções tecnológicas com softwares de gestão de vendas e caixa. Um segmento para ficar atento, pois com o aumento de demandas no online, é preciso ter um sistema de operação eficiente e que controle o fluxo de informações das operações de uma empresa de varejo.

Turismo

A área de turismo e viagens foi a que sofreu instantaneamente com a crise do coronavírus. Em tempos de isolamento social, as viagens de férias e as hospedagens em hotéis são as primeiras a pararem. Como as empresas estão lidando com o momento atual e se planejando para o futuro é que vai determinar se vão sobreviver ou não.

• Mevow e Mibusca : são plataformas de busca e comparação de preços de passagens aéreas. Nos dois exemplos, elas podem funcionar de forma integrada com outros players do setor que precisam se reinventar, como no caso de agências de viagem e turismo.

Alimentação

Categorias de mercado que necessitam da presença física e trabalham com a ideia de interação social ficaram de mãos atadas com a quarentena, especialmente os pequenos bares e restaurantes de bairro, que tinham uma clientela fixa da região. Muitos já trabalhavam com plataformas de delivery, como iFood e Uber Eats, e outros precisaram utilizar estes sistemas às pressas para não perder espaço.

• Menyoo: é uma plataforma que funciona de forma complementar com aplicativos de delivery, possibilitando a chegada de cardápio de um determinado estabelecimento a mais lugares e, consequentemente, trazendo mais vendas.

• Bom de copo : os happy hours tiveram uma pausa, mas mesmo assim é possível reconectar a comunidade cervejeira por meio da tecnologia. A startup liga produtores, estabelecimentos e clientes para estabelecer relacionamentos entre esses grupos.

• Sacola de Minas: funciona como um marketplace de produtos artesanais onde fabricantes podem comercializar seus produtos que antes eram vendidos em pequenas quitandas e mercearias. Há uma grande gama de produtos, desde queijos e doces mineiros a artesanatos.

Entretenimento

Assim como a área de gastronomia sofreu pelo distanciamento social, o setor de entretenimento, cultura e lazer está vendo os impactos com seus pontos de portas fechadas. O jeito de se entreter mudou. Milhares de músicos estão fazendo lives de show e os serviços de streaming estão mais fortes do que nunca.

• Cennarium: uma espécie de Netflix de peças de teatro e musicais, a startup tem o objetivo de levar a experiência dos palcos para o ambiente digital com apresentações musicais, circo, performances de dança e muito mais, além de democratizar o acesso à cultura.

• HOLOBOX: startup que reproduz personagens, objetos e pessoas em hologramas. No momento atual, as lives se tornaram parte da rotina. Mas em breve, é possível que as transmissões em holografia possam se tornar realidade em um mundo pós Covid-19.

• ampyou e Eshows : as duas startups atuam como portais para conectar artistas com clientes para contratação de shows particulares, enquanto as aglomerações precisam ser evitadas.

Reinventando parcerias no novo normal

Por Bruno Maia, diretor de Inovação do SAS para América Latina

Nada será como era antes. Essa simples constatação, tão subestimada anteriormente, ganhou um novo significado no debate sobre o trabalho durante e após a pandemia, e está levando à busca da reinvenção do papel de profissionais, empresas e seus clientes nesse novo normal.

Para quem está acostumado ao modelo tradicional de trabalho, a Covid-19 introduziu uma brutal disrupção na rotina, até então calcada nos diversos aspectos da vida “lá fora”, bem como mudanças radicais no expediente, que agora acontece dentro de nossas casas.

Durante três semanas, notei o impacto da mudança em mim mesmo e nos outros. Dias de trabalho sem fim ou pausa, entremeados pelo ruído da avalanche de notícias e dicas de autodesenvolvimento na quarentena, temas sob um guarda-chuva que projeta a sombra da incerteza sobre o futuro. É uma situação que coloca nossas melhores capacidades humanas em xeque.

Tendo reformulado minha própria forma de trabalhar para responder às novas imperativas trazidas pela crise, meu modelo atual considera estes impactos e seus desdobramentos em como nossos clientes operam. A primeira conclusão é: o trabalho estruturado e a abordagem de fail fast nunca foram tão adequados para projetos de tecnologia e inovação.

No atual cenário, é preciso trabalhar com o que se tem: praticar, falhar e consertar rápido. A busca pela perfeição na primeira entrega, muitas vezes infrutífera e razão da falha de tantos bons projetos, sai de cena. Entra em cena o bom, o possível, o que possibilita a permanência no jogo infinito e permite a flexibilidade necessária para navegar a instabilidade.

A interação entre pessoas também mudou e esse é outro elemento crucial de como parcerias estão sendo reinventadas pós-coronavírus. Nossos clientes são pessoas que sofrem os mesmos problemas e pressões trazidas por esta situação sem precedentes. Portanto, é essencial ter isso em mente quando trabalhamos não só durante a crise, mas quando pensamos no futuro destas relações.

“Em um cenário de pressão e excesso de informações, é fundamental ser relevante

No pós-pandemia, muitas empresas que experimentaram a operação remota e as eficiências que essa abordagem pode trazer não olharão para trás. Por outro lado, o trabalho remoto vai continuar a invadir os limites entre o tempo pessoal e profissional. As pessoas sofrerão cada vez mais com overload de informações e encontros serão raros. Isso se refletirá na interação entre empresas e seus parceiros de tecnologia.

O processo de conseguir um minuto de pausa de atenção do cliente, que sempre foi desafiador para fornecedores de soluções, ganha nuances adicionais no novo normal. Considerando todos os fatores, barreiras e mudanças que descrevi até aqui, o trabalho precisa ser o mais informativo e realista possível.

Para isso, aumenta a barra do estudo e da análise prévia. Não vale usar modelos vistos na indústria anteriormente, do one size fits all, onde projetos anteriores são utilizados para mostrar como uma oferta pode apoiar um cliente. Falaremos da questão a ser endereçada, mas o debate sobre a solução a ser usada ficará em segundo plano, ou muitas vezes, até invisível.

Foco no pragmatismo e sustentabilidade no longo prazo serão fundamentais para as parcerias no novo normal. Em uma realidade de caixas de email lotadas e pessoas metralhadas com informação, o objetivo deve ser gerar menos barulho e trazer menos problemas. Ser relevante é a única forma de conquistar espaço, mas com a música que clientes precisam ouvir agora: a das soluções.

Scala Data Centers anuncia novo data center de classe mundial atingindo capacidade de mais de 50 megawatts em São Paulo

A Scala Data Centers, plataforma de Data Centers hiperescaláveis fundada pela Digital Colony, iniciou a construção de um terceiro data center em São Paulo. A nova instalação, que já recebeu a certificação ANSI / TIA-942-B rated 3, é adjacente a uma unidade existente da Scala e facilitará a expansão dos clientes atuais apoiando o crescimento contínuo da Scala. Com este novo prédio, juntamente com a expansão em andamento das unidades existentes, a Scala alcançará uma capacidade instalada superior a 50 MW. As ampliações evidenciam o compromisso da companhia em apoiar seus clientes e de ser líder no mercado brasileiro.

Denominado SP3 e com inauguração prevista para janeiro de 2021, o novo data center contará com 13MW de capacidade total. O data center aproveitará a experiência operacional, de projeto e construção da Digital Colony e a longa história da equipe de engenharia da Scala para fornecer um ambiente de data center de primeira linha. “Estamos implantando equipamentos com a tecnologia mais recente em todo o projeto para garantir o mais alto nível de desempenho e, acima de tudo, eficiência energética superior para reduzir o custo total das operações para nossos clientes. Essa instalação excederá os padrões de hoje dos modernos data centers”, acrescenta Eugênio Cruz, diretor de engenharia e operações da Scala.

“O Brasil é um dos mercados que mais cresce no consumo de conteúdo digital, impulsionado pelo aumento do uso de dispositivos móveis, pela adoção de tecnologias em nuvem e pelo crescimento da Internet das coisas”, diz Marcos Peigo, CEO da Scala. “A Scala está comprometida em expandir sua presença e apoiar seus clientes, oferecendo serviços de qualidade excepcional em data centers de classe mundial, combinando flexibilidade e velocidade, trazendo mais competitividade no mercado”, finaliza o executivo.

TIVIT usará 100% de energia limpa a partir de 2022

A TIVIT, multinacional brasileira de tecnologia, anuncia que usará 100% de energia limpa em suas operações a partir de 2022. Todos os trinta escritórios no Brasil, além dos quatro data centers sediados no país, serão alimentados por energia gerada em um parque eólico no Rio Grande do Norte, que leva o nome de Rio do Vento.

“A TIVIT tem o compromisso de diminuir a sua pegada de carbono. A questão ambiental tem se mostrado cada vez mais urgente e nossa intenção é deixar um legado de sustentabilidade. A companhia terá sua energia suprida por um dos maiores projetos eólicos do mundo, e esperamos, por meio dessa ação, continuar a impactar positivamente nossos colaboradores, fornecedores e as empresas com as quais mantemos relações”, afirma Carlos Gazaffi, Presidente da TIVIT.

Usar a energia eólica como sua principal fonte é uma forma de a TIVIT, uma empresa com 7.000 funcionários e 10 data centers espalhados pela América Latina, diminuir seus impactos na natureza. A adoção da energia limpa marca a continuidade dos esforços de sustentabilidade da TIVIT. A empresa trabalha em uma agenda de ações voltada a mitigar os impactos causados no meio ambiente.

O empreendimento será construído pela Casa dos Ventos, empresa líder no desenvolvimento de projetos eólicos no Brasil, em um local com uma das melhores condições de vento do país. Para Lucas Araripe, diretor de projetos e novos negócios da Casa dos Ventos, “esse é um grande passo, não apenas para a TIVIT, mas por consolidar uma tendência crescente de grandes consumidores buscarem suprimento energético sustentável. Rio do Vento evitará a emissão anual de um milhão de toneladas de CO2 graças a TIVIT e outros clientes que se tornaram nossos parceiros no projeto.”

O empreendimento será responsável pela geração de aproximadamente 1.200 empregos e terá uma capacidade instalada de 504 megawatts. A operação comercial está prevista para o segundo semestre de 2021.

Direito digital garante a integridade das empresas em tempos de transformação

Por Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora do Petraroli Advogados

Internet das coisas, inteligência artificial e e-commerce são algumas das expressões que se tornaram parte do dia a dia de empresas e consumidores nessa era de transformação digital. Em tempos de pandemia, o processo para uso de tecnologias e inovações, como soluções para melhorar os resultados e se manter no mercado, está ainda mais acelerado.

A adaptação de produtos e serviços às novas exigências do consumidor resultou em uma mudança nos modelos de negócio e em suas estratégias, onde a principal ferramenta são os recursos digitais multifuncionais. À medida em que cresce a praticidade e a proximidade com os clientes, aumenta também a prática de cibercrimes, vazamento de dados, fraudes em e-commerce e invasão de privacidade, demandando a criação de regulamentações específicas no setor jurídico – o chamado direito digital.

Para manter a integridade da empresa, é preciso estar em conformidade com as leis, respeitando as normas e regras que regem as relações, evitando, assim, ações que possam lesar a sociedade e, consequentemente, processos na justiça. Apesar de ainda haver poucas regulamentações que tratam exclusivamente do direito digital, a principal referência é o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014), primeira lei a determinar a responsabilidade civil de provedores e usuários da rede, trazendo mais segurança aos negócios digitais.

Devido a essa insuficiência de normas específicas, o direito digital ainda depende de regulamentações de outras áreas do direito, como criminal, contratos e compliance, tornando necessária a atuação de profissionais do setor jurídico, tanto no contencioso como no consultivo.

No caso dos cibercrimes, embora muitas condutas praticadas no ambiente digital sejam facilmente identificadas como ilegais, o fato de se utilizar a tecnologia como ferramenta muda a aplicação da norma e exige de advogados e juízes um conhecimento mais abrangente para aplicação das leis. Para os contratos, por exemplo, com as diversas operações realizadas no meio digital entre empresas e clientes, esses documentos devem ser adaptados à nova realidade, contemplando todas as questões que envolvem as relações online.

O processo de transformação digital, com seus recursos tecnológicos e soluções inovadoras, é essencial para a sustentabilidade e desenvolvimento de qualquer empresa, mas é preciso estar sempre atento às obrigações legais.

Cinco dicas para manter uma operação de excelência em meio à crise

Por Adriana Oliveira

Os benefícios dos investimentos em digitalização de métodos e sistemas tornaram-se mais evidentes com a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Fatores como autonomia dos colaboradores, uso inteligente da tecnologia, definição de metas claras e aproximação com os clientes foram decisivos para que algumas empresas saíssem a frente nesse cenário, com 100% das equipes trabalhando remotamente.

Para que a organização siga ativa e com produtividade durante esse período, separei algumas dicas que podem fazer a diferença na sua empresa:

Metodologia ágil

A adoção de um método ágil de trabalho promove uma hierarquia horizontal e garante mais autonomia às equipes. Quando o trabalho remoto virou realidade para muitos de um dia para outro, essa mudança causou pouco impacto àquelas empresas que já operavam utilizando metodologias ágeis, sem consequências na operação e produtividade.

Usar a tecnologia a seu favor

Quanto mais domínio da tecnologia sua empresa tiver, mais ilesa ela vai conseguir passar por este momento. Plataformas de gerenciamento, por exemplo, que organizam demandas internas e externas, auxiliam no controle das solicitações e atividades, e oferecem mais produtividade ao gerir tarefas individuais. Desta forma, os funcionários conseguem se planejar com mais facilidade. O RH ganha agilidade e efetividade na gestão dos colaboradores, como em avaliações de desempenho, planos de desenvolvimento individual, planos de carreira, entre outros aspectos.

Definição de OKRs (Objective Key Results)

Os OKRs são, resumidamente, os objetivos da empresa e os meios escolhidos para alcançá-los. Ou seja, é uma definição do caminho que a companhia quer seguir e os pequenos passos que devem ser trilhados para que, juntos, todos possam atingir esse grande objetivo. Como colaboradores e gestores não estão próximos, é necessário que essas metas estejam claras para toda a equipe.

Comunicação constante

É verdade que nem todos têm tempo disponível para reuniões diárias. Neste caso, manter a frequência de comunicados pode ser um diferencial. Newsletters, por exemplo, são excelentes meios para cumprir esse papel. Um layout chamativo e informações relevantes garantem que todas as novidades internas cheguem aos colaboradores com facilidade.

Reuniões e lives com os clientes

Manter a proximidade com os clientes garante rápida identificação de problemas que possam surgir nesse período e a empresa ganha agilidade para ajudar aqueles que estão com dificuldade em áreas específicas. Uma iniciativa que pode facilitar isso é a criação de lives com temas que sejam interessantes para os seus contratantes. Essa é uma forma de continuar com “eventos” de relacionamento e também de se comunicar com o público geral.

Enfim, há diversos cuidados que as empresas devem tomar nesse período. Nada vai além de atenções que todos devem ter mesmo quando a rotina é normal, o que precisamos fazer agora é encontrar maneiras de manter esse cuidado à distância.

Adriana Oliveira, diretora de Recursos Humanos do Mercado Eletrônico