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Plano de Gerenciamento de Mudanças – Você realmente precisa de um?

Por Sabine Riedel

Gerenciamento de mudanças parece ser a palavra mágica do gerenciamento empresarial moderno, e não apenas no que diz respeito à transformação digital. As organizações geralmente são capazes de lidar com mudanças, porque o “sistema” de organização em si é um sistema em constante mudança. Porém, a capacidade de controlar a organização é limitada e, especialmente quando se trata de mudanças radicais, há algumas coisas a considerar.

Em teoria, a estratégia e os processos de gerenciamento de mudanças geralmente parecem fáceis de gerenciar; seus conceitos parecem coerentes. No entanto, à medida que a mudança progride, um momento próprio às vezes se desenvolve. Quanto mais profunda a mudança, mais perturbador o processo de mudança pode ser para o ambiente. O efeito positivo de pequenas alterações, por outro lado, pode passar despercebido, assim como o aumento de eficiência desejado.

Dizem que planos abrangentes de gerenciamento de mudanças em uma empresa têm um impacto negativo nos negócios, funcionários e clientes antes que o objetivo desejado seja alcançado. Portanto, é útil considerar se algum deve ser implementado e, em caso afirmativo, com qual modelo deve ser trabalhado. Existem muitos modelos: alguns se provaram, outros nem tanto. O que todos eles têm em comum é o seguinte: é uma tarefa a ser atribuída aos gerentes. Da mesma forma, não há dúvida na literatura especializada de que certos fatores são indispensáveis ​​para que as mudanças sejam implementadas com sucesso:

• Comunicação orientada a objetivos com todos os envolvidos.

• O desenvolvimento de objetivos compreensíveis e uma visão.

• A integração precoce e abrangente de todos os funcionários afetados pela mudança.

• Motivação, vontade, habilidade e qualificação para a mudança. (E isso não apenas para os funcionários, mas principalmente para os gerentes.)

Para realizar mudanças de uma maneira promissora, um plano de gerenciamento de mudanças é útil. Ele mantém as irritações que podem resultar de alterações no mínimo. Permite adaptar-se aos desafios de forma rápida e dinâmica. Ao mesmo tempo, é um importante instrumento de monitoramento para acompanhar os principais índices e marcos.

Um plano de gerenciamento de mudanças também garante que o processo de mudança seja registrado e mantido sob vários aspectos. Afinal, não temos apenas fatos numéricos cuja mudança pode ser observada, mas, acima de tudo, haverá mudanças nas pessoas que estão implementando essa mudança. Um plano de gerenciamento de mudanças significa ter certeza sobre o orçamento a ser usado, o processo, o grau de alcance das metas e os recursos utilizados, mantendo-se ao mesmo tempo ágil.

“O plano pelo menos nos ajuda a registrar desvios desde o início e reconhecer se devemos corrigir nossa direção original.”

O que contém um plano de gerenciamento de mudanças?

Muito já foi escrito sobre isso. Existem inúmeros consultores que se empenham em criar planos com as empresas e trabalhar com eles com cuidado. Isso sempre me lembra um pouco a balada de Bertold Brecht à incapacidade dos planos humanos:

(…) Sim, apenas faça um plano.

Basta torná-lo um grande problema!

E então faça um segundo plano

Nenhum deles está funcionando.

No entanto, o plano pelo menos nos ajuda a registrar desvios desde o início e reconhecer se devemos corrigir nossa direção original. E devemos e levamos muito tempo para planejar! Um plano de gerenciamento de mudanças deve abordar:

1. Por que algo deve mudar?

As razões para uma mudança desejada são geralmente múltiplas: adaptação a novas tecnologias, marca do empregador, déficits de desempenho ou talvez porque a orientação e / ou estratégia da empresa mudou.

Uma maneira de configurar o plano de gerenciamento de mudanças é, portanto, descrever a situação atual com todos os seus déficits em forma granular e, em seguida, apresentar como deve ser a situação futura que será alcançada pela mudança.

2. O que exatamente deve mudar?

O objetivo é descrever os aspectos afetados da organização. Quem e o que faz parte da mudança? Trata-se de posições, processos ou política da empresa? Quais departamentos, sistemas ou outros aspectos da empresa estarão sujeitos às alterações?

3. Quem apoiará as mudanças?

Na minha opinião, este é um dos pontos mais importantes do plano de gerenciamento de mudanças! Trata-se de identificar as partes interessadas certas e, acima de tudo, garantir que essas pessoas possam tomar decisões e colocá-las em prática. Em primeiro lugar, esses são os gerentes ou funcionários que são diretamente afetados pelas mudanças.

Gostei de uma proposta que recomendou listar e avaliar todos os principais representantes em termos de consciência da necessidade de mudança, nível de apoio e influência, simplesmente com base em uma escala de baixa, média e alta; depois, comunicando esse diagrama abertamente.

4. Reunir uma equipe de gerenciamento de mudanças

Essa equipe deve ter um membro da gerência sênior que atue como promotor e, quando apropriado, iniciador de mudanças na organização, porque essa equipe é responsável por garantir que a comunicação sobre os processos de mudança seja correta. Não são apenas boas habilidades de comunicação essenciais para isso, mas é importante desenvolver um bom senso de preocupações e resistência, além de poder ouvir. Portanto, a equipe deve consistir em uma equipe de membros credíveis e confiáveis.

Uma atitude proativa é particularmente benéfica aqui, porque também trata de prevenção, não apenas de intervenção. Trata-se de cooperação ativa, especialmente da administração. Não se trata apenas de assinar um plano.

Alguns podem complementar isso com um plano para cada representante do processo de mudança e também podem envolver a gerência sênior para receber feedback regular. Na minha experiência, isso é realmente benéfico, mas também pode se tornar um projeto por si só, porque esse comportamento não está estabelecido na cultura corporativa.

5. Desenvolvimento de um plano de comunicação

Esse é um dos passos mais importantes e sua criação é independente da cultura corporativa vivida até agora. O tipo, frequência, canais de comunicação e escopo, por outro lado, dependem do tipo de organização. Como um dos componentes mais importantes de uma mudança bem-sucedida, ele deve sempre se concentrar nos motivos da mudança e quais são os benefícios. Públicos-alvo diferentes devem receber comunicações diferentes, mas as mensagens não devem ser contraditórias. Especialmente com as partes interessadas, a comunicação bidirecional pessoal também pode ser melhor dentro da estrutura de reuniões presenciais.

6. Analisar e neutralizar a resistência

Toda mudança cria resistência. Isso requer uma investigação completa das causas. Às vezes, são mal-entendidos ou uma oportunidade limitada de participação que leva à rejeição da mudança.

É importante, uma vez identificada, observar cuidadosamente a resistência e / ou sua eliminação. A resistência é o maior inimigo dos projetos de gerenciamento de mudanças e a principal causa de seu fracasso.

7. Dissolver bloqueios e resistência

Na maioria dos casos, a adaptação da estratégia de comunicação ajuda a quebrar a resistência e alcançar a participação ativa ou até uma atitude positiva. Às vezes, porém, é necessário um pouco mais de esforço. Estes podem ser úteis:

• Forneça treinamento apropriado para mudanças de papéis ou processos.

• Considere um sistema de bônus para participação extraordinária ou até mesmo um evento da empresa.

• Suspenda uma reunião de feedback para remover as exclusões das partes interessadas.

Existem muitas outras maneiras de criar um plano de gerenciamento de mudanças. E, no entanto, para mim sempre parece que o aspecto mais importante é manter um foco especial nos funcionários afetados e em todas as outras partes interessadas, para que você possa mantê-los motivados da mesma maneira. Transparência e comunicação apropriada são os catalisadores que tornam um processo de mudança bem-sucedido.

Sabine Riedel, membro do Conselho de Gerenciamento da OTRS AG

Escuta ativa ajuda líderes durante a pandemia

Com a pandemia da covid-19, as grandes companhias precisaram se adaptar de várias maneiras. Além do já conhecido home office, as empresas precisam preparar e apoiar seus colaboradores para esse novo momento, em especial os líderes, que têm papel central no direcionamento das equipes.

É preciso mais que capacitação, segundo o gerente executivo da empresa especializada em recrutamento, a Page Group no Brasil, Thiago Gaudêncio. Ele foi o facilitador do evento online promovido pela Amcham Curitiba sobre ‘‘Habilidades do Profissional do Futuro’’ que aconteceu no último dia 12. ‘‘Não existe um conhecimento acadêmico pronto que a gente pode aplicar. Os líderes estão aprendendo com essa pandemia, assim como os colaboradores, porque a gente não viveu isso nos últimos 100 anos. É preciso aprender a como lidar na prática, no dia a dia. E uma das soluções que tem ajudado e muito nesse momento é a escuta ativa – técnica utilizada para ouvir e compreender atentamente o interlocutor, não só com o ouvido e sim com todos os sentidos’’, diz.

Sobre as habilidades do novo profissional, Gaudêncio explica que o líder tradicional já não tem mais lugar no novo mercado. ‘‘As empresas com boas lideranças são as que têm feito a diferença nesse momento. O que não cabe agora é aquele sujeito de terno e gravata fingindo que está tudo bem e que nada mudou. As próximas gerações de líderes precisam de uma liderança transformacional, que esteja disposta a se reinventar, a aprender, que escute, que fale, que encoraje e que engaje’’, conclui.

Aprender a fazer junto

Apesar disso, de acordo com dados da Page Group no Brasil, 80% das empresas do país ainda não acreditam que suas lideranças estejam prontas para essa grande transformação. Por esse motivo, é preciso mudar os hábitos de líderes considerados tradicionais. ‘‘A partir de agora é preciso mostrar como fazer e fazer junto, para que todo mundo saiba o que fazer e como fazer. O que não cabe agora é aquele líder distante de seu time’’, declara Gaudêncio.

Segundo ele, ao contrário do que esses líderes têm pensado, as empresas vão continuar medindo o próprio desempenho e de seus colaboradores, mesmo que remotamente. ‘‘A performance não deixa de ser medida, mas agora é medida de maneira diferente’’, conclui.

Como evitar fraudes nas compras online

Com os avanços tecnológicos e a praticidade nas compras no ambiente digital, surge uma nova preocupação para as empresas no e-commerce, a segurança nas transações de pagamentos.

Estima-se que uma pessoa é vítima de fraude a cada 14,8 segundos, de acordo com dados oficiais do Serasa.
Com o aumento crescente das compras online e via app, vários golpes passaram a acontecer, que variam desde a coleta indevida de dados pessoais no ato da compra até o roubo dos dados dos cartões de crédito armazenados nos sites.
Mas, quais medidas devem ser adotadas para evitar as fraudes por terceiros?

Em primeiro lugar, é fundamental investir em ferramentas que analisem os riscos nas transações, verificando se os dados de cadastro estão de acordo com as informações dos cartões de crédito inseridos no ato da compra.

Entre os procedimentos mais seguros estão a consulta do CPF no sistema da Receita Federal e outros órgãos de proteção ao crédito, principalmente, nas compras de valores elevados que envolvam a opção de parcelamento.

Outro ponto importante são os dispositivos antifraude, como análise de IP, endereço de entrega, e-mail e dados cadastrados.

Para assegurar as compras e combater às fraudes é essencial meios de pagamento e certificados digitais que codificam as informações preenchidas pelos clientes, para que os dados não vazem e sejam usados de forma indevida. É importante investir em um site que ofereça proteção criptografada na transferência de dados entre o computador e servidor para identificar se os padrões de compra possuem uma linearidade.

De acordo com Renato Galletti, gerente de marketing e inside sales da Yapay, plataforma intermediadora de pagamentos e unidade de negócios da Locaweb, “nem todo e-commerce tem infraestrutura para identificar as fraudes nas compras, mas, felizmente com a ajuda da tecnologia, é possível contratar intermediadores de pagamentos, que fazem de forma integrada a análise de risco dentro das questões legais, sobre a proteção dos dados assegurando os processos de compra para as lojas virtuais”, afirma.

Programa IA2 MCTIC abre chamada para startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia

O Programa IA2 MCTIC, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com a Softex, aceleradoras e centros de pesquisa, anuncia o lançamento do edital de chamada para inscrição de startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia interessados em desenvolver de soluções escaláveis baseadas em Inteligência Artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes.

Voltado ao fomento da inovação e da competitividade, seu objetivo é promover a aceleração tecnológica de soluções de impacto através da incorporação de Inteligência Artificial. Combinada a outras tecnologias, o emprego da IA está entre as dez principais tendências tecnológicas estratégicas segundo levantamento realizado pelo Gartner. Os investimentos em Inteligência Artificial têm crescido a uma média anual de aproximadamente 20% e atingiram no ano passado, segundo a BCC Research, US$ 15,2 bilhões.

O Programa IA2 MCTIC selecionará inicialmente 100 projetos para pré-aceleração que receberão mentoria e suporte técnico das ICCs e das aceleradoras com experiência aplicada em IA já cadastradas. Na sequência, serão escolhidas 30 startups que poderão receber investimento tanto das ICCs como das a aceleradoras.

“Por sua abrangência nacional, o IA2 MCTIC é uma forma de injeção de capital no mercado ao possibilitar investimentos em projetos de P&D orçados em até R$ 500 mil. Promoveremos uma aceleração do projeto de modo ágil para que as startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia consigam desenvolver seu projeto em um prazo de três meses. Depois, o grupo ainda será acompanhado por mais seis meses para acesso e validação junto ao mercado e a clientes pelas aceleradoras e ICT’s do Programa. Após esse processo, realizaremos a conexão com uma empresa que poderá contratar ou investir na solução”, explica Diônes Lima, vice-presidente da Softex, acrescentando que a meta é manter o cronograma de atividades acordado antes do início da pandemia de coronavírus.

O IA2 MCTIC engloba um trabalho em quatro frentes: empresas interessadas em testar tecnologias de IA a partir de desafios enfrentados em suas organizações (empresas âncoras); aceleradoras, responsáveis pelo investimento e suporte aos executores dos projetos de P&D selecionados e na escalabilidade de seus modelos de negócios; instituições do CATI, responsáveis pelo apoio e acompanhamento do desenvolvimento da solução e suporte tecnológico; e startups, grupos de pesquisa ou empresas de TI que executarão os projetos de P&D sob a orientação e com o apoio do CATI e das aceleradoras.

Para inscrições e informações adicionais sobre o Programa IA2 MCTIC visite http://softex.br/iamctic/

Nova realidade do Food Service: Linx promove live sobre a importância do cardápio e embalagens na era do delivery

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, continua, pelo segundo mês, sua série de lives sobre a importância da inovação tecnológica para o setor em um momento que pede mudanças. Denominados ‘Papo Linx’, os eventos online são gratuitos e têm como objetivo ajudar lojistas a manterem as vendas em um cenário desafiador.

As lives são conduzidas por especialistas da Linx que trabalham com os mais diversos segmentos do varejo. Além disso, clientes da companhia são convidados para mostrar exemplos de como inovar em cada tipo de negócio. Para participar, os interessados devem acessar este link no dia e horário de cada evento.

Nesta semana, a empresa promoverá uma live dedicada ao segmento de Food Service, com foco em embalagens e entrega em domicílio. Intitulada ‘Cardápio & Embalagens no Delivery: como obter melhores resultados’, a sessão contará com Rodrigo Andrade (Diretor do segmento de Food Service da Linx), Simone Galante (Fundadora e CEO da Galunion), Victoria Gabrielli (Diretora de Marketing e Trade Marketing da McCain Foods Brasil) e Itagiba Fortunato (Diretor da Tuicial Indústria Gráfica). O evento online acontecerá na quinta-feira (21/5), às 15h.

As lives começaram no início de abril e já abordaram temas como desafios do e-commerce, gestão do estoque na crise, omnichannel, reinvenção do varejo, entre outros. Para mais detalhes acesse o YouTube da Linx econfira os debates que já aconteceram: http://www.youtube.com/channel/UCgy4D2ESnXSGPUwvi16tt8A.

Cargos que cresceram diante da pandemia do coronavírus

A Catho realizou um levantamento para compreender os cargos de maior abertura de vagas durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Segundo o estudo, que analisa os meses de março e abril de 2019 versus os meses de março e abril de 2020, cargos relacionados à área da saúde, supermercadista, farmácia e logística são os que mais apresentaram crescimento desde o início do isolamento social.

Fisioterapeuta respiratório, profissionais à frente das UTIs e responsáveis pelo manuseio de ventiladores mecânicos e intubação de pacientes, obtiveram crescimento de mais de 4.000%. Ainda na área da saúde, profissionais como maqueiro (1.517%) fisioterapeuta hospitalar (1.408%), técnico de radiologia (1.041%) e enfermeiro de UTI (933%) são os cargos de maior crescimento desde o início da implementação da quarentena.

Crescimento entre março e abril

Ainda de acordo com o levantamento da Catho, o mês de março apresentou crescimento exponencial de cargos correlacionados à área de saúde. Em abril, é possível observar novamente a presença desses cargos, tais como o médico intensivista, que obteve crescimento de 950% entre março e abril de 2020.

Cargos na área de tecnologia aparecem com maior presença no mês de abril, caso dos programadores Web (55%) e Front-End (49%). Outro destaque aparece nas áreas de atendimento ao cliente, como operador de call center (2.015%), consultor de relacionamento (845%) e o analista de atendimento (127%).

Mercado de serviços de TI cresce 6,4% em 2019, segundo a IDC Brasil

Serviços relacionados à melhoria de performance da nuvem, gerenciamento de cargas de trabalho em ambientes híbridos e controle de custos impulsionaram o mercado de serviços de TI em 2019, que cresceu 6,4% em relação ao ano anterior e faturou mais de R﹩ 40 bilhões. Os dados fazem parte do estudo IDC Semiannual Services Tracker 2019, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo Luiz Monteiro, analista de pesquisa e consultoria em serviços de TI da IDC Brasil, o mercado de TI voltado para educação e treinamento alcançou um bom resultado no ano por conta da necessidade de atualização e qualificação dos quadros internos das empresas. “A preocupação com a satisfação e engajamento de equipes internas cresceu, e a necessidade de minimizar o movimento de turn-over de profissionais de TI, em especial os que trabalham com cloud e segurança, também influenciou esse crescimento”, explica.

Em 2019, a área de projetos e serviços de consultorias cresceu 7,6%. No primeiro semestre, as empresas demandaram menos, mas compensaram no segundo. A área de serviços gerenciados acompanhou o mesmo movimento.

Já o crescimento de serviços de suporte foi tímido: 3,2% no ano. Suporte e implantação de hardware foi a disciplina com o menor crescimento no ano: apenas 2,1%. “Esse resultado refletiu a queda observada nos números da indústria de equipamentos de rede, servidores e armazenamento”, afirma Monteiro.

Previsão para 2020

Por conta da pandemia de covid-19 e das incertezas geradas em todos os setores da economia, a IDC está revisando periodicamente os possíveis cenários futuros. Nem todas as linhas de serviços têm perspectivas negativas. “Serviços ligados à segurança da informação, gerenciamento de recursos em cloud, colaboração e virtualização de ambientes, por exemplo, devem crescer, mesmo diante de um cenário desfavorável”, explica.

Para outras linhas de serviços, a IDC espera um crescimento modesto nesse ano. “No forecast do semestre anterior, por exemplo, disciplinas que demandam atuação de pessoal, como educação e treinamento ou consultoria em TI, apresentavam perspectivas de crescimento de 4,7% e 6,6%, respectivamente, para 2020. Agora, a expectativa é diferente. O mercado sinaliza desaceleração”, afirma o analista da IDC.

Serviços de terceirização de endpoints de rede e de implantação e suporte de hardware, que se correlacionam com a fabricação, comercialização e distribuição de equipamentos de rede, servidores e armazenamento, devem ser impactados de forma mais relevante, com crescimentos próximos de zero ou, em cenários mais pessimistas, até negativos.

Startup Home Agent abre mais de 80 novas vagas

Indo na contramão do aumento do desemprego que atinge o Brasil desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Home Agent, primeira operação de atendimento do Brasil baseada totalmente em home office, abriu mais de 80 novos postos de serviço desde o início de abril. Todas as novas posições são em modelo home office e com contratos de trabalho CLT.

As novas contratações são resultado do aumento do quadro de clientes durante a crise do COVID-19: desde o início do período de isolamento, a empresa viu a busca pelos seus serviços aumentar em 50%. Nos últimos meses, a Home Agent percebeu a demanda do mercado e passou a não só terceirizar o atendimento como também a ajudar empresas a fazerem a transformação de sua operação própria de atendimento in loco para o formato home office com sua metodologia, processos, infraestrutura e até recrutamento de profissionais com perfil adequado para a modalidade.

Para Fabio Boucinhas, fundador e CEO da startup, os novos tempos aceleraram uma transformação digital nas empresas. “Percebemos que muitos executivos não estavam prontos para o cenário que surgiu na época da pandemia. Por isso criamos soluções para ajudar diferentes empresas a manter o atendimento ao cliente funcionando mesmo em tempos de isolamento social”, afirma. “Esse movimento permitiu que abríssemos novos postos de trabalho e mantivéssemos nossa previsão de aumento de faturamento de 120% em 2020”, completa o executivo.

A aposta de Boucinhas no home office, que era somente tendência até pouco tempo, tem se mostrado certeira. “Sei que a demanda por este tipo de serviço irá continuar crescendo mesmo após o fim da pandemia, pois o home office definitivamente já faz parte do ‘novo normal’”, afirma. A Home Agent tem tido uma procura muito grande por candidatos que querem trabalhar 100% do tempo de casa: a empresa recebe em média 3 mil novos contatos de possíveis candidatos por mês.

Vendas mundiais de e-commerce cresceram 209% em abril, revela pesquisa da ACI Worldwide

De acordo com uma análise da ACI Worldwide de centenas de milhões de transações de empresas mundiais de e-commerce, a crise causada pelo coronavírus continuou a influenciar as vendas de comércio eletrônico em abril, com o setor varejista geral experimentando um crescimento de 209% em comparação com o mesmo período do ano passado. O segmento de videogames e jogos eletrônicos veio na sequência, apresentando um salto de 126% em abril.

O aumento sustentado do volume de transações de e-commerce reflete um mês inteiro de amplas restrições às atividades do comércio presencial e de outras medidas relacionadas à Covid-19, o que fica evidenciado pelo crescimento de 5,3% no volume médio de transações em março de 2020, quando medidas de isolamento social começaram a ser implementadas.

“As tendências no comportamento de compras online que começamos a observar em março continuaram em abril, visto que centenas de milhões de consumidores ao redor do mundo passaram a se adaptar às restrições impostas para inibir a propagação do coronavírus,” disse Debbie Guerra, Vice Presidente Executiva da ACI Worldwide. “Consumidores estão cada vez mais fazendo uso das opções ‘clique e retire’ por conta da conveniência e da segurança – mas essa mudança nos padrões também atrai golpistas, o que resulta em um incremento significativo nas tentativas de fraude.”

A taxa de tentativas de fraude em abril alcançou 4,3% em abril, um pouco abaixo da taxa de 5,3% em março, mas ainda assim acima dos 3,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Tentativas de fraude focam nos segmentos que estão experimentando maior crescimento, como o de eletrodomésticos, com o preço médio das compras que tentam ser fraudadas subindo 26 dólares (150 reais). Opções como ‘clique e retire’ – ou ‘compre online, retire na loja’ – também contribuíram para o aumento nas tentativas de fraude. O valor de transação médio das tentativas de fraude aumentou 9,9%, refletindo a ênfase dada pelos golpistas a itens populares de alto valor, como laptops e televisores.

“Golpistas continuam a se aproveitar da ruptura do status quo para atingir consumidores desavisados e empresas despreparadas,” continuou explicando Guerra. “Embora a vigilância seja fundamental, comerciantes também precisam assegurar que estão examinando suas estratégias antifraude, a fim de adaptá-las a esse ambiente altamente dinâmico das vendas online.”

Principais descobertas:

Setores de venda online com volumes crescentes de transação em abril de 2020 (em comparação a abril de 2019):

• Vendas gerais: +209% (74% em março), Jogos eletrônicos: +126% (97,3% em março), Downloads digitais: +26% (5,4% em março), Venda online de bebidas (dados apenas para Austrália): +208% (85% em março)

Setores de venda online com volumes decrescentes de transação no mesmo período:

• Emissão de tickets de shows e espetáculos: -99%, Viagens: -91%, Apps de relacionamento: -5%

Tendências dos volumes de transações entre janeiro e abril de 2020 (em comparação ao mesmo período em 2019):

• Downloads digitais: +17%, Jogos eletrônicos: +60%, Vendas gerais: +24%

Tendências das fraudes:

• Estornos por razões não fraudulentas (ou “fraudes por engano”) aumentaram 25% no final de março, visto que as empresas enfrentaram desafios relativos ao processamento de ressarcimentos, à manutenção dos callcenters e à entrega de serviços e mercadorias. É importante ressaltar que as empresas de comércio eletrônico estão trabalhando ativamente para diminuir os volumes de estornos e os custos relacionados ao mesmo tempo em que procuram melhorar a experiência dos consumidores para resolução de problemas.

• O valor médio das compras feitas com tentativa de fraude aumentou 26 dólares (150 reais) em abril, impulsionado por compras de eletrônicos e pela popularização da opção ‘clique e retire’. Isso corresponde a um aumento de 9,9% no valor médio das transações fraudulentas. O valor médio de compras legítimas caiu 21 dólares (120 reais).

• A taxa de tentativas de fraude cresceu 1,6 pontos percentuais em abril de 2020, alcançando 5,3% no mês, uma lata em comparação ao 3,7% de abril de 2019.

“O comportamento dos consumidores está se alterando constantemente, com alguns setores prosperando enquanto outros estão focados em sobreviver aos impactos econômicos da pandemia,” concluiu Guerra. “Vimos vendedores online em diferentes setores e localidades inovarem e se adaptarem rapidamente – incluindo alterações nos métodos de pagamento aceitos -, mas o foco agora deve ser em prevenção a fraudes. Os volumes de transações estão crescendo ao mesmo tempo que o valor médio das compras está diminuindo, pressionando as margens de lucro e criando desafios para as cadeias de suprimento e logística. Tudo isso enquanto golpistas procuram fraudar itens mais caros que estão experimentando um pico de vendas.”

Dicas para Consumidores para protegerem sua identidade e informações pessoais durante a crise de Covid-19:

• Esteja atento a requisições online por informações pessoais. E-mails com a temático do coronavírusbuscando informações pessoais são potencialmente esquemas fraudulentos de phishing. Agências governamentais legítimas não irão pedir por informações. Exclua e-mails desse tipo.

• Verifique o endereço de e-mail ou link. Inspecione um link passando o mouse por sobre a URL para ver para onde você será direcionado. Algumas vezes é óbvio que o endereço eletrônico não é confiável. Mas tenha em mente que fraudadores podem criar links que se assemelham muito a endereços eletrônicos legítimos. Exclua e-mails com links assim.

• Atente-se a erros gramaticais e ortográficos. Se um e-mail possui erros de grafia, pontuação ou gramática, há fortes indícios de que se trata de uma mensagem fraudulenta. Exclua e-mails com erros assim.

• Procure por saudações genéricas. E-mails fraudulentos tendem a não utilizar o nome de alguém. Saudação como “Prezado cliente” normalmente sinalizam que um e-mail não é confiável.

• Evite e-mails que insistem em ações imediatas. E-mails fraudulentos normalmente procuram criar uma sensação de urgência ou requerem que uma ação seja tomada imediatamente. Exclua e-mails assim.

Dicas para Empresas para manterem a segurança e garantir a entrega aos consumidores durante a crise de Covid-19:

• Mantenha a segurança e garanta uma ótima experiência para o consumidor, visto que o comportamento dos consumidores relativo às compras online – tanto as legítimas quanto as fraudulentas – mudou bastante.

• Por exemplo: entrega rápida e métodos como ‘clique e retire’ continuam a crescer, fazendo com que a velocidade e a precisão na decisão por efetuar uma transação tornem-se críticas.

• Use técnicas relativas aos diferentes perfis dos clientes e de time-on-file para manter uma boa experiência de usuário para clientes importantes e garantir que boas transações continuem aceitas.

• Espere um aumento de estornos por “fraudes por engano” como um resultado das crescentes dificuldades financeiras entre os consumidores. Uma fraude “por engano” ocorre quando o titular de um cartão de crédito recebe uma mercadoria, mas nega ter feito a compra ou quando um membro da família faz acompra mas sem autorização do titular.

• Monitore os sistemas e atualize-os conforme as necessidades. Ferramentas de inteligência de negócios e de monitoramento em tempo real ajudam a tomar decisões e dar respostas imediatamente.Adote uma postura de acesso rápido a informações sobre fraude para reportar imediatamente aos funcionários mudanças nos procedimentos de segurança.

• Entre em contato constantemente com os setores de gerenciamento de segurança de websites e aplicativos móveis. Forneça a essas equipes as ferramentas, técnicas e procedimentos para detectar, conter e mitigar ataques por robôs eletrônicos (botnets). E levando em conta a existência de bots bons e ruins para a empresa, implemente políticas corporativas que tratam dessa questão com clareza para todos os times.

Cuidados na relação startup-mentor (e vice-versa)

Por João Gabriel Chebante

O ano é 1977. Steve Jobs e Steve Wozniack estavam numa garagem do que hoje chamamos Vale do Sílcio numa noite de discursos sobre tecnologia aonde todos os presentes mostravam suas idéias e projetos para desenvolver o computador pessoa.

Depois da sua vez (e, segundo a lenda) uma aparição apática de Woz, Jobs sai do recinto e encontra uma pessoa que ficou previamente interessada no seu projeto. Mike Markulla era um profissional de longa data do mercado de tecnologia naquela região, se interessou pelos perfis dos fundadores da empresa e foi seu primeiro mentor.

Tempos depois, realizou o primeiro cheque (como investidor-anjo) e trouxe consigo o icônico fundo Sequoia momentos depois para rodadas seguintes. E foi conselheiro por toda a primeira etapa de Jobs na Apple, antes de ser demitido por John Sculley.

Para uma startup, a presença de um mentor pode ser um forte diferencial entre a vida e a morte do projeto, por tudo que uma pessoa mais experiente pode trazer: conhecimento do mercado de atuação, contatos, canal de atuação, conselhos técnicos, de gestão e de liderança. Não à toa boas startups logo constroem um conselho, com regras básicas de governança, a partir dos seus primeiros investidores ou mentores.

Mas cuidado: a startup deve estruturar estrategicamente sua rede de mentores. Quais as competências que faltam ou que precisamos buscar? Alguma pessoa experiente no nosso segmento pode agregar abrindo portas e reflexões? Como pretendo compor um grupo de pessoas que traga os pontos citados acima e catapultar o projeto somado a capacidade de execução da equipe?

A não reflexão sobre este prisma traz conseqüências diversas: pessoas que não conhecem o mercado e “palpiltam” sobre temas fora das suas competências, o que pode minar a gestão de expectativa da equipe sobre o projeto como um todo.

Acreditem: tem muito projeto bom, com equipe consistente, que desiste do projeto a partir de uma soma de feedbacks negativos vindos de gente que não são explorados dentro das suas devidas competências. E isso pode acontecer em qualquer momento: dos primeiros clientes a investidores-anjo, fundos e aceleradores.

No entanto nunca se demandou tanta a atividade de mentoria quanto nos últimos meses: se há insegurança quanto o cenário de macro e microambiente de mercado para as maiores empresas do mundo, que possuem liquidez e todos os recursos possíveis, imagina para negócios enxutos que nasceram para confrontar um momento de incerteza?

Fala-se muito das startups a partir de agora também terem um olho sobre o caixa e sua geração a partir de novos projetos e rodadas de investimento, mas também teremos como fator crítico a construção de uma consistente cultura organizacional (o branding será fundamental para sobreviver a ambientes de forte instabilidade), bem como as práticas de governança formatarão a rede de contatos estratégicos para pavimentar uma história de crescimento mais lento, porém consistente.

Geralmente o caos traz a criação de uma nova ordem. Ainda que tenhamos um mundo líquido, com taxas de juros reais negativas em boa parte do mundo (até no Brasil) e um apetite maior ao risco – o que deve gerar um forte crescimento mundial em 2021 – os fundamentos que constroem uma startups de sucesso são outros a partir de agora.

A começar de quem será a rede que vai te auxiliar a explorar este novo normal d oportunidades.

João Gabriel Chebante, fundador da Sucellos, responsável por levar inteligência aos processos de investimento, fusão e aquisição de empresas

Guia de sobrevivência para trabalhadores remotos

Por Glenn Le Santo, da Orange Business Services

O trabalho remoto é um assunto que divide opiniões. Para alguns, é altamente produtivo, libertador e ideal para alcançar um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Para outros, o fato de trabalhar da sala de casa ou da cozinha traz incerteza e preocupação com os aspectos práticos e sociais. Enquanto uma pessoa torna-se mais produtiva, a outra pode cair em procrastinação.

Todos somos diferentes. Se você é novo no teletrabalho, deve receber muitos conselhos sobre o que funciona melhor. Desde o tipo de teclado a ser usado até qual máquina de café que você precisará na sua casa.

Trabalhar remotamente não é o mesmo que “não trabalhar”. Você tem a mesma carga de trabalho e as mesmas pessoas continuam dependendo de você. E você continua sendo avaliado sobre os resultados do seu desempenho. O trabalho remoto significa apenas que é mais provável que você precise fazer alguma tarefa doméstica quando estiver escrevendo uma apresentação.

Para algumas pessoas, isso é fácil. Eles apenas abaixam a cabeça e continuam em qualquer lugar, até mesmo em uma mesa de padaria. Para outros, a falta de um escritório real é uma desvantagem. Esses profissionais precisam de uma estratégia e hábitos que os façam sentir que estão trabalhando, para que possam se manter focados.

Se de repente você se encontra trabalhando remotamente, como pode ter certeza de que está dando conta de tudo? A seguir, trago algumas dicas técnicas e de bem-estar para se manter feliz e produtivo trabalhando de casa.

Madrugador vs. Coruja

Se você conversar com uma dúzia de pessoas acostumadas a trabalhar remotamente sobre suas rotinas, provavelmente apenas uma dirá que trabalha todos os dias estritamente no horário comercial. Ou seja, a maioria dos funcionários remotos buscam uma flexibilidade extra em suas rotinas de trabalho, de acordo com seus estilos de vida e personalidades.

Alguns desfrutam de um início mais cedo, sentam-se em suas mesas ao nascer do sol e trabalham duas ou talvez três horas antes do café da manhã. Outros podem chegar em suas mesas mais tarde, mas continuarão a trabalhar quando a noite cair. Essa é uma das grandes vantagens do teletrabalho. Sua programação profissional pode corresponder melhor não apenas ao seu estilo de vida, mas também ao seu relógio biológico, permitindo que você trabalhe quando se sentir melhor.

Mantenha-se organizado, mantenha-se disciplinado

Não importa que tipo de pessoa você seja – madrugador ou noturno – as rotinas são importantes. Mantenha um cronograma, trabalhe em listas de tarefas e mantenha-se organizado. Não permita que amigos e familiares pensem que trabalhar em casa significa não trabalhar. Essa pode ser uma das partes mais desafiadoras do teletrabalho – explicar às pessoas ao seu redor que, enquanto estiver em casa, não estará disponível para conversar e tomar um café.

A procrastinação não é um problema apenas para trabalhadores remotos. Mas não há como negar que trabalhar em casa pode oferecer muitas oportunidades para a “estratégia” de evitar o trabalho. Sempre há uma geladeira que precisa de limpeza profunda ou a busca online sem fim de uma lâmpada de mesa perfeita.

Uma boa estratégia para lidar com a procrastinação é uma lista de tarefas, principalmente se for cronometrada. Seja claro sobre o que você precisa fazer e quando. Seja realista e não exagere no otimismo para evitar o estresse causado por não corresponder às expectativas.

Evite distrações desconectando-se das redes sociais e desativando as notificações no seu telefone. Mantenha a TV desligada, sintonize o rádio ou um aplicativo de música. Mas não se esqueça de desativá-los para videochamadas.

Você está sentado confortavelmente?

Se o trabalho remoto significa que você trabalha regularmente em sua própria casa, é uma boa ideia configurar uma estação de trabalho permanente – se o espaço permitir. Por exemplo, é improvável que você tenha uma sala que possa dedicar exclusivamente ao trabalho. Se o espaço é um privilégio para você, tente pelo menos estabelecer-se onde não há distrações.

Qualquer que seja a opção de assento escolhida, vale a pena prestar atenção à sua postura. Ajuste a tela para a altura correta e use uma boa cadeira de escritório com suporte lombar adequado e uma boa faixa de ajuste.

Lembre-se de conexões pessoais

A conexão à rede é uma parte intrínseca do seu trabalho, mas a conexão com as pessoas também é vital. Os trabalhadores remotos devem colaborar com suas equipes para garantir que o trabalho seja realizado, mas também para manter viva a conexão humana.

Hoje, existem vários aplicativos de colaboração que nos ajudam a trabalhar juntos, como bate-papo na web, videoconferência e compartilhamento de documentos. Existem até soluções que reúnem essas ferramentas e aplicativos para fornecer conectividade contínua e uma experiência colaborativa dentro das equipes. No entanto, mesmo com essas sofisticadas ferramentas de colaboração, atender o telefone para uma chamada de voz ainda tem um grande valor. Às vezes, um problema que não pode ser resolvido com um grande número de e-mails é resolvido em alguns minutos em uma ligação telefônica de pessoa para pessoa.

Descanse

É fácil ser sedentário ao trabalhar em casa, já que você pode ficar sentado em um lugar por horas. Por isso, pausas regulares precisam fazer parte da sua rotina. Faça uma caminhada pela casa e alongamentos tanto quanto possível.

Manter o foco na tela por longos períodos sem descanso ou deslocamento pode causar fadiga ocular e até dores de cabeça. É uma boa prática alterar regularmente seu foco, olhando além da tela. Talvez olhar pela janela durante o dia não seja um mau hábito.

Sua rotina diária também deve incluir um tempo de desconexão. Estabeleça a sua, desligando as ferramentas sempre que possível, para evitar a perda de controle da linha entre o tempo profissional e o privado. Caso contrário, você ainda poderá responder e-mails e trabalhar até tarde da noite.

Relaxe e aproveite seu trabalho

Independentemente do tipo de trabalhador remoto que você seja, é importante encontrar o que melhor lhe convier e permitir que você entre na rotina de trabalho fora do escritório.

O ambiente em que você trabalha, a tecnologia que utiliza, as pessoas com quem interage, as horas que mantém – todas elas impactam sua produtividade e bem-estar. Se você obtiver todos os elementos certos, poderá relaxar e aproveitar sua experiência de trabalho remoto.

Rumo lança edital para projetos de inovação voltados à segurança ferroviária

Engajada em ações que contribuam para fortalecer a segurança na convivência entre a população e as ferrovias, a Rumo lança nesta segunda-feira (dia 18) as inscrições para o Fuse – Edital Rumo de Aceleração. Pioneiro no setor, o programa busca desenvolver alternativas e soluções inovadoras com foco na redução de abalroamentos (colisão envolvendo trens e veículos automotivos) e atropelamentos. Startups, empreendedores e estudantes têm até 26 de junho para inscrever gratuitamente seus projetos.

Após as etapas de qualificação, serão selecionadas quatro ideias para assinatura de um contrato de até R﹩ 200.000 em investimentos no desenvolvimento do protótipo. Trata-se de um programa de aceleração equity free, ou seja, sem cobrança de participação societária ou assinatura de contrato de exclusividade entre a Rumo e as equipes selecionadas.

“Estamos levando para a sociedade uma discussão sobre um trânsito mais seguro, questão primordial que impacta todas as ferrovias do país”, diz Roberto Rubio Potzmann, diretor de Tecnologia da Rumo. “Fizemos investimentos de grande magnitude em questões que envolvem a segurança na ferrovia. O edital é mais uma iniciativa focada em soluções para que a incidência de atropelamentos e abalroamentos seja reduzida”.

Desafio global

A segurança nos cruzamentos entre a linha férrea e as vias urbanas (chamados de “passagens em nível”) é debatida de forma recorrente por ferrovias no mundo todo. Em seus cerca de 14 mil quilômetros de trilhos, a concessionária registra ocorrências relacionadas ao desrespeito das leis de trânsito e sinalizações ou à desatenção de motoristas e pedestres nas travessias, além de práticas irregulares como pegar carona no trem ou pular vagões.

“A ideia do programa de aceleração é avaliar quais medidas efetivas podem ser adotadas para solucionar essas problemáticas”, destaca Rubio. “Estamos vivenciando uma era de constantes transformações tecnológicas na Indústria 4.0, e a ferrovia não parou no tempo. Hoje, aplicamos uma tecnologia robusta para ter uma operação ferroviária eficiente e segura. Queremos que ela seja cada vez mais”.

Imersão, desenvolvimento e aceleração

Finalizado a fase de inscrição no Fuse, serão selecionadas 20 propostas, sendo metade para redução de atropelamentos e as outras 10 para abalroamentos. Na etapa seguinte, de imersão, os participantes e suas respectivas equipes terão acesso a dados técnicos e poderão contar com mentorias para aprofundar os estudos e o desenvolvimento de seus projetos.

Na última fase, de aceleração, os quatro finalistas têm à disposição a estrutura da Hards, aceleradora brasileira de software/hardware instalada no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC). Em parceria com o Instituto da Indústria, pertencente à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), e a Produza (especializada em montagem de placas eletrônicas), os participantes poderão utilizar de forma gratuita o laboratório da Hards, que conta com uma infraestrutura completa para prototipar, testar e fabricar lotes pilotos.

O edital e descrição de todas etapas do Fuse – Edital Rumo de Aceleração, estão disponíveis no site http://www.projetofuse.com.br.