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CI&T e IC/UNICAMP lançam Cognitive LAB

Objetivo do C-LAB é estudar a compreensão das máquinas sobre diálogos humanos, desenvolvendo novas tecnologias que aprimorem a qualidade e a assertividade em operações como consumer care, vendas e cobrança.

Como parte do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da CI&T, multinacional brasileira especialista digital para grandes marcas globais, o Cognitive LAB nasce em conjunto com o IC/UNICAMP e clientes da companhia. O programa tem por objetivo analisar de forma rápida e automática grandes volumes de conversas (voz e texto) de consumidores/clientes. A partir disso, visa-se desenvolver soluções digitais de inteligência artificial para melhorar a qualidade e assertividade em operações como atendimento a clientes (call centers/customer care), vendas, cobrança, entre outros. 

Na era de foco no consumidor, a capacidade das máquinas entenderem diálogos em linguagem natural, criando compreensões e recomendações assertivas, gera um conjunto de vantagens competitivas e diferenciadas para as empresas. Isso inclui velocidade de resposta, precisão e compreensão imediata de reclamações e comentários dos usuários. Adicionalmente, potencializa o entendimento de oportunidades de mercado e permite que as empresas atuem de forma muito mais rápida, certeira e eficiente com seus públicos.  

O Cognitive LAB explorará trabalhos do estado da arte na literatura científica, combinando ferramentas existentes e propostas novas e originais de soluções para análise semântica e inferência sobre diálogos em linguagem natural. Objetiva-se aprimorar o poder de análise e resolução da solução computacional com base em técnicas de processamento da língua Portuguesa.

“Estamos muito felizes em anunciar o nascimento do C-LAB junto com o Instituto de Computação da UNICAMP. Acredito muito na cooperação entre Universidades e Empresas, como forma de alavancar benefícios para a sociedade, acelerando ciclos de aprendizado e inovação. Em particular, é uma honra trabalhar com o IC, de onde nasceu a própria CI&T, há 26 anos”, celebra César Gon, Founder e CEO da CI&T, e Unicamp Alumni.

Do IC/UNICAMP participará um time de pesquisa com professores, bolsistas incluindo mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos. A equipe estará dedicada a superar desafios sobre a análise semântica de diálogos em língua portuguesa.

“Desafios atuais da Sociedade e da Computação exigem parcerias público privadas para avançarmos em pesquisas e soluções que façam sentido às partes interessadas. Este projeto com a CI&T é um ótimo exemplo nessa direção. Estamos motivados com os potenciais benefícios na formação dos alunos e nos resultados científicos e tecnológicos inovadores que podem ser gerados no projeto”, complementa o Prof. Julio Cesar dos Reis (IC/UNICAMP) – coordenador do Projeto no IC/UNICAMP.

Se dinheiro não é o problema, o que falta para startups brasileiras?

Por Ana Flávia Carrilo

Acesso à capital é um dos fatores essenciais para qualquer negócio, e se você é uma pessoa empreendedora, esse fator se torna ainda mais essencial para garantir o futuro próspero de sua startup. Mas quando dinheiro não é o problema, qual o próximo passo? Estaríamos no cenário ideal do ecossistema?

Se levarmos em consideração as últimas notícias sobre startups, essa é a conclusão que mais parece óbvia. O venture capital no Brasil está superaquecido, registrando recordes como o melhor semestre da história do ecossistema. Já foram US ﹩5,2 bilhões recebidos (valor que já ultrapassa 40% do total investido em todo ano de 2020).

Recentemente, a holding 2TM, dona do Mercado Bitcoin, anunciou aporte de US ﹩200 milhões do Softbank, investimento que se tornou a maior rodada Série B já realizada em um startup brasileira e o maior investimento no segmento de criptomoedas do Softbank na América Latina.

Claro que são notícias incríveis! Para as startups e todo ecossistema brasileiro. Cases de sucesso como estes colocam a nós e o Brasil como destaque e vitrine para ecossistemas internacionais, um reconhecimento merecido e necessário.

A provocação aqui, não são os aportes. Pelo contrário. Mas sim, de como fazemos para que essa realidade de investimento não aconteça só com startups do eixo sul-sudeste. Como podemos construir em nosso ecossistema, uma maior descentralização desse acesso à capital?

Para trazer uma referência do que estou falando, trago aqui um dado do último mapeamento Brasil que a Abstartups realizou. Entre as startups que receberam investimentos no último ano, 65,8% delas são do sul-sudeste.

Região | % de investimentos em 2020

Norte | 5,4%

Nordeste | 18,6%

Centro-Oeste | 10,2%

Sudeste | 26,2%

Sul | 39,6%

A partir de dados como este, é que começamos de fato a responder aquela pergunta inicial. E a resposta é: se dinheiro não é o problema, a distribuição dele ainda é. No Brasil, temos mais de 60 comunidades de startups e 13.500 startups mapeadas. E quando falamos de um ecossistema saudável ou de fomentar nosso empreendedorismo, temos que ter o olhar atento para que essa realidade seja nacional.

Se você que está lendo essa coluna atua como ator em nosso ecossistema, pode contribuir levando acesso à informação, conectando-se a lideranças locais de regiões diferentes da sua e buscando conexões. Se você é uma pessoa empreendedora, busque por iniciativas como o Batch de Investimentos por região e continue acompanhando o nosso trabalho nesta coluna. Juntos, podemos fazer a diferença!

Ana Flávia Carrilo, coordenadora de informações da Abstartups

Grupo Prosegur seleciona cinco startups na segunda edição do Come In

O Grupo Prosegur selecionou Luminance, Hocelot, Aves Netsec, Wata e Eccocar como vencedores da segunda edição do COME IN, o programa pioneiro de Inovação Aberta que visa planejar a segurança do futuro.

Finalizada em junho, a iniciativa recebeu 155 propostas de diferentes empresas: 37 projetos para o desafio Prosegur Security/SegurPro; 32 para o desafio Prosegur Alarms; 26 para Prosegur AVOS; 13 para Cipher; e 29 para o desafio do departamento Jurídico. As candidaturas vieram de 35 países, destacando a participação da Espanha, Estados Unidos e Reino Unido, além do Brasil. Por fim, as startups apresentaram suas soluções ao comitê de seleção e aos responsáveis pelas diferentes áreas e negócios no ‘Selection Day’.

“Inovação e tecnologia são alavancas fundamentais para a empresa. Por isso, lançamos a segunda edição do COME IN, na qual recebemos centenas de propostas criativas das quais finalmente cinco foram vencedoras e cujas soluções serão implementadas para ajudar as diferentes unidades de negócios do Grupo”, afirmou José Daniel García Espinel, diretor corporativo de Inovação do Grupo Prosegur.

Entre os cinco desafios propostos, a empresa sul-coreana Wata foi a vencedora do desafio Prosegur Security/SegurPro. A unidade de negócios buscava soluções para apoiar a reativação do setor cultural e de lazer, com o retorno de grandes eventos em espaços seguros. A Wata oferece a plataforma AI Cloud Spatial Awareness, uma solução de serviços de informação de localização em espaços internos e hiperproximidade que oferece uma ampla gama de soluções que vão desde a criação de mapas, até a coleta de informações sem a necessidade de criar bancos de dados ou serviços de localização e análise.

A Prosegur Alarms, por sua vez, propôs um desafio que visa potencializar a análise de dados de dispositivos de segurança. A vencedora foi a Eccocar, startup espanhola que oferece uma solução tecnológica que ajuda os gestores de frota a compartilhar veículos entre os funcionários e também a coletar, homogeneizar e gerenciar todos os dados, inclusive os de pontos de recarga elétrica.

Para o desafio da Prosegur AVOS, a empresa espanhola Hocelot foi selecionada. A unidade de negócio especializada em terceirização de serviços de alto valor agregado buscava uma ferramenta que, por meio da captação de dados e Inteligência Artificial (IA), facilitaria a tomada de decisão sobre a viabilidade de aplicações para produtos de crédito, empréstimos, etc. A solução da Hocelot realiza o processamento de dados para determinar a qualidade das informações que recebem e, em seguida, padronizar. Com esses dados, eles criam um perfil dinâmico em tempo real mediante a análise das informações, obtendo centenas de variáveis relacionadas a cada cliente.

Por outro lado, a Aves Netsec, startup finlandesa que usa tecnologia de detecção para transformar rapidamente a inteligência sobre ameaças e vulnerabilidades em controles tangíveis de segurança, foi a empresa selecionada para o desafio da Cipher, a unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur. A Aves Netsec fornece alta fidelidade e detecção de inteligência da atividade de potenciais criminosos cibernéticos.

Finalmente, a empresa britânica Luminance venceu o desafio corporativo impulsionado pela área Jurídica do Grupo Prosegur. O objetivo desta colaboração é otimizar a revisão da documentação que gerencia a área por meio de uma ferramenta que emite uma análise de risco legal para cada um dos textos analisados. Graças aos últimos avanços em machine learning, a Luminance permite identificar e extrair as cláusulas de documentos com maior precisão, o que permite fortalecer a segurança e reduzir os erros.

As empresas selecionadas nesta segunda edição do COME IN trabalharão em colaboração com as unidades de negócios nos próximos meses para desenvolver uma proposta de valor para seu produto.

“A segunda edição do COME IN foi um sucesso, nosso compromisso com o ecossistema empreendedor é total, por isso as propostas recebidas este ano são excelentes. Conseguimos atrair talentos e ideias disruptivas, o que nos ajudará a alcançar um mundo muito mais seguro”, finalizou José Daniel García Espinel.

Invest Tech lidera rodada de investimentos na GoBots

A GoBots, empresa especializada no desenvolvimento de inteligência artificial para lojas virtuais, acaba de receber R﹩ 2,2 milhões em investimentos. A rodada de investimento seed foi liderada pela Invest Tech e complementada pela Aimorés Investimentos. Além da rodada, a GoBots foi selecionada para o programa Growth do Startup Chile, a maior aceleradora da América Latina, onde receberá o investimento adicional de R﹩ 500 mil.

Criada em 2017, a GoBots surgiu com o objetivo de tornar a comunicação mais acessível por meio da aplicação de Inteligência Artificial. Após projetos customizados a empresa focou seu produto no segmento de e-commerce. Com processo de contratação “plug and play” e Inteligência Artificial especialistas em produtos dos principais marketplaces, a GoBots expandiu rapidamente chegando a mais de 500 lojas em 8 países (América Latina e China).

Com a ideia de facilitar a vida de quem gerencia um e-commerce e oferecer ao cliente uma experiência próxima a das lojas físicas, a GoBots desenvolve robôs de inteligência artificial e os implementa em lojas virtuais. O sistema se encarrega de auxiliar as lojas a impulsionar as vendas e atender os consumidores de forma rápida e eficiente, reduzindo as tarefas do dia a dia. “Ao responder o comprador em menos de 2 minutos, a chance de compra é 3 vezes maior” explica Victor com base nos resultados obtidos.

Os robôs funcionam respondendo a questões e dúvidas dos clientes, nas páginas dos produtos dos sites. Para atender os clientes com agilidade e precisão, a IA se utiliza de um extenso banco de informações sobre produtos, no histórico de perguntas e avaliações da equipe de atendimento. A IA evolui constantemente com o volume de interações e com inovações desenvolvidas pelo time de Pesquisa e Desenvolvimento.

Outro diferencial é que cada loja ou site tem seu próprio robô, com informações específicas acessadas apenas pela loja, como dados do estoque e histórico de compras dos clientes, o que garante a acuracidade das respostas e o aperfeiçoamento da tecnologia.

Investimento

A GoBots foi criada por Victor Hochgreb e Samuel Birocchi, formados em Engenharia de Computação pela Unicamp, e por Daniel Buglia, formado em administração de empresas pela Universidade Metodista de São Paulo. “A América Latina teve em 2020 o maior crescimento mundial em E-commerce, que foi de 37%. Nesse período a GoBots mais que duplicou e muitas novas oportunidades surgiram para ajudarmos desde o grande marketplace ao pequeno lojista que vende online” explica Victor.

Além disso, a estratégia de crescimento da empresa é agressiva. “O foco da alocação dos recursos será na área comercial e no desenvolvimento do produto. Planejamos triplicar de tamanho no próximo ano e em dois anos crescer pelo menos dez vezes,” comenta Daniel.

Samuel conta que o investimento ajudará a dar mais vazão aos projetos da GoBots. “Temos muitas ideias e demandas para melhorar nosso produto e esse investimento ajudará a acelerar essas entregas”, comenta.

Reestruturação societária e sua importância no cenário pós-pandemia

Por Umberto Tedeschi, CEO da Abile Consulting Group

Atualmente, as empresas estão enfrentando um momento de mudanças incríveis, tendo uma rara oportunidade de atualizar suas estratégias. E, à medida que o comportamento do cliente, os fatores regulatórios e todo o ambiente de negócios evoluem durante a recuperação pós-pandêmica, pode ser uma boa hora para realizar uma reorganização societária.

Dentro do cenário de hoje uma empresa pode optar por uma reestruturação desse tipo por uma série de razões. E, normalmente, quando uma organização se reorganiza, terá como objetivo tratar de questões relacionadas à eficiência como forma de melhorar os lucros gerados.

Mas, afinal, qual o conceito de reorganização societária? Como definição, é possível explicar como uma mudança (qualquer que seja) no tipo empresarial ou composição do quadro societário. Colocada em prática a partir de fusões, incorporações, holdings patrimoniais, transformações e cisões, qualquer operação do tipo é fiscalizada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Conheça algumas razões para que uma reestruturação aconteça:

1 – Perda de dinheiro: Este é provavelmente o motivo mais simples e óbvio para reorganizar a estrutura de um negócio. Algo claramente não está funcionando e talvez até não se saiba o que é, mas é preciso fazer uma mudança imediatamente.

2 – A natureza do negócio mudou: A empresa pode experimentar um novo tipo de produto ou serviço, ou talvez esteja almejando um novo público. De qualquer forma, se o conceito mudou, os processos precisam mudar com ele.

3 – Atualização das tecnologias: Com todos os recentes avanços em tecnologia trazidos pela transformação digital, muitas empresas estão mudando completamente a forma como fazem negócios.

4 – A empresa mudou de mãos: Uma compra ou fusão é normalmente um catalisador para a reestruturação, uma vez que o novo proprietário pode ter uma visão completamente diferente para a empresa. Esse novo líder pode querer começar do zero para administrar as coisas com mais eficiência em seus termos. Claro, isso nem sempre é uma coisa ruim.

Muitas empresas estão apenas começando a se recuperar das recentes dificuldades econômicas, com a “ressurreição” completa ainda parecendo fora do alcance de muitas – a menos que medidas drásticas sejam tomadas.

Fazer alterações na estrutura de negócios de uma empresa tende a parecer uma boa maneira de agitar as coisas e incentivar um melhor desempenho geral em toda a empresa.

Uma reorganização também consegue aumentar a força de mercado quando duas sociedades se unem para alcançar um objetivo em comum. Ao fazê-lo, as empresas envolvidas conseguirão aumentar sua força e enfrentar os concorrentes do ramo.

É importante notar, no entanto, que uma reorganização societária pode ser um grande risco em termos de investimento de tempo, energia e recursos. Embora possa parecer uma boa ideia no início, muitas reestruturações podem se perder no meio do caminho.

Se está difícil lidar sozinho com a reorganização societária da sua empresa, uma boa ideia pode ser contar com a ajuda de um consultor especializado nessa área. Esse profissional pode gerenciar todo o processo do início ao fim, inclusive descobrindo a origem dos problemas da empresa.

Todos os processos deficitários serão mitigados, diminuindo custos, aumentando os lucros e otimizando a força de trabalho. Ao longo de toda essa reformulação do negócio, o consultor colocará em prática estratégias para inclusive reduzir o estresse dos colaboradores.

Agora que você já conhece mais sobre a reorganização societária, não tenha medo de colocá-la em prática!

Digitalização do investidor aumenta na pandemia

Os meios digitais estão ganhando a preferência do investidor. Com a pandemia, pela primeira vez, o aplicativo do banco foi a solução mais utilizada na hora de realizar o investimento, ultrapassando a ida presencial à instituição, que liderava até então. O uso do aplicativo mais do que dobrou em 2020, passando de 30% para 62% da preferência como meio para uma aplicação financeira. A visita presencial à agência caiu de 71% em 2019 para 55% um ano depois.

É o que mostra pesquisa realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, que ouviu 3,4 mil pessoas da população economicamente ativa, aposentados e pessoas que vivem de renda, das classes A, B e C em todas as regiões do país.

O levantamento aponta que todas as outras formas de investimento a distância também apresentaram crescimento significativo, como site do banco ou corretora e por telefone.

Apesar de toda a digitalização, a conversa presencial com o gerente ou assessor de investimento continua na liderança quando o assunto é a busca de informações para decidir sobre o melhor destino para as economias: 41% dos investidores indicaram a preferência por esse meio. Os sites de notícias e os amigos/parentes também são opções relevantes, com 18% e 15% de preferência.

“O investidor continua valorizando o atendimento presencial e o aconselhamento com um profissional, a despeito de toda a digitalização observada no mercado financeiro nos últimos anos.”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da ANBIMA.

A pesquisa mostra que as pessoas ainda necessitam conversar com alguém para a tomada de decisão sobre onde colocar o dinheiro, mas o investimento em si é feito por meios eletrônicos, seja pelo aplicativo ou site do banco ou corretora.

‘Isso sugere que o uso dos meios digitais não substitui completamente o contato com os profissionais de investimento. Pelo contrário, a pesquisa mostra que mesmo usando os meios digitais, o investidor ainda quer o apoio de um especialista ou profissional antes de decidir onde alocar suas economias”, afirma Billi.

O resultado, segundo ele, aponta para a necessidade de repensar qual será o papel desses profissionais no futuro. O desafio está colocado não só para eles próprios, mas também para a ANBIMA, responsável por certificar aqueles que desempenham atividades de prospecção e venda.

Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro

Esta é a quarta edição da pesquisa Raio X do Investidor, realizada pela ANBIMA em parceria com Datafolha. As entrevistas aconteceram entre 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas, que vivem de renda ou são aposentadas, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C, nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

MovilePay anuncia novo Head de Pagamentos

A MovilePay, fintech do Grupo Movile, anuncia a contratação de Renato Magalhães Leite para a posição de Head de Payments. Com mais de 20 anos de atuação no mercado, iniciou sua vida profissional no Banco Santander, passando por grandes empresas como Itaú Unibanco, Sodexo, BCG e Mercado Pago.

Graduado em Administração pela FAAP, Renato possui dois MBA, o primeiro em Finanças pelo INSPER e o segundo em Administração de Empresas pela Columbia Business School.

Leite assume o cargo com o objetivo de ser o responsável por liderar as iniciativas de pagamentos na estratégia de banco do restaurante e de ofertas de serviços de aquisição. “O desafio é desenvolver uma solução inovadora de processamento de pagamentos, ter melhores níveis de funcionalidade e serviços que em outros mercados de pagamentos com o objetivo de melhorar a vida de compradores e vendedores, ajudando a realizar o sonho da empresa que é o de revolucionar o mercado de pagamentos”, afirma o executivo.

Microsoft e IFC realizam workshop sobre a promoção de diversidade em startups

A Microsoft e a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, realizam, no dia 28 de julho, o oitavo workshop da série de eventos on-line desenvolvida para fomentar o empreendedorismo feminino no setor de tecnologia do Brasil. O objetivo da iniciativa é transmitir conteúdos relevantes para o aperfeiçoamento do modelo de gestão de negócios e a ampliação das oportunidades de captação futura das startups. Os encontros começaram em março e seguirão até outubro de 2021.

O Workshop #8 “How to push diversity at the startup level” irá discutir as estratégias que startups, inclusive aquelas em estágio inicial, podem seguir para garantir diversidade em seu modelo de negócios e, especialmente, em suas práticas de gestão. Neste âmbito, o workshop abordará os compromissos que podem ser estabelecidos pelas empresas no momento da contratação, além das estratégias que podem ser adotadas pelas companhias em prol da igualdade de oportunidades no desenvolvimento de carreira e na consolidação de sua cadeia de valor.

O evento contará com a participação de Josie Middleton, líder do programa ScaleX e líder global para iniciativas de gênero na equipe de Tecnologia Disruptiva e Private Equity da IFC; Marcella Ceva, Chief Investment Officer do fundo WE Ventures, focado em startups de tecnologia lideradas por mulheres; e Stephanie Vak-Stephens, Oficial de Investimentos e líder global para iniciativas de gênero na equipe de Tecnologia Disruptiva e Private Equity da IFC.

O workshop, gratuito e em inglês, acontecerá no dia 28 de julho às 11h (horário de Brasília) e contará com legendas em português, espanhol e inglês. Os interessados devem se cadastrar no site oficial do evento. Para acompanhar o cronograma completo de workshops basta acessar à plataforma de eventos do Microsoft Reactor. 

Solutis tem mais de 150 vagas abertas em TI

A Solutis, parceira tecnológica que sustenta a jornada digital de seus clientes, está com 150 vagas abertas para profissionais de Tecnologia da Informação (TI). Em franco crescimento, a companhia tem ampliado continuamente o seu quadro de colaboradores – além das posições disponíveis, a Solutis contratou aproximadamente 250 talentos no último ano.

Segundo Dani Veiga, head de Talent Aquisicion da Solutis, cerca de 80% das oportunidades atuais são destinadas a desenvolvedores plenos e seniores especializados principalmente em tecnologias como .NET, Java, Mobile iOS, Android, QA e FrontEnd (Angular e React) e para arquitetos de TI.

Com média salarial entre R﹩ 12.000 e R﹩ 14.000, a grande maioria das vagas é para trabalho remoto. As exceções são aquelas focadas em projetos nos quais o cliente demanda a alocação presencial do profissional.

“Alguns projetos precisam do profissional alocado presencialmente, mas é um número muito reduzido”, explica Paulo Marcelo, CEO da Solutis. Ele lembra que, mesmo antes da pandemia, a Solutis já trabalhava em grande escala no modelo de trabalho remoto. “Esse perfil ganhou força, especialmente porque os clientes também comprovaram que a modalidade não compromete em nada as entregas. Ao contrário, pode melhorá-las ao passo que resulta em mais qualidade de vida aos trabalhadores”, analisa.

Dispersão geográfica
Se de um lado faltam profissionais de TI no mercado brasileiro, de outro o setor ganhou com a ampliação do modelo de trabalho híbrido ou 100% remoto. “Hoje conseguimos contratar pessoas em todo o Brasil e não mais somente nas grandes capitais”, diz Dani, acrescentando que a Solutis já conta com profissionais de fora do Brasil atuando em projetos locais.

“Além do mercado entender a qualidade das entregas feitas por trabalhadores que atuam remotamente, também os profissionais agora confiam em processos seletivos realizados online, bem como se sentem encorajados a mudar para empregos nessa modalidade”, afirma a head de aquisição de talentos.

Dani revela, inclusive, que a Solutis tem tido mais dificuldade de preencher as vagas presenciais do que as remotas.

Candidatura
A lista completa das oportunidades disponíveis pode ser vista na página de Carreiras da Solutis, em https://www.solutis.com.br/talentos/ ou no perfil da empresa no Gupy (https://solutis.gupy.io/). Ali também os candidatos podem aplicar para a vaga de seu interesse.

RISE with SAP puxa crescimento da SAP Brasil no trimestre

A operação brasileira da SAP registrou sólido crescimento de dois dígitos no segundo trimestre, fortemente impulsionada pelo sucesso da oferta RISE with SAP, que simplifica a transformação digital das empresas em nuvem. Isso fica evidenciado pelo avanço de três dígitos no ERP SAP S/4HANA Cloud, núcleo da oferta lançada este ano. Outro destaque do período foi o crescimento de três dígitos das soluções SAP Digital Supply Chain (DSC), de gestão da cadeia de suprimentos, e SAP Ariba, para gestão de fornecedores. O mesmo desempenho foi registrado nas soluções para pequenas e médias empresas.

O pacote RISE with SAP fornece um caminho para a empresa inteligente, independentemente do ponto de partida ou da complexidade. Além do ERP, traz redesenho de processos, integração com outras soluções via SAP Business Technology Platform e acesso à SAP Business Network (maior rede de negócios do mundo). Em um contrato apenas, inclui ainda o gerenciamento de níveis de serviço, operações e suporte. Esta foi a opção de empresas como Ebanx, XP, Petlove, Ihara, Magnum Tires e Millenium Bioenergy.

“A alta adesão das empresas à oferta RISE with SAP e a nossas outras soluções reforça a atenção das companhias em acompanhar o intenso movimento de transformação digital pelo qual o mercado passa. Os desafios de gestão são inúmeros, e a migração para a nuvem é uma realidade cada vez mais forte”, explica Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil.

Até a metade deste ano, a SAP Brasil registrou crescimento de dois dígitos no número de go-lives (entrada de sistemas em operação) em relação ao mesmo período de 2020, com destaque para SAP S/4HANA, SAP DSC e SAP SuccessFactors, esta para gestão de pessoas. “Essa aceleração evidencia a elevada adoção de soluções inovadoras pelo mercado, por meio de projetos ágeis e entregas em pouquíssimo tempo. Este resultado é fruto também do excelente trabalho de nossos parceiros”, complementa Adriana.

A Ebanx, unicórnio brasileiro fundado em 2012 em processo de preparação para um IPO, firmou parceria com a SAP para impulsionar seu crescimento e atender à sua ambição de revolucionar o mercado de comércio eletrônico. Com a adoção estratégica da oferta RISE with SAP, a empresa moderniza e digitaliza ainda mais seus processos de back office, com análises em tempo real e melhorando suas boas práticas de governança.

Ainda no setor financeiro, a XP, maior corretora independente do País e uma das transformadoras do mercado brasileiro, escolheu a oferta RISE with SAP para dar suporte aos planos de expansão e aumentar sua eficiência, acessando informações e métricas da gestão em tempo real e pela nuvem. Crescimento acelerado e uma plataforma de tecnologia robusta para seu back office é o que busca também a Petlove, maior loja online de produtos para animais de estimação do mercado nacional.

Empresa brasileira de agroquímicos que desenvolve produtos inovadores para proteção de culturas, a Ihara está avançando em sua jornada de empresa inteligente. Ao adotar a oferta RISE with SAP, a empresa fez uma mudança estratégica para a nuvem, com o uso de análises incorporadas para ganhar mais agilidade, visibilidade e flexibilidade. A isso a companhia acrescentou a melhoria da eficiência operacional utilizando o SAP DSC Transportation Management.

Uma das maiores importadoras e distribuidoras de pneus do Brasil, a Magnum Tires busca unificar e melhorar processos das operações B2B e B2C. A empresa também adotará o SAP SuccessFactors para simplificar, fortalecer e acelerar os processos de recursos humanos e aumentar a satisfação dos funcionários.

A Millenium Bioenergy, companhia brasileira integradora do setor de açúcar e etanol, vai combinar o SAP S/4HANA na nuvem e os recursos SAP Analytics para unificar empresas em uma plataforma robusta que forneça informações em tempo real para a tomada de decisões, operações consolidadas e melhoria da gestão.

Empresas aprofundam parceria com novas soluções

Entre as empresas clientes da SAP, várias estão ampliando o leque de soluções. É o caso do Grupo DPSP, um dos principais players do varejo farmacêutico brasileiro, com cerca de 1.400 lojas das Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, que está adotando o SAP S/4 HANA Retail. Com suas funções analíticas integradas e suporte aos principais processos de varejo de ponta a ponta, a solução integrará melhor os dados com o backoffice, já executando o ERP SAP S/4HANA. Além disso, o grupo adicionou a solução SAP Ariba Buying para maximizar a eficiência nos processos de compras.

Outra que renova seu compromisso é a Dasa, rede de medicina diagnóstica e hospitais que atende a mais de 5 milhões de pacientes por ano. A companhia está expandindo a adoção do SAP SuccessFactors para alavancar as melhores práticas em administração de talentos, bem como gerenciar e desenvolver 15 mil novos funcionários de empresas adquiridas.

A BRK Ambiental, maior empresa privada de saneamento do Brasil, já conta com várias soluções de ponta, incluindo SAP S/4HANA, SAP Concur, SAP SuccessFactors e SAP Ariba, e agora acrescenta o SAP Intelligent Robotic Process Automation (iRPA) para automatizar tarefas e redirecionar recursos para atividades e processos de alto valor.

Entre os go-lives, um destaque é a Gerdau Graphene, empresa dedicada ao desenvolvimento e comercialização de produtos com a aplicação de grafeno. Em apenas 45 dias de implementação, a companhia está com o sistema SAP Business One ativo para contabilidade, importação e faturamento. Esta solução, altamente escalável e flexível, permite que a empresa se conecte perfeitamente ao cenário SAP da Gerdau.

Crescimento em cloud por 24 trimestres consecutivos na América Latina

Na América Latina, a SAP completa 24 trimestres consecutivos de crescimento de dois dígitos em seus negócios de nuvem, também impulsionados, a exemplo do que ocorre no Brasil, pela rápida adoção da oferta RISE with SAP. Entre os destaques estão SAP Ariba e SAP Fieldglass, que permitem o gerenciamento inteligente de gastos, SAP Qualtrics, que mede a satisfação dos consumidores, e SAP Digital Supply Chain, soluções com crescimento de três dígitos na América Latina.

“As empresas da região precisam atingir um novo patamar de excelência, experiência do cliente, eficiência e adaptabilidade: por isso abraçam rapidamente propostas como RISE with SAP, que lhes permite atingir todos esses objetivos de forma simples e sustentada e mantendo os riscos sob controle”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe.

Resultados globais

Globalmente, a oferta RISE with SAP mostrou força após um lançamento bem-sucedido no primeiro trimestre. A SAP viu uma forte demanda de empresas de todos os tamanhos e fechou negócios com mais de 250 clientes no período. Mais de 600 clientes S/4HANA foram conquistados no trimestre, levando a adoção total da oferta para mais de 17 mil clientes, um aumento de 16%, sendo que mais de 10.100 estão ativos. No segundo trimestre, mais de 50% dos clientes S/4HANA adicionais foram novos.

“Estamos assistindo a uma forte adoção de nosso portfólio de nuvem conforme os clientes selecionam a SAP para a transformação de seus negócios. Nossa estratégia está funcionando; este é o terceiro trimestre consecutivo de forte expansão e continuamos a entregar valor incomparável ao cliente por meio da força de nossa plataforma e aplicativos”, afirma Christian Klein, CEO da SAP.

A carteira atual em nuvem aumentou 20% em moeda constante e a de S/4HANA em nuvem, 37%. A receita de nuvem cresceu 17% em moedas constantes. A SAP espera que a parcela de receita mais previsível alcance aproximadamente 75% (contra 72% em 2020). A previsão para o resultado de nuvem e software para 2021 é de até €24 bilhões, 3% acima do ano anterior.

8 cargos que estão por trás da transformação digital das empresas

Desenvolvedores de sistema e especialistas em automação e machine learning estão entre os profissionais mais procurados; salários vão de R$ 3,5 mil a R$ 17 mil

A pandemia fez com que a transformação digital se tornasse uma das prioridades das empresas, vista cada vez mais como um diferencial competitivo e estratégico aos negócios. Segundo levantamento do PageGroup, referência mundial em recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquicos, a procura por especialistas que podem atuar na digitalização de processos e sistemas das organizações cresceu no primeiro semestre de 2021.

De acordo com a consultoria, a demanda por profissionais com perfis para células ágeis, equipes responsáveis pela transformação organizacional das empresas, aumentou 48% até junho deste ano em comparação com o mesmo período de 2020.

“O reposicionamento de papéis e a alocação de recursos são questões centrais que as empresas estão colocando na mesa nesse momento. O investimento e a incorporação de tecnologia nos processos e sistemas são cruciais para a sobrevivência em um mercado tão competitivo como o de hoje”, analisa Luana Castro, gerente de recrutamento para Tecnologia na Michael Page.

Veja abaixo a relação de Perfis para Células Ágeis, com detalhes sobre o papel de cada um deles nas organizações, o valor que agregam aos processos e a remuneração mensal média desses profissionais.

Confira a lista:

Cargo: Desenvolvedor FrontEnd

O que faz: se encarrega de traduzir a interface visual e os projetos em linguagem de programação, recebe todos os documentos trabalhados na fase de projeto e é responsável por traduzi-los em código. Considera que todas as funções estejam orientadas para que o usuário tenha uma funcionalidade ótima, esforçando-se por um design responsivo e que tenha a melhor aparência possível.

Como agrega valor à organização: praticamente tudo que os usuários usam e veem na interface das diferentes plataformas é projetado por uma equipe de projeto e depois programado pelo desenvolvedor. Ele trabalha a interface do ponto de vista dos códigos para que os usuários possam interagir com o sistema, promovendo uma boa aparência e com grande contribuição para o desempenho do site ou aplicativo.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 4 mil a R$ 6,5 mil

Pleno: R$ 6,5 mil a R$ 9,5 mil

Sênior: R$ 10 mil a R$ 17 mil

Cargo: Desenvolvedor BackEnd

O que faz: está encarregado de implementar a interação entre o usuário e o site. Usar linguagens de programação para desenvolver módulos de processamento que forneça aos usuários conteúdo dinâmico baseado nas solicitações recebidas. É quem se encarrega de trabalhar a arquitetura interna de uma aplicação web ou móvel que está ligada a todo o conteúdo (formulários, mapas, bancos de dados etc.). É a parte do desenvolvimento web que é responsável por toda a lógica e controle de uma página web ou aplicativo, de modo que possa se conectar ao banco de dados e criar ou ler as informações necessárias

Como agrega valor à organização: cria toda a lógica para que as ações solicitadas de um website sejam sincronizadas e executadas corretamente, para que não gere conflito entre todos os componentes. Seu objetivo é fazer com que esses elementos funcionem de forma mais eficiente.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 3,5 mil a R$ 6 mil

Pleno: R$ 6 mil a R$ 9 mil

Sênior: R$ 9 mil a R$ 15 mil

Cargo: Desenvolvedor Fullstack

O que faz: este perfil é um desenvolvedor com características técnicas completas, tanto BackEnd quanto o FrontEnd, ele é responsável pelos aspectos relacionados à criação e manutenção de uma aplicação web. Além disso, ele conhece toda a cadeia de desenvolvimento de software ou web, e lida com várias linguagens e tecnologias.

Como agrega valor à organização: o Desenvolvedor Fullstack é um generalista, trabalhando em todas as etapas da criação de um website ou aplicativo, desde o desenvolvimento até a produção. Possui conhecimento de todos os aspectos do desenvolvimento e participa da criação e manutenção de uma página ou aplicação, permitindo-lhe fazer mudanças e implementar melhorias de maneira mais fácil dentro do código.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 3,5 mil a R$ 5 mil / Fullstack JS até R$ 6 mil

Pleno: R$ 5,5 mil a R$ 8,5 mil / Fullstack JS até R$ 11 mil

Sênior: R$ 10 mil a R$ 14 mil / Fullstack JS até R$ 17 mil

Cargo: Automação e Machine Learning

O que faz: este perfil é responsável por ensinar um programa a processar diferentes dados automaticamente para entregar resultados de forma rápida e mais precisa possível. Em outras palavras, é o estudo de algoritmos computacionais que automaticamente geram melhorias através da experiência, constituindo uma espécie de inteligência artificial.

Como agrega valor à organização: proporciona à empresa a capacidade de adicionar algoritmos preditivos ao uso de diferentes serviços da empresa, para garantir a entrega tanto de serviço quanto de produtos cada vez melhor.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 6 mil a R$ 8 mil

Pleno: R$ 8 mil a R$ 11 mil

Sênior: R$ 12 mil a R$ 18 mil

Cargo: Scrum Master

O que faz: esta é a figura que lidera as equipes em uma gestão ágil de projetos. Sua missão é ajudar as equipes a alcançar seus objetivos até chegar à fase de “aceleração final”, eliminando quaisquer dificuldades que possam encontrar ao longo do caminho. Ele é responsável por garantir a disponibilidade e a concentração da equipe de desenvolvimento em todos os momentos. O scrum master é responsável, entre outras coisas, por assegurar a comunicação e proteger a equipe de desenvolvimento contra interrupções externas para que possam avançar com seu trabalho diário.

Como agrega valor à organização: é uma forma de trabalhar a metodologia ágil por meio da qual, através de práticas colaborativas, todos os tipos de riscos são minimizados no desenvolvimento de um projeto. Ela é originária de equipamentos de alta produtividade. Suas principais funções dentro da estrutura são gerenciar o processo Scrum e ajudar a remover os impedimentos que possam afetar a entrega do produto. Além disso, faz tutoria, treinamento e coaching com o objetivo de facilitar reuniões e organizar eventos, se necessário.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 7 mil a R$ 9 mil

Pleno: R$ 9 mil a R$ 12 mil

Sênior: R$ 12 mil a R$ 15 mil

Cargo: Responsável pelo produto – Product Owner

O que faz: este perfil é responsável por maximizar o valor do produto criado pela Equipe de Desenvolvimento e garantir que a equipe traga valor ao negócio, o responsável pelo produto é o elo entre a empresa e a equipe de desenvolvimento. Este profissional representa as partes interessadas internas e externas, portanto, deve compreender e apoiar as necessidades de todos os usuários do negócio, assim como as necessidades e o funcionamento da Equipe Scrum. Em outras palavras, é a representação do cliente na célula de desenvolvimento e é encarregado para maximizar o valor do produto de desenvolvimento pela equipe de Scrum. É ele quem toma as decisões de acordo com as exigências do cliente e prioriza as histórias dos usuários, define o produto mínimo viável (MVP) e concorda com a equipe na “definição de pronto”.

Como agrega valor à organização: contribui para o retorno do investimento do projeto, além de gerenciar a carteira de produtos em sua totalidade, ordenando e priorizando tarefas para atingir os objetivos da melhor maneira a otimizar o valor do trabalho feito pela equipe. Em outras palavras, dar um valor ao tempo da equipe de desenvolvimento para que ela possa entregar um melhor output para seus custos. O responsável pelo produto deve estar sempre disponível para a equipe de desenvolvimento.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 7 mil a R$ 9 mil

Pleno: R$ 9 mil a R$ 12 mil

Sênior: R﹩ 12 mil a R﹩ 15 mil

Cargo: QA – Qualidade e Testes

O que faz: é o perfil responsável por testar o código para reduzir os erros ao menor percentual possível, de modo que cubra o controle de qualidade do desenvolvimento do software e ajude toda a equipe para que as coisas funcionem sob operação adequada, razão pela qual o profissional de Qualidade e Testes deve ser envolvido em todas as fases do projeto, a fim de evitar erros e corrigi-los antes que um produto, software ou aplicativo seja liberado ao público ou entregue a um cliente. Esse perfil define a estratégia de qualidade, verifica o cumprimento dos requisitos, controla e analisa a execução dos testes além de revisar as recomendações.

Como agrega valor à organização: está na possibilidade de verificar erros de funcionalidade no programa antes de entregá-lo ao cliente ou alertar a equipe de desenvolvimento para que este erro possa ser corrigido. Em outras palavras, seu papel é antecipar possíveis erros ou bugs futuros. Isso permite obter benefícios como monitoramento, redução do tempo de trabalho, maior produtividade, controle de qualidade, menor custo de manutenção, maior satisfação do cliente etc.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 4,5 mil (inicial)

Pleno: R$ 6 mil a R$ 9 mil

Sênior: R$ 10 mil a R$ 12 mil (ou mais)

Cargo: Analista de UX/UI

O que faz: se você já entrou em uma página sem encontrar o que está procurando, então provavelmente eles precisam deste perfil. É o responsável por reunir as necessidades dos usuários, objetivos comerciais e restrições técnicas e transformá-los em um novo produto que forneça uma solução para as necessidades do cliente. UX e UI são conceitos diferentes, porém, estão intimamente relacionados, e a combinação de ambos é essencial para criar um design ideal para o consumidor. UX refere-se à forma como os usuários interagem com um produto/serviço, ou seja, como e para qual a finalidade de um usuário usar um objeto ou interagir com um site ou um aplicativo. A essência do design do UX está no conhecimento dos usuários. O profissional de UI, por outro lado, concentra-se na parte visual. Cores, tipografia, imagens são alguns dos elementos com os quais o designer trabalha para tornar um produto atraente. Mas não adianta ter um bom produto se ele não atender às necessidades dos usuários a quem se destina.

Como agrega valor à organização: ambos os perfis são componentes críticos para que o usuário possa desfrutar do produto com a melhor experiência e usabilidade. É a ponte entre os objetivos comerciais da empresa e o cliente que vai ou não escolher o produto. Projeta o layout e o estilo da visão da aplicação para torná-la tão fácil, intuitiva e rápida de usar pelo usuário final, além de ter um “olhar e sentir” apropriado e de acordo com as necessidades do cliente. A imagem que o usuário terá da empresa depende em parte deste trabalho. Portanto, esse perfil gera um alto valor para o público, altas possibilidades de atrair, reter e encantar os usuários, contribui para o fortalecimento da marca e aumenta o número de conversas boca a boca geradas.

Remuneração mensal:

Júnior: R$ 5 mil (inicial)

Pleno: R$ 8,5 mil a R$ 9,5 mil

Sênior: R$ 10 mil a R$ 14 mil

Cobli, logtech de gestão de frotas, anuncia aporte de R$ 175 milhões em rodada liderada pelo SoftBank

A Cobli, logtech que utiliza IoT e inteligência artificial para tornar a gestão de frotas mais eficiente, anuncia nesta quarta-feira, 21/07, o aporte Série B de R$175 milhões (US$35 milhões), liderado pelo SoftBank, o maior fundo de investimento do mundo, para continuar sua rápida expansão. A Qualcomm Ventures, um dos maiores especialistas em Internet das Coisas (IoT), também participou, além de NXTP Ventures, Fifth Wall e Valor Capital, que já eram investidores da empresa.

A Cobli foi fundada em 2017, por Parker Treacy e Rodrigo Mourad, com o objetivo de construir uma tecnologia que levará toda a cadeia de suprimentos da América Latina para a era digital, conectando seus elementos em um sistema unificado. Desde então, tornou-se a empresa que mais cresce no setor, conectando mais de 3.000 empresas. A startup ataca uma grande oportunidade de mercado, já que a logística é responsável por 13% do PIB da América Latina e 83% dos operadores de frotas na região ainda gerenciam suas frotas e processos de forma analogica e utilizando ferramentas não integradas como Excel, WhatsApp, mapas, papel e caneta.

Este aporte ajudará a empresa a acelerar a sua velocidade de expansão, além de criar novos produtos que funcionam a partir dos dados obtidos com IoT, como seguros precificados dinamicamente, gestão de combustível integrada à operação, câmeras embarcadas e muito mais. “A logística está atrasada e os consumidores estão insatisfeitos. A falta de tecnologia no setor leva a muitos processos manuais que, por sua vez, se revertem em custos mais altos, atrasos, erros e um serviço pior para todos. A Cobli resolve isso. Com este investimento, iremos acelerar ainda mais o nosso desenvolvimento de produto, nossa expansão e o impacto que fazemos na operação de todos os nossos clientes”, diz Rodrigo Mourad, cofundador e presidente da Cobli.

O investimento será destinado para duas frentes: uma de produtos e outra de expansão. Para produtos, a Cobli irá investir no desenvolvimento da sua solução de gestão de frotas para médias e grandes empresas, utilizando novos sensores — como câmeras embarcadas unidas à inteligência artificial — para transformar esses dados em processos automatizados e ganhos para seus clientes, criando uma experiência de usuário ainda mais fácil e intuitiva. Ao digitalizar diversos fluxos de trabalho, a empresa está criando um cenário estimulante e atraente para outras partes da cadeia de suprimentos, como seguradoras e fornecedores de combustível, cujas operações se beneficiam de maiores integrações com dados, permitindo precificação mais aderente e dinâmica, além de novos produtos . Dessa forma, a Cobli está incentivando a indústria a adotar processos mais automatizados e a tomar decisões mais precisas. Isso quer dizer menos custos e acidentes, além de mais agilidade e confiabilidade.

Além disso, a empresa irá lançar um produto disruptivo de seguros para frotas, o primeiro cujo preço será determinado por dados reais de utilização dos veículos. Ele utilizará informações personalizadas para melhorar a precificação e empacotamento de seguros, beneficiando as empresas que dirigem melhor. “O seguro automotivo é o tipo mais consumido no Brasil e apenas 30% dos veículos estão segurados. Isso acontece porque o mercado não encontra os produtos que busca a um preço que faça sentido. Iremos utilizar nossos dados para proteger os veículos e os motoristas com produtos mais aderentes às necessidades do mercado”, afirma Mourad.

A segunda frente é focada na expansão da startup. Com apenas 15 pessoas em 2017, hoje a Cobli conta com mais de 200 colaboradores. Esse rápido crescimento continuará e a empresa irá adicionar ao time mais de 300 pessoas de todas as áreas e de todos os estados do Brasil já em 2022. “A Cobli está comprometida há muito tempo em investir em sua equipe, proporcionando oportunidades de aprendizado e crescimento. Conseguimos crescer tão rapidamente, criando um time excelente e um ambiente de colaboração. Agora, precisamos levar isso para o próximo nível, conforme nos preparamos para valorizar e reconhecer mais o time e realizar centenas de promoções de cargo já no próximo ano”, explica Mourad.

O cenário é bastante positivo para o mercado de logística. Vivemos um momento no Brasil em que o setor nunca esteve tão complexo e desafiador, principalmente em relação às expectativas de experiência dos usuários e toda a operação. Por meio da tecnologia e inovação, as logtechs proporcionam soluções eficientes e ágeis. A Cobli torna incrivelmente fácil para qualquer operador de frota começar a usar a tecnologia e rapidamente obter visibilidade e insights sobre sua operação. “Somos o parceiro certo para quem quer digitalizar a sua frota, automatizar processos e entregar um serviço excelente para seus clientes”, garante Mourad.

“Investimos em empresas que acreditamos definirão suas categorias, alavancando tecnologias disruptivas. Liderada por um time excepcional, a Cobli está ajudando a impulsionar a evolução do setor de transporte e logística na América Latina. Estamos animados em nos juntar e apoiar essa missão de trazer dados, insights e eficiência para as frotas em toda a região.”, diz Matt Pieterse, investidor do SoftBank.

“Na última década, os veículos conectados tornaram-se um dos mais importantes motores de transformação para os setores automotivo e de logística”, disse Michel Glezer, diretor da Qualcomm Ventures da Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda. “A solução de gestão de frota da Cobli é fácil de usar e ajuda a aumentar a eficiência operacional e a visibilidade das frotas na América Latina. Estamos entusiasmados em investir na Cobli para acelerar a adoção de frotas conectadas, impulsionando ainda mais o crescimento dos setores automotivo e logístico.”

Com sete desafios, Startups Connected segue com inscrições abertas até 30 de julho

Iniciativa da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo chega a sua sexta edição e a expectativa é de que ao menos 200 startups se inscrevam


O Startups Connected , programa da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo) , que tem como principal objetivo promover a conexão entre startups e empresas já estabelecidas, está com inscrições abertas até 30 de julho.

Em sua sexta edição, o programa terá sete desafios, cada um deles liderado por uma empresa ou instituição âncora: BASF, Bayer, Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) de São Paulo, GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Siemens e Voith. A expectativa é que cerca de 200 startups se inscrevam, tendo em média 30 por desafio. Haverá, ainda, um desafio para startups situadas na Alemanha.

As inscrições devem ser realizadas por meio do site da iniciativa e as startups selecionadas para o top 5 de cada desafio apresentarão seus projetos para a banca da empresa. A avaliação para escolha das campeãs levará em conta critérios como o grau de aderência, inovação, valor da proposta, potencial de mercado, análise de maturidade, modelo de negócio, estrutura comercial e de vendas, além dos aspectos jurídicos, financeiros e contábeis. O anúncio das sete vencedoras será feito no dia 01 de setembro, por meio das redes sociais da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo.

Depois de escolhidas, as startups irão se reunir com as empresas-âncoras em uma imersão, guiada pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, em parceria com uma consultoria especializada, para conceber e desenhar o plano de projeto que será realizado ao longo dos próximos seis meses. Ao final do programa, em fevereiro de 2022, ocorrerá o Demo Day, encontro de encerramento no qual empresas e startups apresentarão seus projetos e resultados.

De acordo com Bruno Vath Zarpellon, Diretor de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade da AHK São Paulo, o mais interessante do programa é como as startups e as grandes empresas conseguem se complementar. “As startups têm ineditismo, velocidade, flexibilidade, criatividade e a cultura empreendedora, enquanto as empresas e instituições âncoras têm uma forte estrutura, relevância para o mercado, recursos financeiros, rede de contatos, vasto portfólio de clientes e estrutura administrativa. Isso é uma parceria que dá muito certo”.

Após o encerramento do programa, será realizada uma análise da experiência entre as startups e empresas, que ajudará ambas as partes a definirem os próximos passos da parceria, pós-aceleração. As startups participantes terão acesso a diversos benefícios, como intermediação de contatos, participação em workshops exclusivos, assessoria em diversas áreas, ajuda de custo para compra de materiais e contratação de serviços, associação à AHK São Paulo por um ano e possibilidade de obter recursos do Edital SENAI de Inovação.

O Startups Connected acontece desde 2015 e já realizou mais de 1 mil conexões, acelerou cerca de 100 projetos, lançou mais de 50 desafios de inovação e gerou dezenas de negócios. Além disso, por dois anos consecutivos, em 2019 e 2020, esteve no top 10 do ranking 100 Open Startups entre os ecossistemas de startups mais importantes do Brasil.

Para participar dos desafios, a startup deve estar situada no Brasil ou na Alemanha e ter uma equipe de, no mínimo, três pessoas, com mais de 18 anos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.startupsconnected.com.br.

Conheça os desafios de 2021:

• BASF: Economia Circular – SUP (Plástico de Uso Único)
• BAYER: Self Care
• Siemens: Eficiência Energética na Indústria
• Hospital Alemão Oswaldo Cruz: Saúde Digital e Experiência do Paciente
• GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit): Eficiência Energética em Edificações
• GT de Sustentabilidade AHK (BASF, Evonik e Siemens): Ecossistema Circular 4.0
• Voith: Logística 4.0

Desafio para startups situadas na Alemanha:

• DWIH São Paulo: Healthier Life – Solutions for people, environment, and society.

Startups Connected 2021
Período de Inscrição: 30 de junho a 30 de julho
Link para inscrição: https://startupsconnected.com.br/

Contratação de mulheres em cargos de liderança cai e a diferença de gênero no mercado se acentua, segundo o LinkedIn

De acordo com um levantamento global do LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, a igualdade de gênero ainda não é uma realidade para a maioria dos empregos de rápido crescimento, com muitos deles mostrando uma grave sub-representação de mulheres. 

A plataforma identificou os 99 empregos que estão apresentando alta na demanda em 20 economias ao redor do mundo, incluindo o Brasil, para analisar a presença feminina nessas funções.  Os dados – publicados no Relatório Global de Gênero do Fórum Econômico Mundial em março deste ano – sugerem que os problemas de paridade de gênero vão piorar se não houver alguma ação efetiva.

Queda na contratação de mulheres para funções de liderança durante a pandemia

O levantamento também mostrou uma queda significativa de mulheres sendo contratadas para cargos de liderança desde a pandemia, levando ao regresso de 1 a 2 anos em vários setores. 

Quatro áreas progrediram e expandiram a proporção de mulheres contratadas para cargos de gestão senior: software e serviços de TI, serviços financeiros, saúde e manufatura. No entanto, outras indústrias tiveram declínios notáveis, entre eles: recreação e viagens, varejo, educação e serviços profissionais.

Vale ressaltar que, em média, as mulheres em todo o mundo se candidataram a 11% menos empregos no ano passado em comparação com os homens. De acordo com elas, a falta de conexões certas (networking) para serem notadas pelos times de recrutamento é o maior obstáculo no processo de conseguir uma nova oportunidade. Aparecem ainda fatores como falta de experiência e habilidades, além de competitividade do mercado. 

Diferenças de gênero mais evidentes em funções que requerem habilidades técnicas específicas.

Funções que têm crescido rapidamente apresentam alta na contratação de novos talentos, no entanto, a representação feminina ao redor do mundo quase não mudou desde 2018.

A participação atual de mulheres em Computação em Nuvem, por exemplo, é de 14,2%, uma melhoria de 0,2 pontos percentuais desde 2018; mulheres em funções de dados e Inteligência Artificial (IA) representam 32,4%, queda de 0,1 pontos percentuais desde fevereiro de 2018. Os dados também mostram uma maior disparidade de gênero em outras funções, como  Desenvolvedores Full Stack, engenheiros de dados e engenheiros de nuvem.

Disparidade de gênero no Brasil 

No ritmo relativo atual, a previsão publicada pelo Relatório Global de Gênero do Fórum Econômico Mundial (março/21) é de que o problema da disparidade de gênero só será resolvido em uma média de  52 anos na Europa Ocidental, 61 anos na América do Norte e quase 69 anos na região da América Latina e do Caribe. Em todas as outras regiões, a pesquisa aponta que levará mais de 100 anos para fechar essa lacuna. Somente na África Subsaariana são quase 122 anos e na Europa Oriental e Ásia Central, cerca de 134 anos. Passando dos 140 anos de resolução para a disparidade de gênero estão o Oriente Médio e Norte da África e, aos 165 anos, o Leste Asiático e o Pacífico. Por último, temos o Sul da Ásia chegando a quase 200 anos. 

O Brasil está na 93ª posição deste ranking que considera 156 países. Hoje, 61,9% das mulheres e 80,1% dos homens compõem a força de trabalho, sendo que elas representam 39,4% dos cargos de gestão no país. 

Algumas áreas estão mais avançadas do que outras. Ainda há poucas mulheres na política, por exemplo. Elas representam 15,2% do total de parlamentares e apenas 10,5% dos ministros do Brasil. Por outro lado, na área de saúde, a paridade de gênero foi alcançada em quase todos os níveis de ensino (98%). 

Oportunidades para mudar essa realidade

De acordo com Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos do LinkedIn, neste momento que os governos e empresas planejam os próximos passos para o pós-pandemia, a igualdade de gênero precisa ser considerada nas abordagens de recuperação econômica. “Neste caso, estamos falando de garantir que as culturas e estruturas de negócios adotem práticas com foco na diversidade e que as organizações examinem como incorporar a equidade na busca e seleção de talentos; criando processos mais igualitários para a experiência, recompensa e desenvolvimento dos funcionários”, afirma. 

Dentre as iniciativas que podem ser adotadas, estão: 

  • Implementação de políticas para permitir maior flexibilidade no trabalho – para garantir que as mulheres não tenham que escolher entre a família e a carreira, oportunidades de trabalho mais flexíveis são essenciais. Dados do LinkedIn revelam que as mulheres têm 26% mais chances de se candidatar a empregos remotos do que os homens.

  • Consideração cuidadosa da linguagem dos anúncios de emprego e da marca empregadora – As palavras que as empresas usam para descrever tudo – desde descrições de cargos até a cultura da empresa – influenciam sua capacidade de atrair uma força de trabalho equilibrada por gênero. Uma pesquisa do LinkedIn mostrou que 44% das mulheres se sentiriam desencorajadas a se candidatar a uma função se a palavra “agressiva” fosse incluída no anúncio. Para incentivar mais mulheres a aplicarem para os cargos, as empresas devem estar cientes da linguagem masculina codificada e, em vez disso, usar uma linguagem aberta e inclusiva, como ‘de apoio’ e ‘colaborativa’.

Em março de 2021, em apoio ao Dia das Mulheres, o LinkedIn lançou duas pesquisas exclusivas sobre o cenário de contratação e do mercado de trabalho para as mulheres. Para conferir mais detalhes, acesse este link.

Metodologia

A pesquisa identificou 99 funções que estão crescendo consistentemente na demanda em 20 economias, agrupadas em oito grupos de empregos distintos com base em seu perfil de habilidades exclusivas: Marketing, Vendas, Pessoas e Cultura, Produção de Conteúdo, Desenvolvimento de Produto, Computação em Nuvem, Engenharia, Dados e Inteligência Artificial (AI). As participações nas contratações por gênero são calculadas como o total de mulheres que adicionaram um novo empregador ao perfil no mesmo mês de início do novo emprego dividido pelo total de contratações no mesmo mês. O gênero é relatado pelos próprios membros ou inferido a partir dos dados de perfil do LinkedIn. A análise inclui dados de: Austrália, Argentina, Brasil, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Irlanda, Itália, México, Holanda, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

Creditas adquire Minuto Seguros, líder em seguros digitais no Brasil

A Creditas, plataforma líder em crédito e soluções de consumo na América Latina, anuncia hoje a aquisição da Minuto Seguros, insurtech líder em seguros digitais no Brasil, com o objetivo de fortalecer seu ecossistema de produtos e ter uma nova vertical de negócios. Com a transação, a fintech passa a oferecer aos seus clientes uma gama de opções, que reúnem crédito, seguros e soluções de consumo. O fundador da Minuto Seguros, Marcelo Blay, passa a ser sócio da Creditas e o Vice-Presidente da nova unidade de seguros e continuará como CEO da Minuto. Redpoint eVentures, atual acionista tanto da Creditas quanto da Minuto, se mantém como sócia da Creditas.

Com mais de R﹩250 milhões em prêmios anuais e 160.000 clientes, a Minuto foi a corretora de seguros pioneira na utilização de canais digitais para democratizar o acesso a diferentes tipos de seguros no Brasil. A insurtech conta com uma operação completa que contempla cotação em tempo real com mais de 15 seguradoras parceiras, contratação digital, gestão pós-venda, renovação digital e gestão de sinistros. Conta com um time de 350 colaboradores que vão se integrar à Creditas, que atinge a marca de 2.500 Tripulantes (funcionários).

Com a integração da Minuto Seguros, a Creditas passa a oferecer uma solução completa focada nos ativos das pessoas. A operação tem sinergias com os outros três ecossistemas já oferecidos pela empresa, que contemplam carros, imóveis e salário, possibilitando que o cliente gerencie seus ativos em uma única plataforma. A integração fortalece, principalmente, a vertical de carros e vai permitir a contratação, dentro de um mesmo aplicativo, de um pacote completo de serviços: crédito com garantia do veículo, financiamento, compra, venda e troca e agora, o seguro. Da mesma forma, os atuais clientes da Minuto Seguros passam a ter acesso a um pacote completo de produtos e serviços, o que possibilita a redução do custo de crédito e facilita a troca de veículo de forma ágil, digital e integrada.

“A Minuto Seguros tem um significado muito especial para mim. Foi um sonho que se tornou realidade: o de criar uma empresa genuinamente interessada em pessoas, que são seus clientes, colaboradores, seguradoras, parceiros, acionistas e a sociedade. Uma empresa que foi uma das precursoras na revolução tecnológica pela qual a indústria de seguros está passando, induzindo a digitalização do setor. Foi também capaz de ajudar a inclusão financeira no Brasil, trazendo para o mercado clientes que nunca tinham tido uma apólice de seguros. Iniciamos agora um capítulo extremamente promissor, passando a fazer parte da Creditas, uma das mais importantes fintechs do mundo. Estou muito feliz e entusiasmado com a ampliação do sonho.”, Marcelo Blay, fundador e CEO da Minuto Seguros.

“Acompanho os movimentos no mercado de seguro digital desde 2012, quando a Minuto Seguros recebeu sua primeira rodada de investimento e sempre fiquei empolgado com a possiblidade de criar uma plataforma completa que juntasse crédito e seguros. O Marcelo Blay é uma referência indiscutível no mercado de seguros e criou uma plataforma digital única que escalou por mais de 10 anos. Agora, no ecossistema da Creditas, a Minuto vai acelerar seu crescimento e mudar a vida de muitos brasileiros. E assim, realizamos nosso sonho de oferecer uma plataforma digital em que os clientes possam fazer tudo o que necessitam para o seu carro: comprar, vender, trocar, financiar, tomar crédito e fazer um seguro. Tudo em um só lugar.”, Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas.

“Estamos animadíssimos com essa junção de forças entre Creditas e Minuto Seguros. A motivação estratégica entre os modelos de negócios é muito óbvia e além de os posicionar como plataforma líder no segmento de Auto, abre uma série de avenidas de crescimento. Mas uma perspectiva ainda mais interessante para a gente que acompanha as duas empresas há tanto tempo, é a combinação das equipes. São dois times brilhantes, com valores muito parecidos, como a paixão pelo que fazem, know-how em seus segmentos, e o comprometimento com a construção de projetos de grande impacto, e ao mesmo tempo, uma complementaridade enorme quanto a experiência. Vai ser uma daquelas sacadas lindas, em que 1+1 dá 5!”, Anderson Thees, sócio-fundador da Redpoint eVentures

Sky.One abre 14 vagas de Estágio em 7 áreas distintas

A Sky.One , uma das 10 melhores empresas para se trabalhar segundo o ranking Top 25 Startups LinkedIn Brasil e detentora do selo Great Place To Work por três anos consecutivos abriu processo para a contratação de 14 novas vagas de estágio relacionadas às áreas de marketing, comercial, desenvolvimento, financeiro, governança de TI, novos negócios e suporte. O processo seletivo acontece até o dia 27 de julho e a expectativa da companhia é preencher as vagas até o início de agosto.

De acordo com a Head de Gestão de Pessoas da Sky.One, Aila Rodrigues, o propósito do programa é formar talentos e transformá-los no futuro da empresa, trazendo em seu dia a dia os valores e cultura da Sky.One. “Pensamos em um programa de aproximadamente um ano e meio, mas com possibilidade de efetivação em tempo recorde para aqueles que se destacarem, uma vez que 95% de nossos estagiários são efetivados antes da finalização de seus contratos”, explica.

O processo seletivo é composto por sete etapas: triagem de profissionais, teste de lógica e inglês, dinâmicas, entrevista com representante de Gestão de Pessoas, entrevista com o Gestor, devolutivas e contratações. As vagas abrangem o modelo de trabalho híbrido e para se qualificarem, os candidatos devem estar matriculados em algum curso tecnólogo ou graduação e possuir alinhamento com os valores da empresa.

Cultura e valores da Sky.One

A Sky.One tem como missão transformar a maneira como as empresas consomem tecnologia agregando inteligência e agilidade com ferramentas que modernizam o software e permitem a reinvenção do modelo de negócio. Para Aila, encontrar novos profissionais alinhados a essa visão é o principal foco do programa. “Queremos contribuir para um mundo interconectado por meio da transformação digital e para isso, buscamos pessoas que pensam diferente, que querem se superar a cada dia, que realmente sintam-se à vontade e tenham orgulho em fazer parte de nossa equipe, engajando-se em nossos projetos”, esclarece.

De acordo com a especialista, um dos motivadores para a abertura do novo programa de estágios foi a possibilidade de desenvolver pessoas em início de carreira visando o crescimento dentro das áreas da Sky.One, com alinhamento e entrosamento à sua cultura. “Somos um grupo forte, com pessoas engajadas e que acreditam em quem são e no que fazem. Por isso, enxergamos a cultura de retenção de talentos como fundamental para o futuro da empresa. Acreditamos que talentos são essenciais e buscamos sempre os melhores”, esclarece.

Além disso, a Sky.One busca uma abordagem inclusiva de contratação. “O programa é aberto a todos. Como apoio e consciência social, sempre quando abrimos este tipo de ação, entramos em contatos com ONGs que trabalham a empregabilidade das minorias e divulgamos, incentivando para que as pessoas se inscrevam”, conta. A companhia já atua também com a empregabilidade de PCDs e, em breve, abrirá um novo grupo de menor aprendiz.

A iniciativa da Sky.One com o Programa de Estágios e as próximas ações da área de RH está alinhada ao objetivo da companhia de consolidar-se no mercado como marca empregadora. Para isso, parte do aporte financeiro de R﹩ 45 milhões recebido há três meses em rodada Série B liderado pelo fundo Inovabra Ventures será destinado ao desenvolvimento e contratação de pessoas.

Nesse contexto, Aila afirma que a empresa pretende investir em novas parcerias educacionais, realizar constantemente a divulgação de novos projetos voltados à empregabilidade, além de manter uma boa reputação no Glassdoor. “Nossa meta é fortalecer nossa cultura, baseada nos valores da Sky.One, sempre inspirar nossos colaboradores por meio de uma liderança que seja como um espelho para a equipe, e claro, manter o nosso selo anual do Great Place To Work”, finaliza.

Para se inscrever nas vagas de estágio, basta clicar aqui .

Os desafios do data center no mundo pós-pandemia

Por Elayne Martins, diretora de vendas corporativas da CommScope

Não há muito segredo em relação ao que os administradores de rede (e usuários) esperam para o futuro próximo: conectividade confiável, baixa latência e maior largura de banda, para suportar o crescimento contínuo do volume de dados que os data centers passarão a receber. Mas é claro que atender a esse desejo não é simples. De um lado, os provedores de serviços precisam se atualizar e adaptar suas redes ao crescimento natural da demanda e ao rápido avanço da tecnologia, que se reflete no lançamento de produtos mais eficazes. De outro lado, será necessário definir com clareza o impacto da pandemia, que em 2021 deve chegar, felizmente, a um patamar mais seguro (principalmente nos países desenvolvidos), com a vacinação em larga escala, o que deverá levar à recuperação da atividade econômica.

A questão é saber como ficar um passo à frente nesse cenário de incertezas. Depois dos acontecimentos excepcionais de 2020, que levou ao limite a necessidade de rápida adaptação, em um contexto de adoção massiva do trabalho remoto, os provedores de rede precisam oferecer soluções prontas de conectividade contínua em todos os pontos de contato. Para isso, contarão o com o efeito multiplicador do 5G e o aumento da capacidade de conexão, com o salto inevitável para 400 e 800 Gbits/s, até mais além, com volumes cada vez maiores de fibras para aumentar o desempenho da rede.

Uma das soluções para suportar o ritmo crescente do tráfego será o aumento da quantidade de fibras, que atualmente está na faixa de até 6.912 fibras por cabo. À medida que a demanda por largura de banda e as ofertas de serviço aumentam e a latência se torna mais crítica para o usuário final, será necessário aumentar a capacidades das redes.

A palavra-chave é equilíbrio, de modo que as infraestruturas de rede tenham o número de fibras adequado aos equipamentos, com boa manutenção e capacidade de gerenciamento, para apoiar o crescimento futuro, sempre com mais velocidade e baixa latência. Para isso é preciso definir, entre outros fatores, qual é a melhor tecnologia óptica.

Outro ponto importante é o salto para 400G, uma etapa no caminho evolutivo do data center. Atualmente já existem grupos de trabalho desenvolvendo soluções que consideram a conexões em 800G com o uso de oito transceivers de 100G. O grupo MSA 800G (que inclui empresas como a CommScope), atua com outros integrantes do IEEE na busca de soluções que suportem conexões de servidor de 100G por comprimento de onda usando fibra multimodo. O objetivo é que esses avanços sejam introduzidos no mercado este ano, e existe a expectativa de que até 2024 as  velocidades de transmissão possam chegar até  1.6 Tera.

Os serviços do data center evoluem, e as velocidades do servidor e do armazenamento precisam aumentar no mesmo ritmo. Assim, ao escolher os módulos ópticos que melhor atendem às necessidades da rede, é importante definir com precisão os serviços necessários para suportar as aplicações já existentes e as necessidades futuras.

O processo em direção a maiores velocidades no data center é gradual e, em geral, as mudanças devem ocorrer com base em atualizações regulares, levando-se em conta o custo e o tempo necessário para as implantações, com base em uma avaliação realista das demandas. É necessário adotar uma abordagem holística na qual switches ópticos e cabeamento de fibra trabalhem como um único caminho de transmissão coordenada.

A pressão sobre os data centers aumenta continuamente e o desafio é conseguir o equilíbrio entre servidores, switches e conectividade, em busca de mais velocidade e eficiência e custo mais baixo. Um dos pontos críticos é a camada física da rede, que saltará dos 200G e 400G para 800G e até acima disso, em um futuro próximo. Existem obstáculos tecnológicos a serem superados, e certamente isso ocorrerá, como sempre acontece neste mundo de evolução acelerada.

A pandemia acelerou a demanda por conectividade e essa tendência se manterá, com certeza, acompanhada da implantação de tecnologias como 5G, inteligência artificial, internet das coisas e computação em nuvem, que terão impacto na trajetória de expansão dos data centers. Para não perder o ritmo e manter-se à frente, será preciso contar com um parceiro tecnológico capaz de oferecer soluções que proporcionem benefícios no médio e no longo prazo, e que antecipe as necessidades e tendências futuras com agilidade para adaptar-se a novos cenários de negócios.

Seguro 3.0: o papel fundamental da tecnologia para o crescimento do mercado de seguros

Por Eduardo Nunes, consultor de Tecnologia da Informação da Provider IT

É cada vez mais comum a adoção da transformação digital e da digitalização nos mais diversos setores econômicos. Baseada no conceito de Seguro 3.0, a tecnologia tem se tornado uma grande aliada, também, para o crescimento do mercado de seguros no Brasil. Mesmo durante um ano conturbado em decorrência da pandemia da Covid-19, dados recentes da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) apontam que, somente no primeiro trimestre de 2021, o setor segurador arrecadou cerca de R$ 130 bilhões, valor 8,7% superior ao mesmo período de 2020.

Parte deste crescimento deve-se ao fato da ampliação do uso de ferramentas tecnológicas, que dão suporte aos processos e aprimoram os recursos disponíveis para o desenvolvimento das companhias deste setor. Neste sentido, esta atualização está diretamente relacionada ao conceito de Seguro 3.0, que direciona a transformação digital dentro deste mercado. Mas, para entendermos este conceito, é importante darmos dois passos atrás na evolução das seguradoras no Brasil.

A origem do conceito 3.0 no mercado de seguros

Para que exista o Seguro 3.0, existiram outros dois marcos na história do mercado de seguros no Brasil. O primeiro foi a chegada das companhias inglesas, no século XIX, que deram início a este setor, e que hoje é um dos mais consolidados do país. O segundo marco, que podemos entender como Seguro 2.0, teve início com a regularização do mercado, como a criação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), por exemplo, e prolongou-se até a revolução tecnológica que vivemos hoje, com a expansão da internet, comércio eletrônico e o surgimento das insurtechs.

Diante deste cenário, o Seguro 3.0 surge como um conceito inovador, com objetivo de difundir a aplicação de tecnologias e transformar a maneira como as seguradoras oferecem produtos e serviços aos consumidores. De um modo geral, estas ferramentas possibilitam a criação de serviços personalizados e adequados aos clientes, com melhor preço para a seguradora e o menor para o usuário.

Se levarmos em consideração os produtos e serviços oferecidos pelas seguradoras hoje, os preços e as demais características do contrato são baseados em informações pré-existentes em um portfólio da própria empresa, alinhados a informações básicas sobre o contratante. Neste sentido, quando um seguro automotivo é contratado, por exemplo, a base de dados é referente às informações sobre o veículo, como marca, modelo e percentuais referentes a roubo, bem como endereço, região, idade e tempo de habilitação do motorista. Ou seja, a oferta de seguro é realizada em função de experiências da companhia e não, necessariamente, do cliente.

Com o Seguro 3.0 esse papel se inverte e o planejamento é baseado em dados aprofundados sobre o contratante. Isto é possível graças as inovações tecnológicas, que possibilitam a análise do grande volume de dados existentes e que antes não eram aproveitados pelas empresas. Isto é, os serviços passam a ser mais adequados às especificidades do cliente e não da seguradora, os preços passam a ser menores para os clientes, bem como melhores para as empresas, uma vez que elas conseguem diminuir os riscos utilizando uma base dados mais precisa, conhecendo os hábitos e aquilo que o segurado utiliza dentro dos serviços que estão sendo contratados.

Seguro 3.0 x Open Insurance

No mercado financeiro, o avanço tecnológico possibilitou a implementação de processos inovadores como Pagamentos Instantâneos (PIX) e, mais recentemente, o início do Open Banking. Nesta mesma linha de compartilhamento de dados, o mercado de seguros já se movimenta para a aplicação desta nova tendência com o surgimento do Open Insurance, que está sendo regulamentado pela SUSEP.

Open Insurance não diz respeito apenas a um conceito que explica e demarca um momento de desenvolvimento tecnológico dentro do setor segurador. Trata-se de uma ferramenta que está sendo desenvolvida e regulamentada com um conjunto de regras e determinações e que, por meio de API’s (Application Programming Interface), possibilitará a obtenção e o compartilhamento de dados e informações sobre os clientes de uma forma segura, sincronizada e estruturada, a partir, é claro, do consentimento ou solicitação deste usuário.

Desta forma, o Seguro 3.0 e o Open Insurance, mesmo que diferentes, contam com uma intersecção e isto mostra que o futuro do setor converge para um único ponto: o suporte da tecnologia para o desenvolvimento do mercado de seguros. Diante deste cenário, para que consigam se manter competitivas, as seguradoras deverão investir em inovação, recursos de inteligência artificial e digitalização, com objetivo de tomar decisões mais assertivas e oferecer produtos e serviços personalizados, que atendam as demandas deste novo mercado.