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Salão do Automóvel é adiado para 2021

A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos, ANFAVEA, e a REED Alcântara Machado comunicam que a edição 2020 do Salão do Automóvel de São Paulo será adiada para 2021.

Luiz Carlos Moraes, Presidente da ANFAVEA, destaca: “O Salão do Automóvel é um evento que precisa evoluir e refletir o momento de disrupção tecnológica que nosa indústria está vivendo. Em conjunto com a REED, tomamos a decisão de adiar a edição do Salão de 2020 para reduzir custos e termos tempo de avaliar novos formatos. A revisão do Salão não é um movimento local, está acontecendo em todos os países do mundo e pelos mesmos motivos”.

Cláudio Della Nina, Presidente da REED Alcântara Machado, declara: “A REED possui o grande desafio de propor um novo Salão do Automóvel alinhado com as expectativas do público visitante e com a nova realidade das montadoras. Estamos focados na solução deste desafio e comprometidos com a entrega da melhor edição do Salão do Automóvel em 2021.”

Coalizão Indústria manifesta apoio à política econômica do governo

Apesar da retomada do crescimento econômico do Brasil ainda não ter ocorrido na velocidade e intensidade desejada e necessária, a Coalizão Indústria – que congrega entidades representativas de 13 segmentos da indústria de transformação e da Construção Civil, responsáveis por 45% do PIB industrial -, manifestará hoje (06/03), no Rio de Janeiro, ao Ministro da Economia Paulo Guedes seu apoio à política econômica do Governo.

Tal posição deve-se ao fato da política econômica do Governo ter compromisso com a melhoria da competitividade sistêmica do país e, em especial, da indústria. A Coalizão pretende reiterar ao Ministro total apoio à agenda de reformas do Governo, por considerar que são essenciais para o desenvolvimento de forma sustentada do país.

Após a aprovação da reforma da previdência e da Lei da Liberdade Econômica no ano passado pelo Congresso Nacional, os setores que integram a Coalizão Indústria pedem maior celeridade na tramitação da Reforma Tributária, em razão de ser este um ano de eleições municipais, o que dificultará a discussão de matérias no Congresso Nacional no 2º semestre.

A Coalizão Indústria apresentará ao Ministro Paulo Guedes as medidas que entende como imprescindíveis na reforma tributária: o equilíbrio das cargas tributárias intersetoriais, o fim da cumulatividade de impostos com a mudança do conceito de crédito físico para crédito financeiro, a desoneração das exportações, dos investimentos e da folha de pagamento, e a simplificação e a redução dos tributos.

O extrato SINCOR e os créditos tributários federais desconhecidos pelas empresas

Você confia na sua contabilidade? Você desconfia que a sua empresa pagou (e continua pagando) valores a maior de tributos federais nos últimos 5 anos? Você sabe o que é o extrato SINCOR/CONTACORPJ? Não? Recomendamos que você solicite o quanto antes esse documento para a Receita Federal!

A Receita Federal realiza o controle dos recolhimentos efetuados (DARFs pagos) pelos contribuintes por meio do Sistema de Conta Corrente de Pessoa Jurídica – SINCOR e CONTACORPJ, sendo que nesse sistema também é realizado o controle de todos os pagamentos efetuados nos últimos 5 anos que estão sem a vinculação com débitos (pagamentos sem correlação a débitos existentes).

Esse extrato consolida as informações de praticamente todos os tributos federais, assim como relaciona qual foi o número do pagamento, a qual título ele foi realizado (código de receita), em qual data ocorreu o recolhimento, qual foi o valor efetivamente recolhido e, inclusive, se o valor (ou parte do valor) foi vinculado a algum débito ou se o valor está sem a vinculação com débitos.

Todos os valores que não foram alocados nos últimos 5 anos poderão representar para a empresa um crédito, até mesmo porque, a princípio, não haveria débito vinculado. Isso pode ocorrer por diversos motivos, dentre eles o erro no preenchimento dos documentos de arrecadação, pagamentos em duplicidade, pagamentos a maior, dentre outros (são erros extremamente comuns quando há transição de equipes, mudança de empresa de contabilidade, grande volume de informação fiscal, etc.).

Para materializar a questão, divulgamos abaixo como é esse extrato na hipótese em que os créditos foram devidamente alocados aos débitos (valores recolhidos corretamente pela empresa):

Nesse cenário, todos os pagamentos efetuados pela empresa possuem débitos correlacionados e foram vinculados a eles. Esses valores estão devidamente alocados no sistema da RFB (não podem ser objeto de restituição).

Por outro lado, verifique abaixo um exemplo de extrato na hipótese em que existem créditos não alocados (possíveis valores recolhidos indevidamente):

 

 

Os valores constantes na coluna vermelha representam pagamentos efetuados pela empresa que não possuem débitos correlacionados. Esses valores estão “soltos ” no sistema da RFB.

O grande problema é que esse documento não é disponibilizado para os contribuintes, especialmente porque, no entendimento da Receita Federal, trata-se de documento sigiloso, utilizado para controle interno dos referidos débitos/créditos.

A boa notícia é que a matéria já foi apreciada com repercussão geral pelo STF (RE nº 673.707 – TEMA 582[1]), oportunidade em que foi definido que o extrato deve ser disponibilizado aos contribuintes. 

Supreendentemente, no entanto, a RFB segue descumprindo essa determinação judicial. Justamente por isso, primeiro é necessário apresentar um requerimento administrativo e, após a negativa por parte da Receita Federal, faz-se necessário impetrar um Habeas Data para acessar o referido extrato.

Considerando o volume de informações fiscais e que muitas vezes os valores dos tributos recolhidos pelas empresas são expressivos, entendemos que é interessante acessar o referido extrato para verificar se ocorreram pagamentos indevidos nos últimos 5 anos e até mesmo para identificar a regularidade do trabalho desenvolvido pela área contábil. Afinal, caso sejam identificados créditos não alocados (pagamentos indevidos), a empresa poderá (i) atualizar os valores e ingressar com pedido administrativo de restituição e (ii) eventualmente adequar os seus procedimentos fiscais/contábeis.

Ah, ponto importante: o Habeas Data é um procedimento judicial gratuito (não tem custas judiciais e também não tem honorários de sucumbência) e eventual indeferimento do pedido de restituição não enseja a aplicação de qualquer tipo de penalidade à empresa.

 

Por Eduardo Silveira, sócio do Silveira Advogados e especialista em Direito Tributário

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Em expansão, Validity anuncia a quinta aquisição em dois anos

Líder global em qualidade e gerenciamento de dados do cliente, a Validity acaba de adquirir a empresa 250ok, que desde 2011 desenvolve softwares de gerenciamento e entrega de e-mails, com capacidade de promover uma análise bastante profunda do processo. Nos últimos dois anos, a empresa adquiriu outros quatro negócios: CRMfusion, aplicativo líder em qualidade de dados de CRM corporativo; BriteVerify, plataforma global para verificação de e-mail; Return Path, líder global em soluções de dados; e AppBuddy, aplicativo para Salesforce e outras plataformas.

Com a recente aquisição, a Validity amplia seus recursos de otimização de soluções de dados em todo o ecossistema global de provedores de serviços de e-mail. “O canal e-mail está longe de ser extinto. Mas, continua sendo um ambiente de constante desafio aos profissionais de marketing nos processos de atração e engajamento dos clientes”, ressalta Cecilia Belele, diretora regional da Validity, para a América Latina. “Os provedores têm sido cada vez mais estratégicos para melhorar a experiência do cliente na caixa de entrada. Sem os dados, as soluções e as orientações corretas, mesmo os melhores remetentes podem ter dificuldade para chegar à caixa de entrada e impactar essas pessoas”, detalha.

Criada em 2011, a 250ok surgiu como uma inovação no mercado de software de análise e entregabilidade sob o comando do ex-especialista em entregabilidade de e-mails da antiga ExactTarget, Greg Kraios. Atualmente, a organização se destaca pelo desenvolvimento de softwares de gerenciamento de e-mail, com soluções inovadoras para os remetentes mais arrojados, como Marketo, CDW, National Geographic, Crutchfield, Furniture Row e PETA. “Para a Validity, as aquisições não significam apenas mais soluções no portfólio, mas sim o incremento de seu time de especialistas para auxiliar empresas ao redor do mundo a deixarem suas mensagens comerciais fora da pasta de spam”, destaca a executiva Cecilia Belele.

Com a aquisição da 250ok, a Validity continua a expandir sua presença no mercado e a ampliar seu portfólio de soluções líderes para os profissionais de marketing e vendas. Ao longo dos últimos dois anos, a empresa realizou as seguintes aquisições:

• CRMfusion, o aplicativo líder em qualidade de dados de CRM ccrporativo
• BriteVerify, a plataforma global mais confiável para verificação de e-mail
• Return Path, líder global em manter o e-mail fora da pasta de spam
• AppBuddy, o principal aplicativo de planiha do Salesforce e de outras plataformas; e
• 250ok, a principal plataforma de análise de e-mail.

Contrato Social ou vesting? Saiba qual o melhor acordo para uma startup

Por Arthur Braga Nascimento

Iniciar uma startup envolve dispor de muita dedicação, nem sempre ter um bom capital e saber que está lidando com riscos. Mas, mesmo com todos os desafios que esse ecossistema oferece, existem maneiras de mitigá-los. Tornar o colaborador como um sócio do negócio pode ser uma solução para evitar perda de capital. Como quase em tudo na vida, para realizar esse processo não há uma fórmula secreta e nesse caminho podem acontecer dores de cabeças com uma inclusão e saída abrupta no contrato social, por exemplo. Por isso, a modalidade conhecida por “Vesting” tem se tornado uma das melhores formas de garantir que a escolha não resulte em problemas.

Em linhas gerais, o contrato de Vesting pode ser utilizado por todos aqueles colaboradores que não fazem parte do cap table da empresa, incluindo fundadores, colaboradores e advisors, que querem o reconhecimento no trabalho executado, se tornando eventualmente sócio no negócio.

Um empreendedor pode até imaginar que essa não é uma troca justa, mas ao contrário disso, o Vesting permite que um novo colaborador receba sua participação de acordo com o tempo de trabalho. Esse recurso pode ser aplicado tanto para as grandes, quanto para as médias e pequenas empresas, principalmente as startups que geralmente se encaixam na categoria “pequenas empresas” e precisam crescer progressivamente.

Imagine um cenário que é muito comum de ser encontrado: um dos sócios abandona o projeto, enquanto um colaborador continua trabalhando e faz a startup finalmente decolar, gerando lucros consideráveis no mercado em que atua. De olho nesse valor, o sócio ressurge exigindo sua parte nos lucros, com base em sua participação, e o outro, que continuou trabalhando, não ganhará absolutamente nada.

Essa não é uma situação agradável e justa para o colaborador que contribuiu com o negócio, por isso, sugerir que o acordo seja feito por meio do Vesting é a maneira que as empresas têm de evitar esse tipo de transtorno. O referido formato é uma forma de testar se o colaborador merece ser sócio do seu negócio, e, também, para reter bons talentos, afinal de contas muitos bons colaboradores acabam saindo da Startup por não terem uma projeção de sociedade.

Ainda desmistificando, o Vesting não é um bicho de sete cabeças. O acordo pode ser feito com a ajuda de advogados que fazem parte de escritórios de advocacia especializados em startups e empresas em fase inicial.

O ponto central de um contrato nesse modelo é que quando há um pacto entre as duas partes, onde metas, se existirem, podem ser estabelecidas e cumpridas, todos podem se beneficiar. Afinal, por um lado a empresa aumenta seu potencial sem precisar comprometer seu capital, e por outro, o novo sócio não precisa arriscar seus próprios recursos financeiros. Além disso, você estará retendo um bom colaborador no seu negócio com prazo, e nesta forma estará testando para ver se realmente ele é uma pessoa confiável.

E aí, já pensou em aplicar o Vesting para seus colaboradores?

Arthur Braga Nascimento, sócio do BNZ e coordenador da Bonuz. Especializado em Ventures e Startups

IPOs exigem atenção e cuidados, alerta Ibracon

O aquecimento da economia e a taxa de juros cada vez menor estão levando muitas empresas brasileiras a abrirem seu capital, o conhecido Initial Public Offering (IPO). Mas, entrar no grupo das que operam na B3, que será a quarta maior bolsa do mundo até 2030, requer atenção e cuidados, como alerta o Ibracon — Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

Abrir capital é uma jornada e um IPO com potencial de ser bem-sucedido começa muito antes do kick-off. As empresas precisam dar atenção às normas contábeis, priorizar a transparência e a clareza das informações para ter consciência do valor do seu negócio, principalmente após passar o período de euforia da abertura do capital.

Também precisam ser levadas em conta questões como a implantação de um eficiente programa de governança corporativa, integração de diversos setores internos, como jurídico, operações e recursos humanos, e reestruturações societárias.

Por conta disso, o auditor independente acaba se constituindo em profissional imprescindível no processo, porque, sendo um dos principais agentes do mercado de capitais, ele tem acesso à empresa, é um especialista em auditoria e contabilidade, tem independência e experiência em práticas de governança corporativa e agrega credibilidade às demonstrações contábeis.

Tais fatores fazem com que o auditor independente seja, normalmente, um dos primeiros a saber se a companhia quer abrir capital. E com a expectativa de aquecimento do mercado de IPOs, o Ibraconjá prevê também um aumento na procura pelos serviços para esse objetivo.

Otimismo foi a tônica da reunião de grandes empresários com o presidente Jair Bolsonaro na Fiesp

Com o objetivo de discutir os desafios, perspectivas, investimentos, geração de empregos e o crescimento do país, na manhã desta quinta-feira (5/3) o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, recebeu o presidente da República, Jair Bolsonaro, seis ministros e mais de 40 acionistas, chairmen e CEOs dos maiores grupos empresariais, de todos os segmentos da economia, sediados no país. Esses grupos têm 5 trilhões de reais de valor de mercado, geram 5 milhões de empregos e pagam bilhões de reais de impostos.

A reunião foi a primeira do recém-criado Conselho Superior Diálogo pelo Brasil, da Fiesp. De forma unânime, os empresários elogiaram a qualidade da equipe econômica do Governo e as reformas em curso. “A tônica da reunião foi otimismo, a confiança e o apoio dos setores produtivos de todo o Brasil ao governo e à agenda econômica. Há um consenso de que estamos no rumo certo”, afirmou Skaf.

Vários empresários e CEOs destacaram os números positivos que suas empresas vêm alcançando. “Temos um momento de muita confiança. O crescimento das vendas de linha branca é consistente. No final do ano passado, chegou a 10% ao mês, ultrapassando 11% nos meses de janeiro e fevereiro”, disse João Carlos Brega, presidente da Whirlpool.

O diretor presidente do Grupo Gerdau, André Gerdau, ressaltou o entusiasmo com o momento atual. “Em 119 anos de atividades nunca estivemos tão animados com as propostas de um governo como estamos com esse”, disse ele. “É um governo que tem o profissionalismo como marca”.

Inflação sob controle e juros baixos, resultantes do controle de gastos públicos, também foram mencionados pelos empresários e CEOs como exemplo do novo momento econômico do Brasil. Essas mudanças significam uma revolução no país. “O novo patamar de juros baixos refundou o mercado de capitais no Brasil. O crédito está em expansão. Temos visto crescimento de 10% no crédito. Lá na frente, esse crédito vai se transformar em crescimento do PIB”, afirmou Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco.

Com o saldo positivo desta primeira reunião, o próximo encontro deve ocorrer em três meses. “O governo tem disposição para escutar os empresários e assume o compromisso de transformar tudo o que foi falado em ação. Nos próximos encontros o governo já trará soluções para diversas das questões sobre as quais falamos na reunião de hoje”, prometeu o general Braga Neto, ministro chefe da Casa Civil.

“Saio daqui animado e com a confiança de que o Brasil, de fato, vai mudar. Isso porque o presidente tem a disposição de enfrentar os problemas, tem ministros e toda uma equipe de Governo de muita qualidade. A abertura e a franqueza das conversas foram notáveis. Acompanho reuniões com presidentes desde os tempos do Sarney. Nunca vi um encontro de tanta qualidade quanto esse”, concluiu o presidente do conselho de administração da Duratex, Salo Seibel.

Nesta primeira reunião do Conselho participaram:

Jair Bolsonaro, Presidente da República Federativa do Brasil
Paulo Skaf, Presidente da FIESP e do CIESP
Gen Ex Braga Netto, Ministro da Casa Civil
Paulo Guedes, Ministro da Economia
Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente
Jorge Antonio de Oliveira Francisco, Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
Gen Ex Ramos, Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República
André Luiz de Almeida, Advogado-Geral da União
V Alte Flávio Rocha, Secretário de Assuntos Estratégicos PR
Fábio Wajngarten, Secretário Especial de Comunicação PR
Gilson Machado, Presidente EMBRATUR
André Bier Gerdau Johannpeter, Diretor Presidente do Grupo Gerdau S.A
Antonio Filosa, Presidente da FIAT para América Latina
Candido Pinheiro Koren de Lima Junior, Presidente do Conselho de Administração da Hapvida
Carlos Alberto de Oliveira Andrade, Presidente do Grupo CAOA
Carlos Zarlenga, Presidente da GM América do Sul
Christian Gebara, Presidente e CEO da VIVO
Dan Ioschpe, Presidente do Conselho de Administração da Iochpe-Maxion
Edgard Corona, Presidente do Grupo Bio Ritmo/ Smart Fit
Elie Horn, Fundador e Presidente do Conselho de Administração da Cyrela
Fábio Coelho, Presidente do Google Brasil e Vice-Presidente Google Inc
Fernando Cestari de Rizzo, Diretor Presidente da Tupy
Fernando Galletti de Queiroz, Presidente da Minerva Foods
Flavio Rocha, Presidente das Lojas Riachuelo S.A.
Francisco Gomes Neto, Presidente da Embraer
Harry Schmelzer Junior, Diretor Presidente Executivo da WEG
Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil
João Carlos Brega, Presidente da Whirpool América Latina
João Guilherme Sabino Ometto, Vice-Presidente Grupo São Martinho
Juliana Azevedo, Presidente da Procter & Gamble Brasil
Lorival Nogueira Luz Junior, CEO BRF
Luiz Carlos Trabuco Cappi, Presidente do Conselho de Administração do Bradesco
Marc Allen, Presidente da Boeing Brasil-Commercial
Marcelo Melchior, Presidente da Nestlé
Marcos Lutz, Diretor-Presidente da Diretoria Executiva da COSAN
Patrick Mendes, CEO do Grupo ACCOR
Paulo Moll, Diretor da Rede D’Or
Philipp Schiemer, CEO Brasil e América Latina da Mercedes-Benz
Raúl Padilla, Presidente da Bunge
Rogélio Golfarb, Vice-Presidente para a América do Sul da Ford
Rubens Ometto, Presidente do Conselho de Administração da Cosan
Salo Davi Seibel, Presidente do Conselho de Administração da Duratex S/A
Sergio Rial, Presidente Banco Santander S/A
Thierry Fournier, Delegado Geral da Saint Gobain no Brasil, Argentina e Chile
Victorio De Marchi, Co-Presidente do Conselho de Administração da AmBev

SAP e SAP Labs promovem eventos Women in Data Science (WiDS)

Durante este mês e abril, a SAP Brasil e o SAP Labs promovem atividades regionais do Women in Data Science (WiDS), iniciativa global da Universidade de Stanford que tem o objetivo de incentivar a participação de mulheres em carreiras relacionadas à tecnologia. A SAP é parceira global da Stanford University para apoiar o WiDS e sedia os eventos pelo quarto ano consecutivo como parte das atividades do programa SAP Next-Gen.

Ao todo serão seis encontros, que em São Paulo acontecem no escritório da empresa, na PUC-SP, na Universidade de São Paulo e na FEI em São Bernardo do Campo; e dois no Rio Grande do Sul, no SAP Labs/Unisinos e na Feevale. A inscrição para participar dos eventos é gratuita e as vagas são limitadas.

Todos os encontros contarão com apresentação de uma executiva da SAP, além de outras profissionais, para compartilhar experiências na área de tecnologia, desafios e oportunidades.

A iniciativa está relacionada à agenda 2030 da ONU da qual a SAP é signatária e cujo objetivo de desenvolvimento ODS 5, Igualdade de Gênero, busca alcançar esta meta e empoderar mulheres e meninas. O público do evento será composto por estudantes e profissionais de universidades, startups e clientes. No evento da SAP Brasil, a agenda* será liderada por mulheres da área de ciência de dados que trabalham em diferentes áreas na SAP.

Atividades também engajam o público interno na SAP

Internamente, a SAP Brasil promove atividades lideradas pela rede de funcionários Business Women’s Network. Como signatária do Pacto Global da ONU e da ONU Mulheres, a SAP endossa o senso de urgência na busca pela equidade. O evento aberto para todos os funcionários acontece na tarde do dia 10 de março, com participação da presidente, Cristina Palmaka. Claudia Cavalcante, consultora da ONU Mulheres, fará uma palestra sobre Equidade de Genêro e na sequência haverá um painel com o mesmo tema mediado por Guilherme Bara, da MAC Consultoria em Diversidade, que contará com convidados compartilhando suas experiências.

Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, chama a atenção para a necessidade de promover atividades continuamente para promover a equidade de gênero e a diversidade na empresa. “Equidade de gênero não é um problema apenas das mulheres, mas uma questão de direitos humanos que afeta meninas, meninos e homens, e que pode beneficiar a todos nos campo social, político e econômico. Na SAP Brasil, como empresa signatária do Pacto Global da ONU e da ONU Mulheres, endossamos esse senso de urgência na busca pela equidade por meio do movimento Accelerate Change Together, da Business Women’s Network”, diz.

As atividades da rede Business Women’s Networks são sempre abertas para todos e os homens são engajados a participar. As iniciativas, programadas ao longo do ano, convidam cada um a refletir com a campanha da ONU Mulheres: de que forma cada um pode colaborar, hoje, com a mudança da realidade desta e das próximas gerações?

Woman in Data Science – SAP Brasil

Data: Segunda-feira, 09 de março
Horário: das 8h30 às 13h
Local: Auditórios da SAP Brasil em São Paulo (7º andar)

Endereço: Av. Das Nações Unidas 14.171 – Marble Tower – 7º andar – São Paulo

Detalhes e inscrição: https://events.sap.com/br/wids-sap-2020/pt/registration.aspx

Vagas limitadas.

Demais encontros Woman in Data Science com apoio da SAP e SAP Labs 

  • WiDS SAP Labs/Unisinos – São Leopoldo/RS  (12 de março) – inscrições
  • WiDS @FEI – São Bernardo do Campo/SP (20 de março) – agenda em construção
  • WiDS USP – São Paulo/SP (15 de abril) – inscrições
  • WiDS Feevale  – Novo Hamburgo/RS (27 de abril)  – inscrições

Greentech torna green bonds acessíveis ao pequeno investidor

As green bonds ganham força no Brasil, que tem um potencial de títulos verdes estimado em USD 1,3 trilhões, segundo a Climate Bonds Initiative (CBI). O alto valor de aporte, porém, é um desafio ao investidor comum, como afirmou recentemente a ministra da agricultura, Tereza Cristina. A RADIX (www.radixflorestal.com) possibilita o acesso a esse mercado, ao unir o combate às mudanças climáticas ao retorno financeiro. Em um ano que começou com a queda da Selic, as aplicações sustentáveis da greentech têm ainda mais destaque, com rendimento previsto de 12% ao ano, com um retorno 659% maior que a poupança em um comparativo de longo prazo. A empresa abre a quinta rodada de crowdfunding de títulos verdes, com investimento florestal a partir de R$ 480.

A RADIX tem 70 hectares de Mogno Africano cultivados em áreas degradadas de Roraima e Minas Gerais, que hoje são usadas para a plantação da madeira nobre. Ao atingir o ponto de comercialização, em 18 anos, o valor investido em cada fração do plantio é multiplicado entre seis e oito vezes. “O governo tem as green bonds como linha de ação para captação de recursos internacionais para preservação e capitalização de florestas nativas e projetos sustentáveis, mas nós somos uns dos precursores, já começamos a transformar ativos florestais em financeiros em 2015”, diz Gilberto Derze, sócio-fundador da empresa.

A cada oferta pública, uma parte dos recursos arrecadados é aplicada no manejo das florestas e outra na ampliação da atividade. Hoje são 45 mil árvores plantadas da espécie conhecida como novo ouro verde, fonte de madeira de alto valor agregado. “A sociedade vem promovendo o desenvolvimento econômico sem responsabilidade ambiental, causando danos à natureza. Investir em sustentabilidade deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, para aumentar a captação de carbono, reduzir o efeito estufa e auxiliar na preservação da biodiversidade”, afirma Thiago Campos, sócio da RADIX.

Investimento baixo e rentabilidade 6,6 vezes maior que poupança

Aliada à consciência ambiental e ao retorno financeiro, a acessibilidade do título — múltiplos de R$ 480 — ajuda a democratizar o investimento florestal. Já são 477 investidores, sendo que 38% deles adquiriram uma cota única e 59% aplicaram menos de R$ 1.000. “Nossa taxa de recorrência é de 31% — pessoas que fazem mais de um aporte, com valores mais altos. E perfis diversificados, como a alta participação feminina, de 14.9% do total”, aponta Derze.

Com a queda da Selic para 4,5% ao ano — o que afeta o bolso dos 69,5% dos brasileiros que depositam suas reservas financeiras na poupança, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) — a RADIX sobressai como opção de investimento 659% mais rentável. Em um comparativo, ao fazer uma aplicação de longo prazo (16 anos) de R$ 4.800, considerando-se as taxas de mercado, o retorno total seria de R$ 8.785,07 na poupança (3,85% a.a.), R$ 11.477,94 no CDB (5,6% a.a.) e R$ 31.062,27 na floresta de Mogno Africano em um cenário conservador.

A estimativa da RADIX é de ampliar o número de investidores nessa quinta rodada de captação, arrecadar R$ 600 mil até o dia 10 de abril e plantar mais 60 hectares em 2020. O processo é realizado pela plataforma de equity crowdfunding Basement, registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e é 100% on-line. A aplicação é única, sem taxas futuras. “Esperamos ser exemplo como green bonds de sucesso e mostrar que dinheiro realmente não cresce em árvore, como diz o ditado, mas pode ser rentabilizado com elas”, brinca Derze.

Mônica Duarte Santos é a nova Chief People Officer da Loggi no Brasil

Mônica Duarte Santos assume a liderança da área de Pessoas na Loggi no Brasil. Formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) no Rio de Janeiro e com um MBA em Gestão de negócios pela Ibmec e outro em Recursos Humanos pela FIA – Universidade de São Paulo (USP), a executiva atuou em grandes companhias como Banco Pactual, e Nokia. Além disso, trabalhou por mais de 11 anos no Google, liderando a área de Pessoas da América Latina durante os últimos 9 anos.

Na Loggi, Mônica terá o desafio de fazer a gestão de mais de 1000 funcionários, acompanhamento e desenvolvimento de talentos da empresa, além de dar suporte à estratégia de expansão.

A Loggi é uma empresa tecnologia que está reinventando a logística e a forma de fazer entregas no Brasil. Atualmente, por meio de cerca de 40 mil entregadores, além de vans, caminhões, entre outros meios de transporte, atende mais de 70 municípios, em todas as regiões do país.

Tecnologia no Brasil: desenvolvimento e prosperidade de um lado, escassez de mão de obra e insegurança jurídica do outro

Por Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Brasil, o país do futuro que nunca chega, ou chegou e alguém o escondeu? Como celeiro do mundo, o País tem um imenso potencial para o desenvolvimento de diversos setores. Agora, é preciso focar nas soluções para os desafios existentes e encontrar maneiras de continuar fomentando a inovação e competitividade interna. A atual estabilidade política e econômica assinala um futuro promissor, com previsões de uma SELIC consolidada no patamar de 4,5% e a inflação entre 3,5 % a 4,0%, e com o legislativo e executivo focados em resolver o emaranhado fiscal – mas com altíssimo risco de complicar a situação.

Quando olhamos especificamente para o setor de tecnologia da informação (TI), combustível essencial para a transformação digital que serve como base para modelos de negócios disruptivos ao gerar inúmeras oportunidades, todos os indicadores são extremamente positivos.

De acordo com o último estudo “Mercado Brasileiro de Software e Serviços” da ABES com a IDC, o crescimento do setor de TI no Brasil está acima da média mundial, e totalmente descolado do PIB brasileiro. Em 2018, registramos um crescimento de 9,8% contra a média mundial de 6,7% – em 2019, a expectativa é de um crescimento interno de 10,5% contra 4,9% global. Considerando esses dados, o desenvolvimento do setor em 2020 não deverá ser diferente, chegando perto de 15% e, quem sabe, atingindo a marca de US$ 60 bilhões em faturamento, ultrapassando o Canadá, que atualmente é o 8º maior mercado mundial, uma posição acima do Brasil.

Outros indicadores que corroboram com uma expectativa positiva para 2020 são os resultados de estudos da EY, Deloitte e McKinsey, que apontam, respectivamente, que 80% dos CEOs veem a inovação tecnológica como forma de manter a empresa competitiva, 74% dos executivos deverão adotar novas tecnologias, e 73% das empresas buscarão novas soluções tecnológicas, como Indústria 4.0.

Reforçando a importância da tecnologia e inovação para o desenvolvimento do País, um levantamento feito em 2017 pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) apontou que havia 363 incubadoras de negócios inovadores e 57 aceleradoras, com 3.694 empresas incubadas, responsáveis pela criação de 14.457 postos de trabalho. Pouco tempo depois, a Lavca (Latin American Venture Capital Association) informou que cerca de US$ 2 bilhões foram investidos no Brasil em 2019, o que certamente ajudou no surgimento de 11 unicórnios brasileiros e na criação de inúmeras outras startups e empresas brasileiras.

Agora, considerando o lado do consumidor, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 70% dos brasileiros (126,9 milhões) usam smartphones e que o País é o quarto em número de usuários de internet – de acordo com o Global Digital Report, o Brasil é o segundo colocado na média de uso da internet, com 9,5 horas por dia por usuário. Desta forma, conseguimos perceber a forte relação entre o desenvolvimento de negócios digitais inovadores, apoiados pela tecnologia, e seu impacto na população, que pode ser exemplificada com a proliferação de plataformas online que visam simplificar processos diários do consumidor, como o NuBank, QuintoAndar, iFood, entre outras.

Olhando para um futuro não muito distante, dados indicam que o IoT pode gerar um ganho para a economia brasileira na ordem de US$ 200 bilhões até 2025. O estudo da ABES com a IDC aponta para um crescimento nesse mercado acima de 20% ao ano até 2022 e demonstra que em 2018, o IoT gerou cerca de US$ 7 bilhões e deve atingir a marca de US$ 9 bilhões em 2019. Adicionalmente, para a PwC a Inteligência Artificial se tornará a maior oportunidade comercial, podendo contribuir com US$ 15,7 trilhões para o PIB mundial em 2030 – na América Latina o impacto poderá chegar a US$ 500 milhões, representando 5,4% do PIB da região.

Por outro lado, apesar dos indicadores positivos, existem inúmeros desafios que rotulam o Brasil como um país que não é para amadores, o que, infelizmente, ainda é verdade. De acordo com o Relatório Global de Competitividade, publicado em 2019 pelo Fórum Econômico Mundial, apesar do avanço positivo de uma posição, o Brasil está na 71ª entre 141 países, enquanto o IGI (Índice Global de Inovação) aponta uma queda da 64ª para a 66ª posição entre 129 países. Na América Latina, o Brasil segue atrás do Chile (51º), Costa Rica (55º) e México (56º), por exemplo.

Ainda assim, há um otimismo generalizado e o governo e a sociedade não estão parados. Existem diversas ações para reverter o quadro, como a aprovação da MP (Medida Provisória) de Liberdade Econômica; o Marco Legal de Startups; Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil; o Programa Nacional de Incubadoras e Parques Tecnológicos, a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital), e também diversos fóruns de diálogo com o setor produtivo através das Mesas Executivas Setoriais, Câmara Brasileira da Indústria 4.0, entre outros.

Entretanto, existem dois pontos extremamente preocupantes que podem limitar o crescimento do setor de TI e impactar o desenvolvimento da economia brasileira: a escassez de mão de obra qualificada e a guerra fiscal entre estado e municípios. A qualificação de mão de obra é um desafio sem solução a curto prazo, porém nota-se claramente uma união do setor privado, da sociedade e do governo na busca pela reversão desse quadro, com o surgimento de diversas iniciativas e ações ligadas a qualificação e, principalmente, fomentando a educação na área de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), como o MeuFuturo.Digital e Movimento Brasil Digital.

Já a guerra fiscal é um assunto extremamente crítico. Em 2017, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autorizou os Estados a cobrarem ICMS na comercialização de software, mas não discutiram com os municípios para suspenderem a cobrança de ISS, deixando o setor sob risco de extinção em consequência da bitributação. Agora, o tema entra na pauta do Supremo em 2020, que decidirá o vencedor dessa guerra: o Estado ou o Município. Justamente quando o congresso discute uma ampla reforma tributária, que certamente definirá um novo formato tributário para o setor.

O esperado é que o setor continue sendo tributado pelo ISS Municipal, como sempre o foi, pois uma decisão favorável ao ICMS criará um passivo gigantesco, onde certamente nenhuma empresa terá condição de arcar com esse passivo, com multa e juros, principalmente porque os municípios não ressarcirão as empresas pelo ISS pagos.

Por que não esperar a reforma tributária para resolver esse impasse? Porque é mais fácil complicar do que facilitar. Quem investirá em um setor com alto risco de virar pó?

Troposlab e Fundo Vale abrem edital para soluções voltadas aos sistemas agroflorestais

A Troposlab – aceleradora de negócios, projetos e pessoas -, acaba de abrir as inscrições para o programa Desafio Agroflorestal, em parceria com o Fundo Vale e a Reserva Natural Vale (RNV). O objetivo é fortalecer o ecossistema de negócios sustentáveis, por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs). A chamada quer atrair projetos, negócios e soluções inovadoras que impulsionam esse modelo de agricultura baseado em agrofloresta, que traz impactos ambientais e sociais positivos.

Os setores que o Desafio Agroflorestal pretende auxiliar são: logística, novos produtos (com foco no uso de matéria-prima natural), modelos de negócio, comercialização, processo produtivo e soluções financeiras (visando democratizar o acesso de agricultores a recursos financeiros). Quem tiver interesse em participar do programa, basta acessar o site – www.desafiogroflorestal.com.br — e se inscrever no edital até o dia 16 de março. No dia 10 de março será realizado uma webinar para esclarecimentos complementares. Os projetos selecionados serão divulgados no dia 20 de março.

Os selecionados iniciam o programa em abril com um Bootcamp (treinamento imersivo) e logo após passam pelo processo de aceleração até junho, quando ocorre o encerramento do programa com um Demoday, no dia 29 de junho. Além disso, as iniciativas premiadas vão participar do 4º Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto, no qual terão a oportunidade de conhecer possíveis investidores para trabalhos de impacto no Brasil.

Dentro do processo de aceleração, a Troposlab vai aplicar uma metodologia de modelagem de negócios adaptável a cada estágio de desenvolvimento, ao tipo de projeto e ao perfil de cada empreendedor, tudo desenvolvido pela aceleradora. O programa ainda vai contar com grupos de mentoria atendendo assuntos específicos dos Sistemas Agroflorestais e negócios de impacto. Durante a aceleração, também serão realizados alguns Business Points, momentos de conexão dos empreendedores sociais com potenciais parceiros, clientes e usuários de valor para o negócio.

Já o Fundo Vale e a RNV, vão auxiliar os negócios identificando potenciais parceiros e possibilitando conexões para viabilização e implementação da solução inicialmente proposta. O Fundo Vale também vai arcar com os custos dos participantes selecionados nas fases de Bootcamp e Demoday, incluindo as despesas com hospedagem e transporte até os locais – o que permite que projetos e pessoas de várias cidades brasileiras consigam participar.

Para Nathália Tavares, sócia e diretora comercial da Troposlab, a iniciativa beneficia diversos setores da economia do país, além de incentivar a inovação. “Este programa em parceria com o Fundo Vale e a RNV tem o objetivo de fortalecer o ecossistema de negócios agroflorestais, aproximando os diferentes agentes desse ecossistema, enquanto estimula e promove impactos ambientais e sociais positivos. Com ele, conseguiremos encontrar diversas soluções inovadoras com alto potencial de impacto para o país que até agora não eram conhecidos ou até mesmo que não conseguiam incentivo”, afirma.

Site para se inscrever: http://desafioagroflorestal.com.br/
Período de inscrições: 17 de fevereiro até 16 de março
Webinar: 10 de março
Comunicado às selecionadas: 20 de março
Bootcamp: 15 de abril
Fase de aceleração: 20 de abril a 26 de junho
Demoday (encerramento): 29 de junho

Habilidade com tecnologia e capacidade analítica serão essenciais para profissionais do futuro, aponta pesquisa

Habilidade com tecnologia da informação e capacidade analítica serão as competências indispensáveis para os profissionais do futuro. É o que apontou a pesquisa Competências e Habilidades para Profissionais do Futuro, realizada pela CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital, em parceria com a Opinion Box. Segundo o estudo, 72,8% dos entrevistados acreditam que, no futuro, será imprescindível explorar o potencial das tecnologias no dia a dia de trabalho. Somada a isso, a capacidade analítica contará muito nos próximos anos para 62,2%. Para o estudo, foram analisadas as opiniões de lideranças e pessoas de diversos níveis que trabalham em empresas com mais de 50 funcionários em todo o Brasil. No total, foram 1.182 respondentes, dos mais diversos setores da economia.

A pesquisa abordou tanto capacidades técnicas como também as competências comportamentais (soft skills). Nesse aspecto, a inteligência emocional será a principal competência necessária para se adequar ao mercado de trabalho para 58%. Em seguida, estarão a criatividade, para 57,7%, e a capacidade de tomar decisões complexas, para 57,3%. ” Não vamos mais falar em profissionais que tenham um conhecimento apenas lógico, matemático e de programação, mas, sim, em profissionais mais completos, porque, além de ter essas habilidades, vão explorar o lado humanizado, comportamental, colaborativo, de trocas e de atitudes, algo que ajudará as companhias a se posicionarem em outro patamar”, afirma Eveline Zanotti, Senior Employee Experience Manager da CI&T.

Ainda no aspecto das soft skills, a pesquisa da CI&T mostrou que a habilidade de ter proatividade será a mais importante para 40,6% dos ouvidos. Fatores como respeito e capacidade de comunicação também foram mencionados como relevantes para 39,8% e 31,3%, respectivamente. O estudo ressalta ainda que profissionais que ocupam cargos de liderança acreditam que a própria liderança (32%) será uma habilidade interpessoal relevante e deverá estar à frente da criatividade (31,7%) e da comunicação (28,2%), por exemplo.

Papel das lideranças

A pesquisa abordou também o papel das lideranças no contexto das mudanças das habilidades profissionais. Características como autoconhecimento e empatia serão pilares importantes no trabalho dos líderes do futuro, principalmente para perceber os limites dos times e estimular talentos individuais. Os resultados mostram que líderes e colaboradores acreditam na importância de um modelo mental de crescimento; 81,5% acreditam na inteligência como habilidade que poderá ser desenvolvida com dedicação e esforço, ao mesmo tempo que veem os desafios como oportunidades de crescimento e aprendizagem.

Características como colaboração e gestão de pessoas também foram consideradas cruciais para o líder do futuro. De acordo com a pesquisa, ser capaz de promover o espírito colaborativo será muito importante para 54,4% dos líderes ouvidos. Já a competência em gestão de pessoas e liderança humanizada serão de grande importância para 52,7%. “O primeiro passo para o líder deverá ser a desconstrução do modelo mental modern management e a construção de um olhar de colaboração com os times. Ele deverá guiar suas pessoas em busca da melhor versão da companhia e delas mesmas”, afirma Cesar Gon, CEO e cofundador da CI&T.

Outro destaque apontado na pesquisa é o fato de que as lideranças mostram mais disponibilidade em investir recursos próprios para se desenvolverem do que níveis abaixo, 83% contra 63%. Mesmo assim, a importância que se dá para a educação – formal e não formal – alcança níveis bastante próximos para ambos: 91% líderes e 85% não-líderes. “Em um mundo de incertezas e fluidez como o que temos hoje, profissional do futuro é quem é capaz de experimentar novas formas de atuação, construir-se e desconstruir-se tendo como motivação o desejo de aprender e colaborar para ter uma companhia cada vez melhor e mais digital”, complementa Gon.

Para ter acesso à pesquisa Competências e Habilidades para Profissionais do Futuro na íntegra, acesse o link .

Carlos Júlio ensina a melhorar a relação com o tempo em novo livro

Carlos Júlio sempre foi uma pessoa ocupada. Filho de imigrantes portugueses, ele foi criado no boteco e no empório do pai com muitas tarefas a cumprir. Hoje, quem vê o autor, cuja carreira está consolidada e reúne no currículo atribuições como professor, palestrante, executivo, empreendedor, board member, colunista de rádio, coach de presidentes de empresas, além de avô, pai, marido e amigo não imagina como ele consegue se desdobrar entre tantos afazeres. Assim como a maioria das pessoas, Carlos Júlio já se sentiu sufocado com o tempo. Neste livro, que chega às lojas pelo selo Planeta Estratégia, um dos principais palestrantes do país compartilha com o leitor suas estratégias para desenvolver uma boa relação com o tempo e conseguir produzir cada vez mais sem abrir mão da saúde e da alegria de viver.

A obra gira em torno da pergunta que dá título ao livro: O que eu não posso deixar de fazer hoje?, frase que parece simples, mas coloca em foco aquilo que nas matrizes de gestão de tempo costumam chamar de “importante e urgente”. Ao longo das páginas, Júlio apresenta sua metodologia de time management, abordando os elementos foco, disciplina e organização, que possibilitam alcançar a máxima eficácia nos âmbitos profissional e pessoal, além de defender a importância das pausas e ajudar a identificar e se afastar dos “ladrões do tempo”.

Em O que eu não posso deixar de fazer hoje?, Carlos Júlio também explica o conflito entre os tempos Cronos, a exemplo da divindade mitológica, o tempo tirano, e Kairós, o tempo que desejamos, e como é possível lidar com eles. No livro, o autor apresenta ferramentas de gestão de tempo, mostrando qual é a melhor maneira de usar a agenda
e o caderno. O livro vai ajudar os leitores a deixarem de ser escravos do tempo, aprendendo a organizar a rotina e reconciliar o tempo interno com as exigências cotidianas.

SOBRE O AUTOR

Carlos Júlio já foi definido como “um polvo” pela quantidade de atividades que exerce. Um dos palestrantes mais requisitados do país, é cofundador da Digital House Brasil, sócio do Locomotiva Instituto de Pesquisa e conselheiro profissional independente em empresas como Camil Alimentos, Aramis, IBMEC, GSA Alimentos, Grupo TV1 e MIT Sloan Management Review Brasil, além de coach profissional de vários presidentes de empresas e facilitador certificado do YPO Brasil, o braço brasileiro da Young Presidents’ Organization. Foi CEO de empresas como Digital House Brasil, Tecnisa, HSM e Polaroid do Brasil e leciona no IBMEC, FGV e FIA-USP. É um especialista em multiplicar o tempo.

FICHA TÉCNICA

Título: O que eu não posso deixar de fazer hoje?

Autor: Carlos Júlio

Páginas: 192

Preço: R﹩ 44,90

Planeta Estratégia

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ClickCash recebe aporte de R$ 5,5 milhões para operação no Brasil

O aplicativo ClickCash , que oferece empréstimo pessoal de até R﹩ 2 mil para pessoa física, inicia operação no Brasil em breve. O app levantou o montante de 1,2 milhões de euros (5,5 milhões de reais), em aporte liderado pela austríaca Telor e a estoniana Morcote Holdings, para apostar no lançamento, ao mercado brasileiro, de empréstimos totalmente automatizados, ágeis e desburocratizados.

“Acreditamos que com o crescimento econômico acelerado, o aumento da confiança do consumidor e as novas regulamentações brasileiras para bancos digitais e fintechs, a ClickCash vem oferecer uma alternativa conveniente, com taxas competitivas, em comparação com os empréstimos bancários tradicionais, que são caros por dia de pagamento”, afirma Rene Hirv, fundador e CEO da Morcote Holding.

Para Sasha Hauptmann, CEO da Telor, a confiança na ClickCash foi um fator relevante. “Temos certeza de que, com sua abordagem rigorosa às interfaces móveis, processo de back-end, pontuação e análise de crédito de big data muito minuciosa, a ClickCash está muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento de empréstimos online”, explica.

Para Douglas Murdoch, Country Manager da ClickCash no Brasil, a operação “aposta em um score de crédito próprio que combina inteligência artificial, dados móveis e serviços de informações de crédito tradicionais. E é esse score próprio, em várias camadas, que garante a assertividade da análise e a velocidade da concessão do crédito”, revela.

Em 2018, a Telor e a Morcote investiram conjuntamente na brasileira Casafy, proptech que conecta vendedores e compradores para venda direta de imóveis, empresa comprada da Properati LLC/OLX, do Grupo Naspers.

Simplificando empréstimos móveis

A plataforma é a primeira a oferecer um processo menos burocrático e mais rápido para aprovação de crédito pessoal sem garantia, no Brasil. O empréstimo é solicitado pelo app e, assim que aprovado, disponibilizado para depósito na conta do cliente.

A aprovação rápida é resultado da inteligência artificial aplicada no sistema, que não depende somente de informações de pagamentos anteriores ou bases de dados antigas para avaliação da capacidade de crédito do consumidor – um diferencial com relação aos demais players do mercado.

O ClickCash cruza até 10 mil pontos de dados por dispositivo e conta com variadas fontes para avaliação do consumidor, que possibilitam a execução de empréstimos altamente assertivos. A plataforma também é uma das primeiras a utilizar dados do Cadastro Positivo, fornecidos pelo SPC/Serasa, para a concessão de crédito.

A startup oferece crédito entre R﹩ 500 e R﹩ 2 mil para pagamento em até 6 vezes – via boleto ou transferência bancária. Em breve, a fintech ofertará empréstimos de até R﹩ 10 mil para pagamentos em até 24 meses e com capacidade de pagamento em débito automático. Utilizando vasta experiência em pontuação de crédito e pontuação de dados móveis, a ClickCash oferece taxas competitivas em relação aos outros players.

Com o sistema bancário cada vez mais digital, o Credit as a Service (Crédito como Serviço) funcionará como um benefício não só para o público B2C mas também B2B, onde o “CaaS” atuará como uma nova solução financeira onde empresas que não utilizam os empréstimos como solução financeira poderão oferecer crédito a seus clientes através da plataforma ClickCash.

Tendências para o varejo em 2020

Por Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil

A boa leitura e compreensão do mar de dados que temos à nossa disposição a cada segundo (conhecida como Big Data) está mudando profundamente a maneira como fazemos negócios.

Isso é muito positivo, porque nos dá uma ótima oportunidade para nos reinventarmos a cada estação. E é absolutamente fundamental para os varejistas, porque a possibilidade de personalização dos serviços tem o poder de melhorar, significativamente, a experiência dos clientes e garantir mais proximidade com esses consumidores e uma chance maior de fidelização.

Todos os anos, assistimos ao nascimento, desenvolvimento (e, muitas vezes, à morte) de tendências nesse mercado – “culpa” de sua volatilidade. Então, comentar tendências é sempre um risco. Mas é minha obrigação, como executivo da primeira fintech da história, pelo menos tentar.

Na minha opinião, algumas tendências moldarão o varejo em 2020. Anote:

Ambiente 100% sustentável

Uma delas é a ampliação do conceito de consumo responsável. Ele já está muito presente no setor de alimentos, por exemplo, mas essa tendência se espalhará por todos os setores, e as marcas devem estar prontas para suprir a demanda e as expectativas dos clientes. É preciso ter em mente que estamos lidando, cada vez mais, com clientes que pertencem à geração Millennial, e eles querem comprar produtos e serviços de empresas que reconhecem suas responsabilidades social, econômica e ecológica.

Sustentabilidade é a palavra-chave para essa multidão de consumidores. De acordo com o levantamento In Brands We Trust 2019, da Edelman, essa lista de deveres das companhias inclui cobrar a mesma postura de toda a sua cadeia de suprimentos/parceiros, manter intacta sua reputação, deixar bem claro os seus valores, analisar o impacto ambiental que causa diariamente e, principalmente, colocar os clientes na frente do lucro.

Não é tarefa fácil, mas será a diferença entre sucesso e fracasso de qualquer empresa.

Pagamentos instantâneos

Eles se tornarão onipresentes, até porque o Banco Central vem trabalhando nesse sentido, e a plataforma do BC deve estar funcional no segundo semestre deste ano. As razões para que se tornem parte da vida das pessoas são bastante óbvias: trata-se de uma modalidade mais ágil, mais segura e muito mais barata. No cenário financeiro brasileiro, de quantos produtos/serviços podemos dizer o mesmo?

Claro que os atuais meios de transferência de dinheiro (TED, DOC e afins) continuarão a ser usados, e talvez ainda demore um pouco para serem plenamente substituídos por sua nova versão online, mas vai acontecer. E mais rápido do que se pode imaginar.

Open banking

Ele representa uma oportunidade gigantesca para que o setor financeiro possa desenvolver novos produtos 100% personalizados, incluindo aí os varejistas, que vêm investindo na criação de fintechs próprias.

A partir do momento em que os dados dos clientes passam a ser propriedade apenas deles, bancos e fintechs terão a chance de mostrar seus dotes de persuasão, o que só favorecerá a concorrência saudável – e mais e melhores serviços para os clientes.

Carteiras digitais

Elas representam mais segurança e praticidade para quem usa, dois itens fundamentais para fazer qualquer mercado consumidor crescer de forma sustentável. As carteiras digitais vão aposentar os cartões de crédito e débito, e, quando aliadas a tecnologias como NFC e QR Code, por exemplo, se tornam ferramentas perfeitas para clientes e lojistas.

Se, hoje, já é menos problemático esquecer a carteira física em casa do que o smartphone, posso dizer, sem medo de errar, que essa tendência só ficará ainda mais em evidência este ano. O celular se tornou nosso controle remoto para quase tudo, e o mundo está ficando, a cada dia, mais mobile. É um ciclo que se autoalimenta em um looping infinito.

Biometria

Ela substituirá o uso de senhas em pouquíssimo tempo – parte daquele esforço do mercado para aposentar os cartões de crédito ou débito. E faz total sentido, já que o digital é muito mais intuitivo e prático do que o físico.

Levando-se em conta que a biometria já faz parte do cotidiano do setor bancário nacional, nada mais natural do que vê-la sendo usada em benefício dos clientes, não apenas dos sistemas de segurança dos agentes financeiros.

Como se vê, é muita informação para administrar. E muitas opções para que o mercado possa melhorar seu relacionamento com seus clientes. São todas ótimas para o varejo e todos os demais setores da economia. Agora, precisamos trabalhar para que se tornem realidade o mais rápido possível.

Como a nuvem evoluirá em 2020? Veja as cinco previsões da IBM

O ano de 2019 foi emblemático para a computação em nuvem. A área que mais ganhou espaço foi a multicloud híbrida, que emergiu como a estratégia favorita das companhias que buscam flexibilidade e caminhos mais eficientes para mover suas cargas de trabalho para a nuvem, sem perder de vista a redução de custos, o aumento da produtividade e evitar estarem limitadas a um único provedor. As vantagens são tão significativas que a oportunidade de mercado de cloud híbrida pode chegar a US$ 1,2 trilhões.

O ano de 2020 promete intensificar esse cenário, à medida que empresas de todos os setores adotem a estratégia multicloud híbrida para agilizar sua transformação digital. De acordo com a IBM, as cinco tendências a seguir ajudarão as empresas em suas jornadas para a nuvem em 2020:

1) 5G permitirá o uso de Edge na estratégia de nuvem híbrida

O Edge Computing é, de várias maneiras, o próximo capítulo na nuvem. Os varejistas se beneficiarão do acesso a atualizações mais rápidas das tendências de compra dos consumidores, as fábricas poderão realizar manutenção preditiva nos equipamentos que estão prestes a falhar e as operadoras de telefonia móvel poderão oferecer suporte a aplicativos de jogos para dispositivos móveis e à realidade aumentada.

Em 2020, o 5G se tornará um elemento crítico para que as empresas adotem Edge Computing como parte de suas estratégias de multicloud híbrida. O 5G oferece as velocidades mais altas e a largura de banda necessária para reduzir a latência dos dados. À medida que as implementações do 5G avançam, os ecossistemas híbridos de nuvens aproveitarão cada vez mais as oportunidades de realizar a computação na ponta.

2) A automação dominará a próxima fase da multicloud híbrida

As empresas estão adotando estratégias de multicloud híbrida rapidamente, aproveitando a flexibilidade de mover aplicativos de negócios críticos para o ambiente de sua escolha – nuvem pública, local ou privada. No entanto, as vantagens de ambientes híbridos – incluindo resiliência, escalabilidade e suporte para uma ampla variedade de aplicativos, APIs e tipos de dados – trazem uma natureza complexa.

O resultado é que ferramentas automatizadas – como soluções que incorporam inteligência artificial – surgirão em 2020 para ajudar a gerenciar essa complexidade de múltiplas nuvens. Essas ferramentas permitirão que as empresas ajustem seus ambientes, colocando as cargas de trabalho certas no lugar certo, controlando custos e gerenciando chaves de segurança e criptografia de maneira eficaz.

3) Centros de comando de segurança proliferarão como parte das estratégias de nuvem híbrida

Cerca de 60% dos tomadores de decisão de TI classificaram a segurança como o atributo mais importante na seleção de um provedor de nuvem, mas esse continua sendo um problema complexo para gerenciar em ambientes híbridos e multicloud. Durante o ano, veremos o surgimento de mais ferramentas que podem descobrir insights de segurança e responder a incidentes mais rapidamente, ajudando a centralizar as operações. O surgimento do DevSecOps, onde a segurança é integrada ao próprio processo de desenvolvimento, é outra indicação de que um ecossistema de segurança mais conectado está nos planos para 2020.

4) Maior adoção de nuvens específicas por indústria

À medida que as organizações se voltam para a nuvem pública, elas procuram soluções que atendam às necessidades de seu setor específico. Para indústrias altamente regulamentadas, em particular, isso significa recursos que facilitam os encargos dedicados a questões de conformidade.

A nuvem pública para serviços financeiros lançada em 2019, que o Bank of America usará para hospedar aplicativos e cargas de trabalho importantes para dar suporte a seus 66 milhões de clientes bancários, fornece um ponto de verificação importante e um modelo útil que outras indústrias seguirão. Os ecossistemas terão que atingir mercados específicos, porque é muito difícil ser genérico. Portanto, o foco em oferecer um valor específico para cada setor e atender aos requisitos específicos de cada setor será maior.

5) As ferramentas de código aberto continuarão a ser disseminadas para facilitar a adoção de Kubernetes

A tecnologia de código aberto tem um impacto profundo na nuvem. Em 2020, os desenvolvedores se concentrarão em ferramentas que possam suportar a rápida implementação de aplicativos, que suas empresas precisam para permanecer na vanguarda da transformação digital.

Isso significa a adoção generalizada de entrega contínua (continuous delivery), no qual as organizações adotam a filosofia DevOps para testes e implementações rápidas. O modelo de entrega contínua está crescendo paralelamente ao maior desenvolvimento de aplicativos em nuvem nativos criados desde o início para serem implementados por meio de contêineres e Kubernetes.

Em resumo, as empresas terão uma crescente paleta de opções à sua disposição para facilitar o gerenciamento de carga de trabalho, acelerar a implementação de aplicativos, garantir a máxima segurança, explorar tecnologias aditivas como Edge e muito mais. Sem dúvida, o grande e novo mundo das nuvens da década que se inicia oferecerá valor, resiliência e capacidade de resposta que só eram concebíveis em sonhos até alguns anos atrás.

Construção civil evolui com aumento da presença feminina

As mulheres representam a maioria dos alunos dentro das universidades brasileiras, mas ainda não superam a presença masculina em diversos cursos. De acordo com os dados do último Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 37,4% dos concluintes em cursos de Engenharia, Produção e Construção são mulheres, enquanto o número de homens formados nesses cursos é de 62,6%. Mas essa é uma realidade que vem mudando ao longo dos anos, não apenas dentro das universidades, mas também no mercado de trabalho.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, em 10 anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho será de 64,3%, consideradas em idade ativa, com 17 a 70 anos. Já a participação masculina deve encolher de 89,6% para 82,7% até 2030.

Em um segmento dominado por homens, a construção civil percebe um movimento positivo de mudanças. As mulheres passaram a ser uma mão de obra mais qualificada devido à persistência nos estudos e a presença de características como de organização e atenção aos detalhes. O Grupo A.Yoshii, por exemplo, aumentou em 12% o número de mulheres que trabalham em suas obras.

Com atuação na construção civil de diversos setores há 55 anos, o estímulo às mulheres para o desenvolvimento constante, sem discriminação, direcionando-as para a busca do conhecimento são premissas básicas. O departamento administrativo do Grupo possui cerca de 230 funcionários, sendo aproximadamente 100 mulheres em atuação na área administrativa, e 20 delas em cargos de liderança da empresa.

A CFO da A.Yoshii, Simoni Bianchi, iniciou sua trajetória na empresa há 29 anos, como como auxiliar financeira, e desde 2010 ocupa a posição mais alta nos setores financeiro e de contabilidade. Ela credita sua evolução na companhia às constantes especializações e a busca pelo conhecimento e atualização, além da proatividade e disponibilidade em ajudar. E também ao fato de a construtora tratar todos os colaboradores de maneira igualitária – independente do gênero, raça, credo, etc.

“O movimento para a criação de oportunidade para as mulheres é global. Hoje muitas ocupam cargos de direção, apesar de ainda vivermos em uma sociedade machista. Acredito que com autoestima elevada, valores éticos e morais, e um bom suporte familiar, as mulheres possam transitar em qualquer ambiente de igual para igual e assumir diversos desafios”, avalia Simoni.

Há 29 anos na empresa, a CFO Simoni Bianchi vê a oportunização de mulheres em cargos de liderança como uma tendência global

A engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo A.Yoshii, Letícia Catenace da Costa, iniciou sua carreira na empresa na execução de obras em Londrina, como estagiária. Na época, com 19 anos, o contato com engenheiros, mestres e todo o efetivo de obra era constante. Pela cultura promovida na empresa, sempre se sentiu apoiada e incentivada a crescer profissionalmente.

“Se houvesse situações de preconceito, eu sei que teria o suporte para mostrar as minhas capacidades. Na construtora, várias mulheres trabalham na engenharia e no canteiro de obras. Sempre há respeito, oportunidades de crescimento e incentivo. Há três anos surgiu a oportunidade de iniciar no departamento de pesquisa e desenvolvimento, uma área mais administrativa, e abracei a oportunidade com a certeza de que minha passagem pela obra foi muito bem aproveitada”, conta.

A trajetória de Letícia Catenace começou aos 19 anos, na execução de obras. Hoje atua como engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo A.Yoshii