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Do dinheiro físico ao banco digital: o novo paradigma na América Latina

Por Edgardo Torres Caballero

Somos protagonistas da quarta revolução industrial, que chegou com força ao mercado de serviços financeiros. Estes, por sua vez, nos levam a uma nova tendência: a da economia digital.

A democratização dos serviços financeiros vem ocorrendo através da tecnologia. Somente através dela poderemos proporcionar inclusão financeira e acesso a serviços bancários para um maior número de cidadãos. A tecnologia atual oferece infinitas opções para fornecer novas experiências, capacitar usuários e situar socialmente uma instituição. Atualmente, através do celular, podemos efetuar pagamentos on-line e transações financeiras, permitindo o acesso ao banco sem distinção de categoria social.

Cerca de dois anos atrás, em abril de 2018, a GSMA apresentou a certificação de dinheiro móvel (GSMA Mobile Money Certification). Trata-se de um programa global para oferecer serviços financeiros mais seguros, transparentes e resilientes a milhões de usuários em todo o mundo. Segundo a organização, globalmente, o número de clientes que já utilizam serviços certificados chega a 114 milhões.

No Caribe e na América Latina já são mais de 21 milhões de contas cadastradas em 17 mercados, e Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Panamá e Peru se destacam no uso do dinheiro eletrônico, segundo a GSMA.

Além disso, serviços como o Apple Pay Cash oferecem envio e recebimento de dinheiro de usuário para usuário sem a participação de intermediários financeiros. Essas transações são feitas graças a um cartão virtual associado aos produtos instalados no Google Wallet. Para completar o cenário, as moedas eletrônicas, que ganharam popularidade com o advento das Bitcoins, também conquistaram seu espaço.

E a América Latina vem surfando essa onda. A modernização é observada na região, aumentando em média 50% nos últimos dois anos, especialmente em El Salvador, Honduras e Paraguai. Estes países estão entre os 15 principais mercados mundiais em relação à proporção de cidadãos que usam ativamente serviços de dinheiro digital.

De acordo com pesquisas de mercado, em março de 2018, 91% dos usuários de Internet na União Europeia acessaram um site ou usaram um aplicativo mobile de serviços financeiros. E os serviços bancários online foram utilizados por 70% dos usuários da Internet. Em comparação com outras indústrias, o setor bancário está adotando com sucesso as tecnologias móveis. (1)

Composable banking

Atualmente, fornecedores de TI conseguem garantir este processo de transformação do setor financeiro, não só com os bancos tradicionais, mas também com os novos bancos, os bancos digitais. Um caminho para isso é a adoção de um conceito chamado composable banking, na verdade uma nova abordagem que prevê o desenvolvimento e a prestação de serviços financeiros baseados na montagem rápida e flexível de sistemas independentes. Ela tem ajudado instituições tradicionais a oferecer novas experiências aos seus clientes, competir com as fintechs e responder a esta necessidade de mudança, sem abrir mão de seus ativos construídos ao longo de décadas.

Reduzir o uso de dinheiro físico a partir da maior adoção das transações digitais é um dos objetivos perseguidos no mundo. Assim como é a redução do uso de papel e de papel-moeda, uma meta para os mercados que querem ser sustentáveis. Na Suécia, por exemplo, apenas 5% das compras no varejo são feitas com dinheiro em papel. A Índia também reduziu expressivamente a emissão de papel-moeda.

A mudança para um banco cada vez mais tecnológico e inclusivo está a caminho – e anda a passos largos. As instituições precisam aproveitar as vantagens que a tecnologia oferece para enfrentar os desafios da nova economia digital.

Este ano, a implantação das redes 5G ganhará força nos Estados Unidos, China, Reino Unido, Japão e Coréia do Sul. Na América Latina, segundo a GSMA, o primeiro país a ter esta tecnologia será o México em 2020. E o Brasil deve iniciar os serviços em 5G também em breve. As novas redes otimizarão o desempenho das comunicações e haverá mais dispositivos conectados à Internet, que serão a chave para a explosão de novos serviços, como IoT, pagamentos mobile, inteligência artificial e cidades inteligentes.

E o dinheiro digital também deve ser desenvolvido. Evidentemente, os avanços tecnológicos promoverão o desenvolvimento da economia digital na América Latina.

É por esta razão que a indústria financeira deve avançar na reconfiguração de uma arquitetura para auxiliar a “Quarta Revolução Industrial”, o setor financeiro reconverter seus serviços e produtos para o novo consumidor, juntamente com o setor de tecnologia com serviços em nuvem, API e plataformas robustas e seguras. Assim – e só assim – alcançaremos a “revolução digital e social”.

Edgardo Torres Caballero, diretor geral da Mambu Américas

(1) Fonte: ComScore

Diante do aumento do consumo de banda larga, ABRINT solicita apoio do Congresso para garantir a continuidade do serviço

Em decorrência do isolamento social como medida de segurança para evitar a propagação do COVID-19, foi determinado no último sábado (21/03) em publicação do decreto presidencial 10.282/2020, a essencialidade do acesso à internet, possibilitando que os profissionais da categoria tenham livre circulação para realização de manutenção no caso de quarentena obrigatória. A decisão tem como objetivo manter os serviços de internet funcionando em meio à crise.

Contudo, com a adoção da quarentena notou-se uma mudança no perfil de uso da rede (com aumento do consumo na parte da tarde) e aumento de consumo de forma geral. No dia 18/03, o IX.br, em São Paulo, um dos principais pontos de troca de tráfego de internet do mundo, ultrapassou a marca de 10 Tb/s de pico de tráfego, por exemplo.

Diante desse cenário, a ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações) buscando garantir a continuidade dos serviços dos ISPs com qualidade e estabilidade, destaca a necessidade de manutenção e ampliação dos investimentos em infraestrutura. Entretanto, as medidas de segurança tomadas em detrimento da quarentena, as limitações de deslocamento e a redução no atendimento presencial impactam negativamente o fluxo de caixa dos associados da ABRINT.

Portanto, a associação, com intuito de evitar contratempos e ainda garantir a entrega de seus serviços, solicitou por meio de um ofício para os presidentes das duas Casas, líderes partidários e presidentes de comissões que evitem ações legislativas que possam agravar o cenário, como por exemplo, o projeto de lei com intuito de obrigar as empresas a manterem o serviço para usuários inadimplentes (PL 703/2020).

“Ao contrário de outros serviços essenciais como água e luz, o serviço de acesso à Internet é prestado por um conjunto de mais de 10 mil provedores regionais distribuídos por todo o País. Entendemos a preocupação do legislador em assegurar a continuidade do serviço especialmente neste momento de reclusão da população. Mas é preciso estar atento aos enormes riscos sistêmicos que a medida pode causar em benefício de um grupo”, informa o Presidente de Administração da ABRINT, André Felipe Rodrigues.

Em vista disso, a associação reforça que a manutenção do serviço para os usuários inadimplentes pode ocasionar no fechamento de ISPs e culminar na perda de milhares de empregos, além de sobrecarregar o tráfego de redes, afetando a qualidade da internet que chega aos seus clientes ou mesmo levando a descontinuidade do acesso à internet.

Por fim, a associação ressalta que está trabalhando com a Anatel e demais representantes do setor através do Grupo de Gestão de Riscos e Acompanhamento do Desempenho das Redes de Telecomunicações — GGRR, e com o Comitê “Rede Conectada MCTIC”, para avaliar a situação e garantir a continuidade do serviço de uma internet rápida e estável a seus clientes públicos e privados.

PepsiCo abre 500 vagas no Brasil e reforça medidas de auxílio para funcionários

Líder no setor de alimentos e bebidas e ciente da sua responsabilidade com a sociedade, a PepsiCo tem o compromisso de garantir o abastecimento de seus produtos. Para isso, tem reforçado as medidas de segurança e amparo aos seus funcionários, consumidores e clientes. No Brasil, a empresa anuncia ainda a abertura de 500 vagas temporárias, para operações, vendas e finanças. O objetivo é ampliar as equipes para continuar cumprindo com a sua missão.

“A nossa prioridade é garantir o bem-estar, a segurança e a saúde de todas as nossas pessoas. Por isso, estamos tomando uma série de medidas para protegê-las. Somos muito gratos aos nossos funcionários, que são um exemplo ao assegurar o abastecimento de alimentos e bebidas para todos os brasileiros, com muito cuidado e da forma correta”, afirma João Campos, CEO da PepsiCo Alimentos no Brasil. “A abertura de novas vagas corrobora para continuarmos com a nossa missão. Certamente este é um momento de adaptações, aprendizados e resiliência e temos a certeza de que, juntos, ultrapassaremos todas as barreiras”, completa o executivo.

Internamente, a PepsiCo vem adotando uma série de medidas para auxiliar os funcionários e para prevenção, proteção e cuidados no dia a dia. Entre elas, destaque para:

• Adiantamento salarial e dos benefícios de vale-alimentação e vale-refeição para apoio na gestão das despesas dos funcionários neste momento.

• Implementação de política de licença ou afastamento remunerado com 100% do salário a todos os colaboradores que não possam exercer suas funções remotamente, e que estejam em grupos de risco, com sintomas ou que venham a ser diagnosticados com COVID-19.

• Adicionalmente aos colaboradores de Vendas e Operações: distribuição de kits com álcool em gel e máscaras, com indicativo de necessidade de uso; medição diária de temperatura corporal no início de suas atividades; oferecimento de alternativas de transporte para mobilidade com segurança e disponibilização de mais fretados; e auxílio financeiro adicional para compra de água.

• Disponibilização de atendimento gratuito, todos os dias da semana, para o esclarecimento de dúvidas médicas, além de assistência a questões financeiras, jurídicas e psicológicas aos funcionários e seus familiares.

• Comunicação constante sobre medidas de proteção e prevenção a todos os funcionários e esclarecimento de dúvidas sobre o COVID-19 por um médico especializado.

Vagas

A PepsiCo está contratando profissionais temporários para as seguintes posições: vendedores, entregadores, auxiliar de produção, operador de produção, técnico de qualidade e de manutenção, auxiliar de logística, motorista carreteiro, analista de controladoria, entre outras.

Para fazer parte do time, é preciso ter disponibilidade para início imediato. Basta acessar o link e cadastrar o currículo.

A nuvem em tempos de crise: chave para a sustentabilidade das organizações

Por Ricardo Fisch

Não é mais novidade que a nuvem é uma ferramenta essencial para a transformação das empresas, permitindo agilidade nos negócios e democratizando o acesso seguro a aplicativos e dados de qualquer lugar com uma conexão à internet. Fato que, de acordo com um estudo da Oracle, estima-se que, em 2025, 80% do fluxo de trabalho e cargas críticas das empresas estejam operando na nuvem.

A nuvem não apenas propõe novas plataformas, mas é a maior mudança no paradigma de uso da tecnologia da informação desde o advento da internet. Nesse sentido, ainda se fala muito sobre seu potencial transformador para os negócios e, ainda hoje, mais do que nunca em tempos incertos, como o cenário de distanciamento social imposto pelo Covid-19, que nos obriga a reorganizar o trabalho em empresas e organizações, vemos o real impacto da nuvem.

Vivemos um momento chave, no qual as decisões devem ser tomadas com rapidez, agilidade e, acima de tudo, com informações em tempo real. Para responder a essa situação, o mundo dos negócios deve estar preparado para dar continuidade e sustentabilidade aos negócios, começando por garantir a conectividade e o acesso às informações com rapidez, segurança e de qualquer lugar.

A segurança das pessoas é a prioridade número um de qualquer empresa, portanto, é crucial garantir que seus funcionários possam manter suas rotinas remotamente e com segurança pela internet. Com a nuvem, podemos pensar em um modelo de trabalho remoto e produtivo, com novas formas de operar e colaborar dentro de uma organização e em relação a outros agentes da cadeia de valor. Um exemplo que estamos vivendo é a atenção na prevenção da ruptura da cadeia de suprimentos em aspectos vitais como medicamentos e alimentos, que são os elementos mais importante neste momento.

As empresas que possuem uma infraestrutura em nuvem têm a vantagem de migrar grande parte da equipe para um modelo remoto, operando sem interrupção, sem perder a segurança de seus dados e protegendo seus colaboradores. Por outro lado, as empresas que ainda não decidiram migrar para a nuvem enfrentarão maiores desafios ao estabelecerem uma estratégia de continuidade do negócio neste marco histórico que estamos vivendo em todo mundo.

Além da habilitação tecnológica, é necessária uma mudança na cultura da organização da mesma maneira que, atualmente, nos lares, em que o teletrabalho e a teleducação coexistem e exigem outra forma de adaptação. Estamos passando por momentos importantes, que ficarão marcados na história dos negócios, a partir dos quais haverá aprendizados e lições que promoverão o uso estratégico da tecnologia.

Estabelecer um modelo sustentável dentro da organização que minimize o impacto econômico desse momento e garantir a continuidade da cadeia de suprimentos não é mais apenas uma questão de negócios, é um ponto crucial da responsabilidade social das empresas, do estado e das organizações sociais.

Ricardo Fisch, head global dos serviços Cloud do gA

Isaac Sidney é eleito presidente executivo da FEBRABAN

Isaac Sidney assumiu, nesta última quarta-feira (25/3), a presidência executiva da FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos. Vice-presidente desde maio de 2019, foi diretor do Banco Central na gestão do ex-presidente Ilan Goldfajn, além de chefe de gabinete e secretário-executivo no mandato do ex-presidente Henrique Meirelles, e procurador-geral na presidência de Alexandre Tombini, bem como exerceu a advocacia privada na área de regulação bancária.

Ele substitui Murilo Portugal, que cumpriu três mandatos e ficou nove anos à frente da presidência da FEBRABAN.

Além da presidência, a FEBRABAN terá mudanças nas diretorias de Comunicação e de Marketing. As duas áreas serão unificadas sob o comando de João Borges, que vinha atuando como comentarista de economia na GloboNews desde 2003. O jornalista trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, na rádio CBN, na revista IstoÉ e na TV Bandeirantes. Foi ainda chefe de Comunicação Social do Banco Central durante as gestões de Armínio Fraga e Henrique Meirelles.

Borges também se encarregará da área de Relações Institucionais da FEBRABAN.

XP Inc. lança “Juntos Transformamos” para ajudar famílias durante crise do coronavírus

Com o objetivo de ajudar famílias em extrema vulnerabilidade social a colocarem comida em suas mesas, a XP Inc. lança o movimento “Juntos Transformamos”. Com uma doação inicial de R$ 25 milhões, as três ONG’s parceiras (Gerando Falcões, Amigos do Bem e Visão Mundial) conseguirão beneficiar diretamente a alimentação de 100 mil pessoas por um período inicial de três meses.

O aporte inicial da XP Inc. tem como objetivo engajar novos doadores, para que, dessa forma, um número ainda maior de famílias sejam impactadas. As pessoas e empresas que quiserem se juntar ao movimento podem fazer doações de qualquer valor por meio do site www.juntostransformamos.com.br .

“Esse movimento nasce com a XP Inc., porém, queremos que seja muito maior. Não estamos fazendo apenas uma doação, mas iniciando um movimento nacional de apoio à população brasileira. Nós precisamos nos unir. Nunca vivemos uma crise como essa e todos precisam fazer a sua parte”, afirma Guilherme Benchimol, fundador e CEO da XP Inc.

“Cada centavo do que arrecadarmos será convertido em assistência para colocar comida na mesa de famílias em situação de vulnerabilidade. Nenhuma família pode ficar sem ter o que comer em casa. Faço um apelo para todos que querem ajudar e não sabem como fazer isso de forma segura e transparente: junte-se a nós!”, declara Benchimol.

Mercado de TI e o colapso da mão de obra no Brasil

Por Rafael Dal Molin

Já não é mais novidade que os profissionais de Tecnologia da Informação estão se tornando cada vez mais escassos no país. Se por um lado temos excelentes empresas nacionais produzindo produtos e serviços inovadores e capazes de competir com concorrentes estrangeiros, por outro, a falta de mão de obra capacitada acaba por frear ou limitar uma expansão, visto que centros como Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Polônia, sedes de grandes multinacionais, contam com especialistas oriundos de todas as partes do mundo.

Segundo um mapeamento sobre tendências de mercado realizado pela consultoria IDC Brasil, o setor de TI no país é o sétimo maior do mundo e deve seguir com alta de 5,8% em 2020. Ao mesmo tempo, o estudo “Achados e Recomendações para Formação Educacional e Empregabilidade em TIC”, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), aponta que a demanda anual por novos talentos projetada entre 2019 e 2024 está em 70 mil profissionais. No entanto, apenas 46 mil pessoas se formam ao ano no Ensino Superior.

Em regiões como o norte do Rio Grande do Sul as coisas são ainda mais complicadas. A Elevor – startup que desenvolve softwares de gestão para os mais variados setores – conta hoje com 60 colaboradores e sente falta de um maior número de profissionais qualificados disponíveis no mercado. Isso nos obriga a ter criatividade na condução dos projetos para que não ocorram atrasos prejudiciais à empresa em termos de expansão.

A meu ver, a área de Tecnologia da Informação é relativamente nova e somente nos últimos anos é que assumiu um papel de protagonismo. Se antes um profissional de TI atuava apenas em questões técnicas, agora está cada vez mais presente na participação de tomadas de decisões estratégicas da companhia. Outro ponto importante, é que devido à essa relevância que o profissional de TI se inseriu, as empresas buscam pessoas com conhecimento e competência para terem autonomia nas decisões e caminharem com as próprias pernas.

Considerando que todos os negócios precisam de profissionais de TI e que a profissão vai na contramão dos altos índices de desemprego no país, o jovem acadêmico tem um futuro altamente promissor. Aconselharia aos estudantes para definirem a sua área de interesse e onde desejam atuar antes mesmo de entrarem na faculdade, lembrando que é uma área ampla, ou seja: ter foco é fundamental para adquirir o conhecimento necessário para uma boa atuação no mercado.

Um ponto positivo foi a recente mudança na legislação trabalhista, que possibilitou maior flexibilidade em certos aspectos. Na Elevor, temos trabalhado com uma geração mais nova, com liberdade de horário, home office e bonificação por resultado que até então era impossível com a CLT. A carência de profissionais é uma realidade, mas estamos nos adaptando para o que vem pela frente.

Rafael Dal Molin, Diretor da Elevor – startup gaúcha que desenvolve softwares de gestão empresarial para os segmentos do agronegócio, atacado, distribuição, varejo e serviços

O momento é de resiliência nos negócios

Por Charles Krieck

Os executivos brasileiros estão enfrentando, neste início de ano, diversos desafios. A economia indica sinais de recuperação, os empresários querem produzir mais e há investidores interessados no mercado nacional. O cenário é favorável ao desenvolvimento, mas, ainda assim, continua sendo complexo. Essa complexidade fica ainda maior com recentes instabilidades e a dificuldade de prever os seus reflexos na economia e mercados locais e globais.

Para entender melhor o ambiente de negócios brasileiro, a KPMG anunciou na sua última edição os resultados da pesquisa “CEO Outlook”, conduzida a partir de entrevistas com 50 CEOs de empresas de diferentes setores, todas sediadas no Brasil. Na América do Sul, 235 CEOs de oito países foram entrevistados e, em termos globais, 2.535 executivos de 63 países participaram. Essa pesquisa não considera os recentes desenvolvimentos citados acima.

A maioria dos CEOs brasileiros disse acreditar no crescimento das suas empresas, com 88% declarando-se muito confiantes ou confiantes que isso ocorra até 2021. Entre os CEOs globais, o índice é de 94% e, na América do Sul, 90% têm a mesma opinião.

O que há de novo é a forte consciência das lideranças sobre a necessidade de uma nova postura perante uma pressão cada vez mais impositiva por respostas que atendam às atuais demandas. A resposta está na resiliência. É com este recurso que os CEOs se tornam cada vez mais capacitados às adaptações que o mundo corporativo exige.

A maior parte dos executivos também está trabalhando para que os líderes das suas companhias também sejam agentes resilientes — 80% no Brasil, 72% na América do Sul e 84% no global.

A base de uma empresa resiliente está em alianças estratégicas, segurança cibernética, aplicação de capital em novas tecnologias e em mão de obra qualificada, conclusão ratificada com o fato de que, para 32% dos CEOs no Brasil, a habilidade de adaptação deve ser prioridade do líder resiliente.

Os executivos do Brasil também estão mais alinhados aos países de economia consolidada em matéria de causar disrupção. Em âmbito global, 71% dos CEOs acreditam que o crescimento dos negócios está apoiado na habilidade de desafiar e romper com normas do mercado, índice que é de 68% no caso dos brasileiros e de 62% para os sul-americanos.

Os CEOs brasileiros estão ainda atentos às novas estratégias, com 76% dos entrevistados afirmando que suas empresas causam disrupção nos mercados em que atuam. Quase todos os líderes (95%) apostam na disrupção tecnológica como oportunidade, e não ameaça.

Para enfrentarem as adversidades, os riscos e as mudanças tecnológicas, os CEOs sabem que é necessário valorizar o capital humano, investir em educação continuada, promover a disrupção e manterem-se em sintonia com as necessidades dos consumidores.

Uma estratégia sólida de segurança digital também foi apontada como fundamental na construção de uma relação de confiança com os públicos de interesse, com 50% dos CEOs no Brasil pensando assim. Além disso, 68% deles acreditam que estão bem preparados para um futuro ataque cibernético, 62% dos brasileiros disseram que aplicarão mais capital na compra de novas tecnologias e 38% devem priorizar investimentos na força de trabalho.

Os brasileiros também se destacaram na visão que têm sobre o relacionamento das empresas com os valores de clientes, com 70% acreditando serem responsáveis por garantir que as políticas ambientais, sociais e de governança das suas companhias estejam em sintonia com o que os clientes acreditam.

Sobre as bases de crescimento no longo prazo, 42% dos CEOs brasileiros acreditam que devem olhar além dos aspectos financeiros, índice que é de 55% para os CEOs globais e de 29% para os entrevistados da América do Sul.

Voltando ao atual complexo cenário brasileiro de negócios, os CEOs sabem que, em tempos de drásticas mudanças, adotar uma posição fechada sobre o futuro das companhias conduziria ao fracasso. Por outro lado, assumir uma postura resiliente será cada vez mais determinante para mitigar riscos, identificar oportunidades e gerar negócios.

Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul

Internet pode apresentar instabilidade em tempos de Home Office

Em resposta à crise gerada pela pandemia da Convid-19, a maioria das empresas está incentivando o Home Office, em várias partes do mundo. Mas, devido a grande demanda, a lentidão na navegação pode ser inevitável, como aconteceu na China, na segunda metade de janeiro, e na Itália, desde o fim de fevereiro, conforme monitoramento do site Speedtest.

No Brasil, a situação não é diferente. Ângelo Sebastião Zanini, professor e coordenador do curso de Engenharia da Computação do Instituto Mauá de Tecnologia, explica que o congestionamento é praticamente inevitável. “Podemos pensar na internet como se fosse uma cidade: cada casa ou apartamento seria um computador ou uma pessoa e cada rua ou avenida seria a via de ligação entre eles. Assim como as ruas, essas vias têm capacidade de tráfego limitada. Como há muito mais tráfego agora (videoconferências, filmes, mensagens etc) circulando, há congestionamento nos horários de pico”, detalha.

Medidas para amenizar o problema

A capacidade das redes de telecomunicações não é infinita. Por este motivo, as empresas do segmento de telefonia e internet podem tomar algumas providências para manter a segurança, estabilidade e o funcionamento das redes durante esse período de quarentena.

“A primeira providência é a de tentar dividir o tráfego por links diferentes. Ter somente uma avenida para trafegar a informação congestiona com mais facilidade do que ter várias em paralelo. A estabilidade dos sistemas está ligada à capacidade dos equipamentos em conseguir dar conta do processamento do tráfego e das solicitações. redimensionar os servidores, roteadores e firewalls é fundamental”, alerta Zanini.

O especialista também reforça que, em relação à segurança, a preocupação agora é dobrada. “Como as informações corporativas trafegam entre a sede da empresa e os funcionários em home office, ter bons procedimentos de autenticação de usuários e de criptografia no tráfego da informação é fundamental, tal como VPNs”, diz.

Com muitas empresas trabalhando exclusivamente de forma remota, aplicativos de comunicação empresarial e de videoconferência (Zoom, MTeams, Slack) também podem ser sobrecarregados com acessos. Por este motivo, o Professor Zanini indica que as empresas adotem uma espécie de “código de conduta”.

“Ao entrar numa sala de videoconferência, por exemplo, habilitar a câmera, se apresentar e em seguida desligá-la, pois as imagens consomem muita banda. O mesmo com o microfone: ligar somente no momento em que vai falar e desligar”, conclui.

Plataforma EAD do Programa Conecta Startup Brasil orienta os primeiros passos do empreendedorismo

Interessadas em conhecer os primeiros passos no empreendedorismo e buscar os caminhos para transformar uma ideia inovadora em uma startup podem aproveitar o momento de quarentena da Covid-19 tirando proveito de uma ferramenta extremamente útil: a plataforma EAD do Programa Conecta Startup Brasil.

O conteúdo, dividido em 12 Módulos, foi desenvolvido e é apresentado por especialistas, e incluem, entre outros temas: “Desenvolvimento do Mindset Empreendedor”, “Como ter ideias?”, “Job To Be Done”, “Dores e Ganhos do Cliente”, “Canvas de Proposta de Valor” e “Estruturando Juridicamente sua Startup”.

A plataforma é voltada para os mais diversos públicos interessados em empreendedorismo, desde iniciantes, estudantes universitários e entusiastas; até startups em processo de descoberta e validação de clientes e empreendedores em fase inicial que precisam identificar seus clientes e entender suas necessidades e expectativas.

Resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Softex e o parceiro executor, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC, o Conecta Startup Brasil se destaca por apoiar startups e empreendedores em estágio inicial (early stage) localizados em todas as regiões do Brasil.

Para mais informações sobre o EAD do Conecta Startup Brasil acesse http://cursos.conectastartupbrasil.org.br/. Ao final, um certificado de conclusão será emitido pela Softex.

O que o PIX vai mudar na vida das pessoas?

Por Ralf Germer

Dias antes do Carnaval, o Banco Central do Brasil (Bacen) anunciou a sua mais nova ferramenta de pagamentos instantâneos. Chamada de PIX, a solução permitirá que as pessoas realizem transferências e pagamentos em até dez segundos. Ou seja, estamos cada vez mais próximos do fim das restrições de datas e horários do TED e DOC no país. Vale lembrar que essas tecnologias não deixarão de existir, mas a nova opção deve reduzir significativamente os custos das operações de pagamentos e abrir um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores.

Como nem todos estão a par das evoluções do mercado financeiro – o que é absolutamente normal devido ao grande número de novidades e siglas existentes – gostaria de explicar que a iniciativa vem para trazer praticidade e simplicidade para os cidadãos que buscam por processos menos burocráticos e maior agilidade. Hoje, transferências entre contas de um mesmo banco já são instantâneas e podem ser feitas a qualquer momento, o que não acontece se as instituições são diferentes. E essa é a grande mudança.

A partir de novembro de 2020, pagadores e recebedores poderão movimentar seu dinheiro online instantaneamente para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física. Em outras palavras, o valor sairá de uma conta e irá diretamente para a conta do beneficiário, 24 horas por dia, sete dias da semana, inclusive feriados. O método também será mais flexível, já que pedirá somente dados como o telefone, e-mail, CPF ou CNPJ do destinatário ou a leitura de QR Codes pelos smartphones.

Apesar do Banco Central ainda não ter liberado todos os detalhes da funcionalidade, é possível ter uma boa noção das vantagens. Imagine, por exemplo, que você realizou uma compra na internet com boleto bancário. O pagamento só será dado como concluído no prazo de um a três dias úteis e o produto adquirido só sairá da loja após a confirmação. Com o PIX, a mesma transação poderá ser feita na hora, acelerando o fluxo de dinheiro na economia e permitindo um desenvolvimento muito mais dinâmico.

As atualizações do BC são necessárias para levar o ecossistema bancário brasileiro a um novo patamar de inovação e equipará-lo aos mercados mundiais mais avançados. Os pagamentos instantâneos representam uma oportunidade para as startups que trabalham na área de pagamentos – já que o PIX estará disponível para todos os players do setor – e irá aumentar a inclusão financeira no país, permitindo que os mais de 45 milhões de adultos desbancarizados também se beneficiem com o sistema.

Ainda que o Banco Central tenha determinado que apenas as instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas precisem oferecer o PIX até 16 de novembro, quando o sistema começará a funcionar efetivamente, acredito que não seria inteligente alguma empresa do segmento ficar de fora. Com um mercado mais aberto, competitivo e inovador, aqueles que melhor se adaptarem vão colher os melhores frutos.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

Empreendedores promovem 24h de conteúdo online contra impactos econômicos e sociais do coronavírus

Como será o futuro das empresas, dos empreendedores e de todos os trabalhadores após essa pandemia do Covid-19 no Brasil? Como ficarão os negócios e as questões referentes a consumo, trabalho, gestão, economia e tantos outros temas que impactam nossa sociedade?

Assim como muitos outros empresários, a empreendedora Laís Macedo se viu diante dessas questões com seus negócios prejudicados ao longo dos últimos dias, conforme a crise se espalhava pelo Brasil. Incomodada com a onda de pessimismo, mobilizou amigos que também buscavam formas de minimizar os impactos desse momento, para compartilhar suas histórias, expor seus fracassos e contar como se reinventaram em outras crises.

As conversas evoluíram rapidamente e deram origem ao projeto colaborativo 24h para o futuro, iniciativa sem fins lucrativos que reunirá empresários, líderes sociais e outros influenciadores para uma maratona de 24 horas de conteúdo ao vivo e online a partir do meio-dia da próxima quinta-feira, dia 26 de março.

“Convivo com muitos empreendedores e vi um pessimismo devastador nos últimos dias. Fiquei muito preocupada e comprometida em contribuir para virar esse jogo. Então surgiu a ideia de promover esse movimento, que acredita na força e atitude do brasileiro, com um convite à uma maratona de conteúdo das 24 horas que nos levam a um futuro mais promissor. As mais diversas pautas projetadas, um conteúdo plural para um público plural, unidos pelo objetivo de impactar o maior número de pessoas possível, para inspirar, promover a coragem e atitude positiva de realização”, destaca Laís.

Serão lives de até 40 minutos com a participação de 36 líderes que têm experiência e histórias relevantes no mercado e no cenário nacional, com cases de sucesso e muita superação. A ideia é que eles possam contribuir para mudar essa maré provocada pelo coronavírus e retomar a energia e confiança do nosso país.

A maratona terá a presença de nomes como Paulo Morais e Ygor Moura, fundadores do Espaço Laser; Monge Satyanatha, autor do livro Seja Monge: A Arte da Meditação; Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira de vôlei; Nathália Arcuri, fundadora da Me Poupe!; Daniela Leita, criadora da Comida Invisível; e de outras dezenas de lideranças.

“São pessoas muito diferentes entre si, mas que têm uma semelhança: todos já precisaram se reinventar e têm em suas jornadas temas muito importantes para este momento”, diz Laís.

Os conteúdos serão transmitidos pelos perfis pessoais ou corporativos dos convidados no Instagram e centralizados no perfil @24hparaofuturo, da iniciativa.

24h para o Futuro

Onde: Instagram @24hparaofuturo

Quando: 26/03 às 12h até 27/03 às 12h

Quem: 36 lideranças sociais e empresariais do Brasil

Gratuito

A indústria 4.0 e os artesãos da era digital

Por Marcelo Souza

Todas as revoluções que vivenciamos, acompanhamos ou estudamos têm algo em comum, a conexão entre tecnologias que impulsionam e geram disrupções. Do surgimento do tear mecânico até o lançamento de aplicativos, por exemplo, de transportes, como o Uber, a sociedade passou e passa por inúmeras transformações, que trazem naturalmente mudanças, inclusive nas formas e maneiras de se trabalhar. A mais recente transformação veio em decorrência da Quarta Revolução Industrial, também conhecida por Indústria 4.0, que trouxe consigo inúmeras tecnologias impulsionadoras que geram megas tendências e disrupções sem precedentes e que emergiram com ainda maiores impactos durante a próxima década.

Um dos mercado que representa esta mudança é o de mobilidade urbana, tanto no Brasil quanto no mundo. Os taxistas que, assim, como os artesãos da indústria 1.0 eram detentores de grande conhecimento sobre seu ofício, sentiram grandes impactos durante as suas devidas revoluções. O conhecimento invejável sobre a geografia e locomoção nas cidades e Megas metrópoles como por exemplo São Paulo, construído durante anos de treino e trabalho, passaram a enfrentar a concorrência de motoristas de plataformas, esse “conhecimento digital”, permite que uma pessoa somente habilitada a dirigir, possa navegar facilmente pelas menos conhecidas vias da cidade, isso só é possível por meio da conexão de tecnologias, como mapas que somados a satélites, nos deram o GPS, que juntamente com a economia compartilhada e plataformas mobiles evoluíram para o Waze, que novamente somados com economia sob demanda e e-commerce nos habilitaram os apps de mobilidade como o Uber, permitindo trazer o melhor custo benefício ao setor.

Assim como na Inglaterra do século XVII, a tecnologia rompeu a barreira do conhecimento pessoal, não era mais necessário anos de treinamento para formar um artesão, apenas instruções de operação de máquinas e a abundante oferta de mão de obra, gerou impactos sem precedentes na indústria têxtil e posteriormente em outras. Agora novamente é possível observar a mesma dinâmica no mercado de transporte pessoal. Com essa “mecanização”, derruba-se uma barreira de entrada, o conhecimento intrínseco da geografia da cidade. A existência desse conhecimento é muito bem observado em Londres, onde por exemplo, para se obter a licença de trabalho nessa profissão, se faz necessário passar por treinamentos extensivos, aprendendo a navegar entre milhares de ruas e lugares da cidade, posteriormente validado por um conjunto rigoroso de exames aplicados por policiais.

Com oferecimento desse mecanismo tecnológico de grande acessibilidade, em virtude da difusão dos smartphones, somados a crise econômica que deixou milhares de pessoas desempregadas, inclusive na cidade de São Paulo, criou-se ambiente perfeito para uma revolução. Essa nova tecnologia de navegação foi impulsionadora para a disrupção do Uber, um dos principais players do mercado até hoje.

O aumento da oferta do serviço de transporte individual, naturalmente ocasionaria na redução dos preços oferecido. Essa variação é simplesmente explicada pela própria lei de oferta e demanda. O mercado regulado restringe a oferta e não permite que se chegue a um preço mais baixo dado a baixa concorrência. Quando o setor passou ser mais concorrido, melhora-se a qualidade e reduz-se os preços praticados. A recente pesquisa Origem-Destino feita pelo Metrô revelou que, diariamente, são realizadas 362,4 mil viagens por aplicativos, contra 112,9 mil feitas pelos táxis comuns. Ou seja, as corridas feitas por apps já superam em três vezes os táxis, isso só na cidade de São Paulo.

Com a redução dos valores estabelecidos para o serviço de transporte pessoal muitas pessoas puderam se beneficiar dessa comodidade, fenômeno parecido com o observado durante a primeira fase da revolução industrial na Inglaterra onde milhares de pessoas puderam ter acesso a roupas leves e de qualidade.

Os taxistas usufruíram duas proteções, sendo a proteção do mercado regulado e, a do conhecimento do ofício. A quebra dessa segunda, por meio da “mecanização” proporcionada pelo Waze, permitiu que mais pessoas estivessem aptas para prestar esse serviço e nem mesmo o mercado regulado foi capaz de deter a onda de mudança, exemplificando muito bem os efeitos de uma revolução . A plataforma de conexão dessa legião de novos prestadores, propiciada pela empresa Uber, gerou uma disrupção, impactando na sociedade local, assim como mudando o hábito de locomoção urbana de muitas pessoas, impactando na economia, gerando renda para milhares de famílias e ativando o mercado. Esses são os efeitos de uma revolução.

Outros efeitos que poderíamos rapidamente classificar são: a diminuição do faturamento de estacionamentos particulares, redução de arrecadação de estacionamentos públicos (zona azul), redução de vendas de veículos, redução de faturamento de apólices de seguros de automóveis entre outras. É preciso olhar atentamente para o futuro próximo com o entendimento de tecnologias impulsionadoras e disruptivas, analisando as megatendências e verificando o quanto o seu mercado de atuação é vulnerável.

Sem dúvida a quarta revolução traz naturalmente muitas ameaças, mas também outras oportunidades para novos players e stakeholders, até o presente momento a civilização em sua maior parte vem sendo a grande privilegiada. Assim, podemos concluir que a população está se locomovendo com mais facilidade, passa menos tempo “presa” em trânsitos e ainda paga-se menos por um serviço de qualidade.

Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox

Lojistas de shopping centers devem negociar acordos individuais para isenção ou suspensão temporária de alugueis e taxas por conta do coronavírus, recomenda especialista

O fechamento dos shoppings centers em todo país por conta da pandemia do coronavírus provocou uma nova polêmica sobre os contratos de locação dos lojistas e as possíveis medidas para auxiliar os varejistas. As associações responsáveis pelos centros comercias no Brasil passaram informações distintas e deixaram os empresários com mais dúvidas. A Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce) anunciou na tarde desta terça-feira (24) que a cobrança de aluguel dos lojistas será apenas adiada, e não isenta como anunciou mais cedo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

“Como noticiado, a entidade que representa os lojistas instalados em shopping centers comunicou um suposto acordo no qual os empreendedores aceitaram isentar os aluguéis das lojas para o período em que as mesmas ficaram fechadas por ordem governamental e conceder outros abatimentos. Importante deixar claro que os acordos necessitam ser realizados individualmente, ou seja, por cada locador e locatário – lojista e shopping.”, afirma o advogado Daniel Alcântara Cerveira, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados e representante de diversos lojistas e redes de franquias.

Cerveira explica também as diferenças entre isenção e suspensão dos valores dos alugueis. “Por outro lado, destaco que existe uma diferença entre suspensão e isenção, considerando que a maior associação do lado dos empreendedores de shopping centers divulgou, através de carta aberta, que o ‘encaminhamento’ sugerido é a suspensão da cobrança do aluguel, mantendo-se a sua exigibilidade para uma futura definição sobre a questão. Ou seja, a interpretação é que nem todos locadores de espaços em shoppings centers irão abonar os locativos no período. Importante destacar que alguns centros de compras já enviaram cartas aos lojistas nesta linha e pelo menos um já concordou em isentar 100% o aluguel para o período em que as lojas ficaram fechadas”, revela o especialista.

Segundo Daniel Cerveira, sob o aspecto jurídico, “a situação se enquadra como caso fortuito/força maior, bem como configura um fato imprevisível que desequilibrou a relação entre o lojista e o locador/shopping center, aplicando-se, portanto, a Teoria da Imprevisão positivada no Código Civil. Nesta ótica, as bases contratuais devem ser revisadas. A recomendação aos varejistas é negociar exaustivamente com os locadores, inclusive de imóveis de rua, com o objetivo de que sejam celebrados acordos justos e razoáveis, evitando-se a propositura das medidas judiciais cabíveis”.

Infobip oferece plataforma gratuita para instituições de saúde no combate ao coronavírus

A Infobip, uma das maiores empresas de mensageria do mundo, apoiará o combate ao novo coronavírus disponibilizando sua plataforma de comunicação omnichannel gratuitamente para hospitais, operadoras de saúde e laboratórios por até três meses. O objetivo é ajudar essas empresas no atendimento à população e também na conscientização em relação à covid-19.

A Infobip também oferecerá auxílio na criação de fluxos de interações automatizados em diferentes canais, como SMS, voz, e-mail, dentre outros. Eles poderão ser usados para tirar dúvidas em relação à covid-19, informar a população sobre cuidados e prevenção, notificar alterações no atendimento, agendar consultas e enviar resultados de exames.

“Oferecemos mensageria via SMS, e-mail e torpedo de voz para sanar as principais dúvidas sobre a doença, além de realizar agendamentos e envio de resultados de exame”, explica Glaucia Hora, especialista de Marketing da Infobip. “Dessa forma, disponibilizamos um canal de comunicação móbile, que reduz a necessidade de atendimento físico nas unidades de saúde.”

Para ter acesso à plataforma, as empresas precisam ser uma instituição de saúde referência no combate à covid-19, ter uma equipe de atendimento com no mínimo 10 pessoas e, no caso de hospitais, contar com ao menos 300 leitos disponíveis para atendimento.

Além do Brasil, a Infobip também tem ajudado com iniciativas de informação na saúde pública com projetos em desenvolvimento na África, na Ásia, na Europa, e na América Latina. “Se as autoridades se envolverem em diálogo com a população durante uma crise, elas devem ter acesso a uma tecnologia de comunicação suficientemente grande que tenha a capacidade de lidar com volumes potencialmente massivos de chamadas e contatos. Por isso, decidimos disponibilizar algumas de nossas tecnologias para esse fim”, afirma Glaucia.

Cargo X cria fundo de R$ 30 milhões para ajudar a transportar itens de consumo primário

A Cargo X – startup que conecta empresas a transportadores, tornando-os mais eficientes – está disponibilizando R$ 30 milhões de reais para transportadores e pequenos frotistas cujas cargas são de consumo primário, ou seja, os itens mais necessários à sociedade neste momento: alimentos, produtos de higiene e limpeza, fármacos e afins.

Estes fretes serão pagos para os transportadores e custeados pela Cargo X, que irá pagar 70% do valor no momento em que o caminhão está sendo carregado e os outros 30%, assim que ele concluir e assumindo todo o risco da operação.

“Acreditamos que esse fundo possa ajudar a levar os insumos mais necessários para a população no momento, ao mesmo tempo que irá manter a renda do caminhoneiro, durante esta crise. Faremos o que estiver ao nosso alcance para dar suporte à sociedade e não deixar os mercados e farmácias desabastecidos”, afirma Federico Vega, CEO da Cargo X. As empresas interessadas em se beneficiar de este capital precisam se cadastrar no seguinte link http://cargox.com.br/etc

Outra iniciativa que a empresa adotou e que é de grande ajuda neste período de desaceleração de alguns setores da economia para ajudar as transportadoras é o Projeto Sinergia, que tem como objetivo reduzir o tempo de ociosidade dos caminhões sem carga, aumentar as demandas e a previsibilidade de fretes, pois em média, um caminhoneiro leva cerca de 2 dias para encontrar uma rota que tenha origem no lugar onde ele está, ou próxima, para voltar pra casa. “Se o motorista fica alguns dias sem frete, ele está, literalmente, perdendo dinheiro. Logo, o projeto Sinergia é um modo dele trabalhar com muito mais eficiência”, explica Vega.

Cuidando do caminhoneiro

Dado o momento de pandemia, a empresa enviou via push no app da Cargo X e destacou em suas redes sociais um Manual de Boas Práticas para o caminheiro, contemplando os cuidados necessários, como: a higienização dos volantes; o envio de Notas Fiscais e outros documentos por vias digitais; evitar aglomerações e contato físico em paradas, postos de gasolinas e lanchonetes.

Pensando ainda na segurança do caminheiro, que é tão fundamental para levar os insumos à população, a Cargo X disponibiliza de atendimento e suporte, 24 horas por dias, 7 dias na semana, através do chat, telefone, e-mail e WhatsApp para atender e dar total suporte aos motoristas. Inclusive, caso eles manifestem algum sintoma, é pedido que eles comuniquem a empresa, que irá pedir a quarentena e irá prestar todo o auxílio durante este período.

Medidas internas

Todas essas ações já estão valendo e para os funcionários do escritório, a Cargo X adotou o trabalho remoto e realizou a compra de notebook, celulares, impressoras pequenas e até pacotes de internet para os que não tinham em casa. A empresa suspendeu 100% das viagens e eventos, e indicou que cada um determinasse a importância do presencial durante as reuniões, podendo fazê-las por vídeoconferência. Além disso, a empresa adquiriu 420 vacinas anti-gripe para os colaboradores gratuitamente. A imunização será feita por um profissional da saúde habilitado. Nenhum dos 400 funcionários da Cargo X, cuja sede fica em São Paulo, na Vila Olímpia, apresentou até hoje qualquer tipo de sintoma.

Startup ajuda desempregado a encontrar emprego sem sair de casa

Atenta ao avanço do coronavírus (COVID-19), classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia, a Jobecam , plataforma de empregos e entrevistas gravadas que torna os processos de seleção mais eficientes e justos por meio da tecnologia de vídeo e inteligência artificial, decidiu oferecer gratuitamente a sua solução para recrutadores e empresas, para que estes possam realizar seus processos seletivos de maneira remotos nas próximas semanas. A ferramenta fica disponível, sem custos, para companhias que se cadastrarem até o dia 25 deste mês, com uso liberado até o dia 15 de maio. Para candidatos, a utilização da plataforma já é gratuita.

“A Jobecam já nasceu com o propósito de tornar os processos seletivos remotos. Acreditamos que, desta forma, damos mais acessibilidade e oportunidade para todos. Frente a crise que estamos passando, notamos que somos mais do que necessários para contribuir com a redução da proliferação do vírus e, claro, garantir que a operação de seleção não pare”, afirma a fundadora e CEO da empresa, Cammila Yochabell.

A plataforma da Jobecam possibilita ao candidato a gravar, em um ambiente seguro, um vídeo currículo, uma entrevista pré-customizada ou até mesmo participar de conversas com recrutadores, de forma remota.

“Acreditamos que, em tempos de home office, conseguimos potencializar os processos e ajudar não somente as empresas, mas também os candidatos, em especial as pessoas desempregadas, que, já estão em uma situação de vulnerabilidade e que precisam de uma esperança”, destaca Cammila.

Cenário

O Brasil conta com mais de 11 milhões de desempregados atualmente, além de registrar o número recorde de 28 milhões de pessoas subutilizadas, ou seja, que trabalham menos horas do que uma jornada regular de trabalho ou procuram emprego não compatíveis com seu perfil, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados ainda trazem que 4,9 milhões de candidatos simplesmente desistem de procurar emprego pelos mais diversos motivos, mas os principais são por falta de experiência, por idade ou pela localidade que mora.

A solução

Plataforma de empregos e entrevistas gravadas que torna os processos de seleção mais eficientes e justos por meio da tecnologia de vídeo e inteligência artificial, a Jobecam funciona de maneira simples e fácil. A partir do cadastro gratuito, o candidato entra na plataforma, preenche os dados pessoais, profissionais, acadêmicos e habilidades que queira destacar nos campos sugeridos. Ao finalizar, a própria ferramenta gera um currículo no formato em PDF, com design e layout compatíveis com as exigências do mercado de trabalho.

Além deste documento, a Jobecam ainda oferece outras ferramentas para ajudá-lo na busca da recolocação profissional. Entre elas, está a possibilidade de gravar um vídeo currículo, com uma apresentação de 30 segundos falando brevemente sobre si; entrevistas gravadas para as demais fases solicitadas pela vaga; entrevistas às cegas, em que a empresa não tem acesso às suas informações e imagem, trazendo o foco exclusivo em nas habilidades; e sala de entrevistas ao vivo, em que os recrutadores podem convidar os candidatos para uma conversa “ao vivo”.

Zendesk anuncia parceria com a Tata Consultancy Services

A Zendesk, Inc. (NYSE: ZEN) anuncia uma aliança com a Tata Consultancy Services (TCS)para fornecer soluções estratégicas de CRM de classe empresarial para grandes companhias. A parceria combina as poderosas soluções globais de software de suporte, vendas e engajamento da Zendesk com o profundo conhecimento contextual e a experiência da TCS em transformação digital. Juntas, a Zendesk e a TCS colaborarão para resolver de maneira mais eficiente os requisitos tecnológicos e cada vez mais complexos das empresas, e fornecerão soluções e integrações poderosas e personalizadas de CRM focado em serviços.

“Estamos entusiasmados em trabalhar com a TCS para atender melhor às necessidades das empresas”, disse Ricardo Moreno, vice-presidente de Parceiros Mundiais da Zendesk. “Com a combinação da longa história da TCS em fornecer serviços de tecnologia da informação (TI), soluções de consultoria e negócios para muitas das maiores empresas do mundo em sua jornada de transformação e de nossas ofertas de CRM focada em serviços, esperamos ajudar as empresas a promover uma experiência ao cliente transparente, responsiva e capacitada.”

Em 2020, prevêse que a experiência do cliente supere o preço e a qualidade do produto como principal diferencial da marca. Como parte dessa aliança, as empresas globais se beneficiarão da experiência em tecnologia da TCS e do software de suporte, vendas e engajamento da Zendesk para atender às demandas em constante evolução dos clientes e transformar sua experiência. Isso inclui:
• Alinhamento entre os principais serviços de consultoria, implementação e otimização da TCS com o portfólio de produtos de CRM da Zendesk;
• Acesso ao profundo conhecimento da TCS em todos os setores, incluindo serviços financeiros, manufatura, varejo e outros.

“A TCS utiliza conhecimento de domínio e relacionamentos consolidados com clientes para contextualizar seu pacote abrangente de ofertas de CRM/CX e criar soluções personalizadas que proporcionam uma experiência superior ao cliente e diferenciação competitiva”, disse Akhilesh Tiwari, head global de Serviços de Aplicações Corporativas da Tata Consultancy Services. “Nossa parceria com a Zendesk reúne os melhores recursos de ambas as organizações para ajudar as empresas a acelerar suas jornadas de transformação digital.”

O anúncio dessa parceria de hoje vem logo após os recentes anúncios de Support Suite, Sales Suite e Sunshine da Zendesk. Essas soluções de CRM focada em serviços permitem que as equipes de serviços e vendas se conectem instantaneamente com seus clientes e tenham conversas naturais em todos os pontos de contato.

Mais informações sobre a parceria podem ser encontradas neste link.