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Desafio da Hotmart termina com mais de R$ 9 milhões em investimentos em startups, aquisição e uma fusão surpreendente

Hotmart, empresa global de tecnologia e líder em produtos digitais, anunciou nesta terça-feira (19) os resultados do seu desafio para startups, o Hotmart Challenge – Startup Edition. Ao todo, foram mais de R$ 9,2 milhões investidos no ecossistema, incluindo uma fusão e uma aquisição surpreendentes, além de doação e mentorias a uma startup de tecnologia que desenvolveu um app de comunicação alternativa para crianças e adolescentes. A final foi anunciada no primeiro dia do On Fire, evento online da empresa que está acontecendo até amanhã (21), com mais de 100 horas de palestra.

O desafio foi acompanhado ao longo de uma websérie documental com sete episódios cheia de aprendizados, ideias compartilhadas e descobertas de projetos inovadores em tecnologia, educação e empreendedorismo de todo o Brasil. Foram mais de 600 inscrições.

Após várias etapas de seleção e mentorias, cinco startups receberam aportes financeiros, com valores que ultrapassaram muito as expectativas de R$ 2 milhões. O júri decidiu investir nas empresas Izzi, Biti9, Ekyte, Easymovie e Edita Fácil, além de doar R$ 50 mil para a Matraquinha, que receberá uma mentoria adicional. Além disso, em uma reviravolta fora do script, os jurados decidiram fazer uma proposta de aquisição à BeUni, com avaliação de mercado estimada em R$ 7 milhões.

“Entendemos que havia oportunidades e empresas muito compatíveis com o ecossistema da Hotmart, de educação, tecnologia ou empreendedorismo. Decidimos, portanto, aumentar o investimento inicial e ampliar o impacto positivo no ecossistema, sempre com foco em impulsionar negócios com potencial de mudar a vida das pessoas”, ressalta João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart, e também um dos jurados do desafio.

Selecionadas


A BeUni é uma plataforma logística de compra, armazenamento e envio de brindes e produtos personalizados. “A BeUni foi uma aquisição estratégica para a Hotmart. Com ela, nossos criadores de conteúdo poderão oferecer produtos físicos com suas próprias marcas, para seus seguidores mais engajados. Isto é algo que já estava em nossos planos e a BeUni está vindo para acelerar este processo”, explica Frederico Montezuma, Diretor Global de M&A da Hotmart e também jurado.

As empresas escolhidas para o investimento foram as paulistas Easymovie, uma plataforma que facilita a experiência de contratação e produção de vídeos, conectando empresas a produtores de vídeos, e Edita Fácil, que também conecta pessoas que precisam editar vídeos a editores. Juntas, as empresas receberam R$ 350 mil e, ainda em meio às gravações dos episódios, surpreenderam a todos quando decidiram fazer uma fusão e seguir como uma única empresa. “Os fundadores das empresas estavam buscando a solução para o mesmo problema, e ambos tinham lacunas de capacidade em seus times que poderiam ser complementadas entre si. A EasyMovie possuía o produto e a tecnologia, e a EditaFacil possuía a distribuição. Me pareceu uma boa ideia que trabalhassem juntos, eles conversaram entre si, e decidiram juntar forças. Todos saíram ganhando”, explica João Pedro Resende.

Já a Biti9, também de São Paulo, com soluções que automatizam processos administrativos com foco em aumento de produtividade e redução de custos, conquistou R$ 900 mil para investir e ampliar seu RPA (Recibo de Pagamento Autônomo). A tecnologia permite automatizar processos de negócios por meio de configuração de um software “robô”, para capturar informações, efetuar cálculos, processar uma transação, manipular dados, disparar respostas e se comunicar com outros sistemas.

A belo-horizontina Izzi, por sua vez, recebeu R$ 300 mil. A plataforma de gaming conecta coaches e gamers, oferecendo sessões de coaching individual ou em grupo com mais de 15 coaches registrados, incluindo nomes conhecidos em jogos como LoL (League of Legends). “Temos pouca penetração em gaming. A Izzi tem bastante potencial e pode ser nossa porta de entrada para este mercado gigantesco e crescente”, explica Resende.

A última aportada foi a empresa de software de gestão de marketing digital eKyte, de Joinville (SC), com R$ 650 mil. A startup conta com uma plataforma de gestão de marketing digital que ajuda equipes a planejar, produzir e otimizar campanhas de marketing.

Por fim, os jurados do Hotmart Challenge decidiram doar R$ 50 mil para a Matraquinha. O valor ajudará o aplicativo a se estruturar como uma empresa com capacidade para continuar se desenvolvendo e, para completar, a Hotmart irá disponibilizar sessões de mentorias com as equipes internas.
Retorno ao ecossistema

Lançado como parte das ações que celebram os 10 anos da Hotmart, o desafio foi uma das formas de a empresa devolver ao ecossistema a ajuda fundamental que recebeu no início da sua trajetória. Hoje a Hotmart superou o valor de mercado de um unicórnio (mais de U$ 1 bilhão) e se consolidou como um dos líderes globais do setor com mais de 490 mil produtos cadastrados, mais de 30 milhões de usuários pelo mundo e vendas em 188 países.

“Este projeto foi pensado especialmente para empresas que tenham sinergia com a Creator Economy, que ofereçam plataformas, aplicativos e ferramentas que ajudam criadores em desafios encontrados na produção de conteúdos, no desenvolvimento de comunidades, no ensino online, nas transmissões ao vivo, na monetização, e outros”, explica Nathalia Cavalieri, vice-presidente de marketing da Hotmart e jurada. “Quem acompanhou todo o processo aprendeu muito, pois uma das premissas desta iniciativa é produzir conteúdo para que outras empresas ou profissionais possam se inspirar”, complementa.

Hash anuncia investimento de R$ 235 milhões e reforça compromisso de descentralizar o acesso a serviços financeiros no Brasil

Hash, a principal fintech de infraestrutura de pagamento do Brasil, anunciou nesta quarta-feira (20), a captação de R$ 235 milhões em rodada série C, co-liderada pelos fundos QED Investors e Kaszek, com participação da Endeavor Scale-Up Ventures.

O investimento reflete o momento atual da startup, que aumentou em seis vezes o número de transações realizadas desde abril, quando anunciou aporte de mais de R$ 81 milhões em rodada série B. O novo valor será utilizado para acelerar o crescimento da empresa e aumentar o tamanho do time.

A Hash oferece uma infraestrutura completa de pagamentos para o setor B2B, desde maquininhas e o software para operá-las, aplicativo e painéis de controle da operação. A empresa deve disponibilizar em breve a conta digital, que será mais uma opção de recebimento de vendas para seus clientes, além de uma alternativa às contas bancárias já existentes no mercado.

Para os usuários da plataforma da Hash, o investimento proporcionará um aumento nas soluções financeiras disponíveis. Toda a base de clientes da fintech terá agora uma experiência financeira mais simplificada e integrada em um único ecossistema.

A empresa aumentou em 10 vezes o volume de transações via POS, nos últimos 12 meses, e deve atingir a marca de R$ 1,5 bilhão em volume total de pagamentos até o final do ano.

“Continuamos comprometidos com a tese de descentralizar os serviços financeiros, com atenção especial aos PMEs”, afirma João Miranda, fundador e CEO da Hash. “Este setor tem um enorme potencial de geração de receita, que muitas vezes é desperdiçado por falta de oportunidades mais justas. Nossa solução permite uma nova fonte de receita com taxas mais competitivas, aproximando PMEs e grandes empresas. É uma relação sustentável e com ganhos para todos os envolvidos, principalmente o consumidor final, que ganha uma nova opção de pagamento”.

A customização – principal característica da plataforma da Hash – permite que diversos setores se beneficiem de seus produtos. Hoje, além do maior varejista de madeira do Brasil, Leo Madeiras, a empresa conta com uma ampla gama de clientes, incluindo empresas de bem-estar, farmacêutica,moda e mecânica.

A Hash segue contando com o apoio de alguns dos mais respeitados VCs do ecossistema, incluindo a Kaszek, o maior e mais bem-sucedido Venture Capital da América Latina que investe na empresa desde sua fundação, e a QED, que traz uma experiência específica de fintechs no suporte a toda a evolução do plano estratégico, validando as metas da startup e abrindo novas possibilidades. Kaszek e QED já investiram conjuntamente em empresas como Nubank, QuintoAndar, Creditas e Bitso.

“A Hash continua fazendo grandes progressos na construção da futura infraestrutura de pagamentos do Brasil”, explica Mike Packer, sócio do QED Investors. “Estamos entusiasmados em ver a adoção contínua dos produtos da Hash no mercado e as oportunidades que ainda estão por vir para a empresa. Com este investimento, o QED se orgulha de continuar a apoiar a Hash nesta jornada. Estamos dobrando a oportunidade de apoiar uma grande equipe, com um produto comprovado, em um mercado que é absolutamente maciço”, completa.

“Acompanhamos a Hash desde o início e justamente por acreditar em seu potencial é que realizamos múltiplos investimentos na companhia. Com um time de tecnologia altamente qualificado e sempre atento às necessidades e transformações do mercado, a empresa oferece um produto realmente inovador, capaz de solucionar várias dores do setor e ainda agregar valor aos negócios de seus clientes”, explica Santiago Fossatti, sócio do fundo Kaszek. “A Hash tem capacidade para ocupar um espaço importante na indústria de pagamentos e se tornar referência na América Latina”, completa.

Parte dos fundos da última rodada apoiará na contratação de grandes talentos à medida que a Hash aumenta sua equipe de 160 para 190 colaboradores, até o final do ano. “Nosso maior time é o de tecnologia. Para escalar o produto e continuar entregando uma solução de alta qualidade, precisamos que os times sigam o mesmo ritmo”, diz Miranda.

No Brasil, profissionais de nível superior têm 23% mais chance de trabalhar remotamente

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou nesta terça-feira (19/10) um estudo sobre o potencial de ocupações passíveis de serem realizadas de forma remota. O estudo faz um retrato do trabalho remoto no país e nas Unidades Federativas, permitindo um melhor entendimento dessa realidade em cada localidade. O levantamento inclui dados mensais sobre gênero, raça/cor, escolaridade, idade, setor de atividade, além do percentual da massa de rendimentos por atividade econômica para o Brasil e em cada um dos estados brasileiros, no período de maio a novembro de 2020, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19. De acordo com os pesquisadores, os profissionais com nível superior completo possuem 23% a mais de chance de estarem em trabalho remoto do que as pessoas com escolaridade de nível fundamental incompleto.

A análise mostrou que, de maio a novembro de 2020, 7,3 milhões de pessoas trabalharam de forma remota no Brasil, o que equivale a 9,2% da população ocupada e não afastada, sendo responsável por 17,4% da massa de rendimentos gerada via trabalho. O perfil médio dos trabalhadores em home office na pandemia em novembro de 2020 era o seguinte: 57,8% eram mulheres, 65,3% eram brancos, 76% possuíam escolaridade de nível superior completo, 31,9% estavam na faixa de 30 a 39 anos e 61,1% estavam empregados no setor privado.

No mapeamento, os pesquisadores chegaram à conclusão de que ser mulher aumenta as chances de trabalhar de forma remota em 1,5% em relação aos homens. Na análise por raça/cor, ser branco eleva as chances de home office em 2,3% em relação a negros. Trabalhar no serviço público aumenta as chances de estar em trabalho remoto em 14% na comparação com as pessoas empregadas na atividade agrícola. Os residentes na região Sudeste possuem 5,6% mais de chance de estar em home office do que os moradores do Norte do país. Quem possui vínculo informal tem 0,8% menos chances de trabalhar à distância do que os que exercem o ofício formalmente.

Outra constatação relevante que inclui fatores individuais, laborais e regionais indica que mulheres, brancas, com escolaridade de nível superior completo, trabalhando no setor público, com vínculo formal e na região Sudeste possuem 47,2% a mais de chance de estarem em trabalho remoto do que homens, negros, com escolaridade de nível fundamental incompleto, trabalhando na agricultura, com vínculo informal e residentes no Norte do país.

Dado inédito apresentado no estudo trata ainda da massa de rendimentos por atividade econômica em cada estado brasileiro. O Distrito Federal, por exemplo, apresentou o maior percentual de pessoas ocupadas em home office (20%), que foram responsáveis por 32,7% da massa de rendimentos total efetivamente recebida pelas pessoas ocupadas no DF. Ao passo que no Pará, que tem o menor percentual de população ocupada trabalhando remotamente (3,1%), essas pessoas foram responsáveis por 6,9% da massa de rendimentos total efetivamente recebida pelas pessoas ocupadas no estado. Isso evidencia a disparidade no trabalho remoto entre os estados brasileiros.

Em novembro de 2020, a população ocupada e não afastada era de 80,2 milhões de pessoas no Brasil, sendo que 7,3 milhões, ou seja, 9,2% trabalharam remotamente. “Apesar de cerca de um quinto dos trabalhadores estar em ocupações passíveis de serem realizadas à distância, apenas pouco menos de 10% efetivamente trabalharam de forma remota em novembro de 2020 (último dado disponível pela PNAD Covid-19). De fato, a escolaridade é a variável individual mais correlacionada com a probabilidade de teletrabalho no país”, afirmou o pesquisador do Ipea Geraldo Góes, um dos autores do estudo intitulado ‘Um panorama do trabalho remoto no Brasil e nos estados brasileiros durante a pandemia da Covid-19’, em coautoria com Felipe Martins e José Antônio Nascimento.

Nova tecnologia promete maior privacidade para os dados pessoais

O especialista Marcelo Zuffo – membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade e coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) – lidera grupo de cientistas que desenvolvem uma linha de pesquisa para tornar possível que cada indivíduo possa ter total propriedade sobre seus dados digitais, a chamada identidade autossoberana. O objetivo é garantir maior privacidade, segurança e controle no uso dos dados pessoais. “Com a autossoberania, as pessoas vão poder controlar quais dados podem ser compartilhados com terceiros”, afirma Zuffo.

Atualmente, as pessoas possuem uma identidade digital diferente em cada site, rede social ou aplicativos que utiliza. Esses sistemas de gerenciamento das identidades são propriedade das empresas que cuidam desses produtos. “Hoje o usuário não tem pleno controle de sua própria identidade digital devido a esta centralização. Um dos benefícios da identidade autossoberana é permitir a gestão de dados pessoais aos próprios indivíduos e não a terceiros, minimizando os riscos de uso indevido de dados e violação de privacidade”, explica.

As pesquisas para a identidade autossoberana utilizam tecnologia de ponta que permitem a descentralização dos dados. As informações são inseridas utilizando técnicas de criptografia de chave pública, criando cadeias de confiança a partir de credenciais verificáveis. “Estamos levando a vertente da pesquisa acadêmica sobre soberania para alguns usos práticos, principalmente na área da saúde e das cidades inteligentes.”

Netscout e NTT Comunicações se unem em novo estudo para criar métodos de detecção de ataques DDos

A NESTCOUT SYSTEMS, empresa global de soluções para segurança, acaba de anunciar que trabalhará em parceria com a NTT Comunicações (NTTCom) para conduzir um estudo com testes, , de setembro a dezembro, a fim de detectar e mitigar ciberataques, levando em consideração os dados do  NETSCOUT’s ATLAS Security Engineering & Response Team (ASERT).  

O objetivo é a detecção antecipada de ataques DDoS de diferentes portes para evitar interrupções na disponibilidade de rede do Japão. O estudo focará ainda, na implementação de medidas de defesa para ataques a aplicativos, análise de ataques de malwares em “honeypots” (potes de mel em tradução literal), e incremento de tecnologia de Inteligência Artificial (IA) a fim de prever e identificar novos ataques cibernéticos antes que se tornem um problema.

“Detectamos um grande aumento em ataques cibernéticos DDoS volumétricos em todo o mundo, desde o lançamento do código-fonte Mirai, incluindo um ataque de reflexão / amplificação de 1,7 Tbps nos últimos anos”, declara Hardik Modi, vice-presidente associado de Produtos de Engenharia, Ameaças e Mitigação da NETSCOUT.

Os ataques volumétricos de DDos, quando bem-sucedidos, são responsáveis por sobrecarregar a largura de banda inviabilizando o uso da rede, sistema ou aplicação pelos usuários. A NTT Com está atuando de forma intensa para garantir que sua rede oferte suporte ao alto tráfego, bem como opere com segurança, em vista de um futuro tecnológico mais resiliente.

“Agradecemos a oportunidade de continuar nosso trabalho com a NTT Com por meio desta iniciativa de pesquisa para ajudá-los a descobrir, analisar e prevenir DDoS e outros ataques cibernéticos”, endossa.

Produção acumulada de energia dos aquecedores solares no Brasil é de 13,5 GW, equivalente à Usina de Itaipu

Tecnologia pode auxiliar o Brasil a enfrentar crise energética


O aquecedor solar de água, cuja tecnologia é totalmente nacional, pode ajudar o Brasil a evitar blecautes, diminuindo o consumo de eletricidade no horário de ponta. O equipamento gera energia térmica durante o dia e a armazena para ser consumida à noite, funcionando como uma bateria. Proporciona banhos quentes mesmo quando ocorrem apagões, ao contrário de qualquer tipo de aquecimento gerado a partir da rede elétrica.

Ampliar o uso dos aquecedores solares neste momento seria uma contribuição relevante ao Brasil, reduzindo o consumo nacional de eletricidade nos horários de ponta, e para as famílias, que teriam grande economia nas contas de luz, salienta Oscar de Mattos, presidente da Abrasol (Associação Brasileira de Energia Solar Térmica). Os equipamentos são cerca de quatro vezes mais eficientes do que os painéis fotovoltaicos para o aquecimeto de água e atendem a aplicações residenciais de baixa até alta renda, comerciais, industriais e serviços.

O aquecedor solar de água é a alternativa mais eficaz para substituir os chuveiros elétricos, que sobrecarregam muito o sistema no horário de ponta (entre 17 e 21 horas), representando mais de 7% de toda a eletricidade gasta no País e cerca de 37% da residencial, segundo dados do Balanço Energético Nacional da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2021) e Pesquisa de Posse de Hábitos de Uso e Consumo (Eletrobrás, 2019). O equipamento está presente no Brasil há mais de 40 anos e sua tecnologia e matérias-primas são 100% nacional, gerando empregos apenas no País.

“A produção do nosso setor em 2020 foi de 992 MW, maior que uma turbina de Itaipu, que é de 700 MW. A produção acumulada de energia dos aquecedores solares de água instalados no Brasil é de aproximadamente13,5GW, o que equivale a quase toda uma usina de Itaipu, que é de 14GW”, salienta o presidente da Abrasol.

“Nosso parque fabril está preparado para atender a demandas elevadas, garantindo o fornecimento a todos os que quiserem comprar um aquecedor solar de água para reduzir suas contas de luz e ajudar o País a enfrentar a crise energética”, afirma Oscar de Mattos. O setor também tem elevado potencial de gerar postos de trabalho, à medida que aumenta sua produção, o que também seria importante para o Brasil neste momento de grave desemprego.

One Identity, empresa da Quest Software, adquire OneLogin

A One Identity, player de segurança centrada em identidade, pertencente à Quest Software – fornecedora global de software de segurança, de gestão de plataforma e de sistemas Microsoft – anuncia a aquisição da OneLogin, provedor líder de mercado de soluções de Gerenciamento de Acessos e Identidades (IAM). A iniciativa visa expandir o escopo da Plataforma Unificada de Segurança de Identidades One Identity.

As bases de clientes OneLogin e One Identity juntas representam uma grande seção transversal das empresas em todo o mundo. One Identity gerencia mais de 250 milhões de identidades de 5.000 organizações, enquanto OneLogin gerencia mais de 40 milhões de identidades de 5.500 clientes. A partir de agora, as companhias passam a combinar suas soluções existentes de Gerenciamento de Acesso Privilegiado (PAM), Administração e Governança de Identidade (IGA) e Gerenciamento e Segurança do Active Directory (ADMS). Com isso, permitirão que os clientes adotem uma abordagem holística à segurança de identidade com tecnologia comprovada e confiável em cada categoria principal.

“Com o aumento da quantidade de identidades humanas e de máquinas, a corrida para a nuvem e a ascensão do trabalho remoto, a identidade está rapidamente se tornando a nova borda – e proteger a identidade de ponta-a-ponta nunca foi tão importante. Ao adicionar OneLogin ao nosso portfólio e incorporá-lo em nossa plataforma unificada de segurança de identidade, podemos ajudar os clientes a correlacionar holisticamente todas as identidades, fazer todas as verificações antes de conceder acesso a ativos críticos e fornecer visibilidade em tempo real de atividades de login suspeitas. Com a identidade no centro, os clientes agora podem implementar uma estratégia adaptada de Zero Trust e melhorar consideravelmente sua postura geral de segurança cibernética”, avalia o general manager LATAM da Quest Software, Marco Fontenelle.

Adotar uma abordagem ponta-a-ponta para a segurança da identidade nunca foi tão importante para proteger a maneira como as organizações atuam. Alguns desafios específicos que as organizações enfrentam hoje incluem:

  • O relatório de investigações de violação de dados de 2021 da Verizon descobriu que 70% das violações estão vinculadas ao abuso de contas privilegiadas e 61% envolvem gerenciamento impróprio de credenciais;
  • A Forrester Research descobriu que 50% de todas as organizações são desafiadas a proteger suas identidades de máquina criadas por bots;
  • Cybersecurity Insiders relata que 49% das organizações têm usuários com mais privilégios do que seus empregos exigem.

Agregando o software OneLogin a One Identity é possível oferecer soluções líderes reconhecidas do setor para cada um dos quatro pilares necessários para fechar esta lacuna crítica de exposição à segurança cibernética, tais como:

  • Gerenciamento de Acesso Privilegiado (PAM): One Identity Safeguard reduz o estresse e a preocupação com contas privilegiadas, dando às organizações uma maneira segura de armazenar, gerenciar, autenticar, registrar, auditar e analisar acessos privilegiados.
  • Administração e Governança de Identidades (IGA): um gerenciador de identidade controla as identidades e o acesso para ambientes locais, híbridos e em nuvem para atender às iniciativas de auditoria e conformidade e para fornecer facilmente gerenciamento com uma visão clara das contas internas, externas e privilegiadas.
  • Gerenciamento e Segurança do AD: One Identity Active Roles implanta recursos essenciais de gerenciamento de contas do AD, como provisionamento, gerenciamento de grupos e funções, gerenciamento de senhas e governança.
  • Gerenciamento de Acessos e Identidades (IAM): a solução IAM em nuvem da OneLogin fornece tudo que as empresas precisam para proteger sua força de trabalho, parceiros e clientes, aumentando a eficiência operacional e acelerando os esforços de transformação digital. OneLogin fornece funcionalidade de produto robusta em casos de uso de força de trabalho e gerenciamento de acesso de identidade de cliente (CIAM), entregando rápido retorno de valor na nuvem, no local e em ambientes híbridos.

A Gartner ® Research coloca as soluções One Identity e OneLogin no quadrante dos Líderes nos relatórios do Gartner Magic Quadrant para PAM, IGA e IAM, embora milhares de empresas aproveitem o Active Roles para proteger e fortalecer o Microsoft AD e Azure AD.

B3 e GPTW lançam índice com foco em empresas com as melhores práticas no mercado de trabalho

A B3, bolsa do Brasil, e a consultoria global, Great Place to Work, anunciaram a criação de um novo índice com foco nas empresas que possuem as melhores práticas no mercado de trabalho, o Índice GPTW B3.

O novo indicador vai fazer parte da família de índices com foco em ESG – sigla em inglês para ambiental, social e governança – ao lado do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), do Índice de Carbono Eficiente (ICO2 B3), do Índice S&P/B3 Brasil ESG, além de outros que olham especificamente a governança entre as empresas listadas.

O novo índice de ações vai levar em consideração as empresas certificadas pela GPTW e as melhores empresas para se trabalhar, a partir do ranking nacional, elaborado também pela consultoria. O índice será lançado em janeiro/2022 e a primeira composição já incluirá as empresas premiadas desse ano.

O objetivo principal da novidade é capturar a geração de resultados positivos das empresas que investem no ambiente de trabalho. “Esse é o primeiro Índice GPTW no mundo, ou seja, os investidores brasileiros terão mais uma alternativa para acompanhar o mercado financeiro com um viés ESG. Dentro da nossa estratégia de negócios, temos o papel de induzir as boas práticas ESG e ampliar a oferta de produtos e serviços que apoiem os nossos clientes e que ajudem o mercado nesta evolução. É um prazer para a B3 ter a GPTW como parceira nesse importante passo que damos nessa agenda”, explica Luís Kondic, diretor executivo de Produtos Listados e Dados da B3.

“Para entrar no ranking que avalia os melhores ambientes para se trabalhar, as companhias e suas lideranças precisam estar embarcadas num processo constante de transformação cultural e melhoria do ambiente de trabalho, que traga para o centro do debate as relações entre as pessoas, o desenvolvimento dos funcionários e que também gere impacto positivo para os negócios e esse índice vai dar a oportunidade do mercado enxergar isso de forma ainda mais palpável”, explica Ruy Shiozawa, CEO da Great Place to Work® Brasil.

Metodologia do Índice GPTW B3

O objetivo do IGPTW B3 é ser o indicador de desempenho médio dos ativos de empresas certificadas pela Great Place to Work listadas na B3. Para a seleção, o ativo deverá atender critérios de liquidez, como, por exemplo, estar presente em 95% dos pregões dos últimos 12 meses e não ser classificado como penny stock.

Além disso, o critério principal é estar na lista de empresas certificadas da GPTW no período válido para o ranking do ano anterior. “Uma vez definido quem entrou na carteira, vamos para a etapa que trata da ponderação. Nesse índice os ativos vão ter pesos iguais, porém as empresas que estão no ranking das 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil da GPTW vão ter uma distinção e um peso maior. Estar no ranking das 150 melhores faz diferença”, aponta Kondic.

Performance do índice

A B3 aplicou a metodologia do índice de forma retroativa para entender o que teria acontecido se o índice já existisse e foi possível observar que, para o período de 3 anos, o índice teve um resultado superior ao Ibovespa B3.

“O índice GPTW B3 conseguiu superar o Ibovespa B3 em todos os períodos analisados, apresentando um retorno maior. Quando avaliamos em termos de risco, também conseguiu superar o Ibovespa B3 apresentando um risco menor”, analisa o diretor executivo da B3.

“É um desempenho passado, sem indicação de resultados futuros, mas que permite mostrarmos para os investidores, empresas e mercado que investir no ESG, investir no ambiente de trabalho, tem potencial de gerar resultado positivo”, conclui.

Agi lança programa de estágio para várias áreas

O Agi, que tem o propósito de democratizar o acesso dos brasileiros a produtos financeiros e não financeiros para fazer o dia a dia das pessoas melhor, acaba de anunciar o seu programa de estágio. A iniciativa é voltada para estudantes do ensino superior e tem as inscrições abertas em outubro, com início dos selecionados previsto para o primeiro trimestre de 2022.

O programa abre com aproximadamente 20 posições para estudantes de Comunicação Social, Design/ Produção de vídeo, Marketing, Estatística, Matemática aplicada, Ciências da Computação, Economia e Engenharia, e a seleção dos estagiários vai acontecer em formato de jornada, com orientações de desenvolvimento pessoal e profissional para garantir que até mesmo os candidatos que não forem selecionados sintam que ganharam algo ao dedicar seu tempo. “O objetivo do programa é encontrar e formar pessoas com o Jeito Agi, que estejam alinhadas aos nossos pilares de pensar como o cliente, agir como empreendedor e curtir a jornada”, conta Lucas Aguiar, diretor de Gente e Governança.

A iniciativa da área de Gente chega junto com outra série de novidades que o Agi tem anunciado nos últimos meses, como o programa Tô de Dono/a, que permite que os colaboradores se tornem sócios da empresa, o novo modelo de performance em um formato 360°, em que todos os colaboradores podem participar com sugestões e reconhecimento pelo desempenho dos demais colegas, e os modelos de trabalho remoto e híbrido, estimulados pela pandemia, mas oficializados como formatos fixos ainda em 2020. Além disso, recentemente o Agi anunciou para os colaboradores que se tornou uma empresa cidadã, ampliando as licenças maternidade e paternidade para seis meses e 20 dias respectivamente e, no primeiro semestre desse, ano lançou duas novas sedes: o Agi Campus, em Campinas (SP), e o Agi Lab, em Porto Alegre (RS).

Iniciativas pelo crescimento

Essa série de iniciativas foi acelerada com a chegada de Aguiar, em maio de 2021. O executivo trouxe um novo modelo de gestão e um olhar ainda mais amplo para as iniciativas e o papel da frente que cuida das pessoas. “Estamos tornando o Agi uma empresa ainda mais acolhedora e atrativa para que as nossas pessoas se sintam valorizadas e o Agi seja uma marca empregadora referência no mercado”, comenta o diretor.

As inscrições podem ser feitas até dia 3 de novembro pela página https://carreiras.agi.com.br/estagio/

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Volkswagen adota chatbot para auxiliar processo de vendas

A IT Lean, consultoria de TI especializada em projetos de transformação digital, é a responsável pelo desenvolvimento do Assistente Virtual Volks, Chatbot que será utilizado para relacionamento com potenciais clientes. O novo canal de comunicação vai auxiliar as mais de 470 concessionárias da fabricante em todo o Brasil a receber leads mais bem qualificados de potenciais clientes que queiram comprar um veículo.

A partir de agora, ao acessar o site da montadora e escolher interagir via Chatbot, o consumidor será atendido pelo Assistente Virtual Volks, e poderá receber informações dos veículos; falar com o vendedor; receber contato da concessionária; localizar a concessionária mais próxima além de outras informações.

“O Chatbot foi desenvolvido com nossa plataforma LeanBot, onde também fizemos uso de Inteligência Artificial desenvolvida por nós”, explica o CEO e fundador da IT Lean, Bira Padilha. Ele lembra que, com o LeanBot, é possível automatizar a comunicação em múltiplos canais, criar Chatbots ilimitados; realizar atendimento humano em tempo real; enviar mensagens ativas em massa; e analisar resultados por meio de relatórios e dashboards. “Para facilitar e agilizar seu desenvolvimento e uso, o LeanBot trabalha com o conceito no-code”, explica.

Padilha revela que o desenvolvimento do Assistente Virtual Volks é apenas um dos projetos que a IT Lean vem desenvolvendo com a Volkswagen. “Estamos apoiando esse grande momento de transformação digital da companhia, inclusive com soluções Mobile e outros projetos de inovação”, revela.

No início de outubro, Padilha esteve presente na VEX, Vendas Experience da Volkswagen do Brasil, realizada entre os dias 05 e 07. Participaram do evento cerca de 3.000 pessoas, entre diretores, gerentes de vendas e vendedores. No último dia do evento, ele apresentou o Assistente Virtual Volks aos participantes do encontro.

Pesquisa do GPTW revela as principais transformações nas formas de trabalho, contratação, flexibilidade e mobilidade no pós-pandemia

A necessidade de adotar o home office devido à pandemia de Covid-19 gerou – e ainda gera -inúmeros desafios, dúvidas e dificuldades, principalmente para equipes de RH e líderes de empresas. No entanto, com o retorno das atividades presenciais e o afrouxamento das regras de distanciamento, muito tem se discutido sobre o que mudou na forma de trabalhar e como as experiências dos últimos meses impactarão o futuro do trabalho.

“Uma coisa é certa: não trabalharemos da mesma maneira. Na verdade, nós já não trabalhamos como alguns anos atrás. O mundo mudou e as tendências para o mercado de trabalho, que já experimentava uma transformação significativa, são de ainda mais mudanças, digitalização e inovação. Dentre os pontos mais marcantes dessa nova fase, o interesse em novas formas de trabalhar e na mobilidade se destacam”, comenta Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work.

Com o objetivo de retratar as principais transformações que empresas e colaboradores estão passando nos últimos meses e auxiliar as organizações e líderes a se prepararem para o futuro próximo, o GPTW realizou a pesquisa Novos Formas de Trabalho: tendências pós-pandemia, em parceria com a Bynd, especialista em Mobilidade Corporativa. A pesquisa foi respondida por 2.008 colaboradores de empresas de diversos setores como tecnologia, indústria, serviços, varejo e financeiro, sendo 62,7% da área de Recursos Humanos.

NOVAS FORMAS DE TRABALHO

O trabalho remoto e o modelo híbrido não surgiram agora. Segundo a edição de 2020 do ranking “As 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil” do GPTW, 73% das melhores organizações já ofereciam a prática do home office. Contudo, muitas empresas começaram a lidar com esses novos formatos, impulsionadas pela adesão global às normas de distanciamento, como demonstram os dados da pesquisa:

Atualmente, os funcionários estão trabalhando em qual modelo:

·        Híbrido: 46,8%

·        Totalmente remoto: 37,1%

·        Totalmente presencial: 16,1%

Dessas empresas, quantas já definiram uma política para o pós- pandemia?

·        Já adotaram uma nova política para o pós-pandemia:  30,2%

·        Estão em processo de análise para definir a nova política:39,6%

·        Responderam que o assunto deve ser discutido em breve: 17%

·        Responderam que não faz parte da estratégia da empresa discutir uma nova política de trabalho: 13,1%

Das empresas que já definiram, quantas adotarão qual formato de trabalho?

·        Híbrido: 77,75%

·        Totalmente remoto: 12,7%

·        Totalmente presencial: 9,6%

Esses resultados reforçam que houve uma mudança estrutural nas empresas e muitas delas reconsideraram posicionamentos anteriores para adaptarem seus processos à nova realidade do mercado.  

Quando questionadas se fizeram um trabalho de pesquisa/escuta ativa dos funcionários sobre a possibilidade de retorno ao trabalho presencial, 62,7% das empresas responderam sim e que e 37,3% que não.

Quando entrevistadas sobre as preferências do formato de trabalho, as pessoas responderam que:

·        64,7% preferem o trabalho híbrido

·        16,4% desejam trabalhar 100% em home office

·        11,3% deseja trabalhar 100% presencial

·        7,7% não souberam responder

IMPACTOS DO TRABALHO REMOTO PARA AS EMPRESAS

Espaços físicos

Muitas organizações precisaram se reinventar para gerenciar equipes à distância, oferecer o suporte necessário para todas as pessoas e monitorar e garantir resultados satisfatórios. Com os escritórios sem utilização, e por tempo indeterminado, algumas empresas decidiram fechar os espaços de vez ou reduzi-los, já pensando em um retorno com menos pessoas trabalhando fisicamente ao mesmo tempo, conforme demonstrou a pesquisa, indicando uma propensão a um modelo híbrido, em que nem todas as pessoas trabalham no escritório no mesmo dia:

Manutenção dos espaços físicos:

·        75,9% mantiveram o(s) escritório(s) físico(s) normalmente

·        19,7% mudaram para um espaço menor ou reduziram o número de unidades/andares/postos de trabalho

·        4,3% fecharam o escritório físico

Quantas pessoas comportam os escritórios atuais?

·        O escritório comporta a todos: 48,5%:

·        O espaço físico comporta de 60% a 99% das pessoas: 21%:

·        De 30% a 59% das pessoas: 20,6%

·        De 1% a 29 % das pessoas: 9,8%

O escritório foi preparado ou adaptado para o trabalho presencial dentro do novo contexto de distanciamento social ocasionado pela pandemia?

·        72,1% – Sim

·        27,9% – Não

A empresa mudou a localidade do escritório durante a pandemia:

·        Não: 89,4%

·        Sim: 11,2%

IMPACTOS DO TRABALHO REMOTO PARA PROFISSIONAIS

Mudança de residência

A mobilidade proporcionada pelos novos formatos de trabalho possibilitou a mudança de residência para muitas pessoas, que optaram por sair de centros urbanos e regiões movimentadas para bairros mais afastados, tranquilos e até mesmo mais acessíveis financeiramente, conforme dados apresentados pela pesquisa:

A empresa já fez um mapeamento sobre o volume de profissionais que se mudaram (bairro, cidade ou país) por conta da pandemia e das novas condições de trabalho (remoto ou híbrido):

·        Não: 82%

·        Sim: 18,5%

Das empresas que fizeram o mapeamento, qual o percentual de funcionários que se mudou?

·        De 1 a 5%: 51,1% de respondentes

·        De 6% a 20%: 35,8% de respondentes

·        De 21 a 50%: 10,7% de respondentes

Mais de 51%: somente 2,5% de respondentes.

NOVAS FORMAS DE CONTRATAR

Muitos setores foram impactados pelas restrições causadas pela pandemia, o que contribuiu para um aumento expressivo das demissões e da taxa de desemprego no país, que atingiu a média de 13,5% em 2020, segundo o IBGE.

Empregos nas áreas de serviços que demandam atendimento presencial e funcionam somente em ambientes físicos foram os mais prejudicados. No entanto, em alguns setores e empresas, inclusive nas entrevistadas para este relatório, houve contratação mesmo nesse cenário instável, como demonstra a pesquisa:

A empresa contratou profissionais durante a pandemia?

·        Sim: 93,1%

·        Não: 5,5%

·        Não sei: 1,4%

O processo aconteceu de forma remota?

·        Sim: 70,7%

·        Não: 29,3%

Considerando as contratações de forma remota, quantos funcionários foram contratados?

·        De 1 a 10: 23%

·        De 11 a 50: 31,8%

·        De 50 a 100: 16,5%

·        Mais de 100: 28,7%

Se antes era necessário filtrar talentos por localização, agora, com a possibilidade do trabalho remoto, pessoas de praticamente todas as localidades — considerando as características de cada organização — podem ser selecionadas, de acordo com a pesquisa:

A empresa passou a contratar funcionários de outras localidades, que não a da sede?

·        Sim, de outras cidades e estados: 56,3%

·        Não: 36%

·        Sim, de outras cidades, estados e países: 7,8%

NOVOS BENEFÍCIOS PARA NOVAS DEMANDAS

Benefícios de mobilidade

Com os novos formatos de trabalho, foi necessário repensar os planos para encontrar benefícios que realmente fizessem sentido para as pessoas e também para a empresa. A pesquisa levantou as informações de como as empresas estão atendendo as necessidades das pessoas que estão trabalhando em locais diferentes e em situações também particulares. Segundo Gustavo Gracitelli, CEO da Bynd, “agora, muitas empresas já trabalham com a perspectiva real de reduzir seus escritórios ou, ao menos, descentralizá-los, mas ainda não planejam construir uma política de mobilidade corporativa eficiente e centrada nas pessoas. É tempo de mudar! Através de uma política simples é possível causar impactos direitos e imediatos na vida das pessoas, na produtividade das empresas e na dinâmica das cidades. Exemplos desses impactos não faltam”.

No contexto das políticas de trabalho de sua empresa, houve alguma mudança nos benefícios de mobilidade oferecidos:

·        Não: 59%

·        Sim: 26%

·        Estão revisando a política: 14,7%

Quais as principais mudanças nos benefícios de mobilidade que foram ou serão implementados?

·        Ainda não foram discutidas: 28,30%

·        Está em discussão: 25,20%

·        Não haverá mudanças: 23,20%

·        Flexibilização dos benefícios (mudanças de regras): 18,20%

·        Soluções alternativas de deslocamento: 9,20%

·        Mudanças nas políticas de viagem/ deslocamento: 7,80%

Outros resultados também demonstram indecisão, característico de momentos de transição, onde ainda há muito a se pesquisar para chegar a uma solução viável e vantajosa, como segue:

Quais os benefícios oferecidos antes da pandemia e os que serão oferecidos pós-pandemia (comparativo) ?

·        Vale-transporte (com ou sem desconto em folha): de 78,4% para 49,1%

·        Vaga de estacionamento ou auxílio: de 37,2% para 23,3%;

·        Vale combustível ou auxílio combustível: de 26,6% para 21,2%;

·        Fretado ou auxílio fretado: de 20% para 12,8%;

·        Incentivo aos transportes ativos: de 10% para 8,7%;

·        Carro como benefício: de 11,8% para 8,2%;

·        Carona corporativa: de 5,9% para 5,6%.

·        Uber/99/táxi para ir e voltar do trabalho:  de 9,2% para 10,4%

8,7% dos respondentes disseram que incentivarão esportes ativos pós-pandemia com a implantação de bicicletário, vestiário e grupos de caminhada.

Magalu é a melhor empresa para trabalhar no Brasil

O Magalu, maior empresa de varejo multicanal do país, ficou em primeiro lugar no ranking 2021 de melhores empresas para trabalhar, elaborado pelo instituto Great Place to Work (GPTW), anunciado na noite desta segunda-feira. A companhia, que conta com 47 000 colaboradores, lidera a lista das empresas com mais de 10 000 funcionários. “Estamos felizes e honrados com esse prêmio”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu. “Ele é o reconhecimento de nossa crença de que as pessoas são o ativo mais importante de uma empresa, e da nossa cultura, baseada em gente que gosta de gente.”

A companhia figura no ranking das melhores empresas para trabalhar desde 1998, segundo ano da premiação. Em 2020, ficou em segundo lugar. O ranking nacional do GPTW é realizado com base em questionários respondidos anonimamente por funcionários das empresas avaliadas. Este ano, o instituto avaliou mais de 4 000 organizações, incluindo multinacionais. O Consórcio Magalu, empresa do Grupo Magazine Luiza, ficou em segundo lugar na categoria de organizações médias nacionais.

“Costumam me perguntar o que nós fazemos para que nossos colaboradores nos avaliem tão bem. Eu digo que não é uma ação ou outra, mas o conjunto da obra. Quando selecionamos as pessoas que se encaixam com a nossa cultura, as respeitamos, desafiamos e valorizamos seu esforço, elas se sentem satisfeitas e entregam um resultado melhor”, afirma Patricia Pugas, diretora executiva de Gestão de Pessoas do Magalu.

Confiança na crise

A pandemia reforçou a relação de compromisso entre colaboradores e o Magalu. No início da crise, a empresa fechou todas as lojas, mesmo em cidades que não impunham a exigência. A liderança também decidiu não demitir funcionários, colocou em home office os colaboradores de grupos de risco e ofereceu serviços de telemedicina e telepsicologia para toda a organização. Na volta ao trabalho, as unidades passaram a obedecer protocolos sanitários e de distanciamento social rígidos. Até setembro deste ano, a empresa realizava testes semanais de covid em sua sede, em São Paulo, e nos centros de distribuição.

O respeito à diversidade é um elemento que contribui para a satisfação dos Magalus, como são chamados os colaboradores da empresa. Uma pesquisa realizada em 2019 revelou que mais de 90% dos funcionários consideravam a empresa não só diversa, mas inclusiva. Em 2020, a companhia realizou uma seleção de trainees exclusiva para pessoas negras, com quase 23 000 candidatos de todo o país. A seleção está sendo repetida este ano e tem o objetivo de aumentar o número de negros na liderança da companhia.

Para atrair e inserir mais mulheres na área de tecnologia, ainda ocupada majoritariamente por homens, o Magalu criou o Luiza Code, curso gratuito de formação em tecnologia para mulheres, que já formou mais de 300 desenvolvedoras de software. “O respeito às diferenças está no nosso DNA. Queremos que nossas equipes sejam diversas porque a sociedade é diversa e olhares diferentes chegam às melhores soluções”, afirma Trajano.

O Instituto GPTW é uma empresa de consultoria, fundada nos Estados Unidos, referência global no mundo dos negócios, que possui afiliados em 59 países, inclusive no Brasil. Conta com oito escritórios em diferentes estados, sendo responsável por avaliar e ranquear todos os anos as melhores empresas para se trabalhar em âmbito regional e nacional. A avaliação que premia as melhores empresas para trabalhar foi criada pelo próprio instituto e conta com um questionário respondido de maneira anônima pelos colaboradores e considera pesquisas de clima e outros rankings temáticos. 

Liderança Feminina: Incluir, agir e transformar

Evento da ABRH-SP consolida o movimento em prol da liderança feminina, independente de gênero. Encontro conta com nomes como Rachel Maia, Edna Vasselo Goldoni, Leila Loria, e Leonel Andrade


Mulheres ocupando o espaço de líderes e liderança feminina podem parecer a mesma coisa, mas possuem significados diferentes. O espaço organizacional para mulheres é uma questão de mudança de mentalidade social, e liderança feminina é uma questão de estilo comportamental para inspirar as pessoas a quererem fazer as coisas. Todos os líderes, independente do gênero, merecem entender as contribuições humanas para a liderança, diminuindo os vieses de preconceito e refletindo sobre a importância que tanto as forças estereotipadas femininas são relevantes para o exercício de uma liderança de altíssimo nível.

Há seis anos, a Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional São Paulo – (ABRH – SP) entendeu a relevância sobre a Liderança Feminina e foi responsável por congressos anuais que debatiam questões voltadas à equidade de gênero e diversidade nos cargos de liderança, além da importância desse equilíbrio comportamental no ato de liderar. Desde o ano passado, mais que um congresso, a ABRH-SP se propôs a transformar a questão da liderança feminina em um movimento para fomentar a diversidade, abrir as perspectivas e mostrar mulheres que estão realmente fazendo a diferença, quebrando paradigmas tão enraizados no mundo corporativo e exercendo a humanidade como gestoras.

Para consolidar esse importante movimento, a ABRH-SP promove um evento que irá mergulhar nessa análise do papel do indivíduo na transformação social para a liderança feminina, traçando um paralelo com o que é esperado desse crescimento e o que já foi conquistado e absorvido até o hoje: o LIFE – Liderança Feminina em Movimento. O encontro acontece nos dias 10 e 11 de novembro, junto com o CRHO Forum, que é o maior evento da associação, onde grandes pensadores, executivos e personalidades trarão as mais recentes questões sobre ESG, transformação digital humanizada e cultura organizacional, mostrando como tudo isso se relaciona com o RH.

O LIFE – Liderança Feminina em Movimento contará com palestrantes que irão compartilhar suas experiências e estudos, como a executiva Rachel Maia, ganhadora cinco vezes do prêmio “Líder de trabalho” do Great Place to Work; o CEO da CVC, Leonel Andrade, executivo com mais de 28 anos de experiência e eleito por dois anos consecutivos o melhor CEO de serviços financeiros; Pri Abdala, artista social e pesquisador de diversidade há mais de 20 anos; Christiane Aché, considerada pela Forbes uma das brasileiras mais influentes do mundo; Edna Vasselo Goldoni, fundadora do Instituto Vasselo Goldoni e HR Influencer 2021, Leila Loria, presidente do conselho do IBGC, dentre outros executivos que contribuem para a jornada de equidade de gêneros. Por ser uma associação sem fins lucrativos, nenhum dos palestrantes cobrou pelas palestras, entendendo o LIFE como uma causa necessária para este momento da sociedade.

O grande objetivo é convocar todos os indivíduos, independente do gênero, para esta jornada. Será uma grande oportunidade para debater sobre o equilíbrio entre as características masculinas e femininas nas lideranças, sobre a importância da diversidade e da inclusão nos cargos de gestão, e ainda uma oportunidade de compartilhar conhecimento e experiências com gestores de todo o país, além de sempre pensar em como os participantes poderão fazer a sua parte para agir, incluir e transformar. O evento será 100% online, ampliando a oportunidade de participação de profissionais de recursos humanos, gestores, diretores, presidentes e líderes de todo o país.

Outro objetivo do evento deste ano é aumentar a participação dos homens, para que eles passem a enxergar a importância do feminino ao liderar. “O LIFE – Liderança Feminina em Movimento surgiu com o propósito de trazer luz ao contexto no qual a mulher está inserida e, assim, elevar o debate e ampliar o alcance para avançar continuamente nas quatro dimensões: individual, familiar, organizacional e sociedade. Hoje entendemos que esse já um movimento consolidado que só trará benefícios para todos aqueles que colocarem em prática a liderança feminina nas organizações”, acredita Guilherme Cavalieri, presidente da ABRH-SP.

As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site life-chroforum.com.br. O valor do ingresso individual é R﹩ 275 para associados e R﹩ 413 para não associados, até o dia 20 de outubro. Pacotes com 5 ou 10 ingressos têm desconto. As inscrições ficam abertas até o dia 10 de novembro.

MOVIMENTE-SE

Como a ABRH-SP considera a liderança feminina como um movimento, a entidade está preparando algumas palestras que acontecerão dias 26 de outubro, 3 e 5 de novembro, como um aquecimento para o grande evento. Essa versão pocket do LIFE – Liderança Feminina em Movimento foi batizada de Movimente-se, uma alusão à consolidação ao movimento proposto pela entidade. Serão três palestras que abordarão o papel do indivíduo como agente de transformação, os resultados exponenciais através do feminino, e uma abordagem profunda sobre a equidade de salários pagos a homens e mulheres em empresas no Brasil (Equal pay, Equal Salary). A inscrição é gratuita e as palestras serão transmitidas pelas redes sociais da ABRH-SP.

Deel capta USD 425 milhões em rodada série D

A Deel , startup líder global em gestão de pagamentos e contratos e que chegou ao Brasil em abril de 2021, anuncia nesta segunda-feira (18) a sua mais nova captação no mercado. Em rodada série D, a companhia – que inovou ao eliminar barreiras de contratações – levantou USD 425 milhões, chegando ao total de USD 630 milhões em aportes.

A nova rodada foi liderada pela gestora Coatue Management, com sede nos Estados Unidos, e conduzida pelos sócios Rahul Kishore e Lucas Swisher, senior managing director e general partner da companhia, respectivamente. Também participaram novos e antigos investidores da plataforma, incluindo Altimeter Capital, Andreessen Horowitz, Neo, Spark Capital e YC Continuity Fund. Com o aporte, a Deel chega a um valuation de USD 5,5 bilhões e se torna a empresa de maior valor na área de contratação e gestão de pagamento para times internacionais.

Desde o início das operações em 2019 com uma equipe formada por quatro pessoas, que hoje chega a 400, a companhia tem como missão tornar o trabalho remoto mais acessível para equipes e empresas em todo o mundo e construir a melhor experiência de funcionário do mercado. O novo modelo de negócio surgiu momentos antes do início repentino de uma pandemia global que forçou as empresas a reavaliar as normas de trabalho e se ajustar rapidamente à vida remota. Nesse cenário, a Deel ganhou forte protagonismo no mercado, visto que soluciona todos os obstáculos de contratação remota. Com isso, cria novas oportunidades para que as equipes sejam eficientes quando e onde quiserem.

A Deel atende a mais de 4.500 clientes em todo o mundo de nomes como Coinbase, Intercom e Shopify em mais de 150 países. Se uma empresa está procurando adotar um ambiente de trabalho híbrido ou totalmente remoto ou buscar talentos de todo o mundo, a Deel provou ser a peça que faltava no quebra-cabeça. A plataforma oferece os serviços de folha de pagamento, compliance, benefícios e outros recursos ​​necessários para contratar e gerenciar uma equipe global – algo que antes seria essencial realizar a partir de uma equipe interna. As empresas também podem pagar equipes em mais de 120 moedas com apenas um clique. Assim, a desculpa de que ‘nós não temos um escritório lá (onde quer que seja)’ não é mais válida.

Com o novo montante, a startup de rápido crescimento vai continuar a construir a melhor experiência para empresas, funcionários e prestadores de serviços. Entre os planos, está o lançamento de um novo produto de folha de pagamento internacional robusto, o desenvolvimento de uma API aberta, continuar contratando talentos excepcionais em todo o mundo e canalizar recursos para fusões e aquisições.

“A forma como as pessoas trabalham está mudando fundamentalmente. E isso nunca vai voltar”, diz o CEO da Deel, Alex Bouaziz. “Fundamos a Deel porque não queríamos que contratações ou pagamentos internacionais fossem empecilho para que as empresas criassem as equipes globais remotas de que precisam para prosperar. Agora, avaliada em USD 5,5 bilhões, a Deel permanece em uma posição única para continuar desafiando a forma como as equipes globais trabalham e pode continuar a construir ferramentas que moldam e transformam ainda mais o futuro do trabalho”, completa.

O country manager responsável pela operação e expansão da companhia no Brasil, Cristiano Soares, corrobora o posicionamento do CEO. “As transformações que enfrentamos atualmente são o resultado de pequenas mudanças graduais que foram acontecendo nos últimos anos, e há inúmeros benefícios no nosso modelo de contratação”.

“A partir da nova rodada, temos planos audaciosos para todos os mercados, incluindo o Brasil. Aqui, continuamos com a estratégia de contínuo crescimento do negócio e a oferta de mais soluções para nossos clientes e parceiros”, continua. No país, a empresa atende companhias como Nubank, Ifood, Meliuz, Quinto Andar, entre outras.

Esta série D é uma das maiores apostas privadas da gestora Coatue neste ano. A empresa olha com atenção o mercado de tecnologia e o futuro do trabalho remoto, considerado o novo normal, já que diversos estudos mostraram que essa modalidade aumenta o engajamento, a produtividade e bem-estar dos colaboradores, ao mesmo tempo que oferece às empresas uma vantagem competitiva à medida que o mundo se adapta ao novo ambiente de trabalho. Para permitir o trabalho remoto globalmente e em escala, as empresas precisam de uma plataforma que lhes permita contratar, integrar e pagar pessoas em qualquer lugar do mundo de maneira sustentável e compatível, e a Deel está removendo os obstáculos entre os envolvidos.

“Acompanhamos a Deel desde 2020 e ficamos impressionados com a visão de Alex e Shou [Wang, co-fundadora]”, diz Rahul Kishore. “À medida que fomos conhecendo a Deel, ficamos impressionados pela solução inovadora que proporciona e com o seu crescimento acelerado no setor.” Lucas Swisher, que co-liderou a rodada, acrescenta: “Ficamos impactados com a plataforma, uma ferramenta que qualquer um pode usar para transformar o emprego global dos sonhos em realidade.”

Já Anish Acharya, general partner da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, e que aposta desde o início na companhia, exalta a proposta de negócio e o momento da companhia. “Ver como eles transformaram e desenvolveram ferramentas em tempo recorde para ajudar a criar uma experiência melhor para as empresas e suas equipes é um espetáculo para ver”, afirma. “O futuro é brilhante para a Deel, mas é ainda mais brilhante para equipes internacionais em todo o mundo”, finaliza.

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Contajá capta R$1,2mi em apenas 43 horas na CapTable

Rodada atraiu 312 investidores. Aporte será destinado para contratação de funcionários, campanhas de marketing e avanços tecnológicos

A CapTable, maior hub de investimentos em startups do país que conta com a StartSe como sócia, fechou mais uma rodada de captação de recursos. Desta vez, a fintech Contajá levantou R$1,2 mi em apenas 43 horas. A rodada atraiu 312 investidores que realizaram aportes a partir de R$1 mil. 

Com um valuation de R$12 milhões, a startup de Viçosa (MG), que tem cerca de mil clientes ativos, oferece serviços de soluções contábeis, regulatórias e tributárias para micro e pequenas empresas por meio da plataforma desenvolvida pela fintech. A aplicação dos serviços vai desde o processo de abertura da empresa à emissão de notas fiscais, geração de impostos e relatórios contábeis.

Para o Co-CEO da Contajá, João Henrique Costa, essa captação concluída reforça ainda mais a trajetória de crescimento e de resultados que a fintech entrega no mercado desde sua abertura. 

“Nosso crescimento acelerado é fruto do entendimento da Contajá de que as micro e pequenas empresas realmente buscam nesse mercado: baixo custo, agilidade na entrega e experiência do usuário”, detalha João. 

Apoio às pequenas e médias empresas

A fintech Contajá está no mercado para ajudar as pequenas e médias empresas a buscarem maior facilidade para resolver questões burocráticas ligadas à contabilidade e tributos fiscais. Muitas empresas que estão começando sua atuação no mercado sofrem por não poderem contar com serviços de custo acessível ou que não são muito eficientes. 

A startup oferece, de forma online, serviços mais ágeis e práticos do que os disponíveis pelos escritórios tradicionais. O valor da assinatura anual para as empresas chega a ser 90% inferior ao praticado pelo mercado de contabilidade. A conhecida burocracia, que quem busca esse serviço costuma encontrar, é solucionada pelo uso de tecnologia que desenvolve comunicação com órgãos públicos e de registro. 

“A disrupção nesse mercado vai além de um processo de transformação digital que o setor viu nos últimos anos. É necessário o desenvolvimento de tecnologias customizadas dentro de uma plataforma como a nossa que seja capaz de suportar o crescimento, imprimir agilidade e alongar o LTV (Life Time Value) dos clientes”, reforça Alan Basso, Co-CEO da Contajá.

Seguindo a linha B2B como modelo de negócio, a startup possibilita que as empresas possam optar em iniciar negócios contando com os serviços da startup, ou simplesmente migrar para a plataforma. 

João Henrique ainda afirma que com a captação realizada na plataforma da CapTable, o principal objetivo da startup é de ajudar as pequenas e médias empresas a conquistarem um espaço no mercado sem ter problemas fiscais e burocráticos com contabilidade.  

“Com o aporte recebido, esperamos que mais pessoas olhem e participem desse mercado de contabilidade online. E eles podem ser de outros players  – que terão uma enorme barreira tecnológica a superar -,  investidores e até mesmo novos consumidores entre as milhões de empresas no Brasil que precisam de contabilidade. Na Contajá eles encontrarão as soluções ideais para as necessidades dos empreendedores nesse campo”, explica Costa.

Foco no crescimento

A ideia surgiu em 2016, quando João Costa e Alan Basso ainda eram estudantes de Ciências Contábeis na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Os sócios fundadores da Contajá perceberam que pequenas empresas sofriam por não terem uma solução prática para resolver questões financeiras e decidiram desenvolver a startup. 

Em 2018, a plataforma foi lançada e o sucesso não demorou a vir com a adesão imediata de 80 clientes em seu portfólio. O crescimento era questão de tempo. Quando a plataforma atingiu a marca de 200 clientes, foi criada a Contajá 2.0, focada na jornada do cliente e com maior potencial de escalabilidade. 

O ano de 2020 da Contajá encerrou com 400 clientes na sua carteira. Neste ano, a startup dobrou o número de clientes e triplicou o faturamento. Com o  crescimento, passou a demandar por profissionais que dessem conta do ritmo de trabalho de uma startup em expansão. Para este fim, foi anunciada a contratação do CTO Rafael Marim, graduado em Ciências da Computação na mesma universidade, além de um time de desenvolvedores experientes. 

O valor  captado pela startup buscará melhorar serviços e conquistar novos clientes. 58% do aporte levantado será destinado a ampliação dos times de TI e comercial. 25% do recurso será direcionado a campanhas de marketing, enquanto os últimos 17% serão destinados a aquisição de licenças tecnológicas. 

“Estamos diante da maior oportunidade de crescimento e de ganho de participação de mercado da história da contabilidade no Brasil. Crescer uma centena de novos clientes por mês, como estamos fazendo, significa adicionar mensalmente o tamanho superior ao de um escritório tradicional à base de clientes. Esses escritórios levavam décadas para terem um tamanho de carteira de clientes que hoje a Contajá entrega por mês com os novos usuários da plataforma”, finaliza Basso.

Disparada no segmento

Com a captação da Contajá, a CapTable finalizou sua 22° rodada neste ano. O resultado alcançado até agora é de R$35,6 milhões investidos. O cofundador da CapTable, Guilherme Enck, diz que o objetivo da CapTable é alcançar a marca de R$100 milhões captados até o fim deste ano.

“Nossa meta é alcançar a marca histórica no segmento de levantar R$100 milhões em investimentos no período de um ano. Essa meta é possível  e isso é reflexo não só da confiança dos investidores no trabalho da CapTable, mas também da confiança nessa modalidade de investimentos”, afirma Enck.

Banco Bari tem 80 vagas abertas, sendo 30 apenas para tecnologia

O Banco Bari, banco digital especializado em home equity, está em busca de 80 novos talentos. Três posições abertas são para cargos de gestão, sendo as demais para as áreas administrativa, operacional e comercial. Há 30 vagas apenas para profissionais de tecnologia e produto.

Exceto para as vagas de tecnologia, que permitem a contratação de  profissionais de outras regiões para trabalho remoto, para as demais áreas a exigência é residir em Curitiba ou na Grande São Paulo, onde ficam localizadas a sede e a filial do banco.

O pacote de benefícios é completo, com vale alimentação, vale refeição, plano de saúde, plano odontológico, Gympass, participação nos lucros e resultados, treinamentos internos e subsídio de cursos, além de uma parceria com a Keiken para cuidados com a saúde integrada do colaborador, com atividades laborais e consultas psicológicas online.

O Banco Bari busca candidatos que estejam alinhados aos seus valores e propósito: comprometidos a construir uma grande empresa que transforme a relação dos clientes com o próprio dinheiro de uma forma saudável. Somente no primeiro semestre do ano, o banco fez cerca de 250 contratações.

Os interessados podem realizar suas inscrições por meio do site https://bancobari.gupy.io/.

História e crescimento

O Banco Bari possui 25 anos de tradição no mercado financeiro. Foi fundado em 1995 como Barigui Financeira, pertencente ao Grupo Barigui, e, em março deste ano, mudou seu posicionamento, se tornando um banco completo de varejo ao lançar sua operação digital, com uma plataforma focada em educação financeira.

A empresa dobrou o tamanho da equipe apenas em 2021 e, hoje, conta com mais de 500 colaboradores. Isso devido ao aumento na procura por crédito imobiliário e as cerca de 50 mil novas contas digitais abertas por mês.

Apesar de novo, o Banco Bari já conta com um selo da Great Place to Work (GPTW) por tratar seu lema “Digitais sim, humanos também” de dentro para fora, cuidando das pessoas para que elas cuidem dos clientes. O resultado GPTW vem por meio de uma preocupação e foco no desenvolvimento com os colaboradores.

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Cybersource e EBANX fazem parceria para alavancar soluções de pagamento com cartão para e-commerces globais no Brasil

Cybersource, uma solução Visa, e EBANX, fintech global de pagamentos especializada na América Latina, anunciam uma nova parceria para pagamentos no Brasil. A partir de agora, os clientes da Cybersource em todo o mundo poderão acessar as soluções de pagamento do EBANX para o Brasil, e oferecer aos seus consumidores no país a possibilidade de pagar online por produtos e serviços com métodos locais como cartões de débito e crédito domésticos e parcelamento.

“O Brasil é um mercado estratégico para o varejo global, mas também é um país muito desafiador. Payment Gateway é uma solução Cybersource que expande os negócios internacionais em escala global, oferecendo acesso fácil a uma rede mundial de conexões de pagamento e fontes confiáveis de expertise regional. Oferecemos uma gama de integrações que tornam mais fácil para os merchants aceitar pagamentos com segurança e criar experiências consistentes de pagamento em vários canais e dispositivos”, diz Fernando Pantaleão, vice-presidente da Visa do Brasil.

Cartões de crédito domésticos foram o método de pagamento que mais cresceu dentro do comércio digital no Brasil em 2020 – com um aumento de 23% no uso – considerando verticais como varejo online, bens e serviços digitais e viagens, conforme mostram dados do EBANX/Americas Market Intelligence – AMI. São também estes os cartões que possibilitam o parcelamento, amplamente utilizado pelos brasileiros – dados recentes da Associação Brasileira de Internet (Abranet) constataram que 75% dos usuários de cartão de crédito no Brasil dividem o pagamento das compras em parcelas.

Essas são duas das preferências de pagamento no Brasil, um dos mercados de e-commerce que crescem mais rápido do mundo, que deve acelerar mais de 40% este ano e manter um ritmo de crescimento de dois dígitos até 2024, de acordo com dados do EBANX/AMI. Junto aos cartões de débito – que aceleraram 16% em uso no comércio digital no Brasil em 2020 – eles são muito importantes para uma estratégia de vendas online bem-sucedida no país.

“Ter uma estratégia de pagamentos localizada, que considera parcelamento e cartões de crédito e débito domésticos, é fundamental para aproveitar o potencial do setor crescente de comércio digital do Brasil”, afirma Henrik Nilsmo, Chief Commercial Officer do EBANX. “É algo muito significativo prestar atenção aos comportamentos do consumidor e refleti-los em novos produtos para seus clientes. É exatamente isso que a Cybersource está fazendo, e é por isso que decidimos fazer esta parceria com eles. No final do dia, isso significa mais pontes e mais acesso para brasileiros e empresas globais”.

EqSeed capta R$ 5 milhões em apenas 30 horas por meio da própria plataforma

A EqSeed, fintech que conecta investidores à startups, acaba de anunciar a captação de R$5 milhões pela própria plataforma em apenas 30 horas. Trata-se da maior captação feita na história pela plataforma que lidera o setor de equity crowdfunding no Brasil. Ao todo, foram mais de R$ 56 milhões investidos on-line e 4 eventos de exit (venda das empresas e retorno aos investidores), segundo dados disponíveis no relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além da cifra recorde e da altíssima velocidade, a rodada registrou outros números interessantes. O primeiro milhão, por exemplo, foi captado em apenas uma hora. A captação contou ainda com um ticket médio de R$18,6 mil, sendo 70% do montante proveniente de investidores qualificados, um valor bastante expressivo. De acordo com Brian Begnoche, diretor e sócio-fundador da EqSeed, a velocidade e sucesso dessa captação sinalizam um futuro que está virando realidade, em que startups conseguem fazer rodadas milionárias de investimento totalmente online, em apenas dias ou horas.

“Essa velocidade de captação só é possível online, digitalizando operações e utilizando processos escaláveis. A digitalização é uma tendência irreversível já em vários setores, e a EqSeed está liderando essa transformação digital nas rodadas de investimento milionárias em empresas privadas. O caminho já foi trilhado no Reino Unido, onde as plataformas líderes do setor já intermediaram mais de R$ 18 bilhões para cerca de 1600 startups junto a uma base de, aproximadamente, 100 mil investidores. No Brasil, estamos seguindo esse caminho. A duração média das rodadas na EqSeed para esse ano já está em 15 dias, algo impossível de se fazer offline, e prova a demanda aquecida para investimentos em startups entre investidores brasileiros.”

Já o Greg Kelly, CEO e sócio-fundador da plataforma, acredita que o mercado de equity crowdfunding deve entrar em crescimento bastante acelerado ainda no curto prazo. Isso porque está prevista uma atualização das regras da CVM, com a previsão de aumento de limites de captação para pelo menos R$10 milhões por empresa.

“Com os limites da CVM subindo, essa solução vai ficar disponível para empresas cada vez maiores, aumentando o mercado significativamente. Isto acontece em um momento muito propício, pois junto com isso, o evento de liquidez agora é concreto para o investidor. Nós já registramos quatro exits em nossa plataforma e o mercado de M&A como um todo está batendo recordes, inclusive, no volume de aquisições de startups por grandes empresas. O investidor agora consegue analisar cases completos, de ponta a ponta, desde o primeiro investimento, até os múltiplos retornos. Isso cria um ciclo positivo de confiança. É o início de uma nova etapa de crescimento no setor, e estamos felizes em liderar essa expansão,” pontua Kelly. 

Líder do setor 

Com mais de R$56 milhões já captados pela plataforma, a EqSeed é a maior plataforma de equity crowdfunding do Brasil, representando cerca de 25% do mercado, segundo dados oficiais da CVM. Desde 2015, a EqSeed já realizou 46 rodadas de sucesso para 37 startups participantes, junto a uma base de mais de 41 mil investidores cadastrados. Algumas delas realizaram mais de uma rodada, a chamada rodada follow on, inclusive a própria EqSeed, que captou R$ 2,5 milhões em apenas 27 horas, no final de 2018.  

Vale destacar ainda que os eventos de liquidez também já são uma realidade para os investidores da EqSeed. Das 37 startups que captaram, quatro foram adquiridas por grandes empresas do mercado em curto prazo de tempo: entre dois e três anos desde o investimento. Isso representa a liquidez do portfólio e ratifica o rígido processo de aprovação e diligência das empresas. Para os investidores, esses eventos proporcionam retornos significativos e comprovam a eficiência do modelo de negócio de ponta a ponta, desde a captação até a realização do lucro.

Crescimento do mercado

Há uma série de fatores que sinalizam o início de uma etapa de crescimento acelerado para esse mercado. Além dos aumentos de limites previstos da CVM, o mercado de M&A está registrando atividade em patamares históricos, o que impulsiona ainda mais a demanda dos investidores em startups, pois querem comprar participação nas etapas iniciais, se posicionando para retornos múltiplos.

“Estamos registrando um volume inédito de M&A, IPOs e captações. Um fluxo altíssimo de capital, gerando um número de exits sem precedentes. Os retornos para investidores em startups estão ficando cada vez mais evidentes, o que atrai novos investidores. Sem dúvidas, as perspectivas são bastante otimistas”, comenta Begnoche.

Segundo Kelly, a EqSeed está pronta para liderar o mercado nessa nova etapa. Acerca dos próximos passos, ele afirma que o aporte será direcionado para expansão do time e desenvolvimento tecnológico. “Pretendemos ampliar fortemente nosso time em diversas áreas, entre elas comercial, de tecnologia e estruturação das ofertas. Há a previsão de diversas oportunidades que surgirão com a modificação das regras da CVM, e estamos nos posicionando para capitalizá-las. É um momento bem animador, tanto para EqSeed quanto para o mercado de equity crowdfunding.”