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Indústria de transformação começa a reagir em junho

A intenção da indústria em lançar produtos teve uma reação em junho, mesmo que o resultado acumulado nos últimos 12 meses ainda seja negativo. De acordo com o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial apurado em junho deste ano, a intenção de lançamentos avançou 5,8% na comparação a maio, no dado livre de efeitos sazonais. No acumulado de 12 meses o índice apresentou queda de 22,2%, tendência também identificada no acumulado ano a ano (-25,3%).
“A melhora nos números pode indicar um fôlego para a indústria; no entanto, continuamos com um indicador abaixo do realizado nos últimos anos e passando por um momento de atenção devido às incertezas quanto ao retorno das atividades e controle da pandemia do Coronavírus”, analisa Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.
Índice por regiões do País:

Índice por setores:

Elaboração: GS1 Brasil com o apoio da 4E Consultoria

Qlik assina acordo de preços com Governo Federal para aquisição de produtos de TI

A Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia e a Qlik, multinacional líder em soluções para análise e integração de dados, assinam acordo de preços a serem cobrados do governo federal nas licitações de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). A expectativa do Acordo Corporativo publicado na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União é gerar uma economia mínima de 10,87% nos custos de aquisição de licenças e suporte técnico dos produtos da multinacional.

O objetivo da iniciativa é padronizar as compras governamentais, com redução de custos e simplificação dos processos para a Administração Pública Federal. O desconto médio estipulado tem como base a relação dos maiores preços contratados pelo governo nos últimos três anos. Em 2020, a estimativa total de economia com o estabelecimento de acordos e catálogos com os principais fornecedores de TIC é de R$ 112 milhões.

Os catálogos com limite de preços para produtos adquiridos já estão publicados no portal do Governo Digital. Dessa forma, os órgãos públicos só podem adquirir produtos da Qlik e das outras empresas que assinaram o acordo seguindo os valores máximos estipulados no rol. O catálogo firmado com a Qlik contempla 22 itens, entre eles, a aquisição de licenças de produtos da plataforma Qlik, como o Qlik Sense. A negociação também poderá servir como parâmetro por para órgãos do Legislativo e Judiciário.

“Este procedimento faz parte do nosso empenho em otimizar as contratações de soluções de grandes fabricantes de software. É importante também observar que as práticas estão alinhadas com orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”, afirma Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital. “Assim, damos mais transparência e celeridade ao processo, racionalizando recursos para o Estado”, completa.

Para Eduardo Kfouri, vice- presidente e gerente geral da Qlik para América Latina, o acordo é um marco na forma de aquisição de tecnologia pelo poder público. “Este é um modelo que reforça uma tendência de desburocratização e austeridade, que deve padronizar os processos de aquisição de tecnologias para a transformação digital em mais de 200 órgãos públicos”, afirma. “O acordo reafirma o compromisso da Qlik em fornecer para o governo o que há de mais moderno em tecnologia para análise e integração de dados e tomada de decisões, por um preço justo”, finaliza.

Plataforma do Cubo Itaú tem mais de 500 vagas de trabalho em aberto

Startups e empresas mantenedoras do Cubo Itaú, maior e mais relevante hub de empreendedorismo da América Latina, estão com mais de 500 vagas de trabalho abertas, principalmente em áreas ligadas ao setor de tecnologia.

Apenas a Dasa, parceira do hub na vertical Cubo Health, tem atualmente mais de 100 postos de trabalho disponíveis, em http://dasa.gupy.io/. Outra empresa que faz parte do portfólio do hub e também está com vagas disponíveis é a B3, a Bolsa do Brasil, que tem mais de 10 vagas abertas em áreas como Produtos e Clientes, Tecnologia e Operações. em http://jobs.kenoby.com/b3 .

As cerca de 300 startups do portfólio do Cubo e as 30 grandes empresas de diferentes segmentos do mercado que são parceiras do hub reúnem mais 400 vagas – com informações em http://cubo.network/jobs.

Os números mostram como alguns setores estão conseguindo atravessar e crise decorrente da pandemia do novo coronavírus e oferecer oportunidades, abrir vagas e ampliar o quadro de funcionários efetivos e temporários. O principal deles é o de tecnologia – como forma de continuar as operações durante o isolamento social, migrar para o ambiente digital foi mais do que necessário para companhias de todo o país.

“É de extrema relevância mostrar que existe um mercado aquecido, que demanda e precisa contratar, mesmo em meio a tantas incertezas na economia”, diz Renata Zanuto, co-head do Cubo Itaú.

As oportunidades estão distribuídas entre diversas startups. A Now, que atua no setor supermercadista – um dos que mais apresentaram crescimento – tem 43 vagas abertas, que vão de executivo comercial de contas à compra e entrega de produtos de supermercado. A base salarial varia de acordo com cada cargo. Na BossaBox, marketplace que conecta projetos a freelancers, são quatro vagas abertas, para cargos como growth marketing e fata analyst.

O mesmo acontece com grandes empresas que fazem parte do Cubo Itaú e passam pelo processo de inovação aberta. Na Dasa, as 100 vagas são para o setor de tecnologia, e entre os profissionais procurados estão desenvolvedores, arquitetos de soluções, agilistas, QA Tester, engenheiro de dados, especialistas UX/UI e cientista de dados.

Em maio, já dentro do período de distanciamento social causado pela pandemia, o Cubo Itaú realizou a segunda edição do Cubo For Devs, com o objetivo de aproximar a comunidade de desenvolvedores ao universo do ecossistema de inovação. Quase 200 vagas de trabalho foram preenchidas em uma feira de contratações totalmente online.

Para mais informações sobre vagas startups Cubo Itaú acesse: http://cubo.network/jobs

Para vagas na Dasa acesse: http://dasa.gupy.io/

Para vagas B3 acesse: http://jobs.kenoby.com/b3

BRQ Digital Solutions faz parceria com o SAS para ampliar oferta de Analytics

Tendo 27 anos de experiência, a BRQ Digital Solutions é reconhecida como uma das maiores empresas de tecnologia do país e, com objetivo de apoiar empresas líderes em seus setores em todos os desafios da transformação digital lançou, no início de 2020, uma butique de Advanced Analytics com o propósito de alavancar a cultura de Data Driven dentro dos negócios .

O novo parceiro é o SAS – líder global em soluções de Analytics – que oferece um conjunto de software estatístico desenvolvido para gerenciamento de dados, análise avançada, análise multivariada, inteligência comercial, investigação criminal e análise preditiva para diferentes mercados.

“O SAS entrega uma solução inovadora, que agrega análises precisas para diversos setores, o que nos possibilita explorar novos nichos de negócios e expandir a atuação em segmentos estratégicos como Seguros, Transportes, Financeiro e setor público. Estaremos juntos na missão de entregar mais conhecimento aos clientes ao transformar dados brutos em insights relevantes, comenta Alexandre Mariano, Head de Advanced Analytics da BRQ.

Durante o ano de 2020, o objetivo do SAS é garantir a melhor experiência para os clientes, principalmente na entrega de valor e geração de resultados de negócios. “Hoje, como líderes no mercado, temos como diferencial Market Share, Know-How e saúde financeira, então a parceria com a BRQ veio em boa hora para alavancarmos ainda mais as vendas de software e implementação dos serviços em nossos clientes”, explica Cássio Pantaleoni, country manager do SAS Brasil.

Segundo Alexandre Mariano, muito se fala sobre a importância de usar dados para tomada de decisão. No entanto, depois de coletá-los, tratá-los e observá-los, ainda existe um grande desafio para os gestores das empresas: entender essas informações de forma que realmente façam diferença no negócio. “Fazer uso de dados que orientem a tomada de decisão e direcionam novas oportunidades de negócio é ter a garantia de escolher o melhor caminho.” reforça.

Quatro estratégias para evitar armadilhas corporativas em tempos de crise

Em resposta à crise do novo coronavírus, empresas no Brasil e em outros países anunciaram uma série de medidas para mitigar os seus efeitos, entre as quais doações. Mas também tiveram que lidar com decisões difíceis como demissões em tempos de crise. Os executivos devem, portanto, estar atentos se estão de fato tomando decisões que contribuem para a transformação de uma sociedade mais justa ou se, na verdade, caíram em armadilhas cujos resultados podem se mostrar adversos.

O alerta é feito por Sérgio Lazzarini, professor titular da cátedra Chafi Haddad no Insper, e Jackson Nickerson, professor da cátedra Frahm Family de organização e estratégia da Olin Business School, da Universidade de Washington em St. Louis, que trataram do tema em artigo publicado na edição brasileira da Harvard Business Review de junho deste ano.

Os docentes propõem aos executivos uma gradação de quatro estratégias que permitem que as empresas possam se orientar em um ambiente de rápida mudança, incertezas e de pressão sem descuidar das demandas por uma atuação socialmente responsável. Quanto mais avançam nesta “escada corporativa de justiça social”, maior é a chance de a sociedade perceber as ações da empresa como justas e legítimas.

O primeiro degrau é a necessidade de identificar as demandas dos “stakeholders”, que são não apenas os acionistas mas também fornecedores, funcionários e clientes. A proposta é que os executivos busquem se pôr no lugar de cada um deles a fim de compreender suas demandas. Com isso, podem escapar das armadilhas do ponto cego, ou seja, de tomarem decisões pautados por questões originadas em marés da opinião pública e de destaque na mídia sem, no entanto, compreender as reais demandas dos “stakeholders”.

O segundo é a prática da competição justa. Obter vantagem competitiva e lucratividade por meio de inovações e demonstrar capacidade superior a concorrência para fornecer produtos e serviços são essenciais, segundo os professores. Eles observam que se aproveitar de brechas em leis, mesmo que não sejam ilegais, de influências políticas e de manipulações para barrar a concorrência podem ser vistas como práticas injustas.

O terceiro é cuidar dos “stakeholders” vulneráveis, conceito que abrange tanto pobreza quanto condições sociais, psicológicas e ambientais adversas. Iniciativas de bem-estar social que se baseiam em soluções simples para problemas complexos podem gerar repercussões negativas. Para evitá-las, recomenda-se aos executivos que analisem o papel dos “stakeholders” separadamente das ações das empresas e utilizem abordagens com base em evidências.

O quarto é doar de forma eficiente. Lazzarini e Nickerson sugerem dois caminhos para executar esse tipo de ação. Uma opção é realizar uma integração vertical com aqueles que serão atendidos, entendendo suas necessidades e fomentando um ambiente saudável de concorrência e oportunidade de negócios. A outra consiste em terceirizar o processo para órgãos do setor público e ONGs com capacidade já desenvolvida para implementar os projetos.

Plataforma colaborativa que avalia qualidade de serviços para caminhoneiros vence Hackathon

O Grupo CCR encerra a seu primeiro hackathon superando todas as expectativas. A maratona livre de programação, teve recorde de 7 mil participantes, que entregaram 330 projetos. Para isso, 130 mentores se dividiram em 390 horas de atendimento, em 800 seções para dar suporte a este desafio.

O projeto Parada Certa foi o vencedor ao desenvolver uma plataforma online que cria um ecossistema de avaliação de serviços que beneficia toda a cadeia do caminhoneiro, desde o condutor até o comércio ao longo das rodovias brasileiras.

O sistema pode ser acionado por programas de mensagens, como WhatsApp e Telegran, já comuns na vida dos caminhoneiros através de chatbots. “Normalmente, os caminhoneiros fazem paradas em locais que já conhecem ou foram indicados. Assim, pensamos em uma maneira de potencializar essas indicações. A partir das avaliações no aplicativo, o condutor se sente seguro e economiza dinheiro com os pontos ganhos, reduzindo o stress. A plataforma fornece também avaliação do trecho de rodovia, quanto a aspectos como qualidade da sinalização e pavimentação, dados que podem ser disponibilizados à CCR para o planejamento de melhorias na via”, explica Liana Oliveira, integrante da equipe vencedora do Hackathon CCR 2020.

Quanto mais indicações fizer, mais o caminhoneiro acumula pontos que podem ser trocados por serviços nos postos de paradas.

“A ideia de fazermos um hackathon voltado para os caminhoneiros surgiu dentro de uma discussão mais ampla, em que buscávamos alternativas que pudessem melhorar a vida desse público. O projeto vencedor tem tudo a ver com o novo propósito do Grupo CCR, que foi lançado recentemente, que é:´Viva o seu caminho’. Porque a
CCR não trabalha apenas para ligar o ponto A ao ponto B, a gente quer que essa experiência de ir de um ponto a outro seja satisfatória, viva e com qualidade”, comemora Flávio Carvalho, relações institucionais da CCR Infra SP, divisão da CCR que reúne concessionárias de rodovias no Estado de São Paulo.

O projeto vencedor foi desenvolvido por Carlos Modinez e Flavio Tsukamoto, ambos com 21 anos e estudantes de Engenharia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além de José Bestel, 25 anos,estudante de Sistemas de Informação na PUCPR, Andressa Valengo, 27 anos, Mestranda na Faculdades
Pequeno Príncipe e Liana Oliveira, 37 anos, doutora em Genética (UFPR) .

A CCR Metrô Bahia retoma a programação de exposições fotográficas ampliando todo o conteúdo para o ambiente digital. Agora, a concessionária vai promover e disponibilizar Exposições Virtuais em seu site e todos aqueles que não estão utilizando o metrô neste momento podem conferir o acervo de fotos de qualquer lugar através de um computador ou smartphone com internet. Além de inovação, a iniciativa busca descontrair e dar leveza ao dia a dia dos clientes do metrô e valorizar ações culturais, oferecendo espaço para os artistas mostrarem a sua arte. A exposição tem visitação gratuita e integra o projeto Vem pra Cá, que promove eventos e ações que reforçam a pluralidade cultural, diversidade e inclusão durante todo o ano nas estações de metrô da cidade

Em SC, startups criam soluções para ajudar empresas e pessoas na pandemia

A inovação terá um papel importante na retomada da economia neste período de crise. E o momento de dificuldade também é de oportunidade para apaixonados por economia criativa, tecnologia e inovação. Em Santa Catarina, startups pré-incubadas no Cocreation Lab propõem soluções que ajudam empresas e pessoas a sair da crise.

“A economia criativa é uma vocação do estado, que tem terreno fértil para que projetos assim se desenvolvam. A crise traz desafios, mas também oportunidades para que empreendedores ofereçam soluções que possam auxiliar diversos setores”, comenta Luiz Salomão Ribas Gomez, professor de Design da UFSC e fundador do Cocreation Lab.

Kangoru

A Kangoru, de Rio do Sul, nasceu da ideia de quatro amigos do curso de Sistemas de Informação da UNIDAVI após uma pesquisa de mercado com 400 pessoas da região.

“Descobrimos que 94% das pessoas têm dificuldades em encontrar profissionais na hora de realizar um serviço, seja porque desejam um profissional de confiança e capacitado ou por não conseguirem encontrar o profissional desejado”, explica Ricardo Fronza, um dos criadores.

O objetivo da Kangoru é conectar pessoas que querem realizar um serviço a profissionais dos mais diversos segmentos – são mais de 300 profissões. A ferramenta é totalmente gratuita, mas os profissionais podem pagar uma pequena mensalidade de R$ 24,90 para terem acesso ao plano premium, com alguns recursos extras.

“Mas com o momento atual, e sabendo que os trabalhadores autônomos, liberais e freelancers são um dos que mais sofrem com a pandemia, liberamos a plataforma com todos os recursos gratuitamente por um ano, até maio de 2021. Somos aliados do profissional neste momento de crise, seja por quem quer ser encontrado por pessoas que buscam seus serviços em sua região, seja para trabalhadores formais que perderam seus empregos e procuram por trabalhos temporários”, finaliza Fronza.

Até lá, a equipe vai trabalhar para desenvolver mais ferramentas dentro da plataforma, como pagamento online (dispensando o uso de uma máquina de cartão); área de especialização do profissional (cursos, livros, palestras, eventos), sistema administrador financeiro (emissão de boletos, custos, finanças), entre outros recursos.

Ajuda Videira

Participantes do Programa Nascer, uma parceria entre Fapesc e Sebrae que ocorre nos núcleos do Cocreation Lab em 15 cidades de Santa Catarina, desenvolveram a plataforma AjudaVideira (ajudavideira.com.br). A ideia surgiu a partir de uma parceria das equipes Agência Sete+1 e (Re)Existir, selecionadas para o programa em Videira, com o auxílio da empresa Nonna Comunicação.

A estrutura básica consiste em oferecer a quem está precisando de algum auxílio uma ferramenta que possibilite cadastrar suas necessidades ou até mesmo de terceiros, permitindo que a comunidade tenha conhecimento dessas demandas e possa se mobilizar em prol de quem mais precisa.

Os pedidos são organizados por bairros e categorias. Já os voluntários cadastrados, além de ajudar pedidos específicos, podem também cadastrar doações que tenham disponíveis. Entre os itens solicitados estão alimentos, roupas, cobertores, máscaras, produtos de higiene pessoal e gás, além de pedidos de emprego.

Algumas ferramentas também buscam facilitar o uso da plataforma, como, por exemplo, cadastro de alertas de pedidos de ajudas, onde são enviados periodicamente para os voluntários cadastrados um relatório de pedidos realizados na plataforma, conforme os critérios escolhidos para serem avisados.

YouDo

A YouDo, produto da startup Panthro Tech pré-incubado no Cocreation Lab do Campeche, em Florianópolis, tem como propósito inicial acelerar o pedido do cliente de restaurantes e facilitar a visão de gerenciamento do empresário, mas acabou se tornando uma solução útil e segura para reduzir o contato físico na hora de fazer pedidos.

Por meio da tecnologia do QR Code, o cliente consegue acessar o cardápio, fazer o pedido e pagar sem precisar fazer o download de um aplicativo ou utilizar tablets disponibilizados pelo restaurante. Tudo ocorre pelo celular do próprio cliente. O produto já está na fase inicial de vendas e em breve vai ser utilizado em um dos maiores food parks da Capital catarinense. Segundo o fundador Odolir Daniel dos Santos Junior, o fato da tecnologia ser uma aliada no combate à propagação da Covid-19 foi fator determinante para fechar o negócio.

Agendaki

Já na Grande Florianópolis, no Cocreation Lab de São José, nasceu o Agendaki, uma plataforma que permite que consumidores agendem o atendimento nas lojas que pretendem visitar. A ferramenta é gratuita e fácil de usar, e permite que lojistas e clientes combinem um horário específico para o atendimento, evitando aglomerações dentro da loja e possíveis filas na parte de fora dela. Há ainda um botão que encaminha a conversa para o WhatsApp – assim, o lojista pode apresentar os produtos antes de o cliente se dirigir à loja.

O uso da plataforma é simples: basta o lojista se cadastrar gratuitamente e preencher um formulário com algumas especificações, como área da loja. Para os clientes, vai aparecer a informação de quantas pessoas podem ser atendidas no local a cada período. A ferramenta pode ser adaptada às regras de qualquer cidade do país e às recomendações das autoridades para preservação da saúde. Em São José, por exemplo, as lojas do comércio de rua devem limitar a ocupação em 50% da capacidade.

“Queremos ajudar a evitar perda de tempo e situações de risco à saúde”, explica Thaís Cardoso, uma das idealizadoras.

O Agendaki foi desenvolvido por Osmair Fuck (Palhoça), Gregório Bandeira (Blumenau) , Raiza Teles (Fortaleza), Thaís Cardoso (Balneário Camboriú), Laerte Souza (São José) e Lucas Fachini (França). Thaís, Lucas e Laerte se conheceram no país europeu, onde tiveram a ideia de criar uma iniciativa que impactasse positivamente o Brasil. Inspirados em ações similares que existem por lá, criaram a Menuzum, plataforma que revende produtos alimentícios que não foram vendidos no dia e que não podem ser reaproveitados no dia seguinte, como pães frescos, alimentos de buffets, entre outros. Atualmente, a Menuzum é um dos projetos participantes da pré-incubadora Cocreation Lab em São José, que ajuda a tirar ideias criativas do papel e é apoiada pela Prefeitura de São José, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, e pelo Sebrae. O Agendaki é um projeto paralelo da equipe, também apoiado pelo Cocreation Lab.

71% dos consumidores se sentem desconfortáveis em visitar locais públicos, mostra pesquisa da Accenture

As mudanças de comportamento e hábitos dos consumidores brasileiros por conta da pandemia do Covid-19 terão impactos até mesmo após o término da crise. Pesquisa divulgada pela Accenture mostra que 71% dos entrevistados se sentem desconfortáveis para frequentar bares, eventos esportivos e shows pelos próximos dois meses.

Segundo o material, desenvolvido a partir de entrevistas com brasileiros de 20 a 25 de maio, o nível de conforto em visitar locais públicos nos próximos meses permanece baixo. Apenas 13% dos entrevistados se sentem despreocupados para frequentar bares, eventos esportivos ou shows. Esse número também é pequeno para a ida a Shoppings Centers e varejistas não essenciais, 22%. Carlos Fan, Diretor de Vendas e Serviços da Accenture, afirma que não estamos voltando ao normal. “É muito importante que as empresas se planejem e estejam preparadas para servir um consumidor que seguirá em casa no médio prazo. A prioridade deve estar em ações que tenham maior impacto na confiança e que demonstrem segurança”.



A pandemia também está acelerando a mudança de hábitos das pessoas rumo a um comportamento baseado em valores e à formação de novas economias. “O levantamento mostra que 87% dos entrevistados dizem estar limitando o desperdício de alimentos, e 64% estão fazendo compras mais ecológicas, sustentáveis ou éticas”, revela Eduardo Plastino, Líder da área de pesquisas da Accenture para a América Latina.

Além disso, a procura por produtos e marcas locais será cada vez maior: 64% afirmam estar comprando mais produtos de origem local, e 89% deles manterão esse hábito após a pandemia. “A demanda por itens locais confiáveis e autênticos não movimenta apenas a proveniência local, mas também as parcerias entre lojas locais e o comércio tradicional, o que ajudará esses estabelecimentos a sobreviverem à pandemia”, completa Carlos Fan.



As mudanças nos hábitos darão origem a novos perfis de consumidores brasileiros:

• No Limite (29%): extremamente preocupado com a saúde, está reduzindo gastos futuros e receoso em ir a lugares públicos;

• O cauteloso (35%): prudente em voltar à sociedade e retomar as rotinas de antes, temem pelo sistema de saúde e pela economia;

• Um “eu” reinventado (21%): aproveita a oportunidade para se transformar para melhor, abraçando compras mais sustentáveis e aumentando o foco na saúde;

• À procura do velho normal (15%): indiferente à mudança, busca retornar ao mundo de antes, sem alterar os padrões de gastos após o surto.

40% dos profissionais qualificados buscam novas oportunidades por receio de perder o emprego

A pandemia da Covid-19 tem motivado 41% dos profissionais qualificados e empregados (com 25 anos ou mais e formação superior) a procurarem novas oportunidades no mercado de trabalho, com receio de perderem os atuais empregos. Os dados fazem parte da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que também indica mudança na confiança do mercado, em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela crise do novo coronavírus. O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2, enquanto para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2, pouco abaixo do campo otimista.

“É natural que, em meio a um cenário de incertezas, muitos profissionais empregados busquem novas oportunidades por receio de perderem seus postos de trabalho. No entanto, é fundamental uma análise realista do panorama e agir com planejamento. É preciso ter clareza sobre os pontos de insatisfação como: perspectiva de carreira, qualidade de vida, relação com o chefe ou pares, remuneração, benefícios, cultura corporativa e distância entre a casa e o trabalho para não tomar uma decisão motivada apenas por desespero”, pontua Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half.

De acordo com o levantamento, 29% dos profissionais tiveram o salário ou a renda mensal reduzida. Do total dos entrevistados, apenas 12%, no entanto, estão exercendo alguma atividade extra para complementar a renda.

Entre os profissionais que tiveram perda de renda no período, o decréscimo se deu da seguinte forma:

Até 10% – 13% dos profissionais

De 11% a 20% – 17%

De 21% a 30% – 40%

De 31% a 40% – 15%

De 41 a 50% – 8%

Mais de 50% – 7%

Índice LGPD ABES aponta que 60% das empresas não estão em conformidade com lei

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, com o objetivo de colaborar com o mercado quanto à adequação às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), desenvolveu, em conjunto com a EY, um indicador para acompanhar de perto o processo de adaptação das empresas no Brasil. E, segundo o Índice LGPD ABES, os números são alarmantes: cerca de 60% das empresas não atendem as exigências da nova lei, que pode entrar em vigor ainda em 2020.

O Índice LGPD ABES é resultado da ferramenta de diagnóstico online e gratuita que permite que as empresas verifiquem seu nível de adequação à nova lei de proteção de dados. A plataforma conta com informações de aproximadamente 900 empresas, das quais apenas 40,56% atendem aos requisitos da LGPD. Entre as empresas respondentes, 31,8% já sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos e 75,5% realizam coleta de dados considerados sensíveis.

“Quando analisamos os números de empresas de grande porte, ficamos ainda mais preocupados: somente 38,31% delas estão atualmente em conformidade. O Presidente da República sancionou a Lei 14.010/2020, que dispõe, dentre outros temas, a respeito do adiamento da vigência dos artigos 52 a 54 da LGPD que tratam das sanções administrativas, para 1º de agosto de 2021. No entanto, as empresas precisam se adequar rapidamente pois há muito a ser feito”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES, associação que tem como objetivo assegurar um ambiente propício para inovar, dinâmico, ético e competitivo globalmente. Sobre as empresas de pequeno e médio porte, com 20 a 99 empregados, 41,67% delas estão de acordo com a LGPD.

Roraima é o estado brasileiro que apresenta melhores índices de conformidade: 72,73%. Em contrapartida, no Rio Grande do Norte o número é de apenas 8,04%. Entre os setores, o destaque é o de Bens de Consumo, com 46,29%. As empresas de Agronegócios apresentam índice de 33,47%. O setor Financeiro aparece com 34,70% de índice de conformidade, sendo que 49,1% das empresas que responderam o questionário sofreram incidente de violação nos últimos 2 anos e 81,1% realizam coleta dos dados sensíveis.

Para Marcos Sêmola, sócio de Cibersegurança da EY, a ferramenta tem um forte papel educacional junto ao mercado brasileiro. “Queremos fomentar a participação das empresas para orientá-las, de forma gratuita e com total privacidade, sobre como cumprir a lei e a importância de realizar essa adequação o mais rápido possível. É uma maneira de oferecermos um serviço à sociedade inteiramente conectado ao nosso propósito empresarial, que é o de construir um mundo de negócios melhor”, afirma.

Inovação e estratégia: o passo a passo para sua empresa se destacar no mundo competitivo

O termo inovação tem cada dia mais rondado o mundo dos negócios. A verdade, no entanto, é que ele ainda não virou realidade para diversas empresas, principalmente no Brasil. Uma pesquisa divulgada pelo IBGE em abril deste ano mostra que apenas 33,6% das organizações brasileiras são realmente inovadoras.

Com a crise causada pela covid-19, o que seria normalmente um processo mais lento, entrou em aceleração por causa da pandemia. E agora inovar virou questão até de sobrevivência. Aderir à inovação como estratégia é hoje uma das opções mais inteligentes frente ao contexto de crise e competitividade acirrada que as empresas vêm enfrentando.

Mais que inovar, o importante é fazer as perguntas certas. Afinal, inovação não tem uma caixinha de respostas, mas sim os questionamentos que as empresas devem se fazer para chegar lá.

O sócio e diretor da People+Strategy, João Roncati, levanta algumas das principais questões para refletir sobre o processo de inovação estratégica corporativa. Confira!

Qual a importância de inovar dentro da estratégia da minha empresa?

Estratégia é posicionamento. Inovação é valor novo, perceptível, concreto e, portanto diferenciador. Toda inovação deve gerar um valor diferenciador e, por isso, é estratégica.

Existem algumas razões pelas quais as empresas devem inovar: para se manter de forma competitiva, aumentar essa competitividade e até evitar o declínio do seu negócio. Inovar é criar um diferencial competitivo, perceptível e atrativo. O projeto de inovação é o caminho para se chegar a essa entrega de valor.

Toda inovação tem que ser disruptiva?

Nem toda inovação é necessariamente disruptiva. Inovação é a criação de coisas novas ou o rearranjar das antigas, mas de uma nova forma. É a criatividade organizada que gera resultados concretos e superiores. Aquela solução encontrada para trazer novos valores, um novo grau de diferenciação e resultados melhores. Não precisa ser necessariamente uma ideia nova, mas precisa ser organizada, fazer parte de uma estratégia e do posicionamento da empresa e, claro, gerar resultados superiores àqueles que vinham sendo obtidos.

Mas o que estimula a criação de uma inovação?

O principal fator, sem dúvidas, é um problema ou uma restrição, como a de recursos por exemplo. O que estamos vivendo hoje na pandemia, por exemplo, é uma alavanca muito grande para inovação. E provavelmente teremos vários processos inovadores para solucionar os problemas gerados, principalmente nas áreas de saúde, tecnologia e educação.

Outro fator é a necessidade de criação de um valor diferenciador. A criatividade organizada pode, por exemplo, combinar soluções que efetivamente melhorem a capacidade competitiva e coloquem a empresa à frente de seus concorrentes. Fundamentalmente, que a empresa ofereça valor novo e perceptível ao seu mercado, aos seus clientes.

O que é necessário ser feito para inovar na minha empresa?

Para que uma estratégia de inovação corporativa obtenha sucesso, pode ser necessário ajustar processos, hábitos e até mesmo a cultura da empresa.

Ainda precisamos caminhar muito no processo de inovação dentro das organizações. Afinal, como mostramos até agora, é preciso realmente criar condições para isso existir efetivamente, reservar tempo e recursos.

Empresas, para serem inovadoras precisam entender isso: é necessário cultivar o pensamento divergente, fugir da formulação padronizada, estimular processos contínuos de desenvolvimento de ideias, de fomento à criatividade.

E para conseguir fazer isso dentro da sua empresa o termo-chave é: novos conhecimentos, sempre. Trabalhar e se dedicar sempre para obter informação, experimentar, perguntar, não julgar, experimentar novas emoções. Por quê? Para multiplicar nossas perspectivas e assim, inovar de maneira estratégica e eficiente.

Embraer anuncia investimento na Tempest, especializada em cibersegurança


A Embraer anuncia a assinatura de contrato para investimento no capital da Tempest Security Intelligence, resultando em uma participação acionária majoritária na empresa.

Maior empresa especializada em cibersegurança do Brasil, a Tempest se posiciona como um provedor de soluções completas para proteção de negócios no mundo digital. Com escritórios no Recife, São Paulo e Londres, atende mais de 300 clientes no Brasil, na América Latina e na Europa.

Fundada no Recife no ano 2000, a Tempest é uma das empresas investidas pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Aeroespacial criado pelo BNDES, pela FINEP, pela Agência de Desenvolvimento Paulista (DESENVOLVE SP) e pela própria Embraer, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva aeroespacial, aeronáutica, de defesa e segurança. Por meio do Fundo Aeroespacial, a Embraer já tinha participação indireta na Tempest desde 2016.

“É com muita satisfação que anunciamos este investimento na Tempest, empresa com grande expertise técnica e inserção no mercado internacional”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança . “A Embraer sempre incentivou o desenvolvimento de uma cadeia nacional para a indústria aeronáutica e de defesa no Brasil e tem como uma de suas prioridades o foco no segmento de segurança cibernética”.

Para a Tempest, o investimento da Embraer, além de demonstrar a relevância que a cibersegurança tem hoje para a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa, significa a potencialização das perspectivas de crescimento e expansão dentro e fora do Brasil. O país é o segundo do mundo com maior índice de cibercrimes, perdendo apenas para a Rússia. Como consequência, as empresas brasileiras perdem até US﹩ 10 bilhões por ano em crimes virtuais, que envolvem roubos financeiros, de propriedade intelectual e de informações confidenciais.

“Esta parceria é um marco para a Tempest, e estamos muito entusiasmados com os próximos passos. O mercado de cibersegurança é global e está em franca expansão. Continuaremos a investir na evolução do portfólio com a missão de estar sempre à frente das crescentes ameaças digitais que afetam os nossos clientes, sendo referência no Brasil e com atuação internacional”, afirma Cristiano Lincoln Mattos, CEO e sócio-fundador da Tempest. “A robustez da Embraer vai nos ajudar a expandir essa missão para novos mercados.”

Potencializada pelo investimento da Embraer, a Tempest seguirá como uma empresa autônoma, mantendo a sua marca, o seu time de sócios e líderes, encabeçado por Lincoln Mattos, os seus mais de 300 colaboradores e a sua independência e agilidade operacional.

A conclusão do negócio está sujeita ao cumprimento de determinadas condições usuais para esse tipo de transação e obtenção de aprovações necessárias.