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Novo Coronavírus – empresas podem justificar dívidas em atraso

Em meio ao caos que se instaurou no Brasil nesta semana em função da rápida propagação do Coronavírus e, consequente fechamento temporário de empresas, os brasileiros foram tomados por incertezas, principalmente no que diz respeito a honrar dívidas assumidas antes das medidas adotadas pelo Governo.

É do conhecimento de todos que a quarentena é necessária para que possamos inibir a propagação do vírus, no entanto, é sabido também que boa parte das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte, ou seja, muito provavelmente elas não terão fôlego suficiente para suportar um ou dois meses fechadas. Isso significa que, inevitavelmente, boletos vão atrasar, funcionários talvez não consigam receber, contratos com fornecedores serão quebrados e assim por diante.

De fato, o cenário é assustador e trata-se de uma situação muito delicada de alcance mundial e que levaremos algum tempo para processar, se adaptar e, posteriormente, retomar o ritmo normal do mercado. A boa notícia é que medidas estão sendo tomadas para que de alguma forma os empresários, e a sociedade como um todo, possam respirar em meio a tantas notícias ruins.

Uma delas e talvez, me arrisco a dizer, uma das principais, é a Resolução nº 313 assinada em 19 de março de 2020 pelo Ministro Dias Toffoli, que se refere ao descumprimento da obrigação contratual não culposa por caso de fortuito ou força maior e da suspensão das obrigações decorrentes de decisões judiciais.

Basicamente, o texto diz que quem atrasar suas dívidas em função de um motivo de força maior (como a crise mundial que estamos vivendo) – quando é declarado o estado de calamidade, conseguirá se isentar de todo tipo de pagamento de juros, multas ou protestos decorrentes do atraso de pagamentos e/ou descumprimento de acordos firmados antes da crise.

Assim como o Brasil, verificamos que todos os países adotaram manobras de contenção com o intuito de minimizar as consequências devastadoras pelo advento e propagação do COVID-19. Uma vez decretado o estado de calamidade pública, pode se justificar a queda na cobrança de tributos, e outras providências a serem tomadas pelo poder público, com o intuito de salvaguardar a saúde das empresas brasileiras, na medida do possível.

Algumas determinações judiciais possuem ressonância direta com a saúde financeira de uma empresa, assim, devem ser suspensas ações que gerem mais problemas diante da calamidade pública e calamidade financeira pela qual atravessa o país.

Tal medida se justifica, ainda, no princípio da vedação à onerosidade excessiva do executado (art. 805, CC), bem como no princípio constitucional da função social da empresa. Princípio este que se apresenta como vetor para o exercício saudável da atividade econômica, já notadamente fragilizada antes do advento dos impactos causados pelo COVID-19.

A manutenção de atos constritivos em situação de calamidade pública gera a impossibilidade de preservar a empresa e a atividade que ela exerce, prejudicando diretamente não só seus colaboradores, mas também toda uma cadeia de consumo que deve ser preservada neste momento.

Assim, a restrição ou suspensão de pagamentos em acordos celebrados (judicial ou extrajudicialmente), execuções em fase expropriatória, e etc., para priorizar a manutenção da atividade empresarial, e a relação existente entre a empresa e o colaborador que ali labora é crucial neste momento.

Com isso, em função da situação na qual nos deparamos, pode-se justificar a autorização da quebra antecipada, de forma não culposa, de contratos celebrados entre as partes, quando seu cumprimento se tornar notadamente impossível, ou, no caso de judicialização dos mesmos, a suspensão temporária do cumprimento das obrigações deles derivadas.
Por Benito Pedro Vieira Santos, sócio da Avante Assessoria Empresarial

Brasil é o terceiro país que mais instala aplicativos financeiros do mundo

A AppsFlyer, empresa líder global de atribuição e análise de dados de aplicativos, acaba de lançar, nesta quinta, o estudo inédito State of Finance App Marketing Brazil (Mercado do Marketing de Apps de Finanças). O levantamento mostra que aplicativos financeiros são a estrela em ascensão do mobile em todo o mundo, aumentando sua participação no mercado de instalação em quase 80% em 2019, o dobro da taxa de crescimento de 2018. Quase 5 em cada 100 aplicativos baixados no mundo em 2019 foram aplicativos financeiros. “Hoje é a segunda categoria mais alta em termos de número de aplicativos e a sexta maior em termos de total de instalações”, apresenta Daniel Simões, diretor da AppsFlyer no Brasil.

No Brasil, 70% dos aplicativos financeiros são bancos tradicionais e digitais (com pouca ou nenhuma presença física). 15% são apps de investimentos e outros 15% são serviços financeiros. O Brasil é o terceiro país que mais instala apps financeiros, atrás da Índia e Indonésia. De 2017 até 2019, aumentaram o número de downloads em 4,5 vezes no país. 8,5% de todas as instalações no Brasil são aplicativos financeiros, mais que o dobro da taxa global.

Os bancos digitais dominam o mercado quando se trata de presença nos apps, 33% de todas as instalações de apps financeiros no Brasil são de bancos digitais e mesmo com um número maior de clientes já fidelizados com seus produtos, os bancos tradicionais são responsáveis por apenas 28% do número de downloads. Afinal, os bancos digitais são soluções bancárias atraentes para os 45 milhões de ‘sem banco’ ou ‘sub-banco’ no país, oferecendo taxas baixas, idade média jovem (32 anos) no Brasil, sendo um público mais familiar com a tecnologia, alta adoção de smartphones com conexão à Internet, facilidade de uso geral e falta de burocracia.

“Espera-se um crescimento robusto em um futuro próximo, graças à iniciativa Open Banking. Esse esforço do governo facilitará a regulamentação, permitindo que as empresas FinTech concedam crédito sem o envolvimento de bancos tradicionais. Isso deve entrar em vigor no 2º semestre de 2020”, avalia Daniel.

O estudo também mostra que os Bancos Digitais investem mais em publicidade para Aquisição de Usuários, uma vez que 49% das instalações de apps dessa categoria não são orgânicas, ou seja, são advindas de anúncios. Por conta da alta concorrência, a mídia está ficando mais cara (pagava-se US﹩1,09 por clique em janeiro de 2019 chegando a US﹩2,46 por clique em dezembro).

Em paralelo, usuários de apps de bancos tradicionais usam o aplicativo mais vezes ao mês. A média de abertura do app em 30 dias é de 5,3 dias, contra 4,2 dias de abertura por mês dos apps de bancos digitais.

“O objetivo do State of Finance App Marketing é oferecer aos profissionais de marketing de aplicativos financeiros insights práticos acionáveis para expandir seus negócios”, diz Daniel Simões. O estudo completo pode ser visto aqui:

*Para essas medições regionais do Brasil, a AppsFlyer avaliou 800 milhões de instalações, 150 milhões de abertura de apps e 60 milhões de usuários ativos diariamente. Os números globais saíram da avaliação de 4,6 bilhões de instalações de aplicativos financeiros, 2 bilhões de instalações não-orgânicas (advindas de publicidade) e 3 mil aplicativos com no mínimo mil downloads por mês, nas categorias que vão desde apps de bancos digitais, até apps de bancos tradicionais, serviços, cartão de crédito, investimentos e empréstimos.


As fintechs e os desafios do coronavírus

Por André Fernandes Lima 
Muito tem-se falado, nos últimos dias, de uma figura recente no mercado financeiro brasileiro: as fintechs. Mas o que são as fintechs? Segundo o conceito apresentado pelo Banco Central, são empresas que introduzem inovações nos mercados financeiros por meio do uso intenso de tecnologia, que atuam em plataformas online. Existem diversos tipos de fintechs, por exemplo, de crédito, de pagamento, de investimento, de gestão financeira, de câmbio, de seguros, entre outros.

Desse universo de fintechs, as de pagamentos (instituições de pagamento) são as que têm sido citadas em diversos canais como sendo uma forma para a viabilização de parte dos pagamentos do coronavoucher (termo pelo qual ficou conhecido o auxílio emergencial de R$ 600 mensais pelo período de 3 meses, concedido pelo governo federal aos cidadãos que atendam aos critérios estabelecidos), com vistas a evitar a concentração dos pagamentos através de poucos bancos. Esse tipo de fintech trabalha, fundamentalmente, com meios de pagamento (transferências, recebimento de taxas, de pagamentos presenciais e digitais, de conta digital, sem depender de um banco, entre outros). Com isso, os profissionais autônomos e microempreendedores individuais, por exemplo, que trabalham com as “maquininhas” para recebimento de suas vendas e dos serviços prestados, poderão receber o crédito do benefício assim como se houvesse realizado uma venda, ou prestado um serviço.

A fintech, em determinado momento de sua existência, pode optar por se transformar em uma instituição financeira, sendo que para tal, necessita de autorização do Banco Central, passando a sujeitar-se à regulamentação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional e sujeitando-se à fiscalização por parte do Banco Central. Segundo estatísticas da autoridade monetária, o número de fintechs que optaram por se transformar em instituições financeiras (de pagamento e, também de crédito), passou de uma instituição, em dezembro de 2016, para vinte instituições, em fevereiro de 2020. Mas além dessas, existem centenas de outras fintechs que atuam sem haverem se transformado em instituições financeiras, podendo vir a sê-lo, ou não, no futuro, a depender da estratégia de cada uma. Para se ter uma ideia do tamanho desse ecossistema, em junho de 2019 havia, segundo a Fintechlab, mais de 520 fintechs em atividade no Brasil.

A crise decorrente do coronavírus tem-se mostrado desafiador para praticamente todos os setores da economia, mas quando falamos nas fintechs, esses desafios podem ser maiores, dada a característica de tratarem-se de empresas, via de regra, constituídas há menos de 10 anos (muitas delas ainda são startups), que estão enfrentando sua primeira crise no mercado e, portanto, a depender da habilidade de seus gestores em administrar um cenário turbulento, podem enfrentar dificuldades em continuar desenvolvendo suas atividades de maneira a sustentar a sobrevivência do negócio.

Outro desafio que pode se apresentar a uma fintech é quanto a uma eventual necessidade de captação de recursos para sustentar seus investimentos, seja em crescimento de atividades, seja em desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologia. Com a incerteza decorrente da crise, os investidores tornam-se mais avessos a risco e, portanto, comportam-se de maneira mais seletiva quanto à análise e concessão de recursos (ideia similar à que se tem visto no mercado de crédito bancário), podendo ocasionar uma escassez de oferta de capital para financiar o crescimento da fintech.

Por fim, um outro desafio que se apresenta às fintechs, neste caso às que atuam na intermediação entre devedores e credores por meio de negociações realizadas eletronicamente (as Sociedades de Crédito Direto – são 14 atualmente, de acordo com o Banco Central – e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas – 5 atualmente), é quanto a um potencial aumento no volume de inadimplência na carteira administrada pela fintech. O crescimento, acima dos níveis adequados à saúde financeira do intermediador financeiro, pode levá-lo à bancarrota.

Há que se considerar, contudo, que o ecossistema das fintechs é, a médio prazo, bastante promissor, afinal é conhecida a tendência ao uso cada vez mais intenso da tecnologia, no cotidiano em geral e, em específico, nas transações financeiras das pessoas. A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, apresentada no ano passado, demonstra que o uso de ferramentas tecnológicas na vida financeira das pessoas tem crescido substancialmente. As transações bancárias realizadas pela internet e tecnologia móvel representavam 47% do total das transações bancárias em 2014, participação que aumentou para 60% em 2018. Note-se, aqui, o crescimento, nesta composição, das atividades em mobile banking (aplicativos de telefone), que passou de 10% para 40% do total. Um crescimento bastante significativo e que sinaliza, de maneira clara, a tendência de uso cada vez mais intenso de tecnologia, meio que as fintechs dominam e que faz parte de seu habitat.

Essa mesma pesquisa da FEBRABAN mostrou, também, um crescimento de 119% no volume de transferências de dinheiro entre contas, entre 2017 e 2018 (foram 394 milhões de transações em 2017 e 862 milhões de transações em 2018), através da tecnologia Mobile banking. O pagamento de contas por essa tecnologia também cresceu substancialmente, passando de 872 milhões de transações em 2017 para 1,6 bilhão de transações em 2018.

Esses números são uma pequena demonstração de que o cenário estrutural, de crescimento do mercado para as fintechs – embora possa ser afetado pela conjuntura da atual crise – segue sendo promissor, de tal forma que, após a tormenta, as fintechs poderão retomar o passo dos investimentos necessários ao seu crescimento.

André Fernandes Lima, mestre e doutor em Administração de Empresas, pós-graduado em Economia Aplicada à Administração e Finanças e graduado em Ciências Econômicas. É professor das disciplinas de Finanças Corporativas e Mercados Financeiros na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Auxílio emergencial – orientação é para preenchimento de cadastro em caso dúvida

Milhões de brasileiros estão em busca do dinheiro que será oferecido pelo Auxílio Emergencial para Trabalhadores Informais, Microempreendedores Individuais (MEI), Autônomos e Desempregados (Lei 13.382/2020). A primeira dúvida que surge para os brasileiros a primeira dúvida que surge, quem deve solicitar esse dinheiro.

Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, na dúvida o brasileiro deve solicitar esses valores.

“Recomendo a todos os cidadões que estejam desempregados ou que possuíam trabalho informal, e aqueles proprietários de MEIs que foram afetados pela crise em suas atividades, que ingressem com o Pedido de Auxílio Emergencial. É um direito do cidadão, ou melhor, um dever do Estado em amparar os menos favorecidos”, explica Richard Domingos.

Segundo ele, caso o sistema não identifique a possibilidade de receber esse valor, o único efeito que isso terá é que não se receberá os valores. “Não é só o COVID que mata: a fome e a miséria também causam um efeito devastador na sociedade e, principalmente, em nossas classes mais desfavorecidas”.

Richard Domingos reforçam que “todos nesse país pagam impostos, ainda que indiretamente. Quando a classe mais pobre consome produtos e serviços estão pagando impostos. Esse suporte é necessário e é para isso que serve o Estado: amparar e equilibrar a sociedade, principalmente nesses momentos de turbulência”.

Quais cruzamentos 

Para saber se a pessoa tem direito ou não a esse valor, as informações referente a rendimentos recebidos de pessoas jurídicas e físicas serão cruzadas pela Receita Federal com a DIRF (Declaração de Imposto de Renda e Contribuições Federais Retidas na Fonte entregues pelas pessoas físicas ou jurídicas); e-Social (declaração feita pelos entregadores domésticos e pessoas jurídicas); CADUNICO (Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal), e DIRPF – Declaração de Imposto de Renda entregues pelas Pessoas Físicas.

Entenda melhor o programa

A partir do programa, durante o período de três meses, a contar da publicação da lei, será concedido auxílio emergencial no valor de R﹩ 600,00 mensais ao trabalhador que cumpra as seguintes situações:

• Seja maior de 18 (dezoito) anos de idade;

• Não tenha emprego formal ativo;

• Não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado, o bolsa família;

• Cuja renda familiar mensal per capita seja de até meio salário-mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos (R﹩ 3.115,00);

• Que, no ano de 2018, não tenha recebido rendimentos tributáveis acima de r﹩ 28.559,70

• Que exerça atividade na condição de:

a) Microempreendedor Individual (MEI);

b) Contribuinte individual do regime geral de previdência social;

c) Trabalhador informal, seja empregado, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no cadastro único para programas sociais do Governo Federal (cadúnico) até 20 de março de 2020, ou autodeclarados.

Pontos relevantes é que o recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família. Mas, o mesmo substituirá o benefício do bolsa família nas situações em que for mais vantajoso. No caso da mulher provedora de família monoparental ela receberá duas cotas do auxílio.

Segundo a determinação dessa medida, a renda familiar é a soma dos rendimentos brutos de todos os membros, eventualmente ampliada por outros indivíduos. O auxílio emergencial será operacionalizado e pago, em três prestações mensais, por instituições financeiras públicas federais, que ficam autorizadas a realizar o seu pagamento por meio de conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários.

Mastercard dá dicas para compras online mais seguras

Por conta do isolamento social enfrentado em todo o mundo, as pessoas estão seguindo a recomendação de ficar em casa, o que pode ampliar o volume de compras online em 2020. Esse movimento nas vendas, pode favorecer a ação de cibercriminosos. Para minimizar esses riscos e garantir uma experiência de compra cômoda e eficaz, a Mastercard busca elevar a qualidade das transações por meio de novas formas de autenticação a fim de conduzir o e-commerce para uma experiência online mais segura e sem fricção.

A Mastercard possui rígidos sistemas de segurança, como biometria, análise preditiva e inteligência artificial, tudo isso para fornecer aos consumidores, bancos e comerciantes a tranquilidade e opções para se manterem seguros também no ambiente online. Porém, o usuário também pode tomar algumas atitudes para evitar esses ataques maliciosos. Confira abaixo:

1) Conferir se o e-commerce é confiável 

Antes de efetuar uma compra, o passo mais importante é determinar se aquele é um e-commerce seguro. Para isso, consumidor pode checar as redes sociais, verificar os comentários de outros usuários e consultar sites de reclamações contra empresas.

2) Sempre cheque o link da página em que pretende efetuar a compra 

Ao checar o link da página, o usuário consegue identificar possíveis golpes homográficos, quando o nome do site falso copia o nome de sites tradicionais trocando um “O” por um zero, incluindo um ponto ou hífen, que muitas vezes passam despercebido pelo consumidor.

3) Verifique se está em uma conexão segura 

Além de checar o link do site, é importante se certificar que você está navegando em uma conexão segura, isto é, se consta com o protocolo “https” antes do link da página.

4) Desconfie de anúncios invasivos 

Em diversas ocasiões, os sites fraudadores trabalham com anúncios invasivos, divulgando preços bem abaixo dos praticados pelo mercado. Por isso, é importante fazer uma pesquisa de preços em sites tradicionais de comércio eletrônico. Além disso, sites confiáveis também costumam contar com certificações de criptografia, procure por selos que comprovem essa garantia de segurança.

5) Altere suas senhas periodicamente 

Além das alterações, é importante não utilizar a mesma senha para todas as suas redes, e-mails ou plataformas bancárias. Tente gerar senhas fáceis de lembrar que contenham uma combinação de números, letras (maiúsculas e minúsculas) e símbolos.

6) Tenha atenção redobrada com e-mails 

Uma das técnicas mais utilizadas pelos hackers é o chamado phishing, quando criminosos tem como objetivo “pescar” informações e dados pessoais importantes por meio de mensagens falsas. Por isso, é importante redobrar a atenção com e-mails de fontes não confiáveis, que oferecem serviços ou promoções em troca de um clique em um link ou download de um arquivo.
Com isso, os criminosos podem conseguir nomes de usuários e senhas de um site qualquer, como também são capazes de obter dados de contas bancárias e cartões de crédito. Além disso, não abra e-mails não solicitados, seu banco nunca pedirá informações confidenciais por meio de um e-mail.

7) Nunca passe o número do seu cartão para pessoas que te ligam sem ter certeza de quem está do outro lado da linha 

Seu banco nunca ligará para pedir informações importantes ou seu código de segurança, muito menos seu PIN, por isso, fique atento quando receber esse tipo de ligações.

8) Configure adequadamente os elementos de privacidade de suas redes sociais 

Além disso, procure manter suas informações pessoais privadas e somente para seus amigos próximos.

Caso tenha sido vítima de um golpe e tenha seus dados vazados, acione imediatamente o seu banco por meio do SAC e informe sobre o ataque sofrido. Desta forma, ele poderá dar as devidas orientações e realizar os procedimentos necessários.

Para minimizar riscos e garantir uma experiência de compra cômoda e eficaz, a Mastercard busca elevar a qualidade das transações por meio de novas formas de autenticação a fim de conduzir o e-commerce para uma experiência online mais segura e sem fricção. Por isso, implantou padrões internacionais relacionados a protocolos de autenticação como o EMV 3DS 2.0, que eleva a taxa de aprovação da compra online para o nível dos pagamentos presenciais, com índices em torno de 95%. A inovação aprimora a experiência do consumidor e contribui para o aumento das taxas de conversão no e-commerce.

Abit alerta para o risco no aumento de importações

Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), alerta sobre o risco, em meio à pandemia da Covid-19, de o mercado nacional enfrentar um forte e abrupto crescimento de importações provenientes da China no momento em que forem reiniciadas as atividades no Brasil. “Com o reinício da produção industrial no país asiático, simultaneamente ao período de quarentena no Brasil, pode-se abrir um flanco muito perigoso para a produção, o emprego e a retomada do nosso setor”, explica.

Pimentel salienta que enquanto a China estava parada por conta do novo coronavírus, houve mais espaço para os fabricantes nacionais, pois, metade das importações brasileiras de têxteis e de confeccionados vêm daquela nação. No início do ano, ocorreu queda na importação de confeccionados e se verificou equilíbrio no tocante aos produtos intermediários – fios, filamentos, linhas, tecidos, malhas, zíperes, botões, dentre outros. “Agora, estamos parados aqui e eles voltam a operar lá. Por isso, permanecemos atentos, inclusive quanto aos preços praticados, dado o excesso de produtos existentes no mundo e os principais mercados consumidores paralisados ou semiparalisados em função da pandemia”.

O presidente da Abit lembra que, tradicionalmente, já é complicado competir com a China, pois os fabricantes de lá têm vantagens em relação aos brasileiros, como subsídios do governo, menos impostos, mais acesso a crédito e juros menores. Por isso, neste momento de pandemia, seria muito importante que as medidas de contingência adotadas pelo Governo Federal, que estão na direção correta, se viabilizassem mais rapidamente.

“No entanto, o que se nota, no que diz respeito ao crédito, é que não está chegando às empresas. Há forte restrição bancária, elevação dos juros e limitação dos prazos”, destaca Pimentel, acrescentando: “Na área trabalhista, a Medida Provisória 936, que criou melhores condições para a preservação do emprego foi profundamente abalada pela liminar do ministro Ricardo Lewandovisk, do Supremo Tribunal Federal (STF), que criou condicionantes à sua aplicação não condizentes com o momento de emergência em que vivemos e aumentando a insegurança jurídica para a aplicação dos mecanismos da MP”.

Situação do setor 

Mais de 80% das indústrias têxteis e de confecção estão chegando ao final das férias coletivas concedidas neste período atual de quarentena. Agora, se movimentam para buscar alternativas do que fazer num cenário no qual o varejo segue fechado. Por enquanto, não há como produzir de forma sistemática e organizada, pois não tem para quem vender. Verifica-se nas pesquisas de mercado a queda de 90% das vendas, devido ao fechamento das lojas. Movimento mínimo vem se mantendo por meio do e-commerce.

Parte da indústria que fabrica produtos médico-hospitalares está funcionando a plena carga para atender ao enorme crescimento da demanda desses artigos. Multiplicou-se por 10, 15 vezes a busca por itens como máscaras, aventais, lençóis, entre outros itens. Num esforço de guerra e junto ao trabalho solidário da sociedade brasileira, parte da indústria têxtil e de confecção está se transformando para produzir e atender a essa imensa demanda do setor médico e hospitalar.
“Num momento de crise, como este que estamos vivendo, é que podemos constatar a importância vital para o Brasil em ter um parque industrial que consiga atender as necessidades da nossa população” enfatiza Pimentel.

Três desafios e soluções para manter sua equipe produtiva em casa

Em meio à situação de trabalho remoto que diversas empresas se encontram, é comum que aquelas que ainda não tinham uma cultura de home office tenham problemas relacionados à produtividade da equipe. Nesse cenário, a Workana, maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, fundada em 2012 e com ampla experiência em trabalho remoto, levantou os três principais desafios da produtividade e como vencê-los.

De acordo com Daniel Schwebel, gerente nacional da Workana no Brasil, é importante ter empatia com a equipe e organizar processos. “Esse é o momento não só de rever processos e implementar novos, mas também de se aproximar do time, entender suas necessidades e os entraves que vêm enfrentando no dia a dia. É essencial manter uma comunicação próxima dos trabalhadores, compreendendo sua nova rotina e ajudando a melhorar os pontos necessários”, analisa o especialista.

Veja abaixo os três principais desafios da produtividade apontados pela Workana e como vencê-los:

1) Processos inadequados 

As equipes virtuais terão que enfrentar o obstáculo de seguir procedimentos inadequados ou pouco eficientes.Com isso, como os processos institucionais dos modelos de trabalho tradicionais podem ser adaptados aos modelos remotos?

É importante priorizar objetivos, não processos: talvez os funcionários tenham o costume de desenvolver tarefas de uma maneira específica, mas ao trabalharem de maneira remota, é possível que tenham estabelecido uma nova metodologia. Isso não significa que existe um problema, pois esses novos processos podem ser mais eficazes para atingir as metas em um novo modelo de trabalho. A empresa deve permitir que a equipe remota concorde em decidir qual é o formato mais adequado e, com base nisso, estabelecer e otimizar processos. Por fim, é ideal manter otimização e monitoramento constantes, focando em melhorar continuamente e mantendo um canal aberto aos conselhos da equipe sobre estratégias de melhoria.

2) Falta de liderança 

A falta de liderança é um dos principais problemas que as equipes virtuais enfrentam, pois muitas pessoas podem ser ótimas líderes presenciais, mas não possuem as habilidades necessárias para exercer liderança à distância. E como a falta de liderança pode ser superada?

Em uma pesquisa da Universidade de Harvard, os participantes foram solicitados a descrever o perfil do que consideravam um gerente particularmente bom ao lidar com equipes de trabalho remotas. Enquanto alguns entrevistados disseram que nunca haviam se deparado com esse tipo, outros conseguiram identificar as seguintes atitudes vitais:

– Feedback frequente e consistente: 46% dos entrevistados apontaram bons líderes de equipes de trabalho remoto que fornecem informações regulares e pessoais pelo menos uma vez por semana.

– Eles confiam na comunicação pessoal ou verbal: bons líderes de projetos que trabalham com equipes remotas preocupam-se em agendar videochamadas ou pelo menos ligações telefônicas com colaboradores sempre que assuntos importantes precisarem ser discutidos. Eles também promovem o vínculo da equipe, ajudando os membros a se conhecerem, excedendo uma mera troca de arquivos ou no bate-papo.

– Excelentes habilidades de comunicação: eles são perfeitamente capazes de transmitir ideias complexas, expectativas específicas, informações abundantes e motivações constantes para toda a equipe remota. Eles são bons ouvintes, expressam confiança, respeito e empatia e estão pessoalmente preocupados com seus companheiros.

3) Falta de produtividade e problemas com gestão de tempo 

Muitas empresas veem o trabalho em casa como uma ameaça ao controle sobre a produtividade de seus funcionários. Como os problemas de gerenciamento de tempo podem ser resolvidos?

– Avaliar o progresso do trabalho: A melhor maneira de garantir que todas as pessoas cumpram suas tarefas no prazo e corretamente é estabelecer objetivos e prazos claros.

– Uma maneira de conseguir isso é acompanhar as horas trabalhadas: isso dará uma visão mais clara do tempo necessário para concluir tarefas específicas, permitindo expectativas realistas sobre o progresso da equipe. A Workana conta com um programa especial para isso: o Workana Time Report, uma maneira fácil de auditar em tempo real o desempenho de trabalhadores remotos em relação a horas. Para acessar, basta entrar neste link .

– Institucionalizar boas práticas: concordar com uma lista de boas práticas é uma excelente maneira de estabelecer quem deve enviar cada parte do trabalho sem sobrecarregar outros membros ou causar perda de tempo ao restante da equipe.

– Desencorajar a exaustão: comportamentos anormais, humor irritável, mensagens enviadas tarde da noite ou ao amanhecer e uma diminuição repentina nos padrões de qualidade são todos sinais de que o colega de trabalho precisa de uma pausa.

Patricia Suzuki é a nova diretora de Gente e Gestão da Catho

A Catho, markeplace de recrutamento on-line, ganhou mais um nome de peso com a chegada da diretora de Gente e Gestão, Patricia Suzuki. Com graduação e MBA na área de Administração de Empresas e Gestão de Recursos Humanos, Patricia atua há mais de 20 anos em RH, com ampla experiência na indústria de serviços.

“É com alegria que venho compor o time dessa organização, que tem como missão ajudar pessoas a se realizarem profissionalmente e empresas a serem mais produtivas. Dentre os desafios da posição, destaco o alinhamento da função com a estratégia do negócio, promovendo o desenvolvimento de pessoas e construindo um ambiente cada vez melhor para se trabalhar. Dentre os pilares trabalhados na Catho, mudar vidas é o que o mais tem sinergia ao meu modelo de trabalho, acredito que minha chegada somará ainda mais esforços nesse processo”, explica.

Durante sua trajetória profissional, Patricia trabalhou na Telefônica por mais de dez anos, onde atuou em diversos subsistemas de RH. Dentre os projetos relevantes que participou está o processo de integração de todas as empresas do grupo – que na época tinham desenvolvimentos apartados – realizado em Madrid, ao longo de seis meses.

Além da vivência internacional na Europa e também na América Latina, Suzuki teve passagens por empresas como SulAmérica e Hidrovias.

Entenda o pacote de salvação econômica anunciado pelo Governo Brasileiro; Economista compara modelo ao aplicado nos EUA

Carlo Barbieri , economista e analista político brasileiro, que preside a consultoria Oxford Group, nos EUA há mais de 30 anos, compara os projetos de salvação econômica anunciados pelos Governos americano e brasileiro. Para o especialista, Brasil e Estados Unidos vão liderar recuperação econômica ocidental pós-covid-19.

O governo brasileiro anunciou pacote de medidas que vai auxiliar a população durante o período da pandemia do novo coronavírus. Entenda a seguir ponto a ponto do projeto anunciado pela equipe do Presidente Jair Bolsonaro, cuja algumas medidas começaram a vigorar nesta terça-feira, 7. Veja abaixo os pontos das medidas anunciadas pelo governo brasileiro.

Ajuda para Trabalhadores: 

O governo anunciou auxílio emergencial para trabalhadores informais: O projeto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro destina 600 reais por pessoa (limitado a 1.200 reais por família) a trabalhadores informais que perderam renda por causa da epidemia da Covid-19. O voucher pode chegar a 1.200 reais no caso de mulheres que são mães e chefes de família. O benefício será pago para pessoas que sejam maiores de 18 anos, não tenham registro em carteira e nem tenham sido obrigadas a declarar Imposto de Renda em 2018.

É preciso ainda cumprir pelo menos uma dessas condições: trabalhar como Microempreendedor Individual (MEI); recolher contribuição para a Previdência Social como autônomo; ser beneficiário do Bolsa Família; ser trabalhador informal inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) até 20 de março; se for trabalhador informal e não estiver em nenhum dos cadastros, é possível fazer uma auto-declaração.

Os benefícios são destinados a pessoas que, no último mês, tenham tido renda familiar mensal de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou três salários se contar a família toda (3.135 reais). Ainda não foi batido o martelo de como o auxílio será pago, mas deve usar bancos públicos (Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Correios), nos moldes de como é feito com o Bolsa Família. Será permitido fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira.

13º salário de segurados do INSS: O governo vai antecipar as duas parcelas do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A medida prevê colocar mais dinheiro na mão dos idosos, grupo de risco do coronavírus. Os pagamentos são feitos junto com as folhas salariais de abril e maio. Então, o segurado recebe automaticamente. A primeira parcela, paga entre os dias 24 de abril e 8 de maio, é equivalente à metade do benefício.

A segunda metade do abono virá em maio (entre os dias 25 de maio e 5 de junho) e conta com o recolhimento de Imposto de Renda. Segundo o governo federal, a estimativa é colocar 46 bilhões de reais na economia com a medida. Beneficiários de auxílio-doença, salário-maternidade e salário reclusão também têm direito ao recurso.

Ampliação do Bolsa Família: O governo liberou 3 bilhões de reais para ampliar o programa Bolsa Família. Com o dinheiro, fica garantida a entrada de 1,2 milhão de famílias em abril, chegando a 14.290 milhões de famílias. O recurso será usado para conceder benefício para quem já está na fila, estimada em 1,7 milhão. O programa atende a famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até 89 reais mensais, e pobreza, com renda entre 89,01 reais e 178 reais mensais. Para entrar no programa, é necessário ser cadastrado no Cadúnico. Após a avaliação do governo, é emitido um cartão pela Caixa Econômica para recebimento do pagamento. O benefício básico é de 89 reais por pessoa, podendo ter adicionais de 41 reais por filho de 0 a 15 anos (limitado em cinco por família) ou gestante; Também há benefício de 48 reais por filho de 16 a 17 anos.

Postergar pagamento de financiamento por dois meses: Autorizados pelo Banco Central, os bancos brasileiros estão estendendo o prazo de parcelas de empréstimos e financiamentos imobiliários, medida válida tanto para pessoa física quanto pessoa jurídica. As prestações podem ser passadas dois meses para frente (ou três, no caso da Caixa) para quem está com o financiamento em dia. Para solicitar a pausa, os clientes devem entrar em contato com o banco e renegociar o prazo de vencimento. É importante ressaltar que não há multa por atraso caso haja a repactuação do vencimento, mas o valor total do financiamento pode ser recalculado com as taxas de juros já vigentes.

Prova de vida suspensa: O INSS suspendeu a prova de vida, que exige que segurados compareçam até bancos ou agências da Previdência para que o benefício continue a ser pago por 120 dias. O objetivo é evitar que idosos se desloquem e sejam expostos ao coronavírus.

Abono salarial do PIS: o governo vai antecipar para junho o início do calendário do abono salarial do PIS/Pasep, que é pago para trabalhadores que receberam até dois salários mínimos por mês por empregos com carteira assinada. No caso do Pasep, o benefício é voltado para funcionários públicos. O pagamento é vigente ao ano base de 2019 e varia entre 89 reais e 1.045 reais.

Normalmente, o pagamento é feito entre o julho de um ano a junho do seguinte, mas a liberação dos recursos deve ser toda concentrada no mês de junho. A medida ainda aguarda oficialização do governo, logo o calendário ainda não foi divulgado. Status da medida: aguarda publicação de decreto presidencial. Nesta sexta-feira, o governo publicou o calendário do PIS/Pasep para 2020, porém só adianta o dinheiro para correntistas de Caixa e Banco do Brasil nascidos entre junho e dezembro para 30 de junho.

Auxílio para quem está na fila do INSS: Trabalhadores que aguardam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão receber um adiantamento de 600 reais (valor do auxílio dos informais) enquanto aguardam a deliberação do benefício. O BPC é voltado a idosos acima dos 65 anos ou pessoas portadoras de deficiência, ambos de baixa renda. No caso de trabalhadores aguardando o auxílio-doença, a antecipação seria de um salário mínimo.

A medida está no pacote dos informais e precisa da aprovação e sanção. Além disso, é possível que o INSS tenha que regulamentar a medida antes de começar a fazer os adiantamentos. Status da medida: em vigor, mas aguardando regulamentação. A aprovação consta na lei que instituiu o ‘coronavoucher’.

Adiantamento de 25% do seguro-desemprego: O governo vai pagar entre 25% e 70% do seguro-desemprego para trabalhadores que tiverem sua jornada de trabalho reduzida pelas empresas. A redução pode ser de 25%, 50% e 70%, mediante a acordo individual (para quem ganha até 3.135 reais ou mais que 12.202 reais) ou coletivo (para quem ganha entre as duas faixas).

O pagamento será feito 30 dias depois que governo receber a notificação da redução de jornada e salário pelo trabalhador. A redução do salário e o benefício do governo podem durar até 3 meses e, após a volta ao trabalho, o empregado terá estabilidade pelo mesmo tempo em que teve o contrato modificado. Caso seja mandado embora depois, pode receber o seguro-desemprego normalmente.

Suspensão do contrato de trabalho: O governo autorizou a suspensão do contrato de trabalho por até dois meses. Neste caso, pagará o equivalente ao seguro-desemprego para quem tiver o contrato suspeito. Os patrões deverão continuar pagando plano de saúde e benefícios como vale-alimentação. No caso de empresas com faturamento acima de 4,8 milhões de reais, será necessário, também, pagar uma verba no valor de 1/3 do salário do empregado.

Ajuda para Empresas 

Parcelar 3 meses do FGTS: Empresários podem suspender o recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de seus empregados dos meses de março, abril e maio e recolher o montante parcelado em até seis vezes posteriormente. Para postergar os pagamentos, é preciso que o empresário informe no eSocial até o dia 7 de cada mês (ou até 20 de junho) para que não haja a cobrança de multas em cima do valor atrasado.

Flexibilização trabalhista para férias e feriados: A medida provisória 927 flexibilizou algumas exigências trabalhistas para a concessão de férias e banco de horas a funcionários. A prerrogativa pode ser usada por empresas que estejam com as portas fechadas devido a decretos estaduais e municipais que visam minimizar o contato social entre as pessoas. No caso das férias, o empregador pode comunicar o empregado com até 48 horas de antecedência (e não mais 30 dias) sobre a concessão do período de descanso.

O pagamento não precisa ser antecipado e o 1/3 de bônus de férias pode ser pago até dezembro. Com a medida, também é possível que o patrão adiante períodos de férias de quem ainda não tem direito. No caso das coletivas, está dispensada a comunicação para o Ministério da Economia e respectivo sindicato. O banco de horas também pode ser adiantado, assim como todos os feriados do ano. A suspensão do contrato de trabalho por quatro meses foi derrubada pelo governo.

Postergação de declaração de pequenas empresas e MEI: Pequenas e médias empresas optantes do Simples Nacional e MEIs poderão fazer sua declaração de rendimentos até 30 de julho. A medida é da Receita Federal. O prazo para as pequenas empresas se encerrava no dia 31, e dos MEIs, em 31 de maio. Para pessoas físicas, não houve mudança no prazo.

Crédito para pagamento de folha salarial de pequenas empresas: O governo anunciou que liberará uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas quitarem suas folhas de pagamento durante dois meses. No total, o crédito será de 40 bilhões de reais. Desse total, 85% (ou R$ 34 bilhões) serão subsidiados pelo Tesouro Nacional. Durante os dois meses de financiamento da folha, a empresa não poderá demitir. Isso estará no contrato de financiamento.

Governo pagará auxílio-doença a infectados por Covid-19: A Secretaria de Previdência e trabalho anunciou que o INSS pagará o afastamento dos primeiros 15 dias de pessoas com diagnóstico de Covid-19. A medida prevê mitigar os gastos de empresas que tenham funcionários afastados pela doença, já que, atualmente, é o patrão que paga pelo salário nos dias iniciais de afastamento. Só depois disso, o governo assume a conta. O grande porém, é que esse trabalhador entra no final da fila do INSS, que têm cerca de 1,3 milhão de pessoas aguardando benefício.

HSM University: dicas para montar sua startup

O Brasil fechou 2019 com mais de 12 mil startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), resultando um crescimento de 27% em relação a 2018, quando eram 10 mil empresas. E 20 vezes maior do que em 2011. Mas, como sobreviver a essa quantidade de novos players e conseguir manter-se em um mercado tão competitivo?

O primeiro passo para os empreendedores é entender o que, de fato, diferencia uma startup de uma micro ou pequena empresa. “Ter uma grande ideia não é suficiente, o empreendedor deve entender que o negócio precisa ter um cunho tecnológico e que permita ganhar escala a curto prazo”, explica Marcelo Tadeu Cometti, diretor da HSM University.

Pensando nisso, o executivo elencou três passos importantes que os empreendedores devem levar em conta na concepção do negócio.

• Formalização 

O primeiro passo é registrar a startup, formalizando o negócio e seus sócios. O ideal é que seja construída de forma societária, no qual cada empreendedor saiba exatamente suas obrigações legais. Além disso, esse é um passo importante para as startups que pretendem receber aporte financeiro ou participar de processos de aceleração, por exemplo.

• Registro do principal ativo 

Ter registrado ou patenteado o principal ativo da startup, seja um software, um produto ou um serviço, independentemente do segmento, é essencial para o desenvolvimento saudável da empresa. A Lei de Propriedade Industrial 9.245, de 14 de maio de 1996, por exemplo, regulamenta o direito da propriedade industrial, seja em direito comercial, direitos intelectuais, propriedade industrial, comercial, científica e de programas de computador.

• Mensuração de Resultados 

Trabalhar com registros de resultados e do retorno financeiro da startup é essencial para o empreendedor, principalmente, quando a startup participa, por exemplo, de uma rodada com investidores. Já que essa é uma das únicas maneiras de comprovar os números dos negócios e uma importante ferramenta para os investidores e anjos.

No geral, ter uma assessoria jurídica e uma visão do negócio 360 é essencial para o desenvolvimento das startups e de seus empreendedores. “Estamos diante de um novo modelo de negócio que apesar de acessível e escalonável, é necessário traçar uma estratégia consciente e estruturada e que seja regulamentada dentro dos termos jurídicos. Além disso, o empreendedor precisa conhecer a fundo o seu mercado e concorrentes”, finaliza Cometti.

Covid-19: ELSYS ressalta a importância da higienização também com os fones de ouvido

A principal recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a propagação do coronavírus é permanecer em casa durante a quarentena e lavar muito bem as mãos. Além disso, é importante também manter limpos objetos de uso contínuo. A ELSYS, empresa brasileira de tecnologia, recomenda a completa higienização dos fones de ouvido e dos equipamentos eletrônicos, para evitar a transmissão da Covid-19 e para manter o funcionamento total do produto é preciso manter todas as superfícies limpas.

Segundo estudo, divulgado pelo site Blumpa, os fones de ouvido, quando não higienizados constantemente, podem abrigar mais de dez mil bactérias e fungos nas saídas de som, o que pode ocasionar problemas de saúde.

ELSYS dá algumas dicas para manter os fones de ouvido limpos. Para o tradicional headphone, para limpar use o álcool isopropílico nas hastes e principalmente nas almofadas das orelhas. Para os fones intra-auriculares, retire a espuma ou a proteção de silicone e higienize as duas partes.

A vantagem de higienizar constantemente os dispositivos é prolongar a sua vida útil. Em tempos de trabalho em casa e isolamento social para evitar a propagação da pandemia, os fones são companheiros no expediente em home office, nas atividades físicas em casa, na maratona de séries na TV ou para escutar aquela playlist favorita.

O modelo supra-auricular ANC da ELSYS é uma ótima opção para jogar videogame e ver séries sem perder a concentração. O dispositivo tem alta qualidade de som, com reforço de sons graves e cancelador de ruído ativo e sua conexão pode ser tanto via Bluetooth quanto por fio. Já os modelos esportivos, os chamados intra-auriculares, são leves, compactos e resistentes a água. A conexão com seu smartphone é via Bluetooth, bateria tem até seis horas de duração, e também é possível atender a ligações.

Os modelos podem ser adquiridos na loja on-line da ELSYS, no endereço: https://loja.elsys.com.br/.

Como será o impacto do pagamento instantâneo na sociedade?

O Sistema de Pagamentos Instantâneos revolucionará o mercado, trazendo novas formas de pagar qualquer tipo de produto ou serviço. Por meio do PIX, nome escolhido pelo Banco Central para a funcionalidade que estará disponível ao público a partir de novembro, não somente as empresas e órgãos públicos serão impactados, mas toda a população, inclusive os desbancarizados.

Na China, por exemplo, é raríssimo encontrar maquininhas de cartões: as transações ocorrem livremente por meio de QR Codes e smartphones. “A China é o país mais avançado nesse novo sistema, mas o grande problema por lá é que duas empresas dominam o mercado e o dinheiro não transita entre elas. No Brasil não será assim. O que diferencia o projeto brasileiro é justamente a capacidade de abranger todos estes modelos atuais de pagamentos, garantindo de forma democrática o acesso e a interoperabilidade entre os diversos participantes”, afirma Bruno Samora, gerente da B.U. de Retail da Matera, empresa que desenvolve produtos para core bancário, meios de pagamentos e gestão de riscos e atende empresas do mercado financeiro, varejo e fintechs.

Quando questionado sobre quem serão os maiores beneficiados no Brasil, Samora é enfático ao dizer que o pagamento instantâneo será para todos. “O projeto que se desenha servirá desde o pagamento do churrasco do fim de semana com os amigos até o pagamento daquele imposto que hoje depende de uma guia específica de recolhimento. No futuro, será possível fazer um pagamento que efetive algum tipo de contrato ou documento. Que tal comprar o carro e junto com o pagamento já fazer a transferência num passo só? É esse tipo de conveniência que teremos”, analisa o especialista.

A primeira grande mudança vai ocorrer nos custos das transações. Por exemplo, um pagamento com cartão, ao custo de 100 reais dentro de uma loja, passa por diversos intermediários que participam dessa cadeia: banco, maquininha, bandeira, etc. Por isso, o varejista ou comerciante não recebe os 100 reais, mas sim uma parte deles, que ainda levará dias para cair. Todos esses custos são embutidos nos produtos, encarecendo para o cliente final. Com o pagamento instantâneo, além do dinheiro cair na hora, os custos serão baixíssimos – menos de um centavo por compra – pois não existirão adquirentes, bandeiras e emissores de cartão, por exemplo, o que reduz os valores das mercadorias.

Mas como será a recepção de toda essa nova tecnologia para a terceira idade, por exemplo? Algumas dessas pessoas ainda estão acostumadas a pagar contas de água e luz em dinheiro nas lotéricas e podem exigir um pouco mais de adaptação, mas nada que não seja gradativo. Samora conta que já existem muitas pessoas da terceira idade que são usuários de soluções de fintechs, o que já garante maior proximidade. Além disso, existe uma preocupação com relação à experiência do usuário final, de forma que seja mais simples e efetiva para todos. “Toda tecnologia nova traz consigo uma mudança que pode gerar dificuldade, mas de qualquer forma, deverá haver um grande incentivo na busca de melhores soluções que possam incluir um público cada vez maior”, afirma.

Para ele, uma das principais limitações para a tecnologia no Brasil pode ser o costume do brasileiro em usar o cartão físico, porém será uma barreira vencida pelo cansaço, ou melhor, pela praticidade e agilidade que o pagamento instantâneo vai oferecer a todos. “A boa notícia é que, em última instância, o beneficiado será o consumidor. Com a pandemia da Covid-19 e as orientações para se evitar pagamento com dinheiro, as pessoas estão começando a entender melhor os benefícios que a tecnologia traz”, finaliza.

Magnetis tem 17 oportunidades de emprego abertas

Nas últimas semanas um dos assuntos mais discutidos é a pandemia e seus efeitos. Muitas empresas fechando, demitindo funcionários, negociando contratos, porém existem empresas que, mesmo diante das dificuldades, ainda estão contratando, incluindo onboarding virtual para agilizar ainda mais este processo.

Um exemplo é a Magnetis, primeira gestora de investimentos digital do Brasil. A fintech está em busca de novos talentos para compor seu quadro de funcionários de forma remota. As vagas são para diversas funções, dentre elas: Desenvolvedor Mobile, Desenvolvedor Front-End, Desenvolvedor Back-End, Product Manager, Estágios, entre outras.

“A cultura do trabalho remoto faz parte do DNA da Magnetis desde o primeiro dia. Já tínhamos perto de 30% do time trabalhando integralmente remoto, distribuídos em seis estados do Brasil. Neste momento decidimos adotar como medida preventiva o trabalho remoto para todos os funcionários. Inclusive nosso processo de onboarding, que já era online em alguns casos, será 100% desta forma. Estamos enfrentando um novo cenário e temos que nos adaptar a ele” explica a líder de Recursos Humanos Thamy Souza.

Para consultar as vagas, acesse: http://jobs.kenoby.com/magnetis

Parceria das operadoras com governo garante acesso gratuito ao aplicativo Auxílio Emergencial

Uma parceria entre operadoras de telefonia móvel e a Caixa Econômica Federal permite, a partir desta terça-feira (7), acesso gratuito ao aplicativo criado pelo governo para facilitar o pagamento do auxílio emergencial de R﹩ 600. Essa é mais uma das iniciativas das prestadoras no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Com a parceria, as operadoras Algar Telecom, Claro, Oi, TIM e Vivo estão concedendo acesso gratuito ao aplicativo e ao site http://auxilio.caixa.gov.br/ sem descontar do pacote de dados o tráfego de uso dessescanais. A medida vale para planos pós e pré-pagos.

O Auxílio Emergencial é um benefício financeiro concedido pelo governo federal destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19.

Para agilizar a implementação da solução, as operadoras criaram um grupo de trabalho para viabilizar a interoperabilidade das redes e a padronização das informações, garantindo o trânsito pelas diversas empresas de forma rápida e ágil. A gestão da solução não é de responsabilidade das operadoras.

As empresas já implementaram também relevantes iniciativas no auxílio ao combate ao novo coronavírus, como ações para ampliar o acesso aos serviços para os usuários, concedendo bônus nos planos do pré e pós-pago, acesso gratuito ao App Coronavirus do Ministério da Saúde, e maior flexibilidade no processo de cobrança, por meio de revisões em suas políticas de negociação de dívidas por inadimplência, buscando criar melhores condições de prazo neste momento.

Também foram feitas parcerias para o envio de SMS gratuito sobre a pandemia, que já alcançaram 106 milhõesde mensagens desde o dia 13 de março. E, mais recentemente, foi fechada parceria com o MCTIC para oferecer ao governo solução única de dados para monitorar mobilidade populacional, deslocamentos, pontos de aglomeração e identificar situações de concentração de pessoas e risco de contaminação pelo novo coronavírus. Os dados fornecidos visam exclusivamente o combate ao covid-19.

Imposto de Renda adiado: entenda o que muda na hora de declarar

Devido à pandemia da Covid-19, a Receita Federal anunciou, pela primeira vez na história, o adiamento do prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda. Agora, os contribuintes têm até 30 de junho para concluir a prestação de contas ao Fisco – antes a data limite era 30 de abril. Já a liberação dos lotes de restituições não foi alterada.

A prorrogação é uma medida do Governo para minimizar os impactos sociais da crise do coronavírus e com isso, dar mais tempo para quem precisa reunir os documentos. Para esclarecer os principais pontos da mudança e ajudar o contribuinte a ficar em dia com o Leão, a IOB, marca referência nas áreas contábil, fiscal, tributária e trabalhista, preparou algumas dicas.

Se puder, entregue no prazo 

A prorrogação foi pensada para ajudar aqueles que estão com dificuldades para reunir a papelada necessária ou tiveram algum imprevisto. Com a crise, muitos brasileiros estão trabalhando de casa, o famoso “home office”, e em alguns casos, com a restrição de locomoção, não têm acesso ao informe de rendimento, por exemplo, porque deixaram o documento no escritório.

A dica para quem está com tudo em dia, é declarar o quanto antes e assim, assegurar uma restituição mais rápida. Segundo a Receita Federal, até 30 de março, mais 8 milhões de declarações já haviam sido entregues. Ou seja, 25,6% do total esperado de 32 milhões e acima do percentual registrado, no mesmo período, em 2019.

Modelo de declaração 

Um ponto importante da extensão é a possibilidade de mudar o modelo de declaração. Por exemplo, se a pessoa já entregou a simplificada e no mês de maio, ela registrar gastos a serem declarados, pode mudar para a declaração completa até o novo prazo (30 de junho). A regra vale também para casais que declararam em conjunto. Se for mais conveniente prestar contas separadamente é possível fazer o ajuste até o fim do novo período.

Restituição 

A Receita Federal não alterou a liberação dos lotes de restituição. Portanto, quem enviar antes do prazo limite, será restituído primeiro. Além disso, quem já declarou e está preocupado com a data da restituição, pode ficar tranquilo. No programa da receita, é possível visualizar se a declaração já foi processada e em qual lote sua restituição será paga.

Pagamento do DARF 

No caso de imposto devido, para quem pretende pagá-lo por meio de débito automático, em quota única ou a primeira parcela, é necessário apresentar a declaração de ajuste até 10 de junho – se ela for enviada entre o dia 11 e 30 de junho, o valor só poderá ser debitado a partir da 2ª quota.

O contribuinte que já realizou o pagamento do DARF, poderá mudar os prazos e imprimir uma nova documentação, porém, não pode esquecer de atualizá-la no programa do Imposto de Renda, que terá uma nova versão disponibilizada pela Receita Federal.

“A extensão do programa de declaração veio para ajudar quem está com dificuldade para reunir os papéis necessários. Vale lembrar que se o contribuinte pode fazer agora, que o faça. Quem entregar primeiro também será restituído primeiro. E caso, tenha que fazer alguma retificação, o Governo deu um pouco mais de tempo, ou seja, vale estudar melhor a sua a declaração e se for o caso mudar”, afirma Daniel de Paula, consultor tributário da IOB.

Para mais informações sobre a Declaração do Imposto de Renda, acesse o site da IOB (http://info.iob.com.br/dirpf2020/)

SAP Labs e Governo do Rio Grande do Sul anunciam parceria de coinovação

A SAP Labs Latin America e o Governo do Rio Grande do Sul assinaram hoje, 07 de abril,  um acordo de coinovação para estimular os órgãos do governo na busca por soluções para desafios da administração pública com o suporte da tecnologia. O projeto prevê, ao longo de 2020, a realização de oito workshops que usarão a metodologia de design thinking aplicada pela equipe da SAP Labs para identificar iniciativas que simplifiquem processos e aprimorem a qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos do Estado.

O trabalho, que não conta com aplicação de recursos públicos, irá funcionar até o final de 2020 e irá contemplar oito desafios previamente definidos pelo Governador e sua equipe administrativa – em temas que podem ser das pastas de saúde, educação, finanças ou qualquer outro setor da administração pública.

A partir daí, a SAP Labs irá receber os servidores da área para os workshops de coinovação, de até dois dias, com um time de profissionais da SAP e um grupo de trabalho composto por integrantes de uma Secretaria de Governo para juntos buscarem soluções para o tema proposto. Esta equipe fará uma imersão na SAP Labs sobre o problema apresentado para organizar propostas que possam contribuir com a melhoria dos processos.

Participaram do anúncio desta manhã os secretários Claudio Gastal e Izabel Matte, da pasta de Governança e Gestão Estratégica, e Leany Lemos, da pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão, além do presidente da SAP Labs Latin América, Dennison John, e Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil.

“Na SAP acreditamos no potencial da tecnologia para simplificar processos e tornar os serviços mais acessíveis para empresas e instituições. Vamos disponibilizar nosso centro de pesquisa e desenvolvimento associado com nossa equipe técnica para construção conjunta de propostas que melhorem a oferta dos serviços públicos. Acreditamos no potencial da soma de conhecimento dos setores público e privado para resolução de problemas que são comuns para todos os moradores do Rio Grande do Sul”, explica Dennison John, presidente da SAP Labs América Latina.

O processo contempla, além do workshop de coinovação, a entrega de um relatório com a análise aprofundada do problema e sugestões de soluções que podem resultar em uma frente de trabalho para o Governo do Estado. O material será apresentado pelo corpo técnico da SAP Labs.

O modelo de governança da parceria é composto pela equipe especializada da SAP Labs Latin America, contando com: um Project Manager, que terá por missão acompanhar e gerenciar todas as etapas do cronograma do projeto, equipes de apoio e mentores técnicos para oferecer um melhor direcionamento durante o desenvolvimento das atividades de coinovação. Além dos workshops, estão previstos uma reunião por trimestre com as pastas responsáveis pela iniciativa e uma reunião anual para avaliação dos resultados da parceira.

Robotização no mercado de trabalho: uma alternativa em tempos de epidemias mundiais

Por  Rogério Borili, Vice-presidente de tecnologia da Becomex

De acordo com uma pesquisa realizada recentemente pelo Gartner, a Inteligência Artificial e tecnologias como assistentes virtuais e chatbots substituirão 69% da força de trabalho dos cargos de gerência até 2024. Diante disso, os líderes de recursos humanos deverão atuar em parceria com as equipes de TI para automatizar os fluxos das atividades exercidas por estes funcionários. A pesquisa também indica que apenas 9% dos líderes de RH acreditam que suas empresas estão preparadas para o futuro do trabalho e que, para 73% deles, o desenvolvimento de habilidades dos colaboradores é prioridade. Entretanto, quase 50% das atividades internas serão extintas dando lugar à tecnologia. Inclusive, essas chefias de RH precisarão encontrar outras maneiras de avaliar os funcionários sem considerar as tarefas que serão realizadas pelas máquinas. As empresas, igualmente, deverão implementar treinamentos ao vivo para aperfeiçoar as competências de suas equipes.

Outro estudo do mesmo instituto aponta que os líderes de Infraestrutura e Operações devem repensar as estratégias de automação a partir de 2020, reorientando às equipes para atividadesque requeiram maior interação humana a fim de elevar a escalabilidade dos negócios e atenderàs novas demandas dos clientes.

Estas tendências se aplicam a todos os mercados, mas no setor financeiro os impactos devem ser maiores, devido ao excesso de atividades repetitivas e burocráticas, além da grande quantidade de documentos e códigos que podem ser analisados e processados de forma mais ágil e eficiente com o uso da tecnologia. Em especial, a Inteligência Artificial e o MachineLearning, que reduzem a demanda de criação de interfaces para obter e analisar dados e eliminam a necessidade de recriar essas interfaces devido a mudanças no sistema legal ou nos processos corporativos.

A documentação fiscal e financeira, por exemplo, é muito grande e demanda uma série de controles que geram burocracias. Com a robotização, é possível criar rotinas automáticas de armazenamento e atualização, além da conciliação entre sistemas. Além de tornar o processo mais rápido e menos passível de erros, é uma solução bastante eficiente para momentos de pandemia mundial na qual estamos vivendo. Assim, os arquivos ficam mais seguros para trabalhos em home-office ao evitar que estes transitem de forma impressa ou ainda entre máquinas, sendo armazenadas em redes apropriadas, oferecendo mais tranquilidade para os colaboradores continuarem suas tarefas em segurança. Outra vantagem é que as equipes se mantêm mais focadas na estratégia do negócio, como analisar possíveis diferenças financeirasou perceber novos ganhos provenientes de incentivos fiscais, mesmo em tempos de crise.

Há exemplos de tecnologias que captam informações de empresas enquadradas na Zona Franca de Manaus para solicitar créditos do Reintegra* e atender às exigências do fiscocoletando todos os dados já classificados corretamente em apenas um mês, independentemente do volume. Caso fosse realizado manualmente, esse processo demoraria meses e com possibilidades de classificação incorreta, podendo acarretar perda financeira para as empresas, já que a solicitação do benefício pode ser feita somente em referência aos últimoscinco anos.

Embora essa discussão muitas vezes se volte para o fim de determinados postos de trabalho, é importante ressaltar que outras funções serão criadas com a expansão da tecnologia. Dito isso, cabe às empresas e aos profissionais descobrirem novas oportunidades dentro das atividades em que atuam, principalmente àquelas que exigem interação humana para ampliarem suas formas de trabalho e se manterem essenciais no negócio. A tecnologia é uma realidade e não apenas uma tendência, por isso é inevitável. Utilizá-la ao nosso favor ao invés de estabelecer uma relação de concorrência é fundamental para o sucesso dos negócios e do crescimento profissional, tanto em épocas de estabilidade econômica e social quanto em tempos de pandemias e caos.

*Reintegra é um mecanismo criado pelo governo para devolver uma parcela dos impostos pagos na cadeia produtiva às empresas exportadoras de bens manufaturados no Brasil, que podem reaver parcial ou integralmente o resíduo tributário existente na sua cadeia de produção.

Estudo da Cognizant decifra comportamento da geração Z

A geração Z, de nascidos a partir de 1997, está conquistando o mercado de trabalho. São jovens que já nasceram conectados, muitas vezes com um computador ou celular em mãos. Por conta disso, muitas empresas se questionam: como conquistar público tão difuso e com tanto acesso à informação? Pensando nisso, a Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, preparou estudo com as principais tendências de comportamento da geração Z.
Apesar de ser mais conectada do que seus pais e avós, a geração Z é a menos otimista a respeito do impacto da internet na sociedade: um em cada três acredita em influência mais negativa. “Essa opinião é ainda mais predominante entre adolescentes de 15 a 18 anos”, afirma João Lúcio de Azevedo Filho, presidente daCognizant no Brasil. “Isso é porque esses jovens já presenciaram e, muitas vezes, até foram vítimas de cyberbullying ou de fake news na web.”
Até por essa tendência de ficarem muito tempo conectados, a geração Z se preocupa em manter seus dispositivos e softwares trabalhando bem, de modo que 40% passam três ou mais horas semanais atualizando celulares, computadores e smart devices. Junto com os millennials – a geração anterior à sua – esse grupo tende a pagar por home services conectados. Apesar disso, eles também são a geração que mais depende de outras pessoas para consertar seus equipamentos digitais. Nesses casos, 23% dependem de pessoas mais velhas, e 15% pagam por esse serviço.
Para esse estudo, 2.069 pessoas responderam a um questionário de 30 perguntas personalizadas feitas pelaCognizant e pelo Center for Generational Kinetics. O nível de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 3,1%.
Privacidade 
Uma das diferenças mais marcantes entre as gerações é como elas veem a questão da privacidade dos dados pessoais. Segundo a pesquisa, as pessoas mais velhas tendem a se preocupar mais sobre como informações coletadas on-line podem ser usadas contra elas. 45% dos millennials e 46% da geração X têm essa preocupação, ante 37% da geração Z. Aliás, 32% dos entrevistados nessa faixa etária não se preocupam com a privacidade de seus dados on-line.
Por outro lado, dois terços dos entrevistados temem que empresas tenham muito conhecimento a respeito das atividades on-line deles. Esse comportamento também se reflete na geração Z. “A boa notícia para provedores de serviço e conteúdo é que um terço da geração Z e dos millennials aceitam que empresas coletem seus dados para ter acesso a promoções personalizadas”, afirma Azevedo Filho.
Outro tópico em que esses jovens têm a mesma opinião que as gerações anteriores é a questão dos anúncios on-line: 66% sentem que esse tipo de publicidade é uma interrupção. Contudo, a geração Z entende que esse é o preço a ser pago para acessar conteúdos gratuitos de qualidade. “A questão aqui é trabalhar a personalização”, aconselha o executivo. “38% dos entrevistados de até 22 anos acham que anúncios personalizados são mais efetivos do que anúncios aleatórios. “
Além disso, as redes sociais exercem cada vez mais influência no processo de compra dos consumidores mais jovens. Apesar de a geração Z ainda ser mais influenciada por familiares e amigos na aquisição de um produto ou serviço, 24% nesse grupo considera a opinião de influenciadores digitais como a mais importante nesse processo, e 35% acreditam que conteúdos gerados por usuários terão mais credibilidade do que conteúdos de empresas ou fontes independentes num futuro próximo.
O futuro do conteúdo 
“A demanda por conteúdo continuará crescendo em todas as plataformas. O uso de smartphones aumentará em 12%. TV e computadores terão crescimento de 11% e 20% respectivamente”, aponta Azevedo Filho. “Isso se dá porque a geração Z utiliza esses aparelhos para consumir diferentes conteúdos. Os celulares são o meio preferido para ver vídeos em redes sociais, a TV continua sendo a queridinha dos filmes, e os computadores são mais usados para ver vídeos no YouTube.” Com isso, a tendência é que surjam pacotes personalizados de serviços de streaming on demand – e 54% da geração Z estaria interessada nesse tipo de oferta.
Em contraste com as outras gerações, a Z prefere interagir com seus aparelhos via toque. As gerações X emillennials, por sua vez, preferem usar assistentes de voz. Mas nenhum dos três é muito fã de digitar. Em termos de experiência de uso, 60% da geração Z quer utilizar realidade virtual para se entreter com shows, filmes e, principalmente, videogames. Um possível impacto dessa tendência está no roteiro de filmes e séries. Mais da metade dos jovens da geração Z quer ser capaz de determinar o conteúdo de um filme ou série a que estão assistindo.
Insights 
• A geração Z quer tecnologias que funcionem: a recomendação é utilizar dados quantitativos e qualitativos para revelar expectativas óbvias e escondidas sobre situações cotidianas ou até mesmo inesperadas. Também é necessário estudar melhor as dificuldades tecnológicas e de atendimento que essa geração tem. O modelo de negócios precisa ser alterado: especialistas com contato direto com os consumidores deverão não só resolver problemas técnicos, mas também oferecer soluções robustas que ajudem a fidelizar os clientes.
• Usuários querem controlar seu conteúdo: é preciso testar modelos de conteúdo, consumo e engajamento para monetizar essas experiências, utilizando tecnologias como realidade aumentada ou realidade virtual e dando a opção para usuários criarem suas próprias histórias.
• Foco na personalização: podem ser testadas novas técnicas de posicionamento de anúncios além da contextual, que é baseada no perfil do usuário e no conteúdo que ele acessa. Para isso, é necessário que empresas descubram como utilizar ferramentas de personalização mais avançadas para encontrar a relação entre os dados coletados. E mais: é recomendado trabalhar o posicionamento das marcas nas redes sociais.