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Crescimento de IPOs no Brasil aumenta procura por seguro específico para oferta pública

Nos últimos meses, diversas empresas demonstraram interesse em abrir capital na bolsa brasileira. Estima-se que cerca de 40 companhias pretendem protocolar o pedido de IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) até outubro, quando se encerra o prazo para a solicitação. Com esse mercado bastante aquecido, o setor de seguros tem verificado também um grande aumento na procura pelo seguro POSI (Public Offering Securities Insurance), apólice de Responsabilidade Civil para oferta pública de valores mobiliários. O produto visa conceder cobertura à emissora e seus diretores e administradores em relação a qualquer oferta de valores mobiliários que possua prospecto ou outros documentos da oferta, entre eles IPOs.

“Ao longo do ano, vimos a procura aumentar, sendo que registramos um número recorde dos pedidos de cotação entre os meses de julho e agosto”, contou Flavio Sá, Gerente de Linhas Financeiras da AIG. “A procura pelo seguro está concentrada em empresas buscando IPOs ou ofertas subsequentes (follow ons), com oferta pública de ações ou emissão de dívidas, e existe uma maior procura das empresas em busca da emissão de valores mobiliários como alternativa para fortalecimento de caixa, o que resulta em maior demanda pelo POSI”, completa.

Uma das líderes do segmento no Brasil, a AIG lançou o Seguro para Ofertas de valores mobiliários em meados dos anos 2000. Neste ano, considerando os dados do primeiro semestre, a seguradora manteve uma estabilidade no produto, porém teve uma maior procura por parte dos clientes, principalmente pelo aumento das ofertas públicas.

“A conscientização sobre a importância deste seguro tem resultado na sua contratação sempre que a empresa vem a público com o interesse de abrir capital ou realizar oferta subsequente. Por isso, falar em crescimento do seguro POSI deve ser relacionado com a retomada dos planos de abertura de capital no Brasil que se fez mais visível nos últimos meses. E esse indicador parece não ter volta, pois mesmo neste momento em que estamos em uma situação econômica instável, é crescente o número de empresas fazendo esse movimento em busca de captação de recursos”, explica Flavio.

A principal vantagem da contratação do POSI em separado do seguro de D&O (apólice voltada para executivos) é o fato de o segurado ter a possibilidade de contratar um limite específico para a operação, não ligado ao dia a dia da companhia.

MAPFRE patrocina desafio universitário do mercado de venture capital e startups

A MAPFRE é uma das patrocinadoras do VC Challenge, competição destinada a estudantes de graduação interessados no mercado de venture capital e de startups. O objetivo da disputa é permitir aos alunos conhecer de perto o dia a dia de um investidor de Venture Capital e do empreendedor de uma startup de tecnologia.

Para isso, a disputa é dividida em duas etapas. Na primeira, os universitários assumem o papel de um investidor e terão de escolher em qual startup investiriam, entre as apresentadas, justificando sua decisão para um comitê avaliador. Na segunda fase, os grupos finalistas devem atuar como CEOs da startup escolhida e desenvolver um plano de negócios. Todo o processo conta com a mentoria de executivos de grandes empresas.

Durante a competição, realizada pela gestora de Venture Capital KPTL, a MAPFRE realizará três palestras. Dentre elas, o diretor de inovação disruptiva, Joan Cusco, falará sobre a estratégia da MAPFRE sob uma perspectiva global. (Madrid), Flávia Varga, Nikolaus Maack e Rogerio Hashimoto abordarão os desafios digitais para o mercado de seguros.

“A universidade é um espaço de inovação e quando as empresas se conectam a esse público podem usufruir das ideias disruptivas que ele oferece. Ao unir o conhecimento dos estudantes à estratégia de negócios é possível promover as transformações que são essenciais à sobrevivência das empresas e capazes de impactar positivamente toda sociedade”, acredita Flávia Varga, head de Inovação da MAPFRE Brasil.

Para participar, os universitários devem formar grupos de até 4 pessoas e se inscrever até 22 de outubro pelo link http://vcchallenge.kptl.com.br/cadastre-se. A competição acontece online entre os dias 24 de outubro e 7 de novembro.

O grupo vencedor ganha viagem para Europa e ingressos para o Web Summit 2020, um dos principais eventos de tecnologia do mundo.

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Gartner: vendas mundiais de PCs aumentaram 3,6% no terceiro trimestre de 2020

Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia pesquisa sobre vendas mundiais de PCs, que totalizaram 71,4 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2020, o que representa um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2019. Segundo a análise, a demanda dos consumidores por PCs, em função das necessidades de entretenimento doméstico e aprendizado à distância duran te a pan demia, assim como o mais forte crescimento do mercado dos Estados Unidos visto nos últimos dez anos, são os principais fatores para explicar o impulso do mercado global neste segmento.

            “Este trimestre teve a maior demanda de consumo de PCs que o Gartner viu em cinco anos”, diz Mikako Kitagawa, Diretor de Pesquisa do Gartner. “O mercado não está mais sendo medido pelo número de PCs por domicílio. Em vez disso, a dinâmica mudou para contabilizar um PC por pessoa. Por isso, embora as interrupções na cadeia de suprimentos de PCs ligadas à pandemia da COVID-19 tenham sido amplamente resolvidas, houve neste trimes tre uma escassez de componentes-chave, como painéis, como resultado dessa alta demanda do consumidor”, afirma.

            Segundo o analista, apesar dos números em ascensão, a situação tem sido diferente no cenário corporativo. “O mercado de PCs empresariais teve uma dinâmica mais cautelosa neste período. As empresas continuaram a comprar computadores para trabalho remoto, mas o foco mudou da aquisição urgente de dispositivos para a otimização de custos. No entanto, os gastos das empresas permaneceram fortes, principalmente onde existiu o financiamento do governo para ensino à distância e trabalho remoto, como nos Estados Unidos e Japão.”

            Embora o Gartner não inclua as remessas de Chromebooks em seus resultados de mercado de PC tradicionais, as vendas de Chromebooks cresceram aproximadamente 90% no terceiro trimestre de 2020, em comparação com um ano atrás. Essa demanda foi impulsionada pelo ensino à distância devido à pandemia, especialmente no mercado de educação norte-americano. Incluindo os Chromebooks, o mercado mundial total de PCs cresceu cerca de 9% na relação ano após ano, com os Chromebooks representando cerca de 11% do mercado combinado de PCs / Chromebooks.

            Os três principais fornecedores no mercado de PC tradicional permaneceram inalterados em comparação ao trimestre anterior. Ainda assim, a Lenovo ampliou sua liderança sobre a HP, atingindo um volume recorde de remessas. Fornecedores voltados para o consumidor, como Apple, Acer e Asus, viram um crescimento que ultrapassou o resto do mercado no terceiro trimestre de 2020.

Estimativas preliminares de vendas de PCs em todo o mundo para o terceiro trimestre (3T20)

(em milhões de unidades)

FornecedorVendas 3T20Participação de mercado 3T20 (%)Vendas 3T19Participação de mercado 3T19 (%)Crescimento 3T20-3T19 (%)
Lenovo18.31025,716.90324,58,3
HP Inc.15.44721,615.33522,30,7
Dell10.82715,211.34316,5-4,6
Apple5.5137,75.1397,57,3
Acer Group5.0857,13.9285,729,5
ASUS4.7476,74.2066,112,9
Outras11.44816,012.01417,4-4,7
Total71.37710068.8691003,6

Observações: os dados incluem PCs baseados em desktops, notebooks e ultramobile premium (como o Microsoft Surface), mas não Chromebooks ou iPads. Todos os dados são estimados com base em um estudo preliminar. As estimativas finais estão sujeitas a alterações. As estatísticas são baseadas em remessas vendidas em canais. Os números podem não somar aos totais mostrados devido a arredondamentos.

Fonte: Gartner (Outubro de 2020)

            A Lenovo manteve a liderança com sua a posição número 1 do ranking no mercado mundial de PCs, registrando pela primeira vez vendas trimestrais acima de 18 milhões de unidades. Assim como outros fabricantes, a Lenovo experimentou um declínio na comercialização de desktops, mas o declínio não foi tão acentuado quanto aqueles experimentados pela HP e Dell, já que a demanda de desktops da Lenovo foi sustentada por um sólido crescimento na China.

            A HP, por sua vez, viu um crescimento abaixo do mercado, sendo que as vendas de desktops diminuíram 30% no comparativo anual, resultando em um crescimento de apenas 0,7% no terceiro trimestre de 2020. A HP teve um desempenho relativamente bom no mercado dos Estados Unidos, onde as remessas cresceram mais rápido do que a média regional, mas experimentou desafios na região da Ásia-Pacífico e no Japão. Além disso, vale salientar que a companhia também anunciou, em agosto de 2020, que sua operação tinha um forte acúmulo de notebooks devido às contínuas restrições da cadeia de suprimentos geradas pela pandemia, fato que limitou as remessas no trimestre. A HP tinha um forte foco em Chromebooks, permanecendo como o principal forn ecedor n este segmento.

            Após 17 trimestres consecutivos de crescimento ano após ano, a Dell encerrou este trimestre com um declínio de 4,6%, refletindo seu foco nos negócios sobre PCs de consumo. As vendas de PCs móveis da Dell cresceram, mas quedas acentuadas na área de desktop impactaram este crescimento. A queda nos números da Dell é um indicador de gastos cautelosos por compradores empresariais como uma reação às atuais economias fracas na maioria das nações desenvolvidas.

Visão Geral – Regional – O mercado dos Estados Unidos teve um trimestre particularmente forte, com crescimento de 11,4% ano a ano, sendo que este trimestre foi a primeira vez em dez anos que a região teve um crescimento de dois dígitos. A robusta expansão dos notebooks, com alta de 29% na relação ano a ano, foi compensado por um grande declínio nas vendas de desktops. “A demanda por PCs móveis nos Estados Unidos aumentou conforme a troca dos computadores de mesa por notebooks tornou-se uma prática comum em empresas públicas e privadas, mesmo com muitas organizações trazendo parcialmente seus funcionários de volta ao escritório”, analisa Kitagawa. “A demanda de PCs no mercado norte-americano também foi apoiada pela recuperaç&at ilde;o e conômica gradual ao longo do trimestre, incluindo uma recuperação no emprego e um índice de confiança do consumidor melhorado.”

            A HP garantiu o primeiro lugar no mercado de PCs dos Estados Unidos com base nas remessas, atingindo 30,8% de participação de mercado. A Dell veio em seguida, com 25% da participação nas vendas.

Estimativas preliminares de remessas de PC nos Estados Unidos para o terceiro trimestre

(em milhões de unidades)

FornecedorVendas 3T20Participação de mercado 3T20 (%)Vendas 3T19Participação de mercado 3T19 (%)Crescimento 3T20-3T19 (%)
HP Inc.5.11130,84.42829,815,4
Dell4.13825,03.90126,26,1
Lenovo2.53415,32.29415,410,5
Apple2.40514,52.24715,17,0
Acer Group7134,34693,252,0
Outras1.67010,11.53110,39,1
Total16.57010014.87010011,4

Observações: os dados incluem PCs baseados em desktops, notebooks e ultramobile premium (como o Microsoft Surface), mas não Chromebooks ou iPads. Todos os dados são estimados com base em um estudo preliminar. As estimativas finais estão sujeitas a alterações. As estatísticas são baseadas em remessas vendidas em canais. Os números podem não somar aos totais mostrados devido a arredondamentos.

Fonte: Gartner (Outubro de 2020)

            O mercado de PCs da Europa permaneceu relativamente estável no terceiro trimestre de 2020, com apenas 0,4% de crescimento, com 19,5 milhões de unidades comercializadas. A região também viu uma forte demanda por PCs para consumidores finais, liderada pelas vendas de notebooks com preços agressivos para crianças e estudantes, bem como máquinas de jogos de última geração para atender às necessidades de entretenimento das famílias.

            A região da Ásia-Pacífico mostrou um crescimento moderado de 3,3% de ano a ano, mas a área também apresentou um forte crescimento de trimestre a trimestre, com alta de 16,5%, indicando uma recuperação consistente após o declínio significativo visto no início de 2020. A China continuou a mostrar força, mostrando que a área tem se recuperado rapidamente do impacto da COVID-19, inclusive com os setores público e privado retomando as compras que foram adiadas no primeiro trimestre do ano.

            Esses resultados são preliminares. As estatísticas finais estarão disponíveis em breve para os clientes do programa PC Quarterly Statistics Worldwide do Gartner, que oferece uma visão abrangente do mercado mundial de PCs, permitindo que as empresas mantenham suas áreas de planejamento, distribuição, marketing e vendas de produtos informadas sobre temas importantes e implicações futuras em todo o mundo.

Investidores brasileiros consideram investir até 25% do patrimônio em ações no exterior, diz pesquisa da XP Inc.

Uma pesquisa realizada pela XP Inc. (XP Investimentos, Rico e Clear), com 48 mil clientes, demonstra o apetite dos investidores brasileiros em investir em ações de empresas listadas no exterior. Segundo o levantamento, 85% dos clientes da XP estariam dispostos a investir até 25% do patrimônio em ações de empresas fora do país.

O setor de Tecnologia é o que atrai a maior atenção dos investidores brasileiros, com 86% declarando ter interesse em empresas do setor. Entre as companhias mais citadas estão: Amazon, Apple, Alphabet (dona do Google), Microsoft, Facebook e Tesla, por exemplo. Outros setores que tiveram destaque foram: Farmacêutico (39,8%), Financeiro/Bancos (37,4%) e Energia (36,6%).

O ponto principal para que os investidores diversifiquem ainda mais os seus investimentos é a educação. Sete em cada dez investidores que participaram da pesquisa disseram que tem interesse em conhecer mais o tema.

Ontem (20), a B3 anunciou que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou as últimas mudanças no Regulamento para Listagem de Emissores. Com isso, a partir desta quinta-feira investidores pessoas física poderão investir em ações de empresas listadas no exterior via BDRs (Brazilian Depositary Receipts).

Para Fernando Ferreira, estrategista-chefe e Head de Research na XP, a nova regra coincide com um movimento sem precedentes de brasileiros migrando para a renda variável, estimulados pela taxa de juros em patamares historicamente baixos. “O acesso a oportunidades de investimento antes restritas aos investidores qualificados significa que todos os brasileiros poderão agora investir em empresas globais e diversificar seus investimentos para além das fronteiras do país, se beneficiando das mais de 600 opcões de BDRs já listadas na B3, além das que ainda estão por vir”.


BDRs
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), também conhecidos como CDVM (Certificado de Depósito de Valores Mobiliários), são valores mobiliários emitidos no Brasil que representam outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior. Na prática, os BDRs refletem a variação de preço das ações estrangeiras às quais estão atreladas, só que aqui no Brasil e em reais.

Anteriormente, os BDRs estavam restritos apenas a investidores qualificados, aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão em investimentos. Com a nova norma, esse tipo de investimento está liberado para qualquer investidor na Bolsa.

Para Betina Roxo, Estrategista Chefe da Rico Investimentos, a nova regra é mais um movimento importante para democratização dos investimentos, que pode ser adquirida com corretagem zero na Rico. “Em um cenário de juros baixos, a migração de renda fixa para renda variável deve continuar ganhando força. E agora, todas as pessoas poderão não só investir nas empresas listadas no Brasil, como em empresas globais, diversificando ainda mais a carteira, virando sócias de grandes negócios”, afirmou.

O Estrategista Chefe da Clear Corretora, Roberto Indech, enxerga a iniciativa como uma transformação cultural. “A nova regra vai mais do que dobrar a disponibilidade de ativos para o investidor brasileiro. Além disso, ela permitirá que jovens que são atraídos e identificados por marcas como Facebook, Amazon, Netflix, Apple, veja uma possibilidade mais palpável de participar deste mercado”, conclui.

Modelo tecnológico de cobrança viabiliza a Reforma Tributária

A cada pagamento de nota fiscal, o brasileiro estará pagando automaticamente seus impostos. Sem burocracia ou cálculos complicados. O mesmo vale para as empresas. Será, segundo maior especialista de software do Brasil, Miguel Abuhab, o fim da inadimplência e da sonegação, que custam ao Brasil, juntamente com a renúncia fiscal, cerca de R$ 1,172 trilhão a cada ano.

A tecnologia para viabilizar essa cobrança automática de impostos sobre a base consumo já existe no país, trata-se do Modelo Eletrônico de Cobrança IBS 5.0 que está à disposição do governo, sem qualquer custo. De acordo com Abuhab, graças ao avançado sistema dos meios de pagamento atuais, é possível vincular os impostos nas transações.

O modelo está incluído na PEC 110, proposta de autoria intelectual do tributarista e economista Luiz Carlos Hauly para a Reforma Tributária. “Reforma sem revolução tecnológica é um retrocesso”, declara Hauly.

Todos os serviços poderão ser taxados – Engenheiro formado pelo ITA, Abuhab tem participado dos debates sobre a reforma tributária com a visão da tecnologia que permitirá uma abrangência maior da medida.

Um dos pontos mais discutidos é a taxação de serviços digitais, como o Facebook, e aplicativos, como o Uber. Para Abuhab, a tecnologia permitirá que qualquer serviço prestado seja passível de taxação. “A inteligência artificial pode até identificar perfis de pagamentos envolvendo apenas pessoas físicas, para efeito de fiscalização”, completa.

A expectativa de Abuhab é que o sistema definitivo a ser operado nacionalmente seja desenvolvido por meio de licitação.

Como funciona – O Modelo Eletrônico de Cobrança IBS 5.0, é uma ferramenta que permite desconto do imposto devido a cada transação comercial, seja. Para tanto, bastará incluir um único campo com o número da nota fiscal no meio de pagamento – seja ele cartão, boleto, transferência ou outro.

O dinheiro do imposto vai diretamente para o governo, uma vez que a tecnologia vincula a transação ao Fisco e automaticamente gera, a partir do débito referente ao pagamento do cliente, os créditos de tributação, tanto para o fornecedor que vendeu o produto ou serviço, quanto para o próprio Fisco, que vai redistribuir o tributo arrecadado entre a União, Estados e municípios. O sistema considera o valor agregado a cada operação.

O objetivo é acabar com a burocracia e a complexidade dos cálculos contábeis que envolvem a taxação de impostos sobre a base de consumo. De quebra, dentro do espírito da reforma, a tecnologia praticamente elimina a possibilidade de sonegação a cada transação de negócios, bem como a inadimplência.

Com o modelo, o contribuinte não tem mais o trabalho de calcular o imposto devido. O desconto do tributo será automático no pagamento de cada nota fiscal.

A cobrança automática e eletrônica dispensa o contribuinte da obrigação de preencher formulários e cumprir por iniciativa própria o recolhimento dos impostos, como acontece no sistema atual.

Registrando de forma eletrônica cada transação e fazendo a cobrança automática de imposto, o modelo acaba com as distorções entre o que de fato circula de dinheiro na economia e o que é registrado, sem dar margem para o “jeitinho” na emissão da nota fiscal. Isso elimina a informalidade e permite o aumento na arrecadação, sem a necessidade de se aumentar as alíquotas de impostos.

Aplicativo VIPy otimiza compras no ambiente digital

Com a evolução do mercado digital e o crescimento do e-commerce em 2020, consumir produtos pela internet se tornou habitual na vida das pessoas. Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, a somatória do faturamento do comércio eletrônico nacional atingiu R$ 41,92 bilhões, segundo uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em parceria com o Movimento Compre&Confie.

Apesar da facilidade proporcionada pelas aquisições online, ainda existem algumas questões burocráticas que dificultam esse processo, como a demora para realização de cadastros ou a falta de autorização nas lojas. Analisando este cenário e com o intuito de acolher as pessoas que vivenciam estes obstáculos no e-commerce, o VIPy, novo aplicativo gratuito que promove segurança e confiabilidade aos consumidores digitais, atua como um facilitador para compras no ambiente virtual.

Como o aplicativo tem mais de 5 mil lojas parceiras, o VIPy se torna um facilitador na aprovação das compras de seus usuários cadastrados, que realizarem seus pedidos em alguma dessas varejistas. De forma rápida e segura, o aplicativo aproxima os consumidores dos varejistas e se torna um mediador entre os vendedores e os compradores.

“Criamos o VIPy com o objetivo de transmitir proteção e acolhimento para quem se cadastram no aplicativo. Queremos empoderar o consumidor e promover uma democratização das compras online, para que todos possam ter acesso da mesma forma e se sintam confiantes ao navegar no e-commerce”, reforça Marco Carvalho, diretor executivo do VIPy.

Outro ponto importante é que o VIPy mantém seu propósito principal de identificar fraudes nas compras online de forma fácil e rápida, proporcionando transparência aos consumidores. Isso ocorre porque a plataforma monitora o CPF dos usuários cadastrados e os notifica caso seja utilizado indevidamente para evitar golpes. A plataforma também permite realizar uma avaliação da experiência de compra nas lojas parceiras. Além disso, as pessoas cadastradas podem concorrer a prêmios e ter acesso a descontos exclusivos em parceiros.

O VIPy está disponível para download nos links abaixo:

Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.compreeconfie.compreeconfie

iOS: https://apps.apple.com/br/app/compre-confie/id1126508241

ABES é pré-selecionada para compor Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software foi pré-selecionada dentre as entidades que poderão compor o Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça (CNCP). Ao todo, serão escolhidos cinco representantes da sociedade civil para elaborar as diretrizes de formulação e proposição do Plano Nacional para o combate à pirataria e à sonegação fiscal, além dos delitos contra a propriedade intelectual. Os selecionados terão mandato de dois anos, permitida uma recondução. O processo se realizou nos termos dos artigos 16 e 22 da Portaria nº 232/2020/MJSP que disciplina o Regimento Interno do Colegiado. Clique aqui para ver o edital completo.

“Ficamos muito honrados com a pré-seleção, e estamos na torcida para continuar participando ativamente do Conselho para combater as violações de propriedade intelectual, que faz parte dos objetivos da ABES, de assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, dinâmico, competitivo globalmente e, principalmente, ético. Através do sistema de Monitoramento de Internet, somente no último ano retiramos do ar 52.342 anúncios que promoviam produtos pirateados. Além disso, a entidade foi responsável por derrubar 33.778 links e 91 websites que ofereciam downloads ilegais de software”, expõe Rodolfo Fücher, presidente da associação.

Este monitoramento acontece desde 2005 e, desde então, já conseguiu derrubar mais de 733 mil conteúdos ilegais, dentre eles anúncios, links e sites que violam o Direito Autoral e a Propriedade Intelectual, complementa do executivo.

A ABES reformulou a iniciativa “uma empresa ética” que visa contribuir para o desenvolvimento de um ambiente de negócios ético, respeitando a propriedade intelectual, nesse momento de transformação digital. Essa iniciativa disponibiliza treinamento, política de complince e canal de denuncia para as empresas do setor de tecnologia associada à ABES.

5G deve gerar US$ 22,5 bilhões em negócios B2B até 2024, aponta Movimento Brasil Digital

A implantação do sistema de conectividade móvel de quinta geração (5G) no Brasil deve gerar cerca de US﹩22,5 bilhões em negócios entre empresas (segmento B2B) até 2024, aponta estudo encomendado pelo Movimento Brasil Digital, união de empresas que buscam construir propostas que tragam tecnologia e inovação para o centro da estratégia do País, ao IDC, fornecedora líder de pesquisa e consultoria de TI global.

O documento mostra que o 5G deve expandir o mercado de novas tecnologias no Brasil –, entre elas destacam-se IoT (internet das coisas), Public Cloud Services, Big Data & Analytics e Security, especialmente a partir de 2022. Para o período 2020-2024, a taxa de crescimento anual composta (CAGR) deverá ser de 179% no período.

Já a expectativa para o investimento das empresas fornecedoras de serviço para a implementação da infraestrutura do sistema de conectividade para o 5G deverá ser de USS 2,5 bilhões, no mesmo período, e US﹩3,9 bilhões até 2025. O montante – e o apetite ao risco das empresas – está diretamente relacionada ao leilão de frequências para a rede 5G, que teve o cronograma afetado pela pandemia de COVID-19 e deve ser realizado em 2021.

“O 5G proporcionará a conectividade com excelência, sendo o grande vetor do desenvolvimento tecnológico do Brasil e do mundo na próxima década. O MBD quer ser um agente ativo nas discussões para viabilizar a tecnologia no Brasil, apontando oportunidades e ganhos que o País pode ter em diversos setores, além, claro, da geração de empregos na nova economia”, afirma o diretor executivo Vitor Cavalcanti.

Fonte: IDC

Novo ecossistema: indústria 4.0 no centro

O estudo do IDC mostra que o novo sistema de conectividade também impactará no rearranjo do ecossistema de tecnologia. Se antes a função central era exercida pela operadora, porque era a provedora de todos os elos da cadeia, agora o papel de ligação será feito por quem implanta a tecnologia, tendo o Use Case no centro das atenções, em seus mais variados setores, como utilities, manufatura, saúde, educação ou agronegócio.

Essa mudança de arquitetura, embora possa indicar perda de protagonismo para as operadoras, nem de longe significa uma redução de importância tampouco ostracismo. “Os players terão um grau de interdependência muito grande entre si. Para que as implantações prosperem é importante que não apenas as operadoras, mas todos os demais elos de uma mesma cadeia estejam dispostos a estabelecer esse grupo de alianças”, explica Luciano Sabóia, gerente de Telecomunicações da IDC Brasil, responsável pelo estudo.

“Uma vez que a implantação das novas tecnologias vai para o centro e o senso de ecossistema ganha ainda mais força, a missão do MBD de ajudar na capacitação de pessoas em habilidades digitais torna-se ainda mais urgente.”, completa Cavalcanti.

Exemplos de atividades que poderão ser adotadas em massa com o 5G

Fonte: IDC 2020

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Embratel apresenta soluções na Futurecom Digital Week 2020

Embratel participa com diversas novidades da Futurecom Digital Week 2020, evento dedicado à inovação do setor de tecnologia e que acontece de 26 a 30 de outubro. Executivos da empresa estarão presentes em webinars e palestras sobre temas como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Big Data e Segurança Cibernética. 

Na ocasião, a Embratel apresentará soluções para proteger empresas de ataques cibernéticos e eventuais tentativas de fraudes digitais, além de indicar ações de prevenção contra investidas de hackers. Yanis Stoyannis, Gerente de Inovação e CyberSecurity da Embratel, apresentará novidades na palestra “Como combater ameaças cada vez mais sofisticadas? Phishing, Pharming, Vishing, Smishing”, que acontece 26 de outubro, às 10h

Alexandre Gomes, Diretor de Marketing da Embratel, participará do webinar “Um Mar de Possibilidades: Uso combinado de 5G, IoT, Big Data & Inteligência Artificial impulsionando Novos Modelos de Negócios”, no dia 29 de outubro, às 11h. No painel, abordará temas como a aceleração do desenvolvimento tecnológico; a tecnologia 5G como facilitadora de conectividade inteligente; o desafio de integrar e orquestrar diferentes plataformas e tecnologias; novas soluções de segurança dos ambientes de TI; e a viabilização de novos serviços digitais disruptivos.

Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel, estará no painel “Inteligência Artificial As a Service: Destravando o potencial de inovação de pequenas e médias empresas”, no dia 29 de outubro, às 14h20. O webinar destacará a Embratel como um dos principais fornecedores do Brasil na oferta de soluções que podem ser adquiridas como serviço, com clientes pagando apenas pelo uso. Além disso, destacará como a Inteligência Artificial pode ajudar as empresas em seus novos desafios empresariais. 

“É muito importante participar de um evento dessa magnitude, pois discutiremos ideias, modelos e tendências dos setores de telecomunicações e TI. Em um momento tão atípico quanto o atual, as tecnologias são fundamentais para ajudar as companhias a manterem seus negócios ativos e aptos para atingirem o próximo nível, em termos de desempenho e performance”, afirma Mário Rachid. 

Como uma Digital Service Provider, a Embratel atua como integradora de serviços de TI e Telecomunicações para desenvolvimento, implementação e gestão de soluções integradas. A empresa possui um amplo  e moderno portfólio de soluções para Customer Experience, Nuvem (Cloud), segurança cibernética, conectividade, comunicação e colaboração, entre outras ofertas, sempre disponibilizando as melhores tecnologias do mercado para clientes empresariais dos mais diversos tamanhos e segmentos. Para saber mais acesse: www.embratel.com.br 

AGENDA DE WEBINARS E PALESTRAS NA FUTURECOM DIGITAL WEEK 2020 

– 26/10 (segunda-feira) – das 10h às 10h30 – Como combater ameaças cada vez mais sofisticadas? Phishing, Pharming, Vishing, Smishing – Yanis Stoyannis, Gerente de Inovação e CyberSecurity da Embratel. 

– 29/10 (quinta-feira) – das 11h às 12h30 – Um mar de possibilidades: uso combinado de 5G, IoT, Big Data & Inteligência Artificial impulsionando novos modelos de negócios – Alexandre Gomes, Diretor de Marketing da Embratel. 

– 29/10 (quinta-feira) – das 14h20 às 15h30 – Inteligência artificial “as a service”: destravando o potencial de inovação de pequenas e médias empresas – Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel. 

Assista o evento gratuitamente pelo link: https://www.futurecom.com.br/pt/digital-week.html#inscreva-se 

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Brasilseg lança programa de conexões com startups

A Brasilseg, empresa da BB Seguros, acaba de lançar o seu programa de conexões com startups. Batizado de Impulso Open, a iniciativa visa estabelecer parcerias estratégicas em inovação e transformação digital para os negócios da companhia, aprimorando cada vez mais a jornada do cliente dentro dos canais digitais da BB Seguros.

Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg, conta que a busca por parcerias e soluções inovadoras está no centro das atenções da empresa e o programa intensificará ainda mais os investimentos nesta área. “Queremos acelerar a implantação de soluções disruptivas que suportem nossa estratégia de negócios, totalmente focada em nossos clientes, ao mesmo tempo que incentivamos o empreendedorismo, e firmamos parcerias com startups que desenvolvem soluções aderentes ao nosso modelo de gestão. “

As startups interessadas devem se cadastrar no site e apresentar as soluções de acordo com cada desafio. A curadoria será realizada pela equipe da Brasilseg, com apoio do Distrito, a partir das informações enviadas até 05 de novembro por meio do site http://conteudo.distrito.me/impulso-open-brasilseg. Os projetos aprovados para a segunda fase serão anunciados até 10 de novembro no mesmo site.

Impulso Lab: inovação interna

O Impulso Open é uma extensão do programa interno da Brasilseg chamado Impulso Lab, lançado no mês passado, no qual os funcionários da companhia tiveram a oportunidade de apresentar propostas inovadoras para aumentar as vendas, incluir novos produtos ao portfólio da seguradora e também identificar melhorias em processos internos. “Estamos muito felizes com esta etapa interna, pois tivemos uma alta adesão e propostas simples que incrementam a excelência de nossa operação. Vemos a dedicação e o foco de nossos colaboradores diariamente em cuidar das pessoas e proteger o que é valioso para elas”, comenta Caramez.

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EDP, Audi, Porsche e VW inauguram primeiro eletroposto da maior rede de recarga ultrarrápida de veículos elétricos da América do Sul

Foto: Daumer De Giuli/Tripé Online Mkt Divulgação

O ano de 2020 representa um importante marco para a mobilidade elétrica brasileira. A parceria entre EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico, e as fabricantes Audi, Porsche e Volkswagen inaugura o primeiro carregador ultrarrápido público do Brasil, na cidade de Caraguatatuba (SP). O eletroposto faz parte do Plug&Go, nome escolhido para o projeto aprovado na Chamada Pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente em conjunto com o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL). As empresas ABB, Electric Mobility Brasil e Siemens são as fornecedoras das soluções de carregamento.

Este projeto ajudará a formar a maior rede de carregadores ultrarrápidos da América do Sul, com a instalação de 30 novas estações de recarga ultrarrápida ao longo de três anos, cobrindo todo o estado de São Paulo. Os carregadores utilizados no primeiro posto de recarga são o HV160 de recarga ultrarrápida (150kW) em corrente contínua (DC) e um PC22 de recarga semirrápida (22kW) em corrente alternada (AC), da Electric Mobility, com capacidade para abastecer três veículos elétricos simultaneamente nos dois carregadores. O tempo médio de recarga é de aproximadamente 15 minutos para 100km de autonomia no carregador ultrarrápido. O primeiro local concluído fica no Shopping Serramar, litoral norte de São Paulo (Av. José Herculano, 1086 – Pontal de Santa Marina, Caraguatatuba-SP).

O cronograma prevê o início da implantação de mais 10 novos postos ainda em 2020, que estarão na Rodovia Régis Bittencourt, Rodovia Fernão Dias, Rodovia dos Bandeirantes e Via Anhanguera.

O Plug&Go conta com um investimento de R$ 32,9 milhões e vai conectar com os eletropostos de outras iniciativas, formando um corredor com mais de 2.500 quilômetros de extensão que interliga São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba e Florianópolis. Este é o primeiro e maior projeto da América do Sul de instalação de carregadores ultrarrápidos (150 kW e 350 kW).

Os novos eletropostos colocarão a EDP na liderança em postos de carregamento ultrarrápido no Brasil. Serão 29 carregadores de 150 kW (DC) e um carregador de 350 kW (DC), e mais 30 equipamentos de 22 kW (AC). Assim, cada posto de recarga terá uma estação ultrarrápida e uma semirrápida. Os tipos de plugs dos eletropostos atendem à maioria dos modelos de veículos com recarga plug-in disponíveis no mercado brasileiro.

“A entrega do primeiro posto da rede de recarga ultrarrápida é um marco importante num projeto tão estratégico para a expansão da mobilidade elétrica no Brasil. A EDP está empenhada em protagonizar a transição energética para uma economia de baixo carbono, daí o nosso orgulho de liderar iniciativas como essa no Brasil”, afirma Nuno Pinto, head de Mobilidade Elétrica e Serviços ao Cliente da EDP Smart.

Para Johannes Roscheck, CEO e Presidente da Audi do Brasil, “há cada vez mais interessados em adquirir veículos elétricos no Brasil e a ampliação da infraestrutura de recarga no País é uma motivação adicional para que eles concretizem essa decisão. Desde que introduzimos o Audi e-tron, primeiro veículo 100% elétrico da marca, no mercado brasileiro em abril, temos conversado com nossos clientes e a percepção é de que a inauguração de pontos de recarga ultrarrápida como este trará ainda mais confiança para a realização de longas viagens. Este projeto é peça importante para atender a demanda crescente de veículos elétricos no Brasil e mostra como a sinergia entre empresas pode trazer impactos positivos para os consumidores”.

“Um dos fatores de atratividade dos carros elétricos para os consumidores é a criação de uma rede de carregamento tão ampla e abrangente quanto a existente hoje para veículos com motor a combustão. Neste momento, em que a Porsche está lançando no Brasil o Taycan, primeiro esportivo 100% elétrico da marca, a abertura de um eletroposto de carregamento rápido é fundamental para dar aos clientes a segurança de poder percorrer longas distâncias e ter onde carregar a bateria do automóvel”, pontua Werner Schaal, Diretor de Vendas da Porsche Brasil. “A Porsche participa da estratégia de mobilidade elétrica desde 2010, quando lançou o primeiro Cayenne Hybrid, e nestes dez anos aumentou progressivamente a oferta de versões híbridas a seus clientes. Agora chegou a vez dos carros elétricos.”

“A Volkswagen está liderando a transformação para a mobilidade sustentável e temos como objetivo nos tornarmos a marca número 1 global em mobilidade elétrica. Para isso, serão mais de 11 bilhões de euros investidos nos próximos anos mundialmente. Aqui na região América Latina, nossa ofensiva de produtos elétricos e híbridos teve início com o lançamento do Golf GTE, híbrido plug-in. O sucesso desta estratégia depende de uma ampla infraestrutura de carregamento. E, com a inauguração deste primeiro eletroposto, vamos começar a oferecer uma estrutura de qualidade e conveniência para nossos clientes e demais usuários, bem como incentivar que as pessoas se sintam confiantes e seguras para optar por um automóvel híbrido ou elétrico nos próximos anos”, ressalta Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen América Latina.

“Estamos felizes em ser o primeiro centro comercial a receber o carregador ultrarrápido, e a fazer parte desse marco da mobilidade elétrica. É um privilégio abrir caminho para uma nova infraestrutura de veículos que se tem mostrado eficiente e uma alternativa para a sustentabilidade”, destaca Marcelo Luiz, Superintendente do Serramar Shopping.

Para recarregar os veículos elétricos na rede de eletropostos, os usuários precisam primeiro efetuar um cadastro no site da EDP Smart, e em seguida solicitar um cartão de mobilidade elétrica (EDP EV.Card), disponível para proprietários de veículos elétricos. Após a solicitação, o cliente recebe o cartão de forma gratuita no endereço indicado em até 20 dias corridos.

Com o EV.Card, o usuário consegue realizar o desbloqueio junto aos leitores das estações de recarga e assim liberar os conectores para abastecer seu veículo híbrido plug-in ou elétrico. Em breve, será disponibilizado um aplicativo para que os clientes cadastrados possam também desbloquear, monitorar e utilizar os eletropostos de forma digital, sem a necessidade do cartão.

Mobilidade cada vez mais presente

O relatório mais recente da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) indica que, até 2040, cerca de 56 milhões de carros elétricos circularão pelas ruas e estradas do planeta. O levantamento indica ainda que, em 20 anos, mais da metade dos veículos vendidos no mundo serão elétricos. O Brasil seguirá a tendência global de crescimento. De acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o mercado nacional de automóveis elétricos e híbridos deve crescer de 300% a 500% nos próximos cinco anos.

Também de acordo com ABVE, de janeiro a junho de 2020, as vendas de automóveis eletrificados (100% elétricos, híbridos plug-in e híbridos não plug-in) cresceu 221%em relação ao mesmo período de 2019- de 2.356 unidades para 7.568. Segundo estudo do Boston Consulting Group, a expectativa é que o número de automóveis elétricos no Brasil chegue a 2 milhões em 2030.

Compromisso global

A EDP tem o compromisso global de eletrificar 100% de sua frota até 2030, assim como desenvolver novas ofertas e soluções comerciais que promovam a transição energética. No Brasil, a companhia já realizou investimentos importantes no setor. Em 2018, inaugurou um corredor de abastecimento de veículos elétricos entre Rio e São Paulo. Instaladas ao longo de 430 quilômetros da Rodovia Presidente Dutra, as estações de recarga tornaram possível fazer uma viagem completa em veículo elétrico entre as duas capitais mais populosas do Brasil. No fim de 2019, a EDP concluiu a instalação da maior rede de recarga de veículos elétricos do Espírito Santo, com a implantação de sete pontos de carregamento distribuídos pelo Estado.

Cadastro das chaves Pix deve ser feito nos canais oficiais do banco

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos alerta que o cadastramento das chaves Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos que entrará em funcionamento em 16 de novembro, deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente à central de atendimento.

O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix.

Tentativas de fraudes envolvendo o novo sistema de pagamento foram identificadas como ataques de phishing, ou pescaria digital, que usam técnicas de engenharia social e consistem na manipulação do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Os golpistas enviam links falsos que, quando acessados, direcionam o usuário a páginas falsas de bancos ou ainda levam à instalação de um arquivo malicioso que rouba dados pessoais e bancários.

Outro tipo de golpe, menos comum, são as centrais falsas oferecendo o cadastramento de chaves do Pix. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso solicita os dados pessoais e financeiros da vítima.

“Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, muito menos podem ser usados indevidamente para o cadastramento do Pix sem o seu consentimento. Na dúvida, sempre procure o gerente, uma agência ou a central de atendimento oficial da instituição para obter esclarecimentos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Ele ressalta que a FEBRABAN e seus bancos investem constantemente em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. “Além disso, os bancos investem cerca de R﹩ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação voltados para segurança para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas”, diz.

No período de quarentena, as instituições financeiras registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing. De acordo com Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social.

“Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais ou SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, como números de cartões e senhas, em troca de algo. Neste caso do Pix, oferece um falso cadastramento da chave do sistema de pagamento eletrônico”, adverte.

Chaves Pix

Desde o último dia 05 de outubro, os clientes interessados em usar o Pix, já podem começar a cadastrar suas informações para aderir à nova solução, que permitirá pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos. O cadastramento das chaves poderá ser feito a qualquer momento, até mesmo após o início de funcionamento do sistema.

Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o PIX terá chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

O ícone do PIX estará dentro do aplicativo bancário e no internet banking do cliente, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações básicas do usuário aos dados completos que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

• Número de CPF/CNPJ;

• Endereço de e-mail;

• Número do telefone celular

• EVP (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Além das chaves de endereçamento, o PIX também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

– Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

– Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento (ex: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

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O Instagram será o novo shopping neste Natal?

Por Alexandra Avelar

A Covid-19 tornou o ano de 2020 o mais difícil até agora para os varejistas – de cortes de empregos a fechamentos de lojas, tem sido um teste após o outro para a indústria. Com a aproximação do Natal e da Black Friday, as campanhas e a agitação em direção a esse período do ano, conhecido como Golden Quarter nos EUA, normalmente estariam a pleno vapor.

As marcas já teriam planejado estratégias de anúncios festivos, dedicado uma grande parte de capital para investir em influenciadores e e-mails convidativos para compras. O impacto da pandemia significa que as marcas não podem mais contar com a experiência do cliente em comprar na própria loja, de ter desde o assistente prestativo até música e luzes de Natal para oferecer uma ótima vivência. Agora, a experiência marcante precisa começar na rede social e terminar com o cuidado pós-compra. No entanto, o que as marcas podem fazer para tornar o quarto trimestre ótimo para seus clientes e seus negócios?

Aprender com o bloqueio. Assim que a pandemia chegou, mudanças dramáticas em nossas vidas diárias aconteceram da noite para o dia. Para a maioria das pessoas, isso significa mais tempo online e muito menos tempo com amigos e familiares. Para as marcas, os planos e estratégias de marketing existentes tiveram de se ajustar rapidamente a este novo mundo de hábitos de consumo, com empresas como o Walmart até mesmo afirmando que seus negócios passaram por cinco anos de mudanças em cinco meses a fim de atender às necessidades dos clientes no mundo digital.

Com o bloqueio, vimos as marcas restringirem seus orçamentos de marketing. Em março, uma queda acentuada nos gastos com publicidade foi observada na Europa e nos EUA. No final de junho, no entanto, os investimentos em propaganda global aumentaram e voltaram aos níveis pré-pandêmicos, indicando que as empresas estavam se ajustando e se adaptando rapidamente à crise. Na verdade, o comportamento do consumidor durante o bloqueio forneceu às companhias insights valiosos sobre seus públicos e mostrou-lhes a importância do marketing digital na construção de comunidades e nas vendas durante uma crise. Agora, as marcas devem fazer bom uso desses insights para descobrir o que podem fazer para trazer a magia de volta neste Natal – para seus clientes e seus resultados financeiros.

Pense na experiência do consumidor primeiro. A prioridade agora para as organizações é comercializar com a experiência do cliente em mente. Neste Natal, é improvável que os fregueses queiram passar horas examinando lojas físicas. Portanto, as empresas precisarão girar e atender a um público online, garantindo que os consumidores ainda possam descobrir novos produtos e comprá-los com facilidade e simplicidade, sem ter que entrar de fato nos estabelecimentos.

Embora alguns usem plataformas de comércio eletrônico de propriedade externa, os profissionais de marketing experientes irão (se ainda não o fizeram) aos recursos de comércio social, que envolvem os consumidores conforme eles navegam por seus feeds de mídia social. Quando se trata de reconhecimento e descoberta de produtos, 60% dos usuários do Instagram agora dizem que encontram novas mercadorias no Instagram. É aqui que o comércio social é estimulante para os clientes e inestimável para as marcas.

Diferentes táticas e canais desempenham papel no alcance de públicos mais amplos e na construção da fidelidade do cliente. Se uma empresa deseja atingir a Geração Z, ela sabe que uma parceria de marca no TikTok é uma aposta segura. Para os com mais de 50 anos, os anúncios do Facebook costumam ser a melhor escolha. Uma área que se provou popular para todos os grupos demográficos nos últimos anos é o marketing de influenciadores. No entanto, conforme a pandemia se instalou, os orçamentos para esse propósito também foram reduzidos, resultando em uma diminuição de 11% no uso de influenciadores e #ad nas redes sociais durante o segundo trimestre do ano. Apesar de um declínio geral, vimos as marcas se voltando para formadores de opinião menores, que eram capazes de conduzir campanhas com sua base leal de seguidores a um custo reduzido. Olhando para o quarto trimestre, podemos esperar que o marketing de influência permaneça uma ferramenta poderosa para os profissionais da área, à medida que as marcas alavancam influenciadores de menor escala com comunidades altamente engajadas para se conectar com seu público e contar uma história mais autêntica.

A razão pela qual os próximos três meses são tão críticos para as marcas é simples: o dinheiro está curto. A pandemia não mudou apenas o estilo de vida das pessoas, mas também a forma como gastam seu dinheiro. Agora, mais do que nunca, os consumidores procuram marcas que lhes proporcionem uma experiência excepcional. Então, o que as companhias podem fazer para oferecer aos clientes uma experiência que eles adoram?

Assim como os consumidores se relacionam com os influenciadores em um nível pessoal, os profissionais de marketing devem pensar de forma criativa sobre como podem fornecer aquele toque pessoal aos seus clientes de outras maneiras – mesmo quando os consumidores não podem visitá-los pessoalmente. Um ótimo exemplo de uma marca que pensa criativamente é a empresa de beleza britânica Natural Living. Sua fundadora, Bella Middleton, mudou a experiência online, enviando amostras grátis, reescrevendo descrições de produtos e melhorando imagens para encorajar as pessoas a comprar online.

Isso fez com que os clientes existentes voltassem ao site em um momento em que os produtos de beleza caíam para o fim das listas de compras. A marca viu um grande aumento nas pessoas que compram presentes “Miss You” para entes queridos que não podiam ver pessoalmente. Qual foi a chave para seu sucesso? Simples. Ela entendeu o cenário de seu público e como seus clientes se relacionam com a empresa – então, adaptaram seus negócios às necessidades deles.

Com os compradores ainda sem vontade de correr para a rua, as marcas precisam buscar novas maneiras de trazer a experiência da loja para dentro de casa. Seria o momento de os profissionais de marketing adotarem a realidade aumentada? A FittingBox introduziu uma solução de provador virtual que permite aos compradores experimentar óculos sem entrar em uma loja. Uma alternativa divertida para atrair os consumidores online.

Embora, de acordo com John Donahoe, CEO da Nike, os consumidores estejam mais fundamentados digitalmente do que nunca, a morte do marketing físico não está próxima – apesar do que o catálogo da Argos possa sugerir. Vimos a John Lewis abrir sua loja de Natal mais cedo para impulsionar o movimento e as vendas em um momento em que muitos de nós ainda queremos tocar e sentir – e desfrutar um pouco da magia do Natal.

Com a aproximação do período de festas, o que sabemos é o seguinte: a pressão sobre os profissionais de marketing para gerar impactos reais nos negócios é maior do que nunca. Para conquistar novos compradores, as marcas devem ser capazes de se adaptar a eles, ao que eles querem e onde querem, desde o início, como nas redes sociais, até o atendimento pós-compra. Hoje, mais do que nunca, os clientes estão exigindo uma experiência omnicanal excepcional, quer saibam disso ou não. Do Facebook ao TikTok, da realidade aumentada a anúncios de TV e até mesmo promoções na loja. Os profissionais de marketing precisam das ferramentas úteis para capturar o público certo, com a mensagem correta, no momento exato. É assim que eles vão desenvolver sua comunidade e trazer seus negócios de volta aos trilhos.

À medida que os profissionais de marketing de marca concentram seus esforços de marketing ainda mais no mundo digital, podemos ter certeza de uma coisa: pelo menos neste ano, o mundo digital pode ser apenas o novo shopping.

Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil

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Home Office exigirá novos formatos dos programas de compliance

A pandemia da Covid-19 levou muitas empresas a mudarem a forma como trabalham, transferindo boa parte de suas estruturas para o home office. Segundo dados do IBGE, cerca de oito milhões de pessoas estão atuando nessa modalidade no País, o que tem levado as organizações a repensar suas políticas de compliance e controles Internos.

“Quem ainda não tinha programas de compliance provavelmente está correndo atrás para implementá-los”, analisa Francisco Sant’Anna, presidente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. “As empresas acabaram ficando mais expostas nesse sentido. Por isso, é preciso intensificar as ações de compliance, aprimorar os processos de controle interno e fortalecer a comunicação, para que os colaboradores consigam receber essas informações”, explica.

O Report to the Nations – 2020, estudo global sobre casos de fraude, realizado pela ACFE (sigla em inglês para Associação dos Examinadores Certificados de Fraudes) em empresas, órgãos governamentais e organizações não-governamentais, mostrou que a maioria dos casos de fraude ocorrem internamente (99%), sendo que a maioria dos casos envolve funcionários (41%), diretores (35%) e executivos / proprietários (20%).

O estudo foi realizado entre janeiro de 2018 e setembro de 2019, com a análise de 2.500 casos de fraudes em 125 países, dentre eles o Brasil, que trouxeram prejuízos de aproximadamente US$ 3,6 bilhões em todo mundo.

“O cenário do levantamento é anterior à pandemia, onde, mesmo presencialmente e com os mecanismos antifraude, ainda ocorriam casos. Agora, com o distanciamento social, isso pode ser visto como uma oportunidade para que pessoas mal-intencionadas realizem fraudes e ataques virtuais, que podem comprometer a integridade da empresa”, comenta Sant’Anna. “Por isso, é necessário fortalecer todas as esferas do compliance”.

Ainda segundo o estudo, as deficiências de controles internos e a ausência de supervisão são as fraquezas que mais facilitam as fraudes, aparecendo, respectivamente, em 35% e 19% dos casos estudados.

Como muitas empresas não estavam totalmente preparadas para a pandemia, algumas ferramentas de comunicação e tecnologias externas à organização, passaram a ser utilizadas como alternativa. Um exemplo são as reuniões e as trocas de informações sensíveis por WhatsApp, o uso de e-mails pessoais e a liberação de dados por meio de acessos remotos, como VPN.

“É preciso que uma estrutura adequada seja levada para a realidade do home office. Há políticas, processos e sistemas que precisam ser utilizados no dia a dia, mesmo à distância”, explica Sant’Anna.

Ainda de acordo com o Report to The Nations, a auditoria é apontada como a principal forma de controle antifraude, apontada por 83% das organizações pesquisadas, mesmo que seu objetivo primário não seja a identificação de fraudes. Em seguida, temos os Códigos de Conduta (81%), Auditorias Internas (74%) e Certificações Financeiras (73%).

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Pix: como a nova tecnologia afetará os MEIs?

Com a pandemia de Covid-19, o número de MEIs aumentou em quase 1 milhão no Brasil. As facilidades do pagamento via Pix, como baixo custo e praticidade, poderão ajudar esses microempreendedores a manter seus negócios no mercado.

A partir de novembro, os mais de 10 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) do Brasil poderão se beneficiar do Pix, uma nova modalidade de pagamentos instantâneos criada pelo Banco Central do Brasil. A novidade acompanha uma popularização dos meios de pagamentos digitais acelerada pela pandemia e consolida a necessidade de digitalização dos negócios.

Atualmente, as transações comerciais eletrônicas têm um alto custo devido às taxas percentuais que são cobradas pelos meios de pagamento, como as maquininhas de cartão, por exemplo. Já o custo de adesão do Pix será fixo em alguns centavos por transferência para as empresas, sem necessidade de equipamentos físicos. “Você vai poder receber e mandar dinheiro sem precisar de cartão, nem de conta bancária efetivamente, bastando ter um celular”, explica Piero Contezini, CEO do Asaas. A fintech, que oferece uma conta digital para empreendedores, teve um crescimento de 52% no volume transacionado pela sua plataforma do segundo para o terceiro trimestre de 2020.

Em levantamento realizado pela Mastercard em parceria com a Kantar, cerca de 75% dos brasileiros entrevistados disseram ter aumentado o uso do pagamento digital desde o início do isolamento social. Diante do cenário, os MEIs terão no Pix uma forma de manter a concorrência no mercado, usufruindo dos recursos digitais, mas com operações mais baratas, simples e independentes de bancos. De acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito (2019), 45 milhões de brasileiros estão excluídos do sistema bancário e de crédito. 

Para Piero, outro ponto positivo da implantação da modalidade será a disponibilidade imediata do dinheiro pago pelos clientes aos empreendedores. “Hoje, o meio mais rápido é o boleto bancário, que fica disponível no dia seguinte. O cartão leva até 30 dias”, explica. “Com o Pix, nós vamos poder entregar aquilo que sempre sonhamos: dar acesso fácil ao dinheiro dos nossos clientes, além de permitir que o microempreendedor que não tem uma maquininha de cartão ou não a queira usar, possa receber dinheiro na hora, na frente do cliente, tirando a necessidade de pagar taxas para operadoras de cartão”. As transações via Pix ocorrerão em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. 

Essas vantagens facilitam a inclusão financeira dos microempreendedores, o que é fundamental em um contexto onde muitos vêm de uma situação de desemprego e flexibilização das relações de trabalho. Somente entre março e setembro deste ano, o número de MEIs no país aumentou em quase 1 milhão. 

Digitalização dos meios de pagamento não deve parar

O Pix começará a funcionar a partir de 16 de novembro como uma função dentro das plataformas digitais de bancos e fintechs, que são obrigadas a oferecer a modalidade. As formas tradicionais de transferências, como TED e DOC, continuarão disponíveis, mas devem se tornar cada vez menos frequentes. 

A novidade, que compete diretamente com papel moeda, boleto e cartões de débito, ainda deve trazer adaptações em outras formas de pagamento à longo prazo. As maquininhas de cartão de crédito, por exemplo, provavelmente começarão a cobrar taxas mais competitivas.

“Acho que o Pix vai virar o real moeda digital do Brasil, onde todo o fluxo de dinheiro do país vai migrar para lá. Em 10 anos não acho que existirá outro meio de pagamento, talvez nem mesmo o papel moeda ou o cartão de crédito”, alerta Piero. A expectativa também está presente na pesquisa da Mastercard com a Kantar, em que 55% dos entrevistados afirmaram que esperam que todas as transações financeiras sejam realizadas de forma instantânea até 2030.

Para receber um Pix, não será preciso compartilhar nenhum dado bancário, apenas uma chave cadastrada na conta financeira. Essa chave pode ser o CPF/CNPJ, e-mail ou número de telefone, por exemplo. 

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Pulse lança edital de sustentabilidade para atrair novas startups

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia e licenciada da marca Shell no Brasil, lança edital de sustentabilidade para seleção de startups que tragam soluções de impacto para os compromissos 2030 assumidos pela companhia. As inscrições são para empresas de base tecnológica que possuam inovações que contribuam para os desafios da empresa na dimensão socioambiental.

Os compromissos públicos assumidos pela Raízen estão atrelados a 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e são os pilares que irão direcionar as estratégias e as ações da companhia para cumprir as metas da agenda de sustentabilidade com base em ferramentas, manuais e procedimentos socialmente responsáveis.

O objetivo é compartilhar os desafios com as startups para que juntos com a Raízen embarquem na jornada de solução de desafios e promoção de valor para os negócios da companhia e para a sociedade. Esta oportunidade ainda contribui para 14 dos 17 ODS da ONU, trazendo mais robustez e importância para a iniciativa.

A dinâmica do edital acontecerá de forma remota, respeitando as regras de isolamento social em decorrência da pandemia de COVID-19.

Os desafios propostos pelo edital são: soluções que proporcionem redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), mudanças climáticas e promoção da transição energética, alavanquem a gestão hídrica e a redução na captação de água, que incentivem uma agricultura mais sustentável com um melhor uso da terra, auxiliem no cumprimento de programas e certificações com reconhecimento internacional, monitorem e fomentem os direitos humanos em toda cadeia e contribuam com a redução de riscos de violação dos padrões de ética e compliance da companhia.

“A sustentabilidade é parte primordial da nossa estratégia de negócios desde a criação da Raízen. Com o edital, buscamos fortalecer parcerias que nos auxilie a consolidar nosso impacto positivo cumprindo, de forma inovadora e mais ágil, os compromissos recém assumidos e contando com uma rede colaborativa de boas práticas”, afirma Cláudio Oliveira, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Raízen.

As propostas deverão ter como objetivo a geração de produtos, softwares, processos ou serviços inovadores de base tecnológica para a realidade dos diferentes negócios da companhia. O projeto conta com parceria da Endeavor, SP Ventures, Thought for Food e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

“Nós acreditamos que a geração de mais e melhores negócios entre corporações e scale-ups é fundamental para acelerarmos o crescimento de empreendedores que aceleram o país. Por meio de iniciativas como essa, as scale-ups ganham escala e capilaridade para crescer mais rápido, enquanto grandes empresas como a Raízen aceleram seus resultados de inovação encontrando soluções inéditas para problemas complexos”, conta Ilana Nasser, diretora de Engajamento de Rede na Endeavor.

Já o CEO da SP Ventures, Francisco Jardim, concorda e afirma, ainda que, as startups podem ser catalisadoras de boas práticas direcionadas para a sustentabilidade nas corporações. “As startups tendem a ser orientadas por propósito, com um DNA de propósito muito forte em suas respectivas culturas. Elas possuem um novo olhar sobre a incorporação de sustentabilidade nos processos de uma empresa. Consequentemente, o engajamento com startups tende a acelerar a adoção de práticas sustentáveis em corporações.”

Após o período de inscrições, a equipe do Pulse fará entrevistas e convocação das startups selecionadas. As soluções serão avaliadas por meio de uma banca avaliadora, em Pitch Day que incluirá time técnico e executivos da Raízen. As propostas que atenderem aos critérios de seleção e apresentarem sinergia com os compromissos e negócios da Raízen poderão ser selecionadas para continuidade do Edital, com fase de ideação e desenvolvimento de projeto piloto. Caso a entrega da solução atenda às expectativas do desafio proposto e tenha resultados positivos em campo, existe a possibilidade de que a startup se torne uma prestadora de serviços para a companhia, com a assinatura de contrato como fornecedor de longo prazo com condições diferenciadas e mentorias coletivas junto aos parceiros do projeto.

“A Raízen tem a convicção de que o cumprimento de seus compromissos sustentáveis ocorrerá não só pelos seus esforços internos, mas também via conexão e colaboração entre todos os envolvidos em suas cadeias produtivas. Nesse contexto, é nosso papel ser protagonista nessa integração. Nossas experiências e aprendizados com a inovação aberta tem trazido inúmeros benefícios para todo o ecossistema, e sabemos que o papel das startups e seus empreendedores poderá ser alavancado ainda mais com o nosso apoio para experimentação, testes, pilotos e escalonamento de suas ideias. O Edital vem para consolidar ainda mais esse nosso apoio”, destaca Fábio Mota, vice-presidente responsável por Tecnologia e Inovação na Raízen.

Para inscrição, as startups terão que atender alguns requisitos como CNPJ ativo, capacidade técnica para desenvolvimento de projeto piloto com as áreas de negócio da Raízen, alinhado com as necessidades de práticas mais sustentáveis, além de já possuírem um MVP (Produto Mínimo Viável). As inscrições estão disponíveis até 30/10., pelo endereço http://pulsehub.edital2020.com.br/.

Pulse Hub – Edital de inovação e sustentabilidade
Prazo de inscrição: Até 30/10
Link para inscrição: http://pulsehub.edital2020.com.br/
Participação gratuita.

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Estudo realizado com mais de 150 empresas define perfis de cultura organizacional

Identificar a cultura organizacional da sua empresa possibilita trabalhar com muito mais facilidade e agilidade no desenvolvimento de seus funcionários e na atração de novos talentos, melhorando os processos de gestão de pessoas, e impactando positivamente na produtividade. Mas como chegar a essa definição é uma das dúvidas que os gestores enfrentam. Entre as principais queixas, sobra subjetividade neste momento e falta embasamento para o processo.

Para ajudar as companhias, a Mindsight, startup de inteligência em Recursos Humanos, realizou uma pesquisa com 158 empresas brasileiras de diferentes setores. Por meio da análise dos padrões de cultura organizacional, a startup chegou a 8 perfis culturais existentes: pragmático, colaborativo, estável, criativo, ágil, executor, consolidado e comprometido.

O estudo foi realizado em quatro etapas. Utilizando o método Organizational Culture Profile (OCP), de O’Reilly, Chatman & Caldwell, a primeira etapa foi chamada de “Mapeamento Cultural da Organizações” e consistiu na realização de um questionário com parte de funcionários das empresas da amostra no qual eles tinham que ranquear 33 frases em ordem de prioridade, como por exemplo “ter autonomia”, “ser orientado para resultado” e ” ter estabilidade”.

A partir dos resultados obtidos, foi possível entender quais comportamentos são mais e menos valorizados dentro do ambiente de trabalho das empresas da amostra, descrevendo como essas organizações funcionam no seu cotidiano. Para a segunda etapa, as empresas foram separadas em grupos, ou “clusters”, de acordo com suas similaridades encontradas na primeira fase.

Já na terceira parte da pesquisa, a Mindsight fez um paralelo com a metodologia Competing Values Framework (CVF), desenvolvido por Robert E. Quinn, professor pesquisador da Universidade de Michigan. Nessa metodologia, as empresas são divididas em uma matriz que as separa por mais um conjunto de padrões comportamentais.

(Os quatro tipos de cultura definidas por Quinn)

Por fim, com as análises realizadas em cima dos grupos criados na segunda e na terceira etapa, a Mindsight identificou os perfis culturais existentes. Com a metodologia pronta, a startup elaborou um teste gratuito em que é possível descobrir qual o perfil cultural da sua organização.

Covid-19 e seus impactos nos contratos

Por Daniel Alcântara Nastri Cerveira

A paralisação da circulação de pessoas, mercadorias e capital, causada pelas quarentenas impostas em função do novo coronavírus, provocou um choque no mundo dos negócios. Muitos empresários ficaram sem meios que comprimir as suas obrigações, o que acarretou negociações em massa, visando promover ajustes temporários ou a rescisão dos contratos celebrados antes do aparecimento da Covid-19.

O Código Civil Brasileiro traz artigos que cuidam da possibilidade de revisão judicial e da rescisão dos pactos sem ônus, quando ocorre um fato imprevisível e extraordinário que desequilibre a relação, gerando onerosidade excessiva para um lado e vantagem extrema para outro, bem como na hipótese em que “sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução”.

Neste contexto, partindo-se do entendimento de que o surgimento da Covid-19 e suas consequências configuram fatos imprevisíveis e extraordinários, as eventuais partes prejudicadas pelos eventos que não conseguiram chegar numa composição poderão demandar junto ao Poder Judiciário os direitos que julgar devidos, desde que demonstrem estar presentes os requisitos acima mencionados, isto é, nem todas as avenças foram afetadas pela pandemia de modo a justificar a sua revisão judicial ou rescisão sem multa.

O legislador também foi instado a contribuir no tema, sendo promulgadas leis direcionadas a proteger as companhias. Neste aspecto, destaca-se a Lei 14.010/20, conhecida como a Lei da Pandemia, a qual positivou a aplicação da Teoria da Imprevisão no cenário da Covid-19, conforme seus artigos 6º e 7º:

“Art. 6º As consequências decorrentes da pandemia do coronavírus (Covid-19) nas execuções dos contratos, incluídas as previstas no art. 393 do Código Civil, não terão efeitos jurídicos retroativos.

Art. 7º Não se consideram fatos imprevisíveis, para os fins exclusivos dos arts. 317, 478, 479 e 480 do Código Civil, o aumento da inflação, a variação cambial, a desvalorização ou a substituição do padrão monetário”.

Daniel Alcântara Nastri Cerveira, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados

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