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 A tecnologia no desafio de manter o controle do fluxo de caixa durante a crise

Por Eduardo Neubern, diretor executivo da TOTVS Techfin

A atual crise socioeconômica causada pela pandemia da COVID-19 vai desencadear um impacto comum para a maior parte das empresas: a perda de controle do fluxo de caixa, em decorrência da interrupção da entrada de receitas e manutenção de seus compromissos recorrentes. No entanto, um cenário é certo: as empresas mais digitalizadas se mostram mais preparadas para gerenciar suas operações em meio à crise.

Ainda assim, temos a oportunidade de sair dessa história com um novo patamar de produtividade e aprender com os processos que serão reinventados no momento de crise. O senso de urgência somado ao cenário de incerteza tem muito a ensinar. A necessidade é a mãe da invenção

O acesso ao crédito, por exemplo, que sempre foi importante, passa a ser a questão vital neste momento, o oxigênio das empresas. E a solução para essa questão pode ir além dos caminhos tradicionais: estamos falando de inovação.

Neste cenário, a tecnologia e os dados podem fazer toda a diferença para manter o fluxo de caixa da empresa saudável. A tecnologia permite operar remotamente, melhora a experiência de uso e amplia significativamente a capacidade de distribuição ao mesmo tempo em que reduz seu custo.

Os dados têm um papel ainda mais importante: jogam luz na análise de crédito. A riqueza das informações que trafegam nos sistemas de gestão habilita uma análise baseada em uma vasto histórico de transações recorrentes e complementares de contas a pagar, receber, níveis de estoque, folha de pagamento que vão muito além da fotografia de um simples balanço, traz o filme ao invés da foto, o check-up ao invés do raio-x. Resultado: maior aprovação, maiores limites, menores taxas e menor inadimplência. Um ganha-ganha na concessão do crédito que as empresas e o país tanto precisam.

No geral, podemos afirmar seguramente que a crise não está sendo pior justamente graças à tecnologia. No momento mais agudo da crise, a tecnologia passou a ser uma espécie de rede de proteção para o negócio, que permite manter a roda girando. Seja quando estamos falando em manter o core business do negócio, ou quando consideramos no uso de dados para a tomada de decisões financeiras mais seguras.

Passada a pior fase, a tecnologia também é o que vai permitir o crescimento – ou a retomada dele. Bons exemplos são o ensino à distância, a telemedicina, o trabalho remoto e o e-commerce que estão tendo uma adesão acelerada agora, e vieram para ficar. A tecnologia é o único consenso da crise como fator determinante de sobrevivência e passos futuros. O segredo será aplicarmos intensamente a tecnologia para aumentar a produtividade e acreditarmos mais do que nunca no poder dos dados. É um momento de reflexão, mas sairemos da crise muito mais fortes. Aproveitemos a oportunidade que emerge da crise.

Pesquisa: Funcionários compartilham opiniões sobre o local de trabalho hoje e no pós-pandemia

Como os funcionários de escritório e empresas têm se mantido firmes durante a crise do novo Coronavírus? E como eles sentem que a vida profissional mudará quando os locais de trabalho reabrirem? Para descobrir isso, a Robert Half, a primeira e maior empresa de recrutamento especializado no mundo, entrevistou mais de 800 profissionais no Brasil sobre o trabalho remoto e o futuro do trabalho.

“Nossas vidas mudaram como resultado da COVID-19, incluindo onde, como e quando trabalhamos”, diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. E complementa: “Quando as empresas abrirem suas portas novamente, os negócios serão diferentes. Os empregadores e suas equipes têm demonstrado bastante habilidade em operar a partir de diferentes localidades. Por isso, haverá lições importantes aprendidas que guiarão a relação de trabalho no futuro”.

O lado positivo da pandemia
Dentre os entrevistados na pesquisa, 78% disseram que estão trabalhando em casa. Eles foram questionados sobre: ‘Qual dos seguintes sentimentos positivos você sentiu em relação ao seu trabalho nas últimas semanas?’. E as principais respostas foram*:

*Respostas múltiplas foram permitidas.

Apesar de todos os sentimentos positivos, 52% acreditam que estão trabalhando mais horas em casa do que antes. Apenas uma minoria (15%) disse estar trabalhando menos horas no home office.

Planejamento de carreira

Os profissionais também foram questionados sobre o quanto estão preocupados com a possibilidade de perderem o emprego atual como resultado da pandemia da COVID-19. Os resultados mostraram que 74% deles estão preocupados com a perda de seus empregos, sendo que 28% estão ‘muito preocupados’ e 46% estão ‘um pouco preocupados’.

Eles também foram questionados em relação a: ‘Você está reavaliando suas prioridades de carreira como resultado da pandemia COVID-19?’. E os resultados foram:

Embora as implicações dos resultados não sejam conhecidas por algum tempo, os resultados acima indicam que a pandemia está fazendo com que muitos trabalhadores parem e reavaliem seus planos e aspirações futuras de carreira.

Considerações sobre retornar ao escritório

De acordo com a pesquisa, os profissionais brasileiros esperam mudanças no local de trabalho:

– 86% gostariam de trabalhar remotamente com mais frequência do que antes da pandemia. Ao mesmo tempo, 45% acreditam que será mais difícil construir relacionamentos fortes com colegas se as equipes não estiverem no mesmo prédio.

– 53% dos profissionais se preocupam em estar muito próximos dos colegas no retorno aos escritórios.

Protocolo de negócios em um mundo pós-pandemia

À medida que começa a se planejar uma flexibilização do isolamento social, haverá mudança, também, no comportamento dos colaboradores. Segundo os profissionais entrevistados:

– 77% planejam agendar menos reuniões presenciais.
– 64% vão repensar o ‘aperto de mãos’ nas relações de negócios.
– 62% vão reconsiderar participar de eventos de negócios.
– Quase 6 em cada 10 profissionais passarão menos tempo em áreas comuns do escritório (58%) e 52% vão reconsiderar viajar a negócios.
– 72% acham que haverá menos atividades sociais e de engajamento dos times no formato presencial.

Os funcionários esperam que a empresa se adapte ao novo normal. Com essa premissa, eles foram questionados sobre: ‘Como resultado da pandemia da COVID-19, qual das seguintes medidas você acha que a sua empresa precisa tomar?’. E as respostas foram*:

“Isso nos revela que todas as funções do escritório podem mudar como resultado de lições que estamos aprendendo enquanto lidamos com a COVID-19. O local de trabalho físico poderá até se tornar a alternativa, enquanto o home office vira a primeira opção. Nesse cenário, os colaboradores podem acabar indo ao escritório apenas para reuniões importantes com executivos e fornecedores, por exemplo. Por enquanto, a principal preocupação para empresários e gestores é a reabertura. O cronograma e o escopo para o retorno dos funcionários podem variar drasticamente de uma empresa para outra. Cada empresa e cada indivíduo retornará quando considerar apropriado e seguro. Talvez o melhor presente que um gestor pode dar a seus funcionários nas próximas semanas seja deixar claro que ele não espera que eles retornem até que estejam prontos. A ideia é aumentar a motivação e promover a lealdade”, finaliza Mantovani.

Starter Business Acceleration divulga as dez startups finalistas do módulo América Latina

O Starter Business Acceleration, programa mundial de aceleração de negócios com startups que oferecem soluções aplicáveis ao setor de energia, selecionou dez startups para participarem do módulo América Latina. Idealizado pela EDP, empresa que atua em toda a cadeia do setor elétrico, o programa recebeu o recorde de 820 candidaturas de 74 países, sendo o Brasil um dos países com maior número de inscrições.

As empresas selecionadas são, Atlas Power, Energy Source, GreenAnt, IndustryCare, Plataforma Verde, Nuveo Technologies, eConciliador (Brasil), Inti-Tech (Chile), PDP – Tech e Chakratec (Israel). O módulo ocorrerá digitalmente entre os dias 30/06 e 02/07, onde as empresas poderão apresentar seus projetos para os executivos de convidados do evento e discutir formas de colaboração visando a adoção das novas tecnologias. As startups selecionadas para o módulo América do Latina, se juntam a outras 20 startups que irão participar dos módulos Europa e América do Norte durante o mês de julho.

As trinta startups que seguem na disputa apresentarão suas soluções para as empresas do Grupo EDP, que detém uma capacidade instalada de 27GW, 74% dela provenientes de energias limpas (eólica, solar e hídrica), e 12 milhões de clientes, além de outras duas utilities parceiras que integram o programa: a Verbund, maior fornecedora de eletricidade da Áustria; e a Turning Tables, empresa de inovação do grupo espanhol Cuerva.

Os dez projetos com maior potencial serão posteriormente selecionados para participar da final mundial e o vencedor será anunciado, em novembro em Portugal, durante o Web Summit, garantindo um prêmio de 50 mil euros.

As startups participantes oferecem soluções alinhadas com as áreas de negócio prioritárias para as utilities: energias limpas, soluções com foco no cliente, inovação digital, armazenamento de energia, redes inteligentes, inovação em processos internos e inovação de impacto.

“O ecossistema brasileiro de startups vem crescendo em tamanho e qualidade nos últimos anos. Essa edição do programa reflete a maturidade e o interesse das empresas participantes no mercado da América Latina, bem como a sinergia cada vez mais natural com o setor de energia. O programa Starter representa a oportunidade de colaboração entre as startups e Utilities visando acelerar novos modelos de negócio e otimização de processos através da adoção de novas tecnologias na cadeia de valor da companhia.”, ressalta Livia Brando, diretora de Inovação e Ventures da EDP Brasil.

Startups selecionadas

Atlas Power – desenvolveu uma solução que utiliza a reciclagem de baterias de veículos elétricos para aplicação em sistemas de armazenamento de energia – www.linkedin.com/company/atlaspowerbms

Chakratec – desenvolveu uma tecnologia que permite a instalação de carregadores de veículos elétricos ultrarrápidos sem a necessidade de uma rede robusta de alimentação por meio do armazenamento de energia. chakratec.com

eConciliador – solução que automatiza a resolução de conflitos e litígios online, apoiando as equipes jurídicas na tratativa de grandes volumes de processos judiciais, bem como a cobrança de dívidas – www.econciliador.com.br

Energy Source – desenvolveu uma solução focada na utilização de baterias de íon de lítio para tanto a reciclagem quanto para reutilização para armazenamento eficiente de energia. – www.energysource.com.br

GreenAnt – solução completa de eficiência energética que inclui medidores inteligentes, plataforma de monitoramento de consumo on-line e inteligência artificial aplicada a gestão do consumo – www.greenant.com.br

IndustryCare – solução de inteligência artificial aplicada à indústria 4.0 através do monitoramento em tempo real do comportamento e desempenho de equipamentos e processos, auxilia na identificação de ineficiências e orientação de projetos de Eficiência Energética – www.industrycare.com.br

Inti-Tech – projeta, fabrica e opera um robô próprio utilizado para fornecer limpeza diária autônoma para usinas solares fotovoltaicas de diferentes tamanhos – www.inti-tech.com

Nuveo Technologies – solução de transformação digital baseada em inteligência artificial aplicada a imagens e dados – www.nuveo.ai

PDP-Tech – desenvolveu uma tecnologia IoT que monitora as condições dos equipamentos elétricos cruciais de alta/média tensão e prevê sua expectativa de vida por meio de sensoriamento sem contato e análise de eventos de descarga parcial – www.pdp-tech.com

PlataformaVerde – solução de tecnologia baseada em blockchain aplicável a gestão ambiental, rastreamento da cadeia produtiva e de logística – plataformaverde.com.br

Na última edição, o Starter atraiu cerca de 500 startups e selecionou um total de 30, vindas de 13 países, para trabalhar diretamente com a EDP e as utilities parceiras do programa. Isso resultou em um pipeline de 50 projetos-piloto e 10 potenciais investimentos.

Ecossistema de inovação

Criada em maio de 2018, a EDP Ventures Brasil é o primeiro veículo de investimento do setor elétrico brasileiro, com R$ 30 milhões em recursos a serem destinados a startups que atuam em seis verticais: energia renovável, redes inteligentes, armazenamento de energia, inovação digital (blockchain, IoT, big data, realidade virtual), soluções com foco no cliente e áreas transversais (legal techs, fintechs, hrtechs). Interessados podem acessar o site www.edpventures.vc para obter mais informações.

Já receberam investimentos no Brasil as startups Dom Rock, Delfos e Fractal Engenharia e Sistemas. Desde 2008, os veículos de Venture Capital do Grupo EDP já aplicaram globalmente 33 milhões de euros em 27 startups, que juntas empregam mais de 750 colaboradores e têm mais de 100 milhões de euros de receita por ano.

E-Commerce brasileiro cresce 75% no mês de maio, segundo Mastercard SpendingPulse

No Brasil, de acordo com o Mastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, as vendas pelo e-commerce* cresceram 75% em maio e a média de crescimento dos últimos três meses (março, abril e maio) foi de mais de 48%, acima do registrado no primeiro trimestre: 14%. Ambos os dados são na comparação com o mesmo período do ano passado, ressaltando a mudança mais ampla para o digital na forma como se trabalha, mora e compra.

“O crescimento do comércio eletrônico está muito atrelado ao novo comportamento do consumidor durante o período de distanciamento social. Devido à pandemia, os consumidores estão cada vez mais se afastando do dinheiro e optando por pagamentos digitais e sem contato, o que aumentou as vendas on-line. Além disso, a distribuição do auxílio emergencial pelo governo também contribuiu para esse resultado, diz Cesar Fukushima, Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.

Para se aprofundar ainda mais no cenário econômico durante a pandemia, a Mastercard divulgou o primeiro relatório de sua série , que observa os impactos da pandemia e das recomendações de distanciamento social, incluindo o grande crescimento das compras online.

Vendas Totais

No entanto, o Mastercard SpendingPulse registrou que o volume total de vendas no varejo (excluídas as vendas de automóveis, materiais de construção, restaurantes e cama, mesa e banho) no Brasil diminuiu quase 3% em relação ao ano anterior em maio. A média dos últimos três meses caiu -10% em relação ao mesmo período de 2019.

Dois setores tiveram crescimento acima do indicador de vendas totais: supermercado (16%) e artigos de uso pessoal e doméstico (5%). Os setores de vestuários, móveis e eletrodomésticos, combustíveis e artigos farmacêuticos tiveram desempenho abaixo.

As regiões Sul (0,4%) e Sudeste (-2%) tiveram crescimento acima da média, enquanto Norte ( -6%), Nordeste (-5%) e Centro Oeste (- 9%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Construa agora o seu plano de desenvolvimento pessoal e profissional

Como desenvolver a carreira em um cenário tão complexo e atípico para todo mundo? O fato é que ninguém imaginava o que estava por vir em 2020, mas, para muitos empreendedores, momentos de crise podem trazer oportunidades. Isso aconteceu, em 2015, com o palestrante e instrutor de cursos da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), Alexander Baer, que, ao ver o seu faturamento cair em torno de 25%, identificou no mundo on-line oportunidades para a carreira. Foi aí que ele iniciou os workshops virtuais, a fim de alavancar os seus ganhos.

O consultor trouxe dicas para as empresas que buscam oportunidades no mundo virtual em recente webinar gratuito da AHK Paraná. Um dos primeiros alertas que o palestrante e professor da Fundação Getúlio Vargas faz é: “você sabe onde quer estar daqui a 10 anos? Então, movimente-se. A ação é um dos fatores que determina o sucesso”.

Em 2030, você quer estar ganhando o mesmo que hoje? Quanto almeja receber por mês e por ano? “Questionamentos como esses começam a dar um rumo para o seu negócio e para a sua vida. A pessoa não pode ‘achar’, tem que ter foco e saber exatamente o que quer. Lembrando que você é o gestor da sua vida, da sua carreira, do seu sucesso ou, até mesmo, do seu fracasso”, afirma Baer.

Para não se perder no meio do caminho, um bom planejamento estratégico profissional é fundamental para atingir os objetivos a curto, médio e longo prazo. O instrutor de cursos da AHK reforça que, com foco, é possível acumular a energia necessária para atingir as metas, e não só para a carreira, mas também para a vida pessoal. As pessoas precisam ter em mente qual é a missão delas e os valores que carregam, para, então, visualizar aonde almejam chegar.

“São três perguntas básicas: Onde você está hoje? Para aonde você quer ir? O que fazer para chegar ao local desejado?”, questiona o palestrante. E ele já responde que o primeiro passo é olhar para dentro e para fora, potencializando os pontos fortes e corrigindo as fraquezas.

Baer indica como exercício a análise Swot, que auxilia na identificação dos pontos internos, isto é, forças (strengths) e fraquezas (weaknesses), e dos externos, que são as oportunidades (opportunities) e as ameaças (threats). Quais são as suas?

Criatividade e qualificação para se destacar no mercado

A busca pela qualificação profissional e pelo conhecimento é essencial nesse processo de alavancagem de carreira. Hoje, há muitos cursos on-line de alto nível, gratuitos ou por um preço justo. A AHK Paraná, por exemplo, desde março oferece via Zoom inúmeros webinars, sem custo e abertos ao público. São encontros virtuais sobre os mais variados assuntos, entre eles: negócios, planejamento estratégico, administração, vendas, direito trabalhista e tributário, meio ambiente, indústria 4.0 e transformação digital, entre outros.

O instrutor da AHK salienta que é preciso aprender a transformar a crise em oportunidade e, quando tudo passar, tendo o conhecimento como um aliado, você estará mais qualificado para o mercado. “Para quem está preparado, a crise traz inúmeras possibilidades. Aproveite esse momento e defina as estratégias de ação para se diferenciar no seu segmento de atuação, evite estar entre a ‘manada’, busque a criatividade, transforme seus produtos e serviços e ofereça uma experiência diferenciada aos consumidores. Comunique-se e abuse das redes socias para fazer divulgações: este é o momento de se tornar conhecido pelo mercado. Agora é a hora de ser visto nas redes, para ser lembrado amanhã”, conclui.

Digisystem reforça infraestrutura de tecnologia investindo em nuvem híbrida da IBM

A Digisystem, companhia brasileira fornecedora de soluções de negócios baseadas em tecnologias avançadas que ajudam as empresas a passarem pela jornada da transformação digital, acaba de migrar os dados da maior parte das áreas da empresa para a nuvem da IBM. O projeto, realizado em maio deste ano, foi concluído em três semanas e proporcionou a Digisystem ganho de performance, criação de ambiente com maiores redundâncias, maior flexibilidade nas versões de sistema operacional e no tamanho dos servidores. Além disso, a migração resultou em uma redução de custos anual de cerca de R$ 600 mil reais, decorrente da eliminação da variação cambial do valor mensal, uma vez que o pagamento passou a ser realizado no Brasil, excluindo a necessidade de recolhimento dos impostos de importação de serviços. A migração impactou aproximadamente 900 usuários da Digisystem e mais de três mil usuários clientes.

De acordo com o Diretor de infraestrutura e Cyber Risk da Digisystem, Wagner Hiendlmayer, questões como melhoria na segurança para infraestrutura no ambiente cloud, custos altos com o concorrente e suporte nacional foram as principais motivações para a migração. “Além do impacto financeiro, tínhamos questões críticas em relação à flexibilidade das soluções de segurança que poderíamos disponibilizar em nuvem”, explica o executivo. Outro fator importante que influenciou a decisão foi a escolha de um ambiente híbrido, com soluções dentro da plataforma cloud e outras servidores baremetal com virtualização, topologia que não era possível na infraestrutura anterior.

Autonomia e segurança

Para Hiendlmayer um dos principais benefícios da nuvem da IBM é a questão da flexibilidade em relação às plataformas que são disponibilizadas aos clientes. “Além da solução em nuvem, é possível que sejam fornecidos componentes computacionais em infraestrutura de virtualização – como PowerVM IBM, VMWare ou Hyper-V – ou ainda a possibilidade de utilização de Power Systems IBM com processadores da linha Power9 em AIX, Linux ou RedHat OpenShift”, esclarece. O especialista pontua ainda que esses benefícios influenciam no negócio das empresas não apenas em questões financeiras com redução de custo, mas também no que tange o suporte para que a equipe interna seja melhor atendida, melhorando consequentemente o foco do negócio.

Hiendlmayer explica que a maneira como o ambiente foi construído possibilitou a criação de redundâncias em todos os ambientes, removendo os pontos únicos de falha, e implementando soluções de segurança da informação no ambiente de virtualização, que não seriam possíveis de serem lançadas em um ambiente cloud convencional. “Esta nova infraestrutura híbrida proporcionou maior controle sobre o ambiente para a Digisystem. Desta forma, ganhamos mais autonomia para implementação dos ambientes”, finaliza. Após a migração, foi possível criar na Digisystem um ambiente de Disaster Recovery (Recuperação de desastre, ou Recuperação de Sistemas) e de alta disponibilidade.

Transformação digital do RH é mandatória para evolução do setor

A tecnologia 4.0 prova constantemente que a inovação existe para somar junto com a humanidade, e no setor de Recursos Humanos não tem sido diferente. Este segmento tem responsabilidades fundamentais para o bom funcionamento de uma empresa e, mais do que números, o RH precisa de análises consistentes para tomada de decisão assertiva. “A máquina faz os cálculos, mas o que são os números se não estivermos prontos para a análise? A questão é sempre utilizar recursos tecnológicos que facilitem e tragam praticidade no nosso dia a dia, mas o olhar humano é indispensável”, explica Marcelo de Abreu e Silva, vice-presidente da Employer.

As empresas estão atentas para os melhores investimentos direcionados tanto em tecnologias como na evolução dos funcionários. Desta forma, o RH consegue promover gestão de pessoas com qualidade, simplificando tarefas operacionais e se dedicando a atividades que exigem mais análise e estratégia. “Existe uma mudança comportamental nas pessoas, estamos com acesso a um conhecimento maior, vivemos uma geração de questionadores que são fundamentais para que nunca estejamos na zona de conforto”, comenta Marcelo.

Essa transformação não está longe e pode facilmente, com investimentos interessantes, ser incorporada na rotina do RH. A Employer produz essas tecnologias como, por exemplo, processos de automatização de contratação que economizem tempo e espaço físico; distribuição de holerites e canais de comunicação online que não só protegem a saúde das pessoas, mas também economizam recursos e aproximam a empresa de seus colaboradores; sistemas de coleta de dados que unificam e facilitam pagamentos, bem como, as decisões estratégicas de manejo de equipe; ponto com inteligência artificial para reconhecimento facial que traz segurança ao empregador e empregado.

Segundo Patrícia Perez F. Lemes, Gerente de Recursos Humanos da Multinacional Froneri, os ganhos foram muitos desde que a empresa aderiu as soluções de RH da Employer. “Desde 2017, investimos em ferramentas para uma melhor gestão dos processos de RH, buscando sempre garantir aos nossos colaboradores transparência e agilidade nas respostas. Com o acesso online à marcação de ponto, comprovantes de pagamentos, formulários interativos, políticas e históricos, nossos colaboradores possuem acesso às suas informações 24 horas por dia, contando ainda com a facilidade das consultas através de app no celular”, conta.

A automação e robotização de processos, inteligências artificiais e deep learning estão cada vez mais presentes nas organizações. A transformação digital, que já era uma realidade, foi acelerada consideravelmente nesse cenário que estamos passando.

“Nosso processo de admissão foi reduzido de aproximadamente cinco dias para dois dias (devido aos prazos do e-social), sendo as informações dos aprovados armazenadas em nuvem e protegidas por rigorosos sistemas de Cyber Security, que garantem a proteção de dados pessoais e acesso rápido ao RH, sem esquecer do ganho ambiental, reduzindo a impressão e o consumo de papel”, explica Patrícia.

Com a transformação digital do RH combinada com tecnologia e análise de dados da equipe, o setor desenvolve autonomia e estratégias que apoiam e facilitam as decisões tomadas pela diretoria da empresa. “A questão não é nos tornarmos digitais, mas sim utilizar a tecnologia para o empoderar ao recurso mais importante das organizações, as pessoas!”, finaliza

Pesquisa da OTRS mostra que 82% mantêm a mesma produtivamente em casa quanto no escritório

Perguntas sobre as vantagens e desvantagens do home office e se a crise do coronavírus levará os funcionários a trabalharem mais em casa no futuro são temas recorrentes. A pesquisa do OTRS Group, realizada na Alemanha, Brasil, Cingapura, EUA e México, mostrou um resultado claro em relação à produtividade: 39% afirmam que podem trabalhar de maneira tão produtiva em seu escritório em casa quanto em escritório tradicional, já 43% dizem até que são mais produtivos quando trabalham em casa. No Brasil, mais da metade dos entrevistados (54%) afirma que pode trabalhar de forma mais produtiva em casa. Nos EUA e Cingapura, 41% fazem essa afirmação.

Os riscos estão na perda de reuniões presenciais e na tendência de horas extras

De acordo com 23% dos pesquisados, o maior risco de trabalhar em casa é a falta de reuniões pessoais. Já 22% vêm o perigo de trabalhar mais horas extras em seu escritório em casa. No Brasil, 57% dos pesquisados ​​fizeram essas declarações.

Um total de 20% considera um risco não ter uma mudança de local, tornando o dia muito longo e chato. No México, 24% dos entrevistados disseram que não vêm nenhum risco ao trabalhar em casa.

O interesse em manter o home office segue pós-pandemia, mas com conexão de Internet estável

Dentre os entrevistados, 41% gostariam de continuar trabalhando em home office permanentemente, mesmo após a pandemia, enquanto 40% preferem uma mistura de home office e escritórios tradicionais.

Quando perguntados sobre o que os ajudaria a ser ainda mais produtivos em seu escritório em casa, 40% disseram que a primeira coisa que eles gostariam era de uma conexão à Internet mais estável – seguida por ferramentas de comunicação eficientes, melhores sistemas de armazenamento de informações e uma cultura corporativa mais voltada para trabalhar em casa.

“É gratificante ver que a grande maioria das pessoas em todo o mundo é tão ou mais produtiva em home office do que no escritório”, diz Sabine Riedel, membro do Conselho Executivo do OTRS Group. “Isso significa que as empresas inicialmente não precisam temer perda de produtividade. No entanto, é essencial apoiar e acompanhar os funcionários que estão no escritório em casa a longo prazo. As ferramentas digitais para comunicação e otimização de processos são importantes, assim como as oportunidades de intercâmbio pessoal, como coffee breaks virtuais regulares, para compensar a falta das conversas no corredor “.

A pesquisa foi realizada online, em maio de 2020, com a Pollfish. Participaram 500 profissionais das áreas de atendimento ao cliente, TI, administração, RH e marketing, da Alemanha, Brasil, Cingapura EUA e México (100 respondentes por país). No Brasil os participantes foram 43% mulheres e 57% homens, 43% entre 25 e 34 anos, 35% entre 35 e 44 anos e 15% entre 45 e 54 anos.

Accenture firma acordo de aquisição da Sentelis

A Accenture (NYSE: ACN) firmou um contrato para adquirir a Sentelis, uma empresa independente de consultoria e engenharia de dados, com sede na França, especializada em design e dimensionamento de dados e recursos de inteligência artificial (IA). A Sentelis se uniu à Accenture Applied Intelligence e complementou seu foco em ajudar os clientes a criar a estratégia e a base de dados certas para industrializar a inteligência artificial em seus negócios.

Com um forte foco na industrialização da IA e das tecnologias de big data, a Sentelis possui mais de 50 profissionais altamente qualificados, incluindo consultores, arquitetos e engenheiros de dados e IA. Desde a sua fundação em 2011, ajudou inúmeros clientes, incluindo algumas das maiores empresas francesas, projetando e dimensionando arquiteturas centradas em dados, adaptadas e seguras, permitindo acelerar a inovação nos negócios.

A combinação da experiência no setor da Sentelis, particularmente em serviços financeiros e varejo, com a experiência da Accenture em iniciativas globais de inteligência artificial em larga escala e engenharia de machine learning forneceria serviços de ponta a ponta altamente diferenciados para o mercado europeu.

“A soma do forte talento técnico das equipes da Sentelis, combinada com nossas soluções de IA e big data e profunda experiência no setor, seria uma grande oportunidade para fortalecer e ampliar nossa capacidade de ajudar os clientes a escalar a IA em seus negócios”, disse Olivier Girard , líder de unidade de mercado da Accenture para a França e Benelux. “Além do talento para o crescimento orgânico, a abordagem estratégica da Accenture para aquisições foi projetada para garantir que os recursos certos estejam disponíveis para atender às necessidades existentes e emergentes dos clientes com rapidez e escala. Juntos, poderíamos ajudar uma ampla gama de clientes a industrializar a inovação em estratégia de dados e IA. ”

“Nossa pesquisa mostra que uma forte base de dados sustenta a capacidade de uma organização de escalar com sucesso a IA”, disse Athina Kanioura, diretora de análise e líder global da Accenture Applied Intelligence. “As aquisições estratégicas – como a Sentelis – estão trazendo maior capacidade e recursos aprimorados para o trabalho de dados e clientes de IA. A estratégia de dados, a arquitetura e as habilidades de engenharia da Sentelis se alinham perfeitamente ao foco da Accenture em soluções industrializadas de ponta a ponta. Com a adição do Sentelis, teríamos uma oportunidade ainda maior de acelerar a maneira como nossos clientes agregam valor aos dados e à IA em seus negócios.”

“Hoje, as empresas inteligentes estão adotando e buscando a transformação digital para equilibrar a inovação e a industrialização em grande escala e permitir que suas organizações sejam perfeitamente integradas a um ecossistema mais amplo. Uma empresa inteligente deve ser construída em torno de uma mistura de plataformas digitais, com dados e IA no centro “, disseram Isabelle Regnier e Jean-Baptiste Ceccaldi, respectivamente diretora executiva e presidente da Sentelis. “É por isso que, no crescente mercado impulsionado por dados de hoje, ingressar na Accenture seria uma oportunidade única de ampliar nossa abordagem para novos setores e ajudar mais organizações a aproveitar seus sistemas de informação para acelerar suas transformações digitais”.

A aquisição requer consulta prévia aos conselhos de empresa relevantes e estaria sujeita às condições habituais de fechamento. Os termos financeiros da transação não serão divulgados.

5 recomendações para as empresas sobre o retorno ao local de trabalho com segurança

Por Thais Marca, General Manager de IBM Services para a América Latina

Ainda não sabemos muito sobre como será o futuro ambiente de trabalho após a pandemia, mas há uma coisa que sabemos com certeza: teremos um novo normal em nossas vidas pessoais e profissionais.

Organizações no mundo todo experimentaram diferentes lados da pandemia – algumas têm equipes que conseguiram trabalhar em casa com relativa facilidade; outras tiveram que fechar as operações totalmente ou em parte. Mas, em diferentes momentos e condições, a força de trabalho começará a retornar ao local de trabalho, e isso não será uma simples mudança.

Acredito que isso exigirá uma reformulação na maneira como pensamos sobre como e onde trabalhamos. Por isso, desenvolvemos um guia com base em 5 recomendações para os planos de retorno das empresas.

1. Regulamentação local: avaliar as diretrizes de organizações internacionais e locais

· Que orientação ou critério o governo local forneceu?

· O que indicam os dados clínicos e de saúde da população local?

Por exemplo, houve uma desaceleração significativa e sustentada em novos casos medidos pela taxa de duplicação (como por exemplo casos confirmados dobrando em 15 dias ou com mais ou menos frequência)?

· O que outras empresas locais estão fazendo, especialmente aquelas com quem podemos fazer negócios?

· Qual a disponibilidade de serviços de transporte público, escolas, acampamentos, creches e outros serviços essenciais para sua força de trabalho?

2. Autoavaliação: avaliar o estado dos nossos escritórios de trabalho

· Temos um local de trabalho preparado e seguro? Foram aplicadas as diretrizes das autoridades de saúde pública, como as dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Organização Mundial da Saúde, do governo e as próprias políticas e padrões da empresa?

· O uso de máscaras é exigido atualmente no país para funcionários e visitantes. Devemos fornecer as máscaras? Se sim, temos o suficiente? Como elas serão distribuídas? E as máscaras para os visitantes do local? Como criaremos uma experiência segura para visitantes e funcionários?

· Deve ser feita uma reestruturação nos móveis, provisão de recursos, serviço de limpeza, aumento da ventilação do ar e entrega modificada de serviços de alimentação, entre outros, para atender aos requisitos de distanciamento social e proteger funcionários, clientes e associados?

· As unidades exigirão exames de saúde no local para clientes e parceiros que entram no campus ou nos edifícios? Temos como fornecer esses serviços?

3. Ouvir os funcionários: abrir canais de comunicação

· Temos uma comunicação clara com nossos funcionários sobre as ações e riscos?

· Qual é a opinião predominante da sua força de trabalho sobre o retorno ao local de trabalho?

· Seus funcionários estão preocupados com os riscos de retornar?

· Existem considerações profissionais e pessoais que podemos avaliar para atrasar / antecipar o retorno dos funcionários?

4. Retorno: em fases ou gradual

· Os retornos dos funcionários devem ser feitos em fases predefinidas, usando práticas e políticas baseadas em evidências e dados.

· Na IBM, estabelecemos três possíveis fases, o que permitirá um retorno gradual e progressivo.

· Durante a Fase 1, a grande maioria dos funcionários deve planejar continuar trabalhando em casa.

· Considere cuidadosamente os critérios para o retorno da fase inicial de funcionários, determinando se eles terão benefícios substanciais em produtividade ou inovação enquanto estiverem no local, mesmo usando máscaras e distanciamento social.

· Permita que os funcionários de grupos de risco ou aqueles que exigem flexibilidade continuem trabalhando em casa.

5. Organização: novas formas de trabalhar e colaborar

· Tentar limitar a frequência de reuniões presenciais, incluindo novos requisitos para o número de participantes no local.

· Manter os centros de informações, auditórios, salas de treinamento e grandes salas de conferência de clientes fechados por um período de tempo, à medida que encontramos novas maneiras de atingir nossos objetivos de negócios.

· Continuar fornecendo suporte, do ponto de vista tecnológico e cultural, para a maioria dos funcionários, que continuarão trabalhando em casa.

Como uma empresa com uma força de trabalho considerável e amplamente distribuída em todo o mundo, em países que estão em diferentes estágios da pandemia, a IBM experimentou em primeira mão que não existe uma abordagem única para todos. No entanto, acreditamos que o que aprendemos ao planejar nosso retorno a uma normalidade diferente pode ser útil para outras empresas. O recém-anunciado Watson Works é um exemplo de como a IA também pode ajudar as empresas nesse planejamento.

A importância de uma política de segurança cibernética para o setor financeiro

Por Franzvitor Fiorim, diretor técnico da Trend Micro Brasil

A segurança e a confiabilidade em gerenciar informações e dados por parte das empresas tem sido um desafio crescente e uma busca constante nos departamentos de TI das organizações. E nas instituições financeiras isso não só não tem sido diferente, como também vem sendo aplicado de maneira urgente e com extrema responsabilidade pelos agentes envolvidos. Isso é fruto de um trabalho constante das autoridades reguladoras em promover um esforço em conjunto para garantir que haja regras claras no atendimento de requisitos de segurança cibernéticos que beneficiem sobretudo o usuário final.

O Banco Central , a partir da resolução Nº 4.658, estabeleceu a obrigação de uma política de segurança cibernética e os requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem. Esse foi o passo inicial para que todas as instituições direta e indiretamente envolvidas com o sistema financeiro brasileiro pudessem implementar os cuidados necessários para atingir esse fim. Em vigor desde de 26 de abril de 2018, a resolução obriga as entidades financeiras e demais autorizadas a funcionar pela autoridade monetária a definir, implementar, divulgar e manter política de segurança cibernética com o objetivo de assegurar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados e seus sistemas.

Isso é extremamente importante quando falamos em qualquer meio corporativo, mas especialmente no setor financeiro. Os pilares da Segurança da Informação, formados pela tríade disponibilidade, integridade e confidencialidade, são base fundamental de qualquer política de segurança cibernética e de proteção de dados e informações sensíveis. Abrir mão de uma política bem implementada com bases nesses três fundamentos significa consequências gravíssimas, como perdas financeiras, danos operacionais e quebra de confidencialidade.

O conteúdo da resolução do Banco Central estipula que a política de segurança cibernética deve atender, no mínimo, os objetivos de segurança, os procedimentos e os controles adotados para reduzir a vulnerabilidade da instituição. Isso significa dizer incidentes, ameaças e risco de fraudes. Ademais, falamos também de controles específicos, incluindo os voltados para a rastreabilidade da informação, que busquem garantir a segurança das informações sensíveis, o registro, a análise da causa e do impacto. Isso é importante para promover respostas rápidas e ao atendimento às regras de compliance e governança.

Um recente estudo da Trend Micro abordou os aspectos de fortalecimento da segurança de modo a garantir a conformidade no setor financeiro. Essa pesquisa ressaltou que a tecnologia da informação evoluiu rapidamente e os desafios para manter o parque computacional atualizado são conhecidos pelos profissionais de TI. Pensando em um equilíbrio entre elasticidade e custo, obtido no modelo conhecido como pay-as-you-go, várias instituições aderiram à computação em nuvem. Segundo a empresa de pesquisa Gartner, o uso de nuvem pública deve crescer 17% em 2020 e atingir US﹩ 331 bilhões ao final de 2022 em todo o mundo. Segundo o estudo, o setor financeiro também segue essa tendência, porém os desafios encontrados aí, como confidencialidade, integridade, disponibilidade e conformidade com a legislação e as normas aplicáveis têm suas próprias características.

Com esse cenário posto, encontramos um desafio ainda mais na implementação de uma política de segurança cibernética que consiga ter uma visão em tempo real de todos esses aspectos, encontrando sinergias com a aplicação das operações em ambiente de nuvem. O Banco Central diz que é fundamental que as instituições tenham pleno atendimento aos pontos da regulação, como controles específicos para a rastreabilidade da Informação, autenticação, criptografia, prevenção e tratamento dos incidentes (incluindo vazamento de dados), controle e classificação dos dados e das informações, entre outros aspectos.

Por isso, mais do que nunca, as instituições precisam, de forma mandatória, promover a realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades, estabelecer mecanismos de rastreabilidade, controles de acesso e segmentação da rede de computadores e manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações, além de criar rotinas, procedimentos, controles e tecnologias a serem utilizados na prevenção e na resposta a incidentes, em conformidade com as diretrizes da política de segurança cibernética. Isso tudo exige não apenas expertise e know-how, mas um amplo arcabouço de soluções tecnológicas que amparem a sua aplicabilidade.

O que vemos hoje é um ambiente extremamente nocivo do ponto de vista de ameaças que as organizações estão enfrentando, especialmente quando pensamos em ameaças direcionadas aos seus dados corporativos. E para além disso, há uma infinidade de requisitos de compliance de segurança exigidos pelas regulamentações governamentais e do setor. Seja a Resolução 4.658, do Banco Central, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Padrão de Segurança de Dados (Data Security Standard, DSS) do Setor de Cartões de Pagamento (Payment Card Industry, PCI), entre outras, ter ampla visibilidade e garantindo que estão em conformidade, isso em ambiente de nuvem, é peça-chave para garantir a segurança dos ambientes corporativos.

Em suma, garantir que a autenticação, a criptografia, a prevenção e a detecção de intrusão e a prevenção de vazamento de informações estejam asseguradas, além de promover a realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades, a proteção contra softwares maliciosos, o estabelecimento de mecanismos de rastreabilidade, os controles de acesso e de segmentação da rede de computadores e a manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações. Todos esses pontos são de extrema importância para formar o que chamamos de política de segurança cibernética robusta e que proteja tanto a operação como integridade dos dados dos clientes.

Franzvitor Fiorim, diretor técnico no Brasil da Trend Micro, líder global em cibersegurança

Gartner anuncia queda de 20% nas vendas de smartphones no primeiro trimestre de 2020 devido ao impacto do COVID-19

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, anuncia que as vendas globais de smartphones para usuários finais caíram 20,2% no primeiro trimestre de 2020. As medidas globais de restrição de mobilidade combinadas com a incerteza econômica provocada pela pandemia do COVID-19 levaram à demanda por smartphones ao colapso. Nesse contexto, os consumidores pararam de gastar em produtos não essenciais durante o primeiro trimestre.

“A pandemia de coronavírus fez com que o mercado global de smartphones experimentasse seu pior declínio de todos os tempos”, diz Anshul Gupta, Analista Sênior de Pesquisa do Gartner. “A maioria dos principais fabricantes chineses e a Apple foram severamente impactados pelo fechamento temporário de suas fábricas na China e pela redução dos gastos dos consumidores devido às restrições de mobilidade nas cidades e países do mundo inteiro.”

Samsung, Huawei e Oppo registram os piores desempenhos entre os cinco principais fornecedores de smartphones do mercado global – Todos os cinco principais fabricantes de smartphones registraram forte declínio no primeiro trimestre de 2020, exceto a Xiaomi. As fortes vendas de dispositivos Redmi nos mercados internacionais e o foco agressivo no canal on-line levaram a Xiaomi a obter taxas de vendas melhores que o esperado. Embora as vendas de smartphones da Samsung tenham caído 22,7% no primeiro trimestre de 2020, a empresa ainda manteve o primeiro lugar da lista, com 18,5% de participação de mercado.

 

A Samsung ampliou o estoque de seus produtos nos canais de venda, como  preparação para os lançamentos de seus novos smartphones neste período, mas seu ineficiente canal on-line combinado com o bloqueio da mobilidade nas cidades levou a companhia a registrar vendas muito mais fracas para os usuários finais do que no canal. “O COVID-19 impactou negativamente as vendas de smartphones da Samsung durante o trimestre. No entanto, o declínio poderia ter sido muito pior”, avalia Gupta. “Sua presença limitada no mercado chinês e a localização de suas fábricas fora da China impediram uma queda mais acentuada.”

A Huawei, por sua vez, registrou o pior desempenho entre os cinco principais fornecedores mundiais de smartphones no primeiro trimestre de 2020. As vendas de smartphones caíram para 42,5 milhões de unidades, uma queda de 27,3% na comparação ano a ano. Mesmo com seu primeiro declínio nas vendas de smartphones, a Huawei manteve a segunda posição, com 14,2% de participação de mercado.

“A Huawei terá um ano desafiador”, prevê o analista do Gartner. “Ela desenvolveu o ecossistema do Huawei Mobile Service (HMS), mas com a falta de aplicativos populares do Google e da loja Google Play, é improvável que a Huawei atraia novos compradores de smartphones nos mercados internacionais”.

Embora a Apple não seja tão dependente da China quanto a Huawei, Oppo ou Vivo, ela enfrentou restrições de fornecimento e fechamento de lojas que impactaram negativamente as vendas do iPhone no primeiro trimestre de 2020. No entanto, o impacto da pandemia foi menos significativo do que em outros fornecedores. As vendas do iPhone, da Apple, caíram 8,2%, totalizando 41 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2020.

“A Apple teve um forte início de ano, graças à sua nova linha de produtos, que teve um forte impulso globalmente. Se o COVID-19 não acontecesse, a empresa provavelmente teria visto suas vendas de iPhone atingirem um nível recorde neste trimestre. As interrupções na cadeia de suprimentos e o declínio dos gastos do consumidor, no entanto, interromperam essa tendência positiva em fevereiro”, explica Annette Zimmermann, Vice-Presidente de pesquisa da Gartner. “A capacidade da Apple de atender clientes por meio de suas lojas on-line e sua produção voltando aos níveis quase normais no final de março ajudaram a recuperar parte do impulso positivo inicial”.

As vendas de smartphones da Oppo caíram 19,1% no primeiro trimestre de 2020. A distribuição off-line da Oppo, que é um de seus pontos fortes, foi afetada pelo fato de o trabalho em casa obrigar consumidores e empresas a comprar produtos on-line. Para aumentar suas vendas e participação de mercado, é fundamental que a Oppo fortaleça seu canal de vendas digital.