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Minha empresa está quebrando! E agora?

Os tempos não estão fáceis para os chamados médios empresários (Middle Market). Por conta da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, diversas empresas apresentaram problemas de caixa e, algumas, infelizmente, não conseguiram contornar a situação e faliram, outras seguraram o barco, mas vão quebrando gradualmente.

Embora a situação possa parecer incontornável à primeira vista, existem caminhos que o empresário pode percorrer, e a escolha dele, via de regra, depende da gravidade da situação da empresa e das condições oferecidas pelo mercado.

Antes de mais nada, é importante ressaltar que diferentemente da crença presente no imaginário da população, o empresário que se vale das medidas de recuperação empresarial ou do processo de falência não tem por objetivo passar seus credores para trás.

Muito pelo contrário, caso as medidas sejam aplicadas corretamente, os credores terão boa parte de seus créditos satisfeitos, e o empresário poderá tentar um novo começo.

Segundo João Pedro Louzada, Advogado Especialista em RJ – Recuperação Judicial do GVM advogados, os donos de empresas, diante do agravamento da crise, podem, então, optar por duas opções: a Recuperação Extrajudicial ou a Recuperação Judicial.

Recuperação Extrajudicial

A primeira opção é a Recuperação Extrajudicial, sendo a mais adequada para empresas que estejam em um estágio intermediário de crise, seja porque está concentrada em um grupo de credores ou o caixa ainda não está severamente comprometido.

A Recuperação Extrajudicial consiste em negociar com os credores, ou grupos de credores, novas formas e condições de pagamento para os créditos já existentes. Um ponto interessante desse procedimento é a possibilidade de escolha do tipo de credor que irá participar, sendo possível fazer uma recuperação extrajudicial apenas com as instituições financeiras com as quais a empresa está em débito, por exemplo.

A maior vantagem dessa opção é que no momento do ajuizamento/anúncio do processo para o mercado, que é um dos maiores gargalos de crédito na Recuperação Judicial, a negociação já foi concluída. Já a grande desvantagem é que as negociações são feitas a portas fechadas, não havendo suspensão automática das ações e execuções em curso contra o devedor, o que dificulta a empresa conseguir fôlego enquanto negocia.

Embora a negociação se dê de forma extrajudicial, é necessário que o Plano de Recuperação Extrajudicial, o documento com os novos termos e condições de pagamento dos créditos, seja homologado judicialmente.

Recuperação Judicial

Outra opção é a Recuperação Judicial, sendo esta a medida mais adequada para empresas em que a crise já está efetivamente instalada, mas é passível de superação, seja em razão do patrimônio da empresa, da sua capacidade de continuar produzindo mesmo estando em crise ou das condições do mercado.

A principal vantagem de se optar pela chamada “RJ” é a ocorrência do stay period, um período de 180 (cento e oitenta) dias que começa após a decisão que determina o processamento da Recuperação Judicial. Durante esse prazo, as ações e execuções que correm contra a empresa ficam suspensas e a empresa não pode sofrer bloqueios e/ou penhoras, ou mesmo ter a falência decretada.

O stay period serve para que a empresa ganhe fôlego e tenha melhores condições de negociar com seus credores, de modo que ao final dos 180 (cento e oitenta) dias, o Plano de Recuperação Judicial seja aprovado e as dívidas anteriores sejam todas incluídas no plano, com novos prazos para pagamento.

Diferentemente da Recuperação Extrajudicial, na Recuperação Judicial, não é possível escolher os credores que farão parte da RJ. A parte das exceções que a lei prevê, todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não tenham vencido, estarão submetidos à Recuperação Judicial.

A Recuperação Judicial é uma ótima solução para superação de crises, mas por se tratar de um procedimento oneroso, de longa duração e por ser possível a decretação da falência no curso do processo, a empresa deve se certificar de que tem condições de passar pelo processo, pois no momento em que a Recuperação Judicial é anunciada, se tornará mais difícil obter crédito.

Pesquisa do LinkedIn aponta que 29%dos funcionários de grandes empresas se sentem obrigados a voltar ao trabalho

Com a reabertura parcial de atividades comerciais e empresariais sendo instituída em vários estados e municípios brasileiros, o LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, foi entender como os profissionais se sentem. A pesquisa, realizada entre 1 e 14 de junho entre usuários cadastrados na plataforma constatou que boa parte não se sente segura em voltar e teme não estar protegida o suficiente para evitar contágio. Os 1.261 respondentes foram divididos entre as gerações millennial (nascidos entre a década de 80 e começo dos anos 2000), Geração X (nascidos no início de 1960 até o início dos anos 80) e Baby Boomers (nascidos entre os anos de 1946 e 1964).

A confiança para voltar ao local físico de trabalho é divergente entre as gerações. A pesquisa concluiu que os millennials e baby boomers são os que mais se sentem obrigados a voltar ao escritório, num total de 16% em cada geração. Essa percepção muda para a Geração X (8%). Em contrapartida, ainda entre os millennials, um quarto (27%) alegou que já faz home office ou prefere ficar em casa enquanto houver risco.

As principais preocupações sobre a retomada do local de trabalho físico dizem respeito à segurança. Os trabalhadores brasileiros que se sentem obrigados a voltar ao trabalho estão preocupados com a higienização do local e ao acesso a equipamentos de proteção. 57% dos respondentes afirmam ainda que temem a exposição a outras pessoas que não levam a sério as diretrizes e precauções de segurança. Entre os millenials, essa preocupação é de 67%, uma diferença de 10 pontos percentuais.

Também são preocupações do total de profissionais consultados:

41% – áreas de trabalho próximas a outros colegas ou clientes
31% – áreas de alimentação ou descanso em espaços públicos / compartilhados
31% – grandes reuniões / encontros para o trabalho
29% – trajeto para o trabalho

O comportamento também difere de acordo com o tamanho da empresa onde se trabalha. 26% dos funcionários de pequenas empresas não se sentem seguros retornando a um local de trabalho físico e, portanto, continuarão trabalhando remotamente por enquanto. Já 25% dos funcionários de empresas de pequeno porte mantiveram as atividades em local físico desde o início da pandemia, esse número cai para 24% em funcionários de grandes companhias.

Entre os que se sentem obrigados a voltar, 29% são funcionários de grandes empresas, 15% estão em companhias de médio porte e outros 7% trabalham em pequenos negócios.

Hotel Transamerica São Paulo e Transamerica Expo Center se unem em mega complexo de eventos

O Hotel Transamerica São Paulo e o Transamerica Expo Center anunciam a junção de suas operações em um arrojado projeto que visa entregar ao mercado um complexo de eventos totalmente integrado, com infraestrutura para eventos, hospedagem, gastronomia e entretenimento. À frente disso está Alexandre Marcílio, Diretor Geral do Transamerica Expo Center, que agora assume também as áreas de vendas, operações e de marketing do Hotel Transamerica.

Com a fusão, a região formada pelos empreendimentos desponta como um poderoso destino para eventos, negócios e lazer. Ao todo, são 43.000 m² de espaços de eventos, 3 auditórios completos – com palco, sonorização e iluminação – para mais de 2000 pessoas, além de salões, restaurantes e uma exclusiva área verde, com capacidade para atender os mais variados tipos de eventos. Com isso, somam-se também as expertises em eventos e hotelaria dos times Transamerica em prol de um novo formato de atendimento, mais moderno e conectado às novas demandas do público pós-pandemia.

Para a direção do projeto, a escolha de Alexandre foi assertiva. Com mais de 30 anos de experiência em gestão de negócios e familiaridade com ambos os empreendimentos, Alexandre esteve em importantes momentos de expansão da Transamerica, como a implantação do Transamerica Resort Comandatuba em Una, na Bahia, do Transamerica Salvador Morro do Conselho e da primeira unidade da rede no Rio de Janeiro, além do Centro de Convenções SulAmérica (administrado pela Transamerica Eventos) e do próprio Transamerica Expo Center, que há um ano sofreu um retrofit em todas as suas instalações. Agora o executivo será responsável pelo direcionamento de novos produtos e pelas ações de marketing e vendas de todo o complexo.

“Estou muito empolgado com a fusão e com os novos desafios que ela trará. Entramos nessa empreitada com o objetivo de oferecer serviços ainda melhores e trabalharemos avidamente para que o complexo continue a ser o grande destino de eventos da cidade de São Paulo, e que, em breve, apresente novas atrações ao mercado. Temos muitos diferenciais competitivos e seguiremos nesta nova fase com produtos mais robustos e muitas novidades”, comenta o executivo.

Grupo Solví lança 1º programa de aceleração do país para startups de meio ambiente

A Solví, empresa comprometida em soluções de resíduos e valorização energética, quer atrair startups da área de meio ambiente, por meio da primeira corporate venturing – movimento de uma grande corporação em busca de inovação – destinada a esse segmento no país. A companhia criou a SMARTie, que consiste num programa de aceleração que buscará ideias inovadoras voltadas à destinação, valorização, transporte e uso de resíduos para gerar ou otimizar energia. Para buscar essa aproximação, estão previstos tickets entre R$ 500 mil a R$ 3 milhões junto aos empreendedores da área.

O novo projeto foi apresentado pelo diretor-técnico do Grupo Solví e integrante do conselho da SMARTie, Diego Nicoletti, durante uma live no Youtube em comemoração ao Dia do Meio Ambiente. A transmissão ao vivo pela internet que debateu o tema “Inovação é a Nova Sustentabilidade” foi organizada pelo STATE Innovation Hub, um ambiente de inovação de biotecnologia e sustentabilidade. O programa da companhia ficará sediado nesse espaço localizado na Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital paulista.

“Não tenho dúvida de que empresas com compromisso ambiental serão cada vez mais procuradas pelos novos profissionais diante dessa nossa realidade”, destacou Nicoletti durante a live. Com essa iniciativa, o Grupo Solví reforça ainda mais sua preocupação em buscar bons resultados na destinação dos resíduos de forma sustentável e benéfica para o meio ambiente.

A criação da STARTie mostra também um esforço em ampliar sua atuação com o foco em inovação, desta vez com a aproximação junto às iniciativas empreendedoras fora da empresa. Na prática, o novo projeto de aceleração da companhia acompanha um movimento de franco crescimento nesse setor no país. Entre 2015 e 2019, houve um crescimento de 207% no número de startups no país. Até o fim do ano passado, essa quantidade era de 12.727 unidades, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

“A partir de agora, o Grupo Solví adiciona as startups como foco para atuar na inovação em meio ambiente. Geralmente, elas têm uma boa solução, mas precisam dar um salto que não depende só dela. Por outro lado, a empresa tem toda uma estrutura de corporação consolidada e pode oferecer uma cadeia de parceiros. Ou seja, tudo aquilo que é necessário para escalar”, explicou Julio Begali, head de Operações da SMARTie.

Como vai funcionar

O primeiro corporate venturing destinado ao meio ambiente do país estará sediado no STATE Innovaton Huirá funcionar com um total de seis fases. A SMARTie lança no fim de junho a primeira etapa do programa, com lançamento de desafios para atrair as startups que atuam em quatro diferente verticais (segmentos), todos destinados ao meio ambiente. Entre elas, estão a de valorização de resíduos, recuperação e otimização de energia, logística e logística reversa, e otimização e automação de processos.

Para cada vertical, a SMARTie vai organizar dois diferentes desafios. No caso da valorização de resíduos, o processo abrangerá o tratamento do chorume e o de lodo das estações de tratamento de efluentes (ETEs). Já no de recuperação e otimização de energia, haverá os desafios de aplicação de energia limpa e o de resíduo como combustível.

A vertical de logística e logística reversa contará com os temas aplicação de blockchain em resíduos e economia circular. Por último, a de otimização e automação de processos abordará como desafios a transformação digital aplicada às gestões ambiental e a de frota e logística. Os desafios serão lançados pelos canais digitais do próprio programa nas redes sociais @smartie.global e no site oficial da SMARTie.

Recebimento das inscrições e entrevistas

Depois do lançamento dos desafios, a SMARTie dará início à segunda etapa, com o recebimento das inscrições das interessadas. O processo de captação funcionará por meio de um formulário disponível na landing page na internet. A meta é conseguir captar pelo menos 300 startups.

A terceira etapa será através das entrevistas de seleção junto às escolhidas na fase anterior. A equipe da SMARTie fará uma análise de comportamento e competências – conhecido como assessment – das startups. Em seguida, ocorrerão reuniões por videoconferência para as interessadas detalharem melhor suas soluções, a sua equipe e estrutura.

A partir dessa avaliação, será elaborado um relatório de recomendação com as selecionadas para análise do Conselho SMARTie, composto pelos principais executivos do Grupo Solví. Serão escolhidas 20 startups nessa fase, até o fim de agosto.

Pitchs e provas de conceito

Depois da seleção, os escolhidos mostrarão suas ideias inovadoras por meio dos pitchs (apresentações rápidas) de dez minutos cada. Os representantes das startups responderão as perguntas feitas pela banca, também composta por executivos do Grupo Solví. Esse processo que corresponde à quarta etapa de todo o processo definirá até 10 selecionados, no início de setembro.

Após essa fase, eles entrarão na quinta etapa, que corresponde o de provas de conceito Nessa parte, os contemplados passarão por mentorias técnicas concedidas pelos próprios diretores executivos do Grupo Solví. “Cada um deles ficará responsável por uma startup e passará orientações, vivências e experiências para esses escolhidos, além de ajudar nas conexões internas”, detalhou Begali.

Durante a fase de provas de conceito, as startups também visitarão a sede do Grupo Solví, no bairro do Jaguaré, em São Paulo e as operações da companhia. Fora isso, elas também farão estudos de viabilidade de suas ideias inovadoras, terão acesso aos modelos de negócio e conexões necessárias para formatar seus respectivos projetos.

Demo day

Após a prova de conceitos, as startups passarão pelo demo day, que consiste em fazer uma nova apresentação à banca da SMARTie. Após a demonstração da ideia inovadora, os componentes da banca poderão optar por três formas de aceleração para cada startup. A primeira delas é a parceria de negócios, explica o head do programa.

“Nesse caso, a banca propõe uma maneira do Grupo Solví se tornar um cliente, ou um fornecedor ou um parceiro da própria empresa. No entanto, a companhia não entra com investimento em participação societária”, esclareceu Begali.

A segunda maneira de aceleração a ser oferecida é o de equity. Nessa situação, a empresa entra com recursos para serem aplicados na startup. “O Grupo Solví adquire uma participação minoritária no projeto”, ressaltou o head SMARTie. A terceira opção pode ser um modelo misto, que envolvem investimentos e uma parceria de negócios.

Além disso, a banca pode optar por não fazer proposta para a startup que fizer a apresentação. “Nossa pretensão é propor algo para todas as selecionadas nessa fase, mas vai depender se a ideia inovadora de fato é viável”, completa Begali.

Cresça com o Google apresenta Mentoria Coletiva

O programa Mentoria Cresça com o Google , em que empreendedores de pequenas e médias empresas têm a oportunidade de tirar dúvidas e receber orientação on-line de profissionais mulheres sobre as principais áreas da rotina de uma empresa que foram impactadas durante a pandemia, apresenta a Mentoria Coletiva.

O programa conta com sessões coletivas, gratuitas, com duração de uma hora e conduzidas por especialistas dos temas escolhidos. Inicialmente, serão abertas 24 sessões de Mentorias Coletivas. São 200 vagas por sessão com uma especialista do tema e ocorrerão três vezes por semana: terças, quartas e quintas-feira.

Segundo Jimena Tomás, gerente de marketing do Google, as mentorias representam a oportunidade aprender com as dúvidas de outros empreendedores, além de compartilhar experiências em grupo. “Enxergamos aqui uma ótima oportunidade de atender mais pessoas, além de otimizar o aprendizado, já que a dúvida de um pode ser a dúvida de outros, e oferecer um networking qualificado”, completa.

A primeira Mentoria Coletiva está marcada para o dia 21 deste mês e abordará o tema “Como definir o público alvo do meu negócio e minhas estratégias de conteúdo”. Além disso, também serão realizadas mentorias voltadas para as áreas de Inovação, Vendas, Inteligência Emocional, Finanças, entre outros. Para se inscrever, basta acessar o site g.co/EmCasa . O interessado precisa, apenas, ter uma Conta Google, um computador ou smartphone com uma câmera e um microfone, além de uma conexão com a Internet ou dados móveis. Não há limite de participação, todos eles podem escolher quantas mentorias coletivas quiserem.

Além da novidade, o programa segue com as mentorias tradicionais de 30 minutos que são ministradas por uma mentora da Rede Mulher Empreendedora (RME). Até o final de setembro, 10 mil mentorias individuais serão oferecidas.

A Mentoria Cresça com o Google foi criada especialmente para apoiar as PMEs no momento de incerteza gerado pelo surto de COVID-19. De acordo com um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cerca de 13 milhões de PMEs sofrerão os impactos da crise ocasionada pela pandemia. Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) já aponta que as empreendedoras estão sendo mais afetadas pela situação, já que o trabalho doméstico aumenta ao mesmo tempo em que a renda diminui. De acordo com a RME, 38% das empreendedoras brasileiras tem o seu negócio como principal fonte de renda da família.

Dessa forma, a Mentoria Cresça com o Google auxiliará ambos os lados: os empreendedores que precisam de ajuda durante esse período de incerteza e as mentoras, que vão receber uma renda extra por participarem do programa.

Mentoria de negócios auxilia empreendedores durante e após a pandemia

Formado em Administração de Empresas, Samuel Machado, 47 anos, sempre trabalhou no ramo imobiliário. Primeiro em Osasco-SP, sua cidade natal, e depois na agitada capital do estado. Em 2002 adotou Maringá, no Paraná, como lar para ficar mais perto da família da esposa e em busca de mais qualidade de vida.

Já habituado à Cidade Canção, continuou sua trajetória profissional no ramo imobiliário e divide a jornada trabalhando na pizzaria da família todas as noites. Mesmo satisfeito com a carreira, há algum tempo Samuel cultiva o sonho de empreender e ser dono de seu próprio negócio. A ideia é montar sua empresa e empregar toda sua experiência no mercado de imóveis, junto com o irmão, especialista em TI. Em um mundo que passa por grandes transformações digitais, o administrador pretende tirar do papel até o fim deste ano sua própria imobiliária totalmente digital, a exemplo de startups como Rua 2 e Quinto Andar.

A arquiteta Caroline Galliardo, de 30 anos, também de Maringá, possui uma robusta carteira de clientes para os quais presta serviços de arquitetura e decoração de interiores em projetos comerciais e residenciais. Em sua rotina de reformas, muitas vezes indicava os serviços de lojas de móveis planejados para compor os ambientes projetados por ela. Unindo o útil ao agradável, Caroline também decidiu empreender.

Há dois anos, em parceria com sócios que traziam experiência em marcenaria, a arquiteta decidiu abrir uma franquia de móveis planejados na cidade e representa a marca catarinense DAICO. Os negócios vão bem, ainda mais em momentos como este no qual as pessoas passam muito mais tempo em casa, mas Carolina sentiu a necessidade de profissionalizar ainda mais a operação, motivar a equipe, estabelecer metas anuais, entre outras mudanças.

Mentoria

O que esses dois profissionais têm em comum? Caroline e Samuel foram impactados pela trajetória do empresário Clemilson Correia. Ele começou do zero o empreendimento que hoje fatura milhões: a Buysoft, uma das maiores empresas de software e soluções em TI do Brasil e que figura na lista das 500 empresas que mais crescem nas Américas, de acordo com o Financial Times, nasceu na sala da casa de Clemilson em um momento de transição de carreira, quando muitos não vislumbram uma luz no fim do túnel.

Empreendedor de sucesso e atento aos efeitos do avanço do coronavírus no país e as consequências para o futuro da economia e do mercado de trabalho, Clemilson decidiu direcionar conhecimento para inspirar as pessoas a atingirem o seu melhor desempenho e colocar seus planos em prática.

No perfil do Linkedin, Clemilson anunciou o programa gratuito de mentoria. Os encontros com duração de uma hora são feitos por videoconferência e durante 30 dias o mentorado pode manter contato para tirar dúvidas. Mais de 100 interessados disputaram os dez aconselhamentos doados pelo empresário.

Samuel e Caroline foram dois dos sorteados. Além de ouvir atentamente os anseios e objetivos dos participantes, Clemilson compartilhou o direcionamento sugerido para os negócios com base em sua experiência à frente de uma empresa próspera e com foco na valorização de pessoas.

“A gente fala, principalmente, de experiências e de inovação. Eu trago um material extra, como sugestão de leitura, de vídeos. A gente tenta montar um planejamento juntos. E, depois dessa uma hora de videoconferência, eu libero o número de WhatsApp para que eu possa responder, durante 30 dias, qualquer dúvida e pergunta que essa pessoa tiver. Tentamos encontrar saídas juntos. No mínimo, umas dez alternativas a gente encontra simplesmente conversando”, comenta Clemilson.

Caroline Galliardo “já conhecia a história do Clemilson e soube da mentoria pelo Instagram. Pensei que eu poderia ter uma mentoria de como tocar o negócio que eu mesma decidi montar. É importante saber como e entender por que estimular a equipe, estabelecer metas, as teorias sobre missão, valor e visão para manter o foco. Foi muito interessante também as dicas de livros e vídeos de empreendedores e influenciadores do mundo todo que ele passou”.

Samuel Machado tem um projeto para empreender no ramo imobiliário, área que atua. Segundo ele, “na mentoria, o Clemilson deu a liberdade de escolher um tema, foi direto ao objetivo, deu dicas para estudos. Como eu já tenho um plano, ele deu algumas orientações, sugeriu cuidados, abriu os olhos para alguns pontos que eu não estava identificando”. E continua: “mas o mais interessante é que ele é um cara determinado, sabia onde queira chegar. Minha decisão por tentar empreender foi inspirada por ele, eu sigo o Clemilson nas redes sociais. É como ele diz: quando você determina o objetivo, mantém o foco e vai à luta, você consegue. Bem legal e muito proveitosa a mentoria”.

Momento

Em tempos cheios de incertezas com o avanço do coronavírus, muitos profissionais vêm questionando a própria atividade e, principalmente, o futuro, a sobrevida do próprio negócio pós-pandemia. Neste momento, o desespero impede que se veja a luz no fim do túnel, que se busque uma solução.

Em momentos assim, é importante ouvir quem tem experiência, quem começou do zero e já enfrentou muitos altos e baixos. Um exemplo disso, na prática, foi a posição contrária de Clemilson Correa ao movimento de demissão e redução de jornada na Buysoft, por conta da pandemia.

“Mesmo sendo uma empresa que precisa estar sempre em desenvolvimento, que é o nosso ‘ganha-pão’ digamos, nosso foco sempre foi nas pessoas”, diz Clemilson Correa. E foi a partir dos colaboradores que ele chegou à conclusão de como tirar o melhor da crise. E mais: como a empresa poderia ajudar. “Eu conversei com meu time sobre o que nós poderíamos fazer para ajudar outras pessoas e pensamos, inclusive, em cestas básicas, alimentos. Eles me abordaram dizendo: ‘Clemilson, você está há mais de 20 anos nesse mercado executivo, já passou por tantas situações, começou um negócio do zero, com certeza tem muita gente passando por dificuldades nos negócios ou, no mínimo, com medo de perder o emprego, que gostaria de ouvir essas experiências’. Eu, então, resolvi entregar dez mentorias”, explicou o empresário.

Também foram tomadas outras ações solidárias na Buysoft em razão do cenário. Logo no começo da pandemia do coronavírus, quando o home office passou a ser necessário como forma de frear o avanço da doença, a Buysoft em parceria com grandes players internacionais, decidiu ajudar sociedade em sua área de expertise, a de tecnologia. A empresa passou a oferecer treinamento e suporte gratuitos para sistema de trabalho remoto para os sistemas Microsoft Teams e de Adobe Creative Cloud.

Edição 2020 do programa de aceleração de startups Techstart Agro Digital tem apoio da Bayer

O novo ciclo de aceleração de startups do programa realizado pela Embrapa Informática Agropecuária e a Venture Hub, o TechStart Agro Digital, vai contar com o apoio da divisão agrícola da Bayer. A parceria foi anunciada nesta semana. Focado no desenvolvimento e na escalada tecnológica de soluções digitais para o agronegócio, o programa oferece suporte às startups e conexão com investidores e corporações. A chegada da Bayer deve agregar conhecimento técnico e visão de mercado, contribuindo com mentorias e validações de modelos tecnológicos e de negócios.

As inscrições das startups seguem fluxo contínuo e podem ser feitas no site do TechStart Agro Digital. As empresas selecionadas para o batch 2020 vão participar de um processo estruturado, ao longo de 21 semanas, com treinamentos e mentorias especializadas e oportunidades de interação com outras empresas, investidores e instituições de pesquisa, além de apoio nas áreas jurídica, de propriedade intelectual e contábil. A iniciativa atende também aos interesses de empresas que buscam inovações com potencial para integrar seus negócios.

O objetivo do programa é impulsionar a chegada de novas tecnologias ao mercado, com soluções para problemas reais da agricultura. “A Embrapa vem intensificando sua participação em iniciativas como essa, ao lado de parceiros relevantes, atuando como uma facilitadora no ambiente de inovação aberta e ajudando a identificar as demandas do setor produtivo”, ressalta a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá. A ideia, segundo ela, é avançar em soluções inovadoras que atendam aos desafios da agricultura digital, com foco especial no aumento da produtividade e sustentabilidade, na redução de custos, no apoio à tomada de decisão no campo e na geração de valor para o agricultor.

A iniciativa é mais uma oportunidade de colaborar com o processo de transformação digital do campo e reforça o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Bayer em outras parcerias com agtechs, afirma Dirceu Ferreira Junior, diretor do Centro de Expertise em Agricultura Tropical da Bayer Brasil. “Seremos capazes de utilizar nossas décadas de experiência no mercado de sementes, biotecnologia, proteção de cultivos e agricultura digital para fortalecer cada vez mais o processo de inovação no agronegócio”, diz Ferreira.

Segundo o vice-presidente de Corporate Innovation da Venture Hub, José Eduardo Azarite, a expectativa neste segundo ciclo é impactar ainda mais o ecossistema de inovação e empreendedorismo do agronegócio brasileiro. “Esperamos atrair empreendedores e startups ainda mais relevantes, disruptivos e com visão global de mercado, que compartilhem do propósito de contribuir para uma vida melhor da sociedade”, completa.

A supervisora da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Informática Agropecuária, Luciana Alvim Romani, explica que, na nova edição, o programa terá duração de seis meses, com cinco etapas (sprints) que foram reformuladas e aperfeiçoadas para fornecer experiência e aprendizado em negócios e tecnologia ainda melhores para as agtechs participantes.

As startups selecionadas também contarão com benefícios exclusivos, como o uso da infraestrutura de coworking do Innovation Hub Campinas e o acesso gratuito às informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa disponíveis na Plataforma AgroAPI. A ferramenta contempla desde dados sobre cultivares e produtividade até zoneamentos agrícolas. As informações são acessadas por meio de APIs (interface de programação de aplicativos, na tradução do inglês) e podem ser úteis, por exemplo, no desenvolvimento de soluções para planejamento, monitoramento e gestão da produção.

O TechStart Agro Digital tem ainda o apoio da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Primeira edição

Iniciado em setembro do ano passado, o TechStart Agro Digital atraiu o interesse de pelo menos 95 startups de 20 estados brasileiros. O primeiro ciclo foi concluído em fevereiro com a graduação de 11 empresas, que apresentaram soluções nas áreas de bioinformática, aplicação de defensivos, operações de crédito, agricultura de precisão, manejo de pastagens, irrigação inteligente, gestão da propriedade, uso de drones e cana-de-açúcar.

Passaram pelo programa mais de 80 mentores, além de representantes de grandes empresas, sendo que ao menos cinco startups receberam propostas de investimento durante o processo de aceleração. Três das startups graduadas também foram selecionadas para a terceira edição da chamada de investimentos Pontes para Inovação, uma iniciativa da Embrapa, Cedro Capital e parceiros para conectar agtechs com investidores.

Como participar

As startups interessadas em participar da segunda rodada do TechStart Agro Digital deverão inscrever propostas de soluções dentro de oito diferentes temas: Gestão de Risco Agrícola; Identificação e Detecção de Pragas e Doenças; Cadeia de Hortifruti; Automação e Robotização no Campo; Biotech; Manejo e Monitoramento; Pecuária de Precisão; e Nutrição e Sanidade Animal.

Para participar, basta preencher o formulário de inscrição disponível no site do programa. As etapas de seleção incluem uma triagem inicial, entrevistas e avaliação jurídica. Concluída estas fases, as startups selecionadas darão início ao processo de aceleração, previsto para iniciar em outubro, à distância ou de forma presencial, seguindo as recomendações e orientações das autoridades de saúde. O programa é encerrado com a apresentação final dos produtos e modelos de negócios das startups graduadas.

Startup Colab, que leva inovação a governos, capta mais de R$ 3 milhões em novo investimento

O Colab, startup de tecnologia que aproxima governos e cidadãos para uma gestão pública mais colaborativa e eficiente, captou mais de R$ 3 milhões em um novo investimento. O aporte foi feito por dois fundos americanos e um brasileiro: Media Development Investment Fund (MDIF), que investe em canais de mídia independente, Luminate, braço filantrópico de governança e engajamento cidadão do grupo Omidyar, e EDP Ventures, veículo de investimento de capital de risco do Grupo EDP.

O novo investimento possibilitará o aumento de escopo do negócio, com crescimento da base de usuários e mais serviços e ferramentas para os dois lados: cidadãos e governos. Para atender a expansão, a startup também aumentará a sua equipe, que passará a ter cerca de 35 colaboradores.

“O Colab está passando por um momento de grandes transformações. Há sete anos levamos inovação a governos, com o diferencial de também oferecer um canal para dar mais voz à população”, afirma Gustavo Maia, fundador e CEO do Colab. “Termos nos destacado como govtech e trazido para nosso lado quatro importantes fundos do mundo que investem nesse segmento nos traz confiança para seguir gerando impacto positivo na nossa sociedade”.

Os fundos que investiram no Colab nesta nova rodada destacam que o negócio está bem estruturado para uma nova etapa de expansão.

“Estamos entusiasmados em aumentar nosso investimento no Colab”, diz Harlan Mandel, CEO do MDIF. “Trabalhamos com a companhia desde 2014 e sabemos que ela tem fundamentos sólidos e está bem posicionada para o crescimento. Essa rodada de investimentos permitirá ao Colab expandir a sua base de usuários e desenvolver novas ferramentas e serviços para apoiar melhor o engajamento cidadão e a transparência do governo”.

“Vivemos em um tempo no qual a população e seus governos almejam estreitar relações. Cidadãos buscam garantir o pleno exercício de uma cidadania inclusiva, e provedores de serviços públicos se vêem cada vez mais compelidos a buscar eficiência”, afirma Felipe Estefan, diretor de investimento do Luminate. “Temos orgulho de investir no Colab, com a certeza de que é uma empresa bem posicionada para fazer essa conexão”.

“A EDP Ventures tem sido um importante canal para estreitar os laços com o ecossistema de startups. Nosso quinto investimento, acontece nesta fase complexa durante a pandemia, mostrando nosso compromisso com o ecossistema e nossa capacidade de olharmos ao longo prazo, que nos mantém sempre ativos na procura de startups com relevância estratégica para nosso Grupo. Temos confiança que o Colab, com esse aporte, poderá expandir mais a própria atuação no mercado de utilities”, afirma Rosario Cannata, gestor de Investimento da EDP Ventures Brasil.

Este é o terceiro investimento recebido pela govtech, que em 2014 teve aporte de R$ 500 mil da gestora KPTL (na época, A5), que é sócia-investidora do Colab, e em 2015/16 recebeu US$ 1,25 milhão do MDIF e da Omydiar Network.

“A KPTL antecipou tendências, investindo no Colab em 2013. Na época o Brasil já demandava um nível de digitalização muito grande para melhor atender os cidadãos, seja em saúde, mobilidade ou segurança. Na pandemia ficou claro para todos a deficiência que o Estado tem por ser pouco tecnológico, com raríssimas exceções. O Colab é uma empresa constituída por bons empreendedores que identificaram lá atrás uma demanda dos cidadãos por mais voz, abrir suas solicitações, opinar sobre seus serviços e sugerir melhorias para o Estado”, afirma Renato Ramalho, CEO da KPTL.

Inovação para cidadãos e governos

O Colab oferece solução tecnológica tanto para governos como para a sociedade. Foi fundado em 2013 com a missão de auxiliar a gestão pública a se tornar mais eficiente e responsiva às demandas da sociedade. No mesmo ano, foi eleito o melhor aplicativo urbano do mundo pela New Cities Foundation. Hoje o Colab é usado por mais de 100 prefeituras do Brasil e conta com mais de 300 mil usuários.

Para os cidadãos, o Colab é um aplicativo gratuito que funciona como uma rede social para a cidadania, em que os usuários postam demandas de zeladoria urbana, fiscalizam serviços públicos e respondem a consultas públicas realizadas pelas prefeituras, para que sua opinião seja levada em conta em tomadas de decisão.

De outro lado, para os governos, Colab entrega as demandas da população em tempo real, sem empecilhos burocráticos, e oferece ferramentas de gestão e análise para que os gestores públicos consigam atender aos pedidos de forma estruturada e possam se basear nas propostas para conduzir a administração pública. Com o Colab, as prefeituras conseguiram aumentar sua taxa de resolução de demandas da população, com mais agilidade e economia de recursos, além de ter maior participação popular em decisões públicas, que vão desde a escolha de equipamentos urbanos a orçamento participativo.

O Colab também é a plataforma escolhida pelo ONU-Habitat, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, para aplicar uma pesquisa anual nacional de percepção dos brasileiros sobre a condição de vida em suas cidade.

Programa de aceleração EDP e projeto piloto

O Colab foi um dos finalistas do programa de aceleração da EDP em 2019, conseguindo apresentar suas soluções no Web Summit, um dos maiores eventos de empreendedorismo e inovação do mundo, realizado em Portugal. Mesmo sem vencer o concurso, a startup pernambucana fechou uma parceria com a EDP para um projeto piloto em Guarulhos, colocado em prática em fevereiro deste ano. Foi a primeira vez em que a startup trabalhou com uma concessionária de serviços.

Na iniciativa, cidadãos ajudavam a fiscalizar notificações registradas pelo call center da EDP, como árvores tocando em fios elétricos ou fios esporadicamente caídos nas ruas. Os usuários do Colab recebiam as notificações com instruções de como fazer uma vistoria segura e adequada, iam ao local para tirar algumas fotos com o próprio celular e enviavam as informações necessárias. Depois que a fiscalização era validada pela EDP, os usuários ganhavam uma recompensa financeira.

“O Colab cumpre um papel fundamental de aproximar os cidadãos e às organizações em prol da melhoria das qualidades dos serviços prestados. Este propósito está alinhado à estratégia da EDP, que está comprometida com o futuro do setor elétrico cada vez mais digitalizado e descentralizado”, diz Livia Brando, diretora de Inovação & Ventures da EDP Brasil. “Os resultados obtidos no projeto desenvolvido em conjunto com o Colab foram excelentes e fortaleceram nossa tomada de decisão pelo investimento na startup. Temos expectativas de expansão da solução para outras regiões, podendo agregar novos serviços ao escopo e gerando impacto social e renda adicional aos cidadãos das regiões em que atuamos”.

Criada em maio de 2018, a EDP Ventures Brasil é o primeiro veículo de investimento do setor elétrico brasileiro, com R$ 30 milhões em recursos a serem destinados a startups que atuam em seis verticais: energia renovável, redes inteligentes, armazenamento de energia, inovação digital (blockchain, IoT, big data, realidade virtual), soluções com foco no cliente e áreas transversais.

Movimento Brasil sem Corona

Em março deste ano, com a chegada da pandemia do novo coronavírus ao Brasil, a startup passou a oferecer novas funcionalidades para colaboração cidadã. Junto com a Epitrack, startup de inteligência de dados para o monitoramento e controle de doenças, Colab lançou uma ferramenta para mapear em todo o território brasileiro o risco de casos de coronavírus que ainda não foram notificados pelos sistemas oficiais de vigilância em Saúde.

Pelo aplicativo do Colab, voluntários enviam diariamente informações sobre o seu estado de saúde, e os dados reportados são analisados por um algoritmo que classifica casos sintomáticos e assintomáticos em um mapa gratuito disponível na plataforma Brasil Sem Corona.

A ferramenta ajuda a população a saber como pode ser a realidade da doença no seu entorno, assim como oferece informações complementares para gestores públicos preverem as tendências de avanço da pandemia pelo Brasil. Os dados já foram usados, por exemplo, para a saúde pública priorizar áreas para a aplicação de testes para covid-19 na população.

O aplicativo também integrou a assistente virtual inteligente Cloudia, chatbot da área da saúde, para tirar dúvidas dos usuários em relação à covid-19. E ainda permite que os usuários denunciem em suas cidades a prática de preço abusivo de produtos básicos, evento ou comércio aberto irregularmente, filas e aglomerações de pessoas em hospitais e postos de saúde e falta de abastecimento de alimento, remédios e produtos básicos.

Tagme e Resy firmam parceria para chegada da multinacional de reservas de restaurantes ao mercado brasileiro

O setor de bares e restaurantes foi atingido em cheio pela pandemia do novo coronavírus. Se em um primeiro momento o mercado registrou um boom dos aplicativos de delivery, agora, com a reabertura gradual para o público, a indústria enfrenta novos desafios para se adequar ao “novo normal”. É neste cenário que o Resy, um dos líderes mundiais no serviço de reservas online, desembarca no país através de uma parceria com a startup brasileira Tagme. A empresa americana, recém-comprada pela American Express, estreia no mercado nacional, com tecnologia da parceira brasileira e inicialmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia e Salvador.

A chegada do Resy ao mercado nacional terá cobertura de centenas de estabelecimentos atendidos pela Tagme, em 55 cidades, incluindo grandes redes como Applebee’s, Olive Garden e Grupo Corrientes 348. A parceria inaugura uma integração de serviços inédita no Brasil, unindo reservas online, CRM, plataforma de marketing para captação de clientes e novos modelos de serviço através de QR codes.

Fundada em Nova York, em 2014, por Ben Leventhal, co-fundador do Eater.com a empresa foi adquirida pela American Express em 2019 quando o seu software de reservas já atendia a mais de 10 mil restaurantes em mais de 200 cidades em todo o mundo. No entanto, a história da vinda da Resy ao país começou bem antes da crise pela pandemia de Covid-19.

Encontro no Vale do Silício selou a parceria entre as empresas
Em maio de 2019, durante visita ao Vale do Silício, João Paulo Alves, CEO da Tagme, e seu sócio, Roni Lacerda, COO & CFO, se reuniram com Chris Cracchiolo SVP & GM of Global Membership Rewards and Loyalty Benefifts da American Express, em São Francisco. O Resy acabara de ser comprado pela Amex. Os executivos brasileiros também levavam na bagagem um portfólio de peso.

Startup de tecnologia especializada em soluções para o mercado gastronômico, a Tagme é a líder no Brasil em serviços de hospitalidade, menus e cartas de vinho digitais para restaurantes, com soluções integradas de reservas online, listas de espera, CRM e marketing digital. A empresa foi pioneira em integrações com o Google na América Latina e vencedora dos prêmios Oi Tela Viva Móvel, na Categoria Internet of Things, em parceria com o Paypal (2016) e Moët Hennessy Innovation Awards, na Categoria Best Sales innovation (2014).

João Paulo Alves detalha como se deu o alinhamento entre as companhias. “Nós na Tagme acreditamos que a descoberta de restaurantes deve ser facilitada ao máximo através da integração dos canais on line mais relevantes. Em 2019, trabalhamos em colaboração com o Google para abrir as portas das reservas online através das buscas orgânicas. Agora, através da parceria com o Resy, conseguimos trazer ao Brasil um app que disponibilizará os muitos restaurantes que operam o sistema de hospitalidade da Tagme, em todas as regiões do país. Esta parceria só aconteceu porque, tanto a Tagme, quanto o Resy, têm como foco atender aos restaurantes com elevado posicionamento de marca e que procuram servir aos seus clientes com excelência. São os mesmos valores e a mesma visão de que, quanto mais integrados os sistemas, mais relevantes eles são para os usuários e para os restaurantes. Quanto mais integrações, maior a cobertura. É simples”, afirma o executivo.

(João Paulo Alves e Roni Lacerda – CEO e COO à frente da Tagme – foto Tarso Ghelli)
Empresa desenvolve “kit de reabertura” com serviços digitais para o setor gastronômico
Além dos serviços de hospitalidade, a Tagme integrou outros módulos ao seu portfólio. Entre eles, um sistema de delivery próprio para restaurantes, com taxas competitivas e integrado a fontes de captação de clientes. A empresa desenvolveu ainda um “kit de reabertura” para todos os seus clientes, que contempla os serviços de reservas, delivery, CRM, marketing digital e QR code com o cardápio dos estabelecimentos. Assim, a startup largou na frente, oferecendo um pacote completo de soluções para o setor e um BI que integra todas as jornadas possíveis na gastronomia, da captação do cliente ao pedir a conta.

IBM planeja adquirir a WDG Automation para aprimorar os recursos de automação com infusão de IA para empresas

A IBM (NYSE: IBM) anunciou hoje que chegou a um acordo definitivo para adquirir a WDG Soluções Em Sistemas E Automação De Processos LTDA (referenciada também como “WDG Automation”), uma empresa brasileira de software especializada em automação robótica de processos (RPA – Robotic Process Automation). A aquisição amplia ainda mais as capacidades da IBM em automação com infusão de inteligência artificial, abrangendo desde processos de negócios a operações de TI. Os termos financeiros não foram divulgados.

Na atual era digital, as empresas estão procurando novas maneiras de criar novos modelos de negócios, oferecer novos serviços e reduzir custos. A necessidade de impulsionar essa transformação é ainda maior agora, dadas as incertezas da COVID-19. A IDC prevê que até 2025, as empresas baseadas em IA terão um aumento de 100% na produtividade e no conhecimento dos trabalhadores, resultando em tempos de reação mais curtos, maior sucesso na inovação de produtos e satisfação do cliente[i].

Quando a automação com infusão de IA é aplicada a processos de negócios e operações de TI, pode ajudar a diminuir o tempo entre a identificação de um problema e a resposta. Isso é crítico, pois incidentes e interrupções imprevistas de TI, por exemplo, podem impactar a renda e a reputação das empresas.

Ao incorporar as capacidades de RPA da WDG Automation às soluções existentes de automação com infusão de IA da IBM, que atendem desde os processos de negócio até as operações de TI, os líderes de negócios, incluindo Chief Operating Officers (COOs) e Chief Information Officers (CIOs), terão amplo acesso à automação inteligente por meio de robôs de software. A aquisição também ampliará as capacidades de IBM Services para transformar as operações dos clientes, pois o RPA, a analítica e a IA trazem mais inteligência aos fluxos de trabalho empresariais que alimentam negócios adaptáveis e resilientes, e ajudam a expandir as capacidades da IBM para fornecer automação por toda a organização dos clientes.

Com o anúncio, as empresas poderão reprojetar, otimizar e padronizar operações com eficiência, eliminando processos de negócios e operações de TI que são redundantes ou desnecessários. Disponíveis através de IBM Services, as organizações poderão identificar rapidamente oportunidades mais granulares para automação, incluindo tarefas com várias etapas, além de ajudar a garantir que dados sejam usados de forma consistente e precisa em todas as ferramentas e funções de negócios, incluindo atendimento ao cliente, TI, finanças, RH e cadeia de suprimentos.

“A IBM já ajuda as empresas a automatizar a aplicação de IA aos processos de negócios e operações de TI, para que as empresas possam detectar oportunidades e problemas e recomendar as próximas etapas e soluções”, disse Denis Kennelly, gerente geral de Cloud Integration, IBM Cloud and Cognitive Software. “Com o anúncio de hoje, a IBM está dando um passo adiante e ajudando os clientes a acelerar a automação em mais partes da organização, não apenas na rotina, mas em tarefas mais complexas para que os funcionários possam se concentrar em trabalhos de maior valor”.

“A automação é crucial na era digital, visto que as empresas precisam executar várias tarefas repetitivas ou rotineiras, para que os funcionários possam se concentrar na inovação. Estou muito orgulhoso do papel que a WDG Automation desempenhou no mercado de RPA com uma plataforma unificada e integrada para ajudar as empresas no Brasil a aumentar sua produtividade,” disse Robson Felix, Fundador e CEO, WDG Automation.

“Unir forças com a IBM irá escalar nossas capacidades para um público mais amplo, ajudando empresas de todo o mundo a acelerar seu crescimento em suas jornadas de transformação de negócios,” disse Kleber Rodrigues Junior, Co-Fundador, WDG Automation.

Recursos de RPA da WDG Automation automatizam tarefas básicas e complexas

A WDG Automation é uma fornecedora de software de RPA, com sede em São José do Rio Preto, estado de São Paulo. A WDG Automation fornece RPA, Automação Inteligente, Resposta Interativa por Voz (IVR) e chatbots principalmente para clientes na América Latina.

A tecnologia da WDG Automation foi projetada para usuários corporativos criarem automações usando um gravador de desktop sem a necessidade de TI. Esses robôs de software podem ser executados sob demanda pelo usuário final ou por um agendador automatizado.

IBM oferece recursos completos de automação com infusão de IA – de processo de negócios às operações de TI

A notícia de hoje ampliará ainda mais as capacidades das ofertas IBM Cloud Pak em Red Hat OpenShift, começando com o Cloud Pak for Automation. Como parte da aquisição, a IBM integrará mais de 600 funções de RPA pré-criadas pela WDG Automation no Cloud Pak for Automation para ajudar as empresas a transformar insights de IA em ações automatizadas.

Disponível em qualquer nuvem pública, privada ou on-premises, o IBM Cloud Pak for Automation oferece aos clientes um único conjunto de software e serviços de automação com infusão de IA, incluindo captura de dados, orquestração de fluxo de trabalho, gerenciamento de decisão, monitoramento e relatórios, que ajuda as empresas projetar, construir e executar processos de negócios e operações de TI automatizados de forma inteligente. Com a WDG Automation, os clientes poderão identificar rapidamente oportunidades mais granulares de automação, acelerar a implantação de bots e otimizar mais fluxos de trabalho de ponta a ponta. Por exemplo, durante o processamento de faturas, os recursos de mineração de cliques da WDG Automation podem ajudar a priorizar a aplicação de RPA com scripts pré-construídos pela WDG Automation, integrados ao Cloud Pak for Automation, e podem ser implementados de forma mais rápida e mais inteligente com IA.

Organizações como Banco Galicia, ENN Group na China e PNC Bank nos Estados Unidos, além de várias entidades governamentais no Qatar, e UK NHS Blook and Transplant, já estão usando capacidades de IBM Cloud Pak for Automation para digitalizar e automatizar tarefas.

Além das operações comerciais, a IBM planeja integrar o RPA da WDG Automation em suas capacidades de automação de operações de TI, especificamente Watson AIOps e Cloud Pak for Multicloud Management. O IBM Watson AIOps, por exemplo, automatiza como os CIOs auto-detectam, diagnosticam e respondem a anomalias de TI em tempo real. O RPA pode ajudar a fechar o ciclo e garantir dados consistentes em todas as ferramentas que se conectam ao Watson AIOps. Isso pode aumentar a qualidade dos dados e melhorar a precisão da IA, bem como a produtividade dos engenheiros envolvidos.

O investimento da IBM em automação com infusão de IA ajudará a melhorar os fluxos de trabalho que conduzem as operações em uma organização. IBM Services oferece prototipagem rápida, dimensionamento veloz e gerenciamento de operações digitais para processos de negócios e operações de TI. Por exemplo, em um processo de aquisição de pagamento, o mecanismo de fluxo de trabalho determina que a melhor maneira de lidar com certos tipos de faturas é encaminhá-las para o bot. Esses fluxos de trabalho inteligentes reduzem o tempo de resposta e economizam tempo para que o responsável por processar as faturas possa se concentrar em outras tarefas, automatizando todo o processo de requisição, compra, recebimento, pagamento e contabilização de bens e serviços.

A tecnologia da WDG Automation se unirá à organização de IBM Cloud Integration e estará disponível através de IBM Cloud Pak for Automation on-premises e em ambientes de nuvem pública ou privada. A transação está sujeita a condições habituais de fechamento. É esperado que o fechamento aconteça no terceiro trimestre de 2020.

[i] IDC White Paper, sponsored by IBM. “Architect Business Transformation with AI and Hybrid Multicloud.” Copyright 2020

Linx aumenta a liderança em software de gestão para o varejo

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, alcançou 45,6% de market share em software de gestão para varejo (POS e ERP) no ano de 2019, aponta o estudo “Software de Gestão para Varejo e e-Commerce”, do IDC (International Data Corporation). Ante 42,2% em 2018 e 29% em 2013 (ano da oferta pública inicial na B3), a participação da Linx é maior do que a soma do segundo ao quinto colocados. Durante o mesmo período, os principais concorrentes demonstraram estabilização ou queda de suas posições em relação a 2018.

Já no mercado de soluções para e-commerce, ainda de acordo com o levantamento, a participação da Linx saltou de 12,2% em 2018 para 13,7% em 2019, maior crescimento anual entre os principais players do mercado brasileiro, reforçando sua posição como segunda maior empresa do segmento.

“Nossa performance é fruto de investimento sólido em aprimoramento contínuo de nossas soluções e de estarmos sempre pensando no próximo passo do mercado. Nossa plataforma end-to-end atende amplamente às necessidades dos varejistas do mercado brasileiro e, sem dúvida, é um dos principais diferenciais e impulsionadores de performance da empresa”, diz Alberto Menache, CEO da Linx.

Para 2020, Menache já aponta lançamentos e parcerias importantes para sustentar o crescimento. A exemplo disso, a empresa trouxe ao mercado o Delivery App, solução que permite o recebimento de pedidos via aplicativo, promovendo a redução de custos para o estabelecimento; o Commerce para farmácias, plataforma integrada ao ERP da loja e que auxilia farmácias e drogarias a venderem online de forma simples e rápida; o Fast Seller, solução que integra catálogos de produtos, estoques e preços de varejistas físicos aos principais marketplaces e apps, como o Rappi; e o sistema de link de pagamento para uma maior agilidade e segurança nos pagamentos integrados, lançado pela Linx Pay Hub, fintech da Linx. A empresa também anunciou parcerias omnichannel com empresas de grande porte e líderes de seus setores, como a B2W e Mercado Livre.

Plataforma colaborativa que avalia qualidade de serviços para caminhoneiros vence Hackathon CCR

O Grupo CCR encerra a seu primeiro hackathon superando todas as expectativas. A maratona livre de programação, teve recorde de 7 mil participantes, que entregaram 330 projetos. Para isso, 130 mentores se dividiram em 390 horas de atendimento, em 800 seções para dar suporte a este desafio.

O projeto Parada Certa foi o vencedor ao desenvolver uma plataforma online que cria um ecossistema de avaliação de serviços que beneficia toda a cadeia do caminhoneiro, desde o condutor até o comércio ao longo das rodovias brasileiras.

O sistema pode ser acionado por programas de mensagens, como WhatsApp e Telegran, já comuns na vida dos caminhoneiros através de chatbots. “Normalmente, os caminhoneiros fazem paradas em locais que já conhecem ou foram indicados. Assim, pensamos em uma maneira de potencializar essas indicações. A partir das avaliações no aplicativo, o condutor se sente seguro e economiza dinheiro com os pontos ganhos, reduzindo o stress. A plataforma fornece também avaliação do trecho de rodovia, quanto a aspectos como qualidade da sinalização e pavimentação, dados que podem ser disponibilizados à CCR para o planejamento de melhorias na via”, explica Liana Oliveira, integrante da equipe vencedora do Hackathon CCR 2020.

Quanto mais indicações fizer, mais o caminhoneiro acumula pontos que podem ser trocados por serviços nos postos de paradas.

“A ideia de fazermos um hackathon voltado para os caminhoneiros surgiu dentro de uma discussão mais ampla, em que buscávamos alternativas que pudessem melhorar a vida desse público. O projeto vencedor tem tudo a ver com o novo propósito do Grupo CCR, que foi lançado recentemente, que é:´Viva o seu caminho’. Porque a
CCR não trabalha apenas para ligar o ponto A ao ponto B, a gente quer que essa experiência de ir de um ponto a outro seja satisfatória, viva e com qualidade”, comemora Flávio Carvalho, relações institucionais da CCR Infra SP, divisão da CCR que reúne concessionárias de rodovias no Estado de São Paulo.

O projeto vencedor foi desenvolvido por Carlos Modinez e Flavio Tsukamoto, ambos com 21 anos e estudantes de Engenharia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além de José Bestel, 25 anos,estudante de Sistemas de Informação na PUCPR, Andressa Valengo, 27 anos, Mestranda na Faculdades
Pequeno Príncipe e Liana Oliveira, 37 anos, doutora em Genética (UFPR) .

A CCR Metrô Bahia retoma a programação de exposições fotográficas ampliando todo o conteúdo para o ambiente digital. Agora, a concessionária vai promover e disponibilizar Exposições Virtuais em seu site e todos aqueles que não estão utilizando o metrô neste momento podem conferir o acervo de fotos de qualquer lugar através de um computador ou smartphone com internet. Além de inovação, a iniciativa busca descontrair e dar leveza ao dia a dia dos clientes do metrô e valorizar ações culturais, oferecendo espaço para os artistas mostrarem a sua arte. A exposição tem visitação gratuita e integra o projeto Vem pra Cá, que promove eventos e ações que reforçam a pluralidade cultural, diversidade e inclusão durante todo o ano nas estações de metrô da cidade