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88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso

A pandemia do Covid-19 e o isolamento social necessário reinventaram o comportamento dos brasileiros em relação ao trabalho, ao consumo de produtos e serviços e à convivência dentro de casa com seus familiares. Segundo pesquisa, esses novos hábitos vieram para ficar.

Para entender este cenário do “novo normal” da rotina do brasileiro durante a quarentena, e os indicativos de comportamento após o isolamento social, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com a Indico, plataforma de dados, levantou um estudo entre os dias 17 e 18 de abril, com mais de 3 mil brasileiros que mostra a grande mudança que o consumo está sentindo e irá sentir após pandemia.

Impactos financeiros 

A conta já aparece para a maioria dos brasileiros, em que 64,8% dos entrevistados já sentiram o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros. Já para 32,5%, os ganhos financeiros permaneceram os mesmos. E para uma minoria de 2,7%, os impactos desse novomomento foram muito positivos.

“Alguns setores souberem se adaptar mais rápido, como delivery de alimentos ou inclusão de novos produtos como máscaras descartáveis, e álcool gel, e com isso trouxeram uma nova renda ao negócio.” explica Ligia Mello, responsável pela pesquisa, e fundadora da Hibou.

Mais da metade dos brasileiros, 53,7%, têm evitado qualquer tipo de compras desnecessárias, enquanto 34,7% têm medido melhor a necessidade de uma compra. Uma minoria (5,6%) está apenas aguardando para retomar seus hábitos de compra, e para 6,2% ainda nada mudou.

“Enquanto é normal que a maioria da população tenha freado as aquisições dado não só o momento, mas as incertezas de como o mercado brasileiro lidará com a retomada, o interessante é que um terço dos consumidores está envolvido em criar novos critérios de compras e próprios de decisão, aprendendo, por exemplo, a lidar com a espera. Quanto mais longo for o isolamento social, mais a gratificação imediata deverá ser considerada por profissionais de consumer experience e jornada de compra que façam uso de antecipação (hype), raridade e imediatismo.” explica Ligia.

Consumo consciente 

Após a quarentena 88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso, pensando mais no que vai gastar. E isso vale também para marcas famosas e queridinhas dos consumidores, pois 72,2% afirmam que estão menos dispostos a pagarem mais caro por um produto só por ser de uma marca famosa que gostam.

“Existem marcas conhecidas, e marcas conhecidas pelo que elas entregam. Se durante a última década vimos o crescimento do ‘uma marca não é quem ela diz ser, é o que dizem dela’, hoje temos essa consolidação e ao mesmo tempo, como em qualquer outra crise, caem as margens para mark-up baseado apenas em construção de imagem” diz Marcelo Beccaro, responsável pela pesquisa, e fundador da Hibou.

Em contrapartida o consumo local ganha espaço na visão dos entrevistados e 61,5% deles estão mais dispostos do que antes a pagar um pouco mais caro por um produto que ajude a sua região ou cidade.

“A restrição de mobilidade trouxe um novo olhar das pessoas para os bairros onde residem, pois antes elas só circulavam por seus bairros pela manhã ou no retorno ao trabalho onde quase tudo já estava fechado. Agora elas passaram a conhecer o pequeno restaurante local, mercadinho da rua, ou entregador de água, e criou-se um laço que provavelmente será mantido após o confinamento” diz Marcelo.

Para 31,9% dos brasileiros, até o dia 15 de março, o shopping era o local preferido para as compras. Após o isolamento, ainda sem data definida, 40% dos brasileiros disseram que querem criar uma nova rotina que mistura um pouco de tudo, e 31,2% querem valorizar mais o comércio de seus bairros. Para 17,7% a compra pelo digital será sua definitiva primeira opção.

O brasileiro acredita que as marcas têm importante papel que vai além de seus produtos e serviços e esperam delas atitudes. 95,9% valorizará aquelas conscientes.

74,62% dos entrevistados notaram alguma grande marca tomando atitudes relevantes neste momento de pandemia. As mais citadas foram: Ambev, Itaú, Magalu, Boticário, Ypê, Americanas, Seara, Natura e Bradesco.

“As marcas precisam ter atitude conscientes, olhando todas as suas redes de operação, apoio e consumo trazendo o melhor para a sociedade em que atuam.” Explica Ligia Mello.”É importante que o C-level e agências entendam que os últimos anos da comunicação foram voltados a criar jornadas de consumo relevantes junto ao consumidor, e poucas coisas criam laços tão fortes como uma experiência compartilhada. Desta vez, quem vende e quem compra não estão em lados diferentes da equação, mas do mesmo lado de uma luta quase invisível. Isso muda, mesmo que por uma janela de tempo limitada, o que significa ser uma marca ou empresa relevante, e abre porta para uma memória afetiva muito mais duradoura.” conclui Beccaro.

Novas prioridades 

Como o brasileiro pretende mudar seus gastos após o término do isolamento social?

Quase metade dos brasileiros (45,3%) diz pretender gastar menos com o carro depois do fim do isolamento. Já os gastos com viagem devem crescer para 29,1% dos entrevistados. Dos 15 segmentos analisados, o mercado Pet se mostra o menos afetado por cortes no futuro: apenas 10,7% pretendem reduzir seus gastos com bichinhos em relação a antes da pandemia.

Onde gastar mais? O confinamento mudou a importância das coisas na vida das pessoas. Manter a casa um espaço confortável e fazer viagens são os focos do investimento do brasileiro após a quarentena. As viagens ficaram em primeiro lugar com 29,1% dos brasileiros dizendo que vão aumentar seus gastos, 39,1% que vão manter os gastos. Já reformas ganharão aumento para 12,3% dos brasileiros, enquanto 48,5% pretendem manter o ritmo.

“Reforma residencial é um segmento que chamou atenção. O brasileiro está mais tempo em casa, prestando mais atenção nos pequenos detalhes que precisam de reparo ou merecem um upgrade. Com o ‘faça você mesmo’ em alta estimulado pelo conteúdo digital, a busca por materiais e pequenos serviços especializados deve crescer num segundo momento. Mas, essa nova relação com os espaços da casa tem outra implicação: os próximos imóveis serão vistos com um novo olhar, onde o que existe da porta pra dentro ganha relevância inédita frente ao clássico location-location-location” explica Ligia, responsável pela pesquisa.

Saudade dos shows 

55% dos entrevistados descobriu na live uma forma de se divertir e 57,6% deles pretendem continuar acompanhando se forem continuadas pelos artistas, neste momento, porém desconsiderando a parcela que já não frequentava shows e eventos, 24,9% estão dispostos a desembolsar o valor de um ticket apenas durante o isolamento, e 19,9% não pagariam para ver um show de casa. Estar no local é parte da experiência, apenas 1,3% pagaria o valor integral de um show para assistí-lo no conforto do lar.

“Os demais se dividem em relação ao custo. Desconto para ver de casa seria bem vindo, bem como pode assistir algo ao vivo sem ter que se deslocar de cidade, mas o DNA do show inclui fila, pessoas, deslocamento, toda uma experiência de grupo que vai além do palco em si. Existe um bom motivo para toda a produção feita, seja dos mega concertos às peças mais simples, e isso fica claro na opinião de um público que está esperando para poder cantar junto.” diz Ligia.

Advantech Brasil adere ao Manifesto Não Demita

A Advantech, mutinacional taiwanesa líder global em IoT, presente no Brasil há 20 anos, acaba de aderir ao manifesto Não Demita, uma iniciativa de diversas empresas que desejam manter os seus quadros de funcionários neste período crítico de pandemia, ajudando a evitar ou minimizando um possível colapso econômico e social. No Manifesto Não Demita, as empresas signatárias também se comprometem a seguir todas orientações da OMS e do Ministério da Saúde dentro de suas fábricas, com o intuito de proporcionar um ambiente de trabalho em que as pessoas possam respeitar a distância física.

Com foco na saúde dos colaboradores, a Advantech implementou uma série de medidas para evitar o surto no ambiente de trabalho. Os colaboradores do escritório da Advantech, em São Paulo, permanecem atendendo os clientes em modelo de trabalho home-office desde o dia 16 de março. Em linha com o seu compromisso com a transparência, o status de suspeita de infecção por Covid-19 entre funcionários da Advantech no mundo todo tem sido publicado diariamente no site oficial da empresa.

Além disso, o centro de reparo e logística da Advantech, em Itajubá-MG, mantém sua produção normal, porémcom a observância de medidas e cuidados orientados pelos órgãos de saúde – utilização de máscaras, distância mínima de dois metros, álcool em geral em diversos pontos da empresa e higienização constante dos produtos manuseados.

Retorno seguro e política de home-office 

A Advantech ainda não possui data definida para retorno ao escritório, o que dependerá das determinações das autoridades municipais, mas já estabeleceu um plano para a volta de forma segura, com escalonamento de funcionários, número máximo de pessoas no estabelecimento e medição de temperatura na entrada da empresa. A Advantech também vai distribuir máscaras e álcool em gel para os colaboradores.

“Queremos que esse processo se dê da forma mais tranquila e calma possível, com um passo de cada vez. Nosso objetivo é garantir que o retorno seja seguro para todos os colaboradores”, explica Mario Franco, country manager da empresa.

Enquanto o retorno ao escritório não ocorre, os colaboradores da Advantech permanecem em atendimento constante aos clientes por e-mail, telefone e WhatsApp. “Entendemos que as empresas que melhor se adaptarem terão as melhores chances nesse novo mercado que se desenha”, destacou Mario Franco. Para o country manager, a boa experiência com trabalho remoto durante a quarentena abriu espaço para uma nova política de home-office na empresa, que já começa a ser criada.

Mães em quarentena: 79% afirmam sentirem sintomas de ansiedade durante isolamento social

Devido às medidas de isolamento adotadas em todo país, diversas famílias tiveram que readequar suas rotinas dentro de casa. Para as mães, muitas das vezes, essa mudança consiste em desafios, tais como conciliar vida profissional, maternidade e afazeres domésticos, sem se esquecer da saúde mental. Segundo pesquisa conduzida pela Catho com cerca de 7 mil respondentes, 60% das mulheres afirmam sentirem os impactos do isolamento social na sua saúde emocional, com destaque para a ansiedade, apontada por 79%.

Para Tábitha Laurino, gerente sênior da Catho, conciliar funções de mãe e profissional sempre foi o desafio de muitas mulheres. Hoje, com o atual cenário atípico – filhos estudando em casa juntamente com o trabalho remoto das mães, por exemplo – administrar essas atribuições acaba refletindo na saúde mental feminina, já que antes era possível programar e dividir o dia, o que não acontece atualmente.

De acordo o levantamento, dentre as maiores dificuldades do trabalho remoto das mães em quarentena estão: conciliar isolamento social e saúde mental (42,5%), conciliar trabalho, tarefas domésticas e filhos (40,5%), falta de espaço adequado para trabalhar (23%) e falta de concentração para as atividades profissionais (23%).

“Equilibrar atividades como limpeza de casa, alimentação, trabalho remoto, tempo com a família e, às vezes, ensino à distância dos filhos, já que muitas escolas adotaram o método de aulas on-line, é uma tarefa e tanto para as mães de quarentena. Definir algumas estratégias de convivência auxiliam nesse processo, tais como propor divisão das tarefas com as pessoas da casa, promover uma lista de entretenimento para os filhos e até separar alguns momentos de atividade em família”, explica a profissional.

A pesquisa também mostra outros fatores causados pela quarentena: stress (49,5%), cansaço mental (48%), desmotivação (44,5%), perda de sono (44,5%), tristeza (43%), solidão (17,5%) e depressão (14%).

Mesmo com a carga maior direcionada para as mulheres em home office, cerca de 58% delas têm conseguido ter mais tempo para realizar outras atividades além do trabalho, entre os homens esse número é de 71%.

“Uma rápida leitura dos dados mostra as dificuldades das mulheres, mas também que é possível se organizar e delegar funções para ter mais autonomia. Para as mães que ainda não conseguiram achar a fórmula certa, já que cada uma tem seu ritmo, o ideal é não se cobrar demais, afinal, é um momento de grande desafio e todos estão se organizando para achar o melhor formato para as suas rotinas. O importante é procurar satisfação nas pequenas coisas do dia a dia, incluindo a própria família”, aconselha Laurino.

Maternidade e mercado de trabalho 

Ainda de acordo com o levantamento, 36,5% das mulheres já deixaram o mercado de trabalho para cuidar dos filhos. Entre os homens esse número é quatro vezes menor, atingindo 9%. O estudo ainda revela que o período de pausa é maior entre as mulheres: cerca de 27% param suas atividades profissionais por um ano, entre os homens esse período de paralisação é de cerca de 18% dos casos.

Ainda que com poucos avanços, foi observado um participação maior dos pais no período de nascimento dos bebês. O levantamento identificou que 67% dos pais aderem ao sistema de licença-paternidade, voltando quase que imediatamente – de acordo com 97% dos respondentes – para o mercado de trabalho após esse período.

Entidades do varejo criam plataforma inédita de geração de empregos

Em um movimento pioneiro no país, 29 entidades ligadas ao varejo uniram-se para desenvolver uma plataforma online de geração de empregos no setor. Com a iniciativa, intitulada Vagas no Varejo, o segmento espera minimizar os impactos provocados pelo novo coronavírus, ao garantir a recolocação de profissionais no mercado de trabalho e preservar a atividade empresarial.

O lançamento oficial ocorreu em uma data emblemática: 1º de maio, Dia do Trabalho. Segundo indicadores doIbre/FGV, a crise pode deixar até 12,6 milhões de pessoas desempregadas e contrair em cerca de 15% a renda dos trabalhadores. O projeto foi idealizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) e Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A ação recebeu ainda o apoio voluntário da Tegra Sistemas, responsável pela concepção da plataforma; e da Advance, que elaborou o projeto de marketing e comunicação visual.

O aplicativo Vagas no Varejo está disponível em todas as plataformas móveis, exigindo inicialmente a conexão com a rede social ou e-mail. A ideia é estabelecer uma conexão simples e autodidática, sem as dificuldades impostas por canais tradicionais de empregos. Ao ter a conta criada, o profissional precisa somente destacar sua área de atuação, experiências anteriores e disponibilidade de horários, podendo também inserir seu currículo. As entrevistas e avaliações serão realizadas online.

As empresas interessadas em recrutar profissionais também terão uma área exclusiva no portalhttp://www.vagasnovarejo.com.br, no qual poderão cadastrar suas oportunidades. Elas serão responsáveis por excluir as vagas que forem preenchidas e assinarão um termo no qual se comprometem a não utilizar as informações dos candidatos para qualquer outra finalidade, como venda de produtos ou serviços.

Da ideia às adesões 

As primeiras reuniões para discutir o movimento tiveram início no fim de março e, em apenas 15 dias, ganharam a adesão de mais 17 entidades (veja a relação abaixo). “A redução do ritmo da economia e o desemprego são consequências inevitáveis da crise, e a retomada tende a ser muito lenta em alguns setores. Com essa estratégia, empresários e dirigentes da iniciativa privada somam esforços e competências para reverter mais rapidamente esse quadro e manter o nível de emprego e renda para muitas famílias”, ressalta Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

“Vamos usar toda nossa liderança e o poder de comunicação que temos como entidade para diminuir o desemprego e ajudar a minimizar o impacto dessa pandemia na sociedade”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, acrescentando que, atualmente, a entidade conta com 58 mil empresas associadas espalhadas por todo o País.

“O Brasil está passando por um momento sem precedentes, que tem trazido muitos desafios para os empresários e trabalhadores. O Vagas no Varejo é um importante projeto que resulta da soma de forças do empresariado brasileiro na geração de oportunidades para a população. Juntos, queremos ajudar o país a passar por essa pandemia com menos danos econômicos possíveis”, comenta João Sanzovo Neto, presidente da Abras.

Vagas no Varejo – apoio e realização 

• Acelera Varejo

• Associação Brasileira das Agências de Propaganda (Abap)

• Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma)

• Associação Brasileira das Perfumarias Seletivas (ABPS)

• Associação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias e Drogarias (Abrafad)

• Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil)

• Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan)

• Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)

• Associação Brasileira de Franchising (ABF)

• Associação Brasileira de Franqueados (ASBRAF)

• Associação Brasileira de Logística (Abralog)

• Associação Brasileira de Marcas Próprias (ABMAPRO)

• Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe)

• Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG)

• Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)

• Associação Brasileira de Supermercados (Abras)

• Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX)

• Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (ABLOS)

• Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj)

• Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

• Associação Nacional de Jornais (ANJ)

• Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar)

• Mulheres do Varejo

• Rede Nacional de Distribuidores de Medicamentos (Redifar)

• Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Material de Construção e de Material Elétrico no Estado de São Paulo (Sincomaco)

• Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sincofarma)

• Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo (Sincomavi)

• Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC)

• União de Farmácias Brasileiras (Unifabra)

O PODER DO VAREJO BRASILEIRO EM NÚMEROS 

• O setor representa 19,24% do PIB do país

• Movimentou cerca de R﹩ 1,40 trilhão (crescimento real de 1,8% em 2019)

• Gerou 644 mil empregos em 2019. Nos últimos cinco anos, a geração de emprego formal no Brasil é de -1,170, considerando a crise de 2015 e 2016

• 1,3 milhão de empresas no comércio em 2019

• 1,5 milhão de lojas e pontos de venda

• 930 mil lojas virtuais

Revolução 4.0: O trabalho deixou de ser o lugar para onde vamos

Por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil

A transformação do mercado de trabalho se intensifica e se molda a cada revolução industrial. Basta observar que, entre a Primeira e a Segunda – na metade do século XVIII -, os campos e a atividade agrícola deram lugar às fábricas tornando-as os principais espaços produtivos do capital humano. Mais adiante, a Terceira Revolução Industrial – pós II Guerra, apresentou ao mundo as grandes multinacionais que conhecemos atualmente e os seres humanos passaram por profundas transformações tecnológicas desde então.

Atualmente, a revolução é outra, as relações físicas no âmbito do mercado de trabalho são intangíveis perto do conhecimento agregado do profissional. A partir do momento em que máquinas substituem homens, inteligência artificial e big data são protagonistas, a variável “distância” deixou de ter valor e é neste timing que vivemos: a Revolução 4.0 no mercado de trabalho. As habilidades humanas não deixarão de existir, muito pelo contrário, as “Soft Skills” serão ainda mais evidenciadas e valorizadas. Competências socioemocionais, criatividade, autogestão e perfil empreendedor são características do profissional capaz de compreender o que o mercado de trabalho espera no futuro.

A construção da carreira e conceito de ter um emprego deixou de ser o local para onde vamos. Explico: acordar todos os dias, passar 2 horas no trânsito para se deslocar até o escritório, inserir a impressão digital com tolerância máxima de 5 minutos e trabalhar 8 horas consecutivas com 1 hora de almoço deixou de fazer sentido para muitas pessoas, mesmo que essa descrição de rotina seja o verdadeiro significado de “ir ao trabalho” para muitos.

O senso comum é que todas as empresas devem reter os melhores talentos para si. Mas fixam o entrave e limitante de que o funcionário deve morar até 15 km do seu escritório. Já em empresas híbridas – que entendem o trabalho remoto como uma porta aberta a uma infinidade de profissionais excelentes em qualquer lugar do mundo – possuem essa fronteira regional de mil ou dez mil quilômetros, porque não importa onde você está, mas sim o que você agrega e produz. Por esse motivo, daqui em diante, as empresas que não entenderem isso estarão competindo a nível internacional por talentos locais.

Um efeito contingencial imediato da pandemia de coronavírus foi o grande aumento no número de brasileiros trabalhando em suas casas. Quantos deles conseguirão descontinuar esse hábito quando a crise da COVID-19 não existir mais? Ainda que ninguém tenha essa resposta, pesquisas apontam que profissionais que podem trabalhar onde quiserem tendem a produzir mais, e a produtividade é apenas uma das vantagens que o trabalho remoto proporciona.

O fato é que, antes mesmo da pandemia global surgir, o trabalho remoto já era uma tendência pela flexibilidade e liberdade que proporcionam, muito associadas ao lifestyle e propósitos de futuro dos millennials, principalmente. O coronavírus foi um catalisador desse movimento por impulsionar obrigatoriamente as empresas a fazerem algo que elas já estavam ensaiando há muito tempo, mas não concretizavam porque muitos gestores ainda não desconstruíram a ideia de que é possível liderar uma equipe à distância com ferramentas e comunicação assertivas. Ou melhor, algumas startups brasileiras já permitiam “home office” uma vez na semana como um benefício e, claro, chamava atenção de muitos. Mas a pandemia está forçando investimentos por parte das empresas em setores onde o teletrabalho é possível, com mais pessoas aprendendo a usar a tecnologia remota. Como desdobramento, é possível sentir uma mudança mais permanente em direção ao trabalho remoto porque as pessoas estão mudando seus hábitos. Muitos experimentaram o que nunca tinham tido a oportunidade e, portanto, podem passar a gostar mais.

Decidir em qual empresa trabalhar não é resultado somente do avanço tecnológico ou do capricho dos millennials, e sim uma esfera que vem responder perguntas mais profundas sobre nós mesmos: Você já parou pra pensar o que seu trabalho significa para você? O trabalho precisa ter um alto grau de liberdade. Porque se não tivermos liberdade e autonomia, como seremos o melhor de nós mesmos? Ainda que seja impossível prever numericamente quantas empresas e pessoas vão aderir ao trabalho remoto futuramente, entendemos que as relações de trabalho foram altamente impactadas com a pandemia e que o resultado disso será o avanço do teletrabalho nas esferas globais, que aproximará grandes talentos e corporações.

Comportamento social no período pós pandemia: ABES discute como será o “novo normal”

As implicações sociais e econômicas do Covid-19 serão marcantes e definirão um novo comportamento social. As formas de trabalho, de como nos relacionamos, as tendências de consumo e entretenimento serão adaptadas à uma nova realidade. Hoje fala-se sobre um “novo normal”. Mas o que seria isso? Como as empresas vão se organizar para receber seus funcionários após pandemia? E as pessoas, como vão se comportar depois dessa experiência de distanciamento social? Para refletir sobre essas possíveis respostas, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) convida executivos e pesquisadores a apresentar seus estudos em webinar online e gratuito no dia 6 de maio, às 14h30. O evento é aberto para todos que tenham interesse sobre o tema e contará com a intermediação da jornalista e diretora das revistas Época Negócios e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Sandra Boccia. As inscrições estão disponíveis no http://www.sympla.com.br/ABESSOFTWARE.

Segundo Francisco Antonio Soeltl, conselheiro da ABES e fundador do Grupo MicroPower Global, essa transição abrupta das relações sociais e das operações empresariais forçam investimentos em inovações tecnológicas que permitem não só o trabalho remoto, reuniões virtuais e acessos aos canais institucionais de forma rápida e fácil pelo funcionário em home office; mas também para o encontro com amigos, compras, entretenimento e consultas médicas. “Imaginávamos viver em um mundo no qual poderíamos prever, planejar, e, em poucas semanas, percebemos que o mundo mudou radicalmente e de forma inesperada. A tecnologia desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento; a agilidade, a redução de custos e a eficiência dos negócios; e a criação de novas oportunidades para todos, principalmente para aqueles mais atingidos pela pandemia da Covid-19”, explica.

A rápida expansão do vírus fez com que as instituições e pessoas de todo o mundo revissem os planos, metas e formas de relacionamentos para que fossem evitadas as aglomerações em espaços públicos e privados. Agora se discute como retornar ao trabalho, às lojas, aos encontros sociais e o que precisará ser mudado com a transformação da sociedade. Com esse tema em vista, a ABES convidou para o debate o professor, investidor econselheiro de startups e ONGs Arthur Bezerra para falar sobre Emoções Líquidas; Omar Ribeiro Thomaz, especialista em situações de conflito da Unicamp, que abordará a reinvenção do normal; a executiva em gestão de pessoas Elizabeth Leonetti que trará para o debate a retomada de um novo ser humano; Rodolfo Araújo – vice-presidente para América Latina na United Minds, consultoria de transformação cultural, para apresentar a transformação constante do novo normal; e o fundador e Chairman & CEO do Grupo MicroPower Global,Francisco Antonio Soeltl, que abordará as novas práticas de home office.

Novos Tempos: O novo normal 

Data: 06 de maio, 14h30

Mediação: Sandra Boccia, diretora de redação da Época Negócios

Convidados:

• Arthur Bezerra – Investidor e conselheiro de startups e ONGs, em curadoria sob a tese de saúde, educação e impacto social. Palestrante e professor na FDC, FGV e IPOG de inovação e felicidade;

• Elizabeth Leonetti – Executiva em gestão de pessoas com forte atuação na reestruturação organizacional, de governança e na liderança de processos de transformação cultural em diferentes segmentos;

• Francisco Antonio Soeltl – Fundador e Chairman & CEO do Grupo MicroPower Global formando: MicroPowerTechnologies, MicroPower Venture, Instituto MicroPower para Transformação Digital, e Instituto MicroPower de Responsabilidade Social.

• Omar Ribeiro Thomaz – Professor do Departamento de Antropologia da Unicamp, e é diretor do Centro de Estudos Internacionais de Migração da mesma universidade. Ele se concentra em situações de conflito e pós-conflito em contextos africanos e caribenhos;

• Rodolfo Araújo – Vice-presidente para América Latina na United Minds, consultoria de transformação cultural. Mestre em Comunicação e Jornalista pela PUC/SP, é também especialista em Gestão do Conhecimento pela FGV/SP e Estratégia pelo Insead.

Brazil at Silicon Valley migra para o mundo virtual e anuncia a BSV Digital

Começa na próxima semana a edição 2020 da Brazil at Silicon Valley, conferência idealizada por estudantes brasileiros das universidades de Stanford e Berkeley, na Califórnia. Com as mudanças causadas pelo novo coronavírus, a organização do movimento optou por realizar a conferência 100% online e anuncia a BSV Digital.

A ideia é continuar gerando impacto por meio de painéis virtuais com speakers que são referência em tecnologia e inovação, discutindo tendências e como aplicá-las para transformar o cenário brasileiro. “A Brazil at Silicon Valley é mais que uma conferência, é um movimento, uma rede ativa. Queremos ir além das discussões, queremos criar soluções práticas para o desenvolvimento tecnológico do país”, explica Rodrigo Castellari Affonso, co-presidente da conferência.

Serão cinco painéis, realizados todas as quartas-feiras do mês de maio. A audiência convidada para a edição presencial, que seria realizada nos dias 30 e 31 de março, em Mountain View, na Califórnia, poderá participardas videoconferências e interagir com os speakers e moderadores. A BSV Digital será transmitida também pelo canal oficial do movimento, e será aberta a todos.

O primeiro painel será realizado já na próxima quarta-feira, 6 de maio, às 18h30, com grandes nomes. Durante os primeiros 30 minutos, a audiência poderá acompanhar a apresentação da consultoria McKinsey, que em parceria com a Brazil at Silicon Valley entrevistou líderes do ecossistema de inovação brasileiro para trazerinformações nos campos da economia, inovação, digitalização e empreendedorismo.

Em seguida, a BSV Digital apresenta “Unicórnios Brasileiros: Caminhando para uma nova economia”. Participam da discussão Cesar Carvalho, fundador do Gympass; David Vélez, CEO e fundador do Nubank; Fabrício Bloisi, CEO do iFood e, Vitor Lazarte, CEO e cofundador da Wildlife. O moderador será André Street, cofundador e presidente da Stone.

O segundo painel, que será no dia 13 de maio, vai abordar educação online e filantropia. Os convidados serão Sal Khan, da Khan Academy – uma das ONGs de maior sucesso mundial em conteúdo de qualidade digitalsem custos, e Jorge Paulo Lemann, empreendedor, investidor, filantropo e membro do conselho fundador das Fundações Estudar e Lemann, organizações sem fins lucrativos.

A programação completa da BSV Digital será anunciada em breve, no site da conferência:www.brazilatsiliconvalley.com

Conheça as principais mudanças decorrentes do fim do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF

No último dia 14 de abril foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 13.988/2020 que dispõe sobre algumas regras da transação tributária e extingue o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). A fim de explicar os principais impactos desta nova medida, o advogado Marcelo Molina, do escritório Molina Advogados expõe sua análise, sobre o assunto. “A decisão favorece os contribuintes, mas ainda é bastante polêmica”, enfatiza.

Entenda o que é o voto de qualidade

De início, Molina diz que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF é o órgão responsável pelo julgamento, em segunda instância, de processos administrativos tributários federais, por meio dos quais são exigidos dos contribuintes os tributos ou contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

“Metade dos conselheiros das turmas julgadoras do Colegiado são auditores fiscais indicados pela Receita Federal do Brasil e representantes da Fazenda Nacional e a outra metade representa os contribuintes, sendo composta por integrantes indicados pelas centrais sindicais e pelas confederações representativas de categorias econômicas”, explica Molina. “Não obstante, a aparente paridade do CARF, a legislação federal e o regimento interno do Tribunal Administrativo determinam que todas as turmas julgadoras sejam presididas por representantes do fisco”, complementa.

“Assim, de acordo com a antiga regra, em caso de empate na votação dos conselheiros, o voto de desempate era proferido pelo presidente da turma julgadora, isto e, um conselheiro indicado pela Receita Federal, o que acabava por deixa-lo suspeito em seus votos, pois na grande maioria das vezes os contribuintes saiam derrotados e com o sentimento de injustiça pelo voto de desempate ser de um julgador do fisco, o qual votará a favor do fisco”, conclui o advogado.

O voto de qualidade e suas consequências

A manutenção das autuações em grande parte dos julgamentos submetidos ao “voto de minerva” faz com que o órgão administrativo perdesse a sua credibilidade, sobretudo em razão da falta de imparcialidade na análise dos recursos.

“Além disso, quando do empate do julgamento, o presidente da turma tem a possibilidade de votar duas vezes, o que coloca em dúvida a paridade do tribunal administrativo. Nesse sentido, é importante pontuar que não se pode falar em paridade, quando não há igualdade no número de votos entre representantes da Fazenda e dos contribuintes”, observa Molina.

“Ademais, a sistemática anteriormente adotada pelo CARF afronta o próprio Código Tributário Nacional que, em seu artigo 112, prevê uma interpretação da legislação tributária mais favorável ao contribuinte em caso de dúvida”, revela o advogado.

Por fim, Molinasalienta outra consequência do voto de desempate do presidente da turma: “O aumento de demandas judiciais. Na hipótese de obtenção de uma decisão definitiva desfavorável decorrente do desempate no âmbito administrativo, certamente o contribuinte se socorrerá ao Poder Judiciário para tentar revertê-la, postergando a discussão”, afirma.

Quais os pontos negativos do voto de qualidade?

O fisco e o próprio CARF discordam da alteração promovida pela lei federal recentemente sancionada e Molina explica uma das principais críticas à extinção do voto de qualidade. “A possibilidade de queda na arrecadação. Isso porque os votos de desempate do presidente da turma tinham como consequência um número maior de decisões que favoreciam o fisco. Assim, o fim da discussão na esfera administrativa com a manutenção das autuações e, consequentemente, a penalização dos contribuintes em razão da inscrição dos débitos federais na dívida ativa, fazia com que a União Federal tivesse uma maior arrecadação”, analisa o advogado.

No entanto, Molina ainda aponta que alguns conselheiros do colegiado acreditam em uma nova possibilidade “Segundo estes, o fim do instituto pode abrir margem para que a matéria seja discutida pela Procuradoria da Fazenda Nacional na esfera judicial”, revela.

“Além disso, entendem que o voto de desempate é um sistema coerente, pois representa o pronunciamento final do Estado sobre a legalidade de seu próprio ato administrativo, o qual goza de presunção de certeza e legitimidade”, complementa o advogado.

Por fim, Molina manifesta seu balanço geral perante a mudança. “A extinção dessa sistemática representa uma grande conquista dos contribuintes que têm seus processos julgados pelo CARF, sobretudo porque coloca fim em um sistema que acabava privilegiando a parte mais fraca do processo e colocava em xeque a imparcialidade e o julgamento justo que deve prevalecer nas demandas administrativas e judiciais”, conclui.

“A partir de agora, com a alteração trazida pela Lei nº 13.988/2020, havendo empate no julgamento de determinado processo, a decisão deve favorecer o contribuinte, assim como já era previsto no Código Tributário Nacional”, finaliza Molina.

KingHost desenvolve movimento para ajudar o empreendedor durante isolamento social

Com o isolamento decorrente do coronavírus (Covid-19), muitos estabelecimentos precisaram migrar rapidamente para o digital para continuar atuando e sentindo o menos possível os impactos da situação. Nesse contexto, a KingHost, empresa de soluções digitais, lançou o movimento #DistantesMasJuntos, com foco em oferecer dicas, conteúdos e ferramentas para auxiliar na adaptação ao trabalho remoto, incentivando as empresas e organizações da importância do isolamento social. Agora, dando continuidade à campanha, a empresa incluiu novidades e mais ferramentas que podem servir como um guia para os empreendedores enfrentarem a crise e deixarem um legado para seus respectivos negócios.

A nova fase do #DistantesMasJuntos chega com três importantes novidades que irão tanto ajudar os empreendedores a ranquear melhor o site na internet, como também aumentar a visibilidade e o alcance dos seus negócios, permitindo com isso um potencial aumento das vendas. Além disso, foi criado um espaço gratuito para divulgação e conteúdos atualizados com as medidas do governo para auxiliar MPMEs.

“Estamos disponibilizando esses benefícios para que os pequenos e microempreendedores tenham na KingHost uma verdadeira parceira de sucesso. Por isso, simplificamos o uso da tecnologia para facilitar seu acesso a quem mais precisa nesse momento. Mesmo diante de uma crise sem precedentes, é importante que todos acreditem que há oportunidades para crescer e aprender com tudo o que está acontecendo”, conta Juliano Primavesi, CEO da KingHost.

SEO Certo
Sabendo da importância da digitalização dos negócios nesse período de pandemia e os desafios que podem ser enfrentados nesse processo, a KingHost liberou o acesso gratuito por 60 dias de um plano de marketing online, personalizado com indicações para que você mesmo possa realizar as ações. A ferramenta avalia a popularidade, estatísticas sociais e analisa o site para fornecer recomendações, tarefas e instruções para ter mais destaque online. Isso porque estar bem ranqueado no Google e aparecer nas primeiras páginas dos resultados do buscador online, faz com o que seu negócio tenha mais chances de ser visualizado e clicado pelos usuários.

Com uma boa estratégia de SEO, ou seja, otimizações para os mecanismos de busca online, você se torna mais conhecido, recebe mais visitas e, consequentemente, aumenta as chances de vender mais e tudo isso sem gastar dinheiro com mídia paga, apenas a partir das sugestões de melhoria que a ferramenta sugere.

Ao ativar a solução durante o período de isolamento social, o usuário terá acesso gratuito por 60 dias e contará com um plano de marketing digital com até 50 recomendações personalizadas; instruções passo a passo para cada tarefa no seu plano; monitoramento com atualização diária de até 500 páginas do site; acompanhamento do desempenho para até 15 termos de busca e comparativo com principais concorrentes de mercado.

Divulgação de empresas gratuitamente

Para divulgar seu negócio gratuitamente, a KingHost criou um formulário na página #DistantesMasJuntos para possibilitar que os pequenos e microempreendedores possam compartilhar seus negócios e manter o empreendimento durante a crise. Com o cadastro gratuito, é possível preencher as informações fundamentais para que as pessoas encontrem e entendam o que você vende e como podem comprar de você.

Auxílios financeiros do Governo

A empresa também criou uma planilha com conteúdo atualizado sobre os recursos financeiros que estão sendo disponibilizados no mercado pelo governo. A planilha possibilita que o empreendedor possa consultar num único lugar todas as informações atualizadas sobre esses recursos, indicando quem pode usar e como.

Para simplificar o acesso à informação, a planilha irá aparecer como auxílio às empresas após a realização do cadastro no site.

Estacionamento inteligente pode ajudar shoppings a reduzirem custos operacionais em até 75%

A pandemia da Covid-19 tem obrigado empresas de todos os portes e setores de atividade a revisarem os planos de negócios e as metas de 2020.

Alguns segmentos de negócios adotaram o delivery como a solução para seguir adiante. No caso de shoppings e outros empreendimentos que dependem da circulação de pessoas para sobreviver, o desafio é o de encontrar meios de sustentar a operação em um momento de receitas consideravelmente menores.

De olho nisso, o Grupo PareBem, empresa de mobilidade urbana que compõe o portfólio do Pátria Investimentos, desenvolveu uma versão de rápida implantação de sua Central de Controle Operacional (CCO), um conjunto de soluções tecnológicas que possibilita a automação quase integral das operações do estacionamento e permite reduzir em até 75% os custos operacionais.

Assim como em implantações completas do CCO, o CCO light possibilita o atendimento ao cliente à distância por meio de interfones 24h, controle remoto de isenções e descontos e segunda via de ticket perdido.

“O modelo da Central de Controle foi pensado para uma rápida implantação, em até três dias pode estar em funcionamento, e para apoiar a adequação das operações de shoppings neste momento em que apenas farmácias e supermercados estão autorizados a funcionar e para reduzir ainda mais o contato físico entre as pessoas, já que o atendimento é totalmente remoto.”, explica Marcelo Nunes, CEO do Grupo PareBem.

De acordo com Nunes, a PareBem segue buscando novos negócios e também está empenhada em apoiar os gestores de empreendimentos no desenvolvimento de estratégias para criar receitas acessórias para o estacionamento durante e após a pandemia.

“A expansão dos serviços compartilhados e de delivery pode ser uma oportunidade para utilizar o estacionamento como um hub de serviços e apoio para as empresas que atuam nesse segmento, por exemplo.”

Pesquisa da Accenture mostra como pandemia está transformando hábitos de consumo no mundo todo

A pandemia da COVID-19 deve alterar para sempre o comportamento do consumidor e causar mudanças estruturais duradouras nos setores de bens de consumo e varejo, de acordo com nova pesquisa da Accenture (NYSE: ACN) realizada com mais de três mil consumidores em 15 países nos cinco continentes.

A pesquisa, conduzida entre os dias 2 e 6 de abril, depois que muitos países tinham implementado regimes de isolamento social, constatou que os consumidores já começaram a mudar suas prioridades de compra. De modo geral, consumidores alegaram estar comprando mais produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza, comidas enlatadas e alimentos frescos do que nas duas semanas que antecederam o período da pesquisa. Por outro lado, estariam consumindo menos itens de moda e beleza e aparelhos eletrônicos.

O estudo indica a continuidade desses novos hábitos no comportamento de consumidores, mesmo após a superação da pandemia. Além disso, a crise também estaria levando pessoas a considerar mais seriamente os impactos ambientais de suas decisões de compras, impulsionando um consumo mais ético e sustentável. Por exemplo:

• 60% dos respondentes estão dedicando mais tempo ao autocuidado e bem-estar mental, com cerca de 6 em cada 10 consumidores (57%) alegando que teriam começado a se exercitar mais em casa;

• 64% dos consumidores disseram que estão mais atentos a reduzir o desperdício de alimentos e que devem manter isso daqui para frente;

• 50% dos consumidores disseram que estão comprando mais preocupados com sua saúde e que provavelmente continuarão a fazê-lo; e

• 45% dos consumidores afirmam que estão fazendo escolhas mais sustentáveis em suas compras e que devem adotar esse comportamento de agora em diante.

“A escala das mudanças identificadas em nossas descobertas sugere claramente que se trata de uma mudança de longo prazo”, diz Oliver Wright, diretor e líder da prática global de bens de consumo da Accenture. “Já vínhamos observando essas mudanças há algum tempo, mas o que surpreende é a escala e o ritmo – comprimindo em questão de semanas as mudanças que provavelmente levariam anos para acontecer. As mudanças no comportamento e em hábitos de consumo devem superar o período da pandemia, estendendo-se muito além dos próximos 18 meses e possivelmente por boa parte desta década”.

Pandemia está acelerando a adoção digital

Nessa linha, a pesquisa constatou que a pandemia está fazendo com que mais pessoas comprem mantimentos on-line. Um em cada cinco entrevistados cuja última compra fora on-line estavam fazendo suas compras de mercado virtualmente pela primeira vez – para consumidores mais velhos, a taxa é de um em cada três. Enquanto 32% de todas as compras de produtos e serviços foram feitas on-line, estima-se que esse número suba para 37% neste novo cenário.

“O realinhamento das prioridades de compra, estilo de vida e de hábitos de trabalho está demandando mudanças significativas no varejo e no comércio”, analisa Jill Standish, diretora executiva e chefe global da prática de varejo da Accenture. “Até pouco tempo atrás, muitas pessoas relutavam em fazer compras de mantimentos on-line, mas a COVID-19 mudou isso rapidamente. Os dados mostram como as pessoas que não se sentiam tão à vontade com o ecommerce e outras tecnologias digitais foram levadas a superar essa relutância – e que esta é uma virada muito importante. À medida que as organizações se adaptam, as palavras de ordem devem ser confiança, relevância e conveniência”.

A COVID-19 também está acelerando a adoção digital de maneira mais ampla. Por exemplo, o número de consumidores que afirmam estar interessados ​​em comprar ou aumentar o uso da tecnologia aumentou drasticamente. Mais da metade dos entrevistados disse que provavelmente aumentaria o uso de assistentes de voz, aplicativos de recomendação, apps de autoatendimento, dispositivos domésticos inteligentes e wearables.

“A pandemia deve promover uma era de consumo mais sustentável e saudável nos próximos 10 anos, fazendo com que os consumidores busquem conciliar suas compras e como isso se reflete em questões globais de sustentabilidade – sugerindo uma existência humana mais equilibrada”, avalia Wright. “Ao mesmo tempo, é um alerta para as empresas assegurarem que têm a agilidade e a capacidade de serem relevantes para consumidores e clientes – com um portfólio de produtos e serviços que correspondem aos padrões de compra em transformação – não apenas hoje, mas pós-pandemia também”.

Sobre a Pesquisa

A Accenture encomendou uma pesquisa para explorar como as prioridades globais, decisões de compra e padrões de comportamento dos consumidores estão mudando com a pandemia da COVID-19. A pesquisa, realizada com 3.074 consumidores em 15 mercados – Austrália, Brasil, China, Canadá, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Coréia do Sul, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA – foi conduzida on-line entre os dias 2 e 6 de abril. A Accenture planeja manter pesquisas de acompanhamento dos dados pelas próximas semanas e meses.

Montreal desenvolve tecnologia para medir temperatura por biometria

A Montreal, uma das maiores empresas de TI do país, está lançando uma solução pioneira na área de saúde. Trata-se de um sistema de medição de temperatura corporal por meio de biometria. A tecnologia permite identificar, logo na entrada de um hospital ou no acesso a ambientes corporativos ou residenciais, se uma pessoa está com febre através da leitura de seus dados biométricos faciais. O sistema é capaz de medir a temperatura a até 0,8m de distância e com precisão de 0,3°.

O mPass Fever é uma importante ferramenta para evitar a contaminação por doenças infectocontagiosas. O sistema pode ser usado no processo de triagem de pacientes em unidades hospitalares. Ao mesmo tempo, é um instrumento a mais para garantir a segurança em locais de grande circulação, como fábricas, escritórios ou mesmo prédios residenciais. A medição de temperatura é feita sem qualquer contato físico e de maneira instantânea – o processo, em média, leva menos de um segundo.

O mPass Fever foi aprovado no desafio Startups VsCovid-19, que busca soluções tecnológicas capazes de mitigar direta ou indiretamente os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Entre as vantagens adicionais, o sistema funciona em ambientes externos com baixa ou excesso de iluminação e é capaz de identificar “caronas”, ou seja, se uma segunda pessoa tenta acessar simultaneamente um ambiente sem a devida medição.

As fintechs são um sucesso no B2C. Mas e no B2B?

Por Eduardo Neubern, diretor executivo da TOTVS Techfin

Já é sabido que as fintechs ganharam força e popularidade no mercado nos últimos tempos. O acesso a serviços financeiros atrelados a tecnologia tem sido democratizado em ritmo impressionante. A popularização das fintechs fez com que os bancos se mobilizassem, mas também mexeu com empresas de outros segmentos, como entregas, transporte e e-commerce, por exemplo, que buscaram alternativas para pleitear o mesmo espaço.

Hoje, já não se sabe mais com exatidão quem concorre diretamente com quem. Os bancos passaram a concorrer com empresas de tecnologia e vice versa. O que abre um caminho bastante interessante, com diversificação de ofertas para os clientes, que agora podem contar com uma variedade enorme de soluções inovadoras para serviços como transações comerciais, crédito consignado, antecipação de recebíveis, pagamentos online, cartões virtuais, entre outros. Com as fronteiras entre setores cada vez mais cinzentas quem sai ganhando é o cliente, que passa a ter mais opções e experiências de uso muito mais fluidas e relevantes.

Diante desse cenário, é nítido que as fintechs já são um sucesso de público e renda no mercado B2C. Mas e no B2B? Hoje, soluções que facilitam o acesso de empresas a serviços financeiros personalizados estão ganhando cada vez mais espaço. Segundo dados de uma pesquisa do Sebrae, em parceria com a ABFintechs, as PMEs já são 30% da base de clientes de 45% das fintechs entrevistadas. Ou seja, o mercado B2B está cada vez mais relevante para as fintechs. Um fenômeno natural uma vez que a tecnologia pode e deve ser usada para melhorar, simplificar e baratear o acesso das empresas a serviços financeiros.

As novas tecnologias que desafiam os modelos tradicionais trazem, certamente, uma enorme vantagem competitiva às fintechs e techfins. Usufruindo de recursos como computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, distribuição e atendimento digital, entre outros, as soluções dessas empresas passam a brigar de igual para igual com os grandes bancos, que, por sua vez, passam a repensar seus modelos de negócios a partir do momento em que as taxas e prazos das fintechs tornam-se vantajosos aos clientes.

É também muito importante ressaltar que essa competição transversal não deve ser maléfica para ninguém. É quase unânime o discurso por parte dos grandes bancos de que as fintechs não são uma ameaça, mas sim um incentivo para se moldarem a essa transformação do setor financeiro. E os clientes são os grandes beneficiados disso tudo, podendo desfrutar dessa evolução mercadológica no mercado B2C e também no B2B!

65% dos profissionais em home office estão aproveitando a quarentena para realizar outras atividades além do trabalho

Segundo pesquisa realizada pela Catho com mais de 7 mil respondentes, 65% dos profissionais de home office têm usado o momento da quarentena para realizar outras atividades remotamente. Segundo o levantamento, 54% fazem pequenos cursos on-line, 52% estão atualizando seu currículo e/ou portfólio, 45% têm buscado cursos de qualificação, 28% participam de palestras, webinars e/ou workshops e 27% estão aprendendo um novo idioma.

Ainda de acordo com o estudo, atividades como leitura, tempo com a família, meditação e exercícios físicos também aparecem na lista. Para Ricardo Morais, gerente sênior de Marketing da Catho, o momento é de adaptação, inclusive para os profissionais de home office, que precisam equilibrar produtividade e entregas profissionais, saúde mental e, muitas das vezes, atividades domésticas.

“Cada profissional, a sua maneira, está descobrindo formas de equilibrar o momento. Alinhado ao turbilhão de mudanças, muitos também têm procurado se qualificar profissionalmente, já vislumbrando um cenário pós-pandemia, onde os mais preparados sairão na frente. Nesse sentido, apesar da delicadeza deste momento de quarentena, é importante se manter atualizado e acumular aprendizados constantes, alinhado às mudanças contínuas que o mercado de trabalho tem vivido, inclusive agora”, ressalta a gestora.

Worktalks 

Com o objetivo de proporcionar instrução e informação para diversos profissionais em quarentena, acontece no mês do trabalho, todas às segundas-feiras de maio, a segunda edição do evento Worktalks , que contará com palestras, áudios e artigos com profissionais experientes, a fim de preparar candidatos para o mercado profissional atual e futuro. A programação contará com a transmissões ao vivo de forma on-line e totalmente gratuita.

Dentre os temas a serem abordados estão: oportunidades e desafios do mercado atual, os impactos da pandemia na geração de empregos, saúde mental em tempos de isolamento, produtividade e motivação durante a crise, dupla jornada das mulheres na quarentena, busca de emprego, vídeo-entrevista, dentre outros.

“O momento é diferente de tudo o que já passamos e por isso a importância de criar conteúdos que se alinhem a ele. Estamos trazendo informações de relevância para ajudar as pessoas a passarem por esse processo e também prepará-las para a retomada do mercado de trabalho pós-pandemia. Sabemos que os desafios são grandes, mas com orientações e direcionamentos esse processo será mais fluído”, afirma Maiara Tortorette, gerente de Comunicação Corporativa da Catho e executiva à frente da iniciativa do Worktalks.

Como escalar sua startup num mundo pós-Quarentena em 5 etapas

Por João Gabriel Chebante

Se tudo ocorrer bem nas próximas semanas, em breve estaremos começando a retomar nossas vidas a uma rotina normal após este período de quarentena que marcará nossa geração. E muita coisa vai mudar, da maneira que lidamos com doenças, sejam elas físicas ou mentais quanto a forma que fazemos negócios e interagimos uns com os outros.

O mundo dos negócios também.

A dinâmica de atuação das empresas mudará de forma muito rápida nos próximos meses e anos em virtude do quanto sofreram durante este período de quarentena e sua suspensão de negócios em boa parte do globo. Acredito que teremos um momento de forte busca por todas as empresas – das grandes corporações aos empreendedores de bairro – por soluções de tecnologia que digitalizem sua atuação, amortizando custos e principalmente dando capilaridade às suas atuações.

Mas… para quem está montando ou escalando sua startup, quais serão os pontos mais interessantes para ter em vista num momento de retomada da economia, independente se ela for rápida ou lenta?

Seguem algumas premissas – resumidas aqui a partir de uma série de eventos online feitos por empresas, fundos de investimentos e outros agentes do ecossistema – que estarão ainda mais em voga a partir de agora para qualquer um que queria ou esteja empreendendo com tecnologia.

1- Cultura como fator crítico de sucesso

Sempre foi fundamental, mas num cenário de crise é aonde uma boa cultura organizacional (branding) faz a diferença frente ao cenário e potenciais concorrentes. Contratar bem, desenvolver fortes premissas e garantir em todos os pontos de contato é fundamental para criar valor ao mercad.

2- Mais do que nunca, caixa é rei

Tem quem critique, mas o fato é que empresas podem até sobreviver sem lucro – revertido para investimentos e expansão das suas atividades, mas ninguém vive sem geração de caixa. E dificilmente projetos irão sobreviver no ecossistema sem esta premissa. O escopo do Venture Capital será ainda mais criterioso e racional (veremos abaixo), logo projetos que não apresentam geração de caixa positivo a médio prazo não terão futuro.

3- Vendas, Vendas e Vendas

Uma vez que as startups precisarão ficar de olho no caixa, o desenvolvimento dos seus produtos, serviços e o respectivo ganho de escala será muito importante para a sobrevivência. A tendência é que o processo de venda seja ainda mais técnico e numerológico, aonde o growth hacking será a premissa inicial de valor que todos aqueles que lidam com clientes terão de levar aos seus projetos.

4- Investimento? Terá. Bastante. Mas o jogo mudou.

Uma indústria que mudará bastante o seu escopo e forma de atuar será a de investimento, fundamentada no Venture Capital. Startups crescendo mais devagar significa menor crescimento e rentabilidade para seus investidores, o que pode comprometer a captação de recursos para rodadas entre a validação do protótipo/MVP e o início do ganho de escala. No entanto e a partir da premissa que teremos um mundo de juros reais negativos e excesso de liquidez, a partir do 2o semestre teremos um forte apetite por parte de investidores-anjo e fundos late stage, que aportam em projetos mais avançados.

5- Considere um show com início, meio e final (cedo).

Como conseqüência do item anterior, a lacuna intermediária do investimento em startups virá, a partir de 2021, de fundos de venture capital pertencentes a empresas. Um dos principais “legados” da atual crise é que grandes corporações darão ainda mais marcha à busca de produtos e serviços que dêem agilidade, competitivade ou acesso a mercados. E é exatamente aqui que novos modelos de negócios podem aparecer tanto para investimento quanto uma potencial aquisição nos seus primeiros anos de vida.

Teremos na volta às ruas uma dinâmica mais racional e comedida do que vimos no final de 2019, que já causava questionamentos sobre uma potencial bolha no mercado de startups.

Bolhas e crises sempre existem, mas elas tem o potencial de mudar as peças do tabuleiro da economia e suas forças. O quão importante foi a integração tecnológica para as semanas de quarentena – esteja você em casa, na empresa e/ou no front – vai ser o pilar para uma nova etapa no desenvolvimento de novos negócios com base tecnológica.

Talvez a melhor etapa em tempos. Basta aproveitar!

João Gabriel Chebante, fundador da Sucellos, responsável por levar inteligência aos processos de investimento, fusão e aquisição de empresas

Consumo de energia no mercado livre cai 3,79% em março, calcula Comerc

As medidas de isolamento social implementadas em todo o país como parte da estratégia de contenção da pandemia de COVID-19 tiveram impacto direto no setor elétrico. No mercado livre, o consumo de energia em março recuou 3,79% na comparação com fevereiro. É o que aponta o ÍndiceComerc, que apura o consumo de energia nos 11 principais setores econômicos.

A interrupção das atividades por diversas empresas e indústrias a partir da segunda quinzena do mês foi determinante para a queda. O maior impacto foi sofrido pelo setor Comércio e Varejista, cujo consumo de energia recuou 20,12% – índice que, apesar de significativo, está abaixo das maiores quedas registradas nos últimos meses (como é o caso de Veículos e Autopeças, cujo consumo de energia recuou 29,30% em dezembro/2019). Dos 11 setores analisados, três apresentaram aumento no consumo de energia – Papel e Celulose (0,87%), Alimentos (0,08%) e Siderurgia e Metalurgia (0,03%) -, o que também pode estar relacionado ao cenário específico de pandemia.

“O aumento na procura por papéis para fins sanitários e embalagens elevou a demanda por celulose em todo o mundo, o que justifica o aquecimento do setor durante esse período. Já no caso dos alimentos, com os restaurantes fechados e a maior parte da população em casa, as atividades do setor foram intensificadas – inclusive para evitar o risco de desabastecimento, uma das preocupações no início da pandemia”, afirma Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia.

As previsões de queda no consumo de energia, tanto no mercado livre quanto no regulado, estão em linha com a projeção de queda de 0,9% da carga do país para 2020 na revisão quadrimestral, anunciada recentemente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Para Ávila, “há uma relação direta entre o consumo de energia e o desempenho econômico do país. Com a pandemia, as perspectivas de crescimento econômico foram revistas e, com o PIB próximo de zero, o comportamento da carga também deve recuar”.

Para o vice-presidente da Comerc, o momento é de diálogo e planejamento. Ávila estima que, com a pandemia estabilizada e a retomada gradual das atividades, muitas empresas buscarão opções para redução de custos – o que pode ser uma oportunidade para o setor de energia. “A queda da demanda deverá gerar, também, aredução nos preços de energia no mercado livre, tornando o custo-benefício da migração ainda mais atraente. Além disso, esperamos um aumento na procura por soluções de eficiência energética e formas alternativas de energia, como solar e baterias, capazes de proporcionar uma economia significativa na conta de luz das empresas”.

Metodologia 

O Índice Comerc Energia, publicado mensalmente, leva em conta o consumo de mais de 2.300 unidades de sua carteira, pertencentes aproximadamente 1.100 empresas que compram energia elétrica no mercado livre.

SAP e Socialab lançam competição para apoiar startups da América Latina que tenham impacto social ou ambiental

A SAP, em parceria com o Socialab, lança nova edição da Social Innomarathon, competição regional que visa promover empreendimentos de alto impacto na América Latina. As startups devem ter como foco a solução de problemas sociais ou ambientais e usar modelos de negócios B2B sustentáveis nos quais a tecnologia tenha protagonismo.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até 14 de junho. Entre 15 de junho e 28 de agosto ocorre a etapa de avaliação, que selecionará 20 empreendimentos para a etapa de aprofundamento, que inclui uma análise feita por mentores sobre o potencial das startups, com ajustes das propostas. Em seguida, oito finalistas serão escolhidos para participar de um encontro de aceleração, treinamento e inspiração, que ocorrerá entre os dias 10 e 13 de novembro em Bogotá, Colômbia.

“Como signatária do Pacto Global das Nações Unidas, a SAP tem uma série de iniciativas que visam contribuir com ações que promovam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e acreditamos que a tecnologia é um motor para resolver problemas sociais complexos, trazendo maior visibilidade e automatização de processos ou reunindo informações em bancos de dados analíticos que facilitem a tomada de decisão. Queremos incentivar que as startups tenham um olhar para as questões sociais e contribuir para a sua aceleração e desenvolvimento”, explica Matheus Souza, líder de inovação da SAP Labs Latin America.

A startup vencedora receberá um prêmio de US$ 5 mil para investir no empreendimento, três meses de suporte personalizado do Socialab e um ano de suporte virtual dado por especialistas do SAP Labs Latin America. Também poderá se tornar um parceiro autorizado da SAP para fazer negócios com clientes e participar do programa Partner Edge e do marketplace SAP App Center.

A competição busca empresas com uma clara visão de crescimento e sustentabilidade dos negócios no longo prazo. Entre os requisitos que os projetos devem atender estão um mínimo de seis meses de operação local ou nacional, protótipo validado de produtos ou serviços, vendas recorrentes, pelo menos uma pessoa dedicada em período integral e experiência do líder no setor em que o empreendimento atua.

Nas edições anteriores, os projetos vencedores foram:

  • 2019 – Nilus (Argentina): Plataforma que conecta cozinhas sociais e empresas alimentícias com produtos que serão desperdiçados
  • 2018 – Ecolones (Costa Rica): Rede de pessoas que reciclam e trocam resíduos por criptomoedas que podem ser usadas em lojas.
  • 2017 – Bikelite (Chile): Solução para ciclistas que usa GPS para criar rotas seguras que evitam o risco de acidentes e situações como roubo ou ruas danificadas.

Inscrições na Social Innomarathon podem ser feitas em www.socialinnomarathon.org/es.

Pesquisa Política XP/Ipespe: 52% acreditam que a economia está no caminho errado

A nova rodada da pesquisa XP Ipespe, concluída na última quinta-feira, revela que, desde o pedido de demissão de Sergio Moro, em 24 de abril, a avaliação positiva do governo Jair Bolsonaro caiu 4 pontos percentuais, de 31% para 27%, enquanto a avaliação negativa saltou 7 pontos percentuais, de 42% para 49%. Os valores são, respectivamente, o menor e o maior da série iniciada em janeiro de 2019.

O movimento na expectativa para o restante do mandato sofreu variação semelhante. A expectativa negativa passou de 38% para 46%, enquanto a positiva foi de 35% para 30%.

No período, caiu também a nota média atribuída ao presidente. Ela era de 5,1 na pesquisa divulgada em 24 de abril e atingiu 4,7 no levantamento atual. Já a nota média atribuída a Sergio Moro teve movimento inverso: passou de 6,2 para 6,5 desde sua saída do governo.

Sobre os efeitos da demissão de Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, continua em 67% a fatia dos entrevistados que acreditam que ela trará impactos negativos para o restante do governo. Em relação ao novo ministro, André Mendonça, 69% dizem acreditar que ele terá uma atuação com interferências do presidente, enquanto 19% esperam uma atuação independente.

Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 28, 29 e 20 de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Economia e coronavírus 

A percepção negativa também se ampliou em relação à economia. Hoje, são 52% os que acham que a economia está no caminho errado, contra 47% na semana passada. Os que veem a economia no caminho certo caíram de 35% para 32%.

Sobre a melhor maneira de recuperar a economia depois da crise provocada pelo coronavírus , 62% acreditam que Bolsonaro deve mudar a política econômica, com mais investimentos do governo, enquanto 29% acreditam que o presidente deve manter as reformas e o enxugamento dos gastos públicos, com mais participação de empresa privadas.

O levantamento registrou ainda um aumento no percentual dos que dizem estar com “muito medo” do surto de coronavírus : são 48% nesta rodada contra 41% na semana anterior.