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Brazil at Silicon Valley migra para o mundo virtual e anuncia a BSV Digital

Começa na próxima semana a edição 2020 da Brazil at Silicon Valley, conferência idealizada por estudantes brasileiros das universidades de Stanford e Berkeley, na Califórnia. Com as mudanças causadas pelo novo coronavírus, a organização do movimento optou por realizar a conferência 100% online e anuncia a BSV Digital.

A ideia é continuar gerando impacto por meio de painéis virtuais com speakers que são referência em tecnologia e inovação, discutindo tendências e como aplicá-las para transformar o cenário brasileiro. “A Brazil at Silicon Valley é mais que uma conferência, é um movimento, uma rede ativa. Queremos ir além das discussões, queremos criar soluções práticas para o desenvolvimento tecnológico do país”, explica Rodrigo Castellari Affonso, co-presidente da conferência.

Serão cinco painéis, realizados todas as quartas-feiras do mês de maio. A audiência convidada para a edição presencial, que seria realizada nos dias 30 e 31 de março, em Mountain View, na Califórnia, poderá participardas videoconferências e interagir com os speakers e moderadores. A BSV Digital será transmitida também pelo canal oficial do movimento, e será aberta a todos.

O primeiro painel será realizado já na próxima quarta-feira, 6 de maio, às 18h30, com grandes nomes. Durante os primeiros 30 minutos, a audiência poderá acompanhar a apresentação da consultoria McKinsey, que em parceria com a Brazil at Silicon Valley entrevistou líderes do ecossistema de inovação brasileiro para trazerinformações nos campos da economia, inovação, digitalização e empreendedorismo.

Em seguida, a BSV Digital apresenta “Unicórnios Brasileiros: Caminhando para uma nova economia”. Participam da discussão Cesar Carvalho, fundador do Gympass; David Vélez, CEO e fundador do Nubank; Fabrício Bloisi, CEO do iFood e, Vitor Lazarte, CEO e cofundador da Wildlife. O moderador será André Street, cofundador e presidente da Stone.

O segundo painel, que será no dia 13 de maio, vai abordar educação online e filantropia. Os convidados serão Sal Khan, da Khan Academy – uma das ONGs de maior sucesso mundial em conteúdo de qualidade digitalsem custos, e Jorge Paulo Lemann, empreendedor, investidor, filantropo e membro do conselho fundador das Fundações Estudar e Lemann, organizações sem fins lucrativos.

A programação completa da BSV Digital será anunciada em breve, no site da conferência:www.brazilatsiliconvalley.com

Conheça as principais mudanças decorrentes do fim do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF

No último dia 14 de abril foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 13.988/2020 que dispõe sobre algumas regras da transação tributária e extingue o voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). A fim de explicar os principais impactos desta nova medida, o advogado Marcelo Molina, do escritório Molina Advogados expõe sua análise, sobre o assunto. “A decisão favorece os contribuintes, mas ainda é bastante polêmica”, enfatiza.

Entenda o que é o voto de qualidade

De início, Molina diz que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF é o órgão responsável pelo julgamento, em segunda instância, de processos administrativos tributários federais, por meio dos quais são exigidos dos contribuintes os tributos ou contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

“Metade dos conselheiros das turmas julgadoras do Colegiado são auditores fiscais indicados pela Receita Federal do Brasil e representantes da Fazenda Nacional e a outra metade representa os contribuintes, sendo composta por integrantes indicados pelas centrais sindicais e pelas confederações representativas de categorias econômicas”, explica Molina. “Não obstante, a aparente paridade do CARF, a legislação federal e o regimento interno do Tribunal Administrativo determinam que todas as turmas julgadoras sejam presididas por representantes do fisco”, complementa.

“Assim, de acordo com a antiga regra, em caso de empate na votação dos conselheiros, o voto de desempate era proferido pelo presidente da turma julgadora, isto e, um conselheiro indicado pela Receita Federal, o que acabava por deixa-lo suspeito em seus votos, pois na grande maioria das vezes os contribuintes saiam derrotados e com o sentimento de injustiça pelo voto de desempate ser de um julgador do fisco, o qual votará a favor do fisco”, conclui o advogado.

O voto de qualidade e suas consequências

A manutenção das autuações em grande parte dos julgamentos submetidos ao “voto de minerva” faz com que o órgão administrativo perdesse a sua credibilidade, sobretudo em razão da falta de imparcialidade na análise dos recursos.

“Além disso, quando do empate do julgamento, o presidente da turma tem a possibilidade de votar duas vezes, o que coloca em dúvida a paridade do tribunal administrativo. Nesse sentido, é importante pontuar que não se pode falar em paridade, quando não há igualdade no número de votos entre representantes da Fazenda e dos contribuintes”, observa Molina.

“Ademais, a sistemática anteriormente adotada pelo CARF afronta o próprio Código Tributário Nacional que, em seu artigo 112, prevê uma interpretação da legislação tributária mais favorável ao contribuinte em caso de dúvida”, revela o advogado.

Por fim, Molinasalienta outra consequência do voto de desempate do presidente da turma: “O aumento de demandas judiciais. Na hipótese de obtenção de uma decisão definitiva desfavorável decorrente do desempate no âmbito administrativo, certamente o contribuinte se socorrerá ao Poder Judiciário para tentar revertê-la, postergando a discussão”, afirma.

Quais os pontos negativos do voto de qualidade?

O fisco e o próprio CARF discordam da alteração promovida pela lei federal recentemente sancionada e Molina explica uma das principais críticas à extinção do voto de qualidade. “A possibilidade de queda na arrecadação. Isso porque os votos de desempate do presidente da turma tinham como consequência um número maior de decisões que favoreciam o fisco. Assim, o fim da discussão na esfera administrativa com a manutenção das autuações e, consequentemente, a penalização dos contribuintes em razão da inscrição dos débitos federais na dívida ativa, fazia com que a União Federal tivesse uma maior arrecadação”, analisa o advogado.

No entanto, Molina ainda aponta que alguns conselheiros do colegiado acreditam em uma nova possibilidade “Segundo estes, o fim do instituto pode abrir margem para que a matéria seja discutida pela Procuradoria da Fazenda Nacional na esfera judicial”, revela.

“Além disso, entendem que o voto de desempate é um sistema coerente, pois representa o pronunciamento final do Estado sobre a legalidade de seu próprio ato administrativo, o qual goza de presunção de certeza e legitimidade”, complementa o advogado.

Por fim, Molina manifesta seu balanço geral perante a mudança. “A extinção dessa sistemática representa uma grande conquista dos contribuintes que têm seus processos julgados pelo CARF, sobretudo porque coloca fim em um sistema que acabava privilegiando a parte mais fraca do processo e colocava em xeque a imparcialidade e o julgamento justo que deve prevalecer nas demandas administrativas e judiciais”, conclui.

“A partir de agora, com a alteração trazida pela Lei nº 13.988/2020, havendo empate no julgamento de determinado processo, a decisão deve favorecer o contribuinte, assim como já era previsto no Código Tributário Nacional”, finaliza Molina.

KingHost desenvolve movimento para ajudar o empreendedor durante isolamento social

Com o isolamento decorrente do coronavírus (Covid-19), muitos estabelecimentos precisaram migrar rapidamente para o digital para continuar atuando e sentindo o menos possível os impactos da situação. Nesse contexto, a KingHost, empresa de soluções digitais, lançou o movimento #DistantesMasJuntos, com foco em oferecer dicas, conteúdos e ferramentas para auxiliar na adaptação ao trabalho remoto, incentivando as empresas e organizações da importância do isolamento social. Agora, dando continuidade à campanha, a empresa incluiu novidades e mais ferramentas que podem servir como um guia para os empreendedores enfrentarem a crise e deixarem um legado para seus respectivos negócios.

A nova fase do #DistantesMasJuntos chega com três importantes novidades que irão tanto ajudar os empreendedores a ranquear melhor o site na internet, como também aumentar a visibilidade e o alcance dos seus negócios, permitindo com isso um potencial aumento das vendas. Além disso, foi criado um espaço gratuito para divulgação e conteúdos atualizados com as medidas do governo para auxiliar MPMEs.

“Estamos disponibilizando esses benefícios para que os pequenos e microempreendedores tenham na KingHost uma verdadeira parceira de sucesso. Por isso, simplificamos o uso da tecnologia para facilitar seu acesso a quem mais precisa nesse momento. Mesmo diante de uma crise sem precedentes, é importante que todos acreditem que há oportunidades para crescer e aprender com tudo o que está acontecendo”, conta Juliano Primavesi, CEO da KingHost.

SEO Certo
Sabendo da importância da digitalização dos negócios nesse período de pandemia e os desafios que podem ser enfrentados nesse processo, a KingHost liberou o acesso gratuito por 60 dias de um plano de marketing online, personalizado com indicações para que você mesmo possa realizar as ações. A ferramenta avalia a popularidade, estatísticas sociais e analisa o site para fornecer recomendações, tarefas e instruções para ter mais destaque online. Isso porque estar bem ranqueado no Google e aparecer nas primeiras páginas dos resultados do buscador online, faz com o que seu negócio tenha mais chances de ser visualizado e clicado pelos usuários.

Com uma boa estratégia de SEO, ou seja, otimizações para os mecanismos de busca online, você se torna mais conhecido, recebe mais visitas e, consequentemente, aumenta as chances de vender mais e tudo isso sem gastar dinheiro com mídia paga, apenas a partir das sugestões de melhoria que a ferramenta sugere.

Ao ativar a solução durante o período de isolamento social, o usuário terá acesso gratuito por 60 dias e contará com um plano de marketing digital com até 50 recomendações personalizadas; instruções passo a passo para cada tarefa no seu plano; monitoramento com atualização diária de até 500 páginas do site; acompanhamento do desempenho para até 15 termos de busca e comparativo com principais concorrentes de mercado.

Divulgação de empresas gratuitamente

Para divulgar seu negócio gratuitamente, a KingHost criou um formulário na página #DistantesMasJuntos para possibilitar que os pequenos e microempreendedores possam compartilhar seus negócios e manter o empreendimento durante a crise. Com o cadastro gratuito, é possível preencher as informações fundamentais para que as pessoas encontrem e entendam o que você vende e como podem comprar de você.

Auxílios financeiros do Governo

A empresa também criou uma planilha com conteúdo atualizado sobre os recursos financeiros que estão sendo disponibilizados no mercado pelo governo. A planilha possibilita que o empreendedor possa consultar num único lugar todas as informações atualizadas sobre esses recursos, indicando quem pode usar e como.

Para simplificar o acesso à informação, a planilha irá aparecer como auxílio às empresas após a realização do cadastro no site.

Estacionamento inteligente pode ajudar shoppings a reduzirem custos operacionais em até 75%

A pandemia da Covid-19 tem obrigado empresas de todos os portes e setores de atividade a revisarem os planos de negócios e as metas de 2020.

Alguns segmentos de negócios adotaram o delivery como a solução para seguir adiante. No caso de shoppings e outros empreendimentos que dependem da circulação de pessoas para sobreviver, o desafio é o de encontrar meios de sustentar a operação em um momento de receitas consideravelmente menores.

De olho nisso, o Grupo PareBem, empresa de mobilidade urbana que compõe o portfólio do Pátria Investimentos, desenvolveu uma versão de rápida implantação de sua Central de Controle Operacional (CCO), um conjunto de soluções tecnológicas que possibilita a automação quase integral das operações do estacionamento e permite reduzir em até 75% os custos operacionais.

Assim como em implantações completas do CCO, o CCO light possibilita o atendimento ao cliente à distância por meio de interfones 24h, controle remoto de isenções e descontos e segunda via de ticket perdido.

“O modelo da Central de Controle foi pensado para uma rápida implantação, em até três dias pode estar em funcionamento, e para apoiar a adequação das operações de shoppings neste momento em que apenas farmácias e supermercados estão autorizados a funcionar e para reduzir ainda mais o contato físico entre as pessoas, já que o atendimento é totalmente remoto.”, explica Marcelo Nunes, CEO do Grupo PareBem.

De acordo com Nunes, a PareBem segue buscando novos negócios e também está empenhada em apoiar os gestores de empreendimentos no desenvolvimento de estratégias para criar receitas acessórias para o estacionamento durante e após a pandemia.

“A expansão dos serviços compartilhados e de delivery pode ser uma oportunidade para utilizar o estacionamento como um hub de serviços e apoio para as empresas que atuam nesse segmento, por exemplo.”

Pesquisa da Accenture mostra como pandemia está transformando hábitos de consumo no mundo todo

A pandemia da COVID-19 deve alterar para sempre o comportamento do consumidor e causar mudanças estruturais duradouras nos setores de bens de consumo e varejo, de acordo com nova pesquisa da Accenture (NYSE: ACN) realizada com mais de três mil consumidores em 15 países nos cinco continentes.

A pesquisa, conduzida entre os dias 2 e 6 de abril, depois que muitos países tinham implementado regimes de isolamento social, constatou que os consumidores já começaram a mudar suas prioridades de compra. De modo geral, consumidores alegaram estar comprando mais produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza, comidas enlatadas e alimentos frescos do que nas duas semanas que antecederam o período da pesquisa. Por outro lado, estariam consumindo menos itens de moda e beleza e aparelhos eletrônicos.

O estudo indica a continuidade desses novos hábitos no comportamento de consumidores, mesmo após a superação da pandemia. Além disso, a crise também estaria levando pessoas a considerar mais seriamente os impactos ambientais de suas decisões de compras, impulsionando um consumo mais ético e sustentável. Por exemplo:

• 60% dos respondentes estão dedicando mais tempo ao autocuidado e bem-estar mental, com cerca de 6 em cada 10 consumidores (57%) alegando que teriam começado a se exercitar mais em casa;

• 64% dos consumidores disseram que estão mais atentos a reduzir o desperdício de alimentos e que devem manter isso daqui para frente;

• 50% dos consumidores disseram que estão comprando mais preocupados com sua saúde e que provavelmente continuarão a fazê-lo; e

• 45% dos consumidores afirmam que estão fazendo escolhas mais sustentáveis em suas compras e que devem adotar esse comportamento de agora em diante.

“A escala das mudanças identificadas em nossas descobertas sugere claramente que se trata de uma mudança de longo prazo”, diz Oliver Wright, diretor e líder da prática global de bens de consumo da Accenture. “Já vínhamos observando essas mudanças há algum tempo, mas o que surpreende é a escala e o ritmo – comprimindo em questão de semanas as mudanças que provavelmente levariam anos para acontecer. As mudanças no comportamento e em hábitos de consumo devem superar o período da pandemia, estendendo-se muito além dos próximos 18 meses e possivelmente por boa parte desta década”.

Pandemia está acelerando a adoção digital

Nessa linha, a pesquisa constatou que a pandemia está fazendo com que mais pessoas comprem mantimentos on-line. Um em cada cinco entrevistados cuja última compra fora on-line estavam fazendo suas compras de mercado virtualmente pela primeira vez – para consumidores mais velhos, a taxa é de um em cada três. Enquanto 32% de todas as compras de produtos e serviços foram feitas on-line, estima-se que esse número suba para 37% neste novo cenário.

“O realinhamento das prioridades de compra, estilo de vida e de hábitos de trabalho está demandando mudanças significativas no varejo e no comércio”, analisa Jill Standish, diretora executiva e chefe global da prática de varejo da Accenture. “Até pouco tempo atrás, muitas pessoas relutavam em fazer compras de mantimentos on-line, mas a COVID-19 mudou isso rapidamente. Os dados mostram como as pessoas que não se sentiam tão à vontade com o ecommerce e outras tecnologias digitais foram levadas a superar essa relutância – e que esta é uma virada muito importante. À medida que as organizações se adaptam, as palavras de ordem devem ser confiança, relevância e conveniência”.

A COVID-19 também está acelerando a adoção digital de maneira mais ampla. Por exemplo, o número de consumidores que afirmam estar interessados ​​em comprar ou aumentar o uso da tecnologia aumentou drasticamente. Mais da metade dos entrevistados disse que provavelmente aumentaria o uso de assistentes de voz, aplicativos de recomendação, apps de autoatendimento, dispositivos domésticos inteligentes e wearables.

“A pandemia deve promover uma era de consumo mais sustentável e saudável nos próximos 10 anos, fazendo com que os consumidores busquem conciliar suas compras e como isso se reflete em questões globais de sustentabilidade – sugerindo uma existência humana mais equilibrada”, avalia Wright. “Ao mesmo tempo, é um alerta para as empresas assegurarem que têm a agilidade e a capacidade de serem relevantes para consumidores e clientes – com um portfólio de produtos e serviços que correspondem aos padrões de compra em transformação – não apenas hoje, mas pós-pandemia também”.

Sobre a Pesquisa

A Accenture encomendou uma pesquisa para explorar como as prioridades globais, decisões de compra e padrões de comportamento dos consumidores estão mudando com a pandemia da COVID-19. A pesquisa, realizada com 3.074 consumidores em 15 mercados – Austrália, Brasil, China, Canadá, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Coréia do Sul, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA – foi conduzida on-line entre os dias 2 e 6 de abril. A Accenture planeja manter pesquisas de acompanhamento dos dados pelas próximas semanas e meses.

Montreal desenvolve tecnologia para medir temperatura por biometria

A Montreal, uma das maiores empresas de TI do país, está lançando uma solução pioneira na área de saúde. Trata-se de um sistema de medição de temperatura corporal por meio de biometria. A tecnologia permite identificar, logo na entrada de um hospital ou no acesso a ambientes corporativos ou residenciais, se uma pessoa está com febre através da leitura de seus dados biométricos faciais. O sistema é capaz de medir a temperatura a até 0,8m de distância e com precisão de 0,3°.

O mPass Fever é uma importante ferramenta para evitar a contaminação por doenças infectocontagiosas. O sistema pode ser usado no processo de triagem de pacientes em unidades hospitalares. Ao mesmo tempo, é um instrumento a mais para garantir a segurança em locais de grande circulação, como fábricas, escritórios ou mesmo prédios residenciais. A medição de temperatura é feita sem qualquer contato físico e de maneira instantânea – o processo, em média, leva menos de um segundo.

O mPass Fever foi aprovado no desafio Startups VsCovid-19, que busca soluções tecnológicas capazes de mitigar direta ou indiretamente os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Entre as vantagens adicionais, o sistema funciona em ambientes externos com baixa ou excesso de iluminação e é capaz de identificar “caronas”, ou seja, se uma segunda pessoa tenta acessar simultaneamente um ambiente sem a devida medição.

As fintechs são um sucesso no B2C. Mas e no B2B?

Por Eduardo Neubern, diretor executivo da TOTVS Techfin

Já é sabido que as fintechs ganharam força e popularidade no mercado nos últimos tempos. O acesso a serviços financeiros atrelados a tecnologia tem sido democratizado em ritmo impressionante. A popularização das fintechs fez com que os bancos se mobilizassem, mas também mexeu com empresas de outros segmentos, como entregas, transporte e e-commerce, por exemplo, que buscaram alternativas para pleitear o mesmo espaço.

Hoje, já não se sabe mais com exatidão quem concorre diretamente com quem. Os bancos passaram a concorrer com empresas de tecnologia e vice versa. O que abre um caminho bastante interessante, com diversificação de ofertas para os clientes, que agora podem contar com uma variedade enorme de soluções inovadoras para serviços como transações comerciais, crédito consignado, antecipação de recebíveis, pagamentos online, cartões virtuais, entre outros. Com as fronteiras entre setores cada vez mais cinzentas quem sai ganhando é o cliente, que passa a ter mais opções e experiências de uso muito mais fluidas e relevantes.

Diante desse cenário, é nítido que as fintechs já são um sucesso de público e renda no mercado B2C. Mas e no B2B? Hoje, soluções que facilitam o acesso de empresas a serviços financeiros personalizados estão ganhando cada vez mais espaço. Segundo dados de uma pesquisa do Sebrae, em parceria com a ABFintechs, as PMEs já são 30% da base de clientes de 45% das fintechs entrevistadas. Ou seja, o mercado B2B está cada vez mais relevante para as fintechs. Um fenômeno natural uma vez que a tecnologia pode e deve ser usada para melhorar, simplificar e baratear o acesso das empresas a serviços financeiros.

As novas tecnologias que desafiam os modelos tradicionais trazem, certamente, uma enorme vantagem competitiva às fintechs e techfins. Usufruindo de recursos como computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas, distribuição e atendimento digital, entre outros, as soluções dessas empresas passam a brigar de igual para igual com os grandes bancos, que, por sua vez, passam a repensar seus modelos de negócios a partir do momento em que as taxas e prazos das fintechs tornam-se vantajosos aos clientes.

É também muito importante ressaltar que essa competição transversal não deve ser maléfica para ninguém. É quase unânime o discurso por parte dos grandes bancos de que as fintechs não são uma ameaça, mas sim um incentivo para se moldarem a essa transformação do setor financeiro. E os clientes são os grandes beneficiados disso tudo, podendo desfrutar dessa evolução mercadológica no mercado B2C e também no B2B!

65% dos profissionais em home office estão aproveitando a quarentena para realizar outras atividades além do trabalho

Segundo pesquisa realizada pela Catho com mais de 7 mil respondentes, 65% dos profissionais de home office têm usado o momento da quarentena para realizar outras atividades remotamente. Segundo o levantamento, 54% fazem pequenos cursos on-line, 52% estão atualizando seu currículo e/ou portfólio, 45% têm buscado cursos de qualificação, 28% participam de palestras, webinars e/ou workshops e 27% estão aprendendo um novo idioma.

Ainda de acordo com o estudo, atividades como leitura, tempo com a família, meditação e exercícios físicos também aparecem na lista. Para Ricardo Morais, gerente sênior de Marketing da Catho, o momento é de adaptação, inclusive para os profissionais de home office, que precisam equilibrar produtividade e entregas profissionais, saúde mental e, muitas das vezes, atividades domésticas.

“Cada profissional, a sua maneira, está descobrindo formas de equilibrar o momento. Alinhado ao turbilhão de mudanças, muitos também têm procurado se qualificar profissionalmente, já vislumbrando um cenário pós-pandemia, onde os mais preparados sairão na frente. Nesse sentido, apesar da delicadeza deste momento de quarentena, é importante se manter atualizado e acumular aprendizados constantes, alinhado às mudanças contínuas que o mercado de trabalho tem vivido, inclusive agora”, ressalta a gestora.

Worktalks 

Com o objetivo de proporcionar instrução e informação para diversos profissionais em quarentena, acontece no mês do trabalho, todas às segundas-feiras de maio, a segunda edição do evento Worktalks , que contará com palestras, áudios e artigos com profissionais experientes, a fim de preparar candidatos para o mercado profissional atual e futuro. A programação contará com a transmissões ao vivo de forma on-line e totalmente gratuita.

Dentre os temas a serem abordados estão: oportunidades e desafios do mercado atual, os impactos da pandemia na geração de empregos, saúde mental em tempos de isolamento, produtividade e motivação durante a crise, dupla jornada das mulheres na quarentena, busca de emprego, vídeo-entrevista, dentre outros.

“O momento é diferente de tudo o que já passamos e por isso a importância de criar conteúdos que se alinhem a ele. Estamos trazendo informações de relevância para ajudar as pessoas a passarem por esse processo e também prepará-las para a retomada do mercado de trabalho pós-pandemia. Sabemos que os desafios são grandes, mas com orientações e direcionamentos esse processo será mais fluído”, afirma Maiara Tortorette, gerente de Comunicação Corporativa da Catho e executiva à frente da iniciativa do Worktalks.

Como escalar sua startup num mundo pós-Quarentena em 5 etapas

Por João Gabriel Chebante

Se tudo ocorrer bem nas próximas semanas, em breve estaremos começando a retomar nossas vidas a uma rotina normal após este período de quarentena que marcará nossa geração. E muita coisa vai mudar, da maneira que lidamos com doenças, sejam elas físicas ou mentais quanto a forma que fazemos negócios e interagimos uns com os outros.

O mundo dos negócios também.

A dinâmica de atuação das empresas mudará de forma muito rápida nos próximos meses e anos em virtude do quanto sofreram durante este período de quarentena e sua suspensão de negócios em boa parte do globo. Acredito que teremos um momento de forte busca por todas as empresas – das grandes corporações aos empreendedores de bairro – por soluções de tecnologia que digitalizem sua atuação, amortizando custos e principalmente dando capilaridade às suas atuações.

Mas… para quem está montando ou escalando sua startup, quais serão os pontos mais interessantes para ter em vista num momento de retomada da economia, independente se ela for rápida ou lenta?

Seguem algumas premissas – resumidas aqui a partir de uma série de eventos online feitos por empresas, fundos de investimentos e outros agentes do ecossistema – que estarão ainda mais em voga a partir de agora para qualquer um que queria ou esteja empreendendo com tecnologia.

1- Cultura como fator crítico de sucesso

Sempre foi fundamental, mas num cenário de crise é aonde uma boa cultura organizacional (branding) faz a diferença frente ao cenário e potenciais concorrentes. Contratar bem, desenvolver fortes premissas e garantir em todos os pontos de contato é fundamental para criar valor ao mercad.

2- Mais do que nunca, caixa é rei

Tem quem critique, mas o fato é que empresas podem até sobreviver sem lucro – revertido para investimentos e expansão das suas atividades, mas ninguém vive sem geração de caixa. E dificilmente projetos irão sobreviver no ecossistema sem esta premissa. O escopo do Venture Capital será ainda mais criterioso e racional (veremos abaixo), logo projetos que não apresentam geração de caixa positivo a médio prazo não terão futuro.

3- Vendas, Vendas e Vendas

Uma vez que as startups precisarão ficar de olho no caixa, o desenvolvimento dos seus produtos, serviços e o respectivo ganho de escala será muito importante para a sobrevivência. A tendência é que o processo de venda seja ainda mais técnico e numerológico, aonde o growth hacking será a premissa inicial de valor que todos aqueles que lidam com clientes terão de levar aos seus projetos.

4- Investimento? Terá. Bastante. Mas o jogo mudou.

Uma indústria que mudará bastante o seu escopo e forma de atuar será a de investimento, fundamentada no Venture Capital. Startups crescendo mais devagar significa menor crescimento e rentabilidade para seus investidores, o que pode comprometer a captação de recursos para rodadas entre a validação do protótipo/MVP e o início do ganho de escala. No entanto e a partir da premissa que teremos um mundo de juros reais negativos e excesso de liquidez, a partir do 2o semestre teremos um forte apetite por parte de investidores-anjo e fundos late stage, que aportam em projetos mais avançados.

5- Considere um show com início, meio e final (cedo).

Como conseqüência do item anterior, a lacuna intermediária do investimento em startups virá, a partir de 2021, de fundos de venture capital pertencentes a empresas. Um dos principais “legados” da atual crise é que grandes corporações darão ainda mais marcha à busca de produtos e serviços que dêem agilidade, competitivade ou acesso a mercados. E é exatamente aqui que novos modelos de negócios podem aparecer tanto para investimento quanto uma potencial aquisição nos seus primeiros anos de vida.

Teremos na volta às ruas uma dinâmica mais racional e comedida do que vimos no final de 2019, que já causava questionamentos sobre uma potencial bolha no mercado de startups.

Bolhas e crises sempre existem, mas elas tem o potencial de mudar as peças do tabuleiro da economia e suas forças. O quão importante foi a integração tecnológica para as semanas de quarentena – esteja você em casa, na empresa e/ou no front – vai ser o pilar para uma nova etapa no desenvolvimento de novos negócios com base tecnológica.

Talvez a melhor etapa em tempos. Basta aproveitar!

João Gabriel Chebante, fundador da Sucellos, responsável por levar inteligência aos processos de investimento, fusão e aquisição de empresas

Consumo de energia no mercado livre cai 3,79% em março, calcula Comerc

As medidas de isolamento social implementadas em todo o país como parte da estratégia de contenção da pandemia de COVID-19 tiveram impacto direto no setor elétrico. No mercado livre, o consumo de energia em março recuou 3,79% na comparação com fevereiro. É o que aponta o ÍndiceComerc, que apura o consumo de energia nos 11 principais setores econômicos.

A interrupção das atividades por diversas empresas e indústrias a partir da segunda quinzena do mês foi determinante para a queda. O maior impacto foi sofrido pelo setor Comércio e Varejista, cujo consumo de energia recuou 20,12% – índice que, apesar de significativo, está abaixo das maiores quedas registradas nos últimos meses (como é o caso de Veículos e Autopeças, cujo consumo de energia recuou 29,30% em dezembro/2019). Dos 11 setores analisados, três apresentaram aumento no consumo de energia – Papel e Celulose (0,87%), Alimentos (0,08%) e Siderurgia e Metalurgia (0,03%) -, o que também pode estar relacionado ao cenário específico de pandemia.

“O aumento na procura por papéis para fins sanitários e embalagens elevou a demanda por celulose em todo o mundo, o que justifica o aquecimento do setor durante esse período. Já no caso dos alimentos, com os restaurantes fechados e a maior parte da população em casa, as atividades do setor foram intensificadas – inclusive para evitar o risco de desabastecimento, uma das preocupações no início da pandemia”, afirma Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia.

As previsões de queda no consumo de energia, tanto no mercado livre quanto no regulado, estão em linha com a projeção de queda de 0,9% da carga do país para 2020 na revisão quadrimestral, anunciada recentemente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Para Ávila, “há uma relação direta entre o consumo de energia e o desempenho econômico do país. Com a pandemia, as perspectivas de crescimento econômico foram revistas e, com o PIB próximo de zero, o comportamento da carga também deve recuar”.

Para o vice-presidente da Comerc, o momento é de diálogo e planejamento. Ávila estima que, com a pandemia estabilizada e a retomada gradual das atividades, muitas empresas buscarão opções para redução de custos – o que pode ser uma oportunidade para o setor de energia. “A queda da demanda deverá gerar, também, aredução nos preços de energia no mercado livre, tornando o custo-benefício da migração ainda mais atraente. Além disso, esperamos um aumento na procura por soluções de eficiência energética e formas alternativas de energia, como solar e baterias, capazes de proporcionar uma economia significativa na conta de luz das empresas”.

Metodologia 

O Índice Comerc Energia, publicado mensalmente, leva em conta o consumo de mais de 2.300 unidades de sua carteira, pertencentes aproximadamente 1.100 empresas que compram energia elétrica no mercado livre.

SAP e Socialab lançam competição para apoiar startups da América Latina que tenham impacto social ou ambiental

A SAP, em parceria com o Socialab, lança nova edição da Social Innomarathon, competição regional que visa promover empreendimentos de alto impacto na América Latina. As startups devem ter como foco a solução de problemas sociais ou ambientais e usar modelos de negócios B2B sustentáveis nos quais a tecnologia tenha protagonismo.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até 14 de junho. Entre 15 de junho e 28 de agosto ocorre a etapa de avaliação, que selecionará 20 empreendimentos para a etapa de aprofundamento, que inclui uma análise feita por mentores sobre o potencial das startups, com ajustes das propostas. Em seguida, oito finalistas serão escolhidos para participar de um encontro de aceleração, treinamento e inspiração, que ocorrerá entre os dias 10 e 13 de novembro em Bogotá, Colômbia.

“Como signatária do Pacto Global das Nações Unidas, a SAP tem uma série de iniciativas que visam contribuir com ações que promovam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e acreditamos que a tecnologia é um motor para resolver problemas sociais complexos, trazendo maior visibilidade e automatização de processos ou reunindo informações em bancos de dados analíticos que facilitem a tomada de decisão. Queremos incentivar que as startups tenham um olhar para as questões sociais e contribuir para a sua aceleração e desenvolvimento”, explica Matheus Souza, líder de inovação da SAP Labs Latin America.

A startup vencedora receberá um prêmio de US$ 5 mil para investir no empreendimento, três meses de suporte personalizado do Socialab e um ano de suporte virtual dado por especialistas do SAP Labs Latin America. Também poderá se tornar um parceiro autorizado da SAP para fazer negócios com clientes e participar do programa Partner Edge e do marketplace SAP App Center.

A competição busca empresas com uma clara visão de crescimento e sustentabilidade dos negócios no longo prazo. Entre os requisitos que os projetos devem atender estão um mínimo de seis meses de operação local ou nacional, protótipo validado de produtos ou serviços, vendas recorrentes, pelo menos uma pessoa dedicada em período integral e experiência do líder no setor em que o empreendimento atua.

Nas edições anteriores, os projetos vencedores foram:

  • 2019 – Nilus (Argentina): Plataforma que conecta cozinhas sociais e empresas alimentícias com produtos que serão desperdiçados
  • 2018 – Ecolones (Costa Rica): Rede de pessoas que reciclam e trocam resíduos por criptomoedas que podem ser usadas em lojas.
  • 2017 – Bikelite (Chile): Solução para ciclistas que usa GPS para criar rotas seguras que evitam o risco de acidentes e situações como roubo ou ruas danificadas.

Inscrições na Social Innomarathon podem ser feitas em www.socialinnomarathon.org/es.

Pesquisa Política XP/Ipespe: 52% acreditam que a economia está no caminho errado

A nova rodada da pesquisa XP Ipespe, concluída na última quinta-feira, revela que, desde o pedido de demissão de Sergio Moro, em 24 de abril, a avaliação positiva do governo Jair Bolsonaro caiu 4 pontos percentuais, de 31% para 27%, enquanto a avaliação negativa saltou 7 pontos percentuais, de 42% para 49%. Os valores são, respectivamente, o menor e o maior da série iniciada em janeiro de 2019.

O movimento na expectativa para o restante do mandato sofreu variação semelhante. A expectativa negativa passou de 38% para 46%, enquanto a positiva foi de 35% para 30%.

No período, caiu também a nota média atribuída ao presidente. Ela era de 5,1 na pesquisa divulgada em 24 de abril e atingiu 4,7 no levantamento atual. Já a nota média atribuída a Sergio Moro teve movimento inverso: passou de 6,2 para 6,5 desde sua saída do governo.

Sobre os efeitos da demissão de Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, continua em 67% a fatia dos entrevistados que acreditam que ela trará impactos negativos para o restante do governo. Em relação ao novo ministro, André Mendonça, 69% dizem acreditar que ele terá uma atuação com interferências do presidente, enquanto 19% esperam uma atuação independente.

Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 28, 29 e 20 de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Economia e coronavírus 

A percepção negativa também se ampliou em relação à economia. Hoje, são 52% os que acham que a economia está no caminho errado, contra 47% na semana passada. Os que veem a economia no caminho certo caíram de 35% para 32%.

Sobre a melhor maneira de recuperar a economia depois da crise provocada pelo coronavírus , 62% acreditam que Bolsonaro deve mudar a política econômica, com mais investimentos do governo, enquanto 29% acreditam que o presidente deve manter as reformas e o enxugamento dos gastos públicos, com mais participação de empresa privadas.

O levantamento registrou ainda um aumento no percentual dos que dizem estar com “muito medo” do surto de coronavírus : são 48% nesta rodada contra 41% na semana anterior.

Linx anuncia pacote de medidas para apoiar o varejo na quarentena

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, adotou diversasiniciativas para auxiliar o setor durante o período da pandemia do novo coronavírus. São soluções para diferentes tipos de vendas, passando pela operação física e e-commerce, além dos meios de pagamentos, com a finalidade de facilitar a vida dos lojistas, evitar significativas perdas financeiras e amenizar o impacto da crise nos negócios.

Para Gilsinei Hansen, vice-presidente de Linx Core, o mundo deverá se adequar a uma nova normalidade pós-Covid-19. “A dinâmica que conhecemos inevitavelmente mudará. Viveremos novos hábitos de consumo e umavanço extraordinário na transformação digital. Viveremos um novo normal. O delivery será intenso, venda através de canais de e-commerce e marketplace alcançarão novos patamares, assim como pagamentos sem contato. No âmbito físico, os papéis de loja e vendedores serão diferentes, já que precisarão se apropriar da tecnologia para que consigam atender às demandas dos consumidores de cada região”.

Após o período de crise, o varejo deverá dispor de ferramentas que possibilitem a adaptação a esta nova configuração. Neste sentido, a Linx elenca soluções para mobilidade, venda fácil, meios de pagamento e automação, a fim de preparar os clientes e seus vendedores para que a transformação digital ocorra de forma mais fluida e ágil.

“Unimos esforços das nossas três grandes unidades de negócios para chegarmos a essas soluções: Linx Core, que possui um olhar direcionado ao varejo físico; Linx Digital, responsável pelas ofertas de e-commerce, marketplace e omnichannel; e Linx Pay Hub, que viabiliza novos meios de pagamento a varejistas e consumidores”, adiciona Hansen.

Novas soluções para um ‘novo normal’ 

Delivery App (Neemo): é uma plataforma de delivery para restaurantes, que permite ao varejista receber pedidos em um site e aplicativo criados para o estabelecimento, reduzindo custos com taxas de comissionamento dos marketplaces do varejo alimentício. Os pedidos podem ser feitos via app, site, WhatsApp e Facebook Messenger.

Durante o período da pandemia, a solução será oferecida com condições especiais e com o bônus da soluçãopara pedidos via WhatsApp com chatbot automatizado. O Delivery App também é aplicado no segmento de Postos. A tecnologia permite que lojas de conveniência praticarem sua proximidade junto a sua região, se transformem em minimercados e pratiquem vendas por delivery.

POS TEF: a oferta também auxilia postos de combustível na manutenção do distanciamento seguro, pois com o POS TEF, o cliente não precisa sair do carro para efetuar o pagamento, uma vez que a máquina de cartão pode ser levada diretamente ao motorista. Pagamentos contactless via carteiras digitais, como Samsung e Apple Pay, são aceitos pela ferramenta.

Linx Commerce para Farma: plataforma de e-commerce com implantação super rápida, para que farmácias e drogarias ampliem a sua capacidade de atendimento para seus consumidores, mesmo que eles estejamreceosos em visitar a loja. Ela vem com um layout com belo design, um largo catálogo predefinido com medicamentos e produtos de higiene e beleza, além das transportadoras previamente configuradas e meios de pagamentos integrados, como o Linx Pay, um pacote de serviços de recebimentos que facilita as conversões via cartões de crédito, com segurança e sistema antifraude. Tudo isso integrado ao sistema ERP da Loja.

Tele entrega: reforça as soluções do varejo farmacêutico para entrega de medicamentos. A operação trabalha em conjunto com o link de pagamento, a fim de evitar atritos no delivery. O varejista poderá receber pagamentos sem contato e efetuar a entrega em domicílio de medicamentos controlados, após resolução da Anvisa que permite esta operação devido ao isolamento social.

Gestor Tributário: dedicado ao varejo farmacêutico, esta solução auxilia a garantir conformidade com a legislação. A tecnologia assegura a atualização automática das recomendações tributárias e fiscais do negócio, evitando o pagamento de impostos desnecessários e agilizando processos, alocados dentro de uma plataforma em nuvem.

Linx Fast Seller: com o objetivo de ajudar os varejistas a venderem mesmo de portas fechadas, a Linx desenvolveu uma solução capaz de integrar de forma simples e rápida os catálogos de produtos, estoques e preços desses pontos de venda aos principais marketplaces e superapps como o Rappi, de forma que se beneficiem da omnicanalidade e passem a vender online. A solução foi pensada para dar suporte inicialmente aos segmentos de moda, acessórios, joalherias e brinquedos, que costumam operar em shopping centers e lojas de rua, e conta com uma plataforma composta por processos práticos e indispensáveis para a agilidade e flexibilidade que o momento de crise exige. Embora tenha sido lançado para atender o momento desafiador do varejo, o Linx Fast Seller possibilita uma nova opção de comercialização dos produtos mesmo após a reabertura das lojas, atendendo ao comportamento do novo consumidor que opta por comprar nas diversas plataformas digitais.

eMillennium para D2C (Direto ao Consumidor): solução dedicada à indústria, com foco em bens de consumo,onde marcas que antes não abordavam diretamente os consumidores procuram agora estabelecer relações diretas, reduzindo a dependência do canal de distribuição. A tecnologia viabiliza modelos de D2C com o mínimo de impacto nos sistemas legados, utilizando um BackOffice que acelera e evita erros na implementação do varejo na indústria. A solução integra e-commerces, pop-up stores, lojas físicas, bem como todos os serviços de logística e rastreamento. Dentre as funcionalidades, estão os módulos de integrações com plataforma de e-commerce e marketplaces, workflow, pedidos, gestão de estoque, transportadoras, correios, emissão de notas fiscais, SAC e logística reversa.

Link de Pagamento: solução de pagamento online da Linx Pay Hub que traz uma alternativa para o varejista manter o volume de vendas durante o período de isolamento social, sem precisar de websites e usando apenas o pagamento por link, enviado por e-mail, WhatsApp e outras plataformas de comunicação. A implantação é simples e o varejista não precisa de desenvolvimento, apenas inserir os dados cadastrais do cliente e o valor a ser pago no sistema, que gera um link totalmente seguro. O consumidor então efetua o pagamento em casa, sem precisar de maquininha de cartão ou cobrança na entrega do produto. Além disso, a novidade possui um sistema antifraude integrado.

Pagamento parcelado no segmento automotivo: apesar das medidas de isolamento, problemas e acidentes envolvendo automóveis seguem ocorrendo. As soluções da Linx englobam link de pagamento para televendas de peças e abastecimento de oficinas, além do sistema Pinpag, uma opção de crédito parcelado sem risco para o lojista. A tecnologia inteligente parcela a venda para o cliente em até 12 vezes.

Concessionária digital: solução que digitaliza e integra sistemas para que concessionárias, lojas multimarcas, oficinas mecânicas e autopeças viabilizem o atendimento ao cliente de forma on-line e com total conveniência, priorizando serviços como leva e traz em manutenção, test drive delivery e venda de peças em e-commerce e markeplaces, cobrindo todas as áreas de estabelecimentos que integram o segmento automotivo.

Linx Acesso Remoto e Fast Conect: para dar suporte ao home office adotado por seus clientes, a vertical Linx Bridge lança duas soluções: Linx Acesso Remoto, que permite, através de uma VPN segura, acesso de qualquer lugar a recursos corporativos da empresa; e Fast Conect, acesso à internet ágil, de fácil implantação e preço acessível.

Pesquisa Home office na quarentena: paulistas estão trabalhando mais horas

Como os brasileiros têm lidado com a experiência de trabalho remoto no primeiro mês de distanciamento social imposto para reduzir a disseminação da COVID-19? Para responder a essa questão, o Original – primeiro banco brasileiro a permitir abertura de conta 100% digital – patrocinou uma pesquisa, realizada pela consultoria 4CO, entre os dias 8 e 15 de abril de 2020. Ao todo, foram ouvidos 695 moradores do estado de São Paulo que aderiram ao home office durante a quarentena.

Os resultados da pesquisa apontam que apesar de 70% dos entrevistados que migraram para o trabalho remoto considerar que têm mantido uma produtividade igual ou maior do que antes do isolamento social, 59% consideram que têm trabalhado muito mais horas diárias e 57% avaliam a experiência como muito cansativa.

Fonte: Pesquisa Original e 4CO sobre Trabalho Remoto na Quarentena (8 a 15 de abril de 2020)

Além disso, 52% consideram que perderam a noção de tempo para descanso (noite, finais de semana etc.) em virtude da experiência de trabalho remoto no isolamento social e 78% acreditam que a experiência com trabalho remoto poderia ser melhor se não estivessem em uma situação de crise.

“Na análise geral dos dados nos deparamos com um cenário curioso e, de certa forma, ambíguo: a experiência prática com o trabalho a distância na quarentena vai indo bem, mas ela é bastante diferente do que as pessoas imaginavam anteriormente sobre o tema. O home office nesse contexto de isolamento social tem sido bastante intenso, apesar de a prática estar transcorrendo de maneira satisfatória. Ao que parece, não é o distanciamento social que tem interferido negativamente no dia a dia de trabalho e, sim, a crise como um todo”, avalia Bruno Carramenha, sócio-fundador da consultoria 4CO | Cappellano & Carramenha Comunicação e Cultura Organizacional. 

“O principal objetivo dessa pesquisa foi entender o comportamento dos profissionais nesse momento de trabalho remoto em um cenário de isolamento social e como isso pode influenciar uma nova dinâmica de trabalho e relação entre as pessoas, pautada por um ambiente digital”, destaca Luis Aniceto, superintendente executivo de Estratégia, Pessoas e Design Organizacional do Banco Original. “A partir dos insights dessa pesquisa e do nosso DNA digital e humano, queremos melhorar a experiência dos clientes e colaboradores do Original, acelerando a evolução das relações entre as pessoas e entre pessoas e empresas”, complementa.

A pesquisa aponta também que, de forma geral, a adaptação ao trabalho remoto nesse período de isolamento social transcorreu de forma tranquila para a maioria dos entrevistados. Para 76%, o processo de implementação pode ser considerado tranquilo – esse percentual sobe para 80% no caso dos profissionais que já tinham alguma experiência prévia com home office. 

Vale destacar que, apesar de mais da metade afirmar ter de cumprir uma rotina diária determinada pela empresa (61%), 65% desempenham suas funções sem a necessidade de se mostrar disponíveis o tempo todo ou prestar contas quanto ao tempo trabalhado e 69% alegam que a empresa dá liberdade para gerenciar atribuições, sem mecanismos de controle específicos. Entre aqueles que ocupam cargos de liderança, esse último percentual sobe para 75%.

Fonte: Pesquisa Original e 4CO sobre Trabalho Remoto na Quarentena (8 a 15 de abril de 2020)

Revelo identifica crescimento de 25% na área de tecnologia e trabalho home office

Quando o Dia do Trabalho passou a ser comemorado nos anos 80, poucos imaginavam que na década de 20 o home office seria tão utilizado. Diante da Covid-19, a Revelo , a maior empresa de tecnologia do setor de Recursos Humanos da América Latina, viu os efeitos deste movimento e notou crescimento de 25% das contratações para vagas na áreas de tecnologia e em posições nas quais as atividades podem ser desenvolvidas de forma remota.

Esse cenário mostra uma mudança na busca por carreiras ‘do futuro’ e a necessidade das empresas em se digitalizarem. O valor médio das faixas salariais no segmento de tecnologia, ofertadas pelas empresas, cresceu mais de 15% no último mês, em posições que possuem salários mais elevados, nos mais diversos níveis hierárquicos. A Revelo tem como mote levar o processo de recrutamento e seleção do universo off-line para o on-line. O diferencial da empresa, principalmente em continuar atendendo às demandas atuais do mercado de trabalho, é o fato de ter sido criada no universo online, em 2014, e já estar adaptada às mudanças que a pandemia trouxeram para o setor.

As entrevistas realizadas de forma online também cresceram 40% durante a crise: sua fatia foi de 70% versus os 30% de entrevistas presenciais antes da pandemia, para uma média de praticamente 100% nas últimas semanas. A demanda gerada pelo mercado, fez com a plataforma lançasse o Revelo Remoto, ferramenta que possibilita contratações de forma totalmente remota.

Nele, as companhias passaram a realizar entrevistas e processos seletivos completos, dentro da ferramenta, sem precisar de outras programas. O modelo prevê uma economia de cerca de 9 mil reais ao ano para empresa cliente e a previsão é que 95% do mercado de trabalho de forma geral passe a contratar de remotamente, mesmo após a retomada da vida social, sem os efeitos do coronavírus no setor.

“A Revelo é a parceira que impulsiona carreiras, times e negócios; e já contava com a importante missão de reduzir ao máximo o tempo de processo seletivo nas empresas, tanto que sempre atingimos o prazo máximo de admissão de um profissional de 14 dias, antes da pandemia. Todavia, após a quarentena e a necessidade urgente de acesso 100% remoto, lançamos esta ferramenta, que garantiu que as empresas continuassem contratando e os profissionais se recolocando no mercado, sem precisar, nem mesmo de entrevista final presencial, o que era comum antes da Covid-19”, afirma afirma Lachlan de Crespigny, cofundador da Revelo.

Além disso, esse mês, foi lançado também o novo app Revelo que aumenta em até 6x a velocidade de resposta entre recrutadores e candidatos uma vez que toda a comunicação fica ao toque de um botão. “O aplicativo é exclusivo para candidatos cadastrados na plataforma e está disponível apenas para sistema operacional Android no momento, mas é uma inovação que priorizamos também por causa da pandemia uma vez que os celulares garantem mais agilidade na busca por emprego”, complementa Lach.

A demanda sobre a área de tecnologia refletiu diretamente para funções em Business Intelligence, em funções como Analista de Dados, Analista de Performance, Data Engineer e Data Science. Já em TI, funções como Administração de base dados, Administração de sistema, DevOps, Infraestrutura e segurança da informação são as mais demandadas. A Revelo cobre serviços voltados para empresas de outros setores mais tradicionais, que buscam aumentar a velocidade na contratação, e startups em fase de lançamento e expansão, o que é uma tendência digital para o setor de RH.

“O aumento da demanda por profissionais de tecnologia é algo que já prevíamos, em especial em um momento de necessidade de adequação na forma de trabalhar e da necessidade de digitalização das empresas”, finaliza o executivo.

Bayer anuncia novas vagas de emprego

A Bayer, multinacional alemã com foco em Ciências da Vida, anuncia a abertura de 47 vagas de emprego em suas unidades em São Paulo, São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Não-Me-Toque (RS) e Belford Roxo (RJ).

“Neste momento, nossa prioridade é proteger a segurança e o bem-estar de nossos profissionais, bem como o das comunidades em que estamos presentes. Seguimos os processos seletivos para manter nosso compromisso com nossos clientes e com a sociedade” afirma Barbara Will, líder de Talent Acquisition no Brasil.”O mundo está atravessando uma crise sem precedentes e entendemos o quanto as oportunidades profissionais podem apoiar a população nesse momento”.

Um dos destaques é o Shared Services Center localizado em São José dos Campo. O primeiro centro regional de serviços compartilhados da Bayer no Brasil, chega ao país para reforçar o compromisso com inovação, trabalhando com processos globais cada vez mais ágeis.

Veja abaixo a lista de vagas abertas da companhia:

32 vagas em São José dos Campos 

Entre as vagas, há 12 para Analista I de Compras, 16 para Analista II de Compras, duas para Analista III Fiscal, uma para Analista III de Contas a Pagar e uma para Team Lead Compras. Os interessados podem ser inscrever até o dia 7 de maio.

3 Vagas em Uberlândia 

As posições são para 1 para Engenheiro de Projetos Senior, 1 para Especialista em Ciência de Dados e 1 paraEspecialista em Soluções de Dados.

2 em Não me Toque (RS) 

Ambas as vagas são para Representante Técnico Vendas Pleno.

4 vagas em Belford Roxo 

São elas, 1 para IT Business Partner – Product Supply, 1 para Especialista em Processos de Qualidade; 1 paraComprador Senior e 1 para Especialista em Projetos para Produção e Supply Chain.

5 vagas em São Paulo 

As vagas são para as seguintes posições: 1 para Gerente de Farmacovigilância II; 1 para Especialista em Segurança de Produtos Fámarcos; 1 para Representante Técnico de Vendas Especialista e 1 paraRepresentante Técnico de Vendas e Analista de Vendas II.

Para saber a descrição destas vagas, acesse o portal de carreiras da companhia em http://www.carreiras.bayer.com.br.

Tecnologia em tempos de pandemia: como o fator humano alavancou a transformação digital das empresas?

Por Cleyton Ferreira, CTO da Compasso
Vimos circular algumas brincadeiras sobre o que de fato trouxe a transformação digital – CEOs? CIOs? CTOs? O gancho é que no fim não foi nenhum deles, e sim uma pandemia global. Porém, por mais que o COVID possa ser sim considerado o fator que “virou a chave”, ignorar o árduo trabalho e constante esforços das equipes de tecnologia é um erro. As coisas que mudaram no último mês só puderam acontecer porque os profissionais de tecnologia têm se preparado há anos para essa nova realidade,

A transformação digital se impôs como uma necessidade para a continuidade de negócios em diversos setores com a adesão emergencial do isolamento social temporário. Porém, sabemos que a tendência já existia, e essa trajetória seguirá – tanto como uma forma de continuar explorando os ganhos de eficiência quanto por suas vantagens para os colaboradores e clientes. Por isso, entender qual o seu impacto na sociedade e como aplicá-la nos processos de negócio é essencial. Essa mudança radical na estrutura das organizações, a partir da qual a tecnologia passa a ter um papel estratégico central, exige muito das equipes de TI.

Muitas companhias foram forçadas a repensarem a tecnologia como um fator protagonista para a adaptação dessa rápida mudança de cenário com pouco tempo para se adaptarem. Segundo uma pesquisa da Coresight Research, nos Estados Unidos os consumidores estão mais cautelosos ao fazer compras em lojas físicas com grande concentração de pessoas e estão se voltando ainda mais para o e-commerce. Quase metade (47%) dos consumidores consultados no fim de fevereiro está evitando fazer compras em shoppings, e 32% estão evitando lojas físicas em geral. Isso traz uma demanda imensa para as estruturas do varejo e diversas plataformas e ferramentas de cobrança, gestão logística e atendimento remoto aos consumidores. Se você ainda compra online, é porque uma equipe de TI foi capaz de escalar sua infraestrutura.

Entre empresas de saúde, vemos nos hospitais vários pacientes que se encontram isolados, e conseguem conversar com seus familiares via chamada de vídeo e senti-los mais próximo em um momento de distância e saudade causado pelo isolamento social. Isto exige uma rede mais robusta, que não foi inicialmente pensada para streaming e videoconferências constantes. No lado técnico é importante considerarmos os algoritmos e IA que estão auxiliando o País a definir sobre leitos de UTI em vários municípios. Essas informações são fundamentais para gestores e médicos delinearem ações emergenciais. A imensa agilidade de processamento de informações que sistemas de processamento em nuvem permitem vem sendo capaz de abreviar sofrimentos e indicar caminhos a serem seguidos. Se vemos a gestão de leitos e as instituições e pacientes conectados, é porque os provedores de serviços de redes e ferramentas de inteligência artificial estão sendo bem geridos.

Nesse momento ficou claro o quão necessário é o acesso à tecnologia e o quão capaz ela é de impactar nossas vidas positivamente. Data centers, cloud computing, inteligência artificial ou internet das coisas são palavras pouco usuais no dia a dia de grande parte da população, mas são essas ferramentas que estão tornando realidade essas iniciativas. Para a maioria de nós, esses processos podem ser invisíveis, mas nos bastidores, devemos tudo a inúmeros profissionais que mantém as engrenagens rodando.

Com certeza, essa fase passará, mas as transformações que a tecnologia causou nesse período são irreversíveis. Além de promover uma mudança radical nas estruturas de pequenas e grandes empresas, nossa rotina jamais será a mesma. Se antes criticávamos que o ambiente tecnológico afastava as pessoas, hoje vemos o quão fundamental ele é para nos aproximar. O que fica de aprendizado desse momento, é muito mais que os esforços da tecnologia como instrumento de suporte, mas sim, aprendermos a pensar de forma plural e não mais singular.

5G no Brasil: Abrintel aponta soluções para gargalos de infraestrutura de telecomunicações

Com o fim da Consulta Pública Nº 9 realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel sobre a proposta de edital para o 5G no Brasil, o cronograma para a implantação da tecnologia de nova geração ainda está mantido, podendo a Licitação ocorrer entre o final deste ano e início de 2021. Para contribuir com a proposta final do edital, a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) encaminhou à agência reguladora uma carta com suas contribuições. Entre as diversas observações realizadas pela Associação, que representa empresas que detêm mais de 60% das torres instaladas no Brasil (mais de 45 mil), destacam-se as seguintes solicitações:

Melhor definição do arcabouço regulatório sobre o 5G: a Abrintel defende uma melhor diferenciação de termos, definições e tratamentos das infraestruturas para separar o que é ou não é prestação de serviço de telecomunicações, no marco regulatório do 5G. Isso significaria a eliminação de uma série de barreiras para a implantação da nova tecnologia, como independência de processos de licenciamento das infraestruturas daqueles exigidos para os elementos irradiantes. Nesse sentido, defende ainda a importância de se considerar como novas possibilidades de estruturas de suporte, os postes, mobiliários urbanos públicos e estruturas de vias de acesso, que devem ter dispensa de licenciamento assim como os equipamentos irradiantes de pequeno porte e serão imprescindíveis na implantação do 5G.

Revisão do conceito de rede: para a Abrintel, o conceito de rede considerado atualmente necessita ser repensado. No caso, a entidade sugere que os materiais, equipamentos e circuitos elétricos passem a poder ser considerados como infraestrutura de telecomunicações, enquanto que o tráfego de informações, sua gestão e sua disponibilidade ao usuário final seja considerado como prestação de serviço de telecomunicações. Na prática, isso significaria a possibilidade de investimentos em redes de acesso independentes, e sem necessidade de outorga, que poderiam ser compartilhadas por prestadores de serviço, como o que já ocorre nos casos da transmissão de dados, em mercado de atacado.

Modernização das Legislações Municipais: para que o país avance com a implantação do 5G, a Abrintel propõe uma série de ações que resultem, direta e indiretamente, na modernização de Leis Municipais sobre antenas a fim de dar celeridade nos processos de licenciamento e decorrenteaumento de cobertura e qualidade dos serviços de telecomunicações. Uma das alternativas é que, no processo de escolha dos municípios, localidades e trechos de rodovias contemplados nos compromissos de abrangência do Edital do 5G, seja priorizada a escolha de municípios que já tenham feito a adaptação de suas leis em consonância com a Lei Federal 13.116/2015, considerada adequada para os dias e tecnologias atuais, principalmente quanto aos procedimentos e prazos para licenciamento de infraestrutura de suporte.

“(…) esta associação representa as empresas que proveem o primeiro elo para a conectividade efetiva, qual seja, a infraestrutura de suporte para os elementos irradiantes das radiofrequências. Assim, tal contribuição traz importantes elementos que devem ser considerados para viabilização da implantação das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento das novas tecnologias de conexão, em especial o 5G, que exigirá grande esforço deste setor em investimentos e inovação para o atendimento do maior volume de demandas inerente aos valores das radiofrequências empregadas e da própria tecnologia”, disse Luciano Stutz, presidente da Abrintel, em carta enviada à Anatel.

cartcompleta, com todas as colaborações enviadas pela Abrintel, pode ser lida na íntegra no site da ANATEL.

Tecnologia 5G requer mais infraestrutura. Situação da Cidade de São Paulo é critica

Os desafios para conectar o Brasil são muitos e superá-los é questão de urgência para que o País não fique para trás nessa nova etapa da Era Digital. Com a previsão da tecnologia 5G operar comercialmente a partir de 2021, o setor de infraestrutura de telecomunicações passa a deter caráter ainda mais estratégico para a transformação digital. “Essa transição de tecnologia exigirá um aumento expressivo do número de antenas em todo o País dada suas características técnicas, cerca de 3 a 4 vezes mais antenas em relação à conexão 4G. Somente as empresas da Abrintel planejavam investir R$ 6 bilhões em infraestruturas de telecomunicações de 2019 até 2021 no Brasil”, diz Stutz.

Segundo a Abrintel, calcula-se que a relação recomendada de usuários por Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETR) ou Estações Rádio Base (ERBs), com as atuais radiofrequências em uso e para um bom padrão de qualidade esteja entre 1.000 e 1.500. No Brasil, com 210 milhões de habitantes, a proporção média atual é de cerca de 2.300. Especificamente no caso da cidade São Paulo, que conta com mais de 24 milhões de usuários e que há anos aprova pouquíssimos licenciamentos para novas infraestruturas de telecomunicações, essa relação pode alcançar mais de 3.300 usuários por Estação, considerando dados da Anatel, de fevereiro de 2020, o que afeta diretamente a qualidade de conexão de cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente nas periferias da Zonas Sul e Leste.

O caso de São Paulo é emblemático. A cidade mais populosa e centro financeiro do Brasil necessita urgentemente modernizar sua Lei de antenas. “Nos últimos dois anos, as operadoras e as empresas de infraestrutura protocolaram mais de 1,8 mil pedidos de novas torres em São Paulo, e apenas 90 foram liberados. Parte significativa dessas torres vetadas está nessas regiões da periferia”, diz Stutz.

Ainda segundo o executivo, dois fatores principais dificultam a ampliação da infraestrutura de telecom na cidade. O primeiro é que a lei municipal é de 2004. “Ultrapassada e restritiva, a lei é de uma época em que as antenas penduradas no alto das torres só entravam nas ruas de caminhão, enquanto algumas hoje são pouco maiores que uma caixa de sapato”, diz. Outro ponto é que a lei não diferencia a implantação de uma torre de 30 metros dos chamados ‘rooftops’ (estruturas com apenas 3 metros de altura que são instalados no topo de prédios) ou ‘street levels’ (pequenas antenas aplicadas em postes). “Como não se diferenciam as tecnologias, a atual lei de São Paulo é a principal barreira que impedirá a cidade de se tornar um exemplo de conectividade para o Brasil e a América Latina”, diz.