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T-Systems Brasil cria área de canais

A T-Systems Brasil, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, colocou em curso sua estratégia de canais, anunciada em 2019. Este ano, a companhia consolidou a nova área de Canais e Alianças, que ficará sob o comando de Flavia Spadafora, há dois anos diretora de contas globais do segmento automotivo.

De acordo com o vice-presidente de vendas da T-Systems Brasil, Alexandre Matte, a criação do programa de canais tem o objetivo de dar mais capilaridade à companhia, além de consolidar um modelo de cocriação com os novos parceiros. “A nova área vai complementar nossa cobertura dentro do território nacional”, afirma. Para tanto, a T-Systems vai buscar novos parceiros de negócios que estejam alinhados com os segmentos que sejam foco da empresa e, também, com o portfólio de soluções desenvolvido por ela.

Matte lembra que a T-Systems continuará com suas iniciativas de vendas diretas. “Vamos continuar e vamos crescer, mas o mercado brasileiro é muito grande, há muito espaço para trabalharmos com parceiros”, diz, lembrando que a intenção é trabalhar com poucos e bons canais de vendas.

“Não podem ser muitos, porque nosso portfólio é bem específico, formado por soluções de valor agregado e softwares. Queremos parceiros que tenham complementariedade com nossas soluções e que possam desenvolver novas soluções conosco, em um modelo de cocriação”, afirma.

Com a nova estratégia, a expectativa de Matte é que, já ao final deste ano, a nova área de Canais e Alianças incremente as vendas da T-Systems em algo entre 10% e 20%. Para o ano que vem, com a estratégia já consolidada, o objetivo é que os canais representem de 20% a 30% do faturamento da companhia no Brasil.

Focos estratégicos

Sobre o foco das vendas, Matte ressalta que a T-Systems deve manter seu posicionamento no setor automotivo, onde é referência. “Mas queremos também dar foco em alguns segmentos que estamos perseguindo, como o de Saúde e Agrobusiness, por exemplo”, revela. Outra área que deve ganhar foco é a de bancos de investimento, um nicho do setor de financeiro para o qual a T-Systems deve buscar, além de novos parceiros, também soluções complementares às que oferece hoje.

A estratégia de canais engloba também foco regional, com objetivo de aumentar a presença em mercados como os do Rio de Janeiro, região Sul e região Centro-Oeste. “São regiões onde devemos crescer, mas não faremos isso com recursos próprios”, afirma.

Já como parte desta estratégia, a T-Systems fechou uma parceria com a IT-One, empresa mineira especializada na oferta de soluções para infraestrutura de TI. De acordo com a diretora de Canais e Alianças da T-Systems, Flavia Spadafora, o perfil do novo parceiro faz muito sentido para a estratégia de crescimento regional da companhia.

“Este é um pilar importante para a T-Systems. Eles devem reforçar nossa atuação na região Sudeste”, afirma. Flavia diz que há mais dois parceiros em negociação e que, oficializados, devem reforçar a atuação regional da companhia: um na região Sul e outro no Triângulo Mineiro.

Certificados SSL passam a ter validade de um ano: conheça os motivos e os impactos

Por Marcio D’avila

Atualmente, os Certificados SSL/TLS têm validade máxima de dois anos, mas, na tentativa de garantir uma melhor proteção das conexões seguras (HTTPS), os fabricantes de navegadores, como Apple, Google e Mozilla, estão tentando reduzir esse período para um ano.

A Apple foi a primeira a abordar este tema. Em março, em um evento, a empresa anunciou que a partir de 1º de setembro deste ano, os Certificados SSL/TLS com período de validade superior a um ano não serão mais reconhecidos como confiáveis pelo navegador Safari.

Em junho, foi a vez do Google avisar que implementará a mesma restrição no Chrome, que exibirá um alerta de “Site não Seguro” para os Certificados SSL/TLS que violarem a política.

Recentemente, a Mozilla anunciou que também implementará esta medida em seu navegador. O fabricante, inclusive, diz que atualizará sua Política de Repositório Raiz para impor a limitação, independentemente se o Ballot SC31, do CA/Browser Forum, que discute se esta questão, aprová-la ou não.

Já a Microsoft ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas provavelmente seguirá o exemplo dos outros , considerando a tendência e o fato de que seu navegador Edge é baseado em Chromium.

O impacto no dia a dia de quem tem um site

Alinhadas aos fabricantes de navegadores, a maioria das Autoridades Certificadoras já divulgaram seus planos para limitar a validade dos Certificados SSL/TLS.

Isso significa, na prática, que se em seu site há um SSL/TLS, com validade de dois anos, emitido antes de 1º de setembro, seu ambiente permanecerá válido até a data de vencimento do Certificado. E, no momento da renovação, você não terá opção de atualizá-lo por mais dois anos, apenas por 12 meses.

Em outras palavras, você tem até 1º de setembro para obter Certificados de dois anos. Depois disso, somente haverá no mercado a possibilidade de adquirir SSL/TLS de 12 meses.

Os benefícios desta mudança

Os fabricantes de navegadores afirmam que essas alterações são importantes para fornecer mais segurança aos internautas, uma vez que ao adotar um SSL/TLS com validade de um ano, minimiza-se o risco de utilizar Certificados com algoritmos criptográficos fracos ou vulneráveis, pois a atualização seria feita anualmente.

Outro ponto importante é que esta medida limita a exposição das chaves criptográficas a ataques externos, pois seriam alteradas regularmente. O período de vigência reduzido também impede que provedores de hospedagem, ou terceiros, usem um SSL/TLS por um longo tempo depois que um domínio não é mais usado ou mudou de provedor.

Márcio D’Avila, consultor técnico e especialista em identificação digital da Certisign

Novo contexto trazido pela pandemia puxa crescimento de soluções de gestão da SAP Brasil no 2º trimestre

A SAP Brasil registrou um segundo trimestre de crescimento nos contratos de soluções de gestão, tanto com foco na experiência do cliente e colaboradores, com SAP Qualtrics, como em gestão de despesas SAP Concur, Digital Supply Chain e a linha de produtos de Analytics e Data Management. Os avanços, na comparação com o mesmo período de 2019, foram de dois dígitos em grande parte dessas linhas, com algumas chegando a três dígitos. Os resultados refletem a aceleração da digitalização de processos nas companhias em diversos segmentos, buscando eficiência e reorganizando as operações em resposta às novas necessidades trazidas pela pandemia de Covid-19.

As vendas de solução Qualtrics CX deram um salto em relação ao segundo trimestre de 2019, uma vez que o atendimento ao cliente passou por forte transformação na crise provocada pelo coronavírus. O mesmo ocorreu com a gestão da força de trabalho, com uma mudança radical nos processos, seja para os profissionais em trabalho remoto ou para as novas condições impostas para os trabalhadores da indústria. Os resultados também apontam maior preocupação das empresas com sistemas de gerenciamento da cadeia de suprimentos e relacionamento com fornecedores: a linha de produtos de Digital Supply Chain também registrou aumento de dois dígitos em cloud em relação ao mesmo período de 2019.

“Vivemos um momento em que a tecnologia, mais do que trazer agilidade aos processos e ganhos de produtividade e otimização de gestão, torna-se essencial para moldar os negócios ao novo contexto, trazendo respostas mais rápidas”, comenta Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, que recentemente foi nomeada ao cargo de presidente da SAP América Latina e Caribe. “A busca por estas soluções reflete um movimento das companhias para ‘arrumar a casa’, integrar informações, digitalizar processos e agregar valor de forma ampla”, aponta.

Os últimos três meses também marcaram a continuidade dos projetos de adoção ou migração para o sistema de gestão S/4HANA, o ERP digital da empresa. Esse é o caso das Lojas CEM, rede varejista de móveis e eletrodomésticos com quase 300 lojas no Sudeste do Brasil, que impulsionou seus projetos de transformação digital. A varejista adotou o SAP S/4HANA para ter uma plataforma robusta com acesso a informações em tempo real, consolidar operações, aprimorar o gerenciamento e a tomada de decisão. Já com as soluções SAP Customer Experience, também reforçou a frente de comércio eletrônico e marketing, esta última impulsionada pelo SAP Qualtrics para melhor entender os sentimentos dos seus clientes. Outra frente foi na gestão da força de trabalho, com o SAP SuccessFactors, para melhor atrair, reter e desenvolver funcionários.

O SAP SuccessFactors também apoiou o Grupo Zaragoza, o que mais cresce no setor de varejo no país, na gestão de 5 mil colaboradores. Além disso, com as marcas Spani Atacadista e Villarreal Supermercados, a empresa adota uma combinação do SAP S/4HANA, SAP Cloud Platform e SAP Analytics para ter uma plataforma robusta com informações em tempo real e uma solução confiável de compras que permite consolidar operações e melhorar a gestão.

O setor de varejo, inclusive, foi um dos que mais demandaram projetos no período, além de seguros e produtos de consumo, com destaque para implementação de soluções tanto na nuvem como na venda de licenças.

Outra empresa que continuou investindo fortemente em sua jornada de transformação digital foi a Duratex, maior produtora de painéis de madeira manufaturada do Hemisfério Sul. A companhia, que já adotou o SAP S/4HANA, SAP Ariba, SAP Cloud Platform e SAP Concur, tem agora o SAP SuccessFactors para melhor engajar sua força de trabalho de mais de 11 mil funcionários.

A siderúrgica brasileira Gerdau, que optou pelo SAP Tax Declaration Framework para apoiar todas as operações relacionadas a impostos enquanto obtinha maior precisão no planejamento fiscal, também foi um dos destaques no segundo trimestre, junto com a Telefônica, operadora multinacional de telecomunicações da Espanha, que opera no Brasil com a marca Vivo, que teve foco na gestão da remuneração baseada em comissão para suas equipes de vendas com SAP Commissions. A Cantu Pneus, maior importadora de pneus no país, escolheu uma combinação de SAP S/4HANA, SAP Integrated Business Planning e SAP Customer Experience para melhorar processos e SAP SuccessFactors, integrados ao SAP Qualtrics para beneficiar sua força de trabalho. Enquanto a Votorantim Cimentos, líder de cimento no Brasil e uma das maiores do mundo, que expandiu significativamente sua presença global com aquisições importantes na Europa, Ásia e África, além de continuar a fortalecer sua presença nas Américas do Norte e do Sul, realizou a implementação de soluções Customer Experience da SAP para aprimorar sua plataforma de comércio eletrônico nos mercados expandidos.

Na frente de economia da experiência, a Renault do Brasil, subsidiária da montadora francesa Renault, contou com o SAP Integrated Business Planning para superar o desafio de seus revendedores na previsão das demandas dos clientes em toda a América Latina.

Implementações remotas ganham força

Nos meses de abril a junho, o Brasil registrou fortalecimento das políticas de isolamento social em resposta à pandemia de Covid-19, com grande adoção do regime de trabalho remoto em organizações em todo o país. Diante desse cenário, a digitalização foi essencial e, em muitos casos, com soluções realizadas remotamente pela SAP. “Realizamos grandes implementações de maneira totalmente virtual, o que reforçou ainda mais nossa certeza de que a transformação digital traz resultados concretos para os negócios e permite uma adaptação rápida, mesmo em situações de instabilidade”, comenta Palmaka.

Presente em 700 cidades no país, a transportadora brasileira Águia Branca, que leva 11 milhões de passageiros por ano, foi uma das empresas que contou com a implementação virtual da solução SAP Customer Experience no período, no intuito de aprimorar sua plataforma de comércio eletrônico, simplificar a reserva de ingressos e fornecer uma experiência mais personalizada aos usuários.

A BRK Ambiental, maior empresa privada de saneamento básico do Brasil, também consolidou à distância um projeto voltado às operações de concessão pública com uma combinação de SAP S/4 HANA e outras soluções cloud como SAP Concur, SAP SuccessFactors e SAP Ariba, com o objetivo de reduzir custos e melhorar as sinergias das transações.

Já o Grupo Ultra, um dos maiores conglomerados comerciais de óleo e gás do Brasil, estabeleceu parceria com a SAP para a adoção do SAP S/4HANA para se destacar na economia digital. Feita de forma remota, a implementação visou melhorar os processos de gestão nas frentes de tesouraria, planejamento financeiro, relações com investidores, questões jurídicas, fusões e aquisições e outras áreas-chave na empresa. A operação teve início no segundo trimestre, mesmo com as restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

SAP mantém resiliência frente à crise do Covid-19

Globalmente, a receita total da SAP cresceu 2% para € 6,74 bilhões (IFRS), com alta de 21% nas soluções em nuvem, em comparação com os meses de abril a junho do ano passado, com a alta demanda por soluções de digital supply chain, comércio eletrônico, cloud platform e SAP Qualtrics. A receita de licenças de software, embora ainda abaixo dos níveis normais, teve recuperação acima do esperado: queda de 18% ano a ano para € 0,77 bilhões (IFRS e não IFRS), mas uma melhoria significativa em comparação com o primeiro trimestre deste ano. As receitas de nuvem e software cresceram 4% ano a ano para € 5,71 bilhões (IFRS), um aumento de 3% para € 5,71 bilhões (não-IFRS) e um aumento de 3% (não-IFRS em moedas constantes).

O SAP S/4HANA foi uma das linhas de produtos com maior crescimento, com mais de 500 novos clientes no último trimestre, totalizando, hoje, 14.600 adoções, um aumento de 22% na comparação ano a ano. Neste segundo trimestre, a receita de Qualtrics avançou 34% em comparação ao mesmo período de 2019.

“Mais do que nunca, a pandemia provou que a digitalização não é mais uma opção e sim uma necessidade para superar tempos difíceis e alcançar os resultados comerciais desejados. Continuaremos a investir em ofertas inovadoras para nossos clientes, a fim de promover transformações nos negócios e executar processos complexos. Também pretendemos expandir o ecossistema em nossa plataforma de tecnologia de negócios para complementar nossas soluções e promover o crescimento”, comenta Christian Klein, CEO da SAP.

Crescimento forte em nuvem continua na América Latina

Na América Latina, a SAP reporta o marco de 20 trimestres de crescimento consecutivo de soluções em nuvem, com avanço de dois dígitos na região – um aumento sustentado no mesmo nível também para o primeiro semestre deste ano. A empresa se consolida como aliada estratégica de empresas comprometidas com a continuidade dos negócios e a preparação para o novo normal.

Nesse contexto, no qual os clientes deram um grande passo em direção à transformação digital, o aumento de dois dígitos no segmento de soluções SAP Customer Experience se destaca durante o 2º trimestre do ano na região.

Estima-se que mais de 100 milhões de celulares já foram roubados ou furtados no Brasil

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Roubos de Celulares no Brasil, realizada a partir do cruzamento os dados com a pesquisa TIC Domicílios (que indica a quantidade de internautas no país), e com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre Mensageria Móvel (que informa a proporção de internautas que possuem smartphones), estima que 64 milhões de brasileiros já foram vítimas de roubo ou furto de celular, totalizando 102,4 milhões de aparelhos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 19 de junho de 2020 com 2.074 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone. Metade dos entrevistados afirma que já teve um celular roubado ou furtado, apesar de 89% dos internautas alegaram evitar usar o aparelho em locais públicos. A Região Norte lidera com 65% da população já tendo sido vítima desse crime, seguida da Nordeste, com 55%.

Entre os internautas que informaram quando tiveram o aparelho roubado ou furtado pela última vez (1.040 respondentes), 5% apontaram que o fato aconteceu em 2020; contra 19%, em 2019; e 76%, em 2018 ou antes.

Outras descobertas da pesquisa

– 51% não usam rastreamento de localização de celular;
– 84% não têm seguro;
– 55% trocaram de marca de aparelho após a última ocorrência;
– 74% trocaram por aparelho melhor após a última ocorrência;
– 57% bloquearam o aparelho e o chip;
– 55% fizeram boletim de ocorrência;
– 11% tiveram o aparelho roubado/furtado 3 ou mais vezes;
– 16% declaram ter seguro para seu celular;
– Por região do País, a proporção de vítimas se manteve estável no Norte e no Nordeste, mas subiu no Sudeste (de 45% para 49%), no Sul (de 34% para 40%) e no Centro-Oeste (de 47% para 51%);
– Entre os internautas das classes A e B, 55% já tiveram um celular roubado, ante 49% daqueles das classes C, D e E.
– 53% é a proporção de internautas brasileiros na faixa etária entre 30 e 49 anos já tiveram um celular roubado ou furtado.

TSE confirma empresa Positivo como vencedora para aquisição de novas urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou nesta quinta-feira (23) a empresa Positivo Tecnologia como vencedora da licitação realizada para a fabricação de novas urnas eletrônicas modelo 2020 (UE 2020).

A homologação da licitação ocorreu de comum acordo entre o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, o vice-presidente, ministro Edson Fachin, e o ministro Alexandre de Moraes. Isso porque os equipamentos não serão utilizados para o pleito deste ano, pois não há mais tempo hábil para fabricação e programação.

As novas urnas devem ser utilizadas apenas nas Eleições Gerais de 2022. Fachin presidirá o TSE de fevereiro a agosto de 2022, sendo sucedido por Moraes, que presidirá a Corte durante as eleições.

O valor da proposta de preço selecionada pelo TSE foi de R$ 799,9 milhões para aquisições de urnas em 2020 e 2021. No entanto, o valor exato a ser aplicado nas compras depende de disponibilidade orçamentária em cada ano, o que significa que um valor menor poderá ser utilizado.

O objetivo do TSE é adquirir até 180 mil urnas para substituir parte do parque tecnológico, que atualmente é de 470 mil unidades em todo o país. Urnas fabricadas em 2006 e 2008, cuja vida útil está esgotada, precisam ser substituídas pelos novos modelos.

A situação, contudo, não interfere no pleno funcionamento do processo eleitoral, já que atualmente a Justiça Eleitoral dispõe de unidades suficientes para realização do pleito.

Ao lado da Positivo, disputou também a licitação o Consórcio SMTT, liderado pela Smartmatic do Brasil.

Entenda a licitação

O processo de licitação, na modalidade de concorrência do tipo técnica e preço, teve início em julho de 2019, com a publicação do Aviso de Licitação n° 43/2019. No dia 13 de setembro, as empresas Positivo e o Consórcio SMTT (Smartmatic) entregaram documentação e protótipos para participar do certame, mas foram desclassificadas posteriormente por não cumprirem especificações técnicas previstas no edital.

Ao analisar recurso apresentado por uma das concorrentes, em sessão extraordinária realizada no último dia 8 de janeiro, o Plenário do TSE concedeu às duas licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de novas propostas, incluindo as de preço, conforme previsto no artigo 48, parágrafo 3º, da Lei nº 8.666/1993, que autoriza que, não havendo proposta classificada, as empresas participantes poderão corrigir e reapresentar novas propostas.

De 21 a 26 de janeiro de 2020, foram realizados testes com os novos protótipos da urna eletrônica, oportunidade em que as duas empresas participantes do processo foram classificadas. A Positivo obteve nota técnica de 8.1275 e índice técnico 1. Já o Consórcio SMTT recebeu a nota técnica 7.875 e índice técnico de 0.969.

Audiência pública

Antes do início da licitação, em julho de 2019, o TSE realizou uma audiência pública com representantes inscritos de empresas especializadas que apresentaram diversas sugestões e contribuições para aperfeiçoar o projeto básico elaborado pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) para a aquisição das urnas.

Fonte: TSE

Startups dos setores de marketing, saúde e finanças são maioria em Minas Gerais

Com 782 empresas, Estado é o segundo no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo

Na distribuição de startups pelo território nacional, Minas Gerais é o segundo estado que mais concentra essas jovens empresas de base tecnológica: são 782 delas em solo mineiro. O número integra o MinasTech, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, com apoio ainda da consultoria KPMG.

Segundo o estudo, as startups do estado estão divididas em 34 setores. As healthtechs, como são chamadas aquelas voltadas para a área de saúde, são maioria no estado — 74 delas, 9,5% do total. Em seguida, estão as fintechs (8,3%) e as adtechs (7,4%), que trazem soluções para os setores de finanças e marketing e comunicação, respectivamente.

A maior parte das startups mineiras estão concentradas em Belo Horizonte, mais especificamente em San Pedro Valley, região central da capital que abriga a sede de 438 delas. Os municípios de Uberlândia e Juiz de Fora também são destaque no ecossistema da região: possuem 68 e 47 startups cada, respectivamente.

“Minas Gerais possui a maior densidade de universidades federais do Brasil. São 11, distribuídas em todo o Estado. O valor que dão para educação claramente se reflete do desenvolvimento do ecossistema de inovação local, também apoiado por sólidas iniciativas governamentais”, comenta Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundep) e o Sistema Mineiro de Inovação (Simi) são algumas das iniciativas institucionais de fomento científico e tecnológico do Estado.

Do total de empresas mapeadas, 85% foram fundadas nos últimos 10 anos, sendo 394 (50%) delas desde 2016. Juntas, as startups empregam cerca de 12,8 mil pessoas. As categorias de adtechs, fintechs, retailtechs e de TI, estas últimas voltadas para os setores de varejo e tecnologia da informação, são responsáveis por 50% dos empregos gerados.

“Este estudo é um marco importante no ecossistema mineiro de inovação, pois apresenta um raio-x muito completo do estágio atual de desenvolvimento econômico no que tange as empresas mais inovadoras e, sem dúvida, comprova que o estado tem um papel consolidado neste cenário de startups”, afirma Ray Souza, sócio de Mercados Regionais da KPMG no Brasil.

Assim como em outros estudos do Distrito Dataminer, as startups mapeadas oferecem majoritariamente soluções B2B (61,4%), que têm como foco outros negócios. As empresas com propostas que visam atender ao consumidor final, com soluções B2C, compõem 18% desse ecossistema. As demais ou mesclam os dois públicos – 17,6% são B2B e B2C e 2,4% são B2B2C —, ou são P2P (0,5%), atuando como intermediárias entre duas pessoas.

Apesar da população feminina ser maioria em Minas Gerais, 53,8%, o desequilíbrio de gênero se mantém, tal como em outros estados. Entre os fundadores, são 83% são homens, contra 17% de mulheres. HRTech, setor formado por empresas voltadas para a área de recursos humanos, é menos dispare — 69,4% masculino ante 30,6% feminino.

O estado de Minas Gerais acumula investimentos na ordem de US$ 100 milhões em startups, sendo 60% deste valor ao longo dos últimos três anos. Juntos, os setores de edtechs, como são chamadas as startups de educação, fintechs e healthtechs somam mais de U$$ 55 milhões.

Top 10

O MinasTech Report apontou ainda as 10 startups que mais se destacam no Estado, tomando como parâmetros o número de funcionários, o faturamento presumido, investimentos captados e, ainda, métricas de redes sociais. São elas Méliuz, Sympla, Sambatech, RockContent, Take, Hotmart, Siteware, Strider, Trybe, Sólides e Take — todas instaladas na capital.

Fique de Olho

O estudo destaca ainda uma relação de startups que têm apresentado um ritmo de crescimento acelerado, a partir da combinação dos aportes recebidos e da visibilidade que têm nas redes sociais. São elas Monetus, Escola em Movimento, Opinion Box, CRM Educacional, AgTech, Sunew, Kunumi, CM Tecnologia, Flapper e Psicologia Viva.

Subvenções econômicas: incentivo à inovação além da pandemia

Por Andressa Melo

O tema “inovação” tomou grandes proporções em sites de busca, mostrando às empresas de que forma elas podem inovar, reduzir impactos e, até mesmo, enfrentar a pandemia de COVID-19. Pudemos observar, recentemente, como as financiadoras e os bancos têm se esforçado no fomento a investimentos relacionados à inovação das empresas. Nos últimos dois meses, por exemplo, a Financiadora de Estudos e Projeto – FINEP publicou três novos editais de subvenção econômica, no qual foram disponibilizados aproximadamente R$ 200 milhões em recursos destinados à inovação para empresas. Os editais foram publicados em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI.

Essas iniciativas possuem o objetivo de fortalecer o crescimento tecnológico da indústria brasileira, fomentando, portanto, soluções relacionadas às tecnologias 4.0 (Agro 4.0, Cidades Inteligentes, Indústria 4.0 e Saúde 4.0) e, principalmente, um auxilio mais do que necessário ao enfrentamento da COVID-19.

Um ponto interessante em relação a um dos editais de subvenção econômica para o enfrentamento ao novo coronavírus SARS-CoV-2, é que ele chegou a um total de R$ 628.276 de solicitações, sendo que o orçamento do edital era de R$ 132 mil. Ou seja, a procura demasiada desses editais demonstra que, em meio a um cenário tão complexo de crise, as empresas ainda buscam e querem realizar investimentos, o que impacta direta e positivamente na base tecnológica do país.

É importante ressaltar que a disponibilização desse valor de subvenção econômica não era tão alta desde 2014. Portanto, há cinco anos não víamos um fomento tecnológico neste patamar, realizado pelo governo.

É notável que essas ações são uma boa notícia e, além disso, promovem o crescimento tecnológico do país num momento delicado. No entanto, sabemos que para que esse crescimento prospere e evolua, é necessário que os organismos responsáveis por essas aberturas continuem fomentando à inovação, abrindo novos editais de subvenção com prazos razoáveis para as apresentações de novas oportunidades. Com prazos mais extensos, as empresas poderão se preparar e planejar, certamente, projetos mais inovadores e eficientes.

Andressa Melo, Coordenadora de Inovação do FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D)

SegurPro contrata mais de 1,3 mil funcionários em apenas um mês

A SegurPro, empresa do Grupo Prosegur, admitiu mais de 1,3 mil novos colaboradores por meio de processo 100% digital no mês de junho, em meio à pandemia de Covid-19. Entre os cargos contratados estão vigilante patrimonial, porteiro, recepcionista e operador de monitoramento. Durante o primeiro semestre de 2020, a empresa já contratou mais de 5000 funcionários em todo o Brasil.

Desde 2018 a companhia aderiu ao processo de seleção 100% digital. As vagas são divulgadas pelos meios de comunicação digital inclusive pelas redes sociais do Grupo e o candidato interessado é direcionado para a página do Trabalhe Conosco onde pode preencher seu cadastro. Em seguida, já na plataforma EasyRecrue, os candidatos realizam a gravação de uma vídeo entrevista, com questões direcionadas e específicas para cada uma das vagas. Desde que foi implantado na empresa, a plataforma já recebeu mais de 210 mil cadastros. Com o candidato já aprovado inicia-se a jornada de admissão digital, quando todos os documentos são enviados virtualmente e inclusive o processo de assinatura dos contratos é feito de forma digital.

“O processo completo de contratação digital acelerou ainda mais o processo de inovação dentro da companhia, mas o RH precisa ir além disso, precisamos garantir a experiência e a satisfação dos candidatos e futuros colaboradores. Alguns candidatos que estão em situação de desemprego muitas vezes tem restrições financeiras para se locomover, para o transporte até o local da entrevista. Com essa iniciativa conseguimos, além de acelerar o processo de contratação, ser mais eficientes e otimizar também o tempo e os custos do possível colaborador”, explica Marcelo Rucker, diretor de Recursos Humanos da SegurPro.

Inovação X Recursos Humanos

Além da contratação digital, a SegurPro possui uma série de iniciativas voltadas para o bem-estar do funcionário, como cursos de capacitação e treinamentos. Todos os colaboradores são acompanhados pelo time de RH, que mapeia a experiência do funcionário dentro da empresa. O objetivo é trazer maior satisfação e melhorias no ambiente corporativo. A empresa incentiva a contratação de refugiados, profissionais de terceira idade e pessoas com deficiência.

Recentemente, a SegurPro inaugurou o maior centro operacional da América Latina, em São Paulo, trazendo ainda mais conforto e praticidade para toda a equipe. O novo Centro de Gestão Operacional (CGO) abriga mais de 150 profissionais em 1.250 m².

E-commerce faturou US﹩ 77 bi a mais desde início da pandemia, aponta estudo da Adobe

A Adobe divulgou a atualização de seu relatório Digital Economy Index (DEI), barômetro global que analisa em tempo real o poder de compra digital dos consumidores. A versão mais recente, com dados das transações on-line de junho, já demonstra os grandes impactos da pandemia da covid-19 nos Estados Unidos e apresenta possíveis tendências para a economia digital.

O aumento da relevância do e-commerce é claro: o comércio eletrônico faturou, entre março e junho, US﹩ 77 bilhões a mais do que o esperado pelos pesquisadores do DEI. Só em junho, o gasto on-line foi de US﹩ 73,2 bilhões, aumento de 76,2% na comparação com números do mesmo mês de 2019. Os níveis de compra do e-commerce estão, aliás, maiores que os do período de festas (novembro e dezembro) do ano passado.

“O cenário atual é complexo, e está em constante transformação. Por conta da quarentena, era esperado um crescimento das vendas on-line, que já estavam em ascensão. Entretanto, o estudo mostra que esse crescimento foi muito mais significativo do que havíamos imaginado”, comenta Stella Guillaumon, general manager na Magento, um companhia Adobe.

O isolamento social e a quarentena também reforçaram a relação dos consumidores com lojas on-line. O fluxo de clientes novos e o de clientes que retornam depois da primeira compra – movimento que impulsionou o aumento do gasto em maio – diminuiu em junho, mas o nível de consumidores leais (aqueles que fizeram duas ou mais compras) permaneceu estável. Isso aponta uma tendência de fidelização dos clientes, que, depois de se adaptarem ao comércio on-line, estão, aos poucos, tornando as compras pela internet um hábito.

Compra on-line e retirada na loja

Embora essa modalidade mantenha alto crescimento ano a ano – 130% em junho -, com o início da reabertura das lojas esse número diminuiu 21% em relação ao constatado em maio. Ainda assim, 23% dos consumidores preferem comprar on-line e retirar na loja a receber os produtos em casa, provavelmente porque conseguem economizar o preço do frete e receber o pedido com mais agilidade.

Supermercado

O relatório também aponta a redução de um padrão do começo da pandemia: a compra de grandes quantidades de itens de supermercado para estocar. Em fevereiro, ante a preocupação quanto aos efeitos da pandemia, o tamanho médio do carrinho de compras on-line desses itens começou a crescer, e agora está diminuindo. Essa redução está relacionada a fatores como aumento dos preços, reabertura de lojas físicas e consumidores mais habituados ao cenário atual.

Preços e inflação

Ainda sobre itens de supermercado, sua inflação foi de 2,6% na comparação ano a ano. Neste primeiro semestre, os preços desses itens aumentaram 4%, valor 5 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2019. Em relação à categoria de vestuário, os preços aumentaram 4,3% ano a ano em junho; já o valor de computadores subiu 6,2% desde março.

Metodologia

O Adobe Digital Economy Index oferece o conjunto mais abrangente de insights com base na análise de mais de 1 trilhão de visitas a sites e mais de 100 milhões de produtos. O Adobe Analytics mede transações de 80% dos principais varejistas on-line dos EUA – mais do que qualquer outra empresa de tecnologia. A análise é significativamente mais aprofundada e precisa em comparação com avaliações baseadas em inquéritos ou pesquisas, pois só a Adobe tem acesso a esse volume de dados de consumo transacionais em tempo real. Vários órgãos governamentais e organizações comerciais da indústria, incluindo o U.S. Bureau of Labor Statistics, a Reserva Federal e o U.S. Census Bureau, concordaram em trabalhar com a Adobe para obter uma leitura instantânea sobre a economia digital e acesso aos dados.

Confira outros dados e as atualizações do Adobe Digital Economy Index aqui .

Solfácil recebe aporte de R﹩ 21 milhões com apoio de assessoria jurídica

A Solfácil – primeira fintech solar do Brasil – acaba de receber um aporte de R﹩ 21 milhões Series A liderado pela Valor Capital Group, que também foi acompanhado pelos investidores anjos que apoiam a empresa desde o início. O fundo de venture capital, que já investiu em unicórnios como Stone, Gympass e Loft, agora direciona seus recursos para apoiar a Solfácil na democratização do acesso à energia solar fotovoltaica. O aporte teve assessoria jurídica do Barros Pimentel Advogados.

A sócia Silvia Hachiya, da área de Venture Capital e Private Equity do escritório, destaca: “A Solfácil tem um modelo inovador de financiamento a projetos residenciais de energia solar e essa rodada de investimento impulsionará o desenvolvimento de novos produtos e soluções voltados ao mercado de energia limpa. É muito gratificante ao Barros Pimentel Advogados participar, desde a fundação da Solfácil, da estruturação e expansão de uma empresa de alto impacto social e ambiental”. A fintech oferece os prazos de financiamento mais longos do mercado, de até 120 meses, e taxas de juros competitivas.

De acordo com dados da Aneel e preços médios do mercado, somente em 2019 o setor de geração distribuída movimentou mais de R﹩6 bilhões em aquisições de sistemas solares. Isso representa um crescimento de 236% no número de instalações em comparação com 2018. No primeiro semestre de 2020 o crescimento foi de 90%, apesar do efeito Covid.

A sócia do Barros Pimentel Advogados acrescenta que o investimento na Solfácil terá papel fundamental na democratização do acesso a tecnologias de geração de energias renováveis no Brasil, e no estímulo no interesse de investidores em ativos de perfil ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governamental). As empresas classificadas nessa definição buscam preservar as comunidades com as quais se relacionam tanto quanto dar lucro aos acionistas, e representam um pensamento coletivo que se fortaleceu durante a pandemia de Covid-19.

“Empreendedores e investidores têm reconhecido a importância da segurança jurídica na estruturação operacional da startup e no aporte seguro de capitais, e o resultado é um aumento na taxa de sucesso na conclusão das negociações para injeção de capital nas startups”, analisa Silvia, que também liderou o time que assessorou outro investimento concretizado nesse mês de julho, o aporte no FitBank – plataforma de gestão de pagamentos – feito pelo J. P. Morgan.

Batch #5 reforça tradição do Samsung Creative Startups no incentivo a projetos na área da saúde

O Samsung Creative Startups, programa de aceleração de startups da Samsung, acontece desde 2016. E o seleto grupo de projetos selecionados para o Batch #5, a fase final da atual edição, reforça uma tradição construída ao longo dos últimos anos: a preocupação da Samsung em investir e apostar em soluções para a área da saúde.

Levando em consideração as quatro primeiras edições do Creative Startups, 11 equipes foram aceleradas pelo programa e mantêm suas startups ativas no setor. São projetos de seis estados diferentes – do Rio Grande do Sul ao Amazonas – e que apresentaram ideias criativas e promissoras para ajudar profissionais da saúde, pacientes e seus familiares.

“A saúde é um dos pilares mais importantes da sociedade e um setor que precisa cada vez mais de suporte tecnológico e criativo para resolver problemas e atender demandas tanto para os médicos como para quem precisa de cuidados. Para a Samsung é um orgulho, mas também um dever investir em projetos que podem contribuir com a área da saúde”, afirmou Paulo Quirino, Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung.

Em 2016, por exemplo, a startup gaúcha Optix (http://optixpacs.com.br/) foi acelerada no Batch #1 e desenvolveu um sistema de transmissão de imagens utilizando protocolo DICOM para laudos médicos a distância, algo essencial para os dias de hoje. A Joga (http://wearejoga.com/), de Santa Catarina, criou um sistema de monitoramento e análise de jogadores de futebol tanto para amadores quanto profissionais, que ajuda a prevenir lesões e melhorar o desempenho. Já a NeuroUP (http://neuroup.com.br/), de Pernambuco, utiliza sensores de biofeedback na cabeça do paciente para, ao mesmo tempo em que as atividades fisioterápicas são feitas, o usuário controle um player de um game para smartphones.

Da edição de 2019 saiu a paulista Epistemic (http://epistemic.com.br/), que está criando um dispositivo capaz de prever convulsões com cerca de 25 minutos de antecedência. Já a KeepSmiling, do Amazonas, investiu na saúde odontológica das crianças misturando técnicas de inteligência artificial com atividades divertidas para melhorar a escovação dos dentes.

A lista das 11 startups de saúde aceleradas desde 2016 e que estão ativas tem ainda EasyGlic (http://www.easymedical.com.br/glicose.html), do Distrito Federal, que ajuda a controlar níveis glicêmicos com um wearable não invasivo, as paulistas Phelcom (http://www.phelcom.com.br/), com soluções para otimizar e agilizar exames de oftalmologia, Fofuuu (http://fofuuu.com/), que ajuda a criar e aplicar exercícios de fonoaudiologia para crianças, e Hoobox (http://hoobox.one/), que criou uma cadeira de rodas controlada por expressões faciais, e as amazonenses Alltism, ferramenta de apoio ao desenvolvimento de crianças sob o espectro do autismo, e RealVM, simulador de realidade aumentada para treinar e educar alunos de medicina em procedimentos de ventilação mecânica e possíveis reações de um paciente virtual.

Para o Batch #5, cinco das 14 startups selecionadas têm a saúde como foco principal: CogniSigns (SC), Lenscope (SP), Preveni (PR), SleepUp (SP) e Work-Right Startup (AM). Elas saíram de um grupo de 40 inscritos e passarão por mentorias técnicas e de mercado, treinamentos e assessorias, inclusive com profissionais da Samsung. As equipes receberão até R﹩ 200 mil reais, livres de equity, para serem investidos no desenvolvimento e aprimoramento dos produtos e serviços apresentados, conforme regras previstas pela Lei da Informática.

Conheça um pouco mais sobre as startups de saúde selecionadas para o Batch #5:

Startup: CogniSigns (http://www.cognisigns.com)
Local: Florianópolis (SC)
Tema: Saúde. Quando pais ou cuidadores levam o paciente com suspeita de TEA ao médico, ele segue um protocolo mundial de perguntas para identificar sinais do autismo.

Startup: Lenscope (http://lenscope.com.br)
Local: Campinas (SP)
Tema: Saúde. Aplicativo móvel que permite a tomada de medidas da face, para montagem de óculos remotamente.

Startup: Preveni (http://www.preveni.com.br)
Local: Londrina (PR)
Tema: Saúde. Analisa o risco dos pacientes de acordo com a Escala de Braden e emite avisos indicativos, automatizados e parametrizados para a mudança de decúbito para otimizar o trabalho dos hospitais.

Startup: SleepUp (http://www.sleepup.com.br)
Local: São Caetano do Sul (SP)
Tema: Saúde. Tratamento remoto, virtual e personalizado para insônia, com maior acessibilidade, custo-benefício e sem uso de medicamentos.

Startup: Work-Right Startup
Local: Manaus (AM)
Tema: Saúde. Roupa equipada com módulos/sensores para captar a posição e o movimento feito naquela parte específica do corpo. Pode ser utilizado por atletas para monitoramento da correto movimento de atividade física.

Go2Go apoia gestão inteligente de restaurantes e digitalização do food service

Para alavancar e digitalizar o setor alimentício, a Go2Go foi fundada em 2019 com o objetivo de transformar a gestão de pedidos de bares e restaurantes de todo o País por meio da digitalização de processos. O propósito da startup é trazer o serviço de balcão ao meio digital, reunindo todos os serviços de um restaurante em um só lugar, por meio da unificação de pedidos de diferentes origens na mesma plataforma.

A empresa nasceu para atender a uma lacuna de sistemas que resolvessem problemas específicos da indústria de restaurantes, após a intensa transformação nas últimas décadas impulsionada pelo crescimento das plataformas de delivery. O software integra multiplataformas, atua na construção dos canais de vendas online, fornece uma ferramenta de central de atendimento e apoia a logística dos restaurantes, desde o pedido até a entrega.

A partir da inteligência de mercado que oferece, a solução ainda devolve o protagonismo para os restaurantes, que passam a ter uma visão completa e aprofundada dos dados de performance da marca em cada um dos canais de venda. Outro serviço oferecido pela startup é a consultoria especializada em estruturar toda a operação de vendas digitais de redes de grande porte.

“A Go2Go quer trazer de volta a autonomia dos donos de restaurante e ajudar a alavancar cada empreendedor nesse momento de crescente digitalização”, explica Leandro Rossi, CTO da empresa.

O software, que atende empreendedores de todos os portes, cria a possibilidade de gerir em um só lugar os pedidos que chegam por todas as plataformas, além de oferecer customização do serviço, entregando soluções ideais para cada estabelecimento.

Sua plataforma de inteligência mostra aos donos de restaurantes dados como os itens mais vendidos por eles em plataformas como iFood, Uber Eats, RAPPI e outras espalhadas pelo Brasil, além de disponibilizar um mapa de calor que permite ao gestor saber onde está seu público e quais são os itens de maior procura em cada região.

Outro perfil beneficiado pela solução é o de franquias. Entre os serviços desenvolvidos pela tecnologia Go2Go, está o cardápio eletrônico, que auxilia as franquias do País a unificarem seus respectivos menus de forma padronizada e enxergarem a performance de toda a rede, aumentando assim a eficiência.

“Antes vista como acessória a esse mercado, a deliveryização tem ganhado cada vez mais força nos últimos anos, em especial durante a atual pandemia”, afirma Leandro. Apesar da oportunidade de vender mais, muitos donos de restaurante encaram dificuldades na hora de gerir todos os canais ao mesmo tempo, enfrentando problemas que vão desde promoções que eliminam sua margem de lucro até a falta de um relacionamento mais próximo com o consumidor.