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gA e UiPath firmam aliança para levar a robotização de processos a hiper automatização

O gA, empresa global de tecnologia, e a UiPath, empresa líder em automatização de processos, anunciaram aliança estratégia para oferecer uma oferta de valor conjunta baseada em hiper automatização para toda América, com foco especial na América Latina.

Sendo considerada a principal tendência tecnológica no relatório “As 10 tendências tecnológicas para 2020”, elaborado por Gartner, a hiper automatização envolve ir um passo além do RPA (Robotic Process Automation).
Embora a robotização automatizada de processos se refira ao uso da tecnologia para executar tarefas altamente manuais, a hiper automatização a evolui, combinando tecnologias disruptivas com o RPA para criar soluções de automação do início ao fim.

Com o objetivo de trazer uma solução robusta e poderosa para empresas que buscam se reinventar em tempos de crise, como a Covid-19, o gA e a UiPath uniram suas experiências em Process Mining e RPA para alavancar os negócios. A partir dessa aliança, será possível entender o comportamento dos processos em tempo real, detectando ineficiências, gargalos e trabalhos duplicados para que possam ser aprimorados e padronizados. Uma vez estabilizados esses processos repetitivos e sem valor agregado, podem ser automatizados através das tecnologias de RPA.

“Estamos em um momento histórico que exige, mais do que nunca, inovação e agilidade das empresas. É necessário repensar os negócios sob uma estratégia de ‘automation first’ para que possam ser mais eficientes e que o talento humano possa ser dedicado a tarefas nas quais explorem sua criatividade e gerem valor agregado. Ser capaz de ajudar clientes das Américas a obter a melhor versão de si mesmos, através de um parceiro de excelência como UiPath, para nós é uma grande honra”, explica Pablo Reimondi, Head de automatização do gA.

De acordo com Phil Clay, da UiPath, “a aliança estratégica com um parceiro como o gA, que há mais de 25 anos aprimora os processos em todo o mundo, permitirá levar a hiper automatização a um nível superior, fornecendo serviços de alta qualidade para os clientes na América Latina”.

Os serviços de hiper automatização do gA e UiPath serão de grande ajuda para as empresas que buscam acelerar sua transformação digital, obtendo resultados rápidos e precisos e que se tornarão a chave para ajudar as empresas a criar o novo cenário mundial que a crise atual está forçando se configurar.

Reflexões éticas em tempos de Coronavírus

Por Jefferson Kiyohara

Atualmente, vivemos num cenário de turbulências e preocupações com os impactos sociais e econômicos atuais que virão em decorrência da pandemia do vírus Covid-19. Com tudo isso, a questão que nos assombra é: sobreviveremos? Com certeza! Mas, também, não há dúvidas de que, após estes acontecimentos, as coisas não serão como antes. Retomaremos numa nova realidade, um ‘novo normal’.

Enquanto este momento não chega, devemos nos questionar, como indivíduos, organizações e governo: será que estamos fazendo a coisa certa e agindo de forma ética? Entenda por certo como agir de boa-fé, visando o bem comum, a continuidade e a prosperidade da sociedade de forma harmônica e justa, respeitando os direitos individuais. E como as nossas ações e omissões serão descritas e julgadas pela história? Para responder essas questões, é essencial considerar tanto a coerência como a visão sistêmica, e sempre questionar se a nossa forma de pensar e agir é ética.

Por exemplo, testemunhamos as discriminações contra os chineses por conta do Covid-19, e muitas pessoas apoiaram. Este comportamento é eticamente justificável? Já testemunhamos na história perseguições e segregações por motivos raciais e religiosos e a busca por culpados, atitudes que pouco colaboraram para um mundo mais justo e para a resolução do real problema. Sem contar a injustiça das generalizações. E, ironicamente, muitos dos que atacam dependem de produtos, insumos ou serviços chineses, e não enxergam isto.

Num outro panorama, estamos nos lamentando pela falta de uma vacina, remédios ou meios efetivos de prevenção ao vírus, sofrendo com o isolamento. Mas, no caso de outras doenças, que possuem meios efetivos de proteção, não os utilizamos como deveríamos. Então, o que está faltando? A força destruidora das fake news mostra que não é uma mera questão de educação e informação tradicionais. Que tipo de formação precisamos para que as pessoas tenham pensamento crítico e saibam ser céticas e combatam os seus vieses? Para que as pessoas tenham empatia e pensem coletivamente e de forma ética?

Em tempos de crise, a ética das pessoas, organizações e instituições se revelam. E temos uma fartura de maus exemplos, como quando a pessoa tosse próximo de outra que esteja usando máscara ou não mantém distância segura numa fila. Ou quando compra o estoque de itens de primeira necessidade, como álcool em gel ou botijão de gás e passa a revender por preços abusivos ou para estoque excessivo. Há passividade e indiferença diante da fome, desproteção ou desespero do outro. E o que dizer dos atos de hostilidade contra profissionais da saúde e de serviços essenciais nos transportes públicos e em suas residências? Exemplos de individualismo e falta de ética.

São muitos pontos de interrogação, pois, para a população, são muitos questionamentos que estão sem respostas. Antes de retomar a este novo normal, devemos repensar a educação e formação no Brasil. Afinal, como exigir um comportamento, que não seja individualista e movido pelo medo do cidadão quando ele não tem acesso ou entendimento das informações? Parte das ações que hoje testemunhamos pode ser explicada pelo baixo nível de instrução, porque não é óbvio para a população em geral entender o que é um inimigo invisível como o vírus, ou qual o significado de termos como disseminação e portador assintomático.

E precisamos ir além. Temos que incluir as matérias de cidadania e ética na grade curricular das escolas. E mais, fomentar uma cultura de coletividade, de confiança e de valorização das medidas de prevenção. Como colocar estes desejos em prática? Alguns exemplos: nas organizações, por meio de um plano de gestão de riscos e de crises; na nação como um todo, fomentando a pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas; e, como cidadão, adotando novos hábitos, como o uso de máscaras diante de quaisquer sintomas de gripe, como já é feito no Japão há muito tempo. É chegada a hora de aprendermos e evoluirmos para sairmos melhores desta crise, rumo a um ‘novo normal’. Afinal, o sinal de alerta já foi dado, não há tempo a perder. Vamos juntos?

Jefferson Kiyohara, professor em ética e compliance da FIA Business School e diretor de compliance na ICTS Protiviti

Robert Half destaca áreas aquecidas em tecnologia

Apesar do momento econômico desafiador, por conta da crise da Covid-19, há setores e áreas que seguem com crescimento na demanda por contratações. Com base nos últimos dois meses, a Robert Half identificou diversas posições no segmento de tecnologia que expandiram as vagas tanto em posições permanentes como por projetos nas áreas de infraestrutura, cloud, segurança da informação e desenvolvedores.

Com a necessidade de mudar suas operações para funcionar de forma remota por conta da crise do novo coronavírus, muitas empresas precisaram acelerar o processo de digitalização para garantir que os profissionais pudessem atuar de casa de forma eficiente e segura para que os produtos e serviços fossem comercializados de forma eletrônica. “Essa rápida transformação fez com posições como a de desenvolvedores e outros especialistas em TI que eram desafiadoras de encontrar no mercado de trabalho antes da pandemia da Covid-19 observassem demanda ainda maior. Além disso, a segurança cibernética está se tornando um tópico cada vez mais importante à medida que as empresas mudam muitos processos para a comunicação remota e on-line com os clientes”, aponta Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half.

O executivo ressalta que, além de posições permanentes, muitas empresas que antes eram reticentes em contratar profissionais por projetos agora compreendem os benefícios deste modelo. “Muitas companhias seguem com necessidades que não podem parar, como implantação de infraestrutura e projetos de segurança de informação para que os colaboradores trabalharem remotamente, além estruturação e desenvolvimento de sistema de ensino a distância, entre outros projetos. Em geral, são profissionais contratados para uma demanda específica, ou seja, com data definida para início e término da ação”, completa.

Confira abaixo as áreas que permanecem em alta durante o período da pandemia;

Infraestrutura
Motivo da demanda: com o cenário atual e migração dos profissionais para home office, essa área se torna imprescindível para garantir que toda a estrutura de TI funcione da casa de cada um de forma eficiente e segura.

Cloud
Motivo da demanda: em um cenário onde os profissionais atuam cada vez mais de home office, a área torna peça fundamental em empresas que utilizam algum tipo de cloud ou que estão realizando a implementação para facilitar a atuação remota, a colaboração online e o compartilhamento seguro de documentos e dados.

Segurança da Informação

Motivo da demanda: tendo em vista que nas últimas semanas, milhares de profissionais passaram a atuar de forma 100% remota, os responsáveis pela Segurança da Informação são essenciais para garantir que os profissionais possam trabalhar normalmente com as informações devidamente protegidas.

Desenvolvimento
Motivo da demanda: em um cenário onde boa parte das ações, atividades e comportamentos serão realizados de forma remota, o desenvolvimento de plataformas virtuais está com uma demanda maior ainda em inúmeros setores, como educação, já que boa parte das escolas brasileiras adaptaram seus ensinos para aulas de forma online; o setor de saúde, o qual necessita do auxílio de tecnologia, para acelerar assertividade e tempo nos resultados e até mesmo o e-commerce, pois agora muitas pessoas passam mais tempo em casa e começa a sentir necessidades de produtos que antes não faziam sentido investir e por outro lado é uma oportunidade para as pessoas se desfazerem desses objetos também.

“Muitas empresas priorizam iniciativas de transformação digital há muito tempo, mas não há dúvida de que a Covid-19 acelerou o progresso em muitas organizações em relação à implementação de novas tecnologias, mudança de atitudes e aprendizado de novas habilidades”, diz Arnaes.

“Com o objetivo de investir e aprimorar as capacidades de trabalho remoto, as empresas precisarão continuar a contratar talentos em TI adequados e capazes de identificar as ferramentas técnicas e as medidas de segurança mais apropriadas para os negócios. Enquanto isso, a familiaridade com ferramentas como teleconferência, plataformas de colaboração, compartilhamento de arquivos, aprendizado remoto e a capacidade de organizar e realizar eventos virtuais não será mais opcional para alguns, mas essencial para todos em uma organização”, completa.

O perfil do novo CEO no Novo Normal – e tudo que ele precisa saber

Por Luís Gustavo Lima, partner ACE

Trabalho diretamente com CEOs de grandes empresas, dos mais variados segmentos, e o que mais me surpreende é conhecer, quando não tem mais ninguém na sala, o lado humano e vulnerável desses profissionais que ocupam o cargo mais desejado da hierarquia tradicional corporativa. A cadeira de CEO carrega, por um lado, toneladas de responsabilidades, pressão e cobrança, e de outro, altos salários, bônus muitas vezes astronômicos, prestígio e muito poder. Daí a blindagem emocional diante dos times, a obrigação de ter respostas para os mais diferentes dilemas e a sempre necessária convicção na tomada de decisão.

Hoje, entre as dez maiores empresas do mundo em valor de mercado, sete são de tecnologia e três de serviços financeiros. Que mudança radical, não? Recentemente um CEO me confidenciou: “a sensação que eu tenho é a de que acordei em um dia normal e o idioma padrão é o Russo”. Outro me disse: “tenho no meu time executivos formados nas melhores escolas de negócios do mundo, mas nenhum deles até agora soube atuar nesse ambiente muito mais dinâmico e digital”.

Essas sensações e percepções são familiares para você?

O novo contexto de mundo trouxe com ele um novo olhar para tudo, e para o desespero de muitos, não sabemos mais de onde vem a concorrência. Os classificados de domingo nos jornais já não existem mais, os dormitórios vazios em casa se transformaram em quartos de hóspedes para desconhecidos, a propaganda que interrompia sem cerimônia começa a ser substituída pelo conteúdo de valor. Por que ter posse se posso ter acesso? Por que seguir uma grade de horários se posso fazer minha própria grade? Inteligência artificial, hiper automação, multicanalidade, pós dinheiro (contactless), pós privacidade (meios de pagamento via biometria e mapeamento da íris), redes interdependentes, novos modelos de negócios (como as plataformas/marketplaces), novas categorias de produtos e serviços, novos hábitos de consumo, novos perfis de clientes, novas necessidades.

A aceleração da digitalização

Nos últimos anos, muito se fala sobre a revolução das startups, nas organizações exponenciais, na necessidade de se fazer a Transformação Digital nas empresas. Muita coisa ficou na teoria e nos workshops sobre abundância e exponencialidade. Fato é que pouquíssimos executivos deram a atenção devida. No máximo, um projeto aqui e outro ali de aproximação com startups, mas na grande maioria sem objetivos claros e são raros os resultados mensurados. Aqueles que deram, o fizeram porque acreditam que basta comprar aquela tecnologia de prateleira que tudo se resolve. Inclusive, na pesquisa ACE Innovation Survey realizada ano passado, descobrimos que apenas 25% das empresas possui design organizacional que favorece a inovação, 30% trabalham com métodos ágeis e 70% estão sofrendo algum tipo de disrupção em seus mercados.

A crise decorrente do COVID-19 acelerou o processo de adoção de partes da transformação digital, do trabalho ágil e da necessidade de se ter uma estratégia de inovação e levá-la a sério. Em Live promovida pelo portal UOL, uma frase do Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, chamou muito minha atenção: “temos uma grande parcela de culpa nessa crise, porque não tínhamos coragem digital e de inovação! Essa é que é a realidade. Por exemplo, do dia para a noite tivemos que colocar a empresa inteira para trabalhar de casa. E deu certo. Não faríamos desta forma no processo normal, levaria mais de 9 meses, ainda que a tecnologia necessária já estivesse disponível. Precisamos da crise para pensar e criar novas formas de vender e se relacionar com nossos clientes de forma digital.”

O perfil do CEO no Novo Normal

Com minha proximidade no mundo da inovação, tecnologia e empreendedorismo, aposto em novas características emergentes que serão guidelines para os atuais e futuros executivos. É o que chamo de Liderança para a Era Digital: 12 atribuições do novo manual do líder.

São elas:

#1 Humildade intelectual
#2 Obsessão pelo cliente
#3 Inovação baseada em problema
#4 Cultura de experimentação
#5 Mentalidade de empreendedor
#6 Visão holística
#7 Tecnologia como meio
#8 Novos modelos de negócios
#9 Transformação e adesão digital
#10 Times ágeis
#11 Multidisciplinaridade
#12 Comunidade

A partir de agora, seguiremos em frente na condição de aprendizes, de descobrir e se adaptar ao novo normal. Com humildade, disciplina, coragem e entendimento de que o erro faz parte do processo de inovação e a vulnerabilidade é, na verdade, autenticidade e potência. Definitivamente trabalhar para tirar a emoção, os achismos, os euquerismos e o ego das decisões, para focar nos dados e na realização de experimentos. Sair do tradicional Product Centric para o Customer Centric, de uma estratégia de criar cada vez o melhor produto, para resolver os problemas do cliente, conhecer por completo sua jornada e proporcionar uma experiência única e encantadora em todos os pontos de contato.

Convenia é selecionada para o Programa de Residência do Google for Startups

Foto: Dayane Figueiredo

A Convenia, empresa de soluções voltadas para automatização do departamento pessoal, acaba de ser selecionada para participar da 5ª turma do Programa de Residência do Google for Startups. A iniciativa busca empoderar e capacitar startups brasileiras de tecnologia a escalarem seus negócios.

Todo ano, o gigante da tecnologia seleciona 10 startups do ecossistema nacional para o programa que tem duração de 6 meses, oferecendo o acesso único a todos os recursos, especialistas e seus parceiros globais.

“A ideia do programa é dar o suporte necessário para que startups se desenvolvam e promovam um networking relevante que colabore para a evolução do negócio de cada uma. Estamos muito felizes em apoiar um grupo tão diversificado de empresas, com fundadores que possuem expertises complementares, capacidade de execução técnica e experiência no negócio”, afirma André Barrence, diretor do Google for Startups Brasil.

Especialmente nesta edição, por conta do isolamento social adotado para evitar a transmissão do novo coronavírus, o Google Campus, local onde acontece as orientações, estará de portas fechadas e terá parte da residência conduzida remotamente. Para garantir a experiência das empresas, foram implementadas ações que visam facilitar o contato e estimular o apoio entre elas, como a formação de duplas de startups com desafios semelhantes e o fortalecimento da comunidade por meio de contextos de crise como o do COVID-19, por exemplo.

“Queremos aproveitar a oportunidade para consolidar a nossa unidade de negócios Clube de Vantagens e torná-la ainda mais eficiente. Hoje, somos uma plataforma de descontos, 100% personalizável e com mais de 200 parceiros, em segmentos como varejo, educação, alimentação e bem estar. A ideia é evoluir ainda mais esse produto”, explica Marcelo Furtado, CEO da Convenia.

Banco Inter acelera e contrata profissionais durante a pandemia

Em março, Sara Martins deixou o Rio de Janeiro para trabalhar numa empresa de Belo Horizonte. Um mês depois, com o avanço pandemia de Covid-19, a carioca foi desligada do emprego. Após contar sua história nas redes sociais, várias pessoas e empresas mineiras manifestaram seu apoio à profissional, entre elas o Banco Inter, que entrou em contato e ofereceu uma oportunidade de trabalho.

“Procurava um ambiente saudável, que proporcionasse aprendizado. Por isso, estou extremamente feliz com a oportunidade”, diz Sara Martins, que começou a trabalhar um dia antes de seu aniversário como analista de negócios no Banco Inter. “Foi o melhor presente que poderia ter recebido”, completa.

Além de fazer parte do movimento #nãodemita, no qual se comprometeu a manter todos os seus mais de 1.600 funcionários durante a pandemia, o Banco Inter está admitindo no período. Desde o início do ano, mais de 200 pessoas foram contratadas, das quais 107 foram efetivadas depois do início da pandemia. Existem ainda outras 107 vagas abertas para contratações ainda neste semestre, principalmente para a área de TI do banco, seguidas por marketing, comercial, investimentos, entre outras.

“Temos colecionado, nesse período difícil, histórias de grandes profissionais que perderam seu posto de trabalho devido à pandemia e se reencontraram no Banco Inter”, diz João Vitor Menin, CEO da instituição. “Como já nascemos no digital, já estávamos preparados e nos adaptamos rapidamente ao novo cenário. Percebemos que esse não era o momento de demitir, mas de investir em nosso crescimento e estar ao lado dos nossos colaboradores e clientes”, completa.

Marcelo Gomes também foi recolocado pela instituição durante a pandemia. Ele trabalhava há 3 anos em uma empresa de tecnologia como analista de conteúdo. “Em meio ao caos, fôlego novo! O Banco Inter surgiu como um respiro, que encoraja e engrandece e nos dá força, para juntos fazermos a diferença no mundo”, disse em post nas redes sociais.

Nesse período, o processo de seleção está sendo realizado de forma remota, via telefone ou videoconferência. Ao serem contratados, os profissionais recebem os kits de boas-vindas, com materiais de escritório e de uso do dia a dia. No LinkedIn, os interessados encontram todas as vagas abertas no Banco Inter, podem se candidatar e tem a oportunidade de conhecer mais sobre a empresa.

37% das pessoas lembram de marcas que fizeram ação social em meio à crise

Atitudes sociais tomadas por empresas em meio à pandemia do novo coronavírus são reconhecidas por boa parte da população, mostra uma pesquisa do Instituto QualiBest. Segundo os dados, quatro em cada dez pessoas (37%) lembram o nome de alguma marca por suas ações em relação à crise.

São medidas que vão da doação de dinheiro ao adiamento de dividendos, ou então da postura de não demitir os funcionários à produção e distribuição de álcool em gel.

O instituto ouviu 1009 pessoas por todo o país – e de diferentes condições socioeconômicas e faixas etárias – entre os dias 10 e 13 de abril. É a quarta onda de uma pesquisa que está em campo desde o início de março. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

“A gente percebe que empresas que se colocaram na dianteira em ações socialmente responsáveis estão sendo reconhecidas pelos consumidores agora”, analisa Daniela Malouf, diretora geral do QualiBest.

“É interessante notar que muito desse reconhecimento não diz respeito a impactos diretos ao bolso do consumidor, não o afeta apenas de modo particular, mas a posturas públicas, como as marcas que anunciaram doações para instituições ou grupos mais vulneráveis neste momento”, completa.

O estudo ainda perguntou às pessoas quais marcas elas lembram que fizeram algo para ajudar durante a pandemia. A mais citada foi a cervejaria Ambev, que colocou suas fábricas em produção de álcool gel e máscaras hospitalares, além de socorrer pequenos negócios e até ajudar a erguer um hospital.

Em seguida foram lembradas a varejista Magazine Luiza, a fabricante de detergentes Ypê, o banco Itaú e a também varejista Lojas Americanas. A lista ainda tem Cacau Show e Outback (alimentício), Nubank e Santander (bancos), Boticário e Natura (cosméticos).

A Magazine Luiza encabeça o movimento de não demitir funcionários em meio à crise, enquanto o banco Itaú postergou pagamentos de parcelas de empréstimos e de outros contratos.

“Resta saber como esses consumidores – e as empresas – vão se comportar depois que a pandemia acabar. Essas marcas vão ter ganhado mais clientes? Da mesma forma, as organizações vão ter compreendido a importância de agirem com responsabilidade social?”, finaliza Daniela.

Abstartups anuncia AWS como nova mantenedora

No Brasil, estima-se que, atualmente, haja entre 10 e 15 mil startups. Destas, 13 mil são mapeadas e acompanhadas pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), instituição sem fins lucrativos que representa as startups brasileiras e ajuda a desenvolver o ecossistema e a economia. Apoiando essa missão, a plataforma de serviços de computação em nuvem AWS acaba de se tornar a mais nova mantenedora da Associação.

Com o intuito de estimular e servir de combustível para startups em todo Brasil, as mantenedoras apoiam a Associação em seus projetos institucionais e têm contato direto com empresas inovadoras em todo território nacional. “Se tornar patrocinador é uma forma de contribuir ativamente com o ecossistema de startups e participar de uma organização que está há oito anos gerando impacto empreendedor em todo Brasil”, pontua o diretor executivo da Abstartups, José Muritiba.

Além disso, a AWS é agora o novo mantenedor estratégico do programa de Comunidades da Abstartups na execução do StartupOn, evento itinerante, que busca fortalecer e conectar as diversas comunidades brasileira, bem como continuar o trabalho de mapeamento dos atores desse universo. Com o cenário do isolamento social causado pelo Covid-19, o evento passará a ser em formato online.

Nos últimos 14 anos, startups têm escolhido construir suas soluções na AWS por diversas razões. A AWS entende e conhece a realidade das startups e tem ajudado as maiores Startups do mundo, como Netflix, Airbnb, Slack, iFood, GuiaBolso, entre outras. Há um time dedicado de desenvolvimento de negócios e de vendas formado por experts em startups – de fundadores a ex-investidores e uma variedade de programas desenhados para ajudar no engajamento de milhões de clientes AWS, além de apoio com créditos, novos workloads nas plataformas, conexões e mentorias. Além disso, Startups escolhem AWS por oferecer a mais ampla capacidade técnica – unidas à velocidade e qualidade de execução, podem criar negócios disruptivos sem distrações. Este patrocínio busca levar acesso à tecnologia e conhecimento a todas as comunidades empreendedoras no Brasil.

Além sa AWS, mais de 20 empresas fazem parte dos mantenedores da Abstartups. “Por ano, conseguimos impactar mais de 50 mil empreendedores diretamente e isso não seria possível sem uma rede de parceiros e mantenedores que trabalham para impulsionar as startups”, afirma Muritiba.

Uso da telefonia móvel para o monitoramento de concentração de pessoas e sua relação com dados pessoais

Por Julian Alexienco Portillo

O surgimento do coronavírus (Covid-19) despertou a atenção de toda população mundial o tom de pandemia, conforme anunciado em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Até o presente momento, tanto do ponto de vista científico e prático, trata-se de uma doença altamente contagiosa, criando um ambiente de insegurança generalizado.

Em meio a este cenário global, muitas ações de diferentes setores como governo federal, estadual e municipal, bem como das entidades privadas, empresas e grandes corporações vêm apoiando na contenção do espalhamento maior do vírus, inclusive no setor de telecomunicações brasileiro.

No início de abril, o governo do Estado de São Paulo anunciou um acordo realizado com as quatro principais operadoras de telefonia (Vivo, Claro, Oi e TIM), para monitoramento e localização de aglomerações em formação. O intuito é de atuar na dispersão e recomendação para que fiquem em casa mantendo o isolamento social.

O Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI) identifica em tempo real por meio de conexão entre aparelhos celulares às torres de transmissão do sinal se em determinada região ou área há aglomeração de pessoas, usando somente o sinal do telefone celular.

Através das informações trocadas entre os aparelhos celulares e as torres, é possível identificar locais onde há aglomerações. A partir deste ponto, é possível analisar o percentual de isolamento e conforme o caso, as devidas ações de restrição e avisos à população. O objetivo é aumentar a taxa de isolamento no Estado, bem como permitir a Secretaria de Saúde a realizar o cruzamento de informações com os dados de casos suspeitos e confirmados, administrando as regiões que devem ser dadas mais atenção ou ações específicas.

O monitoramento via celular traz um questionamento latente em relação a privacidade de dados dos usuários da telefonia móvel. O fato é que as operadoras enviam somente informação em porcentagem de aglomeração, ou seja, a quantidade de telefones celulares que estão naquele ponto em determinado horário, como se fosse um mapa de calor, com maior ou menor quantidade indicada para cada ponto em que a torre de celular fornece a cobertura de sinal para cada usuário e não seus dados pessoais ou número de telefone.

A quantidade de torres de celular é importante nesse monitoramento. Nas regiões mais densas existem mais torres, de forma a garantir melhor cobertura ao usuário e consequentemente, um monitoramento mais efetivo, enquanto regiões menos densas e, na maior parte das vezes com menor cobertura, o monitoramento terá um comportamento diferente.

Uma outra questão está relacionada à demanda dos usuários. Quando um determinado bairro ou região possui alta demanda (número maior de assinantes) ou a taxa de reclamação registrada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pelos usuários, seja por falta de cobertura, qualidade de sinal ou navegação utilizando dados móveis, uma vez notificada, a operadora deverá realizar testes e análise, desde o ponto de vista técnico para avaliar se o sistema está com alguma falha, ou questões de cobertura e redimensionamento da rede serão necessários a fim de evitar novas reclamações ou, até mesmo, multa pelo órgão regulador.

As eventuais falhas são pontos de partidas para melhorar a cobertura. Porém, a tecnologia empregada pelas operadoras também é utilizada para estudar e avaliar mapas de cobertura da telefonia móvel nas cidades para o dimensionamento de novas torres, indicando onde é necessário ampliar a rede e sua capacidade. As novas torres melhoram a cobertura de sinal e até mesmo suportam o aumento na quantidade de usuários na região, resolvendo questões regulatórias, bem como para atendimento à novas tecnologias como no por exemplo o 5G.

Aprofundando um pouco mais a questão técnica, a fim de entender o monitoramento das aglomerações, quando o telefone celular está ligado, há uma comunicação constante com as torres, a fim de garantir que a experiência do usuário tanto de voz como dados seja atendida, seja parado como em movimento (carro, ônibus, caminhando, etc), buscando eficiência do sistema para garantir que o sinal não caia ou fique enfraquecido. Por isso, essa comunicação constante entre torres e aparelhos é importante, sempre buscando um caminho entre as torres mais próximas, sempre para garantir a satisfatória experiencia do usuário.

Essa comunicação em conjunto com o movimento do usuário, faz com que seja possível coletar os dados de quantidade de usuários em um determinado ponto, ou seu deslocamento, não apenas individual, mas em grupos também. Se considerarmos que todo celular que está conectado à rede, está registrado a uma torre, será esta a maneira de monitorar e medir as aglomerações pelo Governo do Estado.

Por outro lado, temos que considerar que em regiões mais periféricas, onde há menor concentração de pessoas ou até mesmo menor quantidade de usuários, muitas vezes a operadora possui menos torres de celular, sendo apenas o suficiente para atender aquela área específica. Do ponto de vista do monitoramento de aglomerações isso pode não ser efetivo, pois impossibilita detectar movimentação. A princípio todos os usuários estão, ao mesmo tempo, conectados a uma mesma torre, mas se houver deslocamento, será observado um “salto” de números de usuários de uma região, do ponto de vista de distância, bem considerável.

Partindo desse princípio, entende-se que em regiões mais densas, por exemplo, a Avenida Paulista funcionando a todo vapor, certamente será notado alta concentração, seja de pessoas na rua como em escritórios, mas também seu deslocamento ou diminuição de aglomeração, quando esses estiverem indo para suas casas ou se afastando de lá.

Uma característica que devemos considerar é quando o celular está desligado, já que o sistema de telefonia móvel mantém o histórico da última torre em que esteve conectado. E somente reaparece em outro lugar, longe do ponto onde estava quando foi desligado, quando volta a ser ligado.

Essa característica do sistema pode levar a uma interpretação das informações de aglomeração equivocada. Enquanto o celular estiver desligado, não há forma de realizar o monitoramento, não existe mais aquela conexão entre a torre e o aparelho, levando assim a uma falsa interpretação de dados.

Enquanto os celulares estiverem ligados, certamente será possível monitorar. Entretanto, se desligados durante a permanência em determinado local ou em seu deslocamento, será mais difícil rastrear e manter um mapa de concentração de pessoas durante para repasse das informações entre operadora e o Estado. Assim como a interpretação de dados em regiões mais densas e bairros mais centrais, os dados serão mais realistas. Porém, à medida que nos afastamos em direção as periferias, há grande chance de diminuirmos a percepção de aglomeração ou simplesmente dados que revelam as pessoas dentro de suas casas ou em um local com uma cobertura celular mais precária.

Julian Alexienco Portillo, engenheiro de telecomunicações, mestrando em Economia e Mercados da Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista de pesquisa do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica

Seis empresas com 269 vagas de emprego

Na contramão do momento de desaceleração da economia, que se deu desde que o COVID-19 chegou no país, algumas empresas não deixaram de contratar e oferecem diversas oportunidades de emprego no mercado. Em geral, respeitando às normas de isolamento social que buscam reduzir a transmissão do vírus, os novos funcionários são todos contratados e recebidos remotamente.

Confira as oportunidades abaixo:

BRQ : Há 27 anos no mercado, a BRQ Digital Solutions é uma das maiores empresas de tecnologia do país, promovendo a digitalização de bancos, seguradoras, companhias de telecomunicação e outras instituições líderes em seus setores. Com mais de 2,5 mil funcionários, espalhados em seis unidades, sendo cinco no Brasil e uma em Nova York, a empresa é destaque como um dos melhores lugares para trabalhar, pelo prêmio Glassdoor, um dos maiores sites de vagas e recrutamento do mundo.

Vagas efetivas

A empresa conta com mais de 200 vagas abertas, com salários de até R﹩ 12 mil, além dos benefícios. Entre os cargos estão Desenvolvedor Java, Desenvolvedor. Net, Desenvolvedor Mobile IOS e Desenvolvedor Mobile Android e Tech Lead Mobile. As vagas estão disponíveis no http://www.brq.com/carreiras.

Estágio
A empresa tem 26 vagas abertas de estágio para programadores de RPA, Net, Java, Android, Angular e FullStack. Para se inscrever, basta acessar o site: http://epartner.vagas.com.br/v2066208

Convenia : Empresa de soluções voltadas para automatização do departamento pessoal, que usa a tecnologia para facilitar a vida do gestor, com menos processos e que ele foque no que realmente interessa: pessoas. Com 7 vagas disponíveis, em diversas áreas e todos os níveis de experiência, como Estagiário de Pré Vendas,Assistente de Implantação e Desenvolvedor Front-end, os interessados em preenchê-las devem ser inscrever no link.

Olist : startup curitibana que ajuda varejistas e grandes marcas a venderem mais, está com 16 vagas abertas. Entre elas, o foco de contratação está nas áreas de desenvolvimento, vendas, marketing, produto e dados.”Criamos rotinas de contratações e onboarding remotos para que a gente não prejudicasse ninguém que estava prestes a ingressar na companhia”, comenta Daiane Peretti, Head de Pessoas do Olist. Com mais de 370 colaboradores, a startup oferece modems para que seus funcionários que não têm internet em casa possam trabalhar remotamente e ainda fornece ajuda de custo para cobrir gastos como energia elétrica, internet e estação de trabalho. As entrevistas estão sendo feitas por videoconferência, por meio de ferramentas como Zoom, Google Hangouts e Whereby. Depois que a pessoa é contratada, a equipe de RH agenda o exame admissional na cidade em que a pessoa mora (já que existem Olisters em todo o Brasil), enviando o contrato de trabalho e equipamentos pelo correio. Candidatos podem conferir as vagas abertas no link .

Pipefy: empresa global de SaaS (Software as a Service), que permite que gestores altamente qualificados criem e gerenciem fluxos de trabalho eficientes sem que precisem de suporte técnico. Hoje são mais de 250 funcionários, distribuídos entre as sedes de Curitiba, no Sul do Brasil, e São Francisco, no Vale do Silício (EUA). A Pipefy tem crescido mais de 300% ao ano e, atualmente, atende clientes em mais de 150 países, incluindo a gigante de tecnologia da informação IBM, o banco Santander e a fabricante de automóveis Volvo. Está com 13 vagas abertas nas áreas de marketing, vendas e tecnologia. Mais informações no link .

Vittude : startup referência em terapia on-line, está com 6 vagas abertas na cidade de São Paulo. Em momentos de pandemia e isolamento social, o cuidado com a saúde mental é essencial. E, por isso, a startup registra crescimento e novas oportunidades para profissionais com cargos de: Analista de SEO, Gerente de Crescimento, Desenvolvedor de Vendas, Head de Pessoas, Executivo de Vendas e Desenvolvedor Python Sênior. As vagas estão disponíveis no link .

Math Marketing : consultoria de Data Science que traduz qualquer estratégia em números, otimizando e testando novas hipóteses com objetivo de reduzir custos e aumentar o tráfego on e offline das empresas, está com uma vaga aberta em São Paulo para Analista de Marketing Sênior. Os pré-requisitos para preencher a vaga é ter atuação sólida no digital, com conhecimento em canais de comunicação – E-mails, SMS, Push, réguas automatizadas, oferta contextual e Teste AB Conhecimento em ferramentas de marketing automation experiência em ferramentas e campanhas de CRM e experiência em SQL. Se você é proativo, busca desafios e quer trabalhar em uma cultura aberta e de aprendizado, acesse o link e se inscreva.

Da Internet à nuvem de segunda geração e dados

Por Luiz Meisler, vice-presidente executivo para a Oracle América Latina

A Internet é o espaço pelo qual o acesso à informação e ao conhecimento representa um dos atos mais democráticos na maior parte do mundo. Tem sido uma das facilitadoras mais importantes da globalização e internacionalização de negócios, reunindo aproximadamente 4,57 bilhões de usuários , segundo o portal Statista. Isso representa cerca de 59% da população mundial.

Estamos no mês em que se comemora o Dia Mundial da Internet (17 de maio) e, embora isso aconteça há 15 anos, sua história começou há muito tempo. Seu conceito nasceu na década de 1960, quando especialistas começaram a falar em “redes de comutação de pacotes”, até chegar a um nome mais moderno, nos anos 80, de “rede de redes” e, nos anos 90, com “Internet”.

Desde então, dois dos aspectos mais importantes que nos permitiram explorar a Internet são a nuvem e os dados, levando-nos a uma transformação digital nunca vista antes.

Segundo a Raconteur, empresa especialista em pesquisa, as informações acumuladas no mundo digital até o final de 2020 excederão 44 zettabytes, em comparação com 4,4 zettabytes gerados em 2019. As informações inundam agora, mais do que nunca, os canais digitais e, segundo a empresa, em 2025, haverá 463 exabytes de dados no universo virtual.

Embora a transição das informações para a nuvem tenha sido um desafio para muitas organizações, ela também representou uma oportunidade única de entender a dinâmica complexa do mercado para tomar melhores decisões de negócios. Portanto, as empresas de tecnologia têm uma enorme responsabilidade de apoiar e acelerar esse processo de transformação com base em plataformas e serviços de análise de dados e nuvem, e ainda mais agora, se considerarmos a nova realidade por conta da contingência.

Esses são três cenários que especialistas, incluindo o Gartner (empresa de consultoria e pesquisa em tecnologia), identificaram como mais competitivos nos cenários de nuvem.

O primeiro visa descentralizar processos para garantir uma melhor operação. Para isso, os aplicativos em nuvem permitem que as empresas gerenciem, de forma descentralizada, as suas operações por meio de soluções contábeis, financeiras, administrativas, de gerenciamento humano, logística e experiência do cliente, entre outras.

Um bom exemplo para alcançar essa descentralização são os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) que se tornaram a espinha dorsal de muitas organizações pelo suporte que prestam aos processos de contabilidade, compras, recursos humanos, projetos e outras atividades, em todos os níveis da organização que, sendo implantados na nuvem, permitem que eles sejam acessados ​​de qualquer lugar, respeitando as políticas de segurança das empresas. Em outras palavras, as soluções de ERP em nuvem permitem que as empresas continuem operando de forma administrativa, financeira e comercial, com o trabalho remoto de seus colaboradores.

Soluções como essas também são essenciais para gerenciar aumentos significativos nas operações. Por exemplo, quando o consumo por meio de canais digitais (ou e-commerce) atingem um pico, é preciso responder com eficiência e garantir uma ótima experiência para os clientes, porque não adianta ter uma vitrine impressionante se o estoque estiver em desordem e atrasa a entrega dos produtos. É crucial, portanto, saber a disponibilidade de produtos e estar ciente dos movimentos e processos. Isso é possível através de ferramentas como o ERP baseado em nuvem, que permitem uma operação perfeita entre o front office e o back office.

Por outro lado, as melhores práticas de padronização, sistematização e automação direcionam e aceleram os processos internos das organizações, apoiados pelo poder propulsor de tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Manchine Learning. A inovação, com base nessas ferramentas, é essencial para alcançar um desempenho consistentemente superior.

Por último, avançamos em direção a experiências autônomas. Atualmente, é imprescindível que as empresas, independentemente do tamanho ou localização geográfica, adotem nuvens mais evoluídas, projetadas para garantir eficiência, continuidade dos negócios e principalmente segurança da informação. Dessa maneira, as equipes de tecnologia da informação podem deixar de lado o trabalho operacional de configuração, monitoramento e manutenção da nuvem para adquirir uma função mais estratégica nas empresas. Além disso, a adoção de uma nuvem de segunda geração que limita o erro humano e reduz os custos é fundamental, considerando que até 2025, haverá 600 vezes mais dados compartilhados confidenciais na cloud e um aumento acentuado das ameaças à segurança cibernética.

Sem dúvida, a Internet nos permitiu mudanças profundas relacionadas à forma como nos comunicamos e como as organizações operam. Agora, à medida que as tecnologias de nuvem e dados continuam evoluindo à luz da necessidade sem precedentes de gerenciar fluxos de dados, a conversa em torno do fortalecimento dos recursos estratégicos e analíticos do talento humano aumentará ainda mais devido à importância nas agendas dos conselhos de administração.

Plano de Gerenciamento de Mudanças – Você realmente precisa de um?

Por Sabine Riedel

Gerenciamento de mudanças parece ser a palavra mágica do gerenciamento empresarial moderno, e não apenas no que diz respeito à transformação digital. As organizações geralmente são capazes de lidar com mudanças, porque o “sistema” de organização em si é um sistema em constante mudança. Porém, a capacidade de controlar a organização é limitada e, especialmente quando se trata de mudanças radicais, há algumas coisas a considerar.

Em teoria, a estratégia e os processos de gerenciamento de mudanças geralmente parecem fáceis de gerenciar; seus conceitos parecem coerentes. No entanto, à medida que a mudança progride, um momento próprio às vezes se desenvolve. Quanto mais profunda a mudança, mais perturbador o processo de mudança pode ser para o ambiente. O efeito positivo de pequenas alterações, por outro lado, pode passar despercebido, assim como o aumento de eficiência desejado.

Dizem que planos abrangentes de gerenciamento de mudanças em uma empresa têm um impacto negativo nos negócios, funcionários e clientes antes que o objetivo desejado seja alcançado. Portanto, é útil considerar se algum deve ser implementado e, em caso afirmativo, com qual modelo deve ser trabalhado. Existem muitos modelos: alguns se provaram, outros nem tanto. O que todos eles têm em comum é o seguinte: é uma tarefa a ser atribuída aos gerentes. Da mesma forma, não há dúvida na literatura especializada de que certos fatores são indispensáveis ​​para que as mudanças sejam implementadas com sucesso:

• Comunicação orientada a objetivos com todos os envolvidos.

• O desenvolvimento de objetivos compreensíveis e uma visão.

• A integração precoce e abrangente de todos os funcionários afetados pela mudança.

• Motivação, vontade, habilidade e qualificação para a mudança. (E isso não apenas para os funcionários, mas principalmente para os gerentes.)

Para realizar mudanças de uma maneira promissora, um plano de gerenciamento de mudanças é útil. Ele mantém as irritações que podem resultar de alterações no mínimo. Permite adaptar-se aos desafios de forma rápida e dinâmica. Ao mesmo tempo, é um importante instrumento de monitoramento para acompanhar os principais índices e marcos.

Um plano de gerenciamento de mudanças também garante que o processo de mudança seja registrado e mantido sob vários aspectos. Afinal, não temos apenas fatos numéricos cuja mudança pode ser observada, mas, acima de tudo, haverá mudanças nas pessoas que estão implementando essa mudança. Um plano de gerenciamento de mudanças significa ter certeza sobre o orçamento a ser usado, o processo, o grau de alcance das metas e os recursos utilizados, mantendo-se ao mesmo tempo ágil.

“O plano pelo menos nos ajuda a registrar desvios desde o início e reconhecer se devemos corrigir nossa direção original.”

O que contém um plano de gerenciamento de mudanças?

Muito já foi escrito sobre isso. Existem inúmeros consultores que se empenham em criar planos com as empresas e trabalhar com eles com cuidado. Isso sempre me lembra um pouco a balada de Bertold Brecht à incapacidade dos planos humanos:

(…) Sim, apenas faça um plano.

Basta torná-lo um grande problema!

E então faça um segundo plano

Nenhum deles está funcionando.

No entanto, o plano pelo menos nos ajuda a registrar desvios desde o início e reconhecer se devemos corrigir nossa direção original. E devemos e levamos muito tempo para planejar! Um plano de gerenciamento de mudanças deve abordar:

1. Por que algo deve mudar?

As razões para uma mudança desejada são geralmente múltiplas: adaptação a novas tecnologias, marca do empregador, déficits de desempenho ou talvez porque a orientação e / ou estratégia da empresa mudou.

Uma maneira de configurar o plano de gerenciamento de mudanças é, portanto, descrever a situação atual com todos os seus déficits em forma granular e, em seguida, apresentar como deve ser a situação futura que será alcançada pela mudança.

2. O que exatamente deve mudar?

O objetivo é descrever os aspectos afetados da organização. Quem e o que faz parte da mudança? Trata-se de posições, processos ou política da empresa? Quais departamentos, sistemas ou outros aspectos da empresa estarão sujeitos às alterações?

3. Quem apoiará as mudanças?

Na minha opinião, este é um dos pontos mais importantes do plano de gerenciamento de mudanças! Trata-se de identificar as partes interessadas certas e, acima de tudo, garantir que essas pessoas possam tomar decisões e colocá-las em prática. Em primeiro lugar, esses são os gerentes ou funcionários que são diretamente afetados pelas mudanças.

Gostei de uma proposta que recomendou listar e avaliar todos os principais representantes em termos de consciência da necessidade de mudança, nível de apoio e influência, simplesmente com base em uma escala de baixa, média e alta; depois, comunicando esse diagrama abertamente.

4. Reunir uma equipe de gerenciamento de mudanças

Essa equipe deve ter um membro da gerência sênior que atue como promotor e, quando apropriado, iniciador de mudanças na organização, porque essa equipe é responsável por garantir que a comunicação sobre os processos de mudança seja correta. Não são apenas boas habilidades de comunicação essenciais para isso, mas é importante desenvolver um bom senso de preocupações e resistência, além de poder ouvir. Portanto, a equipe deve consistir em uma equipe de membros credíveis e confiáveis.

Uma atitude proativa é particularmente benéfica aqui, porque também trata de prevenção, não apenas de intervenção. Trata-se de cooperação ativa, especialmente da administração. Não se trata apenas de assinar um plano.

Alguns podem complementar isso com um plano para cada representante do processo de mudança e também podem envolver a gerência sênior para receber feedback regular. Na minha experiência, isso é realmente benéfico, mas também pode se tornar um projeto por si só, porque esse comportamento não está estabelecido na cultura corporativa.

5. Desenvolvimento de um plano de comunicação

Esse é um dos passos mais importantes e sua criação é independente da cultura corporativa vivida até agora. O tipo, frequência, canais de comunicação e escopo, por outro lado, dependem do tipo de organização. Como um dos componentes mais importantes de uma mudança bem-sucedida, ele deve sempre se concentrar nos motivos da mudança e quais são os benefícios. Públicos-alvo diferentes devem receber comunicações diferentes, mas as mensagens não devem ser contraditórias. Especialmente com as partes interessadas, a comunicação bidirecional pessoal também pode ser melhor dentro da estrutura de reuniões presenciais.

6. Analisar e neutralizar a resistência

Toda mudança cria resistência. Isso requer uma investigação completa das causas. Às vezes, são mal-entendidos ou uma oportunidade limitada de participação que leva à rejeição da mudança.

É importante, uma vez identificada, observar cuidadosamente a resistência e / ou sua eliminação. A resistência é o maior inimigo dos projetos de gerenciamento de mudanças e a principal causa de seu fracasso.

7. Dissolver bloqueios e resistência

Na maioria dos casos, a adaptação da estratégia de comunicação ajuda a quebrar a resistência e alcançar a participação ativa ou até uma atitude positiva. Às vezes, porém, é necessário um pouco mais de esforço. Estes podem ser úteis:

• Forneça treinamento apropriado para mudanças de papéis ou processos.

• Considere um sistema de bônus para participação extraordinária ou até mesmo um evento da empresa.

• Suspenda uma reunião de feedback para remover as exclusões das partes interessadas.

Existem muitas outras maneiras de criar um plano de gerenciamento de mudanças. E, no entanto, para mim sempre parece que o aspecto mais importante é manter um foco especial nos funcionários afetados e em todas as outras partes interessadas, para que você possa mantê-los motivados da mesma maneira. Transparência e comunicação apropriada são os catalisadores que tornam um processo de mudança bem-sucedido.

Sabine Riedel, membro do Conselho de Gerenciamento da OTRS AG

Escuta ativa ajuda líderes durante a pandemia

Com a pandemia da covid-19, as grandes companhias precisaram se adaptar de várias maneiras. Além do já conhecido home office, as empresas precisam preparar e apoiar seus colaboradores para esse novo momento, em especial os líderes, que têm papel central no direcionamento das equipes.

É preciso mais que capacitação, segundo o gerente executivo da empresa especializada em recrutamento, a Page Group no Brasil, Thiago Gaudêncio. Ele foi o facilitador do evento online promovido pela Amcham Curitiba sobre ‘‘Habilidades do Profissional do Futuro’’ que aconteceu no último dia 12. ‘‘Não existe um conhecimento acadêmico pronto que a gente pode aplicar. Os líderes estão aprendendo com essa pandemia, assim como os colaboradores, porque a gente não viveu isso nos últimos 100 anos. É preciso aprender a como lidar na prática, no dia a dia. E uma das soluções que tem ajudado e muito nesse momento é a escuta ativa – técnica utilizada para ouvir e compreender atentamente o interlocutor, não só com o ouvido e sim com todos os sentidos’’, diz.

Sobre as habilidades do novo profissional, Gaudêncio explica que o líder tradicional já não tem mais lugar no novo mercado. ‘‘As empresas com boas lideranças são as que têm feito a diferença nesse momento. O que não cabe agora é aquele sujeito de terno e gravata fingindo que está tudo bem e que nada mudou. As próximas gerações de líderes precisam de uma liderança transformacional, que esteja disposta a se reinventar, a aprender, que escute, que fale, que encoraje e que engaje’’, conclui.

Aprender a fazer junto

Apesar disso, de acordo com dados da Page Group no Brasil, 80% das empresas do país ainda não acreditam que suas lideranças estejam prontas para essa grande transformação. Por esse motivo, é preciso mudar os hábitos de líderes considerados tradicionais. ‘‘A partir de agora é preciso mostrar como fazer e fazer junto, para que todo mundo saiba o que fazer e como fazer. O que não cabe agora é aquele líder distante de seu time’’, declara Gaudêncio.

Segundo ele, ao contrário do que esses líderes têm pensado, as empresas vão continuar medindo o próprio desempenho e de seus colaboradores, mesmo que remotamente. ‘‘A performance não deixa de ser medida, mas agora é medida de maneira diferente’’, conclui.

Como evitar fraudes nas compras online

Com os avanços tecnológicos e a praticidade nas compras no ambiente digital, surge uma nova preocupação para as empresas no e-commerce, a segurança nas transações de pagamentos.

Estima-se que uma pessoa é vítima de fraude a cada 14,8 segundos, de acordo com dados oficiais do Serasa.
Com o aumento crescente das compras online e via app, vários golpes passaram a acontecer, que variam desde a coleta indevida de dados pessoais no ato da compra até o roubo dos dados dos cartões de crédito armazenados nos sites.
Mas, quais medidas devem ser adotadas para evitar as fraudes por terceiros?

Em primeiro lugar, é fundamental investir em ferramentas que analisem os riscos nas transações, verificando se os dados de cadastro estão de acordo com as informações dos cartões de crédito inseridos no ato da compra.

Entre os procedimentos mais seguros estão a consulta do CPF no sistema da Receita Federal e outros órgãos de proteção ao crédito, principalmente, nas compras de valores elevados que envolvam a opção de parcelamento.

Outro ponto importante são os dispositivos antifraude, como análise de IP, endereço de entrega, e-mail e dados cadastrados.

Para assegurar as compras e combater às fraudes é essencial meios de pagamento e certificados digitais que codificam as informações preenchidas pelos clientes, para que os dados não vazem e sejam usados de forma indevida. É importante investir em um site que ofereça proteção criptografada na transferência de dados entre o computador e servidor para identificar se os padrões de compra possuem uma linearidade.

De acordo com Renato Galletti, gerente de marketing e inside sales da Yapay, plataforma intermediadora de pagamentos e unidade de negócios da Locaweb, “nem todo e-commerce tem infraestrutura para identificar as fraudes nas compras, mas, felizmente com a ajuda da tecnologia, é possível contratar intermediadores de pagamentos, que fazem de forma integrada a análise de risco dentro das questões legais, sobre a proteção dos dados assegurando os processos de compra para as lojas virtuais”, afirma.

Programa IA2 MCTIC abre chamada para startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia

O Programa IA2 MCTIC, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com a Softex, aceleradoras e centros de pesquisa, anuncia o lançamento do edital de chamada para inscrição de startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia interessados em desenvolver de soluções escaláveis baseadas em Inteligência Artificial em quatro áreas prioritárias: agronegócios, saúde, indústria e cidades inteligentes.

Voltado ao fomento da inovação e da competitividade, seu objetivo é promover a aceleração tecnológica de soluções de impacto através da incorporação de Inteligência Artificial. Combinada a outras tecnologias, o emprego da IA está entre as dez principais tendências tecnológicas estratégicas segundo levantamento realizado pelo Gartner. Os investimentos em Inteligência Artificial têm crescido a uma média anual de aproximadamente 20% e atingiram no ano passado, segundo a BCC Research, US$ 15,2 bilhões.

O Programa IA2 MCTIC selecionará inicialmente 100 projetos para pré-aceleração que receberão mentoria e suporte técnico das ICCs e das aceleradoras com experiência aplicada em IA já cadastradas. Na sequência, serão escolhidas 30 startups que poderão receber investimento tanto das ICCs como das a aceleradoras.

“Por sua abrangência nacional, o IA2 MCTIC é uma forma de injeção de capital no mercado ao possibilitar investimentos em projetos de P&D orçados em até R$ 500 mil. Promoveremos uma aceleração do projeto de modo ágil para que as startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia consigam desenvolver seu projeto em um prazo de três meses. Depois, o grupo ainda será acompanhado por mais seis meses para acesso e validação junto ao mercado e a clientes pelas aceleradoras e ICT’s do Programa. Após esse processo, realizaremos a conexão com uma empresa que poderá contratar ou investir na solução”, explica Diônes Lima, vice-presidente da Softex, acrescentando que a meta é manter o cronograma de atividades acordado antes do início da pandemia de coronavírus.

O IA2 MCTIC engloba um trabalho em quatro frentes: empresas interessadas em testar tecnologias de IA a partir de desafios enfrentados em suas organizações (empresas âncoras); aceleradoras, responsáveis pelo investimento e suporte aos executores dos projetos de P&D selecionados e na escalabilidade de seus modelos de negócios; instituições do CATI, responsáveis pelo apoio e acompanhamento do desenvolvimento da solução e suporte tecnológico; e startups, grupos de pesquisa ou empresas de TI que executarão os projetos de P&D sob a orientação e com o apoio do CATI e das aceleradoras.

Para inscrições e informações adicionais sobre o Programa IA2 MCTIC visite http://softex.br/iamctic/

Nova realidade do Food Service: Linx promove live sobre a importância do cardápio e embalagens na era do delivery

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, continua, pelo segundo mês, sua série de lives sobre a importância da inovação tecnológica para o setor em um momento que pede mudanças. Denominados ‘Papo Linx’, os eventos online são gratuitos e têm como objetivo ajudar lojistas a manterem as vendas em um cenário desafiador.

As lives são conduzidas por especialistas da Linx que trabalham com os mais diversos segmentos do varejo. Além disso, clientes da companhia são convidados para mostrar exemplos de como inovar em cada tipo de negócio. Para participar, os interessados devem acessar este link no dia e horário de cada evento.

Nesta semana, a empresa promoverá uma live dedicada ao segmento de Food Service, com foco em embalagens e entrega em domicílio. Intitulada ‘Cardápio & Embalagens no Delivery: como obter melhores resultados’, a sessão contará com Rodrigo Andrade (Diretor do segmento de Food Service da Linx), Simone Galante (Fundadora e CEO da Galunion), Victoria Gabrielli (Diretora de Marketing e Trade Marketing da McCain Foods Brasil) e Itagiba Fortunato (Diretor da Tuicial Indústria Gráfica). O evento online acontecerá na quinta-feira (21/5), às 15h.

As lives começaram no início de abril e já abordaram temas como desafios do e-commerce, gestão do estoque na crise, omnichannel, reinvenção do varejo, entre outros. Para mais detalhes acesse o YouTube da Linx econfira os debates que já aconteceram: http://www.youtube.com/channel/UCgy4D2ESnXSGPUwvi16tt8A.

Cargos que cresceram diante da pandemia do coronavírus

A Catho realizou um levantamento para compreender os cargos de maior abertura de vagas durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Segundo o estudo, que analisa os meses de março e abril de 2019 versus os meses de março e abril de 2020, cargos relacionados à área da saúde, supermercadista, farmácia e logística são os que mais apresentaram crescimento desde o início do isolamento social.

Fisioterapeuta respiratório, profissionais à frente das UTIs e responsáveis pelo manuseio de ventiladores mecânicos e intubação de pacientes, obtiveram crescimento de mais de 4.000%. Ainda na área da saúde, profissionais como maqueiro (1.517%) fisioterapeuta hospitalar (1.408%), técnico de radiologia (1.041%) e enfermeiro de UTI (933%) são os cargos de maior crescimento desde o início da implementação da quarentena.

Crescimento entre março e abril

Ainda de acordo com o levantamento da Catho, o mês de março apresentou crescimento exponencial de cargos correlacionados à área de saúde. Em abril, é possível observar novamente a presença desses cargos, tais como o médico intensivista, que obteve crescimento de 950% entre março e abril de 2020.

Cargos na área de tecnologia aparecem com maior presença no mês de abril, caso dos programadores Web (55%) e Front-End (49%). Outro destaque aparece nas áreas de atendimento ao cliente, como operador de call center (2.015%), consultor de relacionamento (845%) e o analista de atendimento (127%).

Mercado de serviços de TI cresce 6,4% em 2019, segundo a IDC Brasil

Serviços relacionados à melhoria de performance da nuvem, gerenciamento de cargas de trabalho em ambientes híbridos e controle de custos impulsionaram o mercado de serviços de TI em 2019, que cresceu 6,4% em relação ao ano anterior e faturou mais de R﹩ 40 bilhões. Os dados fazem parte do estudo IDC Semiannual Services Tracker 2019, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo Luiz Monteiro, analista de pesquisa e consultoria em serviços de TI da IDC Brasil, o mercado de TI voltado para educação e treinamento alcançou um bom resultado no ano por conta da necessidade de atualização e qualificação dos quadros internos das empresas. “A preocupação com a satisfação e engajamento de equipes internas cresceu, e a necessidade de minimizar o movimento de turn-over de profissionais de TI, em especial os que trabalham com cloud e segurança, também influenciou esse crescimento”, explica.

Em 2019, a área de projetos e serviços de consultorias cresceu 7,6%. No primeiro semestre, as empresas demandaram menos, mas compensaram no segundo. A área de serviços gerenciados acompanhou o mesmo movimento.

Já o crescimento de serviços de suporte foi tímido: 3,2% no ano. Suporte e implantação de hardware foi a disciplina com o menor crescimento no ano: apenas 2,1%. “Esse resultado refletiu a queda observada nos números da indústria de equipamentos de rede, servidores e armazenamento”, afirma Monteiro.

Previsão para 2020

Por conta da pandemia de covid-19 e das incertezas geradas em todos os setores da economia, a IDC está revisando periodicamente os possíveis cenários futuros. Nem todas as linhas de serviços têm perspectivas negativas. “Serviços ligados à segurança da informação, gerenciamento de recursos em cloud, colaboração e virtualização de ambientes, por exemplo, devem crescer, mesmo diante de um cenário desfavorável”, explica.

Para outras linhas de serviços, a IDC espera um crescimento modesto nesse ano. “No forecast do semestre anterior, por exemplo, disciplinas que demandam atuação de pessoal, como educação e treinamento ou consultoria em TI, apresentavam perspectivas de crescimento de 4,7% e 6,6%, respectivamente, para 2020. Agora, a expectativa é diferente. O mercado sinaliza desaceleração”, afirma o analista da IDC.

Serviços de terceirização de endpoints de rede e de implantação e suporte de hardware, que se correlacionam com a fabricação, comercialização e distribuição de equipamentos de rede, servidores e armazenamento, devem ser impactados de forma mais relevante, com crescimentos próximos de zero ou, em cenários mais pessimistas, até negativos.