Page

Author admin

Indústria forte, o novo normal. O Brasil precisa olhar para isso

Por João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

Todos sabemos que estamos vivendo um momento sem precedentes na história do Brasil. Acometida por uma pandemia devastadora, o país atravessa o pior momento de todos os tempos.

Mas dentro de toda dificuldade há de se encontrar uma oportunidade. Muita gente acredita que o ideograma da palavra crise, em chinês, é composto de dois outros mais simples, um significando risco, e outro, oportunidade. A crise veio mostrar ao mundo que mudanças precisarão ser executadas. Países em estágio avançado de desenvolvimento anteciparam suas ações direcionado seus focos para segmentos estratégicos na econômica, entre eles a indústria moderna.

A indústria tem papel fundamental no processo de recuperação e de desenvolvimento dos países, na medida em que demanda mão de obra qualificada agregando alto valor nas economias.

O Brasil será fortemente abalado pela crise. Já vínhamos de quadro de fraca recuperação. Ao final deste ano deveremos presenciar de 15 a 20 milhões de desempregados no país, além de mais de 10 milhões de desalentados, totalizando mais de 35 milhões de pessoas a margem do mercado. Pela primeira vez na história recente, de acordo com o IBGE, mais da metade da população economicamente ativa está sem emprego. No trimestre terminado em maio a taxa foi de 12,9%. Muitas empresas estão quebradas e outras endividadas. Mesmo as em boas condições financeiras terão pouco ímpeto de investir dado o cenário de forte contração da demanda das famílias abaladas pela redução de salário e dificuldade de acesso ao crédito, restrito pelo aumento da inadimplência.

É momento, portanto, de estabelecermos um PACTO PELO BRASIL. O Brasil tem uma extensa agenda a cumprir na área da economia, que precisa, urgentemente, ser priorizada. Além de outras, não menos complexas, nos campos educacional e institucional, cujos resultados são mais de longo prazo.

Para crescer decentemente, precisamos de uma Política de Estado que atente um ambiente de negócios favorável ao investimento produtivo. São necessárias e urgentes condições de investimento em infraestrutura, em educação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico que são garantias de aumento da produtividade e da competitividade de bens e serviços.

Os investimentos em infraestrutura, necessários para estimular a demanda, pressupõe a renegociação prévia dos atuais contratos das concessionárias, para reestabelecer o equilíbrio econômico dos mesmos e da reestruturação de suas dívidas, juntamente com a eliminação da insegurança jurídica com marcos regulatórios adequados e uma definição precisa do papel das agências, para atrair capitais privados, e políticas públicas voltadas para atrair PPPs, Concessões e etc..

O endividamento, tanto das empresas, quanto das pessoas físicas, poderá tornar-se uma barreira a estas iniciativas, portanto é essencial atenção a este aspecto no período pré e pós crise, visando permitir a retomada tanto da demanda quanto dos investimentos privados e públicos.

A condição necessária para crescermos decentemente, no futuro, é aumentar sensivelmente a produtividade a partir, não só da renovação do parque industrial, mas principalmente da sua ampliação o que exigirá profissionais treinados a partir de uma educação de qualidade. Isto, por sua vez, pressupõe a oferta de financiamentos de longo prazo, com carências e taxas de juros reais adequadas.

Por fim, mas não menos importante, se quisermos ser competitivos, inclusive para atrair investimentos internos e externos devemos eliminar o “Custo Brasil”, começando por uma reforma tributária nos moldes do projeto em discussão na Câmara. Em resumo, precisamos avançar rumo ao PACTO PELO BRASIL que priorize os cidadãos, através da criação de empregos de qualidade, igualdade de oportunidades e renda, com um olhar importante sobre as atividades indutoras do crescimento, pois o investimento de hoje é o crescimento de amanhã.

O uso de inteligência de dados na gestão do varejo

Por Guilherme Werneck, CEO do Moki

A pandemia da Covid-19 está fazendo com que novos hábitos de consumo surjam e com que as empresas se adaptem à essas novas ações. Com a população há mais de 60 dias em casa como medida de segurança para prevenir o novo coronavírus, as compras no e-commerce tiveram um salto. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, as transações feitas pela internet dispararam 40% entre março e abril de 2020. Mas, como manter a sua empresa relevante dentro desse ambiente?

Muitas dúvidas surgem, inclusive em analistas mais experientes. As empresas podem sentir as pressões para manter suas marcas relevantes e reter a lealdade do cliente online e offline.

A conquista de clientes em um mercado tão concorrido pode ser um desafio. Corresponder ao comportamento do consumidor online e offline requer análises avançadas. A relação entre comportamento com a análise baseada em geolocalização pode ser mais um desafio ao agregar os dados para obter informações sobre como otimizar o marketing e os preços para gerar receita.

Constatações como essas exigem mudanças relevantes na forma de pensar e decidir para manter a competitividade. Não apenas no que se refere às vendas e conquista de clientes, mas em todos os processos da organização. As transformações digitais, como a Indústria 4.0, trazem um ambiente físico tradicional para um ambiente digital moderno, unindo vários fluxos de trabalho que podem ser adaptados e dimensionados na velocidade dos seus negócios, sob demanda. Os varejistas também estão realizando a mesma transformação no que está sendo chamado de Varejo 4.0.

Essa transformação para o Varejo 4.0 exige a adoção de uma cultura que privilegie a análise de dados, impulsionada pela enorme variedade de informações e a complexidade das questões que estão sendo propostas.

Mas, apenas captar dados não é o suficiente, é necessário ter a capacidade de acessar e consolidar todos os dados que estão diversos sistemas, garantir sua qualidade e enriquecer a organização com informações de terceiros.

Para obter uma visão precisa você não pode simplesmente confiar apenas na intuição ou nos insights analíticos que se obtém nos dashboards ou nos recursos de relatórios do Excel ou ferramentas de BI.

Para atender à sofisticação que a análise de dados exige, é necessário também fazer um diagnóstico, modelar futuros cenários com análise preditiva, compartilhar informações com a equipe e compartilhar resultados de uma maneira fácil de entender. Garantir informações atualizadas e consistentes, assim como oferecer aos tomadores de decisão autonomia para análise também são fundamentais.

A partir de todos esses requisitos, está sendo implementado no Moki a ferramenta de Inteligência de Dados, fazendo com que os usuários tenham insights mais profundos sobre clientes, transações e operações, em todos os canais, e auxiliando em tarefas fundamentais para essa jornada, com a garantia de dados confiáveis, desenvolvimento de algoritmos e mobilidade de resultados.

Zenvia adquire a startup Sirena e expande para a América Latina

A Zenvia, empresa de tecnologia que simplifica a relação entre empresas e consumidores, anuncia ao mercado a aquisição da Sirena, uma startup que oferece solução de comunicação para times de vendas por WhatsApp. Com o negócio, a companhia brasileira expande suas operações na América Latina, com escritórios nos EUA, Argentina, Brasil e México.

“A aquisição da Sirena fortalece nossa plataforma de comunicação ao transformar em solução um problema comum a toda equipe comercial, que é o uso do WhatsApp pessoal do vendedor na comunicação com clientes”, conta Cassio Bobsin, CEO da Zenvia .

Fundada em 2016, a Sirena conta atualmente com aproximadamente 700 clientes em mais de 30 países e chegou a captar US$ 2,8 milhões em investimentos em 2018.

“Criamos a Sirena com o objetivo de simplificar a comunicação via WhatsApp entre empresas e clientes. Nessa jornada, nos tornamos a empresa líder da América Latina em quantidade de companhias atendidas com a nossa solução. Agora é a hora de dar um salto ainda maior, unindo a expertise da Sirena no mercado Latam à expansão internacional da Zenvia, permitindo que os clientes tenham o melhor serviço de WhatsApp Business API do mercado”, contam Miguel Morkin e Lautaro Schiaffino, CEO e COO da Sirena, respectivamente.

A combinação entre a plataforma da Zenvia e a solução da Sirena permite que os profissionais das equipes de vendas passem a utilizar um app completo, que une comunicação e gestão de vendas, ao invés do WhatsApp pessoal para o contato com os clientes.

Além disso, o objetivo da operação é fomentar, ainda mais, a atuação Latam da Zenvia junto ao WhatsApp Business API, tecnologia do Facebook da qual a companhia de tecnologia brasileira é Official Business Solution Provider.

Assim, a Zenvia passa a contar com soluções para vendas, marketing e atendimento ao cliente por meio de WhatsApp, viabilizando envio de notificações, gestão de filas de atendimento, criação de chatbots, realização de integrações com outros sistemas, automação de fluxos de interação, qualificação de leads e suporte ao cliente.

Operação em números

A aquisição da Sirena traz para o time Zenvia 55 pessoas, totalizando mais de 350 colaboradores distribuídos entre Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.

Também, aumenta a carteira de clientes da companhia, que ultrapassa 8 mil empresas de pequeno, médio e grande portes atendidas, adicionando aproximadamente 700 clientes globalmente.

“A aquisição da Sirena não somente nos abre as portas para toda a América Latina, mas especialmente encontramos neles um time de alto nível profissional, com cultura similar à nossa e com muita vontade de construir um produto que melhore a comunicação dos clientes”, conclui Bobsin .

Assinatura digital e eletrônica: entendas as diferenças e implicações legais

Por Renata Pin

Em tempos de isolamento social, diversas empresas e pessoas viram-se em uma situação até então bastante incomum ao negociar aluguéis, prestações de serviços, grandes operações de compra e venda, acordos mercantis ou, simplesmente, um acordo de sigilo de nova parceria. Em qualquer uma dessas situações, não puderam se encontrar para assinar o documento que formaliza a parceria pretendida. E, ainda que a flexibilização comece a tomar forma, se for possível evitar os encontros presenciais, esta é a recomendação.

Nesse cenário, ganhou evidência a assinatura digital de documentos, uma antiga conhecida de algumas pessoas, mas uma grande desconhecida da maioria, que não está acostumada a assinar documentos digitalmente e nem está preparada para acreditar em sua validade. A verdade, no entanto, é que a assinatura digital de documentos é uma modalidade bastante útil e segura, desde que feita da forma adequada.

A Medida Provisória 2200-2, de 2001, regulamenta e possibilita que a assinatura de contratos, procurações e outros documentos seja feita de forma digital, encontrando respaldo para essa determinação na própria Lei Civil brasileira.

Como se vê, uma prática regulamentada há quase duas décadas, mas há que se ter cuidado, pois existe uma grande confusão entre a assinatura digital, válida legalmente e que confere autenticidade ao documento assinado, e aquela chamada assinatura eletrônica. Basicamente, a primeira é realizada com a utilização de um certificado digital e tem a mesma validade e eficácia de uma assinatura reconhecida em cartório. A segunda, muito mais comum, é aquela feita sem certificado digital – apenas com caneta touch, mouse, dedo ou escaneamento de papel, que dá margem a questionamentos quanto a sua autenticidade e validade. Grosso modo, pode-se dizer que toda assinatura digital é eletrônica, mas nem toda assinatura eletrônica é digital.

E, vale frisar, a simples adição da foto de uma assinatura em um documento em pdf, por exemplo, geralmente, não pode ser enquadrada nem na modalidade de assinatura digital nem eletrônica. Então, não é, para efeitos de legalidade e formalidade de um documento, um método seguro de contratação.

Indo ao que interessa, a grande parte das ferramentas disponíveis no mercado para assinatura de documentos a distância não possui a certificação digital necessária para ser considerada uma assinatura digital, sendo portanto plataformas que possibilitam uma assinatura eletrônica do documento e que, em consequência, possibilitam que tal assinatura seja questionada pelo próprio signatário, por um juiz ou por terceiros.

Não pretendo com este artigo desencorajar empresas e pessoas a utilizarem esse tipo de expediente, bastante necessário em especial no momento em que vivemos, mas é importante que as partes tenham ciência da validade e eficácia do mecanismo escolhido, aceitando o risco inerente a essa forma de assinatura.

Mas, então, o que pode acontecer com o documento assinado eletronicamente sem a garantia da certificação digital? A resposta não é simples, mas podemos dizer que um documento assinado digitalmente tem presunção de veracidade inclusive perante órgãos públicos, ao contrário do documento assinado eletronicamente, que pode ser admitido entre particulares até que questionado por alguém, sejam os próprios envolvidos no acordo ou um juiz. Quando houver contestação do documento, caberá àquele que pretende fazer uso do documento comprovar a sua autenticidade e veracidade.

Não há dúvida de que a utilização das assinaturas digitais pode proporcionar inúmeras vantagens aos seus usuários, como a praticidade em promover contratos eletrônicos, a constatação da identidade das partes envolvidas, entre outras, facilitando assim o dia-a-dia daqueles que a utilizam. No entanto, é importante que as partes, em especial as empresas, atentem-se para o fato da necessidade de rigor na formalização desses documentos, o que pode ser feito com o armazenamento de documentos anteriores que deram origem àquela transação. Por mais bem aceita que seja a nova modalidade, ainda há risco de questionamento por parte dos envolvidos.

Renata Pin, advogada especializada em direito empresarial, sócia do AOA – Andrea Oricchio Advogados e associada à Associação Brasileira de Franchising (ABF)

PicPay anuncia vice-presidente de Marketing e Growth

O executivo Phillip Klien foi anunciado como vice-presidente de Marketing e Growth do PicPay, a maior carteira digital do país, com mais de 24 milhões de usuários.

Sob o comando dele, a vice-presidência de marketing e growth da fintech continuará dividida em duas grandes áreas: Growth, comandada por Rodrigo Polacco, responsável pelas estratégias de Customer Lifetime Management, Product Growth e Performance; e Marketing, à frente de Branding, Criação, Mídia e PR, dirigida por Armando Areias.

Formado em Marketing e Finanças pela Tulane University (New Orleans, EUA), Phillip possui experiência em empresas internacionais de tecnologia. Em seu histórico profissional, o executivo apoiou o crescimento acelerado e a consolidação de empresas como OLX, Uber e Twitter.

À frente do Marketing do PicPay, Klien terá como grande objetivo impulsionar o uso pelos brasileiros. “Estou bastante empolgado com o desafio de uma das maiores e mais revolucionárias fintechs, que mudará a forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro”, disse.

A hora do trabalho remoto

Por John Delaney

Enquanto processamos nossa tristeza pelo sofrimento da humanidade causado pela pandemia e nossa ansiedade pelo o que o futuro nos reserva, acredito que seja possível nos permitir inspirar com esse momento de transformação profunda. Para mim, uma das principais lições que aprendemos durante essa crise é que muitos negócios que antes depositavam sua força no espaço físico onde reuniam seus colaboradores podem ter sucesso sem ele. E isso pode não parecer grande coisa mas, acredite, é.

É tempo de reconhecermos o tamanho da oportunidade que esse momento apresenta e considerar, com coragem, o trabalho remoto (ou, distribuído). Acredito que devemos reconhecer o potencial desse modo de trabalho para empoderar as pessoas a viverem vidas mais alegres e completas, combater as mudanças climáticas, criar custos mais acessíveis em nossas cidades e revitalizar a economia rural. Esse é o momento para enxergar a experiência do trabalho remoto como uma opção permanente para nossos colaboradores, sempre que possível. E, mais do que isso, é preciso que nossos governos apoiem iniciativas como essas, investindo na infraestrutura necessária para que isso aconteça com êxito.

Com as experiências recentes, devido a pandemia, aprendemos que o caminho mira em uma forma de trabalho mais flexível e distribuída. E descobrimos que esse estilo de rotina profissional é, no mínimo, tão eficiente quanto o que exigia que os colaboradores fossem de casa ao escritório, diariamente.

E, considerando os benefícios ambientais, sociais e pessoais, sentimos que devemos nos mover nessa direção. Por isso, a partir de agora vamos liberar os membros do nosso time a escolherem se querem trabalhar do escritório ou de qualquer outro lugar. Encorajo as empresas a se unirem a nós nesse movimento da implementação permanente dessa forma de trabalho.

Antes da crise causada pelo COVID-19, quase nenhuma empresa de tecnologia havia vivenciado ter todos os times trabalhando remotamente, por um período tão extenso. Com essa experiência, a maioria delas percebeu que não precisava de uma equipe fisicamente presente para ter sucesso, apresentando uma performance excepcionalmente boa por parte dos times, durante a crise, apesar da transição meio repentina.

É verdade que o mercado tecnológico ainda precisa abordar muitas questões culturais importantes e lidar com grandes desafios para transformar o trabalho remoto em uma característica permanente, mas não vamos perder de vista o cenário maior aqui. Antes da crise, muitos de nós havíamos presumido que precisávamos transitar de casa ao escritório todo dia, para que nosso negócio prosperasse. E essa presunção simplesmente não se sustenta mais.

Se o trabalho remoto é só uma questão de ganhos e perdas na produtividade do ponto de vista de negócio, suas consequências sociais são muito maiores. Vou citar agora alguns dados dos EUA para exemplificar, mas muito deles são aplicáveis também em outros países. Uma vez que 80% das pessoas que trabalham remotamente fazem isso de casa, o trabalho remoto significa, na maioria das vezes, de não se deslocar. E o deslocamento, hoje, é o que podemos fazer de pior ao meio-ambiente no nosso dia a dia. Nos EUA, a maior fonte de emissão de carbono é o transporte, especialmente os veículos que garantem o deslocamento diário. Apesar do esforço para promover o transporte público no país, 91% das pessoas que transitam para o trabalho todos os dias não o utilizam, e 77% deles dirigem sozinhas em seus carros.

Deixar de exigir que os colaboradores se desloquem todos os dias ao trabalho, portanto, terá um efeito muito importante na emissão de carbono do país, e o mesmo com certeza acontecerá em outros países onde os carros são um meio de transporte desproporcionalmente importante para a rotina profissional (como é o caso do Brasil). Esse fator, por si só, deveria incentivar as empresas a experimentar o trabalho remoto e distribuído. Nós temos pouquíssimas e raras oportunidades de mudar o comportamento humano na escala necessária para combater a mudança climática que vivemos hoje, e essa é uma delas.

Os potenciais ganhos dessa nova forma de trabalho vão além dos benefícios ambientais. Os custos nas cidades onde se localizam as maiores e mais conhecidas empresas estão cada vez mais altos para famílias de classe média. Podemos ter um número muito grande de boas vagas de emprego em um mesmo lugar e aí temos o cenário que ocorre em São Francisco, onde o número de novas oportunidades é 6 vezes maior do que as novas moradias. Em um mercado imobiliário como esse, famílias de classe média são muito prejudicadas. Aliás, trabalhadores que se mudam para grandes cidades para trabalhar não necessariamente gostam de viver nelas. Segundo pesquisa da Gallup dos Estados Unidos, de 2018, o número de pessoas que moram em grandes cidades é muito maior do que as que realmente querem isso. Ainda, 27% delas gostariam de morar em áreas rurais, mas só 15% realmente moram. Entra o cenário de êxodo rural e a luta das regiões que sofreram desindustrialização para atrair trabalhadores qualificados, é válido considerar onde eles gostariam de morar, caso pudessem escolher.

Ao não apoiar o trabalho remoto como um modelo permanente, as maiores e mais bem-sucedidas empresas acabam obrigando ótimos e ambiciosos profissionais a se concentrarem em um número pequeno de áreas metropolitanas, porque é lá que elas estão. A inovação é o que faz as melhores empresas bem-sucedidos e, considerando os potenciais benefícios do trabalho remoto e distribuído, essas empresas deveriam confrontar os desafios do trabalho remoto com a mesma coragem que enfrentam os outros obstáculos dos seus negócios. Deveríamos libertar os colaboradores para que eles possam parar de se deslocar diariamente e vivam melhor. Os governos podem e devem apoiar tal medida, inclusive atualizando qualquer lei trabalhista que possa restringir essa forma de trabalho e investindo em infraestrutura básica, especialmente na qualidade e cobertura da internet em áreas rurais. Acesso rápido e confiável à internet a todos é uma necessidade do trabalho remoto para que funcione em larga escala, e tal medida precisa do apoio do governo.

A crise do COVID-19 tem provado que a ampliação do trabalho remoto é possível. O trabalho distribuído não faz milagres, mas seus benefícios climáticos, sociais, econômicos e urbanos, entre outros, deveriam nos convencer a adotar esse novo modelo agressivamente, como uma opção permanente para os colaboradores. Eu acredito em tratar as próprias empresas como produtos para beneficiar os seus colaboradores e, mais de que nunca, estou certo de que as companhias que adotam o trabalho de forma distribuída representam o melhor produto para todos nós.

John Delaney, Chief Operating Officer (COO), da Xerpa

Retorno aos escritórios deve acontecer entre setembro e dezembro, aponta KPMG

Cerca de 35% dos empresários brasileiros entrevistados pela KPMG disseram que os profissionais da empresa onde trabalham devem retornar aos escritórios entre setembro e dezembro deste ano. Outros 21% voltam em agosto e apenas 9,4% no próximo ano. A pesquisa nacional fez um mapeamento sobre como deverá ser a volta dos funcionários às organizações. Para isso, foram ouvidos mais de 700 executivos de 11 setores da indústria brasileira.

Quando questionados se a empresa adotará uma estratégia de retorno gradativo, a maioria (30,3%) disse que voltará, inicialmente, com no máximo 30% dos profissionais. Esse quantitativo chegará até 50% dos profissionais para 27% das empresas.

Nessa retomada, os entrevistados disseram que as empresas vão implementar uma série de medidas para controle de acesso aos escritórios. A principal delas é obrigatoriedade do uso de máscara facial (91,5%), medição de temperatura (64,8%), questionário referente às condições de saúde no momento (49,7%) e aplicação de testes para covid-19 (26,1%). Do total de entrevistados, 103 informaram que vão adotar todas as quatro medidas.

“A pesquisa aponta que as empresas estão buscando se adaptar a essa nova realidade, implementando medidas para que o retorno dos funcionários aconteça de forma segura. A retomada será gradativa até para que os gestores possam avaliar a efetividade da implementação desse processo”, analisa o sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, André Coutinho.

Sobre o impacto do trabalho remoto na produtividade dos profissionais, quase metade deles (49,5%) disse que a produtividade se manteve e, para 24,5%, houve um aumento de até 20%. Já para 10,8%, houve uma redução de até 20% na produtividade e para 5,6% a queda foi superior a 20%.

“Outro ponto interessante diz respeito à produtividade. O levantamento mostra que houve uma boa adaptação ao home office, o que não era uma realidade dos trabalhadores brasileiros”, afirma o sócio-líder do Centro de Serviços Compartilhados da KPMG no Brasil, Roberto Gomez.

Sobre a pesquisa:

A “Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios” foi feita no mês de junho, deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (8%); consumo e varejo (11%); energia e recursos naturais (8%); governo (2%); saúde e ciências da vida (7%); mercados industriais (16%); infraestrutura (6%); setor financeiro (18%); tecnologia, mídia e telecomunicações (9%); serviços (14%); e ONGs (1%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi 77,9% no Sudeste; 8,1% no Sul, 7,6% no Centro Oeste, 3,6% no Nordeste e 2,6% no Norte.

GFT Brasil abre 154 vagas para oportunidades em TI

A GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, está com 154 posições abertas. As vagas são para áreas de Arquitetura e Desenvolvimento de Softwares, Analistas de Testes e Gestão de Projetos para localidades como Alphaville, São Paulo, Sorocaba e Curitiba. Candidatos de todo o país podem participar do processo seletivo, que ocorre virtualmente

Para incentivar a entrada de novos colaboradores, a GFT lançou a campanha “Match”, que tem o objetivo de atrair profissionais de todo o Brasil nas áreas de análise e mensuração de dados, programação, análise de sistemas e desenvolvimento de software para a companhia. A iniciativa conta a história de pessoas que entraram na GFT e construíram uma carreira sólida e internacional e tiveram a oportunidade de trabalhar com equipes multidisciplinares e multiculturais em outros países.

Desde janeiro de 2020, a GFT já contratou 359 novos colaboradores, sendo 183 ao longo do período de isolamento social. A companhia também investiu em processos de seleção e contratação digitais. Os novos profissionais começam a trabalhar de forma remota e recebem em casa o kit de boas-vindas e os equipamentos para desenvolver as atividades.

Para Fernanda Rodrigues, diretora de Recursos Humanos da GFT para América Latina, migrar para o digital tem se mostrado uma experiência bastante positiva. “Tivemos a oportunidade de contratar profissionais de outros estados, fora dos locais em que temos escritório como São Paulo e Paraná. Esse é um dos grandes benefícios da processo online porque há muitos profissionais qualificados em todo o país e agora temos a oportunidade de contar com eles. E estou confiante de que a GFT é um empregador muito atraente: no primeiro trimestre de 2020, a nossa receita aumentou 55% em relação ao mesmo período de 2019, e diante da crise atual econômica, registramos um crescimento muito forte, o que dá a dimensão das oportunidades de carreira na GFT”, diz a executiva.

Integração e números da companhia

Para recepcionar os novos colaboradores, a GFT desenvolveu uma série de iniciativas, como treinamentos sobre metodologias ágeis, utilizadas para o trabalho remoto, e também um cronograma de ações para deixá-los mais próximos dos líderes da companhia, como bate-papos digitais, landing com o presidente e iniciativas culturais. A empresa também disponibilizou assistência psicológica para todos neste período de isolamento. Para se candidatar as vagas, acesse o site: http://www.gft.com/br/pt/index/empresa/carreiras/ofertas-de-emprego/

Boa Vista já fez cerca de 90 contratações desde março e ainda tem mais de 60 vagas abertas

Em meio à quarentena e mesmo sem sair da casa, profissionais de diversas áreas vêm sendo contratados pela Boa Vista, empresa que fornece informações com inteligência analítica para companhias e consumidores fazerem bons negócios.

Desde o dia 16 de março, com a empresa conseguindo colocar 100% dos seus colaboradores em home office em apenas dez dias, já foram preenchidos 92 postos de trabalho. Além disso, outras 67 vagas estão em aberto e os processos de seleção em andamento, o que irá somar, ao final das contratações, 159 novos colaboradores. Essas contratações se deram devido ao processo de transformação digital que desde dezembro de 2019 tem sido implementado na empresa e ao modelo de squads que foi aplicado em sua estrutura organizacional.

“Os novos colaboradores contam com toda a estrutura necessária para executar suas funções remotamente. Para a Boa Vista, esse movimento é natural e deve se tornar cada vez mais comum, inclusive, recrutando profissionais em qualquer lugar do Brasil e do mundo”, afirma Alberto Mamoru Yoshida, superintendente de Recursos Humanos da Boa Vista. “Estamos confiantes, pois mesmo em um momento crítico da economia, conseguimos aumentar nosso time”, reforça Yoshida.

Um exemplo de trabalho à distância é o da colaboradora Mariana Andrade. Ela se mudou para Portugal com a família, em junho, e se mantém empregada no cargo de Especialista em Marketing Solutions. “Já havíamos começado a viver a transformação digital internamente, mas a Boa Vista conseguiu ritmo e adaptou-se rapidamente à nova forma de trabalho”, afirma.

Mariana conta também que já estava trabalhando home office há dois meses quando se mudou para Portugal, então não chegou a sentir a transição. “Foi apenas uma continuidade do meu trabalho. Todos já se acostumaram com o novo normal de estar trabalhando de forma remota. Nada mudou, o trabalho no horário do Brasil, mesmo tendo o fuso horário. Continuo exercendo as mesmas atividades de quando estava trabalhando presencialmente”, revela a colaboradora da Boa Vista.

De acordo com Mateus Lima, Head de Produtos & Design recém contratado pela Boa Vista, um dos grandes diferenciais da companhia é a velocidade com que as pessoas estão dispostas a entregar resultados. Ele também destaca a importância da autonomia: “Na área de Novos Produtos existe um escopo bem definido de grande independência dos times – temos equipes criando produtos inteiros do zero e realmente de forma autônoma”.

Atualmente, existem oportunidades nas áreas de design, arquitetura de sistemas, análise de insights, UX, gerência de produtos e desenvolvimento de sistemas.

A Boa Vista também tem criado programas para apoiar os colaboradores durante a pandemia, tais como telemedicina com médico próprio, campanha de vacinação contra a gripe em sistema de drive thru, preservando assim o distanciamento social, podcasts com psicólogos e cartilhas com dicas sobre como trabalhar remotamente.

Destaque também para o “Segundou”, uma ação que acontece quinzenalmente com engajamento dos colaboradores por meio do envio de fotos, em seus perfis do LinkedIn, com temas como: vestir a camisa, páscoa, colaboradores usando suas máscaras, meio ambiente, animais de estimação, mensagem de positivismo, arraial junino, entre outros.

Para mais detalhes sobre as vagas, acessar: http://www.linkedin.com/company/boavista/jobs/?viewAsMember=true

Consumo em restaurantes apresenta leve melhora, apontam índices da Fipe e Alelo

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, divulga dados atualizados a respeito dos impactos da Covid-19 sobre os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e dos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com base nas transações diárias realizadas, em junho de 2020, a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo o território nacional.

Segundo os últimos dados, o consumo no segmento de restaurantes registrou queda de 33,4% no valor total gasto, acompanhada por uma redução de 53,4% no volume de transações realizadas com vale refeição (na comparação com as médias em junho de 2019). Nos meses anteriores, as quedas registradas sobre esse segmento foram de 49,6% (abril) e 39,1% (maio). Além disso, o número de estabelecimentos comerciais que efetivaram transações em junho de 2020 foi 14,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

A combinação desses resultados negativos pode ser explicada pelas maiores restrições sanitárias ainda prevalentes sobre a operação das atividades desse segmento, bem como o afastamento de trabalhadores dos seus locais de trabalho. “Na comparação com os meses anteriores, é possível verificar que os impactos têm sido amenizados, refletindo a flexibilização parcial da quarentena vigente em boa parte dos capitais e grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro”, destaca Cesário Nakamura, CEO da Alelo.

O levantamento mostra que o consumo em supermercados encerrou o período com aumento de 5,0% no valor total gasto (em relação a junho de 2019), enquanto o número de estabelecimentos que realizaram transações utilizando como meio de pagamento o benefício alimentação permaneceram praticamente estáveis (+0,1%). Por outro lado, o último período foi novamente marcado por uma queda de 17,8% no volume de transações em supermercados, na mesma base de comparação (junho de 2019).

De acordo com a Fipe, os últimos resultados, em linha com o observado nos meses anteriores, podem ser relacionados à redução da circulação de pessoas nas ruas, aliada à concentração das compras semanais em um menor número de viagens aos supermercados. Além disso, os pesquisadores consideram a hipótese de que o aumento no valor gasto em supermercados (acompanhado de sua redução em restaurantes) esteja relacionado ao aumento do número de refeições preparadas em domicílio, uma vez que a alimentação fora de casa deixou de ser uma opção viável e/ou segura, dado o risco elevado de contaminação e as restrições ainda vigentes sobre horário de atendimento e lotação máxima desses estabelecimentos.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS), acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), foca na evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up).

Impactos por região

O estudo traz, pela primeira vez, um recorte regional dos indicadores, permitindo o acompanhamento do consumo em restaurantes e supermercados de forma desagregada. Mais especificamente, a análise dos resultados pela ótica regional revela que os efeitos da pandemia se distribuíram de forma heterogênea sobre os estados, refletindo a descentralização e descompasso na coordenação dos processos de fechamento e abertura das economias locais, bem como a interiorização da pandemia.

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactas negativamente em junho de 2020 foram a Nordeste (-41,9%) e Norte (-38,8%), contrastando com os menores impactos observados nas regiões Sul (-28,9%) e Centro-Oeste (-29,4%). Já na região Sudeste, houve um recuo de 33,6% em relação a junho de 2019.

Individualmente, os estados que registraram os maiores impactos negativos no valor gasto em restaurantes em junho foram: Piauí[1] (-63,2%), Maranhão* (-61,9%), Amapá* (-60,3%), Roraima* (-53,7%) e Alagoas* (-48,6%), contrapondo-se ao observado em unidades que apresentaram menor redução no valor consumido em restaurantes: Mato Grosso do Sul (-9,4%), Santa Catarina (-20,9%), Goiás (-28,3%), Rio Grande do Sul (-29,9%) e Distrito Federal (-30,6%).

Com relação ao comportamento do consumo nos estados mais populosos e economicamente mais representativos do país, as variações registradas no valor gasto em restaurantes foram de -32,1%, em São Paulo, de -34,5%, em Minas Gerais, e de -38,9%, no Rio de Janeiro.

Metodologia dos índices

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a focalização, a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:
§ Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 30 de junho de 2020.

§ Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.

§ Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia…), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.

§ Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

§ Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.

§ Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020.

§ Recorte geográfico: os impactos – apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 – consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).

ICTS lança programa para fomentar startups de risktech

A ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados, anuncia o Conexão Startups, programa que selecionará iniciativas de empreendedorismo focadas em risktech para incubação, patrocínio ou atuação em projetos junto aos seus mais de 600 clientes presentes em todo o Brasil e América Latina. As startups podem se candidatar no site: http://bit.ly/2VsiDAo

De acordo com Maurício Fiss, diretor executivo de inovação e transformação da ICTS Protiviti, hoje, no Brasil, existem poucos investimentos em relação às risktechs. O programa vem para preencher esta lacuna e fomentar o ecossistema de gestão de riscos. “Temos a capacidade de auxiliar as startups em vários aspectos comerciais importantes para seu desenvolvimento e maturidade”, pontua ele.

O modelo do Conexão Startups é aberto e pode se dar de forma variadas: investimento, incubação ou parceria comercial em projetos. O foco é reunir e apoiar startups especializadas em Gestão de Riscos e Compliance (GRC), Fraudes, Cybersecurity, Privacidade e Auditoria.

A ICTS Protiviti mira em startups que possuem plataformas para identificação de fraudes; linguagem natural para interação via chamada telefônica; robôs para indexação de dados, tribunais contratos e processos; análise e busca de palavras chaves em arquivos de e-mails; bases de consultas únicas alimentadas por fontes públicas; mapeamento de riscos em rodovias para sugestão de rotas mais seguras e inteligência artificial para análise de telas de notebooks e celulares para a identificação de fraudes, além de projetos voltados à LGPD, entre outras.

Segundo pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, um quarto de startups brasileiras não aguentam a pressão em seu primeiro ano de vida, fechando as portas em seu processo inicial. Os motivos que fazem parte desta estatística implicam, por exemplo, falta de gestão, volume baixo de capital investido inicialmente, local de trabalho inadequado etc. As demais startups, em torno de 25%, acabam fechando seus negócios em menos de quatro anos.

Acelerar o negócio com uma consultoria global de gestão de riscos e compliance significa contar com uma expertise comprovada. Hoje, dos 200 maiores grupos empresariais no Brasil, 40% são clientes da ICTS entre as mais de 600 empresas que atende em diversos segmentos e indústrias, sendo 35% listados na Fortune Global. Além disso, a empresa está presente em mais de 20 países e possui 70 escritórios espalhados pelo mundo. No Brasil, as operações estão localizadas em São Paulo, Alphaville, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

“O ICTS Conexão Startups traz a possibilidade de atuar em conjunto nos mais diferentes desafios do nosso dia a dia. Queremos identificar potenciais parceiros capazes de trilhar o caminho da transformação digital conosco”, finaliza Fiss.

Fintech capixaba quer contratar desenvolvedores em todo o País

Com mais de um milhão de clientes em todas as regiões do Brasil, a fintech capixaba pag! está recrutando profissionais de tecnologia, especialmente desenvolvedores — ou ‘devs’ no jargão na área. O processo seletivo já está aberto e, por conta da pandemia, todas as etapas da seleção serão conduzidas virtualmente. As vagas são para trabalho remoto ou para atuar presencialmente nos escritórios do Espírito Santo ou na cidade de São Paulo. As inscrições podem ser feitas pelo http://www.meupag.com.br/carreiras/?utm_source=linkedin .

No pag!, os devs trabalham em parceria constante com as outras áreas e têm total liberdade para testar novas ideias na concepção de produtos e serviços que tenham relevância e sejam adequados às diferentes realidades dos clientes da fintech.

Algumas das habilidades esperadas dos candidatos são: conhecimentos das boas práticas de programação para sistemas iOS e/ou Android; ter domínio de padrões de arquitetura e projetos; ter familiaridade com APIs para conectar aplicação iOS aos serviços backend; e entender os conceitos de persistência local de dados; entre outras competências.

Contratar bons profissionais na área de tecnologia tem sido um desafio para recrutadores de diferentes empresas. A origem do problema é educacional. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, apenas dois milhões de trabalhadores são graduados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Em meio às muitas opções de carreira é importante que os desenvolvedores observem diversos pontos, entre eles, a cultura organizacional da empresa, que inclui o clima no ambiente de trabalho, benefícios e as oportunidades de crescimento oferecidas. No pag!, além das vantagens comuns ao mercado há a preocupação constante em criar uma cultura de aprendizado, mentoria e crescimento para os desenvolvedores.

Entre os profissionais do segmento, os desenvolvedores de softwares são os mais requisitados. De acordo com um levantamento realizado pelo GetNinjas, aplicativo especializado em contratação de serviços, mesmo na pandemia, a busca por esses profissionais deu um salto de 92% na demanda.

A migração de vários serviços para o digital e a necessidade de garantir uma experiência positiva para o consumidor fez com que a busca por eles disparasse. A tendência é que isso ocorra no próximo biênio por causa da migração para o home office e a guinada das transformações digitais, que vão impactar o varejo, restaurantes, educação, setor bancário e saúde.

“Estamos continuamente contratando profissionais de áreas mais técnicas, como tecnologia e dados, mas isso tem se acelerado, estamos em uma fase de crescimento e com novos projetos, por isso, queremos abrir ainda mais espaço para os profissionais desta área e atrair os grandes talentos do mercado”, afirma o CEO do pag!, Felipe Félix. “Durante o período de pandemia nosso quadro de colaboradores cresceu 30%”, complementa.

As mudanças que chegaram com a pandemia vão estimular contratações remotas. Profissionais de tecnologia terão mais flexibilidade e as empresas se sentirão mais confortáveis em contratar novos funcionários tanto fora dos grandes centros quanto aqueles que moram em outros países.

“O sucesso no meio digital depende da tríade construção de um bom produto, compreensão das necessidades do cliente e ações bem direcionadas. Para que isso aconteça, é preciso investir em bons profissionais, independentemente de onde eles morem. Nos últimos dias, inclusive, comemoramos nossa primeira contratação de um profissional do nordeste que trabalhará remotamente. Vale ressaltar aqui que o pag! está pronto para essa revolução no mundo corporativo. E isso só tem a agregar ao nosso escopo organizacional como uma das empresas referência no segmento financeiro”, finaliza Felipe Félix .