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Evelin Wanke é a nova diretora de Vendas da Epson

Neste mês de dezembro, a Epson do Brasil anuncia que Evelin Wanke, ex-gerente de Negócios da empresa, foi promovida à diretora de Vendas. Na Epson há quase 10 anos, ela foi responsável pelo desenvolvimento de novos mercados com grande foco nos segmentos de Comunicação Visual e Têxtil.

Com dezesseis anos de experiência no mercado de Comunicação Visual e dez anos de experiência nos mercados de Sublimação, Proofing, Fotografia e CAD, Evelin gerenciou o departamento de Impressoras de Grandes Formatos na Epson do Brasil e esteve à frente de grandes projetos, que resultaram em um crescimento médio de 60% ao ano durante este período. Também liderou a implementação do Solutions Center, primeiro centro de soluções da América Latina, voltado experimentação de tecnologias no setor têxtil.

É graduada em Engenharia de Materiais, com pós-gradução em Gestão e Engenharia de Produtos pela USP e atuou anteriormente na 3M do Brasil como engenheira especialista no mercado de Comunicação Visual e Arquitetura.

Solutis entra para o inovabra habitat, ecossistema
de coinovação do Bradesco

A Solutis, parceira tecnológica que acelera e sustenta a jornada digital de seus clientes, acaba de se juntar ao inovabra habitat – ambiente de coinovação do Bradesco. Ao integrar esse ecossistema ao lado de mais de 75 companhias e 170 startups habitantes, a Solutis busca fomentar continuamente a coinovação, bem como promover projetos que atendam às demandas do mercado por soluções que entreguem resultados aos clientes.

Ao longo dos anos, a Solutis vem ajudando importantes empresas, como Petz, Furnas e Europ Assistance a acelerarem seus processos de digitalização, sempre focados em seus objetivos e estratégias de negócio. “A busca constante por inovação que nos apoie no sentido de entregar valor aos clientes motivou a Solutis a se tornar um habitante do inovabrahabitat”, afirma Paulo Marcelo, CEO da Solutis. “Temos ajudado nossos clientes na jornada de digitalização, alinhada às suas culturas e estratégias. Acreditamos nas startups como aceleradores que se integram às soluções de inovação, acelerando a entrega de valor ao negócio”, completa.

“Sabemos que momentos desafiadores são grandes oportunidades para se reinventar, evoluir e inovar. Durante a pandemia, aumentamos em 60% o volume de atividades de coinovação e mais do que dobramos o número médio de participantes em eventos. Com isso, nesses meses de isolamento social, conseguimos gerar mais de 60 contratos entre os habitantes”, comenta Renata Petrovic, head do inovabra habitat. “Com novas empresas integrando o ecossistema, ampliamos o portfólio de demandas por soluções inovadoras. Além de potencializar a geração de negócios, contribuímos para a troca de aprendizado e melhores práticas entre diversos setores da indústria”, completa.

Economia circular: é preciso rever os processos industriais em prol da sustentabilidade

Por Cecília Mazza

Um tema importantíssimo no contexto atual da sustentabilidade é a economia circular. Hoje, empresas de todos os portes têm se unido com o intuito de encontrar soluções para os resíduos em diversos segmentos da indústria, em busca das melhores práticas, incluindo o descarte consciente e a logística reversa. No segmento dos autoadesivos e rotulagem, por exemplo, uma grande parcela dos produtos contribui para a geração de aproximadamente um milhão de toneladas de material descartado, entre liners e esqueletos gerados pelos convertedores e usuários finais. O planeta não pode pagar por isso e nós também não. Medidas precisam ser implementadas para sanar esse problema.

De acordo com estudos, em 2050, chegaremos a 10 bilhões de pessoas em todo o mundo. Esse crescimento populacional aumenta também a demanda das indústrias e, consequentemente, a exploração de recursos naturais como matéria-prima. Por isso, é tão necessário pensar agora em soluções que permitam otimizar os processos, para conciliar o aumento da produtividade com a redução dos impactos ambientais, por meio de uma utilização mais eficiente desses recursos.

Acredito que devemos partir da premissa que a mudança para a sustentabilidade começa por cada um de nós e o crescimento dos negócios não pode ocorrer em detrimento das pessoas e do planeta. A reciclagem de liners usados nas etiquetas e matrizes tem sido um desafio para a indústria de rotulagem. Repensar o descarte e removê-los de aterros para, assim, dar um destino nobre a estes materiais. Para que isso aconteça de maneira contínua, é preciso trabalhar a conexão entre os diversos integrantes da cadeia produtiva, para triagem, transporte e busca por medidas eficientes para esses resíduos em cada fase do processo. Estabelecer parcerias entre os diferentes elos da cadeia, desde fornecedores a recicladores, a fim de encontrar soluções mais sustentáveis e novas possibilidades para a transformação desses materiais em novos produtos.

A industrialização e a evolução tecnológica trouxeram inúmeros benefícios para todos os setores, com novos materiais e soluções que transformaram o perfil de consumo, de forma global. O cliente está mais exigente, sempre em busca de inovações, mas tem a responsabilidade ambiental como uma de suas premissas para adquirir produtos e serviços. Essa mudança de comportamento requer das empresas uma nova forma de vender, com uma maior conscientização sobre a necessidade de buscar a sustentabilidade não apenas nos produtos, mas em todos os seus processos de fabricação.

Com esse propósito, algumas das maiores indústrias do setor se uniram recentemente em um consórcio global, focado em economia circular para rótulos. A iniciativa procura trabalhar a consciência ambiental em todos os envolvidos, passando pela produção, uso e descarte de autoadesivos, para reciclagem e reutilização dos resíduos gerados, já que apenas 52% desses materiais estão incluídos no ciclo sustentável. O objetivo do grupo de líderes é engajar, cada vez mais, novos integrantes para que outras empresas da cadeia participem em nível global. Sem dúvida, uma ação que poderá ser um exemplo para indústrias de diversos segmentos, para que a economia circular seja uma breve realidade.

Um dos pontos-chave para o desenvolvimento de produtos que possam ser reaproveitados e reciclados é o design. Com base na economia circular, é possível projetar para transformar diferentes materiais em novos produtos, obtendo ganhos de escala e ainda poupando recursos naturais e minimizando os impactos ao meio ambiente. O designer tem papel fundamental nesse processo, pois será o responsável por identificar a função do produto e como utilizar, da melhor forma, os recursos e materiais para sua fabricação.

Dentro da economia circular, o objetivo é pensar nos produtos de maneira que atendam a vários ciclos, possibilitando às empresas criar, inclusive, novos negócios. Além de minimizar os impactos negativos de um produto em toda sua cadeia de valor, o design circular prevê prolongar a vida útil desse item e possibilitar o retorno de materiais ao sistema, sem causar danos ambientais e sociais, e melhorando as relações com os clientes.

A área de design é essencial na determinação de estratégias para a criação de produtos que apresentarão longevidade, por meio de novos ciclos. Para isso, devem ser considerados aspectos como a isenção de elementos tóxicos que, além de preservar o meio ambiente, permite a reciclagem e reutilização dos materiais de forma segura; e a aplicação de componentes biodegradáveis, que podem retornar à natureza. Essas iniciativas agregam valor aos produtos e criam uma imagem positiva da marca, pois atendem ao novo perfil do consumidor, que tem valorizado cada vez mais empresas que se preocupam com a sustentabilidade.

A verdade é que passamos da hora de repensar a forma de fazermos negócios. Não temos mais tempo ou crédito com o meio ambiente. A economia circular já é uma realidade e está entre as melhores práticas, uma vez que inverte a lógica da economia linear, baseada na extração, produção, uso e descarte de recursos naturais e insumos. O novo modelo prevê um fluxo contínuo de materiais, onde os resíduos são transformados em matéria-prima. Isso significa que nada se perde, tudo se transforma, permitindo um equilíbrio perfeito e abolindo o descarte. Ainda assim, vale lembrar que estamos partindo do básico, pois a reciclagem é apenas uma das etapas do processo. É preciso unir a inteligência humana às soluções disponíveis, reduzir os impactos ambientais sem prejudicar, de fato, o âmbito econômico.

E sua empresa? Está preparada para essa nova era da sustentabilidade?

Cecilia Mazza, gerente de sustentabilidade da Avery Dennison

Plataformas digitais de pagamento, as grandes estrelas deste fim de ano

Por Felipe Facchini, Head de Vendas do PayPal Brasil

As festas de fim de ano estão no horizonte e, em um ano tão peculiar como 2020, todos nos perguntamos o que podemos esperar destes últimos dias. A verdade é que o medo da Covid-19 ainda nos afasta das lojas e a expectativa é que as compras físicas sejam bastante reduzidas neste período. Os consumidores colocarão sua segurança como prioridade e buscarão experiências convenientes e personalizadas em um ambiente de pagamentos digitais. Com isso em mente, escrevo este artigo para discutir algumas das tendências desta estação de compras e, assim, ajudar as empresas a entender melhor as expectativas dos compradores em tempos de pandemia.

Facilidade acima de tudo

A comodidade será uma prioridade para os consumidores, que querem fazer compras rapidamente e com o mínimo esforço possível. Ou seja, seu objetivo é apenas clicar em um botão. Em resposta, as plataformas de pagamento mais rápidas e seguras irão sobressair. O cliente deseja eliminar a necessidade de inserir detalhes do cartão e outros dados. Quanto mais fácil for a compra, maior será a probabilidade de o comprador voltar à mesma loja – o que não é pouca coisa quando pensamos na imensa concorrência do varejo.

Segurança em todos os níveis

Em tempos de tanto estresse quanto estes que vivemos, é normal que todos busquemos mais segurança. Os compradores de hoje já estão bem informados e cientes de que a fraude digital está na ordem do dia. Por isso, precisam se sentir confortáveis quanto à segurança de suas compras e de  que seus dados estão protegidos. É responsabilidade das lojas online fornecer a seus clientes uma experiência de pagamento confiável. Atualmente, quem compra está em busca de duas coisas: saúde e segurança.

As carteiras móveis estarão na moda – como nunca antes

Carteiras eletrônicas, como o PayPal, são uma versão virtual das carteiras físicas – que você pode acessar diretamente no seu smartphone. Com a ajuda de uma e-wallet, o consumidor pode enviar dinheiro para outros usuários, receber dinheiro e manter seus saldo protegido. Ele também pode pagar contas de serviços públicos, comprar ingressos, ganhar prêmios e muito mais. Por causa da pandemia, as carteiras eletrônicas móveis ganharam mais presença do que nunca e vieram para ficar, pois oferecem uma imensa gama de serviços financeiros sem a necessidade de contato com o dinheiro, que é o que todos evitamos neste momento.

Inovação e uso de tecnologias emergentes

A pandemia trouxe consigo muitas mudanças, incluindo novas ideias, novos modelos de negócios e transformações digitais impulsionadas pela necessidade de adaptação a um “novo normal”. Por exemplo, assistimos a um aumento no uso de tecnologias emergentes por parte de empresas que desejam se manter atualizadas. A Inteligência Artificial e o aprendizado de máquina (machine learning) estão se tornando excelentes ferramentas para os comerciantes, pois permitem oferecer melhores experiências de compras (desde o pedido), atendimento automatizado e personalizado, processos de pagamento cada vez mais rápidos, maior eficiência logística etc.

Uma geração que carrega tecnologia no DNA

Entre 1999 e 2012 nasceu a chamada Geração Z. Hoje, essa turma tem entre 8 e 20 anos e sabe mais sobre tecnologia do que ninguém. Trata-se de uma geração que, muito em breve, será ainda maior do que os Millennials (que nasceram entre 1980 e 2099). E isso significa que a maioria da população mundial será mais dependente de tecnologias e serviços automatizados, rápidos e eficientes. Como resultado, a demanda por sistemas de pagamentos digitais terá um rápido crescimento nos próximos anos – aliás, os números do PayPal neste ano de pandemia apontam para isso. Basta olhar para as crianças de hoje, totalmente automatizadas, usando tablets como se tivessem nascido com esse conhecimento prévio. A Geração Z já não entende os métodos de antes, porque simplesmente carrega a tecnologia no sangue e exigirá cada vez mais inovação. Por outro lado, também vai liderar as próximas grandes descobertas tecnológicas. Para esses jovens, pagamentos digitais não são uma novidade, mas apenas questão de bom senso.

Integração de identidade digital

Voltando à questão da segurança, é importante mencionar que também assistiremos a uma evolução sem precedentes das soluções avançadas de identidade digital – em todas as indústrias. Porque elas ajudam a reduzir os riscos cibernéticos, especialmente aqueles relacionados ao setor de pagamentos eletrônicos. Como estamos vendo, a digitalização está levando a um número crescente de ataques cibernéticos; por isso, a identificação online, a autorização do cliente e a autenticação são de vital importância para garantir a segurança dos métodos de pagamento online.

Durante a pandemia, a demanda por métodos de pagamento eficazes e confiáveis ​​só cresceu (assim como a presença das empresas no mundo online) e eles hoje são uma exigência para qualquer companhia que queira continuar ganhando mercados. Nosso objetivo na indústria é que o e-commerce, alimentado em todo o mundo por métodos de pagamento locais ou internacionais, continue a ser uma força poderosa e integradora entre as pessoas e os produtos e serviços que tornam suas vidas mais fáceis e convenientes.

É fundamental que tanto os pequenos e médios empresários quanto os tomadores de decisão das grandes corporações entendam a importância de oferecer uma excelente experiência de compra a seus clientes. As empresas que tiverem sucesso nessa premissa serão aquelas que experimentarão uma época de expansão sem fronteiras e, acima de tudo, terão conquistado a fidelização de sua base em um mundo no qual a competição prevalece e só quem aposta na mudança e na inovação se destaca.

Internet das Coisas: BNDES e SENAI fazem chamada pública para projetos de eficiência industrial

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizam, até o dia 4 de janeiro de 2021, a “Chamada Pública IoT – Eficiência Industrial”. Desde o dia 1º de dezembro, empresas industriais podem inscrever projetos que possibilitem aumentar a eficiência e a competitividade da indústria do país, utilizando a tecnologia de Internet das Coisas (IoT).

A chamada recém-lançada é um desdobramento de outra do Edital SENAI de Inovação 2018, cujo objetivo foi selecionar planos de inovação para a criação de ambientes de testes de solução tecnológicas de IoT para indústria. Dividida em quatro áreas temáticas (sistemas inteligentes; sensoriamento; rastreamento e monitoramento de ativos; e inspeção da qualidade), a nova seleção busca promover o desenvolvimento de tecnologias IoT em produtos e processos com projetos cooperativos entre o Instituto SENAI de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica e a indústria nacional.

Todos os projetos devem ter duração mínima de 6 meses e  máxima de 12 meses. Aqueles que forem aprovados receberão aporte financeiro de 50% de seu valor total, variando de acordo com as seguintes categorias: On demand – Sob demanda (entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão); Alliance – aliança entre empresas (entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão) e To Go – demandas transversais (valor total do projeto varia de acordo com temas definidos no anexo I do edital).Avaliação – A chamada pública será realizada em duas etapas, sendo a primeira, a submissão das propostas que ocorrerá por meio deste link.

Na segunda etapa, de contratação do projeto, o plano de trabalho será elaborado em cooperação com o Instituto SENAI de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica.  Nessa fase, serão avaliados os critérios de viabilidade técnica, adesão com as linhas temáticas e requisitos e premissas.Mais informações podem ser encontradas aqui.

Pulse anuncia sete novas startups com foco em soluções de impacto socioambiental

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia e licenciada da marca Shell no Brasil, selecionou sete novas startups para desenvolverem soluções aos desafios da companhia. O objetivo é apoiar soluções de impacto para os compromissos sustentáveis assumidos pela empresa a serem cumpridos até 2030. O processo de seleção envolveu a aplicação de mais de 110 empresas e entrevistas com time do hub, em que as empresas foram escolhidas por meio de pitches realizados de maneira virtual. As startups atuam em áreas como eficiência energética, controle de pragas, monitoramento e análise de imagens de satélite, produção de insumos biológicos, centrais de atendimento emergenciais e auxílio aos indicadores de sustentabilidade.

Os compromissos públicos assumidos pela Raízen estão atrelados a 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e serão os pilares que irão direcionar as estratégias e as ações da companhia. A expectativa é que as startups escolhidas possam contribuir para uma jornada de boas práticas e atividades em campo.

As startups foram selecionadas de acordo com os desafios propostos pelo edital nas seguintes dimensões:

• Mudanças Climáticas e Transição Energética: Green Fuel, de São Paulo – atua com sistema de eficiência energética para motores automotivos movidos a diesel;
• Uso da Terra: Sardrones, de Campinas/SP – tem solução para liberação de agentes biológicos via drones para controle de pragas; Terra Magna, de Ribeirão Preto/SP – trabalha com monitoramento via satélite, análise por inteligência artificial e cruzamento de dados;
• Cana-de-açúcar sustentável: EOS Crop Monitoring, da Califórnia/EUA – atua com análise de imagens via satélite de alta qualidade para geração de mapas com índice de vegetação do solo, índice de cobertura vegetal, dados climáticos, controle da umidade do solo, etc.; Solubio, de Gurupi/TO – conta com solução para produção de insumos biológicos no campo em larga escala;
• Ética e Compliance Socioambiental: HTS, de Belo Horizonte/MG – atua com uma plataforma SaaS para indicadores de sustentabilidade, tomada de decisão e certificações internacionais;
• Direitos Humanos: Nearbee, de Campinas/SP – desenvolve aplicativos para situações emergenciais, tais como: primeiros socorros, situações de assédio e monitoramento de prevenção para a Covid-19.

De acordo com Ricardo Campo, coordenador de inovação da Raízen e gestor do Pulse, o movimento faz parte da estratégia de impulsionar o ecossistema de inovação pensando nos desafios do futuro. “Nosso papel como hub é de gerar conexões com o ecossistema de inovação, mas também de trazer soluções de impacto para a Raízen e para o setor em que estamos inseridos. Promover o desenvolvimento sustentável e apoiar startups que estão focadas nessa frente é algo que trará benefícios para toda a cadeia produtiva”, conclui Campo.

Já para o gerente de Sustentabilidade da Raízen, André Valente, está será uma oportunidade de escalar soluções cada vez mais inovadoras e sustentáveis para o negócio e para toda a sociedade. “Nós temos clareza de que, para atingir nossos compromissos e solidificar a estratégia de sustentabilidade da Raízen, precisamos ir além das intenções. Foi isso que nos motivou a lançar o edital. Tínhamos segurança de que o ambiente da inovação socioambiental era fértil, e confirmamos isso com o grande volume de ótimas soluções que apareceram. Se viabilizarmos essas ideias, o impacto positivo vai muito além dos compromissos somente da Raízen, é um valor gerado para a sociedade”, afirma.

Atualmente, o Pulse já colabora diretamente com o desenvolvimento de um grupo de mais de 38 startups parceiras e, nos últimos anos, possibilitou que mais de 54 projetos pilotos fossem testados dentro da Raízen. Com sede no Agtech Valley, o Vale do Silício Piracicaba (SP), o hub apoia empresas em diversos estágios de desenvolvimento e, respeitando as regras de isolamento social em decorrência da pandemia de COVID-19, vem desenvolvendo interações com empresas, universidades, executivos e investidores de maneira remota. O edital da companhia contou com apoio institucional da Endeavor, SP Ventures, Thought for Food e Abstartups.

Neo Acelera da Neo Química investe R$150 mil em negócio social focado na longevidade

A Neo Acelera, aceleradora de impacto social da Neo Química, acaba de escolher o negócio que receberá investimento de R$ 150 mil da marca em sua segunda edição: a startup ISGAME (International School of Game), de São Paulo, fundada em 2014 atua no desenvolvimento de games para o público maduro. Ao todo, seis negócios sociais de diversos estados do país participaram do processo de aceleração por três meses.

Eles foram escolhidos entre 441 negócios inscritos no programa, que está em sua segunda edição e foi desenvolvido em parceria com a unidade de inovação corporativa da Yunus Negócios Sociais, com apoio da Pipe.Social e da consultoria Hype60+. Em agosto de 2015, a ISGAME iniciou a primeira turma 60+ do curso de desenvolvimento de games. Nos seus dois primeiros anos de mercado, a companhia se aprofundou em estudos científicos – sendo aprovada no projeto PIPE Fapesp (2016), sobre como os games estimulam a cognição e podem retardar a evolução do declínio cognitivo em idosos. A International School of Game ensina desenvolvimento de games para o público maduro, com uma metodologia focada em melhorar o raciocínio lógico, planejamento, criatividade e socialização.

Em 2018, a ISGAME criou o aplicativo Cérebro Ativo, com apoio do programa PIPE fase 2, da Fapesp, com o objetivo de expansão do negócio. Para conseguir atender os maduros de todas as classes sociais e escalonar o projeto, a startup precisou utilizar, além de computadores portáteis, os smartphones – ferramentas mais acessíveis e que a maioria dos maduros já tinha. Em 2020, iniciou uma parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo para apoio aos mais velhos em isolamento social.

O projeto ensina e disponibiliza o Cérebro Ativo para atividades físicas, mentais e sociais e já conta com mais de 200 idosos na iniciativa para familiarização de tecnologias digitais.
Hoje, o negócio atua principalmente no estado de São Paulo – na capital, em Jundiaí, em Guarulhos e em Santos -, e no Rio de Janeiro, em Ipanema. Em breve, iniciará atendimento em Belo Horizonte (MG). O aplicativo da startup está disponível para download gratuito na App Store e Google Play.

“Estamos muito felizes com a conquista. É muito importante observar negócios sociais focados na longevidade ganhando espaço no mercado. Vamos utilizar o aprendizado conquistado durante a aceleração e o aporte para poder levar nosso projeto para um público cada vez maior”, conta o fundador e CEO Fábio Ota.

“Essa conquista é resultado de um trabalho construído ao longo de cinco anos com grande embasamento técnico-científico das áreas de saúde e tecnologia que chega ao mercado trazendo grande impacto social, com objetivo principal de ajudar na saúde mental do público maduro”, explica Carla Oda, pesquisadora principal da ISGAME.

Ana Biguilin, diretora geral da unidade de negócios Neo Química, afirma que a companhia concluiu uma etapa, mas o processo não acabou. “Continuaremos acompanhando a startup por mais um ano, para que possam desenvolver ainda mais o seu modelo de negócio e alcançar o impacto desejado. Acreditamos no potencial da ISGAME de inovar e trazer soluções reais para os principais desafios enfrentados pelo público maduro”, diz.
Confira os negócios que participaram da edição 2020:
São Paulo (SP)
Mais Vívida: Plataforma que promove uma relação intergeracional, conectando jovens em busca de trabalho com propósito e maduros que necessitam de companhia em atividades diversas, estímulo cognitivo e inclusão digital.

Brasília (DF)
Divas Dance: Programa para mulheres 60+ praticarem exercícios físicos misturados a passos de dança de ritmos variados, promovendo saúde, inclusão e empoderamento. Formação de uma comunidade com atividades de socialização como encontros, passeios, cinema e viagens.

Acvida Cuidadores: Curso de formação de cuidadores com baixo custo, que pode ser realizado à distância pelo celular, com tecnologias simples. Possibilidade de estágio presencial e certificação para atuação profissional. Os cuidadores ganham exposição ao mercado por meio de uma plataforma e contratação ocorre diretamente pelo cliente.

Rio Grande do Norte (RN)
Sênior Geek: Comunidade, eventos, cursos e formações para inclusão digital do público 60+, desmistificando e aproximando-os da tecnologia, impactando diretamente sua independência, autonomia e autoestima.

Florianópolis (SC)
Dr. Pocket: Health Tech especializada em telemedicina, que integra serviços da área da saúde íntima masculina. Oferecem diagnóstico, avaliação, prescrição, monitoramento e logística de entrega de todos os produtos e serviços necessários para a gestão da saúde biopsicossocial, de forma fácil e privativa.

A era da autonomia: como a forma de trabalhar mudará ainda mais em 2021

Por Robson Campos, diretor de Produtos RH da TOTVS

Não é preciso repetir que o ano de 2020 trouxe mudanças profundas ao nosso comportamento e fez com que reinventássemos a forma como trabalhamos. Com tudo que vivemos, dificilmente iremos classificar o que virá a seguir como “totalmente atípico”. Ainda que ninguém saiba exatamente o que devemos esperar do próximo ano, alguns caminhos já estão sendo trilhados, baseados nos cenários que 2020 nos apresentou.

Uma das grandes evoluções para 2021 é a relação de confiança entre líder e colaborador, que foi totalmente revista e deixou de ser item essencial desde que a presença física no trabalho reduziu consideravelmente sua importância. E, por sorte, vimos que na maioria dos casos a confiança realmente cresceu, com inúmeros relatos de aumento de engajamento no trabalho remoto. Levando isso em consideração, acredito fortemente que estamos entrando numa nova era do trabalho que mudará para sempre a rotina de todos: a era da autonomia.

A entrada dessa nova era só é possível porque existem soluções tecnológicas que permitem uma autonomia em uma infinidade de processos, que não são apenas presentes na gestão das atividades diárias de cada trabalhador, mas em todo o processo que envolve a cadeia profissional. Por isso, listo abaixo as cinco principais formas às quais a tecnologia vai contribuir para o aumento da autonomia em 2021:

1) Participações em processos seletivos automatizados e mais inteligentes: autonomia também é a palavra mais adequada quando pensamos na tendência das aplicabilidades da tecnologia para a captação de talentos. Com uso de Inteligência Artificial, por exemplo, é possível que o recrutador identifique uma variedade de combinações que mostrem qual é o profissional adequado para cada posição da empresa. Processos seletivos mais inteligentes também são um ganho para o profissional que, por sua vez, pode usar a tecnologia para encontrar (e ser encontrado, claro) para a vaga que melhor lhe atenda, de acordo com suas competências e até mesmo fit com a cultura da organização.

2) Admissão digital: se deslocar até a empresa apenas para levar documentos dos processos de admissão é algo que, depois de 2020, ficará para trás. Já existem soluções que permitem que os colaboradores recém-contratados tenham autonomia para enviar suas documentações para a empresa de forma totalmente digital. Com uso de OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres), as informações dos documentos são digitalizadas e enviadas diretamente para o departamento de RH, evitando a digitação manual dos dados nos sistemas e a locomoção do novo colaborador até a empresa. É algo simples e que será indispensável a partir do próximo ano.

3) Autogestão do trabalho remoto: a realidade do trabalho remoto imposta abruptamente durante o período de isolamento social nos trouxe a necessidade da criação de uma nova rotina repleta de adaptações tecnológicas para garantir o funcionamento das empresas. Em 2021, a tendência é de uma evolução para modelos de trabalho mais flexíveis. Com isso, veremos cada vez mais os departamentos de RH implantando soluções como ponto eletrônico por reconhecimento facial e geolocalização, por exemplo. Além disso, já estamos vivenciando controles de produtividade e da área de folha de pagamento sendo feitos completamente de forma remota. A tendência é termos processos cada vez menos burocráticos e, por consequência, mais ágeis.

4) Avaliações de desempenho e gestão de metas: avaliar o desempenho de um colaborador de forma remota pode ser um desafio. Contudo, as empresas podem contar com soluções de tecnologia para avaliar o resultado individual de cada colaborador . Com isso, é possível avaliar a aderência aos comportamentos e competências desejados pela empresa e compará-los à entrega dos resultados de cada colaborador. Estas soluções também possibilitam identificar facilmente os talentos da empresa e aqueles profissionais que precisam de mais apoio para se desenvolver, além de ajudar a traçar planos de desenvolvimento individuais, que trabalham o autoconhecimento e ajudam o indivíduo a encontrar o seu propósito e bem estar.

5) Soluções de autodesenvolvimento profissional: investir em si mesmo nunca foi tão importante. Para os colaboradores que estão trabalhando remotamente ou de forma híbrida (parte presencial e parte a distância) isso se tornou essencial. Passamos a contar com mais treinamentos de pessoal sendo realizados de forma online. Mas a minha previsão é que, para o futuro próximo, ganhando tração em 2021, tão importante quanto a capacidade técnica (hard skills) será a sua capacidade de relacionamento humano, conhecido como soft skills ou human skills, como as mais recentes tendências preferem chamar. Hoje, já existem ferramentas que as empresas podem oferecer aos seus colaboradores para que eles desenvolvam esse tipo de habilidades de maneira autônoma, oferecendo um acervo que inclui curadoria de conteúdos que ajudam a direcionar as pessoas no mapeamento de como ela é percebida na empresa, assim como definir as formas como ela deseja ser reconhecida dentro da organização.

O ano de 2021 ainda é algo imprevisível, mas aprendemos lições em 2020 que vieram para ficar. Não podemos mais ser pegos de surpresa. Portanto, a hora é de se preparar para o que está por vir e ter em mente que a autonomia é algo a ser priorizado pelas companhias. É preciso sim ser otimista, mas estar tecnologicamente preparado é a chave para progredir.

Como tornar os negócios digitais resilientes em tempos de pandemias

Por Fernando Cirne, CEO da Locaweb


No cenário econômico atual, as vendas online mais que duplicaram por conta do isolamento social decorrente da pandemia. A presença digital nunca foi tão importante para tornar os negócios diferenciados e competitivos, alcançando proporções territoriais que as lojas físicas jamais poderiam conquistar sem um investimento robusto em publicidade e propaganda.

A aceleração na transformação digital das empresas, requer resiliência e solidez para manter os negócios online em alta no pós-pandemia. Por isso, é importante que os empreendedores busquem sempre se atualizar quanto às estratégias no e-commerce, inovação de produtos e cadeia logística, que não apenas atraiam os consumidores para suas lojas, mas também os engaje e fidelize-os com a marca, produtos e serviços ofertados.

A consolidação dos negócios requer planejamento estratégico, precificação acertada, estratégias digitais bem definidas, mas, acima disso, um estudo aprofundado do seu público-alvo para que as ações que envolvam as vendas online sejam direcionadas a eles.

Invista em canais digitais otimizados e que possam ser acessados de dispositivos móveis, faça uma boa descrição dos seus produtos e serviços, utilize fotos de qualidade, incentive a interação com o seu consumidor, responda às dúvidas deles e se mantenha disponível, que tudo isso ajudará você nos resultados de vendas e engajamento com a sua marca.

Outro ponto fundamental é marcar presença nas redes sociais, ter campanhas digitais bem otimizadas e se possível, fazer promoções.

Os novos hábitos de consumo no ambiente online trazem praticidade ao dia a dia das pessoas, pois você pode realizar compras e adquirir produtos e serviços na comodidade do seu lar.

Fernando Cirne é CEO da Locaweb, sendo responsável também pelas unidades de negócio da companhia. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo, com MBA pelo IBMEC. Desenvolveu parte de sua carreira na Editora Abril, onde começou como trainee e depois foi responsável pelo desenvolvimento da operação de Assinaturas na Internet, que já foi uma das grandes operações de e-commerce no brasil. Atuou também como Diretor de Marketing Direto em Assinaturas, onde além dos esforços de Internet gerenciou as áreas de Telemarketing Ativo e Marketing Direto Off Line. Ainda na Editora Abril atuou Diretor de e-Business, onde foi responsável pela distribuição de conteúdo digital e Database Marketing, atuando com um maiores bancos de dados e operação de BI do mercado. Na Locaweb, antes de assumir a Presidência atuou como CMO e Diretor Geral da Unidade Locaweb Varejo.


No cenário econômico atual, as vendas online mais que duplicaram por conta do isolamento social decorrente da pandemia. A presença digital nunca foi tão importante para tornar os negócios diferenciados e competitivos, alcançando proporções territoriais que as lojas físicas jamais poderiam conquistar sem um investimento robusto em publicidade e propaganda.

A aceleração na transformação digital das empresas, requer resiliência e solidez para manter os negócios online em alta no pós-pandemia. Por isso, é importante que os empreendedores busquem sempre se atualizar quanto às estratégias no e-commerce, inovação de produtos e cadeia logística, que não apenas atraiam os consumidores para suas lojas, mas também os engaje e fidelize-os com a marca, produtos e serviços ofertados.

A consolidação dos negócios requer planejamento estratégico, precificação acertada, estratégias digitais bem definidas, mas, acima disso, um estudo aprofundado do seu público-alvo para que as ações que envolvam as vendas online sejam direcionadas a eles.

Invista em canais digitais otimizados e que possam ser acessados de dispositivos móveis, faça uma boa descrição dos seus produtos e serviços, utilize fotos de qualidade, incentive a interação com o seu consumidor, responda às dúvidas deles e se mantenha disponível, que tudo isso ajudará você nos resultados de vendas e engajamento com a sua marca.

Outro ponto fundamental é marcar presença nas redes sociais, ter campanhas digitais bem otimizadas e se possível, fazer promoções.

Os novos hábitos de consumo no ambiente online trazem praticidade ao dia a dia das pessoas, pois você pode realizar compras e adquirir produtos e serviços na comodidade do seu lar.

Fernando Cirne é CEO da Locaweb, sendo responsável também pelas unidades de negócio da companhia. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo, com MBA pelo IBMEC. Desenvolveu parte de sua carreira na Editora Abril, onde começou como trainee e depois foi responsável pelo desenvolvimento da operação de Assinaturas na Internet, que já foi uma das grandes operações de e-commerce no brasil. Atuou também como Diretor de Marketing Direto em Assinaturas, onde além dos esforços de Internet gerenciou as áreas de Telemarketing Ativo e Marketing Direto Off Line. Ainda na Editora Abril atuou Diretor de e-Business, onde foi responsável pela distribuição de conteúdo digital e Database Marketing, atuando com um maiores bancos de dados e operação de BI do mercado. Na Locaweb, antes de assumir a Presidência atuou como CMO e Diretor Geral da Unidade Locaweb Varejo.

Insurtech Innovation Program inscreve universitários de todo o país para edição 2021 em formato digital

O Insurtech Innovation Program, iniciativa do IRB Brasil RE, MAG Seguros e PUC-Rio, chega à sua 4ª edição em formato totalmente digital. Pela primeira vez, o programa poderá contar com a participação de alunos de graduação de qualquer lugar do país. As inscrições estão abertas, e os interessados podem se candidatar até janeiro em https://insurtech.les.inf.puc-rio.br/. As aulas começam em março de 2021.

O programa tem como objetivo desenvolver alunos de graduação em conhecimentos de inovação e ferramentas tecnológicas como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e blockchain. A partir disso, o programa buscará fomentar soluções que possam contribuir com o mercado de seguros e resseguros nacional. O curso, com duração de um ano, terá a coordenação do Instituto de Gestão de Riscos Financeiros e Atuariais da PUC-Rio (IAPUC) e do Departamento de Informática da Universidade, além dos demais parceiros.

Durante o Insurtech Innovation Program, os alunos são divididos em grupo multidisciplinares para apresentar soluções de desafios de diferentes temas, como longevidade, relacionamento com cliente e novos produtos e seguros.

Ao todo, serão 21 vagas e o processo seletivo consiste em análise do formulário preenchido e dos materiais enviados, incluindo a criação de um vídeo, produção de uma linha do tempo sobre a vida pessoal e acadêmica e um descritivo sobre o candidato, além de entrevistas e dinâmicas individuais na segunda etapa. Nenhum pré-requisito é exigido. Interesse em tecnologia, busca por novos desafios e proatividade serão diferenciais durante a classificação. Todos os selecionados ganharão uma bolsa-estágio e é necessário que os estudantes tenham disponibilidade diária no período da tarde, porque as aulas acontecem das 14 às 18 horas de segunda a sexta-feira, com carga horária de 20 horas semanais.

Evento discute Marco Legal das Startups, que deve ajudar no fomento ao empreendedorismo e à inovação

Projeto de Lei tramita no Congresso; debate gratuito “Teias da Inovação”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações”, está com inscrições estão abertas

Dezembro, 2020 – O projeto Teias da Inovação MCTI encerra a sua agenda em 2020 nesta quinta-feira (17), em mais um evento gratuito on-line. Para se despedir da temporada, abre uma discussão em nível nacional com o tema “O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”. O encontro, o 15º virtual do projeto, debaterá como os ambientes regulatórios podem contribuir para o nascimento de inovações de impacto: criando um melhor universo para o fomento de negócios, simplificando a criação de startups e estimulando investimentos em inovação e geração de empregos. Qualquer pessoa interessada pode se inscrever pelo site: https://www.teiasdainovacao.com.br .

O Projeto de Lei Complementar que cria o Marco Legal das Startups está em trâmite no Congresso Nacional desde outubro. Segundo seu texto, o foco está em empresas cuja característica principal é a inovação aplicada aos seus respectivos modelos de negócios, produtos ou serviços. Caso seja aprovada, a proposta poderá: simplificar a criação de empresas inovadoras; estimular o investimento em inovação; fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação; facilitar a contratação de soluções inovadoras pelo Estado; e regularizar o ambiente regulatório experimental. O grande objetivo é fornecer subsídios para novos empreendimentos e também para que as empresas brasileiras sejam mais competitivas e inovadoras. Por consequência, melhorando a geração de renda e de emprego e a oferta de bens e serviços inovadores à sociedade de forma geral.

Segundo estudos da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), o Brasil tem, hoje, aproximadamente 13 mil startups. Deste total, 73,2% nunca receberam investimentos e mais da metade (50,5%) sentiu o maior impacto na venda e aquisição de clientes pela Covid-19.

O evento terá a participação de Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações). “A interação entre pessoas e organizações é um fator importante para incentivar inovação e novos negócios. Os debates trazem a experiência de grandes profissionais, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de inovação”, conta Alberto Paradisi, pesquisador principal e coordenador do projeto.

Entre os palestrantes estão:

Igor Nazareth


Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, faz parte da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Entre 2009 e 2018, atuou na Secretaria de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Foi Coordenador-Geral de Inovação, Diretor de Inovação e Propriedade Intelectual e Secretário de Inovação e Novos Negócios – Substituto. Em 2019, assumiu o cargo de Subsecretário de Inovação e Transformação Digital, do Ministério da Economia. É responsável por elaborar e supervisionar políticas públicas de inovação, empreendedorismo inovador, Indústria 4.0 e propriedade intelectual no âmbito do Ministério.

Maria Rita Spina Bueno


Diretora executiva da Anjos do Brasil e fundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo), atua com o desenvolvimento de startups e com a aproximação entre empreendedores e investidores anjo como meio de alavancar o potencial do mercado brasileiro de investimento e empreendedorismo de inovação. Sua atividade profissional sempre esteve ligada à gestão de empresas e de projetos, com foco em implementar soluções nas áreas financeira, de recursos humanos e operações. Graduada e Mestre em filosofia pela FFLCH-USP.

Vinícius Poit


Vinicius Poit é empreendedor e deputado federal (NOVO-SP), eleito com 207.118 votos em 2018. Atualmente, é vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados e relator do Marco de Startups. À frente da Coordenação da Bancada Paulista na Câmara e, mais recentemente, contemplado com o Selo Portal da Integridade, pelo IBRA. É considerado um dos principais parlamentares no Congresso Nacional, de acordo com a Arko Advice, o Congresso em Foco e o Ranking dos Políticos. Formado em Administração de Empresas pela EAESP – FGV, tem experiência no mercado financeiro e atuou na Poit Energia, empresa líder em soluções de infraestrutura elétrica na América Latina. É cofundador da startup Recruta Simples e sócio da Ibira Investimentos, focada em reestruturação de empresas e gestão temporária de negócios. Atua em mentoria de empreendedorismo de alto impacto. É um grande entusiasta de causas sociais, como o resgate de pessoas em situação de rua, promovido pela ONG Make Them Smile e também pela ARCAH, organização sem fins lucrativos da qual é embaixador. Tem como missão “fazer a diferença positiva na vida das pessoas em meio a um ambiente desafiador”.

Sobre o Teias


O Teias da Inovação é uma iniciativa do MCTI em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico) e o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), e tem o apoio da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras). Realizado em diferentes cidades do Brasil e agora também em âmbito nacional, o projeto tem como público-alvo startups, incubadores, empresários, empreendedores, estudantes, pesquisadores, cientistas, educadores e governos locais.

Entre os temas abordados estão transformação digital, empreendedorismo, tendências de futuro, novos modelos de negócios e pesquisa e desenvolvimento. “O programa promove uma aproximação entre o MCTI e as cidades brasileiras de médio porte, com grande potencial de se tornarem ecossistemas locais de inovação. Vamos aproveitar para divulgar programas e instrumentos de apoio à inovação e ao empreendedorismo inovador. Nosso foco é sempre auxiliar para que esses polos sejam pensados e implementados de forma sustentável”, afirma Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI.

Edições anteriores


Antes de ser reconfigurado para o momento da pandemia e do consequente isolamento social, o Teias da Inovação MCTI esteve presente nas cidades de Cuiabá (novembro/2019), Aracajú (janeiro/2020) e Vitória (março/2020). Foram debatidos, respectivamente, os temas: “Communities Meeting – Conectando Ecossistemas de Inovação”, “Perspectivas e Futuros para a Inovação em Sergipe” e “Make Together – Integrando o Ecossistema Capixaba de Inovação”.

Já on-line, o projeto teve 14 edições, tendo somado mais de mil inscrições e chegado a mais de 112 cidades brasileiras:

– Quatro de foco nacional (edições 1, 3, 5 e 8, em 04/06, 07/07, 06/08 e 09/09, respectivamente), com os temas, na ordem: “Os Possíveis Cenários de Inovação Para os Ecossistemas Brasileiros”; “Teias para Startups: Financiamento, Investimento e Fomento à Inovação Durante e Pós-Pandemia”; “Academia e Indústria: Investimento e Relacionamento Para a Inovação Durante e Pós-pandemia”; e “Organização, funcionamento e replanejamento dos ecossistemas brasileiros de inovação para competitividade global”.

– Dez edições de foco regional (2, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13 e 14). As cidades e temas abordados foram na seguinte ordem:

• 18/06 – Caxias do Sul-RS – “Instrumentos de Fomento e Incentivo à Inovação e Empreendedorismo”;
• 21/07 – Juazeiro do Norte-CE – “Cidades Inteligentes: Conexões e Transformações para o Futuro”;
• 18/08 – Macapá-AP – “Integração e desenvolvimento do ecossistema regional de inovação de Macapá”;
• 25/08 – Jaraguá do Sul-SC – “Vocação Local: Inovação com foco em Energias Renováveis, Tração e Mobilidade Elétrica”;
• 24/09 – Boa Vista-RR – “Inovação na prática: desenvolvimento de atores regionais”;
• 08/10 – São Luís-MA – “Vocação Regional: Organização do Ecossistema Maranhense para Inovação Aeroespacial”;
• 22/10 – Goiânia-GO – “Tendências de futuro para Goiás: educação e mercado”;
• 05/11 – Londrina-PR – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”;
• 19/11 – Maceió-AL – “O empreendedorismo e inovação: o impulsionamento para o sucesso dos negócios”.
• 03/12 – Angra dos Reis-RJ – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”.


“O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”


Data: 17 de dezembro, quinta-feira
Horário: das 16h às 17h30
Inscrições: https://www.teiasdainovacao.com.br/
Programação:
16h00 – Boas-vindas com Paulo Alvim
16h15 – Ponto de Vista com Vinícius Poit
16h20 – Ponto de Vista com Maria Rita Spina Bueno
16h25 – Ponto de Vista com Igor Nazareth
16h30 – Debate + Quiz
17h05 – Perguntas do público
17h25 – Encerramento

Locaweb anuncia a compra do Ideris, plataforma de integrações em marketplaces

A Locaweb anuncia aquisição do Ideris , maior plataforma de tecnologia de integração multicanal do Brasil e com isso reforça o que já é o mais completo ecossistema de Ecommerce do mercado.

O Ideris, fundado em 2017 em Curitiba, oferece uma completa plataforma de integração multicanal para operações de varejo, permitindo aos varejistas operarem em diversos canais no modelo de integração direta em marketplaces ou por meio do Store in Store.

No modelo de integração direta, o varejista depende de negociação individual com cada marketplace. Já no Store in Store, os clientes iniciam suas vendas de forma acelerada sem depender de negociações individuais com cada player, participando da loja Ideris, que funciona como uma grande loja de departamentos com milhares de itens listados dentro dos maiores marketplaces do Brasil.

A plataforma oferecida pelo Ideris proporciona aos seus clientes soluções para o controle de sua logística interna, unificando a gestão do estoque em todos os seus canais de venda e possibilitando gestão completa de sua operação, de maneira prática e rápida.

Com essa transação, a Locaweb que já tem o mais completo ecossistema de soluções para E-commerce, contando com plataforma de lojas virtuais, soluções de pagamentos, recorrência e mais de 328 integrações amplia esse leque e se consolida como a melhor opção para digitalizar o varejista brasileiro.

“Estamos animados com mais esse importante movimento de M&A, que reforça o nosso compromisso com os acionistas de fazer aquisições que complementem nosso portfólio de soluções e que atendam os requisitos de recorrência, qualidade do produto, retenção dos fundadores e principalmente grande potencial de geração de valor com a nossa base de clientes.” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

“Com essa aquisição entraremos em 2021 preparados e com portfólio mais completo para oferecer aos nossos clientes e mercado as melhores soluções para que eles consigam crescer e prosperar por meio da tecnologia.” completa Cirne.

O Ideris foi criado com foco na otimização e escalabilidade de operações de e-commerces que atuam em multicanalidade. A plataforma foi construída para resolver as dores dos fundadores, que tinham uma loja online e enfrentavam inúmeras dificuldades com as soluções de mercado.

Em pouco tempo, já se tornou a maior plataforma de tecnologia de integração multicanal do Brasil, com mais de 25 integrações ativas, incluindo em marketplaces como Mercado Livre, Magazine Luiza, B2W, Amazon, dentre outros.

“O Ideris vem se destacando desde a sua fundação, tendo um time extremamente capacitado e alta entrega de valor em suas conexões com marketplaces e na solução Store in Store, que possui grande potencial de crescimento. Assim como nós, o Ideris também tem os mais altos níveis de certificação de suas integrações e isso foi determinante para a aquisição”, afirma Willians Marques, Diretor Geral da Locaweb Commerce, responsável por todas as unidades de soluções para e-commerce da Locaweb.

Assim como a Locaweb, o Ideris também vem apresentando forte crescimento em 2020. Os números impressionam! Somente no terceiro trimestre, o Ideris processou quase 15 milhões de pedidos totalizando um GMV de R﹩ 2,1 bilhões. Somado à operação de Commerce da Locaweb o GMV consolidado atinge R﹩ 4 bilhões neste período.

Vale destacar que recentemente o Ideris adquiriu a Becommerce com uma importante base de clientes. Isso aumentou o GMV da companhia, além de ampliar o portfólio de produtos e as opções de integração.

“O Ideris vem apresentando forte crescimento desde a sua fundação e decidimos que era o momento de dar um passo além. Escolhemos a Locaweb pelo grande potencial de aceleração dos nossos planos utilizando o ecossistema de Ecommerce deles e todo o suporte que o grupo pode proporcionar.”, afirma Alessandro Silveira, cofundador e CEO da Ideris.

A cultura de valores da Locaweb e o cuidado com as pessoas é muito próximo do que praticamos no Ideris e que acreditamos ser importante para se construir uma empresa e equipe de sucesso, sendo esse mais um fator preponderante na hora da decisão.” Complementa Alessandro Silveira

Na transação, a Locaweb adquire 100% do Ideris por R﹩ 18,3 milhões. Os empreendedores ainda poderão ter direito a receber earnout, que está vinculado ao atingimento de metas estipuladas pelo grupo.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outras aquisições, os sócios fundadores do Ideris, Alessandro Ribeiro Silveira (CEO), Edilson Rafael da Silva (CTO), Giovani Girotto (COO) e Valeria Abreu Andrzejewski (CHRO), permanecerão na operação e manterão o time de colaboradores. Também juntarão forças com todas as demais unidades de negócios que oferecem soluções para e-commerce da Locaweb.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou seis aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui mais de 1,5 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 19 mil desenvolvedores parceiros. Com 22 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos bem como de aquisições.

Kraft Heinz anuncia novo presidente no Brasil e expande crescimento na América Latina

Kraft Heinz, a gigante alimentícia detentora das marcas Heinz, Quero e Kraft no Brasil, anuncia mudanças em sua liderança. Fernando Rosa, atual Vice-Presidente Comercial, assumirá a Presidência a partir de 01 de janeiro de 2021.

A posição era exercida por Pedro Navio, que em 2019 assumiu também a posição de Presidente América Latina, à qual se dedicará com exclusividade a partir de 2021. O Brasil continua sendo o mercado mais relevante da região e servirá de modelo para operações como México, Chile e Colômbia, mercados com forte potencial de crescimento.

A companhia passou nos últimos anos por uma grande transformação no modelo de negócios do país, o que rendeu resultados expressivos de participação de mercado e de expansão de margem. A evolução colocou o Brasil na posição de mercado prioritário para a Kraft Heinz no mundo, sendo destino de investimentos significativos em capacidade produtiva, com uma nova fábrica em Goiás, estruturação do food service e campanhas de marketing.

A nomeação de Fernando Rosa como sucessor da cadeira no Brasil visa a dar continuidade à agenda de crescimento no país. Rosa foi responsável pela mudança profunda no modelo de atendimento ao mercado e redesenho da estratégia de canais, consolidando liderança em 3 das 4 principais categorias em que a companhia atua no Brasil.

“O desafio de liderar a operação brasileira da Kraft Heinz é imenso, assim como a minha satisfação pelo momento de transformação que estamos vivendo na companhia. Alcançamos índices históricos de crescimento e temos uma enorme ambição pela frente, com grande foco nas marcas, na gestão de todos os canais de vendas – especialmente em food service – e, principalmente, no desenvolvimento das nossas pessoas”, comenta o novo presidente.

Equipe da Universidade Federal de Santa Catarina vence competição global da Shell

A Shell anunciou hoje que a equipe E3 UFSC, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi a campeã da competição Pitch The Future. Promovido mundialmente pela Shell, o evento é dividido em diferentes fases e reúne estudantes de todo o mundo na tarefa de solucionar desafios energéticos reais, ampliando e adaptando suas habilidades nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês). O campeonato faz parte de uma Liga Virtual que a Shell incluiu na programação da Shell Eco-marathon deste ano.

A equipe catarinense, que inclui alunos de diversas disciplinas, venceu o desafio “Reduzindo as Emissões de CO2 em Casa”, apoiado pela Shell Energy. Para este desafio, a E3 desenvolveu um conceito inovador que ajuda a reduzir as emissões de CO2 em casa, sem comprometer o conforto e a conveniência. A equipe apresentou sua proposta a um painel de especialistas da indústria.

“Parabenizamos a E3 UFSC pela vitória em uma das categorias da primeira competiçãoPitch the Future. Estes estudantes trouxeram muita energia, pensamento inovador e criatividade para esta competição, e os jurados ficaram extremamente impressionados com suas ideias,” afirma Norman Koch, gerente geral Global da Shell Eco-Marathon. Ele acrescenta: “Estou orgulhoso de todos que se envolveram no Pitch the Future.Nossa equipe da Shell trabalhou sem descanso para garantir que a competição fosse realizada dentro do ‘novo normal’, de modo a permitir que os estudantes de todo o mundo aplicassem suas habilidades nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática e demonstrassem sua paixão para resolver alguns dos mais urgentes desafios energéticos do mundo.”

Um resumo do projeto da equipe E3 USFC pode ser acessado neste link.

Mais de 130 equipes da Ásia, Europa e Américas se inscreveram para um ou mais desafios do Pitch the Future. Um total de 13 times foi selecionado para avançar para as finais em quatro categorias, com três finalistas em cada categoria e uma seleção extra para a melhor equipe estreante no desafio de mobilidade elétrica. Além das categorias “Reduzindo as Emissões de CO2 em Casa”, “Reduzindo as Emissões de CO2 no Transporte Rodoviário de Cargas” e “Veículos Elétricos e Viagens de Longa Distância”, os desafios também incluíram o tema “Rastreando e Reduzindo as Emissões de CO2 de Veículos”, com a Microsoft. A Shell também fez parceria com a Adobe para oferecer aos participantes acesso à Adobe Creative Cloud por seis meses. Além disso, a empresa reuniu o time do seu programa NXplorers para a realização de webinars para ajudar os estudantes a pensarem nas melhores práticas para resolução de problemas.

5G como forma de agregar valor para os negócios

Por Márcio Kanamaru

Embora líderes das maiores empresas de telecomunicações, mídia e tecnologia do mundo estejam entusiasmados com as oportunidades que o 5G apresenta, eles estão preocupados com os custos para construir as novas redes e o retorno sobre estes investimentos. Apesar do fato de que os consumidores provavelmente pagarão mais por uma conexão 5G, há um acordo de que esse aumento não cobrirá o investimento nem compensará as redes. O entusiasmo e a expectativa em torno do notável potencial do 5G para consumidores e estilos de vida são empolgantes, mas, na realidade, os maiores benefícios do 5G provavelmente surgirão no mercado corporativo.

Infelizmente, apesar dos vastos recursos do 5G para transformar tudo, desde comunicações à manufatura, saúde, varejo e muito mais, uma peça-chave deste cenário 5G ainda está faltando. A visão necessária para compreender e alinhar estrategicamente os benefícios do 5G com os modelos de negócios atuais e futuros é um desafio para a maioria das empresas. Questões sobre o retorno de iniciativas 5G de bilhões de dólares são o principal assunto, especialmente, porque nenhuma indústria ainda não empunhou a bandeira para dar vida ao 5G.
A realidade é que elas não obterão retornos adequados apenas dos consumidores. Ao mesmo tempo, a maior parte do novo valor gerado por meio do 5G irá para as plataformas de serviço em vez das empresas de telecomunicações que emitem as contas. Para pagar as contas, as divisões empresariais precisarão criar fluxos de receita lucrativos, sabendo que os clientes corporativos irão investir para melhorar drasticamente a produtividade e a segurança.

O 5G tem cinco recursos principais que gerarão valor ao redefinir drasticamente ou criar modelos de negócios – capacidade, confiabilidade, latência, largura de banda e eficiência – que irão proporcionar recursos transformacionais. Vejo a necessidade de as empresas de telecomunicações irem além desses fatores. Com uma melhor compreensão do que, por quê, quando e como o 5G trará benefícios tangíveis para os clientes empresariais, as empresas de telecomunicação podem desenvolver estratégias embasadas para o futuro.

Nesse sentido, podemos elencar os seis componentes do DNA empresarial do 5G que agregarão valor para os negócios. Eles são os resultados comerciais que podem ser gerados pelo 5G e, entre eles, estão os seguintes: tomada de decisão aprimorada por máquina; meio ambiente; visualização; automação ágil; maior eficiência e conexões confiáveis.

Sabemos que o Brasil ainda terá um longo caminho para a chegada do 5G. Recentemente, foi apresentada uma nova data tentativa para realização do leilão do espectro para o segundo semestre do próximo ano, devido aos desafios a respeito da limpeza da frequência utilizada pela tevê via satélite na faixa de 3,5 GHz que poderá impactar 15 satélites, entre outras demandas do setor para a viabilização do 5G no país. Mas, todos estão confiantes e, tanto sociedade civil quanto governo têm se mostrado diligentes em encontrar caminhos para que esta tecnologia tenha um impacto positivo nos próximos anos.

Obviamente que não será uma questão de acionar o botão 5G e ver um novo mundo emergir. Haverá implementações iniciais em áreas menores, o que chamamos de estilo de campus ou redes privadas. Essas redes 5G menores resolverão problemas empresariais e fornecerão inovações em setores centralizados, por exemplo, um ambiente de manufatura inteligente localizado.

Depois disso, conforme as redes 5G se tornem publicamente acessíveis, veremos o crescimento do uso nas cidades, permitindo que vários setores descentralizados gerem valor, incluindo área da saúde e serviços financeiros junto com mobilidade, entretenimento ao vivo e muito mais. Além desse período, podemos esperar o surgimento do uso sem precedentes dessa tecnologia que ainda não podemos prever.

Márcio Kanamaru, sócio de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil

Inteligência Artificial: entenda como ela é capaz de humanizar a medicina

Por Marcelo Fanganiello, diretor da GetConnect , divisão de Telemedicina, Integração e Conectividade da OxySystem

Hoje vou falar sobre a capacidade da inteligência artificial (IA) – ou, mais especificamente da inteligência aumentada, se pensarmos que ela funciona como uma espécie de extensão de nossa própria inteligência – em humanizar a medicina. Sabemos que o futuro das ciências médicas é indissociável a este recurso. Isso é algo muito positivo: a inteligência artificial e a aumentada possibilitam que o médico tenha autonomia para exercer a sua função, com os melhores recursos à sua disposição, oferecendo uma maior qualidade no atendimento.

Além disso, a IA chega para facilitar a vida do profissional de saúde, que não tem como saber tudo e nem é capaz de absorver o grande volume de mudanças em termos de estudos, tipos de tratamento, novos protocolos, doenças, etc que acontecem em uma velocidade tão rápida. É muita coisa! Nenhum ser humano consegue acompanhar isso. É esse o papel da tecnologia: complementar e ampliar as capacidades do médico.

Mas de que tipo de tecnologia estamos falando? Exemplifico. Há, no mercado, plataformas de gestão em telemedicina cuja regularização veio no momento certo: surto da pandemia. Estamos falando de uma tecnologia que viabilizou o atendimento médico e consultas à distância em um momento de imprescindível distanciamento social, em que a vida de todos dependia (e ainda depende) disso. Não poderia ser mais providencial: a tecnologia veio para somar e trazer inúmeros benefícios a todos.

Praticidade, rapidez e segurança: é isso que a telemedicina oferece para paciente e para o médico. Mas, como uma solução dessas demorou tanto tempo para ser incorporada?

Por alguns motivos. Primeiro: embora houvesse uma demanda há muito tempo por esse tipo de serviço, sua “real aplicação” ainda era discutida por parte dos profissionais de saúde, logo, não havia uma tendência de modificação desse cenário; segundo: profissionais de saúde tinham uma percepção de que a telemedicina iria substituí-los, e não aumentar sua produtividade ou aumentar sua capilaridade em relação a atendimento e procedimentos. Ainda bem que isso tudo mudou.

Outro exemplo de tecnologia a serviço de médico e paciente são módulos de inteligência artificial capazes de auxiliar no aumento da precisão do diagnóstico, trazendo agilidade, aprimorando a segurança do paciente e colocando-o no centro do cuidado. Existem determinados tipos de algorítmos que guiam o médico no momento da consulta, trazendo insights dos caminhos a seguir no processo de conclusão de diagnóstico; outros são capazes de analisar resultados de exames laboratoriais com grande assertividade.

Haja vista tudo isso, podemos dizer que as tecnologias atuam em prol de aproximar médico e paciente, humanizando o atendimento, seja ele presencial ou à distância; elas criam a oportunidade de se ter um trabalho mais próximo e assertivo junto aos pacientes e permitem que o profissional de saúde ganhe tempo no atendimento, podendo dar mais atenção à relação interpessoal. Todos saem ganhando.

Robô colaborativo para implante de prótese de joelho está disponível para pacientes no Brasil

O Brasil é um dos primeiros países da América Latina a oferecer aos pacientes o acesso a um inovador sistema de robótica para uso em cirurgia de implante de prótese de joelho. O ROSA Knee System foi desenvolvido pela Zimmer Biomet, empresa multinacional americana e líder global em saúde musculoesquelética. O ROSA Knee é composto por uma plataforma robótica, com ferramentas de planejamento pré-operatório 3D e dados intra-operatórios em tempo real sobre tecidos moles e anatomia óssea, projetada para facilitar a precisão do corte ósseo e análise de amplitude de movimento. A tecnologia e seu uso foram recentemente aprovados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O ROSA Knee foi projetado para ajudar os cirurgiões a otimizarem a precisão e a eficiência do planejamento e execução de uma cirurgia de substituição total do joelho. Estudos recentes nos Estados Unidos mostram que um em cada quatro pacientes não está completamente satisfeito com seu novo joelho. O ROSA Knee auxilia o cirurgião no posicionamento adequado do implante com a anatomia específica do paciente em mente.

“Estamos entusiasmados com o lançamento do ROSA Knee, que reúne a tecnologia robótica da Zimmer Biomet com nossos implantes de joelho, líderes do setor, para ajudar os cirurgiões a personalizar procedimentos cirúrgicos para seus pacientes. A Zimmer Biomet tem o compromisso de liderar a indústria ao trazer soluções diferenciadas e holísticas para o mercado, que atendam às necessidades de nossos clientes e pacientes “, declara Eduardo Uribe, vice-presidente e gerente geral da América Latina.

“A cirurgia de joelho bem-sucedida depende da habilidade do cirurgião, da qualidade da prótese, da qualificação e preparo do hospital e dos instrumentais que serão utilizados. O ROSA Knee permite a eficiência de instrumentos e processos, o que reflete diretamente na recuperação da mobilidade e da qualidade de vida do paciente”, ressalta Dr. Marco Demange, ortopedista especialista em cirurgia de joelho e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Donus ajuda a digitalizar bares e restaurantes

Mesmo em uma sociedade extremamente moderna e tecnológica como a nossa, na qual existem pagamentos por aproximação e transferências instantâneas, a digitalização ainda é um fator inexistente para muitos. O número de empreendedores no país ultrapassa os 10 milhões e, ainda assim, mais de 30% dos pequenos varejistas brasileiros ainda não possuem conta em banco e outros 40% não têm cartões de crédito ou débito, segundo estudo da AB InBev.

Foi pensando em ajudar esse público que a Donus – plataforma de serviços financeiros da Ambev – desenvolveu soluções 100% digitais que promovem facilidade, segurança e integração para esses donos de bares e restaurantes. Com isso, é possível que o varejista acompanhe o pagamento dos clientes direto pelo aplicativo e use o saldo disponível para pagar contas ou fazer transferências.

Como conta Mauro Bizatto, CEO da Donus, o objetivo da startup é dar autonomia ao dono do bar e ajudá-lo a mudar sua realidade como profissional. “São milhares de pessoas que vivem desses empreendimentos e que podem ter suas vidas facilitadas por uma empresa que já entende seu negócio e oferece um pacote financeiro justo”, explica.


A Donus foi criada dentro da Z-Tech, o hub de tecnologia e inovação da Ambev no Brasil e da AB InBev no mundo, que também criou a Menu – marketplace de alimentos e bebidas e produtos de limpeza que funciona como uma espécie de atacado virtual. Além de oferecer uma conta digital sem taxas, o aplicativo disponibiliza o dinheiro da transação feita pela maquininha Donus em até 1 dia.