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Bayer anuncia nova liderança para a divisão agrícola no Brasil

Bayer anuncia mudanças em seu quadro de gestão da divisão agrícola no Brasil. Dessa forma, Gerhard Bohne, que atuava há 34 anos na empresa, deixa a liderança da divisão agrícola, encerrando um importante ciclo de intensa participação e protagonismo no agronegócio brasileiro. Ele permanecerá na empresa, pelos próximos meses, conduzindo o processo de transição.

A executiva Malu Nachreiner assume de forma imediata o cargo de Líder da Divisão Crop Science da Bayer no Brasil. Até o momento, ela estava à frente da área de Marketing na divisão para a América Latina. Malu é agrônoma, com mais de 15 anos de atuação na empresa, e já ocupou posições de liderança nas áreas de Vendas, Operações Comerciais e Marketing.

Outras mudanças também foram anunciadas com o objetivo de fortalecer a estrutura comercial de Crop Science, a fim de acelerar a tomada de decisões e intensificar o foco no cliente, visando contribuir para a permanência da Bayer na vanguarda da transformação digital para uma agricultura sustentável na América Latina.

Portanto, Mateus Barros, atualmente Líder da Climate LATAM, assume a liderança da recém-criada área: Digital & New Business Models LATAM. Essa nova função inclui atividades nas áreas de novos modelos de negócios como Carbono e OBP (Outcome Based Price), Ventures & Open Innovation, Small holders, Data Powerhouse, incluindo também a responsabilidade pelo negócio da Climate.

Para a liderança da Climate LATAM: Abdalah Novaes, atualmente responsável por Acesso ao Mercado na área de Marketing de Clientes Brasil. Luis Offa, atualmente líder da área de Estratégia Regional de Negócios, assume também a área de Marketing LATAM.

Banco Safra abre 20 vagas para profissionais de tecnologia

O Banco Safra está com 20 vagas abertas para o Technee, programa voltado a profissionais de tecnologia que buscam impulsionar sua carreira. Serão 36 meses focados no desenvolvimento de jovens talentos que vão ampliar ainda mais os projetos de tecnologia e negócios do banco. As inscrições vão até 18 de agosto de forma online: http://technee.across.jobs/.

Os profissionais que participarem do programa terão uma formação técnica com um parceiro educacional e também formação interna, com passagem pelas principais áreas de Tecnologia de um dos maiores bancos do país. Eles ainda terão acompanhamento de carreira feito por especialistas do Safra e tutoria com executivos do banco.

Além disso, os profissionais contratados vão contar com uma avaliação de performance e remuneração diferenciadas dentro de seu plano de carreira, participação nos lucros e resultados, plano de saúde e odontológico, gympass e outros benefícios.

Para se candidatar, é necessário ter experiência comprovada de ao menos três anos na área e já ser formado ou estar no último ano do curso, com disponibilidade para trabalhar em período integral a partir de outubro. As vagas são para São Paulo e voltadas às áreas de Desenvolvimento, Governança, Big Data e Analytics e Segurança da Informação.

Após a inscrição, os interessados vão passar por outras quatro etapas de seleção: testes online, entrevistas, hackathon e, por fim, entrevistas individuais. O início do programa com os selecionados será no dia 19 de outubro.

Estudo global identifica que 63% dos consumidores irão olhar o comportamento de uma empresa durante a Covid-19 antes de comprar seu produto

Em meio a tantas transformações, 80% dos consumidores revelaram que a pandemia mudou a forma como veem o mundo. O que ele compra e a forma como ele vê as marcas também está diferente: 63% deles irão olhar o comportamento de uma empresa durante a Covid-19 antes de comprar seu produto e 62% dizem que os produtos e serviços que antes pensavam que eram importantes não são mais.

Essas constatações fazem parte do estudo “Covid-19 Mindset: A colisão de questões – Segunda Onda”, produzido pela FleishmanHillard, por meio de sua área de pesquisa True Global Intelligence. O levantamento foi realizado em sete países (Estados Unidos, Reino Unido, China, Coreia do Sul, Itália, Alemanha e Canadá), entre 8 e 19 de junho.

“As marcas mais do que nunca precisam ser autênticas e vivenciarem os seus valores. Mostrar comprometimento em fazer o certo com compaixão, colocando as pessoas em primeiro lugar e demonstrando paciência e empatia enquanto os consumidores procuram recuperar seu próprio senso de controle, deverá ser o caminho a ser seguido pelas marcas que quiserem conquistar os consumidores”, explica Alessandro Martineli, diretor geral da FleishmanHillard Brasil.

Consumidores e funcionários vão exigir que os líderes da empresa usem a pandemia para repensar mais do que apenas expectativas financeiras e desafios imediatos, será necessário haver uma nova conversa, baseada em valores. Nesse sentido: responsabilidade compartilhada (58%), sacrifício compartilhado (58%) e valores compartilhados (46%) deverão ser as diretrizes para as empresas se posicionarem e resolver questões sociais.

O estudo também avaliou o sentimento das pessoas em relação ao cenário atual. O medo de que as restrições sejam reduzidas muito rapidamente e possam causar um aumento na taxa de infecção está presente em 71% dos participantes. Além disso, 56% veem as pessoas ao seu redor como mais perigosas do que antes (dado versus a primeira pesquisa realizada em abril 26%).

A expectativa de quando tudo voltará é de 50% dos entrevistados, em comparação ao mesmo estudo realizado em abril, o número dobrou. O tempo em que a vida levará a ser normalizada aumentou para 7 meses e meio, contra 4 meses e meio do primeiro levantamento.

Quando questionados sobre as expectativas de melhora, piora ou permanecer igual de oito diferentes situações como saúde, emprego e relacionamento, apenas 23% dos entrevistados acreditam que sua qualidade de vida geral será melhor nos próximos seis meses. Relacionamento com família e a amigos é o item com maior otimismo de melhora entre os entrevistados, com 29%. Situação financeira é o ponto em que os consumidores estão mais pessimistas, 34% acreditarem em uma piora.

“É interessante observar que o estudo foi realizado em sua grande parte em países em que as restrições estão mais brandas e os casos de certa forma controlados, e mesmo assim, as pessoas não se sentem seguras e nem estão otimistas em retomar rotinas como tínhamos antes”, diz Alessandro.

O estudo completo pode ser baixado por este link http://bit.ly/33Js1Er

Accenture anuncia aquisição da empresa brasileira Organize Cloud Labs

A Accenture (NYSE: ACN) anuncia a aquisição da Organize Cloud Labs, primeira empresa parceira na categoria Elite da ServiceNow na América Latina. A operação fortalece a ampla gama de ofertas de tecnologia da Accenture, além do profundo conhecimento em estratégia, migração, implementação e gerenciamento de cloud .

Juntas, a Accenture e a Organize Cloud Labs oferecem aos clientes acesso à mais ampla experiência no mercado local para promover inovação e transformação dos processos e das infraestruturas existentes. Com isso, as empresas encontram respostas às necessidades do usuário final no processo de sua transformação digital. A Organize Cloud Labs reúne um dos maiores números de certificações na plataforma ServiceNow na região. Esses profissionais se unem agora à prática global ServiceNow da Accenture.

“Esta aquisição aumenta nossa liderança na América Latina e fortalece a Accenture como líder global do ecossistema de ServiceNow”, comenta Leonardo Framil, presidente da Accenture para o Brasil e América Latina. “A Organize Cloud Labs acelera nossa estratégia de crescimento em ServiceNow, combinando conhecimento de indústria com especialização em nuvem.”

“A combinação da experiência global da Accenture com ServiceNow e as habilidades locais trazidas pela Organize Cloud Labs garantem aos clientes locais suporte para a resiliência dos negócios”, disse Paulo Ossamu, líder da Accenture Technology na América Latina.

A plataforma ServiceNow permite às organizações gerenciar fluxos de trabalho digitais para o crescimento dos negócios com processos dinâmicos e simplicados, permitindo que acelerem a transformação digital e fortaleçam a experiência de funcionários e dos clientes.

Com a aquisição, a Accenture aumenta seu portfólio regional de serviços de consultoria em User Experience e de soluções ServiceNow, como provas de conceito, design e planejamento de implementação e assistência, compondo uma oferta de serviços personalizada e completa.

A aquisição também permite à Accenture expandir seu programa de treinamento e workshops personalizados para profissionais e clientes das plataformas ServiceNow.

“Seja pelo ponto de vista pessoal, seja profissional, tem sido uma jornada incrível e satisfatória ajudar a desenvolver a vida de tantas pessoas”, comenta Leandro Torres, fundador da Organize Cloud Labs, que se torna líder da prática de ServiceNow da Accenture Technology na América Latina. “Temos orgulho de um time que cresceu e consolidou o conhecimento sobre a plataforma ServiceNow no mercado brasileiro. Com essa tecnologia aplicada, empresas de todos os segmentos e portes ampliaram a competitividade e a capacidade de encantar seus clientes e colaboradores. Agora, como Accenture, portfólio e presença geográfica se expandem absurdamente, trazendo capacidade de realização pessoal e profissional ainda maior”.

Desde sua fundação em 2014, a Organize Cloud Labs já atuou em mais de 50 projetos implementados com índice de satisfação dos clientes de 9.6 de 10, pelo sistema de avaliação da ServiceNow.

“A aquisição impulsiona, rápida e fortemente, a parceria da Accenture com a ServiceNow, o que significa levar a inovação para mais clientes, acelerando a adoção de jornadas digitais de excelência para o Brasil e América Latina”, diz Kátia Ortiz, presidente da ServiceNow no Brasil.

90% dos brasileiros estão mais propensos a comprar online produtos essenciais mesmo depois que diminuir a ameaça da Covid-19

A série de levantamentos Consumidor e Força de Trabalho da Salesforce realizado com mais de 3.500 pessoas em sete países, incluindo o Brasil, aponta dados comportamentais das pessoas em meio à pandemia do Covid-19.

De acordo com a terceira rodada do estudo, modelos de compra sem contato estão em alta entre os brasileiros. O relatório aponta que 90% dos brasileiros estão mais propensos a realizar a compra online de produtos essenciais, mesmo depois que diminuir a ameaça da Covid-19. Sobre as compras online, 47% dos brasileiros dizem estar realizando mais compras nesse modelo do que faziam antes da pandemia da Covid-19.

Outro ponto de destaque são as compras realizadas com meios de pagamento por aproximação – 47% dos brasileiros apontaram que estão utilizando este modelo. O delivery sem contato, em que o entregador deixa o produto na porta do comprador, está sendo utilizado por 46% dos brasileiros entrevistados.

As compras por redes sociais também estão entre os pontos de destaque entre os brasileiros. Quando questionados, 31% relataram estar comprando por essas plataformas mais que o habitual antes da pandemia, dado bem acima dos 17% da média global.

De acordo com os brasileiros entrevistados, 32% está comprando mais de pequenos negócios e 40% está mantendo a mesma frequência de antes da pandemia. Um reflexo do fechamento das lojas físicas é que 72% dos brasileiros dizem que estão comprando menos que o habitual nesses comércios.

Outros dados referentes ao modelo de compras são:

• 32% dos brasileiros estão utilizando mais os serviços de assinatura

• A compra online e com retirada na loja está sendo mais habitual para 33% enquanto 25% dizem que estão realizando este tipo de compra na mesma frequência de antes da pandemia.

Metodologia

Os dados são resultado de uma pesquisa feita com 3.542 trabalhadores de período integral e meio período nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil e Austrália entre os dias 1 e 2 de Julho de 2020.

Brasileiros somam R$ 3,37 trilhões em investimentos até o fim do primeiro semestre

Os investimentos dos brasileiros alcançaram R$ 3,37 trilhões até o primeiro semestre deste ano, uma alta de 3,2% em relação ao montante acumulado em dezembro de 2019. De acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o aumento se concentrou no segmento de varejo tradicional, que cresceu 10% no volume financeiro no período.

A alta foi puxada pelos depósitos do auxílio emergencial na poupança: a caderneta bateu recordes de captação em abril (R$ 30,5 bilhões) e maio (R$ 37,2 bilhões). Isso contribuiu também para o aumento de 17,5 milhões de contas-poupança no semestre, o que representa 90,6% das 19,3 milhões de novas contas do período.

“Foi um movimento unânime em todas as regiões do país. As contas foram criadas para pagamento do auxílio, mas vamos colher bons frutos desse movimento mais à frente, pois a poupança é a porta de entrada dos brasileiros para a formação de uma reserva de investimentos”, avaliou José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da ANBIMA, em entrevista coletiva online à imprensa nesta quinta-feira.

A região Norte foi a que liderou o crescimento percentual no número de contas no geral nos últimos 12 meses, com um aumento de 48,9%, totalizando 5,4 milhões de contas. Na sequência está o Sudeste, com 39,6% de variação, seguido por Nordeste (37,5%), Centro-Oeste (36,9%) e Sul (31,8%).

Formação da carteira

Esses aportes levaram a poupança a ganhar espaço na composição das carteiras, chegando a 68,8% das alocações do varejo tradicional. As ações também ampliaram participação: foram de 14,7% do volume do private, em junho de 2019, para 17,3% em junho de 2020. No varejo alta renda, as porcentagens desses papéis na carteira dos investidores cresceram de 6,6% para 8,1% e, no tradicional, de 1,2% para 1,4%, na mesma base de comparação.

Enquanto isso, os fundos de renda fixa bateram as menores participações históricas. A maior redução foi no varejo alta renda, de 36,1% em junho de 2019 para 27,1% em junho deste ano. No varejo tradicional, a queda foi de 13,5% para 11,1% da carteira e, no private, de 10,1% para 7,2%, nos mesmos períodos.

Variação do volume financeiro

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) foi o produto com maior variação do volume financeiro no semestre em todos os segmentos: cresceu 52,5% no private, 48,4% no varejo alta renda e 17,1% no varejo tradicional. “O CDB se caracteriza por ser um porto seguro, uma alternativa conservadora para o investidor em um momento de insegurança, como aconteceu logo no início da pandemia”, comenta Rocha.

As ações também tiveram variações positivas. Em relação ao primeiro semestre de 2019, esses produtos tiveram altas de 14,4%, no volume do varejo alta renda, e 11,7% no varejo tradicional. O resultado foi influenciado pela alta no número de investidores na B3. Em abril, a bolsa bateu recorde de 2 milhões de contas e, em junho, alcançou novo recorde de 2,6 milhões. “O movimento de baixa da taxa de juros faz com que as pessoas busquem um pouco mais de risco e alternativas de rentabilidade”, explica Rocha.

Crédito no private

Os empréstimos concedidos aos investidores pessoas físicas do private cresceram 18,8% na primeira metade deste ano: foram R$ 47,8 bilhões de recursos em junho. A destinação para capital de giro foi a que mais cresceu (56,6%), indo de R$ 4,5 bilhões em dezembro de 2019 para 7,2 bilhões em junho deste ano, seguida por fiança (24,5%) e imobiliário (24,2%).
“Percebemos uma corrida para tomada dos limites de crédito logo quando a pandemia começou no Brasil, pois havia um horizonte de incerteza pela frente”, comentou Rocha. Paralelamente, a isenção do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em empréstimos a partir de abril e a baixa na taxa de juros, com a Selic chegando a 2,25% em junho, estimularam a tomada de crédito.

Confira as estatísticas na íntegra: varejo e private.

O poder da empatia no bem estar das empresas

Por Celson Hupfer, doutor em psicologia social e CEO da Connekt

Cada vez mais a ideia de competitividade dentro das empresas tem ficado para trás. As organizações do mundo todo já notaram a importância de humanizar os processos, assim como ajustar a comunicação e as relações interpessoais, tanto com clientes como com os próprios colaboradores.

Historicamente, a sociedade tem se desenvolvido baseada em relações de abuso de poder, tanto o financeiro como o intelectual e o biológico. Entretanto, finalmente, começamos a discutir a empatia, ou seja, a atitude de colocar-se no lugar do outro.

Não há época mais propícia para colocarmos esta atitude em prática. Estamos atravessando um dos momentos mais frágeis do século. A crise, impulsionada pelo novo coronavírus, não escolheu gênero, classe ou região, ela veio e reconfigurou toda nossa vida, a rotina, a forma de trabalho e de nos relacionarmos. A saúde e a tecnologia ganharam a linha de frente do protagonismo positivo e atitudes voltadas ao outro passaram a ganhar mais espaço, inclusive, nas empresas.

O local de trabalho, mesmo que ainda tenha um potencial violento no ponto de vista psicológico, teve que quebrar as barreiras e dar espaço a empatia. Em um momento onde as pessoas têm acessado emoções até então nunca experimentadas, como medo, ansiedade, insônia, incertezas e vulnerabilidade, estar disposto ao outro virou sinônimo não só de gentileza, mas também de sobrevivência e bem estar no meio corporativo.

O que nos torna humano é justamente a capacidade de sentir, de gerar conexões e de nos importarmos com o outro. Por isso, agir com empatia aumenta nossos vínculos sociais e melhora nossa capacidade de regular emoções durante um período de estresse e ansiedade.

Por outro lado, mesmo que de uma forma inconsciente, uma liderança empática significa segurança e confiança para colaboradores, além de ser uma atitude positiva para a inteligência emocional. A longo prazo, isso ainda pode significar a retenção de talentos dentro da empresa e a consolidação da cultura interna que é tão difícil de se criar.

Ser um líder e ter uma equipe que ouve, observa, busca manter o autocontrole e o equilíbrio é a chave para a sustentabilidade empresarial, quando a empatia entra em uma organização, ela abre espaço para uma série de valores e ainda, tem a capacidade de elevar resultados, assim como o engajamento e confiança para tomada de decisões. Os laços também ficam mais ricos e firmes o que é ótimo para o trabalho em equipe.

Por isso eu digo: a empatia tem um papel fundamental para o bem estar das empresas. Mesmo que sozinha ela não resolva todos os problemas e barreiras do universo corporativo, andar com sapatos alheios e colocar-se no lugar do outro, buscar diálogo, se colocar em um local de escuta vai contra a maré da violência, daquilo que nos ameaça psicologicamente e reforça aquilo que mais sentimos falta: a nossa humanidade, inclusive e principalmente, dentro do ambiente de trabalho.

Estudo da IBM mostra que contas comprometidas de funcionários levaram às violações de dados mais caras durante o ano passado

IBM Security anunciou os resultados de um estudo global que examina o impacto financeiro das violações de dados, revelando que uma violação custa, na média global, US$ 3,8 milhões para as companhias, e contas comprometidas de funcionários foram a causa mais cara. Ao analisar as violações de dados sofridas por mais de 500 organizações pelo mundo, 80% dos incidentes estudados resultaram na exposição das informações de identificação pessoal de clientes (PII). Entre todos os tipos de dados expostos nessas violações, as informações pessoais de cliente também foram as mais caras para as empresas.

O relatório aponta as perdas financeiras que as organizações podem sofrer caso dados sejam comprometidos, à medida que companhias acessam cada vez mais dados sensíveis por meio do trabalho remoto e operações de negócios na nuvem. Um outro estudo da IBM descobriu que mais da metade dos funcionários que começaram a trabalhar em casa devido à pandemia não recebeu novas orientações sobre como lidar com as informações pessoais de cliente.

Patrocinado por IBM Security e conduzido pelo Instituto Ponemon, o Relátorio de Custo da Violação de Dados 2020 (Cost of Data Breach 2020) é baseado em entrevistas realizadas com mais de 3.200 profissionais de segurança em organizações que sofreram alguma violação de dados durantes o último ano.[1] Algumas das principais descobertas do relatório incluem:

· Tecnologia inteligente reduz custo de violações pela metade: empresas que implementaram tecnologias de automação de segurança (que utilizam IA, análise de dados e orquestração automatizada para identificar e responder aos eventos de segurança) tiveram menos da metade dos custos de violação de dados quando comparadas às que não implementaram essas ferramentas – US$2,45 milhões vs US$6,03 milhões, em média.

· Pagamento pelas credenciais comprometidas: em incidentes nos quais atacantes acessam a rede das corporações usando credenciais comprometidas ou roubadas, as empresas viram o custo de violação de dados ser quase US$1 milhão mais alto em comparação à média global, chegando a US$4,77 milhões por violação. Ataques maliciosos, que exploram a vulnerabilidade de terceiros, foi a segunda origem com maior custo (US$4,5 milhões) para esse grupo.

· Custo de mega violações aumenta aos milhões: os custos das chamadas mega violações, nas quais mais de 50 milhões de registros são comprometidos, subiram de US$388 milhões para US$392 milhões. Violações nas quais 40 – 50 milhões de registros foram expostos custaram para as empresas US$364 milhões em média, um aumento de US$19 milhões comparado ao relatório de 2019.

· Ataques de estado-nação (nation-state) – a violação mais prejudicial: as violações de dados que possam ter sido originadas dos ataques de estado-nação foram as mais caras em comparação com outros atores de ameaças examinados no relatório. Conhecidos como “state-sponsored attacks”, esses ataques tiveram uma média de U$4,43 milhões em custo de violação de dados, superando os cibercriminosos financeiramente motivados e os hackativistas.

“Quando se trata da capacidade de mitigar o impacto de uma violação de dados, estamos começando a ver uma clara vantagem de empresas que investiram em tecnologias automatizadas”, disse Wendi Whitmore, vice-presidente de IBM X-Force Threat Intelligence. “Em um momento em que as empresas estão expandindo sua presença digital a um ritmo acelerado e a falta de skills no setor de segurança persiste, as equipes podem ficar sobrecarregadas ao proteger mais dispositivos, sistemas e dados. A automação da segurança cibernética pode ajudar a resolver essa carga, permitindo uma resposta mais rápida à violação e significativamente mais econômica.”

Credenciais de funcionários e nuvens configuradas incorretamente: ponto de entrada preferido dos atacantes

Credenciais roubadas ou comprometidas e nuvens com configurações incorretas foram as causas mais comuns de violações maliciosas para as companhias que participaram do estudo, representando aproximadamente 40% dos incidentes. Com mais de 8,5 bilhões de registros expostos em 2019 e atacantes usando emails e senhas previamente expostos em uma a cada cinco violações estudadas, as empresas estão repensando sua estratégia de segurança pela adoção da abordagem de confiança-zero (zero trust) – reexaminado como eles autenticam os usuários e como a extensão de acesso aos usuários são concedidos.

Similarmente, a luta das empresas com a complexidade da segurança – o principal fator de custo de violações – está contribuindo para que as configurações incorretas de nuvem se tornem um desafio de segurança crescente. O relatório de 2020 revelou que os atacantes usaram as configurações incorretas de nuvem para violar as redes em 20% do tempo, aumentando o custo de violações para US$4,41 milhão em média.

Tecnologias avançadas de segurança ajudam os negócios

O relatório destaca a crescente divisão no custo de violações entre empresas que implementaram tecnologias avançadas de segurança e aquelas que estão atrasadas, revelando uma diferença de economia de US$3,58 milhões para companhias com automação de segurança totalmente implementada versus aquelas que ainda não implementaram este tipo de solução.

As empresas participantes do estudo que contavam com automação de segurança totalmente implementada também relataram um tempo de resposta significativamente mais curto às violações, outro fator-chave mostrado para reduzir os custos de violação na análise. O relatório constatou que inteligência artificial, machine learning, análise de dados e outras formas de automação de segurança permitiram às empresas responder a violações até 27% mais rápido do que as empresas que ainda não implantaram a automação de segurança.

A preparação para resposta a incidentes também continua influenciando fortemente as consequências financeiras de uma violação. Empresas que não possuem uma equipe designada ou testes de planos de resposta a incidentes sofrem em média com um custo de US$5,29 milhões em violação, enquanto as empresas que possuem equipes dedicados, testes e simulações sofrem menos de US$2 milhões em custo de violações. Isso reafirma que a preparação e a prontidão geram um ROI significativo em segurança cibernética.

Alguns itens adicionais do relatório desse ano incluem:

· Riscos do trabalho remoto têm um preço – Com modelos de trabalho híbrido criando ambientes menos controlados, o relatório descobriu que 70% das empresas que adotaram o teletrabalho em meio à pandemia esperam que os custo de violações de dados se agravem.

· CISOs culpados pelas falhas por violações, apesar do poder limitado de tomada de decisão: 46% dos entrevistados disseram que o CISO/CSO é responsabilizado pelas violações, apesar de apenas 27% afirmarem a tomada de decisão sobre a política de segurança e tecnologia vem do CISO/CSO. O relatório concluiu que a nomeação de um CISO foi associada com uma de economia de US$145.000 versus a média de custo por violação.

Tendências regionais e por indústria

· O estudo analisou o custo de violações de dados em diferentes indústrias e regiões, descobrindo que as violações de dados nos Estados Unidos são muito mais caras, custando US$8,64 milhões em média.

· No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$5,88 milhões (cerca de US$1,12 milhão), um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior comparando o valor em reais (R$ 5,32 milhões em 2019). O estudo também observou um aumento no número de dias para identificar a violação de dados, que subiu de 250 para 265, e para conter a violação, que cresceu de 111 para 115 dias, em comparação a 2019.

· Globalmente, a indústria de saúde continua apresentando os mais altos custos médios de violação, com US$ 7,13 milhões – um aumento de mais de 10% em comparação com o estudo de 2019.

Sobre o Estudo

O Relatório de Custo da Violação de Dados anual é baseado em análises profundas de violação de dados reais, que ocorreram entre agosto de 2019 e abril de 2020, levando em conta centenas de fatores incluindo atividades legais, regulatórias e técnicas para a perda do valor de marca, consumidores, e produtividade dos funcionários.

Para baixar uma cópia do Relatório de Custo da Violação de Dados 2020, visite: ibm.com/databreach

LGPD: desafio para o setor de logística

Os advogados Rony Vainzof, sócio do Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, e Henrique Fabretti Moraes, responsável pelas áreas de Proteção de Dados e Serviços para DPO no Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, foram os convidados do ABOL Day Digital, série de eventos online organizados pela ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos.

O tema foi a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), cada vez mais próxima, e quais são os principais pontos de preocupação e ações a serem adotadas prioritariamente.

A mediação foi feita pelo responsável pela Diretoria Adjunta de Assuntos Jurídicos e Regulatórios (DAJR) da ABOL e head do Jurídico da TEGMA, Luciano do Rego Neto, que agradeceu a participação. “É um tema que impacta todos os nossos associados e é extremamente relevante”, mencionou.

Rony Vainzof deu início à sua exposição esclarecendo que a LGPD tem grande relevância para o país e para as empresas. “É uma lei que traz mais segurança jurídica ao harmonizar e atualizar conceitos antes esparsos em diversas normas. A LGPD traz um mapa muito contundente do que as empresas têm que fazer para estar em conformidade com requisitos de tratamentos de dados pessoais e isso efetivamente traz mais segurança jurídica”, disse, destacando que tal legislação traz também uma possibilidade maior de atração de investidores externos para o Brasil, uma vez que, ao ter uma legislação própria de tratamento de dados, o país pode pleitear um fluxo de dados internacional menos burocrático.

A LGPD foi sancionada em agosto de 2018 e já deveria estar em vigor, mas no último dia útil de dezembro de 2018, foi publicada uma Medida Provisória (MP) que criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, postergando por mais seis meses o período de implementação da lei. A lei entraria, então, em vigor agora em agosto, mas novamente ficou postergada por medida provisória para maio de 2021.

Independente dos atrasos, Henrique Fabretti Moraes explica: “devemos entender é que a lei estará em vigor, o que não acontecerá neste primeiro momento será a penalização de eventuais penalidades feita pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na prática, isto significa que o titular de dados, as pessoas das quais as empresas tratam os dados, todos poderão usar a LGPD para justificar o acesso a dados, porque a lei estará em vigor. Quem não pode aplicar as sanções será a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.”

A ausência de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados constituída e capaz de regulamentar poderia ser uma fragilidade para a implementação da LGPD, mas os advogados presentes ao evento da ABOL acreditam que esta pode ser uma oportunidade. “A importância da Autoridade Nacional de Proteção Dados deve ser colaborativa. Não se espera dela apenas ações de sancionar e penalizar”, diz Vainzof. “É crucial que a autoridade escute o mercado para entender efetivamente qual é demanda, quais os tipos de construção necessários para chegar à essa construção colaborativa com a iniciativa privada. É muito importante que essa autoridade estabeleça uma relação colaborativa com a iniciativa privada, para entender quais são as necessidades regulatórias. A futura autoridade deve ser sábia nesse sentido”.

O advogado chama a atenção para a oportunidade que o cenário oferece. A de os setores se organizarem para definir compêndio de melhores práticas de governança e segurança e oferecerem pró-ativamente à autoridade para aval e, posterior, regulamentação. “A lei fala especificamente que os controladores e operadores poderão, por si ou por meio de associações, formular boas práticas específicas de governança e segurança para cada setor, por exemplo, o logístico, e assim criar uma auto regulamentação. Quando a autoridade for constituída e a LGPD entrar em vigor, esta auto regulação setorial poderá ser reconhecida. O que significa a auto regulação, regulada”, disse.

Para ele, essa seria uma oportunidade para o setor de Operadores Logísticos endereçar à autoridade um conjunto para a regulação setorial do mercado de logística baseado em outro nível de maturidade sobre a adequação LGPD.

Data Protection Officer

Em vigor, a LGPD exigirá, dentro das empresas, a atuação de um Data Protection Officer (DTO) ou encarregado por tratamento de dados pessoais. Como explica Fabretti Moraes, o DTO seria como a figura do Compliance Officer. “O DTO é responsável por garantir a conformidade dentro da organização com as regras de proteção de dados e privacidade. E, quando o comparamos a Compliance Officer, um dos fatores importantes é observar a inexistência de conflitos de interesse desse DPO quando esse profissional está exercendo as atividades, ou seja, ele não pode definir a forma de tratamento dos dados pessoais, porque ele estaria tendo que fiscalizar algo que ele mesmo definiu. Essa seria a linha mestra para a seleção deste profissional”.

Entretanto, a LGPD parece ser pouco específica na definição das atribuições de um DPO, tratando como uma espécie de um ponto focal de comunicação entre o titular de dados, a autoridade e a organização, ficando a ele essa triangulação para receber reclamações, pedidos, entre outros. “No Brasil, as empresas estão tateando. O DTO acaba sendo alocado no departamento jurídico. Não é o modelo ideal se pensarmos que o jurídico das empresas trata muitos dados pessoais, o que pode gerar um conflito, mas é mais ou menos o mesmo movimento da implementação de programas de compliance. Hoje, as empresas começam a separar esses universos e o compliance tem seu próprio universo. O mesmo deve acontecer com a LGPD. Outro movimento é aproximar o DTO do departamento de segurança da informação”, explicouFabretti Moraes.

Vainzof ressaltou que a principal obrigação do DPO pode ser definida como a de monitorar a conformidade legal com a LGPD. “Não está na lei, mas é isso, porque a responsabilidade cai sobre ele, sobre os agentes de tratamentos. Então a decisão, talvez uma das mais importantes, sob a perspectiva de responsabilização e prestação de contas das organizações seja avaliar as obrigações, atribuições e ações do DPO, pois é ele que será o responsável por fazer a continuidade da jornada da aplicação da LGPD. Esse é um trabalho contínuo, mas agora sob o viés de proteção de dados. E essa é uma discussão muito oportuna, porque tem uma discussão no Congresso Nacional, uma PEC 17/2019, para que a proteção de dados pessoais se transforme em direito e garantia fundamental. Por isso, a decisão sobre quem será o DPO é muito importante”, avaliou.

Desafios para a Logística

Aplicada ao setor da logística, a conformidade à LGPD exigirá adaptações das empresas. “Existem pontos sensíveis. O primeiro deles é o de Recursos Humanos, com empregados diretos e indiretos lidando com dados próprios e de terceiros”, detalhou Fabretti Moraes.

“É importante pensar como atender eventuais requisições dos titulares de dados. Por exemplo, a checagem de histórico de prestadores ou background checking, que é uma prática comum na contratação de caminhoneiros, envolve uma avaliação de uma série de informações sobre aquele profissional. Este é um ponto de tratamento intenso de dados coletados em fontes diversas e isso é um risco adicional, o que deve ser olhado com bastante atenção para garantir que não seja um ponto de vulnerabilidade para as empresas”, avaliou.

O advogado mencionou também situações de Operadores Logísticos envolvidos com o last mile, quando inúmeros dados do consumidor são recebidos. “Os clientes de vocês exigirão métodos de proteção desses dados e adequação à LGPD. Isso será cada vez mais frequente”, alertou Fabretti Moraes.

Finalizando o evento, Vainzof acrescentou que as empresas devem estar atentas à definição das funções frente ao tratamento de dados. “A LGPD traz uma carga maior de obrigações junto a quem é controlador de dados e, muitas vezes, e isso é obviamente uma relação dinâmica, na operacionalização dos dados vocês estarão na posição de operador. O ponto de partida é crucial e deve ser essa avaliação. Outro ponto é o compartilhamento de dados. São nuances que devemos ter sempre em mente”, comentou.

O diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles, encerrou o evento agradecendo a vasta exposição oferecida pelos advogados. “Queria parabenizar os dois pela excelente apresentação, extremamente rica, clara sobre um tema que vem sendo requerido pelo nosso setor, para fomentar a discussão em toda a comunidade de Operadores Logísticos. A LGPD vem para definir também um valor competitivo entre as empresas que operam na logística, sempre zelosas das regulamentações de mercado”.

 

IdeiaGov anuncia selecionados dos primeiros editais que vão participar dos desafios tecnológicos contra a COVID-19

O IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo, anunciou, nesta semana, os selecionados do edital “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19” e “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”. As empresas escolhidas foram Safetest Diagnóstico, Mindify e Neuralmed.

A startup Safetest Diagnósticos foi a escolhida para participar do desafio tecnológico “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19”, pois apresentou um teste de diagnóstico sorológico do tipo ELISA e imunocromatográfico de fluxo lateral (teste rápido), ambos IgM e IgG, que foram desenvolvidos a partir de diversas técnicas de identificação de alta resolução, avaliando mais de três mil genomas.

O uso da abordagem apresentada pela startup resultou em um teste sorológico contra a COVID-19 de alta acurácia, ou seja, 100% de sensibilidade e 99,5% especificidade. Os diferenciais apresentados foram potenciais de detecção precoce, baixo custo, replicabilidade, resultados confiáveis, facilidade e simplicidade de utilização.

“A solução apresentada pela Safetest Diagnóstico foi a escolhida, pois apresenta alta acurácia (abordagem peptídica), não depende de insumos importados e é de baixo custo, quando comparado a outros testes rápidos sorológicos”, comenta Felipe Massami Maruyama, diretor de operações do IdeiaGov.

Para o segundo edital, “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”, duas empresas foram escolhidas: Mindify, empresa especializada em inteligência artificial, e NeuralMed, startup de inteligência artificial para a saúde, que já desenvolve ferramentas de Inteligência Artificial há dois anos.

A NeuralMed apresentou um rastreamento epidemiológico de suspeitos da COVID-19 através do processamento de linguagem neutral, ou seja, fez a utilização de PNL em laudos (radiologia e diagnóstico por imagem), para extrair as informações de forma automática.

A proposta escolhida identifica automaticamente relatórios radiológicos com resultados específicos, fazendo a leitura do laudo, informando se está normal ou alterado, além de identificar as possíveis lesões ou doenças presentes, armazenando estes conceitos em bancos de dados.

Já a Mindify apresentou um software para capacitar equipes de Saúde no uso de protocolos de referência, mesmo sem treinamento prévio, para auxiliar na tomada de decisões e o registro de dados com simplicidade inédita.

A solução funciona através da coleta de dados clínicos estruturados oferecendo formulários (telas) simples de usar, usando os dados para apoiar a tomada de decisões clínicas e para automatizar procedimentos burocráticos Os formulários podem ser utilizados sem necessidade de integração com o software de gestão hospitalar.

“No projeto proposto pela NeuralMed, a automatização da leitura de laudos e a redução de custos são os diferenciais. Já no da Mindify, a simplificação das rotinas, a segurança e a gratuidade de 12 meses para o Estado chamaram atenção”, afirma Maruyama.

Além desses dois editais, o IdeiaGov vai anunciar, nos próximos dias, os selecionados para a terceira, e última, fase do edital “uso de inteligência artificial para diagnóstico da COVID-19 através da imagem”. Para saber mais informações, acompanhe pelo site http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Edital Aberto

A quarta Chamada Pública, “UTI Conectada – Monitoramento dos sinais vitais e/ou operação remota de medicação de pacientes internados”, está com inscrições abertas até o dia 12 de agosto.

Pessoas jurídicas que tenham interesse em apresentar propostas de soluções inovadoras relacionadas ao desafio de monitoramento dos sinais vitais e operação de aparelhos eletromédicos usados em leitos hospitalares (UTI e Enfermaria) em um modelo remoto, inteligente e integrado devem se inscrever até o dia 12/08/2020 no site do IdeiaGov: http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Frente empresarial defende a prorrogação da LGPD e a criação imediata da ANPD

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, junto com outras 12 associações do setor de tecnologia, assinou hoje uma carta aberta às autoridades pela imediata segurança jurídica no tratamento de dados pessoais. As entidades pedem que a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei n.13.853) tenha sua da entrada em vigor prorrogada, tendo em vista a necessidade da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), a sua estruturação interna, os trabalhos em torno das peças regulatórias – que envolvem ampla e irrestrita consulta pública – e de orientação e educação das organizações e dos cidadãos em torno dessas regras. Somente assim será possível conciliar a proteção da privacidade no Brasil e a segurança jurídica.

Quatro áreas críticas para bancos no mundo pós-pandemia

Por Elias Rogério da Silva, Presidente da Diebold Nixdorf no Brasil

Antes mesmo da pandemia de COVID-19, instituições bancárias de todo o mundo já reconheciam que a adoção de novas tecnologias, como reconhecimento facial, acesso a caixas eletrônicos sem cartão, assistentes virtuais e aplicativos móveis, era uma questão onipresente e indiscutível. Por outro lado, a variedade de caminhos a serem seguidos era tanta que também provocava efeitos colaterais, muitas vezes gerando uma espécie de paralisia na jornada de inovação dos bancos.

De fato, questionamentos como “qual tecnologia é a mais adequada para minha companhia?” ou “como sei se vale a pena investir nessa opção?” sempre foram recorrentes nos processos de evolução das instituições bancárias, permeando todos os planos e projetos para a transformação digital de agências e das estratégias de atendimento.

Mas o cenário mudou, e essas curvas de inovação acabaram sendo completamente aceleradas pela crise aberta pelo coronavírus. As dúvidas tiveram de ser superadas pela urgência do momento. Nesse cenário, aliás, vale destacar que uma das mudanças mais notáveis para combater o impacto da pandemia foi justamente a busca por impulsionar o autoatendimento, com a divulgação de novos canais digitais para comunicação e utilização dos serviços.

A crise do COVID-19, com as demandas por isolamento social, deixará marcas. Ainda assim, porém, ela irá passar. Com isso, a questão que os bancos terão de responder será outra: o que nos espera a seguir? Podemos dizer que as instituições bancárias precisarão concentrar seus focos em quatro áreas críticas:
clientes, estratégia tecnológica, pessoal e roteiro bem definido.
Primeiro, é preciso se atentar em conhecer bem seus clientes. Por exemplo, uma agência bancária no centro de São Paulo provavelmente atende a uma população diferente de uma cooperativa de crédito em uma cidade rural no interior. Em meio à pandemia, os melhores bancos migraram quase 70% dos depósitos de caixa para o autoatendimento, com pouco mais de 50% ocorrendo no caixa eletrônico. Utilizar dados é uma coisa – alavancá-los é outra.

Logo, o primeiro passo é simples: concentre-se em seus clientes e em qual experiência eles valorizam. O que mudou desde a pandemia? Os bancos devem ter acesso a dados para que possam identificar quais atividades estão acontecendo.

Depois de conhecer seus clientes, está na hora de fazer o mesmo com a sua estratégia tecnológica. É importante adaptar processos e comunicar com clareza sobre o ambiente em rápida mudança. Considere avaliar quais serviços serão mais importantes para atrair os clientes para a área digital, especialmente porque o autoatendimento desempenhará um papel fundamental na transição para uma nova interação bancária.

Pesquisas mostram que consumidores que contam com melhor experiência digital acabam utilizando os canais de autoatendimento dos bancos com mais frequência, com os usuários de bancos móveis realizando 25% mais transações por meio deste recurso do que aqueles de bancos não móveis. O entendim ento de quem você está servindo e em que tipo de tecnologia você precisa investir determinará onde fazer suas apostas em tecnologia.

O terceiro passo é investir em seu pessoal. As empresas devem repensar o que esperam de seus funcionários se quiserem minimizar riscos. Uma pesquisa recente da Diebold Nixdorf indica que muitos colaboradores das agências não usam as soluções de tecnologia implementadas pelo banco porque as equipes temem que a promoção desses serviços possa ameaçar seus empregos, ou porque relutam em falar com os clientes sobre esses recursos devido à falta de conhecimento para solucionar possíveis dúvidas ou problemas.

Para contornar esse desafio, os bancos podem adotar diversos métodos para investir em seus funcionários, oferecendo treinamento sobre as opções de autoatendimento. Um caminho é designar membros da equipe com conhecimen to mais profundo em soluções de tecnologia como “embaixadores digitais”, que responderão às perguntas dos usuários e darão suporte a outros colaboradores. A ideia é treinar a equipe para identificar oportunidades de comunicar os benefícios das opções disponíveis.

O quarto ponto é: siga um roteiro bem definido. A retomada real não acontecerá da noite para o dia e exigirá uma abordagem gradual de todos. Os bancos que desejam reabrir suas agências devem considerar algumas coisas importantes: uso da análise para entender a direção dos principais indicadores, como canais digitais, call centers, caixas eletrônicos e filiais; alinhamento com centros de transporte e direcionadores de tráfego do varejo, como supermercados; lobbies de agências maiores para manter o distanciamento social.

Da mesma forma que a implementação da tecnologia não ocorrerá da noite para o dia, o ROI também não será imediato. Definir um roteiro ajuda a estruturar o que os bancos farão no primeiro ano, em comparação aos dois ou três anos seguintes. Esse roteiro deve incluir a tecnologia, além de investimentos nos colaboradores e mudanças em processos.

Com muita frequência, os bancos implementam novas soluções, mas não medem o impacto desses investimentos. Defina metas para a migração de transações no nível das filiais e meça o desempenho comparando-o com as metas. Avalie o uso de novas soluções pelo feedback dos clientes e desenvolva métricas adicionais, conforme necessário. Testar e avaliar novas soluções é fundamental para o sucesso.

Embora ninguém tenha certeza sobre o que é o “Novo Normal”, uma realidade foi comprovada – a mudança pode acontecer instantaneamente. Os bancos precisarão avaliar possíveis resultados e estabelecer iniciativas para se posicionar de forma vantajosa. Em vez de copiar e colar os investimentos em tecnologia de outras empresas, concentre-se em si mesmo porque todo mundo está jogando um jogo diferente.