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Cresce comércio online para dia dos namorados

Com a maior parte do comércio fechado em muitas regiões do país devido à pandemia e o dia dos namorados se aproximando, os consumidores recorreram à compras online. Na OLX, durante o mês de maio, o número de buscas por anúncios contendo o termo “dia dos namorados” subiu 248% se comparado ao mesmo mês em 2019. Dentre os possíveis compradores, 55% são mulheres, e os presentes mais buscados são kits, cestas e caixas, todos com conteúdo variado como chocolates, doces, pelúcias e itens eróticos.

Última semana de inscrições para programa de aceleração de startups da Danone Nutricia

Estão abertas até 14 de junho as inscrições para o Danone Nutricia Transforming Lab, programa de aceleração que busca startups dispostas a contribuir na transformação do mundo por meio da nutrição. A iniciativa é fruto da parceria inédita entre a Danone Nutricia, divisão de nutrição especializada da Danone Brasil, e a Liga Ventures, primeira aceleradora focada em conectar startups e grandes empresas no país.

As startups interessadas em participar do programa podem pelo site http://transforminglab.liga.ventures/. Entre junho e julho serão realizadas as fases de seleção, avaliação e entrevista das candidatas e a aceleração tem início previsto para o mês de agosto.

Serão selecionadas 4 startups em fase de tração, ou seja, que já tenham sua solução testada e aprovada no mercado. As escolhidas contarão com acompanhamento do time da Liga Ventures e mentorias exclusivas de executivos da Danone Nutricia, além de terem a possibilidade de ampliar seus negócios e mercado.

Podem participar startups de quaisquer áreas, desde que suas soluções estejam ligadas à nutrição e aos temas definidos pela Danone Nutricia e contribuam com o propósito de criar soluções a partir de serviços, tecnologias, produtos e insumos que transformem a vida dos consumidores finais, clientes varejistas, parceiros, médicos, representantes e funcionários.

Os temas definidos para a entrega de soluções pelas startups são:

• Inteligência em supply: incluindo aumento da visibilidade do processo de entrega dos produtos, inovação em supply para hospitais e inteligência no processo de logística reversa;

• Novos produtos: inovação em formatos, texturas e sabores, identificação de novos territórios para Danone Nutricia e processos de personalização de produtos;

• Relacionamento com médicos: novos canais e ferramentas de comunicação;

• Novos serviços: criação de serviços complementares e aprimorando a experiência do consumidor por meio do uso de inteligência artificial, telemedicina, wearables e outros;

• Indústria 4.0: garantindo mais inteligência nos processos de armazenamento, produção e descarte e otimizando a eficiência operacional;

• Mercado público: maior eficiência nas análises de licitações públicas.

“Na Danone Nutricia, acreditamos que a nutrição tem o poder de transformar vidas. Por isso, estamos sempre em busca de soluções inovadoras que possam contribuir na entrega do nosso propósito. Esse programa é uma oportunidade de unir o nosso conhecimento de mais de 100 anos de pesquisa e desenvolvimento em nutrição com a capacidade de empreender e agilidade das startups, além de poder contar com uma empresa referência como é a Liga Ventures. Temos certeza de que essa união vai beneficiar a todos, mas principalmente atingir o grande objetivo que é impactar de forma positiva a vida das pessoas”, afirma Fernando Lopes, diretor de Marketing e Inovação da Danone Nutricia.

Danone Nutricia Transforming Lab

Inscrições: até 14/junho

Confira o regulamento em http://transforminglab.liga.ventures/

Como lidar com investigações corporativas sem expor a empresa

Por Eloiza Oliveira

No processo de investigação de fraudes corporativas, em sua maioria, é comum que haja suspeita sobre o indivíduo que cometeu o ato irregular, seja através de uma denúncia ou da análise inicial dos fatos, até que se comprove com evidências aquilo que era uma hipótese. Diferente disso, mas tão complexo quanto, temos casos em que o fraudador é identificado. Como conduzir a investigação diante desta situação? Quais são os cuidados que precisam ser tomados e o que deve ser considerado?

É de suma importância que a investigação seja conduzida de maneira discreta e sigilosa para evitar o vazamento de informações, a exposição dos envolvidos e para preservar a imagem da empresa no mercado e dos seus colaboradores. Além de evitar a exibição negativa e proteger os interesses de sócios e acionistas, uma investigação efetiva mantém a credibilidade e evita os prejuízos financeiros por conta da denúncia de fraudes. É comum um cenário em que as empresas de capital aberto, que tiveram seus casos divulgados na mídia, tenham uma queda considerável em suas ações, entre outros danos, além do que já pode ter sido perdido por conta da fraude.

Neste contexto, em muitos casos, deve ser considerada a contratação de uma empresa especializada no segmento. E, assim, obter confiabilidade nas análises, garantir que todos os dados apurados sejam tratados de forma independente e, principalmente, que os envolvidos sejam identificados para que a empresa tome as medidas necessárias. Ademais do conhecimento técnico especializado, a investigação requer procedimentos mais robustos na obtenção de evidências, custódia, análises e reporte dos resultados.

Diferente do processo de investigação em órgãos públicos, no qual o funcionário é afastado durante as sindicâncias, nas empresas privadas, mesmo quando o fraudador é identificado, a sua presença permite que o monitoramento das atividades seja realizado em tempo real e possibilita a captura do ato ilícito no momento da execução da fraude.

Durante a apuração, algumas precauções precisam ser adotadas, de forma que as evidências não sejam anuladas. Um exemplo é a coleta dos dados eletrônicos, que deve ser feita através de ferramentas forenses, com cadeia de custódia e levada em ata notarial para assegurar a autenticidade das provas, caso o relatório venha a ser utilizado numa ação judicial, seja na esfera criminal, cível ou trabalhista. Os dados também devem ser processados e analisados em ferramentas forenses para que não haja o risco de manipulação do material coletado.

Nas situações em que há um fraudador aparente, o trabalho deve ser bem planejado e executado para que, além de solucionar o problema em questão, a integridade da empresa seja mantida perante os demais funcionários, uma vez que, ao suspeitar de um comportamento fraudulento, houve o compromisso em esclarecer os eventos.

Portanto, tão importante quanto conduzir a investigação com discrição e acuracidade, é compreender o ocorrido para cessar a conduta ilícita e aprimorar os programas de controle interno e compliance da empresa para evitar a recorrência dos fatos. Tudo, sem causar danos à imagem da empresa.

Eloiza Oliveira, gerente de investigações empresarial da ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.

Pesquisa afirma que as novas tecnologias serão responsáveis por um aumento de 57% em transações bancárias no mundo em um ano

Dois terços dos executivos de bancos acreditam que novas tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), aprendizado de máquina, continuarão a ter o maior impacto no setor bancário no mundo nos próximos cinco anos, de acordo com uma pesquisa global realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU) em nome da Temenos (SIX: TEMN), empresa de software bancário.

O novo relatório “Forjando novas fronteiras: tecnologias avançadas revolucionarão o setor bancário” destaca que o COVID-19 provavelmente acelerará a transformação digital dos bancos, que já enfrentam intensa concorrência de agentes de pagamento, Big Tech e empresas de e-commerce. Na América Latina, os players de pagamento são vistos como os maiores concorrentes entre os participantes não tradicionais, refletindo potencialmente o fato de que os clientes bancários precisam de melhor acesso a serviços digitais para o dia a dia do banco, especialmente na era COVID-19.

As tendências do relatório serão discutidas no webinar “O futuro do banco digital: a revolução acelerada” em 25 de junho, com o CEO e o fundador da Varo Money, a EIU e Temenos.

Com o COVID-19 acelerando a digitalização bancária, 45% dos entrevistados dizem que sua resposta estratégica é criar um “verdadeiro ecossistema digital” e integrar seus serviços digitais auto-construídos e ofertas de terceiros.

Sem dúvida, a Inteligência Artificial desempenhará um papel fundamental na aceleração dessa mudança digital. Mais de três quartos (77%) dos entrevistados concordam que liberar valor da IA será um diferencial importante entre os bancos vencedores e perdedores. E melhorar a experiência do usuário por meio de uma maior personalização ficou em 28% entre os usos mais valiosos dessa tecnologia.

Na América Latina, embora geralmente fique atrás de outras regiões quando se trata de novos desenvolvimentos na região, 63,5% dos entrevistados consideram que novas tecnologias como a IA têm o maior impacto até 2025, a par outras regiões.

O foco está mudando para a agilidade corporativa com o DevOps, que reúne desenvolvimento de software e operações de TI usando modernas plataformas baseadas na nuvem. De fato, 84% dos entrevistados concordam que o DevOps conduzirão a transformação no core banking, enquanto 81% dos executivos acreditam que uma estratégia de várias nuvens se tornará um pré-requisito regulatório.

O foco principal do investimento em tecnologia dos bancos é a segurança cibernética (35%), seguido pelo desenvolvimento de plataformas de IA, como consultores digitais e canais de participação assistida por voz (33%) e tecnologias baseadas em nuvem (27%).

Com o desenvolvimento da tecnologia e suas soluções para tornar o sistema bancário mais ágil, com maior integração entre o banco e o cliente por meio de programas digitais, 94,3% dos entrevistados da América Latina acreditam que o modelo bancário tradicional baseado em agências estará morto.

De acordo com a necessidade de serviços digitais, de acordo com executivos de bancos da região, a principal prioridade estratégica a ser implementada até 2025 é melhorar a experiência do cliente. E 42,1% responderam que sua empresa está focada em investir mais em tecnologia de segurança cibernética, em comparação com 35,4% dos entrevistados globais.

Max Chuard, CEO da Temenos, diz que: “Os bancos estão sob enorme pressão devido aos novos concorrentes, regulamentação contínua e crescimento lento dos lucros – essas pressões se intensificaram como resultado da pandemia.

O relatório destaca que os executivos seniores do setor bancário acreditam que novas tecnologias, como a IA, terão maior impacto no setor bancário nos próximos anos. À medida que a digitalização do sistema bancário continua essas novas tecnologias podem ajudar os bancos a afastar os concorrentes e obter vantagens competitivas.

“A tecnologia de IA avançada em nuvem da Temenos e a rica funcionalidade bancária podem ajudar os bancos a agregar valor a seus clientes no prazo imediato e acelerar sua transformação digital para construir um crescimento sustentável no futuro. As tendências em relação aos modelos de banco digital, nuvem e SaaS se tornarão mais acentuadas – no novo normal, a necessidade de tecnologia bancária moderna será maior do que nunca. ”

Pete Swabey, diretor editorial da EMEA – Thought Leadership, The Economist Intelligence Unit, acrescenta: “Os bancos de varejo, corporativos e privados já estavam sob pressão para implantar novas tecnologias rapidamente e mudar suas culturas para competir com grandes empresas de tecnologia e agentes de pagamento e entregar uma experiência digital envolvente.

Agora, à medida que o banco digital aumenta, como resultado da crise do coronavírus, essa tarefa está mais urgente do que nunca”.

Como os investimentos em infraestrutura de TI podem transformar as startups

Por Max Camargo, Diretor Comercial da Solo Network

A necessidade de uma transformação digital já nasceu com as startups, que entendem a importância de utilizar a tecnologia a seu favor. Mesmo sem escritórios físicos, principalmente no início, essas empresas precisam saber o valor de uma infraestrutura adequada.

Li uma análise recentemente divulgada pela IDC , sobre os impactos da pandemia de COVID-19 para o setor de Tecnologia da Informação na América Latina, que devem chegar a US$ 15 bilhões, ainda em 2020. Uma parte desses impactos deverá ser sentida na redução dos investimentos anteriormente programados para infraestrutura, mas isso não significa que os projetos serão paralisados.

Até porque pensar em infraestrutura e tecnologia em nuvem é pensar em segurança, afinal, as startups não escapam dos ataques, e proteger o acesso do usuário ajuda a manter os dados seguros por meio de comunicações criptografadas e pelo gerenciamento de ameaças, incluindo testes de penetração regulares.

Mas como fornecer um produto ou serviço de qualidade com um preço competitivo, diante à grande concorrência e ainda obter uma estrutura de TI para suportar esse trabalho? Essa não é uma resposta fácil. Segundo a Serasa Experian , são aproximadamente 10 mil empresas lançadas por dia só no Brasil, com um total de 2 milhões de empresas existentes.

Tudo isso aliado a investimentos de fora, muita prospecção e pouco dinheiro próprio, geram dúvidas de qual é o investimento certo. A solução então para entender a importância da segurança digital é enxergar que todos os setores precisam de condições básicas para suportar o trabalho. Seja em educação (edtech), finanças (fintechs), saúde (e-health) ou telecomunicações, os cuidados com a segurança da informação, armazenamento de dados, proteção antivírus, backup e recuperação, e estabilidade no data center, devem ser mantidos e até redobrados.

Além de entenderem que a infraestrutura de TI é um requisito básico nos dias de hoje, as startups devem associar esse investimento ao diferencial competitivo. Afinal, só no Brasil a população é de 211 milhões de habitantes , todos com necessidades e padrões de vidas diferentes, o que aumenta as possibilidades de fazer negócios.

Entendo que a 4ª Revolução Industrial tornou os modelos de negócios mais disruptivos, e abriu espaço para as startups usarem tecnologias como internet das coisas (IoT), inteligência artificial, aprendizado de máquina, moedas digitais, impressão 3D, robótica e carros autônomos. As possibilidades são enormes e os avanços muito acelerados.

Esse novo mercado de consumo é movido pela experiência que traz praticidade e melhora no dia a dia das pessoas. É por isso que muitas profissões deixarão de existir e outras surgirão, porque a tecnologia transforma a vida das pessoas, traz novos olhares aos problemas reais e gera oportunidades de economias colaborativas.

Portanto, o investimento em infraestrutura e tecnologia em nuvem é extremamente relevante, pois assim as startups não precisam ter o espaço físico e necessidade de altos investimentos com hardware e software, já que os projetos em nuvem são flexíveis, escaláveis e pagos pelo uso.

Tudo isso só fará sentido se a startup tiver propósito corporativo para dar sentido à visão e missão do negócio. O propósito deve ser tão claro quanto o nome, e não uma página do manual de RH. Isso fará com que os clientes sejam atraídos facilmente pela identificação que sentirão, os funcionários trabalharão mais engajados e o negócio seguirá fiel ao seu objetivo de ser autêntico e fazer a diferença na vida das pessoas.

SAS realiza Global Forum 2020 virtualmente

Adaptando-se à nova realidade imposta pelo novo Coronavírus, o SAS, líder global em analytics, reinventou o seu principal evento, o SAS Global Forum . Assim, a companhia transformou a maior conferência do segmento em uma experiência virtual, gratuita e ao vivo, que será realizada no próximo dia 16 de junho.

Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de conhecer os próximos passos no roadmap de evolução tecnológica do SAS, incluindo novidades em suas soluções e novas parcerias que suportam sua visão de futuro. Além disso, conhecerão histórias de empresas que transformaram seus negócios a partir da inteligência de dados, casos de sucesso de uso de analytics para superar o momento atual, projetos de uso de dados para causas sociais (SAS Data for Good), além das principais tendências em inteligência artificial, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e muito mais.

“A pandemia continua afetando a todos profundamente, e tivemos de repensar a forma como fazemos nosso trabalho”, afirma Oliver Schabenberger, vice-presidente executivo e diretor de Operações e de Tecnologia do SAS. “Reinventamos o SAS Global Forum para transformá-lo em uma nova experiência virtual, que informa e inspira os integrantes da comunidade empresarial e de analytics à medida que navegam pela mudança e pela disrupção.”

Programação

Otimizado para uma experiência virtual, o evento dará aos participantes acesso a sessões com diversas temáticas relacionadas ao universo de analytics, experiências virtuais, demonstrações, bem como conteúdos educacionais e de capacitação. Tudo a partir do conforto e segurança de suas próprias casas.

A edição deste ano terá a participação especial de Simon Sinek, autor de best-sellers como “Comece pelo porquê”, “Encontre seu porquê” e “O Jogo Infinito”. Referência em temas relacionados a gestão e liderança, Sinek abordará no evento a importância do momento atual em promover e inspirar grandes líderes, e como é possível vislumbrar oportunidades que podem gerar resultados de impacto para empresas e consumidores.

O programa virtual também vai contar com a participação dos principais executivos do SAS, assim como de líderes empresariais de diversos setores. Dividido em quatro tracks de conteúdo, a programação traz uma agenda específica para parceiros e outra apenas para executivos, dividida por segmento de negócios. Além disso, o chamado The Quad funcionará como uma área de exposições virtual, com demos e estandes.

Para aqueles que não puderem ver as transmissões ao vivo, as sessões executivas e de usuários estarão disponíveis on-demand após o evento. A agenda do SAS Global Forum 2020 já está disponível para download .

Criado para reunir usuários, executivos, parceiros e acadêmicos de todo o mundo, o SAS Global Forum 2020 será o primeiro evento virtual de analytics em escala global.

Evento: Virtual SAS Global Forum 2020

Data: 16/06, terça-feira, a partir das 12h (horário de Brasília)

A importância da educação para as Micro e Pequenas Empresas

Por Ana Beatriz Cesa, Presidente da Brasil Júnior 2020

Nossa geração nunca presenciou um cenário tão fragilizado como este que estamos atravessando em decorrência da pandemia. As empresas, mais do que nunca, são conduzidas a enfrentar desafios sobre desemprego, fluxo de trabalho e produtividade da equipe, além de graves dificuldades financeiras e permanência no mercado. Compreendemos que, no país, esse cenário ganha um agravante ainda maior diante do contexto dos pequenos negócios.

Mesmo que correspondam a mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do nosso País – de acordo com dados do SEBRAE, esse é o perfil de empresa que mais enfrenta dificuldades, seja em gestão, adaptação no mercado, conhecimento sobre o setor e estratégias de crescimento, situação que tende a se agravar cada vez mais diante da crise atual.

Ainda assim, as MPEs são a principal fonte de emprego no país. No Brasil, existem 6,4 milhões de estabelecimentos, desse total, 99% são Micro e Pequenas Empresas, o que torna ainda mais essencial o desenvolvimento dos pequenos negócios e o aumento na sua competitividade, de modo a aumentar sua chance de sobrevivência no mercado.

Frente à tudo isso, nos encontramos diante de um fator essencial para o fortalecimento dos pequenos negócios: a educação, sobretudo, empreendedora. A educação em si é o fator mais determinante para o desenvolvimento de um país e do indivíduo. É por meio dela que se garante o desenvolvimento social, econômico e cultural, e que mudanças e inovações da sociedade são construídas.

A educação empreendedora, inclusive, é a principal bandeira do Movimento Empresa Júnior. E, pensando em como contribuir com o país diante do contexto de crise, criamos o “Unidos pelo Brasil”, projeto que conecta os valores agregados da educação empreendedora às PMEs. A plataforma conduzirá as Empresas Juniores – empresas formadas por universitários de todo país, a realizar consultorias gratuitas para pequenos negócios. Somente em 2019, foram atendidas pelas empresas juniores, mais de cinco mil MPEs e foram oferecidas mais de 20 mil soluções para o mercado.

No final das contas, o entendimento da importância da educação é capaz de guiar a transformação nas universidades, formando lideranças por meio da educação empreendedora. Acredito que com a união do empreendedorismo, da educação e da força da juventude, é possível alcançar o equilíbrio entre os pilares mais importantes da sociedade, auxiliando Micro e Pequenas Empresas a se fortalecerem no mercado e assim, fazer do Brasil um país cada vez mais empreendedor.

Kantar aponta as principais transformações e as tendências de comportamento do consumidor pós-quarentena

Desde o início da pandemia, nossos comportamentos e hábitos de consumo foram profundamente impactados. Atividades outdoor, como frequentar bares, restaurantes, cinemas e shows foram retiradas do nosso dia a dia, enquanto novas possibilidades tornaram-se uma opção de, ao menos, mantermos próximos os antigos hábitos. O consumo de bebidas alcoólicas migrou para dentro de casa, assim como cozinhar passou a ser uma atividade mais frequente. Como opção, os pedidos delivery e as compras online ganharam mais força, assim como um interesse ainda maior pelos noticiários da TV e do rádio, além de conteúdos via streaming, como podcasts e músicas. Por falar nisso, as lives também são uma tendência que ganharam verdadeiras legiões de fãs, e que devem seguir no ‘novo normal’.

A Kantar vem acompanhando essas mudanças e, agora, destaca as principais transformações e as tendências no comportamento do consumidor pós-quarentena.

Consumo

Os impactos da pandemia do novo coronavírus atingiram em cheio os hábitos de consumo. Na fase de pré-isolamento social, a estocagem de itens de limpeza e alimentos deram o tom, porém, agora vemos a preferência pelo comércio local em função da comodidade de ser mais próximo de casa e pelo número menor de pessoas no ambiente, o que implica em evitar aglomerações.

O delivery ganhou força como serviço que complementa o consumo no dia a dia, motivado, principalmente, para indulgências. A classe AB lidera com aumento no consumo nesse canal, com 11%. Nos dias de semana, o crescimento chegou a 9% e aos fins de semana em 10%. O top 3 categorias mostra em primeiro lugar fast food, seguido por pizzas e em terceiro lugar a busca por pratos e refeições.

Esse é um comportamento que veio pra ficar. Dentre os brasileiros que pediram delivery, 53% pediram de 2 a 3 vezes na última semana, e dos 19% que já aderiram ao delivery dizem que, mesmo após a pandemia, pedirão mais entregas de refeições do que antes.

Além disso, há demanda latente por canais digitais, e essa experiência já vem conquistando os consumidores. No Brasil, em média, o e-commerce* cresceu 2,3 nas 4 semanas após o bloqueio, e na América Latina, o número chega a 3,3.

Realizando mais refeições em casa, o consumo de alimentos e bebidas nessas ocasiões cresceu 27%. As ocasiões do almoço e jantar lideram, com aumento de 30%, seguidas pelo café da manhã (+25%) e lanches rápidos (+21%). Entre os itens mais consumidos no período, estão leite condensado, creme de leite, cerveja, leite e catchup/atomatados.

A sensação de limpeza e de proteção também ganha força, o que impacta diretamente o consumo de produtos de higiene pessoal: matar os germes, sentir-se limpo e fresco além da hidratação são as principais necessidades que crescem nos cuidados com a pele. Por outro lado, outras necessidades tiveram retração, assim como itens de maquiagem, fragrância, aparelhos como secador de cabelos, chapinha, entre outros:

Um olhar sobre a Mídia

Na busca por notícias sobre a pandemia e das orientações das autoridades, a audiência de TV apresentou aumento no tempo médio individual em todas as regiões do Brasil. Nas últimas semanas, observa-se uma estabilização, com patamares menores, mas ainda muito elevados.

Dados do estudo global Dimension: A Mídia & Eu, realizado pela Kantar IBOPE Media antes da pandemia, já indicavam que a confiança do consumidor é maior nos meios jornal, rádio e TV, o que impulsiona o consumo e o compartilhamento de notícias.

Outra tendência que apareceu durante a pandemia e que tem todo o potencial de continuar após a quarentena é o fenômeno das lives. Das 216 lives analisadas nos finais de semana entre 25 de abril e 31 de maio, constatamos que as que tiveram seu conteúdo transmitido em outros meios que não somente o digital tiveram repercussão 2,6 vezes maior.

Os apps também ganharam um novo queridinho: o TikTok já é o aplicativo da quarentena, com mais de 2 bilhões de downloads em todo o mundo. Os apps de lives, como o Zoom, também aparecem como os mais buscados. O consumidor multiconectado também tem preferido diversificar suas opções e, com esse novo cenário, cresce também a necessidade de métricas cross media capaz de oferecer aos anunciantes comparabilidade. É importante identificar o indivíduo aonde ele estiver.

Ainda que a atividade publicitária tenha diminuído, surgiram novas oportunidades de direcionamento estratégico. Modelos de negócio que se beneficiam do isolamento apresentam crescimento de até 3 dígitos no número de inserções:

Manter-se presente junto ao consumidor faz toda a diferença no momento. Entre as marcas mais valiosas de acordo com o ranking Brandz Brasil, 16 entre as 20 não deixaram de anunciar durante a pandemia.

Posicionamento das marcas

Consumidores acham que a vida e a economia precisam continuar. Alguns veem a propaganda como uma distração bem-vinda ou um lembrete agradável de tempos mais normais. Por isso, mesmo nesse momento tão delicado, o consumidor brasileiro diz querer ouvir o que as marcas estão fazendo e como podem contribuir para melhorar essa situação.

Ele também espera se conectar com valores das marcas nas propagandas:

Quando questionados se as marcas devem ou não mencionar a pandemia, não existe um consenso. O que determina um bom resultado de um comercial é o seu conteúdo criativo, relevância da mensagem, propósito de marca etc. Por isso, para terem destaque nesse momento, as marcas devem ser autênticas, relevantes e terem um propósito. Esses atributos já eram importantes antes e ganharam ainda mais importância dado o momento pelo qual todos estamos vivenciando.

As marcas precisam entender essa nova realidade e precisam ‘ajustar’ seu ponto de vista dentro dela para poderem ser ouvidas. As pessoas esperam que as marcas ajudem se puderem, e comportem-se de forma responsável e ofereçam novos produtos/serviços relevantes para essas grandes mudanças. Por isso, posicionar-se faz toda a diferença.

As edições do Kantar Thermometer estão disponíveis no site http://br.kantar.com/covid-19/, que traz atualizações frequentes sobre os impactos do novo coronavírus.

Ralf Brandstätter é o novo CEO da marca Volkswagen


O Grupo Volkswagen está reatribuindo responsabilidades pela direção da marca e do Grupo. A partir de 1º de julho de 2020, a marca Volkswagen será dirigida por seu anterior COO, Ralf Brandstätter. O CEO do Grupo Volkswagen, Dr. Herbert Diess, que anteriormente foi responsável pelas duas funções, vai passar assim a ter maior liberdade para o exercício de suas funções como CEO do Grupo. No Conselho de Administração do Grupo, Brandstätter vai manter total responsabilidade pela Volkswagen Passenger Cars e o grupo de marcas de volume. O objetivo será a manutenção de um foco mais concentrado nas tarefas de alto nível no Grupo e na marca durante a atual fase de transformação na indústria automotiva.

Como novo CEO da marca Volkswagen, Ralf Brandstätter, a partir de 1º de julho de 2020, dará continuidade às estragégias de mobilidade elétrica bem como a digitalização do automóvel, direcionamentos contruídos ao longo destes últimos anos.

“Ralf Brandstätter é um dos executivos mais experientes da empresa. Durante os dois últimos anos, ele liderou com sucesso a Volkswagen como COO e desempenhou um papel fundamental no projeto de transformação da marca”, afirmou o CEO da Volkswagen AG, Dr. Herbert Diess. “Desta forma, fico muito satisfeito por saber que Ralf Brandstätter irá liderar o desenvolvimento da marca como CEO, seguindo as decisões estratégicas de longo alcance estabelecidas nos últimos anos”.

Após uma ano recorde em 2019, a marca está extremamente bem posicionada para o futuro. A Volkswagen completou com sucesso a primeira etapa da estratégia Transform 2025+. A empresa está agora entrando na próxima fase. A ampla ofensiva elétrica agora vai se tornar tangível com novos veículos nas estradas. A Volkswagen está abrindo o caminho para a mobilidade com emissão zero. Até 2025, deverão ser vendidos pelo menos 1,5 milhão de carros elétricos. Além da eletrificação, a marca também vai evoluir na digitalização durante os próximos anos.

“Para a Volkswagen, o caminho para o futuro já foi traçado. Com base na estratégia Transform 2025+, a marca está se transformando numa das provedoras líderes da mobilidade neutra em carbono e a caminho de tornar-se uma empresa de tecnologia digital. Eu gostaria de agradecer a toda a equipe da Volkswagen por sua tremenda dedicação. Vamos seguir nossa rota definitivamente juntos”, declarou Ralf Brandstätter.

Ralf Brandstätter nasceu em Brunswick em 8 de setembro de 1968. Após treinar como projetista de instalações na fábrica da Volkswagen em Brunswick, estudou engenharia industrial e ingressou no Grupo Volkswagen em 1993. Depois de exercer funções na liderança de projetos internacionais na divisão de compras, tornou-se assistente do Conselho Administrativo na Secretaria Geral da Volkswagen AG. Em 1998, passou a encarregado de compras de metais para componentes de chassis e trens de força e foi designado como diretor de projetos de novos veículos em 2003. Em 2005, transferiu-se para a Espanha como chefe de compras da SEAT. O executivo tornou-se membro do Conselho Executivo da SEAT responsável por compras em 2008. Brandstätter foi nomeado Chefe de Compras Exteriores do Grupo em 2010. Ele foi nomeado Chefe de Compras do Grupo para Lançamento de Novos Produtos em 2012 e tornou-se Representante Geral da Volkswagen AG em outubro de 2015. Ralf Brandstätter foi indicado para membro do Conselho Administrativo da marca Volkswagen Passenger Cars em dezembro de 2015. Brandstätter vem ocupando o posto de Chief Operating Officer (COO) da marca Volkswagen Passenger Cars desde 1º de agosto de 2018.

Brasil e China se destacam como mercados abertos à inovação no varejo, aponta pesquisa


O futuro do varejo está mais próximo do que imaginamos, e em poucos anos os smartphones devem se tornar o principal ambiente de compras. É o que aponta o relatório Retail 2020, promovido pela multinacional de meios de pagamento Wirecard em parceria com a VansonBourne.

A pesquisa entrevistou 4998 pessoas em sete dos principais mercados consumidores do mundo (Brasil, China, EUA, Reino Unido, Alemanha, Singapura e Emirados Árabes Unidos) em novembro de 2019. O relatório analisou a percepção desses consumidores em relação a tendências e novas tecnologias do varejo, como self-checkout, reconhecimento de voz e facial, biometria, realidade virtual e smart mirrors (telas digitais nas lojas físicas).

“O varejo vai mudar mais nos próximos 5 anos do que nos últimos 50, afirma Jörn Leogrande, VP executivo da Wirecard Labs. E as mudanças já começaram, principalmente nos meios de pagamento: 47% dos entrevistados afirmaram utilizar carteiras digitais, e 81% afirmaram que as utilizariam sem problemas para compras em grandes valores.

“A realidade das pessoas vem sendo transformada muito rapidamente, e a crise da Covid-19, com o fechamento do comércio físico tradicional, pode ter impulsionado ainda mais essas mudanças. O consumidor em todo o mundo vai se abrindo mais à inovação e, acima de tudo, confiando nas tecnologias como algo seguro”, analisa João Pedro Tonini, VP de produtos e tecnologia da Wirecard Brasil.

A pesquisa mostra que brasileiros e chineses são mercados consumidores abertos a essas inovações, enquanto europeus costumam ter uma postura mais conservadora. Por exemplo: no Brasil, 24% dos entrevistados confiam mais em provedores de pagamento (Apple Pay, Samsung Pay, Amazon Pay) do que em bancos tradicionais e outras organizações. Na Alemanha, apenas 12% demonstraram mais confiança em meios de pagamento digitais.

O consumidor brasileiro também se demonstrou interessado em utilizar tecnologias inovadoras de meios de pagamento, como reconhecimento facial (57%) e criptomoedas (63%). No caso da realidade virtual, 85% dos brasileiros gostariam de utilizá-la para provar peças de roupa e calçadas em uma compra online.

“O Brasil, por ter um sistema financeiro historicamente burocrático e muitas vezes excludente, tende a ser um ambiente favorável à inovação. O consumidor acaba sendo atraído por alternativas que simplifiquem a sua vida e reduzam custos e burocracias”, analisa Tonini.

Veja a pesquisa: http://www.wirecard.com/a-new-age-of-retail-is-dawning

Comércio eletrônico cresce 41% entre março e abril de 2020 no Brasil, aponta pesquisa da PayU

Entre março e abril de 2020, período em que a disseminação do novo coronavírus ganhou proporções inesperadas e se tornou uma pandemia, as vendas por meio do comércio eletrônico cresceram 41% só no Brasil. Se analisarmos os últimos 12 meses – abril de 2019 a abril de 2020 -, o aumento foi de 28%. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela PayU, fintech e divisão de pagamentos digitais da Prosus.

Segundo a pesquisa, que analisou o cenário na América Latina, as vendas digitais tiveram uma variação positiva no período de pandemia. O Brasil foi o país com os percentuais mais altos, seguido pela Colômbia – com um crescimento de 21% entre março e abril de 2020 – e a Argentina, com aumento de 12% no período. Por outro lado, Peru e México registraram queda de 12% e 8%, respectivamente, mês contra mês.

O comércio eletrônico do setor de alimentos foi o que mais cresceu no período: 131%. De acordo com a pesquisa da PayU, como a maior parte das pessoas está seguindo a orientação de ficar em casa, não sendo possível ir a restaurantes, o consumidor está comprando produtos de mercados e refeições prontas online. O segundo setor com maior crescimento, é de moda, que registrou 122% de aumento em abril em comparação com março.

“No início de março, quando a Covid-19 começou a se espalhar pela região, o setor de moda, teve uma queda significativa, atingindo seu pico mais baixo no domingo, 22 de março. Porém, as marcas se adaptaram à situação, oferecendo produtos para as pessoas usarem em casa, com comunicação voltada para o conforto. Isso contribui para sua rápida recuperação em abril,” afirma Felipe Gonçalves, country manager da PayU no Brasil.

Outros setores que tiveram um bom crescimento são as vendas por catálogos e marketing multinível, com 81%; serviços médicos, com 49%, devido a aquisição de itens de farmácia e equipamentos médicos para hospitais, seguidos por maquinários (34%), educação e bens domésticos – ambos com 33%.

O estudo ainda aponta os setores com mais dificuldade no período. As demandas no segmento de transporte, que engloba companhias aéreas, serviços de transporte colaborativo e intermunicipal, diminuíram abruptamente, registrando uma queda de 71%. Isso se deve ao medo de contágio do COVID-19 e medidas de isolamento. Essas mudanças impactam diretamente no setor de turismo, como agências de viagens, guias turísticos e hotéis, que, devido às restrições, registraram uma queda de 39% em abril em comparação com março de 2020. Se olharmos os últimos 12 meses, a queda é ainda maior – 65% frente a abril de 2019.

“Estamos vivenciando uma crise sem precedentes e a maior parte das empresas está buscando medidas para sobreviver e manter os empregos. O comércio eletrônico é uma ótima saída para a situação, pois possibilita a continuidade da operação, menos que de forma reduzida”, diz Gonçalves. Para o executivo, essa situação impactará inclusive nos hábitos de consumo da população. “O comportamento das empresas e consumidores está se voltando cada vez mais para o digital. E, embora ainda não tenhamos certeza de como será o mundo pós-pandemia, podemos afirmar que cada vez mais as pessoas buscarão pela praticidade e segurança que o comércio eletrônico oferece”, afirma o executivo.

O levantamento da PayU analisou dados de 115 milhões de transações online processadas anualmente em mais de 22 mil lojas na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México, Peru e Panamá. Para conferir o estudo completo, acesse: http://latam.payu.com/pt/relatorio-covid

Parceria com Cubo Itaú torna a Funcesp a primeira entidade de previdência a participar do processo de open innovation no hub

A Funcesp acaba de firmar parceria com o Cubo Itaú, principal hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, tornando-se assim a primeira entidade de previdência complementar a participar do centro para o processo de open innovation. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da organização de fortalecer cada vez mais a cultura de inovação e transformação digital em toda sua cadeia operacional.

“A conexão com as fintechs, como são conhecidas as startups de finanças, e as healthtechs (de saúde) do Cubo Itaú nos auxiliará na estratégia de trazer soluções e ferramentas de Inteligência Artificial para o dia a dia da Funcesp, com benefícios diretos para nossos colaboradores, participantes e beneficiários”, comenta o presidente da Funcesp, Walter Mendes.

O presidente da Funcesp destaca ainda que a parceria tem como um de seus focos principais o envolvimento de colaboradores de todas as áreas. “Levaremos nossos profissionais até o Cubo para que identifiquem, no ecossistema de startups, soluções de inovação que proporcionem otimização e agilidade de processos, redução de custos, entre outros impactos positivos na operação”.

A parceria com o Cubo Itaú consolida o processo de transformação digital iniciado na Funcesp com iniciativas implantadas em diferentes áreas da entidade e que já vêm provocando mudanças na forma de se trabalhar, com foco em eficiência operacional e ganhos de produtividade.

“Ficou ainda mais evidente a necessidade das empresas investirem em soluções digitais para permanecerem relevantes em sua área de atuação. E a Funcesp entra no momento ideal no Cubo, pois as corporações que estão no processo de transformação digital, e cultural, vão ser protagonistas no novo normal”, fala Pedro Prates, Co-head do Cubo Itaú, complementando que ter no hub a maior entidade fechada de previdência complementar de capital privado do país vai ser uma excelente oportunidade para crescimento deste segmento, que pode contribuir de forma significativa para a sociedade.

Você seria capaz de proteger e armazenar 360 bilhões de horas de conferências web de negócios?

Por Juan Carlos Gutiérrez, diretor IBM Storage LA

Estamos em um dos momentos decisivos da história. Nosso mundo cada vez mais digital está passando por uma mudança acelerada por causa da situação atual. Todos os dias, vemos mais empresas apostando na criação de plataformas de negócios (páginas, aplicativos, serviços online) para reforçar sua vantagem competitiva e diferenciação.

Mas o que isso produz? A explosão de dados.

De fato, de acordo com o IDC no estudo “Worldwide Global DataSphere Forecast, 2020-2024”, até 2024 os dados globais crescerão para aproximadamente 143 zettabytes de dados criados, capturados, copiados e consumidos, hospedados na nuvem e nos datacenters. Para entender melhor esses dados, um zettabyte corresponde a 1 bilhão de terabytes ou 1 trilhão de gigabytes. Então, 143 zettabytes de dados equivalem a 360 bilhões de horas de conferências web de negócios.

Se voltarmos 10 anos atrás, as empresas com mais capital eram as empresas de petróleo. No entanto, as empresas com mais capital nesta era atual são os grandes geradores de dados, como varejistas virtuais, bancos, empresas de transporte ou imobiliárias on-line e fornecedores de streaming.

E esse avanço tecnológico, com o consequente aumento de dispositivos interconectados, traz consigo um aumento nos dados gerados, analisados ​​e armazenados em todo o mundo. Esses dados são gerados por consumidores e empresas. Estima-se que o número de interações pessoais por dia envolvendo a troca de algum tipo de dados se multiplique por 20 nos próximos anos. E isso acontecerá cada vez mais à medida que nossas casas, locais de trabalho, veículos, dispositivos portáteis, etc. se interconectam e começam a produzir mais dados.

Os dois paradigmas da explosão de dados: armazenamento e proteção

Em um mundo acelerado, as empresas capazes de tomar decisões em tempo real terão maior capacidade de se adaptar a novos contextos de mercado, ficar mais inteligentes e responder melhor às necessidades de seus clientes. Isso só acontecerá se elas tiverem uma estratégia de armazenamento que permita análise imediata e acesso aos dados.

Mas esse novo contexto também pode expor as empresas a maiores ameaças e custos relacionados ao roubo de dados e ao cibercrime. Todas as empresas, independentemente do tamanho, estão expostas a ataques cibernéticos. De fato, um estudo da IBM prevê que até 2021 as empresas serão vítimas de ransomware a cada 11 segundos; portanto, a estratégia de segurança cibernética e resiliência é fundamental.

Não se trata apenas de “se” você sofrerá um ataque de segurança, mas de “quando”. Atualmente, a maioria das estratégias de segurança concentra-se na capacidade de impedir violações de segurança e, quando ocorrer, resolver esse ataque. Ataques que podem levar horas, dias ou até semanas para remediar.

Essa realidade torna essencial a infraestrutura de armazenamento para evitar o impacto de ataques cibernéticos nas empresas e em seus dados. A infraestrutura de armazenamento deve oferecer as tecnologias certas para criar uma estratégia holística de segurança cibernética para dados corporativos armazenados e trocados.

No final, todos nós nos beneficiaremos dos dados que geramos. As empresas verão esses dados refletidos em melhores produtos e serviços e em uma maior vantagem competitiva; e o consumidor desfrutará de uma experiência mais personalizada.

Porém, com os dados como base da nova economia, a capacidade de armazenamento seguro será essencial para a confiança na era digital.

Vale do Pinhão promove inédita competição on-line de startups de Curitiba

Oferecer mentoria e até possibilidade de investimento para startups e empreendedores de Curitiba, durante a pandemia da covid-19, é o objetivo do Pitch Live, inédita competição on-line promovida pelo Vale do Pinhão. O projeto une disputa e aprendizado, com foco em oportunidades de desenvolvimento de produtos e serviços inovadores.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, avalia que o formato da competição do Vale do Pinhão contribuirá com o crescimento dos participantes, já que todos vão sair ganhando com a experiência e o aprendizado proporcionado.

“O Pitch Live dará mais visibilidade às startups e gerará mais negócios em Curitiba, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus”, analisa Cris. A Agência Curitiba, ligada à Prefeitura, é responsável pela organização do evento digital.

A competição é dividida em três etapas e em duas delas estão previstos pitchs (apresentações rápidas) on-line, quando as startups vão “se vender” para jurados indicados por fundos de investimento do Vale do Pinhão.

Já estão confirmados nas bancas representantes do Anjos do Brasil, Curitiba Angel, Redpoint Eventures, Bzplan, HAG Ventures, GoVentures, BumpLab Startup, Platta Investimentos, JUPTER, Founder Institute Brazil, Honey Island Capital, VMF Participações, 2be Solutions e Excelência Participações.

Fases

Na primeira fase, as startups passam por uma seletiva e deverão se inscrever, até 17 de junho, no link da competição on-line. A partir de informações detalhadas no formulário, como estágio do projeto, equipe, produto e mercado, técnicos e parceiros da Agência Curitiba farão uma curadoria para escolher as 20 empresas que irão para a próxima etapa da competição do Vale do Pinhão.

Na segunda fase, começam os pitches das startups selecionadas, com apresentações de até quatro minutos. Serão dois grupos, divididos em dez competidores, que farão apresentações on-line para os jurados nos dias 19 de junho (grupo 1) e 26 de junho (grupo 2), às 16h30.

Com transmissão ao vivo pelo Youtube do Vale do Pinhão, os competidores serão avaliados a partir de critérios como grau de maturidade da empresa (e equipe), novidade, diferenciação e utilidade da inovação tecnológica apresentada.

A final da competição será no dia 1º de julho, às 16h, quando os oito finalistas se enfrentarão em um “Business Round” especial, versão on-line da rodada de negócios mensal promovida pelo Vale do Pinhão (o evento está suspenso com a pandemia). Serão pitches de quatro minutos para cada finalista e os jurados terão mais três minutos para fazer perguntas.

Nesta última etapa, o público também poderá votar e as empresas mais bem avaliadas somarão pontos extras em relação à votação do júri também formado por fundos de investimento.

Premiação

Como premiação, as startups receberão certificados como “Empresa Promissora” (2º e 3º lugares) e “Empresa Destaque” (1º lugar), oferecidos pela Agência Curitiba. Além disso, os fundos de investimento parceiros irão oferecer mentorias e a possiblidade de as empresas mais bem colocadas participarem de programas de aceleração e até de rodadas de investimento.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

Mão de obra qualificada é necessária para o desenvolvimento econômico e social do Brasil

Por Jamile Sabatini Marques

Estamos vivendo um momento polarizado quando se trata de empregos no Brasil e no mundo: enquanto as empresas do setor tecnológico carecem de mão de obra qualificada, há um grande número de pessoas buscando empregos – 12,3 milhões somente no Brasil, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, como consequência, vemos pessoas capacitadas, que poderiam ser englobadas pelo setor, e hoje estão se arriscando como empreendedores pela necessidade de prestar serviços por meio das plataformas digitais como uma forma de sustento.

Ao mesmo tempo que milhares de vagas do setor tecnológico no Brasil não estão sendo preenchidas por falta de qualificação, as empresas que não conseguem completar os seus quadros de funcionários estão perdendo competitividade, pois enfrentam dificuldades para fecharem novos projetos e contratos por falta de equipe técnica. O resultado, com isso, é claro: o Brasil deixa de gerar desenvolvimento econômico baseado no conhecimento e perde competitividade para os outros países

Nestes novos tempos que estamos enfrentando uma pandemia mundial e com a aceleração da transformação digital que veio com ela, o país ganhará espaço nas capacitações on-line para fazer com que este abismo entre a oferta de empregos e o número de desempregados diminua.

Uma alternativa que reduziria o abismo existente para as empresas atraírem profissionais formados em outras áreas e capacitá-los de acordo com as suas necessidades é o benefício fiscal. Existe hoje uma lista imensa e diversa de carreiras que as empresas de tecnologia apontam como as mais escassas: Cientista de Dados; Programador Python; Analista de Segurança cibernética; Arquiteto de Infraestrutura Cloud; Arquiteto de Soluções; Cientista de Inteligência Artificial e Cognição; Cientista Quântico; e Arquiteto de Aplicação, sendo este último apontado como uma “mosca branca” por alguns empresários, ou seja, aquele profissional raro no mercado e muito difícil de ser encontrado.

Outro ponto de atenção que muitas empresas acabam deixando de lado por falta de conhecimento é a forma em que buscam tais profissionais. Muitas optam por robôs que fazem uma pré-seleção do enorme volume de currículos recebidos para preencher uma vaga específica. Porém, se o candidato não está atento à descrição do cargo, pode deixar de lado as palavras-chave necessárias para que o robô o considere no processo seletivo ou para a próxima etapa de seleção. É importante que, por trás destes robôs, existam profissionais de recrutamento abertos e incentivados a fazer contratações que necessitam de treinamento e capacitações específicas.

Ainda é cedo para sabermos o impacto que o COVID-19 deixará, mas é inegável que a transformação digital foi acelerada em alguns anos. A cada dia teremos novos desafios e, com eles, oportunidades para novas tecnologias se inserirem em uma nova forma de trabalho e de qualidade de vida.

Políticas públicas para o fortalecimento dos setores de tecnologia e digital é um dos principais caminhos para a recuperação econômica do Brasil e, para tanto, se faz necessário a utilização das federações e das instituições de ensino e institutos na formação de profissionais para este novo mundo. Esses serão os principais eixos sobre os quais a demanda por emprego girará nos próximos anos.

Jamile Sabatini Marques, diretora de inovação e fomento da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software

CognIO firma parceria com a Cemig para desenvolver produtos inteligentes

A startup CognIO, que participa do FIEMG Lab, acertou uma parceria estratégica com a Cemig SIM dentro do seu programa de inovação aberta para o desenvolvimento de soluções em IoT, sigla que significa em português internet das coisas – conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet. A Cemig SIM será sócia da startup para a comercialização de duas plataformas e a CognIO será a responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, engenharia e serviços necessários para a produção.

De acordo com Vanderson Sena, CEO da CognIO, a Cemig SIM – que faz parte do grupo Cemig que é uma das empresas madrinhas do FIEMG Lab – se mostrou interessada no ICE Guard, produto desenvolvido com o objetivo de reduzir perdas e realizar controle de qualidade e monitoramento em equipamentos de refrigeração. “Eles acharam o produto fabuloso e se dispuseram a revender. Além disso, nos disseram que precisavam de uma plataforma para a gestão da eficiência energética. A partir daí desenvolvemos o Energy SIM”, contou o CEO.

O ICE Guard realiza a gestão da cadeia fria, monitora os processos e com isso propicia ao cliente, atacadista ou industrial, que ele tenha um controle da sua cadeia fria ao visualizar e ter toda as variáveis para controlar a qualidade alimentar, a eficiência energética. “No Brasil, 15 milhões de toneladas de comida são jogadas no lixo pela ineficiência operacional na cadeia fria. O ICE Guard surde da necessidade de cuidar de todos os processos desta cadeia para que as pessoas não comprem comida estragada”, afirmou Sena.

E para que as empresas possam alcançar uma economia em suas plantas energéticas, que pode variar de 10 a 35%, a CognIO criou o Energy SIM. “É uma plataforma que permite um controle apurado do gasto de energia. Em momentos de crise como o que estamos vivendo, é importante reduzir gastos e, no momento da retomada, o uso racional vai contribuir para a manutenção do negócio”, explicou.

A CognIO é uma startup de Belo Horizonte, que existe desde 2018, e participa do programa de aceleração do FIEMG Lab 4.0. Para o CEO, participar do programa potencializou o desenvolvimento da empresa. “O FIEMG Lab é um divisor de águas, pois foi durante a aceleração que desenvolvemos o ICE Guard e tivemos a oportunidade de desenvolver um novo produto que contribui para a nossa jornada e nos coloca em um outro patamar”, comemora Sena.

58% dos profissionais acreditam que home office continuará após período de isolamento social

Em pesquisa realizada em parceria com a Talenses, consultoria de recrutamento, a Fundação Dom Cabral, 9ª melhor escola de negócios do mundo, de acordo com ranking divulgado pelo jornal britânico Financial Times (edição 2020), destaca as mudanças na rotina dos colaboradores que já podem ser percebidas em virtude da pandemia do novo Coronavírus. Chamada de ”Processos de admissão, onboarding e treinamento no cenário COVID-19″, a pesquisa contou com 375 respondentes de setores como serviços, indústria e outros. Entre as questões abordadas, estão como as companhias em que trabalham estão lidando com os novos funcionários e os processos iniciais destes nas empresas.

Entre os respondentes, 72,8% são de São Paulo, 6,13% do Rio de Janeiro e 5,07% de Minas Gerais. O levantamento aponta para o aumento no número de colaboradores trabalhando em home office. Antes do início da pandemia, este número era de 22%, e agora corresponde a 70%. Entre os destaques da pesquisa estão o fato de que 72% dos entrevistados afirmaram que as empresas onde trabalham não encontraram dificuldades em implementar o home office, e que 58% deles dizem acreditar que, após a pandemia, as práticas de home office permanecerão parcialmente na rotina das companhias. Além disso, 105 respondentes apontaram as maiores dificuldades de suas companhias para implementar o trabalho remoto: 64,76% disseram que a falta de infraestrutura para os colaboradores (notebook, telefonia e outros) foi o principal empecilho, enquanto 43,81% afirmaram que questões culturais relacionadas a esse modelo de trabalho eram um obstáculo.

“Existe uma preferência dos colaboradores pela implementação do home office, mas em que grau ele será efetivamente adotado pelas companhias é algo que só saberemos nos próximos meses”, comenta Paul Ferreira, Diretor do Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral, e um dos responsáveis pela pesquisa.

Entre os demais dados importantes para dar um panorama sobre os reflexos que o “novo normal” vem tendo no dia-a-dia das empresas estão: processos que passaram a ser feitos de maneira remota (apontado por 35,20% dos respondentes) e a suspensão dos processos seletivos após a Covid-19 (34, 67%). Anteriormente, quase metade dos processos onboarding nas empresas eram feitos em etapas presenciais.

“A pesquisa indica que a empresas adotarão mudanças em seus métodos de ingressão na companhia e, claro, nas práticas diárias de trabalho. Isso acontece muito em parte pela rápida adaptação dos colaboradores ao novo momento, o que ajuda nessa transição que deve ocorrer no pós-pandemia”, comenta o Professor.

EMBRAPII recebe projetos de startups e pequenas empresas para parceria internacional

Para estimular o compartilhamento de conhecimento tecnológico e promover a internacionalização deempresas, a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o IraSME, consórcio que reúne instituições de fomento à inovação de vários países, estão recebendo propostas de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de startups, de pequenas e médias empresas brasileiras.

Os projetos devem ser realizados em parceria com a indústria dos países membros da rede (Canadá, Áustria,República Tcheca, Alemanha, Turquia, Rússia, Luxemburgo e Bélgica). O objetivo é que as propostas sejam voltadas para o desenvolvimento de soluções e novas tecnologias. Não há restrição de área de conhecimento e todos os setores industriais podem apresentar projetos.

Para confirmar a participação, as empresas brasileiras devem procurar uma das 55 Unidades EMBRAPII (veja aqui), centros de pesquisa integrantes da rede da instituição brasileira, para submeter seu projeto à avaliação. Oprazo final é 30 de setembro.

“A adesão da EMBRAPII à Rede IraSME vai ao encontro das ações que a organização tem estabelecido para promover a internacionalização das empresas brasileiras. Startups, pequenos e médios empreendedores do país poderão ter acesso a equipamentos e conhecimento tecnológico de importantes centros de pesquisas. Além disso, a parceria também vai fortalecer a cooperação entre instituições de pesquisa tecnológica brasileiras no exterior e da própria EMBRAPII com outras organizações de fomento”, destaca o diretor de Operações da EMBRAPII, Carlos Eduardo Pereira.