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O que você precisa saber sobre segurança bancária durante a Covid-19

Por Luciano Quintela, Diretor de Serviços Financeiros da Unisys para a América Latina

O momento atual trouxe novos hábitos financeiros para a população brasileira. Mesmo quem não abria mão de ir até uma agência bancária teve de se adaptar ao uso de aplicativos e sites para realizar transações financeiras. Mas o uso da internet para acessar seus dados bancários pode ser uma porta de entrada para cibercrimes. Vemos, inclusive, grandes instituições reforçando suas comunicações sobre como se proteger de invasões de hackers e roubo de dados. Tais crimes podem começar com simples armadilhas, como falsas ligações e e-mails, até sofisticados e inimagináveis golpes financeiros, como sequestro de dados.

É de se esperar que durante um pico de conexões remotas para trabalho e realização de tarefas pessoais, haja também crescimento de cibercrimes financeiros. De acordo com o Índice Unisys de Segurança, apurado em 2020 durante a Covid-19, 80% dos brasileiros afirmam estar muito ou extremamente preocupados com fraudes bancárias, contra a marca de 75% em 2019.

Felizmente, é possível tomar medidas simples para aumentar a segurança de nossas informações financeiras:

• Garanta que seu banco trabalhe com múltiplas camadas de segurança, como encriptação de dados, logout automático, programação antivírus e anti-malware, isolamento dinâmico de dados, firewalls, autenticação multifator e tecnologias biométricas.

• Não informe suas senhas de acesso ou dados de token a ninguém por telefone, nem por mensagem de texto ou e-mail. Nem mesmo o seu banco lhe solicitaria esses códigos, exceto para validar uma transação financeira que você mesmo esteja realizando.

• Se o aplicativo do seu banco oferecer ferramentas de autenticação multifator, invista um tempo para cadastrar seus dados, como a impressão digital o reconhecimento facial.

• Garanta que baixou e está utilizando o aplicativo oficial do seu banco. Muitos golpistas criam aplicativos parecidos com o de bancos para ter acesso a dados de usuários.

• Nunca utilize um wi-fi público para acessar seu banco. As redes de wi-fi abertas (ou sem senhas) podem ser facilmente invadidas.

• Caso esteja acessando um site e não um aplicativo, verifique as URLs para ter certeza de que estão protegidas (ou seja, contém o https ou o ícone de bloqueio visíveis).

• Mude suas senhas periodicamente e utilize combinações longas e que contém letras minúsculas e maiúsculas, números e símbolos.

• Configure alertas para transações realizadas na sua conta. É possível receber notificações no celular a cada transação, por exemplo.

Como os hackers podem atuar

Trojans bancários são aplicativos disfarçados de uma ferramenta qualquer, como um jogo, um serviço de streaming. Essas aplicações são projetadas para rastrear seus movimentos online. Ou seja, quando você abre sua conta bancária em um dispositivo (computador ou celular) infectado por um trojan, suas credenciais podem ser roubadas sem que você perceba. .

Os golpes de phishing podem ser realizados por e-mail, telefone e mensagens de texto. Normalmente os criminosos estão disfarçados de outras instituições. Os métodos podem ser a solicitação de dados ou o incentivo ao clique em um link, que descarrega silenciosamente um malware ou software que passa a rastrear seu dispositivo e abre janelas para roubos de dados. Um exemplo clássico: você recebe um e-mail de um endereço que, à primeira vista, parece ser do seu banco. Você assume que é seguro e clica em um link ou responde com informações privadas. Nesse momento, você pode ter compartilhado dados com um hacker.

Não quero desencorajar as pessoas a confiar na tecnologia. Pelo contrário, acredito que a tecnologia está no centro de magníficas transformações nos negócios e na sociedade. No mundo bancário, posso mencionar uma ação tão simples e, ao mesmo tempo, extraordinária: apontar a câmera do celular a um boleto e pagá-lo em 10 segundos ou fazer transferências com poucos cliques.

No entanto, crises como a Covid-19 desencadeiam grandes preocupações com saúde pessoal que podem ser aproveitadas por golpistas. Ao trabalhar de casa, as pessoas podem ter uma falsa sensação de segurança e não perceberem que seus dados estão sob ameaça. Nesse caso, a informação e a prevenção são ferramentas-chave para se proteger e seguir colhendo frutos dos benefícios da revolucionária transformação digital.

PepsiCo impulsiona mulheres no empreendedorismo com o programa Mulheres com Propósito

A PepsiCo, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas no mundo, tem entre suas prioridades contribuir com a promoção da equidade de gênero. Como reflexo desse direcionamento, a operação brasileira já conta com 44% de mulheres em posições de liderança, e a meta é atingir 50% até 2025. Dentro dessa premissa, a companhia também incentiva a representatividade feminina da porta para fora, no mercado de trabalho, por meio do programa Mulheres com Propósito que, em parceria com o FUNDES América Latina, potencializa o empreendedorismo feminino no país com capacitação de mulheres que desejam iniciar ou melhorar seus negócios.

O Mulheres com Propósito visa aumentar a receita das participantes e facilitar a incorporação de seus negócios na cadeia de valor. Ao todo, mais de 900 mulheres já passaram pelos encontros desde seu lançamento em 2018 no Brasil; na América Latina foram 10 mil impactadas diretamente, colhendo bons frutos.

O programa foi desenvolvido com foco em três frentes: ampliar oportunidades no mercado de trabalho, abrir o próprio negócio e planejar a vida profissional e financeira. A capacitação acontece por meio de quatro oficinas e também com a disponibilização de uma plataforma on-line com diversos cursos com temas que permeiam a criação ou aprimoramento de seus próprios negócios, passando por aulas desde precificação até comunicação.

Após a conclusão dos cursos do Mulheres com Propósito, aquelas que sentem necessidade de um olhar ainda mais individual para os seus empreendimentos, podem se candidatar à etapa de Mentoria. Em seguida, é realizada uma seleção de acordo com o perfil do negócio e quantidade de mentoras disponíveis. Na mentoria, as empreendedoras têm acesso a um acompanhamento personalizado junto com uma mentora, que divide ferramentas e conteúdos que podem trazer impacto positivo no desenvolvimento do negócio; além de aumentar o networking e abrir portas para novas oportunidades.

Com o apoio de 21 funcionárias PepsiCo voluntárias – considerando a pluralidade de cargos, sendo estagiárias, analistas, coordenadoras, gerentes e diretoras da companhia -, as empreendedoras receberam orientação durante quatro meses. As mentoras têm como missão identificar os pontos que devem ser reforçados ou modificados nos negócios, a fim de melhorar os resultados e sanar dúvidas ou problemas preexistentes.

Durante a pandemia, a etapa de Mentoria foi realizada pela primeira vez no formato totalmente on-line, respeitando os direcionamentos do isolamento social. O foco foi continuar apoiando essas mulheres a seguirem firmes neste novo cenário ainda mais desafiador, enxergando oportunidades e adaptando os negócios para que pudessem sobreviver ao período e impulsionar os seus resultados a longo prazo. ​

A vice-presidente de Finanças da PepsiCo Brasil, Flávia Schlesinger, foi uma das mentoras do Mulheres com Propósito em 2020. Para ela, o mais importante é que a iniciativa é um exercício de escuta. “A gente joga luz nos pontos fortes da mentorada e também identifica suas oportunidades. Saímos do programa inspiradas pela troca de experiências e pelo compartilhamento da nossa jornada pessoal”, afirma a executiva.

“Um ano tão atípico, onde as dificuldades do dia a dia têm nos mostrado tanto nossas fortalezas, quanto nossas fraquezas. Aprendemos a importância da resiliência e da ajuda ao próximo. Foram quatro meses de encontros, ajudando outras mulheres na busca pelo empreendedorismo”, afirma Adriana Carpinelli, especialista de Planejamento Financeiro da PepsiCo, que também atuou como mentora.

“Meu negócio cresceu 75% na pandemia”

A empreendedora Renata Pereira Santos, 47 anos, de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, viu seu negócio deslanchar durante a pandemia. Ela tem um charmoso estabelecimento: o Café Quintal de Casa. “Quis remeter à experiência que temos na casa da nossa avó, quando sentamos e comemos bolo, batemos papo. Orientada por minha mentora do Mulheres com Propósito, implantei o sistema de delivery, mesmo eu sendo resistente a esse processo até então, e obtive um crescimento de 75% no faturamento da minha empresa”, conta Renata, que já está reformando o espaço para receber seus clientes com ainda mais conforto após a pandemia.

“Me senti abraçada”

Claudionice Rosa de Oliveira, 25 anos, de São Paulo, criou uma startup na área de franchising, a Dimo. A iniciativa é voltada para quem tem o desejo de ter seu próprio negócio, mas não possui 100% do capital. Com o programa de mentoria da PepsiCo, ela teve a possibilidade de ingressar em duas aceleradoras. “Eu me senti muito abraçada com esse projeto, pois encontrei mulheres negras que tinham as mesmas dores que as minhas. A mentoria foi um laço perfeito para esse presente que foi o Mulheres com Propósito na minha vida”, comenta.

“Aprendi a enxugar os custos”

A empreendedora Andrea Vilas Boas dos Santos Jorge, 45 anos, é proprietária da pizzaria Mestre Babbo, no bairro da Mooca, em São Paulo. Ela participou do Mulheres com Propósito no final de 2019 e realizou a mentoria em junho de 2020. Para ela, ambas as iniciativas abriram oportunidades para aprimorar o seu negócio. “Eu percebi que tinha de buscar informação para continuar meu empreendimento de forma profissional. Um exemplo é como fazer o fluxo de caixa e fui orientada pela minha mentora a adquirir um software para essa finalidade. Também aprendi a usar o WhatsApp como ferramenta de fidelização dos meus clientes. Na pandemia, como o meu forte já era delivery, recebi orientações mais voltadas a enxugar os custos fixos, o que foi fundamental”, afirma a empresária.

No segundo semestre de 2020, as turmas de capacitação terão aulas 100% on-line, com o objetivo de formar 200 mulheres até o final do ano; a meta até 2025 é qualificar 2 mil mulheres no Brasil. O formato virtual também possibilitará atingir todos os estados brasileiros, e apoiar mulheres por todo o país.

IBM revela os primeiros desafios da Maratona Behind the Code

No próximo sábado, 15 de agosto, começam os desafios da Maratona de programação mais esperada do ano, que já está com as inscrições abertas. Pela IBM, queremos compartilhar com você uma prévia de quais serão os primeiros desafios que devem ser resolvidos pelos desenvolvedores do Brasil.

Desafios em português

O primeiro desafio ficará a cargo da Cocamar Cooperativa Agroindustrial – cooperativa com 8 indústrias e mais de 80 unidades operacionais no Norte e Nordeste do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que conta atualmente com mais de 15 mil associados que atuam na produção de soja, milho, trigo, café e laranja. Os desenvolvedores usarão o IBM Visual Recognition, serviço na IBM Cloud que permite identificar, classificar e procurar conteúdo visual usando machine learning, para criar um agrônomo virtual para auxiliar na detecção de pragas nas lavouras de soja.

O segundo desafio ficará a cargo da UNINASSAU – Centro Universitário e Faculdades Maurício de Nassau, presente em todos os estados das regiões Nordeste, além do Pará e Brasília, por meio das quais oferece mais de 500 cursos de graduação, pós-graduação, técnico e Educação a Distância. Os desenvolvedores precisarão usar o IBM Watson Studio, plataforma de machine learning focada no campo de análise de dados, e o IBM Watson Assistant, a API do Watson para a criação e desenvolvimento de interfaces conversacionais ou chatbots, para criar um tutor cognitivo para alunos EAD usando modelos de classificação.

Sobre a Maratona Behind The Code

A Maratona Behind the Code tem como objetivo encontrar os melhores desenvolvedores da América Latina. A competição de codificação virtual sem precedentes reunirá desenvolvedores para resolver desafios de negócios do mundo real através do uso de tecnologias disruptivas como AI, IoT, Blockchain e Kubernetes, entre outras, todas disponíveis na IBM Cloud. As inscrições estão abertas e podem ser efetuadas pelo site http://ibm.biz/maratona.

Visa: perfil de consumidor que aluga carro mudou na pandemia

Como as pessoas estão usando o aluguel de carros nesse momento? Dados da Visa Consulting & Analytics (VCA), consultoria da Visa que analisa o comportamento de consumo por meio das transações realizadas em sua rede, mostram um aumento de 27% no ticket médio no setor de aluguéis de carros, quando comparamos maio de 2020 com o mesmo mês do ano anterior.

Isso pode indicar que esses players encontraram uma alternativa ao público de turismo, os chamados “short stay”, e concentram seu foco nos clientes “long stay”, como motoristas de aplicativos de transporte e pessoas que procuram o aluguel de carro como uma alternativa ao uso do transporte público por conta da pandemia.

“Nos chamou a atenção o crescimento acentuado do ticket médio dos aluguéis de carros em todo o país e, conversando com empresas referência nessa indústria, confirmamos essa mudança no comportamento das pessoas em relação ao serviço nesses últimos meses de pandemia”, explica Oscar Pettezzoni, head da Visa Consulting & Analytics.

Nas capitais

O levantamento da Visa verificou todas as capitais brasileiras, e traz um comparativo dos meses de maio de 2020 em relação a 2019. Salvador – BA lidera com um aumento de ticket médio de 239%, seguidos por Maceió – AL (131%), Fortaleza – CE (118%), Natal – RN (107%) e João Pessoa – PB (89%).

As únicas capitais que mostram um crescimento em ambas as categorias – volume de transações Visa e ticket médio, em maio, são Belo Horizonte – MG com um crescimento de 9% no volume das transações Visa, e 48% no ticket médio, e a cidade Boa Vista – RR, com 44% no volume das transações Visa e 15% no ticket médio.

Confira abaixo o ranking das 10 primeiras capitais brasileiras que tiveram aumento considerável do ticket médio no setor de aluguel de carro entre maio de 2019 e maio de 2020, segundo dados da Visa Consulting & Analytics (VCA):

Capital e Ticket médio

Salvador (BA) 239%
Maceió (AL) 197%
Fortaleza (CE) 118%
Natal (RN) 107%
João Pessoa (PB) 58%
Recife (PE) 49%
Belo Horizonte (MG) 48%
Macapá (AP) 29%
Rio de Janeiro (RJ) 27%
São Paulo (SP) 26%

Camara-e.net: imposto para serviços digitais e responsabilização solidária de marketplaces pelo ICMS afetam negativamente a economia digital

Não é novidade que a reforma tributária é uma iniciativa crucial para estimular a simplificação do atual sistema tributário brasileiro. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) apoia a criação de um imposto único incidente sobre bens e serviços (IBS/IVA), desde que traga importantes soluções como a modernização, a definição clara do conceito do local de prestação de serviços e de destino, a harmonização e uniformidade de alíquotas em todoo país e a desburocratização, com o objetivo de garantir maior competitividade no mercado brasileiro, fomentar a economia e garantir a segurança jurídica.

Diante desse contexto, a entidade alerta que a substituição de diversos tributos para um único precisa ser bem implementada, com alguns pontos bem definidos no momento de sua criação.”Como o IBS será um imposto cobrado no destino, é necessário que tenha o seu conceito bem definido, principalmente em função de serviços de tecnologia e vendas online, uma vez que tais operações podem acontecer em qualquer lugar”, afirma Rodrigo Petry, coordenador do Grupo de Trabalho de Assuntos Tributários da camara-e.net e sócio do Almeida Advogados.

Por exemplo, quando um usuário localizado no estado de São Paulo realiza uma compra via marketplace e pede para entregar em Minas Gerais, qual local será efetivamente considerado como o destino desta operação? “Seguindo essa exemplificação, os procedimentos tributários e as alíquotas também devem ser harmonizadas entre os estados, para, assim, ter a simplificação do sistema de fato e reduzir os custos no cumprimento das obrigações tributárias”, acrescenta Petry.

No mesmo sentido, a definição do conceito de destino também é imprescindível para solucionar problemas fiscais para empresas prestadoras de serviços online, uma vez que o serviço poderá ser contratado pelo usuário de determinada localidade, mas a sua efetiva utilização poderá ocorrer de qualquer lugar do mundo. Deste modo, é necessário definir de forma clara qual será considerado o local da prestação dos serviços.

Em que pese as propostas em discussão no Congresso sejam bem-intencionadas, a camara-e.net alerta que dois pontos podem ser prejudiciais, especialmente ao considerar o contexto volátil e sensível da pandemia global do novo coronavírus e seus impactos ao setor privado, quais sejam: a criação de um imposto seletivo para serviços digitais e a responsabilização solidária dos marketplaces.

Imposto para serviços digitais

Também está em discussão uma possível tributação específica para a economia digital, com a criação de um imposto seletivo para esta atividade. “Acreditamos que o motivo pela discussão decorre muito em função do entendimento equivocado de que as empresas de tecnologia não recolhem ou recolhem menos tributos do que deveriam. Mas trata-se de uma falácia, pois o setor está sujeito à tributação das suas atividades por IRPJ e CSLL (a uma alíquota combinada de 34%), PIS e COFINS (a uma alíquota combinada de 9,25% ou 3,65% sobre o faturamento), CIDE-Tecnologia, IOF, ISS, além da alta tributação incidente sobre a sua folha de pagamento”, esclarece Petry.

Há anos a OCDE estuda sobre a tributação digital, no que diz respeito às empresas que possuem sede em um único país e prestam serviços para todo o mundo, possibilitando que todo o lucro auferido seja tributado exclusivamente em sua sede e não onde efetivamente é prestado o serviço. A expectativa é que até o fim deste ano tenha uma proposta e acordos internacionais para evitar o risco de os países implementarem unilateralmente propostas sobre o tema.

“Como o Brasil é candidato a membro da OCDE, enquanto não houver a consolidação e formalização de uma recomendação, seria importante aguardar o posicionamento do órgão para se alinhar ao que for adotado mundialmente (desde que aplicável à realidade brasileira) e, inclusive, não prejudicar a possibilidade de ingresso do País na Organização”, acrescenta Petry.

Responsabilização solidária das plataformas de marketplace pelo pagamento do ICMS

É fato que as vendas online estão crescendo e que a economia digital ganhou protagonismo principalmente agora, no cenário de pandemia global e isolamento social, sendo imprescindível para, inclusive, trazer conforto à sociedade no enfrentamento da crise. Sob esta justificativa, pensando em evitar a sonegação de ICMS, alguns estados, como Ceará, Bahia, Mato Grosso e Rio de Janeiro, realizaram alterações em suas legislações que tratam da responsabilização solidária dos intermediadores digitais pelo recolhimento incidente sobre as operações que os vendedores realizam em suas plataformas.

“Os marketplaces somente fazem a intermediação das vendas – que já são tributadas por meio do ISS recolhido aos municípios -, porém não têm relação com o fato gerador do ICMS”, afirma Rodrigo Petry. O coordenador ainda acrescenta que, “ao responsabilizar os intermediadores, desconsideram-se alguns fatores inerentes ao modelo de negócio destas plataformas, tais como a impossibilidade de controle pelos marketplaces do regime tributário aplicável a todos os seus cadastrados e a inacessibilidade de muitas notas fiscais, que são emitidas pelos lojistas aos consumidores, sem qualquer interferência dos intermediadores”.

Oracle lança programa de estágio 2020 na América Latina

Hoje Oracle abre inscrições para a segunda edição do Generation Oracle (GenO) na América Latina, programa de estágio com foco no recrutamento de candidatos com perfis diversos baseado em valores e propósito. O programa é de 12 meses e continuará incentivando a capacitação, orientação e formação de uma geração de profissionais do futuro destacando criatividade, empreendedorismo e inovação.

O programa busca estudantes apaixonados por tecnologia, que sejam curiosos e orientados à solução de problemas, além de outras qualidades, como vontade de aprender e se engajar com projetos. Os candidatos serão avaliados holisticamente, considerando-os como um todo, em vez de se concentrar apenas em conjuntos de habilidades. O único pré-requisito para ser GenO é a pessoa estar frequentando uma escola de nível superior ou técnico durante o programa.

“Nosso desafio é criar soluções inovadoras que transformam a vida das pessoas e, para isso, precisamos de diferentes pontos de vista atuando nessa criação”, destaca Daniele Botaro, líder de Diversidade e Inclusão, Oracle América Latina. “O sucesso que tivemos na primeira edição do Generation Oracle no ano passado nos incentivou a continuar o programa. Esperamos promover ainda mais oportunidades para talentos que tenham experiências e realidades diversas e incentivá-los a uma carreira sólida em tecnologia”, afirma.

Os selecionados terão 30 horas de trabalho por semana. O primeiro mês do estágio proporcionará experiências imersivas nas principais áreas da empresa. Após esse período e até o 12º mês, os estagiários iniciarão sua jornada corporativa com atividades em três pilares: estratégia de desenvolvimento, conhecimento e engajamento cultural, que envolvem interações e projetos em diferentes áreas da empresa.

O processo continua o mesmo do ano passado, apoiado em ferramentas que ajudam a eliminar viéses. “Tivemos a certeza de que quem vê cara não vê potencial, como costumamos dizer por aqui”, afirma Taciane Kanashiro, gerente do programa para toda a região. Esse ano vamos seguir padrões de recrutamento diferenciados com ferramentas internas de análise comportamental para eliminar qualquer julgamento e oferecer uma oportunidade real para todos.

No último mês do programa, os estagiários serão desafiados a desenvolverem um projeto de intraempreendedorismo junto à comunidade para também contribuir e orientar as futuras turmas do GenO.

“O intuito é ampliar todo o conhecimento gerado durante o programa e compartilhar com o maior número de pessoas. Assim, teremos cada vez mais pessoas apaixonadas e capacitadas em usar a tecnologia como ferramenta que alavanque oportunidades na sociedade”, reforça Taciane.

Histórias da primeira edição

Participante da edição anterior do GenO, Alex de Oliveira rompeu algumas barreiras das suas experiências anteriores quando os recrutadores não o consideravam para uma contratação. “Já trabalhei como camelô, passei necessidades financeiras, consegui me formar em Ciências Sociais e Comportamento do Consumidor, porque ganhei uma bolsa de estudos. Isso não era visto como algo bacana para as empresas. Com o GenO, eu consegui ter oportunidade igual perante aos candidatos e me destacar por quem eu sou, independentemente de onde venho ou a minha formação”, conta Alex, que hoje foi contratado para ocupar uma função de especialista na área de Customer Sucess da Oracle.

Outra participante do GenO é Lia Zavatini. Com 35 anos e 10 de carreira no mesmo banco, Lia ocupava o cargo de gerente quando foi desligada em 2018. “Já era possível observar a redução de departamentos e o fim de agências em todo o país. A tecnologia estava cada vez mais presente no trabalho, assim como a minha vontade de me aprofundar no assunto. Com a demissão, senti que era o empurrão que eu precisava para mudar o rumo da minha carreira, assim, no mesmo ano, passei em gestão de TI no Senac e, alguns meses depois, fui aprovada no programa Geração Oracle. Voltei a ser estagiária, mas me sinto mais segura e realizada com o meu futuro”, afirma Zavatini.

Serviço

Período de inscrições: de 12 de agosto a 8 de setembro de 2020

Inscrições em: oracle.com/genobrasil

Startup desenvolve tecnologia para digitalizar pequenos negócios

Diante de uma demanda da indústria, a startup Kaztor desenvolveu em parceria com a EMBRAPI (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), uma plataforma web para que pequenos e médios empreendedores pudessem digitalizar o seu negócio local.

A fase inicial do projeto, ainda com foco mais voltado para operações da indústria para com o varejo, foi desenvolvida com pesquisadores da Unidade EMBRAPII – CEEI Centro de Engenharia Elétrica e Informática (CEEI) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Denominado Showkase, atualmente o projeto já é produto promovendo inteligência para os negócios locais de forma simples e integrada a todos os canais digitais, retirando toda a complexidade envolvida no processo de digitalização da loja.

“O apoio que a EMBRAPII tem dado às startups é essencial neste processo de transformação e inovação, tanto financeiro quanto na disponibilização de profissionais com amplo know-how tecnológico para o desenvolvimento do projeto, desde o processo de modelagem até a organização de sua funcionalidade”, afirma Jefferson Araújo, CEO da Kaztor Tecnologia. “Ter uma unidade EMBRAPII com alta capacidade de execução próximo da gente faz toda a diferença, o apoio foi essencial para a realização do projeto desde a sua concepção até a entrega final, sempre com zelo nas entregas e um nível de organização muito estruturado.”

Apoio para startups

A EMBRAPII é uma organização social que tem contrato de gestão com o Ministério da Educação (MEC), de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Saúde. Em seis anos de operação, já apoiou quase 1000 projetos em parceria com empresas nacionais de diferentes portes e segmentos, totalizando R﹩ 1,5 bilhão em investimentos.

Em seu modelo operacional, os valores dos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) são divididos entre a instituição, as Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa credenciados) e a empresa demandante. Os recursos aportados são não reembolsáveis. No caso de projetos com startups, há linhas especiais de financiamento que diminuem a contrapartida das empresas e aumentam as facilidades para inovar. A instituição conta ainda com acordo com o Sebrae que amplia a abrangência dos recursos aportados para que o pequeno empreendedor possa compartilhar suas propostas tecnológicas no setor produtivo.

Mastercard colabora com a Microsoft para acelerar a inovação em todo o comércio digital e ecossistemas de startup

A Mastercard e a Microsoft Corp. anunciaram uma colaboração para moldar o futuro do comércio digital, impulsionar a inovação em startups e permitir a inclusão financeira. A colaboração acelerará as atividades nativas de pesquisa e desenvolvimento em nuvem da Mastercard Labs, habilitadas pelo Azure e Inteligência Artificial (IA), para avançar a missão da Mastercard Labs de reduzir o risco e comercializar tecnologias e plataformas emergentes para o comércio digital. Por meio do acesso a conhecimentos técnicos e tecnologias de ponta, os parceiros da Mastercard terão mais poder para construir e escalar com segurança novas soluções.

“Estamos entusiasmados em aprofundar nosso relacionamento de longa data com a Microsoft, avançando na pesquisa, desenvolvimento e escalonamento de novas tecnologias e modelos de negócios”, disse Ken Moore, vice-presidente executivo e chefe do Mastercard Labs. “Essa colaboração estratégica fortalecerá e ampliará nossos serviços e recursos em nuvem para clientes e parceiros fintech, estimulando a inovação e a criatividade para o ecossistema. Isso nos permitirá explorar oportunidades com foco em novos segmentos de clientes, tecnologias e tendências à medida que continuamos a impulsionar a inclusão financeira e a construir o futuro do comércio.”

“O compromisso da Mastercard com a inovação e inclusão financeira acelerou o comércio digital para indivíduos e empresas em todo o mundo”, disse Judson Althoff, vice-presidente executivo de Negócios Comerciais Mundiais da Microsoft. “Estamos entusiasmados em construir nosso forte relacionamento e acelerar a co-inovação para ajudar a conectar e impulsionar uma economia digital para todos, em qualquer lugar.”

Capacitando a inovação fintech, promovendo o comércio digital

Capitalizando na rede global da Mastercard e aproveitando o alcance global do Azure, a colaboração permitirá que o ecossistema de parceiros da Mastercard explore o uso de inovações emergentes e novos recursos de comércio, como dispositivos que permitem pagamentos digitais de novas maneiras. Por meio do acesso às tecnologias Azure, realidade aumentada e virtual e Internet das Coisas, os parceiros da fintech terão o poder de criar novas experiências de usuário para promover como consumidores, empresas e governos trocam valor.

programa Start Path da Mastercard ajudou no desenvolvimento de mais de 230 empresas de fintech em todo o mundo, democratizando o acesso a serviços financeiros. Com base nesse impulso, a colaboração expandirá o suporte para a comunidade fintech, ajudando a diversificar e construir novos negócios e criar e dimensionar novos produtos e serviços digitais em nuvem.

Possibilitando a inclusão financeira

A Mastercard e a Microsoft compartilham o compromisso de garantir que as pessoas em comunidades carentes tenham acesso a produtos e serviços digitais para realizar todo o seu potencial. A colaboração avançará a visão da Mastercard para melhorar a vida das pessoas, construindo caminhos para a segurança financeira e acesso a serviços essenciais. O ambiente de nuvem Azure servirá como a infraestrutura nativa para os esforços de inclusão da Mastercard Labs e oferecerá suporte ao Mastercard Community Pass – uma plataforma que reúne ecossistemas complexos e fornece às comunidades carentes acesso a serviços essenciais, como educação, mercados agrícolas e saúde básica.

O Microsoft Azure fornece à Mastercard – e aos ecossistemas que eles atendem em conjunto – uma plataforma escalonável e flexível imprescindível para estabelecer conexões seguras e proteger dados, inovando juntamente de parceiros e fornecendo acesso a serviços financeiros.

7 startups abrem mais de 40 vagas de empregos no país

Muitas empresas sentiram o efeito da pandemia do coronavírus em seus negócios, inclusive na parte de contratação. Por outro lado, outras viram seus negócios crescerem e continuaram contratando. Entre as empresas que estão com vagas abertas estão nomes como, Bovcontrol, Plugg.To, RankMypp, Social Miner, Econodata, Netshow.me e iUPay, todas pertencentes ao portfólio da Wayra, hub de inovação da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo.

Confira abaixo as oportunidades:

Bovcontrol (4 vagas)
Criada para conectar o mundo da pecuária às novas tecnologias, a BovControl ajuda fazendeiros a desenvolverem a gestão de seus rebanhos, conectando-os com fornecedores, processadores e varejistas, através da coleta e análise de dados. A startup americana está com vagas abertas nas áreas de Front-end e Back-end Developer e Full Stack Developer, entre outros. Para mais informações, acesse http://bovcontrolcareers.squarespace.com/open-positions

RankMyAPP (1 vaga)
Referência global em inovação e qualidade focada em estratégia de mobile marketing, como o melhor ranqueamento nas lojas virtuais com App Store Optimization e Campanhas de mídia para aplicativos, o RankMyAPP ocupa o 3º lugar no ranking mundial de agências e/ou empresas que trabalham com ASO e conta com 150 colaboradores. A startup está com uma vaga aberta para Gerente de Marketing para atuar na geração de resultados B2B alinhados à estratégia da empresa. Para mais informações sobre a vaga acesse: http://rankmyapp.gupy.io/jobs/254335

Plugg.To (7 vagas)
O hub de integração para marketplaces está com vagas para desenvolvedores, sendo cinco para Back-End Developer e um para Front-End Developer, além de um analista de suporte. Para as vagas de Back-End, é necessário que o candidato tenha sólidos conhecimentos no uso, manutenção e criação de APIs. Em Front-End, é preciso ter conhecimento em desenvolvimento web, Vue.js e integração de APIs. Os salários dos desenvolvedores vão de 2 a 8 mil reais entre juniores, plenos e seniores.

Para mais informações, acesse:
http://trampos.co/oportunidades/159120-frontend-developer
http://trampos.co/oportunidades/159119-backend-developer
http://trampos.co/oportunidades/158934-analista-de-suporte?locale=pt-BR

Social Miner (4 vagas)
A startup especializada em dados de comportamento, que usa inteligência artificial, big-data e humanização para ajudar empresas a melhorar sua performance, está com oportunidades para Engenheiros de Software Senior, Data Engineers, Engenheiro de DevOps e Front-end Engineer Senior.

Para se candidatar acesse:
http://hipsters.jobs/job/4873/engenheiro-de-software-sp/
http://hipsters.jobs/job/6248/engenheir-de-dados-sp/
http://hipsters.jobs/job/16296/engenheiro-de-devops/
http://hipsters.jobs/job/1066/front-end-engineer-sp/

Econodata (12 vagas)
Referência em prospecções B2B, a Econodata une vendas com tecnologia para fornecer uma Plataforma de Prospecção com 20 milhões de empresas de todo o Brasil. A empresa está em constante crescimento e está com mais de 12 vagas em TI nas cidades de São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, trabalhando 100% remoto. O detalhamento das vagas está em http://econodata.recruitee.com/

Netshow.me (11 vagas)
A Netshow.me, startup que oferece soluções profissionais de vídeo e transmissões ao vivo para empresas e produtores de conteúdo, está com oportunidades para Customer Success, Inside Sales, Produto e Tecnologia. As vagas são para atuar em São Paulo,no modelo remoto. Para se candidatar, acesse: http://jobs.kenoby.com/netshowme

iUPay (3 vagas)
Startup de inovação em métodos de pagamento, a iUPay está com 3 vagas abertas em Sofware Engineer, para estudantes de Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou cursos relacionados. O profissional irá desenvolver micro serviços e jobs de back-end de larga escala para servir de suporte ao novo sistema de pagamentos digitais do Brasil. Para mais informações acesse http://www.iupay.com.br/ ou envie currículo para vagas@iupay.com.br

Empresa paranaense cria caixa esterilizadora doméstica para ajudar a conter a Covid-19

“O que podemos desenvolver em tecnologia para mitigar o avanço da pandemia na nossa região e no nosso país?”. Com essa preocupação, empreendedores da pequena empresa de tecnologia Allk, de Maringá, no Paraná, inovaram no desenvolvimento de uma caixa que utiliza luz ultravioleta para descontaminar embalagens e objetos, eliminando, entre outros, o coronavírus.

Para chegar a essa solução, os empreendedores Aleksandro Montanha, Rodrigo Gamarra e Andres Cardenas consideraram que, embora as pessoas estejam evitando sair, as encomendas continuam entrando nas casas, o que é uma possibilidade de maior exposição ao coronavírus.

“Diversos pesquisadores estudam o tema da contaminação pelo toque em objetos contaminados e o tempo de vida do vírus em determinadas superfícies. Sabendo disso, trabalhamos para criar uma solução capaz de descontaminar encomendas e tudo o que é compartilhado”, conta o diretor da Allk, Aleksandro Montanha, que atua há 20 anos na área de tecnologia em instituições e no mercado.

O produto foi criado com base no protocolo de Nebraska (EUA), que indica critérios para descontaminação. “Buscamos métodos, artigos e protocolos sobre procedimento de descontaminação. No protocolo de Nebraska, que foi desenvolvido para descontaminar máscaras, entendemos sobre potência, distância e tempo de exposição de uma superfície para descontaminação. Concluímos que a luz UVC, utilizada na caixa, era eficaz. Fora isso, muitos agentes não têm ação eficaz”, diz o diretor.

A caixa é portátil e pode receber encomendas como caixas, sacolas, pacotes fechados com alimentos, dispositivos eletrônicos, garrafas, entre outros. O usuário deposita o item que deseja descontaminar e é avisado pelo equipamento assim que o processo termina. O acionamento é eletrônico para garantir a segurança.
Uma estrutura interna garante que não haja oclusão, ou seja, que todas as faces do objeto recebam luz e sejam descontaminadas. “Os objetos recebem luz de todos os lados dentro da caixa, desenvolvida pensando na segurança. Há um sensor que acusa se a tampa estiver aberta e se o usuário a forçar para abrir durante o funcionamento, o sistema é automaticamente desligado. A carga microbiana vai embora com 5 a 15 minutos de exposição intensa. Não tem exposição nenhuma para o usuário”, explica Montanha.

Comercialização

A UV Box passa ser comercializada após ter sido avaliada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), tendo sido o primeiro produto a receber o “Selo Protótipo Inovador” do instituto, na última sexta-feira (7). Montanha conta que os testes foram feitos com apoio do instituto e que toda a especificação técnica, lâmpadas, referências para o desenvolvimento do dispositivo e outros itens foram validados.

O empreendedor tem desenvolvido tecnologia com o apoio de parceiros como o Sebrae/PR, cujos profissionais colaboraram para o desenvolvimento de produtos, com consultorias, parcerias e cursos. É também desse relacionamento que surge a visão da transversalidade do mercado.

Uma das ideias é que a UV Box, além de poder ser utilizada nas casas, possa ser colocada em condomínios para que os serviços de entrega descontaminem produtos, ajudando a aumentar a confiança nos serviços prestados pelas empresas de delivery.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Gartner: 6 dicas para as organizações garantirem a segurança e a privacidade de colaboradores presenciais

De acordo com pesquisa do Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, as organizações estão coletando mais dados para garantir a segurança e produtividade de seus colaboradores à medida que mais profissionais retornam às atividades presenciais.

Os analistas do Garner alertam, porém, que a estratégia de utilização de dados precisa ser feita com atenção. Ao adotar uma abordagem baseada em risco (que considera quais informações foram coletadas e como elas serão utilizadas), as empresas precisarão lidar com dilemas sobre como equilibrar segurança, produtividade e privacidade – três objetivos aparentemente conflitantes. O Gartner enfatiza que é preciso avaliar como proteger os funcionários e, ao mesmo tempo, gerenciar os processos para evitar qualquer perda de dados ou invasão de privacidade.

“Pondere entre privacidade versus segurança”, recomenda Bart Willemsen, Vice-Presidente de Pesquisas e Analista do Gartner. “O padrão seria pensar em o quanto é possível invadir a privacidade para oferecer um certo nível de segurança, mas isso seria fazer uma concessão entre os dois valores. Na realidade, o melhor cenário seria tentar cumprir ambos.”

Segundo o analista, este equilíbrio é possível de ser alcançado, mesmo em meio ao cenário pandêmico. “Quanto maior o risco, mais importante se torna oferecer uma solução específica e que, de fato, promova o uso equilibrado e proporcional das informações em relação ao risco que estamos avaliando”, diz Willemsen.

Pensando nisso, o Gartner fornece seis recomendações para orientar as organizações a protegerem seus dados sem colocar em risco a privacidade de seus colaboradores:

1 – Processamento proposital – Se a sua empresa coletar dados, certifique-se de que esses registros tenham uma finalidade predefinida. Depois que as informações cumprirem seu propósito, não há razão para continuar coletando e armazenando-as. A remoção de dados pode gerar economias significativas nos custos das estruturas de armazenamento.

2 – Proporcionalidade – Tenha como padrão a medida menos invasiva possível e que satisfaça os seus objetivos. Assim que uma solução se tornar desproporcional ao risco, ou o propósito puder ser alcançado de uma forma diferente, remova essa ação de seu plano.

3 – Subsidiariedade – Armazene apenas a quantia mínima necessária de dados. Pergunte regularmente, qual é a quantidade de dados suficiente? Você pode atingir o mesmo objetivo com menos dados pessoais ou sem processar registros pessoais?

4 – Transparência – Não faça nada sem o conhecimento de seus colaboradores. Deixe claro para as equipes quais informações que estão sendo coletadas e indique a finalidade e quem terá acesso a esses arquivos.

5 – Obrigatório ou não – Aplique as medidas de forma igualitária entre os funcionários, prevenindo a discriminação e protegendo a autonomia de cada funcionário.

6 – Decisões baseadas em risco – Tome decisões em razão dos riscos que você está tentando mitigar e reconheça que as escolhas devem estar sempre sujeitas a mudanças. Não hesite em refazer seus passos ou ajustar seu trabalho conforme a realidade se modifica. Quando se trata de retornar às atividades presenciais, toda decisão leva a um certo risco. Seguir esses princípios permitirá aos líderes a capacidade de avaliar e mitigar a invasão de privacidade, tomando decisões com base na situação atual, e a continuar a medir a relevância de decisões conforme as condições mudam.

Stone anuncia acordo para aquisição da Linx, líder no mercado de software, por R$ 6 bilhões

A Stone, fintech brasileira, líder em soluções para pequenos e médios empreendedores, anuncia nesta terça-feira um acordo para a aquisição da Linx, líder no mercado de software de gestão para o varejo com mais de 30 anos de experiência, possuindo mais de 70 mil clientes em sua base e 100 mil pontos de venda, que geram anualmente cerca de R$ 300 bilhões de GMV.

As soluções de software da Linx se estendem pelos principais segmentos do varejo, do pequeno ao grande negócio. Somadas às soluções de meios de pagamento e serviços financeiros da Stone, aceleram a estratégia da companhia de digitalização do varejo brasileiro através de uma solução completa para pequenos, médios e grandes varejistas, que poderão contar com mais produtos para gerir seu negócio, engajar clientes, integrar os canais de vendas online e administrar suas finanças.

A estratégia da Stone se consolidou por meio do desenvolvimento de soluções financeiras e distribuição proprietária em escala nacional. Recentemente, a companhia também adotou a estratégia de investimento em empresas de software para ampliar e fortalecer sua oferta.

Os investimentos, apesar de diversificados, possuem um padrão: fundadores alinhados à cultura da empresa, tecnologia escalável e canais proprietários de distribuição. Junto a esses empreendedores e aplicando as melhores práticas de arquitetura, integração e uso de dados em seus produtos, a Stone reforça seu principal valor de colocar o cliente no centro do negócio e apoiar os empresários em todos os momentos da jornada empreendedora.

“A Stone nasceu há oito anos com um propósito muito forte de ajudar empreendedores brasileiros a prosperar por meio da oferta de produtos inovadores e um serviço excepcional, feito por um time extremamente talentoso que sempre coloca os nossos clientes em primeiro lugar, ajudando o empresário brasileiro a transformar seus sonhos em resultados. Estamos muito felizes de juntar esforços com a Linx nessa jornada de transformar o varejo no Brasil”, afirma Thiago Piau, CEO da Stone Co.

Uma nova frente de negócio será criada a partir da integração da Linx ao atual portfólio de investimentos em software da Stone, que somente ocorrerá após as devidas aprovações regulatórias.

Para aconselhar as definições estratégicas e ajudar na construção dessa futura nova fase das duas companhias, será formado um conselho consultivo liderado por Alberto Menache, atual CEO da Linx.

A transação está condicionada à aprovação pelos acionistas das duas companhias e pelos órgãos regulatórios competentes, como SEC e CADE.