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Empresas aderem ao ‘cloud first’ para mais competitividade e assertividade

Por Fabio Beato, head de cloud da Atos para América do Sul

A adoção de soluções nativas em nuvem está muito ligada à questão de transformação. Nos últimos anos, ganhou força o nascimento de produtos, modelos de negócios e até mesmo de novas companhias dentro do ambiente de cloud. Com isso, as organizações passaram a ter mais agilidade, eficiência e segurança, impulsionando a utilização da plataforma nos mais diversos segmentos.  

Segundo uma pesquisa realizada pela IBM e divulgada em novembro de 2020, 33% das empresas já integram múltiplos ambientes de nuvem em diferentes provedores. Além disso, 17% apontam que planejam  algum tipo de migração para os próximos 12 meses, com grande foco em aprimorar a modernização e mobilidade de aplicações.

É por isso que, com o mercado cada vez mais aquecido, somado a profissionais de TI cada vez mais jovens – tendo uma percepção mais prática e rápida sobre a tecnologia –, o conceito cloud first nunca esteve com tanta evidência.  

Outro impulsionador desse modelo nos últimos meses foi o trabalho remoto. Com a utilização da nuvem, funcionários puderam se conectar de qualquer lugar com segurança e agilidade. Isso faz com que as empresas não precisem de infraestrutura física para operar, gerando mais flexibilidade – tanto geográfica quanto em relação à escolha entre diferentes provedores – e diminuição de custos. Diferentemente do uso dos data centers, a companhia que optar pela utilização de public cloud arca somente com o que é utilizado.

Mesmo com tantos benefícios, as empresas ainda têm duas principais preocupações ao implementar o conceito. A primeira delas é a segurança, afinal, ao adotar a metodologia, muito provavelmente estamos falando de nuvem pública, com a característica de estar “exposta” de alguma forma. A existência do open banking, arquiteturas orientadas à conexão por interface de programação de aplicações (API’s) e integrações em tempo real, por exemplo, só é possível por causa das nuvens públicas, com esse padrão mais aberto.

O segundo desafio por parte das organizações é em relação à governança. Ao compreender que o ambiente de nuvem só gera custo conforme o que for utilizado, alinhar um uso assertivo e eficiente com as melhores práticas torna o custo-benefício mais conveniente. No entanto, a falta de planejamento e estratégias acabam sendo um grande problema para as empresas nessa questão, fazendo que as companhias considerem a nuvem um ambiente caro e complexo.  

Acredito que o mais importante nesse processo, principalmente sobre essas duas preocupações principais, é saber que a segurança é sempre um desafio, independentemente da estratégia a ser adotada. O mercado de tecnologia evolui muito rapidamente, fazendo que novas ameaças surjam todos os dias. Mas em paralelo a isso, os sistemas – sejam serviços ou soluções – são atualizados e fortalecidos.

Com o avanço do mercado, é interessante abrir a mente para novas opções tecnológicas e metodologias. Com a nuvem, o benefício é que não se faz necessário escolher somente um provedor ou integrador. É possível dividir e experimentar o melhor para cada modelo negócio.

Sobre os custos, hoje, cada solução digital – que faça sentido e seja benéfica para a organização – necessita de boa governança, planejamento e estratégias. Por isso, nos últimos anos, diversas empresas se especializaram em auxiliar outras nessa transição e para criar jornadas de parceria com conscientização e aprendizado para quem está iniciando a transformação digital agora.

Nesse sentido, a nuvem deve continuar relevante no mercado a ponto de se tornar o acelerador principal de muitas empresas. Estamos em um novo momento no mercado, com mais teletrabalho, mais jovens em posições de liderança e maiores exigências para competitividade. A modalidade cloud first traduz esse cenário e entrega o que é necessário para escalabilidade ou para a retomada dos negócios.