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Propostas inovadoras durante a pandemia são reconhecidas em premiação

O Some Control Awards irá premiar doze cases em categorias diferentes que podem ser indicados por qualquer profissional até o dia 20 de dezembro

Não é novidade que o ano de 2020 foi atípico para todas as empresa e profissionais do país. Mas, diante de tantos obstáculos, muitos profissionais conseguiram encontrar métodos inovadores para superar a crise e, por isso, se destacaram no mercado neste tão ano difícil. Com objetivo de reconhecer e valorizar os esforços desses profissionais em criar controles voltados ao futuro, a Comunidade Governança e Nova Economia (Gonew.Co) lançou a primeira edição do #SomeControlAwards.

A premiação inédita homenageará doze cases de profissionais em categorias diferentes, que podem ser indicados por qualquer pessoa, por meio do site da instituição, até o dia 20 de dezembro. As categorias reconhecem desde Conselheiros que conseguiram promover práticas de inovação, profissionais que criaram políticas de inclusão e diversidade nas empresas, advogados que resolveram contradições jurídicas conectando inovação e regulação e também sucessores que tiveram destaque ao assumirem empresas familiares.

“Não temos dúvidas de que as relações e contradições foram aceleradas em 2020. Cada vez mais precisaremos de métodos de controles práticos se quisermos continuar inovando no ritmo que estamos. Por isso é tão importante reconhecermos os esforços feitos pelos profissionais e incentivar que mais cases de destaque surjam no mercado”, ressalta Anderson Godz, fundador da comunidade GoNew.

Após as indicações do público, os masters da Comunidade Gonew escolherão, por meio de votação, os três finalistas de cada categoria que serão divulgados no dia 7 de janeiro de 2021. A revelação dos vencedores será realizada no dia 14 de janeiro de 2021, durante o evento Gonew Way.

Para indicar os profissionais nas categorias desejadas, basta acessar o site https://bit.ly/3gJFjVY, preencher o formulário com seus dados, após isso, inserir o nome e o Linkedin do profissional indicado abaixo de cada categoria. As categorias disponíveis são:

  • Conselheiro de Inovação: A categoria busca reconhecer o conselheiro que melhor conseguiu promover práticas de inovação neste ano.
  • Nova Geração: Reconhecimento do sucessor de destaque em empresas familiares.
  • Agente de Transformação: Aquele que influenciou as maiores transformações no âmbito público ou empresarial em 2020.
  • From Corp to Startup: O profissional que realizou com maior destaque a transição do meio corporativo para o mercado de startups.
  • Advisor da Diversidade: Quem se destacou por gerar impacto positivo por meio do incentivo de políticas de inclusão e diversidade.
  • Talento Legal: Frente às contradições jurídicas surgidas ao conectar inovação e regulação, quem foi o advogado que mais se destacou?
  • Talento Startup: Categoria voltada a reconhecer o profissional de startup que mais se destacou em sua área de atuação e trouxe grandes resultados para a empresa.
  • Talento Empreendedor: O proprietário ou sócio de empresa que merece ser reconhecido em 2020.
  • Case ESG: Reconhecimento do profissional que conduziu as melhoras práticas e projetos ESG (Environmental, Social and Corporate Governance).
  • Case de Transformação: Aquele que desenvolveu o melhor projeto de transformação aplicado em 2020.
  • Case de Engajamento: Quem se destacou em 2020 ao criar modelos de engajamento e governança unindo pessoas e práticas.
  • Case de Gestão de Ativo: O profissional focado no investimento de startups que foi destaque por seu desempenho em gerir portfólios diversificados neste ano transformador.

SomeControl AWARDS 🏆

Indicações de Cases e Profissionais: Até dia 20/12

Categorias: https://bit.ly/3gJFjVY

Omie abre 57 vagas em todo o Brasil

Omie, empresa de gestão (ERP) na nuvem número um do Brasil, anuncia a abertura de 57 vagas nas áreas de Marketing, Enterprise, Vendas, Suporte Técnico, Customer Success. Grande parte das oportunidades são para cargos na matriz da companhia na cidade de São Paulo e para trabalho no sistema home office. Há também posições abertas nas cidades de Varginha (MG), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Aracaju (SE) e Diadema (SP). Omie

Mesmo com o delicado momento econômico causado pela pandemia em todo o mundo, desde o mês de agosto a Omie apresentou significativa taxa de crescimento e retomada em suas contratações. Com mais de 50.000 clientes, para potencializar seu novo ciclo de crescimento, a companhia precisa recrutar novos profissionais para compor seu time.

“Acompanhamos nossos clientes desde o início de seu negócio até ele alcançar faturamentos significativos. Queremos profissionais que se comprometam a cumprir essa missão conosco e que estejam dispostos a aprender e desenvolver novas habilidades todos os dias”, afirma Eliana Rozenchan, gerente de RH da Omie.

Para se candidatar e saber mais informações sobre as vagas, acesse o link.

Mercado de PCs tem alta de 9,9% no terceiro trimestre de 2020, diz IDC Brasil

O mercado de PCs cresceu 9,9% no terceiro trimestre de 2020 com a venda de 1.611.907 computadores, segundo o estudo IDC Brazil PCs Tracker Q3 2020 realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Os notebooks contribuíram para o resultado: foram 1.304.720 unidades, 25,7% a mais do que o mesmo período de 2019. “As demandas de home office e home schoolling, que continuaram por conta da pandemia e a necessidade de mobilidade, explicam esse movimento”, afirma Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. Quanto ao preço médio dos notebooks ficou em R$ 4.363, 0,4% a mais do que no trimestre anterior, sinalizando que apesar de novos incrementos no preço, a participação de notebooks de entrada trouxe um equilíbrio no preço médio do produto.

Já as vendas de desktops sofreram queda de 28,3%. No terceiro trimestre de 2020 foram vendidas 307.187 unidades, por R$ 3.555, em média, 2,4% a menos do que no segundo trimestre de 2020.

Do total de 1.611.907 máquinas, 1.160.724 foram comercializadas no varejo e 451.183 consumidas pelo mercado corporativo.

Segundo a IDC, no período, houve uma mudança no calendário de abastecimento do varejo. As fabricantes decidiram enviar produtos para os canais em setembro, quando historicamente essa atividade acontece com maior ênfase em outubro, para se prepararem para a Black Friday. “A pandemia e a falta de componentes que mudou o fluxo nos meses anteriores foi o motivo dessa antecipação“, conta.

Para o quarto trimestre de 2020, a IDC Brasil prevê que o varejo continuará registrando alta, em média de 22%, e o setor corporativo, terá um crescimento tímido de 0,1%. “O mercado corporativo caminha para uma leve retomada. Asempresas estão perto de fechar seus balanços e podem usar o restante de seus orçamentos para fazer novos investimentos para o próximo ano”, diz o analista. Ele destaca o segmento de educação, que tende a se preparar para um 2021 de ensino híbrido. No total, a IDC Brasil prevê alta de 8,4% no mercado de PCs no quarto trimestre de 2020.

Credicard e Maturi têm vagas abertas em programa exclusivo para inclusão de pessoas com mais de 50 anos

Pessoas com mais de 50 anos que estão buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho podem se inscrever no programa “Credicard 50+”, que em parceria com a startup Maturi terá um processo seletivo para ocupar seis postos de trabalho em iniciativas da marca em São Paulo – exclusivos para a faixa etária. O programa tem como objetivo incentivar a inclusão e desenvolvimento de pessoas no mercado de trabalho, promovendo um ambiente mais plural. As inscrições estão abertas até o dia 15/01.

Não há exigência de formação específica – somente curso superior – para se inscrever para as vagas, que têm uma carga horária de 30 horas semanais. Experiência e flexibilidade para trabalhar em ambientes dinâmicos são desejados. A seleção será realizada pela Maturi, empresa especializada no tema de diversidade etária, responsável também pela contratação dos aprovados – prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Todo o processo seletivo será feito de maneira 100% online.

“Nosso objetivo em Credicard é oferecer soluções cada vez mais adequadas às necessidades dos clientes – e quanto maior a diversidade de nosso time, teremos mais e melhores resultados, adequados a todos os tipos de público. Acreditamos também que ter diversidade – de todos os tipos, incluindo a etária – é muito importante para seguirmos sendo inovadores. Temos atualmente um programa de estagiários 50+, que nos trouxe ainda mais clareza sobre essa necessidade. Incluir pessoas que possuem experiência e não conseguem se recolocar no mercado de trabalho é extremamente relevante, e temos certeza que tê-las em nossa equipe resultará em resultados ainda melhores para nossos clientes”, Priscilla Ciolli, superintendente de Credicard.

Os contratos de trabalho terão a duração de seis meses – prazo que pode ser estendido – e são para atuação na região de São Paulo (inicialmente em home office), com inserção na Metodologia Ágil de trabalho e participação em squads da Credicard. As vagas oferecem salário compatível com o mercado e benefícios como plano de saúde e vale transporte (caso o trabalho volte a ser presencial).

Os participantes selecionados passarão por treinamentos diversos conduzidos pela Maturi, tais como trabalho em equipe, comunicação, empatia, relacionamento, diversidade, relações intergeracionais e metodologias ágeis. A Maturi também fará uma campanha de inclusão e sensibilização para toda a equipe de colaboradores da Credicard.

A Maturi é uma plataforma de recolocação e educação, com o objetivo de ajudar profissionais acima de 50 anos a se atualizarem e voltarem ao mercado de trabalho e também preparar as empresas para lidarem com os desafios da longevidade que impactam especificamente a força de trabalho.

“Estamos muito animados com esta parceria pois vamos incluir os ‘maturis’ em posições que tem tudo a ver com o futuro do trabalho, auxiliando a Credicard a entender e atender cada vez melhor seus clientes maduros. Assim todos saem ganhando e evoluímos na construção de uma cultura intergeracional no mercado de trabalho”, salienta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi.

O Credicard 50+ é um projeto em parceria entre a Credicard, a Maturi e o Itaú Viver Mais – instituto do Itaú Unibanco que busca investir na promoção contínua da rede de proteção, segurança financeira e inclusão digital para melhoria da qualidade de vida da população idosa, por meio de patrocínios, iniciativas, apoio ao poder público e à sociedade civil. O Itaú Viver Mais tem desenvolvido pilotos de modelos de trabalho direcionados para pessoas com mais de 50 anos, em busca de fomentar o “longeviver” e preparar a empresa e a sociedade para o futuro do trabalho, antecipando tendências e promovendo a diversidade geracional.

Mais detalhes sobre as vagas e a inscrição em https://maturijobs.empregare.com/pt-br/vagas-de-jornada-

Softex anuncia fundo de R$ 50 milhões para startups

A Softex, em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, se uniram para lançar um Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente, voltado a investir em startups da Quarta Revolução Industrial.  O advento da digitalização como um vetor de transformação de processos, produtos, serviços e modelos de negócio tem impactando significativamente a atividade empresarial. Soma-se a isso um conjunto de outras tecnologias relacionadas a impressão 3D, novos materiais e biologia sintética, por exemplo, que integram o mundo físico, digital e biológico caracterizando uma 4a. revolução industrial.
 

O “Fundo Softex 4RI” será dedicado ao desenvolvimento de iniciativas disruptivas, de base tecnológica, que busquem alavancar soluções com tecnologias voltadas à Quarta Revolução Industrial. O objetivo é contribuir significativamente para ampliar o volume de startups ligadas à Quarta Revolução Industrial, em especial àquelas com soluções que possam apoiar a digitalização da economia brasileira.
 

O FIP Softex 4RI terá como cotistas empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional que poderão investir recursos de P&D no Fundo, apoiando a geração de startups e se transformando em sócias dos negócios nascentes de base tecnológica. O FIP nasce aderente às regulamentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vistas à captação do recurso das contrapartidas em P&D da Lei de Informática com o foco em capital semente, investindo em empresas de base tecnológica com faturamento médio limite de R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, detendo participação sempre minoritária.
 

Do ponto de vista da base legal aplicável e da estratégia de investimento, destacamos:

  • O Fundo deve se destinar à capitalização de empresas de base tecnológica, empresa de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
  • O Fundo não poderá ter participação majoritária na empresa investida;
  • A startup deve apresentar pelo menos duas das seguintes características:
  • desenvolver bens, serviços ou processos tecnologicamente novos ou significativas melhorias tecnológicas nesses;
  • comercializar direitos de propriedade intelectual ou direitos de autor de sua propriedade, ou que estão em fase de obtenção; ou bens protegidos por esses direitos;
  • as despesas de P&D não sejam inferiores a 5% da receita bruta, sendo excluídas dessas despesas os valores direcionados à formação de ativo imobilizado; ou
  • execute por meio de sócios ou empregados diretos, profissionais técnicos de nível superior, atividades de desenvolvimento de software, engenharia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de mercado.
  • Além disso, a startup também deve satisfazer:
  • Receita bruta anual de até R$16MM, com receita apurada não superior a esse limite nos últimos 3 anos e distribuir, no máximo, 25% dos lucros durante o período em que receber aporte de recursos do Fundo;
  • O investimento não poderá ser feito em empresa controlada, direta ou indiretamente, por sociedade que apresente ativo total superior a R$80MM ou receita bruta anual superior a R$100MM
  • O fundo deve manter, no mínimo, 90% (noventa por cento) de seu patrimônio líquido investido nos ativos (empresas de base tecnológica, podendo investir até 10% do valor do Fundo em ativos no exterior. O Fundo Inova 4RI tem o objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos. Os aportes nas startups irão de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.

Segundo Ruben Delgado, presidente da Softex, instituição que executa vários programas de apoio a startups no Brasil (Startup Brasil, Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria, dentre outros), a oportunidade de um Fundo de Investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex, pois permitirá que muitos recursos alocados nas fases mais arriscadas na forma não-reembolsável em diferentes programas poderão ser aproveitados pelo Fundo de investimento, criando mais um mecanismo de apoio ao ecossistema de startups.  Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas.

Do ponto de vista da tese de investimento e das áreas nas quais as startups serão selecionadas, Rafael Moreira, CEO da Bertha Capital, salienta que tecnologias disruptivas tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem são exemplos de tecnologias transversais que habilitam negócios inovadores que estarão no centro da tese de investimento. “O Fundo Inova 4RI possui um foco em colocar mais um instrumento para o ecossistema de startups e para as empresas beneficiárias da Lei de Informática, porque combinará startups nas principais tecnologias habilitadoras no mercado, além de trazer várias corporações empresariais com seus desafios e, portanto, oportunidades de demanda e apoio segmentado em setores econômicos tais como bancos, indústria, eletrônica, dentre outros”, ressalta Moreira.

Para mais informações sobre o fundo, acesse: https://fip4ri.softex.br/   

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Eleições nos EUA: Relatório Amcham analisa como fica a relação com o Brasil após oficialização da vitória de Biden

Oficializada a vitória do candidato Joe Biden pelo colégio eleitoral nos Estados Unidos, o que esperar da relação bilateral entre Estados Unidos e Brasil? De acordo com a última edição do relatório ‘Trump vs Biden’, elaborado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) e Prospectiva Consultoria, espera-se mudanças na administração interna e principalmente na política externa do democrata. Em relação ao Brasil, espera-se que o acordo já concluído sobre temas não tarifários seja mantido, em especial porque possui o apoio do setor empresarial norte-americano e não depende de aprovação do Congresso dos EUA para entrar em vigor. A análise completa está disponível para download aqui .

ACORDO BRASIL E ESTADOS UNIDOS

Por outro lado, a negociação de um acordo mais abrangente de comércio, envolvendo a redução de tarifas e outros temas mais intrincados, como serviços, propriedade intelectual e compras públicas, embora seja uma iniciativa bem vinda, está envolta de enorme complexidade. Para tanto, seriam necessárias consultas prévias ao Congresso americano e, do lado brasileiro, uma definição se as negociações ocorreriam em conjunto com o Mercosul ou de forma individual pelo Brasil – o que demandaria, nesse último caso, alteração das regras do bloco, em consenso com Argentina, Paraguai e Uruguai.

Além disso, a negociação de um acordo comercial envolvendo Brasil e EUA sempre será desafiador, em grande parte pelo fato de as economias serem muito parecidas em vários aspectos (ambos são grandes produtores de commodities agrícolas e produtos industrializados, como aço, alumínio e automóveis). Mais decisivo ainda, uma iniciativa dessa natureza não deve encontrar priorização na agenda comercial dos EUA, sobretudo nos primeiros anos da administração Biden.

Com a vitória de Biden, o tema da sustentabilidade e da preservação ambiental ganhará centralidade na agenda de comércio e de investimentos envolvendo o Brasil, assim como já ocorre hoje na relação do Brasil com os países europeus. A percepção sobre o compromisso brasileiro na área ambiental será determinante para os rumos do relacionamento com os EUA.

O FATOR CHINA

Outro ponto de atenção na relação bilateral deriva da crescente disputa geopolítica entre EUA e a China. Essa questão deve influenciar a agenda norte-americana para a América Latina e, em particular, para o Brasil. Apesar dos EUA deterem o maior estoque de investimentos estrangeiros em território brasileiro, seu crescimento anual vem diminuindo desde o início da década. Por outro lado, a China vem se tornando uma importante fonte de aporte de capitais no Brasil.

Os EUA precisarão reconquistar seu espaço na região e reforçar os instrumentos para viabilizar sua presença competitiva em temas que perpassam investimentos, 5G, cooperação científica, entre outros. A atuação de órgãos como o Eximbank, a International Development Finance Corporation (DFC) e projetos específicos na esteira da recente iniciativa Growth in the Americas (América Cresce), lançada em 2019, podem desempenhar papel importante.

EDIÇÕES ANTERIORES

Esta é a quarta edição de uma série de quatro documentos com interesse especial sobre os efeitos para as relações bilaterais com o Brasil e para as empresas sediadas no País. Veja aqui a primeira , segunda e terceira edição dos relatórios que acompanharam esse processo.

Neogrid faz sua estreia na B3

A Neogrid, empresa do segmento de software para a gestão de cadeias de suprimentos, anunciou nesta quarta-feira a sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa de valores brasileira (B3). A oferta primária foi coordenada pelo Credit Suisse, Citi e UBS BB e o valor inicial sugerido para a ação (ticker NGRD3) foi de R$ 4,50.

A Neogrid levantou nessa oferta primária R$ 486,5 milhões. Os valores captados serão investidos em fusões & aquisições – M&A (80%) e em marketing (20%).

“A Neogrid começa um novo capítulo na sua jornada. Com a confiança dos investidores, reforçamos nosso compromisso para elevar a potência de nossas soluções e levá-las para mais clientes no Brasil e no mundo”, afirma Eduardo Ragasol, CEO da Neogrid.

Fundada em 1999, a Neogrid é uma empresa de Software as a Service (“SaaS”), dados e tecnologia para soluções de supply chain. O objetivo da companhia é conectar parceiros de negócios (indústrias, distribuidores e varejistas), integrando suas operações por meio de um portfólio modular de soluções eficientes, precisas e inteligentes.

“A Neogrid possui um modelo de monetização marcado pela previsibilidade de receita e com altos índices de retenção de clientes. Com os aportes do IPO, vamos acelerar questões como pesquisa & desenvolvimento, fusões, aquisições, vendas, além de intensificar a nossa expansão internacional”, explica Ragasol.

A rede Neogrid conecta empresas e outros participantes da cadeia de suprimentos em sua plataforma. Atualmente, são mais de 37 mil indústrias, 5 mil distribuidores e 150 grandes redes varejistas (que representam milhares de lojas físicas), distribuídos em todo o país e internacionalmente.

“A rede e plataforma da Neogrid favorecem todo o ecossistema da cadeia de suprimentos. Em um mundo onde os produtos viraram commodities e preços não são mais diferenciais, o bom gerenciamento de estoque e a liberação de capital de giro passam a ser uma vantagem competitiva decisiva”, pontua Miguel Abuhab, fundador da Neogrid.

A Neogrid passa a ser a 163ª empresa listada no novo mercado, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa. A cerimônia de lançamento contou com a participação de executivos e de conselheiros de administração da companhia, além de Gilson Finkelsztain, presidente da B3.

O que 2020 ensinou para o e-commerce

Por Samantha Schwarz, gerente de e-commerce da Infracommerce


Em 2020, o mundo se viu forçado à uma aceleração dos processos digitais e o mercado de e-commerce, que já tinha um crescimento natural e constante, foi para muitos a única saída de manter os negócios ativos. E os números não me deixam mentir: uma pesquisa da Ebit-Nielsen estima que mais de 7 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra on-line neste ano.

Por mais que todo esse movimento tenha sido uma aceleração de um processo que já estava por vir, 2020 foi um ano de muitos aprendizados para o e-commerce, que precisou de adaptações e recursos, para conhecer melhor seus novos clientes. O primeiro aprendizado é que esses novos hábitos de consumo vieram para ficar! Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo indica que a expectativa é que cerca de 70% dos consumidores continuem comprando on-line, mesmo com a volta do varejo físico. Isso significa que a experiência do consumidor se tornou algo mais importante do que nunca.

Os consumidores que já estavam no e-commerce só reforçaram este comportamento e, para os recém-chegados, descobriu-se um universo a ser explorado. Dentro desse cenário, lidar com o aumento da concorrência também foi um desafio para o varejo on-line. Com a digitalização cada vez mais estimulada é preciso acompanhar de perto as novidades no mundo on-line, afinal, a demanda existe, mas se sua loja não estiver com a oferta pronta, outras estarão.

E é por isso que a multicanalidade começou a mostrar sua força. A opção de fluidez entre vários canais, como físico e on-line, é um dos pontos que as marcas precisam aprender a trabalhar bem para garantir uma boa experiência em todos os pontos de contato com seu consumidor, evitando que ele precise procurar na concorrência a facilidade, comodidade ou produto que você pode oferecer. Expandir para o modelo multicanal exige muita preparação e entendimento deste novo cenário, pois os consumidores que até então tinham que passar pela porta da loja, agora estão em qualquer lugar do mundo.

Não é apenas a tecnologia que as empresas precisam se preocupar, disponibilidade de estoque, regiões que deseja atender, atendimento ao consumidor, como será o sistema de troca e devolução, encargos fiscais das vendas on-line, leis de proteção ao cliente on-line, esses são alguns dos vários pontos que a marca precisa se atentar para entrar no mundo digital.

E por falar nisso, a omnicanalidade também mostrou a sua força em 2020. O mercado percebeu que não existiam apenas dois canais – on-line e físico -, mas sim um ecossistema no qual podemos transitar em inúmeros universos, como m-commerce e social commerce, comparando preços, aproveitando suas funcionalidades e conveniência. Uma das maiores novidades do ano foi o surgimento das Lives Commerces que foram uma sensação na Black Friday 2020.

Mas afinal, depois de tanta movimentação, será que o próximo ano também guarda surpresas para esse mercado? Minhas apostas ficam com: estratégias personalizadas, mais valorização das experiências, lojas virtuais interativas e assinatura como modelo de negócios. Entretanto, acredito que o maior aprendizado foi que, depois de um ano tão atípico, percebemos que as surpresas podem aparecer e as empresas precisam estar preparadas para mudarem o jogo de forma rápida.

Diversidade nos investimentos: Wishe democratiza acesso a aportes

De acordo com o Sebrae, há 24 milhões de empreendedoras mulheres no Brasil, quantidade semelhante ao número de homens. No entanto, outros dados apontam que somente 7% das startups investidas por Venture Capital são fundadas por mulheres. Foi essa a dificuldade que Rafaela Bassetti, empreendedora, mulher, mãe e advogada especialista em direito societário e tributário enfrentou ao estar à frente de um negócio próprio.

A partir disso, ela fundou a Wishe, grupo de investimento focado em startups inovadoras lideradas por mulheres. A empresa busca solucionar o problema aprimorando as opções de investimento no ecossistema de startups e inovação. Além de eliminar o gap de gênero no setor, democratizando o acesso a capital para empresas lideradas e fundadas por mulheres, a empresa também tem como missão aumentar o número delas como investidoras no mercado.

Por meio da conexão entre investidores e startups, a Wishe oferece educação para quem deseja investir nesse ecossistema, assim gerando valor econômico e impacto social. “Na Wishe atuamos com pilares que chamamos dos 3 “C’s”, que são: Comunidade, Captação e Capacitação. A pessoa que investe conosco possui experiência que vai além de entrar com o capital, ela também pode colaborar com a empresa por meio de mentorias, eventos, conversas e networking com investidores que já atuam no mercado”, pontua a CEO e sócia da empresa, Rafaela Bassetti.

A garantia de diversidade gera mais lucros para as empresas. Dados de 2017 da McKinsey & Company, firma global de consultoria estratégica, indicam que as empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas são 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média que as outras.

Para quem deseja investir em startups, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a plataforma da Wishe se diferencia das demais, pois além de entrar com o capital o(a) investidor(a) pode participar e colaborar com a startup que financiar, por exemplo, podendo dar mentorias. O fundo democrático busca solução ampla ao atingir empresas e investidores em diferentes níveis: diretamente em deals privados ou através de plataforma própria de crowdfunding equity. Além disso, possui quatro personas e modelos de negócio: Wishe MVP, Equity Crowdfunding, Matchmaking e Venture Capital.

O primeiro deles, Wishe MVP, é focado na fase de ideação, através do crowdfunding tradicional. A Wishe faz a curadoria de ideias inovadoras lideradas por mulheres e auxilia na captação de recursos para que essas empreendedoras possam testar produtos e mercado, além de formar uma base de early adopters e testers, que recebem a versão beta em contrapartida ao investimento. Já o Equity Crowdfunding é a plataforma para pessoas físicas investirem de fato nas startups, tendo como contrapartida participação societária e mirando um retorno no futuro. Por sua vez, o Matchmaking atua como um grupo de investidores anjos, que por meio de metodologia própria, conecta investimentos adequados ao perfil dos investidores mais experientes. Por último, o conhecido Venture Capital envolve rodadas mais robustas por meio de captações compostas por investidores qualificados.

A startup ainda conta com um Comitê de Investimento amplamente diverso composto por especialistas que atuam na área há anos, como a economista Itali Collini, líder do comitê e atual Diretora do 500 Startups; Amanda Graciano, Head de portfólio iDEXO; Andre Oliveira, Partner na Positive Ventures; Daniel Magalhães, CEO da ISEC; Fabio Nunes, CTO da Navita; Felipe Affonso, Diretor do SoftBank Group; Gabriela Chagas, Partner na Vox Capital; Juliana Lopes – CFO da B2mamy; Nina Silva, CEO do Movimento Black Money; Sauanne Bispo, Coordenadora da Fundação Tide Setúbal e Thais Vasconcelos, Sócia no Menezes Vasconcellos e Tosato.

O mais recente investimento viabilizado pela Wishe foi no valor de R﹩1 milhão para a Amyi, startup brasileira de perfumaria, liderado pelo GVAngels. Além disso, a empresa foi uma das três finalistas do Startups Awards 2020 no hub inovação. “Atuando no mercado de igualdade de gênero nos investimentos, a Wishe entende que não vamos mudar a regra do jogo, mas vamos jogar um novo jogo”, finaliza a CEO.

PIX é a porta de entrada dos bancos para cloud pública

Após um mês de uso pela população brasileira, mais de 12 milhões de transações já foram realizadas pelo PIX, o que soma um valor superior a R$ 9 bilhões. Toda essa movimentação significa que a tecnologia usada para pagamentos fez sucesso no país e a tendência é que seja cada vez mais utilizada.

É dentro desse cenário polvoroso de transformação digital que os bancos ensaiam uma migração em massa para serviços de nuvem pública. Até então, grande parte das instituições financeiras opta por manter as informações em nuvem privada, uma vez que fazem grande quantidade de transações por dia e lidam com grande quantidade de dados dos clientes.

Entretanto, especialistas reforçam que a partir de agora, com o uso do PIX disseminado entre a população, a situação deve ser outra. “Achar que a nuvem privada é a melhor opção para suportar grande número de transações e preservar os dados é ainda um pensamento muito antigo. Prova disso é que os próprios bancos já estão nesse processo de adoção da nuvem pública com as próprias fintechs, que já nasceram na era da tecnologia”, explica Diogo Santos, diretor de tecnologia da Claranet, multinacional de tecnologia, com foco em serviços gerenciados de cloud computing.

Bem antes do PIX, o Banco Fibra, focado em grandes e médias empresas dos setores de agronegócio e corporativo, já detectou a necessidade e no início de 2019 migrou integralmente suas aplicações para o ambiente de nuvem da Amazon Web Services (AWS), tornando-se o primeiro banco tradicional com estrutura originalmente on premises a alcançar tal feito. Todo o projeto de migração foi realizado pela Claranet em conjunto com a equipe de TI do Banco Fibra.

“Quando as pessoas fazem transações pelo PIX, que é algo simples, não imaginam quanta tecnologia há envolvida. Ter toda nossa estrutura de tecnologia na nuvem, nos ajudou a driblar os principais desafios que as instituições estão enfrentando, como a questão da escalabilidade, resiliência, responsividade e operação 24×7, que nos exigiu ajustes nos sistemas para torná-los de tempo real. Isso tudo sempre com uma base sólida em segurança, permitindo que a experiência dos nossos clientes seja a melhor possível”, finaliza Carlos Alberto Sangiorgio, Diretor de Tecnologia e Transformação Digital no Banco Fibra.

Tendências para o futuro do trabalho: 23,8% dos líderes apostam no fim ou redução dos escritórios

A pandemia redefiniu muitas tendências no mercado de trabalho e, nesse contexto, a Workana , maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, fez um levantamento, pela perspectiva dos gestores das empresas, que mostra que deverá haver mais flexibilidade na relação entre funcionários e contratantes. Para 16,1% dos líderes, por exemplo, no futuro do trabalho, o principal ponto a ser avaliado para uma contratação será a competência do profissional, independentemente de ele estar a quilômetros de distância ou não.

De acordo com Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, o home office deixou de ser opção, para figurar no mercado de trabalho como preferência de mais de 94,2% dos profissionais CLT. E as empresas também não querem mais se limitar só aos melhores talentos da região em que estão localizadas, mas sim de todo o país – ou mesmo do mundo. Não à toa, 84,2% dos gestores pretendem promover o trabalho remoto no pós-pandemia. “Vejo essa nova tendência, e esse intuito de adotar esse novo modelo de trabalho, como algo bastante positivo a todos, porque ajuda a democratizar o mercado”, afirma.

96,7% dos profissionais consideram que poder trabalhar remotamente será um diferencial na hora de escolher um emprego, algo que, para muitos, significa ter mais qualidade de vida – podendo morar em locais mais afastados, com mais opções de lazer, por exemplo -, e não precisar mais perder horas no trânsito. E o mercado deve acompanhar essa nova tendência. A expectativa é de que haja uma diminuição do espaço físico dos escritórios, que é no que acreditam 10,1% dos que estão à frente de empresas, ou até mesmo o fim desses ambientes corporativos, que é o que poderá ocorrer de acordo com 13,7% deles, como podemos ver no gráfico abaixo:

E como podemos ver, 8,9% acreditam que o home office será melhor equipado, com ferramentas e uma estrutura que correspondam a esse novo modelo de trabalho. As empresas já estão compreendendo que, daqui em diante, terão que se atentar ao que os funcionários precisam para continuar trabalhando bem, oferecendo recursos. Uma boa internet, por exemplo, será fundamental para que uma reunião online ou um evento importante possam ocorrer da melhor maneira possível, já que esses encontros virtuais serão uma realidade no pós-pandemia para 19,1% dos líderes.

“Surgiu a necessidade de os gestores entenderem de que forma o home office impacta na organização das empresas, repensarem estratégias e, principalmente, readequarem seu modo de lidar com seus colaboradores”, explica Schwebel. Para ele, as pessoas estão se transformando, e a forma como elas trabalham também. Por isso, as estruturas e estratégias dos negócios precisam acompanhar essa mudança, com muito diálogo, para se chegar a um equilíbrio, experimentando novidades – e os benefícios que elas podem trazer -, e levando em conta também questões pessoais que podem ajudar a promover esse equilíbrio. “A qualidade técnica da força de trabalho já ficou em segundo plano, dando vez ao lado humano e ao bem-estar de todos, porque as pessoas importam mais que qualquer outra coisa, e sem elas, nenhuma tecnologia, inovação, ou grande empresa se sustenta”, conclui.

DocuSign lança nova funcionalidade baseada em SMS

É fato que a mobilidade é fundamental nos dias de hoje. Um bom exemplo é como o consumidor mudou radicalmente seu comportamento na última década e hoje resolve praticamente tudo pelo celular. E um estudo global da Twilio descobriu que, quando se trata de notificações relevantes, o SMS tem preferência 2,5 vezes superior ao e-mail. Sempre atenta a estas mudanças, a DocuSign, empresa que oferece a solução de assinatura eletrônica nº 1 do mundo, acaba de lançar, em todos os mercados, o SMS Delivery – notificações por SMS em tempo real enviadas diretamente para o dispositivo móvel do assinante com o link para assinatura de um documento.

“Com o mundo cada vez mais digital, e as caixas de e-mail sempre lotadas, trazemos esta nova possibilidade para que os usuários possam optar por receber também via SMS o link para assinatura de seus documentos. Esta novidade é fruto do nosso cuidado em sempre inovar e levar mobilidade e comodidade aos nossos clientes”, explica Gustavo Brant, VP de Vendas Latam da DocuSign.

Como as notificações por e-mail também são muito relevantes, a partir do lançamento, os clientes que desejarem poderão receber seus documentos para assinarem por e-mail e também por SMS, em tempo real e juntas, aumentando o alcance da empresa, que tem mais de 750 mil clientes e centenas de milhões de usuários em mais de 180 países. Ao permitir fechar negócios de maneira simples e ágil, o SMS Delivery aumenta as taxas de resposta, além de oferecer aos usuários uma experiência cada vez mais simples e superior.

Cacau Show investe R$ 1,5 milhão em automação de e-commerce

A Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, traz atualizações de tecnologia ao seu e-commerce e se iguala a grandes players do mercado, como: Hinode, Do Terra, Mary Kay, Riachuelo, Multilaser e outros. Após de ter um aumento significativo em seus pedidos – chegando a atingir 6 mil pedidos em um dia, onde a média era de 40 pedidos por dia -, a empresa entendeu a necessidade de atualização.

O investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão foi realizado para trazer ao e-commerce, o sistema Picking By Light com Monitor, scanner de dedo e Esteiras Automatizadas, utilizado por grandes players, que traz automação e otimização de mão de obra humana, além da agilidade na separação e organização de todos os produtos.

A implementação foi realizada pela Invent Smart Intralogistics Solutions, fundada em 2014, já equipou mais de 40 CD’s, fornecendo automação para separação de pedidos e triagem de encomendas. Dentro da estratégia de investir em novas tecnologias, a Invent se tornou referência para Logistica de e-commerce e varejos.

No período da Páscoa, a empresa conseguiu realizar 15% dos 212 mil pedidos que foram realizados, devido à falta de automatização dentro da linha. Agora, a Cacau Show se beneficia da parceria e consegue realizar 4 mil pedidos por dia, no que atenderia até mil pedidos anteriormente.

“Desenvolvemos e implantamos uma infraestrutura para automatizar o fracionamento de pedidos comprados pelo e-commerce que gerou um ganho alto de velocidade e precisão para os pedidos realizados e separados”, comenta Augusto Ghiraldello, co-fundador e VP de Vendas da Invent.

Aceleradora recifense seleciona 15 finalistas para o processo de aceleração

A Overdrives, o grupo Ser Educacional e a NE Capital, empresa do Grupo JCPM, acabam de selecionar os 15 melhores projetos para serem acelerados em 2021. Das startups apresentadas nesta edição, cinco irão receber o aporte financeiro total de até R$ 800 mil reais. 

As finalistas estão espalhadas por oito estados do Brasil, 53% são de modelos Business-to-Business (B2B) – empresas para empresas; 30% de soluções em saúde; 73% estão com produtos no mercado; 60% delas com clientes recorrentes; 25% são lideradas por mulheres. O presidente do Ser Educacional, mantenedor do Centro de Inovação – Overdrives, Jânyo Diniz, destacou a qualidade das startups inscritas. “Ficamos muito satisfeitos com a quantidade e o nível das finalistas, todas com grande potencial de crescimento”, afirmou. 

O processo de aceleração dá oportunidade de ter contato com iniciativas de diversas áreas, vindas de todo o Brasil, e é um importante veículo para diversificar os negócios e buscar inovação em diversos setores. Envolver os executivos em processos de colaboração com as aceleradas traz crescimento pessoal e fortalece a cultura de inovação. 

Sediada em Recife, o Centro de Inovação também conta com um sólido e eficiente sistema para mentorias e acompanhamento das startups sendo 100% remota. “Esse modelo remote first tem se mostrado não só oportuno, como muito ágil e eficaz com as empresas que já estão conosco. Para o novo programa, recebemos inscrição de startups de 16 estados diferentes. Dentre as 15 finalistas, temos oito estados representados”, afirmou o head da Overdrives, Luiz Gomes. 

Além do aporte financeiro, as startups aceleradas vão ter acompanhamento com especialistas de mercado, uma rede de empreendedores, mais de 20 áreas de mentoria técnica e o escritório em Recife disponível durante dois anos. 

No dia 21 de dezembro será divulgada a lista das cinco melhores startups selecionadas. O ciclo de aceleração terá duração de seis meses, podendo ser ampliado para dois ciclos, ou seja, um ano dentro do projeto. Durante o processo, executivos do Ser Educacional e do JCPM irão apoiar as startups no desenvolvimento do negócio por meio de mentoria e conexões no mercado.

Como criar um comitê de diversidade em 2021?

Por Rhayana Souza, Analista de Comunicação no Olist

Você já ouviu falar em ERGs? A sigla é do termo em inglês Employee Resource Groups, que nada mais são do que grupos de afinidade formados voluntariamente dentro das empresas.

Mas não se prenda à sigla! Você pode chamar de comitê, comissão, grupo ou como preferir. No final do dia, todos eles têm o mesmo objetivo: reunir pessoas em prol de um assunto em comum, seja ele voltado a ações sociais, atividades ao ar livre ou temas como diversidade e inclusão.

Do início de 2019 para cá, notei o surgimento de ERGs com foco em diversidade dentro de várias empresas de pequeno e médio porte. Empresas maiores, como multinacionais, muitas vezes contam com um setor dedicado à comunidade e inclusão de pessoas com as mais diferentes características. O desafio mesmo é introduzir esse tema em corporações que nunca pensaram no assunto como estratégia de negócio, mas que por conta de um ano como 2020, se faz necessário.

Para começar um ERG, a última coisa que uma pessoa deve fazer é esperar que o projeto seja estruturado pelo CEO ou time de RH da empresa. Claro que isso pode acontecer, mas se você acredita que é interessante criar um comitê de diversidade na companhia, converse com outros colaboradores que compartilhem do mesmo sentimento que você e se reúnam para estruturar o grupo, independentemente do setor que fazem parte.

No Olist, startup curitibana que atua no setor de marketplaces e onde eu trabalho, criamos um formulário de inscrições para quem tivesse interesse em fazer parte do comitê. Definimos que pelo tamanho do time na época – cerca de 250 funcionários -, nosso comitê seria formado por 20 pessoas das mais diversas áreas.

Estabelecemos encontros quinzenais para alinhar as ações e decidimos que o comitê não seria rotativo, para que assim o projeto pudesse ter maior continuidade. Com o tempo, algumas pessoas decidiram ceder seu lugar para novos membros e é dessa forma que vamos renovando os participantes do Diversifica – nome do comitê de diversidade do Olist.

Antes de falar de diversidade, é preciso olhar para dentro. Por isso, a primeira ação do Diversifica foi realizar uma pesquisa anônima para entender o quão diverso era o nosso quadro de colaboradores. O formulário abordava questões quanto à identidade de gênero, etnia, orientação sexual, renda familiar, religião, deficiência, grau de instrução e até restrição alimentar.

O resultado fez com que o time de RH criasse metas de contratação para trazer mais diversidade para dentro da empresa. Em paralelo, o comitê criou um calendário de ações mensais, que incluem palestras com convidados externos, cartazes espalhados pela companhia e mensagens nas TVs do escritório. A cada mês é abordado um tema em específico, entre os que já trabalhamos estão diversidade LGBTI+, Setembro Amarelo, Feminismo e Diversidade Racial.

Apesar de a iniciativa não partir do RH ou CEO da empresa, é fundamental que eles apoiem e participem das ações do comitê. É imprescindível que a alta diretoria da companhia compre a ideia de construir um time mais inclusivo e com respeito à diversidade. Claro que esse processo é muito mais fácil em empresas que já têm uma cultura forte nesses aspectos, como é o caso do Olist.

Então vem a pergunta: como mudar esse cenário em empresas que são mais resistentes às mudanças?

1) Faça pesquisas com empresas que já estão trilhando esse caminho;

2) Reúna colegas de trabalho com interesse em estruturar o comitê e use todas as informações que você captou para adaptar à realidade da sua empresa;

3) Apresente a proposta do comitê ao time de RH e à alta diretoria da empresa com argumentos que justifiquem o apoio deles à iniciativa.

No caso do Olist, é o time de RH que apoia o comitê financeiramente. Temos uma verba dedicada a ações de Clima e Cultura e uma parte é utilizada pelo comitê. Mas não foi sempre assim. No início, a gente se virava com pouco e até hoje tentamos trazer convidados que topem compartilhar suas histórias com o pessoal voluntariamente.

Respondendo o título deste artigo, eu acredito que essa moda não já pegou, como veio para ficar. Se tornar uma empresa que valoriza a diversidade não é somente muito mais lucrativo falando em resultados, como é a coisa certa a se fazer. E a minha dica final é: não fique esperando a iniciativa partir de outra pessoa. Seja você o agente de mudança dentro da sua empresa e comece hoje mesmo a pensar como você vai dar vida ao próximo comitê de diversidade da sua região.

Via Varejo abre inscrições para seu primeiro Programa de Trainee

Com o objetivo de apostar em novos talentos e promover ainda mais diversidade dentro da companhia, a Via Varejo, maior empresa de varejo de eletroeletrônicos e móveis do país e dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio, anuncia a abertura de inscrições para o primeiro Programa de Trainee da companhia. Para participar, os candidatos devem se inscrever até o dia 1º de fevereiro por meio do site: https://www.trainee.viavarejo.com.br

Os trainees selecionados irão passar por uma jornada de desenvolvimento em diversas áreas entre operações, vendas, marketing, finanças e tecnologia. A seleção passa por etapas de teste de raciocínio lógico e de personalidade, avaliação em grupo baseada no negócio da Via Varejo com uma plataforma de interação e avaliação individual dos finalistas com participação do time de gestão da companhia.

O programa não exige nenhum curso específico para inscrição, considerando graduados em bacharelado, pós-graduação ou especialização, com formação entre dezembro de 2017 e dezembro 2020. Serão considerados tanto o conhecimento profissional como as experiências vivenciadas pelos candidatos, além de disponibilidade e flexibilidade para viagens. A companhia oferece remuneração compatível com o mercado e benefícios.

O processo seletivo ocorrerá de maneira remota e os aprovados serão convocados em março para admissão, iniciando o programa em abril de 2021. Inicialmente, os selecionados irão atuar no formato de home office, mas o local de trabalho será na sede da companhia, em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.

“Dentro da jornada de transformação que a companhia passa, o programa foi criado com o objetivo de desenvolver potenciais talentos, que já possuem uma visão mais ágil e inovadora, em agentes de mudança dentro do negócio”, afirma Rosi Purceti Balabram, diretora de Pessoas e Performance da Via Varejo.

Além de buscar a diversidade e inclusão no que se refere aos candidatos, a Via Varejo busca por profissionais que também tenham a diversidade de pensamentos. Os trainees aprovados poderão, ainda, participar dos grupos de afinidade da companhia com o objetivo de trazer mais inclusão para o dia a dia da empresa.

Minerva Foods lança nova plataforma de e-commerce para público B2B

A Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados na região, disponibilizará uma nova plataforma de e-commerce para clientes e parceiros em que reunirá o portfólio completo da Companhia, desde o azeite Alma Lusa, empanados, porcionados como batatas congeladas, pescados até a ampla variedade de cortes e linhas de bovinos.

Já a partir da primeira quinzena de dezembro, os usuários cadastrados na Companhia poderão fazer seus pedidos por meio do portal meuminerva.com.br , dessa forma, o público terá acesso ao portfólio completo da Minerva Foods online, e poderá efetuar suas compras em poucos cliques.

“Estamos cada vez mais digital e essa novidade vai trazer novas possibilidades na experiência de compra na jornada de nossos consumidores. Além da praticidade e agilidade que o e-commerce proporciona, nossa plataforma é também uma nova forma de estreitar ainda mais o relacionamento com nossos clientes e parceiros”, destaca Luís Ricardo Alves Luz, diretor de operações da Minerva Foods.

As entregas dos produtos adquiridos serão realizadas em toda área de atendimento da Minerva Foods e nesta etapa, os interessados que ainda não são clientes na Companhia deverão se cadastrar a partir do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Entretanto, a perspectiva é para que, em breve, o consumidor final também possa comprar diretamente pelo portal. “A primeira etapa da implementação será voltada para o público B2B, mas já seguimos trabalhando para que pessoas físicas também possam transacionar na plataforma”, reforça Luís Ricardo.

Transformação Digital

Recentemente, a Minerva Foods anunciou a criação de uma área de inovação e tecnologia para o desenvolvimento de soluções cada vez mais disruptivas e digitais para sua base B2B, que hoje conta com mais de 63 mil clientes atendidos por mais de 360 vendedores e pela televenda, e também para o consumidor final.

A Companhia já havia disponibilizado a possibilidade de pagamento via cartão de crédito ou débito por meio de link eletrônico. O método inédito no setor entre os frigoríficos com foco no B2B (distribuição), atende a uma demanda por mais diversificação e facilidade na hora de atender o cliente.

Rise Ventures busca empresas para integrar seu portfólio de investidas

A Rise Ventures, gestora de investimentos voltada para empresas da economia real que geram impacto socioambiental positivo, está em busca de novas investidas para agregar ao seu portfólio em 2020. As interessadas devem ser empresas early growth (porte de entrada entre R$ 10-50 milhões de receita/ano) de economia real, com consumo recorrente e essencial e, sobretudo, que ofereçam impacto socioambiental positivo.
Atualmente, a Rise tem três empresas em seu portfólio: Beleaf, do setor de alimentação à base de plantas; Alba Energia, que trabalha com energia solar; e Okena, que atua na gestão de resíduos industriais. Somadas, a receita das três saltou de R$ 15,5 milhões para uma estimativa de R$ 40 milhões em 2020.

As empresas que estão no portfólio da Rise contam com uma equipe qualificada e alocada em seus escritórios, que fica responsável por aplicar a metodologia própria da gestora, visando a geração de valor por meio da montagem do plano de negócios e roadmap estratégico e estruturação de áreas e processos internos. Uma área de serviços compartilhados com parceiros estratégicos essenciais e complementares ajuda as empresas na jornada de crescimento para acessar investimentos maiores. Destaque também para a equipe de gestão de pessoas, que atua diretamente no recrutamento e montagem de time das investidas. Além de contar com todos esses pontos, as empresas escolhidas para entrarem no portfólio receberão uma primeira rodada de investimentos com possíveis outros aportes, de acordo com a sua necessidade, enquanto estiverem no pipeline da Rise – um período de no máximo dez anos.

“Nosso principal diferencial é que coempreendemos junto com as empresas, atuando em duas frentes muito importantes nesse estágio em que elas se encontram: acesso a capital e gestão de pessoas, atraindo, treinando e retendo talentos. Negócios early growth possuem uma dificuldade bem maior de ter acesso a investimentos. Somos uma gestora pioneira nesse mercado e acreditamos que existe um mundo de oportunidades nessa fatia, que já é uma tendência lá fora, mas no Brasil ainda não é muito explorada”, explica Pedro Vilela, CEO da Rise Ventures.

Incentivando os futuros empreendedores, Pedro Vilela acredita que todos os negócios de impacto têm um alto potencial para crescer e se desenvolver no Brasil. “O Brasil é Vale do Silício do impacto, mas acredito que setores dentro da vertical de natureza, muito ligados às questões das mudanças climáticas, têm atraído os olhares dos investidores, inclusive internacionais, e podem ser uma aposta interessante para esse próximo ano”, analisa o CEO.
Mesmo com essa observação, a Rise busca empresas para as suas três áreas prioritárias: meio ambiente (produtos e serviços relacionados à regeneração e preservação do meio ambiente e recursos naturais, em setores como energia limpa, economia circular, saneamento, gestão de resíduos, mobilidade sustentável, construção sustentável e eficiência do uso de recursos naturais); social (se refere a produtos e serviços essenciais relacionados à inclusão social, como educação, saúde, crédito, moradia, energia, conectividade, ocupação profissional e eficiência da gestão pública) e bem-estar (autocuidado, alimentação saudável, saúde preventiva e integrativa, saúde do corpo e educação psico/socioemocional). Empreendedores interessados devem entrar em contato pelo e-mail pipeline@riseventures.com.br ou pelo formulário no site da Rise.