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Empreender é fazer: como estar preparado para todos os momentos

Por Anderson de Andrade, sócio da Invisto Venture Capital

O ano que está se encerrando certamente ficará nos livros de história como um dos mais desafiadores deste século em todas as áreas, seja ciência, governo, finanças, comércio ou cultura.  Todos os setores e mercados foram afetados pela pandemia ao longo de 2020.

Eu costumo dizer que  um grande sucesso é um conjunto de pequenos fracassos, ou seja, você provavelmente vai vivenciar situações bem pouco agradáveis até encontrar o êxito naquilo que você faz. Mas são momentos assim que nos fazem aprender e não nos deixam incorrer nos mesmos equívocos ali na frente.

Veja eu,  tenho mais de 30 anos de estrada profissional, e sempre foi a vontade de fazer melhor e diferente que me motivaram a não desistir. Eu nasci no interior de uma cidade – que já é considerada interior – chamada São Borja, na fronteira do Brasil com Argentina, no Rio Grande do Sul. Era um lugar onde não haviam grandes oportunidades – ao menos na época em que eu era menino – saí da casa dos meus pais aos 13 anos, imbuído de um sentimento que é comum aos empreendedores: estava incomodado com as opções que tinha, aquilo não era suficiente para mim, eu queria mais e sabia que teria que trabalhar e estudar muito para isso.

Trabalhei muito, primeiro como office boy, depois do advento da tecnologia, como instrutor de informática – vale ressaltar que aprendi utilizando de favor o único computador que havia na cidade, da meia noite às cinco e meia da manhã – depois fui vendedor, trazia computadores do Paraguai para serem comercializados na região e aos 19 anos cheguei a ser gerente da mesma escola onde comecei dando aulas e fazendo limpeza.

Cheguei em um determinado ponto onde precisei decidir se seguiria este caminho ou escutaria o anseio que ainda tinha, de querer construir algo maior, estudar mais, conhecer mais. Optei por seguir meu instinto e desembarquei em Joinville após 24 horas de viagem, em um domingo à noite. Na manhã seguinte, segunda-feira,  fui contratado para ser instrutor de informática.

Em 1998, com o início da internet no Brasil, que à época já contava com mais de um milhão de usuários, decidi empreender pela primeira vez.  Junto com um sócio, desenvolvemos um portal para estudantes, com dicas e informações relevantes para o público. Na época eu também fazia diversas entrevistas para o portal, uma delas foi o senhor João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero. A entrevista aconteceria em um domingo e eu tinha apenas 15 minutos, de acordo com a secretária dele, pois ele precisava realizar a apresentação icônica com o seu cavalo. Ao me receber, o Beto pontuou o quanto precisava ser rápido em função de seus compromissos e eu disse a ele que não se preocupasse, que seriam apenas 3 perguntas. 

Empreender é fazer, esta foi a resposta que ele me deu ao ser questionado sobre o que era empreender. Ele ainda me mostrou cinco projetos que estavam em sua gaveta – a maior parte deles já realizados dentro do parque homônimo – e a conversa seguiu. Saímos às 20h do parque para jantar, junto com meu sócio, compromissos cancelados e uma conversa que marcou para sempre a minha vida e meu caminho.

De lá pra cá, se vão mais de 20 anos. Eu me tornei empresário, fundei uma agência de marketing digital que foi vendida recentemente para o grupo BriviaDez. Me tornei também investidor, sócio de uma empresa de Venture Capital, a Invisto, sou conselheiro em outras empresas de ramos distintos, participei de grandes negociações e vejo no empreendedorismo um catalisador de mudanças.

Contei toda esta história pois, na minha visão, diversos momentos difíceis que vivi serviram para me ensinar, disciplinar e mostrar que adversidades são, em sua grande parte, imprevisíveis, mas também são elas que forjam a nossa capacidade de resiliência. 

Como este ano que vivemos, não estava desenhada a pandemia nem sua avassaladora extensão, as perdas provocadas são enormes, e aqui me refiro unicamente à economia, mas precisaremos saber lidar com elas e a partir delas, pois se não existe fórmula pronta para o sucesso, certamente não existe para superar os problemas facilmente.

Por isso, meu conselho é, estude, faça alianças valiosas, busque ser educado com todos, não é só você que está passando por uma crise, fortaleça suas relações interpessoais – com a sua equipe, sócios – essas são fundamentais para qualquer empreendimento, e principalmente, seja resiliente na sua decisão.

O ano que vem chegando vai ser o momento de colocar em prática tudo o que você conseguiu tirar de melhor desta crise, ele certamente não será fácil, nada é, mas se empreender é fazer. 

Bossa Nova encerra 2020 celebrando 23 exits no portfólio

A Bossa Nova Investimentos, micro venture capital que investe em startups em estágio pré-seed com atuação em todo território nacional, celebra neste fim de ano a conquista de 23 exits em seu portfólio. Mesmo em um ano com tantas incertezas econômicas e sociais, duas startups, Agenda Edu e Melhor Envio, que receberam aporte da investidora, realizaram suas transações de vendas para grandes empresas do mercado brasileiro.

Com sua tese de investimento diferenciada e um forte trabalho de conexão e incentivo com as startups que fazem parte do seu portfólio, a Bossa Nova é líder de mercado em Exits. “Nosso objetivo é sempre apoiar as iniciativas que decidimos investir para que elas cresçam de forma escalável e ganhem reconhecimento no mercado. A formalização de uma venda é a certeza de que caminhamos na direção certa e seguiremos sendo os principais promotores de startups que alcançam o Exit no Brasil”, comenta João Kepler, Diretor da Bossa Nova.

Os resultados alcançados com essas transações também são motivo de celebração. Startups como a Pedala, dlieve, Agenda Edu e Melhor Envio, todas com exits concretizados, resultaram em uma multiplicação de até 10 vezes o valor investido inicialmente. “Com um trabalho desenvolvido diretamente para as necessidades de cada negócio, em poucos anos conseguimos um retorno até além do esperado”, diz Kepler.

Durante sua trajetória, a Bossa Nova já fez mais de 700 investimentos em mais de 500 startups dos mais variados segmentos. Em 2021, pretende alcançar a marcas de mil investimentos e seguir apostando em comitês de investimento e parcerias que apoiam e impactam o ecossistema de inovação brasileiro.

Pandemia acelera experiência digital dos 50+, aponta pesquisa do Agibank

O banco digital Agibank, em parceria com o Núcleo 60+, desenvolveu o estudo inédito “50+: novos tempos, novos hábitos”. A pesquisa mapeia as principais mudanças no comportamento das pessoas com mais de 50 anos no Brasil durante a pandemia e também suas preferências no relacionamento com as instituições financeiras.

A primeira descoberta é que a pandemia acelerou a experiência digital desse público. O uso do celular foi o que mais cresceu entre as ferramentas digitais: 60% dos 50+ registraram aumento na utilização. Em relação aos canais de compra, 26% passaram a usar mais serviços de delivery e 28% fizeram mais compras online. Já no uso de canais de atendimento financeiro, os meios pela internet foram os que mais cresceram: do total, 32% disseram usar o aplicativo do banco no celular mais do que antes, e 27% afirmaram isso sobre o internet banking. Dos brasileiros com mais de 50 anos, 88% possuem um celular ou smartphone, 75% têm acesso à internet pelo celular, 47% têm computador/notebook e 44%, uma Smart TV em casa.

Canais e meios

Sobre os canais preferidos para atendimento, o primeiro lugar (22%) ficou com o aplicativo do banco no celular. Na sequência, aparece o caixa eletrônico da agência, com a preferência de 17% dos consultados com mais de 50 anos, contra 8% na faixa entre 30 e 49 anos – o que mostra a importância do ponto físico entre os maduros. Depois, ainda aparecem os serviços bancários na lotérica (14%) e o caixa eletrônico fora da agência (10%).

O cartão de débito/crédito é a forma mais usada – por 52% dos entrevistados – para movimentações financeiras. Para os mais jovens, esse percentual é de 36%. Outro destaque é que 26% dos 50+ costumam sacar toda a renda para usar o dinheiro em espécie ao longo do mês. Na faixa entre 30 e 49 anos, esse volume é de apenas 14%. E ainda: 35% dos maduros utilizam os aplicativos dos bancos para movimentar seus recursos e outros 34% usam caixas eletrônicos 24 horas.

Com a crescente digitalização, um possível abandono das experiências nos pontos físicos poderia ser observado, mas, na maioria dos casos, o que vemos é uma complementação entre canais. Apesar de as compras online e por delivery terem crescido para uma fatia, 41% dos 50+ continuam comprando presencialmente da mesma forma como faziam antes da pandemia.

A experiência financeira presencial também chama a atenção. Mesmo que 45% dos 50+ tenham usado menos o atendimento dentro das agências durante a pandemia, esse canal ainda é o terceiro que eles mais preferem (atrás apenas do app no celular e do caixa eletrônico na agência), o que indica uma continuidade no uso desse meio em um contexto de maior segurança no futuro.

“Mesmo que os 50+ sejam o grupo que mais cresce e vai seguir crescendo no Brasil – hoje são 54 milhões e, até 2050, devem chegar a 98 milhões de pessoas – eles demandam por assessoramento financeiro e um atendimento atento e inclusivo. E são os 50+ o nosso foco no Agibank. Mais do que oferecer produtos e serviços, queremos contribuir para que os maduros consigam gerir sua vida financeira com mais autonomia. É por isso que criamos jornadas cada vez mais digitais, sem abrir mão do atendimento próximo e consultivo como mecanismos para promover a justiça financeira e desafiar a concentração no mercado”, afirma Saulo Barbosa, líder de Marketing do Agibank.

Em um recorte específico nas classes mais baixas de renda, as casas lotéricas aparecem como principal meio de atendimento financeiro, seguida pelo saque em espécie. O cartão, meio mais usado para movimentação do dinheiro pelos 50+ nas classes A/B/C, perde o primeiro lugar para a lotérica nas classes D/E.

Para um momento pós-pandemia, o que se pode prever é que o público maduro seguirá buscando uma maior complementação de canais de atendimento, com foco em uma experiência diferenciada no ponto físico, algo que atualmente não se pode obter da mesma forma no digital.

“Desenvolvemos uma pesquisa focada no consumidor 50+ para apoiar o Agibank na sua evolução digital e no atendimento personalizado desse público. Registramos a maturidade dos mais velhos no uso de tecnologia e como suas preferências estão sendo influenciadas pelo momento que estamos vivendo”, comenta Gabi Michelin do Núcleo 60+, uma iniciativa das empresas Raizes.etc, SeniorLab e Ativen com foco no mercado da longevidade.

Sobre o estudo

A pesquisa, realizada entre os meses de setembro e outubro de 2020, teve abrangência nacional e coletou dados de 1.464 pessoas, sendo 1.006 indivíduos com 50 anos ou mais, dentro da amostra principal, e os outros 458 de 30 a 49 anos, que formaram a amostra controle. O estudo possui 95% de confiança e margem de erro de 3,01% para o grupo 50+ e 4,6% para o grupo de 30 a 49 anos.

Após um 2020 imprevisível, isto é o que se pode esperar da nuvem híbrida em 2021

Por Mukesh Khare, Vice President at IBM Systems Research

Há um ano, poucas empresas poderiam ter antecipado as mudanças dramáticas que 2020 lhes preparava. A medida em que as organizações realizam suas transformações digitais, elas vão se dando conta do valor dos ambientes de nuvem híbrida e como obter o melhor de cada solução de nuvem.

Apesar das empresas ainda lidarem com elevados níveis de imprevisibilidade em 2021, várias tendências que surgiram este ano permitem-nos fazer algumas previsões sobre o que esperar no próximo ano:

Em 2021, tecnologias de segurança como Confidential Computing, criptografia Quantum-safe e criptografia totalmente homomórfica farão até mesmo as indústrias mais reguladas migrarem para a nuvem híbrida.

Já é visível que as empresas continuarão a descentralizar as operações de TI para ambientes de nuvem híbrida ao longo do próximo ano – e até mesmo as empresas das indústrias mais altamente reguladas estarão entre elas. Para fazer isso com sucesso, as organizações precisam tomar medidas de segurança que melhorem o isolamento, garantam a integridade dos sistemas e dos dados e precisam implementar estratégias de “confiança zero” (ou zero trust) enquanto permanecem em conformidade com as regulamentações mais estritas de privacidade de dados em todo mundo – tudo isso paralelamente à evolução de ameaças complexas de segurança. Os sistemas de hardware que oferecem essas capacidades de segurança serão amplamente adotados para proteger as cargas de trabalho on premise e de nuvem pública. Esses sistemas de hardware, como LinuxONE e IBM Z, oferecem um nível superior de segurança para cargas de trabalho tradicionais e de código aberto.

Nuvens específicas para cada indústria, como a IBM Cloud for Financial Services e a IBM Cloud for Telecommunications, são desenhadas para enfrentar os desafios únicos e requisitos de segurança de indústrias altamente reguladas. Em geral, veremos os provedores continuarem a investir em inovação de segurança, à medida que as empresas busquem a adoção destas tecnologias, incluindo Confidential Computing, em seus ambientes de nuvem híbrida como uma forma de proteger os dados durante o processamento e quando estão ociosos. A Confidential Computing, combinada com a criptografia de dados ociosos e em trânsito, com controle exclusivo de chaves, protege os conjuntos de dados sensíveis e altamente regulados e também as cargas de trabalho das aplicações.

Adicionalmente, as empresas de tecnologia, incluindo a IBM, são as pioneiras dos computadores quânticos, que estão preparados para solucionar alguns dos problemas mais desafiadores que mesmo os supercomputadores mais poderosos do mundo não podem resolver. Eles também apresentam riscos potenciais, como a capacidade de quebrar rapidamente algoritmos de criptografia e acessar dados confidenciais. Esperamos que as empresas comecem a adotar a criptografia Quantum-safe e se preparem para quando os computadores quânticos de larga escala se tornem parte do nosso léxico diário, não só para garantir a disponibilidade dos dados hoje, mas também para ajudar a protegê-los contra ameaças futuras.

Da mesma forma, mais empresas começarão a experimentar a Criptografia Totalmente Homomórfica (Fully Homomorphic Encryption ou FHE) para proteger seus dados. A FHE permite que os dados permaneçam criptografados mesmo durante o processamento. Por exemplo, as companhias de seguros podem executar análises sobre dados de saúde dos pacientes sem que qualquer informação pessoal identificável seja visível para a seguradora.

IA irá automatizar a migração para a nuvem híbrida ensinando as máquinas a “raciocinar”.

As tecnologias de IA, como técnicas baseadas em gráfico, o processamento de linguagem natural (NLP) e IA explicável já estão sendo aplicadas à linguagem humana: pense em reconhecimento de voz e aplicativos de tradução de idiomas. E agora, a aplicação da mesma IA nos códigos das máquinas irá acelerar significativamente a migração de aplicações em para a nuvem e suas capacidades de gerenciamento. Essas técnicas de IA permitem a racionalização do comportamento das aplicações e de sua estrutura para recomendar e automatizar a geração de candidatos a microsserviços identificados.

Essa abordagem vai além do processo “tradicional” de conteinerização. A automação é necessária para migrar cargas de trabalho de missão crítica para ambientes em nuvem. Muitas vezes, as empresas precisam primeiro determinar exatamente onde suas aplicações de missão crítica estão sendo processadas. Uma vez feito isso, há muito em jogo ao mover essas aplicações e dados que vêm operando on premise há anos para ambientes de nuvem híbrida, partes as quais essas empresas podem não controlar diretamente.

A IA também vai melhorar a experiência dos desenvolvedores de nuvem e engenheiros de confiabilidade; vai automatizar a modernização e o desenvolvimento de aplicações em novos ambientes para auxiliar na gestão diária das aplicações. De fato, o papel dos engenheiros de confiabilidade está destinado a crescer, à medida que as empresas acelerem o uso de técnicas e estratégias baseadas em IA, como ChatOps, para gerenciar suas aplicações e ambientes. Os engenheiros de confiabilidade vão antecipar e abordar os riscos de forma proativa, assim como extrair insights a partir de dados não estruturados mais complexos, uma função crítica conforme as aplicações vão migrando para operar em ecossistemas de nuvem híbrida.

As ferramentas de código aberto ajudarão a unificar as nuvens, simplificando as habilidades que os desenvolvedores necessitam para programar e usar uma nuvem híbrida

Hoje, se você deseja processar um grande conjunto de dados em um laptop, que exija o uso de 100.000 contêineres, é preciso saber como recodificar as aplicações para a nuvem híbrida. Os desenvolvedores precisam de acesso não apenas a uma plataforma de nuvem híbrida, mas também de ferramentas e frameworks que lhes permitam resolver problemas e serem produtivos. Os desenvolvedores e cientistas de dados sem muitos anos de experiência encontram muita dificuldade em programar em ambientes de nuvem híbrida.

No próximo ano, ferramentas de código aberto ajudarão a integrar muitas nuvens e sistemas on premise em uma plataforma híbrida única e transparente, encurtando a curva de aprendizado dos programadores e não programadores. As empresas adotarão um modelo de implementação de aplicações que seja mais fácil de programar e utilizar, mesmo para quem não tem muita experiência com a nuvem híbrida. Este avanço irá liberar programadores com experiência para trabalhar em projetos de maior valor. Precisamos que os especialistas no assunto possam se concentrar no problema real que estão tentando resolver, ao invés de se preocupar em como vão executar seus softwares de forma eficiente em múltiplas nuvens. Programas como o IBM Cloud Satellite, que utiliza o Red Hat OpenShift, permitem que os usuários construam, implementem e gerenciem os serviços de nuvem em qualquer ambiente, a partir de um único painel de controle.

Veremos algumas das inovações de hardware de nuvem híbrida mais avançadas e poderosas estenderem-se a dispositivos de computação de borda, graças aos avanços na eficiência dos hardwares de computação

Os hardwares para treinamento de modelos de IA são notoriamente famintos por recursos e consomem dinheiro, tempo e energia. Por exemplo, o maior modelo de escala industrial em atividade atualmente, o GPT-3 da OpenAI, tem 175B de parâmetros – mais de 100 vezes maior do que modelos de apenas alguns anos atrás. Ele custa vários milhões de dólares para ser treinado e gera uma pegada de carbono durante o treinamento que é maior do que as emissões de 20 carros em todo seu período de atividade.

Em 2021, veremos grandes avanços em hardwares de IA usados para construir e implementar os modelos de IA. A eficiência dos sistemas de treinamento de inteligência artificial aumentará em uma ordem de grandeza que se compara aos melhores sistemas comercialmente disponíveis hoje. Aliada aos avanços do 5G, a computação de IA sustentável em borda poderia apagar a fronteira entre a nuvem e o edge, oferecendo uma atualização tecnológica fundamental para as infraestruturas de nuvem híbrida e um avanço importante para a privacidade e segurança dos modelos de IA, ao manter mais dados na borda. Se espera que a arquitetura celular 5G seja um catalisador para impulsionar a adoção generalizada de edge computing.

Os aceleradores de hardware de IA em infraestruturas de nuvem híbrida poderiam suportar grandes processamentos de treinamento de IA nos data centers. E a mesma tecnologia também poderia ser implementada em uma escala menor ou incorporada em outros processadores na borda. A expansão dos aceleradores de hardware compatíveis com o OpenShift suportará ainda mais a implementação flexível dos nossos avanços tecnológicos de hardwares de IA até a borda.

Como você pode ver, 2021 será focado em melhorar tanto o poder como a eficiência da IA, para que ela possa ajudar as empresas a endereçar uma série de desafios para implementar, simplificar e gerenciar os ambientes de nuvem híbrida de forma segura para um número maior de usuários. Está claro que as tecnologias de nuvem híbrida continuarão a derrubar as barreiras para as empresas e que serão uma estratégia de visão de futuro.

InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020

Contribuindo com o ecossistema de inovação do país, o programa InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020. Esse número foi alcançado no ano em que a marca se reposicionou como um hub de aceleração, conexão e capacitação de startups e, pela segunda vez consecutiva, recebeu o prêmio Top Ecossistema no 100 Open Startups.

“No Governo Federal, nós não cansamos de dedicar os nossos melhores esforços para que o empreendedorismo cresça e possa ser desenvolvido em todas as regiões do país. Nosso objetivo, por meio de várias ações, é chegar a mais de dez mil startups aceleradas”, enfatizou Carlos Da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SDIC/SEPEC/ME).

No primeiro semestre de 2020, o programa InovAtiva Brasil recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e obteve a marca inédita de 128 startups aceleradas em um único ciclo. Além disso, neste ano o InovAtiva de Impacto obteve 335 candidaturas, número recorde dentre todas as edições deste programa.

Em dezembro, o hub concluiu os ciclos dos programas InovAtiva Brasil 2020.2 e InovAtiva de Impacto 2020 . O encerramento aconteceu no evento InovAtiva Experience, realizado nos dias 05, 12, 13 e 14 de forma totalmente online. Na ocasião, os participantes receberam orientação e capacitação para otimizar as práticas de gestão, administração, marketing e investimentos para o futuro. Além disso, também apresentaram suas soluções para a maior banca de mentores e investidores do país.

Em sua 12ª edição, o Experience promoveu painéis sobre investimentos, mentorias coletivas, palestra sobre o ecossistema de inovação brasileiro ministrada pela unicórnio EBANX e entrevistas sobre o ambiente regulatório de startups e inovação aberta. Além disso, foi realizada a ação Domingo da Comunidade, que reuniu Líderes de Comunidade InovAtiva Brasil para falarem sobre as oportunidades de empreendedorismo existentes nacionalmente.

Ao final do evento, 14 startups foram eleitas como destaques em suas áreas de atuação, de acordo com os critérios grau de inovação, potencial de mercado, maturidade da solução e equipe:

• Agronegócios: Quiron Digital (SC), especializada no monitoramento remoto da qualidade da produção florestal, a startup utiliza tecnologias de visão computacional para dar aos gestores maior assertividade em suas tomadas de decisão em operações no campo;

• Educação & Saúde: Nick Saúde (SP), plataforma (aplicativo e site) que integra coleta de dados no atendimento médico de ambulatórios e pronto atendimento;

• Jurídico & Financeiro: Dados Legais (RJ), plataforma para identificar os fluxos de informações pessoais dentro de uma companhia;

• Mobilidade & Serviços: Ayo – Mobilidade Intermunicipal (PE), empresa focada em mobilidade intermunicipal que conecta passageiros e motoristas por meio do seu aplicativo;

• Impacto: Neuroganho (MG), oferece ferramentas, orientação e acompanhamento para pais estimularem o desenvolvimento de crianças e jovens com deficiências intelectuais;

• Recursos Humanos: Medei (SP), plataforma voltada a realização de homologação de rescisão contratual por meio de videoconferência e assinatura eletrônica de documentos;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: NeuralMind (SP), ajuda empresas a reduzir riscos, erros e aumentar a produtividade em transações de alto impacto;

• Entretenimento & Marketing: GamerApp (MS), aplicativo voltado para gamers que permite a troca, compra e venda de jogos;

• Comércio – Logística & Serviços: iFeira (RN), startup que conecta pequenos e médios comerciantes de redes de supermercado e lojas locais de produtos para o lar com o consumidor final;

• Saúde: Benditas Mães (RS), plataforma de conexão e serviços do segmento materno-infantil;

• Infraestrutura, Construção Civil & Mercado Imobiliário: ConnectData (SP), solução de rastreamentos de ativos para o contexto industrial;

• Comércio – Varejo & Serviços: Total Strategy (GO), plataforma que monitora a quantidade de produtos perecíveis que vencem antes de chegar aos consumidores;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: AZpop (SP), aplicativo que funciona como um catálogo de números de WhatsApp;

• Impacto: NetWord Agro (PR), startup de monitoramento digital de solos e lavouras para culturas de extensão e pastagens.

“Ao contribuirmos para o crescimento dessas startups e podermos ajudá-las à se conectarem com o mercado, estamos consequentemente contribuindo para posicionarmos o Brasil como um país que estimula o empreendedorismo inovador e com um dos maiores programas de aceleração do mundo”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Pessoas engajadas são mais inovadoras e lucrativas para as empresas

Ao longo dos mais de 25 anos de atuação e aplicação de pesquisas de clima, o Great Place to Work® (GPTW) chegou a dados importantes, que comprovam o quanto o melhor lugar para trabalhar pode ser uma excelente estratégia para o negócio.

Dados do último estudo sobre as Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil revelaram o alto nível de inovação e de confiança das companhias participantes do ranking. Observou-se que as empresas premiadas estão 3 vezes a frente no estágio acelerado de inovação do que as não premiadas.

Em média, cada empresa recebeu 1.334 sugestões de funcionários, sendo que 58% foram colocadas em prática, gerando um ganho de R﹩ 207 milhões por organização. Vale destacar que 87% das melhores empresas de 2020 possuem alguma prática para receber sugestões vindas de colaboradores.

Excelentes lugares para trabalhar inspiram confiança da equipe também. 58% dos respondentes têm muita confiança na alta liderança e 36% afirmam ter confiança suficiente.

Engajamento lucrativo

Para engajar os colaboradores é fundamental que a empresa faça um acompanhamento contínuo das equipes, entendendo o grau de envolvimento com as atividades e o significado do trabalho em suas vidas. Dessa forma é possível promover um ambiente acolhedor e empático, que priorize o bem-estar, a valorização e as oportunidades de crescimento.

Esses são os principais fatores motivacionais, por isso, é fundamental ter uma cultura forte de engajamento. Confira alguns benefícios diretos do engajamento:

Rotatividade três vezes inferior ao restante do mercado – quando estimuladas, as pessoas tendem a permanecer no trabalho;

Retorno financeiro três vezes mais atraente para acionistas – colaboradores felizes e autoconfiantes são 12% mais produtivos;

Elevação da confiança interna e do engajamento – a comunicação entre líderes e colaboradores, com feedbacks bem construídos ajuda a elevar o nível recíproco de confiança e engajamento.

Para Roberto Mosimann, diretor executivo da regional Rio de Janeiro do GPTW, nos últimos anos várias empresas vem se aproximando da consultoria, tanto por fortalecimento de marca como para melhoria nos processos de gestão das empresas. “A importância desta aproximação é que, com a incorporação da nossa metodologia, todos ganham, a empresa, as pessoas e a sociedade”, explicou Roberto.

O que é engajamento de funcionários?

A relação que o profissional estabelece com a empresa onde trabalha e desenvolve suas atividades e que abrange camadas afetivas e emocionais, além do vínculo empregatício, pode ser chamada de engajamento.

Colaboradores engajados têm comportamento de dono, participando das atividades e decisões da empresa com maior entusiasmo e senso de pertencimento. Eles defendem a empresa, os projetos e as atividades com propriedade, pois acreditam que estão no melhor lugar para trabalhar.

O engajamento desenvolve nos profissionais um desejo genuíno de entregar excelência e eficiência no trabalho. Acordar cedo e cumprir a jornada, chegando a ultrapassar o limite de horas, costuma não ser um problema para quem trabalha em um ambiente saudável e feliz.

BASF e Mercedes-Benz aceleram startups para o setor agrícola

Com o objetivo de agregar valor em toda a cadeia produtiva da agricultura, a BASF, por meio de sua plataforma de inovação e empreendedorismo AgroStart, juntou-se à Mercedes-Benz na busca de soluções para a mobilidade agrícola nas categorias de robótica/mobilidade, sensores/IoT, conectividade, gerenciamento da lavoura com o uso de telemetria e smart farming.

As startups selecionadas foram a Cropman, responsável por oferecer soluções em diagnósticos de solos de alta precisão e rendimento, a Pix Force, que desenvolve soluções para interpretar imagens e vídeos por meio de Inteligência Artificial, e a Kalliandra, empresa com foco em agricultura irrigada.

Para Eduardo Menezes, gerente de Produtos Digitais da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF na América Latina, “a Mercedes-Benz traz toda a sua expertise sobre mobilidade, que, aliada à expertise de campo da BASF, formam uma combinação promissora para o desenvolvimento de novas soluções que apoiem os desafios desse segmento”.

Na agricultura, os segmentos de robótica, Internet das Coisas, sensoriamento, drones, e outros, estão todos ligados à mobilidade, uma das principais dores levantadas pelos agricultores. “As startups escolhidas para o processo de mentoria e aceleração trazem serviços que vão ao encontro das necessidades dos agricultores. Juntos, BASF e Mercedes-Benz, pretendemos cocriar soluções que envolvam estas diferentes frentes. Nossa intenção é a de atender demandas reais, envolvendo nossos clientes no processo e gerando benefícios para todos os lados”, complementou.

O objetivo da parceria é o de impulsionar a produtividade e rentabilidade no campo. Esse compromisso ganha ainda mais força com a aceleração das startups selecionadas em cada categoria. Os cases concorrentes foram avaliados em apresentações online por uma banca formada por representantes da BASF, Mercedes-Benz do Brasil, Grunner, Raízen e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Ao todo, 57 startups se inscreveram no projeto.

Mercedes-Benz passa a fazer parte do Ecossistema AgroStart

Criado há pouco mais de dois anos, o Ecossistema AgroStart reúne parceiros de diferentes segmentos com especialistas e infraestrutura para desenvolver produtos ou serviços de forma rápida e escalável. Hoje fazem parte desta iniciativa a Bosch, o Banco do Brasil e a Samsung. A fim de oferecer experiências, ferramentas e visibilidade aos empreendedores que buscam criar soluções competitivas para o setor, a Mercedes-Benz se junta ao time de empresas parceiras.

“Com essa parceria com a BASF, buscamos encontrar propostas que irão possibilitar impactos positivos para a cadeia agrícola brasileira, auxiliando os agricultores”, declarou Karl Deppen, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina. “Apoiamos assim as startups no desenvolvimento de tecnologias que possam gerar maior produtividade e mais rentabilidade no campo. Juntos, vamos acelerar ainda mais o agronegócio, o setor que puxa o crescimento da economia no País”, finalizou.

olist acelera expansão com aquisição da PAX

Com objetivo de complementar seu ecossistema e impulsionar os clientes, o olist, solução de vendas que alia tecnologia e inteligência de mercado para o e-commerce, anuncia a aquisição da PAX, startup de tecnologia e soluções de logística. A transação é o segundo M&A após o recente aporte de R$ 310 milhões, e faz parte do plano de expansão da empresa, além de fortalecer a presença da marca no segmento de comércio eletrônico e marketplaces.

Hoje, a PAX já conta com cinco centros de cross docking em funcionamento nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Com a compra, o olist tem como plano fechar 2021 com 30 novos hubs nas principais cidades do país e, assim, se tornar o pioneiro na coleta de pedidos diários, independente do porte da loja cliente.

“Vamos aumentar nossa capacidade produtiva para centenas de milhares de pedidos por mês. Esse M&A terá um impacto considerável no nosso negócio como um todo, uma vez que com a eficiência no prazo de entrega, conseguimos ser ainda mais competitivos para entregar a melhor experiência para o consumidor e gerar valor para nossos parceiros”, afirma Tiago Dalvi, CEO do olist .

“Uma das nossas prioridades é acelerar a dinâmica de aquisições em mercados e produtos que façam sentido. A chegada da PAX é o nosso segundo grande movimento, após o anúncio da rodada de investimentos. A primeira foi na Clickspace, uma startup especializada em soluções relacionadas a marketplaces e social commerce. Estamos ativamente conversando e negociando com outros players.“, completou Eduardo Ferraz, CFO do olist .

Após um ano e nove meses de atuação, a PAX irá focar na expansão do first mile, acelerando os diferentes pilares de logística no olist e possibilitando uma integração ainda mais robusta com outros operadores. O objetivo é ajudar o comerciante a vender mais, partindo da redução do prazo de entrega, independente da região, fator decisivo no momento das compras. O frete é um componente importante, e se apresenta como um entrave para a conclusão das compras. Pesquisas feitas pelo Facebook, mostram que 90% dos consumidores disseram que se importam com o tempo que os produtos levam para serem entregues e 71% declararam estar insatisfeitos com o valor do frete.

“Em tempos de crescimento expressivo do mercado online, é preciso estar atento a todos os diferenciais que as empresas podem oferecer para uma jornada de compra memorável. O uso da tecnologia na logística trazendo, por exemplo, a rastreabilidade do produto é fundamental, tanto para o consumidor, quanto para a empresa, e o know how do olist e da PAX estão em linha com essa estratégia”, ressalta Dalvi.

Magalu compra Hub Fintech e fortalece sua plataforma de serviços financeiros

O Magalu acaba de anunciar a aquisição, por 290 milhões de reais, da Hub Fintech, uma plataforma completa de serviços para contas bancárias digitais e cartão pré-pago. Com a aquisição, os mais de 29 milhões de clientes pessoas físicas do Magalu e os 40 mil sellers do marketplace passam a contar com uma conta bancária digital completa, gratuita e totalmente integrada ao superapp. “A aquisição da Hub adianta em vários anos a jornada de desenvolvimento da nossa plataforma de pagamentos, tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu. “Analisamos dezenas de fintechs no mercado. O processo foi longo porque tínhamos interesses
bem específicos. Procurávamos um alvo asset light, com uma tecnologia proprietária forte e com acesso ao Sistema Brasileiro de Pagamentos. Encontramos a HUB”.

A plataforma de serviços da Hub permite que clientes do Magalu façam compras, depósitos, transferências (P2P, TED, DOC e PIX), pagamentos (boletos, contas de consumo, impostos e PIX), saques (lotéricas, caixas eletrônicos e lojas do Magalu) e tenham acesso a serviços como recarga de celular e de vale-transporte. Além disso, um cartão pré-pago que reflete o saldo da conta digital, permitindo também transações no mundo físico.

Com operação iniciada em 2012, a Hub Fintech tem uma de suas subsidiárias, a Hub Pagamentos, regulada pelo Banco Central e totalmente integrada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX). A companhia é uma das maiores plataformas de Banking as a Service (BaaS) do país e líder no processamento de cartões pré-pago (com capacidade de produção de 30 milhões de cartões por ano), atendendo clientes de diversos segmentos como varejo, mobilidade, instituições financeiras e outras fintechs.

Com cerca de 250 colaboradores, a Hub possui aproximadamente 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pago ativos, que movimentaram 7 bilhões de reais nos últimos 12 meses. A companhia gerou uma receita bruta (não auditada) de 159 milhões de reais, no mesmo período. O grupo de 100 desenvolvedores da fintech será integrado ao Luizalabs, que passa a contar com 1.500 profissionais de tecnologia e inovação.

A conclusão da aquisição da Hub pela Magalu Pagamentos precisa passar pela avaliação e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE e do Banco Central. Pelo lado do Magalu, os advisors da operação foram o banco Rothschield e o Pinheiro Neto Advogados. A auditoria ficou sob a responsabilidade da EY.

Onze aquisições estratégicas em 2020


Neste ano, apesar de todos os desafios impostos pela pandemia de covid-19, o Magalu acelerou sua estratégia de fortalecimento de seu ecossistema digital. A Hub Fintech foi a décima primeira compra estratégica do ano de 2020.

O Magalu fez a aquisição das startups AiQFome, Hubsales e Stoq, da plataforma de mídia da Inloco, da livraria online Estante Virtual, do site de notícias de tecnologia Canaltech, e da escola de marketing digital ComSchool.

Prefeitura do RS implementa atendimento por vídeo para seus serviços públicos

As dificuldades geradas pela pandemia do coronavírus se prolongam e obrigam órgãos públicos a se aperfeiçoarem no atendimento à população. Os gestores ainda buscam maneiras de tornar cada vez mais próximo e eficiente o atendimento remoto aos cidadãos. Algumas prefeituras do país já avançaram na busca por meios eficientes para isso.

Em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, a oferta de serviços digitais foi complementada pelo atendimento com suporte em vídeo, integrado ao sistema de gestão já usado pela administração municipal. A ideia é possibilitar que o cidadão interaja “olho no olho” com o servidor público, acelerando o esclarecimento de dúvidas e tornando oferecendo um atendimento de confiança e praticidade.

Inicialmente a solução foi implantada na Secretaria Municipal da Fazenda. No órgão, há 10 fiscais tributários atendendo remotamente. Por vídeo, é possível tirar dúvidas ou encaminhar demandas sobre IPTU, ISS, ITBI e nota fiscal eletrônica. Para utilizar a ferramenta basta fazer um agendamento pela internet e acessar uma sala virtual. No atendimento por vídeo, os servidores podem verificar documentos, esclarecer dúvidas e encaminhar soluções de forma remota.

A ferramenta vem sendo testada desde julho de 2020 na Secretaria da Fazenda e já possibilitou 304 atendimentos por vídeo. Os resultados positivos levaram o município a ampliar o uso para o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Agora a novidade é utilizada também como auxiliar na gestão de recursos humanos da gestão pública de Gravataí.

Especializada em soluções de gestão pública digital em nuvem, a empresa catarinense IPM Sistemas atua em parceria com o poder público no projeto de vídeo atendimento. “A digitalização de processos, que já vinha ocorrendo em todo o Brasil, especialmente na iniciativa privada, ganhou muita força durante a pandemia e a tendência é acelerar ainda mais, pois todos perceberam que utilizar tecnologia pode de fato melhorar o serviço público”, observa o empresário Aldo Mees.

Gravataí é exemplo disso também em outra área. A Prefeitura lançou nos primeiros dias de dezembro um serviço de agendamento online de consultas nos serviços municipais de saúde. Via aplicativo, o cidadão pode marcar a consulta – de uma semana para a outra, como ocorre no processo tradicional -, escolher o médico, a data e o horário da consulta. Já o médico pode consultar o histórico do paciente e toda a sua agenda do dia de forma digital.

“Nós tivemos em 2019 quase 76 mil processos que foram exclusivamente digitais em Gravataí”, diz o secretário da Administração, Modernização e Transparência, Alexsandro Lima Viera. Segundo ele, a manutenção de estruturas adequadas para trabalho remoto durante a pandemia garantiu segurança aos servidores e gerou até ganhos de eficiência. Nos últimos meses, diz, a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria do município zeraram a fila de expedientes e processos que estavam pendentes nos dois órgãos.

Bradesco é o único banco brasileiro reconhecido no “Open Innovation Challengers”

O Bradesco está entre os 25 “Open Innovation Challengers” do Corporate Startup Stars Awards 2020, premiação global que reconhece as companhias mais ativas em iniciativas de inovação aberta, por meio de indicações de startups convidadas, possibilitando um ambiente mais colaborativo entre startups e grandes corporações. A ação é organizada pela consultoria internacional Mind The Bridge em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (ICC). Com sua primeira edição global, esta premiação já está em sua quinta edição e é umas das mais prestigiadas da Europa.

O Bradesco atua desde 2014 com startups e fintechs por meio do ecossistema inovabra, composto por oito programas de ação complementares, sendo eles: habitat, lab, ventures, internacional, hub, startups, polos e pesquisa. Em 2018, o banco lançou o inovabra habitat, ambiente de coinovação, com atuação física e digital, que representa um importante elemento de apoio para viabilizar a estratégia de inovação aberta e que conta atualmente com cerca de 169 startups e 75 empresas residentes, totalizando 1.500 pessoas trabalhando de forma colaborativa para inovar. Mais de 240 contratos já foram firmados entre empresas e startups residentes no espaço, sendo 16 deles entre Bradesco e startups em 2019. O inovabra habitat conta ainda com mais de 1 mil startups conectadas por meio dos centros parceiros ACATE e Porto Digital.

Entre 2018 e 2020, o ecossistema inovabra já somou 186 MVPs e 74 deles já avançaram para a fase de contratação e desenvolvimento interno. Nesse período, também foram mais de 3 mil startups analisadas ​​e mais de 60 provas de conceito concluídas. Hoje, são nove startups em negociação, sendo 17 contratadas e 10 investidas pelo inovabra ventures.,

“Colaborar para inovar resume o conceito de inovação aberta. É a forma que o Bradesco adota para garantir a continuidade do seu negócio em um cenário de rápidas mudanças. Além disso, é uma relação ganha-ganha. Nós aprendemos com a essência ágil, experimental e adaptável das startups e, por outro lado, investimos e contribuímos para aprimorar suas soluções, agregando nossa experiência e conhecimento como uma organização sólida e com uma grande rede de relacionamento”, destaca Walkiria Marchetti, diretora executiva do Bradesco.

Sobre a premiação

A seleção das empresas premiadas foi realizada por meio de uma chamada pública, em que as startups são convidadas a indicar as corporações mais ativas e amigáveis ​​no trabalho com pequenos negócios. As companhias nomeadas foram então convidadas a se candidatar ao Corporate Startup Stars Awards, fornecendo informações detalhadas e referências sobre sua estratégia de inovação aberta, como organização, estrutura, processos e cultura – atividades como scouting, aceleradores, compras de startups, investimento, aquisições e resultados alcançados.

“A inovação em tempos desafiadores é mais vital do que nunca. Embora essas empresas pioneiras estejam desempenhando um papel de liderança em seus respectivos ecossistemas, elas também estão tendo um impacto internacional. Mostrar histórias de sucesso e reconhecer os melhores esforços da classe por meio desses prêmios contribui para um ciclo virtuoso de influência positiva que ajuda a estimular o crescimento de startups corporativas e a colaboração globalmente”, disse John W.H. Denton AO, Secretário-Geral da Câmara de Comércio Internacional.

Para saber mais sobre o programa de inovação aberta do Bradesco, acesse o site https://www.inovabra.com.br.

BID Lab aporta R﹩ 4,4 milhões em inovação no IdeiaGov

O BID Lab, braço de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP assinaram contrato para o aporte de US﹩ 870 mil, o equivalente a R﹩ 4,4 milhões, para financiar a pilotagem e internacionalização de soluções inovadoras selecionadas por meio do Programa IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo. Os recursos serão utilizados para implementar soluções no InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas, que mapeou, em conjunto com o IdeiaGov os desafios para os quais as soluções são direcionadas.

Com essa doação do BID, serão apoiados pelo menos dez projetos que buscam solucionar problemas de saúde pública originados do enfrentamento à pandemia da COVID-19, mas que terão aplicações em diversas outras áreas. Entre elas, existem ferramentas para usar inteligência artificial no diagnóstico de COVID-19 e outras doenças por imagens de raio-x e tomografia, aplicações de Internet das Coisas para equipamentos de UTI e digitalização da jornada do paciente no hospital. As propostas foram apresentadas por startups, consórcios de empresas, instituições científicas e tecnológicas ao longo de oito editais abertos no programa IdeiaGov. O Hub de Inovação do Governo do Estado de São Paulo conta com diversos parceiros, incluindo o BID.

“A pandemia ainda não acabou e precisamos nos manter vigilantes e atuantes. Por isso, consideramos essa parceria com o HC de SP e com o governo paulista tão relevante. Com o ecossistema de pesquisa e inovação mais robusto da região, o Brasil é capaz de prover soluções para problemas que afligem não só o território nacional, mas o mundo, e é preciso estimular esse potencial criativo”, diz Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

“Este aporte é essencial para o desenvolvimento da ciência e tecnologia e um passo fundamental para o Governo na revolução digital na saúde. O recurso irá ajudar a impulsionar soluções inovadoras, principalmente, neste período difícil em que estamos vivendo de combate à pandemia. O IdeiaGov é hub de Inovação essencial, que busca resolver os desafios da administração pública adotando soluções inovadoras propostas por startups e pesquisadores”, afirma Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

Liderado pelas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Governo e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, o IdeiaGov é operado pelo Impact Hub, organização brasileira conectada a uma rede global de empreendedores com o propósito de desenvolver soluções e negócios de transformação. “A parceria com o BID alavanca ainda mais o potencial dessa iniciativa que já conta com diversos parceiros, a liderança do Governo do Estado de São Paulo e a gestão do Impact Hub”, explica Henrique Bussacos, sócio-fundador do Impact Hub.

Para o presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia e da Comissão de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Giovanni Guido Cerri, ter o apoio do BID na identificação de novas ferramentas tecnológicas para combater e reduzir os impactos do coronavírus na saúde da população é muito significante. “Trata-se não só de um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido no InovaHC, ficará como legado para a medicina no Brasil. O apoio do BID ao nosso trabalho de inovação, e na busca de startups, é um reflexo da solidez do trabalho que tem sido feito durante a pandemia e no futuro da saúde”, afirma Giovanni Guido Cerri.

Próximos passos

Agora, os preponentes selecionados terão acompanhamento metodológico por parte da equipe do BID Lab, braço de Inovação do BID, e serão guiados para que as soluções amadureçam, sejam testadas, aperfeiçoadas e possam ser lançadas nos mercados nacional e internacional.

Os recursos do BID e do Governo de São Paulo vão viabilizar itens como prototipagem e compra de insumos para esses desenvolvimentos.

Durante o processo, os participantes também desenvolvem projetos piloto, ganhando acesso às instalações de ponta do Hospital das Clínicas de São Paulo, aos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e de outros órgãos vinculados ao governo paulista.

Os desafios são lançados por meio de editais divulgados no site do IdeiaGov , onde as empresas interessadas se inscrevem e passam por um processo seletivo que analisa aspectos tecnológicos, operacionais e de mercado das soluções propostas.

Para 2021, ABIT projeta produção semelhante à de 2019

As produções de manufaturas têxteis e de peças de vestuário no Brasil devem alcançar, em 2021, 2,09 milhões de toneladas e 5,81 bilhões de peças, marcas semelhantes às registradas em 2019 (2,05 milhões de toneladas e 5,94 bilhões de peças, respectivamente), último ano antes que o setor sentisse os impactos econômicos resultantes da pandemia de Covid-19. Os valores representam crescimentos de 8,3% e 23% na comparação com as projeções para o fechamento deste ano.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, no entanto, ressalva que, embora os números pareçam altos, na verdade, a comparação é sobre uma base baixa. Isso porque o setor vinha buscando se recuperar desde 2010 e, em 2019 estava reconquistando um crescimento mais sólido, mas foi atropelado pela pandemia, sendo um dos que mais sofreram.

Em 2020, o setor estima encerrar dezembro tendo produzido 1,87 milhão de toneladas de manufaturados têxteis e 4,76 bilhões de unidades de vestuário, volumes afetados pelo reflexo da crise sanitária na atividade econômica. Em faturamento, o setor projeta para o próximo ano R$ 55,3 milhões em manufaturados têxteis e R$ 152,1 bilhões em produtos de vestuário, o que representará, respectivamente, altas de 10,5% e 24% em relação aos valores registrados neste ano. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (17), durante a divulgação do balanço anual da Abit.

Com relação às vendas no varejo, a entidade espera a comercialização de 6,2 bilhões de peças em 2021, o que representará um crescimento de 25% em comparação com este ano de 2020, quando devem ser vendidas até o fim de dezembro 5 bilhões de peças. Em faturamento, no mesmo comparativo, o incremento deve acompanhar o ritmo das vendas, e o comércio espera atingir R$ 228,9 bilhões no próximo ano. O número é 26% maior que os R$ 181,4 bilhões que deverão ser registrados em receita do setor em 2020.

“A previsão está atrelada à manutenção das atividades econômicas em relativa normalidade, em ano em que ainda será necessário se superar efeitos da crise sanitária”, avalia Fernando Pimentel. “Um eventual novo fechamento do varejo por conta do recrudescimento da pandemia deve jogar a estimativa para baixo”, complementa.

Com relação ao nível de emprego, Pimentel explica que o setor perdeu neste ano 39 mil postos de trabalho, mas que já para o ano que vem a expectativa é recuperar aproximadamente 65% desse volume, fechando 2021 com saldo positivo de 25 mil vagas de trabalho. “A recuperação será gradual”, diz o presidente da Abit.

Apesar de um 2020 difícil, por conta da pandemia provocada pela Covid-19, as empresas associadas à Abit demonstraram grande poder de adaptação e contribuíram para que o País fizesse a travessia da maneira mais natural possível. A produção de máscaras cirúrgicas pelas empresas do setor saltou de 6,5 milhões para 140 milhões em quatro meses, período em que 140 empresas converteram suas linhas de produção para atender a essa demanda.

O setor, por meio das Companhias, doou R$ 53 milhões em equipamentos de proteção individual e respiradores (contabilizados até maio). A tecnologia de tecidos com proteção antiviral, antes pouco conhecida pelo grande público, também se popularizou.

Perspectivas

Segundo estudos das equipes econômicas, o PIB do Brasil deve crescer em 2021 perto de 4% e, desta forma, Fernando Pimentel espera alavancar o PIB da indústria têxtil em torno de 2,5%. Ele reforça, no entanto, que esse incremento nos resultados está diretamente atrelado à retomada de uma agenda positiva, que envolve diversas discussões, como reforma tributária, reforma do setor elétrico, pacto federativo, nova lei de licitações, entre outros temas da agenda governamental.

Fundo WE Ventures recebe investimento de R$5 milhões da Porto Seguro para fomentar empreendedorismo feminino no país

O Fundo WE Ventures, que tem como foco o investimento em startups de tecnologia com faturamento mínimo anual de R$200 mil, lideradas por uma equipe feminina com pelo menos 20% de participação, anuncia a entrada da Porto Seguro com capital de R$ 5 milhões. Por meio do investimento no fundo, a seguradora brasileira irá direcionar recursos para startups com lideranças femininas e que atuam no segmento de seguros, saúde, soluções financeiras e serviços em geral.

O WE Ventures faz parte das iniciativas do Women Entrepreneurship (WE), programa desenvolvido pela Microsoft Participações em parceria com o Sebrae Nacional e M8 Partners, em associação com a Bertha Capital, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo feminino no país por meio de cursos de capacitação e investimentos para mulheres empreendedoras.

A parceria com a Porto Seguro integra o Mais WE, iniciativa que contempla uma série de investimentos recebidos pelo WE Ventures em diferentes áreas da economia como tecnologia, saúde, educação, seguros, jurídico e sustentabilidade. O Mais WE, por sua vez, é parte do plano Microsoft Mais Brasil, lançado pela empresa em outubro, que abrange iniciativas de apoio e compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável do País, englobando programas de sustentabilidade, qualificação profissional e suporte para facilitar a busca por oportunidades de emprego. 

“Estamos honrados em poder contar com a parceria da Porto Seguro para nos apoiar com o nosso compromisso de fomentar o empreendedorismo feminino no Brasil, um cenário que está começando a mudar, mas que ainda tem um bom caminho a percorrer para chegarmos a uma realidade ideal de igualdade de gênero. Diversidade e inclusão são pilares da cultura da Microsoft e esse projeto é uma de nossas ferramentas para promover mudanças significativas nessa frente”, afirma Franklin Luzes, vice-presidente de inovação, transformação e novos negócios da Microsoft Participações.

Até o momento, o WE Ventures já incorporou três parceiros estratégicos a sua rede de investidores cotistas âncora – Flex, Grupo Sabin e Multilaser – e pretende captar até R$ 100 milhões em cinco anos. “Em novembro de 2020, completamos um ano no mercado com diversas conquistas voltadas ao incentivo de mulheres empreendedoras em todo o país. O aporte da Porto Seguro no WE Ventures irá ajudar diversas startups lideradas por mulheres em determinados segmentos a terem oportunidades iguais de crescimento no competitivo mercado em que atuamos”, diz Marcella Ceva, head do WE Ventures.

“Estamos entusiasmados em poder colaborar com o empreendedorismo feminino e crescer ainda mais com essa experiência. Temos apetite para evoluir nos mercados de seguros, saúde, soluções financeiras e serviços em geral, e essa parceria é uma oportunidade que fortalecerá o nosso objetivo de integrar negócios e tomar decisões colocando o cliente no centro”, explica Marcelo Picanço, vice-presidente de seguros da Porto Seguro.

As startups interessadas podem se inscrever no processo seletivo do WE no endereço: http://we.ventures.

ENGIE lança desafio com aporte de até R$ 2 milhões para startups brasileiras

A ENGIE, a maior empresa privada de energia do Brasil, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas, está com inscrições abertas para o Desafio ENGIE – Vamos Além da Energia. A iniciativa, uma parceria com o SENAI, disponibilizará até R$ 2 milhões para startups que apresentarem proposta para desenvolver soluções inovadoras que ajudem a acelerar a transição energética.

“O projeto é mais uma ação da ENGIE para promover a inovação e estimular o empreendedorismo na área de tecnologia. O desafio está alinhado com o nosso propósito de agir para acelerar a transição para uma sociedade neutra em carbono, por meio de consumo reduzido de energia e soluções ambientalmente mais amigáveis”, ressalta Raphael Barreau, diretor de Desenvolvimento de Negócios, Inovação e Estratégia da ENGIE.

As empresas interessadas têm até o dia 11 de fevereiro de 2021 para submeter suas propostas, respondendo desafios associados a cinco áreas: excelência operacional, loss control, carreira e sucessão, análise de estabilidade para segurança de barragens e mitigação do impacto ambiental.

Poderão participar startups e demais companhias de base tecnológica. Serão selecionadas até oito empresas, em duas etapas. Os projetos deverão ter duração máxima de dois anos e orçamento entre R$ 250 mil e R$ 400 mil.

As inscrições devem ser realizadas por meio da Plataforma Inovação para a Indústria, no site https://plataforma.editaldeinovacao.com.br/. O edital com mais informações também está disponível no portal.

CALENDÁRIO DO DESAFIO

Período de inscrição das ideias pelas Startups Dezembro/2020 – Fevereiro/2021

Primeira etapa de seleção: Fevereiro 2021

Segunda etapa de seleção: Março 2021

Divulgação dos selecionados: Abril 2021

Aeroporto de Guarulhos instala soluções com inteligência artificial e medição de temperatura no Terminal 3

O Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou crescimento de 12,4% na movimentação de passageiros em novembro, em comparação ao mês anterior. Após queda de mais de 50% no número de passageiros entre janeiro e julho de 2020, a expectativa é de aumento na demanda do maior aeroporto da América do Sul. Em meio à pandemia, para garantir a segurança de passageiros e colaboradores, o empreendimento reforçou a tecnologia para as festas de final de ano.  

Desde a última segunda-feira (14), o Terminal 3 conta com um totem de atendimento com reconhecimento facial de alta precisão para medir a temperatura dos passageiros no embarque e desembarque Internacional – que cresceu 29% no último mês. A tecnologia da fabricante Dyno tem a capacidade de atender 1200 pessoas por hora, uma média de 28.800 pessoas por dia. 

O equipamento combina medição de temperatura, reconhecimento facial e inteligência artificial para respaldar o embarque e desembarque seguro antes mesmo do passageiro entrar em contato com os colaboradores da companhia aérea. A tecnologia reconhece o uso de máscara e a incidência de casos febris. O Totem Touchless é ativado por sensor de presença e não necessita de nenhum contato físico. Possui também dispensador de álcool gel, acionado por sensor de presença, sem a necessidade de toque.

Com regras de segurança redobradas, na ocasião do reconhecimento de um passageiro ou membro da tribulação com temperatura que possa indicar um quadro febril, o dispositivo avisa o usuário calmamente sobre o resultado da medição ao mesmo tempo que emite um alerta para a equipe do aeroporto, que está treinada para acompanhar o paciente a uma área especial onde a temperatura será aferida por um profissional da saúde. Em caso de passageiros sem uso da máscara, o sistema também emite um aviso. Caso, a suspeita de Covid-19 seja confirmada, o paciente é impedido de seguir viagem e é encaminhado à uma unidade de saúde.

Além do totem, a câmera Dyno DM60 também foi instalada no terminal 3. É integrada a um software com algoritmo de reconhecimento facial de alta precisão e desenvolvida especificamente para ambientes com alta circulação de pessoas, como metrôs, aeroportos, terminais e hospitais. O sistema tem capacidade para ler cerca de 3.600 pessoas por hora e em 24 horas realiza a medição térmica de 86.400 pessoas. Realiza calibragem inteligente e contínua para reduzir a taxa de falsos alarmes, além de triagem rápida sem contato, evitando a infecção cruzada.

Comunidade Anjos & VCs divulga pesquisa inédita contendo o mapa e as rotas dos investidores de startups no Brasil em 2020

O ano de 2020 vai marcar a humanidade pela enorme mudança de hábitos dentro e fora das organizações. O “novo normal” já força as empresas e os investidores a buscarem novas oportunidades e a mudarem sua forma de negociar e investir para construirem juntos um “novo futuro”. E para entender sobre o comportamento dos investidores de startups neste ano, a Comunidade Anjos e VCs da JUPTER realizou uma pesquisa inédita contendo o Mapa e as Rotas de Investidores de Startups no Brasil.

A pesquisa, que foi realizada entre os meses de janeiro e dezembro de 2020, teve o objetivo de mapear os players da Comunidade de Investidores Anjos & VCs, para identificar onde investem e de que forma as startups captam recursos, incluindo os investimentos mínimos, médios e máximos, organizados por rodadas de preferência e divididos em grupos de aceleração, grupos de Anjos, Pré-Seed, Seed, Series A, Series B, Private Equity, Family Offices e Corporate Venture Capital.

“Nos últimos anos, o número de investidores cresceu, antes eram cinco mil e hoje temos mais de oito mil pessoas. Proporcionalmente ao tamanho do nosso PIB e da nossa população, eles ainda são raros no Brasil. Todos os dias melhoramos este relatório, todos os dias existem dados novos. É muito bom ver que o Brasil tem um ecossistema super dinâmico de investidores e a gente foi capaz de agir muito rápido na crise deste ano”, afirma Bruno Dequech Ceschin, líder da pesquisa e cofundador da JUPTER, plataforma para encontrar, financiar e lançar as startups que estão construindo o futuro.

Realizado com 128 players, através de um questionário com perguntas de múltiplas respostas, o Mapa de Investidores 2020 revelou que 88,3% dos investidores estão ativos para aplicar capital em novas startups, 70,3% já estão investindo e gerando portfólio, 28,9% estão em processo de estruturação de novos fundos e 13,3% estão ativos para novos investimentos, contra 16,4% que estão desinvestindo e 1,6% inativos para novos investimentos. São 37 novos fundos de investimentos sendo estruturados hoje no país, fato que deverá transformar o ambiente competitivo brasileiro.

Outro dado relevante no relatório é sobre o estágio de preferência que estes investidores optam na hora de aplicar recursos para as startups. Segundo o levantamento, 39,8% responderam que iniciam na rodada Seed – que gera fundos para apoiar o desenvolvimento e a validação de produto e mercado da empresa, 15,6% em Pré-Seed, 14,8% em Series A, 12,5% em rodadas anjo e 11,7% em aceleração. A pesquisa também revelou que, atualmente, a fonte de recursos dos investimentos nas startups são de 71,7% dos proprietários, 47,5% de Family Offices e 30% de corporações, demonstrando o protagonismo do setor privado brasileiro e o grande apetite a risco das pessoas, famílias e empresas brasileiras.

“Uma das tendências de investimentos para os próximos meses é que os investidores especialistas ganhem mais espaço, amadurecendo o mercado, com financiamento de startups de segmentos específicos, como fintechs, agtechs, educação, construção civil e mercado imobiliário, healthtech, entre outros. O Brasil tem pelo menos R$ 5 bilhões declarados pelos nossos investidores que estão compromentidos e em busca de oportunidades para serem investidos em novas startups”, explica Ceschin, líder da pesquisa, que também ressalta o amadurecimento da experiência dos investidores generalistas, que investem em diversos tipos de segmentos de negócios, já tendo participado de milhares de rodadas de investimentos combinados. “Bons investidores generalistas atuam como uma plataforma ampla que proveem recursos financeiros, mas também vantagens competitivas que todas as startups investidas precisam, permitindo que os especialistas agreguem algo mais específico nelas, numa relação de co-investimento muito sinérgica que potencializa os resultados para todos”.

Já sobre as Rotas de Investimentos de Startups em 2020, o relatório traçou os possíveis caminhos de financiamento para uma startup captar recursos, que pode iniciar em aceleradoras, grupos de investidores anjo, Seed, Pré-Seed, Series A, Series B, entre outros, conforme mapa destacado abaixo. “Não tem um caminho único e cada vez eu vejo menos startups seguir o mesmo caminho. Ela pode começar a vida dela de financiamento com uma aceleradora e ir para um grupo anjo ou Pré-Seed, por exemplo. Não tem um caminho linear, mas na realidade é o menos linear possível”, complementa Ceschin.

Para consultar a pesquisa completa com o Mapa e a Rota de Investidores de startups no Brasil em 2020, clique no link https://jupter.hubspotpagebuilder.com/rota

Mas por que este é o momento de investir em startups?

Com a taxa SELIC em um dos menores patamares, em 2% ao ano, este é o momento para que os investidores tomem risco. Antigamente, existia um desestimulante em investir em startups, que eram os próprios juros oferecidos em CDB, Tesouro Direto, entre outros, que ofertavam ganhos de dinheiro por conta da alta dos juros, é o que comenta Bruno Ceschin, da Comunidade de Investidores Anjos & VCs. “O Brasil já tem unicórnios, fusões e aquisições, tem IPOs frequentes nas Bolsas de Valores, tem empresas de tecnologia que foram criadas há muito pouco tempo e já valem muito no mercado – isso derruba o mito de que o investidor não terá saídas. A opcionalidade para o investidor sair com sucesso da sua jornada é cada vez maior”.

De acordo com o cofundador da JUPTER, os investidores ainda têm muitas dificuldades para iniciar e se aprofundar neste assunto, pois não há muitos materiais de estudos disponíveis, as redes de conhecimento são fechadas, além de ser uma atividade muito solitária, pois o investidor também não vai compartilhar casos com qualquer pessoa. Por conta destes fatores, a Comunidade de Investidores Anjos & VCs lançou um programa com experiências práticas de investimentos em startups, chamado Investor Trek. A jornada, que tem início em fevereiro de 2021, irá oferecer 100 horas de conteúdo, focado em quem deseja se tornar ou já é um investidor, abordando temas do universo de investimentos de capital de risco.

O Investor Trek tem vagas limitadas, a duração é de 12 meses e é direcionado para investidores anjos, conselheiros de administração, empresários, gestores de capital de risco, assessores de investimentos, mentores de startups, executivos (c-level), herdeiros, entre outros profissionais que administram dinheiro. Os participantes dessa jornada terão uma oportunidade única de aprender com os maiores especialistas do mercado de Venture Capital brasileiro, serem mentorados por eles, e dessa forma poderem compartilhar oportunidades reais de investimentos em startups – o que reforça o aprendizado contínuo para investidores. Para se inscrever ou consultar mais informações, acesse https://jupter.hubspotpagebuilder.com/investor-trek-anjos-vcs-jupter. 

TerraMagna é vencedora de etapa brasileira da Startup World Cup

A TerraMagna, agtech de crédito para produtores rurais brasileiros, é a vencedora da etapa brasileira da Startup World Cup, a principal competição do gênero do mundo. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 17/12, pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, após o segundo dia de apresentações das 10 finalistas.

Durante a edição deste ano do evento, que teve como foco soluções para problemas específicos do agronegócio, o diretor-executivo e cofundador da TerraMagna, Bernardo Fabiani, mostrou como a startup usa fontes alternativas, como dados de satélite, para avaliar o risco de vendas a prazo de insumos e fornecer crédito para pequenos e médios produtores. Por meio de parcerias desenvolvidas com distribuidores e indústrias para definição do rating de crédito de produtores e gestão de penhores de safra, a empresa também conecta as dívidas desses produtores ao mercado de capitais, possibilitando que credores antecipem seu recebimento.

O próximo desafio para Fabiani e Rodrigo Marques, também cofundador e COO, será concorrer com outras startups do mundo a um investimento de US$ 1 milhão, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, em 2021. Segundo Fabiani, vencer a etapa foi o reconhecimento da importância que o crédito tem para toda a cadeia de valor do agronegócio. “Quem olha para uma lavoura, muitas vezes não consegue ver toda a infraestrutura que existe por trás para permitir que ela exista, todos os insumos necessários. A agricultura brasileira é extremamente baseada em crédito e percebemos que existia essa carência do mercado de uma solução de crédito. O que fizemos foi justamente criar uma maneira, digamos assim, de resolver o insumo que dá origem a todos os outros insumos, que é o crédito. É uma vitória para a TerraMagna, sem dúvida, mas é uma vitória também para a agricultura do Brasil”, salienta Fabiani.

Ao anunciar a vencedora, o Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, parabenizou todas as startups participantes e as finalistas, por todo o trabalho realizado e aos juízes que contribuíram para o sucesso do evento. “Parabéns à TerraMagna! Ficamos muito honrados de tê-los representando o Brasil na próxima etapa da Startup World Cup”. Os jurados desta edição foram: Tomás Peña (The Yield Lab), Francisco Jardim (SP Venture), Marco Poli (Closed Gap Ventures), Paulo Silveira (FoodTech Hub Br), Rosana Jamal (Baita), Alain Marques (AgVenture) e Franklin Ribeiro (InvestSP).

Promovida em mais de 50 países pela Pegasus Tech Venture, o evento faz parte da programação da São Paulo Tech Week 2020 e conta com os apoios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e da Invest SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.