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Protocolos ampliam mecanismos de segurança cibernética no Poder Judiciário

Prevenir, gerenciar e investigar. Essas são as diretrizes de protocolos instituídos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para garantir a segurança do ecossistema digital dos tribunais e demais órgãos jurisdicionais do país. As normas são decorrentes do trabalho do Comitê de Segurança Cibernética do Poder Judiciário.

Segundo o coordenador do Comitê, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Alexandre Libonati, a ideia é que os protocolos de prevenção, gerenciamento e investigação de incidentes cibernéticos uniformizem e permitam maior proteção de dados e informações virtuais dos órgãos do Poder Judiciário. “As situações são as mais diversas em razão do porte do órgão, do quantitativo de servidores na área de segurança, dos sistemas envolvidos, do tipo de autenticação e acesso empregados e da própria atenção que dão ao tema. O que se pretende com os protocolos é estabelecer padrões mínimos de segurança que sejam uniformes.”

Para o representante do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República no Comitê de Segurança Cibernética, Marcelo Fontenelle, os protocolos constituem um primeiro conjunto normativo de segurança cibernética a serem observados pelos órgãos do Poder Judiciário. “Acredito que as maiores contribuições sejam uma crescente sensibilização dos órgãos do Poder Judiciário quanto à relevância do tema segurança cibernética, a possibilidade de trabalhar de forma colaborativa com órgãos de outros Poderes e abrir caminho para um posicionamento convergente do Brasil em termos de segurança cibernética.”

Fontenelle, que atua como diretor do Departamento de Segurança da Informação da Presidência da República, destacou a importância da contribuição de diferentes órgãos na construção dos protocolos de segurança cibernética do Judiciário. “É importante o trabalho colaborativo. Isso é notório, por exemplo, na administração pública, onde o Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo atua na coordenação de uma rede de equipes de prevenção, tratamento e resposta a incidentes cibernéticos. E não existe uma relação de subordinação nesse caso, posto que cada órgão é responsável pela sua própria segurança.”

Prevenção

O Protocolo de Prevenção a Incidentes Cibernéticos (PPICiber/PJ) foi instituído pela Resolução CNJ nº 361/2020. Ele traz diretrizes para a gestão do risco organizacional e permite decisões adequadas para o enfrentamento de ameaças e a implementação de melhores práticas e metodologias levando em consideração a realidade de cada órgão do Judiciário.

As funções básicas do PPICiber contemplam aspectos de identificação, proteção, detecção, resposta e recuperação em casos de incidentes cibernéticos. Cada órgão deve instituir Equipes de Tratamento e Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (ETIR), que poderão solicitar apoio multidisciplinar abrangendo as áreas de tecnologia da informação, jurídica, pesquisas judiciárias, comunicação, controle interno, segurança institucional, dentre outras necessárias para responder aos incidentes de segurança de maneira adequada e tempestiva. “Temos a previsão de apresentar, em março, um procedimento de compliance mediante o preenchimento de check lists, sem prejuízo de vistorias e inspeções locais”, explica Libonati.

Para dar um tratamento mais adequado aos ataques cibernéticos bem como para minimizar eventuais impactos na operação, o Protocolo de Prevenção a Incidentes Cibernéticos prevê que os órgãos possuam mecanismos de respostas e prevenção, com parâmetros de preparação, identificação, contenção, erradicação, recuperação e lições aprendidas.

Gerenciamento

Complementar ao PPICiber, o Protocolo de Gerenciamento de Crises Cibernéticas no âmbito do Poder Judiciário (PGCC/PJ) é regulamentado pela Resolução CNJ nº 360/2020. Ele apoia a implementação de ações responsivas quando ficar evidente que uma ocorrência de segurança cibernética não será mitigada rapidamente e poderá durar dias, semanas ou meses.

O PGCC é iniciado quando ficar caracterizado grave dano material ou de imagem e o incidente impactar alguma atividade finalística ou serviço crítico, por longo período, com impacto no atendimento à população. O protocolo estabelece medidas a serem tomadas antes, durante e depois da crise.

Na chamada fase pré-crise, o Protocolo prevê que os órgãos do Judiciário estabeleçam um Programa de Gestão da Continuidade de Negócios, definindo atividades críticas cruciais, identificando os ativos de informação, avaliando continuamente os riscos, categorizando os incidentes e estabelecendo procedimentos de resposta específicos. Isso implica em priorizar o monitoramento, acompanhamento e tratamento dos riscos, com a realização de testes para validação dos planos e procedimentos.

Cada órgão deve criar uma sala de situação e um Comitê de Crises Cibernéticas. Assim, quando a ETIR identifica uma crise cibernética, o Comitê de Crises é acionado imediatamente e efetiva os planos de contingência para a continuidade dos serviços prestados. Cabe também ao Comitê entender o incidente, levantar as informações e soluções, avaliar suspensão de serviços ou sistemas, aplicar protocolo de investigação, organizar a comunicação e elaborar plano de retorno à normalidade.

Quando as operações retornam à normalidade, o Comitê de Crises Cibernéticas realiza a análise criteriosa das ações tomadas, observando as bem-sucedidas e as que ocorreram de forma inadequada, levando em consideração aspectos como causa-raiz do incidente, impacto nos dados, sistemas e operações, processos de detecção e proteção e estratégias de recuperação. Ao final, é elaborado relatório contendo a descrição e detalhamento do incidente bem como o plano de ação tomado. O objetivo é documentar o processo para evitar que novos incidentes similares ocorram ou para que, em caso de ocorrência, se reduzam os danos causados.

Investigação

Para estabelecer os procedimentos básicos para coleta e preservação de evidências, bem como para comunicação dos fatos relevantes ao órgão policial, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, por meio da Resolução CNJ nº 362/2020, o Protocolo de Investigação para Ilícitos Cibernéticos. Ele apresenta as ações que devem ser realizadas pela ETIR para organizar as informações necessárias para apuração policial.

Durante o processo de tratamento do incidente penalmente relevante, a Equipe deverá coletar e preservar, entre outros, as mídias de armazenamento dos dispositivos afetados ou as suas respectivas imagens forenses, os dados voláteis armazenados nos dispositivos computacionais, como a memória principal (memória RAM), bem como a adequação dos ativos de informação.

Se não for possível preservar as mídias de armazenamento, a ETIR deverá coletar e armazenar cópia dos arquivos afetados pelo incidente, tais como: logs, configurações do sistema operacional, arquivos do sistema de informação e outros julgados necessários, mantendo-se a estrutura de diretórios original e os metadados desses arquivos, como data, hora de criação e permissões.

Após a conclusão do processo de coleta e preservação das evidências da ocorrência penalmente relevante, a ETIR elabora Relatório de Comunicação de Incidente de Segurança em Redes Computacionais, descrevendo detalhadamente os eventos verificados, que será encaminhado ao órgão de polícia judiciária com atribuição para apurar os fatos.

Gestão

Relator dos atos normativos que definiram os protocolos de segurança cibernética, o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, afirmou que “ao caminharmos a passos largos para o Judiciário 100% digital, torna-se imprescindível garantir a segurança cibernética do ecossistema digital do Poder Judiciário brasileiro, estabelecendo processos de trabalho orientados para a boa gestão da segurança da informação, o que abrange o estabelecimento de protocolos de prevenção, de atuação em eventuais momentos de crise e, finalmente, de constante atualização e acompanhamento das regras de compliance às melhores práticas”. Assim, assegura-se, ao mesmo tempo, o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, bem como do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O Comitê é formado por especialistas da área de segurança cibernética do CNJ, do Superior Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal Militar (STM), da Justiça Federal, da Justiça dos estados, além de especialistas convidados do Comando de Defesa Cibernética do Exército, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, da Polícia Federal, da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia e da advocacia.

Alex Rodrigues
Agência CNJ de Notícias

IBM lidera o ranking de patentes dos EUA pelo 28º ano consecutivo

Cientistas e pesquisadores da IBM (NYSE: IBM) receberam 9.130 patentes dos Estados Unidos em 2020, mais do que qualquer outra empresa, alcançando 28 anos consecutivos de liderança em patentes. A IBM é líder de mercado em números de patentes recebidas relacionadas à inteligência artificial (IA), nuvem, computaçãquântica e cibersegurança.

“O mundo precisa, mais do que nunca, de pensamento científico e ação. O compromisso contínuo da IBM com pesquisa e desenvolvimento, tanto em momentos bons quanto desafiadores, abriu caminho para novos produtos e novas fronteiras da tecnologia da informação que têm beneficiado os nossos clientes e a sociedade”, afirmou Dario Gil, Vice Presidente Sênior e Diretor de IBM Research. “A cultura da inovação na IBM está mais forte do que nunca, graças aos nossos inventores do mundo todo, que se dedicam, todos os dias, a avançar as fronteiras do conhecimento em seus respectivos campos”, acrescentou.   

A IBM liderou o mercado em número de patentes dos EUA em áreas-chave de tecnologia:

• Tornando a IA mais intuitiva –  A IBM recebeu mais de 2.300 patentes em IA para ajudar as empresas a escalar seu uso. As patentes nesta área variam desde tecnologias para tornar os agentes virtuais mais responsivos às emoções ao falar com os clientes até a IA que pode ajudar as pessoas a tomarem decisões difíceis – resumindo os principais pontos de decisão dentre uma variedade de fontes de informação, tanto escritas quanto verbais, e as apresentando em visualizações fáceis de entender. A IBM está focada em fornecer inovações em processamento de linguagem natural, automação e construção de confiança em IA, e aplica continuamente novos recursos de IBM Research nos produtos de IBM Watson. Um exemplo foi o anúncio feito em 2020 pelo time de IBM Watson, sobre a primeira comercialização de recursos do Project Debater – uma tecnologia que digere massivas quantidades de texto e constrói um discurso bem estruturado em determinado assunto, com clareza e propósito.

• Simplificando implementações de nuvem híbrida na borda (edge) – A IBM recebeu mais de 3.000 patentes relacionadas a tecnologias de nuvem e nuvem híbrida. Uma das decisões cruciais que os CIOs enfrentam hoje é determinar quais dados serão processados no local (on premises) e quais serão processados na nuvem. Os inventores da IBM desenvolveram uma tecnologia para distribuir de forma inteligente os componentes de processamento de dados entre a nuvem, a borda e os dispositivos de computação intermediários. Ele oferece o potencial para otimizar bastante a nuvem híbrida para cargas de trabalho de IoT – como instruções de direção geradas por GPS que são sensíveis à latência. As ofertas de Edge e nuvem híbrida são elementos importantes do plano de produtos da IBM. Em maio de 2020, foi realizado o lançamento do IBM Edge Application Manager, uma solução de gerenciamento autônomo para permitir que cargas de trabalho corporativas de IA, analytics e IoT sejam implementadas e gerenciadas remotamente, fornecendo análises em tempo real e insights em escala. Além disso, em novembro de 2020, a IBM anunciou o IBM Cloud for Telecommunications para ajudar as empresas a aproveitarem todo poder do edge e do 5G. As ofertas holísticas de nuvem híbrida utilizam os recursos inovadores de criptografia da IBM, projetados para permitir que cargas de trabalho de missão crítica sejam gerenciadas de forma consistente do núcleo da rede à borda, para ajudar os provedores de telecomunicações a extrair mais valor de seus dados e oferecer inovação para seus clientes.

• Preparando a base para aplicações quânticas poderosas – Computação quântica é um grande foco para a IBM e isso se reflete na liderança da IBM em patentes obtidas nessa área. Uma das patentes, por exemplo, simplifica o mapeamento da simulação molecular quântica em um computador quântico. Como resultado, os pesquisadores serão capazes de explorar a simulação de reações químicas em computadores quânticos para entender como e quando o processo de descoberta em torno de novos materiais e novos produtos farmacêuticos será revolucionado. A IBM também recebeu uma patente que estabelece a base para a investigação de cálculos de análise de risco mais precisa e eficiente em um computador quântico. Essas ideias já estão sendo ampliadas por pesquisas feitas em colaboração com as principais instituições financeiras.

• Maximizando a segurança para os dados mais confidenciais do mundo – A partir de soluções para que as empresas possam proteger seus dados, especialmente em setores altamente regulamentados, os inventores da IBM receberam mais de 1.400 patentes relacionadas à segurança. Uma das patentes é usada para criptografia totalmente homomórfica (FHE), um método pioneiro para realizar cálculos em dados que permanecem criptografados enquanto são processados para maximizar a segurança dos dados em uso. Anteriormente, o processamento de dados criptografados exigia a descriptografia antes de processar e criptografar novamente os resultados, tornando os dados mais vulneráveis enquanto não criptografados. Os inventores da IBM patentearam uma técnica que permite que dados criptografados sejam organizados de forma que as operações de comparação de vetores FHE possam ser executadas com eficiência e maximiza a segurança dos dados. A IBM Security lançou um serviço que permite às empresas experimentar a criptografia totalmente homomórfica em dezembro de 2020.

As patentes foram concedidas a mais de 9.000 inventores localizados em 46 estados dos EUA e de 54 países. Desde 1920, a IBM já recebeu mais de 150.000 patentes dos EUA e desempenha um papel crucial em inovações que vão desde armazenamento magnético até cirurgia ocular a laser. A cultura de pesquisa científica da IBM é parte integrante do legado de inovação da empresa que é importante para nossos clientes e para o mundo. Como parte desses esforços, em abril de 2020, a IBM anunciou ser sócia fundadora do Open COVID Pledge, que concede acesso gratuito às patentes e submissões de patentes de seu portfólio de mais de 80.000 patentes em todo o mundo para quem está desenvolvendo tecnologias para ajudar a diagnosticar, prevenir, conter ou tratar o coronavírus.

Leia mais sobre a liderança em patentes da IBM aqui .

Neo divulga 485 oportunidades de emprego em todo o país

A Neo, especialista em tecnologia e na criação de produtos digitais, começa o ano de 2021 anunciando 485 vagas para profissionais de contact center em todo o país. Segundo Ana Alice Limongi, diretora de desenvolvimento humano e organizacional da empresa, a abertura das vagas visa suportar a estratégia de crescimento da empresa traçada para 2021.

“A Neo passou por importantes mudanças ao longo de 2020. Embora tenhamos enfrentado uma pandemia, lançamos a Neo Digital Platform, nossa plataforma que oferece ao mercado habilidades necessárias de automação inteligente com estrutura, conhecimento, governança e disciplina. Para manter o ritmo no próximo ano e manter a nossa estratégia de crescimento, vamos seguir contratando, expandindo operações, renovando contratos e prospectando novos clientes”, declara.

Durante o ano de 2020, a Neo contratou mais de 6 mil novos colaboradores em todo o país – e a tendência é manter o ritmo de novas contratações. De acordo com Ana Alice Limongi, a empresa segue firme em seu propósito de transformação digital, e as oportunidades anunciadas em dezembro estão distribuídas em sete cidades brasileiras onde a empresa mantém operações: Curitiba/PR, Santos/SP, São Paulo/SP, Mogi das Cruzes/SP, Rio de Janeiro/RJ , Salvador/BA e Jaboatão dos Guararapes/PE.

Para participar do processo seletivo, basta acessar a plataforma de recrutamento da empresa no site https://neo.getdoc.com.br/getdoc_dho/trabalhe-conosco/, preencher o formulário e enviar os documentos solicitados. É necessário ter idade mínima de 18 anos e conhecimentos em informática básica (tais como digitação e preenchimento de dados no sistema). O número de vagas está sujeito a alteração, sem aviso prévio.

Após a contratação, a empresa oferece como benefícios além do salário: vale alimentação ou refeição, convênio médico e odontológico, vale transporte e auxílio creche/babá. A empresa possui ainda parcerias de estudos com diversas faculdades e cursos de inglês, para auxiliar no desenvolvimento profissional de seus colaboradores.

Edgar Garcia assume direção comercial da UiPath para a América Latina

A UiPath, empresa líder mundial em robotic process automation, anuncia a promoção do executivo Edgar Garcia ao cargo de diretor comercial para a região da América Latina.

Garcia está na companhia desde o final de 2018. Atuou como executivo sênior de vendas já antes da abertura oficial do escritório em outubro de 2018, contribuindo para a ampliação das atividades da empresa no país, antes realizadas somente por meio de parceiros comerciais. Em junho passado, foi promovido a diretor comercial para o Brasil e agora assume novo desafio, liderando o time comercial também para Latam.

O executivo conta que o momento é especial para o mercado de automação de forma geral, em virtude da pandemia provocada pela Covid-19, uma vez que as empresas investiram mais em tecnologia de RPA – robotic process automation – para dar continuidade ou mesmo acelerar suas atividades e mitigar riscos, transferindo as tarefas burocráticas e repetitivas a robôs e permitindo que funcionários se concentrem no atendimento direto a clientes e no negócio principal das empresas.

“A COVID-19 destacou a necessidade de operar com agilidade e manter a continuidade dos negócios – especialmente em face da evolução dos mercados e das novas necessidades dos clientes”, destacou Daniel Dines, cofundador e CEO da UiPath no evento Reboot Work Festival, realizado em dezembro passado.

“Para 2021, a UiPath visa reforçar sua missão de “um robô para cada pessoa”, com novas soluções como as que apresentamos no final do ano, e viabilizando que cada vez mais pessoas tenham acesso a conhecimento via a UiPath Academy  onde é possível acessar gratuitamente diversos cursos para aprender técnicas de automação e melhores práticas do mercado. Também visamos promover cada vez mais o caminho para empresas totalmente automatizadas (Fully Automated Enterprise™) com nossa plataforma de automação, sempre auxiliando companhias dos mais diversos setores a se concentrarem no seu core business, explorando todo o potencial dos seus negócios”, avalia Garcia.

Antes de ingressar na UiPath, Garcia teve passagens por grandes companhias do setor de tecnologia como IBM e Oracle. É especializado em Business Insights pela Harvard Business School, MBA em Economia pela USP e tem ainda especializações pela FIPECAFI e FGV.

Oito passos para os CISOs se alinharem com seus pares de negócio para combater o risco cibernético

 

Por Arthur Capella, Country Manager da Tenable no Brasil

À medida que as organizações mudam para o trabalho remoto e adotam novas tecnologias para impulsionar a transformação digital, a superfície de ataque continua a expandir-se, exigindo uma nova abordagem à segurança cibernética, no nível da liderança. Em 2021, o papel do CISO será redefinido para alinhar-se mais aos objetivos de negócio, de modo a fortalecer a postura de segurança em toda a organização. Um CISO alinhado ao negócio tem a capacidade de traduzir jargões de segurança complexos em termos de negócios. Esse líder é um impulsionador essencial para a inovação e o crescimento de sua organização.

Sob encomenda da Tenable, a Forrester Consulting realizou um estudo[1]  que entrevistou mais de 800 executivos de segurança e de negócios de organizações do mundo todo, incluindo o Brasil. Ele mostra que a grande maioria (90%) dos líderes de segurança globais alinhados aos negócios têm muita ou total confiança em sua capacidade de demonstrar que seus investimentos em segurança cibernética estão impactando positivamente o desempenho dos negócios, em comparação com 55% de seus pares não alinhados. O mesmo estudo mostra que 85% dos líderes de segurança globais alinhados aos negócios possuem métricas para rastrear o ROI e o impacto da segurança cibernética sobre o desempenho dos negócios, versus apenas 25% de seus pares não alinhados. Embora haja desafios importantes ao atingimento do alinhamento entre a segurança cibernética e o negócio, o movimento em direção à destruição das barreiras em toda a organização pode aumentar muito a postura de segurança e reduzir o risco ao negócio.

As barreiras entre as lideranças de negócio e de segurança são um desafio comum a ser vencido, porque frequentemente os líderes de segurança se focam no significado técnico das métricas de risco, enquanto os líderes de negócios miram os impactos sobre os negócios. A despeito da desconexão, em muitas situações esses papéis se superpõem, como na eventualidade de um ataque cibernético paralisar as operações de negócios ou quando uma organização é auditada para assegurar a conformidade dos negócios às regulamentações locais.

A recente implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) tem atuado como um catalisador do alinhamento de todas as lideranças da organização para assegurar a conformidade. Em função disso, cargos como os de CEO e CFO estão sendo reinventados.

Isso é destacado em uma pesquisa  publicada pela ISG Provider Lens™  em parceria com a empresa brasileira TGT Consult, que entrevistou 55 provedores de serviços e fabricantes brasileiros em cinco quadrantes: Gerenciamento de Identidade e Acesso, Vazamento de Dados / Prevenção de Perdas, Services Técnicos de Segurança, Serviços Estratégicos de Segurança, e Serviços de Segurança Gerenciados. A pesquisa descobriu que os maiores executivos corporativos do Brasil estão cada vez mais envolvidos em decisões de segurança cibernética em meio a crescentes preocupações acerca de vazamento de informações e outras vulnerabilidades.

À medida que as organizações se movem em direção a um maior alinhamento entre os executivos de negócios e os de segurança, os CISOs podem considerar oito passos críticos ao longo do caminho:

  1. Construir uma rede de consultores de negócios. Criar ligações com colegas que atuarão como interlocutores para ajudar o CISO a comunicar o risco cibernético como um risco ao negócio.
  2. Tornar-se membro de associações comerciais ou outras organizações profissionais do setor. Ler artigos da imprensa do setor, participar de webinars e outros eventos do setor. O objetivo disso é construir uma narrativa e uma referência para desafios de negócio enfrentados por CISOs de um setor semelhante.
  3. Ver as reuniões de revisão trimestral sobre o desempenho da empresa como uma oportunidade de compreender as prioridades estratégicas de negócios para o trimestre seguinte, os desafios enfrentados pelos pares de negócios e quão vulnerável a empresa é a fatores econômicos externos. Aproveitar a oportunidade para entender como cada executivo apresenta o ROI de sua área e fazer referência a ela ao construir métricas de ROI de segurança cibernética.
  4. Analisar o que os executivos da organização comunicam em documentos públicos, como demonstrações financeiras, press releases, artigos na mídia, redes sociais e fóruns do setor. O CISO que fizer isso reunirá informações objetivas e percepções da empresa aos olhos do público.
  5. Estabelecer relações com os profissionais de risco da organização. Um bom líder de segurança tem a obrigação de participar do desenvolvimento de estratégias de gerenciamento de riscos de negócio para priorizar a segurança cibernética.
  6. Obter visibilidade dos processos da organização que envolvem terceiros. Não se limitar às aplicações que suportam esses relacionamentos, como a folha de pagamento ou o provedor de ERP. Os CISOs devem estar cientes dos relacionamentos-chave entre a empresa e seus parceiros terceirizados, como processamento de folha de pagamento ou provedores de serviços de planejamento de recursos empresariais, bem como obter visibilidade das ferramentas e plataformas das quais estão tirando proveito para conduzir os negócios. Essa visibilidade é crítica para se manter uma compreensão da postura de segurança para mitigar o risco.
  7. Agendar conversas com membros do C-level. Usar essas reuniões para entender seus desafios e prioridades de negócio mais amplas, com o intuito de obter uma compreensão holística de como o risco cibernético pode afetar esses objetivos.
  8. Implementar reuniões regulares com a alta administração. Os melhores líderes de segurança entendem que uma de suas responsabilidades mais importantes é manter aberta a linha de comunicação entre a diretoria e a unidade de negócios de segurança. À medida que os diretores reconhecerem que a segurança é tão crítica quanto qualquer outra unidade estratégica de negócios, os CISOs precisarão continuar a refinar suas estratégias para comunicar com eficácia os riscos e responder às perguntas deles em termos de negócio.

O propósito desses oito passos é abrir portas e estabelecer conexões que permitam aos CISOs ser reconhecidos como um parceiro essencial na proteção da continuidade do negócio contra ameaças cibernéticas emergentes. Andando no mesmo passo, os líderes de negócios e de segurança ficam mais capacitados a assumir uma posição proativa no aprimoramento da postura de segurança em toda a organização.

Zoop capta R$ 200 milhões via FIDC

A Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, anuncia a captação de R﹩ 200 milhões por meio do lançamento de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). O objetivo é que o valor seja utilizado para antecipar os recebíveis de cartão de crédito para os clientes da fintech, ampliando o acesso a fontes de financiamento desses parceiros.

Com algumas das maiores instituições financeiras do país como investidoras, o fundo, intitulado Zoop I, é fechado e teve demanda total de R﹩ 500 milhões, quase 3 vezes maior que a oferta do fundo, o que permitiu à empresa otimizar as condições comerciais.

Dan Faccio, CFO da Zoop, explica que o lançamento do fundo é um passo importante na estratégia da fintech de oferecer uma plataforma completa de serviços financeiros white label para seus clientes. “O fundo dará mais segurança e independência para a Zoop realizar a antecipação de recebíveis a seus clientes, que já são mais de 560 parceiros ativos. Com o nosso modelo de fintech as a service, atendemos mais de 250 mil estabelecimentos. Nosso objetivo é ser um parceiro estratégico dos nossos clientes, ajudando a disponibilizar crédito e impulsionando os negócios deles”, comenta o executivo.

O anúncio é realizado após um ano de crescimento significativo. Em 2020, a empresa lançou novas verticais, conquistou mais de 40 novos clientes e recebeu mais um aporte de R﹩60 milhões do Grupo Movile e da Darwin Capital. Em apenas dois anos, a empresa aumentou em quatro vezes o seu crescimento.

“Hoje, o volume de antecipação de recebíveis da Zoop já é maior que o volume desse fundo, portanto esperamos que novas séries do fundo sejam captadas ao longo dos próximos meses”, finaliza Dan Faccio.

SAS anuncia aquisição da Boemska

O SAS, líder global em analytics, anuncia a aquisição da Boemska, uma empresa de pequeno porte especializada em desenvolvimento de aplicações e gerenciamento de cargas de trabalho de analytics em nuvem. A aquisição está alinhada com a estratégia do SAS em aprimorar ainda mais a sua plataforma Viya com um conjunto de recursos que impulsionam a migração de seus clientes para o ambiente em nuvem. O valor do negócio não foi divulgado. 

Com sede em Londres e centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) na Sérvia, a Boemska, que já atuava como parceiro tecnológico do SAS, será imediatamente integrada à companhia. Sua carteira de clientes globais conta com grandes empresas em diversos segmentos, incluindo clientes do SAS na indústria financeira e no setor de saúde. 

As principais tecnologias da Boemska serão integradas ao SAS Viya, incluindo um recurso nativo em nuvem, que permite a portabilidade de modelos SAS e de código aberto para aplicativos móveis e aplicações corporativas, e uma ferramenta de gerenciamento de cargas de trabalho que facilita a migração para a nuvem garantindo a eficiência de custos. 

As integrações permitirão o desenvolvimento e a execução de modelos usando tecnologias low-code/no-code para executar tarefas específicas – como antecipação de fraudes, identificação de problemas na linha de produção, entre outros -, ao mesmo tempo em que trarão visibilidade para as carga de trabalho SAS rodando em ambientes compartilhados, aumentando a confiança dos clientes na migração de analytics para a nuvem. 

“O SAS está em uma jornada para habilitar o uso de inteligência artificial e analytics para todos, em qualquer lugar”, afirmou o Chief Technology Officer da companhia, Bryan Harris. “Não apenas transformamos a maneira como construímos e entregamos software com as atualizações recentes do SAS Viya e da parceria com a Microsoft, mas também a velocidade e a maneira com que os clientes podem obter valor. O SAS é reconhecido como líder em soluções de analytics para aplicações empresariais. A tecnologia da Boemska coloca o SAS ainda mais perto de onde as decisões são tomadas e disponível em provedores de nuvem para desenvolvedores.”

“Estamos entusiasmados por nos juntar à família SAS e ajudar na transição dos clientes para a nuvem de uma maneira econômica e poderosa”, afirmou Nikola Markovic, diretor de Tecnologia da Boemska. “Esperamos entregar de forma colaborativa, com um tempo de execução otimizado e reduzido, aplicações de analytics, ao mesmo tempo em que aprimoramos a capacidade de migração para a nuvem.”

De acordo com Gavin Day, vice-presidente sênior de Tecnologia do SAS, a tecnologia Boemska será incorporada à plataforma Viya nos próximos meses, oferecendo aos clientes uma grande vantagem competitiva quando se trata de integração de analytics e implementação em nuvem. “A evolução de nossas soluções de analytics para serem nativas em nuvem exige que pensemos amplamente sobre como podemos tornar o SAS mais abrangente, especialmente à medida que o número de aplicativos no mercado se multiplicar”, ressaltou Day. “A aquisição da Boemska ajuda a manter o SAS na vanguarda da inovação.”

O mercado de locação de equipamentos de TI no Brasil

Por Rene Almeida

Você conhece o conceito de “total cost ownership” (TCO)? Numa tradução livre, significa custo total da posse. Trata-se de uma ferramenta financeira que ajuda na avaliação de custos diretos e indiretos relacionados a investimentos importantes das empresas, como nas compras de software e hardware, por exemplo. O TCO também calcula os gastos referentes à manutenção desses itens — como licenças, treinamento de usuários, infraestrutura, peças, entre outros. Em resumo, o TCO mostra aos empresários se vale mais a pena investir na compra de um equipamento, ou escolher uma alternativa, como a locação com serviços.

Muitas empresas utilizam o TCO para decidir como investir, principalmente em equipamentos de TI, que geralmente demandam valores altos. O modelo Hardware as a Service — que envolve a locação — é uma opção para aquelas que precisam dos equipamentos mas não pretendem – ou não podem – fazer desembolsos muito elevados de uma só vez. Esse modelo permite que as empresas tenham acesso aos equipamentos necessários para suas atividades sem se preocupar com manutenção, obsolescência e suporte técnico, o que tem atraído a cada dia mais empreendedores.

No caso de computadores e equipamentos de TI, entre as vantagens de se alugar um produto está o fato de o cliente não precisar deslocar um time interno para fazer a manutenção dos equipamentos — assim, esses profissionais ficam liberados para atuar em outras frentes mais importantes para a essência do negócio. Além disso, o aluguel de equipamentos dá à empresa-cliente o direito à recuperação de créditos de impostos como PIS/Cofins, e abatimento no IRPJ para empresas no regime do Lucro Real.

Segundo dados do IDC Brasil, apenas 10% das empresas brasileiras alugam seus equipamentos. No entanto, essa estratégia é amplamente difundida nos Estados Unidos desde os anos 1990; lá, cerca de 80% das empresas optam pela locação.

O cenário local está muito vinculado a uma questão cultural, centrada na ideia de que comprar equipamentos de TI é uma forma de investimento no negócio. Mas a realidade não é bem essa, como mostra uma conta simples. Para adquirir cinco computadores, em média uma empresa gasta R$ 20 mil de uma vez só, e esse valor não inclui gastos com manutenção. No momento da compra esses bens estão novos; mas, em apenas dois anos, tendem a ficar ultrapassados, com uma capacidade limitada em termos de desempenho — o que naturalmente leva a empresa a gastar mais com a reposição. No mesmo exemplo, se a empresa decidisse realizar a locação dos cinco equipamentos, desembolsaria em torno de R$ 750 mensais, e com todo o suporte incluído no preço mensal. Encerrados os dois anos, poderia renovar todo seu acervo mantendo o orçamento mensal, sem gastos adicionais. O exemplo deixa claras as vantagens do uso quando comparado à posse.

Foi durante a pandemia que muitas empresas brasileiras conheceram o modelo de locação de equipamentos e descobriram suas vantagens. O home office e as aulas online evidenciaram a necessidade de mais computadores nas residências, e aumentaram a demanda — como resultado, faltaram produtos (por escassez de peças vindas da China, que logo no início do ano entrou em lockdown) e os preços subiram (acompanhando a procura maior e a alta do dólar).

Um exemplo de outsourcing de tecnologia muito conhecido no Brasil é o de impressão. As impressoras são mais caras e têm manutenção mais difícil que que os computadores, o que levou as empresas a terceirizar os serviços de impressão. Por que não replicar esse modelo para os demais equipamentos de TI? Nos Estados Unidos, a transição levou um tempo, e é o que também deve acontecer por aqui. Mas a substituição da compra pela locação nesse mercado parece ser um caminho sem volta.

Rene Almeida,  co-CEO da Agasus

BTG Pactual capta US$ 500 milhões para financiar projetos sustentáveis

O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, anuncia a captação de US$ 500 milhões em green bonds com vencimento em janeiro 2026 e a uma taxa fixa de 2,75% ao ano no âmbito do seu Global Medium Term Notes Programme. Os recursos serão destinados à realização de financiamentos ou refinanciamentos de projetos verdes e/ou sociais, de acordo com o seu Green, Social and Sustainable Financing Framework. A emissão representa também o menor custo entre instituições financeiras brasileiras em captações realizadas em dólar desde 2003.

A operação precificada ontem demonstra uma percepção positiva do mercado em relação ao balanço e aos fundamentos do BTG Pactual e reforça o compromisso do banco com a busca e aperfeiçoamento contínuo para as melhores práticas de sustentabilidade, governança e gestão do seu negócio.

A captação se soma às demais iniciativas do banco em sustentabilidade, investimento de impacto e ESG, tal como a adesão, a partir de janeiro de 2021, ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), que reúne em carteira 39 empresas listadas na bolsa com melhor desempenho em sustentabilidade.

As notas foram elegíveis aos investidores institucionais qualificados e serão listadas na Official List da bolsa de valores de Luxemburgo. Os papéis vencem em 11 de janeiro de 2026. Para saber mais sobre as diversas iniciativas ESG lideradas pelo BTG Pactual, acesse https://www.btgpactual.com/cidadania/esg-e-impact-investing .

Mercado Livre capta R$ 1,07 bilhão via FIDC para capital de giro

O Mercado Livre anuncia que concluiu a estruturação de um FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios) captando R$ 1,070 bilhão para antecipação de recebíveis de cartão de crédito. A distribuição inicial das cotas terá prazo total de 30 meses com amortização nos últimos 3 meses.

A operação foi coordenada pela XP Investimentos e pelo banco Itaú BBA, e a gestão do fundo será conduzida pelo banco Brasil Plural. A taxa negociada das cotas foi de DI+1,75% ao ano.

“Considerando o forte crescimento da companhia e do braço de serviços financeiros, nosso objetivo é diversificar as fontes de financiamento para ampliar e facilitar a oferta de capital de giro aos vendedores do Mercado Livre e do Mercado Pago. A licença de Instituição Financeira conferida à companhia em novembro, também nos permitirá ter acesso a diversos instrumentos de financiamento que concedem mais flexibilidade ao negócio”, explica Tiago Azevedo, Diretor Financeiro do Mercado Livre no Brasil. “Tivemos uma grande demonstração de excelência ao receber rating AAA pela agência Fitch, que traz confiança ao mercado, reflete e chancela o robusto modelo de governança da companhia”, completa.

A operação representa cerca de 6% do volume de captação atual do Mercado Livre, demonstrando o potencial de crescimento desta modalidade de financiamento para a companhia.

Brasil possui mais de 160 startups dedicadas ao desenvolvimento de cidades inteligentes

No Brasil, o crescente fenômeno do aumento populacional em áreas urbanas traz consigo a necessidade de implementação de soluções voltadas para a estruturação e adequação de municípios, a fim de que possam oferecer qualidade de vida aos seus habitantes. Atualmente o país já conta com 166 startups dedicadas à causa das cidades inteligentes. São empresas que, a partir do uso da tecnologia, buscam resolver problemas de infraestrutura, mobilidade, governança, preservação ambiental, economia, segurança, entre outros. A informação é do Distrito Smart Cities Report, que também aponta que, em 2020, essas startups receberam US$ 49,4 milhões em aportes.

O estudo, realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, com apoio da KPMG, revela que do total das startups de cidades inteligentes, 110 surgiram nos últimos cinco anos. Hoje, a grande maioria destas novatas (64,4%) está concentrada na região Sudeste. Somente o estado de São Paulo abriga 42,8% delas. Na sequência está a região Sul, que detém 25% do total — com destaque para Santa Catarina, que é o segundo estado com mais startups do segmento (10%).

O Distrito Smart Cities Report desmembrou ainda as startups do setor em oito categorias. As que se voltam para melhorias na Mobilidade (32,5%) lideram este levantamento. Na sequência estão empresas dedicadas a resolver problemas de Infraestrutura Urbana, a partir da gestão de água e energia (12%); Soluções Ecológicas, com controle ambiental (10,8%); Planejamento e Gestão, com projetos e execução de construções e outras iniciativas (9,6%), Operações Municipais, com tecnologias para auxiliar a administração pública (9,6%); Gestão de Resíduos (9,6%); Segurança (8,4%) e, por fim, Qualidade de Vida (7,2%).

“De modo geral, as startups possuem uma capacidade ímpar de atacar com agilidade problemas com os quais nos deparamos no dia a dia, aplicando a tecnologia em prol dos cidadãos, que passam a ter acesso a melhores e mais baratos produtos e serviços. No caso daquelas que trabalham por cidades mais inteligentes e conectadas, não é diferente. A tecnologia é canal para uma vida urbana melhor e economicamente mais próspera”, pontua Luiz Gustavo Comeli, líder de Corporate Success do Distrito.

Para Comeli, no entanto, chama a atenção a falta de investimentos no setor e a baixa interlocução com o Estado. “A maior evidência disso é a baixa ocorrência de parcerias público-privadas, consideradas essenciais para alavancar a transformação inteligente nos municípios”, afirma. “Ainda assim, conseguimos enxergar um ambiente vibrante e engajado na transformação positiva das nossas cidades, o que é de extrema importância para um país que deve ter mais de 90% da população vivendo em centros urbanos até 2050”, completa.

“O Brasil ainda enfrenta grandes desafios, mas podemos aprender com outros países que saltos são possíveis por meio de fortes ecossistemas de inovação, integrando governo, academia, indústria, startups e sociedade, para melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras, que já acumulam mais de 85% da população. Por isso é imperativo, neste momento de despertar para a importância ESG, discutirmos o papel que o ecossistema de inovação pode desempenhar para um amanhã mais rico e sustentável para o País, acelerando o processo de chegada desta nova Sociedade 5.0 no Brasil”, afirma o sócio de transformação digital da KPMG, Daniel Carocha.

Investimentos

Desde 2010, mais de US$ 331 milhões foram investidos em startups que apresentam soluções que se voltam para cidades inteligentes. Apesar do volume de investimentos, ocorreram apenas 42 rodadas — das quais somente 35 tiveram seu valor anunciado. O ano com o maior volume de investimentos foi 2017, com quase dois terços do valor total. Esse desequilíbrio ocorreu por conta da rodada Série C da 99, no montante de US$ 200 milhões.

Como em outras verticais analisadas pelo Distrito, os investimentos em estágios iniciais predominam no setor. Mais de 60% do total dos aportes é realizado em etapas Seed e Pré-Seed. Vale ressaltar também que a categoria de Mobilidade concentra mais de 90% do total investido no segmento, somando mais de US$ 306 milhões.

Em 2020, as empresas do setor já atraíram US$ 49,4 milhões. O volume é 150% superior ao total investido no último ano, que somou US$ 19,8 milhões.

Destaques e promessas

O levantamento também apresenta o Top 10 das maiores startups do setor. O ranking foi calculado a partir de um algoritmo que cruza dados como número de funcionários, faturamento presumido, investimento captado e métricas de redes sociais. O resultado apontou 99, Tembici, Up Lexis, Altave, Easy Carros, Cobli, Colab, Camerite, Solfácil e Gove como as maiores startups do segmento.

Utilizando os mesmos critérios para calcular o Top 10, mas dando um peso maior a critérios como investimentos captados e visibilidade nas redes sociais, o Distrito também apontou quais são as startups que devem se destacar nos próximos anos. Para chegar aos nomes, foram consideradas apenas as empresas que nasceram após 2012 e que contam com menos de 200 funcionários. Entre as apostas estão Comprovei, Courri, Epitrack, Lemobs, E-moving, Clarck Energia, Sunew, Fretadão, Rabbot e Prevision.

Tendências
O estudo ainda traz as tendências do setor para o futuro, como a chegada do 5G como grande viabilizador de cidades inteligentes, tecnologias para o cultivo de áreas verdes, orientação das atividades dos cidadãos através de data-driven, entre outras iniciativas. O cenário internacional de investimentos em startups do segmento e alguns cases de sucesso, como as soluções implementadas em Londres e Toronto, também são abordadas pelo levantamento.

MadeiraMadeira se torna primeiro unicórnio de 2021

Fundada em 2009 por Daniel Scandian, Marcelo Scandian e Robson Privado, a MadeiraMadeira sempre concentrou suas vendas no ecommerce desde o seu início até o ano passado, quando então expandiu seu negócio com lojas físicas no formato de guide shops. A empresa nos últimos anos recebeu investimentos da monashees, Kaszek, Flybridge, Fundo Ávila, SoftBank Latin America Fund, Light Street Capital e Endeavor Catalyst. Além desses, Niraj Shah – CEO e fundador da Wayfair.com e Christian Friedland – fundador da Build.com, também são investidores da empresa desde 2012.

Sediada em Curitiba, a MadeiraMadeira conta com mais de 1300 funcionários, sendo em sua maioria focados em tecnologia, logística e desenvolvimento de produtos. A empresa recentemente realizou algumas contratações importantes, incluindo Brandon Proctor como Head de Marketing e Nick Strachan como VP de Merchandising, ambos ex-executivos da Build.com.

A MadeiraMadeira foi pioneira no Brasil no modelo de drop-shipping que conecta diretamente sua plataforma de tecnologia proprietária diretamente ao ERP de cada fabricante, permitindo eficiência na cadeia de suprimentos e sem risco de estoque.

“Nosso objetivo sempre foi oferecer produtos para os nossos clientes com os menores precos e com a mais alta qualidade, e nosso foco em tecnologia e em eficiencia logistica nos permitiu atingir esses objetivos e crescer exponencialmente. Dito isso, acreditamos que ainda estamos no início dessa jornada e agora vamos nos concentrar em expandir nossa presença online e na expansão da nossa logística própria, para oferecer uma experiência omnichannel única para nossos clientes”, disse Daniel Scandian, cofundador e CEO da MadeiraMadeira.

“Esta rodada simboliza um marco importante para a MadeiraMadeira, pois estamos trazendo também novos investidores com grande experiência no mercado de capitais e com histórico de investimento em algumas das mais bem sucedidas empresas listadas na América Latina. Esses novos investidores, junto com os atuais, serão a combinação certa para nos apoiar no nosso plano de expansão e a criar “best-in-class” práticas de governança. Nós estamos muito entusiasmados com a oportunidade de tê-los nos apoiando nessa jornada”, acrescentou Marcelo Scandian, cofundador e CFO da MadeiraMadeira.”, acrescentou Marcelo Scandian, cofundador e CFO da MadeiraMadeira.

“Esta é mais uma conquista importante para a MadeiraMadeira que só foi possível graças à equipe incrível que temos aqui. Sabemos que estamos apenas no início dessa jornada e os investimentos nos ajudarão a acelerar algumas iniciativas importantes, incluindo nossa marca própria de produtos, logística e a expansão das guide shops, que proporcionará uma experiência de loja física única para nossos clientes no segmento de casa e decoração”, disse Robson Privado, cofundador e COO da MadeiraMadeira.

“Com este novo investimento, estamos aumentando o nosso compromisso com a visão de criação de valor de longo prazo da MadeiraMadeira, uma vez que a empresa consolida a sua posição de líder no mercado de produtos para casa na América Latina. Desde o nosso primeiro investimento, o time de gestão da MadeiraMadeira entregou tudo o que prometeu e a nossa confiança neles continua crescendo”, afirmou Paulo Passoni, Managing Investment Partner to SoftBank Latin America Fund.

A nova injeção de fundos irá acelerar mais investimentos em tecnologia, logística ponta a ponta, expansão das lojas físicas, experiência do cliente e fusões e aquisições estratégicas. Esta rodada é um passo importante na missão da MadeiraMadeira de se tornar o principal destino de produtos e serviços para casa na América Latina.
O BofA Securities atuou como assessor exclusivo nesta transação.

“Profissional de hoje deve ter plano de A a Z”

Por que a maioria das pessoas pensa no trabalho ideal como um caminho estreito e previsível enquanto a vida se mostra tão orgânica e surpreendente? Afinal, as empresas nascem de uma necessidade da sociedade e, para se manterem relevantes, precisam gerar valor constantemente, o que implica em se adaptar, se reinventar, inovar a todo momento. O mesmo vale para a carreira. Ou deveria.

Em Anticarreira – o futuro do trabalho, o fim do emprego e do desemprego, livro finalista ao Jabuti 2020, Joseph Teperman compartilha sua experiência como headhunter focado nas principais cadeiras executivas do país para desmistificar o senso comum em torno do sonho de uma carreira linear. E começa com uma explicação que justifica a mentalidade de muitos: a origem da palavra carreira, do latim, que significa caminho estreito.

Sem respostas fáceis – que não existem -, o autor traz provocações e reflexões sobre a realidade do mercado e as oportunidades que estão diante de quem se abre para perceber, e explorar. Ele ensina o leitor a parar de se rotular, ou deixar que os outros coloquem rótulos, para que possa então desenvolver maneiras diferentes de atuar.

O que faz a diferença é a capacidade de se adaptar às circunstâncias, de lidar com as dificuldades que surgem – e isso se adquire quando você está aberto a fazer mais do que está no seu quadrado, a viver mais experiências que podem complementar e fazer toda a diferença no seu desempenho. Quanto mais diferenciado você for, menos dispensável será. (P. 120, Anticarreira)

Joseph lembra que erros vão existir, mas, assim como fazem as startups, eles servem como aprendizados e devem ser corrigidos para que se consiga pivotar, ou seja, girar, mudar de direção. “Só quando encara os erros e se empenha para corrigi-los é que você se desenvolve. Portanto, não tenha medo de não ter todas as respostas. Preocupe-se em ter as melhores perguntas, pois são elas que vão trazer mais pistas de como você pode ser cada vez melhor”, indica.

Sócio-fundador da AMROP INNITI, consultoria de serviços de executive searchboard services e advisory de liderança, o headhunter entrevistou para o livro nomes que são exemplo de protagonismo profissional. Cris Arcangeli, Helio Rotenberg, Geraldo Rufino, Bartira Almeida, Daniela Folloni e o cantor Lobão estão entre as personalidades ouvidas pelo autor e que comprovam a necessidade de ter não apenas um plano B, mas de ir até o Z se preciso for.

FICHA TÉCNICA:
Título: 
Anticarreira – O futuro do trabalho, o fim do emprego e do desemprego
Autora: Joseph Teperman
ISBN: 978-6580617012
Páginas: 216 páginas
Formato: 21 x 14 cm
Preço: R$ 75,00
Link de venda: https://amzn.to/2Ip4G2H

Sobre o autor: Joseph Teperman é CEO, Board Member, Lifelong Learner e Anticarreirista. Sócio-fundador da AMROP INNITI, consultoria que oferece serviços de executive search, board services e advisory de liderança. Conselheiro da Faculdade de Administração da FAAP e da WNutritional. Integrante da Comissão do Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Presidiu o conselho do IFL (Instituto de Formação de Líderes) São Paulo e fundou o IFL Florianópolis.  

PicPay anuncia novo Vice-Presidente Financeiro

O PicPay, maior carteira digital do Brasil, com 36 milhões de usuários, anuncia Ricardo Sonoda como Vice-Presidente Financeiro. O executivo, que possui mais de 20 anos de experiência nas indústrias de tecnologia, financeira e meios de pagamento, passa a integrar a equipe reportando-se diretamente ao CEO do PicPay, José Antônio Batista.

“A contratação do Sonoda vai agregar muito no processo de fortalecimento da gestão financeira e de governança corporativa da companhia. Vamos acelerar o nosso crescimento em 2021 e gerar ainda mais valor para a empresa e para os nossos clientes”, afirma Batista.

Ricardo Sonoda soma passagens por Santander, Itaú Unibanco, Rede, iZettle e Webmotors. Sua última posição foi como CFO do banco Olé Consignado. Ele é Administrador de Empresas formado na FAAP e tem MBA pelo Ibmec.

O objetivo do PicPay é ampliar o ritmo de crescimento da empresa. A ideia é transformar seu aplicativo, que ocupou recentemente o topo do ranking de downloads da Google Play e da AppStore por vários dias no Brasil, em uma plataforma aberta para ampliar ainda mais a gama de serviços oferecidos para os novos usuários.

Para três em cada quatro empresas brasileiras, flexibilidade é prioridade para atrair e reter talentos, diz estudo

A pandemia de coronavírus acelerou de forma significativa mudanças na gestão de pessoas entre empresas brasileiras. Estudo realizado pela Oxford Economics e pela Society of Human Resources Management (SHRM) a pedido da SAP SuccessFactors revela que três em cada quatro companhias (76%) consideram a flexibilidade no ambiente de trabalho como prioridade máxima para atrair e reter talentos. Os líderes brasileiros também têm mais probabilidade do que qualquer outro país pesquisado de dizer que planos de saúde e outros benefícios (83%) e remuneração (63%) crescerão em importância. A pesquisa foi realizada em dez países entre os meses de abril e setembro e no Brasil foram consultadas mais de 300 lideranças de Recursos Humanos.

Batizada de “O futuro do trabalho chega cedo: como os líderes de RH estão aproveitando as lições das interrupções”, a pesquisa identificou também que os empregadores esperam que as políticas de trabalho flexíveis se tornem muito mais importantes no futuro do que eram antes da Covid-19.

Outra constatação é a necessidade dos executivos brasileiros de garantir que seus funcionários tenham a tecnologia certa para trabalhar remotamente com eficiência. Sob esse aspecto, o levantamento mostra que compreender as diferenças regionais será fundamental para que os líderes de RH no Brasil e em todo o mundo façam planos para suas forças de trabalho.

Mas com a mudança vêm os desafios. Mais da metade (51%) espera que a Covid-19 aumente a flexibilidade para trabalho remoto no próximo ano; sem surpresa, espera-se que manter a produtividade com novas formas de trabalho (68%) e requalificar a força de trabalho para trabalhar com novas tecnologias (52%) se tornem os principais desafios para as empresas brasileiras.

Mais de 37% dos entrevistados disseram que estabelecer uma cultura que apoie funcionários remotos também será um desafio quando a pandemia diminuir, e a maioria reconhece que seus funcionários tiveram experiências muito diferentes dependendo se são assalariados, horistas, de escritório ou de chão de fábrica. Cerca de 33% dos entrevistados planejam investir em ferramentas de escuta ou pesquisas com funcionários, o que pode ajudar as organizações a manter o pulso sobre o sentimento dos funcionários conforme as mudanças no local de trabalho continuam.

O relatório descobriu que 81% dos entrevistados no Brasil disseram que sua empresa tem a tecnologia de que precisa para navegar no ambiente de trabalho em constante mudança, porém mais da metade dos executivos esperam novos investimentos em ferramentas de colaboração remota.

Ainda assim, apenas 28% dos entrevistados disseram que seus funcionários podem trabalhar remotamente e ter a tecnologia e o ambiente necessários para fazer isso de maneira eficaz, sendo os trabalhadores de atendimento ao cliente (56%), profissionais de back office (55%) e os trabalhadores de serviço/campo especialmente em desvantagem nesta área (51%). Mesmo diante destes dados, pouco mais da metade (52%) dos entrevistados esperam manter a redução na ocupação dos escritórios.

Segundo Marcus Almeida, vice-presidente de SuccessFactors da SAP Brasil, a crise da Covid-19 trouxe a área de gestão de pessoas para o centro dos processos de transformação digital. “Modernizar o RH é uma peça crítica para a jornada de digitalização e globalmente as empresas tiverem que priorizar investimentos nessa área. Os líderes de RH demonstraram muita resiliência e criatividade para garantir que sua força de trabalho esteja segura e produtiva, mesmo diante das mudanças bruscas e sem precedentes enfrentadas por empresas de todos os setores. Manter o foco no bem estar, aprendizagem, experiência do colaborador, requalificação e uma cultura diversa e inclusiva que abraça cada indivíduo é uma missão crítica para impactar positivamente nos resultados de negócios”, completa.

Além do Brasil, o estudo ouviu líderes da Austrália, Canadá, China, Índia, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. O estudo completo está disponível em “The Future of Work Arrives Early: How HR Leaders are Leveraging the Lessons of Disruption” report .

Inscrições para o programa de Trainee da Via Varejo encerram no dia 1 de fevereiro

As inscrições para o novo programa de Trainee da Via Varejo vão até o dia 1 de fevereiro e os interessados devem se inscrever por meio do site: https://www.trainee.viavarejo.com.br. Os trainees selecionados irão passar por uma jornada de desenvolvimento em diversas áreas entre operações, vendas, marketing, finanças e tecnologia, com início em abril.

O programa não exige nenhum curso específico para inscrição, considerando graduados em bacharelado, pós-graduação ou especialização, com formação entre dezembro de 2017 e dezembro 2020. Serão considerados tanto o conhecimento profissional como as experiências vivenciadas pelos candidatos, além de disponibilidade e flexibilidade para viagens. A companhia oferece remuneração compatível com o mercado e benefícios.

A seleção passa por etapas de teste de raciocínio lógico e de personalidade, avaliação em grupo baseada no negócio da Via Varejo com uma plataforma de interação e avaliação individual dos finalistas com participação do time de gestão da companhia.

O processo seletivo ocorrerá de maneira remota e os aprovados serão convocados em março para admissão, iniciando o programa em abril de 2021. Inicialmente, os selecionados irão atuar no formato de home office, mas o local de trabalho será na sede da companhia, em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.

“Dentro da jornada de transformação que a companhia passa, o programa foi criado com o objetivo de desenvolver potenciais talentos, que já possuem uma visão mais ágil e inovadora, em agentes de mudança dentro do negócio”, afirma Rosi Purceti Balabram, diretora de Pessoas e Performance da Via Varejo.

Além de buscar a diversidade e inclusão no que se refere aos candidatos, a Via Varejo busca por profissionais que também tenham a diversidade de pensamentos. Os trainees aprovados poderão, ainda, participar dos grupos de afinidade da companhia com o objetivo de trazer mais inclusão para o dia a dia da empresa.

Programa de Inovação Aberta Cisco / SENAI-SP recebe inscrições até 31 de janeiro

OPrograma de Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP prorrogou as inscrições até 31 de janeiro de 2021. A ação é parte do Cisco Brasil Digital e Inclusivo (BDI) e tem o objetivo de acelerar startups, fortalecer o ecossistema de inovação e desenvolver o empreendedorismo brasileiro. Serão selecionadas até cinco startups com projetos que empreguem as tecnologias pilares da Indústria 4.0.  

 As startups interessadas em participar devem ter projetos em estágio inicial com soluções que impactam a cadeia da Indústria 4.0 nas seguintes áreas: Otimização do Processo Produtivo, Manutenção Prescritiva e Segurança e Redução de Riscos. O programa é equityfree, ou seja, as únicas exigências para que as startups participem é a sinergia com um dos temas propostos e a dedicação durante todo o projeto. 

 O Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP terá quatro fases. A fase 1, refere-se à inscrição da startup. Na fase 2 serão selecionadas as startups com os melhores projetos para a indústria. Além disso, os seus representantes serão entrevistados via webconference, para maior aprofundamento nos assuntos pertinentes à startup e ao programa. 

 A Fase 3 é de aceleração com duração de até seis meses e contará com duas etapas. Na primeira a startup passará pelo processo de validação do seu modelo de negócio e solução. Em seguida ela irá aprimorar sua solução, com tecnologia definida e capaz de rodar uma Prova de Conceito (PoC). Já na quarta etapa, chamada de Demo Day, as startups participarão de um evento para apresentação dos projetos com palestras, pitch e bate papo explorando a experiência vivida durante o programa e reconhecimento aos dois melhores projetos. 

 Durante a participação do programa, as startups selecionadas terão acesso a diversos recursos, como:  

  • Mentores e profissionais especializados em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. 
  • Acesso a 22 Núcleos de Tecnologia e 10 Institutos de Inovação. 
  • Auxílio para elaboração de projetos voltados a editais de fomento. 
  • Acesso às tecnologias Cisco, assim como às tecnologias disponíveis no Openlab. 
  • Robusta rede SENAI-SP e FIESP de conexão com a indústria brasileira para geração de negócios. 
  • Acompanhamento high touch de profissionais e mentores Cisco e SENAI-SP especialistas em negócios e inovação. 

As startups também contarão com um espaço para trabalhar no UpLab, o hub de inovação e empreendedorismo do SENAI-SP, onde poderão modelar suas soluções e participar de provas de conceito com clientes reais, além de até 100 horas em serviços de desenvolvimento tecnológico do Instituto SENAI de Tecnologia. 

 Para mais informações e para inscrições, acesse o site do Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP

Pesquisa da FICO aponta que mais de 70% dos executivos de bancos questionam o avanço da transformação digital de suas empresas

A FICO , líder mundial em software de análise preditiva, realizou uma pesquisa em parceria com a empresa de inteligência de mercado Arizent sobre as percepções de líderes de bancos com relação à transformação digital. O estudo indicou que a maioria dos executivos (71%) expressam dúvidas sobre a capacidade de suas empresas responderem ao cenário de disrupção digital.

A omnicanalidade foi considerada o maior problema para os bancos, sendo que quase dois terços (62%) admitem ter dificuldades para oferecer um serviço consistente em todos os canais. Apenas 3% dos entrevistados acreditam que suas companhias tomaram as medidas necessárias para se adaptarem às evoluções tecnológicas.

“As pessoas estão acostumadas a uma incrível variedade de serviços baseados em dados altamente personalizados, de provedores de serviços digitais como Amazon e Google. No entanto, a maioria dos bancos não fornece a mesma experiência e encantamento para seus clientes”, disse Bill Waid, vice-presidente e gerente geral de Soluções de Gerenciamento de Decisão da FICO.

Quando se trata de antecipar e responder proativamente às necessidades dos clientes em tempo real, a maioria dos entrevistados acredita que os bancos estão mal preparados. Menos da metade (42%) consideram suas empresas como muito boas nesse quesito.

“Os consumidores de hoje esperam interações altamente personalizadas que prevejam suas necessidades, surpreendam e encantem. Sem uma abordagem centrada no cliente para a transformação digital, que utilize dados e análises para prever o seu comportamento e otimizar as interações, a dificuldade de fidelizar clientes no setor bancário deve se intensificar”, disse Nikhil Behl, CMO da FICO.

Embora o setor esteja se esforçando para se adaptar à nova realidade, há bancos que já adotaram uma abordagem digital que prioriza o fornecimento de experiências personalizadas. O relatório destaca as melhores práticas do Bradesco e do canadense Banco de Montreal, considerados como líderes em visão de futuro no setor bancário e que trabalham para atender às novas necessidades de seus clientes.

Clique aqui para ter acesso o relatório completo.