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TIVIT formará desenvolvedores em programa de Jovem Aprendiz

A TIVIT, multinacional brasileira de tecnologia, está em busca de jovens talentos em tecnologia. A companhia abriu inscrições para o seu programa de Jovem Aprendiz de 2021 que, pela primeira vez, oferece como benefício um curso de formação nas principais linguagens de programação do mercado, como .Net, Java e JavaScript. Ao todo, serão oferecidas 20 vagas com carga-horária de trabalho de seis horas diárias e acesso ao Acelera Devs, programa de capacitação e formação de talentos da TIVIT. Com isso, o objetivo é facilitar o acesso desses jovens ao mercado de trabalho, que já iniciam as suas carreiras com a TIVIT em seus currículos.

Para ser elegível ao programa, é preciso ter entre 14 e 24 anos e estar cursando ensino fundamental, médio ou superior. Após a inscrição, o candidato passará por um breve teste de lógica para, em seguida, começar a desenvolver a sua carreira. “Com o Acelera Devs edição Jovem Aprendiz, oferecemos uma oportunidade única a esses estudantes, que entram no mercado por meio de uma multinacional brasileira e contam com todos os recursos necessários para atenderem às exigências do mercado de tecnologia, que tem crescido ano a ano,” Tatiana Lorenzi, Diretora de Pessoas e Cultura.

Durante o programa, que tem duração de um ano, os jovens atuarão em projetos reais da TIVIT ao lado de profissionais que são referências no mercado. Os selecionados terão direito a outros benefícios, como bolsa-auxílio, assistência médica e reembolso para cursos e certificados. As inscrições já estão abertas na plataforma de contratações da TIVIT.

Pesquisa aponta que 57% dos brasileiros tomariam qualquer vacina aprovada contra o coronavírus

A tão esperada “luz no fim do túnel” para o combate ao coronavírus parece estar cada vez mais próxima. Em uma corrida contra o tempo, laboratórios pelo mundo dão início à produção de vacinas em um período recorde. Com novidades sobre os imunizantes surgindo diariamente, como fica a percepção da população em relação a uma possível vacinação em massa? Atenta à importância do tema, a Doctoralia, maior plataforma de agendamento de consultas do mundo, realizou uma pesquisa com seus usuários, abordando temas como a vacina e a utilização da telemedicina.

Com a participação de 21 mil pessoas no Brasil, Espanha, Itália, México e Polônia, verificou-se que, no mundo, 49% dos respondentes tomariam a vacina contra Covid-19, caso o imunizante estivesse disponível. A maior aceitação foi entre os brasileiros, com 57% de respostas positivas para essa questão. Já 16% disseram que não tomariam a vacina, os principais motivos alegados são os efeitos colaterais (58%), seguido pela descrença na efetividade do produto contra o vírus (23%). Questões religiosas e políticas também apareceram em uma minoria de respostas.

Outro importante questionamento foi sobre os cuidados a serem tomados, mesmo após um possível cenário de imunização. No Brasil, o mais votado foi a manutenção da utilização do álcool em gel, com 38%. Nesse ponto, os nossos vizinhos latino-americanos parecem ter adotado hábitos permanentes de proteção, pois, mesmo após a vacina, 87% dos mexicanos seguirão utilizando máscaras.

Em relação à telemedicina, ferramenta que é destaque desde março de 2020, quando seu exercício foi autorizado e regulamentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde como medida emergencial, proporcionando a manutenção dos atendimentos sem necessidade de exposição em uma clínica ou hospital, os brasileiros parecem estar receptivos e dispostos a utilizá-la, mesmo com o fim do isolamento social.

Ao serem questionados se, após a pandemia, estariam dispostos a utilizar a telemedicina em caso de necessidade de atenção médica, 81% dos respondentes brasileiros foram positivos ao advento tecnológico, apresentando o resultado mais significativo entre os países participantes.

O desenvolvedor da pesquisa e líder em Experiência do Paciente na Doctoralia, Fábio Pires, analisa de forma positiva os resultados nacionais em relação à possibilidade da vacina e utilização da telemedicina. “Os resultados mostram que as pessoas querem se vacinar, mas estão com alguns receios. Acredito que, se os brasileiros tiverem mais acesso à informação ou mais opções de vacinas, haverá um número maior de pessoas dispostas à imunização. Em relação à telemedicina, ainda não sabemos como será a regulamentação pós-pandemia, mas com a adesão dos pacientes e os benefícios comprovados, a expectativa é que continue a ser praticada no País”, avalia Pires.

QuintoAndar lança programa de formação em tecnologia gratuito exclusivo para pessoas negras

O QuintoAndar, plataforma digital de moradia com mais de R$ 30 bilhões em ativos sob gestão, lança seu primeiro programa de formação em tecnologia exclusivo para pessoas negras. O projeto Código Preto é totalmente gratuito e oferece 50 bolsas de estudos para o curso de Programação Web Full Stack, ministrado pela Digital House. Ao final dos cinco meses de curso, os bolsistas que quiserem poderão participar de processo seletivo para a área de engenharia de software do QuintoAndar.

Voltado para profissionais em início de carreira, o Código Preto é exclusivo para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, com idade mínima de 18 anos e ensino médio completo. Para participar do processo seletivo, os interessados devem se inscrever neste link até o dia 7 de fevereiro.

Em 2020, o QuintoAndar já havia lançado programa de estágio exclusivo para jovens autodeclarados pretos e pardos interessados em atuar na área de operações da companhia. Anteriormente, a empresa promoveu o AceleraDev, programa de aceleração de carreiras exclusivo para mulheres profissionais da área de engenharia de software.

“O Código Preto é parte de um plano maior de representatividade em nosso ambiente e também no universo de tecnologia”, diz a diretora de Pessoas do QuintoAndar, Erica Jannini. “Sendo intencionais em nossas ações, podemos construir um ambiente mais diverso dentro de casa e gerar mais oportunidades para pessoas negras no mercado de tecnologia, o que acreditamos que é benéfico para todo mundo”.

O curso de Programação Web Full Stack terá duração de 5 meses e carga horária total de 210 horas. As aulas acontecerão de maneira remota (online e ao vivo) três vezes por semana no período noturno, portanto é necessário que o candidato tenha disponibilidade para acompanhar as aulas ao vivo. Os contemplados com a bolsa irão aprender a programar na prática sistemas Web a partir do zero nas linguagens Java e React, além de desenvolver um projeto integrador ao final do curso.

“Estamos honrados em fazer parte desse projeto com o Quinto Andar, no qual a meta é a formação em tecnologia exclusiva para pessoas negras, seguindo em sinergia com o nosso propósito de mudar a vida das pessoas, democratizando a educação, promovendo-a de forma inclusiva”, destaca Sebastian Mackinlay, CEO da Digital House Brasil.

Easynvest compra a Vérios e passa a ter robô de investimentos

A Easynvest, maior plataforma digital de investimentos do país, anunciou nesta quarta-feira a aquisição da gestora de investimentos Vérios. A compra agrega um volume de mais de R$ 400 milhões sob gestão à plataforma e incorpora o serviço de robô, que aloca investimentos de forma automatizada, a partir do uso de inteligência artificial. 

“A aquisição marca o surgimento de uma dupla vencedora: a maior corretora digital do país e o melhor robô de investimentos, aliado importante da educação financeira, nossa prioridade. Compartilhamos os mesmos valores: praticidade, transparência e segurança”, defende Fernando Miranda, CEO da Easynvest. “Além de novos clientes, a Easynvest poderá trazer todas as vantagens da Vérios aos seus 1,6 milhão de fãs”, acrescenta. 

Fundada em 2012, a Vérios usa a tecnologia, com ferramentas como inteligência artificial e machine learning, para fazer uma gestão prática, segura e assertiva de investimentos. Para isso, utiliza um robô chamado Ueslei, conhecido entre os clientes da gestora. 

A aquisição pela Easynvest é fruto de uma parceria iniciada em agosto do ano passado. Com a compra, a equipe da Vérios trabalhará de forma integrada ao time da Easynvest. Felipe Sotto-Maior, cofundador da Vérios, continuará à frente da gestora como gerente, dentro da diretoria de negócios digitais da Easynvest.

“Há bastante tempo, sabíamos que seria necessário fazer parte de uma corretora para melhorar a vida dos nossos clientes em etapas como cadastro, atualização de dados, entre outras”, diz Sotto-Maior. “O que não fazia sentido era tentar criar isso do zero, e competir com empresas que já investiram tanto em tecnologia e inovação, como a Easynvest”, justifica. 

Entre os serviços oferecidos estão a ferramenta de comparação de fundos de investimento, pioneira em transparência neste segmento, e a carteira inteligente, funcionalidade que analisa o perfil de risco dos investidores, distribui o dinheiro em até cinco classes de ativos e escolhe automaticamente os investimentos a cada novo depósito. A única tarefa que sobra para o cliente é poupar e enviar a TED à corretora – a Vérios cuida de todo o resto. 

A carteira inteligente é destinada aos investimentos de médio e longo prazo. Com perfil diversificado, mistura ativos de renda variável, com ações da B3 e de Bolsas dos Estados Unidos, e de renda fixa, sobretudo títulos públicos do Tesouro Direto, de três diferentes tipos. 

“É uma carteira relativamente simples, porém extremamente eficiente e rentável. As pessoas em geral não precisam de complexidade, mas sim de retorno e segurança”, defende Miranda. 

Globalbot capta R$ 2 milhões em 6 dias via EqSeed

Em meio ao caos social e econômico gerado pela pandemia do coronavírus, as tecnologias que permitem o atendimento do cliente à distância foram protagonistas da retomada registrada especialmente na segunda metade de 2020. Foi nessa esteira que a startup Globalbot, que oferece solução de atendimento ao cliente baseada em inteligência artificial conhecida como chatbot, dobrou sua carteira de clientes, triplicou o ticket médio e, de quebra, fechou o ano captando R$ 2 milhões em apenas 6 dias por meio da EqSeed, maior plataforma online de equity crowdfunding do Brasil. Nada mal para um ano dificílimo para todos.

“O mercado de chatbots já vinha crescendo em ritmo acelerado, mas o isolamento social não deu alternativa ao mercado a não ser se digitalizar e promover atendimento à distância. Quando isso aconteceu, nós estávamos estruturados para atender a demanda”, explica Felipe Volpato, CEO da Globalbot. Diante à tração do mercado, a empresa, atualmente com mais de 200 clientes – entre eles Maple Bear, Kosé Brasil, Saint Gobain, OMS, Gerdau, Vedacit – decidiu que era hora de buscar um aporte para impulsionar ainda mais o negócio.

“Somos uma startup e conhecíamos o potencial da EqSeed. Avaliamos as possibilidades, sabemos que vivemos um momento onde o investidor está mais receoso, mas acreditávamos que os números do negócio estavam a nosso favor. Apesar do nosso otimismo, conquistar o aporte em apenas 6 dias foi uma excelente surpresa”, comemora.

Para o Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, a velocidade da rodada é mais uma prova da tendência crescente de captação online. “Captar offline é geralmente um processo muito demorado e repleto de frustrações. A rodada da Globalbot é mais um exemplo de como startups conseguem alavancar tecnologia e captar milhões de reais em apenas dias, totalmente online”.

O economista também atribui a rapidez a outros fatores, entre eles, a necessidade dos investidores em procurar maiores retornos potenciais e o apelo claro do mercado de inteligência artificial. “Com a taxa de juros tão baixa, a oportunidade de investir em uma empresa privada que atua com chatbots – mercado com enorme futuro – foi algo bem interessante para investidores,” diz o economista.

Alguns números corroboram a visão de Begnoche. Segundo a consultoria de pesquisas indiana MarketsandMarkets, o mercado global de chatbots deve crescer de US$ 2,6 bilhões, em 2019, para US$ 9,4 bilhões, em 2024, a uma taxa de avanço anual de 29,7%. Entre os principais fatores de tração, vale ressaltar o aperfeiçoamento das tecnologias de inteligência artificial (IA), que criam os assistentes virtuais; a demanda crescente de clientes por autoatendimento 24×7, com custos operacionais mais baixos, além da adesão de mais empresas usuárias, antes resistentes à novidade.

Os números da Globalbot, especificamente, também são promissores. Em 2019, a empresa somou mais de 37 milhões de mensagens enviadas e em 2020 cresceu 70% em faturamento em relação ao ano anterior.   

Acerca do futuro, o CEO da Globalbot afirma que o aporte deve viabilizar uma forte expansão durante os próximos 12 meses. “Estamos prevendo a ampliação da máquina de vendas, por meio de investimento nas áreas de Marketing e Comercial. Também vamos investir no desenvolvimento do produto, possibilitando a implementação total do modelo self-service para diversos mercados. Com isso, novos clientes conseguirão implementar a tecnologia de forma independente. Além disso, devemos ampliar a integração da plataforma com outras ferramentas, atuando cada vez mais em toda jornada do cliente, desde a pesquisa pelo produto até o pós-venda. Sem dúvida, 2021 será um ano de muito trabalho”, finaliza.

Sinqia lança programa de corporate venture capital com investimento de R$50 milhões

A Sinqia, empresa líder em tecnologia e inovação para o mercado financeiro, investirá mais de R$50 milhões em inovação e startups por meio de fundos de Corporate Venture Capital (CVC) a partir de 2021. A companhia anunciou o lançamento do Torq Ventures, hub de inovação e, agora, de investimentos da empresa. A novidade na estratégia de Open Innovation, é um movimento para acelerar a inovação na companhia, trazendo evolução para o mercado financeiro. Neste momento, a companhia fechou parcerias com a Astella Investimentos e a PARALLAX Ventures e investirá em empresas que tenham sinergia com seu negócio e que possam trazer complemento ao portfólio e agregar tecnologias emergentes.

Nos próximos cinco anos, os investimentos serão voltados para dois conjuntos de iniciativas:  investimentos indiretos, por meio gestora especializadas; e diretos por meio da aquisição de participações minoritárias nas startups que apresentarem sinergia relevante com o ecossistema da empresa. Segundo Leo Monte, diretor de Inovação da Sinqia, neste momento o foco será investir em startups, que agregam principalmente tecnologias em prol de Open Banking, Integração, BaaS, Inteligência Artificial, Pagamentos, Crédito e Risco. “Esse é mais um passo importante que estamos traçando nesse movimento de nos integrar ainda mais com o ecossistema de novas tecnologias. Acreditamos no conceito do Open Innovation em que nos unimos com outras empresas para acelerar esse processo de evolução, queremos ter acesso às melhores oportunidades para desbravar o futuro do nosso segmento”, destaca.

A escolha dos fundos levou em conta o portfólio atual e a estratégia dos novos fundos em captação, do lado da PARALLAX, com foco em fintechs, e da  Astella com uma ótima originação e expertise em aportes em startups de crescimento exponencial. “Com esse movimento teremos acesso ao pipeline do nosso segmento, estaremos à frente no fluxo de negócios entre Seed e Série A, acessando startups de qualidade no timing correto, potencializando ainda mais a nossa estratégia e também contribuindo como plataforma de distribuição, agregando valor para as investidas”, completa Monte.

Segundo Fabio Dutra, co-fundador e Managing Partner da PARALLAX Ventures, a chegada da Sinqia como investidora e parceira dentro do programa Corporate Venture In-a-Box, valida de forma  inequívoca a percepção mútua que juntos poderemos gerar mais valor. “Pelo fato de sermos especialistas em Fintechs, oferecemos uma proposta de valor imbatível, em termos de competências específicas e qualidade no dealflow (oportunidades de investimento), para a Sinqia que também é focada no mercado financeiro. Estamos muito animados com o projeto”, comenta.

Já para Laura Costantini, co-fundadora da Astella, a  proximidade da Sinqia com os fundos de Venture Capital e participação ativa fortalecem e trazem novas perspectivas para o ecossistema e inovação no Brasil. “Estamos muito felizes em poder compartilhar conhecimento, visões de futuro e oportunidades com o time da Sinqia, uma empresa que inova e se renova constantemente através de aquisições e parcerias com scaleups.” complementa.

No caso dos investimentos indiretos, para o estágio “Seed”, o programa mantém a parceria com a Darwin Startups, por meio da qual aportou em 6 startups no batch 8 e que algumas delas já estão integradas às soluções da empresa. A aceleradora é responsável pela evolução de mais de 70 startups durante nove ciclos e eleita três vezes consecutivas (2018, 2019 e 2020) como o melhor programa deste conceito no Brasil pelo Startups Awards, da ABStartups. A Sinqia ainda segue sua estratégia de consolidação que é responsável por um track record expressivo de 17 aquisições bem-sucedidas nos últimos anos.

Prazo de inscrições para a 2ª edição do prêmio de inovação EDF Pulse no Brasil é prorrogado

O Grupo EDF prorrogou até o dia 29 de janeiro o prazo de inscrição para a 2ª Edição do Prêmio EDF Pulse Brasil, que deve ser feita pelo site https://www.edf.fr/pulse-brasil. O EDF Pulse Brasil 2021 vai reconhecer projetos inovadores de pequenas empresas e startups nacionais que contribuam para os desafios das cidades e indústrias e oferecer dois prêmios de R$ 20 mil, um para cada categoria – Smart City e Smart Factory. Cada vencedor poderá apresentar a sua iniciativa às equipes da EDF Pulse Croissance, o fundo de investimento e incubadora do Grupo EDF. Além disso, caso alguma inovação seja de interesse das empresas do Grupo EDF no Brasil, haverá a possibilidade de realizar uma parceria para o desenvolvimento do projeto. A cerimônia de premiação será realizada em evento 100% digital, no mês de março de 2021.

Líder global em energia de baixo carbono, o Grupo EDF promove o Prêmio Pulse desde 2014, com edições na França, Itália, Índia, Reino Unido e África. No Brasil, o prêmio é resultado da parceria entre as principais empresas do Grupo no país: Citelum, EDF Norte Fluminense, EDF Renewables e Framatome.

2º EDIÇÃO DO PRÊMIO EDF PULSE BRASIL

Inscrições: até 29 de janeiro de 2021 pelo site https://www.edf.fr/pulse-brasil

Podem concorrer: pequenas empresas e startups domiciliadas no Brasil e compostas por no máximo 30 colaboradores, que podem ter sociedade com empresas de até 500 pessoas.

Categorias: a)Smart City (R$ 20 mil): inovações que transformem cidades e territórios para enfrentar desafios demográficos e ambientais e b) Smart Factory (R$ 20 mil): iniciativas que visam acelerar a convergência entre meios e processos industriais e tecnologias digitais para maior eficiência e novos ganhos na otimização do consumo.

Vendas no e-commerce brasileiro cresceram 154% na semana do Natal, indica Mastercard SpendingPulse

O ano de 2020 foi desafiador, mas também marcado pelo crescimento exponencial do e-commerce ao redor de todo o mundo, impulsionado pelo distanciamento social. O mês de dezembro não foi diferente para o setor no Brasil, registrando uma evolução de 3 dígitos no comparativo com 2019.
De acordo com o levantamento da Mastercard, SpendingPulse™, que mede os gastos dos consumidores em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, as vendas do e-commerce* brasileiro durante a semana do Natal, dos dias 20/12/2020 a 26/12/2020, cresceram 154% em comparação a 22/12/2019 e 28/12/2019.


Os setores de maior destaque em vendas foram: drogarias (213,1%), móveis (137%) e eletrônicos com (136,1%).

“O recorde de vendas no e-commerce brasileiro no mês de dezembro ajudou a fechar o ano de 2020 em alta. As compras de finais de ano e o aumento da confiança do consumidor nesse novo formato de adquirir produtos e serviços manteve o momento positivo para este canal de distribuição”, afirma Cesar Fukushima, Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.


Durante a semana do Natal, o varejo tradicional registrou uma expansão de 10,8%, com destaque para os setores de móveis e eletrônicos que cresceu 14,3%, e de artigos de uso pessoal e doméstico (artigos esportivos, joalheria, brinquedos), que expandiu 10,9%, no comparativo com o ano de 2019.

*Vendas no comércio eletrônico são vendas de bens e serviços nas quais o comprador faz um pedido ou o preço e os termos da venda são negociados pela Internet, em dispositivo móvel (M-commerce), extranet, rede EDI (Electronic Data Interchange), correio eletrônico ou outro sistema online comparável. O pagamento pode ou não ser feito online.

Busca por cientista de dados cresce 7300% e dita tendência de alta procura por profissionais desta área em 2021

Com as inúmeras demandas que a pandemia gerou às empresas, a exemplo da digitalização que, para muitos, precisou ocorrer às pressas, algumas áreas como programação e marketing ganharam destaque em 2020. E, segundo a Workana, maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, a tendência é que a contratação de profissionais desses setores continue em alta .

Dados de um levantamento feito pela plataforma revelam que a busca por cientista de dados em 2020 cresceu 7300% e analista de dados 2100%. A procura por profissionais para construir landing pages teve aumento de 210,38%, e para produzir conteúdo para mídias sociais, 115,52%, o que para Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, indica uma forte tendência de mais crescimento ainda para essas áreas em 2021. “As tendências acompanham as necessidades do mercado e, no momento – e acredito que também a médio e longo prazo -, o foco das empresas será se destacar online, coletar dados, e traçar estratégias fazendo uso desses dados.”

E falando em se destacar, o mercado freelance ganhou mais espaço nesse atípico que foi 2021 e, acompanhando a curva ascendente da demanda por profissionais de marketing digital e TI, o número de projetos temporários que trazem os freelancers como importante recurso para fortalecer as equipes internas das companhias também tende a continuar subindo.

Em 2020, a Workana registrou alta de 33,87% na quantidade de oportunidades postadas na plataforma. Foram mais de 1,6 milhões de novos projetos postados. E o número de profissionais cadastrados saltou de 2,8 milhões em 2019, para 3,8 milhões em 2020. Para este novo ano que se inicia, 67,7% dos freelancers preveem aumento na oferta de projetos. “Impulsionadas pela força do trabalho remoto, as empresas perceberam as vantagens de contratar freelancers especialistas em determinadas áreas que atendam à necessidade delas. Com isso, o tabu do trabalho freelance foi quebrado, evoluindo cinco anos em um, e as oportunidades às empresas e aos profissionais independentes só tem feito crescer, sem limitações geográficas”, explica Schwebel.

Para conquistar um emprego nesta modalidade que tanto tem expandido, o country manager da Workana afirma que é preciso se dedicar a aprimorar soft skills, que são as habilidades pessoais. “Tudo tem mudado muito rapidamente. Por isso, a facilidade de adaptação e facilidade para solucionar problemas serão – já são, na verdade -, diferenciais determinantes à evolução da carreira de um profissional”, conclui.

Banco24Horas registra aumento no uso do dinheiro durante a pandemia

Levantamento realizado pela TecBan, administradora do Banco24Horas, revela que o valor médio de dinheiro sacado no terceiro trimestre de 2020 cresceu cerca de 18%, em comparação ao mesmo período de 2019. O balanço considera os mais de 23 mil caixas eletrônicos distribuídos pelo país. Mesmo com algumas restrições, no auge da pandemia, o comércio considerado essencial (postos de combustível, farmácias e supermercados) e a distribuição dos auxílios emergenciais mantiveram a procura pelo dinheiro aquecida. Já no final do trimestre, a retomada da maioria dos setores da economia e a reabertura do comércio aceleraram essa demanda.

“Com o retorno do comércio e de setores fechados por conta da pandemia, começamos a observar o aumento das transações no Banco24Horas em segmentos que até então estavam muito afetados como shopping centers, aeroportos, terminais urbanos e metrô”, explica Marcos Mazzi, gerente-executivo de autoatendimento da TecBan.

Transações em alta

Estabelecimentos comerciais como supermercados e drogarias, considerados essenciais e que não tiveram o funcionamento interrompido, registraram crescimento médio de 5% das transações no 3T20, em relação ao mesmo período de 2019. A alta nestes setores é ainda mais acentuada nas regiões Norte e Nordeste (média de 7,7%), com predominância mais forte nas áreas de moradia das classes C, D e E.

O levantamento também mostrou um aumento no número de transações em regiões de classes C, D e E, em todo o Brasil. Em média, o crescimento chegou a 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse percentual é ainda mais acentuado no Norte e Nordeste, regiões que acumularam alta de 4,6%. Vale ressaltar que cerca de 64% dos saques mensais no Banco24Horas, em todo o território nacional, são realizados nos caixas eletrônicos localizados em regiões de consumidores dessas classes sociais.

“A TecBan direcionou todos os esforços para que a população continue tendo acesso ao dinheiro, principalmente no cenário que estamos passando. Os quatros saques grátis todos os meses são essenciais para garantir a inclusão financeira de todas as classes sociais, beneficiando toda a cadeia econômica, social e financeira do país”, completa Mazzi.

Isenção de tarifas no Banco24Horas

O cliente bancário de conta corrente pessoa física conta com saques sem tarifa todos os meses no Banco24Horas. O número de saques é definido no momento da contratação do pacote mensal da conta pelo cliente com sua instituição. Para aqueles que não contrataram um pacote, o Banco Central, por meio da resolução 3.919/2010, determina o benefício de 4 saques sem tarifa por mês, considerando a soma das operações realizadas nos canais do banco e no Banco24Horas.

Mais informações no site: https://www.banco24horas.com.br/para-voce/tarifas .

O impacto do Sistema de Pagamentos Instantâneos – PIX para o mercado brasileiro

Por Nedyr Pimenta Filho

Pagamentos Instantâneos (PIX) já é uma realidade e tem funcionado integralmente no Brasil desde 16 de novembro de 2020. A tecnologia é uma iniciativa do Banco Central do Brasil (BCB) com o objetivo de aumentar a capilaridade de pessoas no mercado financeiro e, consequentemente, elevar a competitividade deste segmento. Segundo estudo realizado pelo Banco BS2 em parceria com o painel OpinionBox, 73% dos brasileiros bancarizados pretendem utilizar o PIX em suas transações. Mas, qual é o verdadeiro impacto do Sistema de Pagamentos Instantâneos para o mercado brasileiro?

O PIX trouxe muitas inovações. Entre elas, é importante destacar a utilização de chaves (CPF, e-mail e número do telefone celular) ou QrCode para iniciar uma transação de pagamento, sem a necessidade de o pagador tramitar várias informações para realizá-la. O novo sistema trouxe celeridade ao processo de pagamento, uma vez que a maioria das transações passaram a ser efetuadas em menos de 10 segundos, além da disponibilidade do serviço durante todos os dias do ano, mesmo aos finais de semana e feriados.

Outra funcionalidade inovadora, é a possibilidade de anexar referências por meio de links da internet, com informações adicionais que podem trazer ao pagamento dados não financeiros, como número de venda, itens dos pedidos, descontos, entre outros. Desta forma, sete características tornam o PIX único: disponibilidade plena, multiplicidades de casos de usos, conveniência, informações agregadas, segurança e ambiente aberto, já que além dos bancos, outras instituições financeiras (PSP indiretos), têm acesso para operar com o sistema.

Segundo o Banco Central, o PIX é mais uma forma de pagamento que deverá coexistir com outras já existentes no mercado brasileiro. A expectativa é de que a tecnologia absorva, quase que por completo, o espaço existente para TED, DOC, Pagamento do Débito e Pagamento de Contas, substituindo o código de barras. Todas essas características, causam um grande impacto, aumentando a competitividade no mercado financeiro, com a inclusão dos Prestador de Serviço de Pagamento – PSP indiretos no PIX, e permitindo que as Fintechs ou Instituição de pagamentos – IPs, que possuem contas transacionais, insiram seus clientes neste ecossistema. Assim, o público que não consegue abrir contas nos bancos tradicionais, é adotado por essas novas empresas e entram para o mercado financeiro, deixando de ser “não bancarizados” (expressão que indica a exclusão das pessoas do mercado financeiro). Com esses novos usuários, o resultado será uma diminuição da circulação do papel moeda no mercado, o que acarretará na baixa do custo do transporte e segurança do dinheiro, por exemplo.

Os desafios do Sistema de Pagamentos Instantâneos

O maior desafio foi a adequação dos sistemas para a utilização das plataformas do PIX: SPI (sistema de Instantâneos) e DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), para poder utilizar o serviço do BCB. Entretanto, outras questões ainda estão por vir, pois as possibilidades são inúmeras para a utilização dessas plataformas em novos “casos de uso”, transformando operações que hoje são complicadas em simples, e melhorando, assim, o dia a dia dos usuários.

Mesmo com os inúmeros benefícios do PIX, é necessário atentar-se aos cuidados em sua utilização. A plataforma do Bacen não está em contato diretamente com os usuários, portanto, o mesmo processo básico dos aplicativos dos bancos e fintechs será utilizado para iniciar os pagamentos com o PIX, entretanto, os cuidados dos bancos e principalmente dos clientes com as senhas e outros fatores relativos à segurança, são os elementos chaves para inibir as fraudes.

A adesão ao PIX pelos brasileiros

A pandemia do COVID-19 contribuiu para que a implantação do PIX fosse um sucesso, uma vez que os usuários dos sistemas financeiros tiveram que se digitalizar para manter o isolamento. Com isto, foi necessário aprender a utilizar serviços digitais. Pela estatística do Banco Central, a criação das chaves PIX e o grande número de pagamentos realizados nas duas primeiras semanas de funcionamento da tecnologia, demostram que houve uma grande aceitação do processo e refletem ainda uma demanda reprimida aos finais de semana, já que a quantidade de transações nesse período tende-se a ser semelhante à média dos demais.

A pandemia trouxe à tona também o aumento dos pagamentos via QRCODE, o que contribuiu, de certa forma, na preparação dos clientes para a chegada dessa grande inovação no mercado financeiro, o PIX. Além disso, a inclusão dessas tecnologias dentro dos aplicativos dos PSPs (Prestadores de Serviços de Pagamento), pelas equipes de experiência de usuários (UX), que criaram processos simples e diretos, fará com que os clientes as utilizem mesmo sem o conhecimento técnico desses termos.

Sistema de Pagamentos Instantâneos nas empresas e no setor bancário

As carteiras digitais criadas pelas fintechs até a entrada do PIX eram arranjos fechados. No entanto, atualmente as carteiras digitais podem ser utilizadas amplamente e, desta forma, suprir as necessidades dos clientes com as demandas “bancárias”. As empresas podem ter informações não financeiras no PIX combinado com a instantaneidade do pagamento, o que possibilitará processos automatizados e digitais na esteira de vendas, melhorando o processo como um todo: fechamento do pedido, baixa de estoque, delivery, entre outros.

O sucesso da digitalização do mercado financeiro demandará uma maior migração para o Cloud Computing e muito investimento em Data Science, direcionando os esforços para entender e atender as necessidades dos clientes. A digitalização bancária abre a oportunidade de todos serem atendidos, principalmente os excluídos pelos bancos, diminuindo substancialmente o custo/tempo para os clientes sacarem dinheiro e liquidarem suas obrigações. Além disso, possibilita às instituições financeiras o conhecimento do comportamento dos clientes, o que gerará serviços e produtos mais adequados para a vida de cada cliente.

CI&T estende trabalho remoto de suas pessoas no Brasil até junho de 2021 e abre mais de 340 vagas

A CI&T, multinacional brasileira especialista digital para grandes marcas globais, estendeu o trabalho remoto de suas mais de 2.800 pessoas no Brasil até junho de 2021. A decisão segue na esteira de preservar a vida e o bem-estar de todos na companhia, enquanto a pandemia da covid-19 continua como ponto de atenção no País. Além da medida de extensão do trabalho remoto, a empresa também anunciou uma ajuda de custo adicional para todas as pessoas que permanecerão trabalhando remotamente até essa data e também a abertura de mais de 340 vagas em tecnologia.  

No Brasil, a CI&T possui sede em Campinas (SP) e escritórios nas cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). A companhia já adotou uma série de adaptações em suas instalações, ao promover modificações e melhorias em seus prédios, além de ações que visam à prevenção e proteção de seus ambientes. Dentre as medidas estão limitação de uso dos espaços compartilhados, reforço na higienização e na limpeza, implantação de corredores com sentido único e espaçamento mínimo de 2,5 metros entre as mesas de trabalho.

Com as equipes da CI&T atuando de forma integral no modelo de trabalho remoto desde março de 2020, a companhia segue monitorando a situação e acompanhando as recomendações das autoridades governamentais e de saúde para uma possível abertura parcial dos escritórios. Atualmente, a empresa adota um protocolo com quatro níveis de segurança epidemiológico, que variam entre o trabalho de casa opcional (nível 0, padrão) até o fechamento total do escritório por um período (nível 3). No momento, os escritórios da CI&T no Brasil estão em nível 2, o que significa que apenas pessoas que tenham necessidades muito especiais de trabalhar no escritório devem fazê-lo. A empresa mantém uma operação mínima na sede em Campinas e nos escritórios de São Paulo e Belo Horizonte. 

Quando da retomada dos trabalhos ao fim da pandemia da covid-19, a CI&T vai adotar modelos de trabalho no formato híbrido, entre presencial e remoto. Entendendo que isso é essencial para o futuro do trabalho, a companhia desenvolveu um grupo de trabalho com foco em discutir os detalhes desse cenário futuro para as equipes e os times de gestão e liderança. “Sabemos que uma parcela significativa das nossas pessoas deseja poder escolher como dividir sua rotina de trabalho entre nossos escritórios e sua casa, ou outros lugares, quando retornarmos. Isso tem a ver com o poder de escolha, que é um pilar que queremos fortalecer cada vez mais na nossa cultura”, afirma Carla Borges, Head of People da CI&T.

A multinacional brasileira também abre a possibilidade de suas pessoas optarem por adotar o modelo 100% remoto. Nesse formato, é possível trabalhar predominantemente de casa ou em local de própria escolha, em qualquer cidade do Brasil, sem lugar fixo nos escritórios da empresa, e ir para uma base da CI&T apenas quando necessário. A companhia ressalta que o modelo de teletrabalho também prevê idas a clientes, a depender do papel e também do acordado na área. Conforme o estipulado pela organização, ao migrar para o trabalho remoto, há um compromisso mínimo, por parte de cada um, de pelo menos 1 ano nesse novo modelo de contrato. 

Mesmo com seus times atuando remotamente, a CI&T segue expandindo em número de pessoas. Atualmente a companhia tem cerca de 340 novas vagas abertas para profissionais que atuam com tecnologia para trabalhar no modelo remoto. As mesmas podem ser acessadas por este link: https://br.ciandt.com/carreiras

Em momento de crescimento e diversificação de negócios, Positivo Tecnologia reforça governança com novos Conselheiros

A Positivo Tecnologia deu mais um passo rumo ao reforço da governança corporativa. Durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE), acionistas controladores, majoritários e minoritários aprovaram a alteração e consolidação do Estatuto Social da empresa para elevar o número de executivos que compõem o Conselho de Administração. Na mesma ocasião, também elegeram Marcel Martins Malczewski e Roberto Pedote como os novos membros do Conselho.

Marcel Malczewski é fundador da Bematech , fabricante de soluções de tecnologia para automação comercial adquirida em 2015 pela Totvs. Marcel foi diretor e membro do Conselho de Administração da Bematech até 2001, quando se tornou CEO. Ocupou a função até 2009 para então assumir a Presidência do Conselho de Administração. Atualmente é sócio e presidente da Trivèlla M3 Investimentos , gestora de Venture Capital no setor de tecnologia. É formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Paraná, mestre em Ciências no setor de Informática Industrial pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná e graduado em Administração pela Harvard Business School. Também foi professor e coordenador do Curso de Engenharia de Computação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Roberto Pedote atua como conselheiro de empresas de capital aberto e de organizações do terceiro setor. Atualmente é co-presidente do conselho da Mills , conselheiro do Banco ABC Brasil , presidente do conselho deliberativo da WWF Brasil e conselheiro da escola de engenharia de software 42 São Paulo . De 2015 a 2018, atuou no Insper como vice-presidente responsável pelos programas de educação executiva e pós-graduação Lato Sensu. Trabalhou, entre 2008 e 2015, na Natura como vice-presidente (CFO) de Finanças, Jurídico, Relações com Investidores e Relações Institucionais, dois anos na Nokia como CFO (2006 e 2007) e 17 anos na Unilever em diferentes processos, negócios e países (Brasil, Chile e Inglaterra), entre 1990 e 2006. É formado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e MBA pela Universidade de Michigan.

Marcel Malczewski e Roberto Pedote foram eleitos com mandato contínuo de dois anos para o Conselho de Administração da Positivo Tecnologia. A escolha ocorreu neste 14 de janeiro durante AGE realizada de forma remota e presencial, a partir da sede da Companhia, em Curitiba. Com o ingresso de ambos, o Conselho de Administração da Positivo Tecnologia passa a ser formado por nove pessoas, dentre profissionais internos, externos ou independentes. Presidido por Alexandre Dias, o Conselho de Administração é composto pelo CEO da Positivo Tecnologia, Hélio Rotenberg, além de Giem Raduy Guimarães, Rodrigo Cesar Formighieri, Pedro Santos Ripper, Samuel Ferrari Lago e Rafael Moia Vargas. Informações adicionais sobre os perfis dos membros do Conselho, bem como o acordo e estatutos de acionistas, estão disponíveis em https://ri.positivotecnologia.com.br.

O Conselho de Administração da Positivo Tecnologia é responsável pelo alinhamento de interesses entre a gestão executiva e os acionistas proprietários da Companhia. Os conselheiros ajudam a formular e orientar as estratégias de longo prazo, buscar novas oportunidades de negócios, criar vantagens competitivas no mercado, além de monitorar a implementação das diretrizes e políticas gerais.
A ampliação do Conselho de Administração coincide com mais um ciclo de evolução da Positivo Tecnologia. A partir de um portfolio cada vez mais diversificado, a Companhia segue se reinventando e reafirmando o orgulho de ser uma empresa de tecnologia genuinamente brasileira. Ao mesmo tempo em que reforça sua atuação em computadores, celulares, acessórios e tecnologias educacionais, a Positivo Tecnologia amplia linha de soluções como servidores, dispositivos para ambientes inteligentes e serviços como aluguel de equipamentos de informática. A empresa também está entrando em novos mercados desenvolvimento e fabricação de urnas eletrônicas e terminais inteligentes de pagamento. Também investe em inovação, seja no desenvolvimento dos próprios produtos ou na aceleração de startups com atuação em diferentes segmentos econômicos como eletromobilidade, agropecuária e análises laboratoriais. Para atender a diversos perfis de públicos nos mercados doméstico, corporativo e governamental, possui um portfolio multimarcas como Vaio, Anker, Quantum e 2 A.M., além de Positivo, Positivo Casa Inteligente, Positivo BGH e Positivo Servers & Solutions.

A Positivo Tecnologia negocia ações no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da Bolsa de Valores B3. Está listada com ações ordinárias (POSI3) e aparece também no mercado fracionado (POSI3F). Fabrica computadores, celulares, servidores, acessórios, dispositivos para casas e escritórios inteligentes, além de tecnologias educacionais. Em 2019, faturou R$1,9 bi. Os resultados financeiros referentes a 2020 serão apresentados ao mercado em 09 de março de 2021. A Positivo Tecnologia tem cerca de dois mil funcionários, fábricas no Brasil, Argentina, Ruanda e Quênia, além de escritórios na Ásia, mais especificamente na China e Taipei.

“A eleição dos novos conselheiros reflete a busca constante da Positivo Tecnologia pela evolução da governança corporativa. A Companhia passa por um momento de transformação com diversificação de portfolio e entrada em novos mercados. A nova estrutura do Conselho certamente enriquecerá as discussões de negócios e o estímulo aos novos ciclos de crescimento da Companhia”, diz Alexandre Dias, presidente do Conselho de Administração da Positivo Tecnologia.

Tiago Mello é o novo diretor de produtos da Linx Digital

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, anuncia Tiago Mello como diretor de produtos da Linx Digital, unidade de negócios focada em soluções digitais para varejistas. O executivo será responsável pela estratégia de desenvolvimento e oferta das soluções da divisão, impulsionando a transformação digital dos clientes de diversos segmentos da companhia.”Sou apaixonado por varejo, tecnologia, liderança e empreendedorismo. Minha missão na Linx é usar minha expertise em transformação digital e varejo para acelerar a digitalização dos clientes para um novo patamar”, afirma o executivo.

Antes da Linx, Mello foi conselheiro da M. Officer e do grupo Marbella, professor de estratégias disruptivas e empreendedorismo da BAEX Executive Education e prestou serviços de consultoria para grandes empresas, como FARM, StudioZ e Banco Mercantil. Foi também CEO da DWZ, grupo de moda feminina, CEO da Blue Stone, consultoria de varejo, e sócio do FFX Group, grupo especialista em consumo que apoia empresas em transformação digital.

Mello já ministrou mais de 100 palestras sobre varejo e modelos de negócio inovadores no Brasil e no exterior e é curador de congressos internacionais de destaque, como o NRF, maior de varejo do mundo, Web Summit e SXSW. Possui especializações em grandes escolas de negócios, como Harvard Business School, Wharton University e Stanford University, é formado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem MBA em Finanças, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mônica Schimenes, CEO da MCM Brand Experience, é a nova presidente do Conselho de Empresárias WeConnect Internacional do Brasil

Aos 45 anos, Mônica Schimenes, fundadora e CEO da MCM Brand Experience , consagra-se como presidente do Conselho de Empresárias WEConnect International do Brasil. Sua trajetória junto a rede global já é extensa, sua empresa é associada há sete anos e, em 2019, foi a primeira empresária da América Latina a receber o Prêmio WEConnect International Women’s Business Enterprise (WEB) – oferecido a mulheres que comandam e/ou gerenciam empresas de sucesso.

Para compor os novos cargos do conselho da WEConnect no Brasil, foram eleitas 9 mulheres, divididas entre presidente, vice-presidente, secretária e conselheiras, que somarão forças para a nova trajetória de representação mundo afora. “Com a primeira formação do conselho acontecendo, me senti preparada e decidi encarar o desafio. Agora me sinto muito motivada e tenho como missão para os dois próximos anos representar o Brasil internacionalmente em conselhos, eventos e reuniões, dando voz, vez e espaço para empoderar outras mulheres. Além disso, continuarei incentivando e lutando para que grandes empresas comprem de fornecedores representados por mulheres e grupos de minoria”, comenta Mônica Schimenes.

A empresária comenta também o quão importante essa representação significa para outras mulheres, principalmente em tempos difíceis, em que – com a pandemia – segundo dados divulgados pela Pnadc, apenas em março, sete milhões de mulheres abandonaram seus empregos ou foram demitidas. Em contrapartida, ainda segundo o IBGE, o número de micro e pequenas empresas abertas por mulheres – apenas em 2020 – foi 40% superior ao mesmo período do ano de 2019. “É necessário que consigamos forçar a curva, para que outras mulheres também estejam presentes nos negócios. Dessa forma, acabamos dando espaço, vez e voz para que todas possam se desenvolver e ter a mesma oportunidade, que antes não tinham. É importante dizer ainda que, trazendo essas mulheres para a cena, mostramos a elas o quanto somos capazes e o quanto a multiplicidade, a diversidade e o pensamento interativo da mulher agrega nas empresas”, explica.

Para as empresas que desejam receber a certificação do WEConnect é necessário estar dentro de quatro critérios: propriedade, gestão, controle e independência. Além disso, devem ser detidas por pelo menos 51%, bem como administradas e controladas por uma ou mais mulheres. Mas, para se associar, basta que sua corporação seja comandada por uma mulher, a partir daí, seu perfil comercial pode ser acessado por compradores membros, Women’s Business Enterprises certificadas e outras empresas e organizações registradas no WEConnect International.

CPQD é habilitado para novo ciclo de programa EMBRAPII voltado a startups

Completar o ciclo da inovação, ajudando as startups que já desenvolveram projetos com Unidades EMBRAPII a colocarem seus produtos ou serviços no mercado. Esse é o principal objetivo do Ciclo 2 do programa de apoio a startups da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação e Industrial), para o qual o CPQD é uma das unidades habilitadas.

Anunciado em outubro, o novo ciclo prevê a destinação de recursos da EMBRAPII para apoio a projetos de startups com nível de maturidade tecnológica (TRL, na sigla em inglês) mais elevado. No Ciclo 1, os projetos desenvolvidos em parceria com as Unidades EMBRAPII chegam até o nível 6 do TRL, que envolve a demonstração e validação da tecnologia. No Ciclo 2, a proposta é apoiar as startups até o nível 9 de maturidade, fase considerada comercial.

“Essa fase inclui serviços tecnológicos como produção de lote piloto, certificações de produtos e, também, serviços de apoio ao negócio para a colocação do produto no mercado”, explica Antonio Marini, da Diretoria de Inovação do CPQD. “Em função dessa preocupação com o negócio, um dos requisitos para participação no Ciclo 2 é o envolvimento no projeto de uma aceleradora de startups”, acrescenta. 

Para atender esse requisito, o CPQD – que é credenciado como Unidade EMBRAPII – habilitou como parceira para o Ciclo 2 a E-volve, aceleradora e incubadora de startups. “Esse novo ciclo do programa da EMBRAPII veio para ajudar as startups a colocarem seus produtos no mercado”, afirma Vital Yasumaru, coordenador de aceleração da E-volve. “Afinal, é preciso fazer a roda girar. Não adianta investir no desenvolvimento do produto ou serviço, se a startup não tiver fôlego para chegar ao mercado”, enfatiza.

O foco principal da EMBRAPII, com o Ciclo 2, são as deeptechs, definidas como startups com maior densidade tecnológica embarcada em seus produtos e serviços. “Há um grande interesse por tecnologias como Inteligência Artificial, conectividade e IoT, Blockchain, mobilidade elétrica, que trazem grande impacto em várias áreas”, diz Marini.

Para se candidatar ao Ciclo 2 do programa, a startup já deve ter desenvolvido projeto no modelo EMBRAPII. Nesse novo ciclo, a EMBRAPII arcará com 50% do valor do projeto e a startup ficará responsável por 35% do investimento – a contrapartida do CPQD será de 15%.

Cresce presença feminina em carreiras de tecnologia

A inserção feminina no mercado de trabalho brasileiro vem sofrendo transformações. Ainda que seja inferior à presença masculina, os avanços já podem ser percebidos em algumas áreas.

Segundo o relatório “Mulheres nos Negócios”, da Grant Thornton, organização global de auditoria e consultoria, elas ocuparam 29% das funções de liderança em companhias de todo o mundo em 2019 – o número mais alto da história.

O mercado tem se adaptado aos novos tempos e o setor de tecnologia é um dos grandes exemplos dessa evolução. Atualmente, é possível encontrar mulheres como head no segmento culturalmente masculinizado. Nos últimos cinco anos, a participação feminina na área cresceu 60% – passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil em 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Mas, ainda assim, elas representam apenas 20% dos profissionais de tecnologia do país.

Estudos de instituições como o Instituto Global McKinsey, IBM e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atestam essa desigualdade. Desde que Marie Curie recebeu o Prêmio Nobel de Física, em 1903, apenas 17 mulheres foram reconhecidas em física, química ou medicina frente a 572 homens. Apenas 35% dos estudantes matriculados em carreiras vinculadas à STEM – Science, Technology, Engineering and Math (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) no ensino superior são mulheres.

Essa lacuna de gênero no local de trabalho pode persistir por décadas, a menos que as empresas priorizem o avanço das mulheres em posições de liderança. Tudo isso em um cenário em que, segundo pesquisa do McKinsey, organizações com um índice superior de diversidade de gênero têm 15% mais chances de obter retornos financeiros acima da média da indústria nacional.

Mas há organizações que fazem a diferença em seus mercados e usam seus esforços e relevância para promoverem um ambiente mais diversificado e de maior sucesso, apostando em gestoras de negócios na nova era digital. É o caso da NESS – empresa de tecnologia da informação e serviços que oferece soluções em diversas verticais de negócios –, que possui três de seus cargos de heads ocupados por mulheres.

“A área de tecnologia é dinâmica e não há impeditivo para a atuação feminina. A NESS é uma organização que acredita na capacidade das pessoas e oferece oportunidades, independentemente de gênero e idade, pois o importante é o conhecimento e o que se tem a oferecer”, destaca Flávia Nogueira, Head of People & Education, que há um ano gerencia a área nas cinco verticais da empresa: Health, Law, Energy, Secutiry e Tech.

Para ela, ser mulher nunca foi uma barreira a ser transposta para se destacar na profissão. “Acredito que pelo meu perfil de liderança, minha determinação e por gostar muito de pessoas sempre tive bons relacionamentos nas organizações em que atuei. Meus liderados sempre me respeitaram até porque tenho a postura de que todos estão ali para somar e agregar valor à equipe. Ser do sexo feminino não me impediu de fazer nada”, explica a líder de Pessoas e Educação.

Flávia acredita que a cultura e o olhar da organização em não qualificar o profissional pela aparência e sim valorizá-lo pelo seu conteúdo e conhecimento faz a diferença na equidade de oportunidades. “A organização que valoriza seus colaboradores pelas competências técnicas e comportamentais também é aquela que preza pela igualdade de direitos, inclusive em relação a questões salariais. Atuo em uma empresa que tem esse olhar diferenciado para o mercado, que preza pelo dinamismo e pela transformação e que quer ter como marca social a diversidade”, ressalta.

Mas empresas como a NESS ainda são exceção. Prova disso é um relatório do Fórum Econômico Mundial, que concluiu que a igualdade de gêneros só se dará – se continuarmos na evolução pelos direitos das mulheres – em 2095. E mais: a discrepância, falando de participação econômica e oportunidades femininas, chega a 60% ou mais. Outra dado surreal é que no ranking de igualdade de salários, o Brasil é o penúltimo entre todos os países das Américas, perdendo só para o Chile (ocupamos o 124º lugar de 142 países avaliados).

Outro estudo do Instituto McKinsey sobre a participação feminina no mercado em geral como CEO mostrou que, entre 2015 e 2019, as mulheres ocuparam cerca de 21% dos cargos de C-level, enquanto no mercado de tecnologia, não chegaram nem mesmo a 5% dessas posições.

Além disso, ainda há o estigma de que tecnologia é coisa de menino. No entanto, esse preconceito não tem fundamento e é repleto de contradições. Foi Ada Lovelace que fundou a computação científica, no século 18, e durante a 2ª Guerra Mundial eram as mulheres que estavam na linha de frente da programação. Isso persistiu por muito tempo. Até 1974, no bacharelado em ciência da computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), as mulheres representavam 70% da turma.

O cenário começou a mudar na década de 1980, quando surgiu o Desktop e o público masculino começou a se interessar por jogos e planilhas. A partir daí, foram os meninos que começaram a encher as salas de aula dos cursos e formação na área de tecnologia. “Na década de 1990, quando comecei a graduação em Processamento de Dados, poucas mulheres optavam por essa área, mas para mim nunca foi um problema”, salienta Camila Fenerich Lucri, que há dois anos é Head of IT Infrastructure & Operations na NESS, onde começou como recepcionista, há 22 anos, e hoje lidera uma equipe de 33 pessoas, sendo a maioria (31) homens.

“Nunca tive problemas de insubordinação ou qualquer outra questão com minha equipe. Sempre fui muito respeitada. E mesmo atuando na área de tecnologia e inovação, nunca identifiquei nem mesmo um cliente com um pé atrás comigo. Consegui me fazer respeitar pelo conhecimento e expertise que possuo, sendo reconhecida como uma profissional que desempenha bem o seu papel”, afirma a líder de Infraestrutura e Operações de TI.

Capacitação profissional

Mais do que se contratar mulher para cargos de liderança, na visão de Camila, é importante investir em capacitação para que as profissionais que ingressam nas empresas, inclusive de tecnologia, possam se desenvolver e almejar novas posições. “O mercado de trabalho é competitivo e cada vez mais exigente em relação à qualificação. O profissional apaixonado pelo que faz, com visão e capacidade de inovar e conseguir resultados merece ser reconhecido e valorizado. Para isso, tem de aprimorar as habilidades técnicas e ampliar as competências comportamentais”, acredita.

Na visão de Rita Milene Cunha, Head of Transformation & Process na NESS Health, há seis anos, a busca pelo conhecimento, pela qualificação e a determinação são a solução para romper as barreiras que podem aparecer para a ascensão profissional, independentemente de gênero, etnia ou classe social.

Esse pode ser o caminho para mudar de vez o cenário profissional. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se as mudanças continuarem nesse ritmo, acredita-se que em 10 anos a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais do que a masculina em muitos segmentos – a ciência e tecnologia são alguns deles.

“A realidade é que hoje existem poucas mulheres na área. Se você deixar isso influenciar suas decisões, você se afasta e a realidade não muda. A mulher que entra em TI deve estar pronta para enfrentar um ambiente masculino e disposta a ser aquele 0,1% que muda a estatística”, garante Rita, para quem as escolas e instituições devem incentivar cada vez mais as meninas a se interessarem por carreiras em ciência e tecnologia, já que vivemos em uma era digital e o futuro é tecnológico em qualquer segmento. “Daqui a algum tempo, não falaremos desses desafios de inserção, mas sim de como as mulheres transformaram o mercado de tecnologia”, conclui.

ABES defende no Supremo Tribunal Federal a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até o final de 2021

Com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, além de assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente, a ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software continua trabalhando para defender a desoneração da folha de pagamento e a manutenção de 6 milhões de empregos.

No último dia 23 de dezembro, a associação entrou com o requerimento para ser Amicus Curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6632, apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), na qual o órgão questiona a validade do artigo 33 da Lei 14.020/2020, que prorrogou por um ano a desoneração da folha de pagamento, que se encerraria em 31/12/2020. Segundo Rodolfo Fücher, presidente da entidade, a pandemia não tem data para acabar e várias medidas econômicas foram assertivamente tomadas para mitigar seus impactos.

“O departamento jurídico da ABES, comandado pelo Dr Manoel dos Santos, elaborou um requerimento, que traz argumentos importantes para a defesa da prorrogação da desoneração da folha, que contribui para a manutenção de mais de 6 milhões de empregos nos 17 setores impactados pela medida, além de reduzir o risco de aumento nos preços de produtos e serviços neste momento de retomada econômica”, destaca o presidente da ABES Rodolfo Fücher.

Diante da transformação digital acelerada nos últimos meses, por conta da pandemia de Covid-19, tornou-se mais evidente a importância dos serviços digitais, tanto para empresas e entidades governamentais, quanto para os cidadãos. “Não é o momento adequado para onerar o setor de TI. Uma carga tributária maior poderá dificultar a manutenção dos investimentos para a transformação digital e a competitividade nacional”, explica Fücher.

O que diz a ADI

Na ADI, o advogado-geral da União, José Levi, argumenta que, segundo informações atualizadas da Receita Federal, a prorrogação representa uma redução de R﹩ 9,78 bilhões na arrecadação da contribuição previdenciária prevista para 2021. Ele sustenta que o processo legislativo foi concluído sem a estimativa dos impactos orçamentários e financeiros, em desrespeito aos princípios democrático, republicano, do devido processo legal e do endividamento sustentável, além de violação às medidas transitórias previstas na Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que instituiu o Teto de Gastos Públicos.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo, decidiu remeter diretamente a ADI 6632 para ser analisada pelos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aplicando ao caso o rito abreviado previsto no artigo 12 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999).

Em despacho, o magistrado solicitou informações sobre a decisão de prorrogação à Presidência do Congresso Nacional. Em seguida, os autos serão remetidos, sucessivamente, à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), para manifestação. Ainda não há data para o julgamento ocorrer no plenário.