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Efeito Coronavírus na indústria coloca em xeque a Transformação Digital e a cultura do Data Driven

Por Anderson Aoca

A humanidade está enfrentando uma das situações mais desafiadoras dos últimos tempos. As restrições, como consequência da pandemia do Coronavírus, nos obrigaram a colocar em prática a capacidade de criação tanto para combater os desdobramentos da crise, quanto o vírus.

Como resultado, houve a aceleração de transformações, que aconteciam a passos mais lentos. Neste sentido, a digitalização de processos ganhou uma velocidade até extraordinária e avançou anos em alguns meses. Mas, qual o impacto da indústria com esse impulsionamento? Como foi afetada a base da economia sob o ponto de vista da aceleração da digitalização, uma vez que essa indústria estava construindo sua Transformação Digital de forma morosa e vagarosamente?

As mudanças no formato de trabalho afetaram drasticamente o setor industrial, principalmente as indústrias de manufatura e processos, que têm como característica uma produção que necessita da supervisão quase que constante de pessoas para tomar decisões e intervir quando necessário. Aqui, a adoção do home office foi um desafio, não do ponto de vista dos profissionais, mas dos processos de negócio, que não estão 100% digitalizados e integrados.

Em sua maioria, as informações são alimentadas, manualmente, em planilhas, por diversas fontes, ocasionando a falta de confiabilidade nas informações e disponibilidade do seu percurso para garantir a fluidez do processo desde o chão de fábrica. Isso demanda a checagem dos dados para validação, o que é dificultado à distância. Sob o ponto de vista da produtividade, o desafio é digitalizar os trabalhos manuais integrando-os horizontalmente, e não apenas ter uma digitalização vertical, como normalmente ocorre.

Neste contexto, quando falamos em transformar digitalmente os processos, se faz necessária a criação de uma indústria orientada a dados, ou seja, é preciso aplicar a cultura Data Driven. Porém, para que isso aconteça, é preciso que os profissionais de dados trabalhem integradamente com os especializados em automação e processos de fabricação para que os sistemas sejam construídos de forma consistente e segura. O modelo permitirá obter ecossistema 100% digital, abrindo caminho para os nomeados Gêmeos Digitais das operações.

No contexto da manutenção, outras tecnologias se farão necessárias, como o Machine Learning, o Deep Learning e a Inteligência Artificial, que conectadas por meio do IoT (Internet das Coisas) permitirão o acompanhamento de equipamentos e, como consequência, a geração de predições, uma tendência que também foi acelerada, ainda que timidamente, pela situação pandêmica.

De forma geral, o Coronavírus acelerou a Transformação Digital à fórceps e demandou da indústria a necessidade de conhecimento e entendimento do seu nível de maturidade do ponto de vista da tecnologia e dos dados para, a partir disso, construir um plano de ação para tornarem-se indústrias Data Driven. É um caminho sem volta e, uma coisa é certa, trará muitos benefícios!

Anderson Aoca, gerente de Indústria 4.0 da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

Sky.One potencializa competitividade das empresas com Oracle

Com escritórios no Brasil, Estados Unidos e América Latina, a Sky.One surgiu em um pequeno espaço de co-working e hoje consolidou-se como uma das principais companhias especializadas no desenvolvimento de plataformas que transformam a maneira como as empresas consomem tecnologia, agregando inteligência e agilidade, permitindo a reinvenção dos modelos de negócios de seus clientes e parceiros. Como uma companhia multicloud, a parceria com a Oracle está alinhada ao seu movimento de contribuir por um mundo interconectado por meio da transformação digital.

De acordo com o CEO da Sky.One, Ricardo Brandão, a empresa atende clientes que utilizam a modalidade on premise e há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à transformação digital. Muitas empresas ainda não conhecem o potencial da nuvem, como segurança, custo reduzido e agilidade e a companhia entende esse cenário como uma oportunidade e, por isso, optou por contar com a Oracle como mais uma provedora de nuvem usufruindo das vantagens do Oracle Cloud Infrastructure.

O compromisso da companhia vai além de “retirar a infraestrutura de dentro da empresa”.  “Nosso objetivo é mostrar como, por meio da transformação digital, é possível colocar em prática o conceito de ERP pós-moderno, trazendo integração de aplicações, automatizações para gerar escalabilidade e novas monetizações. Dessa maneira, criamos um ecossistema digital para os fabricantes de ERP, e a Sky.One nasceu para facilitar este processo”, ressalta Brandão .

Atualmente, a Sky.One oferece plataformas tecnológicas para mais de mil clientes, sendo a grande maioria de médio porte. Isso desmistifica a ideia de que a transformação digital é onerosa e acessível apenas para grandes companhias. “Para que consigamos levar a transformação digital ao maior número de empresas, era imperativo contar com a Oracle como mais um parceiro, trazendo um complemento importante para integrar nossa plataforma”, conta o CEO.

Além da nuvem pública, a Sky.One vem aumentando seu portfólio de serviços Oracle e, desde 2019, a empresa oferece soluções como Oracle Enterprise Database e Oracle Autonomous Database, que aprimoram a performance para o cliente, além de impactar no seu TCO – Custo Total de Propriedade. Com isso, a empresa espera manter o ritmo de crescimento de mais de 100% ao ano.

“Nossa escolha pela Oracle se deu, principalmente, pela credibilidade da companhia no mercado, que claramente tem inovado e aperfeiçoado sua oferta à cada dia, sempre oferecendo soluções que beneficiam tanto a nós como aos nossos usuários”, esclarece Brandão.

Para Leandro Vieira, diretor sênior da Oracle América Latina e líder de Oracle Cloud para Pequenas e Médias Empresas da Oracle Brasil, a parceria com a Sky.One é bastante positiva. “Enxergamos a Sky.One como um facilitador dos nossos serviços. Com o foco em médias empresas, a companhia consegue democratizar as ferramentas tecnológicas e levar nossos serviços onde, às vezes, não conseguimos chegar. É um trabalho a quatro mãos, mas com um único objetivo, transformar empresas através da tecnologia e torná-las mais competitivas por meio dos nossos produtos”, finaliza Vieira.

HPE implanta programa para estagiários durante a Covid-19

Utilizando as mesmas iniciais da empresa, o Harvesting People of Excellence, da HPE (Hewlett Packard Enterprise), foi desenvolvido para ser um programa de estágio diferente. Abordando o desenvolvimento profissional de uma forma mais holística, que vai além das hard skills – ou seja, conhecimentos técnicos que podem ser mensurados com exames e avaliações, como fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta – o projeto visa aprimorar nos estagiários da HPE habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação, competências baseadas em inteligência emocional e chamadas de soft skills, que distinguem não só profissionais, mas seres humanos acima da média.

O programa conta com 16 vagas e, como não foca a área de graduação dos estagiários, é igual para todos os participantes, independente da área de atuação. Além de mentorias com profissionais experientes de todas as áreas da HPE, que conversam com os estudantes sobre carreira e o mercado de trabalho, o programa oferece acesso à plataforma de cursos do LinkedIn e palestras sobre os mais variados assuntos, desde currículos e entrevistas de emprego, a workshops com psicólogos sobre autoconhecimento e vocação. Um desses papos, agendado para setembro, será com o ex-participante do Master Chef, Guilherme Cardadeiro, e a fundadora da ONG Chef Aprendiz, Beatriz Mansberger, para falar sobre responsabilidade pessoal, preconceitos e diversidade.

“Para a HPE, está é uma ótima oportunidade para desenvolver talentos, impactar positivamente a sociedade ao formar as novas gerações de profissionais e renovar ideias e conceitos acadêmicos”, diz Raphael Costa, gerente de RH da HPE no Brasil. “O foco está em desenvolver as habilidades, potenciais e características de cada estagiário com cursos, leituras e as práticas do dia a dia. Os treinamentos envolvem lições de relacionamento interpessoal, networking, gerenciamento de tempo e comunicação eficaz, atributos que constroem um robusto perfil para o líder de amanhã.”

No início do programa, os estagiários recebem um desafio: eles devem elaborar um projeto (com metodologia, planejamento e estratégia de execução) que busque uma solução para a empresa como um todo – não apenas para sua área de estudo. A diversidade de mentorias de várias áreas e cargos dentro da HPE ajudam os estagiários tanto no desenvolvimento do projeto quanto no aprendizado de habilidades como lidar com diferentes perfis de profissionais e assumir uma posição assertiva com seus líderes, já que as sessões de mentoria são agendadas por iniciativa dos estudantes.

No final do programa, eles devem apresentar seus projetos em um evento para toda a companhia. Os estagiários não precisam, necessariamente, colocar o projeto em prática, mas as soluções devem ser factíveis dentro da estrutura da HPE. Fazendo uma alusão à colheita (em inglês, harvesting), o projeto, que foi criado no Brasil este ano e ainda está em fase piloto, quer plantar hoje, fortalecendo os talentos dos estagiários que já estão na HPE, para “colher amanhã”. Com duração de um ano, da seleção dos estagiários à conclusão do projeto, as vagas serão abertas para as universidades a partir de 2021.

A Gestão de Pessoas e a implantação de processos em startups

Por Julia Morassutti, Head de Gente e Gestão e Jurídico na Printi

O tempo em uma startup passa rápido e intensamente, principalmente quando ela está em um momento de crescimento, no caminho de se tornar uma scale-up. O momento de transição é desafiador para toda startup, inclusive para a área de Gestão de Pessoas (ou Recursos Humanos), que precisa desenvolver uma cultura de processos compatível com grandes organizações, sem perder agilidade e seu DNA de crescimento.

De acordo com levantamento do IBGE, as scale-ups representam 0,5% das empresas em atividade no Brasil e são responsáveis por gerar 70% dos novos empregos no país. Nesse contexto fica clara, portanto, a importância da gestão de pessoas.

Em uma startup os processos tendem a ser mais simples e rápidos, por conta do tamanho da operação e da cultura organizacional. Mas à medida em que ela cresce, cresce também o quadro de colaboradores, surgem novas áreas e com tudo isso aumenta a necessidade de desenvolver ou rever os processos. Gestão de Pessoas não só tem a missão de estruturá-los, mas principalmente de acompanhar o crescimento e apoiar a sustentabilidade do negócio, por meio de boas práticas em todos os seus subsistemas. É necessário pensar e agir com foco na experiência do colaborador e nas ações que reforcem sua performance e desenvolvimento. E nessa hora é necessário tomar cuidado para não engessar a cultura ágil e flexível da startup.

Processos não precisam ser sinônimo de entraves. Além de ajudar a agilizar ainda mais a operação, processos existem para criar uma estrutura organizacional mais profissional e, acima de tudo, mais produtiva e eficiente.

Mas como desenvolver esses processos sem atrapalhar a cultura?

A área de Gestão de Pessoas precisa seguir as características de agilidade, flexibilidade e dinamismo da startup, incorporá-las aos processos e criar meios de suportar as constantes transformações da empresa. É preciso pensar em métodos que estejam alinhados com as estratégias de crescimento. Para isso, é importante a área estar próxima e dominar o negócio, entender como cada área funciona e o perfil das pessoas que trabalham nelas.

Nesse caminho é imprescindível considerar o uso de tecnologias que tragam digitalização e automação, isso permitirá velocidade e precisão às rotinas da área e também a tomada de decisões com viés menos subjetivo, baseadas em dados analíticos. Estamos falando de posicionamento estratégico e nova postura atitudinal. Tudo de forma a acompanhar o ritmo da empresa, garantir agilidade na tomada de decisões, sem perder de vista a essência e o jeito de ser da empresa.

A comunicação é outra grande aliada nesse momento. É preciso ser claro na hora de comunicar os novos processos e utilizar todos os canais da empresa (e-mail, rede social interna, vídeos, manuais etc.), buscando observar qual o melhor meio para comunicar em cada situação, qual atinge o público alvo e entrega melhor a mensagem. Muitas vezes o melhor é mesclar diferentes formatos.

Em tudo isso não existe uma fórmula para o sucesso, cada empresa possui suas particularidades e sua cultura. Mesmo em termos de parceiros, plataformas, linguagens e métodos. Cada startup tem seu DNA único e o que traz excelentes resultado para algumas pode não funcionar para outras. Erros serão cometidos no caminho e ajustes rápidos são necessários, como parte de uma acomodação natural, um aprendizado.

Em algum tempo após estruturação e uso de tecnologias para coleta, análise e gestão de dados será possível medir os resultados efetivamente alcançados. Além do inquestionável ganho de precisão e controle.

Esse é o grande desafio da Gestão de Pessoas nesse ecossistema. Criar alicerces para potencializar a produtividade no crescimento da empresa, preservando o interesse genuíno por pessoas, a cultura, flexibilidade com agilidade, criatividade e foco em inovação.

O valor dos aplicativos para motoristas de caminhão e empresas

Por Jarlon Nogueira

Se a pandemia e as necessidades do ‘novo normal’ pegaram de surpresa muitos empresários, que tiveram que se adequar a transformação digital e correrem para não perder vendas, podemos dizer que isso não aconteceu com o setor de cargas.

Já faz tempo que os caminhoneiros estão acostumados e usam aplicativos que facilitam o seu dia a dia. A edição de 2019 da Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros, que levou em conta a opinião de 1.066 caminhoneiros, apurou que quase 88% desses profissionais utilizam notebook, smartphones ou tablets para acessarem informações relevantes para o seu trabalho.

Outros dados interessantes: 98% desses profissionais acessam a internet pelo smartphone, sendo que 90,6% navegam na rede diariamente. A utilização para fins profissionais fica em segundo lugar, com 55,4%, perdendo apenas para o acesso à mídias sociais (68,1%).

Podem ser aplicativos e plataformas de contratação de fretes, saber como está o trânsito o clima, ou mesmo ter a carteira de motorista e a documentação do ‘pesado’ digital e na palma da mão.

Há ainda utilizações bem interessantes, como manter o profissional acordado principalmente à noite ou mesmo ajudá-lo a cuidar do bolso e controlar os gastos com combustível, seguro e manutenções, entre outras despesas.

Mas não são apenas os caminhoneiros que têm acesso às novas tecnologias trazidas pelos aplicativos. As empresas que utilizam os seus serviços também! Seja disponibilizando cargas para transporte, realizando o gerenciamento dessa contratação ou conversando diretamente com o caminhoneiro quando necessário.

Como deu para perceber, são diversas as maneiras de facilitar a vida tanto do caminhoneiro como de quem contrata os seus serviços. E os benefícios são diversos! O primeiro deles é ter inteligência de negócios.

Seja o motorista que dirige o seu próprio caminhão ou uma grande empresa que contrata os seus fretes, são gerados dados que ajudam a administrar toda a operação de maneira efetiva e sem falhas.

E essa inteligência leva a uma maior produtividade. Para os caminhoneiros significa rodar o mínimo possível vazio, enquanto para as empresas é não perder tempo em despachar uma carga, rastreando o pedido até o destino final.

Controle da operação e aumento da qualidade e do nível dos serviços são vantagens encontradas pelos empresários. Isso é sentido pois os caminhoneiros que trabalham com as ferramentas adequadas perdem menos tempo com processos desnecessários.

A redução de custos também é um fator importante. Enquanto os caminhoneiros dirigem melhor e com mais assertividade, economizando combustível, as empresas podem ter uma economia de até 30% ao utilizarem aplicativos que levem em conta a primarização logística ao invés de transportadoras contratadas, por exemplo.

Viu como a tecnologia tem valor para o setor de cargas? Caminhoneiros e empresários só ganham ao utilizar os aplicativos.

Jarlon Nogueira, CEO da AgregaTech

Vai a sanção projeto que regula recolhimento do ISS pelo município onde serviço é prestado

Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (27) projeto que estabelece regras para o recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município onde está o cliente (destino). Foram 66 votos favoráveis e 3 contrários. O PLP 170/2020 regula o recolhimento do ISS pelo município do consumidor, e não da empresa que presta o serviço, fazendo a transição para o que foi determinado em legislação de 2016. O texto, que favorece as cidades do interior, segue para sanção presidencial.

O texto teve origem no Senado (PLS 445/2017-Complementar, do ex-senador Cidinho Santos), foi modificado pelos deputados (PLP 461/2017), e por isso retornou para análise dos senadores (PLP 170/2020). A relatora, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), por sua vez, reinseriu grande parte do projeto original na proposta vinda da Câmara. 

Os serviços que terão​ a arrecadação transferida para o destino são os de planos de saúde e médico-veterinários; de administração de fundos, consórcios, cartões de crédito e débito, carteiras de clientes e cheques pré-datados; e de arrendamento mercantil (leasing). 

A necessidade de aprovação de projeto que regulamenta o recolhimento de ISS decorre de mudanças feitas pela Lei Complementar 157, de 2016, que transferiu a competência da cobrança desse imposto do município onde fica o prestador do serviço para o município onde o serviço é prestado ao usuário final. Até dezembro de 2016, o ISS ficava com o município de origem — onde está localizado o fornecedor do bem ou serviço.

Gestão do ISS

O projeto de Cidinho Santos, retomado por Rose de Freitas, cria o Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do Imposto sobre Serviços (CGOA), com o expresso objetivo de elaborar regras unificadas para a arrecadação, obrigatórias para todos os municípios e Distrito Federal. Já o texto da Câmara daria amplos poderes ao CGOA para tratar da questão e não sujeitava os municípios, tornando opcional a adesão ao novo sistema.

O CGOA será composto por dez membros, dois de cada região: um representante das capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e outro das cidades do interior de cada região. Os representantes das capitais serão escolhidos pela Frente Nacional de Prefeitos; e os das cidades interioranas deverão ser indicados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A relatora retomou ainda a criação do Grupo Técnico do Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do ISS para auxiliar o comitê, composto por quatro membros, dois indicados por representantes dos municípios e os outros dois pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras, representando os contribuintes.

Padronização

Pela proposta original resgatada pela relatora, o ISS será declarado por meio de sistema eletrônico unificado para todo o país até o 25º dia do mês seguinte à prestação do serviço. Esse sistema deverá ser desenvolvido pelos contribuintes, individualmente ou em colaboração, obedecendo lay-outs e padrões fixados pelo CGOA. Em caso de desenvolvimento conjunto, cada empresa deve ter acesso apenas aos seus dados.

Os contribuintes terão ainda que dar acesso mensal ao sistema a todos os municípios e ao Distrito Federal, cada um visualizando exclusivamente os dados de sua competência. Já o pagamento do ISS deverá ser feito até o 15º dia do mês seguinte ao da prestação do serviço.

Aos municípios, por sua vez, caberá divulgar diretamente no sistema as alíquotas, a legislação para o ISS e os dados da conta para recolhimento do tributo. Se houver alteração, as novas regras só valerão no mês seguinte ou, no caso de mudança da alíquota, no ano seguinte, como determina a Constituição. O PLP 170 proíbe os municípios de cobrarem taxas para inscrição em cadastros do ISS ou de exigirem qualquer obrigação extra relativa ao imposto. É permitido, no entanto, requerer a emissão de notas fiscais.

O comitê não poderá fazer mudanças nas regras do sistema nos primeiros três anos após sua disponibilização e, depois disso, qualquer alteração deverá ser comunicada com no mínimo um ano de antecedência.

Transição

A proposta aprovada no Senado segue entendimento do STF definindo regras de transição que deem segurança jurídica aos municípios e permitam às prefeituras que perderão receita o ajuste gradual do caixa.

Em 2021, 33,5% do tributo serão arrecadados na origem e 66,5% no destino. Em 2022, ficarão 15% na origem e 85% no destino. A partir de 2023, 100% do ISS ficará com o município onde está o usuário do serviço.

“A ideia é a redução progressiva, ano a ano, do valor atribuído ao Município do local do estabelecimento prestador do serviço, que antes era o sujeito ativo do tributo, a fim de que possa se adaptar à perda”, explica Rose de Freitas.

Arrendamento mercantil

O relator na Câmara, deputado Herculano Passos (MDB-SP), optou por deixar de fora da mudança os serviços de agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de leasing, de franquia e de compra de créditos (factoring), que continuarão a ser arrecadados pelo município onde essas empresas têm sede.

A decisão atendeu a pedido da CNM, tendo em vista que esses serviços são geralmente prestados por pessoas físicas. Entretanto, o serviço de arrendamento mercantil propriamente dito fica sujeito à nova regra de competência da cobrança. Rose de Freitas acatou essa mudança.

Tomador & prestador

No caso dos planos de saúde ou de medicina, a proposta considera usuário do serviço a pessoa física vinculada à operadora por meio de convênio ou contrato. Mesmo quando houver dependentes, será considerado apenas o domicílio do titular do contrato para fins de arrecadação.

Em relação à administração de cartão de crédito ou débito, o tomador do serviço é o primeiro titular do cartão. Caberá à cidade em que o gasto for realizado ficar com o ISS correspondente. O substitutivo considera administradores as bandeiras, credenciadoras e emissoras dos cartões de crédito e débito.

O cotista será considerado o tomador do serviço de administração de carteira de valores mobiliários ou de gestão de fundos e clubes de investimento. No caso de administradoras de consórcios, o cliente do serviço é o consorciado.

Quanto ao leasing, o tomador do serviço é o arrendatário domiciliado no país. No caso do arrendatário no exterior, o tomador é o beneficiário do serviço no país.

Em todas as transações envolvendo pessoas jurídicas, será considerada tomadora aquela unidade favorecida pelo serviço, independentemente da denominação (filial, sucursal etc.).

Vigência

O início da vigência da nova lei será em 1º de janeiro de 2021.

Debate

Para a líder do Cidadania no Senado, senadora Eliziane Gama (MA), as mudanças aprovadas vão trazer “justiça tributária em relação aos municípios brasileiros”.

— A gente não pode pensar que o Brasil é apenas o Sudeste. O Brasil é o Nordeste, é o Norte, é o Centro-Oeste também. A Confederação Nacional dos municípios aponta que o ISS concentra-se nos 30 maiores municípios do Brasil. Nós temos mais de 5 mil municípios, ou seja, o país não se restringe a apenas 30 municípios — afirmou Eliziane Gama.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), também afirmou que as mudanças farão justiça aos municípios. 

— Hoje, essa massa de recursos é sugada de milhares de municípios para um pouco mais de duas ou três dezenas de municípios ricos no Brasil — disse Braga.

Por sua vez, o líder do PSD, senador Otto Alencar (BA), afirmou que o projeto garante uma maior arrecadação à grande maioria dos municípios brasileiros.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) salientou que o Brasil tem 459 municípios muito pobres e 70 milhões de habitantes em situação de pobreza ou extrema pobreza. Contarato aproveitou para voltar a pedir que os parlamentares criem um imposto sobre grandes fortunas.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que os municípios têm condições de cobrar e fiscalizar o ISS.

— Não é possível que meia dúzia de municípios hoje arrecade todo esse recurso astronômico de ISS, em detrimento dos mais de 5 mil municípios brasileiros — disse a senadora.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que os grandes bancos, que em sua maioria têm sedes no estado de São Paulo, são contra as mudanças.

— Eu não defendo banco, banco é o que mais ganha neste país. Banco está tirando o couro do micro e pequeno empresário, e os municípios estão precisando. Isso é para dividir a conta do ISS dos cartões de crédito para onde gerou a compra. Vamos dividir o pão. Eu sei que São Paulo é grande, mas não precisa levar tudo para lá, até porque produz mais do que todos. É uma questão de justiça fazer com que, quando se realiza uma compra, o ISS fique no município. Vamos parar de proteger banco neste país — afirmou Jorginho Mello.

Também favorável ao projeto, o líder do PSB no Senado, senador Veneziano Vital do Rêgo (PB), lembrou que “o ISS é uma das pouquíssimas fontes de tributo dos municípios”.

Um dos poucos senadores que votaram contra o projeto, o senador Major Olimpio (PSL-SP) disse que as mudanças vão impactar de maneira significativa os municípios com mais de 200 mil habitantes. Ele pediu a retirada do PLP da pauta de votações, mas não obteve êxito. Antes de votar o projeto, os senadores decidiram, por 65 a 6, que não concordavam em retirá-lo de pauta.

— A aprovação da proposição implicará grande impacto nos municípios de maior porte, onde estão localizadas as sedes das empresas prestadoras de serviços que a proposição abarca. A grande questão é a falta de expertise dos pequenos municípios para lidar com arrecadação e fiscalização. O risco de se aprovar o projeto sem que haja o devido aparato de gestão e fiscalização é deixarmos os locais onde vive a maior parte da população e onde se encontram os grandes desafios da segurança, saúde, educação e saneamento com importante insuficiência fiscal — afirmou Major Olimpio.

Linx apresenta solução em nuvem para lojas de materiais de construção, home centers e eletromóveis

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, apresenta ao mercado o Linx StorEx Home. Sistema em nuvem voltado para empresas de materiais de construção, home centers, bricolagem e eletromóveis que buscam descomplicar e modernizar a jornada de compra, venda e entrega. A plataforma tem o objetivo de dar suporte ao varejista nesse momento de readequação do comércio e facilitar a integração de vendas em um setor com grande presença omnicanal.

“A jornada omnichannel desses segmentos já existe antes mesmo da pandemia. Muitas vendas são realizadas nas lojas físicas e entregues em casa, mas o sistema que acompanha esse processo de compra precisava ser modernizado. Agora temos uma solução robusta e integrada em ERP e PDV, que vai desde o balcão até os bastidores da operação”, explica Daniel Mayo, diretor de Big Retail da Linx.

Entre os principais benefícios do StorEx Home estão: o armazenamento em nuvem que reduz o investimento em infraestrutura e o tempo de implementação; e a agilidade nas operações mais complexas, unindo compras, recebimentos e distribuição. A nova plataforma, que ainda conta com solução de venda assistida no PDV e mais mobilidade, começou a ser implementada no primeiro semestre de 2020 e já vem tendo uma aceitação grande no mercado experimentando um crescimento acelerado.

O sistema ainda atua no empoderamento do vendedor, que por meio de um smartphone, efetua a venda a partir de qualquer ponto da loja. Sem a necessidade de levar o consumidor até uma mesa e apresentar as condições de pagamento e os prazos de entrega, por exemplo. “Com a solução, o varejista e sua equipe detêm o controle total da operação e desta forma a experiência do cliente é valorizada ao máximo”, finaliza Mayo.

Senado elimina trecho de proposta que alteraria entrada em vigor da Lei de Proteção de Dados

Fonte: Agência Senado

O Senado decidiu nesta quarta (26) retirar artigo do PLV 34/2020, que teve origem na Medida Provisória 959/2020, que adiava a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para 31 de dezembro deste ano. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, explicou que já havia sido aprovado, em 2020, projeto que prevê a entrada em vigor neste mês de agosto e que, por isso, o assunto não deveria voltar a ser discutido este ano. A sugestão para supressão do dispositivo foi feita pelo relator da MP 959/2020, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), e líderes partidários. Depois disso, o PLV 34/2020, que trata da abertura de poupanças digitais para recebimento de benefícios assistenciais emergenciais, foi aprovado pelo Senado e, como já havia sido aprovado também pelos deputados, será enviado à sanção. Assista ao vídeo de trecho da sessão em que Davi Alcolumbre detalha a decisão sobre a retirada do artigo de discussão.

International Paper abre inscrições para programa de estágio e trainee

As inscrições para o programa de estágio e trainee da International Paper estão abertas e vão até o dia 25 de setembro. Esse ano, o IP Next Generation oferecerá 36 vagas para estudantes técnicos, universitários e recém-formados que tenham vontade de aprender, sejam engajados com os resultados, abracem os desafios e sejam protagonistas de suas carreiras.

Na área de estágio, são 32 vagas distribuídas nas cidades de Mogi Guaçu (SP), Luiz Antônio (SP) e Três Lagoas (MS). Com duração de 12 a 24 meses, o estágio é voltado a estudantes de diversas áreas, que estejam cursando o último ou penúltimo ano do Ensino Superior.

Estudantes que estão cursando o penúltimo ou último ano do Ensino Técnico com área de formação em Segurança do Trabalho podem concorrer a uma vaga de estágio técnico com atuação no Horto Florestal de Mogi Guaçu.

Para os recém-formados, a empresa abre as vagas de trainee, sendo três posições na área Industrial e uma na área de Supply Chain. Poderá se candidatar quem tiver se graduado entre dezembro de 2017 a dezembro de 2020 e que tenha mobilidade para residir em outras localidades do Brasil. Para as vagas da área industrial é necessária a graduação em Engenharia Química e para a de Supply Chain todas as Engenharias serão aceitas. O programa tem duração de 24 meses e os selecionados atuarão nas unidades da International Paper de Mogi Guaçu e Luiz Antônio.

“Buscamos candidatos que se identifiquem com a IP e que se sintam valorizados e respeitadosno processo seletivo do começo ao fim. Que possam aprender ao longo de sua jornada e que sejam catalisadores da marca empregadora”, afirma Vitor Benossi, gerente de Desenvolvimento Humano e Recrutamento da IP.

Este ano, a fim de conceder oportunidades iguais a todos, a IP não colocou na lista de pré-requisitos o domínio da língua inglesa. Para os trainees que não tiverem esse conhecimento, a empresa oferecerá uma bolsa do Programa de Idiomas da IP, para que possam se desenvolver durante os dois anos do programa. “Acreditamos que um ambiente com diversidade de ideias, habilidades, atitudes e conhecimentos melhora a colaboração entre as equipes e promove inovação”, reforça Benossi.

Por conta da pandemia e da necessidade do distanciamento social, o processo de seleção será todo online. Os interessados podem se inscrever pelo site do IP Next Generation: http://www.ipnextgeneration.com.br.

Candidatos com deficiência podem se candidatar para qualquer vaga, além de terem acesso a vagas de estágio exclusivas em um site com recursos de acessibilidade, para que seja proporcionada uma experiência completa desde o início: https://www.bigland.co/ca/estagio-nternational-paper-pcd-2021

Vídeo de divulgação

Qual é o seu papel no mundo? Com este questionamento, a IP inicia o vídeo de divulgação do programa IP Next Generation, que traz depoimentos de profissionais da empresa que atuam como trainees e estagiários.  Eles reforçam as características que a IP busca nessas pessoas e compartilham suas experiências pessoais como parte do time.

O vídeo já pode ser visto nas redes sociais da IP – LinkedIn https://www.linkedin.com/company/international-paper-brasil/ e Facebook https://www.facebook.com/internationalpaperbrasil/. Clique aqui para assistir.

Confira as vagas disponíveis:

Estágio

Mogi Guaçu (SP)

·         Comercial: Vendas, Marketing, Trade Marketing e Relações Institucionais e Sustentabilidade;

·         Industrial: Pesquisa e Desenvolvimento;

·         Florestal: Pesquisa Ambiental; Performance Florestal e Excelência Manufatura

·         Jurídica: Empresarial;

·         RH: Gestão de Recompensa, Centro de Serviços Compartilhados, Centro de Expertise de Talentos e Business Partner;

·         TI: Infraestrutura e Operações;

·         Supply Chain e Sourcing: Serviço ao Cliente, Operação de Suprimentos, Matéria-Prima e Energéticos e Suprimentos;

·         Finanças: Inteligência de Mercado & Performance, Planejamento Tributário, Impostos Diretos e Indiretos, Operações Financeiras.

Luiz Antônio (SP)

·         Industrial: Máquinas; Operação, Recuperação e Utilidades;

·         Supply Chain e Sourcing: Logística.

Três Lagoas (MS)

·         TI: Infraestrutura e Operações;

·         Supply Chain e Sourcing: Logística.

Trainee

Mogi Guaçu (SP)

·         Supply Chain

·         Industrial

Luiz Antônio

·         Industrial

Mercado de tablets cai 32,3% no segundo trimestre de 2020, diz estudo da IDC Brasil

Desde 2016 o mercado de tablets no Brasil não experimentava uma queda tão acentuada quanto a do segundo trimestre de 2020. De abril a junho, foram comercializados 477.377 tablets, queda de 32,3% em relação ao mesmo período de 2019 e de 29,2% em relação aos três primeiros meses de 2020. Em 2016, no mesmo período, a queda foi de 32%. De lá para cá, o movimento do segundo trimestre sempre foi de queda, mas não nessa proporção. Em 2017 caiu 8%, em 2018 caiu 3,4% e no segundo trimestre do ano passado caiu 7,6%. Todos os dados são da IDC Brasil, que desde 2010 realiza estudos do mercado de tablet no país (IDC Brazil Tablets Tracker).

“A retração do mercado de tablets no Brasil começou em 2015, também no segundo trimestre. Naquele ano, a queda foi de 35%. Desde então, temos períodos em que até há uma leve reação, mas, no geral, o movimento é de queda”, diz Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Foi o que aconteceu no 1º trimestre deste ano, que teve queda de apenas 3%. “A volta às aulas, em janeiro, e o início da quarentena e das aulas à distância, em março, aumentaram as vendas, mas o consumo não se manteve nos meses seguintes e o ritmo de queda deve continuar“, estima o analista da IDC Brasil.

Já os preços, seguem em alta. Segundo o estudo IDC Brazil Tablets Tracker 2Q2020, o ticket médio do tablet no 2º trimestre foi R﹩ 971,56, 44,7% a mais do que no mesmo período de 2019 e 47,4% a mais do que nos três primeiros meses deste ano. “O mercado tem apontado cada vez mais uma mudança no mix de produto, com tablets intermediários e premium ganhando mais importância e participação. Assim, o aumento nas vendas de tablets com maiores especificações técnicas refletiu também no aumento do preço médio“, explica Rodrigo. Quanto à receita foi de R﹩463 milhões, apenas dez milhões a menos do que no mesmo período de 2019.

Ainda segundo o estudo da IDC Brasil, dos 477.377 tablets vendidos no segundo trimestre de 2020, 438.412 foram para o varejo, queda de 32,3% em relação ao primeiro trimestre, e 38.965 para o mercado corporativo crescimento de 47,3%, apoiado pela participação dos tablets premium e projetos para os setores da Educação e Governo.

Expectativas

Para o terceiro trimestre de 2020, a previsão da IDC Brasil para o setor de tablets é que siga o movimento de queda, acentuado pelos impactos da pandemia de covid-19, da alta do dólar e do desemprego. Para o ano, a IDC espera que a retração total seja de 12%.

Brasileiros defendem endurecimento contra desmatamento ilegal e querem desenvolvimento com preservação, revela Observatório Febraban

Os brasileiros dão grande importância à preservação do meio ambiente, olham com muita preocupação a Amazônia e têm elevada consciência sobre a importância desse ecossistema para o país, a sociedade e sua própria vida. Mas também defendem a necessidade de conjugar o desenvolvimento e a preservação da Floresta como objetivo maior dos governos. Além disso, a maioria está descontente com as ações de preservação e querem maior punição a quem desmata.

Essas são algumas das revelações do levantamento Observatório Febraban – pesquisa FEBRABAN-IPESPE, feita entre os dias 11 e 19 de agosto com 1,2 mil entrevistados de todas as regiões do país. A pesquisa inova ao ter uma amostra complementar de 300 entrevistados representando a população adulta da Amazônia Legal (totalizando 456 entrevistados nesta região).

“Trata-se do mais amplo estudo das percepções, atitudes e valores dos brasileiros sobre a Amazônia, acrescentando-se o ineditismo da comparação entre o conjunto dos cidadãos do país e a população residente na Amazônia Legal”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, que ressalta a relevância do tema. “A importância da preservação ambiental vem crescendo de modo significativo, ocupando lugar cada vez mais central na agenda pública.”

De acordo com o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, a pesquisa se insere no debate sobre a questão ambiental, que foi potencializado pelas sucessivas notícias sobre queimadas, ações de grileiros e madeireiras, conflitos entre indígenas e garimpeiros, sempre associados ao aumento do desmatamento ilegal. “Nesse contexto, o Observatório Febraban se debruça sobre a pauta da Amazônia, buscando mapear e compreender os avanços da consciência da sociedade brasileira a seu respeito, diz Antonio Lavareda.

Com divulgação mensal, o Observatório Febraban, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, é parte de uma série de medidas da FEBRABAN para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento:

Preservação do meio ambiente

Os brasileiros dão muita importância à preservação do meio ambiente: 74% dos entrevistados afirmam ter muito ou algum interesse por ecologia e meio ambiente. E a maior parte deles expressa a insatisfação com os esforços de preservação do meio ambiente no país: 78% se dizem pouco ou nada satisfeitos.

Consciência sobre a Amazônia

Chega perto dos 90% o percentual de entrevistados que se dizem preocupados com a preservação da Amazônia: com 55% de “muito preocupados” e 33% de “preocupados”. Paralelamente, 60% avaliam que a Floresta Amazônica é o ecossistema mais ameaçado do país. Em segundo lugar, a Mata Atlântica tem 11% de menções.

Importância da Amazônia

Destaque do levantamento é a percepção de relevância da Amazônia, tanto para o país, como para as pessoas individualmente e suas famílias: 77% dos entrevistados consideraram a Amazônia “muito importante” para o Brasil, e 72%, para a sua vida e de sua família. Na mesma linha, é quase absoluta a concordância com a ideia de que a preservação da Amazônia é essencial para a identidade nacional (94%).

Quem melhor preserva a floresta

Entre os destaques de desempenho positivo na preservação da Amazônia estão as Lideranças Indígenas, com 73% de aprovação, e o Exército brasileiro, com 69%. Seguem-se em terceiro lugar as Igrejas, com 62%. A aprovação ao desempenho do Governo Federal é de 50%, superior à aprovação do Judiciário (47%) e, principalmente, dos governos estaduais (44%).

Esforços insuficientes para preservação

É elevado o nível de descontentamento com os esforços para preservar a Amazônia: 83% se dizem pouco ou nada satisfeitos. Governo e madeireiros se igualam no quesito “muita responsabilidade” quando ao desmatamento ilegal da região, com 70% e 69% de índice. Na sequência, os governos estaduais são “muito” responsabilizados por 67%, fazendeiros (66%) e garimpeiros (65%).

Problemas da Amazônia

Para a maioria dos entrevistados, a população da região enfrenta seus maiores problemas em três áreas: na preservação da Floresta (22%), na Saúde (17%) e na falta de atenção aos indígenas (16%). Outras questões, embora frequentem o noticiário nacional, parecem ter menor relevância aos olhos da opinião pública, como a regularização fundiária (6%) e a segurança do transporte fluvial (2%).

Consequências do desmatamento

Sobre as consequências do desmatamento, a ameaça à biodiversidade é considerada a mais grave deles (34%), seguida das mudanças climáticas em geral (25%). A alteração do regime de chuvas no Brasil é o efeito nocivo mais relevante para 11% dos pesquisados. Danos à imagem do Brasil no Exterior (11%) aparecem com maior relevância que o receio de fuga de investimentos (6%).

Punição maior ao desmatamento ilegal e ao garimpo

A grande preocupação com a Floresta explica o apoio ao endurecimento das punições pelo desmatamento da Amazônia (83%). Mais expressiva ainda é a rejeição à autorização das atividades de garimpo dentro das reservas indígenas (86%).

Manutenção das reservas indígenas

Mais de dois terços (67%) são contrários à redução das reservas indígenas na Amazônia. A preocupação com os indígenas é acompanhada pelo reconhecimento por parte de 58% dos entrevistados de que têm pouco ou nenhum conhecimento sobre a vida e a situação dos povos indígenas, enquanto 35% afirmam ter conhecimento médio.

Pressão internacional

O interesse internacional sobre a região amazônica é assunto controverso. A maioria concorda com o direito de pressão da comunidade internacional pela preservação da Floresta (54%) considerando ser “uma questão que afeta o mundo inteiro”. No entanto, é significativa a parcela dos que defendem a prevalência da soberania nacional (41%).

Brasileiro conhece Amazônia pela TV

A imagem da Amazônia junto aos brasileiros é rica, forte, carregada de valores e de emoções. Porém, ela é formada à distância: 86% dos entrevistados das outras regiões nunca viajaram para os estados da Amazônia, e 89% não tiveram oportunidade de conhecer presencialmente a Floresta. Apenas 21% considerem-na bem integrada ao país.

Avaliação local e a nacional

O Observatório Febraban ouviu também representantes da população dos estados da Amazônia Legal, permitindo a comparação das tendências de opinião nacional e local. Há convergência nas atitudes e valores em relação à preservação da Amazônia e sua importância para o País e à vida pessoal. Também são assemelhados os resultados relativos à soberania nacional e aos interesses internacionais.

Já as diferenças ocorrem em temas sobre os quais a população local tem mais conhecimento e experiência. O conhecimento da Floresta é consideravelmente mais elevado entre os moradores da região do que no restante do país (52% > 11%), porém, ainda assim quase a metade dos moradores da região (48%) nunca a visitou.

É possível identificar uma visão menos pessimista entre esse público sobre a evolução da preservação da Amazônia: para 22% dele, houve uma melhora ao longo dos últimos anos, (na amostra nacional é 12%). Do mesmo modo, ainda que seja igualmente elevada, a opinião sobre o aumento do desmatamento 71% está seis pontos percentuais abaixo do score registrado no País como um todo (77%).

A íntegra do terceiro levantamento Observatório FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-IPESPE pode ser acessada neste link .

Pensando sobre upskilling – hoje e sempre

Por Miriam Rodrigues

Termo novo, necessário e atual. Mas, afinal, do que estamos falando? E se é tão necessário e atual, como vou me posicionar a respeito?

Numa tradução livre, quando falamos de skills, estamos falando de habilidades, chamadas às vezes de competências.

Já, quando falamos de upskilling, estamos tratando do desenvolvimento de habilidades, em alguns casos, há também o entendimento de requalificação.

Como sabemos há pelo menos 3 décadas, a velocidade das mudanças, em especial as mudanças tecnológicas, tem demandado o desenvolvimento cada vez mais acelerado de novas competências e isso demonstra ser cada vez mais evidente para empresas e profissionais.

Novas formas de aprender e de trabalhar surgem com uma velocidade indescritível e sem precedentes, não sendo identificada possibilidade de um retrocesso neste cenário.

Como prever as habilidades necessárias aos profissionais daqui há 2 anos, por exemplo, se a velocidade do surgimento de novas tecnológicas não é previsível? Como pensar no desenvolvimento de competências para uma carreira, que deverá durar algumas décadas, num ambiente tão mutante, instável, desafiador, incerto?

Está posto um desafio sensível e necessário, que demandará o planejamento de ações continuadas em várias instâncias: global, nacional, regional, e que envolve, também, vários atores, como escola, empresas e líderes empresariais e os próprios profissionais.

Ter consciência a respeito deste fato por parte das instâncias e atores envolvidos, com certeza, já é um primeiro passo.

A troca de experiência em comunidades presenciais ou remotas, o “olhar glocal” (global + local), a sensibilidade e, sobretudo, a crença no aprendizado contínuo durante toda a vida, precisam estar presentes, sempre.

Como outras ondas que a humanidade viveu no passado, agora temos a real necessidade de nos reinventarmos – sem exagero – quase que diariamente. Sabemos que isso é possível porque já estamos fazendo: trabalhar sem barreiras geográficas, de – literalmente – qualquer lugar do mundo, usando sempre tecnologia a nosso favor, dentre outros exemplos, e sem nunca perder de vista nossas características empáticas, tão necessárias na lide diária com os desafios que chegam sem parar.

Sim, enfrentamos inseguranças relacionadas à empregabilidade trazidas pelo ritmo acelerado da tecnologia, inovação e globalização, isso não vai mudar no curso prazo. Vamos prosseguir, vamos nos reinventar, vamos continuar aprendendo, sempre.

Miriam Rodrigues, docente de disciplinas relacionadas ao Comportamento Humano no Trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie.