Page

Author admin

Startup promove feira de contratações online

A Gama Academy, escola de capacitação para profissionais e estudantes que desejam ingressar ou evoluir suas carreiras no mercado digital, promoverá uma Feira de Contratações 100% online para empresas que estão em busca de talentos nas áreas de desenvolvimento front-end, design, marketing digital e vendas. Os candidatos participantes foram selecionados e capacitados através do Gama Experience – programa intensivo de formação de profissionais para o mercado digital, que em sua 34ª edição, está formando mais de 100 pessoas.

Na feira contamos com pelo menos 1 aluno de cada estado do país, mas a grande maioria é de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. As empresas interessadas devem adquirir o ingresso no valor de R$ 50,00 e a partir daí terão acesso ao perfil dos candidatos para o pré-agendamento das entrevistas, que serão realizadas no dia 28 de julho.

Para a edição virtual a expectativa é que cerca de 100 pessoas saiam recolocadas em empresas de todo o Brasil. A Feira de Contratações da Gama acontece há mais de 4 anos e já conectou mais de 2 mil profissionais a vagas em empresas como Nubank, Ifood, Mercado Pago, Maxmilhas, Herospark e Octadesk. As inscrições para as empresas acontecem até 24 de julho. Mais informações no link: http://bit.ly/feira-gama-jul

De olho na regulamentação, casas de apostas investem em patrocínios a clubes brasileiros

Ceará é mais um clube brasileiro a ter patrocínio de casas de apostas. Foto: Divulgação

Clube que disputa a primeira divisão do futebol nacional, o Ceará fechou recentemente um acordo de patrocínio master com a empresa alemã de apostas esportivas Estadium Bet, que estampará sua marca na camisa do time até 2021.

O “Vozão” não é o único time com o qual o grupo fechou contrato de patrocínio. Também já receberam aporte da casa de apostas o Santa Cruz (PE), Salgueiro (PE), Decisão (PE), Vila Nova (GO) e Atlético (GO) – este último, a exemplo do Ceará, também faz parte da Série A do Brasileirão.

O investimento da Estadium Bet é mais um exemplo de como as empresas ligadas aos jogos de azar acreditam no mercado brasileiro, ainda que a regulamentação do setor não esteja finalizada no congresso. A empresa alemã é apenas um caso de muitas que enxergam o mercado publicitário nacional como um bom investimento.

Esse é um movimento recorrente desde 2018, quando foi aprovada a Lei 13.756/18, decorrente da MP 846/2018, que autorizou que empresas de apostas de cota fixa (que é o modelo comum adotado por todas as casas de apostas) a estamparem suas marcas em camisas de clubes e outras formas de publicidade.

Apesar de ter sido considerado o marco para a total regularização das apostas esportivas no Brasil, o processo de regulamentação ainda segue em andamento. As perspectivas otimistas dos principais players do mercado dão conta de que essa regulamentação seja finalizada até o final desde ano, o que geraria um impulsionamento ainda maior no mercado brasileiro.

Logo, embora ainda não haja uma data, a discussão para possível liberação de apostas esportivas e jogos de azar caminha para um desfecho positivo e já conta inclusive com apoio de entidades americanas. Somando isso tudo a uma pressão por parte de alguns setores e uma sinalização positiva de nomes como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (ambos já se mostraram à favor da regulamentação dos jogos de azar), o que existe é um cenário de otimismo no mercado.

Vale lembrar que, embora as empresas de casas de apostas não sejam autorizadas a constituir pessoa jurídica em território brasileiro, a grande maioria dos grupos opera no mercado digital com licenças em outros países, o que possibilita o acesso de jogadores brasileiros sem qualquer impedimento legal. No entanto, a expectativa é de que a regulamentação gere ainda mais receita para esse mercado que é cada vez mais crescente.

Outras empresas também patrocinam clubes

NetBet estampa sua marca da camisa do Vasco. Foto: Divulgação/Facebook

Assim como a estratégia da Estadium Bet, muitas empresas investem em mais de um clube do futebol brasileiro. Também é o caso da NetBet, que é parceira oficial de Vasco da Gama e Red Bull Bragantino, dois clubes da Série A. O acordo de patrocínio com os dois times prevê, inclusive, a veiculação da marca da camisa das equipes.

Além disso, de acordo com um levantamento do Ibope, considerando a Série A do Campeonato Brasileiro do ano passado, 13 dos 20 clubes tiveram verba de patrocínio proveniente de alguma casa de apostas. Isso faz do setor de jogos de azar o sexto maior em termos ne presença nos grandes clubes no que diz respeito a patrocínio (atrás de saúde, alimentação, construtoras, instituições financeiras e marcas de material esportivo).

O Flamengo, por exemplo, foi campeão brasileiro e da Libertadores estampando a marca da Sportsbet.io – que também é patrocinadora master do Watford, clube que disputa a Premier League, primeira divisão inglesa. Vice-campeão, o Santos teve patrocínio do grupo Casa de Apostas.

Se considerarmos outras divisões do futebol nacional – ou até mesmo levando em conta apenas times que disputam campeonatos regionais e estaduais – o número de patrocínios cresce. A BetWarrior, que chegou recentemente ao país, é parceira oficial de apostar dos rivais Remo e Paysandu.

Não são apenas os clubes que são vistos com bons olhos pelas empresas do setor. A Betfair, por exemplo, é patrocinadora do maior campeonato do continente, a Copa Libertadores, tendo sua marca estampada em placas de publicidade de todos os jogos da competição. Já outras empresas, como Bet365, Sportingbet e Bodog aparecem com frequência nos comerciais de TV, inclusive investindo em nomes do esporte como embaixadores, casos de Felipe Melo (volante do Palmeiras) e Fabrício Werdum (lutador do UFC).

Jogadores como Felipe Melo também são “apostas’ do mercado publicitário das empresas. Foto: Divulgação

De uma forma ou de outra, todas as empresas do setor já entenderam que a regulamentação é uma questão de tempo e que isso deve impulsionar ainda mais um mercado que já é um dos maiores do mundo em volume de apostas. Tudo isso deve impactar o mercado publicitário em todos os tipos de mídia. Nos próximos anos, a tendência é que casos como o do Ceará, Flamengo, Santos, Vasco e tantos outros clubes virem uma realidade cada vez maior, como acontece na Europa – sobretudo na Inglaterra.

Tags, , , , , ,

15 anos de Brasil: uma história de talento, conquistas e compromisso

Por Berthier Ribeiro-Neto, Diretor de Engenharia do Google na América Latina, e Fabio Coelho, Presidente do Google Brasil

Quando fez sua oferta de ações públicas, em 2004, o Google ainda não tinha presença física no Brasil, mas já estávamos presentes na vida das pessoas. Era o auge da rede social Orkut e os brasileiros representavam cerca de dois terços dos usuários. Na época, a popularidade do Gmail fez com que nosso serviço gratuito de e-mails logo ganhasse uma versão em português. Enquanto isso, a Busca se tornava cada vez mais relevante no cotidiano.

Em 20 de julho de 2005, há exatos 15 anos, essa história ganhou um capítulo local que aumentou nosso compromisso com os brasileiros e também levou a nossa brasileirisse para dentro do Google.

Valorizando o talento nacional

Nesse dia, o Google oficializou a compra da Akwan Information Technologies, uma empresa brasileira que fornecia serviços de busca e que, assim como o Google, foi criada por acadêmicos, mais precisamente, por professores e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Além de fazer pesquisa de ponta, o objetivo da Akwan era desenvolver um buscador 100% nacional, o Todobr.

Os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, em visita ao então escritório do Google em Belo Horizonte, em 2006

Pouca gente sabe, mas o processo de compra começou no ano anterior, quando o Google estava em busca de novos negócios para adquirir e um brasileiro que já trabalhava na empresa, Luiz André Barroso, hoje vice-presidente de engenharia, sugeriu uma visita a Belo Horizonte para conhecer a Akwan e sua equipe de 12 engenheiros especializados em tecnologia de busca.

Em pouco tempo, o trabalho do time de especialistas brasileiros ganhou reconhecimento da nossa sede em Mountain View e, em novembro de 2006, foi inaugurado em Belo Horizonte o primeiro Centro de Pesquisas e Desenvolvimento do Google Inc. na América Latina.
Hoje, o “escritório de BH” reúne 181 profissionais — 174 são engenheiros, incluindo profissionais vindo de países como Peru, Argentina, Colômbia, Venezuela e Índia. Além de ser uma referência em desenvolvimento de algoritmos para a Busca, esse time é responsável por outros projetos importantes, como o Family Link, aplicativo que ajuda famílias a criarem hábitos digitais saudáveis em seu dia a dia, e tecnologias de combate a ataques de phishing e spam.

Durante este momento desafiador que enfrentamos com a pandemia, os engenheiros de Belo Horizonte foram fundamentais para o desenvolvimento do painel informativo da Busca sobre a COVID-19, que é usado no mundo todo com dados oficiais da Organização Mundial da Saúde e também do Ministério da Saúde, no caso do Brasil. Como já falamos, o painel sobre COVID-19 faz parte de diversas iniciativas focadas em apoiar o país a atravessar este período difícil.

Excelência em negócios

Alguns meses depois da aquisição da Akwan, o Google abriu seu escritório de negócios em São Paulo, um dos primeiros da América Latina. Na época, Sergey Brin, co-fundador do Google junto com Larry Page, contou ao jornal Folha de S.Paulo que o Brasil não podia ser ignorado e que o país era um dos maiores mercados mundiais em termos de tráfego no buscador.

Assim como os engenheiros de Belo Horizonte, nosso time de vendas rapidamente se provou capaz de entregar resultados, inovação, criatividade e ajudar clientes na adoção de novas tecnologias. Logo depois da chegada do Orkut, em 2005, o Google também passou a exibir anúncios dentro da rede social, impulsionando a conexão entre marcas e consumidores. Anos depois, a rede social ganharia um formato de anúncio gráfico na home e, por conta do grande número de usuários brasileiros, passaria a ser gerida pelo Google Brasil em 2008.

Inauguração das novas instalações do Centro de Engenharia de Belo Horizonte, em 2016

Nos anos seguintes, fomos aumentando nossa relevância. Abrimos espaços importantes como o Campus de São Paulo do Google for Startups e o Google Partner Plex São Paulo, ambiente para discutir estratégias, desafios e oportunidades de negócios com clientes e parceiros. Hoje, o time é formado por gerentes de contas, analistas, engenheiros de inovação comercial, gerentes de parcerias e muitos outros profissionais que transformaram o escritório de São Paulo em uma referência global quando o assunto é usar as nossas ferramentas para gerar novos negócios, ajudando empresas de todos os tamanhos e tipos a explorar o potencial do digital.

Foco nos brasileiros

Nossa trajetória também é marcada por um esforço por priorizar o usuário brasileiro. Em 2007, lançamos a versão local do Google Maps e o Centro de Engenharia de BH foi o responsável pela adaptação do serviço. No mesmo ano, também lançamos a versão em português do YouTube. Dois anos depois, chegaram ao Brasil os primeiros telefones Android, nosso sistema operacional móvel. Em 2010, o Google Street View foi lançado por aqui. A partir daquele dia, quem acessava o Google Maps podia passear virtualmente por 51 cidades brasileiras. O país foi o primeiro da América Latina a ser contemplado pelo serviço. Em 2014, recebemos o primeiro hardware do Google, o Chromecast, a tempo de assistir à Copa do Mundo daquele ano. Na mesma época, lançamos o Street View dos 12 estádios que sediaram os jogos.

Também incorporamos os grandes momentos da cultura brasileira, seja em nossos Doodles em homenagem ao país, seus festejos e personalidades da música e da literatura, bem como na preservação da memória nacional, a exemplo da visita virtual ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, com imagens captadas antes do incêndio em 2018, e da maior coleção já reunida sobre o pintor Cândido Portinari – ambas disponíveis no Google Arts & Culture.

Hoje, o Brasil figura entre os top cinco na nossa lista de nove produtos do Google com mais de um bilhão de usuários: Busca, Android, Chrome, YouTube, Maps, Play Store, Fotos, Drive e Gmail. Ao todo, já somos mais de 1.100 funcionários trabalhando nas diferentes instalações do Google no país, que incluem também o o YouTube Space, no Rio de Janeiro.

Compromisso com o Brasil

Com o objetivo de entender como essa jornada de 15 anos impactou a vida dos brasileiros, pedimos à empresa de pesquisa Kantar que entrevistasse 1.100 pessoas on-line por todo o país para avaliar o antes e depois da rotina dos brasileiros em relação a mais de vinte de nossos produtos. De acordo com a pesquisa inédita, 81% dos entrevistados acreditam que o Google contribuiu positivamente para a sociedade e que nossos produtos ajudaram a melhorar a vida dos brasileiros em diferentes áreas, em especial no estudo e trabalho.

Além disso, também acabamos de lançar a versão mais recente do nosso Relatório de Impacto Econômico, mostrando que em 2019 as nossas ferramentas de Busca e publicidade – além do YouTube e do Google Play, incluídos pela primeira vez no estudo – ajudaram a movimentar R$ 51 bilhões em atividade econômica no Brasil. No total, mais de 188 mil empresas, publishers, ONGs, criadores e desenvolvedores no país se beneficiaram de nossas ferramentas.

Seguimos firmes em nosso compromisso com o Brasil, trabalhando com o objetivo de ajudar os brasileiros em seu cotidiano por meio da tecnologia, democratizando o acesso à informação e ao entretenimento, apoiando pequenas e grandes empresas, levando educação e treinamento para todas as regiões do país e auxiliando cada um em suas tarefas diárias.

Que venham os próximos 15 anos! #15AnosGoogleBrasil

Tags,

CASE e Startup Summit se unem e consolidam o maior evento de empreendedorismo online da América Latina

Promover ações de incentivo, pulverizar o conhecimento sobre crescimento e performance e alcançar o maior número de pessoas na América Latina. É com base nessas premissas que o CASE, Conferência Anual de Empreendedorismo e Startups, e o Startup Summit, principal evento do ecossistema de inovação do Sul do país, se unem, e em ação inédita, consolidam a maior reunião digital de empreendedorismo em continente latino americano.

Após inúmeros encontros, os dirigentes da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) entenderam o momento em que o mundo passa e se certificaram da missão que tinham: ajudar empreendedores de todo o continente a alavancar seus negócios. Desses encontros surgiu a primeira edição totalmente online e gratuita do CASE + Startup Summit, que será realizada entre os dias 19 e 23 de outubro.

“Neste momento de crise, precisamos apoiar de todas as formas os empreendedores e empresas do ecossistema brasileiro e internacional. Por isso, decidimos em uníssono realizar o maior evento do setor, de forma online e gratuita, com toda a expertise de duas das entidades mais atuantes no Brasil”, comenta José Muritiba, diretor executivo da Abstartups.

Em 2020, os visitantes digitais contarão com uma série de palestras, workshops e debates sobre empreendedorismo, investimentos, tendências, marketing, vendas, diversidade, entre outras discussões compartilhadas por grandes nomes nacionais e internacionais. Ao todo são esperados mais de 20 mil participantes.

Segundo Luc Pinheiro, diretor técnico do Sebrae Santa Catarina a expectativa para essa primeira edição online é atrair participantes que nunca puderam acompanhar o CASE ou o Startup Summit. “Entendemos que o momento que vivemos é delicado e repleto de restrições. Mas conseguimos enxergar a atual situação com uma chance para ampliar nosso leque de atuação e levar toda a atmosfera de inovação para pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade no mundo físico. Por meio da tecnologia, conseguiremos atingir um número ainda maior de empreendedores”, pontua.

Para gerar tração e engajamento do público de todo o país, o CASE + Startup Summit apresentará conteúdos 24h por dia. Pela manhã, o público poderá acompanhar conteúdos administrados pelos patrocinadores e, à tarde, terão a oportunidade de participar dos painéis principais em quatro palcos simultâneos.

“Diferente das edições anteriores, o CASE + Startup Summit terá cinco dias de duração, com conteúdos ininterruptos. Com isso desejamos atingir o maior número de interessados em mergulhar no mundo do empreendedorismo e, seguindo uma tendência mundial, nos encaixarmos na rotina de cada um. Ou seja, uma grande oportunidade para se aprimorar e poder ter o conselho de grandes nomes do mercado ao alcance de um clique”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE

Tanto o CASE quanto o Startup Summit já possuem uma trajetória de sucesso consolidada. Em seis edições, o CASE já reuniu mais de 20 mil participantes na cidade de São Paulo e levou ao público grandes nomes como Neil Patel, Daniel Hoe (Salesforce), Gustavo Caetano (Samba Tech), Paul Walsh (Visa), Geoff Ralston (Y Combinator), Morten Primdahl (Zendesk), Chris O’Neill (Evernote) e Paula Belizia (Microsoft).

Já o Startup Summit, em duas edições (2018 e 2019) reuniu mais de sete mil empreendedores em Florianópolis/SC, onde o evento ocorre. No palco do Summit já passaram nomes como: Uri Levine (Waze), Ragnar Sass (Pipedrive), Eric Santos (RD), Leandro Caldeira (Gympass), Vinicius Roveda (ContaAzul), Renata Centurion (Winning By Design), Camilla Junqueira (Endeavor), Diego Gomes (Rock Content) e Camila Farani (Shark Tank Brasil).

Para a edição de união e consolidação do ecossistema de startups e empreendedorismo, em 2020, são esperados mais de 300 palestrantes. Entre os confirmados estão Alphonse Voigt (cofundador e CEO da EBANX); Brad Feld (cofundador da aceleradora Techstars); Brian Requarth (cofundador da Viva Real); Camilla Junqueira (Diretora da Endeavor); Florian Hagenbuch (cofundador e CEO da LOFT); Eric Santos (cofundador e CEO da Resultados Digitais); e Thais Suzuki (head de customer experience da iFood).

“Pela primeira vez conseguimos reunir os esforços de duas grandes forças que são esses eventos em prol de levar conhecimento, expertise e, mais do que isso, esperança a todos os empreendedores brasileiros. Sabemos da luta de todos para manter suas empresas abertas e nossa missão é ser o alicerce nesse momento”, ressalta Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional.

Além dos painéis e debates de conteúdos, o evento contará ainda com o já renomado Startup Awards, o Oscar das startups brasileiras. Assim como nas edições anteriores, serão contempladas 13 categorias, como: Aceleradoras, Comunidade do Ano, Comunidade Revelação, Corporate, Educação, Herói (a), HUB, Impacto Social, Investidor (a) Anjo (a), Mentor (a), Imprensa, Startup do Ano e Startup Revelação.

CASE + Startup Summit 2020

Data: 19 a 23 de outubro

Acesso: http://www.casestartupsummit.com.br/

Acqio anuncia novo CEO

Nesta semana, a fintech de soluções de pagamento, ACQIO, anuncia mais um passo importante na evolução da empresa: a transição do cargo de CEO de Robson Campos para Felipe Valença, que já contribuía estrategicamente na companhia durante os últimos quatro anos.

A mudança visa o aprimoramento corporativo da empresa com o objetivo de fortalecer o princípio inicial da companhia, que é oferecer os melhores serviços financeiros para as massas. Além disso, em seu sexto aniversário, a fintech vem aprimorando as suas bases para alcançar um crescimento sustentável de suas operações.

Nestes últimos seis anos, a ACQIO vem crescendo de forma exponencial e hoje a companhia estreia um novo ciclo de expansão, que vem sendo desenhado ao longo dos últimos meses.

“Diante das dificuldades enfrentadas no mercado de meios de pagamento, nós planejamos um projeto de reestruturação das áreas da empresa e conseguimos ótimos resultados através de novas parcerias e soluções. Tenho certeza de que a passagem desse ‘bastão’ fará com que a empresa seja ainda mais admirada e respeitada no mercado, pois o Felipe nos ajudou a construir essa maturidade até aqui”, afirma o fundador Robson Campos, que passa a presidir o Conselho de Administração da empresa e representará a ACQIO institucionalmente.

Aos 42 anos, Felipe Valença possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, além de expertise em diversos segmentos da economia. O novo CEO fazia parte do Conselho de Administração da ACQIO desde fevereiro de 2019 e passa a liderar uma nova fase no processo evolutivo da empresa.

“Fico muito feliz em fazer parte deste importante momento da empresa e engajado nessa missão de ser o melhor serviço financeiro para as massas. Nos últimos anos atingimos grandes resultados, e, em breve teremos ainda mais novidades para fortalecer ainda mais nossa missão e entregarmos serviços diferenciados para nossos clientes e parceiros”, afirma Valença.

5G: uma revolução na vida urbana e nos novos modelos de negócios

Antes da pandemia da Covid-19, o mundo já estava orientado a uma ótica voltada à adoção da Transformação Digital, mas com uma velocidade menor. É fato que a crise de saúde pública mundial acelerou o processo de digitalização. Mas, o potencial de novos negócios gerados em decorrência do Coronavírus só vai ganhar força com um novo padrão de internet: o 5G. Podemos dizer que a tecnologia de quinta geração suportará, com velocidade, as inovações e novidades trazidas, mudando, definitivamente, o nosso modo de pensar em novas tecnologias.

O 5G como padrão para internet móvel irá mudar completamente o que vivemos nas etapas anteriores. No passado, o 2G permitiu o envio de SMS e e-mails sem a necessidade de um computador. Já o 3G endereçou o compartilhamento de fotos e vídeos. E, em seguida, o 4G – geração que vivemos até hoje – possibilitou um ganho de velocidade sem precedentes, permitindo a realização de atividades on-line e, ou, o download de arquivos com agilidade. Já a tecnologia de quinta geração (5G), que possui uma velocidade considerada 20 vezes maior que o 4G, permitirá uma sociedade ultra conectada, fomentando diretamente novos modelos de negócios e permitindo estabelecer uma nova relação entre a tecnologia e as pessoas.

Graças à sua característica técnica, que vai além das funções tradicionais de telefonia e conexão móvel, a principal vantagem do 5G será sustentar o uso exponencial de tecnologias como IoT (do inglês, Internet das Coisas), Realidade Virtual e Inteligência Artificial e, com isso, possibilitar o desenvolvimento das Smart Cities e da oferta de serviços com um milhão de equipamentos conectados por metro quadrados, menos de 10 milissegundos de latência, entre outras novidades.

Com a sociedade mais conectada, o 5G fomentará, sobretudo, a melhoria da qualidade de vida urbana com casas conectadas, carros autônomos, drones para serviços de entregas, delivery automatizado enquanto acelerador de atividades que podem ser desenvolvidas em casa, melhor qualidade de vídeo para serviços de atendimento a partir de qualquer localidade, gerenciamento de tráfego e segurança em tempo real e uso massivo de inteligência artificial para acelerar análises dos dados e traçar decisões e, ou, tendências de comportamento, entre outros.

O 5G é a premissa para que, de fato, as Smart Cities saiam do papel. Como podemos imaginar, por exemplo, eliminar o congestionamento de tráfego, se a troca de dados entre os agentes móveis é congestionada? Como os carros autodirigidos, outra inovação esperada para o futuro, podem trocar informações em tempo real entre si ou entre dispositivos móveis de pedestres, evitando possíveis colisões?

Enquanto em alguns países da Ásia, Europa e cidades dos Estados Unidos a internet 5G já está sendo implantada, no Brasil o tema segue em discussão. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê o leilão das redes 5G para o final de 2020, prazo que tem gerado expectativas e confiança de que a tecnologia não vai demorar a se estabelecer no Brasil. Em contrapartida, o Annual Internet Report de 2020, publicado pela Cisco, projeta que o Brasil deve chegar a 2023 com apenas 6% das conexões com 5G.

Mesmo com a prevalência do 4G, o primeiro passo já foi dado – a proposta para o edital de leilão da nova frequência. Somado a isso, a partir de agora, as prestadoras de telefonia poderão implantar redes com a tecnologia 5G utilizando equipamentos que operam nas faixas que elas já utilizam (4G, 3G, 2G e TDMS) desde que os produtos atendam aos requisitos publicados pela Anatel. A propósito, todas as grandes operadoras de telecomunicações do Brasil já têm cidades de teste com cobertura 5G e os relatórios dos resultados alcançados até agora são realmente contundentes.

A consciência de que esta nova geração irá possibilitar, definitivamente, a melhoria da relação entre as cidades e as pessoas, além da aceleração da adoção de soluções inovadoras e disruptivas, servindo como uma fonte de inspiração para novos e inimagináveis modelos de negócio, representa uma alternativa muito importante, se não a mais esperada, para suportar aos avanços tecnológicos obtidos com a Transformação Digital. Uma nova revolução tecnológica está começando!

Michele Liguoro, sales director da Engineering

A revolução dos pagamentos instantâneos e rede 5G

Em um contexto cada vez mais dinâmico e de alta conectividade, contando com uma maior capacidade de processamento e com uma maior adoção da computação na nuvem, a expectativa é que o segmento de pagamentos seja impactado por uma transformação sem precedentes nos próximos anos, acelerando a materialização de uma demanda eminente e até então reprimida – a realização de transações de pagamento 24 horas por dia, 7 dias por semana a um baixo custo. A combinação destes fatores propicia um ambiente totalmente favorável para os chamados pagamentos instantâneos, no qual possibilitarão o surgimento de novos conceitos, novos modelos de negócio, e consequentemente novos produtos e serviços. Na essência, o pagamento instantâneo permitirá entregar uma melhor experiência aos clientes, bem como melhores ofertas de serviços financeiros, além de agregar praticidade, conveniência e segurança no dia-a-dia das pessoas.

Em diversas regiões do mundo, modelos de pagamentos instantâneos, bem como suas infraestruturas de suporte, encontram-se em diferentes estágios, seja de estudos, implementação ou ainda mais avançados. Seguindo tendências observadas em localidades como Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, China e África do Sul, o nosso Banco Central, por meio do comunicado 32.927, divulgado em dezembro de 2018, apresentou os requisitos para o desenvolvimento do Sistema de Pagamentos Instantâneos Brasileiro.

Diferentemente de outros países, o regulador brasileiro está desenvolvendo a plataforma e será responsável por liquidar as operações, centralizando também a base de endereçamento, ou seja, a identificação única de cada cliente e conta. A nova plataforma batizada de PIX, teve seu lançamento anunciado em fevereiro num evento marcado por esclarecimentos e novidades por parte do órgão regulador, antes mesmo da finalização das especificações técnicas e da definição das regras do novo arranjo de pagamento. A previsão é que a plataforma entre em funcionamento a partir de novembro de 2020, para que esteja funcionando de modo pleno em dois anos. Os testes de conectividade já foram iniciados e deve ser homologado a partir de junho, conforme cronograma apresentado pelo Banco Central. Até a data do lançamento, 13 instituições já haviam demonstrado prontidão e enviado certificados de conexão para iniciar os testes. Alguns pontos relevantes como a tarifação e ferramentas de liquidação fora dos horários do STR ainda estão sob avaliação e é esperado que sejam esclarecidos nas próximas interações.

Adicionalmente, pelo fato da segurança ser crucial para este ecossistema, foi criado, no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), um fórum executivo permanente para assuntos relacionados a operações instantâneas e segurança da informação, cuja missão é auxiliar o regulador na criação de um modelo aberto e interoperável.

O Brasil já apresenta infraestrutura de pagamentos considerada avançada quando comparada às de outros mercados e potencializada pela elevada alta penetração de celulares e smartphones na população adulta, se torna um terreno fértil para o desenvolvimento deste tipo de pagamentos. Estima-se que a nova modalidade propiciará operações realizadas em até 10 segundos, com alta disponibilidade e resiliência (99,9% do tempo), com capacidade de 2.000 transações por segundo.. O sistema permitirá transferências mútuas entre pessoas, entre consumidores e estabelecimento e, ainda, entre empresas e órgãos do governo, em um universo com abrangência estimada em em R$ 8 trilhões em transferência no sistema bancário tradicional (DOC e TED) e cerca de R$ 666 bilhões de transações de débito (dados projetados pela Febraban em 2019).

A nova modalidade de transferência representa uma experiência de pagamentos ultrarrápidos para usuários do sistema e proporciona inúmeros outros benefícios para os diversos elos da cadeia, sendo os principais o governo e as transações rastreáveis, com possibilidade de aumento da arrecadação de impostos. Os possíveis ganhos para a economia também estarão relacionados com o aumento da velocidade de circulação do dinheiro, maior eficiência e competição de mercado. Um grande beneficiário será a sociedade, pois espera se menos crimes de roubo e furto, em decorrência da diminuição do porte de papel moeda, redução de fraudes, facilidade de acesso a serviços financeiros e aumento da formalização da economia.

Na China, por exemplo, parte considerável dos pagamentos é realizada por empresas intermediadoras das operações. Hoje o sistema brasileiro é controlado diretamente pelo regulador. De acordo com pesquisa desenvolvida pela Fischer, em 2018 em parceria com a KPMG havia cerca de 114 startups brasileiras atuando no setor de pagamentos. No entanto, apesar da ampla gama de benefícios, alguns desafios operacionais são impostos, visto que, em poucos segundos, os provedores de infraestrutura devem decidir se efetuam ou não o pagamento de um cliente ou se recebem ou não o dinheiro enviado.

Nesse panorama, a chegada da rede 5G ao Brasil, prevista para meados de 2021, desempenhará papel essencial. Por meio de uma rede pautada por frequências elevadas, teremos mais velocidade de processamento e repasse dos dados, maior número de conexões e menor latência. Será viabilizada, portanto, a incorporação massiva de dispositivos conectados a chamada “internet das coisas” e com ela uma grande disponibilidade de quantidade de dados e que se explore ao máximo o verdadeiro potencial desta tecnologia.

É evidente que o rápido avanço tecnológico tem proporcionado que se materializem uma série de oportunidades tanto para os clientes e novos entrantes do sistema financeiro, como para as organizações e para a sociedade em geral. Sabemos que as novas plataformas e as novas tecnologias precisam passar por numerosos testes antes da adoção comercial, ainda temos muito caminho por percorrer. Entretanto, é fundamental que, neste momento, as empresas repensem suas estratégias e se posicionem neste novo contexto de negócio, para que possam ter um papel de protagonismo no futuro.

Cláudio Sertório, sócio-líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil.

Dustin Pozzetti, sócio-líder de tecnologia, mídia e telecomunicação da KPMG no Brasil.

Whatsapp vira porta de entrada para o e-commerce

Presente em mais de 120 milhões de aparelhos no Brasil – o segundo país com maior número de usuários – o Whatsapp se tornou, novamente, protagonista. Desta vez, em um período de instabilidade econômica, causada pela Covid-19, o aplicativo de mensagens instantâneas se tornou aliado das PMEs, que viram a necessidade da digitalização para se conectar novamente com o consumidor. Hoje, a ferramenta já é vista como principal canal de comunicação e venda para muitas empresas.

“E-mails e aplicativos de conversas cresceram muito nos último trimestre. No Brasil, por exemplo, houve um crescimento em 500% nas conversas pelo WhatsApp durante o período de isolamento social, segundo dados interno”, diz Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk , startup que auxilia empresas a venderem via canais digitais. Confira quatro dicas listadas pelo empreendedor que podem auxiliar na utilização máxima das funcionalidades do app:

1) Chatbot

Chatbot é uma aplicação que você pode usar dentro do WhatsApp para automatizar ações. Com ele, você responde de forma rápida as principais dúvidas, oferece suporte, compartilha catálogo e, conecta automaticamente cliente e vendedor, economizando tempo das equipes e dos clientes.

Para quem gosta de colocar a mão na massa, existem várias plataformas no mercado para a criação dos bots. Para quem se assusta apenas ouvindo a palavra “programação”, também há soluções prontas oferecidas no mercado. É só ajustar o conteúdo de acordo com o seu produto e ativar o chatbot no seu WhatsApp. Em minutos você consegue potencializar sua força de vendas com um funcionário que trabalha 24 horas por dia, 7 dias da semana.

2) Objetivos

A ideia de usar o WhatsApp é empolgante para quem está começando a usar o aplicativo como canal, mas tem que tomar alguns cuidados. Para Rodrigo, as pessoas deverão se questionar em relação aos objetivos da empresa dentro do app.

“Muita gente erra porque quer usar todas as ferramentas de uma vez, com o mesmo objetivo. Você acredita que já recebi a mesma mensagem de uma empresa no WhatsApp e no e-mail? Pensei: por que essa empresa está se comunicando por dois canais simultaneamente?”, completa o empreendedor.

3) Conteúdo

Outro ponto que deve se levar em conta sobre o WhatsApp é o tipo de conteúdo. Para Ricco, deve se evitar textos enormes, áudios extensos entre outros materiais que não têm relação com o aplicativo.

“Tenha em mente que o aplicativo tem suas particularidades como: tamanho das mensagens escritas e até de áudio (se for o caso), tom de voz usado, a quantidade de material enviada etc. Qualquer excesso pode ser motivo de bloqueio do número da sua empresa pelos seus contatos”. Enfatiza.

4) Pesquisas

A utilização do termo data-driven por empresas (organizações que tomam decisões a partir de dados coletados) tem se tornado comum nos últimos anos. Com o aumento do uso dos bots, a ferramenta dentro do aplicativo tornou-se uma opção também para a realização de pesquisas de satisfação, de mercado ou de opinião.

“Realizando pesquisas de mercado, e entendendo o que cada cliente procura, você pode direcionar promoções para o consumidor correto, evitando compartilhar ofertas incompatíveis com aquela pessoa, o que pode causar um mal-estar entre empresa e cliente”, finaliza Rodrigo.

37% das empresas pretendem investir em treinamento para colaboradores em trabalho remoto

Com o objetivo de compreender quais são as principais perspectivas do mercado de trabalho agora e pós-pandemia, a Catho realizou um estudo com mais de 370 empresas. De acordo com a pesquisa, 37% das organizações pretendem investir em treinamento para colaboradores em trabalho remoto e 15% responderam que ainda não sabem. Neste cenário, especialista aponta habilidades fundamentais dos profissionais remotos e como se destacar.

Segundo Patricia Suzuki, diretora de Gente e Gestão da Catho, a transformação cultural deve assegurar a institucionalização do trabalho remoto, processos de capacitação das lideranças e equipes, aquisição das ferramentas de uso diário e claro, habilidades indispensáveis que esses profissionais precisam ter para uma boa execução do trabalho a distância.

“É necessário reforçar que neste ambiente virtual há alguns skills fundamentais para que o fluxo de trabalho opere da melhor forma possível. De modo geral os rituais das empresas se mantém os mesmos, porém adaptados ao formato online, isto ajuda a preservar a cultura organizacional em transformação para o remoto. Neste cenário, a inteligência emocional e comunicação proativa são ainda mais importante aos olhos dos recrutadores e lideranças”, explica a diretora.

Conheça as habilidades essenciais dos profissionais para o trabalho remoto:

Organização e responsabilidade: assim como no formato presencial, atrasar em reuniões e não cumprir prazos ganham uma conotação negativa e de pouco comprometimento com a empresa. Desta forma, se atente aos horários dos calls agendados, coloque lembretes nas listas de tarefas e mantenha o compromisso profissional. Pontualidade, gestão do tempo e priorização de atividades são indispensáveis.

Empatia: se colocar no lugar do outro, nunca foi tão importante. Ouvir e atuar de forma empática, bem como colocar as pessoas em primeiro lugar é fator determinante para fazer o trabalho remoto funcionar de forma efetiva.

Presenteísmo: abrir a câmera nas chamadas de vídeo, participar das reuniões do time de trabalho, contribuir com insights, sugestões e feedbacks. Esses são alguns pontos de destaque dos profissionais engajados remotamente. Por meio da presença virtual, o profissional oferece o máximo do seu dinamismo e protagonismo como profissional.

Inteligência Emocional: autoconhecimento, relacionamento interpessoal e com a equipe são skills extremamente valorizados pelos recrutadores. Candidatos que possuem a capacidade de administrar as próprias emoções e driblar as barreiras da timidez, principalmente devido a necessidade de se posicionar cada vez mais diante de câmera, são os mais desejados para trabalharem remotamente. Dentre os pontos que são observados no ambiente virtual estão o descontrole emocional nas práticas de trabalho diárias e falta de ética nos tratamentos entre as pessoas.

Gestão de conflitos: mediar impasses entre pessoas e times também é desafio no ambiente virtual, desta forma, como o objetivo de manter conexão entre as pessoas e diminuir os impactos negativos que podem surgir à distância, busque momentos de interação. Café virtual, almoço online com o time, bate-papo com colegas. Leve aspectos do dia a dia para o trabalho remoto, além de ajudar a construir um time mais colaborativo, reduz eventuais ruídos.

Colaboração: A capacidade de co-criar sem invalidar as ideias dos demais colegas é mais um skill importante para o trabalho remoto. Profissionais com essa característica mantém acesa a chama da criatividade e inovação em equipe, além de serem super importantes no dia a dia profissional.

Comunicação proativa: Mais do que apenas se comunicar é importante ser proativo nesse processo. Registros “assíncronos” são aqueles em que informamos e apontamos o fluxo de trabalho para que qualquer um no time seja capaz de dar andamento e/ou responda no seu ritmo, isto como consequência ajuda na produtividade de toda a equipe.

Neste cenário, é importante assegurar os pilares fundamentais para a efetividade de implementação do trabalho remoto: cultura, pessoas e ferramentas tecnológicas.

Empresas gigantes em dias de startups

Por Ricardo Salama, Head of Sales do SAS para América Latina

Temos visto empresas gigantes e governos altamente burocráticos agindo como verdadeiras startups. Durante uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história, vemos empresas cortando tudo que não seja absolutamente vital e, ao mesmo tempo, tomando decisões estratégicas em horas. A verdade é que a maioria das empresas luta pela sobrevivência imediata para que possa prosperar no futuro. Há, claro, os grandes vencedores. Mas aqui estamos falando da grande maioria das corporações, abaladas com o momento. Como é possível de repente tanta agilidade? A resposta está principalmente em três fatores: redução drástica de burocracia interna, delegação de poder aos colaboradores e digitalização!

Como alguns exemplos da necessidade abrupta que chacoalhou as gigantes: o Governo brasileiro teve que pagar auxílios para 55 milhões de necessitados; o Itaú contratou 260 pessoas em processos totalmente remotos; e as operadoras de telecomunicações tiveram que readequar todo o tráfego de banda larga que migrou consideravelmente dos centros comerciais para áreas periféricas. Tudo em questão de dias ou semanas.

A burocracia de processos teve que ser gentilmente atropelada pela necessidade do cliente. Assim como uma startup, a necessidade de sobrevivência faz com que processos mínimos sejam implantados e que a visão de resultado se sobreponha. É verdade que a burocracia pode ter, em alguns casos, seu papel de garantir compliance, seguir processos benéficos ou até de garantir uma maior conformidade com a estratégia de longo prazo de uma empresa. Entretanto, o saldo desta mudança pendular é certamente benéfico.

Um segundo fator preponderante – e talvez o mais importante – é a tomada de decisão bem mais descentralizada. Corporações rígidas estão precisando dar muito mais autonomia para que todos tomem decisões. Ambientes mais abertos e descentralizados fazem com que talentos surjam, a meritocracia prospere e que os funcionários se sintam valorizados. Se as empresas precisam tanto ajustar os perfis das pessoas a uma transformação digital, aqui temos uma grande oportunidade.

Por fim, a transformação digital, que em muitas empresas era um plano de médio prazo, não só foi acelerada, mas se tornou um item de sobrevivência. Quando vemos varejistas como C&A, Casas Bahia e Magazine Luiza mudando totalmente a venda para o e-commerce, e até permitindo que os vendedores realizem toda a operação de venda pelo WhatsApp, temos de fato à conclusão de que a transformação digital chegou. Mesmo não apresentando resultados financeiros momentâneos que possam compensar a operação tradicional, ocorreram saltos no e-commerce de por exemplo 45% (no caso de Via Varejo) e 73% (no Magazine Luiza) no primeiro trimestre deste ano.

A grande dúvida que fica é se esse movimento encontrará o equilíbrio, ou seja, se essa agilidade será de fato incorporada às empresas ou se a burocracia e hierarquização voltarão no “novo (velho) normal”. É difícil prever qualquer cenário neste momento. Entretanto, fica claro que o novo consumidor não aceitará os mesmos comportamentos. A escolha não será mais entre o delivery ou pessoal, trabalho no escritório ou remoto ou entre o digital ou físico. Sobreviverão as empresas que puderem ajustar o pêndulo em consonância com o novo mercado e o novo consumidor.

Programa Pulse da B2Mamy busca acelerar startups em fase inicial

Voltado para mulheres que querem impulsionar suas startups, aprender os diversos conceitos do empreendedorismo e imergir nesse mundo ou implementar processos mais ágeis a B2Mamy , primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que elas sejam líderes e livres economicamente criou o Pulse. O programa de aceleração powered by Google for Startups é focado em startups early stage, ou seja, que estejam na fase inicial .

A 8ª edição do Pulse, assim como a anterior, acontece totalmente online e conta com 10 vagas subsidiadas pelas marcas apoiadoras, como Huggies e ConectCar. As inscrições estão abertas até 24 de julho e as empresas interessadas devem preencher os seguintes critérios:

• Estar em estágio inicial (early stage);

• Liderados ou fundados por mulheres e mães (reservamos 30% das vagas para outros perfis);

• Negócios no contexto digital com soluções em tecnologia (marketplace, EAD, APPS e SaaS).

Com mais de três anos de atuação no mercado, a B2Mamy já acelerou mais de 231 empresas e já capacitou mais de 10.500 mulheres. As últimas turmas formadas pelo Pulse, juntas, já faturaram mais de R﹩ 729.934,40.

Mais do que orientar ideias na fase inicial, a B2Mamy entrega informações essenciais para as mães empreendedoras, dando a elas oportunidades reais de na área das startups. “O programa Pulse nasceu com o intuito de trazer conexão a essas empreendedoras e a vivência do mercado na prática”, comenta Dani Junco, CEO e fundadora da aceleradora.

B2Mamy Pulse – 8ª turma

Seletivas até: 24 de julho

Início das aulas: 06 e 07 de agosto

Final das aulas: 11 de dezembro

Link Inscrição:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeXXlTVSMit4JfDbzALfCvyHG_mgXxry_etlu-VKvQe4XvBJg/viewform

Pulse:

http://www.b2mamy.com.br/to-no-pulse

TIM lança desafio para startups com soluções de IoT voltadas ao agronegócio

A TIM lança hoje, dia 17, o Desafio 4G TIM no Campo em busca de startups que tenham soluções inovadoras em IoT (“Internet of Things”) para o agronegócio. Com o tema Conectividade para eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura, a iniciativa tem parceria da AgTech Garage e oferece para os empreendedores a oportunidade de trabalhar com grandes empresas do setor, validando suas soluções e realizando provas de conceito das ferramentas. Como as inovações devem funcionar na rede 4G em 700MHz, padrão utilizado pela TIM no agro, as startupsselecionadas têm potencial de se tornarem parceiras da operadora no projeto “4G TIM no Campo”.

“A TIM sempre foi uma grande agregadora de empresas, startups e instituições que se unem com o propósito de desenvolver soluções para os mais variados setores da sociedade. Com desafios como esse, temos a possibilidade de conhecer soluções de empreendedores de diversas partes do País, expandindo ainda mais o ecossistema de soluções inovadoras utilizando o 4G tão importante para a digitalização do agronegócio brasileiro. Nossa parceria com a AgTech Garage vai nos permitir auxiliar na maturação dessas soluções, que podem vir a fazer parte do nosso portfólio de serviços”, define Alexandre Dal Forno, Head de Marketing Corporativo & IoT da TIM Brasil.

O Desafio 4G TIM no Campo busca soluções, conectadas à rede 4G e/ou à plataforma Narrow Band-IoT, que contribuem para a melhor eficiência e sustentabilidade no processo de controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com ênfase nas culturas de algodão, milho, soja e cana-de-açúcar. Para isso, a AgTech Garage e a TIM vão conectar os empreendedores com diversos parceiros que vão auxiliar no desenvolvimento das ferramentas, com o objetivo de construir parcerias relevantes e duradouras (modelo de revenue-share) das startups com a operadora.

“Conectividade é uma área chave para inovação e transformação digital no agro, a TIM reuniu parceiros de peso, tenho certeza que essa iniciativa vai gerar grandes oportunidades para as startups e resultados de impacto para o setor. Essa ação liderada pela TIM de forma mais ampla demonstra maturidade do ecossistema de inovação, com envolvimento de grandes empresas, grupos produtores e startups trabalhando juntos. Percebo poucas iniciativas como essa no mundo, Brasil além de líder em produção está liderando a nova dinâmica da inovação no agro”, afirma José Tomé, CEO AgTech Garage .

Inscrições e seleção

Até o dia 11/08, as startups podem inscrever os seus projetos relacionados ao tema Conectividade para eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura no site http://www.agtechgarage.com/4gtimnocampo/. Estão elegíveis soluções como sistemas de precisão para eficiência de aplicação e redução da sobreposição na pulverização de defensivos; de eficiência operacional e minimização de custos para controle de pragas, doenças e plantas daninhas; controle de pragas com soluções alternativas ao uso de defensivos agrícolas; e controle da deriva em aplicação aérea.

Os projetos selecionados serão anunciados entre os dias 19 e 31 de agosto. No dia 02/09 será realizada uma rodada de apresentações para um painel de jurados composto por integrantes da TIM, AgTech Garage e parceiros das duas empresas. As startups serão avaliadas com base no potencial da solução e sinergias com a iniciativa 4G TIM no Campo. Após seleção do projeto – ou projetos – acontece o planejamento da prova de conceito da solução que será aplicada em um parceiro da operadora a ser definido durante o processo de seleção, respeitando as limitações impostas pela pandemia.

Os riscos da falta de segurança na nuvem

Por Alexis Aguirre, Diretor de Segurança da Informação da Unisys para a América Latina

A adoção de nuvem por empresas Latino-americanas segue crescendo e, em meio ao momento delicado que estamos vivendo, não há tecnologia mais útil que essa para garantir a continuidade de operações com agilidade e produtividade. Para além disso, quem já utilizava recursos de nuvem sabe que eles geram inovação e, ao mesmo tempo, redução de custos, já que é possível prever os gastos envolvidos em cada projeto.
Certo, Cloud agora é uma premissa, um caminho sem volta. O próprio Gartner já chama a nuvem de “o novo normal da TI corporativa” (the new normal for enterprise IT). Nesse cenário, a discussão urgente que estamos perdendo não deveria ser sobre adoção da nuvem e sim sobre um melhor entendimento das mudanças fundamentais de paradigma que chegam com o uso da nuvem. As companhias estão atrasadas para perceber que, com a nuvem, a superfície de ataques hackers muda de lugar.
Então, vamos a pontos práticos e críticos sobre como criar uma consciência corporativa para evitar ameaças de segurança da informação na nuvem.

Tenha clareza sobre os responsáveis de cada parte do projeto
Um desafio que vem com a nuvem é a falta de clareza sobre quem é responsável pelo quê. A dica é se organizar e aderir a operações do DevSecOps para obter integração,implementação e melhorias contínuas após a migração inicial para a nuvem.

Não subestime a complexidade dos ambientes em nuvem
As organizações tendem a subestimar as complexidades dos ambientes em nuvem — e sua proteção. A maior flexibilidade e poder dos serviços em nuvem resultam em maior complexidade de governança e operações, aumentando a possibilidade de vulnerabilidades devido a configurações incorretas.
A flexibilidade e o poder inigualáveis dos microsserviços em contêiner e do Kubernetes também resultam em complexidade adicional, aumentando o número de interfaces que podem ficar expostas. Não compreender ou investir nas ferramentas e nos conhecimentos necessários para gerenciar essa complexidade resulta em configurações abaixo do ideal, levando a explorações e vazamentos de dados.

Um novo DNA pede um novo processo de monitoramento
Algumas organizações acreditam que podem usar tecnologias de segurança locais em ambientes dinâmicos de nuvem. As abordagens tradicionais simplesmente não funcionam porque estamos falando de um novo DNA. Na nuvem, você precisa ter um processo automatizado para proteção da carga de trabalho remoto. Você não tem o tempo ou o luxo de alguém monitorar isso diariamente.

Crie novas políticas, práticas e procedimentos de segurança
A nuvem consolidou infraestruturas, sistemas e recursos de computação. Agora, as organizações precisam preparar suas políticas de proteção de dados para funcionar quando não têm controle da infraestrutura na qual seus dados residem.

Como lidar com microsserviços
Fornecedores de software oferecem microsserviços em contêineres, que podem ser aproveitados como componentes por aplicativos. Eles vêm com uma variedade de opções de licenciamento comercial e de código aberto, com diferentes níveis de suporte ou nenhum outro suporte que não seja uma comunidade online. Algumas licenças de código aberto, como a GPL, podem tornar o software inadequado para alguns usos de produção. As implicações legais e de custo do licenciamento de microsserviço são um aspecto importante desse novo cenário de aplicativos. É recomendável considerá-las durante o desenvolvimento do aplicativo antes da transição para a produção.

A importância do acesso seguro
O acesso seguro pressupõe que aplicativos, rotas ou sistemas de comunicação sejam utilizados apenas por quem possui credenciais apropriadas para tal. Os relacionamentos e limites de confiança precisam ser gerenciados de acordo com os objetivos de negócios e as restrições legais. Além da autenticação robusta que usa rotação de credenciais e autenticação multifator, os acessos precisam ser definidos em termos de funções baseadas do menor ao maior privilégio.

Limite e proteja sua superfície de ataque
A eficácia em minimizar a superfície de ataque implica em limitar o acesso externo e interno (por exemplo, portas abertas) ao que é absolutamente necessário. Implica também em desabilitar funções e infraestrutura desnecessárias de software. Isso reduz o número de itens que podem ser comprometidos.
A superfície de ataque não só deve ser limitada, mas também precisa ser protegida por meio de uma estrutura automatizada e que detecte inteligentemente o tráfego anormal ou o comportamento do software. Isso deve resultar nas ações de quarentena e notificação orientadas por políticas apropriadas, limitando assim o impacto de violações.

A jornada na nuvem tem nos guiado ao futuro. Se feita corretamente, pode trazer muitos benefícios para as empresas. Só não podemos nos esquecer de que nuvem e segurança devem caminhar juntas. Não é improvável que companhias corram riscos de violações de dados, mas aquelas que estiverem preparadas para corrigir e isolar ataques em segundos ou minutos serão mais bem-sucedidas.

Cargill contrata mais de 170 novos profissionais mesmo em período de crise no país

A Cargill finalizou mais um processo seletivo para a contratação de estagiários para as suas unidades no Brasil. Ao todo, foram mais de 170 profissionais contratados mesmo em período de instabilidade econômica.

“Não desistir do nosso programa de estágio foi fundamental para mostrar o nosso apoio a todos nesse momento de grandes incertezas que estamos vivendo. E, com isso, nós também conseguimos agregar mais valor à Cargill, trazendo novos talentos e os preparando para o mercado de trabalho com os nossos programas de desenvolvimento interno”, explica Nathalia Sobral, gerente de Talent Acquisition da Cargill no Brasil.

Desde 2017, a Cargill vem apostando em um modelo inovador de processo seletivo. Feito virtualmente, o programa consiste em etapas que envolvem game de competências, teste de inglês e dinâmica com a consultoria. Além disso, para tornar as contratações ainda mais inclusivas, a companhia adotou o modelo de “currículo cego”, no qual além de não terem o conhecimento sobre a instituição dos candidatos, os gestores contratantes também não têm acesso ao nome, idade e gênero dos estudantes.

Além de ter a preocupação com o processo seletivo, a forma como esses novos profissionais serão recebidos também é desafiante. “Nesse ano, com a quarentena, decidimos seguir o recrutamento de forma totalmente online e o resultado foi muito positivo. Com a ajuda da nossa equipe de TI, RH e Gestores, já estamos também preparando tudo que será necessário para que eles consigam receber os equipamentos em casa, além de terem acesso aos treinamentos que realizamos com todos os funcionários assim que são contratados e serem gerenciados da melhor forma mesmo que remotamente”, explica a executiva.

XP Inc. é a primeira empresa do país a assumir meta de ter ao menos 50% de mulheres entre todos os colaboradores

A XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do Brasil, é a primeira empresa do país a assumir compromisso público de equidade de gênero entre todos os seus colaboradores. A empresa tem como meta contar com, ao menos, 50% de mulheres em seu quadro total de funcionários até 2025, em todos os níveis hierárquicos. Hoje, a companhia possui 2.600 colaboradores, e deve encerrar o ano com 3.100 funcionários. O percentual atual de mulheres na companhia é de 22%.

Para atingir a meta traçada, a companhia está implementando uma série de medidas práticas. Entre elas, destacam-se:

· Criação do coletivo feminino MLHR3, além do fomento de grupos/comunidades internas para discussões e implementação de ações;

· Treinamento para lideranças;

· Treinamento para preparar todos os colaboradores que realizam processo seletivo;

· Mentoria de carreira para mulheres;

· Acompanhamento de KPIs de promoções e remuneração entre os gêneros;

· Revisão de políticas internas – ajuste da nomenclatura das vagas e avaliação de desempenho;

· Canal aberto para participação e discussão;

· Parcerias para desenvolvimento de mulheres e para dar suporte à inclusão, a começar pelo Reprograma, iniciativa de formação de mulheres para trabalhar com programação;

· Licença maternidade e paternidade estendida;

· Possibilidade de trabalho remoto para todos os colaboradores, de acordo com o que for melhor para cada profissional.

Para Marta Pinheiro, sócia e diretora de ESG da XP Inc., a meta tem como objetivo acelerar o processo de inclusão de mulheres no mercado financeiro e em cargos de liderança. “Entendemos o contexto histórico da nossa sociedade e desse mercado, que hoje não atrai ou favorece a presença feminina, e o nosso intuito é derrubar essas barreiras. Mais mulheres no mercado financeiro também significa mais empoderamento de suas finanças, que é uma ferramenta de liberdade. Destaco ainda o home office como uma excelente política de flexibilidade, que irá contribuir para a questão de carreira e maternidade, um dos pontos cruciais para profissionais mulheres. Por fim, como líder do coletivo de mulheres (MLHR3), fico muito orgulhosa em ver uma empresa do porte da XP assumir um compromisso público nesse sentido, pois tenho certeza que seremos seguidas por outras empresas, criando assim um ciclo virtuoso para a equidade de gênero no país”, disse.

“Queremos criar as melhores condições para que essas profissionais consigam desempenhar todo o seu potencial, auxiliando nas questões do dia a dia do trabalho e, também, na qualidade de vida das nossas colaboradoras. Queremos ser exemplo de empresa que gera um impacto positivo para a sociedade, da qual os nossos colaboradores, clientes e investidores tenham muito orgulho”, afirma Guilherme Sant’Anna, sócio e diretor de Gente & Gestão da XP Inc.

MLHR3

A XP Inc. anunciou na última semana a criação do coletivo feminino MLHR3 (em alusão às siglas utilizadas por empresas listadas em Bolsa), com a participação de 135 mulheres. O MLHR3 tem como objetivo discutir os principais assuntos relacionados ao tema, além de ter canal aberto com o time de Gente & Gestão da empresa e com o CEO, Guilherme Benchimol. Uma das primeiras medidas já tomadas pelo grupo é a parceria com o Reprograma (reprograma.com.br), iniciativa que auxilia na formação de mulheres em programação, hoje uma das áreas com mais oportunidades no mercado de trabalho.

Segue abaixo manifesto do grupo MLHR3:

Quando uma mulher ocupa um lugar pela primeira vez, ela transforma esse lugar. Ela abre um caminho. Ela diz: sim, nós podemos estar aqui. E agora, o aqui não é mais o mesmo. Ela risca o chão. Ela pega uma enxada na mão. Se precisar, ela diz outra vez, e mais alto: sim, nós podemos estar aqui. Aqui, ali e lá também. E estar aqui é puxar as próximas. Não se contentar em ser uma. Duas. Ou dez.

Porque abrir um caminho, é inspirar novos caminhos. E a cada nova mulher, ocupando um novo espaço, a nossa rede cresce. Ganha força. Se multiplica.

Quanto mais presentes estivermos, mais visíveis ficamos. E ninguém pode sonhar com aquilo que não pode ver.

Por isso, pra continuar mudando o jeito que os brasileiros investem, precisamos mudar o jeito que as brasileiras sonham.

Acesse o manifesto aqui: http://we.tl/t-ZyoIOKgNkC.

Uso do dinheiro em espécie cresce no Brasil

Levantamento realizado pela TecBan, administradora do Banco24Horas, revela que o volume de dinheiro sacado neste mês cresceu 25% desde abril. Durante a pandemia do Covid-19, o Banco24Horas foi responsável pelo atendimento de 50 milhões de pessoas, resultando em mais de 100 milhões de saques por mês. No período, foram registradas 180 milhões de transações (saques, extratos, transferências e etc) nos cerca de 23 mil caixas eletrônicos.

Ainda de acordo com os dados do Banco24Horas, as populações das classes C, D e E puxam o aumento do uso do papel moeda como meio de pagamento. Ao todo, 60% das operações de saque são realizadas em regiões residenciais desse perfil de pessoas, que possuem restrições de acesso ao sistema financeiro e à conectividade.

As informações mostram que apesar do isolamento social e da crise financeira, o dinheiro em espécie é fundamental para a economia brasileira. “Vivemos em um país em que 29% das pessoas ainda recebem salários em papel moeda e 91,6% utiliza como forma de pagamento principal. Em um momento crítico como este, é natural que as pessoas optem por ter o dinheiro em mãos”, analisa Jaques Rosenzvaig, Diretor Geral da TecBan,

O desafio, agora, é aumentar a base monetária brasileira para manter a eficiência do ecossistema de distribuição e garantir que todos tenham acesso. O Brasil vive no seu limite – o volume de dinheiro circulante é muito baixo – apenas 3,9% do PIB. “Na China, esse percentual é mais que o dobro (8,9%). Os EUA registram 8,2% do PIB em moeda circulante e o Japão 21%”, compara o executivo.

Investimentos em inovação para ampliar o acesso

Para contribuir com a melhora constante da eficiência do ecossistema brasileiro, a TecBan tem investido em inovações focadas na convergência físico-digital, de maneira a ampliar ainda mais a capilaridade de seus serviços e garantir acesso ao dinheiro para os diferentes perfis de brasileiros. Ao todo, foram mais de R﹩ 3 bilhões na última década e a previsão é de mais de R﹩ 300 milhões ainda em 2020.

Neste sentido, a TecBan passa a oferecer ao mercado o serviço para sacar dinheiro no comércio. Inicialmente disponível para clientes do Banco24Horas Saque Digital, o sistema é fácil de utilizar. Basta o cliente identificar o estabelecimento comercial credenciado e escanear o QRCode pela TecBan no dispositivo da loja. Em seguida, o consumidor receberá a autorização do valor de saque, que será pago pelo varejista, que por sua vez receberá o valor direto em sua conta.

O serviço é interoperável entre todas as instituições financeiras e poderá ser utilizado via QRCode, Token, PinPad, App, Toten, e o próprio caixa do varejista. O limite de valor do saque será estabelecido pela TecBan.

O grande diferencial do serviço de sacar no comércio da TecBan é o modelo adotado. Baseado em pesquisas e experiências (nacionais e internacionais), a empresa aposta em um formato que trará benefícios para todos os elos da cadeia:

• Instituições financeiras – eficiência, segurança e capilaridade nacional sem precisar fazer nenhum tipo de investimento ou desenvolvimento;

• Estabelecimentos comerciais – além de atrair mais clientes, vão ganhar por cada transação;

• Consumidores – operação será a custo zero (saque grátis).

Para colocar o sistema operação, a TecBan já possui parceria com a Simples Integradora de Redes (grupo Rede Mais Você), integradora de redes e correspondência bancária, com capilaridade em diversos estados do Brasil, com a Fintech Celcoin e com a Software Houses (Sistemas de Gestão para o Varejo), criando uma ampla rede de atendimento, principalmente em localidades sem atendimento bancário.

O serviço já está funcionando em 15 pontos de atendimento nas cidades de Goiânia (GO), Vila Velha (ES), Natal (RN); Fortaleza e Itatinga (CE); Ipubi e Petrolina (PE); Piracuruca (PI); Mari (PB), Garrafão do Norte e Santa Isabel do Pará (PA) e Centro do Guilherme (MA). Mais 100 pontos estão previstos para serem habilitados nas regiões do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Natal e Ceará, nas próximas semanas. A expectativa é que cerca de 30 mil varejistas sejam ativados com o Serviço.

Quando a empresa cresce, como manter a essência de startup viva?

Por Luciana Carvalho, VP de Gente e Performance do Grupo Movile

Ao longo dos anos, vi diversas empresas que cresceram exponencialmente perderem um pouco da essência de startup em nome desse desenvolvimento. Muitas vezes a cultura é consolidada enquanto startup, mas quando a operação começa a ficar robusta e com times maiores, os elos podem enfraquecer. Neste momento a frustração costuma ser grande. Como fazemos para retornar à alma de startup? É possível retomar? Não podemos mais ser o que éramos, porque agora somos grandes. E agora?

Eric Ries, autor do Lean Startup, define que uma startup é desenhada para desenvolver produtos e serviços em cenários de extrema incerteza: novos mercados, novas tecnologias – criando assim um modelo de negócios próprio. Já a grande empresa é desenhada para operar de maneira eficiente e lucrativa um modelo de negócios já existente. A startup cria o que vai ser e como tem que ser. A grande empresa precisa trabalhar algo que já existe e fazer funcionar. Nesse sentido, as características culturais que são trazidas por essa diferença de atuação acabam gerando os estereótipos que você escuta por aí: “startups são ágeis, sem burocracia, respiram inovação. Empresas grandes são engessadas, com processos burocráticos, e dificultam as tomadas de decisão”.

A verdade é que as características de uma não sobrevivem sem as da outra. Se uma grande empresa tem uma super eficiência e lucratividade mas não busca constantemente inovar, pode se tornar ultrapassada (como é o caso clássico de várias gigantes que desapareceram, como a Kodak). Da mesma maneira, uma startup que não olha para seus resultados e processos de gestão pode ter o produto mais inovador do mundo, mas não se sustenta por muito tempo ou não consegue escalar. Meu principal ponto aqui é: sim, é possível ser uma grande empresa com alma de startup, e uma startup com a eficiência de uma grande empresa. Algumas essências podem ser trabalhadas e vividas independentemente se você está em um escritório com 2 mil pessoas ou na garagem de casa com cinco sócios. Trago aqui algumas delas, que atendem a essa ambidestria no contexto em que estou inserida.

A comunicação fluida entre times

Criar relações de abertura e um ambiente de fácil acesso e transparência, garante que o que está acontecendo lá na ponta da operação chegue rapidamente aos(às) gestores(as) e aos times responsáveis de forma clara, sem receios. Se uma mudança é percebida no dia a dia e comunicada facilmente aos envolvidos, responder rapidamente ao mercado e ser pioneiro dentro do setor se torna mais plausível. Isso nos dá uma agilidade gigantesca em antecipar tendências e agir, seja em times pequenos ou times enormes. Por outro lado, a dificuldade está no que isso demanda: uma liderança vulnerável e flexível, capaz de criar um ambiente de comunicação fluida. A formação de lideranças é prioridade para garantir que isso aconteça.

Multidisciplinaridade para resolução de problemas

É muito comum que, em startups, exista a figura do(a) profissional “faz tudo”. A equipe é muito enxuta e o trabalho tem que ser feito. Como grande empresa, talvez você tenha recursos para contratar especialistas, mas se essas pessoas ficam fechadas em suas áreas de atuação, muito se perde em agilidade e possibilidades de resolução de problemas de forma completa, e a inovação pode ser bloqueada. Em grandes empresas, uma maneira de fazer com que a integração aconteça é formar squads de trabalho, que reúnem profissionais de diversas áreas, para execução de projetos ou demandas específicas.

Tolerância ao erro

Esse talvez seja um dos meus favoritos. Em um ambiente onde tudo é processual e com resposta definida (certa ou errada), não existe espaço para inovar. Inovação é uma atividade que requer risco, experimentação e a habilidade de forjar uma resposta que ainda não existe. Como vou acertar a resposta se ela ainda nem existe? Muitos(as) colaboradores(as) guardam dentro de si ideias fantásticas por puro receio de errar e serem penalizados ou julgados, então é importante ter atenção a estímulos inibidores de ideias que passam despercebidos.

Em resumo, e tomando como exemplo os pontos que acabei de citar, acredito que existem várias expressões de cultura que podem funcionar em ambos os tipos de organização, se extraída a premissa fundamental. Ou seja, se você enquanto grande empresa admira muito algum comportamento, modelo de gestão ou ação de cultura implementada em uma startup, minha dica é tentar extrair a essência por trás disso: qual é a premissa que sustenta essa ação? A premissa é um compromisso com transparência? Foco no desenvolvimento de pessoas? Para cada empresa essa essência será operacionalizada de maneira diferente, mas isso não impede que ela seja criada. E o mesmo vale para startups que desejam ganhar a estrutura e eficiência de uma grande empresa.

No fim, a alma de startup talvez esteja nesse apoio que a cultura e seus desdobramentos proporcionam para que as pessoas desempenhem seu melhor com liberdade e autonomia, respeitando, é claro, o porquê de ser da empresa. Uma dose de liberdade, combinada com um grande desafio, gera responsabilidade. E indivíduos autônomos e responsáveis (sejam eles cinco na garagem ou dois mil em um escritório) são, em qualquer organização, o que verdadeiramente transforma ideias em ação e muito além: ação em resultado – a verdadeira inovação.

Inteligência artificial acelera processos no meio jurídico e estimula trabalho estratégico de profissionais do setor

A inteligência artificial já está transformando a rotina de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos no País, e seu papel já vai muito além da automação. Com o aprendizado da máquina, processamento de linguagem natural e soluções cada vez mais avançadas, hoje a tecnologia tem sido uma importante aliada dos advogados nos processos de análises de contratos, gerenciamento de contencioso e outras tarefas que exigiam grande trabalho manual. A startup KOY e a Elaw são exemplos de empresas que já estão otimizando seus processos com as soluções de inteligência artificial de IBM Watson no Brasil.

Além de acelerar processos, as soluções colaboram para que os profissionais do setor ganhem mais tempo para atuar de forma estratégica em demandas de alto valor, já que a tecnologia ajuda a reduzir consideravelmente o tempo de trabalho operacional. Atividades que antes levavam dias, já podem ser realizadas em poucos segundos com a ajuda da IA.

De fato, dados de mercado indicam o avanço da adoção de tecnologias de IA na área jurídica. Segundo o Gartner, até 2023, os assistentes jurídicos virtuais contribuirão para atender a 25% das solicitações internas aos departamentos jurídicos de grandes empresas, aumentando a capacidade operacional das equipes internas.

Descontingenciamento otimizado: valores a recuperar identificados em segundos

Na KOY – Inteligência Jurídica, startup de Recife, que integrou todos os sistemas judiciais brasileiros espelhando andamentos e documentos processuais com informações em tempo real, a plataforma de inteligência artificial ‘Norma’, que usa IBM Watson Assistant rodando na nuvem pública da IBM, vem sendo uma grande aliada na gestão de contencioso.

A tecnologia é uma poderosa aliada para gerar eficiência e otimização nos departamentos jurídicos e escritórios de advocacia. Conforme destaca Karla Capela Morais, CEO e fundadora da KOY, reconhecida pela IBM na lista global Women Leaders in AI como uma das mulheres que estão liderando a implementação da IA nos negócios em todo o mundo, com o suporte da plataforma Norma, processos inteiros passam a ser analisados em segundos, gerando insights sobre os aspectos financeiros para apoiar a tomada de decisão. Assim as empresas conseguem antecipar bloqueios judiciais, localizar ativos judiciais, encerramentos com classificações por motivos e gerar agendamentos inteligentes de providências a serem tomadas, dando visão de gestão 360º. A solução ajuda a economizar tempo e dinheiro, apontando valores a serem descontingenciados para levantar o caixa da empresa. Segundo levantamento da Koy, apenas na Justiça do Trabalho há um valor de cerca de R$ 30 bilhões em tramitação por ano passível de liberação.

“A inteligência artificial tem a capacidade de processar dados massificados de processos, valores, depósitos judiciais, alvarás, entre outros, em linguagem natural e fazer anotações inteligentes para que os advogados tomem providências em tempo real. Graças à essa tecnologia, as empresas tem conseguido se antecipar a bloqueios judiciais e tomar providência a tempo para trocas de garantias. Além disso, em virtude da nossa alta acurácia e velocidade na leitura e processamento de dados em linguagem natural, temos conseguido apontar valores para descontingenciamento num momento em que as empresas precisam encontrar soluções financeiras para seus negócios atravessarem a crise. Geramos recentemente o resultado em um grande cliente de energia que obteve um aproveitamento de 330 milhões de reais em apenas 2 meses com acurácia de 99%.”, destaca a executiva.

Avaliação de contratos e gestão de contencioso

Desde que passou a usar os serviços de IBM Watson Natural Language Understanding e Natural Language Classifier em 2018, a Elaw, que desenvolve soluções tecnológicas para otimizar a gestão de departamentos jurídicos, observou avanços efetivos para seus clientes. A análise detalhada de determinados contratos, por exemplo, que levava 10 dias no modelo convencional, hoje é realizada pelo advogado em menos de 2 minutos com o auxílio da Inteligência artificial.

Na gestão de contencioso é possível identificar automaticamente obrigações de fazer em sentenças e notificar o advogado para que tome providências imediatas. “A solução atingiu 98% de confiança e 99% de acurácia com os modelos desenvolvidos para um cliente com alta demanda. Em algumas empresas, a utilização da IA reduziu significativamente o erro humano, aumentando a assertividade na análise de processos de 60% para 98% gerando uma grande economia no valor provisionado para despesas processuais”, conta Guilherme Bordon, CEO da Elaw.

Profissional mais estratégico e benefícios financeiros

Departamentos jurídicos também estão recorrendo à inteligência artificial para alavancar sua capacidade de atuar de forma estratégica e gerar valor para as empresas. Soluções customizadas são capazes de auxiliar o advogado a realizar o provisionamento de processos de maneira mais assertiva e acelerar levantamentos de garantias processuais. Em ambos os casos, as organizações alcançam benefícios financeiros significativos.

“A incorporação do uso da tecnologia na rotina do profissional do direito é essencial para que ele também consiga lidar com a quantidade exponencial de dados a que está exposto, aumentando sua capacidade de resolver problemas complexos e gerar valor para seus clientes e suas organizações. O emprego adequado da inteligência artificial estimula o potencial humano e tem sido um dos pilares fundamentais da transformação digital que estamos vivendo, e o mundo jurídico também faz parte desta transformação”, avalia Dante Araujo, Diretor Jurídico da IBM Brasil.

Neste contexto, tecnologias como a inteligência artificial deverão se consolidar como a principal fonte de transformação, disrupção e vantagem competitiva na economia para os próximos anos. E, para acompanhar esse movimento, as empresas precisam saber como direcionar seus investimentos; entender os tipos de recursos necessários para obter um melhor desempenho; e implementar uma estratégia de IA responsável e transparente, capaz de manter a confiança dos clientes e partes interessadas e aumentando – não substituindo – a capacidade humana.