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Airbus revela helicóptero Flightlab para testar tecnologias do futuro

A Airbus Helicopters iniciou os testes de voo a bordo de seu Flightlab, um laboratório de voo independente de plataforma, dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de novas tecnologias. O Flightlab da Airbus Helicopters fornece uma base de teste ágil e eficiente para testar rapidamente tecnologias que poderiam equipar a gama atual de helicópteros da Airbus, ou até tecnologias mais disruptivas para futuras aeronaves de asa fixa ou plataformas (e)VTOL.

A Airbus Helicopters pretende promover o teste de tecnologias de propulsão híbrida e elétrica com seu demonstrador Flightlab, bem como explorar a autonomia e outras tecnologias destinadas a reduzir os níveis de ruído de helicópteros ou melhorar a manutenção e segurança de voo.

“Investir no futuro continua sendo essencial, mesmo em tempos de crise, especialmente quando essas inovações agregam valor aos nossos clientes, visando maior segurança, redução da carga de trabalho do piloto e redução dos níveis de ruído”, afirma Bruno Even, CEO da Airbus Helicopters. “Ter uma plataforma dedicada a testar essas novas tecnologias é um passo mais perto do futuro dos voos e é um reflexo claro de nossas prioridades na Airbus Helicopters”, acrescentou.

Os testes de voo começaram em abril do ano passado, quando o demonstrador foi usado para medir os níveis de ruído de helicópteros em áreas urbanas e para estudar particularmente como os edifícios podem afetar a percepção das pessoas. Os primeiros resultados mostram que os edifícios desempenham um papel importante no mascaramento ou amplificação dos níveis de ruído e esses estudos serão instrumentais quando chegar a hora de modelagem de ruído sonoro e definição de regulamentação, especialmente para iniciativas de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Os testes foram realizados em dezembro para avaliar o Rotor Strike Alerting System (RSAS), que visa alertar as tripulações sobre o risco iminente de colisão com os rotores principal e de cauda.

Os testes este ano incluirão uma solução de detecção de imagem com câmeras para permitir a navegação em baixa altitude, a viabilidade de um Sistema de Monitoramento de Uso e Saúde (HUMS) dedicado para helicópteros leves e um Sistema de Back-up do Motor, que fornecerá energia elétrica de emergência em caso de falha da turbina. Os testes no Flightlab continuarão em 2022, a fim de avaliar um novo design ergonômico de controles intuitivos de voo do piloto com o objetivo de reduzir ainda mais a carga de trabalho do piloto, que pode ser aplicável a helicópteros tradicionais, bem como outros tipos de VTOL desenvolvidos para Mobilidade Aérea Urbana.

O Flightlab é uma iniciativa de toda a Airbus, que reflete a abordagem da empresa à inovação com foco na entrega de valor aos clientes. A Airbus já tem vários Flightlabs bem conhecidos, como o A340 MSN1, usado para avaliar a viabilidade da introdução da tecnologia de asa de fluxo laminar em um grande avião comercial, e o A350 Airspace Explorer usado para avaliar tecnologias de cabine conectada a bordo.

O poder do associativismo nos resultados de 2020 para o setor de tecnologia

Por Rodolfo Fücher

O ano de 2020, marcado pela pandemia de Covid-19, trouxe muitos aprendizados e resiliência. Tivemos de rever estratégias e cuidar ainda mais dos nossos colaboradores, família e amigos. Contudo, o associativismo continuou demonstrando sua importância na reivindicação de uma agenda de medidas para garantir a sobrevivência das empresas, a manutenção de empregos e a aceleração digital nos negócios, governo, educação, saúde e tantos outros diante das mudanças acarretadas pelo distanciamento social.

Depois de muito trabalho, cooperação, diálogo, negociações e reuniões virtuais, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software entende que ocorreram vários avanços. Um dos mais importantes e marcantes foi nosso pleito por mais segurança jurídica e tributária, no qual comemoramos o avanço histórico no STF favorável a incidência do ISS (e não ICMS) em operações com software, por meio do julgamento das ADIs 1945-MT e 5659-SP.

Na área econômica, destacamos medidas governamentais que contaram com o nosso empenho, como a flexibilização de garantias para obtenção de linhas de financiamento, que ajudam na operacionalização do crédito na ponta para o empreendedor por meio do PRONAMPE; a dispensa de apresentação de várias certidões para obtenção de crédito em instituições financeiras públicas; a utilização de Fundo Garantidor da União em linhas de financiamento, sem contrapartida financeira das empresas; e o início da construção da plataforma AntecipaGov, que vai permitir que fornecedores utilizem seus contratos com a administração pública federal como garantia para fazer empréstimos e financiamentos em instituições financeiras credenciadas pelo Ministério da Economia (ME).

Já no âmbito regulatório, mantivemos um contínuo trabalho de diálogo e debates com representantes dos poderes Legislativo e Executivo, ressaltando a aprovação da Lei de Licitações; da Lei que reduz a zero as taxas de fiscalização de instalação e as taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina, que vai favorecer os projetos de IoT; e a extensão da desoneração da folha até dezembro de 2021; além do avanço na tramitação do Marco Legal das Startups, que foi recentemente aprovado na Câmara dos Deputados.

Em um ano de retração econômica, a associação manteve sua representatividade, reunindo, aproximadamente, 2 mil empresas associadas ou coligadas, que totalizam cerca de 85% do faturamento do segmento de software e serviços no Brasil, distribuídas em 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal.

Além disso, a entidade começou a colher os frutos da estratégia de atração de associados em outros países e registrou uma importante participação em uma exposição virtual organizada por autoridades comerciais da China.

Dentre importantes realizações para o setor em 2020, a ABES ainda reuniu mais de 80 entidades, representando 14 setores da economia brasileira e totalizando quase 80% do PIB nacional, na formação da Frente LGPD, que busca mais segurança jurídica em um tema que afeta a todos os brasileiros.

O Programa Uma Empresa Ética também aumentou seu escopo, chegando a cerca de 80 empresas que buscam adotar código de ética, treinamento de compliance e canal de denúncias anônimas. Além disso, passamos a entregar certificados para os associados que colocam em prática estes pilares.

Tudo isso só foi possível a partir da confiança, trabalho e ajuda dos nossos associados, da nossa diretoria, conselheiros, colaboradores e fornecedores, confirmando ainda mais a importância do associativismo.

As expectativas para 2021 continuam em alta. Seja qual for a conjuntura, a ABES refirma seu propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos. Entendemos que o papel da entidade é o de assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Governo do Estado de São Paulo abre Consulta Pública para atender à causa “O Futuro do Trabalho”

O Governo do Estado de São Paulo, por meio do programa IdeiaGov, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Centro Paula Souza (CPS), está convidando todos os cidadãos e pessoas jurídicas a participarem de uma Consulta Pública, com objetivo de incentivar a participação da sociedade para subsidiar uma futura e eventual contratação de solução tecnológica.

A tecnologia demandada deverá ser capaz de identificar o cenário atual e as tendências futuras do mercado de trabalho em todo o estado. O objetivo é que a solução possa ajudar o Governo do Estado de São Paulo na identificação e definição de melhores cursos e capacitações profissionalizantes a serem ofertados no território paulista, por meio de um radar de oportunidades que apresente as tendências de empregos, no curto e médio prazo, e no nível regional ou municipal.

Com isso, os organizadores esperam que os investimentos públicos em oferta de ensino profissionalizante sejam feitos com maior precisão e alinhados ao potencial de empregabilidade de cada região, além de estimular a geração de renda por meio do empreendedorismo. Também é esperado que o setor privado local tenha mais facilidade para a contratação de mão-de-obra capacitada para o desenvolvimento dos seus negócios.

“Dentro das nossas expectativas com a causa, estão também, que o processo de definição de cursos e capacitações seja baseado em dados, tornando-se mais objetivo, dinâmico e transparente para a sociedade. Também esperamos que seja disponibilizada de maneira tempestiva e atualizada as informações necessárias para avaliação de pertinência e assertividade das vagas ofertadas em cursos do Centro Paula Souza e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – para os gestores públicos e a sociedade de modo geral”, afirma Daniel Barros, Subsecretário de Ensino Técnico, Tecnológico e Profissionalizante.

Os interessados em responder a esta consulta pública, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, deverão acessar o site https://ideiagov.sp.gov.br/causas/futuro-do-trabalho e responder ao formulário específico para esta consulta até as 23h59min do dia 05 de março de 2021.

Scup agora é TORABIT

Plataforma passa a ser gerida por empresa 100% brasileira e que integra o inovabra habitat, um dos maiores ecossistemas de inovação do país

Em novembro de 2020 o TORABIT passou a gerir a plataforma Scup, pioneira no Brasil em monitoramento e gestão digital. O Torabit, que é um dos habitantes do inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, passa a atender quase 350 clientes e a manejar o monitoramento de mais de 600 marcas nas redes sociais.

A multinacional Sprinklr, empresa mãe do Scup, passará a focar sua estratégia de negócio no mercado enterprise. Neste sentido, o TORABIT firmou um acordo operacional com a Sprinklr para o atendimento da carteira de clientes Scup. A escolha foi pautada pelas semelhanças tecnológicas em termos de funcionalidades entre as plataformas e pela sinergia de valores entre as equipes. Os funcionários do Scup serão absorvidos pelo TORABIT.

Para o cofundador do TORABIT Caio Túlio Costa, a operação só trará vantagens: “Nossos clientes terão muito a ganhar com as duas equipes trabalhando juntas. O Torabit ganha igualmente um upgrade de peso para desenvolver mais produtos e novas funcionalidades”. E completa “Será um belo desafio para o qual, temos certeza, estamos preparados. Principalmente, porque fazemos parte do inovabra habitat, um ambiente de coinovação que nos apoia e contribui para a geração de negócios, por meio de conexões com grandes startups e corporações”, avalia Costa.

O TORABIT é uma plataforma de monitoramento digital 100% brasileira e foi concebida e desenvolvida por uma equipe reconhecida pela competência em mídias digitais: o jornalista Caio Túlio Costa, um dos fundadores do UOL e ex-presidente do iG; o engenheiro Daniel Amaral, especialista em arquitetura da informação que também trabalhou na fundação do UOL e foi consultor da ONU para o desenvolvimento da área de informática no Timor Leste; e a expert em mídias sociais Stephanie Jorge, coordenadora de mídias sociais e monitoramento de campanhas presidenciais.

O Torabit processa diariamente dezenas de milhões de informações espalhadas na internet, aplica a elas tecnologia de inteligência sintética e entrega ao usuário as alavancas e insights necessários para manejar o engajamento de marcas, gerir crises, criar pautas e conteúdo, gerar lides, produzir dossiês, auscultar a opinião pública, enfim, dar a qualquer marca, empresa, político, veículos de comunicação, celebridade ou instituição o poder de se movimentar com assertividade no meio digital.

Indústria de transformação quer transformar o Brasil

Nações com o porte do Brasil necessitam de uma forte indústria de transformação. Para a promoção de um projeto eficaz de desenvolvimento sustentado, ou seja, economicamente pujante, socialmente justo e ambientalmente correto, não basta o progresso dos serviços, agronegócio, prospecção mineral e setor financeiro. A constatação, tão óbvia e praticamente consensual em todo o mundo, depara-se, ocasionalmente, com inconsistentes contrapontos no País, em contraste com o que se verifica nas nações ricas e nos demais integrantes dos BRICs. Nesses, é incontestável o papel da manufatura em sua jornada de modernização, inclusão socioeconômica, atração e promoção de investimentos produtivos, criação intensiva de empregos, inovação e oportunidades de negócios.

Tais questionamentos expressam uma visão muito rasa de que deveríamos nos ater às nossas vocações inatas na atividade industrial, ou seja, limitá-la ao processamento agroindustrial. Essa premissa não resiste sequer à análise referente ao equilíbrio da balança comercial. Por mais que o agronegócio e a agroindústria tenham hoje elevada expressão no nosso comércio externo, teríamos um gigantesco déficit anual se não fabricássemos bens de capital, aço, produtos químicos, automóveis, cimento, plásticos, brinquedos, calçados, medicamentos, máquinas e implementos agrícolas, trens, ônibus, caminhões, computadores, roupas, eletrodomésticos, eletrônicos e uma infinidade de produtos de alto valor agregado.

Negar-nos, enquanto economia e nação, a prerrogativa de desenvolver competências e tecnologias significa um retrocesso à jurássica lógica colonialista, resignando-nos à condição de fornecedores de produtos primários e compradores de bens avançados. Essa anacrônica equação sintetiza-se em uma palavra: subserviência. É fundamental para o desenvolvimento pleno, o atendimento às demandas da população e até mesmo a soberania nacional reduzirmos as dependências, explorando nossas melhores competências, sejam elas naturais ou obtidas e conquistadas ao longo do tempo.

Temos, neste exato momento de enfrentamento da Covid-19, um duro exemplo dessa questão: dependemos da importação de princípios ativos para a produção de vacinas, certamente o item de maior demanda no mundo hoje, sujeitando-nos à boa vontade de laboratórios e governos estrangeiros, o que fatalmente atrasará o fim da pandemia no País. Felizmente, nossos competentes institutos Butantan e Fiocruz, que participaram do desenvolvimento de imunizantes, em breve terão a transferência de tecnologia, que lhes permitirá autonomia para a fabricação. Para isso, contudo, desenvolveram competências.

Como, aliás, fizeram a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul, devastados por guerras, que, muito além de suas vocações naturais, construíram três dos mais sofisticados e diversificados parques industriais do mundo. Como também, em escala menor, demonstrou o Brasil, ao fabricar aviões de alto desempenho, ao pesquisar e desenvolver a tecnologia dos motores flex, fundamental e estratégica para que o mundo todo possa utilizar biocombustíveis, mais limpos e renováveis, e ao produzir, graças ao ágil e eficiente ajuste de numerosas fábricas, respiradores pulmonares, máscaras e equipamentos de proteção individual para o enfrentamento da pandemia.

Bastam estes três ótimos exemplos nacionais e a preocupante questão pontual da vacina para deixar incontestavelmente claro que não devemos negligenciar o fomento industrial e o consequente avanço em P&D. É oportuno lembrar que até mesmo os Estados Unidos, país mais rico do planeta, está promovendo uma política de recomposição e fortalecimento de seu parque manufatureiro, reconhecendo sua expressão socioeconômica.

Mais danoso do que a retórica extinta no mundo civilizado sobre o significado da indústria de transformação é o fato de o Brasil vir perdendo precocemente densidade no setor, ressuscitando e dando força ao conceito, com a ausência de políticas públicas voltadas ao fortalecimento e, o que é pior, com o disparo de fogo amigo contra a manufatura. Esta tem sido atacada por ondas de sobrevalorização ou fortes oscilações do câmbio, juros altos, escassez de crédito para financiamento de capital de giro e investimentos, insegurança jurídica, complacência alfandegária com produtos subsidiados em nações concorrentes, insuficiente aporte de recursos em pesquisa e impostos sem precedentes.

Poder-se-ia argumentar que os demais setores também enfrentam tais obstáculos. É verdade, mas não na mesma proporção e gravidade. Os serviços têm lógica de concorrência internacional diferente e são regidos por um regime tributário distinto, assim como o mercado financeiro, que tem regulamentação específica para o seu funcionamento. A agropecuária nacional, felizmente, é provedora mundial. Nesse segmento, importamos apenas o que não produzimos em quantidade suficiente aqui, como o trigo. Sua carga tributária é infinitamente menor, o que não tira seus méritos na inovação e produtividade. Uma prova de que a manufatura é atingida desproporcionalmente, por exemplo, pela artilharia de impostos é o fato de recolher aos cofres públicos montante equivalente ao dobro de sua participação no PIB.

Um dado emblemático demonstra como todas essas agruras minam a competitividade industrial: estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). É exatamente o parque industrial que tem enfrentado e resistido de modo heroico a todos esses problemas que sofre críticas de pensadores desatualizados, defensores, ao que parece, do neocolonialismo. É esse parque também que, nas regiões nas quais está mais presente, deixa sua marca, ao contribuir para os melhores indicadores socioeconômicos, de distribuição de renda e de educação, como se vê no interior de São Paulo, de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul.

É importante deixar claro que, a despeito de tudo, o setor tem se superado. Embora represente 21,4% do PIB, ainda responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal. Além disso, emprega 20,4% de todos os trabalhadores brasileiros, paga os melhores salários, é a atividade que mais gera impactos em cadeia, mais paga impostos e mais promove a difusão de tecnologia e produtividade, segundo dados do próprio IBGE.

Quem entende o significado desses dados deve ficar mais preocupado ao verificar alguns outros números: nos últimos seis anos, em decorrência de todos os problemas aqui apontados, 36,6 mil fábricas fecharam as portas no Brasil; em 2020, sofremos o encerramento de atividades de 17 por dia. No ano passado, com a crise econômica nacional agravada pela Covid-19, o setor registrou sua menor participação no PIB desde o início da série histórica, em 1946. Está mais do que na hora de sintonizarmos o discurso com o mundo que cresce, que se desenvolve e que joga o jogo estratégico. É preciso discutir a questão com desprendimento e mente aberta, num processo de mobilização para revitalizar a indústria de transformação e conduzir nosso país a um novo patamar de desenvolvimento.

O setor não quer subsídios e benesses, mas apenas condições para recuperar e viabilizar sua competitividade. Nesse sentido, com a resiliência e capacidade de superação sempre presentes em sua história, que lhe permitem estar ainda entre os maiores parques manufatureiros do planeta, está aberto ao diálogo construtivo, com o sincero propósito de contribuir para transformar o Brasil numa grande e mais feliz nação.

Membros da Coalizão da Indústria:

Anfavea, Abit, Abrinq, Abicalçados, Associação de Comércio Exterior do Brasil, CBIC, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Abimaq, Abiquim, Associação Brasileira de Cimento Portland, Eletros, Interfarma, Grupo Farma Brasil, Instituto Aço Brasil e Abiplast.

Advogada explica como é o processo para patentear um programa ou software

Com os crescentes casos de pirataria ao longo dos anos, é imprescindível que o autor de um programa de computador esteja protegido para adotar as medidas cabíveis, em caso de violação do seu direito. Ocorre que poucas pessoas sabem como iniciar um processo de proteção de software e a importância de contar com a assessoria de um advogado especializado nesta área.

A advogada especialista em Propriedade Intelectual Roberta Minuzzo explica que a proteção de software está regulamentada pela Lei de Direito Autoral nº. 9.610/98. “Por se tratar de uma criação intelectual, é aconselhável que o autor se proteja previamente, a fim de que não precise enfrentar processos judiciais para reconhecer o seu direito. Mesmo que não haja obrigatoriedade no registro de software, mas é altamente recomendável, pois, com o registro em mãos, o titular pode, inclusive, adotar as medidas que achar pertinente para preservar o seu direito de exclusividade”, ela relata.

Existem algumas diferenças entre esse tipo de registro e o registro de marcas e patentes, como por exemplo, enquanto esses últimos têm proteção apenas em território nacional, o registro de software abrange todos os países da Convenção de Berna, totalizando 175. A duração da proteção software é de 50 anos, a partir de 1º de janeiro do ano subsequente ao da sua publicação ou, na ausência desta, da sua criação.

Atualmente, o Órgão Federal que realiza o Registro de Software é o INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial e o procedimento é totalmente digital. Para iniciar o processo, será necessário efetuar o pagamento do Guia de Recolhimento da União (GRU), transformar o código-fonte em um resumo digital hash e, então, preencher o formulário eletrônico do e-Software. É importante lembrar que devido ao procedimento ser eletrônico, o requerente deve portar um e-CPF ou e-CNPJ. Normalmente, o prazo para finalização de todo processo é de 10 dias, a contar da data do pedido.

Para a advogada, embora o procedimento possa ser realizado pelo próprio titular do software, muitas vezes podem ocorrer erros pela falta de experiência na área. “O fato de poder ser feito pela internet e em casa não torna o processo ganho. Sempre recomendo o auxílio de um advogado especializado que possa dar o suporte para que todas as informações sejam preenchidas de forma correta. Dessa forma os riscos são minimizados”, Dra. Roberta afirma.

Uma vez que o autor do software detém a propriedade, evita custos adicionais na busca do reconhecimento do seu direito e, por outro lado, agiliza as medidas judiciais de reparação civil, em caso de violação. “Obter o registro de um programa de computador, antecipadamente, permite ao titular defender seus interesses de cópias não autorizadas, pirataria e concorrência desleal”, finaliza.

SAP e Social Lab anunciam a startup brasileira Safe Drinking Water For All (SDW) como vencedora da edição 2020 da Social Innomarathon

A startup brasileira Safe Drinking Water For All (SDW), que tem como objetivo promover a democratização do acesso à água potável e ao saneamento básico em comunidades carentes por meio de soluções inovadoras, foi a vencedora da quinta edição da Social Innomarathon, competição regional organizada pela SAP em parceria com o Social Lab para promover o empreendedorismo com impacto social na América Latina, por meio de modelos de negócios B2B sustentáveis nos quais a tecnologia tem papel de destaque. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (21) em webinar realizado pela companhia para discutir o impacto da tecnologia nas pautas ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês).

Paulo Mendes, Chief Financial Officer (CFO) da SAP, ressalta a importância de uma discussão mais ampla sobre as pautas ESG no atual cenário de negócios. “As mudanças sociais que estamos vivendo trazem novos paradigmas. A área financeira, por exemplo, olha para os números mas também para as melhores práticas sociais, ambientais e de governança”, comentou. “A SAP acredita no potencial da tecnologia para alavancar o impacto de iniciativas como a da Safe Drinking Water For All. Ficamos orgulhosos de saber que fazemos parte da história e contribuímos para acelerar um negócio de impacto social que pode impactar a vida de tantas famílias”, completou.

Com moderação de Sonia Favaretto, SGD Pioneer pelo Pacto Global da ONU e especialista em Sustentabilidade, o webinar também discutiu a sustentabilidade sob o ponto de vista de viagens corporativas. De acordo com pesquisa realizada pela Oxford Economics a pedido de SAP Concur, 80% de quem viaja a negócios estaria mais disposto a trabalhar para uma empresa que integra a sustentabilidade em sua política corporativa. “A tecnologia é uma grande aliada das empresas que estão atualizando seus protocolos internos para atender as demandas verificadas nos últimos meses e se preparar para um novo cenário social e ambientalmente responsável”, comenta Valéria Soska, vice-presidente do SAP Concur na América Latina.

Social Innomarathon

A Social Innomarathon recebeu, nesta edição, 400 inscrições de mais de 19 países da região. Oito finalistas foram selecionados para participar de um programa de capacitação de seis semanas para fortalecer seus projetos. A SDW foi escolhida pelo júri da SAP e do Social Lab pelo grande potencial de impacto social, em consonância com alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em particular, Objetivo 6, “Água limpa e saneamento”. A startup, reconhecida pela ONU, desenvolveu o Aqualuz, um dispositivo para tornar a água potável acessível de tanques usando radiação solar baseada na tecnologia SODIS (“desinfecção solar de água”). A solução possui diferenciais como facilidade de uso, manutenção prática e vida útil estimada em 20 anos.

“Durante a Social Innomarathon, mais de 200 pessoas foram beneficiadas com nosso projeto, adicionamos um novo Estado à lista e geramos contatos internacionais para expandir internacionalmente. Ficamos felizes com a orientação e o reconhecimento que recebemos”, afirma Anna Luísa Beserra Santos, fundadora e CEO da SDW. A startup alcança mais de 400 famílias em três estados do Brasil.

Como vencedora da Social Innomarathon, a SDW vai receber um prêmio de US$ 5 mil para investir no empreendimento, três meses de suporte personalizado do Social Lab e um ano de suporte virtual liderado por Matheus Souza, head de inovação do SAP Labs. Outro benefício é o acesso ao ecossistema de clientes e parceiros da SAP que podem contribuir para acelerar o projeto quando houver sincronia, por exemplo, entre os objetivos de ESG das empresas e a SDW.

A final com as equipes vencedoras de cada país foi realizada virtualmente. Os outros finalistas deste ano foram Caecuslab (Argentina), 7Waves (Brasil), Tu Consejería (Guatemala), ArDown (México), Lavadero Arcoiris 21 (Uruguai), KitSmile (Colômbia) e Banco del Estudiante (Peru).

Nas edições anteriores, os projetos vencedores foram:

·         EJR (2016,Brasil): projeto de robótica educacional que continha uma metodologia para ensinar crianças e adolescente a programar e influencia-los a contruir suas carreiras nas áreas de STEAM

·         Bikelite (2017, Chile): Uma solução para ciclistas que utiliza a tecnologia GPS para criar rotas seguras que evitam o risco de acidentes e situações como furto ou ruas danificadas.

·         Ecolones (2018, Costa Rica): Uma rede de pessoas que reciclam e trocam lixo por cripto-moeda para uso em lojas.

·         Nilus (2019, Argentina): Uma plataforma que conecta empresas de alimentos com cozinhas sociais para prevenir o desperdício de alimentos.

Think IT amplia investimentos e anuncia contratações com foco em expansão no Sul do Brasil

A Think IT começa 2021 anunciando novos investimentos na região Sul do País. A empresa, consolidada em outsourcing de infraestrutura de TI para diversas indústrias, traz toda a expertise de Marcelo Barradas para assumir a posição de diretor comercial da Região Sul do Brasil.

A nova regional chega para somar à diretoria executiva de segurança da empresa, que já estava baseada em Porto Alegre e que nos últimos dois anos se tornou uma das principais fontes de receita da companhia, uma vez que concentra uma alta demanda diante do cenário de aceleração da transformação digital das empresas imposto pela pandemia de Covid-19, aliado à implantação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

A chegada do executivo consolida um núcleo importante de autonomia de decisões corporativas na região Sul, que receberá investimento de R$ 5 milhões de reais, para ampliação de seu SOC (Security Operation Center) para suportar a alta demanda da região. Além disso, no orçamento de 2021, está prevista a contratação de profissionais para as áreas comercial e técnica, para a regional, o que corresponde a um aumento de 40% no time dedicado ao atendimento aos clientes do Rio Grande de Sul, Santa Catarina e Paraná.

Desde 2018 a Think IT vem reforçando seu time de executivos, iniciando com a contratação de Alexandre Azevedo, ex-CEO da TOTVS Private, para assumir a vice-presidência comercial para América Latina, com a missão de acelerar o crescimento da companhia e ampliar o portfólio de produtos e serviços.

“Diversas análises reafirmaram o potencial de crescimento da Think no Sul do Brasil. Já tínhamos previsto um investimento na região para 2020, que acabou sendo adiado por conta das incertezas impostas pela pandemia.  Para 2021, além do estabelecimento de uma diretoria regional e de abrirmos diversas vagas na região, estamos investindo R$ 5 milhões no nosso SOC para termos a estrutura adequada à crescente demanda de atuais e futuros clientes do Sul do Brasil”, comenta Alexandre Azevedo, VP da Think IT.

“O objetivo de todos estes investimentos concentrados é dobrar a receita proveniente de clientes da região em 2021, tornando o Sul responsável por quase 35% do faturamento global da empresa até o fim do ano”, prevê o executivo.

A chegada de Marcelo Barradas ao time Think IT: um novo olhar para novas oportunidades

O executivo chega à Think IT com atuação focada no sul do Brasil. Como diretor comercial da Região Sul, traz para a empresa a sua experiência de mais 20 anos atuando no setor de tecnologia, com foco em soluções e outsourcing na área de TI. 

“Estou muito otimista com o desafio de liderar a estratégia de negócios da Think na região e acredito que tenho muito a agregar ao time com a minha expertise no mercado de TI e relacionamento com o promissor mercado do Sul”, comenta Marcelo Barradas. “O principal fator que me assegura o sucesso é o portfólio de produtos e serviços da empresa, assim como a robustez operacional e institucional, que gera agilidade, personalização e um atendimento muito próximo aos clientes”, finaliza.  

Natural de Porto Alegre – RS, Barradas é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; possui MBA em Tecnologia da Informação, pela Fundação Getúlio Vargas e é Mestre em Estratégia de Negócios, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande de Sul. Além disso, é especialista em Transformação Digital pela INSEAD – The Business School for the World, na França.

A Think IT vai muito além da oferta de soluções de infraestrutura de TI e segurança (SOC, LGPD Compliance, WAF-Web Application Firewall, Edge Firewall, Bot Mitigation e Pen Test). É parceira das principais nuvens públicas do mercado, atuando como cloud broker, com expertise para auxiliar a jornada de transformação digital de empresas de diversos portes e indústrias; além de contar com um data center próprio que é utilizado para os clientes que demandam uma arquitetura híbrida. A empresa é a principal parceira de serviços de Edge Computing da Verizon na América Latina. E, por fim, atua com as principais fabricantes de hardware e sendo assim, uma integradora de soluções.

O portfólio da empresa é composto por grandes clientes no território nacional dos mais diversos segmentos, entre eles: Aché Laboratórios, Toyota, Claro, Wickbold, GOL e, na região Sul, Unimed POA, Stemac, Conta Azul, Agibank, entre outras grandes empresas que juntas movimentam mais de R$200 bilhões por ano.

Em 2020, comércio entre Brasil e Estados Unidos atinge a pior marca em 11 anos, aponta Amcham Brasil

Em 2020, o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos registrou a pior marca em 11 anos – o menor resultado desde a crise financeira de 2009. O valor das trocas foi de US$ 45,6 bilhões, uma queda de 23,8% em relação a 2019.

Esses dados exclusivos do estudo da Amcham Brasil, intitulado ‘Monitor do Comércio Brasil-Estados Unidos’, divulgados nesta quinta-feira (21/01), pela Câmara Americana de Comércio. O relatório contém os dados consolidados do comércio bilateral para o ano de 2020, além de perspectivas para 2021. Acesse a íntegra do relatório aqui.

MENOS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES

Tanto as exportações quanto as importações sofreram grande impacto em 2020. As exportações brasileiras para os EUA caíram 27,8% em um ano e, em termos absolutos, os EUA foram o parceiro mais afetado entre todos os destinos de exportação do Brasil. Em relação às importações de produtos americanos para o Brasil, a soma foi de US$ 24,1 bilhões, queda de 19,8% em relação a 2019.

“O comércio entre Brasil e Estados Unidos é formado sobretudo por produtos de maior valor agregado, os mais afetados pela crise mundial. Os efeitos negativos provocados pela pandemia e a queda do preço internacional do petróleo ajudam a entender a contração das trocas bilaterais em 2020”, contextualiza Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e americanas. Os Estados Unidos são hoje o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 12,4%, atrás apenas da China (28,4%).

Segundo dados oficiais dos EUA até novembro de 2020, o Brasil foi o 17º principal parceiro comercial de bens. A taxa de queda do comércio com o Brasil foi a segunda maior para os americanos, com queda de 22,6%, ficando atrás apenas da França (-26,9%).

COPO MEIO CHEIO

Apesar dos resultados, a Amcham acredita que há motivos para que 2021 seja um ano melhor. “O desempenho do comércio bilateral mostrou maior resiliência na crise atual que na anterior. Em 2009, as trocas bilaterais encolheram 55%, mais que o dobro de 2020. Além disso, o comércio já iniciou recuperação gradual, com desaceleração da contração nos últimos trimestres de 2020”, explica Neto. O último trimestre de 2020 registrou a menor taxa de queda das exportações brasileiras para os EUA no ano (-16,9%), apontando para uma trajetória de recuperação em 2021.

Com o avanço da vacinação e a retomada mais forte das atividades econômicas nos EUA, a Amcham acredita que as exportações brasileiras para os americanos devem ser impulsionadas ao longo de 2021. As projeções de órgãos internacionais também apontam para um ano mais próspero para a economia: segundo o FMI, a economia norte-americana deve crescer 3,1% neste ano. Para o comércio internacional, a OMC estima um crescimento de 7,2% para 2021.

Outra mudança importante em vista é o câmbio. No ano passado, o real foi a moeda que mais se desvalorizou entre os países emergentes (-22,4%). A projeção do Bacen é que a taxa média de câmbio seja em torno de R$ 5,00, mais apreciada do que a média de 2020 (R$ 5,15). A possível valorização do real, e expectativa do FMI de crescimento de 2,8% da economia brasileira devem levar a aumentos nos níveis de importação do País, inclusive originárias dos EUA.

Sustentabilidade na indústria e no agronegócio depende de uso de equipamentos que economizam água

Usada para fim doméstico ou industrial, a motobomba é essencial quando há a necessidade de transportar água em pequenas ou grandes quantidades. No Brasil, o setor que mais consome água doce, segundo a Agência Nacional de água (ANA), é o agropecuário, chegando a usar 70%, a exemplo que as lavouras carecem de irrigação suficiente com disponibilidade de recursos hídricos para seu desenvolvimento.

Diante do alerta de crise hídrica em diversas regiões do país, a preocupação em reduzir o uso de recursos naturais passa por diversos setores que precisam de água para manter a produtividade. Hoje, a economia do recurso no setor agrícola conta com métodos alternativos para a distribuição de água eficiente, o que ajuda a controlar os gastos. “A motobomba pode atuar como um equipamento que atua em transferência de líquidos, sistemas de pulverização agrícola e aplicações de água”, aponta Reginaldo Larroyd, especialista em segmentos da Hercules Motores Elétricos.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Brasil aponta que a cada segundo, são retirados dos rios 2,3 milhões de litros para uso industrial. Setores de fabricação de alimentos, bebidas, cosméticos e demais que lidam com armazenamento, resíduos e coletas de produtos, possuem o desafio de impor ações colaborativas para a preservação ambiental. Para isso, pode-se contar com a substituição de um maquinário que requer muito uso de água e energia, por equipamentos que reduzem perdas como vazamentos e gastos necessários.

Como uma alternativa tecnológica e econômica, o motor de motobomba pode ser usado em distribuição de água no geral, pois conta com um filtro que garante a qualidade da água para seu uso. Além disso, as variedades para o setor agrícola podem incluir sistema de irrigação para o campo, cultivo de terra, solos e pastagens. “Além da redução do recurso hídrico, os motores motobomba IP55 blindados podem suportar altas temperaturas e proporcionar uma redução significativa no consumo de energia elétrica”, ressalta o especialista em segmentos da Hercules Motores Elétricos.

Seis tendências tecnológicas para 2021

Por Max Tremp, diretor de Engenharia Cisco América Latina

2020 foi um ano que colocou todos nós em nossas casas, forçando desde empresas a governos a mudarem seus modelos de negócios e atendimento ao cidadão da noite para o dia. A transformação digital se converteu, não em um “nice to have”, mas em uma necessidade de sobrevivência.

Algumas leis foram mudadas para permitir operações em modo virtual, e aprendeu-se a legislar e seguir processos judiciais virtualmente. Hospitais adotaram a telemedicina modificando as ofertas existentes para adaptar-se à experiência de pacientes não acostumados a lidar com a tecnologia. Escolas mudaram seus currículos para serem efetivos durante o confinamento.

Empresas de logística tiveram que mover-se de modelos B2B a B2C, os negócios em geral tiveram que habilitar o comércio eletrônico, marketing digital, omnichannel entre outras estratégias digitais. A experiência do usuário se converteu no FATOR de êxito.

Em resumo, se acelerou a transformação digital na América Latina e as tecnologias que a habilitam. Aqui compartilho seis tendências que vemos cruciais para 2021 e no futuro.

1. Diminuir o gap digital

A conectividade segura permitiu a continuidade a milhares de negócios levar educação às casas dos alunos, especialistas remotos assessorando manufaturas por meio de realidade aumentada. Talvez o mais relevante, desde São Paulo passando por Guayaquil até a Cidade do México, criaram-se serviços de telemedicina e hospitais móveis para atender a emergência.

Bom, isso se realmente havia conectividade. Embora mais de 70% da população urbana conta com acesso à Internet, o Banco Mundial estima que esse índice é de somente 37% da população de zonas rurais na América Latina. Isso fez que o gap digital aumentasse, deixando fora da economia digital as pessoas que mais necessitavam.

É por isso que tecnologias como 5G e Wi-Fi 6 se tornam mais relevantes, pois possibilitam levar banda larga para locais onde implementar a fibra ótica tem custos proibitivos. A PwC estima que levar a Internet para pessoas que ainda não estão conectadas poderia adicionar US $ 6,7 trilhões à economia global e tirar 500 milhões da pobreza.

5G e Wi-Fi 6 são tecnologias complementares, a primeira está melhor posicionada para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que a segunda se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hot spots etc. Apesar de que já existam alguns pilotos de 5G na região, ainda nos falta terminar de aproveitar o 4G e a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo. Por outro lado, o Wi-Fi 6 já está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura só basta abrir a banda de 6 Ghz. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta e esperamos que tomem suas resoluções nos próximos meses.

  • Se quiser saber mais sobre como a tecnologia pode contribuir para um futuro inclusivo para todos, recomendo nosso último relatório Cisco Inclusive Future Report 2020 

2. Promovendo a experiência (e segurança) com sensores

Embora os sensores digitais estejam sendo utilizados há muito tempo na manufatura e outras indústrias, a proliferação de sensores mais próximos ao usuário em celulares, computadores, wearables, câmeras etc, é inegável. Veremos como os sensores de saúde para consumidores chegam ao nível médico ajudando assim a descentralizar o atendimento de saúde, o mundo do esporte utilizará sensores tanto para a proteção dos atletas como para dar mais emoção ao espetáculo, sensores de segurança farão cidades como Santiago e México mais seguras.

Para quem está voltando aos escritórios, análises baseadas em dados de sensores nos ajudarão a ter ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos. Câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias, combinando-os com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração, podendo assegurar que a capacidade das áreas comuns não esteja saturada nem subutilizada e, ao mesmo tempo monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

  • 96% das empresas podem prover um melhor ambiente de trabalho utilizando tecnologia para espaços de trabalho inteligentes – Cisco Global Workforce Survey

3. As chaves para o futuro: Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

As restrições durante os primeiros meses da pandemia obrigaram as organizações a se adaptarem rapidamente. Utilizar tecnologias de nuvem ajudou a criar esta agilidade empresarial, embora percebemos um aumento no tráfego web sem encriptação; a velocidade criou riscos de segurança. Para empresas médias e pequenas passaram a ter acesso a tecnologias geralmente reservadas para os orçamentos das grandes empresas.

Depois de alguns meses as aplicações empresariais cruciais para o negócio tinham se convertido em monstros desagregados e altamente distribuídos, difíceis de manter e solucionar. Um excesso de informação que dificultava conectar tecnologia com suas implicações no negócio. Tanto empregados como clientes tornaram-se mais móveis e remotos.

Isso cria uma necessidade de entender os dados e os negócios. Veremos então uma adoção de tecnologias com inteligência artificial que ajudam a passar do monitoramento tradicional para a assistência para a correlação de dados e métricas de negócios a fim de manter aplicativos ágeis.

  • 5% dos CIOs querem uma melhor análise de seus negócios, a América Latina mostra uma necessidade maior com 82% nos 6 maiores países. Cisco 2020 Global Networking Trends Report

4. Da experiência do cliente ao entusiasmo pela marca

O crescimento explosivo de celulares e dispositivos inteligentes tem transformado nossa forma de interagir com o mundo. As aplicações móveis estão disponíveis para compras, bancos, aprendizagem e saúde pessoal. Recentemente eles têm sido usados como sensores para detectar surtos de infecções e a evolução da pandemia. Tanto o setor público quanto o privado encontraram nos aplicativos móveis uma forma de se conectar com seus usuários que não poderíamos imaginar há alguns anos. Hoje muitos processos de negócios também estão sendo executados nesses aplicativos.

Em um mundo onde a aplicação da concorrência está a apenas um clique de distância, você deseja que sua tecnologia seja perfeita. Os aplicativos mais avançados possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento. Isso requer a capacidade de converter montanhas de informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que alcançam esses recursos irão até mesmo passar da automação para ações proativas que surpreendem seus clientes com soluções antes que os problemas ocorram. É essa combinação de personalização inteligente e imersiva que transformará a experiência de satisfação do cliente em um relacionamento profundo, ativo, estimulante e, acima de tudo, leal.

No último ano se formaram do norte ao sul, vários grupos de empresários buscando compartilhar conhecimento e melhores práticas para alcançar a transformação digital de suas empresas. Uma das estratégias mencionadas como as mais desejáveis e difíceis de implementar corretamente, é a de omnichannel, inclusive por aqueles que já têm um marketing digital. O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos, fará uma grande diferença versus as que simplesmente agregaram a parte digital ao tradicional centro de contatos de voz.

  • “Encantar ao cliente é mais importante do que sua simples satisfação” , é o que opinam 80% dos CIOs nos 6 países maiores da América Latina (Cisco 2021 CIO and ITDM Trends Pulse Localized Data)

5. Identidade e um futuro sem passwords

A mobilidade, o trabalho distribuído e o uso de soluções na nuvem realmente trouxeram grandes benefícios em escala. Mas com isso também é certo que a zona de ataque tem crescido. Temos observado um incremento de 600% em ciberataques com uma sofisticação nunca antes vista. Se isso trouxe algo de bom para a América Latina, é que finalmente chamou a atenção de CEOs, CFOs, gerentes de risco e a segurança está sendo discutida no conselho de administração, não no departamento de TI.

Ataques recentes como Astaroth desenhados para mirar cidadãos brasileiros e evitar detecção pelas equipes de inteligência cibernética tanto públicos como privados, compartilhar uma rede de casa com sua família e estar o tempo todo em casa, longe do departamento de TI, trazem consigo grandes desafios para a segurança. Credenciais perdidas ou roubadas seguem sendo uma causa comum de êxito nos ataques.

Já não existe muralhas para defesa usando uma ponte e um fosso (o firewall ou corta fogos), o perímetro da empresa está perdido, o novo perímetro é a identidade. Para contrapor isso, surgiu o zero trust, não confiar em nada nem em ninguém, assim como no SASE, uma arquitetura onde a rede (SD-WAN) converge com a nuvem e segurança

Tanto plataformas como grupos de indústria e provedores de segurança estão trabalhando para um futuro livre de passwords, onde as tecnologias biométricas tenham um papel fundamental. As empresas terão que trabalhar para esta mudança de paradigma e fazê-la de forma segura, resguardando não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos; que eles se mantenham nos dispositivos pertinentes, sem transmitir informação sensível pela rede, embora seja criptografada. 

  • 80% dos dispositivos móveis utilizados para trabalhar têm biométricos configurados, um incremento de 12% nos últimos 5 anos. 2020 Duo Trusted Access Report
  • 39% dos entrevistados disseram estar “a bordo” com o zero trust, enquanto outros 38% disseram “estar trabalhando nessa direção” Cisco 2021 Security Outcomes Study 

6. Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

Por muito tempo havia uma única forma de consumir tecnologia: comprava-se o set completo de funcionalidades do software sem se importar se utilizava 90% ou 2%. Este modelo tem evoluído, especialmente com software as a service que habilita as organizações a pagar pelas capacidades e funcionalidades que necessitam atualmente, com possibilidade de facilmente escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Sem se importar se usa um modelo on premises ou na nuvem, cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” e você não fica preso em licenças perpétuas em modelo de capex.

  • A mudança ao modelo “pay-as-you-consume” permite prever os custos com mais facilidade e administrar melhor o gasto com tecnologias de informação. 95% dos CIOs brasileiros e 94% dos mexicanos estão de acordo que é importante para suas empresas. – Cisco 2021 CIO and IT Decision Makers Trends Pulse

PicPay amplia atuação da PicPay Store e contrata executivo para liderar operação

O PicPay reforça o seu time de liderança com a contratação de Fabio Plein. O executivo, que era Country General Manager da Uber Eats no Brasil, chega para liderar a operação da PicPay Store.

A PicPay Store é uma plataforma aberta que já está disponível para que qualquer empresa possa criar um mini-app dentro do PicPay com a sua cara e se conectar a uma base de 39 milhões de clientes.

A contratação de Plein visa fortalecer a atuação da loja do PicPay, que teve 25 milhões de transações no ano passado. “O PicPay vem se consolidando como o super-app com o maior número de usuários no Brasil. Para continuar crescendo, precisamos aumentar a relevância da nossa loja e esse é principal desafio do Plein”, explica Anderson Chamon, fundador e Vice-Presidente de Produtos e Tecnologia do PicPay.

O propósito do PicPay é oferecer uma plataforma que atenda todas as necessidades da vida cotidiana das pessoas e não apenas serviços financeiros. “O intuito é proporcionar um marketplace para quem quiser oferecer produtos e serviços aos nossos clientes. Queremos estar ainda mais presentes na rotina dos usuários, facilitando processos e fazendo parte de seu lifestyle“, reforça Fabio Plein, diretor sênior da PicPay Store.

Nos últimos anos, Fabio Plein liderou a operação brasileira da Uber Eats, e antes foi Head de Operações da Uber (Ridesharing) no Brasil. Plein ainda tem no currículo passagens por empresas como Grendene, Cyrela e Falconi. É Administrador de Empresas formado na UFRGS e possui MBA da University of California (EUA).

Omie começa 2021 com 87 vagas em todo o Brasil

Omie, scale-up que é a empresa de gestão (ERP) na nuvem número um do país, começa o ano de 2021 com 87 postos de trabalho abertos. Com vagas na unidade matriz na cidade de São Paulo e em franquias como as capitais Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, a startup reforça sua atuação em diversos estados brasileiros, levando eficiência em gestão para empresas de diferentes portes. As oportunidades oferecidas são em áreas como Executivo de Vendas e de Contas, Analista de Projetos, Analista de SEO, Consultor de Campo e de Expansão, Customer Success, Agente de Relacionamento, Coord. Comercial, entre outros.

Com vagas tanto em sistema de home office quanto presencial abertas no país inteiro, a empresa contribui para melhoria da economia, assim como melhoria do desemprego. Mesmo em período de pandemia, desde o mês de agosto, a Omie apresentou significativa taxa de crescimento. Com mais de 50.000 clientes, para potencializar seu novo ciclo de crescimento, a companhia precisa de novos profissionais para enfrentar novos desafios e conquistas.

“Queremos profissionais que se comprometam a cumprir essa missão conosco e que estejam dispostos a aprender e desenvolver novas habilidades todos os dias, principalmente no promissor ano de 2021”, afirma Eliana Rozenchan, gerente de RH da Omie.

Para se candidatar e saber mais informações sobre as vagas, acesse o link .

Planejamento, digitalização e atendimento: o futuro da Indústria em 2021

Por Angela Gheller, diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), organização profissional técnica dedicada ao avanço da tecnologia, 19% dos respondentes acreditam que a Manufatura será um dos segmentos mais impactados pela tecnologia em 2021. O estudo também mostrou que 55% dos entrevistados aceleraram a adoção da computação em nuvem durante a pandemia, 52% adotaram o 5G e 51% tiveram projetos de Inteligência Artificial e Machine Learning acelerados.

Ainda que a indústria seja um setor muito conservador, esses dados comprovam o impacto da pandemia na digitalização do setor. O ano de 2020 foi um marco e trouxe grandes aprendizados para a indústria como um todo, pois o setor passa a enxergar que o caminho para a Indústria 4.0 começa com a transformação digital, e que pranchetas e planilhas não combinam mais com a fábrica do futuro. E muitos desses aprendizados se devem ao home office. Com grande parte do time trabalhando à distância, os gestores conseguiram quebrar o paradigma de que tudo precisa ser feito presencialmente, além de perceber que a tecnologia agiliza a troca de informações, ainda mais considerando a redução de quadro que a maioria das empresas tiveram que fazer.

Pensando em toda essa jornada que foi traçada no último ano, observamos para 2021, ainda que num cenário incerto, um foco e atenção muito grande da manufatura para três principais pontos: digitalização, planejamento e agilidade no atendimento aos clientes.

1) Digitalização

A Consultoria McKinsey prevê que, até 2025, processos relativos à Manufatura Avançada poderão diminuir custos de manutenção de equipamentos em até 40%, reduzir o consumo de energia em até 20% e, ainda, aumentar a produtividade do trabalho na indústria em até 25%.

Com isso, a corrida para acelerar processos manuais no ano passado começou a acontecer de forma gradual e deve continuar crescendo em 2021. Muitas anotações ainda são feitas em pranchetas no chão de fábrica, mas hoje já existem aplicativos que, se instalados em um tablet por exemplo, trazem apontamentos mais simples, descomplicando os processos com informações em tempo real. Esses aplicativos melhoram as taxas de entrega, diminuem perdas dentro da fábrica e ainda contribuem para o aumento da produtividade dos funcionários.

A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De nada adianta as empresas investirem nas melhores tecnologias disponíveis sem ter cuidado com treinamento. Ele é crucial para conscientizar o time sobre a percepção real dos ganhos para o negócio, além de alcançar todo potencial das tecnologias adotadas.

2) Planejamento

Outro fator importante alavancado pela pandemia, e que deve ter mais atenção esse ano, é o planejamento da produção, que se torna uma questão mais estratégica, pois é nela que conseguimos visualizar a capacidade que a indústria tem de atender a demanda do mercado e ter a visibilidade de processos dentro da fábrica.

Com uma ferramenta de MRP (Material Requirement Planning), por exemplo, é possível simular vários cenários e analisar o impacto de um novo pedido, calcular prazos, avaliar como vai atender determinado cliente, o que impacta toda a produtividade do dia a dia da indústria. Esse tipo de sistema ainda considera o estoque insuficiente ou em excesso (ajudando a reduzir perdas), compras equivocadas de insumos e controle do fluxo de caixa. Acreditamos que o setor está olhando para esse ponto com atenção – inclusive entre os nossos clientes tivemos mais de 20 projetos de planejamento avançado nos últimos 18 meses.

Trazendo um exemplo prático: o varejo foi muito impulsionado no último ano pelo atendimento “policanal”, impactando diretamente a indústria. As empresas que não estavam preparadas para atender o aumento dessa demanda provavelmente deixaram de entregar o produto para o consumidor final. E é por isso que é essencial simular cenários e capacitar a cadeia de suprimentos a trabalhar com condições menos previsíveis. Quanto mais estruturado estiver o processo de planejamento, melhor será a performance da indústria.

3) Agilidade no atendimento aos clientes

Se o mercado como um todo está mais digital, com consumidores mais exigentes e imediatistas, independente de qual seja o setor, a real transformação digital exige agilidade e preparação para adversidades. Os clientes vão buscar por empresas mais rápidas, com fretes mais baratos e insumos com pronta-entrega. Sendo assim, esse ponto está ligado aos demais citados para se conseguir vantagem competitiva frente aos concorrentes.

Portanto, é fundamental estudar as dores e exigências de seu cliente para então criar estratégias realmente qualitativas. Vale lembrar que o cliente atual busca, na maioria das vezes, por soluções digitais. Isso significa que seu serviço de atendimento deve dar todo suporte necessário para esse consumidor prosseguir com a compra. Se ele não se sentir seguro, dificilmente fechará ou manterá um negócio com a sua indústria.

Líderes de TI, gestores e tomadores de decisão, para que a Indústria 4.0 realmente aconteça no Brasil é crucial considerar esses pontos. Que a soma de aprendizados e as tecnologias adequadas mudem o patamar da indústria brasileira em 2021.

Amcham Brasil parabeniza posse de Joe Biden e Kamala Harris

As eleições americanas definiram uma nova administração presidencial para os próximos quatro anos: a Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e americanas, parabeniza Joe Biden e Kamala Harris pela posse como presidente e vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente, desejando êxito no desempenho de suas funções.

“Esperamos que, com o início desta nova administração, se renovem os laços duradouros de amizade e parceria entre os Estados Unidos e o Brasil e se aprofunde a criação de bem estar e prosperidade para os povos de ambos os países” lembra a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas.

Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias e economias das Américas. Juntos, representam mais de 90% do PIB e mais da metade da população do continente, sendo ambos indispensáveis para o desenvolvimento da região.

“A liderança dos dois países também é essencial na concepção de soluções bem sucedidas para questões globais em áreas que vão desde o comércio internacional e segurança alimentar até meio ambiente e sustentabilidade. Encorajamos os governos de ambos os países a construírem relações pragmáticas e mutuamente benéficas, que levem ao adensamento de seus laços bilaterais e permitam sua atuação coordenada frente a desafios internacionais de interesse comum”, destaca Vieitas.

MUDANÇAS À VISTA

Nesta nova administração, a Amcham espera algumas mudanças importantes em relação à agenda de comércio internacional, com uma administração mais favorável ao multilateralismo, e também na política externa, com atuação em temas como meio ambiente, direitos humanos e segurança. Outra mudança significativa é a ênfase na proteção ambiental e promoção da economia sustentável. Para ver mais análises, acesse o relatório da Amcham , realizado em parceria com a Prospectiva.

PAPEL DA AMCHAM

A Amcham Brasil se coloca à disposição para, em conjunto com a comunidade empresarial dos dois países, apoiar a aproximação e contribuir para o estabelecimento de uma agenda estratégica em temas de comércio, investimentos, sustentabilidade, bioeconomia, infraestrutura, energia, agricultura, entre tantos outros que compõem as ricas e diversificadas relações entre Brasil e Estados Unidos.

Stratasys compra Origin por US$ 100 milhões

A líder em impressão 3D Stratasys Ltd. (NASDAQ: SSYS) anuncia a aquisição da startup de impressão 3D Origin Inc. por aproximadamente US$ 100 milhões. A operação permitirá à Stratasys expandir a sua liderança por meio da inovação no segmento de produção em massa de peças, que cresce em ritmo acelerado, utilizando a nova geração de plataforma de fotopolímero baseada no software da Origin. Dentre as aplicações possíveis da tecnologia estão as áreas médicas e odontológicas, além da indústria, em setores como defesa e de bens de consumo.

“Essa aquisição representa um marco importante para a Stratasys, posicionando-nos para gerar uma receita incremental significativa a partir de uma ampla gama de novas oportunidades de mercado para produção em massa”, afirma Yoav Zeif, CEO da Stratasys. “Estou confiante de que as soluções inovadoras da Origin serão uma contribuição fundamental para o nosso forte crescimento a partir de 2021, e apoiarão o objetivo estratégico de fortalecer a nossa posição de liderança e como opção preferencial dos clientes em impressão 3D de polímeros.”

Segundo o CEO da Stratasys, os clientes estão buscando por soluções de manufatura aditiva que permitam o uso de resinas de nível industrial para a produção em massa de peças, com controle de processo e qualidade, e o sistema, baseado em software, Origin One é o melhor do setor, pois oferece um alto rendimento e uma incrível precisão.

“Acreditamos que a combinação do extenso ecossistema de materiais da Origin com os nossos recursos como líderes do setor nos permitirá capturar uma ampla gama de aplicações de produção sob demanda em escala global”, explica Yoav Zeif. “Juntamente com a nossa entrada na tecnologia Power Bed Fusion, a aquisição da Origin reflete outra etapa no cumprimento do nosso objetivo de liderar a manufatura aditiva de polímeros, oferecendo as melhores e mais abrangente tecnologias e soluções do mercado para criar uma cadeia de valor totalmente digital, projetada para a integração da Indústria 4.0”, completa o CEO da Stratasys.

A tecnologia proprietária Programmable PhotoPlymerization (P3) da Origin – um aprimoramento dos princípios do processamento digital de luz (DLP) – faz a cura da resina líquida de fotopolímero por meio da luz. A primeira impressora 3D de nível industrial da empresa, a Origin One, permite o controle preciso da luz, do calor e da força, entre outros parâmetros, por meio do software de feedback de loop fechado da Origin. A nova tecnologia permite que os clientes construam peças com precisão, consistência, tamanho e detalhes líderes do setor, enquanto usam uma ampla variedade de resinas comerciais duráveis.

A Origin trabalha com uma rede de parceiros de materiais – como Henkel, BASF e DSM – para o desenvolvimento de resinas. “Por meio de uma parceria, desenvolvemos materiais com a Origin antes do lançamento da Origin One porque acreditamos em sua tecnologia e visão para o futuro dos fotopolímeros na manufatura aditiva”, afirma François Minec, diretor executivo da BASF 3D Printing Solutions GmbH. “Agora, como parte da Stratasys, estamos confiantes de que, juntos, podemos avançar para um ecossistema de manufatura mais amplo.”

“Fundamos a Origin para criar uma plataforma de manufatura aditiva totalmente nova, que permite a produção em massa de peças de uso final com incrível precisão, consistência e rendimento, juntamente com uma ampla gama de materiais disponíveis”, acrescenta Christopher Prucha, CEO e cofundador da Origin. “A Stratasys é a melhor empresa para nos unirmos para alcançar nossa visão, que nos dará uma oportunidade incomparável de expandir significativamente o alcance de mercado e nos permitirá levar a tecnologia P3 para um público mais amplo”, completa.

A equipe da Origin se juntará à Stratasys e liderará o desenvolvimento de sua plataforma tecnológica e de produto. O primeiro produto completo, resultado dessa aquisição, tem lançamento previsto pela Stratasys para meados de 2021.

Por que o plástico não precisa ser o vilão do meio ambiente?

Por Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior na Alpes

O plástico tem sido tema central de amplos debates públicos, especialmente em relação a seus riscos ambientais. Em São Paulo, desde 1º de janeiro, nenhum estabelecimento comercial pode fornecer copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões de plásticos descartáveis.

De acordo com a nova lei, esses produtos agora devem ser substituídos por outros elaborados com materiais biodegradáveis, compostáveis ou reutilizáveis. No entanto, esta alternativa, além de não resolver o problema ambiental, ainda vai gerar um novo tipo de lixo na natureza, problema com o qual o poder público não poderá lidar da maneira correta. Sendo assim, a emenda pode ser inúmeras vezes pior do que o soneto.

Produtos com embalagens que afirmam ser “biodegradáveis” ou “compostáveis” na grande maioria das vezes se degradam apenas em condições especiais e isso pode complicar os esforços de reciclagem. Portanto, aquele copo de café que possui logotipo indicando ser biodegradável não vai se decompor entre os compostos orgânicos que as pessoas têm em casa, mas, para se degradar adequadamente, precisará ser enviado para instalações de compostagem industriais.

O processo de compostagem industrial envolve alto calor e umidade precisamente controladas, entre outras condições, e não está disponível na maior parte do país. Já se este lixo for parar em um aterro, ficará lá por muito tempo, porque é improvável que seja exposto a condições que ajudariam a se decompor. Além disso, a produção desses itens consome mais recursos, cria mais resíduos e resulta em mais poluição do que a produção de itens plásticos descartáveis.

Obviamente, entendemos ser fácil apontar o plástico como o grande vilão que precisa ser proibido, afinal ninguém no mundo fica feliz com imagens de mares e rios repletos de embalagens e com animais morrendo por conta do produto. No entanto, banir os plásticos de consumo não soluciona os problemas, mas apenas desvia a atenção de soluções reais e, em vez disso, prejudica os consumidores e o meio ambiente.

Para resolver a questão ambiental do plástico, é preciso melhorar a qualidade das práticas de gestão de resíduos, produzir materiais que tenham o menor impacto ambiental possível, investir em coleta adequada e incentivar a reciclagem disponibilizando locais especializados acessíveis para que a população possa fazer o descarte do material que utiliza em seu dia a dia. A grande variedade de formas em que pode ser reciclado também precisa ser vista como um benefício do material. Isso não só é mais ecológico, mas também torna o plástico um material muito flexível para as necessidades do mundo moderno.

Outro ponto importante: com a trágica chegada da pandemia, os argumentos e o debate sobre o uso do material também ganharam outra direção: a saúde e a vida. A pandemia transformou a produção e uso do plástico em um material essencial de sobrevivência. Nos hospitais e laboratórios, ambientes essenciais na luta pela vida, o plástico está sendo utilizado em grande escala para produção de máscaras, luvas, seringas, tubos de ensaio, cateteres e outros produtos.

Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos a produtos plásticos permitiram que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect que já contava com propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em especial contra o novo coronavírus.

Já no espaço doméstico, o plástico foi o material que mais entrou nas casas. Itens básicos de sobrevivência, como água e alimentos, tiveram alta de estoque: muitas vezes embalados em materiais plásticos. Também podemos encontrar o material em máscaras n95. Além disso, com o plástico é possível vedar produtos e alimentos, o que evita a degradação rápida da comida, além da contaminação por doenças, garantindo a segurança alimentar e também evitando o desperdício de alimentos, especialmente em um momento com tanta instabilidade econômica e desemprego.

Não há dúvida de que a crise dos plásticos é um problema sério e que precisamos encorajar uma mudança de atitude em relação à mentalidade de uso único da sociedade com pessoas favorecendo o consumo inteligente e o pensamento sobre o ciclo de vida, além de realizar seu descarte apropriado. Mas devemos ter em mente os benefícios ambientais e econômicos que os plásticos oferecem e usar a inovação para aderir à melhor solução.

Recuperação gradual é esperança para indústria em 2021

Por Andreas Göhringer

Como falar de perspectivas após uma retração de 4,4% na economia mundial em 2020, com recuo de 5,8% no Brasil, conforme estimativas do Fundo Monetário Internacional? Temos muito a ser feito, se olharmos o PIB brasileiro, cujo crescimento na década que se encerra foi de apenas 2,2%, ante alta de 30,5% na economia mundial.

A visão de longo prazo é fundamental num momento de crise como o que ainda atravessamos. Isso inclui fazer nossa parte pela superação dos gargalos estruturais do país e seus problemas de infraestrutura que comprometem o escoamento da produção, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos carentes de investimentos.

E temos alguma boa notícia? Claro que sim! A esperança permanece. Para lidar com as dificuldades enumeradas acima, o brasileiro lançou mão de sua criatividade. A falta de embalagens, no nosso caso, pôde ser superada com caixas plásticas retornáveis, utilizadas para trazer as importações e levar as exportações na sequência. Outro ponto forte foi o poder de negociação das equipes da cadeia de supply chain da indústria brasileira, sempre capazes de contornar obstáculos.

O segundo semestre de 2020 se mostrou muito melhor que o primeiro, e os efeitos desse início de retomada se fizeram sentir em cascata. Alguns projetos que estavam engavetados foram colocados em movimento. Diversas indústrias enxergaram a oportunidade de realizar manutenções necessárias, e assim um segmento alavanca o outro.

Para quem é fornecedor de máquinas e equipamentos, trata-se de uma oportunidade de oferecer peças de reposição. E a administração inteligente desses insumos é mais do que nunca necessária, como é o caso dos diafragmas para válvulas. A automatização de estoques pode incluir, por exemplo, o uso de chips nas peças, o que representa maior agilidade, controle, capacidade de rastreamento e economia de recursos.

Como fornecedores do setor farmacêutico, trabalhamos com persistência para garantir insumos da maior qualidade possível, entregues em dia e com preço justo.

Começamos o ano com grande otimismo e confiança na capacidade de reação de nossa indústria e conscientes da importante participação que temos na economia nacional e na sociedade como um todo.

Andreas Göhringer, conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-PR) e CEO da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle no Brasil.