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SAP Brasil e Boomera criam plataforma para acelerar Economia Circular

A SAP Brasil e a Boomera, empresa que trabalha para reinserir resíduos no ciclo produtivo, anunciaram nesta segunda-feira, 14, uma parceria para o desenvolvimento de soluções que vão contribuir para que a economia circular atinja um novo patamar no Brasil. A plataforma vai unir empresas de diferentes setores a centenas de recicladoras, cooperativas e coletoras, facilitando a compra e venda de materiais com rastreabilidade e certificação.

A parceria surgiu para impulsionar a adoção do modelo de economia circular na economia do País, aumentando o ciclo de vida dos produtos. A tecnologia e o tamanho do ecossistema da SAP no Brasil – líder de mercado em soluções empresariais com presença em 70% das maiores companhias – vão facilitar a integração entre as partes, num ambiente que hoje ainda opera com bases de dados desconectadas.

A plataforma começa a funcionar no início de 2021, com o suporte necessário para identificação do tipo de material, quantidade e geolocalização para facilitar a compra e venda de acordo com as necessidades das empresas e marcas.

Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil, explica que transformar as informações em dados, associados a uma plataforma confiável, robusta e que contempla as ferramentas que o mercado necessita trará agilidade e escalabilidade, melhorando todo o ecossistema. “Vamos adicionar recursos de roteirização de coleta inteligente, rastreabilidade dos resíduos, certificação de processos e ações que permitam o engajamento desse ecossistema de maneira confiável. É a tecnologia atuando para tornar desenvolvimentos e processos mais sustentáveis”, diz.

A SAP trata o tema como prioridade estratégica global e lançou o programa Climate 21 para construir recursos analíticos e transacionais em suas soluções. O objetivo é ajudar os clientes a compreender e minimizar a pegada de gases do efeito estufa de seus produtos e operações ao longo de suas cadeias de valor. “Esta parceria é mais um grande passo na direção de ter menos impacto no meio ambiente e cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, completa Adriana.

O projeto está apoiado na metodologia Circular Pack, desenvolvida pela Boomera e que já atende empresas de diferentes portes e setores para responder aos desafios de executar uma política de reinserção de resíduos no ciclo econômico.

“A Boomera vem desenvolvendo soluções em economia circular há 9 anos no Brasil, com programas sólidos e promovendo desenvolvimento social com impacto. Estrear uma parceria com a SAP nos fortalece muito e traz o dinamismo e velocidade necessária para amplificar e conectar todos os stakeholders em uma única rede, forte e circular”, destaca Guilherme Brammer, CEO da Boomera.

Segundo Brammer, a parceria com a SAP traz um novo marco para o mercado de gestão de resíduos no Brasil. “Nos unir a um dos maiores provedores de soluções digitais do mundo trará conhecimentos e expertise de cada empresa numa solução única, escalável e capaz de atender às necessidades crescentes do mercado. É uma inovação dentro do ecossistema de gestão de resíduos, tão necessária nos dias de hoje”, completa.

“O mercado brasileiro, pelo seu tamanho e potencial de consumo, é um grande celeiro para o desenvolvimento de economia circular. Essa parceria vai dar aos milhares de clientes da SAP, e também não clientes, um forte aliado para que suas áreas de inovação busquem cada vez mais desenvolver produtos que sejam competitivos no mercado e ao mesmo tempo mais sustentáveis”, completa Adriana.

SAP NOW Brasil 2020 – mais quatro dias de conteúdos para conectar todo o ecossistema de negócios no Brasil

O SAP NOW segue até a próxima sexta-feira, dia 18, com uma programação que inclui keynotes com as principais lideranças da SAP no Brasil e de global, palestras inspiracionais que vão abordar como as questões da atualidade impactam o ambiente de negócios agora e no futuro. A SAP convidou especialistas de diversas áreas do conhecimento, que vão trazer seus pontos de vista sobre as relações, sociedade e tecnologia a partir de agora.

Nesta terça-feira, 15/09: destaque para o keynote “América Latina e foco” com Cristina Palmaka e uma conversa inspiradora com o físico Marcelo Gleiser sobre a Humanidade Reinventada

  • 10h – América Latina em foco | Cristina Palmaka, presidente da SAP América Latina e Caribe
  • 10h30 – Humanidade reinventada – como 2020 pode ser o ponto de virada da humanidade | Marcelo Gleiser

A partir de quarta a programação continua com um bate papo de Adriana Aroulho com a diretora-chefe de voos da Nasa, Holly Ridings sobre como os desafios da pesquisa científica estão pautando também o desenvolvimento de tecnologias emergentes. Confira os destaques dos próximos dias que também inclui convidados como Arianna Huffington, jornalista fundadora e CEO da Thrive Global e Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia e colunista do jornal The New York Times.

Dia 3 (16 de setembro)

  • 10h – Da transformação digital à transformação cultural | Adaire Fox-Martin, head global de Customer Success e membro do board da SAP, e Nicolas Simone, diretor-executivo de Transformação Digital da Petrobras.
  • 10h30 – Liderança e representatividade mudando o jogo científico: as lições da NASA | Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil, e Holly Ridings, diretora-chefe de voos da Nasa

Dia 4 (17 de setembro)

  • 10h30 – Além da resiliência – como prosperar e sair fortalecido da pandemia | Cristina Palmaka e Arianna Huffington, fundadora e CEO da Thrive Global
  • 11h – Tendências e novos comportamentos: como a indústria de Turismo está reagindo à pandemia | Adriana Aroulho e Leonel Andrade, presidente da CVC.

Dia 5 (18 de setembro)

  • 10h – O que impulsiona as Empresas Inteligentes no novo cenário global? | Cristina Palmaka e Octávio de Lazari Júnior, diretor-presidente do Bradesco
  • 10h30 – Perspectivas econômicas em um mundo volátil | Paul Krugman

Na grade, também há uma série de palestras sobre como os clientes estão digitalizando e adicionando inteligência aos processos nas mais diferentes áreas, como gestão de RH, finanças, marketing e relacionamento, compras e logística da cadeia de suprimentos, entre outras aplicações. Convidados*, como Nina Silva, CEO e uma das fundadoras do Movimento Black Money, Bernardinho, ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, e o filósofo Clóvis de Barros Filho falam, entre outros temas, sobre diversidade, motivação de times e humanização do RH.

Serviço:

Agenda – SAP NOW Brasil 2020

Quando: até 18 de setembro de 2020, das 10h às 18h

Como assistir: Você poderá acompanhar as transmissões no site do SAP NOW Brasil  

Grade completa: https://events.sap.com/br/sap-now-brasil-2020

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PIX: A ponte da cédula para as criptomoedas?

Por Wagner Gomes Martin, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da VeriTran

A sociedade está em um momento em que, da mesma forma que é possível acompanhar uma entrega em tempo real pelo GPS, conseguimos seguir os passos de um amigo em uma viagem pelas mídias sociais ou falar com alguém em qualquer lugar do mundo com apenas um toque e sem a necessidade de códigos de operadora. E tudo isso sem grandes custos ou mesmo gratuito.

Toda essa evolução tecnológica também é vista no sistema bancário, e a pandemia do Covid-19 acelerou em anos a necessidade de inovação. No Brasil, dinossauros caríssimos como DOC e TED são os dominantes entre os meios de transferência, além do boleto, que é mais caro que o TED, possui compensações que demoram dias e só processam durante um determinado horário. Por isso, as instituições financeiras sabem que precisam manter seu ambiente digital com usabilidade rápida e simples e, como lidam com dados valiosos de seus usuários, também necessitam de uma proteção robusta sobre tais informações.

A criptomoeda é uma base monetária muito eficiente, interoperável e que ainda possui como característica a ausência de regulador nos países. Por outro lado, elas não possuem uma usabilidade simples e aceitação massificada.

Um entorno mais digital, com mecanismos de instantaneidade e facilidade de transferência gera uma demanda cada vez mais virtual, onde podemos ter um cenário de uma criptomoeda emitida por uma reserva federal com cotação oficial assim como a moeda corrente de um país. Ambas podem ser indexadas entre si ou podem ter cotações independentes, podemos supor vários cenários econômicos.

Com isso, todo o movimento de Open Banking que o Banco Central do Brasil vem promovendo está em linha com as premissas de necessidade de rapidez, facilidade, baixo custo e segurança.

O PIX oferta instantaneidade a custo baixo e com segurança de processamento. Esse será um instrumento de transferência que, independente de conta ou titularidade, se instrumentaliza por leitura de QR Code ou dados do recebedor, podendo ser presencial ou por link e capaz de sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais. Temos um instrumento de transferência competitivo, com alto potencial de canibalizar os outros formatos e que propõem a ascensão do digital, uma vez que reduz a necessidade de sacar dinheiro.

Com isso é possível vislumbrar uma criptromoeda regulada por um banco central operando através de meios de transferências digitais e online. O PIX é um dos instrumentos essenciais para o futuro de uma moeda digital dentre outros do entorno Open Banking, promovendo esta digitalização funcional para o momento atual. Todo este movimento é a prova de que as empresas precisam estar de olho em soluções que aceleram e simplificam a implementação de projetos digitais na mesma velocidade em que o entorno financeiro está evoluindo.

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Evento debate oportunidades para empreendedores em tecnologia

As Verticais de Negócios e Grupos Temáticos da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) promovem o evento online Conecta Verticais nos dias 22 e 23 de setembro. O objetivo é discutir temas atuais do mercado de tecnologia por meio de webinars com especialistas do setor e representantes das Verticais, gerando conexões e impactando cada vez mais negócios. Para participar, basta se inscrever pelo link . O evento é totalmente gratuito e será transmitido pelo canal da ACATE no Youtube.

A programação conta, ao todo, com quatro trilhas de conteúdo: Indústria 4.0, Vendas de tecnologia na pandemia, Cidades Inteligentes e Relacionamento online com colaboradores.  Os participantes também poderão conhecer mais os programas estratégicos da ACATE, como as Verticais de Negócios, iniciativas que buscam a geração de negócios e oportunidades para as empresas do ecossistema catarinense.

Para  Arthur Nunes, vice-presidente de Ecossistema da ACATE, esse formato inédito de evento será fundamental para integração e promoção de networking no ecossistema. “O Conecta Verticais vai ser uma oportunidade de integrar ainda mais os associados que já participam  das Verticais de Negócios e também de apresentar melhor esse projeto para quem ainda não o conhece. Isso é muito relevante, principalmente nesse contexto de estadualização e participação mais ativa dos polos regionais da ACATE”.

Trilhas de conteúdo

No primeiro dia de Conecta Verticais (22), a trilha de conteúdo sobre Indústria 4.0 trará para debate a relação entre a tecnologia e a criação de uma manufatura inteligente, mais eficiente, produtiva e conectada. Profissionais de referência apresentarão as novidades dessa tendência, além de destacar o papel da Vertical Manufatura e da Vertical IoT, Big Data e Al nessa área em ascensão. 

Simultaneamente, o evento trará outro webinar para discussão sobre as vendas de tecnologia na pandemia, abordando questões como reorganização das equipes, novas necessidades dos clientes e busca por resultados nesse período. 

No dia 23 de setembro, especialistas irão falar sobre Cidades Inteligentes, que fazem uso da tecnologia para melhorar a gestão pública e a qualidade de vida dos cidadãos. O webinar vai levantar insights sobre o assunto e apresentar as principais contribuições da Vertical Smart Cities no âmbito catarinense.

O trabalho home office e o relacionamento online com os colaboradores serão as temáticas do segundo dia do Conecta Verticais (23). A intenção desta trilha, liderada pela Vertical Peopletech, é auxiliar empresários e gestores nas transformações internas que estão ocorrendo, como mudanças no espaço de trabalho e nas formas de convivência e troca com as equipes. 

As quatro trilhas acontecem a partir das 17h e contarão com espaço para interação e resolução de dúvidas dos participantes com os painelistas.

Sobre as Verticais de Negócios

As Verticais de Negócios são o maior programa de integração de empresas de tecnologia em Santa Catarina. Elas reúnem as empresas em grupos de acordo com seus segmentos de mercado, por meio de encontros periódicos, com o intuito de gerar networking, troca de conhecimento entre os empresários e gerar oportunidades de negócios para todos.  Hoje, a ACATE conta com 13 verticais que têm a participação de mais de 300 empresas.Serviço

O que:
Conecta Verticais
Quando:
Dias 22 e 23 de setembro, a partir das 17h
Onde:
Online, no canal da ACATE no Youtube. Inscrições em: https://www.sympla.com.br/conecta-verticais-acate__940737  
Quanto:
Gratuito 

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Roadmap da IBM para expansão da tecnologia Quantum

Por Jay Gambetta, IBM Fellow e VP da IBM Quantum

Em 1969, os humanos superaram obstáculos tecnológicos sem precedentes para fazer história: colocamos dois de nossa espécie na Lua e os devolvemos com segurança. Os computadores de hoje são capazes, mas certamente são orientados para a Terra quando se trata de capturar com precisão os detalhes mais sutis de nosso universo. Construir um dispositivo que realmente capture o comportamento dos átomos e possa aproveitar esse comportamento para resolver alguns dos problemas mais desafiadores de nosso tempo pode parecer impossível se apenas pensarmos no mundo computacional que conhecemos. Mas, assim como o pouso na Lua, nosso objetivo final é acessar uma dimensão que está além do que é possível com os computadores clássicos: queremos construir um computador quântico em grande escala. O computador quântico do futuro assumirá onde os computadores clássicos falham, controlando o comportamento dos átomos para executar aplicativos revolucionários em todas as indústrias, o que nos permite gerar materiais que mudarão o mundo ou transformarão a forma como fazemos negócios.

Hoje, lançamos o roadmap que acreditamos que nos levará dos dispositivos de pequena escala barulhentos do presente para os dispositivos de milhões de qubits do futuro. Nossa equipe está desenvolvendo um conjunto de processadores escaláveis, cada vez maiores e melhores, com um dispositivo de mais de 1000 qubits, chamado IBM Quantum Condor, visando o final de 2023. Para acomodar dispositivos ainda mais massivos além do Condor, estamos desenvolvendo um refrigerador de diluição maior do que qualquer um atualmente disponível no mercado. Este roadmap nos guia para os processadores de mais de um milhão de qubits do futuro, graças ao conhecimento líder da indústria, equipes multidisciplinares e a metodologia ágil que melhora cada elemento desses sistemas. Enquanto isso, nosso roadmap de hardware está no centro de uma missão maior: projetar um computador quântico full-stack, implantado por meio da nuvem, que qualquer pessoa no mundo possa programar.

A equipe do IBM Quantum constrói processadores quânticos – ou seja, processadores computacionais que dependem da matemática de partículas elementares para expandir nossas capacidades computacionais, executando circuitos quânticos em vez dos circuitos lógicos de computadores digitais. Representamos dados usando os estados quânticos eletrônicos de átomos artificiais conhecidos como qubits transmon supercondutores, que são conectados e manipulados por sequências de pulsos de micro-ondas para permitir que esses circuitos funcionem. Mas os qubits esquecem rapidamente seus estados quânticos devido à interação com o mundo exterior. O maior desafio que nossa equipe enfrenta hoje é descobrir como controlar grandes sistemas desses qubits por tempo suficiente e minimizar erros para executar os complexos circuitos quânticos exigidos por futuras aplicações quânticas.

A IBM tem explorado qubits supercondutores desde meados dos anos 2000, aumentando os tempos de coerência e diminuindo os erros para habilitar dispositivos multi-qubit desde o início dos anos 2010. Refinamentos e avanços contínuos em todos os níveis do sistema, de qubits a compiladores, nos permitiram colocar o primeiro computador quântico na nuvem em 2016. Estamos orgulhosos de nosso trabalho. Hoje, mantemos mais de duas dúzias de sistemas estáveis na nuvem IBM para nossos clientes e o público em geral experimentar, incluindo nossos processadores IBM Quantum Canary de 5 qubits e nossos processadores IBM Quantum Falcon de 27 qubits, um dos quais recentemente executou um circuito quântico longo o suficiente para declarar um Volume Quântico de 64. Essa conquista não foi uma questão de construir mais qubits; em vez disso, fizemos melhorias no compilador, refinamos a calibração das portas de dois qubits e lançamos atualizações para leitura e gerenciamento de ruído com base em ajustes de pulsos de micro-ondas. Por trás de tudo está o hardware com métricas de dispositivo líderes mundiais, construído com processos exclusivos para permitir um desempenho confiável.

Paralelamente aos nossos esforços para melhorar nossos dispositivos menores, também estamos incorporando as muitas lições aprendidas em um roadmap ambicioso para dimensionar sistemas maiores. Na verdade, neste mês, lançamos discretamente nosso processador IBM Quantum Hummingbird de 65 qubits para membros de nossa IBM Q Network. Este dispositivo possui multiplexação de leitura 8: 1, o que significa que combinamos oito sinais de leitura de qubit em 1, reduzindo a quantidade total de fiação e componentes necessários para a leitura e melhorando nossa capacidade de escala, preservando todos recursos de alto desempenho da geração de processadores Falcon. Reduzimos significativamente o tempo de latência do processamento de sinal no sistema de controle associado, em preparação para os próximos recursos do sistema de feedback e feed-forward, onde seremos capazes de controlar qubits com base em condições clássicas enquanto o circuito quântico está funcionando.

No próximo ano, vamos apresentar nosso processador IBM Quantum Eagle de 127 qubit. O Eagle apresenta várias atualizações para superar o marco de 100 qubit: crucialmente, as vias de silício (TSVs) e a fiação de vários níveis fornecem a capacidade de espalhar com eficácia uma grande densidade de sinais de controle clássicos, protegendo os qubits em uma camada separada para manter altos tempos de coerência. Enquanto isso, alcançamos um equilíbrio delicado de conectividade e redução de erro de crosstalk com nossa abordagem de frequência fixa para portas de dois qubit e arranjo de qubit hexagonal introduzido pela Falcon. Este layout de qubit nos permitirá implementar o código de correção de erros “hexagonal pesado” que nossa equipe estreou no ano passado, de modo que conforme aumentamos o número de qubits físicos, também seremos capazes de explorar como eles funcionarão juntos como qubits lógicos com correção de erros – cada processador que projetamos tem considerações de tolerância a falhas.

Com o processador Eagle, apresentaremos também recursos clássicos de computação simultânea em tempo real que permitirão a execução de uma família mais ampla de circuitos e códigos quânticos.

Os princípios de design estabelecidos para nossos processadores menores nos guiarão para o lançamento de um sistema IBM Quantum Osprey de 433 qubits em 2022. Controles densos e mais eficientes e a infraestrutura criogênica garantirão que a ampliação de nossos processadores não sacrifique o desempenho de nossos qubits individuais, introduza mais fontes de ruído ou ocupe uma pegada muito grande.

Em 2023, apresentaremos o processador de 1121 qubits IBM Quantum Condor, incorporando as lições aprendidas com os processadores anteriores à medida que continuamos a reduzir erros críticos de dois qubits para que possamos executar circuitos quânticos mais longos. Vemos o Condor como um ponto de inflexão, um marco para nossa capacidade de implementar correção de erros e dimensionar nossos dispositivos e, ao mesmo tempo, é complexo o suficiente para explorar vantagens quânticas potenciais – problemas que podemos resolver com mais eficiência em um computador quântico do que nos melhores supercomputadores do mundo.

O desenvolvimento necessário para construir o Condor terá resolvido alguns dos desafios mais urgentes em como dimensionar um computador quântico. No entanto, à medida que exploramos domínios além da marca dos mil qubits, os refrigeradores de diluição comerciais de hoje já não serão capazes de refrigerar e isolar com eficácia tais dispositivos complexos e potencialmente grandes.

É por isso que também estamos introduzindo um “super cooler” de 3 metros de altura e 1,80 de largura conhecido como “Goldeneye”, um refrigerador de diluição maior do que os disponíveis comercialmente hoje. Nossa equipe projetou este gigante com um sistema de um milhão de qubits em mente e já começou os testes de viabilidade fundamentais. Em última análise, imaginamos um futuro no qual as interconexões quânticas conectem refrigeradores de diluição, cada um milhão de qubits, assim como a intranet se conecta a processadores de supercomputação, criando um computador quântico maciçamente paralelo capaz de transformar o mundo.

Saber o caminho a seguir não remove obstáculos; enfrentamos alguns dos maiores desafios da história do progresso tecnológico. Mas, com nossa visão clara, agora parece que um computador quântico tolerante a falhas pode ser uma meta alcançável na próxima década.

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Oracle oferece 1500 mil vagas gratuitas em curso de TI para capacitar pessoas de baixa renda

Com histórico de apoio à educação e empregabilidade, que destaca seu propósito de transformar o mundo empoderando as pessoas por meio da inovação, a Oracle disponibiliza 1.500 vagas gratuitas em seu programa Oracle Next Education (ONE) para as Instituições parceiras Gerando Falcões, Instituto PROA, Meu Futuro Digital, Soul Bilíngue, Meninas Negras, Oi Futuro, Cloud Girls, Labora e CIEE.

Lançado em dezembro de 2019, o programa oferece, numa primeira etapa, cursos avançados de TI e empreendedorismo para a preparação de pessoas de baixa renda. Além de já formar mais de 2 mil jovens, a iniciativa traz ainda um grande diferencial: aproximar os formados das oportunidades de trabalho em grandes empresas.

Segundo um estudo realizado pelo Instituto of the future, entre 75% e 85% das profissões que existirão em 2030, ainda não foram criadas. A análise do Big Data, Internet das Coisas, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial e a capacidade de resolver problemas complexos, exigirá mão de obra qualificada com formação especializada e uma base muito prática. Assim, aprender como se posicionar, ampliar conhecimentos de TI, incentivar o espírito empreendedor com novas ideias e projetos são temas-base que sustentam o programa ONE.

As principais etapas do ONE compreendem capacitação e conexão com empresas aliadas interessadas em recrutar esses novos talentos. A formação conta com treinamento online de aproximadamente 420 horas disponíveis para obter conteúdo técnico em TI, aptidões essenciais para aprimorar a comunicação, como se preparar para o mercado de trabalho e práticas de como inovar. Já sobre o tema de conexão, clientes e parceiros considerarão os participantes do programa em eventuais processos seletivos, já que o mercado de trabalho está sempre em busca dos profissionais do futuro.

Hoje há uma lacuna de aproximadamente 300 mil profissionais de TI no Brasil. As vagas não estão sendo ocupadas por falta de especialização necessária. Pensando nisso, o ONE surgiu como um fio condutor que conecta pessoas com pouco acesso à educação, ao ensino de tecnologia e, posteriormente a essas vagas ociosas, assim reduzindo esse impacto no mercado e incentivando a inovação no país. “A educação é um dos pilares que acreditamos como impulso para a transformação da sociedade. Queremos contribuir com essa mudança oferecendo oportunidade para que os que não tem acesso ao sistema educacional de qualidade sejam empoderados com conhecimento e com a conexão com as empresas, acelerem a transformação em suas vidas”, diz Gabriel Vallejo, vice-presidente de Marketing da Oracle América Latina, um dos idealizadores do projeto.

Novos profissionais em TI

Uma das alunas formadas no ONE é a Julia Santos, que viu no programa uma oportunidade para ingressar na área de TI. Baiana, mulher negra, filha de pai ambulante e mãe doméstica, Júlia é a primeira geração da família a ingressar no ensino superior. Estudante de Sistemas da Informação, ela terminou toda a grade do ONE e se candidatou à uma vaga de estágio na Bayer. Foi a única mulher entre os 10 candidatos que concorriam a apenas três vagas – e conseguiu passar com sucesso. Ela comenta que ‘sendo na maioria das vezes a minoria, acredito que integridade é um valor essencial para se manter e se posicionar neste contexto”.

Rosivado Jesus é outro exemplo que viu no programa uma oportunidade de mudança de carreira. Aos 30 anos, saiu da Bahia para São Paulo motivado por um sonho, estudar tecnologia. O alto custo dos cursos o fez ir para outra área, mas não desistiu do objetivo. “Sempre tive vontade de estudar informática, mas como os valores cobrados não condiziam com a minha realidade, decidi fazer trabalhos elétricos. Quase 10 anos depois, a Oracle lançou o ONE e com menos de R$ 100 consegui realizar o meu sonho de estudar o que sempre quis”, diz Rosilvado.

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Conheça as etapas e a importância dos testes para a implementação da tecnologia 5G no Brasil

A rede móvel de quinta geração (5G) está chegando ao Brasil. Apesar do leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter sido adiado para 2021, três empresas já disponibilizam o serviço em 11 cidades brasileiras, testando assim o funcionamento da tecnologia que já é alvo de uma intensa disputa mundial e deverá impactar de forma decisiva campos como a velocidade e maior taxa na transmissão de dados, além de inaugurar de forma decisiva a chamada internet das coisas (IoT), integrando milhares de dispositivos a equipamentos, móveis e eletrodomésticos.

À parte da disputa política que envolve a chegada dessa nova tecnologia, certificadoras e laboratórios já atuam na capacitação de seus parques técnicos com o objetivo de avaliar os parâmetros principais da tecnologia 5G, sua compatibilidade eletromagnética, segurança elétrica oferecida ao usuário e suas características na emissão de rádio frequência que possa ser absorvida pelo corpo humano, durante a utilização do dispositivo móvel. Um trabalho silencioso, mas essencial para que a nova plataforma de dados opere de forma eficaz e segura para seus usuários.

“Este trabalho é importante e necessário para oferecer segurança ao usuário que vai utilizar o dispositivo, proteger o espectro, ou seja, garantir que o produto de telecomunicações em análise está operando na faixa de frequências correta, contra uso indevido e para que o dispositivo não cause ou sofra interferência no ambiente que é utilizado”, explica Fabio Jacon, vice-presidente de Telecomunicações da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), entidade que reúne empresas de certificação e inspeção no Brasil. Jacon destaca ainda que o processo de certificação e testes de cada produto que entra no mercado “leve de um a dois meses entre a realização dos testes, a análise do organismo e a avaliação final por parte da Anatel”.

Para avaliar a tecnologia 5G no Brasil foram definidos critérios baseados em referências internacionais da 3GPP (3rd Generation Partnership Project), que padroniza, com o apoio da indústria internacional, as novas tecnologias, e dessa maneira o serviço é o mesmo em todos os países, apenas com a diferença das frequências disponíveis em cada território. Os testes de avaliação da rede móvel de quinta geração incluem análise da tecnologia, Testes de Compatibilidade Eletromagnética (EMC), segurança elétrica do dispositivo e a avaliação de SAR (Specific Absorption Rate).

Em junho de 2020, a Anatel estabeleceu os requisitos de testes aplicáveis tanto para as estações rádio base, que irão prover a tecnologia 5G nas redes das operadoras de telecomunicações, quanto para os terminais móveis, que permitirão aos usuários acesso à tecnologia. Inicialmente, as operadoras móveis presentes no Brasil compartilharão as frequências que já estão alocadas para a operação da atual tecnologia celular, através de uma técnica chamada DSS (Dynamic Spectrum Sharing).

Seguindo as regras determinadas pela Anatel, ao lançar um novo produto no Brasil, o fabricante local seleciona um Organismo de Certificação Designado (OCD) e fornece as informações técnicas sobre o produto, que é analisado para que sejam determinados os padrões e ensaios aplicáveis. Na sequencia, escolhe-se o laboratório que fará os testes, que executa os ensaios e emite seu relatório. Este é analisado pela Certificadora que, em caso de resultados positivos, cadastra o produto na Anatel, que analisa a documentação e emite o certificado de homologação para que o produto ou serviço seja comercializado.

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EMBRAPII e ANPEI lançam Chamada de Inovação

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI) se uniram para identificar os desafios tecnológicos e fomentar inovação na indústria nacional.

Nesta segunda-feira (14), a ANPEI abriu uma Chamada para que empresas associadas apontem possíveis projetos de PD&I que resultem em novos produtos e processos industriais. A proposta é reunir empresas com interesses comuns para se unirem em projetos cooperativos.

As propostas podem ser enviadas pelo formulário: http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf2ikk5_F2JdROb5cEqmzmk3LqGEWaL_8OV3aKMEgibuy-qMw/viewform .

Vale destacar que não se trata de um edital, já que o fluxo de recursos da EMBRAPII é contínuo.

A abertura oficial do desafio ocorreu durante o Webinar “ANPEI e EMBRAPII para projetos de P,D&I”. No encontro virtual, foram apresentados os mecanismos de incentivo à inovação da EMBRAPII e detalhadas as vantagens em realizar projetos cooperativos em âmbito pré-competitivo, como: divisão de esforços, conhecimento, custos e riscos.

Nessa modalidade, a EMBRAPII financia até metade do valor dos projetos com recursos não reembolsáveis. A Organização conta com uma rede de inovação com 61 centros de pesquisas credenciados, as chamadas Unidades EMBRAPII, com profissionais qualificados e infraestrutura de ponta para atender a demanda da indústria por inovação.

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Saiba o que é a nuvem híbrida e porque essa é a melhor aposta para as empresas

Ganho de eficiência e escala é a grande mina de ouro para a maior parte das empresas que querem operar de forma mais sustentável e assertiva financeiramente. E é justamente para ajudar companhias de todos os segmentos e portes que a Claranet CorpFlex acaba de implementar em seu portfólio no Brasil a tecnologia de nuvem híbrida, que une o melhor das clouds públicas e privadas, fazendo com que gestores consigam aproveitar os pontos positivos de cada uma, sem estourar o orçamento. De acordo com a companhia, a previsão é que, até o final de 2025, 100% de seus clientes estejam adaptados ao novo negócio.

A novidade só foi possível graças a recente fusão entre a Claranet e a CorpFlex, que tornou o Brasil o 4º maior país do Grupo, e que ainda tem muito potencial para expandir seus serviços. De acordo com Diogo Santos, CTO da companhia, ainda há situações específicas para nuvem pública ou privada, mas que o híbrido é um modelo que funciona para grande parte das empresas brasileiras. “Quando a aplicação exige baixíssima latência e está conectada a usuários e esteiras fabris, ou quando não é compatível com as nuvens públicas por causa de versão de SO (sistemas legados) ou requisitos técnicos muito específicos, as nuvens privadas (On-Premise ou Data Center) despontam como melhores soluções, pois tem o melhor custo-benefício para IaaS (Infrastructure as a Service). Já para as aplicações mais modernas, ou as que são viáveis tecnicamente e financeiramente de se modernizar,  as nuvens públicas são as mais recomendadas, pois possuem um vasto portfólio e com pagamento por uso (PaaS, SaaS, FaaS, etc), fora o fato de que este portfólio cresce a cada dia, tanto por desenvolvimento interno de cada nuvem, quanto através dos parceiros, permitindo uma verdadeira transformação digital dos negócios”, explica o executivo. 

Parte do portfólio, a Claranet Cloud Platform (CCP) acaba de ser lançada pela multinacional como plataforma de cloud híbrida de última geração. Os serviços disponibilizados envolvem melhorias em computação, armazenamento, rede e segurança no modelo “as a service”, que atribui ao fornecedor lidar com toda a estrutura de softwares e permite ao cliente pagar somente pelo serviço utilizado. Estão incluídos serviços de Infrastructure as a Service (Iaas) para SAP HANA e Oracle, que fornecem bancos de dados de alto desempenho.

O lançamento acontece uma vez que a nuvem híbrida se apresenta como modelo ideal tanto para empresas em crescimento, como empresas já consolidadas que buscam expandir seu ambiente digital de maneira econômica. “Em todos os setores do mercado, a nuvem híbrida melhora a capacidade de computação, armazenamento e inovação”, conta Diogo. Com a alta do dólar e suas consequências para o mercado brasileiro, a cloud híbrida desponta como vantajosa para reduzir custos em TI, pois exige uma análise minuciosa dos workloads e permite migrar para onde realmente tenha o melhor custo-benefício.

Dessa forma, a nuvem híbrida tem se mostrado eficiente ao oferecer as melhores soluções de cada um dos modelos de nuvem – reunindo o melhor das soluções. O papel das empresas parceiras em tecnologia é fazer a gestão das nuvens de forma única e exclusiva, segundo a Claranet CorpFlex. “A nuvem híbrida é uma solução que ainda permite a comunicação entre cada serviço distinto. Uma estratégia que usa essa nova dinâmica oferece às empresas maior flexibilidade, migrando as cargas de trabalho entre as soluções em nuvem, conforme as necessidades e a flutuação dos custos”, aponta. 

Além disso, a nuvem híbrida se adapta à carga de trabalho e permite que o serviço continue sem interrupções, fator importante para empresas que lidam com vidas, como na área da saúde, ou com volume de compras em datas comemorativas, como o comércio eletrônico. “Independente do setor, os nossos engenheiros ficam responsáveis pela construção de uma interface única para gerenciar todos os serviços em nuvem de forma integrada”, finaliza Santos. 

GRU Airport é o primeiro aeroporto do país a contar com infraestrutura para realização do teste para COVID-19

Passageiros, frequentadores e funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, já poderão realizar o exame para COVID-19 no laboratório remoto instalado no saguão de embarque do Terminal 3, onde estão concentradas as operações internacionais. A iniciativa, inédita em aeroportos no país, é fruto da parceria entre a GRU Airport, concessionária do aeroporto, e o Laboratório CR Diagnósticos, rede autorizada pelo Instituto Adolfo Lutz, que será responsável pela infraestrutura e tecnologia para coleta, análise, diagnóstico da doença e emissão de resultado, que será conhecido em até 4 horas.

O exame oferecido, homologado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é a RT-PCR: um teste molecular que detecta o vírus através da análise de uma amostra de secreção nasal e da orofaringe, coletadas por meio de um swab. Alguns países, como Portugal e França, exigem que os passageiros apresentem este tipo de teste para permitir a entrada em seus territórios.

“A iniciativa é mais uma facilidade e alternativa que o GRU Airport disponibiliza aos seus passageiros, principalmente, aos que têm destinos internacionais. O teste RT-PCR é, atualmente, exigido para entrada em diversos países e, agora, sem que seja necessário sair do Aeroporto, o solicitante terá o resultado emitido em poucas horas”, destaca Gustavo Figueiredo, presidente da GRU Airport.

Para auxiliar o passageiro que necessita apresentar este documento para viajar, ou até mesmo para quem deseja realizar o teste de forma rápida, o posto avançado de atendimento foi estruturado em uma área de 36m², e conta com quatro guichês para cadastro e oito cabines para coleta, que acontecerá em cerca de cinco minutos. Equipamentos de última geração, instalados no laboratório estruturado a poucos metros do posto, farão a análise do material e indicarão o resultado. O diagnóstico será validado por um médico responsável pela análise clínica.

“O exame vai permitir uma retomada gradual e com segurança das pessoas. A nossa equipe, que conta com o bioquímico, Dr. Carlos Santos, especialista em análises moleculares há mais de 30 anos, desenvolveu um protocolo baseado nas publicações do Centro Americano de Controle e Prevenção de Doenças, possibilitando trazer maior comodidade e agilidade para a realização da RT-PCR. Outro ponto fundamental é o laudo que sai em até 4 horas, representando um fato inédito e de grande orgulho para o laboratório”, finaliza Dr. Rene Pimenta, fundador do Grupo CR Diagnósticos.

Com funcionamento 24×7, o laboratório realizará mais de 90 exames por hora e contará com uma equipe de mais de 40 profissionais, divididos em turnos. Qualquer pessoa que tenha a necessidade de realizar a RT-PCR pode se dirigir ao local com documento de identificação com foto (RG, CNH ou passaporte) em mãos e solicitar o exame que custa 350 reais. Em até 4 horas o cliente receberá um alerta por SMS, podendo visualizar o resultado pelo próprio celular ou receber a versão impressa do laudo, em dois idiomas, português e inglês, em um dos guichês do posto avançado de atendimento.

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Como a pandemia está impactando o investimento em tecnologia nas empresas do Brasil

Por Roberto Arruda

O COVID-19, o distanciamento e isolamento social, trouxeram à tona uma nova realidade para as empresas brasileiras. Apesar de muitos segmentos, especialmente os de educação e varejo, sentirem um déficit por conta da pandemia, o mercado de TI de um modo geral mostra-se bastante otimista, tendo em vista que muitas companhias passaram a ver a tecnologia como ferramenta fundamental para sobreviverem à nova realidade. Recentemente, grandes empresas do segmento, como Apple e Amazon, reportaram seus balanços do segundo trimestre de 2020. A Amazon duplicou seu lucro em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo a incrível soma de US$ 5,24 bilhões, e a Apple teve alta de 12% no faturamento, chegando a US$ 11,25 bilhões. Mas, como a pandemia está impactando o investimento em tecnologia nas empresas do Brasil? É possível aumentar as vendas neste momento?

Antes da pandemia, a expectativa de crescimento para a área de tecnologia era de 20%, de acordo com pesquisa da consultoria Advance Consulting. Hoje, mesmo com tudo o que está acontecendo, o CEO da consultoria, Dagoberto Hajjar, ainda prevê crescimento de 10% em 2020, uma estimativa animadora levando em consideração o impacto negativo verificado em outros setores da economia.

E por que esta previsão positiva? Certamente por que empresas de diferentes segmentos, especialmente dos setores de educação, saúde e varejo, precisam urgentemente investir em novas tecnologias. No caso da educação, por exemplo, as universidades e escolas têm de se preparar para um ensino a distância de qualidade, que só é possível por meio da transformação digital. Segmentos como o de saúde, de extrema importância para a população, sentem a necessidade de recursos cada vez mais avançados, modernos, como a telemedicina. Outra área essencial e que necessita de aprimoramento tecnológico é o varejo. Hoje em dia, as marcas que não adotaram o comércio eletrônico, certamente estão um passo atrás em relação aos seus concorrentes. No entanto, apostar somente no e-commerce não bastará. Quando o isolamento social terminar, as lojas precisarão se reinventar no atendimento presencial, fazer uma nova análise dos consumidores e realizar investimentos em inteligência artificial.

O impacto foi o mesmo em todas as empresas de tecnologia?

Apesar de existirem muitas empresas de tecnologia vendendo bem, existem aquelas que estão sofrendo verdadeiramente com a crise. Isto acontece por que há muita polarização, já que existem empresas que conseguiram se modernizar, buscar novos clientes e novos produtos. Essas companhias cresceram e investiram na nuvem e reformularam sua infraestrutura. Por outro lado, temos aquelas que foram impactadas negativamente por uma série de fatores, seja falta de investimentos em TI, inovação, criatividade, marketing e vendas. 

Contudo, podemos observar que as principais características das empresas com alta taxa de crescimento incluem um bom planejamento, com objetividade e disciplina na execução. Aliado a avanços em inovação, com novas formas de oferecer os serviços. É importante aproveitar o momento para fazer novas reflexões e entender que agora o mercado muda a cada minuto. Por isso, a agilidade para buscar novos projetos e ações é crucial.

O que muda na estratégia de vendas das empresas de TI?

Primeiramente, é preciso analisar o funil de vendas (taxa de conversão, ciclo de vendas e ticket médio), apresentar uma boa estratégia para obter novos clientes, como por exemplo, apostar nas oportunidades de upsell e cross sell (estratégias de vendas visando aumento de receita e retenção de clientes). Além disso, é essencial rever frequentemente metas e objetivos, dores, soluções, concorrências e influências externas, para montar um plano de ação efetivo para o seu negócio.

A abordagem de venda, no entanto, deve ser diferente e precisa buscar ações de curto prazo com o objetivo de atrair o cliente. Hoje em dia, o argumento de que a tecnologia traz redução de custos para uma empresa não é efetivo. É preciso muito mais do que isso. Desta forma, é necessário ficar de olho no mercado, pesquisar o consumo em vários segmentos, pois tudo é volátil neste momento. Toda vez que existe uma crise, a indústria se altera, e consequentemente, muda o padrão de compras. Por isso, coloque em prática uma nova metodologia de vendas para a sua empresa. Dê preferência para ações de curto prazo e que deem resultado, negocie com o seu cliente, experimente mudar a abordagem e faça perguntas de alto impacto para mostrar valor e o real benefício do que você está oferecendo. Acima de tudo, não perca a oportunidade.  

Roberto Arruda, CRO da Sky.One, startup especializada no desenvolvimento de plataformas que automatizam e facilitam o uso da computação em nuvem

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A era dos restaurantes 4.0

Por Geison Correa

A necessidade do distanciamento social trazida pela pandemia de Covid-19 acelerou uma tendência que vinha se desenhando há anos em diferentes setores: a transformação digital, que vem utilizando soluções tecnológicas para facilitar a vida de empreendedores, administradores e do próprio consumidor. E no ramo alimentício não poderia ser diferente!

Infelizmente, os restaurantes foram os últimos da cadeia do foodservice a inserir a ferramentas tecnológicas no dia a dia na gestão e administração internas e, por isso, acabou sofrendo um impacto um pouco maior do que os demais. Mas, o cenário mudou: a nova geração que está comandando este segmento são pessoas com menos de 40 anos que já querem inserir QR Code de mesa, pagamento digital, entre outras possibilidades.

Isso tudo com um objetivo, trazer uma melhor experiência para o cliente. A tecnologia pode ser uma grande aliada na melhora da velocidade e qualidade dos pedidos no salão, quanto nos serviços de entrega, desde o autoatendimento, formas de pagamentos digitais, até na comunicação com o seu público por meio das redes sociais. Logo, os donos de restaurantes estão vendo a importância de oferecer essas praticidades para os seus consumidores, para não “ficar para trás”.

Nesse sentido, vale entender que os estabelecimentos alimentícios do futuro são aqueles que entendem a necessidade de adaptação e implementam essas novidades no dia a dia, derrubando barreiras físicas, seja figurando, por exemplo, em marketplaces – que respondem por 61% dos pedidos do foodservice, segundo a Food Consulting em parceria do Sebrae -; ou incluindo tecnologias para tornar o atendimento omnichannel .

Para auxiliar nessa questão, estão surgindo diversas startups que estão redesenhando suas soluções para atender a demanda. Mas não basta ter uma infinidade de ofertas tecnológicas se os estabelecimentos não estiverem preparados para implementar qualquer demanda inovadora que venha pela frente e repassar as vantagens para toda a cadeia.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é a eficiência é que vai ditar a retomada dos negócios a partir de agora. A criatividade e investimentos em ferramentas que auxiliem no pós-pandemia com segurança é o que vão separar quem vai ter sucesso ou não nesse ramo. Afinal, hoje, mais do nunca, é preciso fazer de um limão, uma limonada.

Por isso, além de oferecer um produto gostoso, saudável, sustentável e confiável, é preciso entregar, mais do que nunca, serviços convenientes e práticos, além de uma boa experiência do início ao fim. E a tecnologia está aí para nos ajudar com isso! E você, já está pronto para incluir soluções tecnológicas na rotina do seu negócio?

Geison Correa , CEO e co-fundador da GrandChef, uma foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e similares

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Como as questões ambientais, sociais e de governança irão moldar o seu futuro?

Por Mariana Faria

O investimento em ESG (Environmental, Social and Governance) é um requisito imperativo tanto para a atualidade quanto para o futuro. Essa é a conclusão apontada pela publicação “Fifth global institutional investor survey – How will ESG performance shape your future?”, lançada pela EY em julho deste ano, que traz as quatro principais razões para esta visão: a maior aposta nas questões ambientais, sociais e de governança, por parte dos investidores; a desconexão entre o desempenho de ESG e a necessidade de dados concretos e padronizados; o uso destas informações para determinar o valor de um negócio; e o futuro da performance em ESG com base em transparência e credibilidade.

No entanto, para atuar nestas questões, é necessário que as empresas tenham a adequada visão, gestão e o reporte de riscos de ESG aos quais estão expostas. É de suma importância que as companhias tenham ciência das ameaças associadas a estas questões, assim como seus investidores, e que consigam entender as possíveis crises às quais estarão sujeitas caso não consigam realizar uma gestão adequada dos riscos relacionados.

De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2020, do Fórum Econômico Mundial, os riscos referentes ao meio ambiente assumiram, pela primeira vez, as cinco primeiras posições do ranking no quesito probabilidade, além de serem listados como primeiro, terceiro e quarto lugares no quesito impacto. Vale ressaltar que a falha nas ações para as mudanças climáticas assumiu as posições 1 e 2 para impacto e probabilidade, respectivamente.

Outra importante razão que resulta neste olhar voltado para ESG é o fato de que 200 das maiores empresas do mundo já estimaram que as mudanças climáticas podem custar quase US$ 1 trilhão a elas, no caso de uma inércia em relação à questão. Além disso, reconhecem que há oportunidades significativas para o negócio, ao se adotar as estratégias corretas. Tanto essas companhias quanto os bancos centrais veem as mudanças climáticas como um risco sistêmico para o mercado de capitais global e reconhecem que não fazer nenhuma ação não é uma opção.

No momento, mais de 40 bancos já estão examinando como as mudanças climáticas podem ser integradas em seus aspectos econômicos e financeiros. De acordo com o Banco da Inglaterra, por exemplo, empresas de indústrias com base em matrizes não renováveis podem ir à falência se não entenderem o risco de seus modelos de negócio se tornarem obsoletos, à medida que os investimentos seguem para alternativas de emissão líquida zero de carbono. A comunidade de investidores também está respondendo aos riscos climáticos, com o lançamento da Net-Zero Asset Owner Alliance, convocada pela ONU.

Para endereçar estes riscos é necessário trabalhar nas seguintes frentes:

• Melhorar a conexão entre dados financeiros e não financeiros, já que investidores consideram que há um abismo entre eles;

• Construir uma abordagem mais robusta para os riscos de ESG, como o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures), visto por investidores como uma abordagem valiosa para divulgação dos riscos;

• Adquirir maior disciplina nos processos e controles dos relatórios não financeiros, baseando-se em métricas específicas valorizadas pelos investidores, dentro da lógica de análise, visando gerar credibilidade e confiança.

Diante deste cenário, é primordial que governos e empresas identifiquem e priorizem os riscos das questões ambientais, sociais e de governança, desenvolvendo métricas e estratégias para gerenciá-los. Isso se tornará essencial não só para redução das emissões, mas também para desenvolver estratégias de adaptação coerentes, incluindo infraestrutura à prova de clima, preenchendo a lacuna de proteção do seguro e aumentando financiamentos de adaptação público e privado.

Mariana Faria, Gerente Sênior de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, EY

Fontes:

Relatório de Riscos Globais 2020, do Fórum Econômico Mundial.
Fifth global institutional investor survey – How will ESG performance shape your future?

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