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A revolução dos pagamentos instantâneos e rede 5G

Em um contexto cada vez mais dinâmico e de alta conectividade, contando com uma maior capacidade de processamento e com uma maior adoção da computação na nuvem, a expectativa é que o segmento de pagamentos seja impactado por uma transformação sem precedentes nos próximos anos, acelerando a materialização de uma demanda eminente e até então reprimida – a realização de transações de pagamento 24 horas por dia, 7 dias por semana a um baixo custo. A combinação destes fatores propicia um ambiente totalmente favorável para os chamados pagamentos instantâneos, no qual possibilitarão o surgimento de novos conceitos, novos modelos de negócio, e consequentemente novos produtos e serviços. Na essência, o pagamento instantâneo permitirá entregar uma melhor experiência aos clientes, bem como melhores ofertas de serviços financeiros, além de agregar praticidade, conveniência e segurança no dia-a-dia das pessoas.

Em diversas regiões do mundo, modelos de pagamentos instantâneos, bem como suas infraestruturas de suporte, encontram-se em diferentes estágios, seja de estudos, implementação ou ainda mais avançados. Seguindo tendências observadas em localidades como Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, China e África do Sul, o nosso Banco Central, por meio do comunicado 32.927, divulgado em dezembro de 2018, apresentou os requisitos para o desenvolvimento do Sistema de Pagamentos Instantâneos Brasileiro.

Diferentemente de outros países, o regulador brasileiro está desenvolvendo a plataforma e será responsável por liquidar as operações, centralizando também a base de endereçamento, ou seja, a identificação única de cada cliente e conta. A nova plataforma batizada de PIX, teve seu lançamento anunciado em fevereiro num evento marcado por esclarecimentos e novidades por parte do órgão regulador, antes mesmo da finalização das especificações técnicas e da definição das regras do novo arranjo de pagamento. A previsão é que a plataforma entre em funcionamento a partir de novembro de 2020, para que esteja funcionando de modo pleno em dois anos. Os testes de conectividade já foram iniciados e deve ser homologado a partir de junho, conforme cronograma apresentado pelo Banco Central. Até a data do lançamento, 13 instituições já haviam demonstrado prontidão e enviado certificados de conexão para iniciar os testes. Alguns pontos relevantes como a tarifação e ferramentas de liquidação fora dos horários do STR ainda estão sob avaliação e é esperado que sejam esclarecidos nas próximas interações.

Adicionalmente, pelo fato da segurança ser crucial para este ecossistema, foi criado, no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), um fórum executivo permanente para assuntos relacionados a operações instantâneas e segurança da informação, cuja missão é auxiliar o regulador na criação de um modelo aberto e interoperável.

O Brasil já apresenta infraestrutura de pagamentos considerada avançada quando comparada às de outros mercados e potencializada pela elevada alta penetração de celulares e smartphones na população adulta, se torna um terreno fértil para o desenvolvimento deste tipo de pagamentos. Estima-se que a nova modalidade propiciará operações realizadas em até 10 segundos, com alta disponibilidade e resiliência (99,9% do tempo), com capacidade de 2.000 transações por segundo.. O sistema permitirá transferências mútuas entre pessoas, entre consumidores e estabelecimento e, ainda, entre empresas e órgãos do governo, em um universo com abrangência estimada em em R$ 8 trilhões em transferência no sistema bancário tradicional (DOC e TED) e cerca de R$ 666 bilhões de transações de débito (dados projetados pela Febraban em 2019).

A nova modalidade de transferência representa uma experiência de pagamentos ultrarrápidos para usuários do sistema e proporciona inúmeros outros benefícios para os diversos elos da cadeia, sendo os principais o governo e as transações rastreáveis, com possibilidade de aumento da arrecadação de impostos. Os possíveis ganhos para a economia também estarão relacionados com o aumento da velocidade de circulação do dinheiro, maior eficiência e competição de mercado. Um grande beneficiário será a sociedade, pois espera se menos crimes de roubo e furto, em decorrência da diminuição do porte de papel moeda, redução de fraudes, facilidade de acesso a serviços financeiros e aumento da formalização da economia.

Na China, por exemplo, parte considerável dos pagamentos é realizada por empresas intermediadoras das operações. Hoje o sistema brasileiro é controlado diretamente pelo regulador. De acordo com pesquisa desenvolvida pela Fischer, em 2018 em parceria com a KPMG havia cerca de 114 startups brasileiras atuando no setor de pagamentos. No entanto, apesar da ampla gama de benefícios, alguns desafios operacionais são impostos, visto que, em poucos segundos, os provedores de infraestrutura devem decidir se efetuam ou não o pagamento de um cliente ou se recebem ou não o dinheiro enviado.

Nesse panorama, a chegada da rede 5G ao Brasil, prevista para meados de 2021, desempenhará papel essencial. Por meio de uma rede pautada por frequências elevadas, teremos mais velocidade de processamento e repasse dos dados, maior número de conexões e menor latência. Será viabilizada, portanto, a incorporação massiva de dispositivos conectados a chamada “internet das coisas” e com ela uma grande disponibilidade de quantidade de dados e que se explore ao máximo o verdadeiro potencial desta tecnologia.

É evidente que o rápido avanço tecnológico tem proporcionado que se materializem uma série de oportunidades tanto para os clientes e novos entrantes do sistema financeiro, como para as organizações e para a sociedade em geral. Sabemos que as novas plataformas e as novas tecnologias precisam passar por numerosos testes antes da adoção comercial, ainda temos muito caminho por percorrer. Entretanto, é fundamental que, neste momento, as empresas repensem suas estratégias e se posicionem neste novo contexto de negócio, para que possam ter um papel de protagonismo no futuro.

Cláudio Sertório, sócio-líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil.

Dustin Pozzetti, sócio-líder de tecnologia, mídia e telecomunicação da KPMG no Brasil.

Whatsapp vira porta de entrada para o e-commerce

Presente em mais de 120 milhões de aparelhos no Brasil – o segundo país com maior número de usuários – o Whatsapp se tornou, novamente, protagonista. Desta vez, em um período de instabilidade econômica, causada pela Covid-19, o aplicativo de mensagens instantâneas se tornou aliado das PMEs, que viram a necessidade da digitalização para se conectar novamente com o consumidor. Hoje, a ferramenta já é vista como principal canal de comunicação e venda para muitas empresas.

“E-mails e aplicativos de conversas cresceram muito nos último trimestre. No Brasil, por exemplo, houve um crescimento em 500% nas conversas pelo WhatsApp durante o período de isolamento social, segundo dados interno”, diz Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk , startup que auxilia empresas a venderem via canais digitais. Confira quatro dicas listadas pelo empreendedor que podem auxiliar na utilização máxima das funcionalidades do app:

1) Chatbot

Chatbot é uma aplicação que você pode usar dentro do WhatsApp para automatizar ações. Com ele, você responde de forma rápida as principais dúvidas, oferece suporte, compartilha catálogo e, conecta automaticamente cliente e vendedor, economizando tempo das equipes e dos clientes.

Para quem gosta de colocar a mão na massa, existem várias plataformas no mercado para a criação dos bots. Para quem se assusta apenas ouvindo a palavra “programação”, também há soluções prontas oferecidas no mercado. É só ajustar o conteúdo de acordo com o seu produto e ativar o chatbot no seu WhatsApp. Em minutos você consegue potencializar sua força de vendas com um funcionário que trabalha 24 horas por dia, 7 dias da semana.

2) Objetivos

A ideia de usar o WhatsApp é empolgante para quem está começando a usar o aplicativo como canal, mas tem que tomar alguns cuidados. Para Rodrigo, as pessoas deverão se questionar em relação aos objetivos da empresa dentro do app.

“Muita gente erra porque quer usar todas as ferramentas de uma vez, com o mesmo objetivo. Você acredita que já recebi a mesma mensagem de uma empresa no WhatsApp e no e-mail? Pensei: por que essa empresa está se comunicando por dois canais simultaneamente?”, completa o empreendedor.

3) Conteúdo

Outro ponto que deve se levar em conta sobre o WhatsApp é o tipo de conteúdo. Para Ricco, deve se evitar textos enormes, áudios extensos entre outros materiais que não têm relação com o aplicativo.

“Tenha em mente que o aplicativo tem suas particularidades como: tamanho das mensagens escritas e até de áudio (se for o caso), tom de voz usado, a quantidade de material enviada etc. Qualquer excesso pode ser motivo de bloqueio do número da sua empresa pelos seus contatos”. Enfatiza.

4) Pesquisas

A utilização do termo data-driven por empresas (organizações que tomam decisões a partir de dados coletados) tem se tornado comum nos últimos anos. Com o aumento do uso dos bots, a ferramenta dentro do aplicativo tornou-se uma opção também para a realização de pesquisas de satisfação, de mercado ou de opinião.

“Realizando pesquisas de mercado, e entendendo o que cada cliente procura, você pode direcionar promoções para o consumidor correto, evitando compartilhar ofertas incompatíveis com aquela pessoa, o que pode causar um mal-estar entre empresa e cliente”, finaliza Rodrigo.

37% das empresas pretendem investir em treinamento para colaboradores em trabalho remoto

Com o objetivo de compreender quais são as principais perspectivas do mercado de trabalho agora e pós-pandemia, a Catho realizou um estudo com mais de 370 empresas. De acordo com a pesquisa, 37% das organizações pretendem investir em treinamento para colaboradores em trabalho remoto e 15% responderam que ainda não sabem. Neste cenário, especialista aponta habilidades fundamentais dos profissionais remotos e como se destacar.

Segundo Patricia Suzuki, diretora de Gente e Gestão da Catho, a transformação cultural deve assegurar a institucionalização do trabalho remoto, processos de capacitação das lideranças e equipes, aquisição das ferramentas de uso diário e claro, habilidades indispensáveis que esses profissionais precisam ter para uma boa execução do trabalho a distância.

“É necessário reforçar que neste ambiente virtual há alguns skills fundamentais para que o fluxo de trabalho opere da melhor forma possível. De modo geral os rituais das empresas se mantém os mesmos, porém adaptados ao formato online, isto ajuda a preservar a cultura organizacional em transformação para o remoto. Neste cenário, a inteligência emocional e comunicação proativa são ainda mais importante aos olhos dos recrutadores e lideranças”, explica a diretora.

Conheça as habilidades essenciais dos profissionais para o trabalho remoto:

Organização e responsabilidade: assim como no formato presencial, atrasar em reuniões e não cumprir prazos ganham uma conotação negativa e de pouco comprometimento com a empresa. Desta forma, se atente aos horários dos calls agendados, coloque lembretes nas listas de tarefas e mantenha o compromisso profissional. Pontualidade, gestão do tempo e priorização de atividades são indispensáveis.

Empatia: se colocar no lugar do outro, nunca foi tão importante. Ouvir e atuar de forma empática, bem como colocar as pessoas em primeiro lugar é fator determinante para fazer o trabalho remoto funcionar de forma efetiva.

Presenteísmo: abrir a câmera nas chamadas de vídeo, participar das reuniões do time de trabalho, contribuir com insights, sugestões e feedbacks. Esses são alguns pontos de destaque dos profissionais engajados remotamente. Por meio da presença virtual, o profissional oferece o máximo do seu dinamismo e protagonismo como profissional.

Inteligência Emocional: autoconhecimento, relacionamento interpessoal e com a equipe são skills extremamente valorizados pelos recrutadores. Candidatos que possuem a capacidade de administrar as próprias emoções e driblar as barreiras da timidez, principalmente devido a necessidade de se posicionar cada vez mais diante de câmera, são os mais desejados para trabalharem remotamente. Dentre os pontos que são observados no ambiente virtual estão o descontrole emocional nas práticas de trabalho diárias e falta de ética nos tratamentos entre as pessoas.

Gestão de conflitos: mediar impasses entre pessoas e times também é desafio no ambiente virtual, desta forma, como o objetivo de manter conexão entre as pessoas e diminuir os impactos negativos que podem surgir à distância, busque momentos de interação. Café virtual, almoço online com o time, bate-papo com colegas. Leve aspectos do dia a dia para o trabalho remoto, além de ajudar a construir um time mais colaborativo, reduz eventuais ruídos.

Colaboração: A capacidade de co-criar sem invalidar as ideias dos demais colegas é mais um skill importante para o trabalho remoto. Profissionais com essa característica mantém acesa a chama da criatividade e inovação em equipe, além de serem super importantes no dia a dia profissional.

Comunicação proativa: Mais do que apenas se comunicar é importante ser proativo nesse processo. Registros “assíncronos” são aqueles em que informamos e apontamos o fluxo de trabalho para que qualquer um no time seja capaz de dar andamento e/ou responda no seu ritmo, isto como consequência ajuda na produtividade de toda a equipe.

Neste cenário, é importante assegurar os pilares fundamentais para a efetividade de implementação do trabalho remoto: cultura, pessoas e ferramentas tecnológicas.

Empresas gigantes em dias de startups

Por Ricardo Salama, Head of Sales do SAS para América Latina

Temos visto empresas gigantes e governos altamente burocráticos agindo como verdadeiras startups. Durante uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história, vemos empresas cortando tudo que não seja absolutamente vital e, ao mesmo tempo, tomando decisões estratégicas em horas. A verdade é que a maioria das empresas luta pela sobrevivência imediata para que possa prosperar no futuro. Há, claro, os grandes vencedores. Mas aqui estamos falando da grande maioria das corporações, abaladas com o momento. Como é possível de repente tanta agilidade? A resposta está principalmente em três fatores: redução drástica de burocracia interna, delegação de poder aos colaboradores e digitalização!

Como alguns exemplos da necessidade abrupta que chacoalhou as gigantes: o Governo brasileiro teve que pagar auxílios para 55 milhões de necessitados; o Itaú contratou 260 pessoas em processos totalmente remotos; e as operadoras de telecomunicações tiveram que readequar todo o tráfego de banda larga que migrou consideravelmente dos centros comerciais para áreas periféricas. Tudo em questão de dias ou semanas.

A burocracia de processos teve que ser gentilmente atropelada pela necessidade do cliente. Assim como uma startup, a necessidade de sobrevivência faz com que processos mínimos sejam implantados e que a visão de resultado se sobreponha. É verdade que a burocracia pode ter, em alguns casos, seu papel de garantir compliance, seguir processos benéficos ou até de garantir uma maior conformidade com a estratégia de longo prazo de uma empresa. Entretanto, o saldo desta mudança pendular é certamente benéfico.

Um segundo fator preponderante – e talvez o mais importante – é a tomada de decisão bem mais descentralizada. Corporações rígidas estão precisando dar muito mais autonomia para que todos tomem decisões. Ambientes mais abertos e descentralizados fazem com que talentos surjam, a meritocracia prospere e que os funcionários se sintam valorizados. Se as empresas precisam tanto ajustar os perfis das pessoas a uma transformação digital, aqui temos uma grande oportunidade.

Por fim, a transformação digital, que em muitas empresas era um plano de médio prazo, não só foi acelerada, mas se tornou um item de sobrevivência. Quando vemos varejistas como C&A, Casas Bahia e Magazine Luiza mudando totalmente a venda para o e-commerce, e até permitindo que os vendedores realizem toda a operação de venda pelo WhatsApp, temos de fato à conclusão de que a transformação digital chegou. Mesmo não apresentando resultados financeiros momentâneos que possam compensar a operação tradicional, ocorreram saltos no e-commerce de por exemplo 45% (no caso de Via Varejo) e 73% (no Magazine Luiza) no primeiro trimestre deste ano.

A grande dúvida que fica é se esse movimento encontrará o equilíbrio, ou seja, se essa agilidade será de fato incorporada às empresas ou se a burocracia e hierarquização voltarão no “novo (velho) normal”. É difícil prever qualquer cenário neste momento. Entretanto, fica claro que o novo consumidor não aceitará os mesmos comportamentos. A escolha não será mais entre o delivery ou pessoal, trabalho no escritório ou remoto ou entre o digital ou físico. Sobreviverão as empresas que puderem ajustar o pêndulo em consonância com o novo mercado e o novo consumidor.

Programa Pulse da B2Mamy busca acelerar startups em fase inicial

Voltado para mulheres que querem impulsionar suas startups, aprender os diversos conceitos do empreendedorismo e imergir nesse mundo ou implementar processos mais ágeis a B2Mamy , primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que elas sejam líderes e livres economicamente criou o Pulse. O programa de aceleração powered by Google for Startups é focado em startups early stage, ou seja, que estejam na fase inicial .

A 8ª edição do Pulse, assim como a anterior, acontece totalmente online e conta com 10 vagas subsidiadas pelas marcas apoiadoras, como Huggies e ConectCar. As inscrições estão abertas até 24 de julho e as empresas interessadas devem preencher os seguintes critérios:

• Estar em estágio inicial (early stage);

• Liderados ou fundados por mulheres e mães (reservamos 30% das vagas para outros perfis);

• Negócios no contexto digital com soluções em tecnologia (marketplace, EAD, APPS e SaaS).

Com mais de três anos de atuação no mercado, a B2Mamy já acelerou mais de 231 empresas e já capacitou mais de 10.500 mulheres. As últimas turmas formadas pelo Pulse, juntas, já faturaram mais de R﹩ 729.934,40.

Mais do que orientar ideias na fase inicial, a B2Mamy entrega informações essenciais para as mães empreendedoras, dando a elas oportunidades reais de na área das startups. “O programa Pulse nasceu com o intuito de trazer conexão a essas empreendedoras e a vivência do mercado na prática”, comenta Dani Junco, CEO e fundadora da aceleradora.

B2Mamy Pulse – 8ª turma

Seletivas até: 24 de julho

Início das aulas: 06 e 07 de agosto

Final das aulas: 11 de dezembro

Link Inscrição:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeXXlTVSMit4JfDbzALfCvyHG_mgXxry_etlu-VKvQe4XvBJg/viewform

Pulse:

http://www.b2mamy.com.br/to-no-pulse

TIM lança desafio para startups com soluções de IoT voltadas ao agronegócio

A TIM lança hoje, dia 17, o Desafio 4G TIM no Campo em busca de startups que tenham soluções inovadoras em IoT (“Internet of Things”) para o agronegócio. Com o tema Conectividade para eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura, a iniciativa tem parceria da AgTech Garage e oferece para os empreendedores a oportunidade de trabalhar com grandes empresas do setor, validando suas soluções e realizando provas de conceito das ferramentas. Como as inovações devem funcionar na rede 4G em 700MHz, padrão utilizado pela TIM no agro, as startupsselecionadas têm potencial de se tornarem parceiras da operadora no projeto “4G TIM no Campo”.

“A TIM sempre foi uma grande agregadora de empresas, startups e instituições que se unem com o propósito de desenvolver soluções para os mais variados setores da sociedade. Com desafios como esse, temos a possibilidade de conhecer soluções de empreendedores de diversas partes do País, expandindo ainda mais o ecossistema de soluções inovadoras utilizando o 4G tão importante para a digitalização do agronegócio brasileiro. Nossa parceria com a AgTech Garage vai nos permitir auxiliar na maturação dessas soluções, que podem vir a fazer parte do nosso portfólio de serviços”, define Alexandre Dal Forno, Head de Marketing Corporativo & IoT da TIM Brasil.

O Desafio 4G TIM no Campo busca soluções, conectadas à rede 4G e/ou à plataforma Narrow Band-IoT, que contribuem para a melhor eficiência e sustentabilidade no processo de controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com ênfase nas culturas de algodão, milho, soja e cana-de-açúcar. Para isso, a AgTech Garage e a TIM vão conectar os empreendedores com diversos parceiros que vão auxiliar no desenvolvimento das ferramentas, com o objetivo de construir parcerias relevantes e duradouras (modelo de revenue-share) das startups com a operadora.

“Conectividade é uma área chave para inovação e transformação digital no agro, a TIM reuniu parceiros de peso, tenho certeza que essa iniciativa vai gerar grandes oportunidades para as startups e resultados de impacto para o setor. Essa ação liderada pela TIM de forma mais ampla demonstra maturidade do ecossistema de inovação, com envolvimento de grandes empresas, grupos produtores e startups trabalhando juntos. Percebo poucas iniciativas como essa no mundo, Brasil além de líder em produção está liderando a nova dinâmica da inovação no agro”, afirma José Tomé, CEO AgTech Garage .

Inscrições e seleção

Até o dia 11/08, as startups podem inscrever os seus projetos relacionados ao tema Conectividade para eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas na agricultura no site http://www.agtechgarage.com/4gtimnocampo/. Estão elegíveis soluções como sistemas de precisão para eficiência de aplicação e redução da sobreposição na pulverização de defensivos; de eficiência operacional e minimização de custos para controle de pragas, doenças e plantas daninhas; controle de pragas com soluções alternativas ao uso de defensivos agrícolas; e controle da deriva em aplicação aérea.

Os projetos selecionados serão anunciados entre os dias 19 e 31 de agosto. No dia 02/09 será realizada uma rodada de apresentações para um painel de jurados composto por integrantes da TIM, AgTech Garage e parceiros das duas empresas. As startups serão avaliadas com base no potencial da solução e sinergias com a iniciativa 4G TIM no Campo. Após seleção do projeto – ou projetos – acontece o planejamento da prova de conceito da solução que será aplicada em um parceiro da operadora a ser definido durante o processo de seleção, respeitando as limitações impostas pela pandemia.

Os riscos da falta de segurança na nuvem

Por Alexis Aguirre, Diretor de Segurança da Informação da Unisys para a América Latina

A adoção de nuvem por empresas Latino-americanas segue crescendo e, em meio ao momento delicado que estamos vivendo, não há tecnologia mais útil que essa para garantir a continuidade de operações com agilidade e produtividade. Para além disso, quem já utilizava recursos de nuvem sabe que eles geram inovação e, ao mesmo tempo, redução de custos, já que é possível prever os gastos envolvidos em cada projeto.
Certo, Cloud agora é uma premissa, um caminho sem volta. O próprio Gartner já chama a nuvem de “o novo normal da TI corporativa” (the new normal for enterprise IT). Nesse cenário, a discussão urgente que estamos perdendo não deveria ser sobre adoção da nuvem e sim sobre um melhor entendimento das mudanças fundamentais de paradigma que chegam com o uso da nuvem. As companhias estão atrasadas para perceber que, com a nuvem, a superfície de ataques hackers muda de lugar.
Então, vamos a pontos práticos e críticos sobre como criar uma consciência corporativa para evitar ameaças de segurança da informação na nuvem.

Tenha clareza sobre os responsáveis de cada parte do projeto
Um desafio que vem com a nuvem é a falta de clareza sobre quem é responsável pelo quê. A dica é se organizar e aderir a operações do DevSecOps para obter integração,implementação e melhorias contínuas após a migração inicial para a nuvem.

Não subestime a complexidade dos ambientes em nuvem
As organizações tendem a subestimar as complexidades dos ambientes em nuvem — e sua proteção. A maior flexibilidade e poder dos serviços em nuvem resultam em maior complexidade de governança e operações, aumentando a possibilidade de vulnerabilidades devido a configurações incorretas.
A flexibilidade e o poder inigualáveis dos microsserviços em contêiner e do Kubernetes também resultam em complexidade adicional, aumentando o número de interfaces que podem ficar expostas. Não compreender ou investir nas ferramentas e nos conhecimentos necessários para gerenciar essa complexidade resulta em configurações abaixo do ideal, levando a explorações e vazamentos de dados.

Um novo DNA pede um novo processo de monitoramento
Algumas organizações acreditam que podem usar tecnologias de segurança locais em ambientes dinâmicos de nuvem. As abordagens tradicionais simplesmente não funcionam porque estamos falando de um novo DNA. Na nuvem, você precisa ter um processo automatizado para proteção da carga de trabalho remoto. Você não tem o tempo ou o luxo de alguém monitorar isso diariamente.

Crie novas políticas, práticas e procedimentos de segurança
A nuvem consolidou infraestruturas, sistemas e recursos de computação. Agora, as organizações precisam preparar suas políticas de proteção de dados para funcionar quando não têm controle da infraestrutura na qual seus dados residem.

Como lidar com microsserviços
Fornecedores de software oferecem microsserviços em contêineres, que podem ser aproveitados como componentes por aplicativos. Eles vêm com uma variedade de opções de licenciamento comercial e de código aberto, com diferentes níveis de suporte ou nenhum outro suporte que não seja uma comunidade online. Algumas licenças de código aberto, como a GPL, podem tornar o software inadequado para alguns usos de produção. As implicações legais e de custo do licenciamento de microsserviço são um aspecto importante desse novo cenário de aplicativos. É recomendável considerá-las durante o desenvolvimento do aplicativo antes da transição para a produção.

A importância do acesso seguro
O acesso seguro pressupõe que aplicativos, rotas ou sistemas de comunicação sejam utilizados apenas por quem possui credenciais apropriadas para tal. Os relacionamentos e limites de confiança precisam ser gerenciados de acordo com os objetivos de negócios e as restrições legais. Além da autenticação robusta que usa rotação de credenciais e autenticação multifator, os acessos precisam ser definidos em termos de funções baseadas do menor ao maior privilégio.

Limite e proteja sua superfície de ataque
A eficácia em minimizar a superfície de ataque implica em limitar o acesso externo e interno (por exemplo, portas abertas) ao que é absolutamente necessário. Implica também em desabilitar funções e infraestrutura desnecessárias de software. Isso reduz o número de itens que podem ser comprometidos.
A superfície de ataque não só deve ser limitada, mas também precisa ser protegida por meio de uma estrutura automatizada e que detecte inteligentemente o tráfego anormal ou o comportamento do software. Isso deve resultar nas ações de quarentena e notificação orientadas por políticas apropriadas, limitando assim o impacto de violações.

A jornada na nuvem tem nos guiado ao futuro. Se feita corretamente, pode trazer muitos benefícios para as empresas. Só não podemos nos esquecer de que nuvem e segurança devem caminhar juntas. Não é improvável que companhias corram riscos de violações de dados, mas aquelas que estiverem preparadas para corrigir e isolar ataques em segundos ou minutos serão mais bem-sucedidas.

Cargill contrata mais de 170 novos profissionais mesmo em período de crise no país

A Cargill finalizou mais um processo seletivo para a contratação de estagiários para as suas unidades no Brasil. Ao todo, foram mais de 170 profissionais contratados mesmo em período de instabilidade econômica.

“Não desistir do nosso programa de estágio foi fundamental para mostrar o nosso apoio a todos nesse momento de grandes incertezas que estamos vivendo. E, com isso, nós também conseguimos agregar mais valor à Cargill, trazendo novos talentos e os preparando para o mercado de trabalho com os nossos programas de desenvolvimento interno”, explica Nathalia Sobral, gerente de Talent Acquisition da Cargill no Brasil.

Desde 2017, a Cargill vem apostando em um modelo inovador de processo seletivo. Feito virtualmente, o programa consiste em etapas que envolvem game de competências, teste de inglês e dinâmica com a consultoria. Além disso, para tornar as contratações ainda mais inclusivas, a companhia adotou o modelo de “currículo cego”, no qual além de não terem o conhecimento sobre a instituição dos candidatos, os gestores contratantes também não têm acesso ao nome, idade e gênero dos estudantes.

Além de ter a preocupação com o processo seletivo, a forma como esses novos profissionais serão recebidos também é desafiante. “Nesse ano, com a quarentena, decidimos seguir o recrutamento de forma totalmente online e o resultado foi muito positivo. Com a ajuda da nossa equipe de TI, RH e Gestores, já estamos também preparando tudo que será necessário para que eles consigam receber os equipamentos em casa, além de terem acesso aos treinamentos que realizamos com todos os funcionários assim que são contratados e serem gerenciados da melhor forma mesmo que remotamente”, explica a executiva.

XP Inc. é a primeira empresa do país a assumir meta de ter ao menos 50% de mulheres entre todos os colaboradores

A XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do Brasil, é a primeira empresa do país a assumir compromisso público de equidade de gênero entre todos os seus colaboradores. A empresa tem como meta contar com, ao menos, 50% de mulheres em seu quadro total de funcionários até 2025, em todos os níveis hierárquicos. Hoje, a companhia possui 2.600 colaboradores, e deve encerrar o ano com 3.100 funcionários. O percentual atual de mulheres na companhia é de 22%.

Para atingir a meta traçada, a companhia está implementando uma série de medidas práticas. Entre elas, destacam-se:

· Criação do coletivo feminino MLHR3, além do fomento de grupos/comunidades internas para discussões e implementação de ações;

· Treinamento para lideranças;

· Treinamento para preparar todos os colaboradores que realizam processo seletivo;

· Mentoria de carreira para mulheres;

· Acompanhamento de KPIs de promoções e remuneração entre os gêneros;

· Revisão de políticas internas – ajuste da nomenclatura das vagas e avaliação de desempenho;

· Canal aberto para participação e discussão;

· Parcerias para desenvolvimento de mulheres e para dar suporte à inclusão, a começar pelo Reprograma, iniciativa de formação de mulheres para trabalhar com programação;

· Licença maternidade e paternidade estendida;

· Possibilidade de trabalho remoto para todos os colaboradores, de acordo com o que for melhor para cada profissional.

Para Marta Pinheiro, sócia e diretora de ESG da XP Inc., a meta tem como objetivo acelerar o processo de inclusão de mulheres no mercado financeiro e em cargos de liderança. “Entendemos o contexto histórico da nossa sociedade e desse mercado, que hoje não atrai ou favorece a presença feminina, e o nosso intuito é derrubar essas barreiras. Mais mulheres no mercado financeiro também significa mais empoderamento de suas finanças, que é uma ferramenta de liberdade. Destaco ainda o home office como uma excelente política de flexibilidade, que irá contribuir para a questão de carreira e maternidade, um dos pontos cruciais para profissionais mulheres. Por fim, como líder do coletivo de mulheres (MLHR3), fico muito orgulhosa em ver uma empresa do porte da XP assumir um compromisso público nesse sentido, pois tenho certeza que seremos seguidas por outras empresas, criando assim um ciclo virtuoso para a equidade de gênero no país”, disse.

“Queremos criar as melhores condições para que essas profissionais consigam desempenhar todo o seu potencial, auxiliando nas questões do dia a dia do trabalho e, também, na qualidade de vida das nossas colaboradoras. Queremos ser exemplo de empresa que gera um impacto positivo para a sociedade, da qual os nossos colaboradores, clientes e investidores tenham muito orgulho”, afirma Guilherme Sant’Anna, sócio e diretor de Gente & Gestão da XP Inc.

MLHR3

A XP Inc. anunciou na última semana a criação do coletivo feminino MLHR3 (em alusão às siglas utilizadas por empresas listadas em Bolsa), com a participação de 135 mulheres. O MLHR3 tem como objetivo discutir os principais assuntos relacionados ao tema, além de ter canal aberto com o time de Gente & Gestão da empresa e com o CEO, Guilherme Benchimol. Uma das primeiras medidas já tomadas pelo grupo é a parceria com o Reprograma (reprograma.com.br), iniciativa que auxilia na formação de mulheres em programação, hoje uma das áreas com mais oportunidades no mercado de trabalho.

Segue abaixo manifesto do grupo MLHR3:

Quando uma mulher ocupa um lugar pela primeira vez, ela transforma esse lugar. Ela abre um caminho. Ela diz: sim, nós podemos estar aqui. E agora, o aqui não é mais o mesmo. Ela risca o chão. Ela pega uma enxada na mão. Se precisar, ela diz outra vez, e mais alto: sim, nós podemos estar aqui. Aqui, ali e lá também. E estar aqui é puxar as próximas. Não se contentar em ser uma. Duas. Ou dez.

Porque abrir um caminho, é inspirar novos caminhos. E a cada nova mulher, ocupando um novo espaço, a nossa rede cresce. Ganha força. Se multiplica.

Quanto mais presentes estivermos, mais visíveis ficamos. E ninguém pode sonhar com aquilo que não pode ver.

Por isso, pra continuar mudando o jeito que os brasileiros investem, precisamos mudar o jeito que as brasileiras sonham.

Acesse o manifesto aqui: http://we.tl/t-ZyoIOKgNkC.

Uso do dinheiro em espécie cresce no Brasil

Levantamento realizado pela TecBan, administradora do Banco24Horas, revela que o volume de dinheiro sacado neste mês cresceu 25% desde abril. Durante a pandemia do Covid-19, o Banco24Horas foi responsável pelo atendimento de 50 milhões de pessoas, resultando em mais de 100 milhões de saques por mês. No período, foram registradas 180 milhões de transações (saques, extratos, transferências e etc) nos cerca de 23 mil caixas eletrônicos.

Ainda de acordo com os dados do Banco24Horas, as populações das classes C, D e E puxam o aumento do uso do papel moeda como meio de pagamento. Ao todo, 60% das operações de saque são realizadas em regiões residenciais desse perfil de pessoas, que possuem restrições de acesso ao sistema financeiro e à conectividade.

As informações mostram que apesar do isolamento social e da crise financeira, o dinheiro em espécie é fundamental para a economia brasileira. “Vivemos em um país em que 29% das pessoas ainda recebem salários em papel moeda e 91,6% utiliza como forma de pagamento principal. Em um momento crítico como este, é natural que as pessoas optem por ter o dinheiro em mãos”, analisa Jaques Rosenzvaig, Diretor Geral da TecBan,

O desafio, agora, é aumentar a base monetária brasileira para manter a eficiência do ecossistema de distribuição e garantir que todos tenham acesso. O Brasil vive no seu limite – o volume de dinheiro circulante é muito baixo – apenas 3,9% do PIB. “Na China, esse percentual é mais que o dobro (8,9%). Os EUA registram 8,2% do PIB em moeda circulante e o Japão 21%”, compara o executivo.

Investimentos em inovação para ampliar o acesso

Para contribuir com a melhora constante da eficiência do ecossistema brasileiro, a TecBan tem investido em inovações focadas na convergência físico-digital, de maneira a ampliar ainda mais a capilaridade de seus serviços e garantir acesso ao dinheiro para os diferentes perfis de brasileiros. Ao todo, foram mais de R﹩ 3 bilhões na última década e a previsão é de mais de R﹩ 300 milhões ainda em 2020.

Neste sentido, a TecBan passa a oferecer ao mercado o serviço para sacar dinheiro no comércio. Inicialmente disponível para clientes do Banco24Horas Saque Digital, o sistema é fácil de utilizar. Basta o cliente identificar o estabelecimento comercial credenciado e escanear o QRCode pela TecBan no dispositivo da loja. Em seguida, o consumidor receberá a autorização do valor de saque, que será pago pelo varejista, que por sua vez receberá o valor direto em sua conta.

O serviço é interoperável entre todas as instituições financeiras e poderá ser utilizado via QRCode, Token, PinPad, App, Toten, e o próprio caixa do varejista. O limite de valor do saque será estabelecido pela TecBan.

O grande diferencial do serviço de sacar no comércio da TecBan é o modelo adotado. Baseado em pesquisas e experiências (nacionais e internacionais), a empresa aposta em um formato que trará benefícios para todos os elos da cadeia:

• Instituições financeiras – eficiência, segurança e capilaridade nacional sem precisar fazer nenhum tipo de investimento ou desenvolvimento;

• Estabelecimentos comerciais – além de atrair mais clientes, vão ganhar por cada transação;

• Consumidores – operação será a custo zero (saque grátis).

Para colocar o sistema operação, a TecBan já possui parceria com a Simples Integradora de Redes (grupo Rede Mais Você), integradora de redes e correspondência bancária, com capilaridade em diversos estados do Brasil, com a Fintech Celcoin e com a Software Houses (Sistemas de Gestão para o Varejo), criando uma ampla rede de atendimento, principalmente em localidades sem atendimento bancário.

O serviço já está funcionando em 15 pontos de atendimento nas cidades de Goiânia (GO), Vila Velha (ES), Natal (RN); Fortaleza e Itatinga (CE); Ipubi e Petrolina (PE); Piracuruca (PI); Mari (PB), Garrafão do Norte e Santa Isabel do Pará (PA) e Centro do Guilherme (MA). Mais 100 pontos estão previstos para serem habilitados nas regiões do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Natal e Ceará, nas próximas semanas. A expectativa é que cerca de 30 mil varejistas sejam ativados com o Serviço.

Quando a empresa cresce, como manter a essência de startup viva?

Por Luciana Carvalho, VP de Gente e Performance do Grupo Movile

Ao longo dos anos, vi diversas empresas que cresceram exponencialmente perderem um pouco da essência de startup em nome desse desenvolvimento. Muitas vezes a cultura é consolidada enquanto startup, mas quando a operação começa a ficar robusta e com times maiores, os elos podem enfraquecer. Neste momento a frustração costuma ser grande. Como fazemos para retornar à alma de startup? É possível retomar? Não podemos mais ser o que éramos, porque agora somos grandes. E agora?

Eric Ries, autor do Lean Startup, define que uma startup é desenhada para desenvolver produtos e serviços em cenários de extrema incerteza: novos mercados, novas tecnologias – criando assim um modelo de negócios próprio. Já a grande empresa é desenhada para operar de maneira eficiente e lucrativa um modelo de negócios já existente. A startup cria o que vai ser e como tem que ser. A grande empresa precisa trabalhar algo que já existe e fazer funcionar. Nesse sentido, as características culturais que são trazidas por essa diferença de atuação acabam gerando os estereótipos que você escuta por aí: “startups são ágeis, sem burocracia, respiram inovação. Empresas grandes são engessadas, com processos burocráticos, e dificultam as tomadas de decisão”.

A verdade é que as características de uma não sobrevivem sem as da outra. Se uma grande empresa tem uma super eficiência e lucratividade mas não busca constantemente inovar, pode se tornar ultrapassada (como é o caso clássico de várias gigantes que desapareceram, como a Kodak). Da mesma maneira, uma startup que não olha para seus resultados e processos de gestão pode ter o produto mais inovador do mundo, mas não se sustenta por muito tempo ou não consegue escalar. Meu principal ponto aqui é: sim, é possível ser uma grande empresa com alma de startup, e uma startup com a eficiência de uma grande empresa. Algumas essências podem ser trabalhadas e vividas independentemente se você está em um escritório com 2 mil pessoas ou na garagem de casa com cinco sócios. Trago aqui algumas delas, que atendem a essa ambidestria no contexto em que estou inserida.

A comunicação fluida entre times

Criar relações de abertura e um ambiente de fácil acesso e transparência, garante que o que está acontecendo lá na ponta da operação chegue rapidamente aos(às) gestores(as) e aos times responsáveis de forma clara, sem receios. Se uma mudança é percebida no dia a dia e comunicada facilmente aos envolvidos, responder rapidamente ao mercado e ser pioneiro dentro do setor se torna mais plausível. Isso nos dá uma agilidade gigantesca em antecipar tendências e agir, seja em times pequenos ou times enormes. Por outro lado, a dificuldade está no que isso demanda: uma liderança vulnerável e flexível, capaz de criar um ambiente de comunicação fluida. A formação de lideranças é prioridade para garantir que isso aconteça.

Multidisciplinaridade para resolução de problemas

É muito comum que, em startups, exista a figura do(a) profissional “faz tudo”. A equipe é muito enxuta e o trabalho tem que ser feito. Como grande empresa, talvez você tenha recursos para contratar especialistas, mas se essas pessoas ficam fechadas em suas áreas de atuação, muito se perde em agilidade e possibilidades de resolução de problemas de forma completa, e a inovação pode ser bloqueada. Em grandes empresas, uma maneira de fazer com que a integração aconteça é formar squads de trabalho, que reúnem profissionais de diversas áreas, para execução de projetos ou demandas específicas.

Tolerância ao erro

Esse talvez seja um dos meus favoritos. Em um ambiente onde tudo é processual e com resposta definida (certa ou errada), não existe espaço para inovar. Inovação é uma atividade que requer risco, experimentação e a habilidade de forjar uma resposta que ainda não existe. Como vou acertar a resposta se ela ainda nem existe? Muitos(as) colaboradores(as) guardam dentro de si ideias fantásticas por puro receio de errar e serem penalizados ou julgados, então é importante ter atenção a estímulos inibidores de ideias que passam despercebidos.

Em resumo, e tomando como exemplo os pontos que acabei de citar, acredito que existem várias expressões de cultura que podem funcionar em ambos os tipos de organização, se extraída a premissa fundamental. Ou seja, se você enquanto grande empresa admira muito algum comportamento, modelo de gestão ou ação de cultura implementada em uma startup, minha dica é tentar extrair a essência por trás disso: qual é a premissa que sustenta essa ação? A premissa é um compromisso com transparência? Foco no desenvolvimento de pessoas? Para cada empresa essa essência será operacionalizada de maneira diferente, mas isso não impede que ela seja criada. E o mesmo vale para startups que desejam ganhar a estrutura e eficiência de uma grande empresa.

No fim, a alma de startup talvez esteja nesse apoio que a cultura e seus desdobramentos proporcionam para que as pessoas desempenhem seu melhor com liberdade e autonomia, respeitando, é claro, o porquê de ser da empresa. Uma dose de liberdade, combinada com um grande desafio, gera responsabilidade. E indivíduos autônomos e responsáveis (sejam eles cinco na garagem ou dois mil em um escritório) são, em qualquer organização, o que verdadeiramente transforma ideias em ação e muito além: ação em resultado – a verdadeira inovação.

Inteligência artificial acelera processos no meio jurídico e estimula trabalho estratégico de profissionais do setor

A inteligência artificial já está transformando a rotina de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos no País, e seu papel já vai muito além da automação. Com o aprendizado da máquina, processamento de linguagem natural e soluções cada vez mais avançadas, hoje a tecnologia tem sido uma importante aliada dos advogados nos processos de análises de contratos, gerenciamento de contencioso e outras tarefas que exigiam grande trabalho manual. A startup KOY e a Elaw são exemplos de empresas que já estão otimizando seus processos com as soluções de inteligência artificial de IBM Watson no Brasil.

Além de acelerar processos, as soluções colaboram para que os profissionais do setor ganhem mais tempo para atuar de forma estratégica em demandas de alto valor, já que a tecnologia ajuda a reduzir consideravelmente o tempo de trabalho operacional. Atividades que antes levavam dias, já podem ser realizadas em poucos segundos com a ajuda da IA.

De fato, dados de mercado indicam o avanço da adoção de tecnologias de IA na área jurídica. Segundo o Gartner, até 2023, os assistentes jurídicos virtuais contribuirão para atender a 25% das solicitações internas aos departamentos jurídicos de grandes empresas, aumentando a capacidade operacional das equipes internas.

Descontingenciamento otimizado: valores a recuperar identificados em segundos

Na KOY – Inteligência Jurídica, startup de Recife, que integrou todos os sistemas judiciais brasileiros espelhando andamentos e documentos processuais com informações em tempo real, a plataforma de inteligência artificial ‘Norma’, que usa IBM Watson Assistant rodando na nuvem pública da IBM, vem sendo uma grande aliada na gestão de contencioso.

A tecnologia é uma poderosa aliada para gerar eficiência e otimização nos departamentos jurídicos e escritórios de advocacia. Conforme destaca Karla Capela Morais, CEO e fundadora da KOY, reconhecida pela IBM na lista global Women Leaders in AI como uma das mulheres que estão liderando a implementação da IA nos negócios em todo o mundo, com o suporte da plataforma Norma, processos inteiros passam a ser analisados em segundos, gerando insights sobre os aspectos financeiros para apoiar a tomada de decisão. Assim as empresas conseguem antecipar bloqueios judiciais, localizar ativos judiciais, encerramentos com classificações por motivos e gerar agendamentos inteligentes de providências a serem tomadas, dando visão de gestão 360º. A solução ajuda a economizar tempo e dinheiro, apontando valores a serem descontingenciados para levantar o caixa da empresa. Segundo levantamento da Koy, apenas na Justiça do Trabalho há um valor de cerca de R$ 30 bilhões em tramitação por ano passível de liberação.

“A inteligência artificial tem a capacidade de processar dados massificados de processos, valores, depósitos judiciais, alvarás, entre outros, em linguagem natural e fazer anotações inteligentes para que os advogados tomem providências em tempo real. Graças à essa tecnologia, as empresas tem conseguido se antecipar a bloqueios judiciais e tomar providência a tempo para trocas de garantias. Além disso, em virtude da nossa alta acurácia e velocidade na leitura e processamento de dados em linguagem natural, temos conseguido apontar valores para descontingenciamento num momento em que as empresas precisam encontrar soluções financeiras para seus negócios atravessarem a crise. Geramos recentemente o resultado em um grande cliente de energia que obteve um aproveitamento de 330 milhões de reais em apenas 2 meses com acurácia de 99%.”, destaca a executiva.

Avaliação de contratos e gestão de contencioso

Desde que passou a usar os serviços de IBM Watson Natural Language Understanding e Natural Language Classifier em 2018, a Elaw, que desenvolve soluções tecnológicas para otimizar a gestão de departamentos jurídicos, observou avanços efetivos para seus clientes. A análise detalhada de determinados contratos, por exemplo, que levava 10 dias no modelo convencional, hoje é realizada pelo advogado em menos de 2 minutos com o auxílio da Inteligência artificial.

Na gestão de contencioso é possível identificar automaticamente obrigações de fazer em sentenças e notificar o advogado para que tome providências imediatas. “A solução atingiu 98% de confiança e 99% de acurácia com os modelos desenvolvidos para um cliente com alta demanda. Em algumas empresas, a utilização da IA reduziu significativamente o erro humano, aumentando a assertividade na análise de processos de 60% para 98% gerando uma grande economia no valor provisionado para despesas processuais”, conta Guilherme Bordon, CEO da Elaw.

Profissional mais estratégico e benefícios financeiros

Departamentos jurídicos também estão recorrendo à inteligência artificial para alavancar sua capacidade de atuar de forma estratégica e gerar valor para as empresas. Soluções customizadas são capazes de auxiliar o advogado a realizar o provisionamento de processos de maneira mais assertiva e acelerar levantamentos de garantias processuais. Em ambos os casos, as organizações alcançam benefícios financeiros significativos.

“A incorporação do uso da tecnologia na rotina do profissional do direito é essencial para que ele também consiga lidar com a quantidade exponencial de dados a que está exposto, aumentando sua capacidade de resolver problemas complexos e gerar valor para seus clientes e suas organizações. O emprego adequado da inteligência artificial estimula o potencial humano e tem sido um dos pilares fundamentais da transformação digital que estamos vivendo, e o mundo jurídico também faz parte desta transformação”, avalia Dante Araujo, Diretor Jurídico da IBM Brasil.

Neste contexto, tecnologias como a inteligência artificial deverão se consolidar como a principal fonte de transformação, disrupção e vantagem competitiva na economia para os próximos anos. E, para acompanhar esse movimento, as empresas precisam saber como direcionar seus investimentos; entender os tipos de recursos necessários para obter um melhor desempenho; e implementar uma estratégia de IA responsável e transparente, capaz de manter a confiança dos clientes e partes interessadas e aumentando – não substituindo – a capacidade humana.

17 cargos que cresceram diante da pandemia

 

A Catho realizou um levantamento para compreender os cargos de maior abertura de vagas durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Segundo o estudo, que analisa os meses de março, abril, maio e junho de 2019 versus os meses de março, abril, maio e junho de 2020, cargos relacionados à área da saúde, comercial, logística, supermercadista e farmácia são as que mais apresentaram crescimento desde o início do isolamento social.

Ainda liderando o levantamento, está o fisioterapeuta respiratório, profissional à frente das UTIs e responsável pelo manuseio de ventiladores mecânicos, auxílio e preparo de intubação de pacientes, com crescimento de mais de 1.233%. Ainda na área da saúde, profissionais como fisioterapeuta hospitalar (841%), enfermeiro de UTI (448%), técnico em enfermagem (415%) e técnico em radiologia (381%) são os cargos de maior crescimento desde o início da implementação da quarentena.

Outro crescimento expressivo aparece na área comercial, em que cargos como operador de call center (253%) e executivo de vendas (123%) mantêm crescimento na abertura de vagas mês após mês.

Mais de 70% das startups não possuem estratégia formal de relacionamento com o cliente

Mais de 70% dos fundadores e tomadores de decisão informaram que não possuem uma estratégia formal de suporte ao cliente. Essa é uma das descobertas do The Startups CX Benchmark, relatório criado pela Zendesk, Inc. (NYSE: ZEN) a partir da análise de mais de 4.400 startups em estágio inicial ao redor do mundo.

O documento mostra que, embora não exista uma abordagem única, as histórias de sucesso dentro do grupo analisado têm uma coisa em comum: a capacidade de fornecer um suporte mais holístico aos clientes desde o início. Sendo assim, muitas empresas estão perdendo a oportunidade de oferecer as experiências que os diferenciam de seus pares e promovem o sucesso comercial a longo prazo.

De acordo com o relatório, as startups de rápido crescimento — aquelas que dobraram a contagem de agentes de suporte ao cliente nos primeiros dois anos de uso de Zendesk e têm 18 meses ou menos entre as rodadas de financiamento divulgadas publicamente — fazem investimentos maiores e mais rápidos em suas estratégias de CX.

De fato, 33% dessas empresas têm mais probabilidade de adicionar suporte omnichannel ou multicanal nos dois primeiros anos. O resultado é de resoluções mais rápidas (de aproximadamente metade do tempo de espera dos clientes), melhor eficiência da equipe e mais opções para os clientes encontrarem o suporte que procuram, o que leva a um CX aprimorado.

O relatório identificou seis ações nas quais as empresas devem se concentrar para operar como uma startup de crescimento rápido nos primeiros dois anos, em ordem de prioridade:

1. Configure uma função de suporte ao cliente que priorize velocidade e conveniência para seus clientes e equipes de atendimento;

2. Adicione canais ao vivo, como telefone e chat, que são alternativas mais rápidas aos tickets via e-mail e web;

3. Abra canais de mensageria, como mídias sociais e WhatsApp, para alcançar clientes nos canais que eles usam no dia a dia;

4. Estabeleça uma central de ajuda ou Perguntas Frequentes que inclua pelo menos 30 artigos que respondam às perguntas mais comuns;

5. Introduza pelo menos um novo aplicativo ou integração à sua plataforma de suporte ao cliente a cada seis meses para aumentar a produtividade do agente de suporte e otimizar os fluxos de trabalho;

6. Mantenha entre três e oito horas os tempos de primeira resposta e de resolução do atendimento.

O relatório também indica que as startups de crescimento rápido direcionam mais recursos para autoatendimento e canais em tempo real, como telefone e chat, sendo que os unicórnios — empresas privadas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão — são ainda mais ágeis na adoção dos canais de atendimento em tempo real. Os unicórnios também priorizam adicionar o autoatendimento, como centrais de ajuda, 61% mais rápido do que outras startups no primeiro ano.

“As startups que desejam se superar devem investir na construção de uma base sólida em experiência do cliente desde o início”, disse Jeff Titterton, CMO da Zendesk. “Os clientes esperam mais das empresas, independentemente de tamanho, idade ou setor. Ter suporte ao cliente diferenciado pode ser a diferença entre deixar de escalar e se tornar uma startup de sucesso e crescimento rápido.”

Impactos da pandemia: pesquisa da Robert Half mapeia os planos das empresas para a retomada

De olho na flexibilização das diretrizes de distanciamento social imposta pela Covid-19 – que acontece conforme regras municipais e estaduais -, muitas empresas realizaram alguns ajustes na estrutura ou nos processos internos para voltar a receber os colaboradores com redução de risco de contágio. De acordo com pesquisa da Robert Half, realizada com 353 executivos do Brasil, sendo 90% com participação direta ou com influência em processos de recrutamento na empresa em que atuam, a principal mudança será permitir que os colaboradores trabalhem de casa com mais frequência (opinião de 89% dos entrevistados). Os entrevistados foram ouvidos no período de 11 de maio a 3 de junho de 2020.

A pesquisa mostrou que para 62% dos executivos houve uma mudança positiva em relação à expectativa sobre a capacidade de entrega de seus colaboradores e equipes trabalhando de forma remota durante a pandemia da COVID-19, enquanto apenas 10% notaram uma alteração negativa e outros 28% não observaram diferença.

“Eu acredito que as pessoas que atuam em funções elegíveis ao trabalho remoto vão ter mais flexibilidade, principalmente enquanto ainda existir algum risco de contágio. Porém, só será possível entender se esse novo modelo de trabalho será realmente incorporado à cultura da companhia quando for possível escolher de maneira livre entre trabalhar remotamente ou não. Ou seja, quando a pandemia passar. Isso, tanto considerando a opinião do profissional quanto do empregador”, ressalta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half.

O estudo aponta, ainda, que os gestores entrevistados têm a intenção de realizar menos reuniões e treinamentos presenciais (73%), escalonar o horário de trabalho dos funcionários (59%) e alterar o layout do escritório (52%). Novos protocolos de limpeza (78%) e orientação para que os funcionários usem máscaras (85%) também compõem o pacote de iniciativa preventivas das companhias.

“A pandemia está causando diferentes impactos no mundo corporativo há três meses. A situação que estamos vivendo não é opcional e, em muitas companhias, ainda acontecem adaptações. Em algumas organizações, há atividades que não deixaram de ser presenciais em nenhum momento. Portanto, considero prematuro afirmar que os processos implantados agora serão mantidos no futuro. Mas, não tenho dúvidas de que se antes o virtual era pouco cogitado, ele passará a ter mais relevância”, pondera Mantovani.

Outra preocupação dos executivos é sobre a saúde mental e bem-estar dos colaboradores à medida que as pessoas começam a voltar para o escritório e/ou continuam a trabalhar remotamente. Para amenizar possíveis efeitos negativos, as principais iniciativas apontadas foram: uso de videoconferência para permitir que a alta administração transmita empatia e confiança aos funcionários (64%); desencorajar ou limitar horas-extras para que os colaboradores possam manter um bom gerenciamento sua vida pessoal-profissional (49%) e benefícios para a saúde física e mental como, por exemplo, bem-estar no local de trabalho, aulas de yoga, programas de mindfulness e resiliência (48%).

A pesquisa ainda mapeou que 65% dos executivos usaram plataformas de comunicação e colaboração (por exemplo: Microsoft Teams, Skype, Zoom) pela primeira vez durante a pandemia da Covid-19. Os principais benefícios apontados em razão do uso dessas tecnologias foram capacidade de trabalhar de forma mais flexível/remota (90%) e melhor comunicação e colaboração entre equipes (54%).

Mastercard investe na fintech Verestro

A fintech polonesa Verestro JSC (antiga uPaid LLC) anunciou hoje um investimento da Mastercard. A empresa, com sede em Varsóvia e escritórios em Sofia, Nova York e São Paulo, fornece soluções de pagamento para bancos, comerciantes e provedores de pagamentos em quatro continentes há 10 anos. As notícias de hoje ampliam o apoio da Mastercard ao setor de fintechs e soluções que ajudam os clientes a otimizar tecnologias de pagamentos.

A Verestro é especializada no desenvolvimento, integração e gestão de APIs para bancos e fintechs parceiras, incluindo NFC, HCE, QR e pagamentos de pessoa a pessoa, soluções de fidelidade, cartões virtuais ou físicos e gerenciamento de despesas. As soluções da empresa já estão presentes em mais de 20 países, e 85% de suas receitas são gerados a partir de atividades em mercados estrangeiros, como Europa Central e Oriental, América Latina, Oriente Médio, EUA e Sudeste Asiático.

A Mastercard coopera com a Verestro desde 2011, parceira de longa data do programa Mastercard Engage. Além do investimento, a Mastercard também apoiará o relacionamento por meio de apresentações e acesso a parceiros financeiros e de varejo em todo o mundo. Isso ajudará a Verestro a escalar suas operações nos mercados externos muito mais rapidamente.

“Para nós, isso não é apenas uma grande honra, mas também uma conquista, pela qual trabalhamos duro nos últimos cinco anos. Devemos muito à Mastercard: nosso primeiro projeto de negócios; acesso à tecnologia de ponta e presença global que nos permite estabelecer parcerias baseadas em São Paulo, Varsóvia e Singapura”, disse Krzysztof Drzyzga, CEO da Verestro. “A recente mudança do nosso nome faz parte do desenvolvimento da nossa empresa. Verestro’ (Epo: vere estro; ‘Verdadeiro líder’) vem do vem do esperanto, a língua auxiliar internacional mais falada no mundo, criada por um polonês, Ludwik Zamenhof. Esse nome se encaixa perfeitamente com nosso pensamento sobre as raízes e o futuro da nossa empresa – somos uma líder derivada da Polônia que fornece soluções para todo o mundo” – acrescenta Drzyzga.

“Ao investir na então uPaid e se envolver pessoalmente com a empresa, esperava seu desenvolvimento internacional e investimento de um importante player do setor financeiro. Agora, temos um forte crescimento orgânico em mais de 20 países ao redor do mundo e estamos planejando IPOs no mercado estrangeiro dentro de um ano” – disse Cezary Smorszczewski, investidor e chefe do conselho de supervisão da Verestro.

“Fora da Europa, estamos extremamente comprometidos em adquirir novos clientes nos EUA, América do Sul e Sudeste Asiático. Já iniciamos projetos nesses lugares e temos uma reputação muito boa. Tudo isso nos faz olhar para novos locais e para a nossa operação. Como queremos estar mais próximos de nossos clientes e parceiros, estamos planejando escritórios em Dubai e Cingapura” – acrescenta Tomasz Kupka, chefe de vendas da Verestro.

“A Mastercard tem o prazer de investir na Verestro para apoiar sua expansão na América Latina e no Caribe. As fintechs estão contribuindo para a rápida transformação digital que está tornando as vidas mais convenientes e simples. Como parceira de muitas das principais fintechs do mundo, a Verestro se une a um forte conjunto de fintechs em nossa região, ajudando no crescimento desse tipo de transformação na América Latina e no Caribe”, diz Walter Pimenta, Vice-Presidente Sênior de Produtos e Inovação da Mastercard América Latina e Caribe.

Compasso UOL está com vagas abertas em diversas cidades do país

A Compasso UOL, empresa focada na construção de plataformas digitais para médias e grandes corporações em processo de transformação, está com mais de 100 vagas abertas na área de TI em diversas regiões do Brasil. As oportunidades surgem em um momento de intensificação do crescimento da companhia, que amplia sua oferta de soluções de transformação de negócios.

A maioria das novas posições de trabalho está voltada ao desenvolvimento de soluções na área de Transformação Digital, por meio de tecnologias “estado-da-arte”, como Cognitive Services e Bots, Digital Commerce, IOT, Data Inteligence, RPA (Robotic Process Automation) e Cloud Computing. Os 4 principais perfis buscados são o de Desenvolvedores, Arquitetos de Software, Engenheiros e Cientistas de Dados. Estas posições estão abertas em áreas de atuação carentes de profissionais qualificados e complementam os esforços de formação de talentos que a empresa tem feito de forma intensa nos últimos anos. Os centros de desenvolvimento e formação de mão-de-obra da Compasso UOL atuam em conjunto com universidades parceiras em 13 diferentes cidades norte a sul do Brasil. Mesmo em tempos de pandemia as demandas de inovação seguem em constante crescimento. Os investimentos no mundo digital têm sido mantidos e ampliados, e passam a ser cada vez mais uma peça-chave nos negócios em diferentes setores, ajudando a manter os níveis de atividade econômica.

Alexis Rockenbach, COO da Compasso UOL, conta que nos últimos 4 anos, a empresa manteve um ritmo acelerado, acima de 30% ao ano e em 2020 já conta com mais de 1600 colaboradores. “Todos os investimentos que fizemos ao longo dos últimos anos viabilizaram a expansão de nosso portfólio de soluções de inovação para negócios. Com a pandemia, a Compasso UOL reforçou seus esforços para cuidar de seus colaboradores e clientes, contribuindo assim a manutenção dos empregos e continuidade dos negócios. Acreditamos que neste momento difícil para todos, a proximidade viabilizada pela tecnologia está permitindo fortalecermos ainda mais a nossa capacidade de ajudar e agregar valor em nossas relações. Apesar de todas as dificuldades, acreditamos que 2020 será um ano que ajudaremos nossos profissionais e nossos clientes e continuarem crescendo em iniciativas digitais, inovando e usando a tecnologia para criarmos um futuro melhor para todos”.

Importante destacar que em 2020 pelo segundo ano consecutivo a Compasso UOL recebeu a certificação do GPTW Brasil por suas boas práticas em Gestão de Pessoas. As vagas abertas estão distribuídas em alguns dos Delivery Centers, localizados em: São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Recife (PE), Passo Fundo (RS), Erechim (RS), Rio Grande (RS) e Chapecó (SC), Santa Crus do Sul (RS), Pelotas (RS) e Belo Horizonte (MG).

Para conferir a lista completa de vagas da Compasso UOL e se candidatar, acesse: http://compasso.gupy.io/.

EMBRAPII e IBRAM assinam acordo para fortalecer inovação na área de Mineração

O Brasil é um dos maiores produtores de minerais do mundo. Investir em tecnologias mais seguras e sustentáveis para explorar os recursos naturais do país se apresenta como caminho à retomada econômica no pós-Covid. Em consonância com essa estratégia, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) firmaram, nesta quarta-feira (15), uma aliança estratégica para incentivar o desenvolvimento de PD&I no setor, sobretudo em tecnologias de alta complexidade como Inteligência Artificial, Big Data Analytics e Internet das Coisas (IoT). A assinatura ocorreu durante a abertura do e-mineração, evento online que debate os rumos da mineração no país.

A aliança vai aproximar a relação do setor com a rede de Unidades EMBRAPII, importantes centros de pesquisas no Brasil, e torná-la referência para atividades de pesquisa e inovação para toda a cadeia produtiva da área mineral. As Unidades EMBRAPII possuem competências que podem contribuir para superar os desafios tecnológicos das empresas com soluções em materiais avançados, química verde, reutilização de matérias primas e redução de uso de compostos tóxicos, entre outros.

“A indústria mineral brasileira tem agregado valor em novos produtos. Esse desenvolvimento tem sido obtido, em grande parte, por meio dos projetos desenvolvidos com a EMBRAPII: são mais de 100 projetos da área de Mineração, com dezenas de empresas do setor, que correspondem a um investimento de R﹩ 200 milhões. O acordo entre EMBRAPII e IBRAM vai potencializar a capacidade inovativa do setor no país ao aproximá-lo de equipe de pesquisadores altamente qualificadas das Unidades EMBRAPII”, destaca o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

“O acordo de cooperação com a EMBRAPII irá proporcionar a ampliação dos já expressivos investimentos em inovação tecnológica por parte da indústria da mineração brasileira. Esta é uma das formas de os brasileiros acompanharem a evolução da mineração exercida no país”, diz Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM.

A EMBRAPII também oferece às empresas brasileiras a oportunidade de fazer parcerias internacionais. Encontram-se abertas várias chamadas, entre as quais a parceria com a Suécia, que conta com a área de Mineração como uma das cinco áreas prioritárias a serem exploradas. Ainda no tema da Mineração, a EMBRAPII encontra-se em negociação com entidades do Canadá, visando outras possibilidades de parcerias internacionais para o setor

EMBRAPII no e-mineração – O evento online reúne lideranças, autoridades, gestores e especialistas do setor mineral brasileiro, entre elas, o diretor de Planejamento da EMBRAPII, José Luis Gordon, no debate “Inovação aplicada à mineração: desafios e oportunidades”. O presidente da CBMM, Eduardo Ribeiro, e a diretora executiva da Mining Hug, Cláudia Diniz, também participam, além da mediação do diretor da CETEM, Fernando Links.

Cinco Unidades EMBRAPII selecionadas de acordo com projetos na área de mineração, logística, transporte e materiais apresentam potenciais soluções tecnológicas em um pitch com empresas do setor. São elas: Tecnogreen/USP; Poli/USP, Senai/Cimatec, DCC/UMG e IPT Materiais. A proposta é favorecer a geração de negócios e de projetos de PD&I para desenvolvimento de novos produtos e processos industriais. A EMBRAPII financia até um terço do valor do projeto com recursos não reembolsáveis, o restante é dividido entre a empresa e a Unidade EMBRAPII.