Page

Author admin

Estudo da IBM mostra que contas comprometidas de funcionários levaram às violações de dados mais caras durante o ano passado

IBM Security anunciou os resultados de um estudo global que examina o impacto financeiro das violações de dados, revelando que uma violação custa, na média global, US$ 3,8 milhões para as companhias, e contas comprometidas de funcionários foram a causa mais cara. Ao analisar as violações de dados sofridas por mais de 500 organizações pelo mundo, 80% dos incidentes estudados resultaram na exposição das informações de identificação pessoal de clientes (PII). Entre todos os tipos de dados expostos nessas violações, as informações pessoais de cliente também foram as mais caras para as empresas.

O relatório aponta as perdas financeiras que as organizações podem sofrer caso dados sejam comprometidos, à medida que companhias acessam cada vez mais dados sensíveis por meio do trabalho remoto e operações de negócios na nuvem. Um outro estudo da IBM descobriu que mais da metade dos funcionários que começaram a trabalhar em casa devido à pandemia não recebeu novas orientações sobre como lidar com as informações pessoais de cliente.

Patrocinado por IBM Security e conduzido pelo Instituto Ponemon, o Relátorio de Custo da Violação de Dados 2020 (Cost of Data Breach 2020) é baseado em entrevistas realizadas com mais de 3.200 profissionais de segurança em organizações que sofreram alguma violação de dados durantes o último ano.[1] Algumas das principais descobertas do relatório incluem:

· Tecnologia inteligente reduz custo de violações pela metade: empresas que implementaram tecnologias de automação de segurança (que utilizam IA, análise de dados e orquestração automatizada para identificar e responder aos eventos de segurança) tiveram menos da metade dos custos de violação de dados quando comparadas às que não implementaram essas ferramentas – US$2,45 milhões vs US$6,03 milhões, em média.

· Pagamento pelas credenciais comprometidas: em incidentes nos quais atacantes acessam a rede das corporações usando credenciais comprometidas ou roubadas, as empresas viram o custo de violação de dados ser quase US$1 milhão mais alto em comparação à média global, chegando a US$4,77 milhões por violação. Ataques maliciosos, que exploram a vulnerabilidade de terceiros, foi a segunda origem com maior custo (US$4,5 milhões) para esse grupo.

· Custo de mega violações aumenta aos milhões: os custos das chamadas mega violações, nas quais mais de 50 milhões de registros são comprometidos, subiram de US$388 milhões para US$392 milhões. Violações nas quais 40 – 50 milhões de registros foram expostos custaram para as empresas US$364 milhões em média, um aumento de US$19 milhões comparado ao relatório de 2019.

· Ataques de estado-nação (nation-state) – a violação mais prejudicial: as violações de dados que possam ter sido originadas dos ataques de estado-nação foram as mais caras em comparação com outros atores de ameaças examinados no relatório. Conhecidos como “state-sponsored attacks”, esses ataques tiveram uma média de U$4,43 milhões em custo de violação de dados, superando os cibercriminosos financeiramente motivados e os hackativistas.

“Quando se trata da capacidade de mitigar o impacto de uma violação de dados, estamos começando a ver uma clara vantagem de empresas que investiram em tecnologias automatizadas”, disse Wendi Whitmore, vice-presidente de IBM X-Force Threat Intelligence. “Em um momento em que as empresas estão expandindo sua presença digital a um ritmo acelerado e a falta de skills no setor de segurança persiste, as equipes podem ficar sobrecarregadas ao proteger mais dispositivos, sistemas e dados. A automação da segurança cibernética pode ajudar a resolver essa carga, permitindo uma resposta mais rápida à violação e significativamente mais econômica.”

Credenciais de funcionários e nuvens configuradas incorretamente: ponto de entrada preferido dos atacantes

Credenciais roubadas ou comprometidas e nuvens com configurações incorretas foram as causas mais comuns de violações maliciosas para as companhias que participaram do estudo, representando aproximadamente 40% dos incidentes. Com mais de 8,5 bilhões de registros expostos em 2019 e atacantes usando emails e senhas previamente expostos em uma a cada cinco violações estudadas, as empresas estão repensando sua estratégia de segurança pela adoção da abordagem de confiança-zero (zero trust) – reexaminado como eles autenticam os usuários e como a extensão de acesso aos usuários são concedidos.

Similarmente, a luta das empresas com a complexidade da segurança – o principal fator de custo de violações – está contribuindo para que as configurações incorretas de nuvem se tornem um desafio de segurança crescente. O relatório de 2020 revelou que os atacantes usaram as configurações incorretas de nuvem para violar as redes em 20% do tempo, aumentando o custo de violações para US$4,41 milhão em média.

Tecnologias avançadas de segurança ajudam os negócios

O relatório destaca a crescente divisão no custo de violações entre empresas que implementaram tecnologias avançadas de segurança e aquelas que estão atrasadas, revelando uma diferença de economia de US$3,58 milhões para companhias com automação de segurança totalmente implementada versus aquelas que ainda não implementaram este tipo de solução.

As empresas participantes do estudo que contavam com automação de segurança totalmente implementada também relataram um tempo de resposta significativamente mais curto às violações, outro fator-chave mostrado para reduzir os custos de violação na análise. O relatório constatou que inteligência artificial, machine learning, análise de dados e outras formas de automação de segurança permitiram às empresas responder a violações até 27% mais rápido do que as empresas que ainda não implantaram a automação de segurança.

A preparação para resposta a incidentes também continua influenciando fortemente as consequências financeiras de uma violação. Empresas que não possuem uma equipe designada ou testes de planos de resposta a incidentes sofrem em média com um custo de US$5,29 milhões em violação, enquanto as empresas que possuem equipes dedicados, testes e simulações sofrem menos de US$2 milhões em custo de violações. Isso reafirma que a preparação e a prontidão geram um ROI significativo em segurança cibernética.

Alguns itens adicionais do relatório desse ano incluem:

· Riscos do trabalho remoto têm um preço – Com modelos de trabalho híbrido criando ambientes menos controlados, o relatório descobriu que 70% das empresas que adotaram o teletrabalho em meio à pandemia esperam que os custo de violações de dados se agravem.

· CISOs culpados pelas falhas por violações, apesar do poder limitado de tomada de decisão: 46% dos entrevistados disseram que o CISO/CSO é responsabilizado pelas violações, apesar de apenas 27% afirmarem a tomada de decisão sobre a política de segurança e tecnologia vem do CISO/CSO. O relatório concluiu que a nomeação de um CISO foi associada com uma de economia de US$145.000 versus a média de custo por violação.

Tendências regionais e por indústria

· O estudo analisou o custo de violações de dados em diferentes indústrias e regiões, descobrindo que as violações de dados nos Estados Unidos são muito mais caras, custando US$8,64 milhões em média.

· No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$5,88 milhões (cerca de US$1,12 milhão), um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior comparando o valor em reais (R$ 5,32 milhões em 2019). O estudo também observou um aumento no número de dias para identificar a violação de dados, que subiu de 250 para 265, e para conter a violação, que cresceu de 111 para 115 dias, em comparação a 2019.

· Globalmente, a indústria de saúde continua apresentando os mais altos custos médios de violação, com US$ 7,13 milhões – um aumento de mais de 10% em comparação com o estudo de 2019.

Sobre o Estudo

O Relatório de Custo da Violação de Dados anual é baseado em análises profundas de violação de dados reais, que ocorreram entre agosto de 2019 e abril de 2020, levando em conta centenas de fatores incluindo atividades legais, regulatórias e técnicas para a perda do valor de marca, consumidores, e produtividade dos funcionários.

Para baixar uma cópia do Relatório de Custo da Violação de Dados 2020, visite: ibm.com/databreach

LGPD: desafio para o setor de logística

Os advogados Rony Vainzof, sócio do Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, e Henrique Fabretti Moraes, responsável pelas áreas de Proteção de Dados e Serviços para DPO no Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, foram os convidados do ABOL Day Digital, série de eventos online organizados pela ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos.

O tema foi a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), cada vez mais próxima, e quais são os principais pontos de preocupação e ações a serem adotadas prioritariamente.

A mediação foi feita pelo responsável pela Diretoria Adjunta de Assuntos Jurídicos e Regulatórios (DAJR) da ABOL e head do Jurídico da TEGMA, Luciano do Rego Neto, que agradeceu a participação. “É um tema que impacta todos os nossos associados e é extremamente relevante”, mencionou.

Rony Vainzof deu início à sua exposição esclarecendo que a LGPD tem grande relevância para o país e para as empresas. “É uma lei que traz mais segurança jurídica ao harmonizar e atualizar conceitos antes esparsos em diversas normas. A LGPD traz um mapa muito contundente do que as empresas têm que fazer para estar em conformidade com requisitos de tratamentos de dados pessoais e isso efetivamente traz mais segurança jurídica”, disse, destacando que tal legislação traz também uma possibilidade maior de atração de investidores externos para o Brasil, uma vez que, ao ter uma legislação própria de tratamento de dados, o país pode pleitear um fluxo de dados internacional menos burocrático.

A LGPD foi sancionada em agosto de 2018 e já deveria estar em vigor, mas no último dia útil de dezembro de 2018, foi publicada uma Medida Provisória (MP) que criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, postergando por mais seis meses o período de implementação da lei. A lei entraria, então, em vigor agora em agosto, mas novamente ficou postergada por medida provisória para maio de 2021.

Independente dos atrasos, Henrique Fabretti Moraes explica: “devemos entender é que a lei estará em vigor, o que não acontecerá neste primeiro momento será a penalização de eventuais penalidades feita pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na prática, isto significa que o titular de dados, as pessoas das quais as empresas tratam os dados, todos poderão usar a LGPD para justificar o acesso a dados, porque a lei estará em vigor. Quem não pode aplicar as sanções será a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.”

A ausência de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados constituída e capaz de regulamentar poderia ser uma fragilidade para a implementação da LGPD, mas os advogados presentes ao evento da ABOL acreditam que esta pode ser uma oportunidade. “A importância da Autoridade Nacional de Proteção Dados deve ser colaborativa. Não se espera dela apenas ações de sancionar e penalizar”, diz Vainzof. “É crucial que a autoridade escute o mercado para entender efetivamente qual é demanda, quais os tipos de construção necessários para chegar à essa construção colaborativa com a iniciativa privada. É muito importante que essa autoridade estabeleça uma relação colaborativa com a iniciativa privada, para entender quais são as necessidades regulatórias. A futura autoridade deve ser sábia nesse sentido”.

O advogado chama a atenção para a oportunidade que o cenário oferece. A de os setores se organizarem para definir compêndio de melhores práticas de governança e segurança e oferecerem pró-ativamente à autoridade para aval e, posterior, regulamentação. “A lei fala especificamente que os controladores e operadores poderão, por si ou por meio de associações, formular boas práticas específicas de governança e segurança para cada setor, por exemplo, o logístico, e assim criar uma auto regulamentação. Quando a autoridade for constituída e a LGPD entrar em vigor, esta auto regulação setorial poderá ser reconhecida. O que significa a auto regulação, regulada”, disse.

Para ele, essa seria uma oportunidade para o setor de Operadores Logísticos endereçar à autoridade um conjunto para a regulação setorial do mercado de logística baseado em outro nível de maturidade sobre a adequação LGPD.

Data Protection Officer

Em vigor, a LGPD exigirá, dentro das empresas, a atuação de um Data Protection Officer (DTO) ou encarregado por tratamento de dados pessoais. Como explica Fabretti Moraes, o DTO seria como a figura do Compliance Officer. “O DTO é responsável por garantir a conformidade dentro da organização com as regras de proteção de dados e privacidade. E, quando o comparamos a Compliance Officer, um dos fatores importantes é observar a inexistência de conflitos de interesse desse DPO quando esse profissional está exercendo as atividades, ou seja, ele não pode definir a forma de tratamento dos dados pessoais, porque ele estaria tendo que fiscalizar algo que ele mesmo definiu. Essa seria a linha mestra para a seleção deste profissional”.

Entretanto, a LGPD parece ser pouco específica na definição das atribuições de um DPO, tratando como uma espécie de um ponto focal de comunicação entre o titular de dados, a autoridade e a organização, ficando a ele essa triangulação para receber reclamações, pedidos, entre outros. “No Brasil, as empresas estão tateando. O DTO acaba sendo alocado no departamento jurídico. Não é o modelo ideal se pensarmos que o jurídico das empresas trata muitos dados pessoais, o que pode gerar um conflito, mas é mais ou menos o mesmo movimento da implementação de programas de compliance. Hoje, as empresas começam a separar esses universos e o compliance tem seu próprio universo. O mesmo deve acontecer com a LGPD. Outro movimento é aproximar o DTO do departamento de segurança da informação”, explicouFabretti Moraes.

Vainzof ressaltou que a principal obrigação do DPO pode ser definida como a de monitorar a conformidade legal com a LGPD. “Não está na lei, mas é isso, porque a responsabilidade cai sobre ele, sobre os agentes de tratamentos. Então a decisão, talvez uma das mais importantes, sob a perspectiva de responsabilização e prestação de contas das organizações seja avaliar as obrigações, atribuições e ações do DPO, pois é ele que será o responsável por fazer a continuidade da jornada da aplicação da LGPD. Esse é um trabalho contínuo, mas agora sob o viés de proteção de dados. E essa é uma discussão muito oportuna, porque tem uma discussão no Congresso Nacional, uma PEC 17/2019, para que a proteção de dados pessoais se transforme em direito e garantia fundamental. Por isso, a decisão sobre quem será o DPO é muito importante”, avaliou.

Desafios para a Logística

Aplicada ao setor da logística, a conformidade à LGPD exigirá adaptações das empresas. “Existem pontos sensíveis. O primeiro deles é o de Recursos Humanos, com empregados diretos e indiretos lidando com dados próprios e de terceiros”, detalhou Fabretti Moraes.

“É importante pensar como atender eventuais requisições dos titulares de dados. Por exemplo, a checagem de histórico de prestadores ou background checking, que é uma prática comum na contratação de caminhoneiros, envolve uma avaliação de uma série de informações sobre aquele profissional. Este é um ponto de tratamento intenso de dados coletados em fontes diversas e isso é um risco adicional, o que deve ser olhado com bastante atenção para garantir que não seja um ponto de vulnerabilidade para as empresas”, avaliou.

O advogado mencionou também situações de Operadores Logísticos envolvidos com o last mile, quando inúmeros dados do consumidor são recebidos. “Os clientes de vocês exigirão métodos de proteção desses dados e adequação à LGPD. Isso será cada vez mais frequente”, alertou Fabretti Moraes.

Finalizando o evento, Vainzof acrescentou que as empresas devem estar atentas à definição das funções frente ao tratamento de dados. “A LGPD traz uma carga maior de obrigações junto a quem é controlador de dados e, muitas vezes, e isso é obviamente uma relação dinâmica, na operacionalização dos dados vocês estarão na posição de operador. O ponto de partida é crucial e deve ser essa avaliação. Outro ponto é o compartilhamento de dados. São nuances que devemos ter sempre em mente”, comentou.

O diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles, encerrou o evento agradecendo a vasta exposição oferecida pelos advogados. “Queria parabenizar os dois pela excelente apresentação, extremamente rica, clara sobre um tema que vem sendo requerido pelo nosso setor, para fomentar a discussão em toda a comunidade de Operadores Logísticos. A LGPD vem para definir também um valor competitivo entre as empresas que operam na logística, sempre zelosas das regulamentações de mercado”.

 

IdeiaGov anuncia selecionados dos primeiros editais que vão participar dos desafios tecnológicos contra a COVID-19

O IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo, anunciou, nesta semana, os selecionados do edital “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19” e “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”. As empresas escolhidas foram Safetest Diagnóstico, Mindify e Neuralmed.

A startup Safetest Diagnósticos foi a escolhida para participar do desafio tecnológico “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19”, pois apresentou um teste de diagnóstico sorológico do tipo ELISA e imunocromatográfico de fluxo lateral (teste rápido), ambos IgM e IgG, que foram desenvolvidos a partir de diversas técnicas de identificação de alta resolução, avaliando mais de três mil genomas.

O uso da abordagem apresentada pela startup resultou em um teste sorológico contra a COVID-19 de alta acurácia, ou seja, 100% de sensibilidade e 99,5% especificidade. Os diferenciais apresentados foram potenciais de detecção precoce, baixo custo, replicabilidade, resultados confiáveis, facilidade e simplicidade de utilização.

“A solução apresentada pela Safetest Diagnóstico foi a escolhida, pois apresenta alta acurácia (abordagem peptídica), não depende de insumos importados e é de baixo custo, quando comparado a outros testes rápidos sorológicos”, comenta Felipe Massami Maruyama, diretor de operações do IdeiaGov.

Para o segundo edital, “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”, duas empresas foram escolhidas: Mindify, empresa especializada em inteligência artificial, e NeuralMed, startup de inteligência artificial para a saúde, que já desenvolve ferramentas de Inteligência Artificial há dois anos.

A NeuralMed apresentou um rastreamento epidemiológico de suspeitos da COVID-19 através do processamento de linguagem neutral, ou seja, fez a utilização de PNL em laudos (radiologia e diagnóstico por imagem), para extrair as informações de forma automática.

A proposta escolhida identifica automaticamente relatórios radiológicos com resultados específicos, fazendo a leitura do laudo, informando se está normal ou alterado, além de identificar as possíveis lesões ou doenças presentes, armazenando estes conceitos em bancos de dados.

Já a Mindify apresentou um software para capacitar equipes de Saúde no uso de protocolos de referência, mesmo sem treinamento prévio, para auxiliar na tomada de decisões e o registro de dados com simplicidade inédita.

A solução funciona através da coleta de dados clínicos estruturados oferecendo formulários (telas) simples de usar, usando os dados para apoiar a tomada de decisões clínicas e para automatizar procedimentos burocráticos Os formulários podem ser utilizados sem necessidade de integração com o software de gestão hospitalar.

“No projeto proposto pela NeuralMed, a automatização da leitura de laudos e a redução de custos são os diferenciais. Já no da Mindify, a simplificação das rotinas, a segurança e a gratuidade de 12 meses para o Estado chamaram atenção”, afirma Maruyama.

Além desses dois editais, o IdeiaGov vai anunciar, nos próximos dias, os selecionados para a terceira, e última, fase do edital “uso de inteligência artificial para diagnóstico da COVID-19 através da imagem”. Para saber mais informações, acompanhe pelo site http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Edital Aberto

A quarta Chamada Pública, “UTI Conectada – Monitoramento dos sinais vitais e/ou operação remota de medicação de pacientes internados”, está com inscrições abertas até o dia 12 de agosto.

Pessoas jurídicas que tenham interesse em apresentar propostas de soluções inovadoras relacionadas ao desafio de monitoramento dos sinais vitais e operação de aparelhos eletromédicos usados em leitos hospitalares (UTI e Enfermaria) em um modelo remoto, inteligente e integrado devem se inscrever até o dia 12/08/2020 no site do IdeiaGov: http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Frente empresarial defende a prorrogação da LGPD e a criação imediata da ANPD

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, junto com outras 12 associações do setor de tecnologia, assinou hoje uma carta aberta às autoridades pela imediata segurança jurídica no tratamento de dados pessoais. As entidades pedem que a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei n.13.853) tenha sua da entrada em vigor prorrogada, tendo em vista a necessidade da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), a sua estruturação interna, os trabalhos em torno das peças regulatórias – que envolvem ampla e irrestrita consulta pública – e de orientação e educação das organizações e dos cidadãos em torno dessas regras. Somente assim será possível conciliar a proteção da privacidade no Brasil e a segurança jurídica.

Quatro áreas críticas para bancos no mundo pós-pandemia

Por Elias Rogério da Silva, Presidente da Diebold Nixdorf no Brasil

Antes mesmo da pandemia de COVID-19, instituições bancárias de todo o mundo já reconheciam que a adoção de novas tecnologias, como reconhecimento facial, acesso a caixas eletrônicos sem cartão, assistentes virtuais e aplicativos móveis, era uma questão onipresente e indiscutível. Por outro lado, a variedade de caminhos a serem seguidos era tanta que também provocava efeitos colaterais, muitas vezes gerando uma espécie de paralisia na jornada de inovação dos bancos.

De fato, questionamentos como “qual tecnologia é a mais adequada para minha companhia?” ou “como sei se vale a pena investir nessa opção?” sempre foram recorrentes nos processos de evolução das instituições bancárias, permeando todos os planos e projetos para a transformação digital de agências e das estratégias de atendimento.

Mas o cenário mudou, e essas curvas de inovação acabaram sendo completamente aceleradas pela crise aberta pelo coronavírus. As dúvidas tiveram de ser superadas pela urgência do momento. Nesse cenário, aliás, vale destacar que uma das mudanças mais notáveis para combater o impacto da pandemia foi justamente a busca por impulsionar o autoatendimento, com a divulgação de novos canais digitais para comunicação e utilização dos serviços.

A crise do COVID-19, com as demandas por isolamento social, deixará marcas. Ainda assim, porém, ela irá passar. Com isso, a questão que os bancos terão de responder será outra: o que nos espera a seguir? Podemos dizer que as instituições bancárias precisarão concentrar seus focos em quatro áreas críticas:
clientes, estratégia tecnológica, pessoal e roteiro bem definido.
Primeiro, é preciso se atentar em conhecer bem seus clientes. Por exemplo, uma agência bancária no centro de São Paulo provavelmente atende a uma população diferente de uma cooperativa de crédito em uma cidade rural no interior. Em meio à pandemia, os melhores bancos migraram quase 70% dos depósitos de caixa para o autoatendimento, com pouco mais de 50% ocorrendo no caixa eletrônico. Utilizar dados é uma coisa – alavancá-los é outra.

Logo, o primeiro passo é simples: concentre-se em seus clientes e em qual experiência eles valorizam. O que mudou desde a pandemia? Os bancos devem ter acesso a dados para que possam identificar quais atividades estão acontecendo.

Depois de conhecer seus clientes, está na hora de fazer o mesmo com a sua estratégia tecnológica. É importante adaptar processos e comunicar com clareza sobre o ambiente em rápida mudança. Considere avaliar quais serviços serão mais importantes para atrair os clientes para a área digital, especialmente porque o autoatendimento desempenhará um papel fundamental na transição para uma nova interação bancária.

Pesquisas mostram que consumidores que contam com melhor experiência digital acabam utilizando os canais de autoatendimento dos bancos com mais frequência, com os usuários de bancos móveis realizando 25% mais transações por meio deste recurso do que aqueles de bancos não móveis. O entendim ento de quem você está servindo e em que tipo de tecnologia você precisa investir determinará onde fazer suas apostas em tecnologia.

O terceiro passo é investir em seu pessoal. As empresas devem repensar o que esperam de seus funcionários se quiserem minimizar riscos. Uma pesquisa recente da Diebold Nixdorf indica que muitos colaboradores das agências não usam as soluções de tecnologia implementadas pelo banco porque as equipes temem que a promoção desses serviços possa ameaçar seus empregos, ou porque relutam em falar com os clientes sobre esses recursos devido à falta de conhecimento para solucionar possíveis dúvidas ou problemas.

Para contornar esse desafio, os bancos podem adotar diversos métodos para investir em seus funcionários, oferecendo treinamento sobre as opções de autoatendimento. Um caminho é designar membros da equipe com conhecimen to mais profundo em soluções de tecnologia como “embaixadores digitais”, que responderão às perguntas dos usuários e darão suporte a outros colaboradores. A ideia é treinar a equipe para identificar oportunidades de comunicar os benefícios das opções disponíveis.

O quarto ponto é: siga um roteiro bem definido. A retomada real não acontecerá da noite para o dia e exigirá uma abordagem gradual de todos. Os bancos que desejam reabrir suas agências devem considerar algumas coisas importantes: uso da análise para entender a direção dos principais indicadores, como canais digitais, call centers, caixas eletrônicos e filiais; alinhamento com centros de transporte e direcionadores de tráfego do varejo, como supermercados; lobbies de agências maiores para manter o distanciamento social.

Da mesma forma que a implementação da tecnologia não ocorrerá da noite para o dia, o ROI também não será imediato. Definir um roteiro ajuda a estruturar o que os bancos farão no primeiro ano, em comparação aos dois ou três anos seguintes. Esse roteiro deve incluir a tecnologia, além de investimentos nos colaboradores e mudanças em processos.

Com muita frequência, os bancos implementam novas soluções, mas não medem o impacto desses investimentos. Defina metas para a migração de transações no nível das filiais e meça o desempenho comparando-o com as metas. Avalie o uso de novas soluções pelo feedback dos clientes e desenvolva métricas adicionais, conforme necessário. Testar e avaliar novas soluções é fundamental para o sucesso.

Embora ninguém tenha certeza sobre o que é o “Novo Normal”, uma realidade foi comprovada – a mudança pode acontecer instantaneamente. Os bancos precisarão avaliar possíveis resultados e estabelecer iniciativas para se posicionar de forma vantajosa. Em vez de copiar e colar os investimentos em tecnologia de outras empresas, concentre-se em si mesmo porque todo mundo está jogando um jogo diferente.

EMBRAPII abre oportunidade de inovar com Israel

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Agência de Inovação de Israel (IIA) vão financiar projetos de PD&I realizados, em conjunto, com a indústria dos dois países. O prazo para que empresas brasileiras e israelenses apresentem um projeto de PD&I fecha no dia 6 de dezembro. Mais informações: http://bit.ly/3icMQME

A chamada é voltada para projetos de desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Cidades Inteligentes, Agricultura, Saúde, Ciências da Vida e Tecnologias Limpas.

A proposta deve envolver ao menos uma empresa de cada país e resultar no desenvolvimento de um novo produto, processo produtivo ou serviço de aplicação industrial com potencial de mercado significativo no Brasil e Israel. No lado brasileiro, o projeto será desenvolvido em parceria com uma Unidade EMBRAPII. As empresas interessadas terão disponível suporte para identificar parceiros do projeto em ambos os países.

“Parcerias internacionais permitem a troca de conhecimento e tecnologia entre os países. Para o Brasil, é uma oportunidade para aumentar a competividade e das empresas nacionais entrarem no mercado internacional”, destaca o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

A EMBRAPII mantém parceria com diversos países para promover a internacionalização de empresas brasileiras e promover o compartilhamento de conhecimento entre os países. Além de Israel, a EMBRAPII está com chamadas de Cooperação Internacional abertas com a Suécia e Suíça, e oportunidades para startups e pequenas empresas com a Rede Cornet e com o Consorcio Ira SME, ambas da União Europeria.

ESG: a sigla que está mudando as empresas

Por Daniela Coelho

Nas últimas semanas, o noticiário vem trazendo uma discussão ampla sobre CEOs e empresários defendendo o combate às mudanças climáticas e sobre a criação de diretorias voltadas a iniciativas de responsabilidade ESG (Environmental, Social and Governance ou meio ambiente, social e governança).

Junto a esse movimento interno, grupos de empresas têm enviado cartas ao vice-presidente da república defendendo uma agenda para o desenvolvimento sustentável, enquanto ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central estão cobrando ações para redução do desmatamento da Amazônia e do Cerrado. Lá fora, investidores internacionais estão manifestando preocupação com o aumento do desmatamento no Brasil.

Os exemplos acima mostram que tamanha mobilização indica que a sustentabilidade está no centro do debate empresarial. No último Relatório Global de Riscos do Fórum Econômico Mundial, os cinco principais riscos listados que envolvem assuntos de longo prazo estão relacionados às questões ambientais. Junto a esse alerta, a pandemia trouxe ainda mais luz e reflexões sobre os riscos aos quais muitos não davam o devido foco. Aliás, riscos ambientais e doenças infecciosas já são citados há alguns anos neste relatório. Portanto, o assunto não é novo e quando ele entra na agenda de executivos e investidores, começamos a ver um movimento que deixa de tratar a sustentabilidade apenas como projetos sociais patrocinados pela empresa para se tornar uma estratégia do negócio.

Os critérios do ESG evoluíram para uma metodologia de investimento que abrange fatores de sustentabilidade como forma de identificar empresas com modelos de negócios superiores, oferecendo uma visão adicional sobre a qualidade da gestão, cultura e perfil de risco de uma empresa, o que vem influenciando a forma como gestores de ativos e investidores avaliam as carteiras de investimentos.

Trata-se de um movimento que está ocorrendo no mundo todo e, no Brasil, onde muitas vezes esses aspectos eram deixados em segundo plano, vemos que o tema está despertando, ou seja, precisamos mudar a relação com a sustentabilidade. Há pressões externas de investidores para a divulgação e o desempenho do ESG, pois as informações contidas apoiam as tomadas de decisão.

Em contrapartida, empresas que já utilizam normalmente se beneficiam de maior desempenho e de ambientes de controle mais fortes, além de serem mais atrativas e gerarem maior retenção de funcionários, que buscam por companhias que impactem positivamente e que tenham um propósito. Na ponta, clientes estão cada vez mais interessados em comprar de empresas focadas em sustentabilidade e que tenham “produtos verdes”, o que significa um aumento da conscientização do público em geral para problemas relacionados à sustentabilidade.

O que vai determinar uma parte do posicionamento futuro é saber quão eficiente seremos com o uso dos recursos naturais e não renováveis. E sob o âmbito social, vemos uma demanda por diversidade e valorização dos direitos humanos. É incrível que na era em que vivemos, ainda tenhamos trabalhadores em situação análoga à escrava. Neste cenário, vemos que não existe uma letra do ESG que seja mais importante do que a outra. Os pilares ambientais, sociais e de governança podem e devem ser vistos de forma integrada.

É claro que dependendo do setor de atuação da empresa, um dos pilares pode acabar tendo maior peso. Mas a governança pode ser vista como uma base, que abrange as esferas de liderança da empresa, ambiente de controle (riscos e compliance), funções de garantia e direitos de acionistas e demais stakeholders. Por isso, percebe-se mais empresas vinculando o desempenho do ESG às metas e remuneração executiva.

Conforme citado por Ray Anderson, fundador da Interface, empresa considerada uma das pioneiras em exemplos de sustentabilidade, o fato da natureza nos prestar serviços que não aparecem no balanço das empresas, não significa que podemos desconsiderá-los. A indiferença às questões de sustentabilidade pode trazer riscos à reputação, erosão da marca, perda de talento e o fracasso nos negócios. O lucro pelo lucro já não cabe mais na forma de fazer negócio atualmente. A valorização de consumidores, comunidades, funcionários e ambiente está abrindo novas oportunidade. Não podemos desperdiçá-las.

Daniela Coelho, diretora associada de riscos e performance na ICTS Protiviti

Wayra anuncia Livia Brando como nova Country Manager do Brasil

A Wayra acaba de contratar a executiva Livia Brando para assumir a operação do hub de inovação aberta do grupo Telefónica e da Vivo no Brasil.

Além de gerenciar o portfólio atual da Wayra com 34 startups que juntas já ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão de valor de mercado, a profissional terá a missão de estreitar o relacionamento dessas empresas e das investidas pelos fundos parceiros do Telefónica Innovation Ventures (TIVs) com a Vivo para gerar mais negócios. No Brasil, o TIVs investe em fundos da Redpoint eVentures e Invest Tech.

“A Wayra sempre foi uma referência para mim e estou muito feliz em fazer parte desse time e poder me dedicar ao engajamento com startups e Corporate Venture Capital. Meu propósito é reforçar o posicionamento da Wayra como hub de inovação aberta do grupo Telefónica, buscando estreitar o relacionamento das startups com grandes corporações e coinvestidores, a fim de gerar ainda mais impacto no ecossistema empreendedor”, declara Livia Brando, country manager da Wayra Brasil.

De acordo com Miguel Arias, diretor global de empreendedorismo da Telefónica, a Livia tem a combinação perfeita entre corporação e empreendedorismo. “A Livia Brando traz liderança e conhecimento em inovação aberta, incluindo Corporate Venture Capital. Ela é apaixonada por engajamento com empreendedores e nos ajudará a conectar mais startups com a Telefónica e a Vivo, aumentando os casos de negócios conjuntos no Brasil”, reforça Arias.

Formada em administração de empresas pela PUC e MBA pela FGV, a executiva atua como mentora de startups em diversos programas que seguem o conceito de inovação aberta. Na EDP Brasil onde ficou por quatro anos, ela estruturou e liderou a área de Inovação & Ventures. Foi a responsável pelo desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o Starter, que já roda seu 4o ciclo na América Latina e, pela criação e gestão da EDP Ventures Brasil, primeiro veículo de investimento em startups com foco em tecnologias voltadas ao setor de energia no Brasil. Antes de entrar para o ecossistema, Livia trabalhou nas áreas de estratégia e inteligência de mercado nos setores de Energia, Petróleo & Gás e Mineração.

LGPD e seus impactos na área tributária

Por Rodrigo Forcenette

A LGPD, Lei 13.709/18, trará profundas alterações às pessoas físicas e jurídicas, de direito público e privado, no tocante ao tratamento de dados dos cidadãos brasileiros. O foco, objetivo da legislação, é proteger/garantir direitos fundamentais como liberdade, privacidade (inviolabilidade da intimidade, honra e imagem), livre iniciativa, livre concorrência, defesa do consumidor, livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania.

A lei foi criada para estabelecer princípios e regras para o tratamento de dados pessoais (operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração).

Por dado pessoal, segundo seu art. 5º, considera-se a informação relacionada à pessoa natural identificada ou identificável. Qualifica-se como “sensível” o dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

Em razão da vasta amplitude e generalização do conceito (dados pessoais), a LGPD afetará todos os ramos do Direito, indistintamente. O Direito Tributário não foge à afirmação, sendo tocado no que concerne aos dados relativos aos contribuintes em geral.

Isso porque no cumprimento das obrigações tributárias, informações e dados pessoais são transmitidos nas relações travadas entre “Fisco/contribuinte”, “Fisco federal/estadual/DF/municipal” e “contribuinte/contribuinte”.

Nessas relações haverá tratamento de dados, ensejando o cumprimento de várias regras e princípios (art. 6º) por parte dos respectivos controladores/operadores, em especial no tocante à sua proteção/segurança.

O Fisco está autorizado a tratar dados pessoais sem a necessidade de expresso consentimento do titular, por força do disposto no art. 7º, incisos II, III e VI:

Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:

II – para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;

III – pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei;
[…]

VI – para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;

A LGPD (art. 23) também expressamente permite o tratamento (e até mesmo compartilhamento) de dados pessoais pelo Poder Público, para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objetivo de executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público, desde que:

I – sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas competências, realizam o tratamento de dados pessoais, fornecendo informações claras e atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade, os procedimentos e as práticas utilizadas para a execução dessas atividades, em veículos de fácil acesso, preferencialmente em seus sítios eletrônicos;

II – (VETADO); e

III – seja indicado um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 39 desta Lei;

Entendemos, pois, que o Fisco, a despeito de ter autorização para tratamento de dados pessoais sem a necessidade de consentimento do titular, precisará ser transparente, deixando claro ao contribuinte as hipóteses em que o tratamento poderá ser feito sem a necessidade de autorização, sempre mediante a indicação de um encarregado.

Os agentes de tratamento devem adotar medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão. A lei arante diversos direitos ao titular, que podem ser exercidos em relação àqueles que tratam seus dados. É imperioso, pois, que tais agentes estejam preparados para cumprir a função, respeitar os direitos e garantias previstos.

Todos esses cuidados vêm ao encontro dos princípios que norteiam a atividade da Administração Pública – legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previsto no caput do art. 37 da Constituição Federal. É importante, salutar, que o Poder Público dê o exemplo, viabilizando eficácia à nova ordem normativa.

A LGPD acaba demandando a criação, o desenvolvimento de uma cultura de proteção de dados pessoais, com a adoção de um programa contínuo de adequação, tanto no setor público, quanto no setor privado, de modo que o Direito Tributário e suas respectivas obrigações também serão afetadas.

Rodrigo Forcenette, sócio do Brasil Salomão e Matthes Advocacia e mestre em Direito Tributário

Ecoenergy 2020 será transferida para 2021

Em virtude do momento ainda adverso pelos números em evolução da pandemia de Covid-19 em todo o país, a Cipa Fiera Milano, organizadora da Ecoenergy, decidiu transferir para 8 a 10 de junho de 2021 a 9ª edição da feira e congresso. Principal plataforma de tecnologias limpas e renováveis para geração de energia, o evento estava programado para acontecer de 23 a 25 de novembro, no São Paulo Expo

“Colocar a saúde, o bem-estar e a segurança de expositores, visitantes, fornecedores, prestadores de serviços, colaboradores e de toda a sociedade civil é para nós um compromisso de fundamental importância. Some-se a isso a insegurança provocada pela volatilidade da economia, premissa com a qual também nos solidarizamos”, afirma Rimanta Sipas, diretor comercial da Cipa Fiera Milano.

Os preparativos para a próxima edição do evento seguirão para apresentar uma experiência ainda melhor para expositores, profissionais do setor e todos os interessados em conhecer as mais recentes inovações e tendências para toda a cadeia produtiva de energia solar e eólica, biomassa, GTDC e painéis fotovoltaicos.

Ecoenergy 2021

Data: 08 a 10 de junho
Horários: Congressos – 9h às 18h | Feira – 13h às 20h
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo/SP
www.feiraecoenergy.com.br

Jovens criam empresa em três meses e lançam modelo de negócio digital

A Kuppi, plataforma de descontos e benefícios para compras por delivery ou presenciais, tem o objetivo de fortalecer o consumo em estabelecimentos locais. A empresa é uma spin-off da BomCupom, rede de microfranquia que conecta consumidores com estabelecimentos. A empresa foi criada em três meses, durante a pandemia para auxiliar na digitalização de um mercado ainda pouco explorado, além disso, a plataforma é uma alternativa para muitos brasileiros que perderam renda nos últimos meses. Para se tornar parceiro da startup, qualquer pessoa pode ser inscrever e fazer parte do modelo de negócio. O lançamento do treinamento online acontece no dia 04 de agosto e o investimento para ter acesso pode ser feito até 11 de agosto. Já foram realizadas mais de 60 inscrições até o momento.

Entidade gaúcha seleciona 20 startups para terceira fase de seu Programa de Inovação

Com o objetivo de conectar startups ao setor do varejo, a CDL POA anuncia que foram selecionadas 20 startups para a terceira fase do seu Programa de Inovação. Ao total, o Programa recebeu 216 inscrições de startups de todas as regiões do Brasil, sendo 37% do Rio Grande do Sul, 18% de São Paulo, 9% de Santa Cataria, 8% do Paraná e 6% do Rio de Janeiro. A terceira fase do Programa, chamada de Pitch Day ou etapa de entrevistas, entre 11 e 12 de agosto, selecionará 10 empresas que passarão para a quarta fase, o Bootcamp ou evento imersivo.

Entre as temáticas dos macrodesafios propostos pela CDL POA, houve um equilíbrio entre as 216 soluções apresentadas na seleção. A ‘experiência de compra’ fez parte de 33% dos projetos; a ‘eficiência operacional’, 27%; a ‘inteligência de dados’, 22%; e a ‘cultura digital’ 18%. A qualidade das propostas recebidas foi destacada pelos responsáveis pela seleção, composta por representantes da AnLab, da Grow+ e da CDL POA. “O nível das startups inscritas no Programa foi muito alto, ficamos positivamente surpresos. Isto denota que estamos no caminho certo, em atrair soluções inovadoras para o varejo”, destaca o presidente da CDL POA, Irio Piva.

O Programa de Inovação está alinhado ao propósito da CDL POA para os próximos anos: investir em tecnologia e inovação a fim de fortalecer e impulsionar empresas varejistas, reconstruindo estruturas e possibilitando um ambiente de renovação aos negócios. O Projeto contará também com a mentoria da Grow+ e da AnLab – empresas reconhecidas no mercado por sua expertise em inovação.

Ao final do Programa de Inovação, serão selecionadas três startups que serão premiadas em até R﹩ 30 mil e receberão aceleração de seus negócios. Durante todo o processo de seleção e desenvolvimento, as startups terão a possibilidade de fechar contratos e parcerias comerciais com a CDL POA; aderir ao portfólio de soluções da Entidade; acessar as três mil empresas associadas e as 130 entidades parceiras da CDL POA, que impactam em mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul e 30 mil empresas; participar de eventos e ações relacionados; e manter contato com a base de dados e produtos SCPC, já que a CDL POA é parceira de negócios da Boa Vista Serviços.

Conheça as próximas etapas do Programa de Inovação da CDL POA:

1. Inscrição das startups; (completa)

2. Seleção – 20 startups avançam para o Pitch Day; (completa)

3. Pitch Day – apresentações para a banca avaliadora;

4. Bootcamp – treinamento, identificação de gaps e aprofundamento das soluções;

5. Demoday – demonstrações das soluções e propostas de aplicabilidade ao Programa;

6. Formalização – possibilidade de contratação e de ingresso na etapa de aceleração;

7. Aceleração – startups vencedoras executarão suas soluções sob a coordenação de Grow+ e Anlab, focadas nas demandas da CDL POA

TIVIT anuncia Eduardo Sodero como novo CSO

A TIVIT, multinacional brasileira de tecnologia, anuncia a contratação de Eduardo Sodero para a posição de Chief Strategy Officer (CSO). O executivo será responsável pelas áreas de M&A, Planejamento Estratégico e Marketing e terá como principal missão alavancar o crescimento da TIVIT.

Em sua mais recente experiência profissional, Sodero atuou como diretor da Rappi, tendo entrado pouco tempo depois do lançamento da startup no Brasil. No aplicativo de entregas, liderou diferentes unidades de negócio e ajudou a escalar as operações no país.

Bacharel em Engenharia de Produção pela UFRJ e com MBA em Wharton, Sodero foi também vice-presidente na McKinsey, sócio da Angra Partners, atuando como conselheiro e executivo das companhias dos fundos de private equity, além de ter sido empreendedor.

Como CSO, Sodero passa a integrar o comitê executivo da TIVIT e irá responder diretamente a Luiz Mattar, CEO da companhia. “Estou entusiasmado com minha chegada à TIVIT e com o desafio de apoiar a Companhia a continuar sua escalada de crescimento, tanto de forma orgânica, quanto com M&As estratégicos para o negócio”, comenta Eduardo Sodero.

Globant adquire gA e fortalece sua liderança em transformação digital e cognitiva

A Globant (NYSE: GLOB), uma empresa de serviços de tecnologia nascida no meio digital, anunciou hoje a aquisição da gA, empresa líder em serviços de transformação digital e cloud, com presença nos Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Espanha.

Com esta aquisição, a Globant reforça seu posicionamento de liderança em transformação digital e cognitiva, à medida que amplia seu expertise nas áreas de Ciências da Vida, CPG, Produção e Logística. A gA também complementa a capacidade da Globant de fornecer serviços de jornada de cloud e aplicativos corporativos.

“Encontramos na gA o parceiro perfeito para nossos planos futuros, à medida que aprimoramos nosso portfólio de Serviços de Saúde e Ciências da Vida. Eles construíram excelentes e duradouros relacionamentos com muitas empresas da Fortune 500”, comenta Martin Migoya, CEO e cofundador da Globant. “O mundo está mudando e muitos setores estão frente a uma oportunidade incrível. O portfólio da gA ampliará nossa oferta de serviços para ajudar nossos clientes em sua jornada de transformação.”

A gA é uma empresa global de tecnologia que usa plataformas digitais e serviços de transformação para capacitar grandes empresas nos Estados Unidos e na Europa a reformular seus modelos de negócios e organizações, aproveitando as ideias e o poder dos dados, IA e pessoas. A gA possui parcerias estratégicas importantes com empresas como Oracle e SAP, e forte especialização em Ciências de Dados e Machine Learning, Inteligência de Processos e capacidades em Cloud. Com sede em Miami, a empresa possui mais de 1100 profissionais de TI trabalhando com marcas renomadas como Johnson & Johnson, Cardinal Health, Medtronic, Honda, Avon, DHL, Equifax, Pepsico, AXA, Arcor e DirecTV, entre outras.

“Estamos animados para nos unir à Globant, uma das empresas líderes em transformação digital. Começamos nossas operações há quase 30 anos, com foco em tecnologias empresariais e gerenciamento de processos de negócios. Hoje, na era das tecnologias convergentes, trazemos nossos recursos de Inovação e Jornada de Cloud para a Globant, para criar uma oferta mais ampla de serviços aos nossos clientes. Além disso, essa aquisição aumentará nossa presença global e trará novas oportunidades profissionais para nossos colaboradores”, declara Roberto Wagmaister, CEO e fundador da gA.

Martín Umaran, Chief of Staff e cofundador da Globant, responsável pelos processos de M&A, acrescenta: “É realmente gratificante poder concluir esta transação que foi completamente executada durante a crise causada pela pandemia. Todo o processo foi realizado virtualmente, o que mostra o quanto duas empresas podem fazer quando pensam grande e alinham suas visões. Estamos muito empolgados em trazer a bordo o talento da gA. Eles compartilham nosso DNA empreendedor e inovador, valores fortes e relacionamentos duradouros com os clientes. Para nós, é fundamental formar a melhor equipe global pronta para enfrentar os desafios mais exigentes.”

IBM abre o maior Centro de Transformação de Processos com inteligência artificial na América Latina

A IBM (NYSE: IBM) anuncia um novo ‘Centro Cognitivo de Transformação’ na Colômbia, o maior centro IBM desse tipo na América Latina. Esse centro de serviços compartilhados apoiará empresas de diferentes setores da América Latina e do mundo como bancos, telecomunicações, gás e energia; em três idiomas: espanhol, português e inglês; com serviço diurno e noturno.

“Esta é uma das nossas apostas para a região em tecnologias disruptivas, talento e habilidades locais para a Quarta Revolução Industrial. Em tempos tão desafiadores quanto a COVID-19, o investimento em áreas como atendimento ao cliente e treinamento em novas habilidades é vital”, disse Ana Paula Assis, gerente geral da IBM América Latina.

Por meio desse centro, a IBM será responsável por reinventar, otimizar e gerenciar os processos e serviços corporativos para o cliente, usando análise de dados, nuvem, inteligência artificial, automação, blockchain e outras tecnologias exponenciais disruptivas.

No “Centro Cognitivo de Transformação”, a IBM gerenciará os processos de ponta a ponta, incluindo:

•Finanças e administração: cobrança, contabilidade, contas a pagar, relatórios, tesouraria, entre outros.
•Recursos Humanos.
•Compras: suporte tático e estratégico, bem como gerenciamento de compras operacionais (transacionais).
•Atendimento ao cliente e ciclo de receita: gerenciamento de terceiros, solução de reclamações e reclamações, leitura, cobrança, cobrança, gerenciamento de projetos, cobrança e gerenciamento de conhecimento.

A transformação impulsionada pelos processos cognitivos é um dos pilares do crescimento de IBM Services no mundo e uma das principais prioridades da América Latina. E, para as empresas, é um dos principais componentes de suas jornadas para uma empresa cognitiva. São esperados muitos benefícios nesses tipos de projetos: melhorias na satisfação do cliente, agilidade na tomada de decisões e custos reduzidos para a empresa, o que significa que a equipe interna pode se concentrar em atividades mais estratégicas.

Os primeiros IBMistas que trabalharão no ‘Cognitive Transformation Center’ já receberam treinamentos que representam mais de 8.500 horas em metodologias ágeis, ferramentas de conectividade e novas tecnologias, como inteligência artificial. Isso se baseia no investimento da IBM em desenvolvimento de talentos e novas habilidades para o futuro no país.

De acordo com o último relatório do Fórum Econômico Mundial, mais de 42% de todos os empregos mudarão significativamente até 2022 e exigirão novas habilidades, como o uso de análises avançadas, ferramentas de cocriação e design thinking e recursos orientados a problemas com pensamento crítico e resiliência.

“Esse oitavo centro na América Latina reforça a capacidade da IBM regional e globalmente para a entrega de serviços de transformação de processos cognitivos a partir da região, bem como outras apostas recentes da empresa, como a expansão de nossos recursos de nuvem pública, a Multizone Region e, mais recentemente, o acordo para adquirir a WDG Automation, uma empresa brasileira de software especializada em automação de processos”, diz Thais Marca, gerente geral de IBM Services para a América Latina.

“Este grande centro, o maior da IBM na região, mostra que a Colômbia continua mantendo sua atratividade para os investidores. O investimento estrangeiro eficiente é um dos instrumentos essenciais na situação atual, não apenas porque alavanca as exportações, mas também porque cria oportunidades de emprego e ajuda a impulsionar a economia. Estamos trabalhando com o “Compromisso pela Colombia” para promover a chegada de mais investidores: ferramentas de facilitação de investimentos e clima de negócios; realocação de empresas que buscam uma nova organização de suas cadeias de suprimentos e eficiência ao deixar outras latitudes; e incentivos setoriais e regionais”, afirmou José Manuel Restrepo, ministro do Comércio, Indústria e Turismo.

Hackathon TecBan promove o desenvolvimento de 39 projetos voltados para o ecossistema de Open Banking

Durante os dias 24 e 26 de julho aconteceu a primeira edição do Hackathon TecBan, que teve como objetivo simular as possibilidades do Open Banking no Brasil. Com 1046 inscritos e representantes de 24 estados brasileiros, foram selecionados 200 participantes que desenvolveram soluções utilizando as transações disponíveis na plataforma de Open Banking da TecBan. O grande vencedor da maratona foi o case ‘Bicos’, um aplicativo voltado para trabalhadores informais (descrição completa abaixo).

O evento, totalmente online, foi organizado pela Shawee e realizado em parceria com universidades, associações e players do mercado. Contou com 78 mentores, sete jurados de instituições parceiras (ABStartups, ABFintechs, Open Banking Brasil, FIAP, Oracle, Acrefi e Fecomercio), 40 equipes e 39 projetos submetidos para avaliação.

“O Hackathon TecBan apresentou um tema muito atual para os participantes. O Open Banking possui um grande potencial no Brasil e estamos certos de que as ideias que foram propostas durante o evento são bons exemplos da grande versatilidade e comodidade que a implementação trará ao ecossistema financeiro e para toda a população brasileira”, afirma Tiago Aguiar, superintendente de Novas Plataformas da TecBan.

Descrição do case vencedor – ‘Bicos’

A economia dos Bicos é uma realidade latente, agravada ainda mais pela COVID-19. O auxílio emergencial revelou 46 milhões de brasileiros, grande parte trabalhadores informais, até então esquecidos – invisíveis. Diante disso, foi criado o BICOS, um aplicativo de conexão e contratação de prestação de serviços. Com ele, é possível contratar um ‘BICO’ e efetuar o pagamento diretamente pelo saldo bancário. Além disso, o prestador de serviço tem acesso a diversas funções como: histórico de transações bancárias, recebimento do pagamento dos ‘bicos’ direto em sua conta, microcrédito e saque fácil no Banco24Horas! O BICOS nasceu para democratizar o acesso ao Open Banking àqueles que, antes, eram invisíveis ao sistema financeiro.

Equipe:

Thayana Mamoré – Belém (PA)

Tiago Danin – Belém (PA)

Lucas Cardoso Rodrigues – Belém (PA)

Guilherme Vieira da Silva – Sorocaba (SP)

Descrição do 2º lugar – ‘AgroBan’

Baseado nas APIs de ‘produto’ e ‘contas’ disponibilizadas, foi criada uma Agrotech. Nomeada ‘AgroBan’ tem por objetivo unir setores do campo e bancos em prol de benefícios mútuos. O agricultor realiza o cadastro na plataforma gratuitamente e concede as permissões de uso de suas contas em Open Banking. Com isso, são traçadas as melhores ofertas de produtos bancários para atendê-lo. Após a escolha do produto baseado nas melhores taxas de juros, o pedido fica em análise, à espera de um agrônomo credenciado que irá ir na propriedade do agricultor e realizará o cadastro da documentação do SICOR via AgroBan. Não obstante, também irá trazer dados relevantes para a pontuação geral e avaliação do agricultor dentro da plataforma.

Equipe:

Jonatas Conceição da Silva Cesar – São Paulo (SP)

Eduardo Tomacheski Teixeira – Charqueadas (RS)

Renato Tadeu Rodrigues – Pilar do Sul (SP)

Lucas Simões – São Paulo (SP)

Augusto Bondança – São Paulo (SP)

BTG Pactual anuncia as 8 startups selecionadas para nova rodada do programa de aceleração do boostLAB

O boostLAB, Hub de negócios para empresas Tech do BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, anuncia nesta semana as startups escolhidas para participar da sexta edição de seu programa de potencialização de startups em nível avançado. O programa, que conta com a parceria e metodologia da ACE, terá início no dia 13 de Agosto. As startups selecionadas são: Acordo Certo, Atta, Belvo, Conta Simples, iClubs, Ludos Pró, Provi e Rede Compras.

Pela primeira vez desde o início do programa, os sócios do banco selecionaram uma startup de fora do Brasil, a Belvo, especializada em Open-Banking, tema que vem ganhando cada vez mais relevância no cenário financeiro nacional. Também foi selecionada pela primeira vez uma EdTech, a Ludos Pro, que usa ferramentas de gamificação para ajudar no engajamento dos alunos em cursos e treinamentos.

“Se no início da pandemia ficamos preocupados por ter que migrar as mentorias da quinta rodada para o ambiente on-line, por outro, percebemos que conseguimos envolver não apenas os empreendedores, mas também suas equipes, o que acabou gerando muito mais valor para eles. Outra novidade foi que pudemos convidar também mentores do Vale do Silício para compartilharem suas experiências com os times. Isso nos animou a abrir, de maneira inédita, as inscrições para Startups estrangeiras participarem do programa. Ficamos muito felizes por termos recebido diversas inscrições de fora do Brasil”, afirma Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB.

Um dos pontos de destaque do programa é a capacidade de gerar negócios com as Startups participantes. Pelo menos 70% das Startups que passaram pelos 5 Batches anteriores fizeram negócios com o Grupo. Vale destacar também a proximidade dos sócios seniores do BTG Pactual, que oferecem mentorias e dividem suas experiências por meio de seu Conselho. Cada um dos envolvidos tem um papel fundamental na estrutura do programa e na melhor integração entre as startups e o Banco.

Além do Conselho, um time de executivos com grande destaque em suas áreas de atuação também se dedica ao programa, como Cláudio Galeazzi, ex-CEO do GPA e BRF e grande referência em reestruturações de empresas no Brasil, Edison Ticle, CFO da Minerva, Florian Bartunek, CIO da Constellation, Otávio Araujo, CFO da Dotz, Sônia Hess, eleita pela revista americana Forbes como a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil, Stelleo Tolda, COO do Mercado Livre e muitos outros. As Scale-ups também contam com mais de R﹩ 300 mil de benefícios como créditos na nuvem e descontos em empresas parceiras.

Novas Mentoras

O boostLAB ganhou recentemente quatro novas mentoras que irão ajudar a alavancar as empresas selecionadas pelo programa. Conheça o perfil de cada uma delas:

Fabiana Arana, sócia do BTG Pactual
Formada em Administração de Empresas (FAAP) e Ciências Contábeis (PUC) e especialização em Business Adminstration (Berkeley). Fabiana é Sócia do BTG Pactual, Board Member da HDI Seguros Brasil e do Instituto Protea.

Mariana Cardoso, sócia do BTG Pactual
Ingressou no Pactual em 1996 e tornou-se sócia em 2006. É diretora estatutária e Global Chief Compliance Officer do Grupo BTG Pactual. Construiu sua carreira atuando na indústria de fundos de investimentos. É bacharel em economia pela UFRJ.

Renata Serra, CTO da Enforce
Formada em Análise de Sistemas, teve passagem pela Spasso, McKinsey & Company, Booz & Company, Cambridge Technology Partners e Embrapa.

Tatiana Prates, Sócia do BTG Pactual, COO e CTO da Too Seguros
É Associate Partner do BTG Pactual, onde trabalhou como Senior Financial Analyst e Business Manager da mesa proprietária de renda variável e COO do Private Equity. É Diretora de Tecnologia e de Operações da Too Seguros desde 2016. Formou-se em Engenharia de Computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e foi Research Assistant no Laboratório de Equações Diferenciais Parciais do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Na lista abaixo, conheça as startups selecionadas e suas soluções:

Acordo Certo
Marketplace de negociação de dívidas que ajuda pessoas a rastrear, negociar e pagar suas dívidas de maneira fácil. A empresa possui parceria com os maiores credores do Brasil, incluindo setores como bancos, seguros, telecomunicações, varejo, educação e outros.

Atta
Empresa pioneira no desenvolvimento de integrações sistêmicas para venda de crédito imobiliário e garantias locatícias. É detentora da plataforma iSolve, a primeira voltada para a distribuição de crédito imobiliário, seguro fiança, título de capitalização e seguro incêndio.

Belvo
A Belvo permite que qualquer desenvolvedor de aplicativos acesse dados de seus usuários finais de maneira fácil e escalável por meio de uma única API vinculada a centenas de fontes bancárias e não bancárias.

Conta Simples
Oferece uma conta digital com tudo que um freelancer, profissional autônomo ou startup precisa em uma conta bancária.

iClubs
Plataforma de Loyalty as a Service (LaaS) focada em atender as necessidades das empresas e melhorar a experiência dos seus clientes, no conceito API First.

Ludos Pró
Plataforma de aprendizagem que utiliza gamificação para engajar, ensinar e aumentar a produtividade em mais de 80%. Ao mesmo tempo que instrui através de desafios lúdicos e interativos, gera informações para identificar melhorias e oportunidades para o negócio.

Provi
Criada com o objetivo de preparar profissionais para o mercado de trabalho, oferece financiamento educacional, permitindo que o aluno pague apenas quando atingir um salário mínimo.

Rede Compras
Empresa direcionada estrategicamente ao atendimento do mercado de processamento e administração de meios de pagamento eletrônico.

Dicas de como fazer o pitch perfeito na entrevista de emprego

A entrevista de emprego é um processo que começa antes mesmo da conversa com o recrutador. E com isso, é necessário que o candidato se prepare com antecedência para realizar o pitch. Guilherme Junqueira, Fundador e CEO da Gama Academy, lembra que “a busca por um novo emprego se inicia desde a análise das vagas. O candidato deve escolher efetivamente quais oportunidades têm mais conexão com seu perfil, acreditar no propósito da empresa, além de estudar profundamente tudo sobre a companhia”.

O pitch se tornou um termo bem conhecido e usado no mundo dos negócios, seja para apresentar sua empresa/produto com maior precisão ou até mesmo para se apresentar de forma efetiva durante uma entrevista de emprego. A crise causada pela pandemia levou a um aumento na busca por novas oportunidades e as pessoas precisam se destacar neste cenário e preparar um discurso objetivo para as entrevistas virtuais.

Para ajudar neste processo de preparação, o CEO separou cinco dicas para realizar um pitch perfeito durante a entrevista de emprego. Confira:

Seja natural

Durante a conversa, entenda que sentir nervosismo é normal, mas busque manter a calma e ser o mais natural possível. Não tente ser a pessoa que o recrutador quer ouvir e sim você mesmo.

Seja objetivo

Tenha um interesse genuíno na conversa, procure ouvir bastante e com atenção o que o recrutador perguntar. Não dê voltas, não conte a sua história desde quando era criança. O que o recrutador perguntar, diga! Não significa ser extremamente sucinto, mas sim, ir direto ao ponto.

Seja transparente

Em perguntas que realmente falem de coisas mais delicadas, como os seus pontos fracos ou o que aconteceu na empresa anterior, procure ser o mais transparente possível. Não seja um personagem e nunca fale mal da outra empresa que você passou, mas deixe claro o que aconteceu sem expor de alguma forma pessoas ou a própria empresa.

Fale seus pontos fracos e fortes

Tenha de fato na ponta da língua as questões de autoconhecimento, que são coisas que você precisa desenvolver, tanto do aspecto técnico quanto comportamental. Traga exemplos de experiências anteriores, boas e ruins, e apresente ao recrutador quando ele perguntar sobre esses pontos.

Esteja disposto a aprender

Mostre-se uma pessoa totalmente disposta a aprender mesmo sabendo de todas as coisas ou não. Demonstre entusiasmo com a oportunidade e que irá se dedicar ao máximo, independente das skills que já tem conhecimento.

Para Junqueira, a grande missão de uma primeira entrevista é conseguir uma segunda. Então, brilhe e faça um pitch perfeito!