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Cláudia Meira assume a direção de TI da GOL

A GOL Linhas Aéreas, maior Companhia doméstica do País, com 36 milhões de Clientes transportados ao ano e quase duas décadas de história, dá as boas-vindas a Cláudia Meira, que assumiu no dia 22 de setembro de 2020 o cargo de diretora de TI da Companhia.

Nome respeitado no mercado, com uma trajetória que soma 25 anos de vivência em sua área de atuação, Cláudia Meira é uma entusiasta em fazer da tecnologia uma agregadora de valor ao negócio, aumentando a percepção de marca dos consumidores. Nos últimos anos, ela voltou seu foco para estratégia digital e gestão de projetos, equipe e relacionamento com o cliente.

Pós-graduada em Gestão de Projetos pela Universidade de São Paulo (USP) e em Engenharia de Software pela Unicamp, a nova executiva da GOL trabalhou anteriormente em empresas como Unibanco e Avon Cosméticos – nesta, permaneceu nos últimos 15 anos, onde também exerceu o cargo de diretora de TI. Cláudia foi laureada com o prêmio Executiva de Tecnologia do Ano de 2020 no ramo de empresas de Bens de Consumo não Duráveis, promovido pela IT Mídia.

Cláudia Meira vem substituir o executivo Paulo Palaia, após mais de 9 anos de valiosa contribuição à empresa. CIO da GOL, Palaia liderou o departamento diante dos desafios impostos pelo avanço tecnológico, ajudando a empresa a aprimorar sistemas e serviços que permitem a melhor experiência de viagem aos nossos Clientes e facilitam as atividades do dia a dia da organização.

Sob a liderança de Palaia, a GOL implementou serviços importantes, como o recurso de geolocalização, o Selfie Check-in, Embarque Biométrico, DCS Amadeus, Robô Físico de Atendimento (GAL), Check-in por Whatsapp, dentre outras inovações pioneiras no mercado. Além disso, em sua gestão, a GOL lançou em 2018 o GOL Labs, laboratório de inovação que conta com um time multidisciplinar para desenvolvimento e entrega rápida de novas soluções, marco importante para a nossa Companhia. Foi um ciclo desafiador e repleto de conquistas, encerrado pelo CIO com um resultado extremamente positivo para o setor de tecnologia.

Palaia, que teve participação direta no processo seletivo que escolheu sua sucessora, deixa a rotina executiva para se dedicar, por um período de 12 meses, ainda na GOL, à tarefa de advisor na área de tecnologia.

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Ocean Drop recebe R$ 2milhões de aporte do fundo Caravela Capital

Após quatro anos no mercado, utilizando recursos próprios para aumento do portfólio de produtos e crescendo 20 vezes sua receita em relação ao primeiro ano, a Ocean Drop mirou um futuro ainda mais promissor. Em 2020 tomou a decisão de captar investimento para expansão com a Caravela Capital, sediada em Curitiba, e que fornece investimentos para startups, e deu aporte de R$ 2 milhões para a empresa.

Tornar o potencial dos oceanos acessível para as pessoas. Essa foi a ideia dos até então estudantes de Oceanografia Murilo Canova, Juliana Pellizzaro e Lucas Marder quando deram início aos primeiros passos de sua jornada empreendedora. Após estudarem todas possibilidades no universo dos oceanos, decidiram entrar no mercado de nutrição – especificamente o de “superfoods” – para dar início às operações da Ocean Drop em 2016, empresa especializada em suplementos vitaminas e minerais a base de algas e nutrientes para consumidores que buscam alimentação com qualidade nutricional avançada e sustentável.

Segundo Murilo, hoje com 30 anos e com as veias de empreendedor pulsando, a Ocean Drop investirá o aporte recebido da Caravela Capital em quatro vertentes: (1) aumento do time de colaboradores 20 para 40 pessoas nos próximos seis meses; (2) aceleraração do alcance dos canais de publicidade, maximizando seu potencial de divulgação da marca; (3) aumento do portfólio de produtos de 20 para  50 inovações até o final de 2021 e; (4) investimentos em tecnologia de ponta para otimizar a experiência dos clientes. Esta última vertical está ligada a um projeto de caráter confidencial que chegará ao mercado em 2021, o qual utilizará fortemente a inteligência artifical em favor da personalização da nutrição dos clientes. “Para esse caminho mais ousado nós precisávamos de um aporte, e a Caravela Capital se identificou com nosso modelo de negócio e com a nossa premissa de que é possível oferecer nutrição personalizada por meio da tecnologia no modelo D2C (Direct to Consumer)”, enfatiza Canova.

Para Mario de Lara, cofundador da Caravela Capital, a Ocean Drop foi escolhida, dentre outras coisas, por sua visão e potencial de crescimento. “A Caravela está sempre aberta a novas oportunidades. Iniciamos nossas operações recentemente e temos ainda cerca de três anos para alocar nosso capital em novas empresas”, completa.

A Ocean Drop já nasceu com a mentalidade digital. Ela se posiciona como uma DNVB – Digitally Native Vertical Brand – e tem seu modelo de negócio pautado em vendas D2C (Direct to Consumer), que permite que todo o relacionamento e venda seja de forma direta com o consumidor final. E esse é justamente o diferencial do negócio, estar próximo do cliente e colocá-lo no centro das operações. O relacionamento ocorre através de canais digitais proprietários de comunicação e conteúdo como instagram, blog, youtube, dentre outros. As vendas são realizadas em E-commerce próprio (www.oceandrop.com.br). Cada produto, que tem duração média de 60 dias, custa na faixa de preço entre R$ 69 a R$ 199. Para Murilo, a estratégia de apostar no marketing digital e na assertividade na escolha dos novos produtos fez com que a empresa tenha crescido progressivamente nos últimos anos. Somente em 2019 o crescimento foi de 45% no faturamento, ritmo que a empresa pretende continuar nos próximos anos.

A premissa de oferecer nutrição personalizada através de tecnologia, tendência consolidada em outros mercados, já é uma realidade para a Ocean Drop. Por meio do conhecimento de profissionais da saúde somados a recursos tecnológicos como Inteligência Artificial e Big Data, a empresa coleta informações sobre o estilo de vida, quadro de saúde e objetivos dos clientes e com isso sugere a melhor combinação de produtos com base nas respostas obtidas. “Em nosso site, nós disponibilizamos um quiz com algumas perguntas sobre os hábitos do consumidor – como ele se alimenta, se possui alguma doença crônica, seus objetivos com a nutrição e a partir daí o sistema cruza as informações e calcula a melhor alternativa de suplementação. Cada pessoa tem seus próprios hábitos, estilo de vida e objetivos com a nutrição, portanto deve ter uma combinação específica de suplementos para alcançar tais objetivos”, destaca Murilo.

Quando a Ocean Drop entrou no mercado, a empresa contava com apenas dois produtos no portfólio. Hoje, além de multiplicar por 10 essa quantidade, a empresa desbravou novos territórios. Inicialmente a fonte de nutrientes era estritamente o Oceano, tais como algas e sais minerais, mas agora obtém nutrientes também no ambiente da Terra através da nova marca Bloom Bits, utilizando folhas, raízes e frutas, todos elementos considerados superfoods. Em 2020 o grupo avançou em um novo grande mercado, o de skincare, com uma linha completa para o tratamento de vários tipos de pele à base de ingredientes inovadores dos oceanos. E, se depender de Murilo, essa busca por novos mercados não para por aí. “Nossa intenção é olhar para um horizonte cada vez mais amplo e inovador, oferecendo sempre o que está na mente dos clientes mais exigentes.” conclui.

A Caravela Capital, por sua vez, segue procurando outras empresas para investir. Além de fornecer o capital que a startup precisa para acelerar seu crescimento, a Caravela Capital também contribui com as ferramentas e conhecimentos necessários para escalar o negócio durante o estágio inicial (estratégia conhecida como “smart money” ou dinheiro inteligente, em português) – dentre outras coisas, a empresa conta com 19 mentores de sucesso disponíveis para ajudar a investida, se necessário.

Startup Quasar Flash recebe aporte de R﹩ 25 milhões liderado pela Valor Capital Group

A Quasar Flash, startup que realiza operações de antecipação de recebíveis de forma totalmente digital para micro, pequenas e médias empresas, fechou sua rodada Série A com aporte de R﹩25 milhões liderado pelo fundo de venture capital Valor Capital Group. Com os recursos, a empresa vai investir na tecnologia aplicada a todos os processos de análise e concessão de crédito, garantindo agilidade, transparência e segurança.

Parte da Quasar Asset, primeira gestora independente do Brasil exclusivamente dedicada à desintermediação do crédito privado, a Quasar Flash surgiu com o propósito de solucionar uma das maiores dores de empreendedores no Brasil: a carência por crédito, especialmente para o segmento MPME.

Atualmente, a forma mais comum de busca por crédito ocorre de forma centralizada nas maiores instituições financeiras do país. O problema, neste caso, é que elas nem sempre possuem opções de créditos criadas especificamente para atender micro, pequenas e médias empresas. Com estruturas e equipes mais enxutas, as PMEs sofrem mais com burocracias, além de terem menos poder de negociação que grandes empresas. De acordo com o IBGE existem no Brasil hoje 12 milhões de micro e pequenas empresas, das quais 10 milhões de MEIs (Microempreendedores Individuais), todas com pouco ou nenhum acesso à linhas de crédito. O resultado desse cenário são soluções pouco vantajosas, com prazos e taxas totalmente em desacordo com sua realidade.

A tecnologia da Quasar Flash permite um atendimento personalizado, conhecendo o cliente e atendendo a suas demandas de financiamento, permitindo inclusive a criação de fundos – em parceria com a Quasar Asset – específicos voltados aos direitos creditórios.

“Nós também somos empreendedores e entendemos o quanto a falta de crédito pode comprometer o crescimento sustentável de uma empresa. Pequenas e médias empresas têm ritmo, necessidades e desafios diferentes, que exigem soluções feitas sob medida. Achamos na tecnologia a oportunidade de criar um modelo de negócios inovador e escalável”, conta Carlos Maggioli, CEO do Quasar Flash.

Este modelo de negócios consiste na minimização da interferência humana na gestão de carteiras e aprovações. Ao aplicar tecnologia a modelos tradicionais de crédito, a empresa utiliza análise de dados, machine learning e inteligência artificial para enriquecer as informações que vão compor os limites de crédito, sendo capazes de gerar propostas em questão de segundos.

“O empreendedorismo pode promover o desenvolvimento econômico de um país. A Quasar Flash chega como uma plataforma para alavancar a economia com foco nas pequenas e médias empresas, por meio de tecnologia, inteligência artificial e machine learning, para que seja um vetor crucial para a melhora econômica”, afirma Mario Mello, presidente da Valor Capital Group”, afirma Mario Mello, presidente da Valor Capital Group.

Como Funciona?

Todo o processo é feito de forma 100% digital. Empreendedores interessados devem realizar cadastro no site da empresa, que requer apenas 5 informações, como CNPJ e faturamento, para gerar a primeira aprovação de crédito e dar início à operação com a Quasar Flash. O contrato é recebido e assinado digitalmente e os recursos são enviados à conta corrente da empresa em algumas horas.

As soluções da Quasar Flash também se adaptam às especificações de cada cliente conforme o relacionamento se estreita. “Conhecemos mais nossos clientes e suas necessidades a cada nova operação, até nos tornarmos seu principal parceiro. Queremos manter relacionamentos de longo prazo, apoiando-os em diferentes etapas de crescimento do negócio”, completa Carlos Maggioli.

Somada à adaptabilidade, rapidez, segurança e eliminação de burocracias, está a transparência. A cada transação, clientes Quasar Flash recebem o custo efetivo da operação, sem taxas mascaradas usuais na indústria de antecipação.

Empreendedorismo & Pandemia

Se durante a pandemia diversas empresas se viram forçadas e fechar as portas, foi na adversidade que milhares de brasileiros viram a oportunidade de investir em um novo negócio. Por esse motivo, 75 mil novas empresas foram abertas em junho apenas no Estado de São Paulo.

“Acreditamos no poder transformacional do empreendedorismo no Brasil e ele será ainda mais essencial em momentos difíceis como o que estamos vivendo agora. Por isso, é importante que o empreendedor encontre um cenário positivo para o surgimento de novas empresas e seja apoiado com os serviços necessários para que possa fazer crescer seu negócio. Esse é o objetivo da Quasar Flash”, conta Carlos Maggioli.

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E-commerce paulista apresenta desempenho equivalente a seis anos nos primeiros seis meses de 2020

Um levantamento exclusivo, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostra que o e-commerce paulista demorou seis anos (de 2013 a 2019) para ver a sua participação sobre o total do comércio varejista saltar de 2,1% para 2,9% (alta de 0,8 ponto porcentual). No entanto, em 2020, o setor precisou apenas de seis meses para ter o mesmo desempenho, crescendo de 2,9% para 3,7% entre janeiro e junho.

No Estado de São Paulo, as vendas médias no varejo tradicional por habitante sofreram queda de 9%, enquanto o comércio eletrônico cresceu 17%, do fechamento de 2019 ao fim de junho de 2020.

Já no comparativo de 2013 com o primeiro semestre de 2020, as vendas médias no varejo tradicional por habitante também foram de 9%, ao passo que, no comércio eletrônico, houve elevação de 61%. No mesmo período, houve ainda aumento de 104,6% no número de pedidos de compras online mensais nas plataformas – o pedido mensal é diferente de compra por habitante, pois leva em conta o número de pedidos feitos: nem todas as pessoas fazem pedidos, e quem tem está habituado, pode fazê-lo mais de uma vez por mês.

Nota-se que a variação ocorrida na média do primeiro semestre deste ano com relação à média do ano passado foi de quase 40%, pouco inferior à variação ocorrida no período que compreende de 2013 a 2019 (crescimento de pouco menos de 47%).

Alguns setores do varejo no quais as compras normalmente são menos afeitas às relações de consumo a distância – como é o caso de vestuário -, também viram os horizontes expandirem nessas plataformas de venda.
De acordo com dados da PCCE, da FecomercioSP, no segundo trimestre de 2020 (auge da pandemia), as vendas de bens semiduráveis registraram crescimento de 56,8% no comparativo com o mesmo trimestre do ano passado. Quando comparado ao primeiro trimestre, o crescimento foi de 27,4%.

Capital paulista
A cidade de São Paulo registrou aumento de 100,7% na média de pedidos mensais nos últimos seis anos, enquanto o tíquete médio do varejo tradicional na capital paulista caiu 15% entre 2013 e o fim do primeiro semestre de 2020. No mesmo período, houve alta de 68% no tíquete médio por habitante no e-commerce. A capital registrou aumento de 100,7% na média de pedidos mensais entre 2013 e 2020, enquanto no primeiro semestre de 2020, a alta em relação à média de 2019 foi de 42,4%, maior do que havia ocorrido em todo o período anterior da série: demorou seis anos para a alta ser de 40,9% (entre 2013 e 2019).

Os efeitos da pandemia e a reação dos empresários foram mais sentidos na capital do que na média do Estado de São Paulo, tanto na queda vista nesta primeira metade do ano quanto na velocidade de acesso ao comércio eletrônico, que já era mais presente na capital paulista em comparação ao Estado.

Se em 2019 o consumidor da capital comprava, em média, R﹩ 57 por mês por meio da internet ou de aplicativos, este valor deve terminar o ano em um patamar acima, ampliando a importância da ferramenta para o varejo tradicional.

A FecomercioSP estima que a pandemia vai acelerar este processo, que já estava bastante claro ao longo dos últimos anos, com o aumento da participação do comércio eletrônico – inclusive na própria capital – sobre o total do varejo, uma característica que converge com outras cidades como Nova York, onde a representação dessa modalidade é de cerca de 10% do total do varejo.

Propostas para desburocratizar o setor


Sendo o crescimento do e-commerce um fato, faz-se ainda mais urgente a desburocratização do setor. Assim, a FecomercioSP, por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, defende uma série de medidas para destravar o ambiente de negócios e modernizar a legislação tributária, que devem facilitar as operações e proporcionar uma experiência de compra melhor aos consumidores – e isso tem se mostrado ainda mais importante em tempos de pandemia.

Entre os diversos pleitos apresentados pela FecomercioSP ao Conselho Nacional da Política Fazendária (Confaz) que envolvem essa cadeia de logística, recentemente foi atendido o da substituição do Danfe Impresso pelo Danfe Etiqueta, contendo um código de barras para acesso às informações fiscais, com o mínimo de dados disponíveis (remetente, destinatário e valor total do produto), em que se exclui a discriminação de cada produto.

Esta medida, de substituição da nota completa pela etiqueta, já está em vigor, a partir da Nota Técnica 4/2020 (Danfe Simplificado – Etiqueta), publicada no fim do mês de agosto de 2020. A FecomercioSP continua com o seu pleito para a retirada do valor total da nota fiscal aparente no Danfe Etiqueta, para proteger os dados dos consumidores, bem como os próprios transportadores.

Assim, solicita ainda que o valor total do produto não esteja exposto na etiqueta, já que isso é altamente visado e está atrelado ao grande risco de roubo de cargas, principalmente pela diversidade de produtos transportados. A Federação sugere que, por meio do código de barras ou código QR, caso um fiscal pare o transportador para averiguar a carga, seja possível ter acesso às informações completas da mercadoria e checar a regularidade fiscal.

Ainda em avaliação no Confaz, pleitos sobre a digitalização de documentos fiscais, para obter segurança da informação e promover a logística sem papel, e a regulamentação para implementar lockers e pick-up points, para melhorias no processo de vendas, a fim de gerar uma experiência positiva ao consumidor.

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Estudantes querem melhorias no ensino online, aponta estudo

Maior empresa de aprendizagem do mundo, a Pearson acaba de divulgar os resultados da segunda edição da Global Learner Survey, pesquisa anual que ouve milhares de estudantes em diversos países para identificar suas percepções e expectativas sobre o futuro da aprendizagem. As descobertas deste ano apontam para uma compreensão geral de que a pandemia do novo coronavírus deixará marcas permanentes na educação, com maior presença de formatos online em todos os níveis de ensino e uma nova realidade de trabalho moldando o que e como as pessoas aprendem.

O estudo mostrou que quase 80% das pessoas acreditam que os ensinos fundamental, médio e superior irão mudar fundamentalmente por causa da pandemia, e quase 90% dizem que a aprendizagem online fará parte desses três níveis educacionais. Com 90% dos respondentes também afirmando que as pessoas precisarão estar mais confortáveis trabalhando à distância e em ambientes altamente digitais, é crescente a percepção de que a educação está se tornando mais “self-service”, especialmente em países como Índia e Brasil. Por aqui, 90% dizem que as pessoas precisarão assumir maior responsabilidade sobre o que aprendem para suas carreiras. Recursos online de aprendizagem, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e preocupação com letramento digital despontam como tendências globais no que diz respeito à preparação para um novo mundo do trabalho.

Assim como no ano passado, a Pearson conduziu o estudo em parceria com a Harris Insights & Analytics, um dos mais importantes institutos de pesquisa do mundo, com o objetivo de coletar opiniões de estudantes de todas as faixas etárias sobre assuntos como educação básica, ensino superior, carreira, futuro do trabalho e tecnologia. Foram ouvidas 7 mil pessoas com idades entre 16 e 70 anos em 7 países: Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

“A pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças muito profundas e imediatas para os cenários de educação e trabalho ao redor do mundo”, afirma Juliano Costa, vice-presidente de Produtos Educacionais da Pearson para a América Latina. “O fato de as pessoas perceberem que algumas dessas mudanças são permanentes ocorre porque muitas delas não são inesperadas, mas apenas chegaram antes do que se previa. A Covid-19 acelerou alguns processos de transformação que já vinham ocorrendo, e agora instituições educacionais e empregadores têm a missão de responder rápido e capacitar os profissionais de hoje e de amanhã para se adaptarem a essa realidade”.

Outras descobertas da Global Learner Survey incluem:

• A confiança na educação está crescendo. Em um mundo incerto, as pessoas buscam depositar sua fé em algo – e elas ainda acreditam que educação gera oportunidades. 70% dos respondentes globais veem a educação formal como um importante impulso para o sucesso na vida, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado. No Brasil, esse número é ainda maior: 84%, uma variação de +1% em relação a 2019. Apesar disso, ainda há certo ceticismo em relação a faculdades e universidades. As pessoas em geral valorizam o ensino superior, com 60% afirmando que você precisa de um diploma para ter sucesso na vida. No entanto, 64% globalmente e 67% no Brasil acreditam que essas instituições não estão em sintonia com os estudantes. Enquanto isso, a confiança no ensino profissionalizante está crescendo, com 72% das pessoas – 4% a mais que no ano passado – afirmando que uma formação desse tipo tem mais chance de levar a um bom emprego do que um diploma universitário. No Brasil, esse crescimento foi de três pontos percentuais, de 65% para 68%.

• Os estudantes querem melhorias no ensino online. Apesar de terem expressado frustração com o ensino online no início da pandemia, os estudantes acham que essa modalidade veio para ficar – e, por isso mesmo, querem que ela melhore. 67% dos respondentes (75% no Brasil) dizem que as instituições educacionais são menos eficazes no uso da tecnologia que outros setores, como o de saúde e o bancário. Eles esperam que isso mude, com 88% globalmente (e 91% no Brasil) afirmando que essas instituições deveriam aproveitar a tecnologia para maximizar o aprendizado. Quando se trata de direcionamento para investimentos públicos em educação, a disponibilização de tecnologia para estudantes desfavorecidos e a preparação de escolas para o ensino online aparecem como prioridades em todos os países pesquisados.

• A preocupação com equidade na educação ganha destaque. O problema da desigualdade está mais palpável para os estudantes, que percebem que obter educação de qualidade está mais desafiador para eles, seus entes queridos e suas comunidades. 70% dos respondentes estão preocupados com a possibilidade de que a pandemia aprofunde a desigualdade entre estudantes do ensino básico. Esse número é ainda maior no Brasil, chegando a 78%. Por aqui, 74% das pessoas acreditam que o ensino online tem o potencial de ampliar o acesso à educação de qualidade, mas 90% enxergam que nem todo mundo tem acesso à tecnologia necessária para aprender nessa modalidade. 89% dos brasileiros veem um aumento na distância entre as crianças que têm acesso à tecnologia e as que não têm, e 92% acreditam ser importante que as escolas façam mais para combater a desigualdade econômica e digital entre os alunos.

• A Covid-19 mudou a percepção das pessoas sobre trabalho e habilidades. Uma economia massivamente transformada pelo desemprego e pela tecnologia não é mais coisa do futuro. Essa cenário está aqui agora. As pessoas perceberam que o universo do trabalho está mudando ainda mais rápido que antes, e há urgência para adquirir as habilidades necessárias para a empregabilidade em um mundo digital. 76% dos brasileiros dizem que a pandemia os levou a repensar suas trajetórias profissionais, e 59% temem que terão que mudar de carreira por causa dela. 86% afirmam ter aprendido que o trabalho em home office demanda um conjunto diferente de habilidades. Globalmente, 89% dos respondentes dizem que as pessoas precisarão desenvolver mais habilidades digitais, como colaboração virtual, comunicação, análise de dados e gerenciamento remoto de equipes.

• Os estudantes esperam que as universidades assumam um papel de liderança na solução dos problemas econômicos causados pela pandemia. O ensino superior está diante de uma oportunidade real de ajudar as pessoas a voltarem a trabalhar e se tornarem mais economicamente resilientes. 77% dos respondentes da pesquisa acreditam que as universidades focam exageradamente em alunos tradicionais, e que deveria haver mais opções para adultos que trabalham. No Brasil, esse número chega a 80%, dois pontos percentuais a mais que no ano passado. 86% globalmente e 88% dos brasileiros dizem que as universidades precisam fazer mais no sentido de treinar e requalificar trabalhadores desempregados. Entre os soluções esperadas, estão o oferecimento de cursos mais curtos e alternativas de menor custo para quem está sem emprego.

Para acessar a íntegra da Global Learner Survey, visite o site http://www.pearson.com/news-and-research/the-future-of-education/global-learner-survey.html

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Gartner: 65% da população mundial terá dados pessoais protegidos por regulamentações de privacidade até 2023

Em 2023, 65% da população mundial terá seus dados pessoais protegidos por algum tipo de regulamentação de privacidade digital, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que está entrando em vigor no Brasil. Esta é a projeção da mais recente pesquisa do Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, que indica um crescimento exponencial comparando com os dados atuais, uma vez que, em 2020, apenas 10% da população está protegida digitalmente por algum tipo de norma ou lei.

“Com mais países implementando leis de privacidade baseadas no regulamento da GDPR (General Protection Data Regulation, em inglês), é fato que o mundo caminha para adotar a linha europeia como o padrão global para lidar com informações pessoais”, diz Nader Henein, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner. “Os órgãos de controle estão instituindo normas de privacidade que buscam paridade com o GDPR. Esses regulamentos permitem que países inteiros estejam mais próximos de alcançar a adequação com a União Europeia, onde suas empresas podem se beneficiar de um mercado maior e com o novo status de ‘confiável’.”

Segundo o Gartner, ainda que algumas organizações ainda se mantenham concentradas na otimização de custos por conta da pandemia global COVID-19, é fundamental que as companhias incorporem o quanto antes as novas necessidades de um cenário de privacidade em rápida evolução na estratégia de dados de seus negócios. “Os líderes de gerenciamento de segurança e risco (SEM – de Security and Risk Management, em inglês) precisam ajudar suas empresas a adaptarem as práticas de tratamento de dados pessoais sem expor os negócios a perdas por meio de multas ou danos à reputação”.

Os analistas do Gartner alertam que os líderes de Segurança e Gestão de Risco precisam implementar o quanto recursos que suportem o aumento do volume de dados, assim como maior variedade e velocidade para os controles, implementando um programa completo de privacidade que seja capaz de gerenciar três estágios na gestão de informações: Estabelecimento, Manutenção e Evolução.

1) Estabelecimento – Segundo o analista Henein, o primeiro estágio para a implementação de programas de privacidade nas empresas é o Estabelecimento, no qual são mapeados recursos básicos e tecnologias para a condução de um programa de gerenciamento de dados. Esse mapeamento é necessário para qualquer companhia voltada para os clientes e que processe informações pessoais. Isso inclui a descoberta e o enriquecimento que permitem que as empresas estabeleçam e mantenham registros de riscos à privacidade.

2) Manutenção – O estágio seguinte, o de Manutenção, no qual as organizações dimensionam seus programas de gerenciamento de privacidade. Esse passo se concentra na administração contínua e no gerenciamento de recursos necessários para a realização das análises. Isso inclui melhorar o tempo de respostas a incidentes que violem dados pessoais, bem como trazer automação para avaliações de impacto de privacidade.

3) Evolução – A etapa de Evolução inclui ferramentas especializadas, buscando recursos que que se concentram na redução do risco de privacidade com pouco ou nenhum impacto no uso de dados. Um dos recursos mais populares permite que as organizações extraiam insights sobre seus consumidores de grandes bases de dados sem expô-los a riscos excessivos de privacidade. Esse tem sido um recurso crítico para as equipes de marketing.

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45% dos profissionais aproveitam o tempo em casa para buscar cursos de qualificação

Profissionais e estudantes têm aproveitado o período em casa para se prepararem ainda mais para o mercado de trabalho. É o que mostra levantamento realizado pela Catho com mais de 7 mil pessoas, em que 45% dos respondentes disseram estar buscando cursos de qualificação, enquanto que 28% afirmaram que estão participando de palestras, webinars e workshops durante a pandemia.

Pensando em contribuir para o aperfeiçoamento desses profissionais e com o objetivo de apresentar conteúdos e mostrar como se destacar no mercado de trabalho, a Universidade Paulista (UNIP) e a Catho promovem, nesta quinta-feira (24), o Workshop Empregabilidade de Sucesso da Teoria à Prática, com participação totalmente gratuita e transmissão on-line por meio da plataforma Zoom.

“Mesmo com a delicadeza deste momento, é importante se manter atualizado e acumular aprendizado. Por isso, entendendo o papel de liderança que possuem, a Catho e a UNIP se unem para dar suporte e orientação para que os profissionais se adaptem e se qualifiquem independentemente da área em que atuam”, destaca a gerente sênior da Catho, Bianca Machado.

Com programação relacionada à empregabilidade e como se desenvolver profissionalmente, o evento contará com palestras da gerente sênior da Catho, Bianca Machado e de renomados docentes da UNIP, e abordará temas como o atual cenário de contratações, competências em alta, dicas para o currículo e os desafios e as oportunidades no mercado de trabalho pós-pandemia.

Para a vice-reitora da UNIP, Marilia Ancona Lopez, as competências básicas para o desempenho da função profissional já não são suficientes para garantir a empregabilidade. “É preciso buscar atualização constante, possuir muitas habilidades, ser capaz de compreender a cultura organizacional e saber trabalhar em equipe. Criatividade, liderança, empenho e qualificação são indispensáveis.”

Evento: Workshop Empregabilidade de Sucesso da Teoria à Prática.

Data: 24 de setembro de 2020

Horário: 15h às 18h30

Para conferir a programação na íntegra e realizar sua inscrição acesse a página do evento .

NTT DATA e everis abrem inscrições para o 11º Concurso de Inovação Aberta

A NTT DATA, empresa líder em serviços de TI, e a everis, sua consultoria multinacional de negócios e TI, anunciam o lançamento da 11ª edição do Concurso Internacional de Inovação Aberta. Este ano, com o apoio da Microsoft e da JETRO São Paulo, respectivamente, empresa líder em tecnologia global e órgão do governo japonês para promoção comercial Brasil – Japão, convidam startups de negócios de todo o Brasil a enviarem suas ideias de novas tecnologias que podem tornar o mundo um lugar melhor. Os interessados podem se inscrever até 16 de outubro.

“Nesses cinco anos recebemos mais de 150 projetos inovadores nas etapas brasileiras do Open Innovation Contest. Agora, abrimos as inscrições para uma nova edição, com a finalidade de promover o contato e a geração de negócios entre nossos clientes, startups e as capacidades do grupo NTT DATA. Estamos com ótimos apoiadores e jurados, executivos de empresas renomadas, que irão nos ajudar na colaboração com startups que tenham potencial para solucionar os desafios e tendências dos setores relacionados”, explica Roberto Pereira, Head de Inovação da everis Brasil. O vencedor do concurso de Inovação Aberta tem a oportunidade de ampliar seu networking com autoridades e formadores de opinião locais e mundiais nos mais diversos setores relacionados à tecnologia. 

Danni Mnitentag, Vice-Presidente de Canais e Parcerias da Microsoft Brasil, afirma que a decisão de se tornar parceiro desta iniciativa da NTT DATA e da everis se baseou no compromisso comum às três empresas de investir em empreendedorismo, inovação e em soluções capazes de melhorar o ecossistema econômico e político dos países nos quais atuam. “Ficamos honrados com o convite para apoiar o concurso que representa uma excelente chance para as startups nacionais mostrarem seu talento em inovar e ajudar a transformar os negócios de diversos setores em benefício do mercado e da sociedade”, reforça Mnitentag.

A NTT DATA lançou o Open Innovation Contest em 2014, com o objetivo de promover o desenvolvimento de novos negócios por meio da inovação aberta. Neste 11º concurso, a ideia é incentivar a criação de novos negócios globais, apresentando desafios para áreas que deverão crescer como negócios digitais, como Cidades Inteligentes, Saúde Digital e Tecnologia Exponencial. No Brasil, onde o concurso é realizado com o apoio da everis, as startups poderão inscrever seus projetos em diferentes categorias da competição com o intuito de contribuir para o desenvolvimento dos seguintes setores:

Financeiro – podem ser encaminhados projetos que visam inclusão e educação financeira, geração de novos serviços financeiros, segurança digital e prevenção de fraudes.

Telecomunicações – há interesse em soluções para inteligência de inventário, movimentação e rastreamento de itens relevantes em estoque, de conectividade, de IoT para agrobusiness, bem como projetos autônomos e inteligentes para diagnóstico e manutenção de redes (eficiência operacional de campo).

Utilities e Energia – podem ser inscritos projetos que potencializem o conhecimento sobre o perfil do consumidor final, quanto aos hábitos familiares quanto aos consumos, e que ajudem no engajamento destes clientes, além de mitigação de fraudes na rede elétrica, reduzindo perda energética.

Varejo e Bens de Consumo – são considerados interessantes projetos para realização de ações diretas ao consumidor, novas logísticas que auxiliem nas entregas de “última milha”, modelos de colaboração e novos serviços para todos os elos da cadeia Indústria.

Para evitar a disseminação do novo coronavírus, este ano os eventos para anunciar os finalistas nos 14 países participantes e o vencedor do 11º concurso serão realizados on-line. O evento de anúncio dos finalistas brasileiros será realizado no dia 24 de novembro, . Em todo o mundo serão feitas seleções regionais de qualificação, com os vencedores sendo apresentados no “Grand Finale”, que acontece em 29 janeiro de 2021.

“A NTT DATA utiliza a experiência adquirida por meio deste concurso, assim como as empresas do grupo, o ecossistema de inovação e outras redes para alcançar um “win-win-win” entre as startups, os clientes e nossa equipe. Por isso, nós continuaremos apoiando a criação de novas empresas com foco em infraestrutura social e faremos todas as análises e eventos por meio de ferramentas on-line a fim de garantir a continuidade da iniciativa e a participação de um maior número de interessados, respeitando o bem-estar e a saúde de todos os envolvidos”, diz Kaz Okada, Senior Expert Open Innovation and Business Incubation NTT DATA Corporation.

Em 2019, 40 startups se inscreveram no Open Innovation Contest e a expectativa para este ano é ainda maior. Na edição anterior, por exemplo, destacaram-se as vencedoras Looqbox e a Mindify. A Loogbox ganhou ao apresentar sua solução de visualização de dados, que permite maior clareza na hora da tomada de decisão, atuando de modo prático como um “Google para empresas”, que fornece uma ferramenta com layout simples no qual os usuários podem  pesquisar o que necessitam dentro da infraestrutura da empresa. A Mindify, por sua vez, se destacou com seu software para automação e gestão de protocolos de medicina, baseado em evidências e otimizado para reduzir a burocracia e estimular diagnósticos precoces.

Histórico

Os negócios digitais expandiram para todos os setores da economia e continuam avançando ao mesmo tempo em que incorporam uma gama de tecnologias inovadoras. Este concurso permitiu à NTT DATA analisar propostas de negócios de mais de 1.500 empresas líderes em empreendimentos, realizando mais de 20 casos de comercialização de negócios em diversas áreas. Neste concurso, a NTT DATA vai colaborar com as empresas do grupo em todo o mundo para analisar possíveis parcerias e estabelecer rapidamente negócios com as startups.

Avaliação da colaboração potencial após o concurso

As equipes globais da NTT DATA avaliarão uma possível colaboração com as startups que demonstrarem sinergia com a NTT DATA. Em seguida abordaremos o cliente com uma Prova de Conceito (PoC) e outras soluções. A NTT DATA fornecerá até US$ 100 mil como apoio à PoC para cobrir os custos associados às viagens, operações e hardware/software.

Para mais informações e como se inscrever, acesse http://oi.nttdata.com/en/contest ou envie uma mensagem para OfficeofCTO@nttdata.com.

Empresas parceiras do grupo e mercados para o 11º Concurso de Inovação Aberta
Início do período de inscriçãoSexta-feira, 04 de setembro de 2020
Término do período de aplicaçãoDe acordo com o país sede. No Brasil será no dia 16 de outubro
Evento on-line para anúncio dos finalistasTerça-feira, 24 de novembro de 2020
Temas do concursoCidade Inteligente, Saúde Digital, e Tecnologia Exponencial para os setores financeiro, de telecomunicações, utilities e energia, varejo e bens de consumo.
Evento de anúncio do vencedor do OICO vencedor será anunciado em um evento on-line no dia 24 de novembro. Após as seleções regionais, as empresas vencedoras de cada região serão convidadas para participar da “Grand Finale”, que será realizada em 29 de janeiro de 2021.
Informações e procedimento de inscrição no concursoAs inscrições somente serão aceitas se enviadas pelo website. As informações sobre o concurso estão sujeitas a alterações sem aviso prévio, portanto, consulte o site oficial. Site oficial do concurso (inglês):https://oi.nttdata.com/en/contest/

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Airbnb lança ferramenta de dados e insights para governos

Há vários anos, o Airbnb tem feito parcerias com centenas de cidades, estados e países do mundo todo — de Seattle e Hamburgo, à Cidade do Cabo e Porto Seguro, do Japão a Vancouver — para fomentar o turismo responsável e sustentável, que traz benefícios para as comunidades locais.

Em nosso trabalho conjunto, agora no contexto pós-pandemia, temos aprofundado as iniciativas de parceria para apoiar as autoridades em suas estratégias para a alavancar o turismo e estimular a recuperação econômica. Nesse sentido, anunciamos hoje o Portal da Cidade, uma ferramenta online do Airbnb desenvolvida para conexão direta de governos e secretarias de turismo que inclui acesso a insights e dados relacionados ao setor turístico.

Os dados oferecidos incluem informações sobre as características do mercado de locação por temporada. Assim, os parceiros de turismo podem, por exemplo, ver de onde vêm os hóspedes que viajam para a sua região e ajustar suas estratégias.

O Portal da Cidade está sendo lançado com mais de 15 cidades-piloto e secretarias de turismo em sua primeira fase. Entre os parceiros está o Estado de São Paulo, pioneiro na América Latina, ao lado de outras cidades como Buffalo, Palm Springs e São Francisco, nos Estados Unidos, Vancouver e Calgary, no Canadá, Cracóvia (Polônia), região da Toscana (Itália) e Wesgro (África do Sul).

“O Airbnb está comprometido em oferecer soluções inovadoras na parceria com o Estado de São Paulo e o Portal será uma ferramenta importante para planejamento na retomada do turismo e da economia”, disse Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo.

Continuaremos a desenvolver o Portal da Cidade a partir da entrada de novos destinos turísticos para entender como os parceiros estão se relacionando com a ferramenta e adicionar outros recursos.

“Criamos esta ferramenta com as cidades, e nosso objetivo é garantir que ela funcione para grandes e pequenas cidades e seja adaptável a diferentes necessidades. A maneira como vivemos e viajamos continua mudando. O Portal da Cidade do Airbnb tornará mais fácil para cidades de todos os tamanhos trabalharem conosco e se beneficiarem de nossa comunidade”, disse Brian Chesky, cofundador e CEO da Airbnb.

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FEBRABAN inaugura Laboratório de Segurança Cibernética

Com investimento inicial de R$ 6 milhões, espaço promoverá treinamentos para equipes de bancos, simulações, compartilhamento de informações técnicas e avaliação de prestadores de serviços em linha com a estratégia de aprimoramento contínuo dos sistemas de defesas das instituições

Para unir forças em ações de prevenção, identificação e combate ao crime digital, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugura hoje (23) as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permitirá que as instituições financeiras melhorem a eficiência de compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

O Laboratório está localizado em São Paulo e contará com as tecnologias mais avançadas disponíveis na área de inteligência e simulação. As atividades serão desenvolvidas com base em quatro frentes: Treinamento, Simulação, Inteligência e Padronização.

Inserida no Planejamento Estratégico da Federação, a criação do Laboratório de Segurança Cibernética foi iniciada em julho do ano passado e visa promover melhorias contínuas para o Sistema Financeiro Nacional. Também acompanha o crescimento significativo das transações eletrônicas, como demonstrou a última pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. O estudo revelou que as operações cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de transações. Deste total, 63% são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking.

A criação do laboratório também contemplará os princípios da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada em fevereiro de 2020, que apresenta os rumos que o Governo Federal considera essenciais para que o País, a sociedade e as instituições se tornem seguros e resilientes no uso do espaço cibernético; e também as resoluções já publicadas pelo Banco Central.

As atividades do Laboratório de Segurança Cibernética atenderão inicialmente os 14 bancos que participam na Comissão Executiva de Segurança Cibernética da FEBRABAN, mas, ao longo do tempo, outras instituições poderão participar das ações e atividades do espaço. São eles: Banco Alfa, Banco do Brasil, Banco BV, Banco PAN, Banco XP, Bancoob, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, J. P. Morgan e Safra.

“É fundamental trabalhar de forma conjunta para a troca contínua de informações técnicas e de inteligência entre as instituições financeiras. Nosso laboratório é um espaço que fortalecerá a cooperação entre os bancos associados, incentivará treinamentos e buscará soluções inovadoras e o uso tecnologias de ponta para fortalecer os sistemas e equipes de defesa das instituições”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. Ele ressalta que os bancos investem R$ 2 bilhões por ano em segurança da informação. “É importante garantir e mostrar aos nossos clientes que a experiência com o seu banco ocorre com total segurança”, acrescenta.

O investimento feito para o lançamento do laboratório foi de R$ 6 milhões, voltados para a montagem do espaço físico, além de aquisição de equipamentos, infraestrutura de tecnologia, programas de simulações de ataques virtuais e a contratação de uma consultoria, que nesta fase será feita pela Accenture.

Quatro frentes

Os treinamentos serão focados em segurança cibernética com conteúdo prático direcionado aos profissionais técnicos e de gestão das instituições financeiras, explica Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN. O primeiro treinamento ocorreu entre 31 de agosto e 4 de setembro, antes mesmo do lançamento, e contou com a participação dos bancos integrantes da Comissão Executiva de Segurança Cibernética da entidade.

Nesta frente de atuação do laboratório, o objetivo é formar cerca de 80 profissionais por ano em diversos níveis de treinamento. “Serão promovidos exercícios de defesa no espaço cibernético e estimuladas práticas que tragam respostas a incidentes virtuais. O combate aos crimes cibernéticos exige profissionais constantemente capacitados”, afirma Vilain. “Esperamos contribuir com a capacitação de equipes para respostas à incidentes, criando, assim, um ambiente favorável de trabalho coletivo entre as instituições bancárias”, acrescenta.

Nas simulações entre os participantes do laboratório serão trabalhados cenários de situações de ataques cibernéticos em grupos de forma técnica e estratégica. A primeira simulação será feita após a volta das atividades presenciais, e o objetivo da entidade também é promover ciclos trimestrais para as ações. Inicialmente, o Laboratório terá a capacidade de realizar até 4 simulações integradas por ano com as ferramentas mais modernas disponíveis no mundo.

Na frente Inteligência, as instituições farão uso estratégico de informações e dados de ameaças e atividades criminosas ocorridas em outros países. Os integrantes do Laboratório vão ter acesso a relatórios técnicos exclusivos sobre estas ameaças e ainda informações atualizadas sobre segurança cibernética para o segmento financeiro.

E na frente Padronização, os profissionais irão analisar fornecedores que atendem o Sistema Financeiro Nacional. O objetivo é que a entidade crie um manual de boas práticas para que sejam observados os critérios de atuação de fornecedores no sistema financeiro.

“A entrada em operação do Laboratório de Segurança Cibernética é mais uma ação que demonstra o comprometimento dos bancos com o aprimoramento constante dos sistemas de segurança das instituições, que buscam garantir a eficiência das operações financeiras cotidianas de milhões de brasileiros, e também é a consolidação do setor no uso da tecnologia para as transações bancárias”, acrescenta Isaac Sidney.

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Unidas anuncia união com Localiza para se tornar referência em mobilidade

As empresas Unidas e Localiza anunciaram nesta quarta-feira (23/09) a intenção de unir suas operações, em um movimento que prevê a criação de uma companhia referência mundial em mobilidade, com maior oferta de aluguel de veículos, gestão de frotas corporativas e carros por assinatura.

A operação, que está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como por assembleias de acionistas, dará origem a uma nova empresa que terá como missão garantir mais acesso à mobilidade, segmento que vem evoluindo de maneira constante e acelerada. Se aprovada, a transação ocorrerá por meio da incorporação de ações, com a estrutura composta pelos acionistas de ambas as companhias.

“O mercado de aluguel de carros é altamente competitivo, com mais de 10 mil locadoras, e se renova a cada momento. A união das duas companhias contribuirá para a criação de uma operação mais robusta, garantindo assim mais acesso à mobilidade e acompanhando a evolução e os desafios do segmento”, afirma Luís Fernando Porto, CEO da Unidas.

A nova empresa deverá contar com uma frota consolidada de mais de 468 mil veículos, presença em 404 cidades e atuação na América do Sul, em países como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Em relação aos destaques financeiros, a receita da empresa combinada nos últimos 12 meses foi de R$ 14,3 bilhões e o valor de mercado consolidado, de R$ 48 bilhões.

“Com a empresa combinada teremos ainda mais força para alavancar nosso crescimento de forma competitiva e ampliar a oferta de novas soluções, potencializadas por ganhos em capacidade tecnológica e de inovação, o que garantirá a melhor experiência a partir do uso eficiente e inteligente da frota”, acrescenta Porto.

Em relação à governança, tanto Unidas quanto Localiza têm suas ações negociadas no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da B3, destinado exclusivamente às companhias que voluntariamente adotam as melhores práticas de governança.

Responsabilidade socioambiental

Segundo o CEO das Unidas, além das sinergias previstas a partir da aprovação do processo de união, a expectativa é de que a soma de esforços seja convertida também em benefícios para a sociedade.

Entre outros projetos, a Unidas é responsável pelo programa “Unidos por um Mundo Melhor”, que promove anualmente com seus colaboradores voluntários ações de incentivo à educação técnica de jovens, com mais de 6,4 mil pessoas assistidas, além de apoio a ONGs que cuidam de crianças e idosos, oferecendo suporte para 14 creches e asilos. O programa também trata das questões ambientais e tem 100% das emissões de carbono da sua frota neutralizadas.

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Digital: um tema para o amanhã que se tornou uma demanda para ontem

Por Roberto Carvalho, Vice-Presidente da Dynatrace América do Sul

            Durante muito tempo, a Transformação Digital foi considerada uma prioridade para o futuro dos negócios. Não por acaso, segundo diversas pesquisas internacionais, a definição de uma estratégia de digitalização das operações era figura constante como uma das três maiores demandas dos CEOs nos últimos anos. Mas a realidade mudou mais rápido do que qualquer plano, e a urgência para colocar as inovações em prática tomou conta do mercado. Em tempos de pandemia do coronavírus, ser digital deixou de ser um tema para o amanhã para se tornar uma demanda para ontem.

            Para entender esse cenário, basta notar quantas empresas tiveram de mudar seus processos e estruturas de negócios de um dia para o outro. E quantas companhias acabaram ficando na mão no meio dessa migração. Afinal de contas, apesar da Transformação Digital ser há tempos um assunto recorrente no ambiente corporativo, a verdade é que quase ninguém estava pronto para a mudança que aconteceu.

            O fato é que, com a crise do Covid-19, todas as empresas tiveram que, de algum modo, acelerar suas jornadas de digitalização. A condição atual, todavia, tem trazido à tona uma série de novos paradigmas em relação ao uso da tecnologia. Um deles, sem dúvida, é de que sem visibilidade não há transformação digital.

            Evidentemente, não se trata apenas de conferir dashboards com números sobre o funcionamento da infraestrutura de hardware e software nas áreas de TI. É preciso ir além, com o que o chamamos de Observability, que nada mais é do que elevar a inteligência prática para monitorar e gerenciar a performance real das aplicações, avaliando proativamente as ferramentas, de acordo com a real necessidade das operações.

            É bom deixar claro, contudo, que o Observability não é uma questão que surge no mundo pós-pandemia. Há alguns anos, pesquisas do Gartner já indicavam que cerca de 60% das empresas poderiam sofrer algum tipo de falha grave em suas operações digitais até este ano, justamente por conta da incapacidade de mapear, identificar e gerenciar potenciais riscos e problemas. Ou seja, não é a disseminação do vírus que torna o Observability realmente imprescindível. É a própria aceleração da Transformação Digital que exigirá das companhias essa capacidade de observação aprimorada.

            De todo modo, é inevitável dizer que as restrições impostas pela disseminação do coronavírus ampliaram ainda mais a pressão sobre as equipes de TI, colocando praticamente todos os resultados das companhias em cima de serviços digitais – que, portanto, precisam ser entregues sempre com máxima performance. Exatamente por isso, é bastante claro que o monitoramento se tornará ainda mais relevante para o sucesso dos negócios já em curto prazo, antecipando e mitigando qualquer tipo de incidente.

            Hoje, tão importante quanto ter uma loja virtual, por exemplo, é garantir que ela esteja em funcionamento ininterrupto, com uma experiência excelente para os usuários. Você já sentiu aquela frustração de tentar falar com o suporte de uma marca e descobrir que o sistema está off-line? É essa a sensação que todas as marcas têm de evitar provocar.

            Isso porque, no fim das contas, não se trata do funcionamento de um ou outro sistema de TI, mas sim do resultado entregue às pessoas. Com os usuários (clientes ou colaboradores) cada vez mais dependentes do mundo on-line, o objetivo dos líderes e equipes de TI precisará ser o de entender, mitigar e prever problemas para garantir a oferta da melhor experiência possível.

            O problema, por sua vez, é que prever quando as coisas vão sair errado não é uma tarefa simples. Com sistemas e aplicações mais complexas surgindo a cada dia, monitorar as entregas e entender as diretrizes de cada área ou unidade de negócios tem se tornado uma tarefa humanamente impossível.

            É disso que se trata o Observability. A gestão de serviços de TI não pode ser mais reduzida às métricas e logs. É preciso também avaliar o contexto, as demandas e os processos exigidos pelas pessoas. A partir dessa análise é que se deve perguntar o que está atrapalhando a melhor performance para o usuário e o que está impedindo que as aplicações sejam realmente eficazes. De nada adianta conhecer as configurações de um sistema, sem a visão completa do ambiente – incluindo quem está usando a tecnologia.

            Em um mundo cada vez mais marcado pelo distanciamento e pelas incertezas, a pandemia do coronavírus acabou acelerando a digitalização de nossas vidas, ressignificando a hiperconexão como um ponto imperativo para empresas e clientes. No entanto, estar conectado é apenas um detalhe para a conclusão dos negócios em uma jornada efetivamente bem-sucedida. É hora, portanto, de garantir que tudo está realmente funcionando e entregando que nossas conexões estejam realmente entregando o melhor. Somente assim, executivos, técnicos e clientes poderão ter dias melhores nessa nova fase que será o ‘Next Normal’.

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