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Faturamento do agronegócio deve aumentar em até 25% este ano, diz KPMG

Uma pesquisa realizada pela KPMG apontou que, para 33% dos empresários do setor de agronegócio do Brasil, o faturamento das empresas que lideram deve aumentar entre 10% e 25% este ano. Segundo o estudo, outros 33% dos entrevistados esperam por um resultado próximo ao obtido no ano anterior. Essas são algumas das conclusões da “Pesquisa nacional sobre o impacto da covid-19 nos negócios” que avalia as perspectivas do mercado setorial durante a pandemia.

De acordo com os dados divulgados pelo levantamento, para 66% dos entrevistados o faturamento das empresas do setor cresceu nos meses de abril e maio deste ano, se comparado com o mesmo período do ano anterior. Já para outros 33%, no entanto, o nível de receitas obtidas permaneceu o mesmo nos dois meses.

“Apesar dos desafios enfrentados durante a pandemia, a pesquisa mostra que o setor de agronegócio, por ser fortemente demandado no Brasil, conseguiu sobreviver bem à crise durante esse período”, afirma o sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, André Coutinho.

Com relação à previsão de faturamento para o ano que vem, 33% dos empresários do setor acreditam que também haverá um aumento de 10% a 25%. Para outros 33% deles as receitas das organizações devem crescer mais de 25% no próximo ano.

“A pesquisa retrata não apenas a resiliência do agronegócio diante da pandemia, mas também a importância do setor para a retomada da economia do Brasil, com expectativas robustas de crescimento do faturamento para 2020 e 2021”, avalia a sócia-líder do setor de agronegócio da KPMG no Brasil, Giovana Araújo.

Sobre a pesquisa:

A “Pesquisa nacional sobre o Impacto da covid-19 nos negócios” foi feita no mês de junho, deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (6%); consumo e varejo (18%); energia e recursos naturais (12%); governo (4%); saúde e ciências da vida (2%); mercados industriais (11%); infraestrutura (8%); ONGs (2%); serviços (9%); setor financeiro (19%); e tecnologia, mídia e telecomunicações (9%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi 65,93% no Sudeste, 18,68% no Sul, 9,89% no Centro Oeste, 4,4% no Nordeste e 1,1% no Norte.

O conteúdo está disponível na íntegra no link:

http://home.kpmg/br/pt/home/insights/2020/07/pesquisa-nacional-impacto-covid-19-nos-negocios.html.

Uber lança plano de assinatura

Chega nesta terça-feira ao Brasil o novo e mais abrangente plano de assinatura da Uber até hoje. O Uber Pass reúne todos os serviços de intermediação digital que compõem a plataforma da Uber e é o mais recente passo da empresa rumo à meta de se tornar um app que faz parte do dia a dia de quem mora em uma cidade grande.

Por R$ 24,99 por mês, o assinante do Uber Pass recebe:
• Entrega grátis em todos os pedidos de Uber Eats de mais de R$ 30;
• Entrega grátis em todos os pedidos de Cornershop de mais de R$ 100;
• 10% de desconto em todas as viagens de UberX, em qualquer cidade do país;
• Atendimento preferencial nos canais de suporte da Uber.

E, para comemorar a novidade, quem assinar o plano dentro dos próximos 30 dias ainda vai ganhar um mês de teste grátis e 10% de desconto em um pedido do Uber Eats.

“Acreditamos que o Uber Pass tem potencial para ser um divisor de águas na trajetória da Uber no Brasil”, diz George Gordon, diretor da Uber para a América Latina. “Com o Uber Pass, tanto o UberX quanto todos os outros serviços que fazem parte da nossa plataforma ficam mais acessíveis a um maior número de pessoas.”

“É muito promissor lançar um produto como esse em um momento em que todos nós estamos olhando para as nossas contas e controlando o orçamento”, completa. “As consequências da pandemia da COVID-19 estão cada vez mais reais, e a Uber tem um papel importante na recuperação das cidades e dos indivíduos.”

O UberX é o produto da Uber mais famoso no país, presente em mais de 500 cidades e com 22 milhões de usuários ativos.

O Uber Eats é a plataforma de delivery que mais cresce no mundo e, desde março, vem se reinventando para dar apoio aos restaurantes e entregadores parceiros atingidos pela pandemia e também para passar a atender novos setores da economia, incluindo lojas de conveniência, farmácias, pet shops e até floriculturas.

E a mais nova adição é a Cornershop, uma start-up integrada aos apps da Uber e do Uber Eats há menos de um mês e já presentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Recife, Goiânia e Campinas. Além do Brasil, a Cornershop também já está presente no Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru.

Inovação vai reter vírus em sistemas de ar-condicionado

Com a retomada gradual das atividades presenciais ao ambiente de trabalho, aumenta a preocupação em relação ao risco de contágio da Covid-19, principalmente em ambientes fechados onde há maior risco de transmissão do vírus. Diante desta necessidade, a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) está apoiando o projeto da parceria entre as empresas Loygus e Ecoloy para o desenvolvimento de um filtro capaz de dissipar cargas biológicas em ambientes refrigerados.

A inovação está sendo desenvolvida por pesquisadores da Unidade EMBRAPII – Senai Cimatec, referência como centro de pesquisa aplicada, e tem como objetivo criar um protótipo de filtro reutilizável a ser instalado em aparelhos de ar-condicionado para atuar como barreira no fluxo de ar e reter nanopartículas que tenham tamanhos próximos aos de agentes virais. Com a retenção, é possível evitar que estas partículas se espalhem pelo o ambiente por meio da ventilação artificial.

Atualmente, os modelos de ar-condicionado disponíveis no mercado possuem diferentes tipos de filtros, cada um com seu nível de eficiência, mas apenas atuando como barreira mecânica a poeiras ou partículas maiores suspensas no ar.

Segundo a pesquisadora Bruna Machado, do Senai Cimatec, esta solução vai suprir uma demanda da indústria, já que os equipamentos comerciais não retêm nanopartículas com essas características. “Esse projeto terá um grande impacto para evitar a disseminação de diferentes partículas virais, incluindo o SARS-CoV-2 (novo coronavírus), e dessa forma atuar como uma importante barreira para reduzir contaminações em diferentes ambientes e promover maior segurança para as pessoas”, afirma. “A nossa parceria permitirá o desenvolvimento de mais uma solução que beneficiará de forma direta a indústria e toda a sociedade.”

Outro ponto de destaque do projeto é a facilidade para ser implementado na linha de produção e escalável para os diversos modelos de aparelhos de ar-condicionado já existentes, quesitos fundamentais diante do cenário emergencial de pandemia.

Iniciativas EMBRAPII contra o Coronavírus

A EMBRAPII é uma Organização Social com contrato de gestão com os Ministérios de Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), Educação (MEC) e Saúde. A instituição adotou uma série de medidas que irão contribuir para o desenvolvimento de projetos emergenciais como este com o objetivo de viabilizar soluções que unam a pesquisa ao setor empresarial. Já são mais de 50 projetos apoiados no combate à pandemia. Tudo de forma rápida, flexível e sem burocracia.

Projeto da Coppe/UFRJ, apoiado por FURNAS, é selecionado para programa de empreendedorismo internacional do MIT

Projeto de inovação e empreendedorismo apoiado por FURNAS acaba de ser selecionado para o REAP, programa de aceleração de startups coordenado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). A iniciativa do Laboratório de Inovação Tecnológica (LabrInTOS) da Coppe/UFRJ tem o objetivo de estimular a criação e o desenvolvimento de startups focadas nos setores de energia e sustentabilidade e, com isso, transformar o Rio de Janeiro no “Vale do Silício” destas áreas, por meio da aplicação da metodologia do MIT REAP aos atores e contexto locais.

O investimento previsto para implementação do projeto é R$ 3,2 milhões. FURNAS aportará R$ 1,3 milhão. O restante dos recursos serão aportados por empresas do setor de energia e orçamento da União. A expectativa é, a partir do início da implementação das ações, atrair cerca de R$ 200 milhões em novos investimentos para o estado do Rio de Janeiro, incluindo inversões em startups, em projetos de P&D e difusão de novas tecnologias.

“A nossa participação no projeto selecionado pelo MIT REAP vai ao encontro da atuação da empresa no sentido de adotar iniciativas de inovação com o objetivo de desenvolver novos produtos, otimizar procedimentos e reduzir custos. Ao fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo de impacto na sociedade e ao mesmo tempo manter a relevância da empresa no mercado de energia, criamos uma relação de benefício mútuo entre empresa, iniciativa privada e sociedade”, declara Pedro Brito, presidente interino e diretor de administração de FURNAS.

De acordo com o presidente da Eletrobras Wilson Ferreira Júnior, participar de um projeto selecionado pelo MIT para acelerar a transformação do Rio de Janeiro por meio da energia e da sustentabilidade é, para a companhia, uma tradução perfeita da visão de futuro, descrita no Plano Estratégico para o período de 2020 a 2035: ser uma empresa inovadora, de energia limpa, reconhecida pela excelência e sustentabilidade. “Temos orgulho em transformar a realidade à nossa volta, enquanto perseguimos esta ambiciosa meta. Por isso a satisfação em ter nossa subsidiária FURNAS integrando tão importante iniciativa”, enfatizou.

Programa

Anualmente, o REAP seleciona até oito regiões do mundo para um programa de treinamento com dois anos de duração. O projeto selecionado deve engajar, desde o envio da proposta, os atores previstos pela metodologia: universidades, corporações, governo, empreendedores e investidores de venture capital, também conhecido como capital de risco ou capital empreendedor.

“O Rio de Janeiro é uma região com grande potencial. Temos condições para transformar o estado em um polo global de inovação nas áreas de energia e sustentabilidade com a ajuda do MIT REAP. Contamos com grandes empresas do setor – tanto em petróleo & gás como energia elétrica -, temos universidades de excelência nessas áreas e instituições governamentais fundamentais tanto para o setor de energia como para o apoio à inovação de maneira geral”, destaca Hudson Mendonça, coordenador e pesquisador do LabrInTOS, da Coppe/UFRJ.

O programa é dividido em quatro fases: diagnóstico, elaboração da estratégia de ação, implementação das ações e estratégia de sustentação. Ao completar o programa, os integrantes do grupo têm o compromisso de disseminar o conhecimento na região selecionada, que passa a fazer parte do REAP Global. Estão previstos, ainda, a criação do programa pesquisador empreendedor e um espaço onde se concentrarão as startups aceleradas na iniciativa.

Uma das principais oportunidades será a criação de novas startups focadas nos setores de energia e sustentabilidade. Hoje, das 12.700 startups da base da ABStartups (Coppe/UFRJ), apenas 157 são ligadas a esses setores, em todo o Brasil.

Foco em inovação

Com 63 anos de operação e corpo técnico com expertise atestada na construção, operação e manutenção de 21 usinas hidrelétricas e 30 mil km de linhas de transmissão espalhados em 15 estados e o Distrito Federal, FURNAS quer ser reconhecida também por sua capacidade de inovação.

Incentivada pela atual gestão da empresa, foram criadas iniciativas e programas de inovação que já resultaram em mais de 80 projetos, parcerias com startups e entidades como o SENAI/RJ, além de um P&D com financiamento de R$ 30 milhões. Tudo isso para que a expertise do seu corpo técnico seja revertida em novos produtos e procedimentos que possam ser escalados para todas as unidades da companhia e até para outras empresas do setor elétrico.

“Incentivamos nossos colaboradores a adotar iniciativas de inovação e estabelecer uma nova forma de pensar, uma verdadeira cultura de inovação. FURNAS é uma empresa de técnicos que conhecem seu ofício de geração e transmissão de energia elétrica como poucos hoje nesse mercado. Foi necessário apenas um empurrão para que novas ideias e projetos começassem a surgir e já possamos colher os primeiros resultados”, reforça o Presidente Interino da empresa, Pedro Brito.

Representantes do Governo, empreendedores e investidores

A metodologia do MIT REAP exige a presença de pelo menos um dos participantes representando o Governo. Isso porque muitas ações estratégicas necessárias para o desenvolvimento de i-Ecossistemas são relacionadas a medidas governamentais. Nas edições passadas, 28% das ações estratégicas envolviam parcerias público-privadas e 12% estavam ligadas a políticas públicas. A formação do i-Ecossistema demanda, ainda, a inclusão de empreendedores e fundos de investimento.

Por que sua organização desafia as leis da física

Por Fernando Taliberti

Organizações são como seres vivos. Ambos desafiam as leis da termodinâmica e tentam reter a energia, cuja tendência natural da entropia é fazer com que se dissipe. Esse é um dos pilares da “Física Organizacional”, uma teoria proposta pelo livro de mesmo nome: Organizational Physics | The Science of Growing a Business (English Edition). Segundo o autor, Lex Sisney, há um paralelo entre as leis da física e o mundo das organizações, sendo estas, comparadas aos seres vivos: adaptativos, complexos, mas com energia finita, que tende a ser perdida.

As empresas precisam lutar contra esta tendência. Como? Se estruturando para não só evitar perda de energia, mas para ter condições de capta-la facilmente. Por exemplo: imagine um navio como uma organização, tendo o capitão como o líder. As velas capturam energia do ambiente para que o navio se mova, e o capitão deve integrar seus recursos e processos para evitar que a energia se perca com a deterioração do navio, dos motins e de outros eventos que podem prejudicar o seu avanço. Se a captura de energia for inferior à perda, a organização corre sério risco.

Depois de ler esta comparação, fica mais fácil enxergar exemplos de empresas com perda de energia, processos mal integrados e improdutivos, politicagem e uma estrutura organizacional ineficiente. Também fica claro como algumas organizações se estruturaram para captar energia do ambiente de maneira eficiente, com negócios de altas margens e escalabilidade (como Google) ou processos de aquisição de usuários exponenciais (como WhatsApp).

O autor apresenta ainda um framework de classificação de perfis pessoais, muito parecido com outras técnicas behavioristas, que ele intitula como as quatro forças da física organizacional: producer (força de execução), stabilizer (força de organização), inovator (força de criação) e unifier (força de unificação/alinhamento). A combinação destes perfis é necessária para o sucesso da organização, mas uma combinação um pouco diferente é ideal para cada estágio de vida da mesma. Por exemplo, no início da vida, quando está se criando um modelo de negócio, a força da inovação é crucial. Mais adiante, quando um playbook já está estabelecido e deve ser bem executado, producer é o perfil mais importante na liderança.

Este é um daqueles livros que muda a forma como você encara seu dia a dia, de uma forma prática e efetiva. Enxergar as perdas de energia que acontecem em volta e as dificuldades de capturar energia do ambiente não era tão fácil sem um framework como este. E saber como usar as forças disponíveis (ou buscar outros tipos fora) da organização pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Fernando Taliberti, fundador da Onyo, empresa de operações digitais de food service

Bayer anuncia nova liderança para a divisão agrícola no Brasil

Bayer anuncia mudanças em seu quadro de gestão da divisão agrícola no Brasil. Dessa forma, Gerhard Bohne, que atuava há 34 anos na empresa, deixa a liderança da divisão agrícola, encerrando um importante ciclo de intensa participação e protagonismo no agronegócio brasileiro. Ele permanecerá na empresa, pelos próximos meses, conduzindo o processo de transição.

A executiva Malu Nachreiner assume de forma imediata o cargo de Líder da Divisão Crop Science da Bayer no Brasil. Até o momento, ela estava à frente da área de Marketing na divisão para a América Latina. Malu é agrônoma, com mais de 15 anos de atuação na empresa, e já ocupou posições de liderança nas áreas de Vendas, Operações Comerciais e Marketing.

Outras mudanças também foram anunciadas com o objetivo de fortalecer a estrutura comercial de Crop Science, a fim de acelerar a tomada de decisões e intensificar o foco no cliente, visando contribuir para a permanência da Bayer na vanguarda da transformação digital para uma agricultura sustentável na América Latina.

Portanto, Mateus Barros, atualmente Líder da Climate LATAM, assume a liderança da recém-criada área: Digital & New Business Models LATAM. Essa nova função inclui atividades nas áreas de novos modelos de negócios como Carbono e OBP (Outcome Based Price), Ventures & Open Innovation, Small holders, Data Powerhouse, incluindo também a responsabilidade pelo negócio da Climate.

Para a liderança da Climate LATAM: Abdalah Novaes, atualmente responsável por Acesso ao Mercado na área de Marketing de Clientes Brasil. Luis Offa, atualmente líder da área de Estratégia Regional de Negócios, assume também a área de Marketing LATAM.

Banco Safra abre 20 vagas para profissionais de tecnologia

O Banco Safra está com 20 vagas abertas para o Technee, programa voltado a profissionais de tecnologia que buscam impulsionar sua carreira. Serão 36 meses focados no desenvolvimento de jovens talentos que vão ampliar ainda mais os projetos de tecnologia e negócios do banco. As inscrições vão até 18 de agosto de forma online: http://technee.across.jobs/.

Os profissionais que participarem do programa terão uma formação técnica com um parceiro educacional e também formação interna, com passagem pelas principais áreas de Tecnologia de um dos maiores bancos do país. Eles ainda terão acompanhamento de carreira feito por especialistas do Safra e tutoria com executivos do banco.

Além disso, os profissionais contratados vão contar com uma avaliação de performance e remuneração diferenciadas dentro de seu plano de carreira, participação nos lucros e resultados, plano de saúde e odontológico, gympass e outros benefícios.

Para se candidatar, é necessário ter experiência comprovada de ao menos três anos na área e já ser formado ou estar no último ano do curso, com disponibilidade para trabalhar em período integral a partir de outubro. As vagas são para São Paulo e voltadas às áreas de Desenvolvimento, Governança, Big Data e Analytics e Segurança da Informação.

Após a inscrição, os interessados vão passar por outras quatro etapas de seleção: testes online, entrevistas, hackathon e, por fim, entrevistas individuais. O início do programa com os selecionados será no dia 19 de outubro.

Estudo global identifica que 63% dos consumidores irão olhar o comportamento de uma empresa durante a Covid-19 antes de comprar seu produto

Em meio a tantas transformações, 80% dos consumidores revelaram que a pandemia mudou a forma como veem o mundo. O que ele compra e a forma como ele vê as marcas também está diferente: 63% deles irão olhar o comportamento de uma empresa durante a Covid-19 antes de comprar seu produto e 62% dizem que os produtos e serviços que antes pensavam que eram importantes não são mais.

Essas constatações fazem parte do estudo “Covid-19 Mindset: A colisão de questões – Segunda Onda”, produzido pela FleishmanHillard, por meio de sua área de pesquisa True Global Intelligence. O levantamento foi realizado em sete países (Estados Unidos, Reino Unido, China, Coreia do Sul, Itália, Alemanha e Canadá), entre 8 e 19 de junho.

“As marcas mais do que nunca precisam ser autênticas e vivenciarem os seus valores. Mostrar comprometimento em fazer o certo com compaixão, colocando as pessoas em primeiro lugar e demonstrando paciência e empatia enquanto os consumidores procuram recuperar seu próprio senso de controle, deverá ser o caminho a ser seguido pelas marcas que quiserem conquistar os consumidores”, explica Alessandro Martineli, diretor geral da FleishmanHillard Brasil.

Consumidores e funcionários vão exigir que os líderes da empresa usem a pandemia para repensar mais do que apenas expectativas financeiras e desafios imediatos, será necessário haver uma nova conversa, baseada em valores. Nesse sentido: responsabilidade compartilhada (58%), sacrifício compartilhado (58%) e valores compartilhados (46%) deverão ser as diretrizes para as empresas se posicionarem e resolver questões sociais.

O estudo também avaliou o sentimento das pessoas em relação ao cenário atual. O medo de que as restrições sejam reduzidas muito rapidamente e possam causar um aumento na taxa de infecção está presente em 71% dos participantes. Além disso, 56% veem as pessoas ao seu redor como mais perigosas do que antes (dado versus a primeira pesquisa realizada em abril 26%).

A expectativa de quando tudo voltará é de 50% dos entrevistados, em comparação ao mesmo estudo realizado em abril, o número dobrou. O tempo em que a vida levará a ser normalizada aumentou para 7 meses e meio, contra 4 meses e meio do primeiro levantamento.

Quando questionados sobre as expectativas de melhora, piora ou permanecer igual de oito diferentes situações como saúde, emprego e relacionamento, apenas 23% dos entrevistados acreditam que sua qualidade de vida geral será melhor nos próximos seis meses. Relacionamento com família e a amigos é o item com maior otimismo de melhora entre os entrevistados, com 29%. Situação financeira é o ponto em que os consumidores estão mais pessimistas, 34% acreditarem em uma piora.

“É interessante observar que o estudo foi realizado em sua grande parte em países em que as restrições estão mais brandas e os casos de certa forma controlados, e mesmo assim, as pessoas não se sentem seguras e nem estão otimistas em retomar rotinas como tínhamos antes”, diz Alessandro.

O estudo completo pode ser baixado por este link http://bit.ly/33Js1Er

Accenture anuncia aquisição da empresa brasileira Organize Cloud Labs

A Accenture (NYSE: ACN) anuncia a aquisição da Organize Cloud Labs, primeira empresa parceira na categoria Elite da ServiceNow na América Latina. A operação fortalece a ampla gama de ofertas de tecnologia da Accenture, além do profundo conhecimento em estratégia, migração, implementação e gerenciamento de cloud .

Juntas, a Accenture e a Organize Cloud Labs oferecem aos clientes acesso à mais ampla experiência no mercado local para promover inovação e transformação dos processos e das infraestruturas existentes. Com isso, as empresas encontram respostas às necessidades do usuário final no processo de sua transformação digital. A Organize Cloud Labs reúne um dos maiores números de certificações na plataforma ServiceNow na região. Esses profissionais se unem agora à prática global ServiceNow da Accenture.

“Esta aquisição aumenta nossa liderança na América Latina e fortalece a Accenture como líder global do ecossistema de ServiceNow”, comenta Leonardo Framil, presidente da Accenture para o Brasil e América Latina. “A Organize Cloud Labs acelera nossa estratégia de crescimento em ServiceNow, combinando conhecimento de indústria com especialização em nuvem.”

“A combinação da experiência global da Accenture com ServiceNow e as habilidades locais trazidas pela Organize Cloud Labs garantem aos clientes locais suporte para a resiliência dos negócios”, disse Paulo Ossamu, líder da Accenture Technology na América Latina.

A plataforma ServiceNow permite às organizações gerenciar fluxos de trabalho digitais para o crescimento dos negócios com processos dinâmicos e simplicados, permitindo que acelerem a transformação digital e fortaleçam a experiência de funcionários e dos clientes.

Com a aquisição, a Accenture aumenta seu portfólio regional de serviços de consultoria em User Experience e de soluções ServiceNow, como provas de conceito, design e planejamento de implementação e assistência, compondo uma oferta de serviços personalizada e completa.

A aquisição também permite à Accenture expandir seu programa de treinamento e workshops personalizados para profissionais e clientes das plataformas ServiceNow.

“Seja pelo ponto de vista pessoal, seja profissional, tem sido uma jornada incrível e satisfatória ajudar a desenvolver a vida de tantas pessoas”, comenta Leandro Torres, fundador da Organize Cloud Labs, que se torna líder da prática de ServiceNow da Accenture Technology na América Latina. “Temos orgulho de um time que cresceu e consolidou o conhecimento sobre a plataforma ServiceNow no mercado brasileiro. Com essa tecnologia aplicada, empresas de todos os segmentos e portes ampliaram a competitividade e a capacidade de encantar seus clientes e colaboradores. Agora, como Accenture, portfólio e presença geográfica se expandem absurdamente, trazendo capacidade de realização pessoal e profissional ainda maior”.

Desde sua fundação em 2014, a Organize Cloud Labs já atuou em mais de 50 projetos implementados com índice de satisfação dos clientes de 9.6 de 10, pelo sistema de avaliação da ServiceNow.

“A aquisição impulsiona, rápida e fortemente, a parceria da Accenture com a ServiceNow, o que significa levar a inovação para mais clientes, acelerando a adoção de jornadas digitais de excelência para o Brasil e América Latina”, diz Kátia Ortiz, presidente da ServiceNow no Brasil.

90% dos brasileiros estão mais propensos a comprar online produtos essenciais mesmo depois que diminuir a ameaça da Covid-19

A série de levantamentos Consumidor e Força de Trabalho da Salesforce realizado com mais de 3.500 pessoas em sete países, incluindo o Brasil, aponta dados comportamentais das pessoas em meio à pandemia do Covid-19.

De acordo com a terceira rodada do estudo, modelos de compra sem contato estão em alta entre os brasileiros. O relatório aponta que 90% dos brasileiros estão mais propensos a realizar a compra online de produtos essenciais, mesmo depois que diminuir a ameaça da Covid-19. Sobre as compras online, 47% dos brasileiros dizem estar realizando mais compras nesse modelo do que faziam antes da pandemia da Covid-19.

Outro ponto de destaque são as compras realizadas com meios de pagamento por aproximação – 47% dos brasileiros apontaram que estão utilizando este modelo. O delivery sem contato, em que o entregador deixa o produto na porta do comprador, está sendo utilizado por 46% dos brasileiros entrevistados.

As compras por redes sociais também estão entre os pontos de destaque entre os brasileiros. Quando questionados, 31% relataram estar comprando por essas plataformas mais que o habitual antes da pandemia, dado bem acima dos 17% da média global.

De acordo com os brasileiros entrevistados, 32% está comprando mais de pequenos negócios e 40% está mantendo a mesma frequência de antes da pandemia. Um reflexo do fechamento das lojas físicas é que 72% dos brasileiros dizem que estão comprando menos que o habitual nesses comércios.

Outros dados referentes ao modelo de compras são:

• 32% dos brasileiros estão utilizando mais os serviços de assinatura

• A compra online e com retirada na loja está sendo mais habitual para 33% enquanto 25% dizem que estão realizando este tipo de compra na mesma frequência de antes da pandemia.

Metodologia

Os dados são resultado de uma pesquisa feita com 3.542 trabalhadores de período integral e meio período nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil e Austrália entre os dias 1 e 2 de Julho de 2020.

Brasileiros somam R$ 3,37 trilhões em investimentos até o fim do primeiro semestre

Os investimentos dos brasileiros alcançaram R$ 3,37 trilhões até o primeiro semestre deste ano, uma alta de 3,2% em relação ao montante acumulado em dezembro de 2019. De acordo com a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o aumento se concentrou no segmento de varejo tradicional, que cresceu 10% no volume financeiro no período.

A alta foi puxada pelos depósitos do auxílio emergencial na poupança: a caderneta bateu recordes de captação em abril (R$ 30,5 bilhões) e maio (R$ 37,2 bilhões). Isso contribuiu também para o aumento de 17,5 milhões de contas-poupança no semestre, o que representa 90,6% das 19,3 milhões de novas contas do período.

“Foi um movimento unânime em todas as regiões do país. As contas foram criadas para pagamento do auxílio, mas vamos colher bons frutos desse movimento mais à frente, pois a poupança é a porta de entrada dos brasileiros para a formação de uma reserva de investimentos”, avaliou José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da ANBIMA, em entrevista coletiva online à imprensa nesta quinta-feira.

A região Norte foi a que liderou o crescimento percentual no número de contas no geral nos últimos 12 meses, com um aumento de 48,9%, totalizando 5,4 milhões de contas. Na sequência está o Sudeste, com 39,6% de variação, seguido por Nordeste (37,5%), Centro-Oeste (36,9%) e Sul (31,8%).

Formação da carteira

Esses aportes levaram a poupança a ganhar espaço na composição das carteiras, chegando a 68,8% das alocações do varejo tradicional. As ações também ampliaram participação: foram de 14,7% do volume do private, em junho de 2019, para 17,3% em junho de 2020. No varejo alta renda, as porcentagens desses papéis na carteira dos investidores cresceram de 6,6% para 8,1% e, no tradicional, de 1,2% para 1,4%, na mesma base de comparação.

Enquanto isso, os fundos de renda fixa bateram as menores participações históricas. A maior redução foi no varejo alta renda, de 36,1% em junho de 2019 para 27,1% em junho deste ano. No varejo tradicional, a queda foi de 13,5% para 11,1% da carteira e, no private, de 10,1% para 7,2%, nos mesmos períodos.

Variação do volume financeiro

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) foi o produto com maior variação do volume financeiro no semestre em todos os segmentos: cresceu 52,5% no private, 48,4% no varejo alta renda e 17,1% no varejo tradicional. “O CDB se caracteriza por ser um porto seguro, uma alternativa conservadora para o investidor em um momento de insegurança, como aconteceu logo no início da pandemia”, comenta Rocha.

As ações também tiveram variações positivas. Em relação ao primeiro semestre de 2019, esses produtos tiveram altas de 14,4%, no volume do varejo alta renda, e 11,7% no varejo tradicional. O resultado foi influenciado pela alta no número de investidores na B3. Em abril, a bolsa bateu recorde de 2 milhões de contas e, em junho, alcançou novo recorde de 2,6 milhões. “O movimento de baixa da taxa de juros faz com que as pessoas busquem um pouco mais de risco e alternativas de rentabilidade”, explica Rocha.

Crédito no private

Os empréstimos concedidos aos investidores pessoas físicas do private cresceram 18,8% na primeira metade deste ano: foram R$ 47,8 bilhões de recursos em junho. A destinação para capital de giro foi a que mais cresceu (56,6%), indo de R$ 4,5 bilhões em dezembro de 2019 para 7,2 bilhões em junho deste ano, seguida por fiança (24,5%) e imobiliário (24,2%).
“Percebemos uma corrida para tomada dos limites de crédito logo quando a pandemia começou no Brasil, pois havia um horizonte de incerteza pela frente”, comentou Rocha. Paralelamente, a isenção do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em empréstimos a partir de abril e a baixa na taxa de juros, com a Selic chegando a 2,25% em junho, estimularam a tomada de crédito.

Confira as estatísticas na íntegra: varejo e private.

O poder da empatia no bem estar das empresas

Por Celson Hupfer, doutor em psicologia social e CEO da Connekt

Cada vez mais a ideia de competitividade dentro das empresas tem ficado para trás. As organizações do mundo todo já notaram a importância de humanizar os processos, assim como ajustar a comunicação e as relações interpessoais, tanto com clientes como com os próprios colaboradores.

Historicamente, a sociedade tem se desenvolvido baseada em relações de abuso de poder, tanto o financeiro como o intelectual e o biológico. Entretanto, finalmente, começamos a discutir a empatia, ou seja, a atitude de colocar-se no lugar do outro.

Não há época mais propícia para colocarmos esta atitude em prática. Estamos atravessando um dos momentos mais frágeis do século. A crise, impulsionada pelo novo coronavírus, não escolheu gênero, classe ou região, ela veio e reconfigurou toda nossa vida, a rotina, a forma de trabalho e de nos relacionarmos. A saúde e a tecnologia ganharam a linha de frente do protagonismo positivo e atitudes voltadas ao outro passaram a ganhar mais espaço, inclusive, nas empresas.

O local de trabalho, mesmo que ainda tenha um potencial violento no ponto de vista psicológico, teve que quebrar as barreiras e dar espaço a empatia. Em um momento onde as pessoas têm acessado emoções até então nunca experimentadas, como medo, ansiedade, insônia, incertezas e vulnerabilidade, estar disposto ao outro virou sinônimo não só de gentileza, mas também de sobrevivência e bem estar no meio corporativo.

O que nos torna humano é justamente a capacidade de sentir, de gerar conexões e de nos importarmos com o outro. Por isso, agir com empatia aumenta nossos vínculos sociais e melhora nossa capacidade de regular emoções durante um período de estresse e ansiedade.

Por outro lado, mesmo que de uma forma inconsciente, uma liderança empática significa segurança e confiança para colaboradores, além de ser uma atitude positiva para a inteligência emocional. A longo prazo, isso ainda pode significar a retenção de talentos dentro da empresa e a consolidação da cultura interna que é tão difícil de se criar.

Ser um líder e ter uma equipe que ouve, observa, busca manter o autocontrole e o equilíbrio é a chave para a sustentabilidade empresarial, quando a empatia entra em uma organização, ela abre espaço para uma série de valores e ainda, tem a capacidade de elevar resultados, assim como o engajamento e confiança para tomada de decisões. Os laços também ficam mais ricos e firmes o que é ótimo para o trabalho em equipe.

Por isso eu digo: a empatia tem um papel fundamental para o bem estar das empresas. Mesmo que sozinha ela não resolva todos os problemas e barreiras do universo corporativo, andar com sapatos alheios e colocar-se no lugar do outro, buscar diálogo, se colocar em um local de escuta vai contra a maré da violência, daquilo que nos ameaça psicologicamente e reforça aquilo que mais sentimos falta: a nossa humanidade, inclusive e principalmente, dentro do ambiente de trabalho.

Estudo da IBM mostra que contas comprometidas de funcionários levaram às violações de dados mais caras durante o ano passado

IBM Security anunciou os resultados de um estudo global que examina o impacto financeiro das violações de dados, revelando que uma violação custa, na média global, US$ 3,8 milhões para as companhias, e contas comprometidas de funcionários foram a causa mais cara. Ao analisar as violações de dados sofridas por mais de 500 organizações pelo mundo, 80% dos incidentes estudados resultaram na exposição das informações de identificação pessoal de clientes (PII). Entre todos os tipos de dados expostos nessas violações, as informações pessoais de cliente também foram as mais caras para as empresas.

O relatório aponta as perdas financeiras que as organizações podem sofrer caso dados sejam comprometidos, à medida que companhias acessam cada vez mais dados sensíveis por meio do trabalho remoto e operações de negócios na nuvem. Um outro estudo da IBM descobriu que mais da metade dos funcionários que começaram a trabalhar em casa devido à pandemia não recebeu novas orientações sobre como lidar com as informações pessoais de cliente.

Patrocinado por IBM Security e conduzido pelo Instituto Ponemon, o Relátorio de Custo da Violação de Dados 2020 (Cost of Data Breach 2020) é baseado em entrevistas realizadas com mais de 3.200 profissionais de segurança em organizações que sofreram alguma violação de dados durantes o último ano.[1] Algumas das principais descobertas do relatório incluem:

· Tecnologia inteligente reduz custo de violações pela metade: empresas que implementaram tecnologias de automação de segurança (que utilizam IA, análise de dados e orquestração automatizada para identificar e responder aos eventos de segurança) tiveram menos da metade dos custos de violação de dados quando comparadas às que não implementaram essas ferramentas – US$2,45 milhões vs US$6,03 milhões, em média.

· Pagamento pelas credenciais comprometidas: em incidentes nos quais atacantes acessam a rede das corporações usando credenciais comprometidas ou roubadas, as empresas viram o custo de violação de dados ser quase US$1 milhão mais alto em comparação à média global, chegando a US$4,77 milhões por violação. Ataques maliciosos, que exploram a vulnerabilidade de terceiros, foi a segunda origem com maior custo (US$4,5 milhões) para esse grupo.

· Custo de mega violações aumenta aos milhões: os custos das chamadas mega violações, nas quais mais de 50 milhões de registros são comprometidos, subiram de US$388 milhões para US$392 milhões. Violações nas quais 40 – 50 milhões de registros foram expostos custaram para as empresas US$364 milhões em média, um aumento de US$19 milhões comparado ao relatório de 2019.

· Ataques de estado-nação (nation-state) – a violação mais prejudicial: as violações de dados que possam ter sido originadas dos ataques de estado-nação foram as mais caras em comparação com outros atores de ameaças examinados no relatório. Conhecidos como “state-sponsored attacks”, esses ataques tiveram uma média de U$4,43 milhões em custo de violação de dados, superando os cibercriminosos financeiramente motivados e os hackativistas.

“Quando se trata da capacidade de mitigar o impacto de uma violação de dados, estamos começando a ver uma clara vantagem de empresas que investiram em tecnologias automatizadas”, disse Wendi Whitmore, vice-presidente de IBM X-Force Threat Intelligence. “Em um momento em que as empresas estão expandindo sua presença digital a um ritmo acelerado e a falta de skills no setor de segurança persiste, as equipes podem ficar sobrecarregadas ao proteger mais dispositivos, sistemas e dados. A automação da segurança cibernética pode ajudar a resolver essa carga, permitindo uma resposta mais rápida à violação e significativamente mais econômica.”

Credenciais de funcionários e nuvens configuradas incorretamente: ponto de entrada preferido dos atacantes

Credenciais roubadas ou comprometidas e nuvens com configurações incorretas foram as causas mais comuns de violações maliciosas para as companhias que participaram do estudo, representando aproximadamente 40% dos incidentes. Com mais de 8,5 bilhões de registros expostos em 2019 e atacantes usando emails e senhas previamente expostos em uma a cada cinco violações estudadas, as empresas estão repensando sua estratégia de segurança pela adoção da abordagem de confiança-zero (zero trust) – reexaminado como eles autenticam os usuários e como a extensão de acesso aos usuários são concedidos.

Similarmente, a luta das empresas com a complexidade da segurança – o principal fator de custo de violações – está contribuindo para que as configurações incorretas de nuvem se tornem um desafio de segurança crescente. O relatório de 2020 revelou que os atacantes usaram as configurações incorretas de nuvem para violar as redes em 20% do tempo, aumentando o custo de violações para US$4,41 milhão em média.

Tecnologias avançadas de segurança ajudam os negócios

O relatório destaca a crescente divisão no custo de violações entre empresas que implementaram tecnologias avançadas de segurança e aquelas que estão atrasadas, revelando uma diferença de economia de US$3,58 milhões para companhias com automação de segurança totalmente implementada versus aquelas que ainda não implementaram este tipo de solução.

As empresas participantes do estudo que contavam com automação de segurança totalmente implementada também relataram um tempo de resposta significativamente mais curto às violações, outro fator-chave mostrado para reduzir os custos de violação na análise. O relatório constatou que inteligência artificial, machine learning, análise de dados e outras formas de automação de segurança permitiram às empresas responder a violações até 27% mais rápido do que as empresas que ainda não implantaram a automação de segurança.

A preparação para resposta a incidentes também continua influenciando fortemente as consequências financeiras de uma violação. Empresas que não possuem uma equipe designada ou testes de planos de resposta a incidentes sofrem em média com um custo de US$5,29 milhões em violação, enquanto as empresas que possuem equipes dedicados, testes e simulações sofrem menos de US$2 milhões em custo de violações. Isso reafirma que a preparação e a prontidão geram um ROI significativo em segurança cibernética.

Alguns itens adicionais do relatório desse ano incluem:

· Riscos do trabalho remoto têm um preço – Com modelos de trabalho híbrido criando ambientes menos controlados, o relatório descobriu que 70% das empresas que adotaram o teletrabalho em meio à pandemia esperam que os custo de violações de dados se agravem.

· CISOs culpados pelas falhas por violações, apesar do poder limitado de tomada de decisão: 46% dos entrevistados disseram que o CISO/CSO é responsabilizado pelas violações, apesar de apenas 27% afirmarem a tomada de decisão sobre a política de segurança e tecnologia vem do CISO/CSO. O relatório concluiu que a nomeação de um CISO foi associada com uma de economia de US$145.000 versus a média de custo por violação.

Tendências regionais e por indústria

· O estudo analisou o custo de violações de dados em diferentes indústrias e regiões, descobrindo que as violações de dados nos Estados Unidos são muito mais caras, custando US$8,64 milhões em média.

· No Brasil, o custo médio da violação de dados é de R$5,88 milhões (cerca de US$1,12 milhão), um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior comparando o valor em reais (R$ 5,32 milhões em 2019). O estudo também observou um aumento no número de dias para identificar a violação de dados, que subiu de 250 para 265, e para conter a violação, que cresceu de 111 para 115 dias, em comparação a 2019.

· Globalmente, a indústria de saúde continua apresentando os mais altos custos médios de violação, com US$ 7,13 milhões – um aumento de mais de 10% em comparação com o estudo de 2019.

Sobre o Estudo

O Relatório de Custo da Violação de Dados anual é baseado em análises profundas de violação de dados reais, que ocorreram entre agosto de 2019 e abril de 2020, levando em conta centenas de fatores incluindo atividades legais, regulatórias e técnicas para a perda do valor de marca, consumidores, e produtividade dos funcionários.

Para baixar uma cópia do Relatório de Custo da Violação de Dados 2020, visite: ibm.com/databreach

LGPD: desafio para o setor de logística

Os advogados Rony Vainzof, sócio do Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, e Henrique Fabretti Moraes, responsável pelas áreas de Proteção de Dados e Serviços para DPO no Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados, foram os convidados do ABOL Day Digital, série de eventos online organizados pela ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos.

O tema foi a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), cada vez mais próxima, e quais são os principais pontos de preocupação e ações a serem adotadas prioritariamente.

A mediação foi feita pelo responsável pela Diretoria Adjunta de Assuntos Jurídicos e Regulatórios (DAJR) da ABOL e head do Jurídico da TEGMA, Luciano do Rego Neto, que agradeceu a participação. “É um tema que impacta todos os nossos associados e é extremamente relevante”, mencionou.

Rony Vainzof deu início à sua exposição esclarecendo que a LGPD tem grande relevância para o país e para as empresas. “É uma lei que traz mais segurança jurídica ao harmonizar e atualizar conceitos antes esparsos em diversas normas. A LGPD traz um mapa muito contundente do que as empresas têm que fazer para estar em conformidade com requisitos de tratamentos de dados pessoais e isso efetivamente traz mais segurança jurídica”, disse, destacando que tal legislação traz também uma possibilidade maior de atração de investidores externos para o Brasil, uma vez que, ao ter uma legislação própria de tratamento de dados, o país pode pleitear um fluxo de dados internacional menos burocrático.

A LGPD foi sancionada em agosto de 2018 e já deveria estar em vigor, mas no último dia útil de dezembro de 2018, foi publicada uma Medida Provisória (MP) que criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, postergando por mais seis meses o período de implementação da lei. A lei entraria, então, em vigor agora em agosto, mas novamente ficou postergada por medida provisória para maio de 2021.

Independente dos atrasos, Henrique Fabretti Moraes explica: “devemos entender é que a lei estará em vigor, o que não acontecerá neste primeiro momento será a penalização de eventuais penalidades feita pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Na prática, isto significa que o titular de dados, as pessoas das quais as empresas tratam os dados, todos poderão usar a LGPD para justificar o acesso a dados, porque a lei estará em vigor. Quem não pode aplicar as sanções será a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.”

A ausência de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados constituída e capaz de regulamentar poderia ser uma fragilidade para a implementação da LGPD, mas os advogados presentes ao evento da ABOL acreditam que esta pode ser uma oportunidade. “A importância da Autoridade Nacional de Proteção Dados deve ser colaborativa. Não se espera dela apenas ações de sancionar e penalizar”, diz Vainzof. “É crucial que a autoridade escute o mercado para entender efetivamente qual é demanda, quais os tipos de construção necessários para chegar à essa construção colaborativa com a iniciativa privada. É muito importante que essa autoridade estabeleça uma relação colaborativa com a iniciativa privada, para entender quais são as necessidades regulatórias. A futura autoridade deve ser sábia nesse sentido”.

O advogado chama a atenção para a oportunidade que o cenário oferece. A de os setores se organizarem para definir compêndio de melhores práticas de governança e segurança e oferecerem pró-ativamente à autoridade para aval e, posterior, regulamentação. “A lei fala especificamente que os controladores e operadores poderão, por si ou por meio de associações, formular boas práticas específicas de governança e segurança para cada setor, por exemplo, o logístico, e assim criar uma auto regulamentação. Quando a autoridade for constituída e a LGPD entrar em vigor, esta auto regulação setorial poderá ser reconhecida. O que significa a auto regulação, regulada”, disse.

Para ele, essa seria uma oportunidade para o setor de Operadores Logísticos endereçar à autoridade um conjunto para a regulação setorial do mercado de logística baseado em outro nível de maturidade sobre a adequação LGPD.

Data Protection Officer

Em vigor, a LGPD exigirá, dentro das empresas, a atuação de um Data Protection Officer (DTO) ou encarregado por tratamento de dados pessoais. Como explica Fabretti Moraes, o DTO seria como a figura do Compliance Officer. “O DTO é responsável por garantir a conformidade dentro da organização com as regras de proteção de dados e privacidade. E, quando o comparamos a Compliance Officer, um dos fatores importantes é observar a inexistência de conflitos de interesse desse DPO quando esse profissional está exercendo as atividades, ou seja, ele não pode definir a forma de tratamento dos dados pessoais, porque ele estaria tendo que fiscalizar algo que ele mesmo definiu. Essa seria a linha mestra para a seleção deste profissional”.

Entretanto, a LGPD parece ser pouco específica na definição das atribuições de um DPO, tratando como uma espécie de um ponto focal de comunicação entre o titular de dados, a autoridade e a organização, ficando a ele essa triangulação para receber reclamações, pedidos, entre outros. “No Brasil, as empresas estão tateando. O DTO acaba sendo alocado no departamento jurídico. Não é o modelo ideal se pensarmos que o jurídico das empresas trata muitos dados pessoais, o que pode gerar um conflito, mas é mais ou menos o mesmo movimento da implementação de programas de compliance. Hoje, as empresas começam a separar esses universos e o compliance tem seu próprio universo. O mesmo deve acontecer com a LGPD. Outro movimento é aproximar o DTO do departamento de segurança da informação”, explicouFabretti Moraes.

Vainzof ressaltou que a principal obrigação do DPO pode ser definida como a de monitorar a conformidade legal com a LGPD. “Não está na lei, mas é isso, porque a responsabilidade cai sobre ele, sobre os agentes de tratamentos. Então a decisão, talvez uma das mais importantes, sob a perspectiva de responsabilização e prestação de contas das organizações seja avaliar as obrigações, atribuições e ações do DPO, pois é ele que será o responsável por fazer a continuidade da jornada da aplicação da LGPD. Esse é um trabalho contínuo, mas agora sob o viés de proteção de dados. E essa é uma discussão muito oportuna, porque tem uma discussão no Congresso Nacional, uma PEC 17/2019, para que a proteção de dados pessoais se transforme em direito e garantia fundamental. Por isso, a decisão sobre quem será o DPO é muito importante”, avaliou.

Desafios para a Logística

Aplicada ao setor da logística, a conformidade à LGPD exigirá adaptações das empresas. “Existem pontos sensíveis. O primeiro deles é o de Recursos Humanos, com empregados diretos e indiretos lidando com dados próprios e de terceiros”, detalhou Fabretti Moraes.

“É importante pensar como atender eventuais requisições dos titulares de dados. Por exemplo, a checagem de histórico de prestadores ou background checking, que é uma prática comum na contratação de caminhoneiros, envolve uma avaliação de uma série de informações sobre aquele profissional. Este é um ponto de tratamento intenso de dados coletados em fontes diversas e isso é um risco adicional, o que deve ser olhado com bastante atenção para garantir que não seja um ponto de vulnerabilidade para as empresas”, avaliou.

O advogado mencionou também situações de Operadores Logísticos envolvidos com o last mile, quando inúmeros dados do consumidor são recebidos. “Os clientes de vocês exigirão métodos de proteção desses dados e adequação à LGPD. Isso será cada vez mais frequente”, alertou Fabretti Moraes.

Finalizando o evento, Vainzof acrescentou que as empresas devem estar atentas à definição das funções frente ao tratamento de dados. “A LGPD traz uma carga maior de obrigações junto a quem é controlador de dados e, muitas vezes, e isso é obviamente uma relação dinâmica, na operacionalização dos dados vocês estarão na posição de operador. O ponto de partida é crucial e deve ser essa avaliação. Outro ponto é o compartilhamento de dados. São nuances que devemos ter sempre em mente”, comentou.

O diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles, encerrou o evento agradecendo a vasta exposição oferecida pelos advogados. “Queria parabenizar os dois pela excelente apresentação, extremamente rica, clara sobre um tema que vem sendo requerido pelo nosso setor, para fomentar a discussão em toda a comunidade de Operadores Logísticos. A LGPD vem para definir também um valor competitivo entre as empresas que operam na logística, sempre zelosas das regulamentações de mercado”.

 

IdeiaGov anuncia selecionados dos primeiros editais que vão participar dos desafios tecnológicos contra a COVID-19

O IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo, anunciou, nesta semana, os selecionados do edital “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19” e “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”. As empresas escolhidas foram Safetest Diagnóstico, Mindify e Neuralmed.

A startup Safetest Diagnósticos foi a escolhida para participar do desafio tecnológico “Testes acessíveis e replicáveis de diagnóstico da COVID-19”, pois apresentou um teste de diagnóstico sorológico do tipo ELISA e imunocromatográfico de fluxo lateral (teste rápido), ambos IgM e IgG, que foram desenvolvidos a partir de diversas técnicas de identificação de alta resolução, avaliando mais de três mil genomas.

O uso da abordagem apresentada pela startup resultou em um teste sorológico contra a COVID-19 de alta acurácia, ou seja, 100% de sensibilidade e 99,5% especificidade. Os diferenciais apresentados foram potenciais de detecção precoce, baixo custo, replicabilidade, resultados confiáveis, facilidade e simplicidade de utilização.

“A solução apresentada pela Safetest Diagnóstico foi a escolhida, pois apresenta alta acurácia (abordagem peptídica), não depende de insumos importados e é de baixo custo, quando comparado a outros testes rápidos sorológicos”, comenta Felipe Massami Maruyama, diretor de operações do IdeiaGov.

Para o segundo edital, “Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19”, duas empresas foram escolhidas: Mindify, empresa especializada em inteligência artificial, e NeuralMed, startup de inteligência artificial para a saúde, que já desenvolve ferramentas de Inteligência Artificial há dois anos.

A NeuralMed apresentou um rastreamento epidemiológico de suspeitos da COVID-19 através do processamento de linguagem neutral, ou seja, fez a utilização de PNL em laudos (radiologia e diagnóstico por imagem), para extrair as informações de forma automática.

A proposta escolhida identifica automaticamente relatórios radiológicos com resultados específicos, fazendo a leitura do laudo, informando se está normal ou alterado, além de identificar as possíveis lesões ou doenças presentes, armazenando estes conceitos em bancos de dados.

Já a Mindify apresentou um software para capacitar equipes de Saúde no uso de protocolos de referência, mesmo sem treinamento prévio, para auxiliar na tomada de decisões e o registro de dados com simplicidade inédita.

A solução funciona através da coleta de dados clínicos estruturados oferecendo formulários (telas) simples de usar, usando os dados para apoiar a tomada de decisões clínicas e para automatizar procedimentos burocráticos Os formulários podem ser utilizados sem necessidade de integração com o software de gestão hospitalar.

“No projeto proposto pela NeuralMed, a automatização da leitura de laudos e a redução de custos são os diferenciais. Já no da Mindify, a simplificação das rotinas, a segurança e a gratuidade de 12 meses para o Estado chamaram atenção”, afirma Maruyama.

Além desses dois editais, o IdeiaGov vai anunciar, nos próximos dias, os selecionados para a terceira, e última, fase do edital “uso de inteligência artificial para diagnóstico da COVID-19 através da imagem”. Para saber mais informações, acompanhe pelo site http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Edital Aberto

A quarta Chamada Pública, “UTI Conectada – Monitoramento dos sinais vitais e/ou operação remota de medicação de pacientes internados”, está com inscrições abertas até o dia 12 de agosto.

Pessoas jurídicas que tenham interesse em apresentar propostas de soluções inovadoras relacionadas ao desafio de monitoramento dos sinais vitais e operação de aparelhos eletromédicos usados em leitos hospitalares (UTI e Enfermaria) em um modelo remoto, inteligente e integrado devem se inscrever até o dia 12/08/2020 no site do IdeiaGov: http://ideiagov.sp.gov.br/ .

Frente empresarial defende a prorrogação da LGPD e a criação imediata da ANPD

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, junto com outras 12 associações do setor de tecnologia, assinou hoje uma carta aberta às autoridades pela imediata segurança jurídica no tratamento de dados pessoais. As entidades pedem que a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Lei n.13.853) tenha sua da entrada em vigor prorrogada, tendo em vista a necessidade da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), a sua estruturação interna, os trabalhos em torno das peças regulatórias – que envolvem ampla e irrestrita consulta pública – e de orientação e educação das organizações e dos cidadãos em torno dessas regras. Somente assim será possível conciliar a proteção da privacidade no Brasil e a segurança jurídica.

Quatro áreas críticas para bancos no mundo pós-pandemia

Por Elias Rogério da Silva, Presidente da Diebold Nixdorf no Brasil

Antes mesmo da pandemia de COVID-19, instituições bancárias de todo o mundo já reconheciam que a adoção de novas tecnologias, como reconhecimento facial, acesso a caixas eletrônicos sem cartão, assistentes virtuais e aplicativos móveis, era uma questão onipresente e indiscutível. Por outro lado, a variedade de caminhos a serem seguidos era tanta que também provocava efeitos colaterais, muitas vezes gerando uma espécie de paralisia na jornada de inovação dos bancos.

De fato, questionamentos como “qual tecnologia é a mais adequada para minha companhia?” ou “como sei se vale a pena investir nessa opção?” sempre foram recorrentes nos processos de evolução das instituições bancárias, permeando todos os planos e projetos para a transformação digital de agências e das estratégias de atendimento.

Mas o cenário mudou, e essas curvas de inovação acabaram sendo completamente aceleradas pela crise aberta pelo coronavírus. As dúvidas tiveram de ser superadas pela urgência do momento. Nesse cenário, aliás, vale destacar que uma das mudanças mais notáveis para combater o impacto da pandemia foi justamente a busca por impulsionar o autoatendimento, com a divulgação de novos canais digitais para comunicação e utilização dos serviços.

A crise do COVID-19, com as demandas por isolamento social, deixará marcas. Ainda assim, porém, ela irá passar. Com isso, a questão que os bancos terão de responder será outra: o que nos espera a seguir? Podemos dizer que as instituições bancárias precisarão concentrar seus focos em quatro áreas críticas:
clientes, estratégia tecnológica, pessoal e roteiro bem definido.
Primeiro, é preciso se atentar em conhecer bem seus clientes. Por exemplo, uma agência bancária no centro de São Paulo provavelmente atende a uma população diferente de uma cooperativa de crédito em uma cidade rural no interior. Em meio à pandemia, os melhores bancos migraram quase 70% dos depósitos de caixa para o autoatendimento, com pouco mais de 50% ocorrendo no caixa eletrônico. Utilizar dados é uma coisa – alavancá-los é outra.

Logo, o primeiro passo é simples: concentre-se em seus clientes e em qual experiência eles valorizam. O que mudou desde a pandemia? Os bancos devem ter acesso a dados para que possam identificar quais atividades estão acontecendo.

Depois de conhecer seus clientes, está na hora de fazer o mesmo com a sua estratégia tecnológica. É importante adaptar processos e comunicar com clareza sobre o ambiente em rápida mudança. Considere avaliar quais serviços serão mais importantes para atrair os clientes para a área digital, especialmente porque o autoatendimento desempenhará um papel fundamental na transição para uma nova interação bancária.

Pesquisas mostram que consumidores que contam com melhor experiência digital acabam utilizando os canais de autoatendimento dos bancos com mais frequência, com os usuários de bancos móveis realizando 25% mais transações por meio deste recurso do que aqueles de bancos não móveis. O entendim ento de quem você está servindo e em que tipo de tecnologia você precisa investir determinará onde fazer suas apostas em tecnologia.

O terceiro passo é investir em seu pessoal. As empresas devem repensar o que esperam de seus funcionários se quiserem minimizar riscos. Uma pesquisa recente da Diebold Nixdorf indica que muitos colaboradores das agências não usam as soluções de tecnologia implementadas pelo banco porque as equipes temem que a promoção desses serviços possa ameaçar seus empregos, ou porque relutam em falar com os clientes sobre esses recursos devido à falta de conhecimento para solucionar possíveis dúvidas ou problemas.

Para contornar esse desafio, os bancos podem adotar diversos métodos para investir em seus funcionários, oferecendo treinamento sobre as opções de autoatendimento. Um caminho é designar membros da equipe com conhecimen to mais profundo em soluções de tecnologia como “embaixadores digitais”, que responderão às perguntas dos usuários e darão suporte a outros colaboradores. A ideia é treinar a equipe para identificar oportunidades de comunicar os benefícios das opções disponíveis.

O quarto ponto é: siga um roteiro bem definido. A retomada real não acontecerá da noite para o dia e exigirá uma abordagem gradual de todos. Os bancos que desejam reabrir suas agências devem considerar algumas coisas importantes: uso da análise para entender a direção dos principais indicadores, como canais digitais, call centers, caixas eletrônicos e filiais; alinhamento com centros de transporte e direcionadores de tráfego do varejo, como supermercados; lobbies de agências maiores para manter o distanciamento social.

Da mesma forma que a implementação da tecnologia não ocorrerá da noite para o dia, o ROI também não será imediato. Definir um roteiro ajuda a estruturar o que os bancos farão no primeiro ano, em comparação aos dois ou três anos seguintes. Esse roteiro deve incluir a tecnologia, além de investimentos nos colaboradores e mudanças em processos.

Com muita frequência, os bancos implementam novas soluções, mas não medem o impacto desses investimentos. Defina metas para a migração de transações no nível das filiais e meça o desempenho comparando-o com as metas. Avalie o uso de novas soluções pelo feedback dos clientes e desenvolva métricas adicionais, conforme necessário. Testar e avaliar novas soluções é fundamental para o sucesso.

Embora ninguém tenha certeza sobre o que é o “Novo Normal”, uma realidade foi comprovada – a mudança pode acontecer instantaneamente. Os bancos precisarão avaliar possíveis resultados e estabelecer iniciativas para se posicionar de forma vantajosa. Em vez de copiar e colar os investimentos em tecnologia de outras empresas, concentre-se em si mesmo porque todo mundo está jogando um jogo diferente.

EMBRAPII abre oportunidade de inovar com Israel

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Agência de Inovação de Israel (IIA) vão financiar projetos de PD&I realizados, em conjunto, com a indústria dos dois países. O prazo para que empresas brasileiras e israelenses apresentem um projeto de PD&I fecha no dia 6 de dezembro. Mais informações: http://bit.ly/3icMQME

A chamada é voltada para projetos de desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, Cidades Inteligentes, Agricultura, Saúde, Ciências da Vida e Tecnologias Limpas.

A proposta deve envolver ao menos uma empresa de cada país e resultar no desenvolvimento de um novo produto, processo produtivo ou serviço de aplicação industrial com potencial de mercado significativo no Brasil e Israel. No lado brasileiro, o projeto será desenvolvido em parceria com uma Unidade EMBRAPII. As empresas interessadas terão disponível suporte para identificar parceiros do projeto em ambos os países.

“Parcerias internacionais permitem a troca de conhecimento e tecnologia entre os países. Para o Brasil, é uma oportunidade para aumentar a competividade e das empresas nacionais entrarem no mercado internacional”, destaca o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Guimarães.

A EMBRAPII mantém parceria com diversos países para promover a internacionalização de empresas brasileiras e promover o compartilhamento de conhecimento entre os países. Além de Israel, a EMBRAPII está com chamadas de Cooperação Internacional abertas com a Suécia e Suíça, e oportunidades para startups e pequenas empresas com a Rede Cornet e com o Consorcio Ira SME, ambas da União Europeria.