Page

Author admin

ESPM acelera incubadora de startups na pandemia

A ESPM SP aumentou de quatro para dez o número de novos negócios acelerados no StartupLab neste segundo semestre. Parte da formação do curso de Administração, o StartupLab iniciou as suas atividades no início de 2020. 
As startups atendidas têm acesso a mentorias de modelagem de negócios com professores, atividades para captação de fundos, oficinas de prospecção de clientes, workshops de capacitação, entre outras atividades. Os novos negócios são focados em temas como varejo e delivery de alimentos.

O início do StartupLab em 2020 é a institucionalização de um apoio que já era prestado a alunos com iniciativas empreendedoras em anos anteriores. “Queremos ser um dos celeiros dos próximos unicórnios brasileiros”, afirma Fernando Domingues, coordenador da incubadora e professor na graduação de Administração da ESPM SP.

O StartupLab faz parte de uma mudança de estrutura geral da graduação em Administração, que adaptou disciplinas tradicionais do curso à realidade da transformação digital das empresas. “As disciplinas clássicas do curso de Administração na ESPM passaram a ter um olhar focado no empreendedorismo e na transformação digital das organizações. O StartupLab é uma peça fundamental nessa estratégia”, diz.

Tags,

O trabalho remoto veio para ficar?

O mercado de trabalho foi um dos grandes afetados desde o início de março, quando foram confirmados os primeiros casos de coronavírus no Brasil. Escritórios lotados, empresas com diversas salas e coworkings precisaram fechar, pela saúde de todos os funcionários. Mas, a dúvida que cerca, a maioria dos trabalhadores é: será que eu volto a trabalhar presencialmente?

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinada a apurar os impactos da pandemia (PNAD COVID-19), 8,6 milhões de pessoas estão trabalhando no modelo remoto, de suas casas. “O home office deve se estender enquanto perdurar o risco de contaminação pelo novo coronavírus e até se tornar permanente em alguns setores”, sugere Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos.

E, parece que esse cenário não vai mudar tão cedo. De acordo com Infobase e Institute For Technology, Entrepreneurship and Culture, vai haver o crescimento de 30% no modelo home office no Brasil após a quarentena. Para o CEO da Heach Recursos Humanos, é uma tendência que veio para ficar. “Todos, empresários, funcionários e profissionais liberais precisam se acostumar a trabalhar remotamente. Muitas empresas perceberam a redução de custos e até, melhora na produtividade, então, não pensam em voltar a ter um local físico”, afirma Elcio Paulo Teixeira.

Existem benefícios do trabalho remoto, como, por exemplo, não ter de enfrentar trânsito, economizar com lanches e almoçar com a família. Mas, não se pode esquecer que nenhum cenário é perfeito, então falta de estruturas, internet lenta, barulho são os pontos negativos.

“Os colaboradores, mais do que nunca, anseiam por flexibilidade. Isso acontece por várias razões: entre elas, mais qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, menos tempo no trânsito, mais economia de recursos e isso sem falar nas pessoas do grupo de risco”, explica Teixeira. “Vai ser necessária uma mudança nos benefícios oferecidos pelas empresas. Ao invés de vale-transporte, pode ser ofertado melhor internet, equipamento de qualidade, entre outros que ajudam o trabalho remoto a ser mais produtivo”, complementa.

Processo Seletivo

Muito se fala do trabalho, mas e as entrevistas? Segundo o IBGE, o desemprego no Brasil aumentou 27,6% em quatro meses de pandemia. Em maio, a população desocupada era de 10,1 milhões, número que passou para 12,9 milhões em agosto.

Apesar de os números não serem positivos, muitas empresas estão em busca de novos funcionários. A Heach Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção, faz, em média, 300 entrevistas por semana e, sim, todas remotas.

Mas, elas não acontecem de qualquer jeito. Para a Heach Recursos Humanos, a experiência do candidato é fundamental. Segundo Elcio Paulo Teixeira, CEO da empresa, o candidato precisa se sentir acolhido, confortável, amparado. Nos primeiros 10 minutos do processo seletivo, a empresa faz algumas perguntas mais descontraídas para romper a barreira de desconforto das pessoas, deixando-a mais próxima e felizes ao falarem sobre o que elas gostam.

Elcio acredita que quando o candidato está confortável, independente do nível hierárquico, ele consegue mostrar melhor as competências técnicas e comportamentais dele. “Nosso principal objetivo é que o candidato se sinta amparado e saia da entrevista entendendo que ele também pode escolher se aquela empresa é a que ele quer trabalhar ou não”, explica.

Além disso, a Heach Recursos Humanos entende que, por melhor que seja o currículo, é necessário humanidade por parte dos dois lados. “Entendemos a ansiedade do candidato e sempre prezamos por passar todas as informações. Contamos com uma equipe especializada e, com a ajuda da inteligência artificial, conseguimos sanar todas as dúvidas, independente do estágio que esteja o processo de seleção”, finaliza o CEO.

Tags, , ,

Novo hub quer colocar o Brasil na liderança da inovação em turismo

Vislumbrando o potencial brasileiro para se tornar um dos líderes mundiais em inovação em turismo, o Wakalua,  primeiro hub global de inovação para o turismo, passou a apostar no país para levar seus programas de inovação tanto para iniciativas públicas quanto privadas. O primeiro passo foi identificar e mapear projetos de inovação ligados ao turismo no Brasil, a partir de um diagnóstico realizado até março de 2020. Na época, foram identificadas 101 startups brasileiras voltadas para o turismo, com 2.950 pessoas trabalhando nesses negócios e US$278 milhões investidos. 

Criado em 2018 e com sede em Madri, na Espanha, o Wakalua foi criado pela Globalia, um dos maiores grupos de turismo da Espanha e América Latina, com um faturamento de € 5 bilhões ao ano. A iniciativa é feita em parceria com a  Organização Mundial do Turismo (OMT), agência especializada das Nações Unidas dedicada ao setor. 

“Essa ideia nasce da necessidade de criar um plano de inovação global, que transforme não só o grupo Globalia, mas que dê apoio para a transformação digital do segmento. A partir da junção de grandes grupos, governos e atores da indústria, vamos encontrar as melhores soluções em tecnologia, provocando um equilíbrio de forças entre as grandes corporações tecnológicas e negócios locais. O nosso objetivo é democratizar o acesso de negócios menores e tradicionais para a transformação do setor”, destaca Lisandro Menu-Marque, diretor-geral do Wakalua.

Brasil como potência digital de turismo

Segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o turismo é responsável por 1 a cada 10 empregos em todo o mundo, com altas taxas de crescimento nas últimas décadas. Contudo, é um dos setores mais impactados pela pandemia e precisa se recuperar sobre novas bases, com empregos de maior valor agregado, beneficiando-se do avanço da tecnologia.

A partir da democratização e do fomento à tecnologia que hoje já é desenvolvida pelos players nacionais, o Wakalua pretende auxiliar o Brasil a se converter numa potência digital de turismo. Apesar de ser um destino conhecido internacionalmente, o Brasil ainda registra uma baixa penetração de turismo estrangeiro: estima-se que em 2019 aproximadamente 6,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país, de acordo com dados da OMT. A digitalização do produto brasileiro vai permitir a concorrência com a oferta mundial, traçando novos patamares de desenvolvimento. 


Em paralelo, o Wakalua está realizando o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Ministério do Turismo e ao OMT. Foram recebidas 790 inscrições de 25 unidades da federação. Os 10 melhores projetos brasileiros seguem para as semifinais da terceira edição da UNWTO Tourism Startup Competition, desafio global promovido pela OMT em parceria com o Wakalua. Mais de 5 mil projetos de todo o mundo foram acolhidos nas duas edições anteriores da competição internacional.  

GOL disponibiliza robô de telepresença no aeroporto internacional de Guarulhos

Depois de apresentar aos brasileiros a GAL, o robô físico de autoatendimento da GOL Linhas Aéreas, em 2019, a maior Companhia doméstica brasileira traz uma outra novidade aos aficionados da tecnologia que passa a circular no aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo: o robô de telepresença. Em fase de prova de conceito (POC), que segue até dia 09/10, o equipamento desenvolvido em parceria com a Pluginbot permanecerá à disposição dos Clientes para esclarecimentos e apoio em questões que envolvem voos, reservas aéreas e dúvidas específicas sobre o aeroporto.

O novo dispositivo, que também disponibiliza compartilhamento de tela para escanear QR Code após o check-in, é um projeto que visa flexibilizar o atendimento nos aeroportos, trazendo mais Segurança aos Clientes e Colaboradores da Companhia, uma vez que é touchless, ou seja, não exige manuseio, um cuidado a mais em tempos de pandemia.

“Diferentemente da GAL, que responde a perguntas pré-programadas, como num chat automático, o robô de telepresença é capaz de promover um atendimento humanizado, inovador, amigável e objetivo – e sem qualquer contato físico, somente por voz”, afirma Flavia Segura, gerente de TI e GOL Labs.

Para Raioni Santos, gerente de Operações Aeroportuárias da Companhia, “o fato de disponibilizarmos o atendimento em qualquer área do aeroporto de forma simples, segura e empática proporciona uma experiência única na jornada dos nossos Clientes”.

O robô de telepresença possui um tablet acoplado e um software de comunicação, e será comandado em tempo real, à distância, por uma equipe de três pessoas, com revezamento de turnos. Especialmente no dia 02/10, próxima sexta-feira, no período das 9h30 às 11h, um dos atendentes será o presidente da GOL, Paulo Kakinoff, que pilotará remotamente o equipamento alocado no aeroporto de Guarulhos. Grande chance para os Clientes da Companhia terem contato direto com o CEO e questioná-lo sobre os procedimentos de Saúde e Segurança adotados nesse período, as perspectivas para a retomada das viagens e do turismo nos próximos meses, entre outras dúvidas e curiosidades.

Sobre a expansão desse novo serviço oferecido pela GOL, a intenção é que, em um espaço curto de tempo, o robô de telepresença esteja atendendo também nos outros três hubs da Companhia – Brasília, RIOgaleão e Fortaleza – e possa oferecer ainda mais facilidades aos Clientes: pagamentos, venda de passagens aéreas e serviços complementares, impressão de cartão de embarque e tag de malas e apoio aos passageiros no desembarque, nos casos de danos e extravios.

Os novos desafios de segurança digital do delivery brasileiro

Por Anderson França, CEO da Blockbit

Você já pensou em como o serviço de entrega de um restaurante pode impactar a sua privacidade? Saiba, então, que a segurança dos dados pessoais estará cada vez mais no centro das discussões de nossas vidas nos próximos anos, inclusive na hora de pedir o seu jantar. O tema é preocupante e se torna ainda mais importante agora, em tempos de isolamento social, já que estamos compartilhando informações para uma infinidade de empresas e de entregadores. Diante desse novo ambiente, até mesmo a compra daquela pizza de sexta à noite pode estar sendo alvo de um hacker. Já imaginou?           

Pode parecer exagero pensar assim, mas a segurança digital será um item prioritário para pessoas e empresas. A transformação imposta pela pandemia tem feito com que restaurantes e bares precisem se preparar para uma nova era no uso de informações, com registros específicos de clientes, armazenando dados e efetuando transações com segurança. Em outras palavras, à medida que os pedidos chegam pela web, eles precisam acompanhar o aumento de volume não apenas em suas cozinhas e fluxos de entregas, mas também na proteção de toda a estrutura digital.

Segundo pesquisas de consultorias nacionais, a área de entregas praticamente dobrou de tamanho no Brasil durante os primeiros meses da pandemia, impulsionada principalmente pelo setor de alimentação. Como resultado, temos presenciado uma explosão de novos aplicativos e serviços – que nem sempre entregam a segurança digital.

Motivos para vivermos essa ascensão do delivery, evidentemente, não faltam. O maior deles é que o uso dos aplicativos de entrega tem sido o caminho fundamental para a sobrevivência de vários restaurantes e bares que tiveram movimento reduzido por conta das medidas de restrição. Não por acaso, aliás, temos visto seguidamente o aumento no número de compras para entrega, até mesmo em ramos que, no passado, sequer planejavam esse formato de vendas.

Seja como for, empresários do mercado devem entender que ter atenção aos dados dos clientes é uma questão vital para a manutenção de suas operações em longo prazo. Estudos globais indicam, por exemplo, que mais da metade dos clientes que estão pedindo suas compras em casa deverão continuar com os pedidos on-line como uma forma de consumo mesmo após o fim da pandemia.

 Isso significa que bares e restaurantes já não podem mais se dar ao luxo de ficar off-line nem que seja por um minuto sequer. É preciso garantir alta disponibilidade das redes, com proteção sempre em dia. Empresários do setor deveriam entender, portanto, que a conexão de suas marcas e serviços com o público agora, definitivamente, inclui a segurança de dados e a experiência virtual de suas operações. Com o alto número de conexões e fluxos online em seus sistemas, garantir a disponibilidade das redes, além da segurança, é essencial.

Eles precisam se certificar, por exemplo, que as plataformas de delivery utilizadas realmente adotam as melhores práticas de cibersegurança e privacidade do mercado. Da mesma maneira, evidentemente, também é preciso que os restaurantes e bares adotem os sistemas mais adequados para suas operações internas, buscando sempre as soluções mais completas para garantir a segurança dos clientes diante das ameaças digitais.

Um caminho para isso é focar em pontos como o monitoramento ativo de todas as conexões com bloqueio de tráfego e conteúdo indesejado, segmentação das redes (separando o acesso para a parte administrativa da rede aberta para clientes) e, ainda, estabelecer configurações bem específicas para a gestão do ambiente como um todo. Nesse cenário, não há dúvidas de que as redes SD-WAN, definidas por software, são ótimas opções para conectar filiais com eficiência, reforçando a disponibilidade das redes e simplificando o gerenciamento centralizado de qualquer parâmetro de segurança relacionado à infraestrutura ou à rede.

 Investir em soluções mais modernas é, agora, o único jeito de acompanhar a transformação que temos vivido, com a era do delivery se tornando inquestionável. Isso porque a segurança cibernética está inserida como chave de sucesso nesse novo normal que estamos construindo. À medida que caminhamos para um mercado fígital (com a mescla do físico e digital em todos os nossos pontos de contato), é mandatório que as empresas compreendam a exigência trazida pela mobilidade e pela conectividade.

A crise do Covid-19 certamente pode ter forçado a expansão do e-commerce, mas o modelo de consumo das pessoas não voltará ao patamar anterior ao coronavírus. Isso implica dizer que o comércio eletrônico e o delivery continuarão a ser partes importantes da rentabilidade das operações. Do mesmo modo, cuidar da experiência dos consumidores e da segurança digital dos dados será uma das etapas do trabalho das empresas e estabelecimentos.

Vale destacar, ainda, que a necessidade de cuidar das informações é um parâmetro legal. É fundamental estar em acordo com as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e do Marco Civil da Internet, que exigem novas práticas para proteger as informações sensíveis dos consumidores, sob risco de penalizações, como multas e bloqueios digitais.

Ao que parece, estamos cada vez mais dependentes dos serviços que levam as coisas do mundo para dentro de nossos lares. Imaginar o delivery do seu restaurante favorito como um dos envolvidos nessa jornada de transformação digital parecia algo desproporcional, mas não é – em um ambiente super conectado, todos temos responsabilidade em relação à segurança digital. É fundamental que os restaurantes e bares entendam isso rapidamente para não colocar em dúvida uma receita que tem tudo para fazer sucesso.

Tags, ,

Epson ganha prêmio internacional de design com robô industrial e impressora profissional

As impressoras de grandes formatos Epson SureColor P7570 e P9570 e o robô de automação industrial VT6L receberam o Red Dot Award: Design de Produto 2020. Criado em 1955, na Alemanha, prêmio é oferecido pelo Design Zentrum Nordrhein Westfalen e é considerado um dos mais importantes prêmios de design do mundo. As impressoras da Epson também receberam o Red Dot: Best of Best, pelo segundo ano consecutivo.

Os produtos são avaliados por uma banca de jurados especializados com base em nove critérios, entre eles estão: inovação, funcionalidade, ergonomia, compatibilidade ecológica e durabilidade. “A Epson é uma empresa comprometida com a inovação e qualidade. Receber este tipo de reconhecimento internacional é muito importante para nós”, comenta Cinthia Araújo, Gerente Regional de Marketing da Epson

Impressoras Surecolor P7570 e Surecolor P9570

Esses modelos são resultados de mais de 20 anos de pesquisa e aperfeiçoamento da tecnologia de impressão em grandes formatos. As SureColor P9570 e P7570 foram desenvolvidas para atender às mais diversas necessidades criativas, desde fotografias profissionais até provas de cor e design gráfico. Com a nova Tinta UltraChrome® PRO12, essas impressoras capturam todos os detalhes com precisão e brilho de cores inigualáveis. Já a cabeça de impressão PrecisionCore® de 2,6 polegadas proporciona maior qualidade de imagem e velocidade até 2,4 vezes maior do que as da geração anterior.

Robô de seis eixos VT6L

O VT6L é um robô de 6 eixos que possui design elegante com superfícies curvas e de fácil instalação, uma vez que a unidade principal e o controlador são integrados, economizando espaço e facilitando o uso do equipamento. Foi projetado para complementar a linha de produtos para automatizar as operações repetitivas que requerem precisão dentro de fábricas, laboratórios e linhas de montagem. Este robô não utiliza bateria, o que gera menos tempo de parada de linha para manutenção, além da redução de gastos operacionais.

Levantamento da XP Investimentos mostra que 89% dos investidores querem conhecer melhor os produtos alternativos

Com o objetivo de entender o interesse e o grau de conhecimento de seus clientes sobre investimentos alternativos, a XP Investimentos fez uma pesquisa com sua base de clientes qualificados e não qualificados com mais de R$ 300 mil investidos, totalizando 1.400 respostas, e descobriu que 87% deles nunca incluíram essa classe de ativos na carteira, sendo que mais da metade declarou ter baixo ou nenhum conhecimento sobre ela. O levantamento, realizado durante os dias 4 e 9 de setembro, revelou, por outro lado, que 89% têm interesse em conhecer melhor esses investimentos, o que reforça o potencial do segmento.

Os produtos alternativos constituem uma classe de ativos pouco conhecida dos investidores, que não são listados em bolsa ou mercado de balcão. Essas opções, que incluem Private Equity, Venture Capital, Special Situations, entre outros, são interessantes para investidores que prezam por boas chances de retorno em detrimento da liquidez.

“O resultado não surpreende já que esse mercado ainda é bastante incipiente no Brasil. Porém, o cenário que temos hoje, de taxa de juros em mínima história, é muito frutífero para o desenvolvimento dos fundos e aumento da captação, inclusive com capital local, que até então representa apenas 30% do total, e com mais de 81% dos investidores buscando retornos acima da média”, afirma Gustavo Pires, diretor de fundos de investimentos da XP. A estimativa, segundo ele, é que já em 2021 mais da metade da alocação em produtos alternativos será de investidores locais e não mais estrangeiros.

Em mercados mais desenvolvidos, essa classe de ativos tem uma penetração muito maior do que no Brasil, onde representa 0,2% do PIB, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, representa 2% do PIB. Esse contexto demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer no país.

Entre os investidores que já ingressaram nesse segmento, os fundos de Private Equity são os que mais atraem, com 7%, seguidos de Venture Capital, 2%, e Special Situations e Crédito Estressado empatados com 1%. Outros investimentos foram apontados por 3% dos respondentes. Para o desenvolvimento do mercado, Pires aponta três aspectos fundamentais: informação, para que o investidor entenda os riscos envolvidos, como a alta iliquidez, e a melhor forma de incluir os alternativos na carteira; oferta de produtos de qualidade pelas assets e curadoria para a distribuição das melhores opções nas plataformas de investimentos.

A fim de contribuir com as discussões sobre essa classe de ativos, até quinta-feira a XP realiza o Alternative Week, evento que reunirá gestores, diretores e empresários para debater o cenário e as oportunidades para os investidores no setor. Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc., e o empresário Jorge Paulo Lemann estão entre os confirmados. A programação completa pode ser conferida aqui.

Tags,

Aumenta a maturidade do processo de gestão de riscos nas empresas brasileiras, aponta KPMG

A edição mais recente do estudo “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” realizado pela KPMG concluiu que houve um avanço sobre o tema nas empresas em comparação com a primeira versão publicada dois anos atrás. Considerando uma escala de cinco níveis de maturidade – fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado – foi observada uma redução da quantidade de empresas com classificação abaixo de maduro, passando de 56% para 45%. Já o nível maduro permaneceu estável em 40% e houve um incremento de 5% e 6% nos níveis de maior maturidade, respectivamente. O levantamento foi conduzido, entre janeiro e março deste ano, por meio de uma plataforma web com a participação de respondentes em diferentes posições, incluindo executivos, membros de conselhos e comitês de 21 setores da economia brasileira.

“Apesar da elevação da maturidade sobre o assunto, é possível concluir que ainda existe uma grande parcela que não aderiu ao modelo esperado pela gestão de riscos, visando essa função como ferramenta de gestão, conforme indicam as boas práticas de mercado”, analisa o sócio de gestão de riscos e crise da KPMG, Luis Navarro.

Entre os cinco riscos que mais afetam as empresas, os principais continuam sendo o regulatório e o operacional representados por 64%. Completando a lista estão aqueles associados à execução de estratégia de negócios (passando de 31% para 42% ao se comparar com a primeira edição), relacionados às mudanças nas políticas governamentais sobre o setor que subiu no ranking apresentando agora 42% (em substituição aos riscos de tecnologia da informação, apontado nessa edição com 29% que deixou de fazer parte da lista prioritária). Em quinto lugar, estão os riscos de condições econômicas e de mercado que aumentaram de 30% para 33%.

“As empresas com o maior crescimento identificam oportunidades em situações que as demais veem como ameaças ou são ágeis enquanto outras não percebem as mudanças e disrupções a tempo de se adaptarem. Nesse cenário, quando entendido o verdadeiro conceito de risco, ou seja, o efeito da incerteza na consecução dos objetivos da empresa, o gerenciamento dos riscos passa a ser uma ferramenta poderosa para se destacar em meio ao mercado altamente competitivo que o Brasil está inserido”, afirma.

Ausência de uma cultura de gestão de riscos é o principal obstáculo:

Quando questionados sobre os principais obstáculos para implementação da gestão de riscos, a ausência de cultura sobre o tema se manteve como a mais apontada nas duas edições do levantamento passando de 65% para 67%; em segundo, falta de clareza em relação aos benefícios potenciais passando de 52% para 59%; e em terceiro, existência de outras prioridades se mantendo estável com 56%.


O estudo mostrou ainda que os principais fatores que influenciam as empresas na implementação da gestão de risco também sofreram poucas alterações. Entre eles, os principais são: desejo de reduzir a exposição ao risco em toda a empresa; melhorias nas práticas de governança corporativa e a necessidade de atendimento a requisitos regulatórios, motivador para a implementação da gestão de riscos que se destacou no ranking apenas na segunda edição.


De acordo com o Navarro, ao implementar um processo de gestão de riscos robusto, as empresas têm a oportunidade de se antecipar à perdas ou, caso estas sejam inevitáveis, prever a melhor estratégia de retomada.
“Um exemplo prático é o que estamos vivenciando agora. As empresas que já haviam investido em uma estrutura que possibilite o trabalho remoto tiveram vantagem neste período de isolamento, enquanto as demais atrasaram processos ou foram forçadas a se adequar ao ambiente remoto sem tempo hábil para estabelecer requisitos de segurança e medidas de proteção às redes corporativas para a atuação dos colaboradores”, esclarece.

Transporte, viagem e turismo lideram com 46%

Dos 21 setores pesquisados, 15 estão no nível maduro como transporte, viagem e turismo liderando com 46%. Em segundo, estão logística e distribuição com 43% seguidas por energia, recursos naturais e saneamento com 42%.


Já no segundo nível considerado fraco, estão seis segmentos liderados por educação (47%), entretenimento, mídia e editorial (46%) e varejo (43%). Por último estão terceirização com 40%, agronegócio com 38% e alimentos e bebidas com 32%.

Sobre a pesquisa:

A segunda edição da pesquisa “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” buscou entender o quanto as empresas estão preparadas para os desafios da nova realidade e comparar as mudanças observadas nesse processo ao longo do período de dois anos.


Foram contempladas 24 perguntas com foco nos sete elementos da metodologia de gestão de riscos da KPMG que considerou uma escala com cinco níveis: fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado. Entre os entrevistados, 43% são executivos ou membros de conselhos e comitês, um aumento de 6% em relação à primeira edição da pesquisa.

Tags, ,

Mais de 500 startups inscritas no iImpact, que visa destacar inovações com impacto social na AL

Mais de 500 startups se inscreveram no projeto iImpact, que visa mapear e reconhecer empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e cujas inovações já estejam gerando impacto na sociedade e no meio ambiente na América Latina.

Desenvolvido pelo Innovation Latam, o projeto é inédito e visa expor, validar e conectar as startups latino-americanas com empresas e governos da região. “O selo iImpact facilitará o match entre as empresas e as inovações”, afirma João Pedro Brasileiro, fundador da plataforma Innovation Latam.

Nessa fase do projeto o que mais chamou a atenção dos especialistas da Fundação Dom Cabral é que mais da metade (55,6%) das startups já está em fase de tração e escala e com clientes ativos, mas ainda esbarram na falta de investimento. Segundo elas, a falta de investimento (34%), a aquisição de clientes (16%) e a necessidade de exposição (13%) são as principais dificuldades para o crescimento. As startups inscritas (12%) também citaram a ausência de incentivos governamentais.

“É preciso dar visibilidade urgente para esse importante trabalho que está sendo desenvolvido pelas startups, principalmente, numa região tão carente de projetos e políticas públicas em conformidade com os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU”, afirma João Pedro.

Todas as empresas inscritas serão analisadas pela metodologia desenvolvida pelo Prof. Dr. Fabian Salum, da Fundação Dom Cabral, e submetidas a uma banca julgadora composta por docentes e mais de 70 executivos do alto escalão das principais empresas que atuam na América Latina e docentes. Entre elas: Aegea, IBM, Ambev, Grant Thornton, Grupo A.Yoshii Engenharia, MRV Engenharia, Dow, Electrolux, Gerdau, Oracle, Amazon, Bradesco, Cubo-Itaú, Banco Carefour, Roche,Saque-Pague e outras.

“É uma responsabilidade e ao mesmo tempo uma oportunidade de avaliar projetos de startups voltados para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis, pois assim como a Aegea, essas iniciativas promovem inovação, geram impactos sociais relevantes e disseminem ações de sustentabilidade. A participação das startups auxilia empresas e governos nesse processo de incorporação do pensamento inovador”, afirma Marco Aurélio Silva, gerente de Eficiência e Tecnologia da Aegea.

Na etapa final, as startups aprovadas pela banca julgadora receberão o Selo iImpact e farão parte de um ebook com a descrição dos cases, estatísticas do setor e opinião de lideranças. Haverá ainda um evento de apresentação das startups e a divulgação no portal do projeto.

Tags, , ,

Startup cria plataforma de automatização de protocolos médicos

O escritor Peter Drucker aponta que não é possível gerenciar algo que não se pode medir e, seguindo esse raciocínio, o engenheiro biomédico e CEO da Mindify, André Ramos, criou um software para capacitar equipes de saúde no uso de protocolos de referência, que receberam o nome de Protocolos Automatizados.

“Atualmente, o prontuário eletrônico usado pelas equipes de saúde não facilitam o entendimento, muitas vezes eles geram uma burocracia que chega a tomar 70% do tempo dos atendimentos. Em uma situação de pandemia o tempo é precioso, logo, as equipes são obrigadas a deixar de usar o prontuário eletrônico em sua plenitude, mas esse movimento faz com que dados deixem de ser gerados e sem eles torna-se impossível promover uma assistência custo-efetiva. Nosso papel com os protocolos automatizados é facilitar o trabalho do dia a dia das equipes de saúde”, explica André Ramos.

Com o intuito de alcançar o maior número de hospitais públicos e privados do país, André tentou contato com os governos, pois sabia que sua ferramenta seria útil para os profissionais de saúde, principalmente nos atendimentos do coronavírus, mas teve dificuldade de conseguir o contato certo.

Por participar de inúmeros grupos de inovação, o CEO conheceu o programa IdeiaGov, um Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo. Entre os desafios em andamento, encontrou o Edital de Ofertas Tecnológicas para o enfrentamento da COVID-19 e decidiu inscrever sua proposta. André percebeu que o IdeiaGov seria o melhor caminho para apresentar os Protocolos Automatizados para o governo.

“Vimos a oportunidade de demonstrar as facilidades da Mindify para as pessoas certas, dentro de um contexto adequado. Com isso, nos inscrevemos, passamos por todos os processos e fomos selecionados. O IdeiaGov nos deu a oportunidade de mostrar e de aplicar nossas inovações. Já tivemos uma primeira reunião e agora, minha expectativa é que os Protocolos Automatizados sejam implementados no Hospital das Clínicas”, comenta o CEO.

Os Protocolos Automatizados

Os protocolos foram definidos a partir da experiência prática de lideranças médicas e podem ser trocados ou customizados para as particularidades de cada hospital. A Mindify simplifica e valida a coleta de dados, tanto pelo paciente, quanto pelos Profissionais da Saúde, e os apoia nas tomadas de decisões com base em guidelines de referência e em serviços de Inteligência Artificial (IA).

A ferramenta estava pronta desde 2019, bastou que fossem parametrizadas os protocolos de combate ao coronavírus. O CEO explica que a primeira versão demorou apenas três dias para sair porque eles têm um robô que automaticamente faz toda a programação dos protocolos, depois os protocolos foram sendo atualizados a cada duas semanas, pois as diretrizes clínicas mudavam o tempo todo conforme o entendimento da Medicina sobre a doença evoluída.

A proposta da empresa é assistir toda a jornada do paciente desde a triagem, passando pela quarentena em casa com telemonitoramento, chegando até a ajudar médicos no diagnóstico e da definição do tratamento. Tudo isso gera dados valiosos que podem ser anonimizados e então compartilhados com as lideranças médicas responsáveis pela definição e melhoria contínua dos protocolos.

“Um dos maiores benefícios dos Protocolos Automatizados é que a ferramenta é intuitiva ao ponto de ser capaz de ajudar na capacitação das equipes de Saúde, além disso, é muito ágil. Tudo isso estimula a geração de dados clínicos do mundo real, mesmo no caos da pandemia, que por sua vez ajudam gestores hospitalares e pesquisadores a promover um custo-efetivo combate à pandemia”, finaliza Ramos.

Tags, ,

Locaweb anuncia aquisição da Etus

A Locaweb anuncia a aquisição da Etus, empresa que oferece a mais completa e robusta solução para gestão e marketing digital em redes sociais do mercado e já conta com mais de 100 mil marcas sendo atendidas. A plataforma ajuda empresas a fazerem essa gestão completa em um único ambiente, de forma simples e descomplicada.

“Sempre apoiamos as PME’s e já temos um grande volume de serviços para ajudá-los no processo de digitalização de suas operações, oferecendo soluções de Commerce (plataforma para loja virtual, meios de pagamento, integração com marketplaces, entre outros), Presença Digital e SaaS. A presença em rede social tornou-se de extrema relevância para clientes do perfil atendido pela Locaweb e encontramos na Etus a solução que melhor se integra em nosso portfólio. Sabemos que existe grande sinergia para os dois lados, pois os clientes da Locaweb precisam de soluções como as da Etus para venderem ainda mais e ampliarem a sua presença digital. Ao mesmo tempo, os clientes da Etus precisam das soluções que a Locaweb oferece. Como já temos um processo de cross-sell bem estabelecido na companhia, a Etus já chega podendo fazer uso imediato de todo esse potencial de vendas para a nossa base”, afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

“Estamos animados em divulgar ao mercado mais uma importante aquisição depois da abertura de capital, que ocorreu em fevereiro deste ano. Como sempre fazemos em nossas aquisições, fomos extremamente cautelosos e avaliamos centenas de empresas para chegar até a Etus. Estamos falando de um produto de assinatura, tecnicamente muito bem estabelecido, com potencial de cross-sell e com fundadores que continuarão conosco na operação. É a receita que gostamos. Uniremos nossos esforços e seguiremos ainda mais firmes no propósito de fazer negócios nascerem e prosperarem por meio da tecnologia “, completa o CEO.

Criada em 2015, a Etus oferece para todos os tamanhos de empresas e agências uma plataforma completa e robusta para a gestão de redes sociais e marketing digital em um mesmo ambiente. Nela, é possível agendar e impulsionar posts, gerenciar interações com perfis das redes, captar leads, ter relatórios completos de todas as ações e muito mais. Possui funcionalidades avançadas para garantir excelente posicionamento, o que aumenta sensivelmente o sucesso dos clientes, a conversão e melhora no pós-vendas.

A maioria das empresas que entram nas redes sociais precisa de perfis nas principais como: Facebook, Instagram, Linkedin, Pintrest, Twitter entre outras. Fazer uma gestão de todas essas redes separadamente é extremamente complicado e ineficaz. A plataforma da Etus vem para facilitar a vida das empresas, que apostam nesse meio e sabem da importância dele para vender mais, divulgar seus produtos e serviços e estar mais próximo dos seus clientes e prospects.

Com um modelo de negócio SaaS (software as a service), a Etus oferece tudo isso e o cliente paga um valor mensal pelo uso da plataforma, mesmo modelo adotado pela Locaweb nos seus serviços. A companhia já vem crescendo organicamente de forma muito expressiva nos últimos anos, agora poderá acelerar ainda mais esse crescimento graças às integrações com a Locaweb.

“A Etus nasceu para resolver o problema que a maioria das empresas possui no marketing digital, a gestão de suas redes sociais aliada a produtividade e resultados. Meus sócios e eu atuávamos como publicitários com especialização em marketing digital desde 2010 e perdíamos muito tempo gerenciando as redes sociais dos nossos clientes. Precisávamos de algo completo e robusto para ajudar nessa tarefa. Desenvolvemos a solução e com isso tivemos mais tempo para evoluir e escalar os nossos negócios”, conta o cofundador e CEO da Etus André Patrocínio.

“Escolhemos a Locaweb porque enxergamos uma sinergia enorme entre o que a companhia oferece aos clientes e o que podemos complementar nesse portfólio para proporcionar uma presença digital completa para as empresas. Também nos identificamos com a cultura da companhia assim como o propósito de ajudar a pequena e média empresa na digitalização dos seus negócios”, afirma.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outras aquisições, os fundadores André Patrocínio, Márcio Garcia e Bruno Rafael Nery permanecerão responsáveis pela operação da Etus.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou seis aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui mais de 1,5 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 19 mil desenvolvedores parceiros. Com 22 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos bem como de aquisições.

Fligoo anuncia aporte Series A de R$ 40 milhões

A Fligoo, startup de análise avançada de dados, com sede em São Francisco, no Vale do Silício, e clientes como Coca Cola, Itaú, Walmart e B2W, anuncia aporte de R$ 40 milhões, liderado por family offices americanas e brasileiras. O investimento será dedicado ao crescimento das operações da empresa, tendo o Brasil como um dos principais focos. A Fligoo usa inteligência artificial, big data e machine learning para fornecer informações preditivas sobre o comportamento do consumidor e otimizar estratégias de negócio. Grandes empresas de mercados como o financeiro, de bens de consumo, varejo, educação e telecom confiam na Fligoo e seus mais de 4 mil algoritmos proprietários para tirarem proveito do recurso mais valioso do nosso tempo: os dados.

“Diferentemente de muitas startups, temos uma operação que apesar do nosso crescimento acelerado gera caixa. Na Fligoo não acreditamos no modelo de encher o cofre de dinheiro de venture capitalists para logo ser refém dos seus ‘terms’. Preferimos crescer o nosso business global a passos naturais e por meio do nosso network”, afirma Carlos Naupari, CEO da Fligoo no Brasil. A operação local da startup cresceu 400% na pandemia. “Depois dos Estados Unidos, em que já temos toda a operação rodando, o Brasil é o país mais importante para nós no momento e é aqui que está o maior potencial para nos tornamos o próximo unicórnio.”

A Fligoo nasceu em 2013, logo depois de um dos fundadores usar o seu conhecimento em computação para fazer um experimento diferente: analisar o comportamento online da mãe da sua então namorada. O objetivo? Descobrir o presente de Natal ideal. O perfume escolhido caiu em cheio no gosto da sogra que se tornou uma das principais apoiadoras do casamento que aconteceria anos depois. O episódio foi o embrião da Fligoo que ao longo dos anos evoluiu de um mecanismo capaz de indicar os melhores presentes a amigos e familiares para um framework proprietário de 4 mil algoritmos, desenvolvido com engenheiros do MIT, que ajuda grandes empresas a usar seus dados de forma segura para incrementar vendas, reduzir a perda de clientes, prevenir fraudes e otimizar processos, como análises de crédito.

A tecnologia da Fligoo se integra aos servidores existentes do cliente de forma remota e entrega resultados que conseguem superar o ROI de projetos ou iniciativas desenvolvidos internamente. A Fligoo usa AI para criar modelos preditivos do comportamento do consumidor. Esses usam vários métodos, incluindo florestas de decisão aleatórias, redes neurais e aprendizagem profunda, que permitem determinar qual produto é melhor para qual tipo de cliente, quando este deve ser oferecido, de que forma e por qual canal. O sucesso dessa abordagem é vista nos resultados comerciais que, em média, saltam 25%. Caso de um dos maiores bancos do Canadá que em dois anos de parceria registra mais de US$ 300 milhões em incremento de venda do seu cartão de crédito.

Parte da operação da startup se baseia em Córdoba na Argentina. É lá que ficam os gênios da Fligoo, os seus cientistas de dados, responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia da startup. São cerca de 40 pessoas dedicadas a treinar, testar e aprimorar os seus algoritmos. “Os clientes enxergam os nossos produtos como soluções holísticas que resolvem os seus maiores problemas para crescer e reter clientes . Somos uma alternativa bem vinda ao trabalho das consultorias tradicionais que dizem trabalhar com AI mas no final das contas entregam apenas belos PowerPoints”, afirma Naupari.

Ao longo dos anos, a Fligoo vem chamando a atenção do mercado. Em 2019, por exemplo, a empresa foi uma das sete selecionadas do programa Start Path, da Mastercard, que passou a apresentá-la à sua base de clientes. Hoje, além do hub em Córdoba, a empresa tem operações nos EUA (São Francisco, Nova York e Miami) e em Londres. Por lá, a startup integra o Scale Fintech, iniciativa da PwC para startups financeiras, e do programa de aceleração do Royal Bank of Scotland. Com vagas abertas e crescimento acelerado, a história da Fligoo está apenas começando.

Tags,