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45% dos profissionais aproveitam o tempo em casa para buscar cursos de qualificação

Profissionais e estudantes têm aproveitado o período em casa para se prepararem ainda mais para o mercado de trabalho. É o que mostra levantamento realizado pela Catho com mais de 7 mil pessoas, em que 45% dos respondentes disseram estar buscando cursos de qualificação, enquanto que 28% afirmaram que estão participando de palestras, webinars e workshops durante a pandemia.

Pensando em contribuir para o aperfeiçoamento desses profissionais e com o objetivo de apresentar conteúdos e mostrar como se destacar no mercado de trabalho, a Universidade Paulista (UNIP) e a Catho promovem, nesta quinta-feira (24), o Workshop Empregabilidade de Sucesso da Teoria à Prática, com participação totalmente gratuita e transmissão on-line por meio da plataforma Zoom.

“Mesmo com a delicadeza deste momento, é importante se manter atualizado e acumular aprendizado. Por isso, entendendo o papel de liderança que possuem, a Catho e a UNIP se unem para dar suporte e orientação para que os profissionais se adaptem e se qualifiquem independentemente da área em que atuam”, destaca a gerente sênior da Catho, Bianca Machado.

Com programação relacionada à empregabilidade e como se desenvolver profissionalmente, o evento contará com palestras da gerente sênior da Catho, Bianca Machado e de renomados docentes da UNIP, e abordará temas como o atual cenário de contratações, competências em alta, dicas para o currículo e os desafios e as oportunidades no mercado de trabalho pós-pandemia.

Para a vice-reitora da UNIP, Marilia Ancona Lopez, as competências básicas para o desempenho da função profissional já não são suficientes para garantir a empregabilidade. “É preciso buscar atualização constante, possuir muitas habilidades, ser capaz de compreender a cultura organizacional e saber trabalhar em equipe. Criatividade, liderança, empenho e qualificação são indispensáveis.”

Evento: Workshop Empregabilidade de Sucesso da Teoria à Prática.

Data: 24 de setembro de 2020

Horário: 15h às 18h30

Para conferir a programação na íntegra e realizar sua inscrição acesse a página do evento .

NTT DATA e everis abrem inscrições para o 11º Concurso de Inovação Aberta

A NTT DATA, empresa líder em serviços de TI, e a everis, sua consultoria multinacional de negócios e TI, anunciam o lançamento da 11ª edição do Concurso Internacional de Inovação Aberta. Este ano, com o apoio da Microsoft e da JETRO São Paulo, respectivamente, empresa líder em tecnologia global e órgão do governo japonês para promoção comercial Brasil – Japão, convidam startups de negócios de todo o Brasil a enviarem suas ideias de novas tecnologias que podem tornar o mundo um lugar melhor. Os interessados podem se inscrever até 16 de outubro.

“Nesses cinco anos recebemos mais de 150 projetos inovadores nas etapas brasileiras do Open Innovation Contest. Agora, abrimos as inscrições para uma nova edição, com a finalidade de promover o contato e a geração de negócios entre nossos clientes, startups e as capacidades do grupo NTT DATA. Estamos com ótimos apoiadores e jurados, executivos de empresas renomadas, que irão nos ajudar na colaboração com startups que tenham potencial para solucionar os desafios e tendências dos setores relacionados”, explica Roberto Pereira, Head de Inovação da everis Brasil. O vencedor do concurso de Inovação Aberta tem a oportunidade de ampliar seu networking com autoridades e formadores de opinião locais e mundiais nos mais diversos setores relacionados à tecnologia. 

Danni Mnitentag, Vice-Presidente de Canais e Parcerias da Microsoft Brasil, afirma que a decisão de se tornar parceiro desta iniciativa da NTT DATA e da everis se baseou no compromisso comum às três empresas de investir em empreendedorismo, inovação e em soluções capazes de melhorar o ecossistema econômico e político dos países nos quais atuam. “Ficamos honrados com o convite para apoiar o concurso que representa uma excelente chance para as startups nacionais mostrarem seu talento em inovar e ajudar a transformar os negócios de diversos setores em benefício do mercado e da sociedade”, reforça Mnitentag.

A NTT DATA lançou o Open Innovation Contest em 2014, com o objetivo de promover o desenvolvimento de novos negócios por meio da inovação aberta. Neste 11º concurso, a ideia é incentivar a criação de novos negócios globais, apresentando desafios para áreas que deverão crescer como negócios digitais, como Cidades Inteligentes, Saúde Digital e Tecnologia Exponencial. No Brasil, onde o concurso é realizado com o apoio da everis, as startups poderão inscrever seus projetos em diferentes categorias da competição com o intuito de contribuir para o desenvolvimento dos seguintes setores:

Financeiro – podem ser encaminhados projetos que visam inclusão e educação financeira, geração de novos serviços financeiros, segurança digital e prevenção de fraudes.

Telecomunicações – há interesse em soluções para inteligência de inventário, movimentação e rastreamento de itens relevantes em estoque, de conectividade, de IoT para agrobusiness, bem como projetos autônomos e inteligentes para diagnóstico e manutenção de redes (eficiência operacional de campo).

Utilities e Energia – podem ser inscritos projetos que potencializem o conhecimento sobre o perfil do consumidor final, quanto aos hábitos familiares quanto aos consumos, e que ajudem no engajamento destes clientes, além de mitigação de fraudes na rede elétrica, reduzindo perda energética.

Varejo e Bens de Consumo – são considerados interessantes projetos para realização de ações diretas ao consumidor, novas logísticas que auxiliem nas entregas de “última milha”, modelos de colaboração e novos serviços para todos os elos da cadeia Indústria.

Para evitar a disseminação do novo coronavírus, este ano os eventos para anunciar os finalistas nos 14 países participantes e o vencedor do 11º concurso serão realizados on-line. O evento de anúncio dos finalistas brasileiros será realizado no dia 24 de novembro, . Em todo o mundo serão feitas seleções regionais de qualificação, com os vencedores sendo apresentados no “Grand Finale”, que acontece em 29 janeiro de 2021.

“A NTT DATA utiliza a experiência adquirida por meio deste concurso, assim como as empresas do grupo, o ecossistema de inovação e outras redes para alcançar um “win-win-win” entre as startups, os clientes e nossa equipe. Por isso, nós continuaremos apoiando a criação de novas empresas com foco em infraestrutura social e faremos todas as análises e eventos por meio de ferramentas on-line a fim de garantir a continuidade da iniciativa e a participação de um maior número de interessados, respeitando o bem-estar e a saúde de todos os envolvidos”, diz Kaz Okada, Senior Expert Open Innovation and Business Incubation NTT DATA Corporation.

Em 2019, 40 startups se inscreveram no Open Innovation Contest e a expectativa para este ano é ainda maior. Na edição anterior, por exemplo, destacaram-se as vencedoras Looqbox e a Mindify. A Loogbox ganhou ao apresentar sua solução de visualização de dados, que permite maior clareza na hora da tomada de decisão, atuando de modo prático como um “Google para empresas”, que fornece uma ferramenta com layout simples no qual os usuários podem  pesquisar o que necessitam dentro da infraestrutura da empresa. A Mindify, por sua vez, se destacou com seu software para automação e gestão de protocolos de medicina, baseado em evidências e otimizado para reduzir a burocracia e estimular diagnósticos precoces.

Histórico

Os negócios digitais expandiram para todos os setores da economia e continuam avançando ao mesmo tempo em que incorporam uma gama de tecnologias inovadoras. Este concurso permitiu à NTT DATA analisar propostas de negócios de mais de 1.500 empresas líderes em empreendimentos, realizando mais de 20 casos de comercialização de negócios em diversas áreas. Neste concurso, a NTT DATA vai colaborar com as empresas do grupo em todo o mundo para analisar possíveis parcerias e estabelecer rapidamente negócios com as startups.

Avaliação da colaboração potencial após o concurso

As equipes globais da NTT DATA avaliarão uma possível colaboração com as startups que demonstrarem sinergia com a NTT DATA. Em seguida abordaremos o cliente com uma Prova de Conceito (PoC) e outras soluções. A NTT DATA fornecerá até US$ 100 mil como apoio à PoC para cobrir os custos associados às viagens, operações e hardware/software.

Para mais informações e como se inscrever, acesse http://oi.nttdata.com/en/contest ou envie uma mensagem para OfficeofCTO@nttdata.com.

Empresas parceiras do grupo e mercados para o 11º Concurso de Inovação Aberta
Início do período de inscriçãoSexta-feira, 04 de setembro de 2020
Término do período de aplicaçãoDe acordo com o país sede. No Brasil será no dia 16 de outubro
Evento on-line para anúncio dos finalistasTerça-feira, 24 de novembro de 2020
Temas do concursoCidade Inteligente, Saúde Digital, e Tecnologia Exponencial para os setores financeiro, de telecomunicações, utilities e energia, varejo e bens de consumo.
Evento de anúncio do vencedor do OICO vencedor será anunciado em um evento on-line no dia 24 de novembro. Após as seleções regionais, as empresas vencedoras de cada região serão convidadas para participar da “Grand Finale”, que será realizada em 29 de janeiro de 2021.
Informações e procedimento de inscrição no concursoAs inscrições somente serão aceitas se enviadas pelo website. As informações sobre o concurso estão sujeitas a alterações sem aviso prévio, portanto, consulte o site oficial. Site oficial do concurso (inglês):https://oi.nttdata.com/en/contest/

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Airbnb lança ferramenta de dados e insights para governos

Há vários anos, o Airbnb tem feito parcerias com centenas de cidades, estados e países do mundo todo — de Seattle e Hamburgo, à Cidade do Cabo e Porto Seguro, do Japão a Vancouver — para fomentar o turismo responsável e sustentável, que traz benefícios para as comunidades locais.

Em nosso trabalho conjunto, agora no contexto pós-pandemia, temos aprofundado as iniciativas de parceria para apoiar as autoridades em suas estratégias para a alavancar o turismo e estimular a recuperação econômica. Nesse sentido, anunciamos hoje o Portal da Cidade, uma ferramenta online do Airbnb desenvolvida para conexão direta de governos e secretarias de turismo que inclui acesso a insights e dados relacionados ao setor turístico.

Os dados oferecidos incluem informações sobre as características do mercado de locação por temporada. Assim, os parceiros de turismo podem, por exemplo, ver de onde vêm os hóspedes que viajam para a sua região e ajustar suas estratégias.

O Portal da Cidade está sendo lançado com mais de 15 cidades-piloto e secretarias de turismo em sua primeira fase. Entre os parceiros está o Estado de São Paulo, pioneiro na América Latina, ao lado de outras cidades como Buffalo, Palm Springs e São Francisco, nos Estados Unidos, Vancouver e Calgary, no Canadá, Cracóvia (Polônia), região da Toscana (Itália) e Wesgro (África do Sul).

“O Airbnb está comprometido em oferecer soluções inovadoras na parceria com o Estado de São Paulo e o Portal será uma ferramenta importante para planejamento na retomada do turismo e da economia”, disse Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo.

Continuaremos a desenvolver o Portal da Cidade a partir da entrada de novos destinos turísticos para entender como os parceiros estão se relacionando com a ferramenta e adicionar outros recursos.

“Criamos esta ferramenta com as cidades, e nosso objetivo é garantir que ela funcione para grandes e pequenas cidades e seja adaptável a diferentes necessidades. A maneira como vivemos e viajamos continua mudando. O Portal da Cidade do Airbnb tornará mais fácil para cidades de todos os tamanhos trabalharem conosco e se beneficiarem de nossa comunidade”, disse Brian Chesky, cofundador e CEO da Airbnb.

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FEBRABAN inaugura Laboratório de Segurança Cibernética

Com investimento inicial de R$ 6 milhões, espaço promoverá treinamentos para equipes de bancos, simulações, compartilhamento de informações técnicas e avaliação de prestadores de serviços em linha com a estratégia de aprimoramento contínuo dos sistemas de defesas das instituições

Para unir forças em ações de prevenção, identificação e combate ao crime digital, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugura hoje (23) as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permitirá que as instituições financeiras melhorem a eficiência de compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

O Laboratório está localizado em São Paulo e contará com as tecnologias mais avançadas disponíveis na área de inteligência e simulação. As atividades serão desenvolvidas com base em quatro frentes: Treinamento, Simulação, Inteligência e Padronização.

Inserida no Planejamento Estratégico da Federação, a criação do Laboratório de Segurança Cibernética foi iniciada em julho do ano passado e visa promover melhorias contínuas para o Sistema Financeiro Nacional. Também acompanha o crescimento significativo das transações eletrônicas, como demonstrou a última pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. O estudo revelou que as operações cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de transações. Deste total, 63% são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking.

A criação do laboratório também contemplará os princípios da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada em fevereiro de 2020, que apresenta os rumos que o Governo Federal considera essenciais para que o País, a sociedade e as instituições se tornem seguros e resilientes no uso do espaço cibernético; e também as resoluções já publicadas pelo Banco Central.

As atividades do Laboratório de Segurança Cibernética atenderão inicialmente os 14 bancos que participam na Comissão Executiva de Segurança Cibernética da FEBRABAN, mas, ao longo do tempo, outras instituições poderão participar das ações e atividades do espaço. São eles: Banco Alfa, Banco do Brasil, Banco BV, Banco PAN, Banco XP, Bancoob, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, J. P. Morgan e Safra.

“É fundamental trabalhar de forma conjunta para a troca contínua de informações técnicas e de inteligência entre as instituições financeiras. Nosso laboratório é um espaço que fortalecerá a cooperação entre os bancos associados, incentivará treinamentos e buscará soluções inovadoras e o uso tecnologias de ponta para fortalecer os sistemas e equipes de defesa das instituições”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. Ele ressalta que os bancos investem R$ 2 bilhões por ano em segurança da informação. “É importante garantir e mostrar aos nossos clientes que a experiência com o seu banco ocorre com total segurança”, acrescenta.

O investimento feito para o lançamento do laboratório foi de R$ 6 milhões, voltados para a montagem do espaço físico, além de aquisição de equipamentos, infraestrutura de tecnologia, programas de simulações de ataques virtuais e a contratação de uma consultoria, que nesta fase será feita pela Accenture.

Quatro frentes

Os treinamentos serão focados em segurança cibernética com conteúdo prático direcionado aos profissionais técnicos e de gestão das instituições financeiras, explica Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN. O primeiro treinamento ocorreu entre 31 de agosto e 4 de setembro, antes mesmo do lançamento, e contou com a participação dos bancos integrantes da Comissão Executiva de Segurança Cibernética da entidade.

Nesta frente de atuação do laboratório, o objetivo é formar cerca de 80 profissionais por ano em diversos níveis de treinamento. “Serão promovidos exercícios de defesa no espaço cibernético e estimuladas práticas que tragam respostas a incidentes virtuais. O combate aos crimes cibernéticos exige profissionais constantemente capacitados”, afirma Vilain. “Esperamos contribuir com a capacitação de equipes para respostas à incidentes, criando, assim, um ambiente favorável de trabalho coletivo entre as instituições bancárias”, acrescenta.

Nas simulações entre os participantes do laboratório serão trabalhados cenários de situações de ataques cibernéticos em grupos de forma técnica e estratégica. A primeira simulação será feita após a volta das atividades presenciais, e o objetivo da entidade também é promover ciclos trimestrais para as ações. Inicialmente, o Laboratório terá a capacidade de realizar até 4 simulações integradas por ano com as ferramentas mais modernas disponíveis no mundo.

Na frente Inteligência, as instituições farão uso estratégico de informações e dados de ameaças e atividades criminosas ocorridas em outros países. Os integrantes do Laboratório vão ter acesso a relatórios técnicos exclusivos sobre estas ameaças e ainda informações atualizadas sobre segurança cibernética para o segmento financeiro.

E na frente Padronização, os profissionais irão analisar fornecedores que atendem o Sistema Financeiro Nacional. O objetivo é que a entidade crie um manual de boas práticas para que sejam observados os critérios de atuação de fornecedores no sistema financeiro.

“A entrada em operação do Laboratório de Segurança Cibernética é mais uma ação que demonstra o comprometimento dos bancos com o aprimoramento constante dos sistemas de segurança das instituições, que buscam garantir a eficiência das operações financeiras cotidianas de milhões de brasileiros, e também é a consolidação do setor no uso da tecnologia para as transações bancárias”, acrescenta Isaac Sidney.

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Unidas anuncia união com Localiza para se tornar referência em mobilidade

As empresas Unidas e Localiza anunciaram nesta quarta-feira (23/09) a intenção de unir suas operações, em um movimento que prevê a criação de uma companhia referência mundial em mobilidade, com maior oferta de aluguel de veículos, gestão de frotas corporativas e carros por assinatura.

A operação, que está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como por assembleias de acionistas, dará origem a uma nova empresa que terá como missão garantir mais acesso à mobilidade, segmento que vem evoluindo de maneira constante e acelerada. Se aprovada, a transação ocorrerá por meio da incorporação de ações, com a estrutura composta pelos acionistas de ambas as companhias.

“O mercado de aluguel de carros é altamente competitivo, com mais de 10 mil locadoras, e se renova a cada momento. A união das duas companhias contribuirá para a criação de uma operação mais robusta, garantindo assim mais acesso à mobilidade e acompanhando a evolução e os desafios do segmento”, afirma Luís Fernando Porto, CEO da Unidas.

A nova empresa deverá contar com uma frota consolidada de mais de 468 mil veículos, presença em 404 cidades e atuação na América do Sul, em países como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Em relação aos destaques financeiros, a receita da empresa combinada nos últimos 12 meses foi de R$ 14,3 bilhões e o valor de mercado consolidado, de R$ 48 bilhões.

“Com a empresa combinada teremos ainda mais força para alavancar nosso crescimento de forma competitiva e ampliar a oferta de novas soluções, potencializadas por ganhos em capacidade tecnológica e de inovação, o que garantirá a melhor experiência a partir do uso eficiente e inteligente da frota”, acrescenta Porto.

Em relação à governança, tanto Unidas quanto Localiza têm suas ações negociadas no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da B3, destinado exclusivamente às companhias que voluntariamente adotam as melhores práticas de governança.

Responsabilidade socioambiental

Segundo o CEO das Unidas, além das sinergias previstas a partir da aprovação do processo de união, a expectativa é de que a soma de esforços seja convertida também em benefícios para a sociedade.

Entre outros projetos, a Unidas é responsável pelo programa “Unidos por um Mundo Melhor”, que promove anualmente com seus colaboradores voluntários ações de incentivo à educação técnica de jovens, com mais de 6,4 mil pessoas assistidas, além de apoio a ONGs que cuidam de crianças e idosos, oferecendo suporte para 14 creches e asilos. O programa também trata das questões ambientais e tem 100% das emissões de carbono da sua frota neutralizadas.

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Digital: um tema para o amanhã que se tornou uma demanda para ontem

Por Roberto Carvalho, Vice-Presidente da Dynatrace América do Sul

            Durante muito tempo, a Transformação Digital foi considerada uma prioridade para o futuro dos negócios. Não por acaso, segundo diversas pesquisas internacionais, a definição de uma estratégia de digitalização das operações era figura constante como uma das três maiores demandas dos CEOs nos últimos anos. Mas a realidade mudou mais rápido do que qualquer plano, e a urgência para colocar as inovações em prática tomou conta do mercado. Em tempos de pandemia do coronavírus, ser digital deixou de ser um tema para o amanhã para se tornar uma demanda para ontem.

            Para entender esse cenário, basta notar quantas empresas tiveram de mudar seus processos e estruturas de negócios de um dia para o outro. E quantas companhias acabaram ficando na mão no meio dessa migração. Afinal de contas, apesar da Transformação Digital ser há tempos um assunto recorrente no ambiente corporativo, a verdade é que quase ninguém estava pronto para a mudança que aconteceu.

            O fato é que, com a crise do Covid-19, todas as empresas tiveram que, de algum modo, acelerar suas jornadas de digitalização. A condição atual, todavia, tem trazido à tona uma série de novos paradigmas em relação ao uso da tecnologia. Um deles, sem dúvida, é de que sem visibilidade não há transformação digital.

            Evidentemente, não se trata apenas de conferir dashboards com números sobre o funcionamento da infraestrutura de hardware e software nas áreas de TI. É preciso ir além, com o que o chamamos de Observability, que nada mais é do que elevar a inteligência prática para monitorar e gerenciar a performance real das aplicações, avaliando proativamente as ferramentas, de acordo com a real necessidade das operações.

            É bom deixar claro, contudo, que o Observability não é uma questão que surge no mundo pós-pandemia. Há alguns anos, pesquisas do Gartner já indicavam que cerca de 60% das empresas poderiam sofrer algum tipo de falha grave em suas operações digitais até este ano, justamente por conta da incapacidade de mapear, identificar e gerenciar potenciais riscos e problemas. Ou seja, não é a disseminação do vírus que torna o Observability realmente imprescindível. É a própria aceleração da Transformação Digital que exigirá das companhias essa capacidade de observação aprimorada.

            De todo modo, é inevitável dizer que as restrições impostas pela disseminação do coronavírus ampliaram ainda mais a pressão sobre as equipes de TI, colocando praticamente todos os resultados das companhias em cima de serviços digitais – que, portanto, precisam ser entregues sempre com máxima performance. Exatamente por isso, é bastante claro que o monitoramento se tornará ainda mais relevante para o sucesso dos negócios já em curto prazo, antecipando e mitigando qualquer tipo de incidente.

            Hoje, tão importante quanto ter uma loja virtual, por exemplo, é garantir que ela esteja em funcionamento ininterrupto, com uma experiência excelente para os usuários. Você já sentiu aquela frustração de tentar falar com o suporte de uma marca e descobrir que o sistema está off-line? É essa a sensação que todas as marcas têm de evitar provocar.

            Isso porque, no fim das contas, não se trata do funcionamento de um ou outro sistema de TI, mas sim do resultado entregue às pessoas. Com os usuários (clientes ou colaboradores) cada vez mais dependentes do mundo on-line, o objetivo dos líderes e equipes de TI precisará ser o de entender, mitigar e prever problemas para garantir a oferta da melhor experiência possível.

            O problema, por sua vez, é que prever quando as coisas vão sair errado não é uma tarefa simples. Com sistemas e aplicações mais complexas surgindo a cada dia, monitorar as entregas e entender as diretrizes de cada área ou unidade de negócios tem se tornado uma tarefa humanamente impossível.

            É disso que se trata o Observability. A gestão de serviços de TI não pode ser mais reduzida às métricas e logs. É preciso também avaliar o contexto, as demandas e os processos exigidos pelas pessoas. A partir dessa análise é que se deve perguntar o que está atrapalhando a melhor performance para o usuário e o que está impedindo que as aplicações sejam realmente eficazes. De nada adianta conhecer as configurações de um sistema, sem a visão completa do ambiente – incluindo quem está usando a tecnologia.

            Em um mundo cada vez mais marcado pelo distanciamento e pelas incertezas, a pandemia do coronavírus acabou acelerando a digitalização de nossas vidas, ressignificando a hiperconexão como um ponto imperativo para empresas e clientes. No entanto, estar conectado é apenas um detalhe para a conclusão dos negócios em uma jornada efetivamente bem-sucedida. É hora, portanto, de garantir que tudo está realmente funcionando e entregando que nossas conexões estejam realmente entregando o melhor. Somente assim, executivos, técnicos e clientes poderão ter dias melhores nessa nova fase que será o ‘Next Normal’.

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Abstartups e AWS promovem mentorias e painéis gratuitos pra startups do Sudeste

Com o objetivo de conectar e fortalecer as diversas comunidades de startups fora do eixo das grandes capitais do Brasil, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) junto com líderes de comunidade dos estados do sudeste do Brasil, em parceria estratégica com a AWS e apoio da Ambev e Dell Technologies + Intel, lança o StartupOn Sudeste, em versão gratuita e online.

Realizada ao vivo no canal da Abstartups no Youtube, entre 28 e 30 de setembro, o evento contará com painéis e debates abertos para todo o público empreendedor sobre as seguintes verticais: educação, saúde e agronegócio. Entre os speakers estarão grandes personalidades dos setores para trazer discussões relevantes e esclarecedoras, e que também serão responsáveis por realizar aproximadamente 120h de mentorias individuais e voluntárias com empreendedores de todo o país.

Confira a programação completa do StartupOn Sudeste:

28/09
19h – Saúde | Acesso
Saúde para todos: como assegurar mais inclusão e pleno atendimento?

19h45 – Saúde | Biossegurança
Efeito pandemia: será que basta confiar nos protocolos de biossegurança?

29/09
19h – Educação 4.0 | NTICS e Metodologias Ativas
Como inovar para transformar a educação

19h45 – Educação 4.0 | Acessibilidade e dispositivos educacionais
Como a tecnologia poderá atender demandas educacionais no futuro?

30/09
19 – Agro
Soluções tecnológicas que aumentam a sustentabilidade e competitividade do agro brasileiro

19h45
Hubs de inovação do agro

StartupON Sudeste
Datas: de 28 a 30 de setembro
Valor: Gratuito
Local: Canal do Youtube da Abstartups
Informações e inscriçõeshttp://bit.ly/startupon_sudeste

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Aplicativo permite que consumidores protejam CPF, ganhem prêmios e obtenham vantagens na compra online

Comprar online faz parte da rotina de muitos brasileiros, especialmente com a pandemia e os resquícios do isolamento social. Com isso, um número cada vez maior de pessoas pode ter informações vulneráveis para o uso de fraudes de compra, que podem gerar prejuízos significativos. De olho na oportunidade de gerar mais segurança para o consumidor digital de forma fácil e rápida, um novo aplicativo chega ao mercado: o VIPy.

O app é uma versão atualizada e mais completa do antigo aplicativo Compre&Confie, lançado em 2016, que tinha como única funcionalidade permitir aos consumidores que monitorassem compras online por meio do cadastro do próprio CPF na plataforma.

Agora, a missão é maior e mais complexa: o VIPy deve manter o propósito de ajudar a identificar fraudes nas compras online de forma fácil e rápida, proporcionando segurança aos consumidores, além de permitir que eles avaliem sua experiência de compra em mais de cinco mil lojas cadastradas e possam concorrer a prêmios.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Movimento Compre&Confie, aceleradora de negócios do T. Group (holding criada pela ClearSale para promover a segurança em todos os pontos de contato das compras online). Hoje, a aceleradora possui mais de 5 mil varejistas cadastrados em sua base de dados e, além do aplicativo, conta com o selo de confiança Compre&Confie, concedido aos varejistas que seguem boas práticas de segurança digital.

Bayer abre as inscrições para o Grants4Ag

A Bayer abriu inscrições para a iniciativa Grants4Ag. Lançado pela primeira vez em 2015, o programa evoluiu e, em 2020, oferece aos pesquisadores apoio financeiro e científico para o desenvolvimento de ideias para novas soluções em todas as áreas de pesquisa e desenvolvimento da Divisão Agrícola. O prazo para inscrições é 31 de outubro de 2020.

“Nossos programas Grants4 anteriores conseguiram atrair propostas de ponta em nichos específicos – particularmente em traits de biotecnologia e biológicos”, explica Phil Taylor, Business Partner de Inovação Aberta para a Divisão Agrícola da Bayer. “O novo modelo do Grants4Ag expande o alcance para um maior número de candidatos potenciais e, portanto, inovações mais diversificadas.”

Como nas edições anteriores do programa, não há requisitos formais de relatórios e os candidatos retêm a propriedade sobre qualquer propriedade intelectual desenvolvida. Taylor ressalta que a empresa vê o auxílio como um investimento inicial com potencial para se tornarem colaborações de maior escala e de longo prazo com a Bayer.

Além do auxílio econômico (que normalmente varia de 5.000 e 15.000 euros), cada beneficiário poderá contar com a parceria de um cientista da Bayer que fornecerá orientação e feedback sobre o projeto. Aqueles que já receberam subsídios anteriormente dizem que o programa Grants4 se diferencia dos programas de financiamento tradicionais.

“É fácil candidatar-se para o programa Bayer Grants4 e ele nos permite testar tecnologias com experimentos de viabilidade cujos resultados podem fazer a ponte entre projetos atuais e futuros”, afirma Hank W. Bass, Professor de Ciências Biológicas da Universidade Estadual da Flórida, que recebeu uma bolsa em 2019 para estudar a resposta das plantas de milho às enchentes.

No total, no ano passado, o programa de subsídios recebeu inscrições de 17 países em todo o mundo. Foram concedidas 21 bolsas de estudos no total.

Para o período de inscrição para o Grants4Ag 2020, a Bayer está fazendo parceria com a Halo, um marketplace que ajuda as empresas a se conectarem com os cientistas através de uma interface intuitiva e simplificada.

“Criamos a Halo para ajudar empresas a descobrir e colaborar com os cientistas para resolver os desafios de hoje e se manter um passo à frente daqueles que virão amanhã”, disse Kevin Leland, CEO e fundador da Halo. “Há muito tempo a Bayer tem sido uma campeã da inovação aberta e estamos entusiasmados por estarmos impulsionando esta mais recente busca para que ainda mais cientistas de universidades e startups possam se beneficiar de seus recursos e conhecimento da indústria.”

Informações completas sobre as soluções buscadas pelos programas, processo de inscrição e regras de submissão estão disponíveis em halo.science / company / bayer-crop-science .

O diferencial de alíquota do ICMS e as empresas no regime do Simples Nacional

Por Daniel Cerveira

O diferencial de alíquota (DIFAL) é o resultado positivo da subtração da alíquota interestadual pela interna, que obriga o contribuinte (Simples Nacional) nas operações com outros Estados recolher tal diferença na entrada do produto na unidade federativa, destinatária para fins de comercialização (art. 115, XV-A, “a”, do RICMS/2000.

Podemos citar, como exemplo, uma determinada operação comercial entre Estados, a alíquota interestadual corresponde ao montante de 12% e a interna a 18%. Desta forma, a empresa compradora teria que recolher na entrada do produto a diferença de 6%.

Ocorre que as empresas aderentes ao regime Simples Nacional tem que recolher referido diferencial sem que possam compensá-lo, diferentemente das pessoas jurídicas tributadas com base nos demais regimes, que têm este direito assegurado.

Não há previsão de futura compensação, em contrariedade ao princípio da não-cumulatividade e, reforçado pelo desatendimento ao Direito Constitucional a tratamento tributário favorecido às micro e pequenas empresas.
Em vista disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a questão no Recurso Extraordinário nº 970.821. Trata-se de uma repercussão geral, ou seja, a decisão final afetará todos os processos que tratam deste assunto, no qual já foram proferidos quatro votos a favor dos contribuintes, restando apenas dois para formar a maioria e desonerar as empresas optantes pelo Simples Nacional.

Desta forma, as empresas, cujo regime tributário é o Simples Nacional, poderão pleitear na Justiça o não pagamento do DIFAL, bem como pedir a restituição do que pagaram indevidamente a este título nos últimos 5 anos.

Daniel Alcântara Nastri Cerveira, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados

Ser apenas digital não é mais uma opção

Por Rodolfo Fücher

No final de 2017, eu tive a oportunidade de fazer um curso sobre estratégia digital para corporações, na Columbia Business School em Nova Iorque, conduzido pelo professor David Rogers. O primeiro slide apresentado por ele tinha como título ” Transformação digital não é sobre tecnologia ” e obviamente ocorreu uma reação imediata na sala, mas no decorrer da aula a frase fez todo sentido. E hoje, a pandemia vem provar que o Professor Rogers estava totalmente correto.

Vamos retornar no tempo e falar sobre a roda, considerada uma das mais importantes invenções da humanidade e que, segundo alguns historiadores, ocorreu no final do período neolítico mas, até que o ser humano entendesse as suas múltiplas utilidades e benefícios, a sua aplicação efetiva levou milhares de anos.

Hoje, por sorte, não precisamos de todo esse tempo para realmente nos beneficiarmos das invenções tecnológicas, mas é importante ficarmos atentos sobre a importância de absorve-las rapidamente, e esse processo depende exclusivamente da compreensão e capacidade do ser humano em identificar como melhor explorar os benefícios dessas tecnologias, tanto para o nosso dia a dia, como também para novas oportunidades de negócios. Ninguém melhor que o mundo das startups para demonstrar como explorar as tecnologias disponíveis de forma efetiva. Na maioria dos casos, não foram elas que as desenvolveram, mas souberam aplicá-las de forma inovadora por meio de produtos e serviços que causam disrupção nos modelos e formas existentes, levando, na maioria dos casos, negócios tradicionais à falência.

Em 2017, o Fórum Econômico Mundial classificou esse momento como o início da 4ª Revolução Industrial – muitos também denominam de Industria 4.0 ou transformação digital. Aquelas empresas que prestaram atenção em todas essas discussões e souberam incorporar as inovações geradas por esse tsunami tecnológico, ou seja, fizeram a lição de casa, certamente estão sobrevivendo neste teste chamado pandemia. Porém, aquelas que não absorveram a tecnologia e não migraram para o mundo digital, não passaram no teste e, infelizmente, muitas já não sobrevivem.

Mas ser digital também não é uma simples questão de digitalizar, esquecer o papel, colocar tudo no computador. Trata-se de algo mais profundo, diretamente ligado à capacidade intelectual do ser humano de ir além disso, ser criativo e ter a habilidade de usar a tecnologia para fazer algo de forma inovadora, disruptiva e ágil, que gere algum benefício ou valor adicional. O mercado com a pandemia encolheu: dizem que o PIB deve cair cerca de 10%. Isso significa que, para manter o faturamento ou incrementá-lo, precisamos ser rápidos e melhores que os concorrentes. Um exemplo é o caso da Gympass que passou por um período de academias fechadas e faturamento zero, mas foram rápidos em usar a tecnologia existente e inovar, criando academia virtual com participação de celebridades. Outro é a Magazine Luiza que transformou toda a força de venda das lojas em um time virtual por meio da plataforma de e-commerce Magalu. Esses dois casos, como tantos outros, só foram possíveis porque as empresas já usavam tecnologia de forma intensa antes da pandemia. Foram criativos e inovadores, tinham condições de desenvolver novos modelos de negócios de forma rápida para atender uma nova realidade de mercado.

Mas, ser criativo e inovador é algo complexo e depende de uma série de fatores. O primeiro, e que muitos ignoram, é assegurar o adequado estado mental do time ou um grupo específico de colaboradores. Pelo simples fato que a criatividade depende exclusivamente da mente humana. Isso me levou a fazer um curso sobre neurociência na Wharton School. Impressionante como existe uma série de técnicas que podem colaborar para promover um ambiente inovador. Por isso, deixo aqui dois convites e um desafio: leiam o meu artigo no LinkedIn e façam uma reflexão sobre o momento em que surgem as melhores ideias. É no ambiente de trabalho, no banho, durante à noite, durante um passeio ou fazendo exercício? Agora, tente reproduzir esses momentos durante o trabalho. Em tempos de 4ª. Revolução Industrial, com disrupção vindo de todos os lados, a base para a sobrevivência de qualquer negócio, é ser inovador e ágil. Ser apenas digital, não é mais uma opção.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

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E agora? O que precisamos saber sobre a LGPD

Priscilla Silva, Diretora Jurídica da Visa

Com a série de reviravoltas que acompanhamos nos últimos dias em relação ao início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a pergunta que todos têm feito é: quando, de fato, ela começará a valer? Sancionada em agosto de 2018, a LGPD, que dispõe sobre o tratamento de dados de pessoas naturais, entrou em vigor na última sexta-feira (18). E é preciso avaliar se a sua empresa está aderente ao conjunto de requerimentos que ela traz.

Superada a indefinição sobre a data de início de sua vigência, a ausência da nomeação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, traz desafios à efetiva implementação da lei, pois importantes pontos ainda requerem regulação e esclarecimentos. De toda forma, a adequação das organizações à LGPD é uma obrigação que precisa ser perseguida pelas empresas.

Tenho percebido que, mesmo após dois anos desde a sanção da lei, algumas organizações ainda têm muito trabalho pela frente. Por isso, com base em minha experiência, quero levantar aqui alguns pontos importantes e afastar alguns mitos, com o intuito de auxiliar na aplicação das medidas necessárias para essa transformação.

Minha primeira recomendação é: não tenha medo desse acrônimo!

Acredito que a LGPD permitirá um diferencial competitivo para que as empresas a implementem com o devido cuidado, trabalhando os dados pessoais em consonância com as disposições legais, de forma transparente e respeitosa perante os titulares. Além de apresentar diretrizes fundamentais, a LGPD tem um papel educativo essencial para a população. Vamos passar a entender melhor a finalidade do uso de dados pessoais, as políticas de privacidade, os critérios de tratamento, desde a coleta até a exclusão. Precisaremos ser os agentes de transformação, auxiliando no processo de conscientização sobre os dados pessoais. Há quem entenda que é melhor a ausência de transparência no tratamento de dados pessoais. Eu, todavia, compartilho do entendimento de que a educação e o conhecimento trazem consumidores melhor preparados e aptos a entender nossos produtos e serviços, os consumindo de forma correta.

Faço um paralelo com o Código de Defesa do Consumidor. Nem todos tinham a noção de seus direitos até a implementação desse conjunto de normas. Hoje em dia, somos sabedores de como agir em determinadas situações e nos valemos disso em nosso dia a dia. Abusos existem? Sim, mas a informação e a aderência às normas é a melhor solução para coibi-los.

Seguramente ganharemos maturidade durante esse processo. Na farmácia ou na página virtual do supermercado, por exemplo, nem sempre entendemos (ou somos informados) por que nos solicitam tantas informações. Cabe a nós começar a refletir sobre isso. Faz sentido fornecê-las? Eu gostaria de ser acionado por telefone, mensagem ou por outro canal posteriormente?

Nada mais justo do que compreender a finalidade no tratamento de seus dados. Por isso, as organizações precisam ser claras e promover uma transformação cultural que envolva diversas áreas, como Jurídico, Tecnologia, Segurança da Informação, Marketing, Soluções, Recursos Humanos, Finanças. Mostrar aos funcionários, do CEO ao estagiário, que a adequação tem a ver mais com respeitar o direito do titular da informação e menos com evitar punições. Aqui na Visa fizemos um mapeamento para identificar como cada área trata essa questão e promovemos um processo permanente de conscientização sobre a importância do tema. É um projeto de toda a empresa, todos são responsáveis!

De forma a tornar o tema mais prático, a seguir, abordo 5 dúvidas que costumam surgir com frequência quando discutimos a LGPD. Espero ajudá-los com o tema:

E agora, minha empresa já pode ser punida? As sanções administrativas previstas na LGPD serão aplicáveis a partir de 01 de agosto de 2021. Todavia, nada impede que titulares, autoridades e entidades coletivas apresentem pleitos sobre o tema.

A lei existe para bloquear o uso de dados? É um equívoco. A pessoa tem o direito de ser informada com transparência e exatidão sobre a finalidade do uso dos dados. A LGPD trouxe 10 (dez) bases legais que permitem o tratamento dos dados pessoais (lembre-se que o tratamento de dados sensíveis é mais restrito). Assim, saímos da possibilidade de tratar os dados com respaldo apenas no consentimento para ter a possibilidade legítima de utilizar outras bases legais. Desta maneira, seu projeto, produto ou serviço pode ser analisado sob o prisma de outras hipóteses legais que não o consentimento que, embora seja aparentemente mais simples de gerenciar, traz uma série de controles necessários e pode ser revogado a qualquer momento.

A lei só se aplica ao ambiente digital? Temos presenciado muitas discussões direcionadas apenas ao mundo virtual (muitas vezes focada na segurança cibernética), mas a LGPD é aplicável ao mundo físico também. Aquele formulário que você preenche na loja deve ter o mesmo tratamento cuidadoso que uma informação transmitida por meio digital.

Foi criada para punir as empresas e proteger o consumidor? O objetivo é trazer um amadurecimento e responsabilidade de todas as partes envolvidas, pessoas físicas e jurídicas, na questão de proteção dos dados pessoais.

Só grandes empresas precisam se adequar? Não. Empresas de todo porte precisam respeitar o conjunto de regras estabelecidas pela lei. E o quanto antes começar a avaliar, melhor. Sabemos que, para pequenas empresas, bem como para as startups e empresas de inovação, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados terá a incumbência de definir procedimentos específicos – mas a transparência e zelo para com os dados pessoais é dever de todos.

Embora seja um processo que exija um forte esforço das organizações, encontrando inclusive resistência de alguns envolvidos receosos com as mudanças, vejo a LGPD como algo muito positivo para as organizações. É uma oportunidade ímpar de organizar melhor os processos, da coleta ao expurgo das informações, garantindo um fluxo mais transparente e eficiente dos dados e, até mesmo, propiciando o desenvolvimento de novos negócios. É uma evolução natural que temos que enfrentar de frente.

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