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48% das empresas pretendem manter entrevistas de emprego on-line pós-pandemia

Adotadas ainda mais na nova rotina de home office pelas empresas, as entrevistas de emprego on-line devem permanecer no pós-pandemia. É o que aponta a pesquisa realizada com mil empresas por todo o país pela Weseek,HR Tech de consultoria de recrutamento e seleção digital da Catho, em que 48% das corporações respondentes afirmam que pretendem realizar processo de recrutamento de maneira remota.

O levantamento, realizado em parceria com as empresas Catho, Gelatina, Sólides e Yube, mostra ainda que a prática de entrevista on-line pelas empresas quase dobrou de 23% para 42% durante os primeiros quatro meses da pandemia e que para 65% das companhias a inserção da tecnologia em processos tradicionais de recursos humanos trouxe confiança e inovação.

A aceitação à modalidade remota passa também pela adequação tecnológica das empresas, visto que 58% delas contrataram softwares de videochamadas e 22% de recrutamento integral on-line. “A entrevista é o momento de avaliar os atributos socioemocionais e analisar profundamente o conhecimento dos candidatos. Para esta etapa, a tecnologia agrega maior agilidade, por não precisar de deslocamento e, principalmente, assertividade quanto à escolha do candidato, visto que com auxílio de programas de videochamadas é possível rever entrevistas”, explica João Kobayashi, co-fundador da HR Tech Weseek.

Por fim, Kobayashi faz uma análise dessas inovações durante a pandemia. “A avaliação positiva comprova que as empresas absorveram rapidamente a digitalização imposta pela necessidade de home office”.

Plataforma Weseek


Na Weseek, a procura pelo serviço de recrutamento digital aumentou 45% nos dois primeiros meses da pandemia. Na plataforma, todo o processo de seleção é conduzido pela startup e as empresas que estão em busca de profissionais recebem uma página dedicada ao processo de admissão com todas as informações de currículo, testes realizados e vídeos de entrevistas assíncronas com os melhores candidatos, escolhidos por recrutadoras e psicológicas. “Não existe e-mail com dezenas de anexos pesados. O processo prima pela assertividade”, destaca o co-fundador.

Aos candidatos que usam a plataforma, há a facilidade de fazer o todo o processo, dos testes aos vídeos para entrevistas, no horário e local que lhe convém por não ser ao vivo e em cada uma das etapas recebem feedbacks. “O processo é transparente e os candidatos são notificados sempre que existe alguma alteração de status nos processos que estão participando”, destaca Kobayashi.

Startup ligada ao HC usará Inteligência Artificial para evitar surtos em empresas e escolas

Em parceria com o Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP, uma startup internacional desenvolveu uma plataforma de rastreamento de casos da Covid-19 e uma carteira de imunidade digital, com dados como resultados de testes e sintomas. Será a primeira com esse modelo no país. O objetivo é utilizar tecnologia e Inteligência Artificial para organizar informação em larga escala e dar segurança às pessoas e empresas no processo de retomada da economia. Escolas e universidades também poderão se beneficiar da plataforma no reinício das aulas presenciais, dando mais segurança a alunos e professores.

Os dados da plataforma permitirão que empresas e gestores públicos, por meio de Inteligência Artificial, possam mapear e planejar melhor todos os passos da retomada, assim como antecipar possíveis surtos da doença. Com tecnologia blockchain, a startup garante a privacidade e o uso ético das informações dos cidadãos. Os dados privados de cada pessoa pertencem somente a ela.

Na plataforma, pessoas e empresas poderão registrar os resultados de testes para Covid-19. Os dados permitirão maior agilidade e segurança tanto para iniciar a retomada econômica como no pós-pandemia. Quem já tem imunidade ganha mobilidade, quem não tem ganha segurança, e o uso de dados, de forma coletiva, promove o controle em tempo real de novos casos e a retomada da economia. A plataforma terá como parceiro o Inova HC, hub do Hospital das Clínicas para acelerar startups de saúde e testar novas tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e impressão 3D.

A plataforma permitirá um mapeamento preciso dos casos, fazendo com que o planejamento do uso de espaços comuns seja feito com base em dados científicos. Já o certificado digital de imunidade garantirá aos indivíduos acesso a locais fechados de ampla circulação e até entre países. Iniciativas similares com uso desta tecnologia já estão sendo adotadas em países mais adiantados na retomada econômica, como Alemanha e Austrália.

“Trabalhar por meio de Inteligência Artificial e segurança da informação é a chave para uma retomada mais rápida da economia. Precisamos testar muito, garantir a qualidade dos testes e, sobretudo, garantir que essa informação seja usada de forma organizada e segura”, afirma Pablo Lobo, CEO da startup Blok BioScience para a América Latina.

“A pandemia trouxe várias dúvidas e uma certeza: informação, em quantidade e qualidade, é fundamental para o seu enfrentamento. Isso vale para a OMS, para governos, empresas e cidadãos. Trabalhar esses dados com a melhor tecnologia e todos os pré-requisitos éticos é fundamental. E o Inova HC é parceiro no desenvolvimento dessa tecnologia, dentro desses parâmetros”, afirma Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Inrad do HCFMUSP e do Inova HC.

A Blok BioScience tem em seu time internacional alguns dos maiores especialistas do mundo em ciência e tecnologia. Seu CEO global, Alex Tai, foi diretor de projetos Especiais do Virgin Group, CEO da Virgin Racing, Virgin Oceanic e COO da Virgin Galactic.

Cargill realiza Hackaton no fomento de soluções para o mercado da indústria de alimentos

A Cargill, em sua missão de buscar soluções que auxiliem o seu propósito de nutrir o mundo de maneira segura, responsável e sustentável, anuncia parceria com a Unicamp para a realização de um Hackaton dentro da Semana de Engenharia de Alimentos, realizada pelos alunos da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp). Com o tema “Transformando necessidades em soluções: como a indústria pode atender ao novo mercado de alimentos“, o evento é voltado a estudantes universitários de todas as áreas de atuação e busca desenvolver planos de negócios para novos projetos e trazer perspectivas sobre o mercado da indústria de alimentos. Os interessados podem fazer suas inscrições no site http://www.semalim.com.br/ até o 14 de setembro.

A competição, que será realizada 100% online, contará com um pré-evento, entre os dias 14 e 16 de setembro, que terá em sua programação lives com grandes especialistas do setor de alimentação falando sobre o dia-a-dia de suas empresas, principais desafios no mercado e o que esperam do futuro do setor. Dessa forma, os inscritos poderão ter uma bagagem melhor sobre o que podem buscar de ideia para seus projetos.

Já no dia 17 de setembro, serão anunciados os 300 alunos selecionados que irão desenvolver ideias em grupo e apresentar seus projetos para uma banca avaliadora. Além disso, durante os dias do Hackathon, os grupos irão ter mentorias com profissionais da Cargill, professores da Unicamp, profissionais da indústria de alimentos e também com especialistas do ecossistema de inovação. A final será no dia 21 de setembro, quando as equipes serão avaliadas e será feito o anúncio dos vencedores. A equipe vencedora ganhará um prêmio de 2,5 mil reais, o segundo lugar receberá 1,5 mil reais e o terceiro, 500 reais por suas soluções.

“O mundo está em constante mudança e nós também estamos constantemente em busca por novas ferramentas para trazermos soluções inovadoras para o mercado de alimentos. Ao dar vida a novas tecnologias, estamos colocando as ideias de amanhã em ação. É assim que a Cargill está ajudando o mundo a prosperar”, afirma Cristina Faganello, Líder de Food Industry da Cargill.

Licenciamento de obras em São Paulo será 100% virtual

A partir da próxima terça-feira (1º), a cidade de São Paulo passará a adotar o sistema Aprova Digital para avaliar todos os pedidos de novas obras e reformas em empreendimentos imobiliários da capital paulista. A tecnologia foi doada à Secretaria Municipal de Licenciamento (SEL) pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e o Sindicado da Construção Civil (Sinduscon-SP).

O presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, afirma que a disposição da Prefeitura em modernizar o processo de licenciamento inaugura um novo capítulo de dinamismo na capital paulista, principal canteiro de obras imobiliárias do país. “A digitalização do licenciamento deve atrair novos investimentos para a cidade, agora que tecnologia vai tornar o processo mais rápido. As incorporadoras ganham em agilidade na avaliação de projetos, enquanto a prefeitura ganha com menos burocracia para dinamizar uma das principais atividades econômica da cidade. Acredito essa mudança será importante para a cidade a se recuperar do impacto da pandemia de Covid-19”, afirma França.

A nova tecnologia reforça a iniciativa da SEL, que em janeiro lançou o Portal de Licenciamento, primeira plataforma de tramitação e análise de processos de licenciamento 100% digital da cidade. O primeiro módulo vinculado ao Portal, em operação desde 1º de janeiro de 2020, é voltado exclusivamente para pedidos de regularização de edificações pela Lei nº 17.202/2019. A partir de agora, no entanto, todos os projetos de competência da SEL passarão a ser autuados, analisados e tramitados de maneira eletrônica.

Como funciona
A solicitação de pedidos de obra nova e reforma de empreendimentos residenciais, comerciais, institucionais, de habitação popular e demais tipos de uso, além de protocolos para o parcelamento do solo e segurança da edificação (cadastro de equipamentos, certificado de acessibilidade, entre outros), acima de 1.500 m² ou com outras especificidades, serão feitos pela tecnologia Aprova Digital, sistema especializado em processos de licenciamento de obras de maneira inteiramente digital e que está presente em 4 estados e 15 municípios do Brasil.

A plataforma possui funcionalidades que poderão desburocratizar todo o processo de licenciamento, tais como: validação de regras urbanísticas para emissão de alvarás automáticos; emissão de relatórios de análise e acompanhamento de processos; integração com SEI e outras 30 bases de dados municipais; interface para a edição de conjuntos de regras para validações (para adaptar rapidamente o sistema em caso de mudança de legislação, por exemplo); entre outros.

Doação da tecnologia
A concessão perpétua da licença de uso do Aprova Digital permite que a SEL possa, por conta própria e sem dependência de terceiros, continuar a aprimorar e gerenciar o sistema após sua plena implantação, prevista para dezembro de 2020.

A doação é resultado bem-sucedido do trabalho conjunto entre governo e setor privado na prestação de serviços públicos mais transparentes e eficientes, contribuindo para a inovação na gestão pública e qualidade de vida dos cidadãos-usuários.

A importância do dinheiro em espécie para a retomada da economia

Por Matheus Neto, Gerente de Pré-Venda da Diebold Nixdorf 

Já passamos da metade do ano e, certamente, esse seria aquele momento em que alguém diria que o tempo passou rápido demais – e que logo chegaríamos ao Natal. Em 2020, porém, tudo anda diferente. Por exemplo: apesar de ter sido declarada apenas em março, a pandemia do coronavírus parece estar durando uma verdadeira eternidade.  

Muita coisa já mudou desde o início dessa crise. Nós nos adaptamos? Certamente. Vamos continuar a nos ajustar? Com toda certeza. Todos os aspectos de nossas vidas parecem se alterar a cada anúncio sobre a “reabertura”. Hoje, já sabemos que o comércio consegue encontrar formas para funcionar e sustentar nossas rotinas. Continuamos trocando, diariamente, itens de valor por bens e serviços e para isso procuramos a forma de pagamento que melhor se ajusta ao contexto de nossa situação e realidade. 

A grande novidade, porém, é descobrir que o dinheiro físico mantém uma posição estável no ecossistema de pagamentos. Desde o início da pandemia, sem saber o que pode acontecer, muitas pessoas têm achado melhor ter dinheiro disponível, apenas por precaução. Em certas áreas, pequenas e médias empresas de serviços essenciais têm servido como elo do ciclo do dinheiro físico ao ofertar acesso aos caixas eletrônicos (ATMs).  

Não por acaso, a produção e circulação de dinheiro em espécie continua a ter destaque pelo mundo afora. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) estima que a circulação de dinheiro em espécie aumentará cerca de 6% nesse ano, impulsionado pelo aumento do número de pessoas que, por precaução, resolveram criar um estoque de notas e moedas e, ainda, pelo crescimento de operações locais, entre clientes, comerciantes e fornecedores de serviços. 

O mesmo cenário tem sido visto aqui no Brasil. Pesquisas indicam que há mais dinheiro em espécie circulando agora do que em fevereiro (antes da crise). São mais de 8 bilhões de cédulas em uso em todo o País. Segundo dados do Banco Central, o volume de dinheiro físico em utilização, hoje, representa quase um quarto do PIB nacional, contra menos de 8% no início do ano. Como resultado, estamos vendo, inclusive, o lançamento de uma nova nota no valor de R$ 200, como um claro indicador de que a transação física continua sendo altamente relevante. 

O crescimento na circulação de moeda física tem chamado a atenção também na Europa. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), mais da metade das transações comerciais realizadas na Zona do Euro, estão sendo feitas com dinheiro em espécie – o que fez até com que Yves Mersch, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu e vice-presidente do Conselho de Supervisão do BCE, declarar que “atualmente não há nenhuma indicação de que o público está disposto a abandonar as vantagens do dinheiro tradicional”. 

Parece surpreendente, então, pensarmos que o dinheiro segue sendo relevante, mesmo em tempos de pandemia, não é? Não necessariamente. O que acontece é que mesmo com a ascensão de meios de pagamento mais modernos, como os modelos contactless e de carteira digital, ainda há uma abrangente necessidade de garantir a disponibilidade de dinheiro físico para manter a circulação entre clientes, comerciantes e fornecedores de serviços.

Evidentemente, vimos uma queda no volume de transações nos caixas eletrônicos, assim como também acompanhamos os meios de pagamentos eletrônicos aumentarem diariamente. No entanto, mesmo com as alterações de comportamento geradas pela crise do Covid-19, o fato é que temos de considerar que ainda existe um nível constante e relevante de uso de dinheiro. Especialmente em um País como o nosso, no caso, em que a utilização de dinheiro é altamente proeminente nas mais diversas regiões – antes da pandemia, por exemplo, tínhamos registros de até 80% das vendas pagas com papel-moeda. 

Outro aspecto importante para justificar a alta relevância do dinheiro físico durante o surto de coronavírus, aliás, é entender onde e como estamos fazendo nossas compras. Enquanto gastos com itens “não-essenciais” foram drasticamente cortados de nossas vidas, os custos básicos continuaram presentes. Precisamos de mantimentos, remédios, itens para reparar nossas casas e para pagar nossas formas de transporte. E são justamente esses pagamentos mais diários os que mais circulam o dinheiro físico na economia. 

Assim como antes da pandemia, o dinheiro mantém uma posição no comportamento de pagamentos dos consumidores e a tendência é que essa movimentação aumente, à medida que as economias se abrem e os padrões de gastos retornam. Nesse sentido, é impossível pensar em qualquer tipo de “distanciamento” entre bancos e empresas – com as instituições bancárias sendo uma engrenagem fundamental na roda do comércio. Os consumidores precisam sacar dinheiro e os comerciantes precisam depositar e contratar crédito. 

Para tanto, o uso das ferramentas de autoatendimento presentes nos caixas eletrônicos será absolutamente importante para garantir mais fôlego às operações na retomada. Em termos globais, temos visto um aumento médio de mais de 5% no número de transações feitas nesses terminais, com destaque para a utilização desses equipamentos justamente no Brasil. 

 O novo normal, por certo, exigirá adaptações e automações em toda a cadeia. É justo esperar que métodos de pagamento eletrônicos cresçam e ganhem destaque, o que não implicará dizer que o uso de papel-moeda deixará de existir de uma hora para a outra. Por isso, é preciso garantir formas seguras e eficazes de movimentar essa circulação em toda a sociedade, agregando tecnologia e assertividade aos processos. 

Agora é a hora de abraçar essa questão e impulsionar a inovação dos caixas e estruturas bancárias. Quando as economias retornarem de vez, os consumidores precisarão de todas as opções para conduzir o comércio e alimentar o crescimento das vendas. Assim como mudamos nosso modo de agir em muitas coisas, também será vital que as instituições financeiras adaptem seus processos de gerenciamento de caixa e de estratégias de autoatendimento para atender às necessidades do novo normal, não apenas no meio digital, mas também no mundo físico. 

Efeito Coronavírus na indústria coloca em xeque a Transformação Digital e a cultura do Data Driven

Por Anderson Aoca

A humanidade está enfrentando uma das situações mais desafiadoras dos últimos tempos. As restrições, como consequência da pandemia do Coronavírus, nos obrigaram a colocar em prática a capacidade de criação tanto para combater os desdobramentos da crise, quanto o vírus.

Como resultado, houve a aceleração de transformações, que aconteciam a passos mais lentos. Neste sentido, a digitalização de processos ganhou uma velocidade até extraordinária e avançou anos em alguns meses. Mas, qual o impacto da indústria com esse impulsionamento? Como foi afetada a base da economia sob o ponto de vista da aceleração da digitalização, uma vez que essa indústria estava construindo sua Transformação Digital de forma morosa e vagarosamente?

As mudanças no formato de trabalho afetaram drasticamente o setor industrial, principalmente as indústrias de manufatura e processos, que têm como característica uma produção que necessita da supervisão quase que constante de pessoas para tomar decisões e intervir quando necessário. Aqui, a adoção do home office foi um desafio, não do ponto de vista dos profissionais, mas dos processos de negócio, que não estão 100% digitalizados e integrados.

Em sua maioria, as informações são alimentadas, manualmente, em planilhas, por diversas fontes, ocasionando a falta de confiabilidade nas informações e disponibilidade do seu percurso para garantir a fluidez do processo desde o chão de fábrica. Isso demanda a checagem dos dados para validação, o que é dificultado à distância. Sob o ponto de vista da produtividade, o desafio é digitalizar os trabalhos manuais integrando-os horizontalmente, e não apenas ter uma digitalização vertical, como normalmente ocorre.

Neste contexto, quando falamos em transformar digitalmente os processos, se faz necessária a criação de uma indústria orientada a dados, ou seja, é preciso aplicar a cultura Data Driven. Porém, para que isso aconteça, é preciso que os profissionais de dados trabalhem integradamente com os especializados em automação e processos de fabricação para que os sistemas sejam construídos de forma consistente e segura. O modelo permitirá obter ecossistema 100% digital, abrindo caminho para os nomeados Gêmeos Digitais das operações.

No contexto da manutenção, outras tecnologias se farão necessárias, como o Machine Learning, o Deep Learning e a Inteligência Artificial, que conectadas por meio do IoT (Internet das Coisas) permitirão o acompanhamento de equipamentos e, como consequência, a geração de predições, uma tendência que também foi acelerada, ainda que timidamente, pela situação pandêmica.

De forma geral, o Coronavírus acelerou a Transformação Digital à fórceps e demandou da indústria a necessidade de conhecimento e entendimento do seu nível de maturidade do ponto de vista da tecnologia e dos dados para, a partir disso, construir um plano de ação para tornarem-se indústrias Data Driven. É um caminho sem volta e, uma coisa é certa, trará muitos benefícios!

Anderson Aoca, gerente de Indústria 4.0 da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

Sky.One potencializa competitividade das empresas com Oracle

Com escritórios no Brasil, Estados Unidos e América Latina, a Sky.One surgiu em um pequeno espaço de co-working e hoje consolidou-se como uma das principais companhias especializadas no desenvolvimento de plataformas que transformam a maneira como as empresas consomem tecnologia, agregando inteligência e agilidade, permitindo a reinvenção dos modelos de negócios de seus clientes e parceiros. Como uma companhia multicloud, a parceria com a Oracle está alinhada ao seu movimento de contribuir por um mundo interconectado por meio da transformação digital.

De acordo com o CEO da Sky.One, Ricardo Brandão, a empresa atende clientes que utilizam a modalidade on premise e há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à transformação digital. Muitas empresas ainda não conhecem o potencial da nuvem, como segurança, custo reduzido e agilidade e a companhia entende esse cenário como uma oportunidade e, por isso, optou por contar com a Oracle como mais uma provedora de nuvem usufruindo das vantagens do Oracle Cloud Infrastructure.

O compromisso da companhia vai além de “retirar a infraestrutura de dentro da empresa”.  “Nosso objetivo é mostrar como, por meio da transformação digital, é possível colocar em prática o conceito de ERP pós-moderno, trazendo integração de aplicações, automatizações para gerar escalabilidade e novas monetizações. Dessa maneira, criamos um ecossistema digital para os fabricantes de ERP, e a Sky.One nasceu para facilitar este processo”, ressalta Brandão .

Atualmente, a Sky.One oferece plataformas tecnológicas para mais de mil clientes, sendo a grande maioria de médio porte. Isso desmistifica a ideia de que a transformação digital é onerosa e acessível apenas para grandes companhias. “Para que consigamos levar a transformação digital ao maior número de empresas, era imperativo contar com a Oracle como mais um parceiro, trazendo um complemento importante para integrar nossa plataforma”, conta o CEO.

Além da nuvem pública, a Sky.One vem aumentando seu portfólio de serviços Oracle e, desde 2019, a empresa oferece soluções como Oracle Enterprise Database e Oracle Autonomous Database, que aprimoram a performance para o cliente, além de impactar no seu TCO – Custo Total de Propriedade. Com isso, a empresa espera manter o ritmo de crescimento de mais de 100% ao ano.

“Nossa escolha pela Oracle se deu, principalmente, pela credibilidade da companhia no mercado, que claramente tem inovado e aperfeiçoado sua oferta à cada dia, sempre oferecendo soluções que beneficiam tanto a nós como aos nossos usuários”, esclarece Brandão.

Para Leandro Vieira, diretor sênior da Oracle América Latina e líder de Oracle Cloud para Pequenas e Médias Empresas da Oracle Brasil, a parceria com a Sky.One é bastante positiva. “Enxergamos a Sky.One como um facilitador dos nossos serviços. Com o foco em médias empresas, a companhia consegue democratizar as ferramentas tecnológicas e levar nossos serviços onde, às vezes, não conseguimos chegar. É um trabalho a quatro mãos, mas com um único objetivo, transformar empresas através da tecnologia e torná-las mais competitivas por meio dos nossos produtos”, finaliza Vieira.

HPE implanta programa para estagiários durante a Covid-19

Utilizando as mesmas iniciais da empresa, o Harvesting People of Excellence, da HPE (Hewlett Packard Enterprise), foi desenvolvido para ser um programa de estágio diferente. Abordando o desenvolvimento profissional de uma forma mais holística, que vai além das hard skills – ou seja, conhecimentos técnicos que podem ser mensurados com exames e avaliações, como fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta – o projeto visa aprimorar nos estagiários da HPE habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação, competências baseadas em inteligência emocional e chamadas de soft skills, que distinguem não só profissionais, mas seres humanos acima da média.

O programa conta com 16 vagas e, como não foca a área de graduação dos estagiários, é igual para todos os participantes, independente da área de atuação. Além de mentorias com profissionais experientes de todas as áreas da HPE, que conversam com os estudantes sobre carreira e o mercado de trabalho, o programa oferece acesso à plataforma de cursos do LinkedIn e palestras sobre os mais variados assuntos, desde currículos e entrevistas de emprego, a workshops com psicólogos sobre autoconhecimento e vocação. Um desses papos, agendado para setembro, será com o ex-participante do Master Chef, Guilherme Cardadeiro, e a fundadora da ONG Chef Aprendiz, Beatriz Mansberger, para falar sobre responsabilidade pessoal, preconceitos e diversidade.

“Para a HPE, está é uma ótima oportunidade para desenvolver talentos, impactar positivamente a sociedade ao formar as novas gerações de profissionais e renovar ideias e conceitos acadêmicos”, diz Raphael Costa, gerente de RH da HPE no Brasil. “O foco está em desenvolver as habilidades, potenciais e características de cada estagiário com cursos, leituras e as práticas do dia a dia. Os treinamentos envolvem lições de relacionamento interpessoal, networking, gerenciamento de tempo e comunicação eficaz, atributos que constroem um robusto perfil para o líder de amanhã.”

No início do programa, os estagiários recebem um desafio: eles devem elaborar um projeto (com metodologia, planejamento e estratégia de execução) que busque uma solução para a empresa como um todo – não apenas para sua área de estudo. A diversidade de mentorias de várias áreas e cargos dentro da HPE ajudam os estagiários tanto no desenvolvimento do projeto quanto no aprendizado de habilidades como lidar com diferentes perfis de profissionais e assumir uma posição assertiva com seus líderes, já que as sessões de mentoria são agendadas por iniciativa dos estudantes.

No final do programa, eles devem apresentar seus projetos em um evento para toda a companhia. Os estagiários não precisam, necessariamente, colocar o projeto em prática, mas as soluções devem ser factíveis dentro da estrutura da HPE. Fazendo uma alusão à colheita (em inglês, harvesting), o projeto, que foi criado no Brasil este ano e ainda está em fase piloto, quer plantar hoje, fortalecendo os talentos dos estagiários que já estão na HPE, para “colher amanhã”. Com duração de um ano, da seleção dos estagiários à conclusão do projeto, as vagas serão abertas para as universidades a partir de 2021.

A Gestão de Pessoas e a implantação de processos em startups

Por Julia Morassutti, Head de Gente e Gestão e Jurídico na Printi

O tempo em uma startup passa rápido e intensamente, principalmente quando ela está em um momento de crescimento, no caminho de se tornar uma scale-up. O momento de transição é desafiador para toda startup, inclusive para a área de Gestão de Pessoas (ou Recursos Humanos), que precisa desenvolver uma cultura de processos compatível com grandes organizações, sem perder agilidade e seu DNA de crescimento.

De acordo com levantamento do IBGE, as scale-ups representam 0,5% das empresas em atividade no Brasil e são responsáveis por gerar 70% dos novos empregos no país. Nesse contexto fica clara, portanto, a importância da gestão de pessoas.

Em uma startup os processos tendem a ser mais simples e rápidos, por conta do tamanho da operação e da cultura organizacional. Mas à medida em que ela cresce, cresce também o quadro de colaboradores, surgem novas áreas e com tudo isso aumenta a necessidade de desenvolver ou rever os processos. Gestão de Pessoas não só tem a missão de estruturá-los, mas principalmente de acompanhar o crescimento e apoiar a sustentabilidade do negócio, por meio de boas práticas em todos os seus subsistemas. É necessário pensar e agir com foco na experiência do colaborador e nas ações que reforcem sua performance e desenvolvimento. E nessa hora é necessário tomar cuidado para não engessar a cultura ágil e flexível da startup.

Processos não precisam ser sinônimo de entraves. Além de ajudar a agilizar ainda mais a operação, processos existem para criar uma estrutura organizacional mais profissional e, acima de tudo, mais produtiva e eficiente.

Mas como desenvolver esses processos sem atrapalhar a cultura?

A área de Gestão de Pessoas precisa seguir as características de agilidade, flexibilidade e dinamismo da startup, incorporá-las aos processos e criar meios de suportar as constantes transformações da empresa. É preciso pensar em métodos que estejam alinhados com as estratégias de crescimento. Para isso, é importante a área estar próxima e dominar o negócio, entender como cada área funciona e o perfil das pessoas que trabalham nelas.

Nesse caminho é imprescindível considerar o uso de tecnologias que tragam digitalização e automação, isso permitirá velocidade e precisão às rotinas da área e também a tomada de decisões com viés menos subjetivo, baseadas em dados analíticos. Estamos falando de posicionamento estratégico e nova postura atitudinal. Tudo de forma a acompanhar o ritmo da empresa, garantir agilidade na tomada de decisões, sem perder de vista a essência e o jeito de ser da empresa.

A comunicação é outra grande aliada nesse momento. É preciso ser claro na hora de comunicar os novos processos e utilizar todos os canais da empresa (e-mail, rede social interna, vídeos, manuais etc.), buscando observar qual o melhor meio para comunicar em cada situação, qual atinge o público alvo e entrega melhor a mensagem. Muitas vezes o melhor é mesclar diferentes formatos.

Em tudo isso não existe uma fórmula para o sucesso, cada empresa possui suas particularidades e sua cultura. Mesmo em termos de parceiros, plataformas, linguagens e métodos. Cada startup tem seu DNA único e o que traz excelentes resultado para algumas pode não funcionar para outras. Erros serão cometidos no caminho e ajustes rápidos são necessários, como parte de uma acomodação natural, um aprendizado.

Em algum tempo após estruturação e uso de tecnologias para coleta, análise e gestão de dados será possível medir os resultados efetivamente alcançados. Além do inquestionável ganho de precisão e controle.

Esse é o grande desafio da Gestão de Pessoas nesse ecossistema. Criar alicerces para potencializar a produtividade no crescimento da empresa, preservando o interesse genuíno por pessoas, a cultura, flexibilidade com agilidade, criatividade e foco em inovação.

O valor dos aplicativos para motoristas de caminhão e empresas

Por Jarlon Nogueira

Se a pandemia e as necessidades do ‘novo normal’ pegaram de surpresa muitos empresários, que tiveram que se adequar a transformação digital e correrem para não perder vendas, podemos dizer que isso não aconteceu com o setor de cargas.

Já faz tempo que os caminhoneiros estão acostumados e usam aplicativos que facilitam o seu dia a dia. A edição de 2019 da Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros, que levou em conta a opinião de 1.066 caminhoneiros, apurou que quase 88% desses profissionais utilizam notebook, smartphones ou tablets para acessarem informações relevantes para o seu trabalho.

Outros dados interessantes: 98% desses profissionais acessam a internet pelo smartphone, sendo que 90,6% navegam na rede diariamente. A utilização para fins profissionais fica em segundo lugar, com 55,4%, perdendo apenas para o acesso à mídias sociais (68,1%).

Podem ser aplicativos e plataformas de contratação de fretes, saber como está o trânsito o clima, ou mesmo ter a carteira de motorista e a documentação do ‘pesado’ digital e na palma da mão.

Há ainda utilizações bem interessantes, como manter o profissional acordado principalmente à noite ou mesmo ajudá-lo a cuidar do bolso e controlar os gastos com combustível, seguro e manutenções, entre outras despesas.

Mas não são apenas os caminhoneiros que têm acesso às novas tecnologias trazidas pelos aplicativos. As empresas que utilizam os seus serviços também! Seja disponibilizando cargas para transporte, realizando o gerenciamento dessa contratação ou conversando diretamente com o caminhoneiro quando necessário.

Como deu para perceber, são diversas as maneiras de facilitar a vida tanto do caminhoneiro como de quem contrata os seus serviços. E os benefícios são diversos! O primeiro deles é ter inteligência de negócios.

Seja o motorista que dirige o seu próprio caminhão ou uma grande empresa que contrata os seus fretes, são gerados dados que ajudam a administrar toda a operação de maneira efetiva e sem falhas.

E essa inteligência leva a uma maior produtividade. Para os caminhoneiros significa rodar o mínimo possível vazio, enquanto para as empresas é não perder tempo em despachar uma carga, rastreando o pedido até o destino final.

Controle da operação e aumento da qualidade e do nível dos serviços são vantagens encontradas pelos empresários. Isso é sentido pois os caminhoneiros que trabalham com as ferramentas adequadas perdem menos tempo com processos desnecessários.

A redução de custos também é um fator importante. Enquanto os caminhoneiros dirigem melhor e com mais assertividade, economizando combustível, as empresas podem ter uma economia de até 30% ao utilizarem aplicativos que levem em conta a primarização logística ao invés de transportadoras contratadas, por exemplo.

Viu como a tecnologia tem valor para o setor de cargas? Caminhoneiros e empresários só ganham ao utilizar os aplicativos.

Jarlon Nogueira, CEO da AgregaTech

Vai a sanção projeto que regula recolhimento do ISS pelo município onde serviço é prestado

Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (27) projeto que estabelece regras para o recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município onde está o cliente (destino). Foram 66 votos favoráveis e 3 contrários. O PLP 170/2020 regula o recolhimento do ISS pelo município do consumidor, e não da empresa que presta o serviço, fazendo a transição para o que foi determinado em legislação de 2016. O texto, que favorece as cidades do interior, segue para sanção presidencial.

O texto teve origem no Senado (PLS 445/2017-Complementar, do ex-senador Cidinho Santos), foi modificado pelos deputados (PLP 461/2017), e por isso retornou para análise dos senadores (PLP 170/2020). A relatora, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), por sua vez, reinseriu grande parte do projeto original na proposta vinda da Câmara. 

Os serviços que terão​ a arrecadação transferida para o destino são os de planos de saúde e médico-veterinários; de administração de fundos, consórcios, cartões de crédito e débito, carteiras de clientes e cheques pré-datados; e de arrendamento mercantil (leasing). 

A necessidade de aprovação de projeto que regulamenta o recolhimento de ISS decorre de mudanças feitas pela Lei Complementar 157, de 2016, que transferiu a competência da cobrança desse imposto do município onde fica o prestador do serviço para o município onde o serviço é prestado ao usuário final. Até dezembro de 2016, o ISS ficava com o município de origem — onde está localizado o fornecedor do bem ou serviço.

Gestão do ISS

O projeto de Cidinho Santos, retomado por Rose de Freitas, cria o Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do Imposto sobre Serviços (CGOA), com o expresso objetivo de elaborar regras unificadas para a arrecadação, obrigatórias para todos os municípios e Distrito Federal. Já o texto da Câmara daria amplos poderes ao CGOA para tratar da questão e não sujeitava os municípios, tornando opcional a adesão ao novo sistema.

O CGOA será composto por dez membros, dois de cada região: um representante das capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e outro das cidades do interior de cada região. Os representantes das capitais serão escolhidos pela Frente Nacional de Prefeitos; e os das cidades interioranas deverão ser indicados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A relatora retomou ainda a criação do Grupo Técnico do Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do ISS para auxiliar o comitê, composto por quatro membros, dois indicados por representantes dos municípios e os outros dois pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras, representando os contribuintes.

Padronização

Pela proposta original resgatada pela relatora, o ISS será declarado por meio de sistema eletrônico unificado para todo o país até o 25º dia do mês seguinte à prestação do serviço. Esse sistema deverá ser desenvolvido pelos contribuintes, individualmente ou em colaboração, obedecendo lay-outs e padrões fixados pelo CGOA. Em caso de desenvolvimento conjunto, cada empresa deve ter acesso apenas aos seus dados.

Os contribuintes terão ainda que dar acesso mensal ao sistema a todos os municípios e ao Distrito Federal, cada um visualizando exclusivamente os dados de sua competência. Já o pagamento do ISS deverá ser feito até o 15º dia do mês seguinte ao da prestação do serviço.

Aos municípios, por sua vez, caberá divulgar diretamente no sistema as alíquotas, a legislação para o ISS e os dados da conta para recolhimento do tributo. Se houver alteração, as novas regras só valerão no mês seguinte ou, no caso de mudança da alíquota, no ano seguinte, como determina a Constituição. O PLP 170 proíbe os municípios de cobrarem taxas para inscrição em cadastros do ISS ou de exigirem qualquer obrigação extra relativa ao imposto. É permitido, no entanto, requerer a emissão de notas fiscais.

O comitê não poderá fazer mudanças nas regras do sistema nos primeiros três anos após sua disponibilização e, depois disso, qualquer alteração deverá ser comunicada com no mínimo um ano de antecedência.

Transição

A proposta aprovada no Senado segue entendimento do STF definindo regras de transição que deem segurança jurídica aos municípios e permitam às prefeituras que perderão receita o ajuste gradual do caixa.

Em 2021, 33,5% do tributo serão arrecadados na origem e 66,5% no destino. Em 2022, ficarão 15% na origem e 85% no destino. A partir de 2023, 100% do ISS ficará com o município onde está o usuário do serviço.

“A ideia é a redução progressiva, ano a ano, do valor atribuído ao Município do local do estabelecimento prestador do serviço, que antes era o sujeito ativo do tributo, a fim de que possa se adaptar à perda”, explica Rose de Freitas.

Arrendamento mercantil

O relator na Câmara, deputado Herculano Passos (MDB-SP), optou por deixar de fora da mudança os serviços de agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de leasing, de franquia e de compra de créditos (factoring), que continuarão a ser arrecadados pelo município onde essas empresas têm sede.

A decisão atendeu a pedido da CNM, tendo em vista que esses serviços são geralmente prestados por pessoas físicas. Entretanto, o serviço de arrendamento mercantil propriamente dito fica sujeito à nova regra de competência da cobrança. Rose de Freitas acatou essa mudança.

Tomador & prestador

No caso dos planos de saúde ou de medicina, a proposta considera usuário do serviço a pessoa física vinculada à operadora por meio de convênio ou contrato. Mesmo quando houver dependentes, será considerado apenas o domicílio do titular do contrato para fins de arrecadação.

Em relação à administração de cartão de crédito ou débito, o tomador do serviço é o primeiro titular do cartão. Caberá à cidade em que o gasto for realizado ficar com o ISS correspondente. O substitutivo considera administradores as bandeiras, credenciadoras e emissoras dos cartões de crédito e débito.

O cotista será considerado o tomador do serviço de administração de carteira de valores mobiliários ou de gestão de fundos e clubes de investimento. No caso de administradoras de consórcios, o cliente do serviço é o consorciado.

Quanto ao leasing, o tomador do serviço é o arrendatário domiciliado no país. No caso do arrendatário no exterior, o tomador é o beneficiário do serviço no país.

Em todas as transações envolvendo pessoas jurídicas, será considerada tomadora aquela unidade favorecida pelo serviço, independentemente da denominação (filial, sucursal etc.).

Vigência

O início da vigência da nova lei será em 1º de janeiro de 2021.

Debate

Para a líder do Cidadania no Senado, senadora Eliziane Gama (MA), as mudanças aprovadas vão trazer “justiça tributária em relação aos municípios brasileiros”.

— A gente não pode pensar que o Brasil é apenas o Sudeste. O Brasil é o Nordeste, é o Norte, é o Centro-Oeste também. A Confederação Nacional dos municípios aponta que o ISS concentra-se nos 30 maiores municípios do Brasil. Nós temos mais de 5 mil municípios, ou seja, o país não se restringe a apenas 30 municípios — afirmou Eliziane Gama.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), também afirmou que as mudanças farão justiça aos municípios. 

— Hoje, essa massa de recursos é sugada de milhares de municípios para um pouco mais de duas ou três dezenas de municípios ricos no Brasil — disse Braga.

Por sua vez, o líder do PSD, senador Otto Alencar (BA), afirmou que o projeto garante uma maior arrecadação à grande maioria dos municípios brasileiros.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) salientou que o Brasil tem 459 municípios muito pobres e 70 milhões de habitantes em situação de pobreza ou extrema pobreza. Contarato aproveitou para voltar a pedir que os parlamentares criem um imposto sobre grandes fortunas.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que os municípios têm condições de cobrar e fiscalizar o ISS.

— Não é possível que meia dúzia de municípios hoje arrecade todo esse recurso astronômico de ISS, em detrimento dos mais de 5 mil municípios brasileiros — disse a senadora.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que os grandes bancos, que em sua maioria têm sedes no estado de São Paulo, são contra as mudanças.

— Eu não defendo banco, banco é o que mais ganha neste país. Banco está tirando o couro do micro e pequeno empresário, e os municípios estão precisando. Isso é para dividir a conta do ISS dos cartões de crédito para onde gerou a compra. Vamos dividir o pão. Eu sei que São Paulo é grande, mas não precisa levar tudo para lá, até porque produz mais do que todos. É uma questão de justiça fazer com que, quando se realiza uma compra, o ISS fique no município. Vamos parar de proteger banco neste país — afirmou Jorginho Mello.

Também favorável ao projeto, o líder do PSB no Senado, senador Veneziano Vital do Rêgo (PB), lembrou que “o ISS é uma das pouquíssimas fontes de tributo dos municípios”.

Um dos poucos senadores que votaram contra o projeto, o senador Major Olimpio (PSL-SP) disse que as mudanças vão impactar de maneira significativa os municípios com mais de 200 mil habitantes. Ele pediu a retirada do PLP da pauta de votações, mas não obteve êxito. Antes de votar o projeto, os senadores decidiram, por 65 a 6, que não concordavam em retirá-lo de pauta.

— A aprovação da proposição implicará grande impacto nos municípios de maior porte, onde estão localizadas as sedes das empresas prestadoras de serviços que a proposição abarca. A grande questão é a falta de expertise dos pequenos municípios para lidar com arrecadação e fiscalização. O risco de se aprovar o projeto sem que haja o devido aparato de gestão e fiscalização é deixarmos os locais onde vive a maior parte da população e onde se encontram os grandes desafios da segurança, saúde, educação e saneamento com importante insuficiência fiscal — afirmou Major Olimpio.

Linx apresenta solução em nuvem para lojas de materiais de construção, home centers e eletromóveis

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, apresenta ao mercado o Linx StorEx Home. Sistema em nuvem voltado para empresas de materiais de construção, home centers, bricolagem e eletromóveis que buscam descomplicar e modernizar a jornada de compra, venda e entrega. A plataforma tem o objetivo de dar suporte ao varejista nesse momento de readequação do comércio e facilitar a integração de vendas em um setor com grande presença omnicanal.

“A jornada omnichannel desses segmentos já existe antes mesmo da pandemia. Muitas vendas são realizadas nas lojas físicas e entregues em casa, mas o sistema que acompanha esse processo de compra precisava ser modernizado. Agora temos uma solução robusta e integrada em ERP e PDV, que vai desde o balcão até os bastidores da operação”, explica Daniel Mayo, diretor de Big Retail da Linx.

Entre os principais benefícios do StorEx Home estão: o armazenamento em nuvem que reduz o investimento em infraestrutura e o tempo de implementação; e a agilidade nas operações mais complexas, unindo compras, recebimentos e distribuição. A nova plataforma, que ainda conta com solução de venda assistida no PDV e mais mobilidade, começou a ser implementada no primeiro semestre de 2020 e já vem tendo uma aceitação grande no mercado experimentando um crescimento acelerado.

O sistema ainda atua no empoderamento do vendedor, que por meio de um smartphone, efetua a venda a partir de qualquer ponto da loja. Sem a necessidade de levar o consumidor até uma mesa e apresentar as condições de pagamento e os prazos de entrega, por exemplo. “Com a solução, o varejista e sua equipe detêm o controle total da operação e desta forma a experiência do cliente é valorizada ao máximo”, finaliza Mayo.

Senado elimina trecho de proposta que alteraria entrada em vigor da Lei de Proteção de Dados

Fonte: Agência Senado

O Senado decidiu nesta quarta (26) retirar artigo do PLV 34/2020, que teve origem na Medida Provisória 959/2020, que adiava a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para 31 de dezembro deste ano. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, explicou que já havia sido aprovado, em 2020, projeto que prevê a entrada em vigor neste mês de agosto e que, por isso, o assunto não deveria voltar a ser discutido este ano. A sugestão para supressão do dispositivo foi feita pelo relator da MP 959/2020, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), e líderes partidários. Depois disso, o PLV 34/2020, que trata da abertura de poupanças digitais para recebimento de benefícios assistenciais emergenciais, foi aprovado pelo Senado e, como já havia sido aprovado também pelos deputados, será enviado à sanção. Assista ao vídeo de trecho da sessão em que Davi Alcolumbre detalha a decisão sobre a retirada do artigo de discussão.

International Paper abre inscrições para programa de estágio e trainee

As inscrições para o programa de estágio e trainee da International Paper estão abertas e vão até o dia 25 de setembro. Esse ano, o IP Next Generation oferecerá 36 vagas para estudantes técnicos, universitários e recém-formados que tenham vontade de aprender, sejam engajados com os resultados, abracem os desafios e sejam protagonistas de suas carreiras.

Na área de estágio, são 32 vagas distribuídas nas cidades de Mogi Guaçu (SP), Luiz Antônio (SP) e Três Lagoas (MS). Com duração de 12 a 24 meses, o estágio é voltado a estudantes de diversas áreas, que estejam cursando o último ou penúltimo ano do Ensino Superior.

Estudantes que estão cursando o penúltimo ou último ano do Ensino Técnico com área de formação em Segurança do Trabalho podem concorrer a uma vaga de estágio técnico com atuação no Horto Florestal de Mogi Guaçu.

Para os recém-formados, a empresa abre as vagas de trainee, sendo três posições na área Industrial e uma na área de Supply Chain. Poderá se candidatar quem tiver se graduado entre dezembro de 2017 a dezembro de 2020 e que tenha mobilidade para residir em outras localidades do Brasil. Para as vagas da área industrial é necessária a graduação em Engenharia Química e para a de Supply Chain todas as Engenharias serão aceitas. O programa tem duração de 24 meses e os selecionados atuarão nas unidades da International Paper de Mogi Guaçu e Luiz Antônio.

“Buscamos candidatos que se identifiquem com a IP e que se sintam valorizados e respeitadosno processo seletivo do começo ao fim. Que possam aprender ao longo de sua jornada e que sejam catalisadores da marca empregadora”, afirma Vitor Benossi, gerente de Desenvolvimento Humano e Recrutamento da IP.

Este ano, a fim de conceder oportunidades iguais a todos, a IP não colocou na lista de pré-requisitos o domínio da língua inglesa. Para os trainees que não tiverem esse conhecimento, a empresa oferecerá uma bolsa do Programa de Idiomas da IP, para que possam se desenvolver durante os dois anos do programa. “Acreditamos que um ambiente com diversidade de ideias, habilidades, atitudes e conhecimentos melhora a colaboração entre as equipes e promove inovação”, reforça Benossi.

Por conta da pandemia e da necessidade do distanciamento social, o processo de seleção será todo online. Os interessados podem se inscrever pelo site do IP Next Generation: http://www.ipnextgeneration.com.br.

Candidatos com deficiência podem se candidatar para qualquer vaga, além de terem acesso a vagas de estágio exclusivas em um site com recursos de acessibilidade, para que seja proporcionada uma experiência completa desde o início: https://www.bigland.co/ca/estagio-nternational-paper-pcd-2021

Vídeo de divulgação

Qual é o seu papel no mundo? Com este questionamento, a IP inicia o vídeo de divulgação do programa IP Next Generation, que traz depoimentos de profissionais da empresa que atuam como trainees e estagiários.  Eles reforçam as características que a IP busca nessas pessoas e compartilham suas experiências pessoais como parte do time.

O vídeo já pode ser visto nas redes sociais da IP – LinkedIn https://www.linkedin.com/company/international-paper-brasil/ e Facebook https://www.facebook.com/internationalpaperbrasil/. Clique aqui para assistir.

Confira as vagas disponíveis:

Estágio

Mogi Guaçu (SP)

·         Comercial: Vendas, Marketing, Trade Marketing e Relações Institucionais e Sustentabilidade;

·         Industrial: Pesquisa e Desenvolvimento;

·         Florestal: Pesquisa Ambiental; Performance Florestal e Excelência Manufatura

·         Jurídica: Empresarial;

·         RH: Gestão de Recompensa, Centro de Serviços Compartilhados, Centro de Expertise de Talentos e Business Partner;

·         TI: Infraestrutura e Operações;

·         Supply Chain e Sourcing: Serviço ao Cliente, Operação de Suprimentos, Matéria-Prima e Energéticos e Suprimentos;

·         Finanças: Inteligência de Mercado & Performance, Planejamento Tributário, Impostos Diretos e Indiretos, Operações Financeiras.

Luiz Antônio (SP)

·         Industrial: Máquinas; Operação, Recuperação e Utilidades;

·         Supply Chain e Sourcing: Logística.

Três Lagoas (MS)

·         TI: Infraestrutura e Operações;

·         Supply Chain e Sourcing: Logística.

Trainee

Mogi Guaçu (SP)

·         Supply Chain

·         Industrial

Luiz Antônio

·         Industrial

Mercado de tablets cai 32,3% no segundo trimestre de 2020, diz estudo da IDC Brasil

Desde 2016 o mercado de tablets no Brasil não experimentava uma queda tão acentuada quanto a do segundo trimestre de 2020. De abril a junho, foram comercializados 477.377 tablets, queda de 32,3% em relação ao mesmo período de 2019 e de 29,2% em relação aos três primeiros meses de 2020. Em 2016, no mesmo período, a queda foi de 32%. De lá para cá, o movimento do segundo trimestre sempre foi de queda, mas não nessa proporção. Em 2017 caiu 8%, em 2018 caiu 3,4% e no segundo trimestre do ano passado caiu 7,6%. Todos os dados são da IDC Brasil, que desde 2010 realiza estudos do mercado de tablet no país (IDC Brazil Tablets Tracker).

“A retração do mercado de tablets no Brasil começou em 2015, também no segundo trimestre. Naquele ano, a queda foi de 35%. Desde então, temos períodos em que até há uma leve reação, mas, no geral, o movimento é de queda”, diz Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Foi o que aconteceu no 1º trimestre deste ano, que teve queda de apenas 3%. “A volta às aulas, em janeiro, e o início da quarentena e das aulas à distância, em março, aumentaram as vendas, mas o consumo não se manteve nos meses seguintes e o ritmo de queda deve continuar“, estima o analista da IDC Brasil.

Já os preços, seguem em alta. Segundo o estudo IDC Brazil Tablets Tracker 2Q2020, o ticket médio do tablet no 2º trimestre foi R﹩ 971,56, 44,7% a mais do que no mesmo período de 2019 e 47,4% a mais do que nos três primeiros meses deste ano. “O mercado tem apontado cada vez mais uma mudança no mix de produto, com tablets intermediários e premium ganhando mais importância e participação. Assim, o aumento nas vendas de tablets com maiores especificações técnicas refletiu também no aumento do preço médio“, explica Rodrigo. Quanto à receita foi de R﹩463 milhões, apenas dez milhões a menos do que no mesmo período de 2019.

Ainda segundo o estudo da IDC Brasil, dos 477.377 tablets vendidos no segundo trimestre de 2020, 438.412 foram para o varejo, queda de 32,3% em relação ao primeiro trimestre, e 38.965 para o mercado corporativo crescimento de 47,3%, apoiado pela participação dos tablets premium e projetos para os setores da Educação e Governo.

Expectativas

Para o terceiro trimestre de 2020, a previsão da IDC Brasil para o setor de tablets é que siga o movimento de queda, acentuado pelos impactos da pandemia de covid-19, da alta do dólar e do desemprego. Para o ano, a IDC espera que a retração total seja de 12%.

Brasileiros defendem endurecimento contra desmatamento ilegal e querem desenvolvimento com preservação, revela Observatório Febraban

Os brasileiros dão grande importância à preservação do meio ambiente, olham com muita preocupação a Amazônia e têm elevada consciência sobre a importância desse ecossistema para o país, a sociedade e sua própria vida. Mas também defendem a necessidade de conjugar o desenvolvimento e a preservação da Floresta como objetivo maior dos governos. Além disso, a maioria está descontente com as ações de preservação e querem maior punição a quem desmata.

Essas são algumas das revelações do levantamento Observatório Febraban – pesquisa FEBRABAN-IPESPE, feita entre os dias 11 e 19 de agosto com 1,2 mil entrevistados de todas as regiões do país. A pesquisa inova ao ter uma amostra complementar de 300 entrevistados representando a população adulta da Amazônia Legal (totalizando 456 entrevistados nesta região).

“Trata-se do mais amplo estudo das percepções, atitudes e valores dos brasileiros sobre a Amazônia, acrescentando-se o ineditismo da comparação entre o conjunto dos cidadãos do país e a população residente na Amazônia Legal”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, que ressalta a relevância do tema. “A importância da preservação ambiental vem crescendo de modo significativo, ocupando lugar cada vez mais central na agenda pública.”

De acordo com o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, a pesquisa se insere no debate sobre a questão ambiental, que foi potencializado pelas sucessivas notícias sobre queimadas, ações de grileiros e madeireiras, conflitos entre indígenas e garimpeiros, sempre associados ao aumento do desmatamento ilegal. “Nesse contexto, o Observatório Febraban se debruça sobre a pauta da Amazônia, buscando mapear e compreender os avanços da consciência da sociedade brasileira a seu respeito, diz Antonio Lavareda.

Com divulgação mensal, o Observatório Febraban, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, é parte de uma série de medidas da FEBRABAN para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento:

Preservação do meio ambiente

Os brasileiros dão muita importância à preservação do meio ambiente: 74% dos entrevistados afirmam ter muito ou algum interesse por ecologia e meio ambiente. E a maior parte deles expressa a insatisfação com os esforços de preservação do meio ambiente no país: 78% se dizem pouco ou nada satisfeitos.

Consciência sobre a Amazônia

Chega perto dos 90% o percentual de entrevistados que se dizem preocupados com a preservação da Amazônia: com 55% de “muito preocupados” e 33% de “preocupados”. Paralelamente, 60% avaliam que a Floresta Amazônica é o ecossistema mais ameaçado do país. Em segundo lugar, a Mata Atlântica tem 11% de menções.

Importância da Amazônia

Destaque do levantamento é a percepção de relevância da Amazônia, tanto para o país, como para as pessoas individualmente e suas famílias: 77% dos entrevistados consideraram a Amazônia “muito importante” para o Brasil, e 72%, para a sua vida e de sua família. Na mesma linha, é quase absoluta a concordância com a ideia de que a preservação da Amazônia é essencial para a identidade nacional (94%).

Quem melhor preserva a floresta

Entre os destaques de desempenho positivo na preservação da Amazônia estão as Lideranças Indígenas, com 73% de aprovação, e o Exército brasileiro, com 69%. Seguem-se em terceiro lugar as Igrejas, com 62%. A aprovação ao desempenho do Governo Federal é de 50%, superior à aprovação do Judiciário (47%) e, principalmente, dos governos estaduais (44%).

Esforços insuficientes para preservação

É elevado o nível de descontentamento com os esforços para preservar a Amazônia: 83% se dizem pouco ou nada satisfeitos. Governo e madeireiros se igualam no quesito “muita responsabilidade” quando ao desmatamento ilegal da região, com 70% e 69% de índice. Na sequência, os governos estaduais são “muito” responsabilizados por 67%, fazendeiros (66%) e garimpeiros (65%).

Problemas da Amazônia

Para a maioria dos entrevistados, a população da região enfrenta seus maiores problemas em três áreas: na preservação da Floresta (22%), na Saúde (17%) e na falta de atenção aos indígenas (16%). Outras questões, embora frequentem o noticiário nacional, parecem ter menor relevância aos olhos da opinião pública, como a regularização fundiária (6%) e a segurança do transporte fluvial (2%).

Consequências do desmatamento

Sobre as consequências do desmatamento, a ameaça à biodiversidade é considerada a mais grave deles (34%), seguida das mudanças climáticas em geral (25%). A alteração do regime de chuvas no Brasil é o efeito nocivo mais relevante para 11% dos pesquisados. Danos à imagem do Brasil no Exterior (11%) aparecem com maior relevância que o receio de fuga de investimentos (6%).

Punição maior ao desmatamento ilegal e ao garimpo

A grande preocupação com a Floresta explica o apoio ao endurecimento das punições pelo desmatamento da Amazônia (83%). Mais expressiva ainda é a rejeição à autorização das atividades de garimpo dentro das reservas indígenas (86%).

Manutenção das reservas indígenas

Mais de dois terços (67%) são contrários à redução das reservas indígenas na Amazônia. A preocupação com os indígenas é acompanhada pelo reconhecimento por parte de 58% dos entrevistados de que têm pouco ou nenhum conhecimento sobre a vida e a situação dos povos indígenas, enquanto 35% afirmam ter conhecimento médio.

Pressão internacional

O interesse internacional sobre a região amazônica é assunto controverso. A maioria concorda com o direito de pressão da comunidade internacional pela preservação da Floresta (54%) considerando ser “uma questão que afeta o mundo inteiro”. No entanto, é significativa a parcela dos que defendem a prevalência da soberania nacional (41%).

Brasileiro conhece Amazônia pela TV

A imagem da Amazônia junto aos brasileiros é rica, forte, carregada de valores e de emoções. Porém, ela é formada à distância: 86% dos entrevistados das outras regiões nunca viajaram para os estados da Amazônia, e 89% não tiveram oportunidade de conhecer presencialmente a Floresta. Apenas 21% considerem-na bem integrada ao país.

Avaliação local e a nacional

O Observatório Febraban ouviu também representantes da população dos estados da Amazônia Legal, permitindo a comparação das tendências de opinião nacional e local. Há convergência nas atitudes e valores em relação à preservação da Amazônia e sua importância para o País e à vida pessoal. Também são assemelhados os resultados relativos à soberania nacional e aos interesses internacionais.

Já as diferenças ocorrem em temas sobre os quais a população local tem mais conhecimento e experiência. O conhecimento da Floresta é consideravelmente mais elevado entre os moradores da região do que no restante do país (52% > 11%), porém, ainda assim quase a metade dos moradores da região (48%) nunca a visitou.

É possível identificar uma visão menos pessimista entre esse público sobre a evolução da preservação da Amazônia: para 22% dele, houve uma melhora ao longo dos últimos anos, (na amostra nacional é 12%). Do mesmo modo, ainda que seja igualmente elevada, a opinião sobre o aumento do desmatamento 71% está seis pontos percentuais abaixo do score registrado no País como um todo (77%).

A íntegra do terceiro levantamento Observatório FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-IPESPE pode ser acessada neste link .

Pensando sobre upskilling – hoje e sempre

Por Miriam Rodrigues

Termo novo, necessário e atual. Mas, afinal, do que estamos falando? E se é tão necessário e atual, como vou me posicionar a respeito?

Numa tradução livre, quando falamos de skills, estamos falando de habilidades, chamadas às vezes de competências.

Já, quando falamos de upskilling, estamos tratando do desenvolvimento de habilidades, em alguns casos, há também o entendimento de requalificação.

Como sabemos há pelo menos 3 décadas, a velocidade das mudanças, em especial as mudanças tecnológicas, tem demandado o desenvolvimento cada vez mais acelerado de novas competências e isso demonstra ser cada vez mais evidente para empresas e profissionais.

Novas formas de aprender e de trabalhar surgem com uma velocidade indescritível e sem precedentes, não sendo identificada possibilidade de um retrocesso neste cenário.

Como prever as habilidades necessárias aos profissionais daqui há 2 anos, por exemplo, se a velocidade do surgimento de novas tecnológicas não é previsível? Como pensar no desenvolvimento de competências para uma carreira, que deverá durar algumas décadas, num ambiente tão mutante, instável, desafiador, incerto?

Está posto um desafio sensível e necessário, que demandará o planejamento de ações continuadas em várias instâncias: global, nacional, regional, e que envolve, também, vários atores, como escola, empresas e líderes empresariais e os próprios profissionais.

Ter consciência a respeito deste fato por parte das instâncias e atores envolvidos, com certeza, já é um primeiro passo.

A troca de experiência em comunidades presenciais ou remotas, o “olhar glocal” (global + local), a sensibilidade e, sobretudo, a crença no aprendizado contínuo durante toda a vida, precisam estar presentes, sempre.

Como outras ondas que a humanidade viveu no passado, agora temos a real necessidade de nos reinventarmos – sem exagero – quase que diariamente. Sabemos que isso é possível porque já estamos fazendo: trabalhar sem barreiras geográficas, de – literalmente – qualquer lugar do mundo, usando sempre tecnologia a nosso favor, dentre outros exemplos, e sem nunca perder de vista nossas características empáticas, tão necessárias na lide diária com os desafios que chegam sem parar.

Sim, enfrentamos inseguranças relacionadas à empregabilidade trazidas pelo ritmo acelerado da tecnologia, inovação e globalização, isso não vai mudar no curso prazo. Vamos prosseguir, vamos nos reinventar, vamos continuar aprendendo, sempre.

Miriam Rodrigues, docente de disciplinas relacionadas ao Comportamento Humano no Trabalho na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

AVEVA adquire a americana OSIsoft por 5 bilhões de dólares

AVEVA, líder global em software industrial, anunciou nesta terça-feira (25/08) um acordo de compra, por US$ 5 bilhões, da OSIsoft, líder global em software e serviços de dados industriais em tempo real. A AVEVA e a OSIsoft combinarão suas ofertas de produtos complementares, reunindo software industrial e gerenciamento de dados para ajudar os clientes do setor industrial e de serviços essenciais a acelerarem suas estratégias de transformação digital à medida que eficiência, flexibilidade, sustentabilidade e resiliência tornam-se requisitos cada vez mais urgentes.

O software de gerenciamento de dados da OSIsoft complementará as ofertas abrangentes de engenharia, operações e desempenho, de ponta a ponta, da AVEVA. A integração do PI System ao portfólio abrangente de software da AVEVA criará uma base de dados integrada que pode gerar insights orientados por dados, nuvem e Inteligência (IA) para criar resultados de negócios significativos aos clientes. Essa combinação permitirá à AVEVA crescer e diversificar os setores que atende, bem como continuar a expandir sua presença em mercados e regiões.

Juntas, a AVEVA e a OSIsoft podem fornecer soluções completas que abrangem modelos de implementação industrial e corporativa de ponta, fortalecendo a posição da AVEVA como líder global em software industrial. Ao longo de seus 93 anos de expertise e experiência operacionais combinadas, ambas as empresas vêm ajudando o setor industrial a lidar com a necessidade de mudanças e evolução constantes, a partir de uma abordagem centrada no cliente, com qualidade e talento de classe mundial. Além de compartilhar um portfólio de soluções complementares, a aquisição reforça ainda mais a posição de liderança da AVEVA em transformação digital e na Internet Industrial das Coisas (IIoT).

O PI System permite que os clientes coletem, normalizem, armazenem e transmitam dados operacionais em tempo real, e com alta fidelidade, para aplicativos e plataformas analíticas de Inteligência Artificial e de Aprendizado de Máquina (ML). O PI System atua como um único sistema de registro para dados operacionais, escalável e habilitado para nuvem, para o compartilhamento de dados entre empresas, e para a tomada criteriosa de decisões operacionais.

A OSIsoft trabalha com mais de 1.000 das principais empresas de energia e serviços públicos do mundo; com 38 das 40 maiores empresas de Óleo & Gás da Global Fortune; com todas as 10 maiores empresas de mineração e metais da Global Fortune; atende 37 das 50 das maiores empresas químicas e petroquímicas do mundo; bem como 9 das 10 maiores empresas farmacêuticas da Global Fortune.

Geração de valor e melhoria na sustentabilidade


As ofertas de produtos complementares da AVEVA e da OSIsoft permitirão que a empresa combinada continue a gerar valor significativo para seus stakeholders, ao criar oportunidades de inovação usando novas tecnologias emergentes. Juntas, a AVEVA e a OSIsoft podem avançar em suas metas de sustentabilidade e gerar benefícios e valor significativos para os clientes. A escala e o escopo mais amplo e profundo da nova empresa, para liderar a transformação digital do setor industrial, podem gerar mais eficiência sustentável para diversos setores essenciais, incluindo bens de consumo embalados (CPG), farmacêutico, saneamento e serviços públicos.

“Combinar AVEVA e OSIsoft é mais um marco significativo em nossa jornada para alcançar as metas de crescimento ambiciosas que estabelecemos. Isso não apenas nos ajudará a atender melhor os clientes existentes, mas também abrirá as comportas para novas oportunidades que irão acelerar a entrega de nossa visão de digitalização”, afirma Craig Hayman, CEO da AVEVA, ao acrescentar que dados têm permitido que as organizações determinem, com mais eficácia, a causa dos problemas e visualizem o que está acontecendo em diferentes locais, departamentos e sistemas. “Este acordo permitirá que nossos clientes melhorem os processos de negócios, bem como eliminem ineficiências. Estamos extremamente orgulhosos de avançar com um portfólio de soluções ainda mais forte, bem como uma base de clientes cada vez maior e robusta, que assegura nossa liderança no setor.”

“Unir forças com a AVEVA aprimora e amplia nossa capacidade de cumprir os principais compromissos com nossos clientes, parceiros e funcionários. Juntos, seremos mais capazes de atender aos maiores projetos de transformação digital da história, incluindo em toda a indústria 4.0+ e a IIoT”, acrescenta o CEO e fundador da OSIsoft, Dr. J. Patrick Kennedy. O interesse da AVEVA pela OSIsoft, afirma, “é uma prova de nossa equipe talentosa, e do valor extraordinário do PI System como a infraestrutura de streaming de dados em tempo real que impulsiona o mundo industrial”. Para Patrick Kennedy, este anúncio é o resultado de uma busca cuidadosa por uma organização respeitada que se mesclasse com a missão, orientada ao cliente, da OSIsoft. “O próximo capítulo da quinta década do PI System será empolgante para nossos funcionários e clientes, e estou ansioso pelo meu envolvimento contínuo em meu novo papel como o maior acionista individual na empresa combinada, e como Presidente Emérito para garantir que percebamos todos os benefícios disso transação.”