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Ascenty investe R$ 150 milhões em enterramento de sua rede de fibra ótica

A Ascenty, empresa líder no mercado de Colocation na América Latina – com 22 data centers próprios no Brasil, Chile e México, sendo 17 em operação e cinco em construção, e uma rede de 4.500 km – continua investindo no projeto de enterramento da rede de fibra ótica para atender as regiões de Campinas, São Paulo, Praia Grande e Rio de Janeiro.

O programa iniciado em 2017 e em fase de conclusão neste primeiro trimestre de 2021 conta com R$ 150 milhões em investimentos para finalizar os 1.080 km de rede subterrânea que interconectam 22 cidades: Barueri; Campinas; Caieiras; Cajamar; Cubatão; Diadema; Hortolândia; Itupeva; Jundiaí; Louveira; Osasco; Paulínia; Praia Grande; Rio de Janeiro Capital; Santana de Parnaíba; Santos; São Bernardo do Campo; São Paulo Capital; São Vicente; Sumaré; Valinhos; e Vinhedo.

O objetivo desse projeto está em linha com a estratégia da Ascenty de especialização no segmento de data centers de padrão de excelência mundial. A rede de fibra ótica subterrânea conecta os data centers da empresa às estações de cabo submarino, possibilitando assim excelência de conectividade com redução de latência na comunicação, bem como maior resiliência e, por consequência, disponibilidade superior aos clientes.

A ampliação da rede subterrânea permite, ainda, às empresas alocadas em todos os data centers da Ascenty integrarem seus negócios ao novo NAP Brasil (sigla em inglês para Ponto de Acesso de Rede), aos provedores de serviços de Internet (ISPs) e aos grandes provedores de cloud, dentre outras empresas. Assim, ampliam-se as possibilidades de interconexão com os serviços e os conteúdos armazenados nos data centers da companhia, que abrigam, atualmente, cerca de 350 clientes globais que atuam na América Latina.

“Continuamos realizando grandes investimentos em rede subterrânea entre nossos data centers para que nossos clientes, independente de onde estiverem hospedados, tenham a possibilidade e tranquilidade que estão usufruindo ao máximo das melhores conexões possíveis”, destaca Marcos Siqueira, VP de Operações da Ascenty.

FICO contrata gerente de marketing de canais para América Latina e Caribe

Jenifer Tresmondi assumiu o cargo de gerente de marketing de canais para América Latina e Caribe da FICO, empresa líder mundial em software de decisão e análise preditiva. A executiva irá trabalhar com a equipe de canais para desenvolver estratégias de marketing visando o crescimento do número parcerias com outras empresas e do volume de negócios da FICO na região.

Jenifer possui MBA em Marketing na FGV (Fundação Getulio Vargas) e mais de 15 anos de experiência na área, com atuação em diversas empresas de tecnologia como EDS, SAP, Teradata e Informatica.

“Meu principal objetivo será expandir a participação de mercado da FICO na América Latina através de iniciativas de marketing em conjunto com os canais estratégicos, e futuramente criar um programa de marketing de canais estruturado para cada tipo de parceria, consolidando ainda mais a área de canais dentro da FICO”, afirma Jenifer.

Sofist fortalece área de operações com novo Head de Automatização de Testes

Henrique Moura, novo Head de Automatização de Testes da Sofist

Henrique Moura é o novo Head de Automatização de Testes da Sofist, consultoria ultraespecializada em qualidade de software. A chegada do executivo contribui para o fortalecimento da área de operações, que é o coração da empresa, e acontece num momento especial: em 2020 a Sofist registrou um crescimento de 84% em faturamento (ultrapassando a marca de dois dígitos e a meta estipulada para o ano). Agora o plano é manter o ritmo acelerado.  

Dentro da área de operações, que reporta diretamente a Bruno Abreu, CEO da Sofist, Henrique Moura assume o time de testes automatizados, ao lado de Jennifer Deus, responsável pela equipe de testes humanos, e de André Iguera, que gerencia os especialistas em testes de performance. Juntos, eles têm o desafio de conduzir o time para habilitar e sustentar a entrega de valor para seus clientes.  Para isto, a Sofist deve investir ainda mais em pessoas, e estima crescer em 31% o time de operações até o final de 2021.

“À frente da área de automatização de testes da Sofist, quero ajudar nossos clientes em suas estratégias de transformação digital, contribuindo para a implementação de um mindset de cultura da qualidade mesmo num cenário em que as empresas se veem obrigadas a inovar com velocidade. E a maneira de se fazer isso é mostrando que é preciso olhar para processos e metodologias, entender o problema real e a jornada do usuário, para depois investir em tecnologia. Em resumo: organizar a casa para não automatizar o caos”, afirma Henrique Moura.

Com quase duas décadas de experiência na área de tecnologia, Henrique se considera um apaixonado por automação. Sua história com o segmento começou aos 16 anos, num curso de automação industrial do Senai. De lá pra cá, o executivo migrou da indústria para o software e não parou mais.

Pesquisa do Banco PAN mostra que apenas 16% conhecem o Open Banking, mas sistema é visto como positivo

Um levantamento encomendado pelo Banco PAN mostra que apenas 16% do público brasileiro das classes CDE já ouviu falar sobre Open Banking. Entretanto, quando explicado pelo entrevistador, o sistema foi considerado de fácil entendimento e visto como positivo e benéfico pela maioria dos pesquisados. As pessoas com 55 a 64 anos sãos aquelas que mais já ouviram falar sobre Open Banking (22%) e a faixa etária em que o termo é menos conhecido está entre aqueles de 30 a 39 anos (12%).

A pesquisa “Percepções sobre Open Banking” foi realizada em parceria com o Instituto Plano CDE e feita com 1.524 pessoas, destas 1.007 com renda familiar de até R$ 5 mil. A margem de erro máxima da pesquisa é de 2,5%.

“A população ainda conhece pouco sobre o tema, mas quando o conceito é bem comunicado, já consegue perceber as vantagens que o Open Banking trará para sua vida financeira em termos de praticidade, autonomia e poder de escolha. Por isso, nós vamos adotar uma comunicação simples, direta e transparente com nossos clientes, focando sempre nos benefícios do sistema para cada um”, explica Luiz Krempel, superintendente do Banco PAN para Open Banking.

A pesquisa também mostrou que o público mais jovem teve um entendimento rápido sobre o sistema quando explicado, e disse que autorizaria o compartilhamento de dados entre as instituições. Por outro lado, o público com idade mais avançada se mostrou mais receoso e mostrou preocupação sobre eventuais taxas ou cobranças para a realização do compartilhamento de informações. Nesse público de mais idade surgem dúvidas sobre o Open Banking não ser um sistema, mas uma empresa, um aplicativo, uma plataforma, uma ferramenta e até mesmo um novo banco.

Entre todos os respondentes, após serem expostos a uma explicação, 50% dos entrevistados afirmaram que o Open Banking “vai trazer mais praticidade para os clientes” e 49% deles disseram que o sistema “funciona como uma portabilidade entre bancos”.

O estudo ainda captou que os principais fatores que fazem os participantes estarem abertos ao novo sistema são: remete ao PIX (associação acontece ainda porque o PIX envolve os termos “transação” e “transferência”); leva à ideia de portabilidade; o fato de seu banco atual compartilhar os dados transmite segurança (é diferente do trânsito de informações entre cliente e sites da internet); e a sensação de que “sabem para onde foram os dados”.

Outro ponto de destaque captado pelo levantamento é que a aceitação ao Open Banking é de cerca de 60% quando a ideia de compartilhar dados é associada a benefícios. Dessa forma, 64% informaram compartilhar seus dados “se tiver a possibilidade de melhores oportunidades de empréstimo e crédito”, enquanto 60% responderam que fariam o compartilhamento “se isso ajudar a conseguir um produto ou serviço melhor no banco que procurei”.

Identidade autossoberana é alternativa para identificar pessoas vacinadas contra a Covid-19

Além do grande desafio da imunização contra a Covid-19, já iniciada em mais de 50 países, existe a necessidade estratégica em termos de saúde pública e logística de manter o controle sobre quem já foi vacinado, com qual tipo de produto, administração da primeira e da segunda dose. Tal procedimento é proporcionalmente complexo em relação aos índices demográficos do Brasil, com seus mais de 210 milhões de habitantes.

Um dos meios digitais eficazes para o êxito nesse controle é a identidade autossoberana, composta por informação das redes e relações que cada indivíduo constrói ao longo da vida, na interação com órgãos públicos, outras pessoas, escolas, trabalho, bancos, serviços e sistemas. Simplificando, ela abriga mais do que o número do CPF ou RG, podendo armazenar a formação acadêmica, profissão e, até mesmo, a informação vacinal de cada indivíduo.

“No que se refere à privacidade e veracidade das informações, a identidade autossoberana é uma das opções mais seguras, pois ela é uma plataforma descentralizada e dá ao usuário o controle das suas credenciais. Este sistema permite que o titular escolha quais informações quer compartilhar no acesso a um site ou um local, como um guichê de embarque, por exemplo”, explica Bruno Ribeiro, gerente de Inovação da Certisign, empresa especialista em identidade e segurança digital.

Segundo Ribeiro, trata-se de uma possibilidade de fácil adesão por parte dos brasileiros, pois é uma tecnologia fácil de usar, a qual é necessário apenas que o titular da identidade tenha um smartphone. “Para ilustrar: uma companhia aérea precisa ter a certeza de que as pessoas que embarcarão em um voo estarão todas imunizadas contra o Covid-19. Então, ela adota a plataforma de identidade soberana em seu sistema. O usuário, titular da identidade, no dia do voo, comparece ao guichê de embarque e scaneia com seu smartphone um QR Code no sistema da companhia aérea, por exemplo, que confirmará, ou não, se sua vacinação está em dia. Para tal, ele deverá autorizar quais credenciais irá apresentar ao sistema (no caso, as vacinas que tomou). Quaisquer outras credenciais existentes em sua carteira virtual não são acessíveis pelo sistema da companhia aérea”.

Titular no controle

Um dos benefícios da identidade soberana é permitir que os dados pertençam aos próprios indivíduos, e não a terceiros. De acordo com Ribeiro, isso também minimiza os riscos de vazamento de dados e violação de privacidade dos clientes das empresas, pois quanto mais dados elas retêm, maior é o risco que correm.

Blockchain e emissão da identidade


Uma das formas de se implementar a rede descentralizada de identidade autossoberana é por meio de um blockchain. Funcionaria da seguinte forma:
• O titular utiliza uma carteira virtual em seu smartphone para criar a identidade, que pode ser emitida por meio de um blockchain público ou privado.

• Daí, para obter a credencial de vacinação, por exemplo, o usuário acessaria o órgão competente e se autenticaria nele por meio de uma senha, validação biométrica, entre outras opções. Ao identificá-lo, a instituição emite uma credencial de vacinação para a sua identidade autossoberana, registrando a operação no blockchain. A credencial é então armazenada na carteira do usuário.

• Chegando ao embarque no aeroporto, ele apresenta a credencial de vacinação ao sistema da companhia aérea, que faz a verificação no blockchain.

“Por meio das credenciais verificadas, emitidas e registradas por universidades, órgãos públicos, hospitais, etc, no blockchain o titular vai formando sua identidade autossoberana. E, quando ele precisa se identificar em algum local, seja ele físico ou virtual, tem a liberdade de expor somente o dado pertinente àquela situação. É importante dizer que este processo de verificação, emissão e registro no blockchain é transparente ao titular da identidade. Para ele, em resumo, a ação para ter a identidade autossoberana seria apenas requisitá-la, instalar a carteira virtual em seu smartphone, obter as credenciais desejadas e ir utilizando-as no decorrer de sua vida “.

Oiweek digital conecta praticantes de open innovation

A 13ª Open Innovation Week (Oiweek), principal encontro de inovação aberta do Brasil, será realizada de 23 a 25 de fevereiro, em formato online. Promovido pela 100 Open Startups, principal plataforma de inovação aberta do país, o evento tem como objetivo realizar novas conexões do ecossistema de inovação, apresentar novas oportunidades de open innovation com startups e atualizar o público com as melhores práticas de open innovation do mercado. A primeira edição do ano contará com as hosts de open innovation VLI Logística Integrada, Everis Brasil, Sompo Seguros, Sojitz e Ambev, além de mais de 250 startups curadas, executivos e investidores.

Entre os destaques do evento deste mês, está a utilização da plataforma Clubhouse em uma das atividades da programação, que discute “Open innovation com startups: o que aprendemos na prática”. Completam a programação temas como Marco Legal das Startups, como montar um time de desenvolvedores em um mercado competitivo e como preparar os colaboradores para inovação aberta com startups, além de grandes empresas apresentando suas oportunidades de inovação aberta para startups.

“A Oiweek tem como proposta promover discussões sobre open innovation, destacando novas oportunidades, atualizações e os desafios do momento, bem como facilitar conexões de negócio para a nossa comunidade usando a plataforma de matchmaking do evento”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO do movimento 100 Open Startups.

A Oiweek reúne as corporações líderes, as startups mais atraentes, os cientistas das principais instituições de pesquisa, investidores qualificados e especialistas para compartilhar conhecimento e gerar novas oportunidades de negócios em inovação. Ao longo de 2021, o evento contará com dez edições, entre fevereiro e novembro, servindo como ponto de encontro mensal para o ecossistema de inovação e praticantes de open innovation.

Para mais informações e inscrições, acesse: oiweek.com/fevereiro

SIG lança programa de apoio a startups promovendo inovação para o segmento de alimentos e bebidas

SIG, empresa especializada em envase e embalagens cartonadas, acaba de anunciar o lançamento do SIGCUBATOR, programa de aceleração voltado para startups, buscando novos negócios que querem inovar no segmento de alimentos e bebidas.

As inscrições já estão abertas e o programa funcionará em três rodadas que acontecerão em 2021. Para a primeira delas, as empresas que tiverem interesse e em busca dessa oportunidade, podem se inscrever gratuitamente até o dia 28 de fevereiro, através do link: www.sigcubator.com.

Para Anna Rabanus, Gerente Global de Categoria da SIG: “Entendemos que o lançamento de um produto é muitas vezes um desafio para as startups. O programa SIGCUBATOR apoia os empresários com as instalações de produção, o conhecimento e as conexões na indústria de alimentos e bebidas. Nossa equipe de especialistas estará presente para orientar as startups durante o período mais crucial de sua inovação: desde testar protótipos no combiLab da SIG na Alemanha até um produto final e um conceito de embalagem que esteja pronto para os consumidores”.

A SIG pretende identificar e se envolver com empresários em um estágio inicial e atrair potenciais parceiros que compartilhem da mesma visão para fornecer alimentos e bebidas nutritivas que estimulem e melhorem a vida das pessoas de forma sustentável. A criação de novas empresas de alimentos e bebidas com visão de futuro é uma chave para impulsionar a inovação da indústria e a criação de valor. Serão avaliados conceitos com base na capacidade de inovação dentro do espaço, estratégia de entrada no mercado, bem como princípios de aceleração futura com parceiros coprodutores.

Uma nova startup que já lançou com sucesso sua gama de shakes no mercado por meio do SIGCUBATOR é a GROUNDED, sediada no Reino Unido. Envasando dois produtos no combiLab da SIG, a empresa lançou recentemente seus inovadores shakes proteicos à base vegetal nas exclusivas embalagens cartonadas combidome da SIG. Os produtos estão agora disponíveis online e em varejistas como Selfridges e Planet Organic – uma cadeia de supermercados orgânicos sediada no Reino Unido, onde já estão em primeiro lugar na venda de bebidas proteicas com apenas três meses após o lançamento.

Para Gabriel Bean, Fundador da GROUNDED: “apenas uma pequena ideia pode mudar toda uma indústria e identificamos uma lacuna no mercado para um shake genuinamente natural, à base vegetal – com ingredientes e embalagens naturais. A equipe da SIG estava igualmente alinhada com os valores, e não poderíamos ter encontrado um parceiro melhor para lançar esses produtos”. Segundo Gabriel, a SIG apoiou a empresa do começo ao fim, desde o primeiro contato com sua equipe no Reino Unido, até sua operação combiLab na Alemanha.

Anna ressalta ainda que o estilo de vida dos consumidores está mudando e com isso as expectativas são altas, desde ingredientes saudáveis até soluções convenientes de embalagem para consumo em movimento. “Trabalhando juntos, podemos lançar produtos longa vida inovadores, sustentáveis e diferenciados para uma geração em constante mudança. Mal podemos esperar para ver as ideias e, juntos, fazer a diferença tanto para as pessoas quanto para o planeta”, afirma a executiva.

Parcerias inovadoras alavancam o potencial da plataforma de Inovação e Diferenciação de Produtos da SIG, uma iniciativa que visa oferecer soluções inovadoras em produtos e embalagens que permitem às empresas satisfazer as necessidades em constante mudança dos consumidores.

Saiba mais sobre essa oportunidade de negócio em www.sigcubator.com

Ingresso.com amplia suas soluções de pagamento para uma experiência mais completa

Oferecer múltiplas opções para que o fã de cinema tenha mais possibilidades para efetuar a compra do ingresso de cinema com cartões de débito, dos diversos bancos. É com esse objetivo que a Ingresso.com vem ampliando as opções de pagamento em seus canais (site e aplicativo). A mais recente novidade é a parceria com o Banco Bradesco para compra com cartões de débito Bradesco Visa e Next.

Em janeiro, a empresa anunciou a chegada do débito Santander, que se juntou as opções de compra por cartão de débito dos bancos Inter, Banco do Brasil e cartão de débito virtual da Caixa. Os ingressos também podem ser adquiridos por cartões de crédito e carteiras digitais. “Inovar e trabalhar com as tecnologias mais modernas do mercado para oferecer uma experiência completa ao fã de cinema é nosso objetivo constante. Ampliando o leque de opções de pagamento, conseguimos oferecer a comodidade de garantir o ingresso de forma antecipada para mais clientes”, explica Roberto José, CTO da Ingresso.com

E as soluções tecnológicas não se limitam apenas as opções de pagamento, para ampliar a segurança no retorno às salas a Ingresso.com desenvolveu o Mapa de Assentos com Distanciamento Social, que permite que o fã de cinema compre o seu lugar e de acompanhantes com o bloqueio automático dos assentos próximos promovendo o distanciamento social de forma inteligente e otimizada; e o Ingresso Digital, também chamado de Scannerless, sem necessidade de leitor e de impressão.

Perspectivas para o food service em 2021

Por André Gasparini , diretor comercial da Agropalma

O ano de 2020 foi desafiador para praticamente todos os setores da economia. A crise de saúde e sanitária causada pela pandemia atingiu com mais força alguns segmentos, como o de food service. A condição de isolamento social, como uma das medidas para conter o novo coronavírus, teve desdobramentos que mudaram até mesmo o perfil de consumo, entre eles, o alimentício. Restrições de funcionamento relacionadas aos horários e formas de atendimento exigiram que os estabelecimentos se adaptassem rapidamente, a fim de garantir sua receita e sobrevivência.

De acordo com dados levantados pela ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), em conjunto com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e projeções da Food Consulting, aproximadamente 25% dos operadores de food service não resistiram à crise e encerraram suas atividades. Grande parte das falências se deve à falta de adaptação dos negócios aos novos canais comerciais, como os aplicativos de refeições com delivery e take away. O que antes era visto como uma ferramenta a mais para impulsionar as vendas, tornou-se a essência do empreendimento, devido à atual necessidade do consumidor.

Outro canal que também ganhou relevância no período foram as plataformas de promoção por meio das mídias sociais, que se tornaram verdadeiras vitrines virtuais para venda dos itens oferecidos, assim como seus diferenciais e lançamentos. Nesse ponto, podemos dizer que esses canais permitiram ir além da exposição comum às vitrines físicas, eles possibilitaram maior interação com o consumidor, entendimento de suas expectativas e necessidades, para aplicação de melhorias contínuas ao dia a dia do negócio. Foram como termômetros, com rápidos feedbacks, para que o operador pudesse avaliar seu nível de aceitação e preferência de seus clientes.

Essas plataformas foram também fundamentais para os novos negócios que surgiram no período. Com o aumento do desemprego, algumas pessoas precisaram se reinventar para garantir uma renda e muitas receitas culinárias de família foram colocadas em prática e oferecidas ao público. Ainda que de maneira informal, houve um aumento considerável dessa fatia do food service.

Embora todos os desafios enfrentados, os estabelecimentos que conseguiram atravessar esse período, de forma sustentável, contarão agora com um cenário menos competitivo e mais promissor, com a perspectiva de manter e até ampliar sua participação no comércio. Dentro desses novos padrões de funcionamento, impulsionados principalmente pelo delivery e take away, estima-se que o setor passará de uma queda de 32% em 2020 para uma alta em torno de 25% em 2021, segundo as projeções da Food Consulting.

Um futuro ainda incerto acaba trazendo insegurança à ponta de toda essa cadeia, fazendo com que os operadores do food service sigam com cautela em suas compras e investimentos em estoques. Mas, diante das perspectivas positivas, aos poucos, é possível sentir o mercado se adequando ao seu novo normal. Os desafios sempre existirão, mas eles também vêm acompanhados de oportunidades. Manter o otimismo e buscar novas soluções diante das adversidades nos torna mais fortes, nos faz seguir em frente e alcançar o sucesso. Juntos, vamos superar essas dificuldades para um futuro melhor para todos.

Conheça as principais tendências para data centers em 2021

Por Ed Solis, vice-presidente para a área de infraestrutura corporativa da CommScope nas Américas

Na área da TI, o ano de 2021 deverá se caracterizar pela implantação acelerada de novas tecnologias e inovações nos data centers, em nível global. Entre as principais tendências que influenciam essa decisão estão a crescente demanda por redes de alto desempenho e o aumento da eficiência do gerenciamento. Vamos analisar essas tendências a seguir:

Computação na nuvem em ritmo acelerado

Devido às mudanças pelas quais passaram desde o início da pandemia, as empresas estão migrando cada vez mais para a nuvem, e essa tendência crescerá este ano, qualquer que seja o ritmo da Covid-19. Afinal, muitas das empresas que disseram a seus funcionários para ficar em casa adotaram políticas de teletrabalho baseadas em aplicações na nuvem, enquanto os varejistas seguem o exemplo de gigantes do setor, como a Amazon, de migração de suas ferramentas de vendas para a chamada cloud computing.

Outra tendência relacionada à nuvem que se observa é a adoção acelerada de infraestrutura privada. Pouco tempo trás parecia que tudo acabaria migrando para a nuvem pública. No entanto, muitas empresas descobriram que precisam manter na nuvem privada dados financeiros, de saúde e outros igualmente confidenciais e estratégicos.

Alguns sistemas simplesmente não podem ser convertidos para a nuvem pública, e as empresas que mantêm grandes data centers estão descobrindo que a nuvem privada proporciona vantagem econômica na comparação com a nuvem pública. Por motivos como esses, muitas empresas optaram pelo modelo híbrido como a melhor solução para gerenciar e armazenar suas informações.

Maior espaço para inteligência artificial

A incorporação de inteligência artificial tem sido uma tendência consistente nos data centers, e não vemos sinais de que isso mudará em 2021. A IA tem sido usada para alimentar sistemas de segurança e proteção, como controle automático de temperatura, autorização de acesso sem contato, meios de pagamento e controle e monitoramento de tráfego, por exemplo.

As informações relacionadas à inteligência artificial e ao Machine Learning (aprendizado de máquina) são normalmente armazenadas em conjuntos de dados muito grandes. Servidores especializados equipados com aceleradoras, como as GPUs, por exemplo, são ideais para o processamento de tarefas de IA e aprendizado de máquina. Por isso as redes de data center estão aumentando a largura de banda para alimentar esses sistemas com um volume de dados muito maior, a fim de permitir o desenvolvimento de ferramentas rentáveis de IA.

IoT em alta

Da mesma maneira, o uso de dispositivos de internet das coisas está se multiplicando rapidamente, à medida que as empresas tentam gerenciar melhor suas instalações e seus funcionários. Novos protocolos de conectividade como LTE-M e Zigbee permitem a utilização de sensores sem fio para medição de temperatura, consumo de água, ocupação de salas e controle de AVAC (aquecimento ventilação e ar-condicionado), enquanto a funcionalidade de Power over Ethernet (PoE) permite uma ampla gama de funções, desde pontos de acesso de Wi-Fi até câmeras de vigilância.

Com as aplicações de IoT em crescimento acelerado, a quantidade de dados gerados deve subir exponencialmente. Processar essas informações localmente, perto da borda, talvez seja a maneira mais eficaz de lidar com os dados. Estima-se que aproximadamente 65% de todos os servidores disponíveis estarão dedicados aos data centers de borda até 2025.

O caminho para a fibra óptica monomodo

Cada vez mais os funcionários remotos e os consumidores exigem tempos de resposta mais curtos, e isso levará à ampla adoção de fibra óptica monomodo, que existe há anos, mas que à medida que os data centers acelerem a adoção da Ethernet 400G em 2021 veremos como cresce o no ritmo das implementações. A aplicação desse recurso foi um pouco mais lenta em 2020, devido à dificuldade de obtenção de materiais da China, mas espera-se que isso mude ao longo do ano.

A capacidade dos data centers deve continuar crescendo, assim como a melhoria contínua na eficiência. É precisamente por isso que as redes de fibra óptica estão mudando a largura de banda, o que cria a necessidade de elementos de comutação de rede mais eficientes e leva ao uso de “fibra óptica para o servidor” à medida que as gerações anteriores de cabeamento de cobre alcancem os limites de velocidade e distância. O Grupo de Trabalho 802.3db do IEEE (Institute of Eletrical and Eletronics Engineers) tem como meta velocidades de 100, 200 e 400 Gbps para conexões de servidor de curto alcance, que ajudarão no desenvolvimento de óptica de baixo custo baseada em VCSEL.

Atender funcionários e clientes remotos em instalações mais seguras e eficientes, com melhor desempenho e maior produtividade serão as chaves para as tendências do data center em 2021. As empresas que seguirem essas propostas estarão na vanguarda da transformação digital, enquanto a evolução do setor se adapta a um mundo que continuará enfrentando a pandemia.

Movile se junta à Endeavor para terceira edição do programa de aceleração de fintechs

A Movile, empresa que investe e desenvolve negócios de tecnologia e pessoas, se uniu à Endeavor – rede global formada pelos empreendedores e empreendedoras à frente das scale-ups que mais crescem no mundo – para a 3ª edição do Programa Scale-up Endeavor Fintech. O programa busca encontrar 12 scale-ups que estejam preparadas para escalar soluções para acelerar a revolução no setor financeiro. As inscrições devem ser feitas na página do programa até o dia 02 de abril de 2021: https://endeavor.org.br/scaleup/fintech

Os segmentos contemplados para a edição 2021 do programa são: pagamentos, investimentos, trading markets, gestão financeira, eficiência financeira, fintech as a service, bancos digitais, crypto, blockchain, open banking, empréstimos, recebíveis e seguros.

“O programa da Endeavor se encaixa muito bem com a estratégia da Movile, que é de ser uma investidora estratégica capaz de acelerar ainda mais negócios em rápido desenvolvimento. Além disso, o foco em fintechs também tem uma sinergia muito grande com os objetivos do Grupo Movile para 2021”, explica Fábio Massuda, diretor de Fintech e Estratégia da empresa.

O setor de fintechs é um dos mais promissores do mundo, com tamanho de mercado potencial de U﹩ 4,7 trilhões. No Brasil, a receita anual potencial das scale-ups no segmento em 10 anos é de R﹩ 75 bilhões. Atualmente, a Movile já possui em seu ecossistema duas empresas no segmento: a Zoop, que oferece serviços whitelabel para empresas que buscam agregar serviços financeiros ao seu portfólio, e a MovilePay, que oferece soluções de financeiras, tais como crédito, adquirência (POS e QR Code) e serviços bancários (conta e carteira digital), implementadas a partir de parcerias com outras empresas do setor de tecnologia, a começar pelo iFood.

“Para nós é muito importante essa aproximação com o mercado dado que fintech é um grande foco do Grupo Movile para 2021.O Grupo Movile tem como principais pilares auxiliar no crescimento das empresas que estão no ecossistema e investir em novos negócios estratégicos. nossa parceria com a Endeavor busca acelerar ainda mais nossa estratégia em fintech”, adiciona Massuda.

O programa dura cinco meses – de maio a setembro de 2021 – e todas as empresas selecionadas serão acompanhadas por uma mentora madrinha ou um mentor padrinho, que ajudarão nos principais desafios de crescimento do negócio. Além disso, também acontecerão meetups com as maiores referências do setor. Já passaram pelo programa empresas como Creditas, Omie, Neon, BCredi e CredPago.

B2Mamy seleciona startups fundadas por mães para programa de aceleração

Empresa que já capacitou 30 mil mulheres e mais de 260 startups em fase inicial abre seletiva para nona turma

Cerca de 15% das startups brasileiras são fundadas ou lideradas por mulheres. No entanto, apenas 2,3% dos investimentos de risco foram direcionados para as que têm ao menos uma líder. Em 2020, a participação feminina no mercado de trabalho teve o menor índice em 30 anos: menos de 50% dos postos são ocupados por mulheres.

“Embora pesquisas já comprovam que startups lideradas por mulheres geram mais receita e dão maior retorno, o caminho ainda é longo e o investimento nas nossas startups caiu 22% no mundo”, comenta Dani Junco, CEO e fundadora da B2Mamy

Diante do enorme gap de gênero, a B2Mamy , primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que elas sejam líderes e livres economicamente, abre seletiva para o seu programa de aceleração. Voltado para mães que querem impulsionar suas startups, aprender os diversos conceitos de empreendedorismo e implementar processos mais ágeis, o B2Mamy Pulse tem o apoio do Google for Startups, oferece 250 horas de capacitação, conexão ao ecossistema e comunidade e já movimentou mais de 4 milhões de reais.

A 9ª edição, assim como as turmas formadas em 2020, será online e o investimento total para a aceleração é de R﹩3.000,00. A Danone Nutricia é parceira do programa e subsidiará 10 vagas com desconto de 50%. Além desse subsídio, a B2Mamy ainda disponibiliza 2 vagas sociais para mães em situação de vulnerabilidade.

As inscrições estão abertas até 26 de fevereiro e as startups interessadas devem preencher os seguintes critérios:

• Liderados ou fundados por mães e mulheres;

• Estar em estágio inicial (early stage);

• Negócios no contexto digital com soluções em tecnologia (marketplace, EAD, APPS e SaaS, por exemplo) podendo estar inserido em qualquer segmento.

O programa tem foco em mães, mas 30% das vagas são reservadas para outros públicos, desde que suas equipes tenham mulheres em cargos de liderança.

Além do programa de aceleração, as startups selecionadas também recebem benefícios como o acesso facilitado a eventos e cursos produzidos pela B2Mamy e o uso da Casa B2Mamy, primeiro Hub de inovação Family Friendly do Brasil, durante a jornada.

B2Mamy Pulse – 9ª turma

Seletiva até: 26 de fevereiro

Início das aulas: 04 de março

Final das aulas: 25 de junho

Site/Inscrição:

https://www.b2mamy.com.br/to-no-pulse

Startup oferece soluções para reduzir incidentes e perdas na logística

Processos bem gerenciados são cruciais na indústria, mas atrasos, roubos e acidentes, ainda são problemas comuns no setor logístico. As consequências marcam presença nos custos adicionais inesperados e impactos na produtividade de empresas, que vão de e-commerce a setores tradicionais como construção e farmacêuticas. Para prevenir esses problemas, a Trackage, startup brasileira como foco 100% voltado para soluções logísticas, aposta em tecnologia para aumentar a segurança de cargas e colaboradores.

Um dos setores mais atingidos na área de logística é o transporte rodoviário, com custo estimado em 6% do Produto Interno Bruto (PIB) e que compreende 60% dos meios de transporte no Brasil. As cargas estão quase sempre em movimento e longe dos centros de distribuição, com pouca ou nenhuma visibilidade para os gestores. Com a solução desenvolvida pela Trackage é possível monitorar cargas à distância, verificar a temperatura de produtos perecíveis e avisar em tempo real sobre impactos ou violação de produtos.

Uma outra aplicação do monitoramento é no planejamento de pessoal em diferentes áreas da empresa. A Techint, multinacional de engenharia e construção civil, usa o crachá inteligente também desenvolvido pela Trackage para localizar em tempo real os colaboradores em uma grande obra. Isso permite prever e gerir todo o fluxo de pessoas, distribuir melhor a força de trabalho e apoiar o planejamento de evacuação em eventuais acidentes.

Segundo Victor Hugo Moreira, fundador e CEO da Trackage, uma aplicação comum é evitar acidentes no chão de fábrica. “Infelizmente, não é raro ocorrer acidentes entre pessoas e máquinas. Nós criamos uma tecnologia que desliga motores automaticamente quando um colaborador não autorizado está próximo demais. Isso evita acidentes fatais em situações reais, como empilhadeiras dando ré em direção a operadores pedestres”.

Apesar de representarem novos investimentos, as inovações trazidas pela indústria 4.0 têm se mostrado chave para a produtividade. Startups como a Trackage criam soluções com custo reduzido pela evolução tecnológica das décadas passadas, e têm aceitação cada vez maior em grandes empresas para atingir mais produtividade e qualidade de serviço.

Vivo e Wayra lançam desafio de acessibilidade para startups

Como uma empresa inclusiva, que possui a diversidade em seu DNA, a Vivo, por meio da Wayra, seu hub de inovação aberta, anuncia desafio para startups que possam acelerar a inclusão de pessoas com deficiência visual na companhia. O objetivo é encontrar startups para avaliar e desenvolver/adaptar uma solução que viabilize a utilização de ferramentas de leituras nas plataformas de comunicação interna utilizadas na Vivo e assim deixá-las mais acessíveis aos atuais colaboradores com deficiência e atrair novos talentos. As inscrições ficam abertas a partir de amanhã, 23 de fevereiro, e vão até 12 de março.

A ação é parte da estratégia da área de Pessoas que possui o Programa Vivo Diversidade para assegurar uma cultura mais inclusiva e um ambiente mais diverso e representativo, por meio dos pilares de Gênero, LGBTI+, Raça e Pessoas com Deficiência. Além de colocar em prática ações afirmativas, a Vivo acredita que o tema diversidade deve ser abordado com frequência e profundidade, em diferentes fóruns. Pensando nisso, lançou a jornada que inclui 12 temas que são discutidos uma vez por mês com toda a empresa, acompanhado do lançamento de uma ação, nova política ou benefício. O de fevereiro é Deficiência Visual e tem a parceria da área de inovação aberta da Vivo.

“O desafio para startups é mais uma das nossas iniciativas para estimular uma cultura com mais pluralidade, representatividade e inovação na companhia. Sabemos que perspectivas diversas enriquecem e ampliam nossa visão de mundo, por isso temos a diversidade em nosso DNA e entendemos a importância de ações afirmativas para sermos cada vez mais inclusivos”, destaca Niva Ribeiro, VP de Pessoas da Vivo.

O desafio é aberto a startups de todos os portes e de todas as localidades do Brasil. Para participar, basta acessar o portal da Wayra www.br-pt.wayra.com/desafios e fazer a inscrição até 12 de março. As startups selecionadas para a fase final terão a chance de fazer pitch para os executivos da Vivo visando gerar negócios com a empresa.

“A Wayra tem como propósito conectar a Vivo com startups a fim de gerar negócios. Os desafios fazem parte dessa estratégia de comunicar ao ecossistema empreendedor necessidades da corporação. Assim, abrimos oportunidades para que as startups nos apoiem e geramos impacto com aumento da diversidade e da inclusão dos colaboradores, bem como melhoria do ambiente de trabalho, tornando-o cada vez mais acessível a todos”, reforça Livia Brando, country manager da Wayra Brasil.

Diversidade e inclusão

Além disso, a Vivo também está com outras iniciativas voltadas para a deficiência visual. A operadora acaba de fechar uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para capacitação do público da instituição. Além do treinamento, a companhia pretende absorver em seu quadro de colaboradores os profissionais que mais se destacarem durante a ação.

A companhia preparou ainda uma série de iniciativas internas para trazer conhecimento sobre o tema e destacar os principais desafios para a inclusão de pessoas com deficiência, como lives, vídeos com colaboradores cegos, cartilha digital e dicas que serão divulgadas nos canais internos da operadora. A ideia é indicar atitudes inclusivas que podem ser tomadas no dia a dia, tanto no ambiente corporativo quanto nas relações pessoais.

IRPF 2021 – Entregar antes ou deixar para a última hora?

Esse ano ainda não se tem muita informação sobre o prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF 2021 e nem mesmo se ocorrerão grandes mudanças, lembrando que o prazo normalmente se inicia em 1º de março, mas no ano passado, em função da pandemia esse foi adiado.

Contudo, uma coisa já pode afirmar, serão muitos os brasileiros de deixar para a última hora a entrega desse documento, e o Governo Federal sempre afirma que é interessante entregar nos primeiros dias. Contudo, será que sempre será benéfico ser um dos primeiros a entregar esse documento?

Segundo o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil Richard Domingos, a recomendação é preparar a declaração com bastante antecedência, já a entrega dependerá de cada caso. A partir da declaração pronta chega um momento de análise da melhor data de entrega.

“Os contribuintes confundem elaborar a declaração de IRPF 2021 com a entrega do documento. É importante que se saiba que pode estar com o documento totalmente preparado e mesmo assim planejar a melhor data de entrega, que dependerá de variáveis como: situação financeira do contribuinte, se vai ter restituição ou se terá que pagar impostos ao governo, dentro outras questões”.

Contudo, Richard Domingos reforça um alerta: “pode ser interessante planejar o prazo de entrega e não a elaboração do documento. O ideal é já ter a declaração preparada o quanto antes, caso o contrário poderá enfrentar diversos problemas, como falta de documentos ou falta de tempo de análise de opções”

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a possibilidade de congestionamento no sistema nas últimas horas de entrega. Por mais que a Receita Federal veja se aprimorando, não se deve confiar totalmente, assim, mesmo que deixe para os últimos dias, não deixe para o limite do prazo.

O diretor da Confirp detalhou quando é vantajoso entregar rapidamente a declaração de IRPF 2021 e quando é interessante deixar para a última hora:

Vantagens de entregar antes:

• Contribuintes que possuem Imposto a Restituir e estão necessitando de recursos financeiros receberão logo nos primeiros lotes;

• Se livra do compromisso e do risco de perda do prazo;

• Possuir mais tempo para ajustes da declaração e para buscar documentos perdidos ou extraviados;

• Possuir mais tempo para conferir a declaração para entrega dos documentos sem omissões ou erros.

Vantagem em entregar nos últimos dias:

• Contribuintes que possuem Imposto a Restituir e não estão necessitando de recursos financeiros, poderão restituir nos últimos lotes gerando uma correção monetária muito maior que a maioria das aplicações financeiras pagariam (Juros Selic), e detalhe, sem incidência de imposto de renda sobre o rendimento obtido;

• Quem tem que pagar novos valores de impostos terá como melhor planejar o caixa para esse pagamento, pois postergará o prazo.

4G fecha 2020 com redes em 5.275 municípios brasileiros

O Brasil fechou 2020 com as redes de 4G em 5.275 municípios, onde moram 98,8% da população do país. Segundo balanço da Conexis Brasil Digital, durante o ano passado, 421 novos municípios receberam a infraestrutura de quarta geração, o que representa um crescimento de 9% em relação a 2019. O ritmo acelerado de expansão da conectividade permitiu a conexão de mais de um novo município por dia com 4G.

No ano passado, 20 milhões de novos chips 4G foram ativados, representando um crescimento de 13% frente a 2019 e totalizando 173,7 milhões de acessos. Junto com o 3G, a banda larga móvel já está em todos os municípios brasileiros e fechou 2020 com um total de 207 milhões de acessos, crescimento de 5,3 % no ano. O 3G, por sua vez está em está em 5.534 municípios, onde moram 99,9% da população nacional.

“Em 2020 ficou patente a importância da conectividade para a população e a economia brasileira. Neste ano de 2021, a conectividade deve estar entre as prioridades das políticas públicas para permitir alcançar as regiões mais remotas e a população mais vulnerável”, afirmou Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis, a nova marca do SindiTelebrasil.

Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou 2020 com um total de 243 milhões de acessos no País, com crescimento de 6% em relação a 2019. Destes, 36 milhões são em banda larga fixa, aumento de 9,4% em relação ao ano anterior com a adição de 3 milhões de novos acessos.

Segundo balanço de 2020, considerando todos os serviços de telecomunicações (telefonia célula e fixa, banda larga e TV por assinatura), o Brasil totalizou 315 milhões de acessos, o que representou um crescimento de 2,1% de crescimento frente a 2019.

Para 83% dos licenciados Oracle, custos com suporte do fabricante é excessivo

A Rimini Street, Inc. (Nasdaq: RMNI), provedora global de produtos e serviços de software empresarial, líder na oferta de suporte independente para softwares Oracle e SAP e parceira Salesforce, divulga os resultados da pesquisa com os licenciados do banco de dados Oracle. O levantamento teve como objetivo compreender os principais desafios, prioridades e estratégias em relação à utilização deste banco de dados. 

Custo é o principal desafio do banco de dados Oracle

Entre os três principais desafios, 97% dos entrevistados responderam que o custo está em primeiro lugar. A conformidade das licenças ficou em segundo lugar, com 51%, e as “atualizações mandatórias para manter o suporte” foi o terceiro mais citado, com 50%. Os demais desafios são “segurança, custo e a demanda de esforços para aplicar patches de segurança” (42%), “manter o desempenho/disponibilidade” (34%) e “nível de suporte abaixo das expectativas” (21%). Em relação ao custo do suporte do fabricante, quase 83% dos respondentes afirmaram que os valores de suporte e manutenção do Oracle Database são excessivos. 73% dos entrevistados têm um sentimento de não obter suficiente ou nenhuma melhora expressiva no banco de dados para justificar tal custo.

Licenciados Oracle buscam opções para gerenciar custos e estender o tempo de uso do produto

Com o alto custo do suporte do fabricante em um contexto de orçamentos e recursos de TI limitados, as empresas estão buscando melhores alternativas para o gerenciamento da estratégia do seu banco de dados, como evitar upgrades desnecessários, mudar para o suporte independente e adotar opções de código aberto. Um exemplo disso é a Rent-A-Center, licenciada Oracle, que encontrou essas soluções por meio do suporte da Rimini Street.

“Temos muitas licenças Oracle e manter os ciclos dessas atualizações dispendiosas é oneroso. Além disso, quando passamos a entender todos os custos embutidos no contrato de manutenção, percebemos que as melhorias oferecidas não traziam um ROI significativo para o negócio e que as atualizações mandatórias para manter o suporte não justificavam os altos valores cobrados”, diz Juan Rajani, diretor de serviços de aplicativos de TI da Rent-A-Center. “Mudamos para o suporte independente da Rimini Street para maximizar o sistema de banco de dados de missão crítica, do qual a empresa depende fortemente, e agora temos uma qualidade de suporte superior e ultrarresponsiva – é incomparável.”

Os participantes da pesquisa disseram que estão considerando ou mudando para bancos de dados de código aberto (35%) ou bancos de dados em nuvem que não são da Oracle (34%), quando possível, devido aos custos mais atrativos e ao desenvolvimento mais ágil, como parte da estratégia de banco de dados. Já entre os respondentes que consideram adotar os bancos de dados de código aberto, as opções mais citadas foram PostgreSQL, MySQL e MongoDB.

A pesquisa ressalta que uma grande porcentagem dos entrevistados (41%) adotou a estratégia de reduzir, ao longo do tempo, a utilização do footprint da Oracle. O principal motivo para isso é o alto custo de implantação (quase 45%), que inclui gastos com licenciamento, suporte, manutenção, atualização e correção.

Muitos lançamentos Oracle não têm mais suporte completo após 2020

Pelo menos 73% dos respondentes rodam versões do banco de dados Oracle que não são mais totalmente suportadas pelo fabricante desde dezembro do ano passado ou que já estavam no Sustaining Support (ou desconheciam a informação). Isso leva à tendência, dentre os licenciados, de maximizar o tempo de utilização e o valor do investimento das versões de licenças em uso, por meio do suporte independente. Atualmente, o Oracle Database 11.1 e o Oracle Database 11.2 estão em Sustaining Support.

“Os resultados da pesquisa sugerem que a maioria dos licenciados Oracle estão frustrados com as altas taxas anuais de manutenção e os custosos upgrades obrigatórios. Para solucionar esse entrave, buscam melhores opções para gerenciar a estratégia e o cenário do banco de dados”, diz Frank Reneke, vice-presidente e diretor geral de Serviços Oracle da Rimini Street. “A Rimini Street ajuda os licenciados Oracle a maximizar o retorno de seu investimento em banco de dados, estendendo o tempo de utilização das versões atuais, reduzindo significativamente os custos anuais de manutenção e evitando upgrades desnecessários para manter o suporte completo.”

Acesse o relatório “Survey Report: Licensees’ Insights into the Value of Oracle Database and Support”. 

A tributação do software no STF

Por Saul Tourinho Leal, assessor jurídico da ABES

O Supremo Tribunal Federal encerrou o histórico julgamento que reputou inconstitucional a incidência do ICMS sobre os serviços de software. O tributo devido é o ISS e a história que ilustra essa decisão precisa ser contada.

O Século XIX foi o século dos impérios. O XX, o das nações. Estamos no século das cidades. O advento da Indústria 4.0, somado à grande urbanização e à consolidação de um robusto setor de serviços fizeram com que o ISS deixasse de ser uma utopia e passasse a significar emancipação financeira dos municípios. É a realização da antevisão da Constituição de 1988, no art. 156, III, segundo o qual compete aos Municípios instituir impostos sobre “serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar”.

O setor de tecnologia é feito por uma lógica global: hardware e software. O primeiro, físico, tangível, corpóreo, que muda de titularidade, mercadoria propriamente dita. Já o software, esse constitui a formatação das ideias, a força dos dados impulsionada pela inventividade humana, a parcela fluida, intangível, incorpórea, que não muda de titularidade, mas propicia experiências que ganham novas utilidades, um serviço, de fato.

O constitucionalismo brasileiro entrega a competência tributária do hardware para os Estados, com o ICMS, e, do software, aos municípios, pelo ISS. Este, expressamente regido pela Lei Complementar n. 116/2003, que tem itens próprios (1.04 e 1.05) destinados aos programas de computadores, qualquer que seja a modalidade. Com o iminente leilão do 5G e a chegada da Internet das Coisas (IoT), tudo terá potencial de se transformar num hardware. Uma geladeira, um fogão, um carro, um relógio…, todos poderão integrar essa vasta economia digital. Não faltará base tributária ao ICMS.

Quando as águas sobem, todos os barcos se elevam. Por que constituir, em desafio à Constituição, um conceito artificial que arremessaraia esse setor tão dinâmico no terreno pantanoso da guerra fiscal do ICMS, com todas as suas disputas paroquiais profundamente hostis à inovação? Por isso, é justo compreender a decisão do STF como sendo uma das mais importantes já tomadas em matéria tributária nos últimos tempos.

A Suprema Corte, depois de quase duas décadas, concluiu o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n. 1945 (Rel. Min. Cármen Lúcia) e da ação direta de inconstitucionalidade n. 5659 (Rel. Min. Dias Toffoli).

Na ADI 1945, pediu-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei nº 7.098/1998, em especial, do inciso VI do art. 2º, que faz incidir o ICMS sobre “as operações com programa de computador – software -, ainda que realizadas por transferência eletrônica de dados” e também do § 6º do art. 6º, que aponta como base de cálculo “qualquer outra parcela debitada ao destinatário, inclusive o suporte informático, independentemente de sua denominação.

Similarmente, a ADI 5659, ajuizada pela Confederação Nacional de Serviços, alegou a inconstitucionalidade do Decreto estadual n° 46.877/2015-MG, e interpretação conforme do art. 5° da Lei n° 6.763/75; do art. 1°, I e II, do Decreto nº 43.080/2002, ambos de Minas Gerais; bem como do art. 2° da LC 87/96, a fim de excluir das hipóteses de incidência do ICMS as operações com software .

Segundo a maioria de 7 votos a 4, o tributo devido é o ISS. Há, contudo, proposta de adoção da modulação de efeitos da decisão, para “(…) dotá-la de eficácia a partir da data da publicação da ata de julgamento”.

O fracasso ou sucesso das nações se define pela capacidade que têm de construir um ambiente que anime nas pessoas a certeza do Direito, Direito esse que não precisa ser imutável, mas há de ser, no mínimo, previsível. É para isso que ele existe.

Na contemporaneidade, a Constituição de 1988 exorta o compromisso indeclinável com a segurança jurídica em matéria tributária, a ponto de a Seção II, do Capítulo I (Do Sistema Tributário Nacional) do Título VI (Da Tributação e do Orçamento) se dedicar exclusivamente às “Limitações do Poder de Tributar”. Limitar esse poder é a forma que do Constituinte de dizer: o poder de tributar não significa nem envolve o poder de destruir, como anotou, nos EUA, o Justice Oliver Wendell Holmes, Jr, sempre citado pelo ministro Celso de Mello.

O inciso I do art. 150, por exemplo, veda à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios “exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça”. E não é só.

As alíneas “a”, “b” e “c” do inciso III do art. 150 replicam tais vedações “a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado”; “no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou”; e “antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b”.

São comandos reputados, pelo STF, cláusulas pétreas implícitas, e cuja finalidade é afastar quaisquer incursões estatais sobre o patrimônio dos contribuintes quando guiadas pelo norte da surpresa. A sabedoria da previsibilidade é insumo vital no Direito Tributário.