Page

Author admin

Livro ensina como se livrar de uma mente pobre e trilhar o caminho da abundância

Best-seller com o livro “Venda à mente, não ao cliente”, Jürgen Klaric lança agora a obra “Conecte-se com o dinheiro”, que chega ao Brasil pelo selo Academia. No livro, o autor analisa como uma mentalidade de escassez é impeditiva para alcançar a vida dos sonhos, e ensina práticas simples para auxiliar na mudança para uma mente rica.

Referência no setor de transformação pessoal, Jürgen Klaric se apaixonou por negócios ainda criança. Mas ao contrário do que parece, ele foi vítima da mente pobre. A fobia de dinheiro, tão presente na vida da maior parte das pessoas, era realidade na sua família. Condicionado a achar o dinheiro algo maléfico, só depois de adulto Klaric voltou a ter uma boa relação com as finanças.

Em “Conecte-se com o dinheiro”, o autor parte de sua experiência para explicar como ele conseguiu se livrar da mente pobre com a ajuda de cientistas e antropólogos, servindo de inspiração para o leitor alcançar esse objetivo. Com práticas simples e táticas eficazes, que buscam transformar crenças limitantes, Klaric promete ajudar quem deseja mudar de vida, adquirindo uma relação sincera e honesta com o dinheiro.

Ficha técnica:

Título: Conecte-se com o dinheiro

Autor: Jürgen Klaric

Tradução: Sandra Martha Dolinsky

192 páginas

R﹩ 44,90

Selo Academia

Editora Planeta

Sobre o autor:

Jürgen Klaric é um dos dez influenciadores hispânicos mais conhecidos do momento e autor de best-sellers. Ao longo da vida, Jürgen vem se dedicando a investigar o comportamento humano a partir da antropologia e da neurociência, cujas descobertas compartilha em palestras que dá no mundo todo. Com quase 7 milhões de seguidores nas redes sociais e três livros publicados – entre eles, Venda à mente, não ao cliente, publicado pelo Planeta Estratégia -, Klaric é uma das maiores referências no setor da transformação pessoal. Para saber mais, acesse: jurgenklaric.com.

Tags,

Brasil avança e agora ocupa a 51ª posição no Ranking Global de Competitividade Digital

O Brasil subiu seis posições no ranking global de Competitividade Digital e se encontra agora na 51ª posição, sua melhor colocação desde a criação do estudo, em 2017. O resultado vem de avaliação feita em 63 países pelo Núcleo de Competitividade Global do IMD, escola de negócios da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral, nona melhor escola de negócios do mundo, de acordo com o ranking do jornal britânico Financial Times de 2020. O estudo, que também contou com o apoio do Movimento Brasil Digital (MBD), analisa como as economias empregaram tecnologias digitais e, dentro dos resultados obtidos, é possível estimar a habilidades delas em resistir à pandemia da Covid-19.

O Brasil se destacou em medidas como os ganhos em relação à concentração científica, estrutura regulatória, capital e agilidade para negócios. Esta última, em especial, apresentou avanços na maioria de seus componentes, tais quais a transferência de conhecimento entre universidades e setor privado e a agilidade das empresas. Ainda assim, para o Professor Carlos Arruda, Coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, há muito a ser feito para que o país mantenha avanços sustentáveis no cenário mundial e amplifique sua competitividade.

Para fazer a avaliação, levou-se em consideração a análise de três fatores: Conhecimento – know-how necessário para descobrir, compreender e construir novas tecnologias; Tecnologia – as condições gerais que possibilitam o desenvolvimento de tecnologias digitais; e a Prontidão para o futuro, ou seja, o nível de preparo para explorar as transformações digitais.

Os resultados do relatório são construídos a partir da combinação de dados de percepção obtidos anualmente junto a representantes da comunidade empresarial e dados estatísticos coletados anualmente nos países junto a organizações internacionais. A edição deste ano apresentou um desafio para análise dos resultados: a crise econômica, social e sanitária que aflige o mundo todo. As pesquisas de opinião foram coletadas durante a primeira onda da COVID-19 em muitos países e, embora não tenham tratado diretamente de questões relacionadas à pandemia, é natural que as respostas obtidas reflitam em certo grau a situação em curso. Além disso, é evidente o papel crucial que as ferramentas tecnológicas e os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) têm desempenhado na batalha mundial contra a COVID-19, diante da corrida para adaptação a relações remotas e pelo desenvolvimento de soluções biomédicas.

Os resultados do Brasil

“O avanço do Brasil no Ranking de Competitividade Digital 2020 está atrelado ao ganho de posições para o fator de conhecimento, tendo sido mantida estabilidade nos demais fatores. Se analisarmos os dados para os últimos 5 anos, observamos que o país parece estar se recuperando de uma perda anterior para conhecimento, mas enfrenta dificuldades para sustentar o ritmo de avanço para prontidão para o futuro, que configura, ainda assim, seu melhor fator”, avalia o Professor da Fundação Dom Cabral.

A tabela abaixo registra a progressão do País em resultados para os últimos 5 anos.

Fonte: IMD World Digital Competitiveness Ranking 2020

O fator de conhecimento é composto por três subfatores: talento, preparo e educação e concentração científica. Apesar de configurar entre os 10 países que mais investem publicamente em educação (9º), o Brasil apresenta um dos piores resultados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) para a disciplina de matemática, ocupando a 55ª posição. Da mesma forma, a taxa aluno-professor (46º), a realização de educação superior (56º) e as graduações na área de ciências (55º) também não apontam na mesma direção que a dimensão dos gastos públicos em educação.

“Por outro lado, os componentes da concentração científica apontam bons resultados: o país é o 8º com maior participação das mulheres nas pesquisas científicas, apesar de 51º para mulheres graduadas, o 9º com maior produtividade da P&D por publicação e o 14º com maior emprego de robôs na educação e P&D. Esses dados refletem os gastos totais com P&D (31º), apesar da baixa composição de pessoal de P&D (44º) e baixa empregabilidade técnica-científica (40º) relativas”, diz Arruda .

Componentes do subfator talento apontam a percepção negativa do empresariado brasileiro em relação à suficiência da experiência internacional dos administradores (58º), atratividade de pessoal qualificado estrangeiro (58º), eficiência da gestão das cidades para incentivo do desenvolvimento de negócios (60º) e disponibilidade de mão de obra digital-tecnológica (62º). Ao mesmo tempo, o empresariado admite que o treinamento profissional não é uma prioridade nas empresas (59º).

“O ranking mostrou que uma das grandes dificuldades do Brasil ainda é sustentar o ritmo de avanço. A COVID-19 acelerou o processo de transformação digital de muitas empresas, sob o risco de deixar de fora do mercado as empresas que não se adequassem de maneira ágil e eficiente. Longe de ser o ideal, já que estamos falando de um movimento forçado causado por uma pandemia, mas a expectativa é que essa aceleração se reflita em ganhos de competitividade”, avalia Vitor Cavalcanti, Diretor Executivo do Movimento Brasil Digital.

Em quatro anos de divulgação do relatório, o Brasil sempre se manteve entre as economias com as piores avaliações. Porém, o resultado desse ano traz uma melhora de posição. A trajetória do País em análises anteriores foi a seguinte: da 55ª posição em 2017, caiu para o 57º lugar em 2018, onde permaneceu em 2019.

Resultado Global

O topo do ranking manteve-se relativamente estável, com Estados Unidos e Singapura na liderança, seguidos por Dinamarca (3º), que ultrapassou a Suécia (4º) e Hong Kong (5º), este pela primeira vez entre os 5 líderes. A China avançou 6 posições e sustentou sua tendência ascendente. O Chile (41º) segue à frente dos países latino-americanos, com avanço tímido de 1 posição em relação à edição anterior. Além disso, destaque positivo é conferido a Estônia (20º), que fez jus ao seu propósito de construir uma sociedade digital tendo avançado 8 posições, e negativo à África do Sul, que em período de pandemia do covid-19 por sua vez perdeu 12 posições.

Classificação geral do Índice de Competitividade Mundial 2020

Fonte: IMD World Digital Competitiveness Ranking 2020

“Não existe uma única nação no mundo que tenha obtido sucesso de forma sustentável sem preservar a prosperidade de seu povo. A competitividade refere-se a tal objetivo: determina como os países, regiões e empresas gerenciam suas competências para alcançar crescimento de longo prazo, gerar empregos e aumentar o bem-estar. A competitividade é, portanto, um caminho para o progresso que não resulta em vencedores e perdedores – quando dois países competem, ambos estão em melhor situação”, avalia Arturo Bris, Diretor do Centro de Competitividade Mundial do IMD .

O estudo completo pode ser acessado em: http://www.imd.org/wcc-press/home/?access=pressdiGDiwcc

Gartner: líderes de segurança e gestão de riscos devem equilibrar problemas, confiança e oportunidade para ter sucesso

O  Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que, no ambiente atual de incertezas, os líderes de segurança e gestão de risco devem se concentrar em equilibrar risco, confiança e oportunidade em suas tomadas de decisão para ajudar a manter a capacidade de suas organizações de atuar como um participante confiável na economia digital.

“Ao longo da primeira metade de 2020, definir o apetite pelo risco se tornou um desafio ainda maior para os líderes de segurança”, diz Jeffrey Wheatman, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “A capacidade de comunicar os impactos reais da mudança e do caos ou, em outras palavras, de atingir o nível certo de equilíbrio, é fundamental para trabalhar com as partes interessadas de negócios na definição e gestão do apetite de risco organizacional e capitalização de oportunidades”.

Neste contexto, os analistas do Gartner avaliam que é importante que os líderes dos processos de segurança e gestão de risco consigam atuar de forma equilibrada, balanceando os riscos, a confiança e as oportunidades presentes em suas tomadas de decisão.

Riscos – “Durante a pandemia de COVID-19, a segurança foi essencial. Ao longo da fase de resposta inicial, por exemplo, as equipes de segurança e risco identificaram riscos novos e ainda mais impactantes, atribuíram recursos e mudaram os investimentos para atender às iniciativas de negócios das organizações”, explica Wheatman. “Agora que as organizações fizeram seus investimentos iniciais em tecnologia, no entanto, os diretores de segurança da informação (Chief Information Security Officers – CISOs) e os líderes de gestão de risco têm a oportunidade de fortalecer suas companhias, à medida que avançam nas fases de recuperação e renovação. Para as equipes de segurança, a fase de recuperação é uma oportunidade de detectar e mitigar novos riscos que podem surgir como resultado da resposta inicial”.

De acordo com o analista, a pandemia também reforçou a necessidade crítica de programas de segurança ágeis o suficiente para reagir a choques externos – sejam eles menores ou maiores. Conforme as empresas avancem às fases de recuperação e renovação, elas devem reprojetar seus programas para atingir a agilidade necessária em suas operações.

Oportunidades – Uma pesquisa recente do Gartner descobriu que 90% dos CISOs acreditam que os negócios digitais gerarão novos tipos e níveis de risco. No entanto, 70% dos entrevistados disseram que o investimento em gestão de risco não está acompanhando esses novos níveis mais elevados de ameaças. Essas descobertas combinadas oferecem uma grande oportunidade para os líderes do setor se anteciparem às demandas.

“Os executivos de negócios continuam se concentrando na segurança como uma iniciativa estratégica. As organizações estão explorando como a tecnologia pode ajudá-las a transformar seus modelos operacionais. Isso significa que os profissionais de segurança e gestão de risco têm um papel fundamental a desempenhar, ajudando suas organizações durante essa transformação, evitando riscos desnecessários”, diz Wheatman. “Os CISOs têm uma capacidade única de fornecer aos líderes de negócios as percepções e ferramentas para ajudá-los a equilibrar o risco com a oportunidade potencial de transformação digital”.

Confiança – A adoção acelerada de recursos de transformação digital significa que a interação cada vez maior entre sistemas e clientes reforçará rapidamente a necessidade de as empresas estabelecerem equipes digitais dedicadas à gestão da confiança e da segurança em suas organizações. Essas equipes têm a tarefa de avaliar e gerenciar os riscos resultantes do número cada vez maior de pontos de contato e da necessidade de abordar uma visão estratégica de ameaças ao cliente e redução de danos.

Equilíbrio – Encontrar o equilíbrio certo entre a necessidade de os negócios aproveitarem novas oportunidades para obter vantagem competitiva e a exigência de se desenvolver políticas de segurança adequadas, que mitiguem os riscos em toda a operação, deve ser uma área de foco principal para os líderes de segurança e risco até 2021.

“Assim que o caos da recuperação começar a se estabelecer, as empresas viverão o novo normal. Nesta fase, o futuro começa a se tornar mais planejável”, afirma Wheatman. “Esta fase de renovação oferece aos líderes de segurança e risco uma grande oportunidade de apoiar os objetivos de negócios de suas organizações, ao mesmo tempo em que permite uma postura mais proativa na para a identificação e gerenciamento de riscos, o que fornece resiliência para as empresas seguirem em frente”.

Tags, , ,

Competição de startups, Extreme Tech Challenge acontece em outubro

StartSe e Extreme Tech Challenge (XTC) anunciam o lançamento do “XTC Brasil”, que visa elevar e apoiar startups brasileiras que estão construindo negócios revolucionários e com impacto positivo na sociedade. O XTC Brasil é um dos muitos eventos regionais realizados pelo XTC, a maior competição de startups do mundo para empreendedores que enfrentam desafios globais.

O XTC Brasil acontecerá no dia 30 de outubro, durante a Silicon Valley Web Conference da StartSe, que promete ser o maior evento de inovação, tecnologia e transformação digital já realizado na América Latina. O evento já acumulou mais de 300.000 inscrições e confirmou mais de 100 palestrantes, incluindo Tim Draper, da Draper Associates, Marc Tarpenning, cofundador da Tesla, Michael Seibel, da Y Combinator, Henrique Dubugras, da Brex, Hugo Barra, do Facebook, e David Velez, do Nubank.

“Nestes tempos de pandemia global e desastres naturais cada vez maiores e destrutivos, há uma necessidade urgente de soluções inovadoras que possam ajudar a resolver os problemas mais extremos do mundo”, disse Young Sohn, cofundador da XTC, presidente e diretor de estratégia, Samsung Electronics e presidente do conselho da HARMAN.

“As startups brasileiras têm uma rica história de criação de tecnologias de ponta que ajudam a promover mudanças sociais e melhorar a vida de muitos. É por isso que estamos orgulhosos de apoiar o lançamento do XTC Brasil e liderar a primeira competição regional de startups na América do Sul”, disse Bill Tai, cofundador da XTC e sócio emérito da Charles River Ventures.

“O XTC é um evento de extrema importância para o universo global de startups. Sediar esta primeira edição no Brasil, sem dúvida alguma, é um prazer imenso”, afirma Junior Borneli, fundador e CEO da StartSe. “Temos ao nosso redor empresas e startups dos mais diversos setores. São players que estão disruptando seus respectivos mercados e que têm todo o interesse em criar negócios revolucionários e de impacto”, completa

O Comitê de Avaliação do XTC Brasil analisará todos os candidatos. Dez startups serão então selecionados para apresentar os principais investidores de risco regionais e globais diante de uma audiência ao vivo no dia 30 de outubro. Os jurados do XTC incluem Veronica Serra da Innova Capital, Antoine Colaço do Valor Capital Group, Carlos Kokron da Qualcomm Ventures, Chris Chu da Samsung Catalyst Fund e Pat Burtis da Amadeus Capital.

Os juízes selecionarão três startups vencedoras que avançarão para as finais globais do Extreme Tech Challenge em maio e junho de 2021. Além disso, os três finalistas selecionados serão elegíveis para participar do XTC Bootcamp em maio de 2021 com orientação e treinamento fornecidos por líderes mundiais e investidores em tecnologia. Eles também terão a chance de competir pelo título de Vencedor Global do Extreme Tech Challenge.

As startups brasileiras que estão construindo negócios escaláveis ​​com impactos sociais positivos nas áreas de saúde, educação, fintech, transporte, cidades inteligentes, tecnologia limpa, energia, agrotech, alimentos e água e tecnologias facilitadoras estão convidadas a se inscrever em extremetechchallenge.org até outubro 9, 2020.

Tags, , ,

ESPM acelera incubadora de startups na pandemia

A ESPM SP aumentou de quatro para dez o número de novos negócios acelerados no StartupLab neste segundo semestre. Parte da formação do curso de Administração, o StartupLab iniciou as suas atividades no início de 2020. 
As startups atendidas têm acesso a mentorias de modelagem de negócios com professores, atividades para captação de fundos, oficinas de prospecção de clientes, workshops de capacitação, entre outras atividades. Os novos negócios são focados em temas como varejo e delivery de alimentos.

O início do StartupLab em 2020 é a institucionalização de um apoio que já era prestado a alunos com iniciativas empreendedoras em anos anteriores. “Queremos ser um dos celeiros dos próximos unicórnios brasileiros”, afirma Fernando Domingues, coordenador da incubadora e professor na graduação de Administração da ESPM SP.

O StartupLab faz parte de uma mudança de estrutura geral da graduação em Administração, que adaptou disciplinas tradicionais do curso à realidade da transformação digital das empresas. “As disciplinas clássicas do curso de Administração na ESPM passaram a ter um olhar focado no empreendedorismo e na transformação digital das organizações. O StartupLab é uma peça fundamental nessa estratégia”, diz.

Tags,

O trabalho remoto veio para ficar?

O mercado de trabalho foi um dos grandes afetados desde o início de março, quando foram confirmados os primeiros casos de coronavírus no Brasil. Escritórios lotados, empresas com diversas salas e coworkings precisaram fechar, pela saúde de todos os funcionários. Mas, a dúvida que cerca, a maioria dos trabalhadores é: será que eu volto a trabalhar presencialmente?

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinada a apurar os impactos da pandemia (PNAD COVID-19), 8,6 milhões de pessoas estão trabalhando no modelo remoto, de suas casas. “O home office deve se estender enquanto perdurar o risco de contaminação pelo novo coronavírus e até se tornar permanente em alguns setores”, sugere Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos.

E, parece que esse cenário não vai mudar tão cedo. De acordo com Infobase e Institute For Technology, Entrepreneurship and Culture, vai haver o crescimento de 30% no modelo home office no Brasil após a quarentena. Para o CEO da Heach Recursos Humanos, é uma tendência que veio para ficar. “Todos, empresários, funcionários e profissionais liberais precisam se acostumar a trabalhar remotamente. Muitas empresas perceberam a redução de custos e até, melhora na produtividade, então, não pensam em voltar a ter um local físico”, afirma Elcio Paulo Teixeira.

Existem benefícios do trabalho remoto, como, por exemplo, não ter de enfrentar trânsito, economizar com lanches e almoçar com a família. Mas, não se pode esquecer que nenhum cenário é perfeito, então falta de estruturas, internet lenta, barulho são os pontos negativos.

“Os colaboradores, mais do que nunca, anseiam por flexibilidade. Isso acontece por várias razões: entre elas, mais qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, menos tempo no trânsito, mais economia de recursos e isso sem falar nas pessoas do grupo de risco”, explica Teixeira. “Vai ser necessária uma mudança nos benefícios oferecidos pelas empresas. Ao invés de vale-transporte, pode ser ofertado melhor internet, equipamento de qualidade, entre outros que ajudam o trabalho remoto a ser mais produtivo”, complementa.

Processo Seletivo

Muito se fala do trabalho, mas e as entrevistas? Segundo o IBGE, o desemprego no Brasil aumentou 27,6% em quatro meses de pandemia. Em maio, a população desocupada era de 10,1 milhões, número que passou para 12,9 milhões em agosto.

Apesar de os números não serem positivos, muitas empresas estão em busca de novos funcionários. A Heach Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção, faz, em média, 300 entrevistas por semana e, sim, todas remotas.

Mas, elas não acontecem de qualquer jeito. Para a Heach Recursos Humanos, a experiência do candidato é fundamental. Segundo Elcio Paulo Teixeira, CEO da empresa, o candidato precisa se sentir acolhido, confortável, amparado. Nos primeiros 10 minutos do processo seletivo, a empresa faz algumas perguntas mais descontraídas para romper a barreira de desconforto das pessoas, deixando-a mais próxima e felizes ao falarem sobre o que elas gostam.

Elcio acredita que quando o candidato está confortável, independente do nível hierárquico, ele consegue mostrar melhor as competências técnicas e comportamentais dele. “Nosso principal objetivo é que o candidato se sinta amparado e saia da entrevista entendendo que ele também pode escolher se aquela empresa é a que ele quer trabalhar ou não”, explica.

Além disso, a Heach Recursos Humanos entende que, por melhor que seja o currículo, é necessário humanidade por parte dos dois lados. “Entendemos a ansiedade do candidato e sempre prezamos por passar todas as informações. Contamos com uma equipe especializada e, com a ajuda da inteligência artificial, conseguimos sanar todas as dúvidas, independente do estágio que esteja o processo de seleção”, finaliza o CEO.

Tags, , ,

Novo hub quer colocar o Brasil na liderança da inovação em turismo

Vislumbrando o potencial brasileiro para se tornar um dos líderes mundiais em inovação em turismo, o Wakalua,  primeiro hub global de inovação para o turismo, passou a apostar no país para levar seus programas de inovação tanto para iniciativas públicas quanto privadas. O primeiro passo foi identificar e mapear projetos de inovação ligados ao turismo no Brasil, a partir de um diagnóstico realizado até março de 2020. Na época, foram identificadas 101 startups brasileiras voltadas para o turismo, com 2.950 pessoas trabalhando nesses negócios e US$278 milhões investidos. 

Criado em 2018 e com sede em Madri, na Espanha, o Wakalua foi criado pela Globalia, um dos maiores grupos de turismo da Espanha e América Latina, com um faturamento de € 5 bilhões ao ano. A iniciativa é feita em parceria com a  Organização Mundial do Turismo (OMT), agência especializada das Nações Unidas dedicada ao setor. 

“Essa ideia nasce da necessidade de criar um plano de inovação global, que transforme não só o grupo Globalia, mas que dê apoio para a transformação digital do segmento. A partir da junção de grandes grupos, governos e atores da indústria, vamos encontrar as melhores soluções em tecnologia, provocando um equilíbrio de forças entre as grandes corporações tecnológicas e negócios locais. O nosso objetivo é democratizar o acesso de negócios menores e tradicionais para a transformação do setor”, destaca Lisandro Menu-Marque, diretor-geral do Wakalua.

Brasil como potência digital de turismo

Segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o turismo é responsável por 1 a cada 10 empregos em todo o mundo, com altas taxas de crescimento nas últimas décadas. Contudo, é um dos setores mais impactados pela pandemia e precisa se recuperar sobre novas bases, com empregos de maior valor agregado, beneficiando-se do avanço da tecnologia.

A partir da democratização e do fomento à tecnologia que hoje já é desenvolvida pelos players nacionais, o Wakalua pretende auxiliar o Brasil a se converter numa potência digital de turismo. Apesar de ser um destino conhecido internacionalmente, o Brasil ainda registra uma baixa penetração de turismo estrangeiro: estima-se que em 2019 aproximadamente 6,9 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país, de acordo com dados da OMT. A digitalização do produto brasileiro vai permitir a concorrência com a oferta mundial, traçando novos patamares de desenvolvimento. 


Em paralelo, o Wakalua está realizando o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Ministério do Turismo e ao OMT. Foram recebidas 790 inscrições de 25 unidades da federação. Os 10 melhores projetos brasileiros seguem para as semifinais da terceira edição da UNWTO Tourism Startup Competition, desafio global promovido pela OMT em parceria com o Wakalua. Mais de 5 mil projetos de todo o mundo foram acolhidos nas duas edições anteriores da competição internacional.  

GOL disponibiliza robô de telepresença no aeroporto internacional de Guarulhos

Depois de apresentar aos brasileiros a GAL, o robô físico de autoatendimento da GOL Linhas Aéreas, em 2019, a maior Companhia doméstica brasileira traz uma outra novidade aos aficionados da tecnologia que passa a circular no aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo: o robô de telepresença. Em fase de prova de conceito (POC), que segue até dia 09/10, o equipamento desenvolvido em parceria com a Pluginbot permanecerá à disposição dos Clientes para esclarecimentos e apoio em questões que envolvem voos, reservas aéreas e dúvidas específicas sobre o aeroporto.

O novo dispositivo, que também disponibiliza compartilhamento de tela para escanear QR Code após o check-in, é um projeto que visa flexibilizar o atendimento nos aeroportos, trazendo mais Segurança aos Clientes e Colaboradores da Companhia, uma vez que é touchless, ou seja, não exige manuseio, um cuidado a mais em tempos de pandemia.

“Diferentemente da GAL, que responde a perguntas pré-programadas, como num chat automático, o robô de telepresença é capaz de promover um atendimento humanizado, inovador, amigável e objetivo – e sem qualquer contato físico, somente por voz”, afirma Flavia Segura, gerente de TI e GOL Labs.

Para Raioni Santos, gerente de Operações Aeroportuárias da Companhia, “o fato de disponibilizarmos o atendimento em qualquer área do aeroporto de forma simples, segura e empática proporciona uma experiência única na jornada dos nossos Clientes”.

O robô de telepresença possui um tablet acoplado e um software de comunicação, e será comandado em tempo real, à distância, por uma equipe de três pessoas, com revezamento de turnos. Especialmente no dia 02/10, próxima sexta-feira, no período das 9h30 às 11h, um dos atendentes será o presidente da GOL, Paulo Kakinoff, que pilotará remotamente o equipamento alocado no aeroporto de Guarulhos. Grande chance para os Clientes da Companhia terem contato direto com o CEO e questioná-lo sobre os procedimentos de Saúde e Segurança adotados nesse período, as perspectivas para a retomada das viagens e do turismo nos próximos meses, entre outras dúvidas e curiosidades.

Sobre a expansão desse novo serviço oferecido pela GOL, a intenção é que, em um espaço curto de tempo, o robô de telepresença esteja atendendo também nos outros três hubs da Companhia – Brasília, RIOgaleão e Fortaleza – e possa oferecer ainda mais facilidades aos Clientes: pagamentos, venda de passagens aéreas e serviços complementares, impressão de cartão de embarque e tag de malas e apoio aos passageiros no desembarque, nos casos de danos e extravios.

Os novos desafios de segurança digital do delivery brasileiro

Por Anderson França, CEO da Blockbit

Você já pensou em como o serviço de entrega de um restaurante pode impactar a sua privacidade? Saiba, então, que a segurança dos dados pessoais estará cada vez mais no centro das discussões de nossas vidas nos próximos anos, inclusive na hora de pedir o seu jantar. O tema é preocupante e se torna ainda mais importante agora, em tempos de isolamento social, já que estamos compartilhando informações para uma infinidade de empresas e de entregadores. Diante desse novo ambiente, até mesmo a compra daquela pizza de sexta à noite pode estar sendo alvo de um hacker. Já imaginou?           

Pode parecer exagero pensar assim, mas a segurança digital será um item prioritário para pessoas e empresas. A transformação imposta pela pandemia tem feito com que restaurantes e bares precisem se preparar para uma nova era no uso de informações, com registros específicos de clientes, armazenando dados e efetuando transações com segurança. Em outras palavras, à medida que os pedidos chegam pela web, eles precisam acompanhar o aumento de volume não apenas em suas cozinhas e fluxos de entregas, mas também na proteção de toda a estrutura digital.

Segundo pesquisas de consultorias nacionais, a área de entregas praticamente dobrou de tamanho no Brasil durante os primeiros meses da pandemia, impulsionada principalmente pelo setor de alimentação. Como resultado, temos presenciado uma explosão de novos aplicativos e serviços – que nem sempre entregam a segurança digital.

Motivos para vivermos essa ascensão do delivery, evidentemente, não faltam. O maior deles é que o uso dos aplicativos de entrega tem sido o caminho fundamental para a sobrevivência de vários restaurantes e bares que tiveram movimento reduzido por conta das medidas de restrição. Não por acaso, aliás, temos visto seguidamente o aumento no número de compras para entrega, até mesmo em ramos que, no passado, sequer planejavam esse formato de vendas.

Seja como for, empresários do mercado devem entender que ter atenção aos dados dos clientes é uma questão vital para a manutenção de suas operações em longo prazo. Estudos globais indicam, por exemplo, que mais da metade dos clientes que estão pedindo suas compras em casa deverão continuar com os pedidos on-line como uma forma de consumo mesmo após o fim da pandemia.

 Isso significa que bares e restaurantes já não podem mais se dar ao luxo de ficar off-line nem que seja por um minuto sequer. É preciso garantir alta disponibilidade das redes, com proteção sempre em dia. Empresários do setor deveriam entender, portanto, que a conexão de suas marcas e serviços com o público agora, definitivamente, inclui a segurança de dados e a experiência virtual de suas operações. Com o alto número de conexões e fluxos online em seus sistemas, garantir a disponibilidade das redes, além da segurança, é essencial.

Eles precisam se certificar, por exemplo, que as plataformas de delivery utilizadas realmente adotam as melhores práticas de cibersegurança e privacidade do mercado. Da mesma maneira, evidentemente, também é preciso que os restaurantes e bares adotem os sistemas mais adequados para suas operações internas, buscando sempre as soluções mais completas para garantir a segurança dos clientes diante das ameaças digitais.

Um caminho para isso é focar em pontos como o monitoramento ativo de todas as conexões com bloqueio de tráfego e conteúdo indesejado, segmentação das redes (separando o acesso para a parte administrativa da rede aberta para clientes) e, ainda, estabelecer configurações bem específicas para a gestão do ambiente como um todo. Nesse cenário, não há dúvidas de que as redes SD-WAN, definidas por software, são ótimas opções para conectar filiais com eficiência, reforçando a disponibilidade das redes e simplificando o gerenciamento centralizado de qualquer parâmetro de segurança relacionado à infraestrutura ou à rede.

 Investir em soluções mais modernas é, agora, o único jeito de acompanhar a transformação que temos vivido, com a era do delivery se tornando inquestionável. Isso porque a segurança cibernética está inserida como chave de sucesso nesse novo normal que estamos construindo. À medida que caminhamos para um mercado fígital (com a mescla do físico e digital em todos os nossos pontos de contato), é mandatório que as empresas compreendam a exigência trazida pela mobilidade e pela conectividade.

A crise do Covid-19 certamente pode ter forçado a expansão do e-commerce, mas o modelo de consumo das pessoas não voltará ao patamar anterior ao coronavírus. Isso implica dizer que o comércio eletrônico e o delivery continuarão a ser partes importantes da rentabilidade das operações. Do mesmo modo, cuidar da experiência dos consumidores e da segurança digital dos dados será uma das etapas do trabalho das empresas e estabelecimentos.

Vale destacar, ainda, que a necessidade de cuidar das informações é um parâmetro legal. É fundamental estar em acordo com as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e do Marco Civil da Internet, que exigem novas práticas para proteger as informações sensíveis dos consumidores, sob risco de penalizações, como multas e bloqueios digitais.

Ao que parece, estamos cada vez mais dependentes dos serviços que levam as coisas do mundo para dentro de nossos lares. Imaginar o delivery do seu restaurante favorito como um dos envolvidos nessa jornada de transformação digital parecia algo desproporcional, mas não é – em um ambiente super conectado, todos temos responsabilidade em relação à segurança digital. É fundamental que os restaurantes e bares entendam isso rapidamente para não colocar em dúvida uma receita que tem tudo para fazer sucesso.

Tags, ,

Epson ganha prêmio internacional de design com robô industrial e impressora profissional

As impressoras de grandes formatos Epson SureColor P7570 e P9570 e o robô de automação industrial VT6L receberam o Red Dot Award: Design de Produto 2020. Criado em 1955, na Alemanha, prêmio é oferecido pelo Design Zentrum Nordrhein Westfalen e é considerado um dos mais importantes prêmios de design do mundo. As impressoras da Epson também receberam o Red Dot: Best of Best, pelo segundo ano consecutivo.

Os produtos são avaliados por uma banca de jurados especializados com base em nove critérios, entre eles estão: inovação, funcionalidade, ergonomia, compatibilidade ecológica e durabilidade. “A Epson é uma empresa comprometida com a inovação e qualidade. Receber este tipo de reconhecimento internacional é muito importante para nós”, comenta Cinthia Araújo, Gerente Regional de Marketing da Epson

Impressoras Surecolor P7570 e Surecolor P9570

Esses modelos são resultados de mais de 20 anos de pesquisa e aperfeiçoamento da tecnologia de impressão em grandes formatos. As SureColor P9570 e P7570 foram desenvolvidas para atender às mais diversas necessidades criativas, desde fotografias profissionais até provas de cor e design gráfico. Com a nova Tinta UltraChrome® PRO12, essas impressoras capturam todos os detalhes com precisão e brilho de cores inigualáveis. Já a cabeça de impressão PrecisionCore® de 2,6 polegadas proporciona maior qualidade de imagem e velocidade até 2,4 vezes maior do que as da geração anterior.

Robô de seis eixos VT6L

O VT6L é um robô de 6 eixos que possui design elegante com superfícies curvas e de fácil instalação, uma vez que a unidade principal e o controlador são integrados, economizando espaço e facilitando o uso do equipamento. Foi projetado para complementar a linha de produtos para automatizar as operações repetitivas que requerem precisão dentro de fábricas, laboratórios e linhas de montagem. Este robô não utiliza bateria, o que gera menos tempo de parada de linha para manutenção, além da redução de gastos operacionais.

Levantamento da XP Investimentos mostra que 89% dos investidores querem conhecer melhor os produtos alternativos

Com o objetivo de entender o interesse e o grau de conhecimento de seus clientes sobre investimentos alternativos, a XP Investimentos fez uma pesquisa com sua base de clientes qualificados e não qualificados com mais de R$ 300 mil investidos, totalizando 1.400 respostas, e descobriu que 87% deles nunca incluíram essa classe de ativos na carteira, sendo que mais da metade declarou ter baixo ou nenhum conhecimento sobre ela. O levantamento, realizado durante os dias 4 e 9 de setembro, revelou, por outro lado, que 89% têm interesse em conhecer melhor esses investimentos, o que reforça o potencial do segmento.

Os produtos alternativos constituem uma classe de ativos pouco conhecida dos investidores, que não são listados em bolsa ou mercado de balcão. Essas opções, que incluem Private Equity, Venture Capital, Special Situations, entre outros, são interessantes para investidores que prezam por boas chances de retorno em detrimento da liquidez.

“O resultado não surpreende já que esse mercado ainda é bastante incipiente no Brasil. Porém, o cenário que temos hoje, de taxa de juros em mínima história, é muito frutífero para o desenvolvimento dos fundos e aumento da captação, inclusive com capital local, que até então representa apenas 30% do total, e com mais de 81% dos investidores buscando retornos acima da média”, afirma Gustavo Pires, diretor de fundos de investimentos da XP. A estimativa, segundo ele, é que já em 2021 mais da metade da alocação em produtos alternativos será de investidores locais e não mais estrangeiros.

Em mercados mais desenvolvidos, essa classe de ativos tem uma penetração muito maior do que no Brasil, onde representa 0,2% do PIB, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, representa 2% do PIB. Esse contexto demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer no país.

Entre os investidores que já ingressaram nesse segmento, os fundos de Private Equity são os que mais atraem, com 7%, seguidos de Venture Capital, 2%, e Special Situations e Crédito Estressado empatados com 1%. Outros investimentos foram apontados por 3% dos respondentes. Para o desenvolvimento do mercado, Pires aponta três aspectos fundamentais: informação, para que o investidor entenda os riscos envolvidos, como a alta iliquidez, e a melhor forma de incluir os alternativos na carteira; oferta de produtos de qualidade pelas assets e curadoria para a distribuição das melhores opções nas plataformas de investimentos.

A fim de contribuir com as discussões sobre essa classe de ativos, até quinta-feira a XP realiza o Alternative Week, evento que reunirá gestores, diretores e empresários para debater o cenário e as oportunidades para os investidores no setor. Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc., e o empresário Jorge Paulo Lemann estão entre os confirmados. A programação completa pode ser conferida aqui.

Tags,

Aumenta a maturidade do processo de gestão de riscos nas empresas brasileiras, aponta KPMG

A edição mais recente do estudo “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” realizado pela KPMG concluiu que houve um avanço sobre o tema nas empresas em comparação com a primeira versão publicada dois anos atrás. Considerando uma escala de cinco níveis de maturidade – fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado – foi observada uma redução da quantidade de empresas com classificação abaixo de maduro, passando de 56% para 45%. Já o nível maduro permaneceu estável em 40% e houve um incremento de 5% e 6% nos níveis de maior maturidade, respectivamente. O levantamento foi conduzido, entre janeiro e março deste ano, por meio de uma plataforma web com a participação de respondentes em diferentes posições, incluindo executivos, membros de conselhos e comitês de 21 setores da economia brasileira.

“Apesar da elevação da maturidade sobre o assunto, é possível concluir que ainda existe uma grande parcela que não aderiu ao modelo esperado pela gestão de riscos, visando essa função como ferramenta de gestão, conforme indicam as boas práticas de mercado”, analisa o sócio de gestão de riscos e crise da KPMG, Luis Navarro.

Entre os cinco riscos que mais afetam as empresas, os principais continuam sendo o regulatório e o operacional representados por 64%. Completando a lista estão aqueles associados à execução de estratégia de negócios (passando de 31% para 42% ao se comparar com a primeira edição), relacionados às mudanças nas políticas governamentais sobre o setor que subiu no ranking apresentando agora 42% (em substituição aos riscos de tecnologia da informação, apontado nessa edição com 29% que deixou de fazer parte da lista prioritária). Em quinto lugar, estão os riscos de condições econômicas e de mercado que aumentaram de 30% para 33%.

“As empresas com o maior crescimento identificam oportunidades em situações que as demais veem como ameaças ou são ágeis enquanto outras não percebem as mudanças e disrupções a tempo de se adaptarem. Nesse cenário, quando entendido o verdadeiro conceito de risco, ou seja, o efeito da incerteza na consecução dos objetivos da empresa, o gerenciamento dos riscos passa a ser uma ferramenta poderosa para se destacar em meio ao mercado altamente competitivo que o Brasil está inserido”, afirma.

Ausência de uma cultura de gestão de riscos é o principal obstáculo:

Quando questionados sobre os principais obstáculos para implementação da gestão de riscos, a ausência de cultura sobre o tema se manteve como a mais apontada nas duas edições do levantamento passando de 65% para 67%; em segundo, falta de clareza em relação aos benefícios potenciais passando de 52% para 59%; e em terceiro, existência de outras prioridades se mantendo estável com 56%.


O estudo mostrou ainda que os principais fatores que influenciam as empresas na implementação da gestão de risco também sofreram poucas alterações. Entre eles, os principais são: desejo de reduzir a exposição ao risco em toda a empresa; melhorias nas práticas de governança corporativa e a necessidade de atendimento a requisitos regulatórios, motivador para a implementação da gestão de riscos que se destacou no ranking apenas na segunda edição.


De acordo com o Navarro, ao implementar um processo de gestão de riscos robusto, as empresas têm a oportunidade de se antecipar à perdas ou, caso estas sejam inevitáveis, prever a melhor estratégia de retomada.
“Um exemplo prático é o que estamos vivenciando agora. As empresas que já haviam investido em uma estrutura que possibilite o trabalho remoto tiveram vantagem neste período de isolamento, enquanto as demais atrasaram processos ou foram forçadas a se adequar ao ambiente remoto sem tempo hábil para estabelecer requisitos de segurança e medidas de proteção às redes corporativas para a atuação dos colaboradores”, esclarece.

Transporte, viagem e turismo lideram com 46%

Dos 21 setores pesquisados, 15 estão no nível maduro como transporte, viagem e turismo liderando com 46%. Em segundo, estão logística e distribuição com 43% seguidas por energia, recursos naturais e saneamento com 42%.


Já no segundo nível considerado fraco, estão seis segmentos liderados por educação (47%), entretenimento, mídia e editorial (46%) e varejo (43%). Por último estão terceirização com 40%, agronegócio com 38% e alimentos e bebidas com 32%.

Sobre a pesquisa:

A segunda edição da pesquisa “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” buscou entender o quanto as empresas estão preparadas para os desafios da nova realidade e comparar as mudanças observadas nesse processo ao longo do período de dois anos.


Foram contempladas 24 perguntas com foco nos sete elementos da metodologia de gestão de riscos da KPMG que considerou uma escala com cinco níveis: fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado. Entre os entrevistados, 43% são executivos ou membros de conselhos e comitês, um aumento de 6% em relação à primeira edição da pesquisa.

Tags, ,