Page

Author admin

Ser apenas digital não é mais uma opção

Por Rodolfo Fücher

No final de 2017, eu tive a oportunidade de fazer um curso sobre estratégia digital para corporações, na Columbia Business School em Nova Iorque, conduzido pelo professor David Rogers. O primeiro slide apresentado por ele tinha como título ” Transformação digital não é sobre tecnologia ” e obviamente ocorreu uma reação imediata na sala, mas no decorrer da aula a frase fez todo sentido. E hoje, a pandemia vem provar que o Professor Rogers estava totalmente correto.

Vamos retornar no tempo e falar sobre a roda, considerada uma das mais importantes invenções da humanidade e que, segundo alguns historiadores, ocorreu no final do período neolítico mas, até que o ser humano entendesse as suas múltiplas utilidades e benefícios, a sua aplicação efetiva levou milhares de anos.

Hoje, por sorte, não precisamos de todo esse tempo para realmente nos beneficiarmos das invenções tecnológicas, mas é importante ficarmos atentos sobre a importância de absorve-las rapidamente, e esse processo depende exclusivamente da compreensão e capacidade do ser humano em identificar como melhor explorar os benefícios dessas tecnologias, tanto para o nosso dia a dia, como também para novas oportunidades de negócios. Ninguém melhor que o mundo das startups para demonstrar como explorar as tecnologias disponíveis de forma efetiva. Na maioria dos casos, não foram elas que as desenvolveram, mas souberam aplicá-las de forma inovadora por meio de produtos e serviços que causam disrupção nos modelos e formas existentes, levando, na maioria dos casos, negócios tradicionais à falência.

Em 2017, o Fórum Econômico Mundial classificou esse momento como o início da 4ª Revolução Industrial – muitos também denominam de Industria 4.0 ou transformação digital. Aquelas empresas que prestaram atenção em todas essas discussões e souberam incorporar as inovações geradas por esse tsunami tecnológico, ou seja, fizeram a lição de casa, certamente estão sobrevivendo neste teste chamado pandemia. Porém, aquelas que não absorveram a tecnologia e não migraram para o mundo digital, não passaram no teste e, infelizmente, muitas já não sobrevivem.

Mas ser digital também não é uma simples questão de digitalizar, esquecer o papel, colocar tudo no computador. Trata-se de algo mais profundo, diretamente ligado à capacidade intelectual do ser humano de ir além disso, ser criativo e ter a habilidade de usar a tecnologia para fazer algo de forma inovadora, disruptiva e ágil, que gere algum benefício ou valor adicional. O mercado com a pandemia encolheu: dizem que o PIB deve cair cerca de 10%. Isso significa que, para manter o faturamento ou incrementá-lo, precisamos ser rápidos e melhores que os concorrentes. Um exemplo é o caso da Gympass que passou por um período de academias fechadas e faturamento zero, mas foram rápidos em usar a tecnologia existente e inovar, criando academia virtual com participação de celebridades. Outro é a Magazine Luiza que transformou toda a força de venda das lojas em um time virtual por meio da plataforma de e-commerce Magalu. Esses dois casos, como tantos outros, só foram possíveis porque as empresas já usavam tecnologia de forma intensa antes da pandemia. Foram criativos e inovadores, tinham condições de desenvolver novos modelos de negócios de forma rápida para atender uma nova realidade de mercado.

Mas, ser criativo e inovador é algo complexo e depende de uma série de fatores. O primeiro, e que muitos ignoram, é assegurar o adequado estado mental do time ou um grupo específico de colaboradores. Pelo simples fato que a criatividade depende exclusivamente da mente humana. Isso me levou a fazer um curso sobre neurociência na Wharton School. Impressionante como existe uma série de técnicas que podem colaborar para promover um ambiente inovador. Por isso, deixo aqui dois convites e um desafio: leiam o meu artigo no LinkedIn e façam uma reflexão sobre o momento em que surgem as melhores ideias. É no ambiente de trabalho, no banho, durante à noite, durante um passeio ou fazendo exercício? Agora, tente reproduzir esses momentos durante o trabalho. Em tempos de 4ª. Revolução Industrial, com disrupção vindo de todos os lados, a base para a sobrevivência de qualquer negócio, é ser inovador e ágil. Ser apenas digital, não é mais uma opção.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software)

Tags, ,

E agora? O que precisamos saber sobre a LGPD

Priscilla Silva, Diretora Jurídica da Visa

Com a série de reviravoltas que acompanhamos nos últimos dias em relação ao início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a pergunta que todos têm feito é: quando, de fato, ela começará a valer? Sancionada em agosto de 2018, a LGPD, que dispõe sobre o tratamento de dados de pessoas naturais, entrou em vigor na última sexta-feira (18). E é preciso avaliar se a sua empresa está aderente ao conjunto de requerimentos que ela traz.

Superada a indefinição sobre a data de início de sua vigência, a ausência da nomeação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, traz desafios à efetiva implementação da lei, pois importantes pontos ainda requerem regulação e esclarecimentos. De toda forma, a adequação das organizações à LGPD é uma obrigação que precisa ser perseguida pelas empresas.

Tenho percebido que, mesmo após dois anos desde a sanção da lei, algumas organizações ainda têm muito trabalho pela frente. Por isso, com base em minha experiência, quero levantar aqui alguns pontos importantes e afastar alguns mitos, com o intuito de auxiliar na aplicação das medidas necessárias para essa transformação.

Minha primeira recomendação é: não tenha medo desse acrônimo!

Acredito que a LGPD permitirá um diferencial competitivo para que as empresas a implementem com o devido cuidado, trabalhando os dados pessoais em consonância com as disposições legais, de forma transparente e respeitosa perante os titulares. Além de apresentar diretrizes fundamentais, a LGPD tem um papel educativo essencial para a população. Vamos passar a entender melhor a finalidade do uso de dados pessoais, as políticas de privacidade, os critérios de tratamento, desde a coleta até a exclusão. Precisaremos ser os agentes de transformação, auxiliando no processo de conscientização sobre os dados pessoais. Há quem entenda que é melhor a ausência de transparência no tratamento de dados pessoais. Eu, todavia, compartilho do entendimento de que a educação e o conhecimento trazem consumidores melhor preparados e aptos a entender nossos produtos e serviços, os consumindo de forma correta.

Faço um paralelo com o Código de Defesa do Consumidor. Nem todos tinham a noção de seus direitos até a implementação desse conjunto de normas. Hoje em dia, somos sabedores de como agir em determinadas situações e nos valemos disso em nosso dia a dia. Abusos existem? Sim, mas a informação e a aderência às normas é a melhor solução para coibi-los.

Seguramente ganharemos maturidade durante esse processo. Na farmácia ou na página virtual do supermercado, por exemplo, nem sempre entendemos (ou somos informados) por que nos solicitam tantas informações. Cabe a nós começar a refletir sobre isso. Faz sentido fornecê-las? Eu gostaria de ser acionado por telefone, mensagem ou por outro canal posteriormente?

Nada mais justo do que compreender a finalidade no tratamento de seus dados. Por isso, as organizações precisam ser claras e promover uma transformação cultural que envolva diversas áreas, como Jurídico, Tecnologia, Segurança da Informação, Marketing, Soluções, Recursos Humanos, Finanças. Mostrar aos funcionários, do CEO ao estagiário, que a adequação tem a ver mais com respeitar o direito do titular da informação e menos com evitar punições. Aqui na Visa fizemos um mapeamento para identificar como cada área trata essa questão e promovemos um processo permanente de conscientização sobre a importância do tema. É um projeto de toda a empresa, todos são responsáveis!

De forma a tornar o tema mais prático, a seguir, abordo 5 dúvidas que costumam surgir com frequência quando discutimos a LGPD. Espero ajudá-los com o tema:

E agora, minha empresa já pode ser punida? As sanções administrativas previstas na LGPD serão aplicáveis a partir de 01 de agosto de 2021. Todavia, nada impede que titulares, autoridades e entidades coletivas apresentem pleitos sobre o tema.

A lei existe para bloquear o uso de dados? É um equívoco. A pessoa tem o direito de ser informada com transparência e exatidão sobre a finalidade do uso dos dados. A LGPD trouxe 10 (dez) bases legais que permitem o tratamento dos dados pessoais (lembre-se que o tratamento de dados sensíveis é mais restrito). Assim, saímos da possibilidade de tratar os dados com respaldo apenas no consentimento para ter a possibilidade legítima de utilizar outras bases legais. Desta maneira, seu projeto, produto ou serviço pode ser analisado sob o prisma de outras hipóteses legais que não o consentimento que, embora seja aparentemente mais simples de gerenciar, traz uma série de controles necessários e pode ser revogado a qualquer momento.

A lei só se aplica ao ambiente digital? Temos presenciado muitas discussões direcionadas apenas ao mundo virtual (muitas vezes focada na segurança cibernética), mas a LGPD é aplicável ao mundo físico também. Aquele formulário que você preenche na loja deve ter o mesmo tratamento cuidadoso que uma informação transmitida por meio digital.

Foi criada para punir as empresas e proteger o consumidor? O objetivo é trazer um amadurecimento e responsabilidade de todas as partes envolvidas, pessoas físicas e jurídicas, na questão de proteção dos dados pessoais.

Só grandes empresas precisam se adequar? Não. Empresas de todo porte precisam respeitar o conjunto de regras estabelecidas pela lei. E o quanto antes começar a avaliar, melhor. Sabemos que, para pequenas empresas, bem como para as startups e empresas de inovação, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados terá a incumbência de definir procedimentos específicos – mas a transparência e zelo para com os dados pessoais é dever de todos.

Embora seja um processo que exija um forte esforço das organizações, encontrando inclusive resistência de alguns envolvidos receosos com as mudanças, vejo a LGPD como algo muito positivo para as organizações. É uma oportunidade ímpar de organizar melhor os processos, da coleta ao expurgo das informações, garantindo um fluxo mais transparente e eficiente dos dados e, até mesmo, propiciando o desenvolvimento de novos negócios. É uma evolução natural que temos que enfrentar de frente.

Tags, ,

Gartner: 75% dos CEOs serão responsabilizados pessoalmente por incidentes de segurança ciberfísica

A responsabilidade por incidentes de segurança ciberfísica deixará de ser um tema simplesmente corporativo para se tornar uma questão pessoal para 75% dos CEOs até 2024. Esse é um dos destaques da mais recente pesquisa divulgada pelo Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas. 

De acordo com o levantamento, isso acontecerá devido à natureza e importância dos sistemas ciberfísicos (CPSs – Cyber-Physical Systems em inglês). Segundo o Gartner, CPS são os sistemas e recursos projetados para orquestrar o relacionamento e análise de toda a interação do digital com o mundo físico (incluindo humanos), permitindo o controle, detecção e dimensionamento dos potenciais eventos, assim como acompanhamento das consequências dessa relação.  

Em outras palavras, essas soluções sustentam todos os esforços de conexão do ambiente de TI com estruturas operacionais e dispositivos de Internet das Coisas (IoT), nas quais as considerações de segurança abrangem os mundos cibernético e físico, como infraestrutura crítica e intensiva em ativos e ambientes de saúde clínica. Como consequência, todos os possíveis incidentes relativos à infraestrutura ciberfísica pode provocar uma série de impactos graves, incluindo danos físicos a pessoas, propriedades ou ainda causar desastres ambientais.  

Neste cenário, os analistas do Gartner estimam que o número de incidentes aumentará rapidamente nos próximos anos, devido à falta de foco em segurança e à ausência de investimentos alinhados a esses ativos. 

“Órgãos reguladores e governos reagirão prontamente a um aumento de incidentes graves causados por falhas de proteção dos CPSs, aumentando drasticamente as regras e regulamentos que os regem”, afirma Katell Thielemann, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “Nos Estados Unidos, por exemplo, o FBI, a NSA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) já ampliaram a frequ& ecirc;ncia e os detalhes a respeito de ameaças a sistemas relacionados à infraestrutura crítica, sendo que a maioria é de propriedade do setor privado. Em breve, os CEOs não serão capazes de alegar não conhecimento nem de se esconder atrás de suas apólices de seguro”. 

O Gartner prevê que o impacto financeiro dos ataques aos CPS resultando em perdas fatais atingirá cerca de 50 bilhões de dólares até 2023. Mesmo sem considerar o valor atual de uma vida humana na equação, os custos para as organizações em termos de compensação, litígio, seguro, multas regulatórias e perda de reputação será significativa. 

“Os líderes de Tecnologia precisam ajudar os CEOs a compreender os riscos que os CPSs representam e a necessidade de dedicar foco e orçamento da organização para protegê-los”, diz a analista do Gartner. “Quanto mais CPSs conectados existem, maior a probabilidade de ocorrer um incidente”. 

Com a Tecnologia Operacional, edifícios e cidades inteligentes, carros conectados e veículos autônomos, os incidentes no mundo digital terão um efeito muito maior no mundo físico, uma vez que agora existem riscos, ameaças e vulnerabilidades em um espectro ciberfísico bidirecional. No entanto, muitas empresas não estão cientes dos CPSs já implantados em suas organizações, seja por sistemas legados conectados a redes corporativas por equipes fora de TI ou em decorrência de novos investimentos em automação e modernização voltados para negócios. 

“Um foco em Gerenciamento de Resiliência Operacional (ORM – de Operational Resilience Management, em inglês) além da segurança cibernética centrada em informações é extremamente necessário”, afirma Thielemann. 

Tags,

Zoop recebe aporte de R$ 60 milhões liderado pela Movile

A Movile, empresa que investe e desenvolve negócios de tecnologia e pessoas, acaba de liderar um novo aporte de R$ 60 milhões na Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros no mercado B2B. Esse é o terceiro investimento da Movile na empresa desde 2018. A Zoop usará a nova rodada de capital para crescer ainda mais a vertical de Fintechs do Grupo, acelerando o lançamento de novas formas de pagamentos digitais, serviços de banking e crédito para seus clientes dentro da sua estrutura segura e certificada. Acompanha o investimento a Darwin Capital.

A Zoop atua nos segmentos de meios de pagamento, “banking as a service” (BaaS) e crédito. Os produtos da plataforma unem tecnologia e conformidade regulatória, permitindo que qualquer empresa – seja ela uma startup, um marketplace ou mesmo uma grande empresa – possa criar e oferecer serviços financeiros, com sua própria marca (white-label), de forma simples, eficiente e segura. A plataforma de tecnologia da Zoop é uma das principais infraestruturas por trás de um número crescente de novas ofertas de fintechs na América Latina hoje.

De acordo com Patrick Hruby, CEO da Movile, a vertical de Fintech hoje é o principal foco de expansão do Grupo. “Enxergamos uma imensa oportunidade nos próximos anos para melhorar os serviços financeiros e permitir um maior acesso para empresas de todos os tamanhos, e queremos garantir que estamos na vanguarda dessa transformação. Especificamente, existe um enorme potencial de crescimento para atender às necessidades de pequenas e médias empresas. Com o novo aporte, fortalecemos ainda mais a oferta de serviços da Zoop, permitindo que seus parceiros ofereçam serviços financeiros mais completos e integrados”, reforça.

Fabiano Cruz, CEO e Cofundador da Zoop, conta que a fintech cresceu o TPV em 140% na comparação com o ano anterior, além de ter atraído mais de 40 novos parceiros durante a pandemia. Ainda destaca o lançamento de vários produtos inovadores, como a vertical de Banking as a Service (ou BaaS), que chega para completar um portfólio de produtos e serviços de meios de pagamento e crédito.

“Acreditamos que qualquer empresa, de qualquer setor, poderá adicionar novas linhas de receita oferecendo conta digital, cartão pré-pago, saques, transferências, pagamento de contas, pagamentos instantâneos (PIX) e uma série de outros produtos e serviços disponíveis na plataforma white-label da Zoop. Queremos que os nossos parceiros de negócio idealizem, incorporem e operem produtos financeiros com a sua própria marca para a sua base de clientes, possibilitando que eles criem, hoje, os serviços financeiros do amanhã. A Zoop está no centro dessa revolução e tem possibilitado o surgimento de milhares de novos negócios em serviços financeiros. Com o aporte da Movile, seguiremos crescendo exponencialmente e desenvolvendo os produtos e serviços disponíveis na nossa plataforma B2B de “fintech as a service”, oferecendo as melhores tecnologias e lidando com todo o arcabouço regulatório para nossos parceiros”, afirma Cruz.

Fundada em 2013, a Zoop tem em sua plataforma mais de 500 parceiros. Além disso, a empresa cresceu quatro vezes o volume total de 2018 e está se preparando para processar 20 bilhões em transações na plataforma em 2020.

Fintechs

A estratégia de Fintechs da Movile está concentrada em três principais ofertas específicas para pequenas e médias empresas: pagamentos, banking e crédito. A Zoop exerce um papel fundamental dentro desse modelo, já que atua como uma plataforma tecnológica para meios de pagamento e serviços financeiros e habilita empresas de tecnologia para varejo, marketplaces e negócios B2B a se tornarem fintechs.

Responsáveis por mais de um terço de todo o capital aportado em startups brasileiras no ano passado, as fintechs captaram cerca de US$ 1 bilhão em 2019, volume quase três vezes maior em relação a 2018. Desde 2015, as startups que inovam no setor financeiro receberam US$ 8 bilhões em aportes, conforme levantamento recente do KoreFusion.

No último ano, a Movile investiu R$ 100 milhões na vertical de Fintech, o valor foi quase o dobro dos R$ 55 milhões investidos em 2018.

Tags, ,

SAP NOW Brasil 2020: SAP celebra resultados do evento digital e programa versão híbrida para 2021

A SAP Brasil encerrou mais uma edição do SAP NOW, que neste ano foi totalmente adaptado para o modo virtual. Foram cinco dias de incluiu palestras inspiracionais com grandes nomes da ciência e da tecnologia e que integraram as mais de 210 sessões de conteúdo, com mais de 370 palestrantes. Foram quase 90 horas de material inédito, que alcançaram mais de 50 mil visualizações. Para ampliar ainda mais esse alcance, tudo ficará disponível no site do evento (www.sapnow.com.br) para acesso gratuito e para assistir de onde e quando quiser.

“Assim como diversas empresas, a SAP rapidamente se adaptou para continuar entregando o conteúdo e a experiência sempre presentes em nossos eventos em um formato 100% digital. Sabemos que escolher conteúdo foi uma tarefa desafiadora durante a semana e com a agenda concorrida do dia a dia fica difícil absorver tanto conteúdo relevante em um curto período. O benefício desse novo formato é que mesmo após o evento, todo o conteúdo poderá continuar sendo acessado no nosso site”, explica Fernando Migrone, vice-presidente de marketing da SAP Brasil.

O executivo explica que a versão digital seguiu entregando para todo o ecossistema SAP a principal motivação do evento, que é compartilhar boas práticas, apontar tendências e se manter como o maior evento do mercado brasileiro para networking e fechamento de negócios em tecnologia.

“Quem não consegui estar conosco na semana passada terá oportunidade de acompanhar as entrevistas com nossos convidados, que incluíram bate-papos com Marcelo Gleiser, professor titular de Física e Astronomia no Dartmonth College, e com Holly Ridings, primeira mulher diretora de voos espaciais da NASA; ou ainda acompanhar como grandes empresas estão direcionando seu caminho de inovação com o apoio da SAP”, completa Migrone.

O conteúdo também inclui debates, mesas redondas e apresentações com foco em empresas inteligentes, supply chain, finanças, recursos humanos e customer experience. Entre os clientes que compartilharam suas histórias de sucesso com o público do SAP NOW Brasil 2020 estão Petrobras, Itaú, Nestlé, Grupo Ultra, BRF e Claro.

Tags, ,

LinkedIn revela lista de Top Startups no Brasil

A lista LinkedIn Top Startups 2020, elaborada pela maior rede social profissional do mundo, traz um dos rankings mais ecléticos desde seu lançamento no país, em 2017. Fintech, logística, saúde e gestão de imóveis estão entre os serviços prestados por empresas que, especialmente em 2020, têm na resiliência e superação da crise causada pelo coronavírus o seu elo em comum.

A metodologia para escolha se manteve a mesma do ano passado, com um único diferencial: a pandemia instaurada mundialmente fez com que a análise das empresas tivesse um recorte de tempo, ao invés de um ano, as empresas foram analisadas de janeiro a julho de 2020. Para serem elegíveis, devem ser independentes e privadas, ter 50 ou mais empregados no país, ter sete anos ou menos e estar sediada no Brasil. Para garantir a inclusão de empresas com forte potencial de crescimento, as startups que dispensaram 20% ou mais de sua força de trabalho dentro do prazo da metodologia também são inelegíveis.

“A lista 2020 reflete o estado atual da economia e do mundo, apresentando startups emergentes e resilientes e como elas estão operando neste universo em constante mudança”, destaca Rafael Kato, editor-chefe do LinkedIn para a América Latina. O ranking das LinkedIn Top Startups é produzido pela equipe do LinkedIn Notícias usando uma combinação de dados da plataforma e análise editorial.

LinkedIn Top Startups 2020:

1. Menu – e-commerce B2B que conecta distribuidores e indústrias com estabelecimentos comerciais

2. Loft – adquire e reforma imóveis para venda

3. Consiga Mais – apoio aos clientes na organização das finanças

4. Neon – Fintech

5. Loggi – serviços de logística

6. Yuca – adquire e reforma imóveis para locação

7. Xerpa – soluções para automatizar gestão de recursos dos trabalhadores

8. Conexa Saúde – plataforma de telemedicina

9. Buser Brasil – aplicativo de transporte colaborativo

10. Zenklub – plataforma de saúde emocional

No Brasil, conexão é a palavra que reflete o resultado. Todas as listadas se destacam pelo foco em serviços digitais. Essas empresas vêm oferecendo suporte aos seus usuários e clientes e prestando serviços que atendem às necessidades da população durante o distanciamento social. Cada uma tem sua história de resiliência em tempos de pandemia. As empresas de logística, por exemplo, foram mais afetadas no início do distanciamento social. Porém, voltaram a crescer à medida que a sociedade passou a consumir serviços remotos. As empresas se reinventaram e puderam voltar a contratar e aumentar o faturamento. Loggi, Neon e Loft foram reconhecidas em 2019 e permaneceram no ranking 2020, mostrando que mantiveram suas atividades mesmo com a crise sanitária.

“A lista deste ano nos mostra que as startups vivem um momento desafiador no Brasil e, mesmo diante de adversidade econômica e social, estão conseguindo se destacar. Temos bons exemplos de medidas tomadas para ajustar o modelo de atuação de negócios que podem perfeitamente ser aplicadas por qualquer tipo de empresa, não apenas startups”, comenta Kato.

Metodologia

Pensando nos quatro pilares da metodologia (crescimento do número de funcionários, engajamento, interesse em empregos e atração de talentos), há algumas considerações a serem feitas. O crescimento do número de funcionários é medido pelo crescimento percentual dos colaboradores ao longo de um ano, que deve ser de no mínimo 15%.

Já o engajamento está relacionado com número de visualizações e de seguidores da página da empresa no LinkedIn por não-funcionários, bem como a quantidade de não-funcionários que estão visualizando profissionais daquela startup.

O interesse em empregos considera a taxa de pessoas que estão visualizando vagas naquela startup e se candidatando a elas, tanto para posições remuneradas quanto não-remuneradas.

Por fim, a atração dos melhores talentos mede quantos colaboradores recrutados pela startup são oriundos das empresas que compõem a lista de Top Companies do LinkedIn.

O período de seleção corresponde a janeiro a julho de 2020, sendo este o único diferencial da metodologia em relação ao ano passado.

Tags,

Startup desenvolve plataforma que analisa dados de comportamento eleitoral

Mais um período eleitoral se aproxima e uma análise aprofundada de candidatos e eleitores é fundamental para a tomada de decisão. É com este propósito que a startup Datapedia desenvolveu em parceria com a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) uma plataforma inteligente capaz de visualizar e traduzir de maneira interativa padrões históricos de votos incluindo indicadores econômicos, sociais e políticos.

O software foi desenvolvido por pesquisadores da Unidade EMBRAPI – Centro de Engenharia Elétrica e Informática (CEEI) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Com ele, é possível que candidatos criem estratégias, alianças, diagnósticos por território, identificação de concorrentes e projeção de cenários, por exemplo. Para o cidadão, é possível se informar sobre o histórico de eleições em sua cidade ou estado e entender os padrões de votação em representantes eleitos.

Os diferenciais da tecnologia estão no uso de ciência de dados com técnicas de visualização que facilitam a comparação de padrões geográficos e de comparação dos resultados das eleições em níveis municipais, estaduais e federal de 2000 até hoje. Além disso, é possível cruzar dados de votações com dados georreferenciados das seções eleitorais para mostrar em quais bairros se concentram os votos de determinados candidatos.

Segundo o professor Nazareno Andrade, coordenador de projeto do CEEI, ter informações seguras sobre a real situação de cada região é essencial, tanto para cidadãos, que podem fiscalizar e escolher melhor seus representantes, quanto para candidatos, que podem adotar estratégias mais assertivas. “Esta base de dados é muito importante para candidatos e partidos políticos para que entendam o comportamento dos eleitores, suas preferências e façam o planejamento adequado para responder aos anseios da população, na outra ponta, o eleitor poderá estar melhor informado e preparado sobre seu candidato para o momento diante da urna”, afirma.

Apoio para startups

A EMBRAPII é uma organização social que tem contrato de gestão com o Ministério da Educação (MEC), de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Saúde. Em sete anos de operação, já apoiou mais de 1000 projetos em parceria com empresas nacionais de diferentes portes e segmentos, totalizando R﹩ 1,5 bilhão em investimentos.

Em seu modelo operacional, os valores dos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) são divididos entre a instituição, as Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa credenciados) e a empresa demandante. Os recursos aportados são não reembolsáveis. No caso de projetos com startups, há linhas especiais de financiamento que diminuem a contrapartida das empresas e aumentam as facilidades para inovar. A instituição conta ainda com acordo com o Sebrae que amplia a abrangência dos recursos aportados para que o pequeno empreendedor possa compartilhar suas propostas tecnológicas no setor produtivo.

Tags

Abertura de vagas no segmento e-commerce cresce até 162% durante a pandemia

Alternativa para as empresas desde a implementação da quarentena, a importância do e-commerce refletiu diretamente na abertura de vagas de trabalho no segmento, que apresentou crescimento de até 162% entre os meses de março a agosto, em comparação com o mesmo período de 2019, aponta levantamento realizado pela Catho. Cargos como vendedor, atendente, gerente e supervisor de e-commerce cresceram, respectivamente, 162%, 161%, 76% e 67% durante a pandemia.

“O crescimento expressivo na área de comércio eletrônico comprova que as empresas, de todos os portes e nichos, estão apostando na transformação digital e se adaptando à nova realidade de pouco contato físico com os clientes para evitar a propagação do vírus. Atualmente, oferecer serviços on-line pode ser a garantia de continuidade de negócios”, explica a diretora de Operações da Catho, Regina Botter.

As profissões ligadas à área da saúde, essenciais para o tratamento de pacientes com covid-19, continuam liderando a pesquisa, que busca compreender os cargos de maior abertura de vagas durante a pandemia do novo coronavírus. Profissionais como fisioterapeuta respiratório (924%) e hospitalar (900%) seguem na ponta do ranking desde março.

Confira ranking:

Tags

Bunge fecha parceria inédita com Orbia para negociação digital de grãos

Em um movimento pioneiro e inovador, a Bunge, uma das maiores empresas de agronegócio e alimentos do mundo, firmou parceria com a Orbia, o maior marketplace de insumos agrícolas do Brasil, para comercialização de commodities em ambiente totalmente digital. Com a entrada na plataforma da Orbia, a Bunge abre caminhos para um formato inédito de originar grãos, tornando-se a primeira trading no Brasil a realizar essa operação.

“O agronegócio sempre foi muito inovador da porteira para dentro e, agora, a Bunge está liderando o movimento de modernização dos processos de comercialização e transporte da porteira para fora. Com essa parceria, estamos revolucionando a forma de fazer negócios para responder às demandas na velocidade que o mercado requer, nos preparando para o futuro, investindo em ações que nos colocam à frente no processo de inovação do setor”, comenta o diretor de Originação da Bunge, Roberto Marcon.

A Orbia reúne a possibilidade da compra e venda de insumos, comercialização de commodities e programa de pontos, de forma a acompanhar a jornada do produtor, desde o planejamento da produção até a comercialização da sua safra. Assim, o produtor rural tem uma experiência completa e única, por meio de uma ferramenta totalmente digital, amigável e intuitiva. A plataforma possui 170 mil usuários, o que corresponde a 70% da área plantada no país, e 117 canais de distribuição cadastrados.

Com essa parceria, a Bunge aporta seu conhecimento em commodities, administração de risco e força logística à plataforma, além de tornar a Orbia o marketplace com o maior footprint de silos e fábricas de processamento de soja no país. “Nossa missão é conectar os produtores rurais a uma rede ampla para facilitar os seus processos. Já vínhamos cumprindo com esse objetivo dada a nossa presença nacional e a relevância da nossa solução, evidenciada pelo maior programa de coalizão do agronegócio e a consolidação da nossa liderança na comercialização digital de insumos agrícolas. Contar agora com a expertise de mais de 200 anos da Bunge na comercialização global de grãos reforça a nossa proposta de valor”, afirma o CEO da Orbia, Ivan Moreno.

No caminho rumo à transformação digital, a Bunge vem investindo em uma série de soluções tecnológicas dentro de seu negócio principal, antecipando-se à nova dinâmica do futuro dos negócios. “Recentemente, lançamos o aplicativo Vector, ferramenta que possibilita a digitalização de todo o processo de contratação de frete rodoviário para o transporte dos grãos da empresa, por meio de um aplicativo que agiliza o processo e reduz a necessidade de interação direta na negociação. Além disso, juntamente com outras tradings, somos fundadores da Covantis, iniciativa dedicada a implementar o blockchain no comércio global de commodities, cujo intuito é melhorar a velocidade e segurança tecnológica nas operações de exportação. Ao atuarmos de forma digital nas frentes de Originação, Logística e Exportação, com Orbia, Vector e Covantis, respectivamente, estamos revolucionando as bases do nosso negócio, liderando as mudanças tecnológicas do setor”, afirma Júlio Garros, Vice-Presidente Global de Transformação de Negócios, Serviços Compartilhados e TI da Bunge.

Tags, ,

Inovação aberta, essencial para a sobrevivência empresarial pós-Covid

Por Maximiliano Cortés

A inovação por si só é uma fortaleza e multiplica seu valor quando feita de forma constante. Muitas empresas perceberam neste período de pandemia que, caso tivessem processos contínuos de inovação, estariam melhores preparadas para enfrentar a crise atual.

Algumas empresas ainda não iniciaram seu processo de inovação, deixando de lado os benefícios concretos. A chave não é congelar, mas sim colocar em movimento e tomar decisões para provocar a inovação na organização de forma orgânica, horizontal, multidisciplinar e sistemática.

A principal mudança que ocorre é social. O novo normal terá novos hábitos de consumo e organizacionais. O home office definitivamente adquire um novo status no mundo pós-pandêmico e este cenário está forçando a mudança nos modelos de negócios de muitas empresas. Embora a atenção pessoal continue a ser fundamental e insubstituível, começará uma nova etapa, muito mais globalizada, cujas tecnologia, comunicação e cultura de inovação terão papéis ainda mais relevantes.

Sob essa premissa, o foco deve ser promover a inovação interna, transformar a cultura organizacional e aprender a trabalhar em ecossistemas dinâmicos, confiáveis e que acelerem os processos por meio da inovação aberta com empreendedores e outras organizações. Sem dúvida, essas ações representarão um grande diferencial.

Para que a inovação tenha um verdadeiro impacto nos negócios e na transformação digital é necessário democratizar a inovação interna. Ou seja, empoderar os colaboradores, transformando-os em empreendedores internos por meio de mecanismos para incentivar, recompensar, compartilhar e estimular. Neste modelo, denominado intraempreendedorismo, cria-se um ambiente que incentiva a participação dos colaboradores no processo de inovação.

Caminhamos para uma nova etapa da Economia Digital com ecossistemas de valores nos quais o trabalho colaborativo entre empresas e empreendedores é essencial. O futuro está totalmente digitalizado e com cadeias de suprimentos integradas de ponta a ponta.

Enquanto caminhamos para um novo mundo pós-pandêmico, com novas formas de relacionamento proporcionadas pela tecnologia, o contato humano não será substituído. A tecnologia está nos mostrando que é uma excelente alternativa neste contexto e que pode nos ajudar a construir novas formas de trabalho.

Em muitos casos, está democratizando a comunicação. Veja, por exemplo, nas reuniões virtuais. Agora estamos todos em pé de igualdade, independentemente de onde nos conectamos. Além disso, esta crise está mudando o paradigma do contato pessoal e as habilidades “soft”, como a empatia à distância, serão cada vez mais importantes.

Ainda temos tempo para reverter os danos ao meio ambiente e evitar erros pré-Covid, viver em harmonia com a natureza e o descanso do ser humano é obrigatório no novo normal. O novo normal é um mundo onde a inovação precisa ser sustentável, sempre com um propósito que constitua o meio para impulsionar as empresas para a prosperidade, com um compromisso solidário e com a qualidade de vida das suas comunidades.

Maximiliano Cortés, Chief Operation Officer da Parabolt, uma divisão da Globant dedicada à inovação e desenvolvimento de software.

Tags

Black Friday: varejo precisa oferecer novas opções de pagamento para garantir o sucesso das vendas

Por Ralf Germer


A pandemia do novo coronavírus transformou as vendas no varejo. Com o fechamento temporário das lojas físicas ou funcionamento em horário reduzido devido aos decretos municipais de contenção da transmissão da Covid-19, empreendedores precisaram se reinventar, migrar para plataformas digitais e pensar em alternativas para continuar movimentando o negócio. Um exemplo disso é a antecipação da Black Friday em diversos estados do Brasil, com promoções que estimulam o consumo em um período fraco para o comércio.

Se de um lado os clientes vão precisar de planejamento e prudência para evitar descontos pouco proveitosos, por outro, as empresas terão que se adaptar para atrair o público de forma mais verdadeira. Além de oferecer melhorias no valor dos produtos, disponibilizar novas opções de pagamento no ato da compra é fundamental para o sucesso do faturamento. Os e-commerces, principal elo de relação entre as pessoas e o mercado durante a quarentena, devem se adaptar para atender com eficiência os seus consumidores, inclusive os desbancarizados.


Além dos métodos de pagamentos tradicionais, como dinheiro físico, cartão de crédito e débito, cheques e boletos, alternativas vêm ganhando espaço no país. A Cielo, por exemplo, empresa brasileira de serviços financeiros, registrou um aumento de 260% na solução de pagamento via link, que permite que as vendas sejam realizadas por meio de canais online, sem exigir que os comerciantes tenham uma loja virtual. Para se ter uma ideia, 83% dos brasileiros passaram a fazer compras pelo WhatsApp, segundo a Accenture, empresa de consultoria.


Outra mudança de comportamento da sociedade diz respeito a utilização dos pagamentos por aproximação. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), essa opção de pagamento movimentou R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 330% em relação ao mesmo período de 2019. Até o momento, o QR Code é o método mais popular e já foi usado por 35% dos brasileiros com smartphones, conforme aponta um estudo da área de Inteligência de Mercado da Globo.


O Banco Central do Brasil (Bacen) divulgou o lançamento dos pagamentos instantâneos (Pix). Previstos para chegar em novembro e revolucionar a forma como lidamos com os pagamentos – uma vez que as transações serão realizadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários – a tecnologia abre um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores, já que pagadores e recebedores movimentarão o dinheiro de forma online e imediata para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física.


Lojistas que estão se preparando para conceder descontos aos clientes nesses últimos meses do ano, visando uma possível recuperação do varejo, estão no caminho certo para tentar fechar 2020 no azul. No entanto, quem deseja sair na frente da concorrência, deve estar atualizado e conectado com as inovações do mercado. Disponibilizar novas opções de pagamento no ambiente virtual é obrigação para quem quer garantir números melhores para o comércio no geral.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

Tags,

Como despertar sua competência emocional e se destacar no mercado de trabalho

Por Cris Kerr

Para qualquer cargo que uma pessoa venha a ocupar é importante que ela invista em atualizações de seus conhecimentos técnicos, que mantenha a leitura sobre atualidades em dia, e sempre faça cursos que renovem seu conhecimento. Mas você já parou para pensar que as suas competências emocionais podem interferir para você avançar na sua carreira?

As empresas precisam avaliar as competências técnicas, mas tão importante quanto são as habilidades interpessoais conhecidas como “soft skills”. Se você nunca ouviu o termo, sabia que as soft skills são uma série de competências que tem pouca ligação com a formação acadêmica e sim com as habilidades de inteligência emocional que apenas os humanos conseguem desenvolver.

As mais conhecidas são: comunicação clara, gestão do tempo, capacidade de resolver problemas, flexibilidade e adaptabilidade aos desafios, facilidade para trabalhar em equipe, atitude positiva e autoconfiança. No entanto algumas habilidades importantes não são tão conhecidas, como o gerenciamos das nossas próprias emoções e a forma como lidamos com os relacionamentos.

Para conquistar esses atributos, investir no autoconhecimento é cada vez mais importante, tanto para aprimorar essas capacidades, como também para ampliar a consciência de quais diferenciais você tem como profissional. A auto avaliação é uma ferramenta essencial para conhecer os seus pontos fortes e fracos, além de também ajudar a compreender quais são seus próprios objetivos e valores.

Um ótimo exemplo para ilustrar a grande necessidade das soft skills foi o que aconteceu, com o início da pandemia do novo coronavírus. De repente, as pessoas tiveram que mudar por completo a sua rotina e as que tinham maior domínio emocional foram menos impactadas neste cenário. Isso porque essas pessoas conseguem gerenciar melhor as suas emoções, o que contribui para se adaptarem a mudança, resiliência para lidar com contratempos, otimismo e o bom humor, mesmo em uma situação adversa.

Diversos estudos mostram que o quanto o bom humor e a felicidade impactam diretamente na produtividade das pessoas dentro da empresa. Profissionais com humor positivo possuem maior criatividade, maior capacidade de resolver problemas, mais flexibilidade na rotina, e mais eficácia na tomada de decisões. Enquanto uma pessoa com humor negativo tem pouca atenção aos detalhes, gera desarmonia no ambiente corporativo, afinal as emoções são contagiosas, sejam elas negativas ou positivas.

Muitas pessoas já possuem soft skills mas, se este não é o seu caso, confira algumas dicas sobre como despertar sua competência emocional:

Gerenciar suas emoções: não quer dizer que você vai bloquear suas emoções, na verdade você precisa aprender a viver com suas emoções.

Preste atenção nas próprias emoções: parece simples, mas muitas pessoas não conseguem se observar e identificar as próprias emoções. Por isso, sugiro um exercício bem simples, que é anotar tudo o que está sentindo e o que uma situação desconfortável causa em você e, depois, com calma, reflita sobre cada item anotado.

Buscar motivações: o estresse é visto como negativo, no entanto o estresse agudo, ou seja, o que é momentâneo, é importante para você buscar novos planos, e sair do piloto automático. Assim busque ter planos claros e possíveis para cada das suas metas e, caso o plano A não dê certo, vá com confiança para o plano B.

Trabalhar a empatia: para ter empatia, você precisa sentir as emoções. Se você não se permite sentir emoções, como conseguirá detectá-las em outras pessoas? Faça um esforço consciente, atenção em você para se conhecer. Depois atenção plena com a pessoa que estiver na sua frente, vale a pena, afinal a empatia é uma fonte construtora de relacionamentos.

Cris Kerr, CEO da CKZ Diversidade, consultoria especializada em Inclusão & Diversidade

Roche lança desafio de startups para encontrar solução que facilite diagnóstico de doenças raras

Atualmente, diagnósticos precoces e assertivos são dois dos grandes problemas relacionados a doenças raras no Brasil, prejudicando o cuidado com o paciente e tendo forte impacto no sistema de saúde. Tendo em vista estas questões, a Roche promove com a Eretz.bio o Desafios Plurais – a vida de cada paciente é singular, nosso desafio é plural, que busca pessoas físicas ou empresas, mesmo startups, que possam apresentar soluções para facilitar diagnósticos precoces de doenças raras voltadas para atenção primária e que possam ser replicáveis em grande escala. As inscrições terão início no dia 23 de setembro de 2020.

De acordo com o Ministério da Saúde, considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas convivem com algum tipo de doença rara. “Em geral há uma demora de até 7 anos para um diagnóstico, depois de 2 ou 3 análises imprecisas. E diagnóstico errado, significa agravamento da doença. Além disso, estima-se que 25% das pessoas nem saibam de sua condição. Por estas razões o Desafios Plurais é tão importante. A Roche reforça o seu compromisso com a inovação na busca por respostas para não deixar nenhum paciente para trás”, ressalta João Paulo Magalhães, Diretor da Unidade Specialty Care na Roche.

Os candidatos do desafio devem atuar nos seguintes pilares: recurso para suspeita da doença rara; impulsionar o diagnóstico precoce; maior centralização das informações ligadas aos diagnósticos; suporte ao corpo clínico na tomada da decisão médica; destinação/encaminhamento correto para especialistas. Não serão válidas soluções prontas que não estejam disponíveis para adaptação e/ou customização e novos testes de diagnósticos. Algumas doenças são prioritárias nesta iniciativa. Entre elas estão Esclerose Múltipla, Hemofilia, Neuromielite Óptica, Atrofia Muscular Espinhal, Fibrose Pulmonar Idiopática, Doenças Inflamatória Intestinal (RCU e Chron) e Doenças da Retina (DMRI ou EMD).

O processo seletivo será realizado por uma comissão de avaliadores formada por especialistas técnicos e de negócios da Roche e potencialmente por outros parceiros que garantirão total imparcialidade aos participantes.

O projeto vencedor do Desafios Plurais terá a possibilidade de ter a solução validada quanto à sua usabilidade e aplicação no setor de saúde por especialistas e pela equipe de inovação do Einstein. Além disso a iniciativa poderá ser escalada em parceiros Roche, podendo ainda ser co-desenvolvida através da rede de networking com executivos da farmacêutica e parceiros internos.

A partir do dia 23 de setembro os interessados terão 28 dias para fazer a inscrição, que deve ser realizada na plataforma http://desafiodiagnostico.wpcomstaging.com/desafios-plurais/ .

Tags, ,

O que podemos aprender com os contadores

Por Bruno Portnoi

Muitos podem não saber, mas o contador, celebrado neste 22 de setembro, têm contribuído, cada vez mais, não apenas para o aprimoramento da gestão e governança corporativa, como para a transparência e integridade, anseios irreversíveis da sociedade contemporânea. Exemplo muito claro da relevância e ampliação do significado de seu trabalho verifica-se no cenário da pandemia da Covid-19, que desestabilizou pessoas e empresas de seus eixos.

Hoje, em todas as frentes, seja atuando na preparação de balanços contábeis, no atendimento a pessoas físicas ou desempenhando a função de auditores independentes, os contadores operam cada vez mais como consultores e orientadores de boas práticas. Muito do tempo que despendiam anteriormente com tarefas manuais (como as entregas fiscais), converteu-se em conhecimento, capacidade analítica e crítica e melhor uso de suas habilidades – indispensáveis neste momento atípico que vivemos, no qual as tomadas de decisão devem ser rápidas e assertivas.

Parte desses créditos vai para o Certificado Digital, que aplica-se de maneira muito adequada e pertinente à contabilidade, conferindo praticidade e segurança no cumprimento de obrigações tributárias e acessórias de empresas, à declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas, à interação com autoridades e organismos reguladores, assinatura digital de documentos, além de outros benefícios. Por meio desta tecnologia, essas interações podem ser feitas no meio virtual, com apenas alguns cliques e total respaldo jurídico.

Sem dúvidas, o cenário atual é de desafio imenso para os contadores. Felizmente, os profissionais e empresas do setor, em mais uma demonstração do grau de excelência que a atividade atingiu no País, têm conseguido fazer frente à inusitada demanda, fazendo o possível para contornar e enfrentar crise sem precedentes. Mais do que nunca a contabilidade foi sinônimo de resiliência e com certeza, depois que tudo isso passar, assim será lembrada. Diante de tudo isso, é nosso dever parabenizar os contadores por este dia e agradecer-lhes por toda a dedicação ao ofício.

Bruno Portnoi, Diretor de Marketing e Vendas da Certisign

Tags, , , ,

Startup israelense apresenta máscara de “proteção integral” contra Covid-19

A startup israelense de inovações médicas ViriMASK patenteou uma máscara para filtragem submicrônica de ar que viabiliza o uso prolongado e atinge um nível de proteção anti-Covid capaz de viabilizar o fim do isolamento.

Em Israel, a máscara está sendo proposta como um “equipamento de isolamento móvel” por proporcionar vedação para a boca, nariz e olhos, sem deixar qualquer espaço para a circulação do vírus nas partes sensíveis do rosto.

Seu filtro garante o bloqueio de 99,25% das micropartículas existentes no ar externo e impede a contaminação de terceiros por parte do usuário.

Até o momento, o máximo de retenção alcançado pela indústria para máscaras de uso cirúrgico fica no limite de retenção de 99%, mas os modelos vigentes não trazem a proteção óculo-nasal.

A máscara pode ser higienizada, o que permite que seja compartilhada. O chassi original tem durabilidade por tempo indeterminado, enquanto que o filtro só necessita ser trocado a cada 60 horas de uso.

Com isto, além de atender a linhas de frente como ambulatórios, hospitais clínicas e centros cirúrgicos, a máscara se ajuda as empresas que necessitam proteger grupos de usuários em diferentes situações, tais como passageiros aéreos e operários de ambientes de risco.

O projeto de design eliminou vãos existentes nas bordas das máscaras convencionais que servem de entrada e saída para o vírus. A área de contato com o rosto é guarnecida por um elastômetro antialérgico que não agride a pele e oferece conforto compatível com a utilização por longos períodos.

Seu nível de ventilação é cinco vezes superior ao da N95 ou da N99, com fluxo livre de ar, apesar da filtração rigorosa, e sem comprometimento da fala. Nas máscaras convencionais, o represamento do fluxo nasobucal provoca a retro respiração de gás carbônico, gerando sensação de estresse e dores de cabeça num uso mais prolongado.

Enquanto as máscaras atuais conseguem reter partículas com um mínimo de 0,30 mícron de diâmetro, o produto israelense retém corpos inertes no ar com dimensões de 0,10 micron (menor que o tamanho isolado de um único exemplar do Coronavírus, de 0,12). Em geral, o vírus se apresenta em gotículas ou aglomerados em torno de 0,3 mícron.

Cidades livres de lockdown

O cientista Noam Gavriely, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da ViriMASK, é professor do Technion – Instituto de Tecnologia de Israel – e especialista em fisiologia respiratória. Ele participou da comissão que criou as máscaras anti-gás de uso urbano distribuídas pelo Exército para toda a população Israelense a partir das ameaças de armas químicas à época da Guerra do Golfo.

Ele explica que a máscara foi criada inicialmente visando a comunidade médico-hospitalar envolvida no combate à pandemia. “Entendemos que as máscaras N95 não são suficientemente seguras para um vírus tão pequeno como o Covid. Em um ambiente contaminado, o nível de proteção que oferece é insuficiente”, explica o cientista. A máscara, após ser adotada no segmento hospitalar israelense, seguiu para Europa, África, EUA, América Latina e Austrália.

Segundo ele, apesar do preço inicial maior, no médio prazo as novas máscaras, computando as trocas de filtro, terão um custo final 50% menor do que as máscaras N95/N99 (que são descartadas pelo usuário após 4 horas de utilização).

A unidade custa U$70, com redução de preço unitário nas vendas em escala. O produto vem acompanhado de duas unidades filtrantes, para um total de 120 horas.

Tags, , , ,

Fonte de receita bilionária do Sebrae é constitucional? STF decide na quarta (23/9)

No momento em que o País debate o quanto o Estado deve invadir a esfera privada para, por meio de elevada carga tributária, sustentar estruturas ineficientes e loteadas politicamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá, na próxima quarta-feira (23/9), se é constitucional ou não o uso da folha salarial das empresas como base de cálculo para a cobrança da contribuição que sustenta o Sebrae.

A questão, levada à Suprema Corte por meio do Recurso Extraordinário 603.624, deve-se a uma alteração sofrida pela Constituição Federal em 2001, quando a Emenda Constitucional nº 33 alterou a redação de seu artigo 149, incluindo, em seu parágrafo segundo, as regras para o cálculo das contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico (CIDE).

Com a aprovação da EC nº 33, a redação que passou a vigorar definiu que “as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico (…) poderão ter alíquotas ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro, ou específica, tendo por base a unidade de medida adotada”.

De modo amplo, a discussão que se trava no STF é se o rol de bases de cálculo mencionadas na redação é exemplificativo, em razão do tempo verbal empregado “poderão”, ou se é taxativo e apenas o que consta no texto poderá servir como base para o cálculo das contribuições.

Única magistrada a votar em sessão realizada no último dia 17, a redatora, ministra Rosa Weber, concluiu que a cobrança é inconstitucional e deve ser revogada. Após o voto da redatora, a sessão foi encerrada pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux, e deve ser retomada na próxima quarta-feira (23/9).

Precedente vinculante

Não é a primeira vez que o STF se debruça sobre a redação do parágrafo segundo do artigo 149 da Constituição. Tanto que o polo que defende a inconstitucionalidade da cobrança conta com apoio da Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF), do Grupo de Debates Tributários do Rio de Janeiro (GDT-RJ) e do Projeto Jurisprudência Tributária (PJT), que assinaram carta aberta em que lembram “o caráter taxativo ou exemplificativo do referido rol de bases de cálculo já foi enfrentado pelo STF, no âmbito da Recurso Extraordinário nº 559.937, resultando em precedente vinculante”.

Na ocasião, a questão jurídica que precisou ser definida residiu em saber se as contribuições da PIS/COFINS para importação somente poderiam incidir sobre uma das bases previstas no artigo 149, caracterizando rol taxativo, ou se poderiam incidir sobre outros valores não listados no dispositivo, o que o tornaria exemplificativo.

Ao examinar a questão, a Suprema Corte, por unanimidade, asseverou o caráter taxativo do referido rol de bases de cálculo e, em razão dessa taxatividade, estabeleceu a impossibilidade de que quaisquer contribuições sociais e CIDEs incidam sobre bases de cálculo diferentes daquelas que passaram a constar do artigo 149.

A carta aberta lembra que, quando da decisão, o STF foi além de afirmar o caráter taxativo das bases de cálculos e refutou a suposta natureza exemplificativa daquele rol. Segundo o documento, o a análise do acórdão permite constatar “que há precedente vinculante do STF, formado por unanimidade e em sede de repercussão geral, pelo caráter taxativo do rol de bases de cálculo previsto no artigo 149, parágrafo 2º, [inciso] III, [alínea] “a”, da CF/88 [Constituição Federal de 1988], razão pela qual não há espaço para que a legislação ordinária que rege as contribuições sociais gerais e as CIDEs adote outras bases não previstas nesse dispositivo.”

Segurança jurídica

De acordo com o advogado Carlos Amorim, do Martinelli Advogados, banca responsável pelo leading case que questiona a constitucionalidade da cobrança, muito estará em jogo na próxima quarta-feira, no plenário do STF.

“A Suprema Corte também terá a oportunidade para decidir se o Brasil quer ter dois pesos e duas medidas quando o assunto envolve altos interesses políticos, ou se poderá contar com um ambiente de negócios saudável, no qual haverá respeito ao que diz a Constituição Federal”, afirma Amorim. “É preciso garantir segurança jurídica nessa tomada de decisão.”, complementa o advogado.

Além da carta aberta da ABDF, GDT-RJ e PJT, que identifica precedente vinculante ao caso, o Martinelli Advogados conta com parecer do professor de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Humberto Ávila. No documento, o jurista parte da análise sintática do enunciado para apontar o caráter taxativo do parágrafo segundo do artigo 149. Segundo ele, diferentemente do vem sendo debatido nos meios jurídicos e imprensa especializada, não é a locução verbal “poderão ter” que deve ser levada em conta para a definição do caráter exemplificativo ou taxativo do artigo, mas sim a construção verbal “tendo por”.

“A leitura atenta do enunciado normativo objeto de interpretação permite facilmente constatar que o emprego da locução verbal ‘poderão ter’ se dá com referência exclusiva às alíquotas, que podem ser ad valorem ou específica, não às bases de cálculo sobre as quais serão aplicadas as alíquotas ad valorem. Para essas bases de cálculo, serve-se o enunciado normativo da construção verbal ‘tendo por’”, escreve o acadêmico.

O professor da respeitada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco ressalta que o texto constitucional define para a base de cálculo da contribuição uma “enumeração finita demarcada pelo uso da partícula disjuntiva ‘ou’ e do conectivo ‘e’, assim gerando um rol de natureza taxativa”.

Segundo Ávila, o uso do “ou” delimita “uma série finita de elementos alternativos (faturamento, receita bruta ou valor da operação)”, enquanto que o conectivo “e” individualiza “uma alternativa de aplicação específica (valor aduaneiro, no caso de importação)”, pondo “termo à lista”.

Na avaliação do jurista, “conclui-se que, optando a União por instituir alíquotas do tipo ad valorem ou específica, o modo pelo qual deverá aplicá-las é adotando – tendo por base – uma das respectivas modalidades de cálculo previstas no inciso”.

Outro argumento relevante levantado no parecer refere-se à natureza do Direito Público, na qual os entes federados só podem fazer aquilo que a Constituição autoriza a fazer, diferentemente do que acontece no Direito Privado. “Não há, no âmbito do Direito Público, especialmente no âmbito específico do Direito Tributário, uma regra geral inclusiva que autorize ao Poder Público fazer tudo quanto não esteja proibido, como sucede no âmbito do Direito Privado”, destaca o professor da USP.

Instituição bilionária

Com receita de R$ 3,776 bilhões em 2019, o Sebrae conta com Contribuição Social Ordinária, retida compulsoriamente na proporção de 0,6% da folha salarial dos trabalhadores das empresas de todos os setores produtivos, como sua principal fonte de recursos. Os valores são, também, distribuídos entre a Apex-Brasil e ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial). O Sebrae fica com a maior parte do montante, ou seja 87,75%.

Em 2019, apenas uma parcela do valor arrecadado, R$ 2,762 bilhões, foi para as despesas com transferências, programas e convênios destinados à finalidade do órgão: apoiar micro e pequenas empresas. Mesmo com altas despesas com pessoal, encargos e benefícios sociais da ordem de mais de R$ 180 milhões, além de gastos com serviços profissionais de terceiros de quase R$ 155 milhões e outras despesas milionárias, o órgão conseguiu ainda economizar e investir no mercado de capitais, só nos últimos dois anos, quase meio bilhão de reais. Em 2018, já havia superávit de R$ 120 milhões e, em 2019, a mesma rubrica somou R$ 425 milhões. A esses valores, ainda, acrescentam-se superávits obtidos em anos anteriores, resultando, no ano de 2019, em um “lucro” acumulado de R$ 3,695 bilhões, alcançando um ativo total de R$ 4,684 bilhões.

O estatuto do Sebrae é claro quanto à determinação de que seus recursos sejam “aplicados integralmente na manutenção de seus objetivos institucionais, vedada à distribuição de qualquer parcela de seu patrimônio, de sua renda e de eventuais saldos, superávits ou resultados, a qualquer título”.

No entanto, parte significativa do que é arrecadado pelo Sebrae da iniciativa privada, mais especificamente da folha de salários das empresas, tem deixado de ser aplicada na finalidade do órgão. No exercício fiscal findo em dezembro de 2019, R$ 2,467 bilhões da entidade encontravam-se investidos em fundos de investimentos, sem trazer qualquer tipo de retorno às PMEs.

Amorim, por sua vez, deixa claro que o objetivo da declaração de inconstitucionalidade da cobrança não implica, como se tem argumentado, na extinção do órgão. “Com mais de R$ 4,6 bilhões em ativos e um caixa que supera os R$ 4,1 bilhões, a entidade tem todas as condições de se reorganizar para buscar, dentro do respeito à Constituição, novas e mais adequadas fontes de recursos”, alerta o advogado.

OLX Brasil abre mais de 60 vagas

A OLX Brasil, uma das maiores plataformas de compra e venda online do país, está contratando mais de 60 profissionais para atuarem em áreas como tecnologia, financeira, compliance, recursos humanos e comercial, tanto no escritório do Rio de Janeiro como no de São Paulo.

Apesar da pandemia, a OLX manteve seus planos de contratação para 2020 e continua a gerar novos postos no mercado. O processo seletivo foi adaptado para o formato 100% digital e, por enquanto, os colaboradores estão trabalhando em formato de home office.

Neste ano, a empresa já contratou 95 profissionais. Uma das áreas que mais cresceu na OLX foi a Liga de Segurança, formada por uma equipe multidisciplinar com mais de 160 pessoas, entre especialistas digitais, analistas de dados, juristas e desenvolvedores, que atuam em todos os elos do ecossistema da OLX. A Liga de Segurança teve crescimento de 43% no número de colaboradores em 2020 e triplicou seus investimentos com foco em tecnologia e desenvolvimento de soluções.

“Nossa equipe de Segurança e Qualidade tem a missão de prover um ambiente mais confiável e seguro para os mais de 7 milhões de usuários diários da plataforma atuando na prevenção de incidentes e promovendo as melhores práticas de negociação”, explica Beatriz Soares, gerente da liga de qualidade e segurança da OLX Brasil.

Saiba mais sobre as oportunidades abertas na empresa em http://olxbrasil.recruiterbox.com/.

Como unir a tecnologia ao setor de RH em uma empresa

Por Eduardo Hupfer, Product Manager da Connekt

No lugar de papéis, de currículos, de documento e contratos estão arquivos digitalizados. As pastas físicas, hoje, estão todas armazenadas nas nuvens da internet. No lugar da busca “a pé” de empregos e das dinâmicas e entrevistas de emprego presenciais, estão as plataformas inteligentes capazes de recrutar e pré-selecionar candidatos. O setor de RH passou por inúmeras transformações tecnológicas nos últimos anos e ficaria horas aqui para listar todas elas. Mas, uma preocupação recorrente deste movimento é: Para onde vai a humanidade dentro do novo cenário tecnológico dos RHs?

Apesar de assistirmos um setor cada vez mais alinhado com a transformação digital, posso afirmar que a área de ‘Recursos Humanos’ sempre contará conosco. A tecnologia entrou para o setor não para sumir com empregos ou substituir pessoas, como acreditavam que seria na Inglaterra durante a segunda metade do século XVIII, com a revolução industrial, mas para fazer com que as pessoas se dediquem mais a questões estratégicas e menos às questões operacionais.

Veja o momento que atravessamos com o avanço da pandemia do coronavírus e no reflexo dela no psicológico das pessoas, na economia e no mercado de trabalho. Dentro das empresas, por exemplo, as equipes de RH se uniram a outros setores como de TI e o financeiro e tomaram um papel fundamental no que diz respeito à responsabilidade corporativa, trabalhando em ações para cuidar dos colaboradores, reter talentos e diminuir custos. Sem dúvidas, as empresas que já tinham uma base tecnológica melhor estabelecida, saíram na frente.

Nas mais arcaicas, a barreira que existia entre tecnologia e setor causou danos à equipe, nas lideranças e, às vezes, na própria saúde financeira da empresas. Muitas não souberam migrar seus negócios para o ambiente virtual, não conseguiram modificar padrões de contratação de funcionários e mal se adaptaram ao home office, processos que já soavam como comuns em empresas mais atualizadas.

Como em outros segmentos, ressignificamos a pandemia a um momento de oportunidade, vimos ela acelerando processos que demorariam anos para de fato, ocorrer. Hoje, consigo ver o setor de RH mais desenvolvido e com perspectivas positivas para o futuro do que há seis meses eu via. As empresas voltaram a falar sobre as tecnologias, sobre adesão ao home office e o distanciamento de escritórios físicos. Além disso, sobre a importância de um setor de tecnologia bem formado e desenvolvido, a necessidade de atualização e aperfeiçoamento de processos, as atualizações de aplicativos e ferramentas que auxiliam no desenvolvimento do trabalho, com a personalização de tarefas e dando espaço a novas estratégias de Inteligência Artificial, analytics, big data, marketing de atração, geolocalização, vídeo conferências, entre outros.

A nova realidade do RH não é só a de selecionar colaboradores de maneira mais assertiva, de reunir documentos no espaço virtual ou incorporar conceitos de TI. Em resposta ao título do artigo, a tecnologia vem como uma ferramenta que permitirá que o foco das pessoas sejam em olhar uma para as outras. Na formação profissional, no desenvolvimento da carreira, saúde e inteligência emocional, trazendo valores como empatia, resiliência, parceria e conexão ao universo corporativo.

Será que agora estaremos inseridos em empresas um pouco mais humanas do que as que existiam na época de nossos pais? Mesmo que ainda tenha muito caminho pela frente, já estamos assistindo um novo movimento onde as empresas perceberam a relação de troca com os colaboradores, não apenas uma relação simplista de exploração de trabalho. ao substituir o trabalho repetitivo e sem significado, o RH está caminhando para um espaço que a tecnologia nunca tomará para si: o de pensar nas pessoas, afinal, a tecnologia vem como uma parceira em nosso trabalho, para servir de ferramenta para qualificar o que viemos fazendo até aqui e dar mais espaço aos Recursos Humanos.