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Pesquisa aponta que 42% dos negócios que atuam 100% com delivery aumentaram os preços para o consumidor

Entre 12 de agosto e 8 de setembro, a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em parceria com a Galunion Consultoria e o Instituto Foodservice Brasil (IFB) promoveu a nova pesquisa da série Covid-19. O levantamento contou com 800 empresas de diversos perfis, de redes a independentes, em todos os estados brasileiros, que representam 22.907 lojas, sendo que 67% estão localizadas nas ruas e outras 22% em shoppings e centros comerciais. Um novo recorte traz informações sobre as marcas e operadores que atuam 100% com delivery, evidenciando o perfil e as oportunidades deste modelo de negócio. Entre os ouvidos, 88% são operadores independentes, 46% surgiram durante a pandemia e 67% operam como MEI (Microempreendedores Individuais).

Quando questionados sobre o local de atuação, 77% dos ouvidos estão localizados na região Sudeste do Brasil. Entre as principais culinárias que atuam com foco no delivery, 18% são estabelecimentos que vendem doces, bolos e chocolates; 17% pizzas, 14% são de comida brasileira caseira ou variada, 8% sanduíches (hambúrguer, cachorro-quente, frango frito, tacos, wraps e sanduíches variados) e 7% açaí e sorvetes. O peso da inflação e a manutenção das medidas de ajuste e digitalização também apareceram com força nesta edição da pesquisa. Acomodar os aumentos de eletricidade, combustível e até produtos alimentícios foi uma tarefa que exigiu diversas abordagens, principalmente o aumento de preços ao consumidor, realizado por 42% dos ouvidos. Além disso, 50% revelaram que fizeram ajustes nos cardápios nos últimos seis meses.

Para Fernando Blower, diretor executivo da ANR, o food service já sente fortemente o impacto da inflação. “É preciso analisar dois momentos no contexto da pandemia. O primeiro, quando todo o setor foi fechado por mais de 100 dias em 2020 e encontrou no delivery o único modo de sobreviver. Agora, mais recentemente, o setor está aberto e na maior parte do País já opera sem restrições. Mas o movimento não voltou ao período pré-pandemia e a inflação já impacta os negócios. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação da alimentação no setor chegou a 13,27%, sendo que o índice chegou a passar de 30% no caso de proteínas e embalagens. Embora o setor tenha tentado segurar ao máximo, não há como achatar as margens e os estabelecimentos acreditam que serão obrigados a repassar alguns valores aos consumidores”, afirma Blower.

Sobre os tipos de lançamentos como estratégia para se destacar da concorrência e aumentar a rentabilidade no mercado de Food Service, as redes ouvidas diversificaram bastante nesta questão. Neste caso, 47% optaram por produtos para reduzir os custos de CMV (Custo de Mercadorias Vendidas), 33% investiram em comida saudável, 20% em produtos de fornecedores locais ou artesanais, 17% em produtos identificados como feitos com produtos naturais e 17% em plant-based, os alimentos veganos a base de plantas. Um dado curioso revela por qual tipo de abastecimento os negócios estão optando para atuar por meio do delivery. Com base nesta questão, 66% recorrem a supermercados e mercados locais, 46% distribuidores especializados, 35% atacados e cash&carry, indo retirar no local; além de 29% que recorrem ao e-commerce ou marketplaces.

“A entrega de refeição passa a ser uma estratégia básica e fundamental para todos os operadores que atuam no mercado de Food Service. E a gente não pode esquecer que o delivery é uma nova ocasião de consumo. Dessa forma, o consumidor que deseja o delivery, normalmente não sairia para ir buscar o produto no estabelecimento. Então essa questão de você poder atendê-lo quando está dentro de casa, fazendo alguma atividade que o leva a pedir uma refeição, ou ele está no escritório também com esta necessidade, faz com que diferentes negócios, como é o caso das padarias que atendem em todos os momentos do dia, percebam uma oportunidade e um novo canal de vendas para melhorar o faturamento. Além disso, ainda há novas oportunidades para o setor. Na pesquisa, 41% gostariam de incorporar novas marcas virtuais, outros tipos de serviços e ofertas de produtos dentro do local atual, 40% vão investir em cloud ou dark kitchens e 36% estão procurando pontos para expandir”, explica a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.

Dados Gerais do Delivery

Levando em consideração a pesquisa completa, e não apenas os modelos de negócios 100% delivery, há novas perspectivas. Mesmo com a retomada gradativa dos salões, o delivery continua a representar uma parcela significativa do faturamento do setor. Segundo a pesquisa, a participação saltou de 24% pré-pandemia para 39% em média atualmente. Além disso, 85% dos estabelecimentos pretendem manter este canal de vendas.

“Os desafios impostos pela pandemia ao setor, somados ao avanço do delivery e plataformas digitais, aceleraram e trouxeram novas oportunidades a milhares de pessoas que perderam suas rendas e possuem um perfil empreendedor. Este é um dos movimentos transformacionais da indústria de Foodservice nesse novo momento”, comenta Ely Mizrahi, presidente do IFB.

A pesquisa mostrou ainda que o Foodservice brasileiro continua a atrair investimentos, com 31% dos bares e restaurantes buscando pontos para expandir e 30% buscando incorporar novas marcas virtuais, outros tipos de serviços e ofertas de produtos dentro do seu local atual. Dentre as estratégias futuras, merecem destaque ainda:

Neste sentido, as dark/cloud kitchens (restaurantes são atendimento presencial) são a principal estratégia em análise, embora o setor ainda busque se informar melhor sobre esta abordagem, como mostra o gráfico.

Uma maior profissionalização no abastecimento é outra oportunidade detectada pela pesquisa, uma vez que 60% dos respondentes ainda fazem compras em supermercados e mercados locais, que, de forma geral, apresentam custos menos competitivos e condições logísticas e de pagamento menos atrativas.

Para a retomada, as principais expectativas de bares e restaurantes em relação a seus fornecedores são: produtos com melhor custo/benefício (83%), incentivo financeiro (crédito, prazos – 46%), mais inovação em produtos e soluções (38%), informações relevantes, treinamento e inspirações práticas (25%), além de custar mais (24%) e ajuda com transformação digital (23%).

Cartão de criptomoeda é lançado pela Crypto.com e Visa no Brasil

A Crypto.com anuncia hoje que iniciará a emissão do cartão Crypto.com Visa no Brasil, após os lançamentos em Cingapura, Estados Unidos, Europa, países da Ásia e Pacífico, Canadá e Austrália, que permitirá aos usuários converter suas criptomoedas em reais para uso em pagamentos em todos os lugares em que a rede Visa é aceita. A confirmação ocorre apenas sete meses depois de a empresa revelar a parceria global com a Visa. Em conjunto à Austrália, o Brasil se torna o segundo país em que a Crypto.com é um membro principal da rede Visa.

Agora, a Crypto.com será capaz de emitir diretamente os seus próprios cartões Visa no país. Além disso, a novidade marca mais um grande passo na missão da companhia de acelerar a adoção de pagamentos com criptomoedas por meio da expansão global de seu programa de cartões. Com o cartão da Crypto.com, os consumidores brasileiros poderão converter as suas criptomoedas em reais para usar em diversos pagamentos nos lugares onde a Visa é aceita.

O cartão Visa Crypto.com inclui benefícios como até 8% de reembolso em todos os gastos. O programa do cartão também oferece reembolsos de 100% no Spotify, Netflix e Amazon Prime, além de não possuir cobrança de tarifa ou anuidade.

De acordo com um estudo recente encomendado pela Crypto.com, um em cada três brasileiros que ainda não investiu em criptomoeda disse que estaria pronto para fazer esse investimento se tivesse um cartão que permitisse fazer saques em um caixa eletrônico. Enquanto isso, mais de um quarto dos entrevistados disseram que estariam prontos para investir em criptomoeda se pudessem converter e usar esses recursos para fazer compras online ou pessoalmente usando um cartão.

“O Brasil é um mercado importante para a Crypto.com”, diz o cofundador e CEO da Crypto.com, Kris Marszalek. “Continuaremos a trazer nossos produtos e serviços para usuários de criptomoedas no Brasil. À medida que continuarmos expandindo para mais mercados, e como parceiro principal da Visa, como no país, acreditamos que os clientes poderão se beneficiar do nosso programa de cartão, desbloqueando seus valores em cripto para pagamentos e recebendo cashback em cripto sempre que usarem os seus cartões”.

“Não é uma surpresa que o Brasil foi o primeiro país da América Latina. Sabemos do ‘apetite’ dos brasileiros por inovação e trabalhamos juntos para criar soluções que realmente dêem oportunidades de novas experiências de consumo no ecossistema de cripto, e com a comodidade e segurança dos cartões Visa”, afirma Eduardo Abreu, vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil.

Tudo isso ocorre em um momento crucial para a Crypto.com. A empresa teve um grande crescimento nos últimos 12 meses e dobrou sua equipe para 2.600 funcionários em todo o mundo. Também viu a base de usuários crescer cinco vezes, para mais de 10 milhões. No terceiro trimestre de 2021, o aplicativo Crypto.com se tornou o aplicativo nº 1 nos EUA no Google Pay.

Em maio deste ano, a Crypto.Com começou a localizar seus produtos para usuários no Brasil com o lançamento de transferências bancárias em BRL sem tarifas, o uso do Real como moeda no aplicativo Crypto.com e oferecendo o português brasileiro como opção de idioma no aplicativo e no Exchange. Os reais podem ser depositados usando transferências TED, DOC ou PIX.

Cuy Sheffield, head de cripto da Visa, acrescenta: “Queremos servir como ponte entre o ecossistema de cripto e a nossa rede global de 80 milhões de estabelecimentos comerciais. Estamos felizes e animados em trabalhar com plataformas como a Crypto.com, que está buscando tornar mais fácil para os usuários o uso de seus saldos de moedas digitais em qualquer lugar que Visa seja aceita”.

Raffaella Bottini é a nova diretora de People Operations na Nuvemshop

A Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América Latina, segue reforçando seu quadro de executivos e anuncia a chegada de Raffaella Bottini como nova diretora de People Operations & Analytics. A executiva será responsável por people experience e facilities, processos, gestão de desempenho e análises estratégicas de pessoas.

“Com o crescimento acelerado da Nuvemshop, é fundamental ter um olhar estratégico para as pessoas e para os processos. Estou muito feliz por poder desenvolver essa área tão importante para que nossa missão de reduzir as barreiras do empreendedorismo na América Latina seja alcançada”, afirma Raffaella.

Com mais de dez anos de experiência, Raffaella trabalhou como head de Vendas e Desenvolvimento de Negócios no QuintoAndar e já atuou em empresas como Google e Dow AgroSciences. É formada em engenharia pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em psicologia pela Cogni-MGR e em marketing pela Ibramerc. Além disso, está em formação como master coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching.

A contratação é mais um reforço da Nuvemshop na construção de uma empresa que se coloca à frente das tendências de trabalho. O objetivo é continuar impulsionando o crescimento dos profissionais em um ambiente no qual possam se motivar com novos desafios, pensar grande e executar com excelência. 

A Nuvemshop está com muitas vagas abertas e está dando todo o suporte necessário aos colaboradores na estruturação do ambiente de trabalho remoto. Além disso, a companhia adota o conceito de “remote first”, em que os mais de 800 colaboradores podem escolher onde querem trabalhar, de acordo com seu desejo pessoal e a necessidade da função.

A chegada da executiva acontece após o anúncio das contratações de Diego Miranda (ex-Uber e iFood), como global head of Product Marketing; Filipi Assis (ex-OLX e RD Station), como novo diretor de Produto de Canais; Juliana Gusmão (ex-Creditas e MetrixLab), como diretora de Talent Acquisition e Daniela Spinardi (ex-McKinsey & Company), como diretora de Canais para a América Latina. 

Nomo, operadora móvel digital, recebe aporte de R$ 14 milhões liderado pela Iporanga Ventures

Com a ideia de oferecer um serviço melhor e mais barato, a operadora móvel digital Nomo estreia no mercado brasileiro de telecomunicações neste mês. A startup acaba de receber um investimento, de aproximadamente R$ 14 milhões, liderado pela gestora Iporanga Ventures e acompanhado pela Norte Ventures. A rodada contou ainda com a participação de Eli Horn, fundador da Cyrela; Ronaldo Iabrudi, co-vice presidente do conselho de administração do GPA; Guilherme Weege, CEO do grupo Malwee; Roy Nasser e família e, ainda, com o investimento de fundadores e executivos de startups como Grow, Stone, Nubank e QuintoAndar.

Fundada em março deste ano, a Nomo nasceu estampando já em seu nome sua missão: tem como origem a expressão no more – ‘não mais’ em tradução livre para o português -, em referência a uma luta pelo fim da dependência e do controle das operadoras que comandam o mercado de telecomunicações brasilero há décadas. Isso porque o Brasil tem hoje mais de 246 milhões de contas de telefonia móvel e 98% das linhas do país estão concentradas nas mãos de apenas três empresas.

“Nossa percepção é que as pessoas andam em círculos entre as mesmas empresas, que no fim, são todas muito parecidas. Faltava uma alternativa, uma operadora que conseguisse fazer algo moderno, que falasse a língua do consumidor e que compreendesse suas reais necessidades”, comenta Henrique Garrido, CEO da startup.

Grande parte do serviço hoje ofertado pela operadora digital foi concebido a partir da interação com potenciais consumidores, abordados sobre o que gostariam de encontrar em uma operadora de telefonia. Como resultado, a startup oferece agora uma experiência facilitada, com serviço a um preço competitivo e total autonomia do cliente para contratar, ajustar ou cancelar pacotes a qualquer momento, tudo pelo aplicativo.

Para Garrido, a transformação efetiva dessa indústria só será possível com um passo para além de tudo que já está posto. “Queremos reconstruir grande parte dos sistemas que hoje sustentam uma operadora de telefonia. É o que temos feito desde o dia 0, com o desenvolvimento de um software próprio. Acreditamos que essa visão revolucionou o setor financeiro e é exatamente o que pretendemos fazer junto ao setor de telecom”, completa.

A operadora tem seus primeiros chips na rua, atendendo a uma parte de sua fila de espera, que hoje já conta com mais de doze mil clientes. Apesar da cobertura nacional, o início da operação tem se dado em São Paulo, na capital, principalmente. Em janeiro, a operadora digital deve expandir sua carteira, atendendo a todos que almejam tornar-se cliente Nomo. Rio de Janeiro deve ser o segundo estado atendido, mas a ideia é crescer rapidamente e, a cada semana, estrear em uma nova praça.

A Nomo é uma iniciativa não apenas de Garrido. Para a empreitada, outros três colegas de longa data se juntaram ao desafio, tornando-se também cofundadores: Gabriel Lima é quem cuida do Produto, Marcos Augusto é o responsável pelo time de Tecnologia e Dados e Pedro Geneze lidera as frentes de Marketing e Growth. Em comum, os empreendedores carregam expertise nas áreas de inovação e tecnologia e passagens pela Stone, uma das principais fintechs brasileiras – foi lá onde se conheceram.

“Montamos a equipe pensando no melhor time possível, com pessoas que já viveram a experiência de fazer uma empresa do zero ao IPO. São profissionais com experiências complementares e que sabem quão duro é tirar uma empresa do papel, montar sua operação e escalá-la”, reforça o CEO. Além dos quatro fundadores, a startup conta hoje com um time de mais de 15 pessoas.

Renato Valente, sócio da Iporanga Ventures que trabalhou no setor de telecom, vê um cenário perfeito se formando. “O mercado é gigantesco e ainda muito concentrado. É clara a insatisfação do consumidor, tanto que cerca de 130 milhões de linhas mudam de operadora todos os anos. A regulação também mostra sinais de avanço e estamos diante de um grande salto tecnológico com a chegada do 5G”, destaca. “Além de tudo isso, encontramos um time que, apesar de vir de outros setores, tem uma experiência que até pouco tempo não existia: são empreendedores que vivenciaram a construção de empresas de tecnologia e sentiram na pele a complexidade que é escalar uma companhia, como ocorreu com a Stone. Sem dúvida alguma, isso foi determinante para a decisão de investimento na startup.”

“Em mercados muito concentrados como este, um timing preciso e o time certo são catalisadores para o surgimento de grandes empresas. Foi assim que o Nubank disruptou o segmento financeiro e entendemos que o de telecom está prestes a vivenciar algo parecido. Com tecnologia de ponta, a Nomo desafia esse mercado e oferece um serviço que deve transformar a relação entre os consumidores e empresas de telefonia”, afirma Guilherme Weege, do grupo Malwee.

Com o montante recebido, a Nomo vai investir ainda mais em tecnologia, produto e marketing. “Nós queremos construir a melhor experiência com a melhor marca. Já temos um produto redondo, e o apoio dos investidores é, sem dúvida, reflexo da confiança nesta aposta. Queremos algo que seja perene e se mantenha relevante e focado no cliente por muitos e muitos anos. Nossa aposta vai além do momento de alta liquidez de mercado”, reforça Garrido.

Pesquisa: 79% dos líderes brasileiros dizem que a pandemia tornou o uso de dados mais crítico para a tomada de decisão

A pandemia tornou a análise de dados atividade prioritária para as tomadas de decisão, disseram 79% dos líderes brasileiros entrevistados pela YouGov a pedido da Tableau, empresa da Salesforce líder em análise de dados. Na média global da pesquisa, apenas 55% dos executivos atribuíram a mesma relevância para o papel dos dados.

Diante do cenário de incertezas impostas pela Covid-19, 67% deles afirmam que seus negócios passaram a utilizar dados com mais frequência desde que a pandemia começou.

A pesquisa Quality Conversations entrevistou 1.977 executivos C-Level de diversos países da Europa, Ásia e Oceania, além do Brasil. O recorte brasileiro do levantamento contou com a participação de 224 executivos do alto escalão para entender como o uso de dados pode auxiliar as lideranças nas conversas de negócio.

O levantamento mostrou que a grande maioria (89%) dos líderes brasileiros concorda que os dados ajudam as organizações a ter conversas de negócios de qualidade, pois reduz a incerteza, ajuda a tomar decisões mais precisas e constrói confiança (88%).

Para os líderes, a pandemia exigiu conversas e reuniões mais objetivas e eficientes

O cenário devastador de perdas humanas e crises econômicas, de fato, exigiu que mudanças e decisões fossem feitas de modo preciso e com celeridade – seja para acompanhar as taxas de contaminação, para aumentar a eficiência dos estoques e da logística das organizações, ou para mudar completamente o modelo de negócio.

Assim, 64% dos entrevistados brasileiros disseram que as conversas se tornaram melhores e mais eficientes neste período. Além disso, 70% dos líderes também afirmaram que foi mais fácil reunir as pessoas para conversas sobre negócios, ao passo que, na média global, apenas 61% responderam o mesmo.

Outro dado relevante é que 70% dos executivos brasileiros acreditam que o isolamento da pandemia ajudou a nivelar a participação de profissionais que anteriormente já trabalhavam de maneira remota com os demais.

A pesquisa também identificou que as lideranças brasileiras sofreram com a falta de momentos de descontração no escritório – como encontros informais, almoços e coffee breaks – 73% deles apontaram que este foi um fator negativo para as conversas sobre negócios.

Executivos brasileiros desejam a democratização dos dados

Considerando o recorte brasileiro da pesquisa, 96% afirmaram ser importante que os departamentos de toda a organização possam acessar os dados para a tomada de decisões. A nível global, a maioria (93%) dos líderes entrevistados deram a mesma resposta, o que indica uma tendência de mercado presente no mundo todo.

Aos brasileiros, quando questionados sobre as habilidades mais importantes para se ter uma conversa de negócios produtiva, 60% responderam que a capacidade de entender insights de dados é importante. A maioria (68%) também disse que possuir a mente aberta e não ter bias cognitivo são habilidades-chave.

Em uma análise comparativa, 70% dos líderes brasileiros disseram que uma conversa de negócios de qualidade leva a soluções práticas como decisões operacionais ou vendas – mas considerando a média global da pesquisa, apenas 47% dos executivos deram a mesma prioridade às conversas.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa Quality Conversations foi conduzida pela YouGov a pedido da Tableau entre os dias 6 e 17 de agosto de 2021. Foram entrevistados 1.977 executivos C-Suite em diversos países: 217 do Reino Unido, 232 da França, 220 da Alemanha, 214 da Espanha, 215 da Suécia, 224 do Brasil, 224 de Singapura, 209 do Japão e 222 da Austrália.

EBANX lança edital de captação de projetos para 2022

O EBANX , fintech com sede em Curitiba (PR), abriu as inscrições para seu edital EBANX Community 2022. Até dia 21 de novembro de 2021, será possível inscrever propostas de todo o território nacional nas áreas de cultura, social, protagonismo feminino, diversidade, empreendedorismo, inovação e tecnologia – verticais que a empresa de pagamentos com atuação global busca apoiar desde sua fundação e que estão alinhados com sua visão estratégica de sustentabilidade e ESG.

Este é o terceiro ano em que o EBANX realiza o edital, investindo em projetos que geram impacto positivo na sociedade, ajudando a conectar mais pessoas com a cultura, a diversidade e estimulando a inovação. Nesta jornada, já apoiou mais de 150 projetos, 27 deles apenas em 2021, alcançando mais de 500 mil pessoas somente neste ano.

“Criar acesso tem sido a grande missão do EBANX desde o início da nossa história, e acreditamos no seu poder para transformar a realidade. Valorizar iniciativas que trazem benefícios à comunidade nos ajuda nesse objetivo, sempre com base em valores tão importantes para nós, como sustentabilidade, conhecimento, igualdade e respeito ao próximo”, diz Alphonse Voigt, cofundador e presidente do Conselho do EBANX.

O regulamento do edital e formulário de inscrição estão disponíveis para acesso no site do EBANX Community. Os projetos selecionados serão divulgados no dia 6 de dezembro de 2021.

Webinar sobre o edital


Para comentar o lançamento do edital e os valores que movem este trabalho, o EBANX irá realizar um webinar no próximo dia 18 de novembro, às 17h. Nele, os participantes poderão tirar dúvidas relacionadas ao programa com o time de Comunidade da fintech. O evento é gratuito e não precisa de inscrição, podendo ser acessado, no dia marcado, pelo link .

Estapar assina contrato para aquisição da Zul Digital

A Estapar , maior empresa de estacionamentos do Brasil, assinou contrato para a compra da empresa Zul Digital , principal autotech da América Latina, que conta com mais de 2 milhões de usuários.

A nova operação, ainda depende de condições precedentes, além da aprovação a ser realizada na próxima assembleia geral da companhia. Além disso, promoverá a associação das partes, que unirão seus esforços e todo o know-how para melhor a oferta de serviços e aprimorar a jornada dos clientes, possibilitando integração e uma ampla gama de serviços.

A união também irá expandir as operações digitais, soluções de tecnologia e a cultura de inovação dentro do ecossistema da Estapar, que passa a ter a maior plataforma marketplace do segmento do país, trilhando o caminho para ser a maior plataforma autotech do segmento a atender os motoristas no país em toda a sua jornada.

Atualmente, a companhia possui cerca de 3 milhões de usuários cadastrados em sua base de dados e no último ano passou por muitas transformações visando a entrega de uma melhor experiência ao consumidor dentro de todos os ambientes e, especialmente, no digital. A empresa passou de 3,4% das receitas provindas da plataforma digital para 12,3%, ressaltando a busca pela evolução constante do negócio.

Agora, com a chegada da Zul Digital em seu portfólio, a Estapar, passa a oferecer aos seus clientes outras facilidades, como pagamento de IPVA, licenciamento e multas, alerta de rodízio com geolocalização, tag para pagamento de pedágio, CRLV digital, informações de valor de mercado para compra e venda de veículos, seguro, entre outros serviços.

Ao longo dos anos, a Estapar passou por uma transformação tecnológica e se tornou pioneira no setor com o desenvolvimento de plataformas digitais. A companhia lançou no ano de 2012 a primeira versão do aplicativo Vaga Inteligente, o primeiro para pagamentos digitais da Zona Azul no mundo. A partir disso evoluiu o modelo de negócio e passou a ofertar reserva de vagas em aeroportos e arenas, contratação de mensalistas online, pagamento do estacionamento via APP, e-wallet, além da gestão de diversas operações digitais de Zona Azul.

A transação entre Estapar e Zul Digital contribuirá ainda mais para o desenvolvimento da mobilidade urbana no país. “Tecnologia e usabilidade fazem parte do nosso DNA, o que gera muita complementariedade com a Estapar e todo o seu ecossistema de mobilidade. Um dos objetivos do deal é exatamente potencializar a cultura de inovação, que já é muito forte dentro da empresa, promovendo mais agilidade. A Zul chega para somar e traz a energia do modelo de negócios de uma startup para dentro de uma companhia já consolidada”, afirma André Brunetta, CEO da Zul Digital.

“A Estapar tem em seu DNA uma característica focada na experiência do cliente, por isso a junção das plataformas vai nos digitalizar ainda mais, além de levar aos nossos clientes uma nova jornada de produtos e serviços dentro do segmento de mobilidade. O futuro é tecnológico, e nós buscamos transformar esse nosso ecossistema para os motoristas, fazendo com que eles tenham diversos serviços em uma única plataforma. Esse é um marco muito importante na estratégia da digitalização da companhia e para a evolução do negócio, transformando ele em uma autotech”, explica o CEO da Estapar.

Divibank recebe novo aporte de R﹩ 28 milhões e mira na retomada econômica

A Divibank , fintech nascida em 2020 com o objetivo de ajudar outras empresas a crescer por meio de sua plataforma que une inteligência e capital, recebeu novo aporte financeiro de R﹩ 28 milhões.

Com foco em relações de longo prazo e recorrência de investimentos, o montante captado junto à Goldfinch – especialista em investimentos baseados em criptomoeda – será usado pela startup para expandir seus financiamentos para os clientes da casa e para ajudar novos clientes a atingirem patamares mais altos com suas empresas. A Divibank está construindo o banco de investimentos da próxima geração para negócios digitais, e a parceria com a comunidade Goldfinch é um passo importante nas suas ambições de crescimento. A tecnologia inovadora e o movimento de Finanças Descentralizadas (DeFi) por trás dos aportes da Goldfinch está alinhada com o objetivo da Divibank de estar na vanguarda de alternativas inovadoras de financiamento e o futuro da Web3.

O anúncio da nova rodada de investimentos vem na esteira do fechamento de outubro – mais um mês de quebra de recordes da Divibank, que cresce, em média, 34% ao mês desde o início das suas operações, triplicou sua receita nos últimos seis meses e aumentou o volume de financiamentos em mais de 10x em 2021. Além do esforço constante de captar novos clientes, como plataforma de aceleração, a startup tem uma enorme preocupação em construir relações duradouras com sua carteira de parceiros. Isso se reflete também nos números, com mais de 72% dos novos pedidos de investimento sendo feitos por empresas já clientes da fintech. O novo aporte liberado pela Goldfinch se soma aos outros R﹩ 20 milhões captados no início de 2021 junto à Better Tomorrow Ventures.

Todo esse cenário favorece a Divibank, mas também é uma ótima notícia para as empresas que contam com a fintech para investirem em marketing digital. Companhias como Dr. Jones, SIGECloud, Foodz e Senior Concierge já são clientes recorrentes da fintech e usam o crédito cedido pela Divibank para expandir a abrangência de seus negócios, conquistar novos clientes e aumentar seus faturamentos. Esses e outros financiamentos recorrentes ajudaram a triplicar a receita líquida da Divibank no últimos oito meses. “Nosso sucesso está diretamente ligado ao crescimento de nossos clientes. Neste momento de retomada, é essencial que as empresas tenham acesso a capital rápido e com precificação justa, para acelerar ainda mais esse crescimento”, afirma Jaime Taboada, CEO da Divibank.

O novo aporte chega também para potencializar os investimentos na retomada econômica pós-pandemia. Com as empresas querendo recuperar as oportunidades perdidas durante o isolamento e o público desejoso por voltar a consumir, a Divibank quer ser protagonista deste momento, democratizando o acesso a capital.

Ranking TOP 100 Open Startups 2021 anuncia as TOP 10 New Trends

No dia 27 de outubro, a 100 Open Startups, principal plataforma internacional de conexão entre corporações e startups, anunciou as TOP 10 New Trends do Ranking 100 Open Startups 2021, que reconhece as startups mais atraentes para o mercado corporativo no país. Prosas | Grantmaking Platform, SenseData, GAT InfoSec, eMiolo. com, Nonadata, CleanCloud, Cerensa, N3urons, Morada da Floresta e LeadFinder foram as startups que se destacaram no setor de novas tendências.

Especificamente entre as startups de New Trends, foram 27 startups com contratos validados de open innovation com corporações nesta edição. Se considerarmos a intensidade dos relacionamentos desenvolvidos com as corporações, as startups do setor alcançaram um total de 1.288 pontos no ranking de 2021.

A indústria que mais se relacionou com as startups de New Trends foi Serviços financeiros, com 13,6% dos relacionamentos, seguida por Serviços Profissionais e Comerciais (10,3%) e Tecnologia da informação e serviços (7,0%).

“Das startups premiadas na categoria, seis são novas em relação ao Ranking 2020, o que demonstra que, o setor de novas tendências têm buscado soluções inovadoras das startups, mesmo sendo um dos mais impactados pela pandemia”, comenta Rafael Levy, CTO e cofundador da 100 Open Startups. As tendências de inovação mais exploradas entre as startups de New Trends foram: Big Data & Analytics, Customer experience e Innovative Business Models for Global Competitiveness.

Apesar da pandemia, a atividade de inovação aberta com startups dobrou no último ano, segundo o Ranking 100 Open Startups. Para a edição 2021, foram declarados 26.348 relacionamentos de open innovation entre corporações e startups, enquanto em 2020 foram 13.433 relações declaradas. Além disso, das mais de 18 mil startups cadastradas, 2.414 tiveram contratos de open innovation com corporações validados para o Ranking 2021, contra 1.310 em 2020, ou seja, mais de 1.000 novas startups geraram impacto nas cadeias tradicionais apenas neste ano.

Tecnologia e Open Finance democratizam acesso a serviços bancários pela população desbancarizada

No Brasil, de acordo com o Instituto Locomotiva, 34 milhões de brasileiros não possuem conta bancária ou a usam pouco – totalizando cerca de 21% da população. No entanto, a transformação digital estimulada pelo movimento Open Finance no País, com a consolidação prevista para setembro de 2022 de acordo com o Banco Central, deve modificar a forma com a qual esta parcela da população interage com as instituições e têm acesso aos serviços financeiros e a crédito.  

Para além do Open Banking, o Open Finance indica a transformação de todas as verticais do ecossistema financeiro, ou seja, de empresas de seguros, câmbio e investimentos. Segundo Fabio Mittelstaedt, head da indústria de serviços financeiros da Microsoft no Brasil, a partir do Open Finance será possível criar um ecossistema de inovação digital no qual instituições financeiras, usuários que já são clientes bancários e a população desbancarizada em pequenos municípios, poderão se beneficiar. “Alguém que mora em uma cidade pequena no interior, por exemplo, vai conseguir fazer tudo que precisa por meio de uma fintech e do uso de aplicativo via celular. Há dez anos os consumidores precisavam ir até um banco para ter acesso a crédito e outros produtos bancários. Hoje em dia, mesmo aqueles que já estavam acostumados com este modelo de operação, estão deixando as agências para resolver suas pendências pela internet”, comenta.  

Ainda, o modelo de pagamento digital PIX, implementado no final do ano passado, bem como o uso de aplicativos mobile pela população para realizar pagamentos, transferências e compras, estão auxiliando o País na construção de uma cultura digital que será essencial para o bom funcionamento do Open Finance.  

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em 2020, mais de 70% das transações já ocorreram via mobile e internet, e o PIX se consolidou como o principal canal digital de transações. “O PIX será integrado ao Open Banking nas fases 3 e 4 reguladas pelo Banco Central e isso faz parte de uma agenda de transformação para evoluirmos no Brasil para uma moeda digital – que está sendo chamado de Real Digital. Com isso, o País conseguirá atender um forte pilar de inclusão financeira”, afirma Mittelstaedt.  

A inclusão financeira é relevante pois tem um forte impacto no futuro da população, uma vez que a falta de acesso a serviços básicos como crédito, possibilidade de fazer compras e transações e de aprendizado na sua própria gestão financeira, pode acarretar na limitação de investimento futuro desta parcela da população e, assim, de seu crescimento econômico.  

Para que esta transformação seja realizada há, portanto, um conjunto de tecnologias que devem ser adotadas a fim de garantir a escalabilidade das operações (uma vez que o ecossistema prevê a entrada massiva de novos usuários on-line), a inteligência de dados e, principalmente, a segurança. De acordo com Rafael d’Ávila, diretor para a indústria de Serviços Financeiros na Microsoft Brasil, os principais recursos e plataformas envolvidos no movimento Open Finance e que devem moldar a demanda nos próximos meses são: a nuvem – como um ambiente que oferece mais escalabilidade, velocidade, capacidade de armazenamento, facilidade de colaboração e segurança de forma nativa; ferramentas de análise de dados (data analytics) – que permitem que as companhias do setor personalizem os seus serviços aos consumidores e tenham insights analíticos para aprimoramentos no modelo de negócios; e a Inteligência Artificial (IA), que otimiza o uso de dados para tomada de decisão dos gestores e permite melhorar a segurança e as análises anti-fraude no decorrer das transações – evitando crimes de lavagem de dinheiro, roubo de credencial e outros tipos de ciberataques.  

Em todas as esferas do ecossistema, a maior inovação será a partir do uso dos dados para a personalização da experiência dos consumidores. Isso permitirá entregar recomendações de aconselhamento financeiro que promoverá o gerenciamento inteligente das finanças, além de propor serviços de forma mais precisa de acordo com a necessidade de cada um e identificar automaticamente anomalias no comportamento do consumidor a fim de bloquear atividades suspeitas. “Para que isso seja realizado em sua plenitude, é necessário o comprometimento dos atores financeiros na integração e colaboração entre eles, no uso de ferramentas de IA e análise de dados robustas, bem como o consentimento dos usuários de acesso aos seus dados respeitando as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), dentro do modelo de gestão de consentimento. Dessa forma, será possível ter uma visão 360º do comportamento do consumidor, tanto para que ele possa melhor gerenciar seus ativos, quanto para recomendações de serviços para pessoas físicas e jurídicas”, comenta d’Ávila. 

Com a visão de incentivar esta transformação, a Microsoft disponibiliza soluções como a Nuvem para Serviços Financeiros que possui aceleradores para o modelo de co-inovação, previsto no Open Finance, que podem reduzir em mais de 80% o tempo de adaptação das empresas e transformação dos bancos e fintechs. Além disso, recursos de análise de dados, Inteligência Artificial, anti-fraude, segurança, gestão de risco, entre outros, fazem parte do escopo de tecnologias que devem suportar toda a operação. “Estamos comprometidos com a inovação do setor no Brasil por meio da combinação de novos modelos de negócios e uso de insights analíticos em nuvem. Estamos confiantes que este será o começo de uma jornada de crescimento e benefícios à população por meio da tecnologia”, finaliza Rafael d’Ávila.   

TOTVS anuncia compromisso de investimento em Corporate Venture Capital focado em startups com alto potencial de crescimento e inovação

Com o objetivo de desenvolver novos mecanismos para aproveitar oportunidades diferentes e inovadoras de investimentos, a TOTVS – maior empresa de tecnologia do Brasil – anuncia compromisso de investimento em Corporate Venture Capital (CVC). O objetivo é destinar R$ 300 milhões, nos próximos quatro anos, para investimentos em startups com alto potencial de crescimento e capacidade de inovação, por meio de aquisições de participações minoritárias.

O fundo de investimento contará com gestão discricionária da Citrino, gestora de recursos habilitada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A TOTVS participará do fundo por meio da indicação de membros a um comitê consultivo que auxiliará a Citrino na avaliação dos investimentos e no crescimento das investidas.

“Nos últimos anos temos ampliado muito nosso escopo de atuação, considerando nossas três dimensões de negócio – gestão, techfin e business performance. Isso aumentou a quantidade de empresas interessantes no nosso horizonte. Ao mesmo tempo, há um boom de startups desenvolvendo novos modelos de negócios e novas tecnologias. A consolidação do fundo é uma forma de unirmos essas duas pontas e desenvolver um ambiente de negócios mais sofisticado”. Afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. “Investir em empresas com alto potencial de crescimento e foco total em inovação por meio de participações minoritárias é um novo recurso interessante para a TOTVS”, complementa.

Sobre os segmentos prioritários, o fundo deve focar os investimentos em startups que atuem nas áreas de saúde, varejo, manufatura, serviços financeiros, agricultura e educação. O fundo vai priorizar empresas com alto potencial de inovação que atuem com desenvolvimento de SaaS (software como serviço) e ou com gestão e tráfego de dados.

“O CVC nos dará uma opção a mais de investimento estratégico e financeiro, num formato minoritário, diferente do modelo de M&A que já trabalhamos. A Citrino atuará como gestora independente e com o poder de decisão, entendemos que esse é o caminho ideal”, finaliza Herszkowicz.

A competitividade será muito maior com o 5G na Indústria 4.0

O painel Redes corporativas privadas 5G: Oportunidades e modelos de operação competitiva de serviços durante a segunda edição do Futurecom Digital Week foi mediada por Juarez Quadros, head da JMQD Advisors – ex-ministro das Comunicações – e contou com a contribuição de representantes da indústria, governo e operadoras de telecomunicações para expor as novas possibilidades de aplicações na indústria, tão aguardadas com a chegada da quinta geração da telefonia móvel no Brasil.

O investimento na infraestrutura de redes e o arcabouço legislativo para que as redes corporativas privadas façam a Indústria 4.0 atingir definitivamente o grau de maturidade para aplicações de missão crítica deram o tom ao debate. Essa questão foi permeada por discussão em torno de como o 5G vai possibilitar as aplicações avançadas com base nas tecnologias de IoT, Big Data, cloud computing e cibersegurança. A comparação seria a de que o 5G trará as características e possibilidades de aplicações das redes fixas B2B para o mundo móvel.

É consenso que a segurança passa a ser uma grande preocupação a partir das novas radiofrequências de 5G leiloadas, com incontáveis possibilidades de negócios. Compartilha essa opinião Débora Bortolasi, diretora da Vivo. “As operadoras de telecomunicações têm a estrutura física e a experiência para possibilitar a comunicação de alta capacidade de dados e velocidade e saberão entender as necessidades de implantação em parceria com os clientes, como já acontece em alguns casos no agronegócio e na mineração no país.”

As redes corporativas privadas 5G vão fazer com que os modelos de negócios com foco na transformação digital se tornem muito mais viáveis, na opinião de Alexandre Dal Forno, head de Marketing Corporativo & IoT da TIM. “A indústria precisa se digitalizar rapidamente e as redes privadas têm essa capacidade, principalmente se olharmos o modelo de compartilhamento de infraestrutura por empresas, que baixa os custos operacionais”, afirma. Para que esse passo seja dado, é necessário que a legislação seja clara em relação ao uso temporário do espectro e do uso do espectro secundário. Essa foi a opinião enfática de Francisco Soares, vice-presidente para Governo da Qualcomm na América Latina.

Do lado da indústria, a expectativa é grande em capacidade de alavancar a economia do setor. Renato Bueno, head de indústria digital para América Latina da Nokia tem a convicção de que o 5G dará aos negócios muito mais qualidade e produtividade em relação ao modelo tradicional. “São inúmeros benefícios que a população e o mercado terão com as novas frequências com serviços de alta velocidade em qualquer lugar.” Bueno fala de redes com tempo de resposta e qualidade que tornarão reais os serviços já testados hoje como, por exemplo, veículos conectados e até autônomos.

Já para o governo, os serviços públicos de qualidade são prioridade para que cidadãos tenham mais acesso à educação e saúde, entre outros, como exemplifica Helio Sant’Ana, assessor da Presidência da República. “As redes privativas de governo ganham um papel muito importante nas metas do leilão do 5G para o cumprimento da conexão das escolas, cobertura nas rodovias federais e diminuir as limitações do cidadão, sem nos esquecermos da segurança dos dados”, afirma Sant’Ana.

Nível de excelência

O meet-up “Combinando os conceitos Lean e as tecnologias da Indústria 4.0 para atingir o próximo nível de excelência operacional” foi além do debate sobre os impactos no chão de fábrica, como normalmente é aplicado o Lean – sistema de gestão que busca aumentar a eficiência e a produtividade reduzindo erros e redundâncias na produção industrial. O grupo de executivos, moderado por Pablo Deivid Valle, coordenador do curso de pós-graduação em Engenharia Industrial 4.0 da Universidade Federal do Paraná, destacou os pontos elementares para atingir a excelência operacional no setor industrial.

Mauricio Mazza, CIO da Mercedes Benz, diz que o processo de renovação do parque fabril da montadora, implantado em 2016, desde então já incluía os conceitos de indústria 4.0 e cloud, combinando com várias tecnologias. E acrescenta que o ser humano continua sendo peça fundamental nesse quebra-cabeça apoiado pelas soluções tecnológicas em todo o processo. “O robô não tem amplitude para ter uma visão geométrica. Trabalhar a capacidade de cognição, a tomada de decisão, a flexibilidade e a potencialização com as tecnologias da indústria 4.0 com os fundamentos 4.0 é 15% mais eficiente do que as linhas originais mecânicas da indústria 3.0. Verifica-se uma qualidade melhor e um produto mais tecnológico, com mais valor para o cliente colocando ser humano no centro”, enfatiza Mazza. “Não podemos ter medo da tecnologia. Vivemos um contexto de mudanças. Precisamos entender como funciona o 5G, a IoT na fábrica e os produtos digitais. A pessoa com conhecimento é essencial, independentemente do que diz o algoritmo”.

Na Bunge há 16 anos e hoje liderando o processo de transformação digital e o Bunge Production System (BPS), Heitor Cauneto, diretor Global Manufacturing Excellence, também concorda que o colaborador deve estar no centro. “A tecnologia existe e é muito útil, mas não faz a reunião, não diz em qual ação você tem que executar. É preciso mindset e disciplina, planejamento de manutenção para a próxima semana. É preciso andar em paralelo para alcançar um processo estável, uma maturidade da gestão, em conjunto com a rotina lean para atingir a eficiência desejada”. É um trabalho em conjunto também de convergência IT e IoT para conectar o chão de fábrica e os negócios da empresa, mantendo gestão de dados e segurança”.

Já Ana Paula Corazzini, diretora de TI da Elgin, destaca a importância da transformação digital nas várias linhas de negócios da companhia genuinamente brasileira, prestes a completar 70 anos. “A fábrica nasce desde o olhar para o mercado e para o que o consumidor espera. Temos que ter qualidade e sinergia em todos os níveis e olhar a trilha de ponta a ponta”. Para Ana Paula, o conceito lean nasce na indústria e permeia várias frentes de eficiência operacional, com o ser humano exercendo um papel mais analítico, consultivo e preditivo”.

“A convergência de IT e IoT tornou-se essencial para que as empresas sejam mais competitivas junto aos seus processos. É importante identificar casos de uso, alinhar a estratégia da empresa e roadmap futuros. Para tanto, é necessária uma avaliação dos sistemas em uso, níveis de autonomia recursos disponíveis, skills, assim como definições de padrões a serem adotados e provas de conceitos (POC) para solidificar os conhecimentos colhidos”, defende Gerson Freire, diretor de Enterprise da Dell.

Responsável pelo setor industrial da IBM, Claudia Muchaluat, sócia e líder do setor industrial da IBM Consulting Brasil, tem a missão de suportar os clientes na jornada de transformação digital. “Há um volume de dados exponencial. O 5G irá impactar as redes industriais e toda cadeia de valor. Vivemos na era da indústria 4.0 com combinação dinâmica de velocidade, de escala, com approach data driven que transformam dados. E o 5G vai integrar mais ativos de inteligência, revolucionando com o aumento de velocidade de transmissão”.

Na Continental, são aplicados os conceitos da indústria 4.0 e lean nas áreas de suporte para assegurar a harmonia dos negócios da companhia. “As pessoas também são o centro na Continental. Temos etapas de robotização e padronização em todo o mundo. Contamos com programa interno que empodera nossos colaboradores, deixando-os livres para mover, criar e pensar os nossos processos, sendo eles protagonistas e especialistas a partir de treinamentos. “Revisitamos e redimensionados os processos robotizados, avaliando o que é bom e repensando o que não está é tão bom, dentro de uma jornada com espiral contínua e crescente”, destaca Helder Kohs, manager Business Application Regional Competence South America da fabricante.

Futurecom Digital Week

Quando: De 8 a 11 de novembro de 2021

Scale-ups de toda a América Latina com projetos sustentáveis são selecionadas para participar do Greentech América Latina

Empresas conectadas a soluções sustentáveis com alto potencial de retorno financeiro. Esse é um dos objetivos centrais do programa que ganha continuidade com a terceira edição do GreenTech América Latina. A iniciativa selecionou 20 pequenas empresas com potencial de crescimento, as chamadas scale-ups. Na grande maioria, são latino-americanas e responsáveis por projetos de tecnologia sustentáveis escaláveis e ideais para a solução estratégica de problemas de governos e corporações dos mais diversos segmentos. 

“Escolhemos as empresas pensando em impacto sustentável,redução de poluição e emissão de gases de efeito estufa, e potencial de crescimento, duas urgências que convivem sob a mesma atmosfera. A tecnologia trouxe novas oportunidades para o contexto de responsabilidade ambiental, possibilitando resolver problemas reais e as grande empresas e governos aproveitar oportunidades rentáveis”, destacou Tiago Brasil Rocha, fundador da Build from Scratch, uma das organizadoras do evento.

As propostas são eficazes para atender as novas demandas ambientais do mercado e se encaixam nos cinco temas escolhidos pela GreenTech este ano: Biotecnologia, Economia Azul, Energias Renováveis, Finanças Verdes e Mercados de Carbono. 

Selecionadas

As startups que conquistaram vaga no fórum de Biotecnologia são: a Biotecland (Brasil), que possui patente e tem como objetivo solucionar a baixa eficiência na adubação,  degradação e desertificação de solo, combater pragas e doenças e a baixa produtividade agrícola; a Glow (Brasil) que possui patente e apresenta soluções para o setor agroindustrial por meio da tecnologia de descarga ionizante, desde a germinação de sementes até a manutenção da qualidade de frutos e folhas; a MDL Eco (Brasil), que possui patente e propõe utilizar o resíduo da indústria do couro como matéria prima para a produção de placas para confecção de móveis, painéis e divisórias. Tal aproveitamento reduz a deposição dos resíduos da indústria coureira em lugares impróprios ou aterros, que contaminam o solo; por fim, a Mush (Brasil), que desenvolveu uma tecnologia que utiliza resíduos, em especial da produção de alimentos e do agronegócio, como nutrientes para o crescimento de um fungo. Esse fungo cresce no resíduo e atua como uma cola natural que agrega partículas, formando um biocompósito capaz de substituir materiais de origem não-renovável nas áreas de construção civil e acústica (p.ex.  poliestireno expandido, lã de vidro e lã de rocha), entre muitas outras possibilidades.

No campo da Economia Azul estão a Bioart (Brasil), que possui patente desenvolvida com a Universidade de Santa Catarina, produz cosméticos com fórmulas e protetor solar orgânico que nāo agridem o oceano, tratam e embelezam as pessoas sem ferir a pele; a Ensembletec (Brasil), com patente e nova tecnologia de dessalinização da água do mar para obter água e energia sem produzir resíduos, um processo 100% verde que resolve o problema do abastecimento de água; a SDW (Brasil), que desenvolveu o Aqualuz, um dispositivo que potabiliza a água captada por cisternas utilizadas por famílias de baixa renda em regiões áridas. O Aqualuz resolve o problema de contaminação microbiológica da água, que causa doenças e mortes em crianças; a Surf Cleaner (Suécia), que produz equipamentos para despoluir óleo e iodo, em segmentos como água, mineração e portos; e a SWARM (Colômbia), que apresenta uma solução tecnológica inteligente e sustentável, com base em sensores de IoT (Internet of Things), para aumentar em sete vezes a produção pesqueira, reduzir em 20% o consumo de energia e reduzir em 50% a taxa de mortalidade de peixes.

No segmento Energias Renováveis foram selecionadas: a Energy Source (Brasil), que propõe resolver o problema global do descarte inadequado das baterias de lítio, com o reuso e a reciclagem através de uma plataforma de controle e monitoramento de baterias por assinatura; a FNM Elétricos+Óbvio (Brasil), que deseja encerrar a poluição por diesel ao propor que se adote caminhões elétricos na logística e comprova essa possibilidade com sua plataforma de TCO positiva (TCO – custo total de propriedade, no caso de frotas, a soma de vários valores como veículos,  manutenções, combustível, softwares, entre outros); a Soldomeiodia (Brasil), que  desenvolveu o produto Balaio de Guisar, um fogão solar e fogāo sem fogo, com bateria de calor. Os aparelhos simples e portáteis continuam a cozinhar alimentos – que foram levados a ferver pelos métodos convencionais – por até 8 horas, sem o uso de eletricidade, gás, sol ou outro combustível adicional; e a Suney (Brasil), que oferece crédito para que famílias e empresas possam adquirir sistemas de energia solar e reduzir os custos com as contas de luz, considerando que grande parte da população não consegue gerar sua própria energia em função do alto custo de investimento requerido.

No campo das Finanças Verdes se destacaram: a Coletando Soluções (Brasil), que criou um programa para capacitar pessoas envolvidas com a reciclagem de resíduos a gerar renda para si e para a comunidade onde vivem. O valor apurado em reciclagem é creditado em uma conta digital do participante do programa. O crédito fica disponível para uso através de cartão pré-pago, ativo para compras, pagamento de contas e saques, e assim, o modelo promove a inclusão social através da bancarização; a Epioneers (Colombia), startup que desenhou uma carteira climática que permite acumular outras carteiras climáticas a cada transação; a Mandala Energy (Brasil), que foca em instituições que realizam trabalhos sociais e poderiam se valer de um sistema de energia solar fotovoltaico, porém não dispõem de recursos financeiros para instalá-lo. Para democratizar esse acesso à energia renovável, a scale-up propõe a tokenização de ativos; e a Suyana (Chile), que aproveita diferentes fontes de informação, incluindo imagens de satélite, clima, fontes e pesquisas no campo e os combina com modelos de aprendizado de máquina e ciência do clima para gerar produtividade climática de alta resolução.

Finalmente, da temática Mercados de Carbono participam: a Alvora (Brasil), com tecnologia que permite quantificar e monitorar o carbono orgânico retido em solo agrícola de uma forma totalmente remota e escalável, sem necessidade de coleta local de amostras de solo. Assim, a empresa consegue certificar créditos de carbono das propriedades rurais através de certificadora independente e vendê-los no atacado às grandes empresas poluidoras; a AMAbank (Brasil), com captação de recursos para a sustentabilidade ambiental na preservação da floresta, e a Carbonx (Brasil), que faz a tokenização de créditos de carbono em plataforma de blockchain.

Programa de aceleração

Cada produto ou serviço desenhado pelos empreendimentos emergentes será discutido, desenvolvido e os responsáveis passarão por treinamentos para ampliar e dar musculatura à base de negócios, antes do evento on-line de apresentação formal nos dias 22, 23 e 24 de novembro, com votação e júri das melhores colocadas, seguindo os critérios técnicos do programa. 

Realizado pela Build From Scratch (BFS), em parceria com a Green Innovation Group A/S, a GreenTech América Latina 2021 escolheu projetos que possam trazer impacto sustentável e econômico rápido para outras organizações, negócios, investidores e corporações. As empresas captadas terão mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento, na categoria Bronze: Kearney, Heineken, ESG Risk Guard, Barn Investimentos, Mosimann Horn, Green Bridge Films; na categoria Silver: Tozzini Freire Advogados; e a patrocinadora Gold Ambipar.  

As startups receberão ainda capacitações em Inteligência Artificial com o Instituto Federal do Paraná e, em Captação de Recursos Não Reembolsáveis, com a Value Weaver. Terão acesso, também, a uma assinatura de um ano da Head Energia – escola de formação em energy tech. As três melhores avaliadas, ao final do processo, ganham direito a um MBA completo em Empreendedorismo e mais dois cursos de curta duração na Brain Business School. Por fim, a multinacional americana Oracle concederá um pacote de US$ 3 mil em créditos a cada empresa, 70% de desconto nos serviços por dois anos e o programa de conexões Oracle for Start ups para ajudar os participantes a crescer.

Resumo do programa

  • Treinamento preparatório para o pitch (apresentação formal) da GreenTech;
  • Mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento;
  • Capacitações em Inteligência Artificial e Captação de Recursos Não Reembolsáveis
  • Assinatura de um ano da Head Energia;
  • Para as três scale ups melhor avaliadas: um MBA completo em Empreendedorismo e dois cursos de curta duração na Brain Business School;
  • Pacote de US$ 3 mil em créditos da Oracle, 70% de desconto nos serviços por dois anos e o programa de conexões Oracle for Startups para todas as selecionadas. 

Frete.com é o novo unicórnio brasileiro com aporte de R$ 1,14 bi (US$ 200 mi) liderado pelo SoftBank e Tencent

O transporte rodoviário de cargas acaba de ganhar seu mais novo aliado: o grupo Frete.com. Ele nasce com status de gente grande, após receber aporte de R﹩ 1,14 bilhão (US﹩ 200 milhões) liderado pelo SoftBank Latin America Fund e Tencent. Quase uma década depois de sua primeira empreitada no mundo das logtechs, Federico Vega, junto com uma equipe de renomados executivos da indústria de transporte, tecnologia e finanças, acaba de criar o grupo Frete.com.

O grupo surge com a missão de eliminar a ineficiência do transporte de cargas na América Latina, ajudando transportadoras a aumentar a segurança e a produtividade na contratação de caminhoneiros e reduzir os custos diretos e indiretos do transporte. Ineficiência no setor, atualmente, significa capacidade ociosa dos caminhões, falta de segurança e extrema burocracia. Com a rodada, o grupo investirá em produto e tecnologia para melhorar o match entre cargas e caminhões, aumentar a segurança, reduzir a papelada e tornar todo o ecossistema mais sustentável.

O Frete.com chega ao mercado com status de unicórnio, sendo avaliado em mais de US﹩ 1 bilhão (mais de R﹩ 5,7 bilhões).

O desafio da ineficiência logística

Desde muito jovem, Federico costumava pedalar pela patagônia argentina, onde teve a oportunidade de conhecer de perto as condições difíceis de trabalho dos caminhoneiros. Acabou se especializando no mercado financeiro na Inglaterra e decidiu empreender, com a visão de um dia transformar a realidade desses profissionais. Em 2013, junto com um time experiente no setor, fundou seu primeiro projeto de logtech, escolhendo o Brasil como mercado de atuação, pela sua enorme ineficiência e por ser atualmente o terceiro maior mercado de transporte rodoviário de cargas do mundo.

Acontece que, no passado, os fretes rodoviários eram negociados em postos de combustível ou terminais de carga, muitas vezes sendo anunciados aos gritos. Caminhoneiros tinham receio de deixar o local de anúncio das cargas, por medo de perder os melhores fretes. “Quem não estivesse no lugar certo, na hora certa, perdia um bom negócio. Com esta situação, os caminhoneiros rodavam com 40 a 60% de sua capacidade ociosa, gerando impactos financeiros e ambientais no transporte de cargas”, comenta Vega.

O modelo do grupo Frete.com se baseia em reduzir a ineficiência da relação entre as transportadoras e os caminhoneiros. Isso é possível através da digitalização, ou seja, usando a tecnologia para conectar cargas das transportadoras a caminhões com eficiência e precisão, revertendo o cenário atual de burocracia, insegurança e lentidão.

Federico afirma que “tornar a capacidade ociosa mais acessível gera uma economia de até 25% nos custos do transporte”. Outras soluções oferecidas pelo grupo, como crédito para capital de giro, ajudam a reduzir os custos operacionais e a ampliar a operação das transportadoras. Caminhoneiros, por sua vez, incrementam seu lucro em até 50% ao acessar e negociar os fretes com mais eficiência.

“Temos orgulho de investir no Frete.com porque entendemos que a empresa traz soluções inovadoras para um mercado gigantesco, com grande demanda por digitalização e melhores serviços”, afirma Carlos Medeiros, sócio de investimentos do SoftBank Latin America Fund. “Já investimos em logtechs nos principais mercados do mundo e vemos um grande potencial no setor. Estamos muito confiantes na nossa parceria com o Frete.com na América Latina”, completa Medeiros.

A Reinvent Capital também está investindo no Frete.com. De acordo com Reid Hoffman, fundador da rede profissional Linkedin e conselheiro da Reinvent, “o poderoso efeito de rede do Frete.com e a liderança de mercado criam uma oportunidade única de investir em uma solução que está transformando substancialmente o setor de logística na região”.

Na opinião de Scott Sobel, Sócio-Diretor do Grupo Valor Capital, “o Frete.com continua atraindo investidores de classe mundial para ajudar a acelerar ainda mais sua plataforma, já que o grupo foi o pioneiro e mantém sua posição de liderança na digitalização do enorme setor de transporte rodoviário de cargas. Além disso, possui uma equipe extraordinária focada na execução e que está entregando soluções reais para caminhoneiros, transportadoras e toda a comunidade”.

O grupo Frete.com é composto por três empresas: a FreteBras, que é atualmente a maior plataforma de fretes da América Latina, conectando transportadoras e caminhões digitalmente. A FretePago, nova fintech do grupo focada em pagamento e recebimento de fretes, através de uma conta digital. E a CargoX, empresa que atua de forma independente das operações anteriores e que dedica seus esforços em oferecer um pacote completo de serviços para transportadoras, como oferta de crédito para capital de giro, emissão de documentação, seguro de carga e rastreamento de caminhões. Vale ressaltar que a CargoX deixou de focar em soluções para embarcadores nos últimos anos e passou a direcionar seus esforços para ajudar transportadoras a digitalizar a operação de seus fretes.

Um novo gigante tecnológico dos transportes rodoviários

O grupo Frete.com processa, atualmente, mais de R﹩ 100 bilhões em transações, R﹩ 2,5 trilhões em valor de mercadoria transportada e cresce a um ritmo de 90% ao ano. Ao melhorar a eficiência do setor, o grupo tem gerado anualmente uma redução na emissão de 20 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o dobro das emissões do Panamá e 4 vezes o volume emitido pelo Uruguai. O grupo conta, também, com 615 mil caminhoneiros cadastrados e ativos, o que representa 40% da frota de caminhões do Brasil e 80 mil usuários que publicam cargas mensalmente. Os aplicativos do grupo somam mais de dois milhões de downloads e a cada mês 1,7 milhão de transportes são realizados, cobrindo 5,000 cidades brasileiras. A plataforma soma 50x mais acessos do que os principais concorrentes somados.

O aporte, que também conta com a participação de investidores renomados, como Henry Kravis, fundador do KKR e Jeb Bush, 43º governador da Flórida (EUA), tem destino certo: crescer a FreteBras ao aumentar o número de transportadoras e de caminhoneiros que usam a plataforma, melhorar a qualidade das transações dentro da plataforma, aumentando a precisão e segurança para os usuários, desenvolver e entregar soluções adicionais que ajudem cada vez mais a otimizar a operação das transportadoras e caminhoneiros, e fortalecimento dos times para suportar esse crescimento, passando de 1.300 para 3.500 colaboradores até o final de 2022.

Também participam do investimento a Valor Capital, LightRock, BTG Pactual, o conglomerado de infraestrutura Pattac, os multi-family offices OIKOS e PIPO e o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID Invest).

O BofA Securities atuou como assessor do Frete.com no contexto da rodada de investimentos.

VirtusPay levanta R$ 125 milhões em debêntures em 2021

A VirtusPay, fintech especializada no parcelamento de compras online por boletos, levantou R$ 100 milhões por meio de uma debênture financeira. Além dessa operação, a fintech já tinha realizado em julho deste ano uma emissão privada no valor de R$ 25 milhões, totalizando R$ 125 milhões.

Estruturada pela VERT Capital, os recursos da última operação serão utilizados para a aquisição de Cédula de Crédito Bancário (CCB) originadas pela plataforma mantida e desenvolvida pela VirtusPay, representando operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Os papéis foram comprados por grandes investidores do mercado, entre eles Ibiuna, Augme, Verde Asset, Schroeders e outros.

“Para nós é uma alegria muito grande poder contar com a credibilidade de grandes casas que participaram dessa nossa rodada. É mais um importantíssimo marco na história da nossa companhia que segue não somente como a líder no mercado de Buy Now Pay Later na América Latina, mas também como a mais confiável. É uma validação extremamente importante dos nossos modelos de risco, mostra que desde 2017 temos tido um cuidado muito grande de preparar, testar e validar os nossos algoritmos. O mercado brasileiro e latino de forma mais geral traz muitas peculiaridades, desde onde buscar a melhor informação, a que custo e por onde adquirir clientes, explica Gustavo Câmara, CEO da VirtusPay.

Para Gabriel Lopes, sócio da VERT Capital, essa operação mostra o bom momento que as fintechs que oferecem crédito “buy now, pay later” estão atravessando durante a pandemia. “O fechamento das lojas físicas durante a pandemia só contribuiu ainda mais para um movimento que temos visto cada vez mais que é de crescimento de transações online. Estamos acompanhando empresas de todos os tamanhos apostando nessa modalidade de crediário e recorrendo ao mercado de capitais para captar recursos através de estruturas de securitização. A securitização acaba sendo um caminho alternativo e saudável de financiamento. Os volumes das emissões estão cada vez mais expressivos. Além disso, é uma maneira de acessar o mercado de capitais sem abrir mão do controle da empresa. E, do nosso lado, usamos nossa expertise para entregar a melhor experiência aos nossos clientes”, afirma.

“O momento é muito oportuno para as fintechs brasileiras, cujo crescimento tem sido bastante expressivo, mas com carteira de crédito ainda tímida para o tamanho do mercado brasileiro. No entanto, é importante que construam equipes com experiência na área de risco de crédito e fraude, não apenas em modelos quantitativos de crédito”, afirma Vivian Yumi Murakoshi Lee, sócia e Co-CIO da estratégia de crédito da Ibiuna Investimentos.

“Acompanhamos o trabalho da VirtusPay há mais de 1 ano e entendemos que o investimento tinha uma relação de risco e retorno ajustada”, explica Marcelo Urbano, diretor de investimentos da Augme Capital.

“Emissões de fintechs P2P com boa governança, controle de risco e qualidade de originação tem permitido um maior acesso dos fundos de investimentos a carteiras de recebíveis de pessoas físicas e pequenas empresas. Esse mercado tem um potencial enorme à medida que as Fintechs vão ganhando tamanho, garantindo aos fundos o acesso direto a carteiras de recebíveis com ótima relação de risco retorno e permitindo uma fonte adicional de diversificação em relação a debentures corporativas e letras financeiras. Para que o crescimento dessa indústria seja sustentável é sempre importante que os investidores tenham um processo de análise bastante diligente, avaliando os acionistas, corpo executivo, histórico de originação e inadimplência, motor de crédito e capacidade da Fintech de ganhar escala”, explica Daniel Palaia, Head da Schroder Investment.

Segundo uma pesquisa recentemente publicada pela Worldpay e divulgada pelo site americano CNBC, o crediário digital somou quase US$ 100 bilhões em transações, ou 2,1% do e-commerce global. E não para por aí. A expectativa é que essa proporção chegue em 4,2% até 2024.

Líbero recebe aporte de R﹩12 milhões e lança insurtech 100% digital

A Insurtech Líbero inicia em novembro sua primeira operação comercial, com uma linha de seguros 100% digital e consultiva. A empresa, que recebeu aporte de R﹩12 milhões, aposta nesse que é um produto inovador para lançar a insurtech. Com o objetivo de democratizar e simplificar a comercialização e com foco na experiência do usuário, a Líbero apresenta ao mercado uma plataforma completa com os principais produtos consumidos atualmente: vida, bike, auto e residencial.

Os sócios, que possuem múltiplas experiências no mercado de seguros, financeiro e marketing, buscavam alternativas nas seguradoras para simplificar as ofertas de crossel e upssel e assim tiveram a ideia de criar seu próprio modelo de negócio.

No primeiro semestre de 2021 a Líbero levantou R﹩2 milhões e, com a chegada do sócio-investidor Hatsuia, captou mais R﹩10 milhões para impulsionar a segunda fase do projeto, em 2022, como explica o sócio da insurtech, Tiago Souto. “Esses investimentos darão aos corretores acesso para utilizarem a plataforma com uma experiência inovadora. Nossos parceiros terão acesso à plataforma de forma personalizada, utilizando sua logomarca e disponibilizando um link para seus prepostos ou parceiros nos formatos B2B e B2B2C”, aponta o sócio.

A inteligência artificial aplicada na plataforma foi desenvolvida para entregar a melhor recomendação de acordo com a necessidade do cliente. “Nossa intenção é levar ao mercado uma experiência simples e sem frustrações. A tecnologia traz os caminhos, porém quem escolhe a forma de contratação é o consumidor. A partir do momento que o cliente entra no site, ele pode fazer todo procedimento de maneira digital e personalizada para suas necessidades. Dessa forma, o processo ganha agilidade e garante ao cliente rapidez sem perda de qualidade”, destaca o sócio.

Além dos investimentos e toda a inovação, a Líbero apresenta ao mercado o primeiro produto Bike 100% digital, através da plataforma desenvolvida. Essa modalidade de seguro, pouco comercializada pelos corretores devido a deficiência do sistema ofertado pelas seguradoras, também é pouco consumida pelo mercado de 33,1 milhões de bicicletas. Atualmente 0,3% de bikes são asseguradas no Brasil. “Após 12 meses de trabalho, contratações e investimentos, nós temos certeza que desenvolvemos um produto que agrega valor para o consumidor e corretor”, finaliza Peterson Freitas, sócio da companhia.

Ponto Fácil abre rodada seed de investimentos para levantar R$3 milhões

A Ponto Fácil – primeira franquia fintech do país – está abrindo uma rodada seed de fundraising para levantar R$ 3 milhões em investimento na empresa. Os recursos serão usados para ampliar a equipe de tecnologia, financiar o desenvolvimento de aplicativos e abrir posição para ao menos vinte novas vagas, além de investimentos em marketing e na equipe de atendimento e operações. 

A Ponto Fácil é uma startup de tecnologia focada em serviços digitais e financeiros, que oferece mais de 400 serviços e produtos digitais e financeiros, como emissão de certidões e documentos (CPF, RG, Título de Eleitor, CNH e outros) consulta a cadastros restritivos, negociação de dívidas e microcrédito, serviços do Poupatempo e Detran, benefícios sociais e INSS, consultas processuais e veiculares, entre outros. Ao optar por um modelo de negócios de franquia, a empresa se tornou a primeira franquia fintech do Brasil, a oferecer oportunidade para empreendedores de todo país.  

Com mais de quatro anos de existência, iniciou a venda de suas franquias em 2020 após a formatação e preparação da empresa para entrada no mercado, com a proposta de promover a inclusão digital e financeira para milhões de brasileiros. Mesmo em meio às restrições da pandemia, a Ponto Fácil cresceu de forma acelerada. Com apenas um ano de operação, a startup chegou a 30 unidades em quatro estados (São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rondônia), atendendo mais de 60 mil clientes por mês.  

“Vemos um horizonte de crescimento ainda mais agressivo, se considerarmos que cerca de 110 milhões de brasileiros* ainda sofrem com a falta de acesso adequado à internet e com a falta de conhecimento de como usar a tecnologia em um mundo cada vez mais digitalizado. Nós temos um propósito social e queremos chegar a todos os estados brasileiros e atender mais de 25 milhões de brasileiros em cinco anos.”, explica Felipe Caldas, CEO e fundador da Ponto Fácil. 

*Fontes: Pnad Contínua TIC (2018); FGV Social – Onde estão os idosos? (2020); Instituto Locomotiva (2019) 

ZAK, “Toast da América Latina”, anuncia aporte de R$ 80 milhões para se consolidar como plataforma de gestão All-in-One para restaurantes

A ZAK, plataforma de gestão All-in-One para digitalização e empoderamento financeiro de restaurantes, anuncia nesta quarta-feira, 10, o aporte Série A de R$ 80 milhões (USD 15MM), liderado pelo fundo Tiger Global, líder mundial em investimentos tecnológicos. A rodada contou também com a participação dos fundos Valor Capital, Monashees, Base 10 e Canary.

A Digital Restaurant Platform é a única empresa do mercado de Food Service que oferece soluções digitais e financeiras integradas em um sistema único, moderno, fluído e com custo fixo zero. Oferecendo tudo o que um restaurante precisa, desde registros de pedido de salão (PDV) e vendas online, até o back-office e pagamentos, além de ser diretamente integrada com agregadores, como iFood, Ubereats e Rappi. “Ela foi construída por um operador, para operadores”, diz David Grandes, cofundador e co-CEO da ZAK.

Este aporte permitirá à empresa expandir seus esforços de Go to Market, melhorando a eficiência e a escala de vendas e distribuição. A ZAK está atualmente estabelecida em centenas de restaurantes em São Paulo, e com o investimento, espera também crescer e expandir significativamente para outras cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Brasília e Salvador. A meta da empresa é processar R$ 350 milhões por mês em volume total de pagamentos (TPV) até o final de 2022.

Além disso, a ZAK conta com um time com mais de 170 pessoas e espera dobrar seu número de funcionários até o final de 2022. E, principalmente, o investimento permitirá ainda que a empresa forneça uma plataforma All-in-One cada vez mais completa, incluindo serviços como Customer Relationship Management (CRM) e Marketing Automation (automatização de tarefas de marketing digital). Por meio de dados qualificados, os restaurantes serão capazes de aumentar sua presença no canal omnichannel.

Fundada em 2018, a ZAK se originou dentro de outra empresa, a Mimic, uma Dark Kitchen especializada em produzir comida em escala com vendas em canais online. Como empresa independente, chegou para resolver diversas dores do mercado, e otimizar a operação de entrega, tudo por meio de soluções inovadoras. “Utilizamos tecnologia de ponta para digitalizar e empoderar o setor de Food Service”, completa Grandes.

Por trás da ZAK estão dois equatorianos, apaixonados pela indústria de restaurantes. David Grandes e Andres Andrade são amigos de infância e, juntos, fundaram e comandam a startup como co-CEOs. Grandes possui larga experiência em tecnologia, com passagens por empresas de alto renome, entre elas Tripadvisor, OLX e Restorando. Já, Andrade, tem vivência global nas áreas financeira e estratégica. No Brasil, conheceram Marina Lima (ex-Printi e Pátria Investimentos), que ocupa o cargo de Chief Revenue Officer (CRO), na ZAK, e faz parte do time de fundadores desde a fundação da Mimic.

“Integrar sistemas por meio da tecnologia é o futuro de muitas indústrias. Além de oferecer um produto global pensado em empoderar restaurantes, a ZAK tem uma equipe diferenciada com uma visão única do mercado de restaurantes no Brasil e provaram que podem oferecer soluções inovadoras para os principais desafios do setor”, diz John Curtius, Sócio da Tiger Global.

Com o avanço da tecnologia, a transformação do setor de Food Service era inevitável. Diante do impacto do novo coronavírus, os restaurantes se viram forçados a ceder ao processo de modernização e digitalização e precisaram se reinventar para sobreviver. “Restaurantes exigem uma operação extremamente complexa e é preciso pensar em soluções que tragam mais receita e tornem essa operação mais eficiente, enquanto entregam uma experiência incrível aos consumidores”, explica Andrés Andrade, cofundador e co-CEO da ZAK. “Queremos empoderar os restaurantes, conectando toda a cadeia de gestão e agregar valor ao mesmo tempo. Isso inclui, por exemplo, possibilitar o fim de taxas fixas de PDV, SAAS (Software)”, completa.

Por meio de uma plataforma única e com base em dados sobre as vendas, custos operacionais e execução, a startup busca oferecer aos restaurantes as melhores soluções digitais com custo zero, unidos aos melhores serviços financeiros oferecidos pelo mercado. “A ZAK é o Toast da América Latina”, afirma Andres. As transformações recentes exigiram também uma comunicação direta com o consumidor. Pensando nisso, a ZAK criou uma solução que viabiliza aos restaurantes um canal direto e whitelabel, já com logística e pagamento integrados.