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Invisto vai destinar parte de seu fundo em parceria com a ACATE para scale-ups chefiadas por mulheres

A Invisto, maior círculo de venture capital da região sul do Brasil, em parceria com a ACATE  (Associação Catarinense de Tecnologia), acabam de anunciar que vão destinar parte do seu fundo de R$100 milhões para investimentos em scale-ups chefiadas por mulheres. 

Atualmente, 32% da riqueza do mundo é controlada por mulheres e a expectativa é que, até 2023, esse número suba para 38%. “Acreditamos que ações como esta são estímulos para as mulheres seguirem no mercado tecnológico, terem coragem de tirar uma grande ideia do papel e iniciar sua startup. São essas iniciativas que fortalecem o empreendedorismo feminino”, garante Marina Leite, Head de Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, da Invisto.

Mesmo com a pandemia que tomou conta do mundo, as empresas de tecnologia foram as que mostraram maior crescimento em 2020. Apenas na Invisto, as empresas que compõem o portfólio cresceram 25% no primeiro semestre do último ano. Números do último estudo realizado pela  ACATE, apontam que Santa Catarina foi o estado que mais cresceu em número de empresas de tecnologia, aumentando em 10% no ano de 2020, se comparadas com o ano anterior, fortalecendo ainda mais o ecossistema catarinense. 

Dia do Consumidor: maioria pretende comprar itens de necessidade

Para Felipe Dellacqua, especialista em e-commerce e sócio da VTEX, a tendência é que os consumidores comprem ainda mais online, principalmente com as medidas de fechamento de comércios em diversas cidades brasileiras

O Dia do Consumidor é comemorado todo ano no dia 15 de março e promete muitas ofertas e descontos aos consumidores. A data, que é conhecida como a Black Friday do primeiro semestre, promete movimentar o mês de março, já que as lojas começam a fazer promoções dias antes e depois da data.

Em 2020, o Dia do Consumidor bateu R$ 3,62 bilhões em vendas e 47% dos que compraram pela internet eram consumidores novos, segundo um levantamento realizado pela All In & Social Miner, em parceria com a Opinion Box.

Neste ano, de acordo com o estudo, 61% das pessoas pretendem comprar itens de necessidade com melhor preço e 53% querem comprar itens de desejo também com melhor preço. Ainda 23% devem substituir itens antigos por uma versão mais moderna enquanto 11% querem comprar para presentear alguém de imediato ou em datas.

Além disso, 41% dos consumidores afirmaram que irão procurar ofertas em sites de buscas. Outros 41% comprarão via aplicativos de lojas.

“Com a pandemia e diversos governantes anunciando o fechamento de comércios e abertura somente de serviços essenciais, a tendência é que os consumidores comprem ainda mais pela internet, seja por meio de aplicativos dos grandes players, marketplaces e até mesmo pela venda direta no Whatsapp. Quem se preparou com a alta demanda da primeira onda de pandemia no Brasil no mês de março do ano passado, dessa vez está mais preparado para atender ao grande número de pedidos”, explica Felipe Dellacqua, especialista em e-commerce e sócio da VTEX, multinacional que provê plataformas de e-commerce para um quarto das lojas do país.

Segundo o especialista, os consumidores, que ficarão mais tempo em casa devido ao novo coronavírus, serão ainda motivados a comprar pelo fator da ansiedade.

“É inegável que a população passando ainda mais tempo dentro de casa aumente o acesso a internet e, principalmente, a sites de comércio eletrônico. Hoje a compra ocorre por dois motivos, uma por necessidade e outra por impulso”, afirma Felipe.

Ainda de acordo com ele, com a evolução da logística entregando cada vez mais rápido e mais barato, as vendas online poderão continuar em alta mesmo com a diminuição dos casos do novo coronavírus e a vacinação ampliada.

“Comprar online é um hábito, se a experiência desse hábito for cada vez mais positiva, certamente teremos um engajamento maior e uma preferência por esse canal mesmo após a crise do coronavírus”, completa Felipe.

Até o final de 2023, 40% das empresas ampliarão suas operações remotas, prevê relatório da Globant

O ano de 2020 serviu para acelerar o processo de digitalização das empresas. Diversos avanços vêm sendo implementados devido às mudanças de comportamento dos consumidores durante a pandemia. Nesse cenário em que a chamada hiperacessilbilidade se torna mais comum, surgem diversos produtos e serviços inovadores.

A previsão de relatório da Globant é que 40% das marcas tenham estabelecido operações que permitam que seus clientes consigam ter acesso às suas ofertas em diversos meios diferentes. E aí que surgem modelos de negócios multimodais para suprir essa demanda crescente. Experiências holísticas, como chatbots, por exemplo, serão diferenciais das empresas.

Hacker de negócios da Globant, Nelly Ortiz confirma que as tendências que surgem com a constante migração ao campo digital. “Esse movimento trará diferentes comportamentos de compra, demandas de tecnologia e provavelmente até diferentes tipos de negócios e inovação para lugares inesperados”, explica.

Pesquisa da IDC mostrou que 65% do PIB global será digitalizado em 2022. Os gastos com TI devem chegar a US﹩ 6,8 trilhões de 2020 a 2023. Isso comprova o ritmo acelerado de digitalização das empresas. Já outra pesquisa do Gartner enfatizou que muitas companhias têm focado em automação de TI .

Chatbots e IA: mais economia e engajamento

Previsões da Globant apontam que os consumidores estão ficando cada vez mais exigentes. E uma das formas mais usadas para garantir que essas expectativas sejam atendidas é a implantação de machine learning, que inclui, por exemplo, experiências de realidade aumentada (RA) e inteligência artificial (IA).

O leque de opções para as empresas é extenso e conta ainda com as interfaces conversacionais (IC), mais conhecidas como chatbots, usadas para oferecer experiências holísticas. Seu uso em bancos pode gerar uma economia de até US﹩ 7,3 bilhões em custos até 2023, como aponta pesquisa da Juniper .

A evolução que esses chatbots tiveram ao longo dos últimos anos impressiona. Já é possível antecipar diversos tipos de situações, com uma fala mais natural, semelhante a uma pessoa de verdade, em alguns casos.

Empresas, então, têm cada vez mais feito uso desse tipo de interface na criação de plataformas de pagamentos contínuos e para reduzir custos. A Forrester prevê que mais de um terço dos compradores de tecnologia B2B utilizarão chatbots como um dos seus principais canais de engajamento .

Renovação nas empresas é de dentro para fora

Dentre as mudanças proporcionadas por essa digitalização, tem o surgimento de uma nova cultura de trabalho. Com a previsão de aumento de 300% no aumento do home office ao longo prazo, o surgimento de novos cargos, como o de chefe de trabalho remoto são parte desse processo.

Na parte interna empresarial, ainda há outros pontos essenciais, como o surgimento de tecnologias que deem conta dessa nova realidade corporativa. As empresas têm se empenhado em encontrar soluções para que seus colaboradores consigam se sentir parte do mesmo time mesmo estando fisicamente distantes.

Pesquisas apontam que 71% dos funcionários não leem e-mails corporativos e não conseguem obter o devido envolvimento. Por isso, o surgimento de novas plataformas culturais, como o StarMeUp OS, pode contribuir para quebrar essa barreira.

Head global de design e transformação digital, Emiliano Horcada reforça que, para que uma empresa dure mais tempo, ela precisa se concentrar em se projetar de dentro para fora. “(É essencial) colocar um esforço consciente na elaboração de sua cultura e comportamentos que tornem um negócio saudável, produtivo e moderno”, ressalta.

Diversas melhorias e mudanças que já estavam previstas para acontecerem nos próximos anos acabaram sendo aceleradas pela pandemia. Dessa forma, o cenário para 2021 é de contínua e rápida digitalização, tanto interna como externamente. E o foco é na implementação de inovações em TI e machine learning, como IA, RA e chatbots, que devem ser cada vez mais implementadas pelas empresas.

The Bakery e Santander lançam programa para atrair empreendedores

O Santander lança neste mês uma iniciativa que reúne dois programas anteriores do banco: o Radar Empreenda. A nova iniciativa cria um polo de atração de empreendedores em diferentes estágios, gerando novos negócios frente a desafios estratégicos. O investimento do Santander e Santander Universidades é de R$ 1,3 milhões.

A iniciativa começa com as atividades tendo como base um ecossistema já utilizado pelos participantes que passaram pelos programas Empreenda Santander, do Santander Universidades, e Radar Santander, do Lab 033. O Empreenda Santander fomentou por 15 anos o desenvolvimento de futuros empreendores, com 98 mil inscritos e R$ 11 milhões em premiações no período. O Radar Santander aproximou o Banco do ecossistema de startups com geração de oportunidades.

O novo programa foi todo pensado para rodar em ambiente virtual, e contará com o apoio de um espaço físico – o Farol Santander, prédio icônico da cidade de São Paulo.

“Estamos em um momento na indústria financeira em que olhar para fora não é mais escolha, é o padrão. Nós, do Santander, encaramos o ecossistema de startups como oportunidade, buscando soluções concretas que entreguem valor às partes e, claro, à nossa sociedade”, afirma Tomás Mariotto, superintendente do Lab 033. 

O Radar Empreenda Santander foi idealizado para aqueles que querem empreender, mas não sabem como. E para aqueles que já têm uma solução inovadora que atende, no todo ou em parte, as dores do ecossistema Santander.

O empreendedorismo e a busca pela inovação têm crescido cada vez mais, elevando o número de startups. Esse universo traz muitas novidades, o que enche os olhos dos universitários e pessoas com perfil criativo. Até porque oferece a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. O Radar Empreenda alia este interesse com a proposta de soluções transformadoras em um lugar disruptivo, tecnológico e inovador”, diz Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

O programa terá duas categorias: a primeira contemplará os universitários e empreendedores iniciais, que têm perfil empreendedor e estão engajados em formar equipes para criação de novas startups, alinhadas a desafios do Santander, recebendo uma bolsas de estudo de R$ 2 mil por 6 meses; a segunda é direcionada para startups e scale-ups que têm interesse em co-criar soluções com o Banco. Ambas iniciativa serão conduzida em parceria com a The Bakery, empresa global de inovação corporativa que apoiará as etapas do programa com uma metodologia diferenciada e com foco em negócios.

“Grandes empresas são celeiros de oportunidades para quem empreende ou deseja empreender. Ao mesmo tempo, elas precisam dessa inovação para se reinventarem. O Santander tem um importante papel no fortalecimento do ecossistema de inovação e, juntos, nossa missão é fazer com que essas conexões aconteçam, dando a chance de empreendedores lançarem ou escalarem seus negócios com o apoio do maior banco internacional do nosso país”, destaca Marcone Siqueira, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

Estudo ABF das 50 Maiores Franquias do Brasil 2021 reafirma maturidade das redes

A ABF – Associação Brasileira de Franchising traçou o Perfil das 50 Maiores Redes de Franquias no Brasil por número de unidades em operação (confira a lista completa abaixo). A edição 2021 do estudo, realizado pelo quinto ano consecutivo, reafirma a crescente maturidade das redes, ainda mais evidenciada num ano marcado pela pandemia da Covid-19. Uma novidade neste ano é que a lista das 50 Maiores envolve apenas redes com investimento acima de R﹩ 90 mil. As microfranquias (negócios com limite de investimento de até R﹩ 90 mil) têm a partir de 2021 lista própria.

O levantamento indica que o volume de unidades das 50 Maiores Marcas aumentou 5% em 2020 frente a 9% no ano anterior. Levando-se em consideração que a Covid-19 tomou praticamente todo o ano passado, esse aumento revela a resiliência, capacidade de reação e adaptação do sistema de franquias a cenários adversos. Entre as top 50, neste ano são 16 as redes com mais de mil unidades, uma a menos que em 2020. Reflexo da pandemia, já a quantidade mínima de operações para figurar na lista das maiores diminuiu em 2%, passando de 321 em 2019 para 315 em 2020.

Para André Friedheim, presidente da ABF, “a força, a maturidade e a resiliência do franchising nacional estão refletidas nessa lista das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil. Nesse período de dificuldades sem precedentes em mais de um século para pessoas e empresas no enfrentamento da pandemia de Covid-19, essas redes demonstraram a importância do trabalho em rede, da força da marca, dos princípios e valores que norteiam o setor de franquias. A todas meus parabéns, reconhecimento e desejo de que sigam crescendo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor de franquias brasileiro”, afirma.

A rede O Boticário (Saúde, Beleza e Bem-Estar), a exemplo dos últimos anos, se mantém em 1º lugar na lista, com 3.620 unidades no Brasil. O McDonald’s (Alimentação), na segundo posição, repete a vice-liderança do ano passado, com 2.567 operações de franquia. Já a Cacau Show (Alimentação) subiu uma posição, alcançando o 3º lugar na lista, com 2.371 unidades.

Neste ano, passaram a integrar as Top 10 três novas redes: Óticas Carol (Saúde, Beleza e Bem-Estar), que subiu da 11ª para a 8ª posição, com 1.394 unidades; Seguralta – Bolsa de Seguros (Serviços e Outros Negócios), do 12º para o 9º lugar, com 1.325, e Burger King (Alimentação), que avançou do 14º para o 10º lugar, passando a integrar esse seleto grupo, com 1.302 franquias, e apresentando a maior variação, com 8% mais unidades entre 2019 e 2020. Alimentação que, aliás, é o segmento mais representativo individualmente do franchising brasileiro e é, ainda, um item essencial, também predomina na lista das dez maiores, com cinco marcas (50% de participação). Saúde, Beleza e Bem-Estar tem duas representantes, Serviços Automotivos, Hotelaria e Turismo, e Serviços e Outros Negócios completam o grupo com uma rede cada.

A pesquisa é realizada exclusivamente com marcas associadas, a partir do banco de dados da entidade com informações registradas pelas próprias redes. As informações são auditadas eletronicamente pelo sistema quanto à sua veracidade e autenticidade por meio de regras e salvaguardas específicas no processo de inserção dos dados no próprio sistema.

Destaques entre as Top 20 e estreantes nas Top 50

Entre as 20 maiores, a rede OdontoCompany (Saúde, Beleza e Bem-Estar) se destacou, com 57% de crescimento em número de unidades, 997, o que a levou a subir da 25ª para a 17ª posição, integrando esse segundo bloco de marcas. A rede foi beneficiada pelo fato de o mercado de saúde, especialmente as clínicas odontológicas, ter imensa demanda reprimida durante os primeiros meses de pandemia e assim ter crescido muito no decorrer do ano.

A Help! Loja de Crédito (Serviços e Outros Negócios), com 855 operações, alcançou a segunda maior variação neste grupo, com 22% de crescimento, passou do 24º para o 19º lugar e a figurar entre as Top 20. O mesmo aconteceu com a Chilli Beans (Moda), que subiu uma posição e com 847 franquias completa esse grupo.

Quatros marcas estrearam entre as Top 50 neste ano. A rede Mercadão dos Óculos (Saúde, Beleza e Bem-Estar) saltou do 70º para o 42º lugar, com 396 unidades. A Clube Melissa (Moda), com 332 operações, subiu da 51ª para a 48º posição. A CASA DO CONSTRUTOR (Casa e Construção), com 318 franquias, avançou da 62º para o 49ª lugar. Segundo dados da ABF, o segmento – beneficiado pela maior permanência das pessoas em casa e difusão do home office – foi o que mais cresceu durante a pandemia, com uma variação positiva de 25,6% no 4º tri do ano passado frente a igual período de 2019, e de 12,8% em 2020. Já a Sodiê Doces (Alimentação), com 315 unidades, alçou duas colocações e encerra o seleto grupo das 50 Maiores Redes de Franquias do Brasil em unidades. A data de referência para compor a lista foi 29 de janeiro de 2021.

Marcas que mais cresceram

Na lista como um todo, algumas redes se evidenciaram por seu percentual de expansão. A ACQUAZERO (Serviços Automotivos) registrou crescimento de 152% em número de unidades (388) comparado a 2019, o maior entre as Top 50. A marca saltou do 111º para o 43º lugar, razão de sua entrada na lista das maiores por unidades entre as franquias brasileiras. A rede investiu fortemente em marketing, aplicativos e tecnologia, e teve intensa atuação residencial, através da higienização de sofás, que cresceu muito na pandemia.

A Remax (Casa e Construção) teve a segunda maior variação, com um crescimento de 80% em suas operações (444) no período pesquisado. Segundo a franqueadora, no dia 1 de janeiro de 2020 a rede contava com 323 lojas e muitas estavam programadas para abrir até o final do ano, o que levou a esse total em janeiro de 2021.

A Covid-19 também não impactou o crescimento do Mercadão dos Óculos (396), que por integrar as atividades de serviços essenciais foi de 67% no período.

A Nutrimais (Alimentação) projetou-se com a terceira maior variação no número de unidades (524), registrando um crescimento de 49%, beneficiada pelo bom desempenho do mercado de agronegócio mesmo durante a pandemia.

“Por meio desse estudo, mesmo em um ano difícil, o franchising mostra seu dinamismo e que se mantém em evolução, norteado pelas marcas mais maduras e consolidadas”, observa o presidente da ABF.

Segmentos, formatos, tempo como franqueadora, Selo de Excelência e gênero

A pesquisa mostrou que Alimentação continua sendo o mais representativo dos segmentos entre as 50 Maiores Franquias do Brasil por unidades, tendo ampliado sua fatia de participação de 35% para 37%, mostrando a resiliência e capacidade de reação das redes do segmento nesse período de pandemia.

Saúde, Beleza e Bem-Estar se manteve estável no segundo lugar (19%), e Serviços e Outros Negócios vem em terceiro, aumentando sua presença de 9% para 11%. Outro destaque, muito em função da mudança de hábitos provocada pela Covid-19, Casa e Construção saiu do zero e registrou 2% de participação no rol das Top 50.

As 50 Maiores Franquias do Brasil investiram mais em “Lojas” do que em “Outros formatos” no ano passado, indica o estudo. A alta no período pesquisado foi de 85% para 90% das Lojas contra uma redução de 15% para 10% nos demais formatos.

O tempo de atuação das redes no mercado de franquias é um fator preponderante entre as 50 Maiores. O levantamento de 2021 mostra que a participação das marcas com mais de 10 anos no franchising saltou de 57% para 71%. Já as redes com 9 a 10 anos oscilaram de 15% para 12%.

A importância do Selo de Excelência em Franchising (SEF) também é revelada no estudo. Entre as Top 50, 83% possuíam a principal chancela do mercado de franquias brasileiro em 2020 contra 75% no ano anterior. Dessas, 33% conquistaram mais de 10 chancelas até o ano passado, ante 32% em 2019, e aquelas que não possuíam o Selo caíram de 25% para 23%. Para André Friedheim, “a cada ano o SEF ganha uma relevância maior entre as Top 50 do setor de franquias brasileiro, revelando e refletindo a alta qualidade das redes que compõem esse seleto grupo e o próprio desenvolvimento do franchising nacional”.


Quanto ao gênero do principal executivo, o estudo aponta que as mulheres avançam gradativamente no posto de liderança entre as Top 50. A participação dos homens diminuiu de 85% para 79%, enquanto a das mulheres aumentou de 15% para 21%.

ABF lança lista das 10 Maiores Microfranquias no Brasil

Com o crescimento do número e projeção das microfranquias no mercado brasileiro, a Associação Brasileira de Franchising cria, a partir deste ano, um ranking específico das 10 Maiores Microfranquias no Brasil por unidades. A ideia foi também segregar franquias de perfil de investimento diferente, podendo assim acompanhar melhor a evolução de cada bloco. Nesta 1ª edição, representantes de três diferentes segmentos encabeçam a lista. De acordo com o levantamento, o 1º lugar dentre as Top 10 é da rede Pit Stop Skol (Alimentação), com 1.866 unidades. A rede Kumon (Serviços Educacionais) vem na segunda posição, com 1.585 operações. Já a Acqio (Serviços e Outros Negócios) é a terceira colocada, com 1.036 unidades.

Na lista das Maiores Microfranquias no franchising brasileiro, a Touti (Saúde, Beleza e Bem-Estar) apresentou a maior variação em número de unidades, com crescimento de 100%. Franquia de venda de cosméticos a partir de R﹩ 12 mil de investimento inicial, a marca fechou contrato com a Rede Assaí para abertura de unidades em seus mercados.

A rede Maria Brasileira alcançou a segunda maior variação do ranking. O segmento de Limpeza e Conservação, ao qual pertence a franquia, explorou um novo nicho na pandemia com a realização de desinfecções em estabelecimentos comerciais e residências.

“É interessante notar a variedade de tipos de negócio dentro do ranking das microfranquias. Temos venda de bebidas, educação, limpeza, meios de pagamento, lavanderia, venda de bijuterias e corretora de seguros, mostrando a versatilidade das microfranquias. Isso é muito importante pois as microfranquias podem ser uma alternativa de ocupação de renda para muitos desempregados, o que já vem ocorrendo”, comenta o presidente da ABF.

*A lista deste ano é composta por 52 marcas em virtude do empate em duas posições (41º e 44º lugares)

Durante a pandemia, apenas 3 em cada 10 brasileiros compraram um dispositivo eletrônico

Em março de 2020, com as medidas para conter a propagação do novo coronavírus, milhares de trabalhadores e estudantes precisaram trocar escritórios e escolas pelas salas de casa, e de uma hora para outra tiveram que se adaptar ao home office e ao ensino a distância. Esse movimento até alavancou a venda de dispositivos eletrônicos, mas apenas para uma parcela da população, realçando os desafios para outra boa parte de brasileiros. Esse é um dos flagrantes do IDC Consumer Behavior 2020, estudo realizado entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, com mais de 1200 representantes das gerações Z, Y, millenials e baby boomers, de ambos os sexos e de todas as regiões do país. Segundo o estudo, mesmo diante das necessidades impostas pela pandemia, apenas 3 em cada 10 brasileiros investiram em equipamentos eletrônicos (computadores desktop, notebooks, tablets e/ou all-in-one) para ajudá-los em suas tarefas. A pesquisa também alerta que pouco mais de 10% ainda não possui qualquer dispositivo.

Liderado pelo gerente de Pesquisa & Consultoria para a área de Consumer da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, com apoio de sua equipe de analistas, o estudo também dedicou espaço aos smartphones e identificou a intenção dos respondentes em investir nessa categoria. “No geral, os consumidores planejam gastar mais no próximo celular em relação ao que gastaram em seu atual”, diz Sakis. “Mesmo que boa parte da população ainda esteja absorvendo os impactos da pandemia, essa tendência de aumento de gastos tem como base a importância que os smartphones ganharam no cotidiano brasileiro, chegando até mesmo a ser um substituto dos computadores em diversas funções”, reflete o gerente da IDC Brasil.

A guinada do e-commerce em relação aos canais e venda físicos foi outro destaque do Consumer Behavior 2020. Segundo Sakis, o estudo do comportamento do consumidor, que é feito pela IDC Brasil desde 2015, já apontava um crescimento consistente da venda de celulares nos canais digitais, porém a edição de 2020 mostrou uma aceleração forte, colocando a modalidade no segundo lugar, com quase 40% das vendas.

Os estudos da IDC Brasil com os dados consolidados das vendas de computadores, tablets, celulares e impressoras em 2020 serão divulgados em breve.

Google abre inscrições para estágio na área de tecnologia

Pela primeira vez, o programa de estágio voltado para estudantes de Ciência da Computação e áreas correlatas vai ocorrer de forma 100% virtual

O Google abriu hoje as inscrições para seu programa de estágio voltado a estudantes universitários que desejam iniciar suas carreiras na área de tecnologia. Os interessados podem se candidatar até 26 de março pelo site de carreiras da empresa e terão a oportunidade de trabalhar diretamente no desenvolvimento de recursos para os principais produtos do Google, entre eles a Busca, uma das áreas centrais de atuação do escritório de Engenharia do Google na América Latina, localizado em Belo Horizonte.

O programa é realizado anualmente no escritório da empresa na capital mineira, mas, desta vez, será totalmente virtual, o que permite a participação de estudantes de ciência da computação e áreas correlatas de universidades de todos os lugares do Brasil. Entre as principais qualidades procuradas pela empresa estão “habilidades para resolver problemas”, “boa comunicação” e “trabalho em equipe”. O domínio do inglês é exigido.

Segundo Yale Soares, especialista em recrutamento do Google no Brasil, a seleção se tornou uma oportunidade para universitários e universitárias que não residem próximo ao escritório em Belo Horizonte . “Com o trabalho remoto, muitos estudantes podem seguir seu curso de graduação em seus Estados e participar do nosso programa de estágio. Para nós, essa é uma chance de receber talentos de todas as regiões do país que contribuam para que os produtos e serviços do Google sejam ainda mais representativos”, explica.

Lives preparatórias


Nos próximos dias 11, 18 e 25 de março, o Google vai oferecer lives preparatórias para estudantes conversarem com engenheiros e engenheiras do escritório de Belo Horizonte. Os participantes poderão tirar dúvidas do cotidiano da profissão, além de aproveitar conteúdos sobre “como organizar o currículo” e “como funciona entrevistas técnicas” e uma simulação de como responder perguntas em uma entrevistas deste tipo. A transmissão acontece pelo canal do Google e a participação não é obrigatória para os inscritos no programa.

Danone é a 1ª grande indústria alimentícia a se tornar Empresa B no Brasil

A realidade atual exige um novo tipo de empresa e a Danone acredita que uma grande indústria, que alcança milhares de consumidores, deva usar sua escala para mudar o sistema atual para modelos mais saudáveis e sustentáveis para as pessoas e para o planeta. Por isso, a Danone Brasil submeteu 100% da sua operação a uma rigorosa verificação e foi certificada como Empresa B – uma empresa que gera voluntariamente impactos positivos na sociedade e no meio ambiente por meio do seu modelo de negócio ao longo do tempo, agindo com responsabilidade e transparência, e comprometida com altos padrões de gestão e melhoria contínua.

Desde 1919, a companhia trabalha para levar saúde por meio da alimentação ao maior número de pessoas possível. E agora, lidera um movimento ainda maior: uma nova forma de fazer negócios, comprovada pela conquista da certificação como Empresa B da 1ª grande indústria de alimentos no Brasil. Ser uma Empresa B faz parte dos nove objetivos globais do Grupo Danone para até 2030, que estão conectados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A letra “B” significa “Benefit” (benefício em português), isto é, empresas que geram benefício social e ambiental por meio do seu negócio.

“A Danone já era a maior Empresa B no mundo e com a conquista da certificação aqui no Brasil, podemos afirmar que o grupo agora possui metade do seu faturamento global proveniente de negócios com a certificação B Corp. E é com muito orgulho que falamos isso, é muito gratificante fazer parte desse Movimento Global de Empresas B”, comenta Mauricio Camara, CEO da Danone Brasil. “Vale destacar que para uma indústria de alimentos de larga escala ser reconhecida como uma Empresa B é um desafio imenso e demonstra não só a nossa essência, mas principalmente o nosso modelo de negócio de impacto. A complexidade da nossa cadeia de valor é incomparavelmente maior a de uma pequena ou nova empresa, e aí está o diferencial e o pioneirismo dessa conquista, que só foi possível devido ao comprometimento, entusiasmo e trabalho incansável de nossas equipes, fornecedores, clientes e parceiros”, finaliza.

As Empresas B promovem culturas empresariais abertas e colaborativas, pois sabem que gerar impactos maiores exige colaboração para alcançar, monitorar e medir o progresso de forma eficaz e permanente. Junto com outras companhias do movimento, a Danone não quer ser somente uma das melhores empresas do mundo, mas também uma das melhores empresas PARA o mundo, e isso é feito por meio das decisões diárias, do portfólio de produtos que contribuem para a saúde e a nutrição, e conectando sucesso nos negócios com o progresso social através de programas e iniciativas socioambientais em toda a cadeia.

“Queremos inspirar e ser inspirados por uma rede de organizações com ideias semelhantes em direção a um modelo de prosperidade compartilhada e duradoura. Queremos incentivar que outras empresas privadas ingressem na construção de uma economia mais igualitária, sustentável e regenerativa para as pessoas e para o planeta. É fundamental que todos os elos da cadeia produtiva sigam essa premissa e pratiquem uma nova economia”, explica Cibele Costa Zanotta, diretora de Assuntos Corporativos da Danone que liderou esse processo no Brasil. “Ser uma Empresa B é uma maneira poderosa de atestar ​credibilidade, confiança e valor​, pois atrai a atenção daqueles que querem​trabalhar, comprar e investir em empresas nas quais acreditam”, completa.

A certificação como Empresa B é rigorosa, dada por uma organização internacional independente, sem fins lucrativos – o B Lab, representado no Brasil pelo Sistema B -, que consegue verificar de forma tangível e mensurável o que a Danone chama de Projeto Duplo, a busca do sucesso econômico de uma forma sustentável, unida ao progresso social. Ele avalia cinco pilares nas organizações: Governança, Trabalhadores, Meio Ambiente, Relação com a Comunidade e Modelo de Negócio de Impacto, ou seja, avalia as empresas de forma 360º.

Francine Lemos, Diretora Executiva do Sistema B, afirma que é muito importante ter marcas como a Danone sendo certificada como uma Empresa B. “Para construir uma nova economia mais inclusiva e sustentável, na velocidade e urgência que precisamos, é necessário influenciar mudanças nas regras do jogo. As Empresas B mostram que o conceito de sucesso na economia pode ser alterado e medido não apenas pelo fator financeiro, mas também pelos impactos sociais e ambientais. Ter grandes empresas repensando essa lógica de mercado por meio de uma nova maneira de fazer negócios é um grande exemplo de que o movimento é possível e pode gerar ganhos enormes para a nossa sociedade”, explica.

Essa certificação é mais um passo da Danone alinhada a visão da companhia One Planet. One Health, e a crença de que cada pessoa pode construir o mundo no qual quer viver por meio de suas escolhas diárias. Por isso, a companhia convida todos a se juntarem a este movimento. Saiba mais em: http://corporate.danone.com.br/empresa-b-certificada

Para ajudar na inovação, por que não usar o desenvolvimento ágil de produtos?

Por Dale Tutt, vice-presidente do setor aeroespacial e de defesa da Siemens Digital Industries Software

Modelo cortesia da Bye Aerospace Inc.

Fizemos alguns avanços impressionantes tanto da perspectiva da sociedade quanto da indústria em meio a esta pandemia implacável. E, embora o setor aeroespacial e de defesa (A&D) tenha sido atingido de maneira excepcional, voltaremos ainda mais fortes, melhores e mais rápidos.

A boa notícia é que estamos vendo muitas inovações atualmente. A propulsão elétrica, por exemplo, está emergindo rapidamente como uma nova alternativa de fonte de energia. Não apenas porque é mais segura e fácil de manter, mas também porque é uma solução de energia verde, o que nos dá esperança de um planeta mais verde. Não importa se falamos de decolagem e pouso vertical elétrico (eVTOLs), táxis aéreos ou aeronaves comerciais, a propulsão elétrica logo estará presente nesses sistemas. E você viu que os aviões supersônicos ressurgiram? Word é um OEM que descobriu como lidar com o estrondo sônico. E as coisas que a SpaceX está fazendo para viagens espaciais? O espaço não é mais domínio exclusivo de grandes corporações e grandes governos. De repente, é a nova fronteira para empresas menores, mais inteligentes e mais ágeis.

Com toda essa inovação, cabe às empresas encontrar novas maneiras de reduzir os riscos e custos de programas e colocar seu produto no mercado com mais rapidez. Quando você pensa na abordagem tradicional em cascata usada há décadas, fica claro que esses ciclos de vida de desenvolvimento de produtos de dez ou quinze anos não se aplicam mais ao nosso ambiente atual. Um novo processo é necessário, que aproveite as tecnologias atuais e promessas para o futuro. Hoje, tudo deve ser feito certo já na primeira vez, em uma fração do tempo. Por exemplo, veja o segmento emergente eVTOL, existem literalmente centenas de startups competindo ferozmente no mesmo espaço; todas querem ser as primeiras!

Introdução do desenvolvimento ágil de produtos em sua organização

Como o nosso setor incorpora a inovação e a complexidade e, ao mesmo tempo, se mantém ágil? A resposta é a introdução do desenvolvimento ágil de produtos. No passado, “ágil” para muitos significava “apressado”, mas isso mudou. Hoje, o desenvolvimento ágil de produtos é uma abordagem moderna para o gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM), fornecendo um processo e programa extremamente bem planejados e executados, com uma série de vantagens para o projeto, teste e manufatura. Imagine o seguinte:

• E se as equipes pudessem construir e testar seus produtos antes de concluir o projeto completo e de fato começar a aprender algo sobre eles?

• E se a integração não fosse apenas gerenciar interfaces com os fornecedores, mas também gerenciar riscos técnicos para que as equipes pudessem gerenciar os cronogramas com mais eficiência?

• E se os silos atuais entre as equipes e os parceiros fossem eliminados para que todos pudessem de fato colaborar e acelerar a inovação?

O desenvolvimento ágil de software legado já existe há algum tempo, mas o setor precisa abordar o desenvolvimento ágil de produtos de uma maneira totalmente diferente. Isso envolve mais do que pessoas, ferramentas e processos; é como uma base central digital que une tudo isso. O verdadeiro desenvolvimento ágil de produtos tem como base um gêmeo digital abrangente para modelos de simulação, CAD 3D e manufatura aditiva, para citar apenas algumas possibilidades (Figura 1). A abordagem ágil é contínua e iterativa e integra teste, validação e verificação do produto e manufatura em todo o processo de desenvolvimento de produto. Com a ajuda do gêmeo digital, os usuários têm acesso a todos os tipos de software e recursos em cada fase do desenvolvimento de produto. A abordagem ágil consiste em dividir um programa em sprints (algo como “corridas”), e dentro de cada sprint, as equipes testam, verificam e validam até que os objetivos de cada sprint predeterminado sejam atendidos.

Figura 1: O desenvolvimento ágil de produtos usa as tecnologias abrangentes de gêmeo digital e thread digital da Siemens para adicionar virtualização, colaboração e automação a cada etapa do processo de desenvolvimento de produto. Modelo cortesia da Zipline International Inc.

Construção e incorporação de sprints

Um sprint divide um programa em partes menores gerenciáveis para que as equipes se concentrem em concluir um aspecto do programa antes de passar para o próximo. O primeiro sprint normalmente estabelece a base do programa e define o próximo sprint. Os sprints podem assumir várias formas, dependendo do produto. Para um novo avião, pode haver o sprint das asas, depois o sprint da cauda e depois o sprint da cabine. Com uma equipe pequena e ágil, é mais rápido dividir o projeto em partes gerenciáveis e focar em cada seção para acelerar a maturidade do projeto. Por exemplo, no caso de uma startup de eVTOL, uma das principais preocupações do sprint inicial provavelmente seria: “Vamos garantir que o avião consegue voar!”

Cada sprint consecutivo adiciona mais funcionalidades ou recursos e também pode introduzir um nível diferente ou um novo tipo de teste. A melhor coisa dos sprints é que as equipes podem se concentrar em metas de curto prazo que atendam às metas de longo prazo do programa. Voltando ao exemplo da empresa de eVTOL, em um sprint intermediário, a equipe provavelmente trabalha no projeto e aperfeiçoamento da integridade estrutural, aerodinâmica e propulsão. Enquanto avança por cada sprint, a equipe faz um projeto mais baseado em simulação. Em seguida, como a empresa eVTOL vai construir o que é testado no túnel de vento? Mas espere, e se depois de todos esses testes, um investidor de última hora pede à empresa que mude de um avião de dois para cinco assentos? É fácil fazer as mudanças necessárias porque a equipe pode voltar aos sprints anteriores. E depois, existem os desafios relacionados à certificação. As empresas enfrentam hoje maior complexidade na hora de obter a certificação de produtos, pois devem levar em conta todas as regulamentações federais, estaduais e locais que devem ser respeitadas. Um sprint com loops de feedback ativo que inclui tanto a verificação virtual do produto quanto a manufatura pode servir como uma ferramenta inestimável nesta fase – e lembre-se, fazer parte do thread digital significa que todos os tipos de dados estão disponíveis para a equipe responsável pela certificação, com rastreabilidade total para acelerar o processo.

Por fim, há a manufatura. Como uma empresa passa do protótipo à manufatura? O poder da transformação digital é percebido aqui na velocidade com a qual as equipes podem se mover na hora de aumentar a taxa de produção. Se elas estiverem construindo aviões, não se trata apenas de lançar o primeiro avião, mas de fabricar 10, 20 ou 50 por mês. Com as ferramentas virtuais e o gêmeo digital de produção, um sprint pode garantir às equipes a compreensão de seus processos de manufatura. Esse processo, também chamado de comissionamento virtual, é a capacidade de usar simulação para validar se a fábrica vai atender a todos os requisitos necessários.

Na minha experiência, é seguro dizer que um sprint elimina o risco do processo e permite que as empresas de A&D atinjam seus objetivos de uma forma muito mais flexível (Figura 2).

Figura 2: Ao incorporar o software Siemens NX em um sprint, as equipes podem otimizar e acelerar os processos de projeto, simulação e manufatura com o apoio total do gêmeo digital. Modelo cortesia da Bye Aerospace Inc.

A abordagem ágil permite incorporar várias disciplinas no processo, como eletrônica, mecânica, simulação e software

Eventualmente, um sprint pode ter elementos de projeto generativo, o que adiciona um novo nível de otimização de vários domínios. O thread de engenharia de sistemas baseada em modelo (MBSE) desempenha um papel importante aqui, pois é uma grande parte do projeto composto e do processo de manufatura. A MBSE também pode ter projetos de sistemas elétricos e mecânicos integrados no processo. Os sistemas elétricos são parte integrante de muitos programas de A&D hoje. A junção desses sistemas elétricos e mecânicos integrados por meio da MBSE pode ajudar a acelerar todo o processo de projeto e garantir a transferência mais rápida do sistema eletrônico para as equipes de conexões de fios e projeto do software.

A abordagem ágil está presente no seu futuro?

Uma das maiores vantagens do desenvolvimento ágil de produtos é que as empresas podem amadurecer seus produtos com mais rapidez, obtendo mais capacidades do produto. Já tivemos clientes que relataram isso. Eles usam ferramentas de projeto conectadas para simulação e testes virtuais que economizaram um tempo significativo do desenvolvimento de produto. Ao unir ferramentas de projeto, engenharia e manufatura em um gêmeo digital abrangente, eles estão acelerando e otimizando o processo geral de projeto, que muitas vezes também envolve reduções consideráveis de custos.

Com os sprints, as equipes tornam-se mais ágeis na execução e tomada de decisões. Além disso, mais pessoas estão capacitadas para tomar decisões melhores com base em informações melhores, pois compartilham o thread digital, que fornece rastreabilidade e conectividade.

Com isso, nossos clientes estão reduzindo o tempo de desenvolvimento de produto por meio do desenvolvimento ágil de produtos. Alguns já reduziram 50% do tempo de desenvolvimento e estão melhorando a qualidade do processo. Na verdade, alguns clientes estão melhorando 90% do rendimento inicial de seus processos de projeto e manufatura, pois têm menos retrabalho quando chegam à manufatura. E assim, com o projeto ágil de produto, você terá benefícios no mundo do projeto e, o mais importante, terá vantagens importantes também no mundo da manufatura.

No final das contas, embora o desenvolvimento ágil de produto ajude as equipes em todo o ciclo de vida do produto a ir mais rápido e com menos risco, o valor real por trás do desenvolvimento ágil de produto está no momento de construir, pois as equipes têm a capacidade e flexibilidade para desenvolver seus produtos.

Cietec anuncia novo Diretor-Presidente

Thiago Velloso, novo Diretor-Presidente do Cietec

Tomou posse, na última segunda-feira (01), o novo Diretor-Presidente do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia – CIETEC, gestor da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/IPEN-CIETEC, Thiago Velloso, em substituição ao Prof. Dr. Claudio Rodrigues, que ocupava o cargo desde 2008.

O novo Diretor-Presidente é executivo e empreendedor, especializado em gestão da inovação, e com um histórico de atuação multidisciplinar e passagens por organizações dos setores público e privado.

Recentemente, Velloso ocupou a Superintendência de Relações Institucionais e Mercado da Desenvolve SP, o banco de desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo onde liderou os esforços de captação de recursos da instituição, bem como sua atuação nas áreas de crédito e investimento em inovação e startups.

Paro o novo Diretor-Presidente, o CIETEC é uma instituição de referência no mercado de startups, que acumula conquistas ao longo de mais de duas décadas de atuação. “Somos um dos maiores ambientes de desenvolvimento de startups do país e inseridos em uma geografia extremamente privilegiada, nos campi da USP e IPEN/CNEN no coração da cidade de São Paulo. Dessa forma, nossa principal missão será extrair o máximo valor desses diferenciais competitivos”, afirmou Velloso, em seu discurso de posse.

Para o Prof. Dr. Marcos N. Martins, o coordenador da Agência USP de Inovação – AUSPIN, o ingresso de Velloso na equipe do CIETEC deve oxigenar a instituição e ampliar a carteira de projetos em colaboração com a Universidade. “Esperamos colaborar intensamente e confiamos que o novo diretor irá aproximar ainda mais o mercado de investidores privados das nossas startups, um movimento fundamental para nossa estratégia de atuação”, ressaltou Martins.

O Superintendente do IPEN/CNEN, Dr. Wilson A. P. Calvo, destacou a brilhante atuação da Incubadora, desde a sua criação em 1998, contribuindo de forma decisiva à formação de uma cultura empreendedora e de inovação no Instituto e na Universidade, com empresas que fazem a diferença nesse momento de pandemia do Covid-19, transformando ciência em tecnologia, no atendimento às necessidades imprescindíveis da População Brasileira.

“Tenho certeza de que a nova gestão saberá valorizar e cultivar as inúmeras conquistas da Incubadora USP/IPEN-CIETEC, além de promover a colaboração entre as nossas Instituições de forma participativa, em prol da melhoria do ambiente de negócios, da geração de renda e empregos ao País. Conte conosco nesse novo desafio”, finalizou.

Mastercard anuncia maratona do Girls4Tech e inspira meninas a desenvolverem habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática

No mês do Dia Internacional da Mulher, a Mastercard anuncia uma maratona regional do Girls4Tech, um programa para inspirar meninas a desenvolverem habilidades STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) que acontecerá pela primeira vez em uma série de eventos virtuais e simultâneos, realizados no dia 8 de março em 15 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil.

Estima-se que 80% dos empregos que serão criados na próxima década exigirão habilidades de matemática e ciências aplicadas, embora menos de 30% desses empregos sejam atualmente ocupados por mulheres. A Mastercard acredita que é necessário inspirar as meninas a desenvolver seu potencial nas áreas STEM desde a infância.

O Girls4Tech é um programa focado em um plano de estudos STEM exclusivo e interativo que busca impactar 1 milhão de meninas com idades entre 8 e 16 anos em 40 países até 2025. Traduzido para 14 idiomas, seu currículo é baseado em padrões globais científicos e matemáticos que mostram a tecnologia de pagamentos, e é apresentado por colaboradores da empresa como mentores.

Como parte dessa maratona regional, neste dia 8 de março, a Mastercard realizará pela primeira vez uma série de eventos virtuais e simultâneos nos quais um grupo de meninas de 15 países da região da América Latina e do Caribe participará de sessões, a fim de introduzi-las nos campos da criptologia, detecção de fraudes e convergência digital. Os países incluem Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Jamaica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.

No Brasil, meninas das ONGs Visão Mundial, Cades, Arte Cidadã e Associação de Apoio ao Projeto Quixote participarão da maratona. Pela primeira vez, as atividades serão realizadas além do eixo São Paulo, incluindo a praça de Fortaleza.

“Sabemos que a participação de mulheres em áreas ligadas a finanças e tecnologia ainda está longe do ideal e isso reflete estereótipos de gênero que foram historicamente construídos. O Girls4Tech é uma das formas que encontramos de enfrentar esse problema de frente e esperamos que esses recursos de aprendizado sejam uma maneira divertida de engajar e inspirar garotas sobre as áreas de STEM. Acreditamos que um mundo com oportunidades equitativas cria possibilidades ilimitadas e oferece a todos a chance de liberar seu potencial, perseguir suas paixões e fazer coisas extraordinárias acontecerem”, afirma Sarah Buchwitz, vice-presidente de Marketing e Comunicação da Mastercard Brasil.

Programa Huawei Women Developers impulsiona inovação tecnológica

A Huawei lançou hoje, oficialmente, seu programa HUAWEI Women Developers (HWD), para empoderar mulheres desenvolvedoras a criarem aplicativos e ferramentas com potencial para fazer a diferença no mundo. O programa tem como objetivo incentivar mais mulheres a criarem inovações tecnológicas, proporcionando às participantes mais oportunidades, ferramentas e capacitação para desenvolverem as suas ideias e projetos. Qualquer mulher desenvolvedora, de qualquer lugar do mundo, pode se inscrever para participar do programa no site oficial da HUAWEI Developers.

Durante o anúncio, a Huawei afirmou que, na era digital, mais oportunidades e apoio devem ser dados às mulheres para garantir que elas tenham acesso à educação e treinamentos que as ajudem a ser inseridas na economia digital. Investir na capacitação desse público é uma forma de promover maior igualdade e diversidade no mercado tecnologia.

“Acreditamos que as mulheres liderarão a inovação tecnológica. Esperamos que o programa HUAWEI Women Developers ajude-as a aproveitarem melhor seus talentos e valores únicos, e lhes dê mais oportunidades para demonstrar suas habilidades de liderança. Isso ajudará a tornar nosso mundo um lugar melhor”, afirma Guo Yi, vice-presidente da Huawei Brasil.
O programa HUAWEI Women Developers é a mais nova iniciativa que a empresa anunciou como parte de seu compromisso de promover a igualdade de gênero. O programa oferecerá às participantes treinamentos sobre inovação tecnológica e caminhos de desenvolvimento de carreira, além de oportunidades para que se reúnam com especialistas em tecnologias de ponta de diversas áreas e participem de experimentos e exercícios práticos baseados em cenários. A companhia espera criar uma comunidade especial para mulheres desenvolvedoras na plataforma Huawei developers, e organizar uma série de eventos on-line e off-line.

Até o momento, a Huawei lançou com sucesso programas de treinamento de habilidades digitais semelhantes para mulheres em muitos países, incluindo o Brasil. Mais de 30% dos outros programas de treinamento de TIC da Huawei do Brasil, como o Seeds for the Future, ICT competition,ICT Academy, são mulheres.

O programa HUAWEI Women Developers está agora aberto a mulheres desenvolvedoras de todo o mundo. Para obter mais informações, visite o site oficial da HUAWEI Developers.

Link:http://developer.huawei.com/consumer / en / programs / hwd

Desafio de Impacto Social em busca de um futuro melhor para mulheres e meninas

O Google lança hoje (8/03), Dia Internacional da Mulher, o novo Desafio de Impacto Social para Mulheres e Meninas com o objetivo de apoiar o trabalho de organizações sem fins lucrativos e entidades sociais do mundo todo que promovem o empoderamento econômico de mulheres e meninas.

O Google.org vai oferecer um total de US$ 25 milhões, e as organizações beneficiadas pelo Desafio de Impacto Social receberão consultoria de Googlers, bem como recursos para criarem anúncios e outras formas de apoio que ajudarão a pôr essas iniciativas em prática.

“É responsabilidade de todos garantir que mulheres e meninas, do Brasil ou de qualquer lugar no mundo, tenham condições de viver suas vidas de modo a poderem alcançar seu potencial máximo. Para isso, precisamos enfrentar desigualdades e dar oportunidades”, diz Susana Ayarza, diretora de Marketing do Google Brasil. “Esperamos que o Desafio de Impacto Social possa fortalecer organizações que trabalham com esse objetivo”.

Os projetos serão selecionados por um painel de especialistas que inclui a atriz brasileira Taís Araújo. A lista completa inclui:

•Jacquelline Fuller (VP do Google e Presidente do Google.org)
•Lorraine Twahili (Vice-presidente de Marketing Global no Google)
•Susan Wojcicki (CEO no YouTube)
•Melonie Parker (Diretora de Diversidade no Google)
•Alyse Nelson (presidente e CEO do Vital Voices Global Partnership)
•Kate Garvey (cofundadora do Project Everyone)
•Taís Araujo (atriz e apresentadora)
•Phumzile Mlambo-Ngcuka (Diretora-executiva da ONU Mulheres)
•Graça Machel (Graça Machel Trust)
•Rona Ambrose (Vice-presidente na TD Securities)
•Rigoberta Menchu Tum (Prêmio Nobel da Paz em 1992)
•Fabiola Gianotti (Diretora-geral na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear)
•Natalia Vodianova (Modelo, filantropista e embaixadora da UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas)
•Carolyn Tastad (presidente do grupo norte-americano e executiva sponsor de Igualdade de Gênero da P&G)
•Shakira (cantora e filantropista)
•Ai-jen Poo (Diretora da National Domestic Workers Alliance, Caring Across Generations)
•Adejoke Orelope-Adefulire (Assistente especial da presidência da Nigéria para ODS)
•Graça Fonseca (Ministra da Cultura de Portugal)
•Lisa Mensah (presidente e CEO da Opportunity Finance Network)
•Juliana Rotich (empreendedora)
•Amanda Gorman (poeta vencedora do National Youth Poet Laureate)
•Mary Robinson (ex-presidente da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos)
•Laura Berry (CEO na Supply Nation)
•Saskia Nino de Rivera (cofundadora da Reinserta A.C)
•Amika George (estudante, ativista e fundadora do Free Periods)
•Prajakta Koli (YouTuber e atriz)

As inscrições vão até o dia 09 de abril.

Mara Luquet media série especial da Zoop que destaca inclusão das mulheres no mercado financeiro

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, convidou a jornalista Mara Luquet, fundadora do canal MyNews, apontado pelo Google como benchmark de jornalismo na plataforma, para mediar uma série de três episódios de seu podcast, o “Papo na Nuvem”. No especial denominado “Mulheres”, a jornalista recebe convidadas dos setores de tecnologia e serviços financeiros, para debater o papel das profissionais nestes segmentos e destacar soluções financeiras criadas para atender demandas do público feminino. Os episódios serão publicados de 8 a 12 de março nas principais plataformas de áudio e em vídeo no canal da Zoop no Youtube .

Em cada episódio, Luquet receberá duas profissionais com destaque por suas atuações no mercado financeiro, abordando o papel da mulher neste mercado e destacando soluções financeiras focadas no público feminino. As participantes são Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web; Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA; Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She; Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black; Lorena Louisy, CEO do TPM Bank; e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin.

Mara Luquet ressalta a importância do debate sobre o espaço para as mulheres que atuam no mercado financeiro, historicamente dominado, setor ainda predominantemente masculino. “Isso não é só uma questão no Brasil, o mercado financeiro é um mercado muito masculino. Há muitos homens em postos chaves, e mesmo no Brasil ainda vemos poucas mulheres como gestoras – há mais do que já teve no passado, quando eu comecei a cobrir nesse mercado era bem menos, está avançando. E vemos isso no mundo inteiro”.

A proposta da série é destacar o protagonismo das mulheres na transformação e democratização do setor de serviços financeiros, que vem crescendo no Brasil nos últimos anos. “O objetivo desta campanha é reunir profissionais bem sucedidas e empreendedoras para debater a inserção profissional da mulher no mercado financeiro, bem como destacar novas soluções financeiras pensadas para atender demandas específicas do público feminino”, afirma Patrícia Esteves, VP de Marketing da Zoop.

O primeiro episódio reuniu as executivas Lorena Louisy, CEO do TPM Bank, e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin, para apresentar serviços financeiros criados especificamente para mulheres. As convidadas comentam as oportunidades e desafios vistos ao tirarem do papel soluções e serviços de pagamento focados em atender demandas femininas. A conversa pode ser ouvida nas principais plataformas de áudio a partir do dia 08 de março: https://zoop.com.br/papo-na-nuvem-mulheres .

Os dois outros episódios, com lançamento agendado para os dias 10 e 12 de março, abordarão outras perspectivas sobre a inclusão e participação das mulheres nos mercados de finanças e tecnologia. O segundo conteúdo, com a participação da Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web, e da Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black, trará para o centro da discussão a inclusão de desbancarizados para serviços financeiros, grupo do qual ainda fazem parte uma grande quantidade de mulheres.

O último episódio será focado em carreira no mercado financeiro, ao reunir duas mulheres que diariamente trabalham para quebrar as barreiras do setor e atrair outras profissionais para o segmento: Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), e Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She, iniciativa que promove a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho da área. As duas especialistas contaram sobre suas trajetórias e detalharam como as iniciativas lideradas por elas estão apresentando o mercado para as mulheres mais jovens e despertando o interesse delas em ocuparem esses espaços.

SoftBank, WeWork e Flávia Gamonar lançam iniciativa para acelerar o crescimento de startups lideradas por mulheres no Brasil

A WeWork, líder global em espaços de trabalho flexíveis, o SoftBank Group International (“SoftBank”) e a consultora Flávia Gamonar anunciaram hoje o lançamento da iniciativa “O Amanhã é delas”, um programa com o objetivo de apoiar o crescimento de startups lideradas ou fundadas por mulheres na América Latina e Estados Unidos.

Como parte da iniciativa, a WeWork fornecerá em torno de US$ 5 milhões em espaços de trabalho flexíveis na América Latina e Estados Unidos para receber empresas selecionadas nos escritórios por um ano, sem custos. Em conjunto, SoftBank e Flávia Gamonar conduzirão sessões exclusivas de mentoria com os participantes, fornecendo apoio e orientação enquanto as empresas selecionadas continuam expandindo seus negócios.

O programa prevê apoiar mais de 60 startups lideradas ou fundadas por mulheres da região. No Brasil, “O Amanhã é delas” selecionará 10 iniciativas. Empresas elegíveis e fundadoras podem sinalizar interesse em participar da iniciativa no seguinte website: we.co/elas. As inscrições serão aceitas até 1h59 de 1º de abril de 2021.

A iniciativa foi estabelecida em resposta ao impacto desproporcional que a pandemia da COVID-19 teve sobre as mulheres empreendedoras da região. Na América Latina, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho era de 46% em 2020, enquanto para os homens era de 69% (em 2019 elas alcançaram 52% e 73,6%, respectivamente),[1]levando a um retrocesso de mais de uma década no progresso da equidade de gênero e da participação das mulheres no mercado de trabalho da região. [2]Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no terceiro trimestre de 2020, apenas 45,8% das brasileiras economicamente ativas contavam com um emprego formal. Trata-se da menor participação em 30 anos. A questão é tão séria que o tema “Mulheres na Liderança: alcançando um futuro igual em um mundo com COVID-19” foi escolhido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para representar o Dia Internacional da Mulher deste ano.

“O programa O Amanhã é delas procura não apenas aumentar a consciência de uma questão crítica que passou em grande parte despercebida durante a crise da COVID-19, mas também impulsionar mudanças significativas e duradouras para as mulheres na força de trabalho”, disse Lucas Mendes, Diretor Geral da WeWork no Brasil.

Estudo do Boston Consulting Group (BCG) indica que, se mulheres e homens estivessem igualmente envolvidos no ecossistema empreendedor, o PIB global poderia aumentar até 6%, impulsionando a economia do mundo inteiro em até US$ 5 trilhões. “Trazer isso para a realidade requer o esforço e o compromisso da sociedade como um todo”, enfatiza Mendes.

“Temos a honra de lançar o programa O Amanhã é Delas, ao lado da WeWork, para apoiar a representatividade das mulheres latino-americanas na força de trabalho após a pandemia”, disse Marcelo Claure, CEO do SoftBank Group International e Presidente Executivo da WeWork. “Ao abordar tanto a região da América Latina quanto as mulheres de cor sub representadas, esta iniciativa combina muitos dos objetivos que o SoftBank se esforça para atingir, particularmente por meio do SoftBank Latin America Fund e do SB Opportunity Fund. Como imigrante da Bolívia, assim como pai de cinco filhas, espero alcançar um impacto positivo entre as mulheres da região, contribuindo para mudanças significativas e sustentáveis tanto na América Latina como no mundo inteiro nos próximos anos”.

A consultora Flávia Gamonar, especializada em educação corporativa e desenvolvimento profissional, apoiará as empresas selecionadas por meio de mentorias. “Como eu mesma sou empreendedora, sei como o início é difícil e estou empolgada para ajudar mulheres e ideias cheias de potencial a crescerem”, comentou.

Em 2020, a WeWork promoveu iniciativa parecida com o objetivo impulsionar o empreendedorismo negro, 11 startups brasileiras foram selecionadas e ocupam escritórios da WeWork, sem custos, atualmente.

[1] CEPAL: https://brasil.un.org/pt-br/111344-cepal-pandemia-retrocedeu-em-mais-de-uma-decada-participacao-das-mulheres-no-mercado-de

[2] IPEA: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/09/07/participacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-e-a-menor-em-30-anos-diz-ipea.ghtml

Diploma perde espaço para habilidade técnica na área de TI

Alta demanda de profissionais e falta de mão de obra qualificada têm levado empresas a valorizar conhecimentos adquiridos em cursos livres focados na prática, segundo especialista

Compras, pagamentos, reuniões, cursos, jogos. Atividades que hoje em dia podem e são realizadas de maneira on-line e de qualquer lugar, bastando apenas o acesso a um smartphone. E para que as pessoas tenham acesso a todas essas funcionalidades oferecidas pela tecnologia, existe uma categoria de profissionais que está sendo bastante disputada no mercado de trabalho: os profissionais de Tecnologia da Informação (TI), em especial os desenvolvedores (os devs) ou programadores, como também são conhecidos. Um levantamento da plataforma Catho mostra que a procura por programadores teve um crescimento de até 517% em 2020 em relação a 2019.

“Desde a criação de um site que irá permitir que lojas físicas se tornem e-commerces até automação e processos internos que aumentem a eficiência da empresa dependem das habilidades de um desenvolvedor. São eles que criam todas as plataformas utilizadas para qualquer tipo de negócio no ambiente virtual”, comenta Hugo Rosso, diretor de operações acadêmicas da Digital House. De acordo com um levantamento da Vulpi, plataforma de recrutamento de profissionais de TI, a média salarial dos desenvolvedores pelo País gira em torno dos R$ 5 mil, variando entre R$ 4 mil para um profissional em início de carreira até ganhos acima de R$ 15 mil para cargos de liderança.

Apesar da grande procura e dos bons salários, falta mão de obra qualificada no mercado e muitas empresas têm dificuldades para preencher as vagas. Isso porque no Brasil são formados 46 mil profissionais de tecnologia por ano, número inferior à demanda atual que, segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), deve ser de 420 mil profissionais até 2024. “Esse déficit acaba impactando e limitando o desenvolvimento do mercado digital e o crescimento de empresas, além de diminuir a competitividade em longo prazo”, avalia Rosso.

Um detalhe importante em relação aos desenvolvedores, já observado pelas organizações, de acordo com Rosso, é que a maioria não aprende programação nos cursos universitários e sim por outros meios, como em cursos livres que oferecem um conhecimento mais técnico. Por conta disso, é grande o número de empresas que já não exigem diploma universitário para a contratação de profissionais de TI. Algumas, inclusive, têm apostado em iniciativas de capacitação de pessoas para ocupar as vagas ociosas.

Exemplo de iniciativa que tem empresas importantes da área da tecnologia como apoiadoras é o mais recente curso lançado pela Digital House, uma das maiores escola de habilidades digitais da América Latina: o Certified Tech Developer. Destinado a jovens que acabaram de concluir o ensino médio, o curso foi desenvolvido para que, em um período de dois anos, os eles adquiram todos os conhecimentos técnicos necessários para sua inserção no mercado de trabalho na indústria tecnológica.

Criado em parceria com o Mercado Livre e a Globant, dois gigantes da tecnologia na América Latina, o Certified Tech Developer tem foco na prática e na formação para o mercado de trabalho. “Esse trabalho em conjunto nos permitiu criar um programa que compreende habilidades técnicas baseadas em metodologias ágeis, além de todo um conjunto de soft skills, consideradas fundamentais para os profissionais do presente e do futuro. Tudo isso em um ambiente de aprendizagem colaborativo e com muita prática”, afirma o diretor de operações acadêmicas da Digital House.

Na prática, a proposta do curso é oferecer ao jovem a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho com uma remuneração atrativa, sem que precise fazer um curso universitário. Para isso, o programa se baseia no ensino de habilidades que estão sendo utilizadas por empresas de tecnologia que são referência no mercado. Além disso, a metodologia de sala de aula invertida, em que o aluno estuda a parte teórica nos momentos fora da aula e usa o período de aula para praticar, dá a oportunidade para o aluno ter contato e buscar soluções para problemas reais desde as primeiras aulas, segundo Rosso. “Com toda essa exposição à prática e às metodologias de trabalho mais utilizadas na indústria digital, após a conclusão do primeiro ano, o aluno já está habilitado a trabalhar como desenvolvedor e ter um salário compatível com o que é oferecido no mercado”, finaliza.

Curso: Certified Tech Developer
Inscrições: até 14 de abril
Site: https://www.digitalhouse.com/br/bolsas/certifiedtechdeveloper

Expectativa de inflação para 2021 avança sistematicamente, diz Ativa Investimentos

O relatório Focus revela que o avanço da inflação para 2021 segue em destaque, subindo pela nona semana seguida, de 3,87% para 3,98%. Contudo, para a Ativa Investimentos, tal avanço não influenciou na expectativa de inflação do ano que vem, que permaneceu estável em 3,50%.

“Na Ativa Investimentos promovemos uma revisão recente, de 4,1% para 4,5%, impulsionada, em grande parte, pela inclusão da atual defasagem da gasolina em nossos cálculos, cerca de 15%, no dia 05/03”, explica Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos.

“Os preços entraram em uma dinâmica ascendente que vem impulsionando as expectativas. De todo modo, a projeção para gasolina no IPCA de 2021 atingiu uma alta de 17,7%”, complementa o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez.

Outro destaque dessa semana foi a elevação na expectativa de juros para o final de 2022. “Agora, ao invés de cinco, o mercado espera por seis elevações de 0,25% bps no decorrer do ano que vem, conduzindo a taxa Selic de 5,00% para 5,50%, convergindo cada vez mais para a nossa projeção de 6,00% ao final do ano”, avalia Guilherme.

A perspectiva para o IPCA de fevereiro subiu marginalmente de 0,67% para 0,68%, pouco acima da expectativa da corretora, ajustada para o mês de 0,67%. Na mesma direção, as projeções de março subiram de 0,40% para 0,45%, ainda distante do índice que a Ativa espera (de 0,88%). “Por último, em abril de 2021 o mercado espera elevação de 0,34% no mês, também aquém da nossa expectativa para o mês de 0,60%” diz Sanchez.

Mulheres, ainda temos um longo caminho pela frente

Por Ana Paula Kagueyama, Head Global de Soluções para Clientes do PayPal

É claro que muita coisa mudou para melhor no decorrer dos últimos 50 anos quando pensamos nas oportunidades abertas no mercado de trabalho para nós, mulheres. E também é verdade que temos visto, em todos os veículos de comunicação (impressos, televisivos, radiofônicos, online etc.), mais e mais executivas de sucesso sendo perfiladas. É orgulho que chama, né? Sem dúvida. Mas, ao mesmo tempo, é preciso mantermos um pé na realidade que nos cerca.

Digo isto porque, estes dias, pensando na chegada de mais um mês de março – e do Dia Internacional da Mulher –, deparei com uma nova pesquisa sobre equidade de gênero no mercado de trabalho brasileiro. E os resultados não são animadores como gostaríamos. Realizado pelo LinkedIn, o estudo revela, entre outras coisas, que o principal obstáculo enfrentado pelas mulheres é o “condicionamento social” que faz com que elas se sintam menos merecedoras do que os homens, “criando uma lacuna de direitos que afeta diretamente suas vidas profissionais”.

Não é fácil lidar com isso, sabemos. Ainda há muito preconceito. Mas a porcentagem de brasileiras entrevistadas que acreditam ter menos direitos do que os homens no ambiente de trabalho é de inacreditáveis 82%. E atenção: quase metade (47%) dessas profissionais nunca pediu um aumento ou promoção fora da sua avaliação de desempenho anual, mesmo sentindo que sua performance é acima do esperado para o atual cargo. É a tal Síndrome da Impostora em modo full. 

Síndrome que, diga-se, nos assombra em qualquer momento de nossas vidas. Haja visto que a pesquisa, feita em parceria com a ONG inglesa The Female Lead, entrevistou mais de 2.000 profissionais entre 25 e 55 anos, durante o mês de fevereiro.

Diferentemente dos homens, que “aplicam” para cargos de maior responsabilidade mesmo sem estarem 100% prontos para a missão, as mulheres, a partir do momento em que sentem que merecem uma promoção, costumam esperar, em média, 1 ano e 3 meses para conversar com seus/suas superiores. A pergunta que fica é simples: por quê? No caso de mulheres negras, então, a questão se torna ainda mais séria. Cerca de 25% das entrevistadas admitiram esperar até 2 anos para tentar uma negociação.