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30% das contratações de executivos C´Level em 2020 foram ligados à tecnologia aponta levantamento da consultoria americana Signium

Pacote de remuneração dos profissionais “digitalizados”, em alguns casos, supera o do presidente

Com a aceleração da digitalização da economia a partir da pandemia do novo coronavírus o alto escalão foi invadido por um novo grupo de executivos que hoje passaram a ser mais demandados e ter remuneração equivalentes ou até superiores às posições tradicionais.

Levantamento da consultoria global de recrutamento Signium no Brasil, com base nos resultados da operação da empresa em 2020, aponta que enquanto nas posições como CEO e CFO a demanda se manteve entre a estabilidade e queda, dependendo do setor, a contratação de lideranças ligadas à tecnologia apresentou alta de 30% no período.

“Grandes companhias do setor de alimentos, varejo, serviços financeiros e bens de consumo realizaram investimentos importantes tendo que criar novas divisões de negócios e novas áreas de comando, o que gerou uma busca por estes profissionais como nunca fora observada”, afirma o sócio Eduardo Drummond. O novo grupo que lidera a disputa por talentos é formado por profissionais que ocupam as cadeiras de CIO, CDO ou CTO.

Ainda de acordo com Drummond, este movimento registrado no país foi global e percebido nos 30 países em que a Signium atua. Os cargos ligados à tecnologia foram decisivos para que a Signium registrasse o melhor resultado no país em 5 anos, com crescimento de 48%.

Outro destaque que chama atenção nos resultados operacionais da Signium Brasil diz respeito à taxa de conversão dos projetos que chegou a 45%, enquanto que historicamente sempre tenha se mantido em  25%.  O país responde pela 10ª operação da consultoria no mundo.

Para Drummond, este indicador revela que as empresas no contexto das transformações só foram ao mercado quando sentiram necessidades reais. “Houve pouca especulação,”, analisa.

Se no passado a remuneração destes profissionais se mantinham entre 15% e 30% inferior à de CEO ou CFO, atualmente não são apenas compatíveis como podem ser superiores em até 15%, dependendo do segmento de atuação e porte da empresa ou, ainda, se o profissional atua em uma empresa de grande porte ou startup.

“Observamos no mercado políticas de retenção mais agressivas através da distribuição de ações e políticas de valorização da marca empregadora”, analisa. Por conta deste fator, ainda segundo Drummmond, há dificuldade em encontrar profissionais no mercado e a busca leva em média 4 meses, mas pode chegar a 8 meses.

Em geral, os nomes e nomenclaturas para a posição de número 1 de tecnologia nas empresas variam muito. O CIO é o head na área de tecnologia em empresas tradicionais, que não possuem metodologias ágeis para o negócio. Já o CDO geralmente é mais encontrado em empresas tradicionais que não possuem a tecnologia no core business, como era o caso da Magazine Luiza, que deixou de ser uma empresa apenas de varejo para ser referência no e-commerce brasileiro. E o CTO reponde pela área de tecnologia em empresas onde o core business é digital, ou seja, empresas que já nasceram dentro do conceito de startup, como é o caso do Nubank.

15 de março: Dia do Consumidor

Neste ano, a data celebrada internacionalmente é marcada pelos desafios e dificuldades trazidos pela pandemia

Dia 15 de março, data em que se comemora o Dia Internacional do Consumidor, é um momento de reflexão. Na qualidade de instituição que busca o equilíbrio e a harmonia nas relações de consumo, o Procon-SP chama a atenção para o momento específico pelo qual passamos e para a necessidade de consumidores e fornecedores discutirem questões como consumo consciente, responsabilidade para exercer nossos direitos e deveres e as dificuldades e desafios impostos pela pandemia.

“O Procon-SP está sempre pronto a ajudar o consumidor orientando sobre seus direitos e a importância do consumo consciente e também combatendo práticas abusivas”, afirma Fernando Capez diretor executivo do Procon-SP.

Pandemia

O Procon-SP está realizando operações, junto com a Polícia e a Vigilância Sanitária, para garantir o cumprimento das determinações do Governo do Estado. É necessário que consumidores e fornecedores sigam as novas regras, que trazem medidas restritivas para diversos setores – supermercados, instituições de ensino, transporte, restaurantes, bares e padarias, hotelaria, telecomunicações, entre outros estabelecimentos comerciais.

Durante a pandemia, equipes do Procon-SP também estão fiscalizando práticas abusivas para combater lucros excessivos principalmente de alimentos e também do botijão de gás.

Compras online

A pandemia também trouxe um aumento nas compras online, o que causou um crescimento nas reclamações contra as empresas que vendem pela internet. “As empresas não estavam preparadas para atender a demanda, mas aos poucos estão se adaptando. O consumidor, por sua vez, deve estar atento não só às facilidades desse tipo de comércio, mas também aos cuidados para não cair em golpes”, ressalta Capez.

Enquanto em 2019 foram registradas no Procon-SP 78.419 reclamações relacionadas às compras online, em 2020, foram 301.672, um crescimento de 284%. Nos dois primeiros meses de 2021, as reclamações sobre esse assunto já somam mais de 50 mil.

O problema mais recorrente é a demora ou a não entrega do produto ou serviço.

Consumidor hoje

O consumidor sabe que o Código de Defesa do Consumidor é sua principal ferramenta de defesa, faz pesquisa de preços antes de comprar, compara a qualidade de produtos e serviços e tem consciência de que pode recorrer aos órgãos de defesa e ao poder judiciário quando é prejudicado.

Dez assuntos mais reclamados pelos consumidores

Em 2019, os dez assuntos mais reclamados no Procon-SP juntos somaram 162.200, já em 2020 a soma das reclamações dos dez assuntos com mais demandas foi de 409.248 – um crescimento de 152%.

Problemas com energia elétrica foi o assunto mais questionado pelo consumidor no ano passado, foram 93.484 reclamações registradas, seguido por telecomunicações com 74.944 demandas; os outros assuntos foram: instituições financeiras (62.314), vestuário (46.675), aparelhos de celular (26.048), instituições de ensino (25.296), agências de viagens (24.442), móveis (21.283), serviços de diversão lazer e cultura (18.629) e aparelhos de TV (16.133)

Já em 2019, o assunto que liderou a procura do consumidor foi telecomunicações, com 53.995 reclamações, em seguida instituições financeiras (38.280), aparelho celular (13.667), móveis (9.627), vestuário (9.151), energia elétrica (8.916), instituições de ensino (8.762), ??produtos da linha branca?? (6.975), agências de viagens (6.408) e aparelhos de TV (6.055).

Marco Santos assume a presidência da GFT nos Estados Unidos

O grupo GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e projetos ágeis, anuncia mudanças na sua estrutura organizacional global para reforçar a estratégia de crescimento internacional. O brasileiro Marco Santos, que antes respondia pela região América Latina, passa a liderar também a estratégia da operação da GFT nos Estados Unidos. O executivo também faz parte do Conselho Executivo do Grupo GFT na Alemanha desde janeiro de 2020.

Nos Estados Unidos, Marco terá a missão de criar uma jornada de crescimento exponencial do negócio, expandindo a base de clientes e reforçando a imagem e posicionamento de mercado da GFT no país. A expectativa é de que a unidade apresente uma expansão de 500% em relação ao tamanho atual do negócio em 4 anos, com projetos de inovação e transformação digital em escala ágil para empresas dos segmentos bancos, seguradoras, pagamentos, mercado de capitais, Indústria 4.0 e especialmente as BigTecs (gigantes globais de tecnologia). Atualmente, a GFT Estados Unidos possui unidades em Nova York e Boston.

Entre os atributos que levaram à escolha do executivo para liderar a GFT nos Estados Unidos, está o crescimento exponencial da unidade brasileira nos últimos 9 anos, que saltou de 80 para 1.450 profissionais no período, acrescida de mais 450 profissionais no México e Costa Rica, potencializado por projetos de transformação digital, incluindo Mobile, Open Banking, Data & Artificial Intelligence, Digital Back-office, Salesforce, Business Agility e Cloud Adoption.

Para Marika Lulay, CEO do Grupo GFT, a promoção é um reconhecimento pela capacidade de entrega de resultados consistente e acelerada ao longo dos anos. “Marco Santos conseguiu impor um ritmo de crescimento exponencial da companhia no Brasil e América Latina, que hoje já representa mais de 10% da receita global do Grupo GFT. Com todo o seu conhecimento e experiência no mercado de Tecnologia e Transformação Digital, nós entendemos que ele está preparado para esse novo desafio de ampliar a presença internacional da GFT nos Estados Unidos, mercado considerado de máxima relevância estratégica para o Grupo GFT”, afirma Lulay.

Com uma carreira de mais de 25 anos no setor de Tecnologia da Informação, Marco Santos assumiu a GFT Technologies Brasil em junho de 2011, atuou na expansão das operações na América Latina, foi responsável por estabelecer a companhia como referência em digital e tecnologias exponenciais para bancos, seguradoras, instituições financeiras, varejo e e-commerce na região, além de conquistar múltiplos prêmios como uma das melhores empresas para se trabalhar do Great Place to Work (GPTW).

“Eu estou honrado com esse grande reconhecimento internacional, fruto de resiliência, inovação, transformação contínua, mas acima de tudo, de muita paixão pelo propósito que desenvolvemos. Agradeço a confiança e parceria da brilhante equipe da GFT Brasil e Latam que vem me apoiando nesta jornada de crescimento exponencial na região. Vamos agora focar em construir uma nova jornada de crescimento exponencial no maior e mais competitivo mercado de TI e Digital do mundo, os Estados Unidos da América. Tenho confiança que vamos fazer história”, disse o executivo.

Startups aceleradas pela Wayra encerraram 2020 com resultados acima da média

2020 começou com muitas incertezas, mas ao mesmo tempo abriu espaço para empresas de inovação se desenvolverem ainda mais. As startups da Wayra , hub de inovação aberta da Vivo, conseguiram aproveitar esse momento para crescer e encerraram o ano com resultados acima do esperado para um ano de pandemia.

“Temos, em nosso hub, em sua maioria startups em fase de tração que conseguiram se manter saudáveis e crescer mesmo em tempos desafiadores. As startups têm em seu DNA a resiliência e a capacidade de adaptação e, isso foi fundamental para superar as adversidades em 2020. Além disso, na Wayra buscamos apoiar os empreendedores com conexões para novos negócios, internacionalização e também promovemos encontros online para trocas de experiência e aprendizados entre os fundadores”, comenta Livia Brando, Country Manager da Wayra no Brasil.

Segundo Livia, os exemplos de maior destaque em crescimento entre as investidas do hub são startups como, a Netshow.me, Quero Quitar, Monkey e Getup. “Essas empresas provaram o quão efetivo podem ser seus negócios e o quanto há espaço para crescer em cada um de seus setores. Durante a crise, vimos que o mercado está ainda mais focado no potencial das soluções trazidas pelas startups para acelerar a transformação digital e a melhoria de eficiência em processos e isso, sem dúvidas, ajudou no amadurecimento e na escala”, conta Livia.

Monkey Exchange , fintech de antecipação de recebíveis, cresceu 10 vezes a receita comparando com 2019, e viu no ano de 2020 a oportunidade de internacionalizar e conseguiu concretizar a expansão para a América Latina, entrando nos mercados do Chile e da Colômbia, com previsão de entrada no México ainda em 2021. A startup triplicou a equipe durante a pandemia e foi capaz de transacionar cerca de 10 bilhões de reais (mais de 7 vezes o volume do ano anterior), com previsão de triplicar esse valor em dois anos.

Já a Netshow.me , plataforma de transmissão de vídeos online (streaming), triplicou de tamanho em 2020. Durante a pandemia, a empresa passou a ser demandada de novas formas, tantos clientes corporativos quanto entretenimento, tendo um crescimento acelerado que os fundadores esperavam apenas para daqui alguns anos e acabou acontecendo em apenas alguns meses. A VOLL , startup referência em mobilidade corporativa simplificada, também ganhou destaque no portfólio da Wayra em 2020, aumentando em 100% seu time desde o início da pandemia, além de crescer 34% o número de clientes durante o ano.

Outro exemplo de fintech que cresceu é a QueroQuitar . A empresa, que tem como propósito auxiliar mais de 64 milhões de brasileiros a quitarem suas dívidas com as empresas parceiras da plataforma, fez com que o volume de negociações crescesse 403%. Além disso, a startup viu sua carteira de usuários aumentar em mais de 360% nos últimos meses de 2020.

Getup, empresa especialista em kubernetes e em acelerar a jornada de modernização de aplicações das corporações na nuvem, cresceu mais de 90% em 2020. Além disso, a empresa conquistou novos clientes como Mandaê, Banco BTG Pactual e BTP – Brasil Terminal Portuário.

“Estamos confiantes e otimistas com nosso portfólio, que tomou as medidas necessárias em 2020 para superar a crise e continuar seu crescimento, assim como com o ecossistema de startups e inovação no Brasil como um todo. Para 2021, queremos investir em mais startups na fase de tração para mantermos nossa curva de crescimento e ajudarmos as empresas a escalarem seus negócios. Nosso objetivo é atrair empresas inovadoras que estão transformando diferentes áreas de negócios e fazer com que esse mercado cresça e amadureça ainda mais, além de fechar grandes contratos com a Vivo e corporações pelo país”, declara Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra Brasil.

ESG: como criar projetos de infraestrutura e de construção civil sustentáveis?

Por Filipe Monteiro, gerente na ICTS Protiviti

No contexto do ano de 2021, a sociedade irá se reconstruir por meio da vacina contra a Covid-19 e da recuperação econômica global. Para tanto, é inevitável pensarmos em infraestrutura, setor atrelado à retomada econômica e com muita conexão aos novos bordões ESG (Ambiental, Social e Governança, em português).

Essa sigla deverá ditar o ritmo da economia nesta década e os termos sustentabilidade e infraestrutura estão intimamente interligados de duas formas: o impacto que a infraestrutura causa ou pode deixar de causar no meio ambiente e na sociedade e o impacto que o meio ambiente e a sociedade causam ou vão causar neste setor ao longo dos próximos anos. Seja em qual dos dois cenários desejamos analisar primeiro, os resultados são alarmantes.

Podemos começar pela análise do impacto que a infraestrutura causa no meio ambiente e na sociedade. Quando pensamos na cadeia de valor do setor de construção, temos:

– Emissões de gases do efeito estufa: o cimento é o principal responsável por emissões significativas de CO2. Apesar do ganho de eficiência nos últimos anos, reduzindo as emissões por tonelada de material produzido, o provável aumento na demanda do cimento volta a acender o alerta nesta questão.

– Gestão de resíduos: as taxas de reciclagem na produção dos materiais de construção são relativamente altas, entretanto os resíduos na cadeia de produção, a poluição atmosférica e a produção de resíduos perigosos, como a poeira de cimento, continuam sendo um alerta.

– Impactos na biodiversidade: a produção dos materiais de construção normalmente é atrelada a atividades de mineração que requerem remoção do solo e da vegetação, além de detonações de rochas, impactando, inevitavelmente, a biodiversidade no local onde operam.

– Saúde e segurança dos trabalhadores: acidentes, doenças e fatalidades são a consequência dessa atividade, que lida com maquinário pesado, explosões e exposição a resíduos perigosos, como a sílica.

– Integridade e transparência: esse setor tem enfrentado alguns episódios de comportamento anticompetitivo (como cartel), além de corrupção e suborno.

Esses são alguns exemplos, fora o impacto de uma grande construção no dia a dia da comunidade durante e após a construção, além de questões como as condições adequadas de trabalho em quarteirizações.

Na outra ponta, é possível ilustrar diversos exemplos de como a sociedade e o meio ambiente podem impactar diretamente neste setor, como as greves e manifestações populares contra algum empreendimento que, se não tratados de forma adequada, podem embargar a obra e inviabilizá-la. Ainda temos as questões de licenças ambientais e impactos de cunho climático, que podem embargar uma obra ou terem uma “debandada” de investidores cada vez mais atentos às questões ESG.

Uma saída pode ser a infraestrutura sustentável, que pode aliar as inovações tecnológicas com menor impacto ao meio ambiente e, consequentemente, ter um custo e oferta de capital maiores no mercado. A infraestrutura é um dos setores que mais contribuem para questões relacionadas às mudanças climáticas e, desta forma, pensar fora da caixa e trazer soluções sustentáveis pode ser um grande chamariz para investidores. Neste contexto, para a obtenção de uma infraestrutura sustentável, é necessário o alcance das seis qualidades, tais como:

• Benefícios compartilhados: aumentar o acesso a serviços essenciais (água, esgoto, transporte e, energia) e endereçar a desigualdade e injustiça.

• Resiliência ambiental: desenvolver responsabilidade ambiental e resiliência a mudanças climáticas, como projetos circulares, corte de gases de efeito estufa, resiliência a desastres ambientais etc

• Aceitabilidade social: engajar todos os stakeholders para respeitar a acessibilidade e sensibilidades locais, garantindo a integração de todos os envolvidos.

• Efetividade econômica e institucional: garantir a efetividade econômica, a transparência e a capacidade construtiva com projetos que possuam bom custo-benefício, sustentabilidade fiscal e transparência.

• Garantia de futuro: realizar o planejamento para a manutenção do ciclo e fim de vida dos ativos, considerando riscos disruptivos, oportunidades tecnológicas e inovação no modelo de negócios.

• Potencial de massa crítica: promover o planejamento estratégico, a replicabilidade de projetos e a escalabilidade financeira para garantir a elegibilidade a financiamentos.

Na prática, quando essas seis qualidades forem adotadas em todas as obras de infraestrutura, começaremos a ver um mundo remodelado e preparado para toda mudança que ainda teremos pela frente. Sem dúvidas, o setor de infraestrutura e, em especial, o da construção civil tem um importante papel a desempenhar para mitigarmos os impactos de uma alteração climática severa. O mercado de capitais está em busca de oportunidades relacionadas a temática de infraestrutura sustentável, seja pela demanda represada e futura, seja pelo potencial de geração de valor. Então “mãos à obra”!

http://hubimobiliario.com/

Remdesivir: antiviral produzido pela Gilead Sciences é o primeiro medicamento registrado no país para pacientes internados com COVID-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o registro do remdesivir, produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences, para pacientes hospitalizados com COVID-19, tornando-o o primeiro e único remédio aprovado para a doença no país.

O medicamento traz benefícios significativos como a redução de morte pela COVID-19, diminuição da necessidade de ventilação mecânica e do tempo de internação entre cinco e sete dias. “Este é um importante acontecimento, pois acreditamos que muitas vidas poderão ser salvas frente aos benefícios que o rendesivir pode gerar num momento de pico da pandemia, desafogando o sistema de saúde e dando oportunidade para mais pacientes serem tratados adequadamente”, declara Dra. Rita Manzano Sarti, diretora médica sênior da Gilead Brasil.

Além do impacto direto sobre os pacientes, esses resultados certamente representam redução de custo para o país, na medida em que podem diminuir o uso de recursos de saúde e reduzir o tempo de permanência.

“Há exatos 12 meses e um dia a OMS declarou a pandemia pela COVID-19. A aprovação da Anvisa acontece em um dos momentos mais críticos da epidemia no Brasil e estamos empenhando nossos melhores esforços para disponibilizar o produto o mais rápido possível”, declara Christian Schneider, diretor geral da Gilead Brasil.

O remdesivir está aprovado ou autorizado para uso temporário para tratar pacientes em mais de 50 países, EUA, Austrália, Canadá, UE, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Ação do Remdesivir

Estudos globais como o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos) vêm reforçando os benefícios do remdesivir. A primeira evidência foi de que pacientes hospitalizados que receberam o medicamento da Gilead se recuperaram cinco dias mais rápido, em média, e pacientes com doença grave, sete dias mais rápido. Esses pacientes gravemente enfermos representavam 85% da população total do estudo.

A segunda conclusão é de que o remdesivir reduziu a probabilidade de pacientes que estavam recebendo oxigênio em baixo fluxo progredirem para estágios mais graves, onde necessitariam de ventilação mecânica ou morte. E, em terceiro lugar, no maior grupo de pacientes do estudo, aqueles que necessitavam de pouco oxigênio, houve uma redução significativa na mortalidade, de 9,9% para 2,6%.

Os dados também apontam a redução da progressão (ou evolução) da doença. “No grupo de pacientes que receberam o antiviral remdesivir, menos pacientes evoluíram para necessidade de oxigênio suplementar ou níveis mais elevados de suporte respiratório, como ventilação mecânica”, explica Dr. Eric Bassetti, diretor médico associado da Gilead no Brasil. Isso se explica porque o medicamento atua reduzindo a capacidade do vírus de se replicar no organismo e interrompe a reprodução, encurtando o curso da doença. “Sabemos que, para pacientes em ventilação mecânica, as chances de sobrevivência são menores. Ao reduzir a progressão da doença, o remdesivir pode impedir que os pacientes entrem neste estágio crítico da doença”, conclui.

Cardiologistas lançam aplicativo gratuito para monitorar a pressão arterial

O Ministério da Saúde indica, no seu último levantamento publicado em 2017, que 141.878 mortes foram registradas devido à condição ou a causas relacionadas à hipertensão no Brasil. Ou seja, 388,7 ao dia. Ainda segundo a pasta, 37% desses óbitos precoces englobam pessoas com idade inferior aos 70 anos. Diante desse cenário, um grupo formado por médicos cardiologistas de várias partes do país, lançaram um aplicativo gratuito que monitora a pressão arterial de pacientes hipertensos. O AMPA (Automedida da Pressão Arterial), da empresa Beliva, já está disponível para IOS e Android.

“Desta forma, o AMPA surge como uma maneira eficaz de auxiliar médicos no controle da hipertensão arterial remotamente. O aplicativo ainda permite uma comunicação entre profissional e paciente. Mas vale destacar: qualquer pessoa pode buscar e baixar a ferramenta. O APP permite aos usuários adicionar os dados das medições feitas com aparelho próprio em casa e receber relatórios dessas medidas. Com isso pronto, é possível submetê-los a avaliação do seu médico de confiança.”, explica um dos idealizadores, Dr. Audes Feitosa. No Brasil, mais de 1.000 clínicas de cardiologistas são atendidas pela empresa Beliva.

Com a possibilidade de supervisão remota por parte do médico, os ganhos para profissional e paciente são diversos. Por exemplo, a medição e registro dos dados diários podem servir para monitorar reação a determinados medicamentos. Além disso, as conversas ficam num ambiente específico para aquilo, deixando tudo mais organizado e dinâmico. Sem contar que a consolidação desse hábito de acompanhamento interfere positivamente na adesão ao tratamento e no controle da pressão arterial.

O aplicativo foi desenvolvido em Recife, no Porto Digital e contou com o apoio da empresa japonesa de produtos para a saúde Omron Healthcare. Segundo o CEO e presidente da Omron Healthcare Brasil, Wanderley Cunha, essa parceria representa um apoio e suporte para tornar mais eficaz o controle da hipertensão arterial. “Nosso intuito e missão como empresa é melhorar cada vez mais a vida das pessoas. Através dos produtos mais inovadores do mercado, conseguimos apoiar um serviço que é fundamental para a prevenção e avaliação da pressão arterial”, complementa Cunha.

Os cardiologistas responsáveis pelo AMPA estão espalhados por seis estados brasileiros – Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São eles a Dra. Andréa Bandrão, Coordenadora de pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Dr. Audes Feitosa, Presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Dr. Eduardo Barbosa, Presidente da Artery Latam Society; Dr. Marcos Mota, Investigador Principal de Centro de Pesquisas Clínicas do Centro Universitário Cesmac/Hospital do Coração de Alagoas; Dr. Roberto Miranda, Chefe do Serviço de Cardiologia da Disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo; e Dr. Weimar Sebba, professor adjunto de Cardiologia da European Society of Cardiology and Hypertesion Unit Barcelona University.

Indústria é decisiva para a recuperação do Brasil

Por Rafael Cervone, vice-presidente da Fiesp/Ciesp

A Covid-19 atingiu o Brasil quando estávamos começando a emergir de quase uma década de retração, agravando um quadro que já era difícil. O fato comprova não ser prudente postergar soluções para os problemas que travam o desenvolvimento, pois, além do baixo crescimento econômico e suas consequências sociais, o País fica muito fragilizado ante os incidentes e percalços do mundo, como a atual pandemia.

Em maior ou menor proporção, outros episódios da história recente nos abalaram muito, como o crash do subprime desencadeado nos Estados Unidos em 2007 e, à mesma época, o abismo fiscal escancarado em algumas nações da União Europeia, abalando o Euro. Sofremos por situações deflagradas no Hemisfério Norte, sobre as quais não tínhamos qualquer controle. A verdade é que a baixa competitividade nacional, o anacronismo do marco legal, insegurança jurídica, burocracia, impostos exagerados e fluxos desconexos de câmbio, juros e baixa disponibilidade de crédito são comorbidades agudas de nossa economia ante qualquer crise global.

É o que ocorre agora, em dimensões mais contundentes, em meio à pandemia. Por isso, teremos de realizar em plena crise o que negligenciamos por décadas, a começar pelas reformas estruturais, principalmente a tributária e administrativa, na sequência da trabalhista e previdenciária, já efetivadas. Também é uma prioridade resgatar a competitividade da indústria, pois seu fortalecimento é um dos fatores decisivos para a recuperação nacional e o ingresso num ciclo duradouro de crescimento do PIB acima de quatro por cento ao ano, mínimo necessário para se promover amplo fluxo de inclusão e ascender a um patamar mais elevado de renda per capita.

Os números são incontestáveis quanto ao significado da manufatura: apesar de representar 21,4% do PIB, o setor responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal; emprega 20,4% dos trabalhadores brasileiros e paga, na média, os melhores salários; é a atividade que mais recolhe impostos e promove a difusão de tecnologia e produtividade, segundo dados do IBGE.

Porém, a indústria nacional enfrenta grave perda de competitividade. Estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Não é sem razão que, nos últimos seis anos, 36,6 mil fábricas, de distintos setores, tenham encerrado atividades no Brasil. Em 2020, foram 17 por dia. Precisamos reagir de imediato, num mundo onde o novo coronavírus está fazendo recrudescer o protecionismo e aumentando os riscos da dependência, como evidencia neste momento, por exemplo, a carência no Brasil de vacinas contra a Covid-19, um produto da indústria farmacêutica.

É premente uma política industrial eficaz. Para isso, todas as representações do ramo precisam unir forças e se mobilizar com foco na competitividade, melhoria do ambiente de negócios, desoneração da produção e redução do “Custo Brasil”. São Paulo tem papel relevante nesse processo, pois representa 29,8% do PIB manufatureiro nacional (fonte: CNI). As empresas do setor, somando forças no âmbito de suas entidades de classe, que precisam estar mais unidas e sinérgicas do que nunca, ganham musculatura e densidade para enfrentar esse desafio tão relevante para o País e o seu povo.

BNDES apoiou mais de 460 mil pequenas e médias empresas em 2020 e teve lucro recorde de R$ 20,7 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou mais de 460 mil clientes, que empregam mais de 10 milhões de pessoas, no ano em que o Brasil conheceu os efeitos da pandemia da Covid-19.

Em 2020, pela primeira vez em sua história, o Banco ofereceu mais recursos para pequenas e médias empresas do que para as grandes, com 52% dos desembolsos destinados a essas firmas menores. Mesmo com a atuação anticíclica para apoiar a vida e os empregos dos brasileiros, o BNDES apresentou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões.

No último trimestre de 2020, o BNDES registrou lucro líquido de R$ 7,0 bilhões. O desempenho foi fortemente influenciado pelo resultado com participações societárias, principalmente as alienações de ações de Suzano e Vale, cada uma contribuindo com um lucro líquido de R$ 2,4 bilhões. O desempenho foi apresentado nesta sexta-feira, 12, pela diretoria do BNDES, com um balanço das ações da instituição no ano passado.

No ano de 2020, o lucro líquido de R$ 20,7 bilhões foi impactado pela oferta pública de ações da Petrobras, realizada em fevereiro; pela venda de ações da Vale e Suzano; e pelas receitas com dividendos das empresas investidas. O resultado do ano foi 17% acima daquele de 2019, de R$ 17,7 bilhões.

A despeito do cenário econômico, que levou à revisão da classificação de risco de crédito das empresas dos setores mais afetados pela pandemia do COVID-19, a despesa com provisão para risco de crédito no ano foi reduzida em R$ 856 milhões no quarto trimestre, favoravelmente impactada pela recuperação de créditos anteriormente baixados. A intermediação financeira colaborou com o lucro em R$ 12,8 bilhões em 2020.

O resultado recorrente de R$ 8,0 bilhões em 2020 manteve-se estável em comparação ao de 2019, que foi de R$ 8,1 bilhões. O resultado recorrente exclui operações de desinvestimento da carteira de renda variável e provisões para risco de crédito, dentre outros.

As despesas com pessoal em 2020 (que incluem saúde e previdência) foram da ordem de R$ 2 bilhões, mesmo patamar de 2019.

Desembolsos – Os desembolsos do BNDES totalizaram R$ 64,9 bilhões, o que representa um aumento de 17% frente a 2019. Na visão do desembolso por setores, se destaca o aumento do financiamento a Comércio e Serviços, com um total de R$ 10,3 bilhões e alta de 66% em relação a 2019, puxada pelas medidas anticíclicas de combate à crise da Covid-19. Outro setor de destaque foi a infraestrutura, com R$ 24,8 bilhões em desembolsos. Deste montante de infraestrutura, os subsetores de energia (R$15,8 bilhões) e transportes rodoviário e ferroviário (R$ 5,9 bilhões) lideraram os volumes de operações.

Saúde – Com a chegada da pandemia ao Brasil, o BNDES teve uma atuação relevante no setor de saúde, apoiando desde a linha de frente de combate à Covid-19 até a saúde financeira das empresas do setor. Entre os R$ 155,4 bilhões da ação total do BNDES contra o coronavírus, valor atualizado até março, foram apoiados 1,7 mil equipamentos médicos, 2,9 mil leitos dedicados à pandemia e 4 milhões de testes diagnósticos para a Covid-19.

O BNDES trabalhou junto ao Governo Federal no lançamento de produtos especiais para o enfrentamento da crise, entre eles o PESE (Programa Emergencial de Suporte a Empregos), o FGI PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito) e ações específicas para o setor de saúde. Além disso, foi lançado o Matchfunding Salvando Vidas, um modelo inovador de financiamento coletivo em que o BNDES dobrou cada apoio financeiro de pessoas e empresas, ajudando o Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

MPME – Enquanto o apoio geral do BNDES beneficiou cerca de 466 mil clientes (que empregam mais de 10 milhões de pessoas), as medidas emergenciais de combate aos efeitos da Covid-19, como FGI PEAC, PESE e PEAC Maquininhas deram fôlego a 393 mil empresas. Desse total, a maior parte em valores, número de empresas apoiadas e empregos foram as companhias de pequeno e médio portes.

Os desembolsos do BNDES (sem contar as medidas emergenciais) apoiaram 134 mil empresas no ano passado, sendo que 58 mil foram para novos tomadores, que não acessavam o Banco pelo menos nos últimos seis anos. Pela primeira vez desde 1995, quando esses dados começaram a ser calculados, os desembolsos do BNDES a MPMEs foram superiores a todos os demais para outros clientes do Banco, atingindo a marca de 52%. Esses desembolsos a MPMEs chegaram a R$ 34,1 milhões no ano passado, subindo 27% em relação ao ano anterior.

Fábrica de projetos – A carteira de projetos de desestatização do BNDES chegou a 121 ativos (44 federais, 69 estaduais e 8 municipais). Ao todo estimam-se R$ 223 bilhões em capital mobilizado (investimento e outorgas). Em comparação com 2019 a carteira aumentou 112% na quantidade de projetos e 27% no volume de capital.

Em 2020, ocorreram leilões e contratações de projetos de iluminação pública, saneamento básico e energia elétrica. Entre os principais destaques que se somaram à Fábrica de Projetos do BNDES no último semestre estão a maior parte dos 45 projetos relacionados a meio ambiente, em concessões de parques e florestas.

Ativos – O ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 778,3 bilhões em 31 de dezembro de 2020, apresentando aumento de R$ 50,2 bilhões no ano (6,9%). O acréscimo resultou, principalmente, da apropriação de variação cambial e juros da carteira de crédito e repasses de R$ 43,1 bilhões; do aumento de R$ 35,8 bilhões de operações compromissadas (disponibilidades de terceiros) decorrentes da atuação do BNDES como dealer do Banco Central; da valorização da carteira de não coligadas em R$ 4,9 bilhões; e do ingresso líquido de recursos do FAT de R$ 4,0 bilhões.

Esses fatores foram atenuados pela transferência da totalidade do saldo de R$ 20,7 bilhões do Fundo PIS/PASEP para o FGTS no segundo trimestre; e pelas amortizações ordinárias ao Tesouro Nacional no montante de R$ 16,0 bilhões.

Os valores recebidos do Tesouro Nacional no âmbito do PESE (Programa Emergencial de Suporte a Empregos) e do PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito) totalizaram R$ 9,8 bilhões em recursos aplicados.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisão, totalizou R$ 446,9 bilhões, representando 57,4% dos ativos totais em 31 de dezembro de 2020, com acréscimo de 1,2% em relação ao saldo de 31 de dezembro de 2019. A apropriação de variação cambial e juros foi atenuada pelo retorno líquido da carteira e pela provisão para risco de crédito registrada no período.

A inadimplência acima de 90 dias reduziu de 0,84% em 31 de dezembro de 2019 (desconsideradas as operações com honra da União) para 0,01% em 31 de dezembro de 2020, retornando ao patamar de 2013 e ficando abaixo da inadimplência média do Sistema Financeiro Nacional (2,12% em 31 de dezembro de 2020). A boa qualidade da carteira de crédito e repasses foi mantida, com 91,9% de suas operações classificadas nos níveis de risco entre AA e C em 31 de dezembro de 2020. Esse percentual permanece superior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional, que foi de 91,0% em 30 de setembro de 2020 (última informação disponível).

O índice de renegociação atingiu 51,26% dos créditos em 31 de dezembro, fortemente impactado pelo standstill no segundo trimestre, que alcançou 43% da carteira total. Essa medida foi tomada logo no início da pandemia no Brasil, quando ainda eram imprevisíveis os impactos da COVID-19 no caixa das empresas. Apenas com essa suspensão de pagamentos, o BNDES beneficiou empresas que empregavam cerca de 2,5 milhões de pessoas.

A carteira de participações societárias (inclui participações em coligadas e não coligadas) totalizou R$ 81,8 bilhões a valor justo. A posição representa um decréscimo de 32,3% no ano, em função das alienações de ações (R$ 45,4 bilhões), notadamente de Petrobras, Vale e Suzano, atenuado pela valorização dos investimentos em não coligadas (R$ 7,9 bilhões), principalmente dos papéis da Vale e Suzano. Os desinvestimentos realizados ao longo do quarto trimestre somaram um resultado bruto de R$ 7,6 bilhões (R$ 4,8 bilhões líquidos).

Fontes de recursos – Em 31 de dezembro de 2020, FAT e Tesouro Nacional representavam 40,5% e 25,1%, respectivamente, das fontes de recursos do BNDES. O valor devido pelo BNDES ao Tesouro Nacional atingiu R$ 195,3 bilhões em 31 de dezembro de 2020 (desse total, R$ 36,8 bilhões estão representados por Instrumentos Elegíveis a Capital Principal), apresentando uma redução de 2,2% em relação ao encerramento de 2019. O decréscimo foi devido aos pagamentos ordinários no montante de R$ 16,0 bilhões. Não houve liquidações antecipadas em 2020.

O FAT se manteve como principal fonte de recursos do BNDES. Em 2020, ingressaram R$ 17,8 bilhões do FAT e o volume de recursos do fundo com o Banco totalizou R$ 315,0 bilhões em 31 de dezembro.

O saldo de captações externas totalizou R$ 35,4 bilhões em 31 de dezembro de 2020, o que representa um acréscimo de 23,1% em relação a 31 de dezembro de 2019. Essa quantia aumentou, principalmente, em função do ingresso de recursos (R$ 4,6 bilhões) e da apropriação de variação cambial (R$ 8,2 bilhões), atenuados por amortizações contratuais (R$ 6,3 bilhões).

Patrimônio líquido – O patrimônio líquido aumentou de R$ 104,8 bilhões ao final de 2019 para R$ 113,0 bilhões em 31 de dezembro de 2020. O lucro líquido de R$ 20,7 bilhões foi atenuado pelo ajuste negativo de avaliação patrimonial (notadamente participações societárias em não coligadas) e pelo registro dos dividendos mínimos obrigatórios de R$ 4,9 bilhões.

Limites prudenciais – Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, o Patrimônio de Referência totalizou R$ 194,5 bilhões em 31 de dezembro de 2020 (ante R$ 191,7 bilhões em 31 de dezembro de 2019). O Índice de Basileia manteve-se em situação confortável, passando de 36,8% ao final de dezembro de 2019 para 41,2% em dezembro de 2020, acima dos 9,25% exigidos pelo BC.

Eventos Subsequentes – Algumas iniciativas de janeiro e fevereiro terão impacto nos balanços futuros do Banco, principalmente os desinvestimentos em ações de emissão da Vale (alienação integral) e a antecipação de recursos junto ao Tesouro Nacional de R$ 38 bilhões. A possibilidade de devolução do saldo remanescente, que inclui os instrumentos elegíveis a capital principal, será analisada no âmbito do Acórdão recente do Tribunal de Contas da União (TCU).

Engineering contrata ex-Accenture como novo diretor de operação

Rodrigo Bricio comandará a área comercial e as entregas realizadas pela divisão de excelência, que inclui os mercados de agronegócio, automotivo, mineração e metalurgia, transporte e Indústria 4.0


Para atender às novas demandas de transformação digital que foram reforçadas pela pandemia da Covid-19 e liderar a construção de soluções que inovem a indústria, a Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e consultoria especializada em Transformação Digital, nomeia Rodrigo Bricio como novo diretor de operações.

O executivo teve sua última passagem executiva na Accenture e nos últimos anos morou no Canadá, onde se dedicou a programas tecnológicos multiculturais entre países como México, Portugal, Noruega, Espanha e Brasil. Na Engineering, Bricio atuará na unidade de Belo Horizonte da companhia e será responsável pela área comercial e de entrega de soluções a partir da divisão de excelência industrial para os mercados de agronegócio, automotivo, mineração e metalurgia e transporte, assim como as ofertas de Indústria 4.0.

“A meta é nos tornarmos parceiros estratégicos dos nossos clientes, entendendo suas necessidades e propondo soluções por meio da co-criação, ou seja, vamos somar para resolver problemas complexos. Diante das novas exigências do mercado, que foram impactadas pela pandemia, o foco é apoiar as empresas na remodelagem de seus negócios visando as novas tendências, como o ESG – Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança, em português), que serão mandatórias nos próximos anos”, explica Rodrigo Bricio sobre sua chegada à companhia.

Com 25 anos de experiência à frente de iniciativas de TI e uma bagagem internacional de 15 anos, o executivo retorna ao País a convite da Engineering para explorar novos modelos de negócios nas empresas atendidas pela companhia. “Temos um time de alto desempenho e conhecimento em mercados verticais. Isso nos dá condições de inovar os setores por meio da robótica colaborativa, da análise de dados preditiva, da conectividade e da Internet das Coisas, entre outras tecnologias. Ou seja, estamos prontos para atender às novas demandas impulsionadas pela transformação digital”, finaliza Bricio.

Java e Python são habilidades mais valorizadas por engenheiros de software em 2021

Dados globais da plataforma de upskilling Degreed revelaram quais habilidades são consideradas as mais importantes em 2021 por engenheiros de software, gerentes de produto e analistas de negócios. Os dados destacam a capacidade de transferência de habilidades em certas funções de tecnologia e gerenciamento de produto. 

Os dados foram coletados entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021 a partir de informações de milhões de usuários ativos da Degreed no mundo todo —incluindo Brasil, EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Índia, Austrália, entre outros— em empresas como Ambev, Mastercard, Unilever e Vale.

Para engenheiros de software, as 10 habilidades consideradas vitais para fazer bem o seu trabalho são:

  1. Java
  2. Python 
  3. Programação
  4. Arquitetura de software
  5. Machine Learning
  6. Engenharia de software
  7. Inteligência artificial
  8. Teste de software
  9. SQL
  10. Linux

As linguagens de programação são as mais populares em todas as funções de engenharia de software, independentemente do setor. A ordem das 10 principais habilidades varia em diferentes setores, mas as habilidades listadas permanecem as mesmas. Em Finanças, por exemplo, o foco é maior em Java, enquanto em Mídia & Telecomunicações a prioridade é Python.

Já entre os gerentes de produto, gerenciamento de produto, estratégia de produto e liderança são as habilidades consideradas mais importantes para o desenvolvimento de suas funções. Para os analistas de negócios, análise de negócios, Microsoft Excel e análise de dados são as principais habilidades para 2021 (veja lista completa em “Notas para editores”).

David Kuntz, Líder de Data Science na Degreed, acredita que a revelação mais interessante desses dados é que as listas das 10 habilidades mais valorizadas para cada um dos cargos não mudam de maneira significativa de setor para setor. “Um gerente de produto atuando no setor financeiro precisará do mesmo conjunto de habilidades que um gerente de produto que trabalha com manufatura. Isso significa que o mercado para profissionais talentosos nessas áreas não é limitado a apenas um setor ou departamento.”

Segundo ele, empregadores devem ampliar seu campo de visão quando têm dificuldade de encontrar o talento certo, já que muitas das habilidades dentro das funções de trabalho são transferíveis entre setores e negócios. “Isso é particularmente relevante para funções em alta demanda, como engenharia de software, onde sabemos que há uma escassez de talentos.”

Kuntz recomenda que líderes olhem com frequência para as habilidades que as pessoas dizem que precisam para fazer seu trabalho com eficácia, visto que isso está diretamente ligado à sua produtividade e qualidade de trabalho. “Isso é especialmente importante para as empresas que buscam se recuperar após a pandemia. Mais de quatro entre dez trabalhadores dizem que a falta de confiança em suas habilidades faz com que eles demorem mais para concluir tarefas, e 22% dizem que seu trabalho é de qualidade inferior”, afirmou. “Identificar as lacunas de competências ajuda empregadores a aprimorar as habilidades de seus funcionários para evitar esse cenário.”

10 principais habilidades para gerentes de produto:

  1. Gerenciamento de produto
  2. Estratégia de produto
  3. Liderança
  4. Planejamento de produto
  5. Desenvolvimento de novos produtos
  6. Gerenciamento do ciclo de vida de produtos
  7. Gerenciamento de projetos
  8. Marketing de produto
  9. Parcerias estratégicas
  10. Estratégia de mercado (go-to-market)

10 principais habilidades para analistas de negócios:

  1. Análise de negócios
  2. Microsoft Excel
  3. Análise de dados
  4. Gerenciamento de projeto
  5. Inteligência de negócios
  6. Agilidade
  7. Planejamento de projeto
  8. Desenvolvimento ágil
  9. Relatórios
  10. Teste de software

T-Systems Brasil tem novo CFO

A T-Systems, provedora alemã de soluções e serviços de TI, acaba de anunciar a contratação de um novo CFO (Chief Financial Officer), Marcio Souza. Na vice-presidência de Finance e Controlling da T-Systems Brasil, o executivo será o responsável pelas áreas de Finanças, Contabilidade, Jurídica, Compras e Facilities da companhia.

No cargo desde o final de janeiro, Souza conta com mais de 22 anos de experiência na área de Tecnologia da Informação, com resultados expressivos na transformação de áreas de finanças e operações, especialmente em empresas multinacionais. Graduado em Economia e Ciência da Computação, Souza possui mestrado em Ciências Econômicas.

Antes da T-Systems, o executivo atuou por nove anos na Software AG, onde foi CFO e responsável pela área de Operações na América Latina. Ele também foi diretor financeiro da Dell Computadores, onde teve participação importante na estruturação da área de serviços profissionais. Souza também atuou como líder da prática de serviços financeiros na Oracle e na Hyperion.

“Estou muito animado por fazer parte do time T-Systems. Temos uma oportunidade fantástica para reforçar a agenda de crescimento sustentável de longo prazo, tendo como princípios o espírito de equipe, eficiência, transparência e ética. Estou impressionado com a qualidade dos executivos, portfolio e o compromisso do grupo com o desenvolvimento de nossa operação. O programa de transformação da T-Systems tem ganhado muita tração e estou comprometido em contribuir nesta jornada tão importante para colaboradores, clientes e parceiros”, comenta.

Novo papel

Souza lembra que sua contratação é parte do movimento de transformação no modelo de negócios da T-Systems, agora uma empresa totalmente focada em serviços em nuvem. Ele defende que, com o novo posicionamento, a área de finanças também deve se transformar em uma área de inteligência e aconselhamento estratégico para as demais ;áreas de negócios e os clientes da empresa.

“É uma área normalmente vista como backoffice, mas vamos aplicar nosso conhecimento para posicionar finanças como trusted advisor para o negócio e para os clientes”, afirma, lembrando que, para isso, há uma série de frentes que estão sendo trabalhadas localmente com foco na ampliação da densidade de talentos da companhia, no melhor uso da tecnologia e na criação de uma visão estratégica de apoio ao negócio.

“Nesse sentido, eu trago uma perspectiva diferente da área de finanças, até por que fiz outras coisas, vivi as dores do cliente e vi tudo isso de perto. Vou oferecer uma perspectiva diferente para a área”, diz.

Para Angelica Vitali, presidente da T-Systems Brasil, a chegada de Souza é mais um passo na transformação da companhia e em sua consolidação como parceiro preferencial na jornada de transformação de seus clientes. “Estamos construindo uma empresa orientada a talentos para potencializar o que cada um pode oferecer e o Marcio tem a missão de assegurar que essa visão chegue ao cliente”, conclui.

Brazil at Silicon Valley anuncia edição 2021

O Brazil at Silicon Valley chega a sua terceira edição e se consolida como movimento líder no suporte à transformação do país por meio da tecnologia e inovação. Liderado por estudantes brasileiros de Stanford e Berkeley, o movimento visa melhorar a competitividade do Brasil por meio da inovação e tecnologia. Desde 2019, reúne os principais empreendedores, investidores, executivos, e decisores políticos mais influentes do país em eventos e produtos que discutem temas relevantes ligados ao desenvolvimento tecnológico do Brasil.

Neste ano, o movimento contará com eventos online que vão substituir a tradicional conferência presencial dado cenário de pandemia. A programação será anunciada em breve, mas os temas que serão abordados já foram definidos. Os eventos reunirão especialistas do setor para debater Regulamentação, Futuro do Investimento, Digitalização do Varejo, Revolução Biotecnológica, Mudanças Climáticas, Fronteiras Disruptivas e Educação.

“Ampliamos nosso alcance e ultrapassamos fronteiras com a BSV Digital em 2020. Enquanto movimento, seguimos em busca de novas conexões para gerar encontros que instiguem a criatividade e a inovação, principalmente diante das transformações vividas nos últimos 12 meses”, explica Iona Szkurnik, porta-voz do Conselho do Brazil at Silicon Valley. “Neste ano, concentramos os nossos esforços em promover debates e desenvolver produtos que possam fomentar o ecossistema de inovação, gerando resultados concretos e, contribuindo assim, para o crescimento do país”, afirma.

Impacto

Além dos eventos digitais, BSV 2021 contará com outros produtos que servirão como trampolins para diversos desdobramentos – de networking a possibilidades, como por exemplo, de atrair capital internacional para investimentos e parcerias. O podcast lançado no ano passado segue trazendo bate-papos sobre empreendedorismo e tendências de tecnologia com os principais líderes do Vale do Silício, do Brasil e do mundo.

A organização trabalha também no desenvolvimento de Reports, com informações gerais sobre a economia brasileira e a evolução do ecossistema de inovação por aqui e contará com uma Newsletter sobre os principais temas discutidos no Vale do Silício e no Brasil, conteúdo para empreendedores e estudantes, e também oportunidades de trabalho para quem quer vivenciar de dentro o ecossistema.

Edições anteriores

Desde sua primeira edição, em 2019, a conferência Brazil at Silicon Valley já reuniu mais de 65 palestrantes e mais de 700 participantes entre CEOs, VPs, empreendedores, investidores, professores e estudantes, além de membros do governo, imprensa e consultorias. No ano passado, com a migração para o ambiente online, a BSV Digital expandiu suas fronteiras e impactou mais de 50 mil espectadores que seguiram de perto o movimento.

Foram seis painéis com convidados renomados como Kai-Fu Lee (Sinovation Ventures), Dr. Anurag Mairal (Stanford Medicine), Jorge Paulo Lemann (3G Capital), Sal Khan (Khan Academy), Cesar Carvalho (Gympass), David Vélez (Nubank), Fabricio Bloisi (iFood), Victor Lazarte (Wildlife), Andre Street (Stone), Roberto Marinho Neto (Globo Ventures), Scott Sobel (Valor Capital Group), Mariana Donangelo (Kaszek Ventures), Hernan Kazah (Kaszek Ventures) e Renata Quintini (Renegade Partner). A edição contou ainda com um painel especial sobre tecnologia e inovação com Luciano Huck, apresentador, empresário – sócio da Igah Ventures e Ashton Kutcher, investidor anjo e sócio-fundador da A-Grade Investments e da Sound Ventures.

Pesquisa destaca 5 principais vantagens do trabalho remoto

Em tempos de pandemia, a expectativa da maioria da população é ser vacinada para, de forma segura, poder retomar as atividades, ter contato presencial com a família e amigos, e voltar à rotina de trabalho, certo?

Quase certo! Segundo dados do relatório anual da Workana , maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, 94,2% dos profissionais com carteira registrada não estão querendo voltar ao modelo de trabalho antigo. Eles afirmaram que preferem continuar em home office mesmo depois que a ameaça do coronavírus passar, sem dúvidas, motivados pela excelente ou muito boa produtividade que 81,9% deles disseram ter sentido ao trabalhar de casa.

E os gestores também parecem ter gostado do resultado. 63,2% relataram ter notado um aumento na produtividade dos funcionários, ou a mesma performance de quando estavam no escritório. Tanto que 84,2% dos líderes pretendem promover o trabalho remoto no pós-pandemia.

Para Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, os colaboradores estão valorizando mais essa nova rotina que lhes permite passar mais tempo com a família, e se dedicar a atividades pessoais – sem deixar de lado o trabalho. “Eles têm se sentido cada vez mais satisfeitos com essa autonomia e possibilidade de gerir o próprio tempo. E, na mesma proporção que aumenta essa satisfação, a produtividade tende a subir também”, afirma.

Com base em dados do relatório anual da Workana, Schwebel destaca as 5 principais vantagens do trabalho remoto segundo os CLTs:

• Não há necessidade de se locomover até o escritório e desprender horas no trajeto. Para 32% dos profissionais, essa economia de tempo aparece no topo da lista de benefícios que o home office traz;

• Fica mais fácil chegar a um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, pelo menos foi isso que 24,6% mencionaram como principal vantagem;

• A gestão de tempo, que na maioria das vezes fica por conta dos próprios colaboradores, ocorre de uma maneira melhor, correspondendo às particularidades de cada um. 17,2% dos CLTs veem essa melhor gestão de tempo como principal vantagem do trabalho remoto;

• Já o maior nível de produtividade é o ponto mais levado em conta por 16,4% dos profissionais quando o assunto é home office;

• E para 4,1% dos funcionários de empresas, a satisfação que sentem no trabalho à distância é a principal vantagem desse modelo de trabalho.

Só o tempo economizado no traslado até o escritório possibilitou que esses profissionais se dedicassem mais aos estudos, e cuidassem mais da saúde, como podemos ver no gráfico abaixo:

E entre os freelancers, os benefícios mais valorizados são bem parecidos com os pontos mencionados pelos que trabalham com carteira assinada:

Não à toa, para 96,7% dos profissionais, o benefício do home office será um fator determinante para aceitar uma vaga de emprego daqui pra frente. “O mundo do trabalho está em constante transformação, e o trabalho remoto – com suas inúmeras vantagens – veio para ficar. As empresas que querem atrair e reter talentos precisam se atentar a essas novas necessidades que surgiram, e se adaptar o quanto antes”, conclui o country manager da Workana no Brasil.

Grupo Movile promove desafio on-line de programação com prêmios

O Grupo Movile, ecossistema de tecnologia líder na América Latina, acaba de abrir as inscrições para a nova edição do Movile Code Challenge, desafio on-line de programação, que acontecerá no dia 28 de março, domingo, das 20h às 23h. Para participar, o(a) candidato(a) precisa ter conhecimento em programação e realizar a inscrição, totalmente gratuita, no site do desafio até 26/03: http://www.movile.com.br/codechallenge .

Matheus Fonseca, Gerente de RH da Movile, indica a importância da iniciativa para estimular e reconhecer os talentos em tecnologia. “Muito mais que uma competição, o Movile Code Challenge proporciona uma imersão digital em tecnologia para os participantes, que terão seus conhecimentos e habilidades testados com problemas envolvendo algoritmos e desenvolvimento em programação criados pelos nossos times. Ao final do desafio, compartilharemos como resolvemos esses desafios internamente e, além da premiação em dinheiro e de livros para os(a) três mais bem colocados(as), daremos uma mentoria gratuita para o(a) primeiro(a) colocado(a) com um(a) líder em tecnologia de uma das empresas do Grupo, para promover essa troca de conhecimento que o nosso ecossistema sempre incentiva”, afirma.

No dia da competição, às 20h, os inscritos receberão por e-mail o endereço dos desafios a serem resolvidos até 23h. Serão cinco desafios de algoritmos e programação para os participantes responderem na linguagem Java ou Python. As respostas serão avaliadas por uma equipe especialista em tecnologia que faz parte do ecossistema Movile, que reúne as empresas iFood, MovilePay, PlayKids, Sympla, Zoop, Mensajeros Urbanos e Moova.

O resultado do desafio será comunicado até o dia 7 de abril, por e-mail, para todos os participantes. Os vencedores receberão livros de presente e prêmios em dinheiro: R$ 5 mil para o primeiro lugar, R$ 3 mil para o segundo lugar e R$ 1.500 para o terceiro colocado. Além disso, o participante que ficar em primeiro lugar ganhará uma mentoria gratuita com um(a) líder de tecnologia do Grupo Movile, para o desenvolvimento da carreira do(a) candidato(a).

Araraquara assina parceria com app inédito no mundo para combater a Covid-19

O Global Health Monitor é uma iniciativa independente, gratuita, com funcionamento previsto para o Brasil e o exterior

Um aplicativo inédito de monitoramento e auxílio no combate à Covid-19 está sendo lançado oficialmente esta semana pela startup brasileira Global Health Monitor (GHM), sediada em Curitiba (PR). A plataforma, que tem a chancela do Instituto Butantan e é considerada inédita no mundo, acaba de assinar uma parceria com a cidade de Araraquara para combate ao novo coronavírus.

“O GHM vai atender a população desde o monitoramento de sintomas individuais e de exposição ao vírus até a o mapa de casos de Covid-19 na região, com atualização em tempo real. Ele emite alertas quando você se aproxima de uma área de risco e também organiza sua carteira de vacinação digital”, explica Henrique Mendes, fundador do GHM ao lado de Adam San Barão.

Mendes conta que o time de infectologistas do Instituto Butantan foi um parceiro importantíssimo na etapa de validação do algoritmo relacionado à gravidade dos sintomas – na seção de autoavaliação do usuário. O Instituto também é um dos principais parceiros na etapa de lançamento oficial do app.

Para fazer o download do GHM, basta acessar o site da empresa ou diretamente o link ghm.world/#download.

Ação em Araraquara

O termo de doação assinado entre a GHM e o município de Araraquara, por meio da sua Secretaria de Saúde, disponibiliza à cidade seis ferramentas desenvolvidas pela startup. A primeira delas é o Serviço de Monitoramento de Exposição à Covid-19, tecnologia operada por contact tracing – ou seja, a movimentação e aproximação de smartphones pela cidade.

O acordo também inclui o Sistema de Autoavaliação do app e o serviço de Carteira de Vacinação Digital, com uma funcionalidade sobre avaliação de reações adversas e dúvidas sobre a vacinação.

Outro destaque da parceria é a integração do GHM com o Sistema de Exames Laboratoriais Público e Privado, para identificação dos casos positivos de Covid-19 (via PCG, IGG e IGM). “Importante ressalvar que esse é um serviço de monitoramento anonimizado”, reforça Adam.

Para disponibilização desse serviço é necessário acesso ao Banco de Dados Exames Públicos e Privados de Covid-19, o que reforça a atuação conjunta entre GHM e a Secretária de Saúde.

O termo também inclui acesso ao Mapa das Unidades de Saúde e Mapa de Risco. Em contrapartida, a cidade fará um esforço de divulgação para que a tecnologia receba o máximo de informações da população num curto período de tempo.

As primeiras atividades da parceria tiveram início já na sexta-feira (05) e os resultados devem ser notados nas próximas semanas, quando mais de 18% da população local aderir a utilização do app. “Quanto maior o número de pessoas conectadas ao aplicativo, fazendo autoavaliação diária, maior as chances de identificar e isolar os casos suspeitos e confirmados – sempre de forma anônima, voluntária e gratuita para toda a população”, explica Mendes. 

Disponível para todos os estados

Além de Araraquara, o GHM já está disponível gratuitamente para todos os usuários de Android e IOS de qualquer cidade do Brasil. “Nossa tecnologia não tem fronteiras. A parceria com a cidade de Araraquara é importante para testar e comprovar a eficácia do GHM no controle da pandemia, mas ele não é exclusivo para essa região. Vale para todo o Brasil e em breve o exterior”, conta Mendes.

Ele explica que quanto mais rápido a população do país instalar e alimentar o app de informações individuais, mais eficaz será o monitoramento em todas as regiões e é nesse contexto que foi penada a parceria com gestores públicos.

“Estamos num momento importante de divulgação e conscientização sobre a tecnologia. Nossa missão, desde o início, foi criar uma interface fácil mesmo para as pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. É nosso propósito trabalhar duro em todas as fases da experiência do usuário até que todos estejam bem e seguros”, afirma.

Funcionamento

O cadastro no GHM é simples e permite uma ampla leitura sobre o comportamento do vírus. “É uma ferramenta em constante evolução e nenhum aplicativo do mundo fornece as aplicações já disponibilizadas nesta primeira versão”, explica Adam.

O app consegue identificar se a pessoa está em uma área de risco, se existe a possibilidade de estar contaminada e já fornece orientações iniciais para os casos suspeitos. Para isso, o usuário inclui dados pessoais e comportamentais – como idade, sexo, comorbidades, se é fumante, episódios de exposição ao vírus etc – e em seguida concorda com um termo de privacidade das informações fornecidas.

“A Política de Privacidade que é firmada com o usuário foi construída a partir da Lei Geral de Proteção de Dados, de modo que a população entra no mapeamento de forma 100% anônima e não tem qualquer um de seus dados expostos”, completa Adam.

“Acreditamos que, além de ser uma ferramenta importante para a autopreservação do cidadão, ela pode fornecer dados relevantes para as diversas instâncias de gestão pública”, completa ele, lembrando novamente que informações compartilhadas com órgãos de saúde são totalmente anonimizadas.

Entre os próximos passos do GHM estão o acesso a dados laboratoriais para monitoramento automático dos casos de Covid-19 em outras cidades do Brasil; o desenvolvimento de uma versão para empresas (pela qual será possível evitar a disseminação de casos internamente, entre os trabalhadores); e outra voltada à comunidade estudantil, uma das mais impactadas pelas incertezas trazidas pela pandemia.

Além do Instituto Butantan e do Município de Araraquara, são parceiros ou apoiadores do Global Health Monitor o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o programa Startup With IBM (da IBM), a HiLab (Health Tec de Curitiba), EZOK e a Ninho Digital.

Cade impede iFood de celebrar novos contratos de exclusividade com restaurantes

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Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) impôs, nesta quarta-feira (10/03), medida preventiva contra o aplicativo de delivery de comida iFood. Com isso, a empresa fica impedida de firmar novos contratos que contenham acordo de exclusividade. O iFood também não poderá alterar contratos já celebrados sem cláusula de exclusividade, para fazer constar a previsão restritiva, até decisão final do caso.

A investigação teve início a partir de denúncia formulada pela concorrente Rappi Brasil em setembro do ano passado. A empresa alega que o iFood tem posição dominante no mercado de pedidos on-line de comida e usa essa condição para adotar práticas restritivas à concorrência, por meio da celebração massiva de contratos de exclusividade com restaurantes parceiros.

Segundo a representação da Rappi, a estratégia adotada pelo iFood cria forte incentivo à adesão dos restaurantes ao modelo de negócio restritivo, o que provoca fechamento do mercado para plataformas concorrentes. Além disso, tem potencial de causar barreiras à entrada de novas empresas no setor, principalmente porque seriam utilizadas cláusulas contratuais de longo prazo e aplicadas multas pela rescisão da exclusividade prevista.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também apresentou ao Cade, em dezembro passado, denúncia contra o iFood. Em sua representação, a entidade observou que, desde o início da pandemia, os aplicativos de pedidos on-line de comida passaram a ser canais de vendas ainda mais relevantes para bares e restaurantes, que são os seus filiados. Desse modo, considerando que o iFood é líder de mercado, afirma que os estabelecimentos teriam se tornado dependentes dos serviços da plataforma, ficando sujeitos a firmar acordos de exclusividade.

A concorrente Uber Eats, por sua vez, entrou com pedido de intervenção como terceiro interessado no processo de investigação no Cade, reforçando os argumentos de que a política de celebração de acordos de exclusividade do iFood constituiria barreiras à entrada e à expansão de concorrentes no mercado.

Ao abrir o procedimento preparatório para apurar as acusações, a SG/Cade verificou que, além de elevada participação de mercado, o iFood desfruta da “vantagem do pioneiro”, detendo posição dominante no setor de plataformas digitais de delivery, cuja análise será aprofundada ao longo da investigação. A adoção de cláusulas de exclusividade por agentes com essas características tem alto potencial de prejudicar a concorrência entre as empresas.

De acordo com a Superintendência, soma-se a isso o fato de que o iFood estaria firmando os contratos principalmente com restaurantes considerados estratégicos, que atuariam como chamarizes de clientes para as plataformas. As exclusividades estariam sendo firmadas, inclusive, mesmo após a abertura do procedimento de apuração no Cade.

Medidas

Para evitar prejuízos ao mercado e garantir o regular funcionamento das empresas no setor de serviços de pedido e entrega on-line de comida, a SG/Cade adotou a medida preventiva. O iFood não poderá firmar novos contratos que contenham acordo de exclusividade. A Superintendência também estabeleceu que a empresa não deverá alterar contratos já celebrados sem cláusula de exclusividade, para fazer constar a previsão restritiva, até decisão final do caso.

Na medida preventiva, a SG/Cade definiu que o iFood poderá manter os contratos com cláusula de exclusividade já firmados com parcela de restaurantes que integram a sua carteira. No entanto, no término da vigência, esses contratos somente poderão ser renovados contendo o dispositivo de exclusividade caso seja interesse de ambas as partes, e desde que a empresa observe o limite de um ano de duração (sem limite de renovações por igual período de tempo), até decisão final sobre a ilicitude ou não da conduta pelo Cade.

Por outro lado, se o iFood renovar contrato que continha previsão de exclusividade, pactuando um novo que não insira essa previsão, não poderá incluir o dispositivo em renovações subsequentes, enquanto durar a medida preventiva. Isto é, se a empresa deixar de acordar exclusividade com um estabelecimento durante a vigência da medida imposta pelo Cade, não poderá voltar a acorda-la em uma renovação futura, até manifestação final do órgão antitruste.

A Superintendência-Geral ressalta, no entanto, que poderá rever, ao longo da investigação, as condições estabelecidas para esses casos, podendo determinar a suspensão dos contratos com exclusividade, caso entenda que tal medida seja importante para garantir a rivalidade no mercado.

Para fins de aplicação da medida, serão considerados restaurantes que integram o marketplace do iFood aqueles que já fizerem parte da plataforma até esta quarta-feira (10/03), quando foi assinado despacho que defere a medida. Da mesma forma, a obrigação de abster-se de firmar novos contratos de exclusividade também tem início nesta data.

Acesse o Procedimento Preparatório nº 08700.004588/2020-47.

Fonte: Cade

Sucesso da transformação digital no varejo depende da infraestrutura de TI certa

Por Kyle Chien, gerente sênior de Segment Marketing da Equinix

Desde 2020, a transformação digital no setor de varejo vem crescendo diante da mudança repentina dos consumidores, que passaram a adotar as compras digitais ou sem contato em decorrência da pandemia de Covid-19. Diante desse novo comportamento, os varejistas acabaram tendo que se esforçar para acomodar essas mudanças aos requisitos de TI, e alguns saíram de cena por não conseguirem se ajustar. Esses exemplos reforçam o conceito de que o sucesso na transformação digital depende de uma infraestrutura básica que consiga interconectar rapidamente tecnologias existentes às novas para atender às necessidades mutáveis dos clientes.

Os varejistas que quiserem acelerar seu processo de transformação digital terão de usar uma arquitetura de rede flexível e neutra. Acredito que a transformação digital para varejistas começa com a implantação de infraestrutura, troca de tráfego e hubs de interconexão (conexão direta entre duas partes) de edge em locais estratégicos para aumentar a vantagem digital.

A transformação do setor varejista


No novo mundo pós-Covid, os varejistas querem usar a transformação digital para proporcionar uma experiência de usuário ideal, com uma transição perfeita nos mais variados canais de compra. Nesses novos casos de uso, é cada vez mais importante mesclar dados do cliente com visibilidade em tempo real do status da cadeia de produção e do estoque disponível.

Para que esse tipo de resposta imediata seja possível, a infraestrutura digital deve ter agilidade para absorver picos no tráfego de rede que não são apenas sazonais, mas de longo prazo e cada vez maiores. As lojas físicas tradicionais que contam com centenas de unidades e usam apenas um data center para abrigar todos os dados da empresa percebem que esse modelo de infraestrutura não funciona mais. Com o crescimento atual no tráfego, esse tipo de arquitetura de rede cria problemas de latência, afeta negativamente o desempenho das aplicações e, consequentemente, a experiência do usuário.

O segredo para se tornar um varejista ágil é ter acesso rápido a redes distribuídas e processamento/análise de dados do consumidor na edge. Em outras palavras, em vez de armazenar os dados em um só local, o processamento deve ocorrer onde os clientes estão. Levar o fluxo de tráfego e as aplicações para a edge oferece benefícios em termos de custo e desempenho. Além disso, os varejistas precisam de Interconexão direta e segura com vários parceiros do ecossistema de negócios para a troca de tráfego de aplicações e para gerar valor para os clientes.

Rede de supermercados agiliza transformação digital


No setor de varejo, temos o excelente exemplo de transformação de uma rede de supermercados com mais de 28 marcas que, para melhorar a experiência dos clientes nas compras online e nas lojas, embarcou na transformação digital de sua infraestrutura de TI. Durante a pandemia, a rede também precisou melhorar os serviços de compras online e entrega em domicílio. Para isso, fundiu dois projetos essenciais de unificação e otimização de sua infraestrutura de rede e operações em todas as marcas. Para capturar e analisar melhor as interações dos clientes e transformar a experiência de compra, mais de 1.500 aplicações foram transferidas para a cloud.

A rede MPLS legada do varejista foi substituída por uma SD-WAN, conectando suas mais de 2.200 lojas de varejo via hubs de interconexão distribuídos regionalmente. O varejista aumentou a capacidade de interconexão de rede, internet e cloud, não se limitando a fornecedores únicos. Em seguida, transferiu mais de 50% de suas aplicações para os melhores provedores de cloud e Software como Serviço (SaaS), permitindo agilidade e uma experiência de usuário consistente em todas as suas marcas e lojas.

A solução reuniu todas as marcas do varejista em uma rede unificada, que otimizou e simplificou as operações e a integração das lojas, aumentou a capacidade de largura de banda para maior desempenho e confiabilidade, e reduziu os custos gerais de infraestrutura de rede e TI.

Negócios orientados por dados


O grupo de lojas de departamentos WingOn é um dos mais antigos varejistas de Hong Kong, atendendo a cidade há mais de 110 anos. A Wing On precisava criar uma digital edge e queria agilizar sua transformação usando um modelo de cloud híbrida. Eles conseguiram aumentar significativamente a disponibilidade e reduzir a latência de suas aplicações locais e em cloud, proporcionando uma melhor experiência ao cliente, com uma economia geral de custos de mais de 60% graças a uma abordagem multicloud híbrida.

Casos de uso como esses mostram como os varejistas podem construir e interconectar a infraestrutura, troca de tráfego e pontos na edge para acelerar a transformação digital e acomodar diferentes necessidades dos clientes.