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Confira a agenda de tecnologia dos bancos para 2021

Novas funcionalidades que irão consolidar o Pix, como o Pix Cobrança, o Saque Pix e o Pix Garantido, além do início da adoção do Open Banking no Brasil estão entre os principais destaques da agenda de tecnologia do setor financeiro para o próximo ano.

Para padronizar, organizar e aderir aos novos sistemas e ferramentas tecnológicas, os bancos brasileiros estão investindo em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro de um ambiente de comodidade e segurança para o cliente. Entre as áreas mais impactadas estão a de Tecnologia, com o desenvolvimento de sistemas e adequação dos sistemas legados, e também a de Experiência do Usuário, para direcionar as mudanças nos canais digitais.

Adicionalmente, para o próximo ano, investimentos em tecnologias de ponta, como inteligência artificial, analytics e cibersegurança continuam de forma expressiva e prometem mudar de forma significativa os modelos operacionais e de negócios dos bancos, e devem trazer mais produtos e soluções bancárias inovadoras.

“Os bancos brasileiros sempre funcionaram como um importante indutor em inovações no país e iremos continuar ajudando o cliente na inclusão digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “O setor bancário brasileiro investe anualmente cerca de R$ 24,6 bilhões em tecnologia para fazer frente às inovações e manter de pé uma estrutura que atenda a milhares de brasileiros, um reflexo do esforço das instituições para continuar sempre acompanhando a evolução da tecnologia”, acrescenta.

Conheça abaixo o que estará no radar e na agenda dos bancos brasileiros em 2021:

1 – Novas funcionalidades do Pix

Enviar e receber dinheiro em menos de 10 segundos, durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos dos dias do ano, já é possível desde novembro, com o começo do funcionamento do Pix.

“A estreia do Pix foi um sucesso. O sistema respondeu com absoluta estabilidade, dentro do que foi planejado. A surpresa foram os volumes de transações, que estão na casa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, na média diária. Isso demonstra que efetivamente havia uma demanda por parte do público em geral e o produto tem sido bem aceito”, avalia Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN.

Um dos focos da agenda evolutiva do Pix para o próximo ano será adicionar funcionalidades ao sistema de pagamento e impulsionar as transações P2B (entre pessoas e empresas), reduzindo a necessidade de uso de dinheiro em espécie para fazer transações comerciais. Em março, começará a funcionar o Pix Cobrança, que permitirá que lojistas, varejistas e prestadores de serviços criem QR Codes impressos para receberem pagamentos. Com a nova funcionalidade, será permitido fazer cobranças com vencimentos em datas futuras, e será possível incluir o cálculo de juros, multas e descontos em pagamentos.

Para o segundo trimestre de 2021, está prevista a implementação do Saque Pix, que possibilitará que o usuário faça uma transferência pelo sistema de pagamento instantâneo para um comércio e saque a quantia em dinheiro em espécie em estabelecimentos cadastrados.

Também para o próximo ano está previsto o Pix Garantido, que permitirá que o usuário faça transações como se fossem compras parceladas. O Banco Central anunciará a agenda das novas funcionalidades no próximo Fórum Pix, previsto para 28 de janeiro de 2021.

2 – Open Banking

Em 2021 entram em funcionamento as quatro fases de implementação do Open Banking, sistema que cria novos modelos de negócios com o uso de APIs (interfaces de programação de aplicações), que permitirá aos clientes compartilhar o acesso aos seus dados financeiros com terceiros, que podem usar esses dados para oferecer aos consumidores produtos e serviços financeiros.

“O Open Banking é uma iniciativa positiva, que incentiva a inovação, trará maior conveniência e uma melhor experiência do cliente com os serviços financeiros. Também tende a intensificar as ofertas de valor para os clientes, com novos produtos e serviços”, afirma Leandro Vilain.

Na primeira fase, os participantes obrigatórios do sistema deverão desenvolver e entregar o grupo de APIs até 1º de fevereiro contendo dados de canais de atendimento, produtos e serviços, como os relativos a contas de depósito à vista e operações de crédito.

Na segunda fase, com prazo até 15 de julho, será a vez de cadastros e transações de clientes relativos aos produtos e serviços da fase 1. A terceira fase, que tem prazo de 30 de agosto, diz respeito aos serviços de iniciação de transação de pagamento, e na quarta fase (15 de dezembro) serão outros produtos, serviços e transações de clientes, como operações de câmbio, investimentos, seguros e contas-salário.

3 – Inteligência artificial e analytics

A inteligência artificial tem revolucionado os serviços bancários, e está aproximando os bancos de seus clientes, permitindo que o atendimento fique cada vez mais personalizado. Em 2021 continuará evoluindo no atendimento bancário, por meio de chatbots e assistentes virtuais. Aqui, os robôs são dotados da capacidade de “pensar” como seres humanos, o que inclui a prática de raciocinar e tomar decisões a partir do cruzamento de dados. Com isso, ajudam a tirar dúvidas, dar informações e auxiliar em consultas e até sugerir investimentos, o que foi fundamental desde o início das medidas de isolamento social, devido à pandemia da Covid-19.

A tecnologia também avança em áreas de backoffice, responsáveis, internamente, pelo apoio aos setores que lidam diretamente com os clientes, no processo de onboarding (abertura de contas) digital, reconhecimento de imagens, reconhecimento de assinaturas em cheques, financiamentos, modelos de risco de crédito, e em áreas como a de recursos humanos e na jurídica, para leitura de contratos e pareceres.

O uso combinado de inteligência artificial com analytics (análise dos dados) ajuda o banco a interpretar as informações, gerando KPIs (Key Performance Indicator, ou Indicadores de Desempenho, em português) cada vez mais robustos e completos, para que ofereça serviços e produtos sob medida e entenda o momento de vida dos clientes, como o que estamos vivemos agora, devido à pandemia do coronavírus. A tecnologia permite a criação de soluções individualizadas, e não massificadas.

4 – Cibersegurança e segurança da informação

Com as transações cada vez mais digitais, as temáticas da cibersegurança e da segurança da informação continuarão em alta, atraindo investimentos significativos das instituições financeiras.

Os bancos investem anualmente, no Brasil, cerca de R$ 2 bilhões em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI. O objetivo é garantir a tranquilidade de seus clientes e colaboradores, desenvolvendo e implantando novas soluções e tecnologias, melhorando a cada dia os seus canais de atendimento, além de manter equipes de especialistas que identificam situações divergentes do comportamento habitual do cliente.

Em setembro deste ano, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugurou as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permite que as instituições financeiras melhorem o compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

5 – Remodelagem do mercado de registro de recebíveis

De acordo com Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN, em 2021, a tecnologia será um pilar fundamental para a nova regulamentação do registro de recebíveis de cartões de pagamento, que entrará em vigor em 17 de fevereiro.

A resolução 4.734, do Banco Central, determina que os recebíveis provenientes de pagamentos com cartões de crédito deverão ser registrados em uma câmara registradora, e posteriormente, os lojistas poderão escolher com quem querem antecipar os recebíveis.

No próximo ano, a obrigatoriedade de registro eletrônico também irá se estenderá às duplicatas escriturais, cuja convenção ainda está sendo escrita pelas escrituradoras signatárias e Banco Central.

“A tecnologia será fundamental para dar segurança, solidez e mitigar fraudes nesta remodelagem do mercado de registro de garantias, contribuindo inclusive para um processo mais ágil e eficiente”, afirma Vilain.

DHL Logistics Trend Radar revela tendências que irão moldar o futuro da logística

Na 5ª edição do estudo Logistics Trend Radar, a DHL revelou, mais uma vez, 29 tendências importantes que impactarão o setor de logística nos próximos anos. O estudo é resultado de uma ampla análise de macro e micro tendências, bem como dos insights de uma grande rede de parceiros, que inclui institutos de pesquisa, especialistas do setor tecnológico, startups e clientes.

“Para nós, especialistas em logística, é importante prever os desafios que temos pela frente e vislumbrar as soluções possíveis para aconselhar nossos clientes da melhor forma. As megatendências que continuarão a nos envolver não são novidade, e se destacam entre: novas tecnologias, crescimento do e-commerce e sustentabilidade”, afirma Katja Busch, Diretora Comercial da DHL. “Algumas áreas irão evoluir mais rápido do que outras, então há a necessidade de entender as tendências subjacentes e seu impacto na logística, principalmente, por causa dos reflexos da COVID-19 no comércio global e em toda a força de trabalho. Como líder mundial em logística, temos os insights e a experiência para avaliar a situação”.

Mais de 20 mil profissionais de logística e de tecnologia compartilharam suas perspectivas sobre o futuro do setor ao visitar os Centros de Inovação da DHL nos últimos dois anos. Os resultados dessas interações foram consolidados e refletidos no Logistics Trend Radar, que funciona como uma ferramenta de previsão dinâmica e estratégica e de acompanhamento da evolução de temas relevantes apontados em edições anteriores, que identifica tendências atuais e futuras a cada atualização.

“O próximo grande desafio será a preparação da força de trabalho logístico para o futuro, por meio de treinamento e qualificação em operações cada vez mais sofisticadas em relação à tecnologia. Isso terá um papel central nas agendas estratégicas das organizações da cadeia de suprimentos nos próximos anos”, afirmou Matthias Heutger, Vice-presidente Sênior e Head Global de Inovação e Desenvolvimento Comercial da DHL.

“O Logistics Trend Radar serve como um sismógrafo de tendências futuras. Com base nos dados dos últimos sete anos, podemos fazer previsões a longo prazo e, assim, apoiar nossos parceiros e clientes na criação de roteiros para seus negócios e ajudar a estruturar e catalisar outras pesquisas e inovações líderes do setor. Nesta edição, notamos que o impacto da COVID-19 acelerou tendências que já estavam bem encaminhadas, como análise de big data, robótica, automação e IoT (internet as coisas), todas sustentadas por uma evolução constante da inteligência artificial.”

Aceleração de processos de transformação

A 5ª edição do Logistics Trend Radar indica uma estabilização geral das tendências dos últimos quatro anos. No entanto, com a resistência do setor à atual pandemia, os processos de transformação foram acelerados. A COVID-19 acelerou mudanças relacionadas à inovação logística, automação, trabalho digital e acelerou em anos a digitalização do setor. Por outro lado, muitas tendências inicialmente percebidas como mudanças disruptivas para a esfera logística ainda precisam atingir seu potencial. Veículos autônomos e drones continuam restritos aos desafios legislativos e técnicos, bem como pela limitada aceitação social. O setor de logística está se estabilizando em algumas plataformas líderes e os transportadores bem estabelecidos entram no jogo com suas próprias ofertas digitais, apoiadas por grandes redes globais.

De computação em nuvem à robótica colaborativa, análise de big data, inteligência artificial e internet das coisas, os profissionais da área precisam entender um vasto cardápio de novas tecnologias. Tornou-se imperativo para o sucesso a longo prazo modernizar todos os pontos de contato das cadeias de suprimentos, desde a jornada digital ou do cliente até o transporte integral e a entrega no trecho de destino. Aqueles que adotarem as novas tecnologias e incrementarem as habilidades das forças de trabalho mais rapidamente terão uma vantagem competitiva no mercado.

O crescimento do e-commerce continua promovendo a inovação e as agendas de sustentabilidade


O rápido crescimento do e-commerce ainda representa uma fração dos gastos globais de varejo dos consumidores. A pandemia do Coronavírus contribuiu para a aceleração do crescimento de alguns segmentos de comércio eletrônico e das agendas de inovação da cadeia de suprimentos. Os principais movimentos para escalar e adotar novas tecnologias, como automação física inteligente, ferramentas de visibilidade com base em Internet das Coisas e recursos preditivos de Inteligência Artificial, acabarão por definir a capacidade de atender às crescentes demandas dos clientes e garantir futuras posições de liderança no setor.

Sustentabilidade

Com governos, cidades e fornecedores de soluções comprometidos em reduzir as emissões e resíduos de CO2, a sustentabilidade se tornou um imperativo para o setor de logística. Indicado pela crescente demanda por soluções sustentáveis para reduzir desperdícios, alavancar novas técnicas de propulsão e otimizar instalações, ela também está no topo das agendas da cadeia de suprimentos. Hoje, vários países contam com mais de 90 proibições de plásticos de uso único, além das embalagens volumosas que respondem por 40% do espaço ocioso nas encomendas, que torna inevitável a reflexão sobre as embalagens. A logística sustentável, em especial a otimização de processos, materiais, novas técnicas de propulsão e instalações inteligentes, oferece um potencial enorme para que a logística se torne mais ecologicamente correta. A conteinerização inteligente no transporte também será importante no desenvolvimento desse formato para entregas em cidades congestionadas.

A DHL publica regularmente o Logistics Trend Radar como um importante instrumento para a comunidade global de logística. Tanto dentro da DHL quanto no setor como um todo, a publicação se tornou uma referência em estratégia e inovação e ganhou destaque como uma importante ferramenta para moldar a direção de tendências específicas, mais recentemente em embalagens, 5G, robótica e digital twins.

A quinta edição do DHL Logistics Trend Radar, incluindo informações de análises e projetos, está disponível para download gratuito em https://www.dhl.com/trendradar

Empresa brasileira desenvolve tecnologia para amostra de perfume e exporta 20 milhões de unidades em dezembro

Com 20 anos de mercado e escritórios em São Paulo e Barcelona, a Adhespack, empresa de amostras interativas para o mercado de beleza, lança, este mês, o Ticket Scent, produto que segue a linha dos dispensadores de senhas para filas, porém, com tecnologia adaptada e patenteada para amostragem de perfumes. Cada ticket traz a essência e informações adicionais sobre o produto, como fotos e textos. O Ticket Scent estará, este mês, em aeroportos e lojas de países da América Latina, Europa e nos EUA, com 20 milhões de etiquetas de marcas como Carolina Herrera, Benetton, Antonio Banderas e Paco Rabanne.

 
“Tivemos que aumentar um turno na linha de produção para atender este pedido de final de ano. Esperamos para 2021 um crescimento de 30% com o lançamento dessa linha, que é ideal para o PDX pós-pandemia”, comenta Volney Camargo, CEO da Adhespack .   

Em tempos de distanciamento, o Ticket Scent promove a experimentação individual do cliente de forma segura, sem que haja contato com o vendedor. Segundo estudo feito pela agência Corebiz, de São Paulo, o faturamento nacional do comércio eletrônico de cosméticos cresceu 68%, entre 1º de março e 14 de junho de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado.A pesquisa da Corebiz levou em consideração os dados de 7,4 mil usuários, em compras realizadas nos segmentos de cosméticos e dermocosméticos.

4 startups e um fundo de investimento que registraram crescimento em 2020

Diante de tantos desafios econômicos devido à pandemia que impactou indústrias e setores do mundo todo, algumas empresas conseguiram, por meio do uso de tecnologia, registrar crescimento no período ao oferecer soluções e inovações para a continuidade dos negócios de seus clientes. Foi o caso da Car10, Mobees, Quero Quitar, Cargon e do fundo de investimento para o empreendedorismo feminino na tecnologia, WE Ventures.  

Com tudo pronto para o lançamento, a pandemia de COVID-19 obrigou a Mobees a adiar em cerca de 90 dias o início de sua operação nas ruas. A adtech de Mídia Out of Home (OOH) atua na veiculação de anúncios digitais em telas inteligentes sobre carros de motoristas de aplicativos no Rio de Janeiro.  

Para garantirem até R$ 1 mil reais mensais, os parceiros da Mobees rodam a cidade equipados com seus painéis de LED movidos à computação em nuvem, análise de dados e Inteligência Artificial (IA) da Microsoft. Essas tecnologias coletam dados de mobilidade urbana e identificam os melhores locais e horários para cada anúncio ser mostrado de acordo com o público-alvo das empresas anunciantes. 

Segundo Fabio Barcellos, CEO e cofundador da Mobees, a pandemia fez com que a startup buscasse outras formas de apoiar os motoristas por meio da doação de máscaras, álcool em gel, escudos de proteção entre motorista e passageiro, além de dois meses de desinfecção gratuita nos carros. “No começo foi difícil, pois perdemos anunciantes. De oito que fariam parte do lançamento em março, apenas dois continuaram em julho. Mas revertemos rapidamente a situação e hoje estamos com mais de 15 clientes, uma frota de 100 parceiros, prontos para dobrar, e uma fila de espera de 25.000 motoristas cadastrados. Além da satisfação por termos lançado a empresa em um momento tão desafiador e de alcançarmos um crescimento de 100% neste trimestre em relação ao trimestre anterior, também ficamos muito felizes em distribuir mais de R$ 350 mil em renda extra para os trabalhadores de aplicativos que tiveram seu rendimento tão afetado durante o período”, diz Barcellos. 

Para a Cargon, startup de logística que nasceu ainda no início da pandemia, os desafios também foram intensos, uma vez que o mercado no qual atuam, de fretes de distância, registrou queda. No entanto, de acordo com Denny Mews, CEO da companhia, as empresas do setor que antes eram mais propensas a ter uma atuação tradicional, começaram a enxergar a digitalização dos processos como um facilitador. “Para isso, foi necessário agilidade e experimentação de como fazer a aproximação, abordagem e comunicação com os clientes, de forma que eles conseguissem identificar a potencialidade da tecnologia para o negócio deles”, comenta.  

A empresa que utiliza Inteligência Artificial da Microsoft para identificar e verificar motoristas a fim de assegurar um transporte seguro e reduzir a possibilidade de roubo de cargas vem registrando crescimento de faturamento de 50% ao mês.  

Outra startup que atua no mercado automotivo é a Car10, que inova e transforma a experiência entre clientes e oficinas. A empresa sentiu o impacto da pandemia logo no início de março, com a redução na demanda por serviços automotivos, congelamento de projetos e parcerias estratégicas bem como a migração para o home office e paralização de novas contratações. No entanto, de acordo com Fabio Gimenez, CEO da empresa, o impacto da pandemia foi de curto prazo pois, já a partir de junho, a empresa voltou a crescer retomando à sua atuação de prospecção de novos clientes e foco em novos projetos. Com isso, a companhia fechará o ano com resultados financeiros bem fortes projetando um crescimento de + de 200% nos seus volumes de processamento financeiro e faturamento em relação a 2019. Isso mostra que o mercado, por conta de uma necessidade em se digitalizar e ser mais assertivo, buscou a tecnologia como base e continua de melhoria e crescimento”, diz Gimenez. 

Ainda, em um ano no qual as empresas de call center tiveram que repensar o seu modelo de atuação por conta do isolamento social, a Quero Quitar conseguiu demonstrar a potencialidade de seu marketplace, no qual pessoas físicas e jurídicas podem checar e negociar dívidas de forma automatizada, rápida e prática de acordo com as opções inseridas pelos credores, integrando Azure, bem como soluções de machinelearning (aprendizado de máquina)e análise de dados da Microsoft à plataforma. 

A empresa criada em 2015 chegou ao mercado com uma solução já disruptiva com relação ao modus operandi do setor, mas neste ano por uma demanda latente das empresas de cobrança, conseguiu conquistar 17 novos clientes e crescer 400% em receita com relação ao ano passado. “Nossa base conta com mais de 55 milhões de CPFs e CNPJs e a nossa intenção para o próximo ano é de poder facilitar a quitação das dívidas dessa população, bem como de incentivar a educação financeira no país por meio dos nossos projetos”, diz Marc Lahoud, diretor executivo da Quero Quitar.  

Por fim, do outro lado da bancada dos negócios, a WE Ventures, fundo de investimento para fomentar o empreendedorismo feminino no mercado de tecnologia fundado em novembro de 2019, conseguiu encontrar apoio de novas grandes companhias a fim de incentivar a liderança das mulheres nas startups brasileiras. Idealizado pela Microsoft Participações e M8 Partners em associação com Bertha Capital, o fundo que tem como objetivo captar R$ 100 milhões em cinco anos, anunciou em março as primeiras companhias a receberem um investimento entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, bem como as empresas Flex e Grupo Sabin como apoiadores.

Em novembro, a iniciativa revelou, ainda, a parceria com a Multilaser que investirá R$ 10 milhões no WE Ventures (fundo para startups em estágios mais avançados) e no WE Impact (que visa a dar consultoria e investir em empreendimentos em estágios iniciais). Além disso, nos próximos meses serão anunciados investidores parceiros da iniciativa nos setores da saúde, educação, seguros, jurídico e sustentabilidade.        

De acordo com Marcella Ceva, head da WE Ventures, as empresas mantiveram o interesse em apoiar a iniciativa e investir em novas empresas por compreenderem a relevância da diversidade, da inclusão e da responsabilidade social das companhias no desenvolvimento da sociedade. “Dados do Banco Mundial mostram que a inclusão das mulheres e da diversidade na economia geraria um aumento do PIB mundial entre US$ 2 trilhões e US$ 6 trilhões. Isso mostra como todos temos a ganhar. Mesmo neste ano tão desafiador, as empresas conseguiram enxergar a importância deste investimento e estamos orgulhosos em finalizar 2020 com a certeza de auxiliar ainda mais mulheres empreendedoras a continuarem a crescer”, finaliza Ceva. 

Pagamentos por aproximação aumentam 285% segundo dados da Rede

Um levantamento realizado pela Rede, empresa de meios de pagamento do Itaú Unibanco, acaba de apontar o aumento de 285% nas transações realizadas via tecnologia Aproxime e Pague (ou NFC, sigla do inglês Near Field Communication). Os dados foram apurados a partir das operações realizadas durante o mês de novembro de 2020, comparadas às do mesmo período do ano anterior.

As informações da Rede ainda indicam que, desde maio de 2020, as transações via NFC têm registrado um crescimento médio de 20% ao mês. Dentre os fatores que impulsionaram este acelerado aumento nas operações sem contato, a pandemia teve um papel bastante importante na preferência de consumidores e varejistas por meios de pagamento por aproximação – que têm sido priorizados em detrimento do contato direto com maquininhas e outros dispositivos disponíveis nos estabelecimentos, como smartphones, tablets ou terminais POS (ponto de venda, do inglês Point of Sale).

Link de pagamento

Outro meio digital que tem registrado alta expressiva no varejo desde o início da pandemia é o link de pagamento, solução que simplifica a conclusão das vendas realizadas especialmente a distância, permitindo o envio de um endereço eletrônico de quitação ao cliente – por e-mail, SMS, redes sociais ou WhatsApp.

Impulsionada pelo elevado aquecimento das vendas online, esta modalidade teve um aumento de 33% nas transações, apenas entre os meses de outubro e novembro de 2020. E, embora algumas empresas do setor cobrem pela emissão do link de pagamento, na Rede, essas operações não geram custos adicionais, permitindo que os lojistas tenham uma alternativa a mais para realizarem as vendas de forma segura, especialmente durante a pandemia, com as mesmas taxas cobradas pelas transações presenciais.

IDC Brasil: mercado de impressoras registra queda de 4,8% no terceiro trimestre de 2020

No terceiro trimestre de 2020 foram comercializadas 562.823 impressoras, uma queda de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o estudo IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker Q32020, da IDC, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. No período, as vendas dos modelos com cartucho ou tanque de tinta cresceram 5,7%, com 472.946 unidades, enquanto os modelos à laser tiveram baixa de 38%, com 88.216.

“O resultado é reflexo do home office, que diminuiu a necessidade de impressão nas empresas, enquanto em casa, o consumidor comprou impressoras para continuar trabalhando ou estudando”, afirma Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. A pandemia também provocou a falta de produtos, o que, somado às incertezas sobre o futuro em relação à crise sanitária e econômica, postergou os planos de renovação de contratos corporativos nesses meses, comuns no calendário do mercado de impressão.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o varejo registrou alta de 2,3% com a venda de 369.115 unidades, enquanto o corporativo reduziu as compras em 15,8%, com 193.708 impressoras.

De acordo com o analista da IDC, se não fosse a pandemia o segmento de equipamentos à laser teria resultado positivo por conta dos projetos nas empresas.

O preço médio no terceiro trimestre de 2020 foi de US$ 185 para as impressoras de tinta, alta de 7,8%, e US$ 526 para os modelos a laser, baixa de 20,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A IDC espera que o quarto trimestre seja melhor do que o terceiro, com alta de 22,2% na comparação entre os dois períodos. A previsão é que as vendas dos modelos à tinta cresçam 12% e puxem o mercado para cima e, na comparação com o mesmo período do ano passado, o mercado registre alta de 5,4%. “As empresas devem retomar aos poucos seus projetos e encomendar novos equipamentos. Oportunidade para o segmento à laser“, afirma Rodrigo. Educação, assim como para PCs e tablets, deve demandar mais deste setor.

5 tendências para o RH em 2021

O home office será apenas uma das tendências em 2021 no RH das empresas. Ao se mostrar eficiente e vantajoso tanto para empresas como colaboradores, os escritórios devem ganhar outro significado e os cargos de liderança, também. Um estudo recente feito pela Robert Half mostrou que 86% das pessoas preferem manter o trabalho remoto no pós-pandemia. Mas além desse tópico, quais outras tendências devem permear o próximo ano?

“Embora os desafios sejam diferentes em cada segmento de atuação e mesmo do lugar de onde se opera, as empresas precisaram adquirir maturidade em tempo recorde para implementar abordagens assertivas de gerenciamento do trabalho remoto de seus funcionários”, explica Eduardo Hupfer, Gerente de Produtos da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento

Para elucidar como o departamento de Recursos Humanos deve se preparar para 2021, o especialista elencou as cinco principais tendências para o setor ano que vem:

1)Contratações online: querendo ou não este modelo de contratação, que começou a ser adotado com mais velocidade pelas empresas, a partir da pandemia, tende a se consolidar e até a aumentar.

2) Trabalho remoto: outra tendência que chegou para ficar é o home office. O nível de eficiência financeira que as empresas experimentaram devido ao trabalho remoto, com certeza vai fazer com que esse formato de trabalho seja cada vez mais adotado.

3) Ressignificação do papel do escritório: como consequência do home office, os escritórios devem ter seu papel ressignificado. Em um mundo onde os funcionários produzem muito mais quando trabalham em casa, o escritório à moda antiga, com baias e/ou posições de trabalho individuais não será mais necessário.

4) Ambiente de trabalho pós-pandemia: o necessário distanciamento social nunca antes vivido nesta magnitude, tem impacto direto nas relações interpessoais entre os funcionários e destes com a própria empresa. O novo papel do RH vai ser entender como o sentimento de pertencimento e de equipe funcionam num ambiente remoto. Como essas relações entre as pessoas serão afetadas (pense nas áreas responsáveis por mediação de conflitos entre colaboradores, com o ombudsman)?

5) Diversidade: para além do tema pandemia, que dominou a pauta neste ano, um outro tema muito importante que também teve uma grande relevância foi o da desigualdade e da diversidade. Na esteira dos grandes protestos ocorridos aqui e no resto do mundo, muitas empresas começaram não só a olhar para o tema de maneira diferente como também a ser cobradas por melhorar suas ações no sentido da inclusão.

Em ano de pandemia, mais de 70% dos brasileiros se sentem confortáveis ao comprar pela internet, revela estudo da OLX

Comprar pela internet tem sido um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros e que se intensificou em 2020 com a pandemia e o isolamento social. A conclusão vem da pesquisa inédita Brasil Digital, desenvolvida pela OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online. O levantamento revela que 71% dos consumidores se sentem confortáveis para realizar compras no comércio eletrônico.

A pesquisa busca traçar as práticas de segurança do brasileiro e suas preferências entre formas de pagamento no comércio eletrônico. Para isso, entrevistou 1.906 pessoas, entre os dias 19 de setembro e 19 de outubro de 2020.

Na hora de comprar em lojas virtuais, 34% dos entrevistados indicaram o cartão de crédito como a opção preferida para pagamento. Outros 34% preferem pagar via boleto bancário e 13% preferem em dinheiro.

Já para a compra de itens seminovos ou usados, a preferência pelo modo de pagamento do consumidor muda. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados preferem pagar em dinheiro vivo e 14% escolhem a opção de cartão de crédito. Outros 11% optam por pagar de forma online, por meio de aplicativos de pagamento ou QR Code.

Em um ano marcado pelos impactos econômicos da pandemia da Covid-19, o e-commerce bateu recorde no Brasil e no mundo. Dados do setor apontam que o crescimento das vendas online no primeiro semestre foi o maior dos últimos 20 anos, segundo Ebit/Nielsen.

“O brasileiro vive uma nova realidade de comércio e entende que no online é possível encontrar desde bens de consumo e serviços à delivery de comida. O e-commerce se sobressaiu durante o isolamento social, porque facilitou a jornada de muitas pessoas que puderam adquirir itens de sua necessidade sem precisar sair de casa. Esse é um novo hábito que veio para ficar”, destaca Lucas Vargas, General Manager da OLX.

Dinheiro de Volta

A pesquisa Brasil Digital também constatou a popularização do cashback, recurso em que é possível ter de volta parte do valor pago em uma compra de produtos ou serviço em determinados locais.

Entre os entrevistados, 73% disseram conhecer esse tipo de sistema, mas apenas 29% confirmam ter utilizado ou utilizarem com alguma frequência.

Carteira Digital

Em 2020, o comércio online também foi uma alternativa para gerar renda extra com a venda de itens usados. A pesquisa, porém, identificou que 31% dos entrevistados não fazem uso de carteiras digitais, recursos desenvolvidos para facilitar os processos de pagamento e recebimento de valores.

Atenta às necessidades dos usuários diante do novo normal da pandemia, a OLX lançou em julho sua carteira digital OLX Pay, que permite, em algumas categorias da plataforma, o pagamento parcelado em até 12 vezes no cartão, além da opção de frete. Também dispõe do recurso Compra Segura, que garante ao vendedor o recebimento dos valores pagos ao mesmo tempo que assegura ao consumidor o direito de devolver o item em caso de problemas ou divergências.

“O e-commerce também é uma oportunidade de negócio para os pequenos empreendedores e para quem busca renda extra. A OLX investe em tecnologia para tornar esse ambiente mais democrático e, com a OLX Pay, isso se tornou ainda mais possível. Quem vende, recebe o pagamento na conta em até 24 horas após fazer a venda e pode utilizar o valor recebido para comprar na plataforma ou mesmo transferir o dinheiro para um banco de sua preferência”, explica Vargas.

A OLX Pay está disponível para todos os usuários da plataforma que queiram comprar ou vender nas categorias de bens de consumo, como eletrônicos, celulares, móveis, eletrodomésticos, roupas e calçados com valores até R$ 3 mil.

Vendas no E-commerce durante a Black Friday registram crescimento de 49% no Brasil, segundo Mastercard SpendingPulse

Já tem alguns anos que a Black Friday entrou no calendário e ganhou o mercado e o consumo brasileiro. Este ano, por causa da pandemia e das restrições de isolamento estabelecidas pelo governo, a data popular de compras teve o e-commerce como seu principal canal de vendas.

De acordo com o levantamento da Mastercard, SpendingPulse™, que mede os gastos dos consumidores em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, as vendas do e-commerce* brasileiro durante a Black Friday cresceram mais de 49% em comparação ao mesmo período do ano passado. Especificamente, o setor de eletrônicos se mostrou como a categoria mais forte, com expansão de mais de 50% no comparativo com a Black Friday de 2019.

“Este ano, houve um grande avanço no consumo brasileiro de compras online, que foi acelerado pelas restrições para o acesso às lojas físicas desde o início da pandemia. Na Black Friday, esse movimento não foi diferente e pudemos perceber isso com os resultados de expansão do e-commerce durante a data”, afirma Cesar Fukushima, Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.

Além da tradicional Black Friday, segundo o levantamento da Mastercard, a Cyber Monday também registrou forte expansão no e-commerce brasileiro de novembro com um crescimento de 95.2%. O setor de móveis teve destaque de vendas, registrando um crescimento de 96,3%, ambos no comparativo com o ano passado.

*Vendas no comércio eletrônico são vendas de bens e serviços nas quais o comprador faz um pedido ou o preço e os termos da venda são negociados pela Internet, em dispositivo móvel (M-commerce), extranet, rede EDI (Electronic Data Interchange), correio eletrônico ou outro sistema online comparável. O pagamento pode ou não ser feito online.

América Latina lidera o mundo em maturidade na experiência do cliente

Todas as empresas, não importa o porte ou segmento, estão hoje sob pressão para oferecer uma experiência ao cliente (CX) da qual possam se orgulhar. Para apoiar as organizações nesse sentido, a Zendesk, em parceria com a Enterprise Strategy Group (ESG), realizou durante os meses da pandemia um estudo na América Latina para entender como e em até que ponto a adoção de melhores práticas em CX melhora a capacidade de oferecer uma experiência superior ao cliente e às equipes internas de atendimento, além de incrementar os resultados do negócio.

Para analisar os dados, a ESG criou um modelo que segmenta os respondentes (e as organizações que eles representam) em três níveis de maturidade de atendimento e suporte: campeões, em crescimento e iniciantes. O estudo descobriu que existe uma ligação clara entre as empresas com maior maturidade em experiência do cliente e um maior sucesso em participação de mercado, aumento dos gastos dos clientes e processos mais ágeis nos últimos seis meses. O levantamento mostra que a América Latina está à frente do resto do mundo em termos de maturidade, onde 39% das organizações são campeãs, 34% estão em crescimento e 28% são iniciantes em atendimento ao cliente. Mas, o que torna uma empresa referência em CX? A seguir, explicamos as diferenças entre cada uma delas:

Campeões: de acordo com o estudo, os campeões representam 39% do mercado latinoamericano e 41% no Brasil. Essas empresas têm 4,4x mais probabilidade de exceder suas metas de CSAT (nível de satisfação do cliente), o que as tornam 2,3x mais propensas a ganhar participação de mercado, mesmo em tempos difíceis, como nesta pandemia, e com 6,5x mais chances de aumentar os gastos dos seus clientes. Elas empregam seis ou sete das melhores práticas prescritas em nosso modelo de maturidade, investem em ferramentas para melhorar a performance da equipe, como soluções que permitem que os agentes de atendimento façam bem o seu trabalho, e capturam muitos dados em tempo real, que apoiam no atendimento e nas tomadas de decisão. Todas essas melhores práticas se refletem em resoluções mais rápidas aos clientes. As empresas campeãs são, em média, 37% mais rápidas do que as demais em resolver o problema de seus consumidores. Além disso, elas têm 1,5x mais probabilidade de ter um tempo médio de primeira resposta abaixo de uma hora, 2x mais probabilidade de relatar que menos de 1% dos problemas do cliente não podem ser resolvidos, e equipes de suporte mais felizes (com 5,8x mais probabilidade de classificar como nada problemática a taxa de rotatividade do time).

Em crescimento: estas organizações fizeram progressos significativos no atendimento ao cliente e na curva de maturidade de seu suporte. Elas adotam quatro ou cinco das melhores práticas do nosso modelo de maturidade, mas ainda têm uma margem para melhorar a captura em tempo real dos feedbacks de seus clientes e usá-los em suas decisões de negócio. Além disso, elas raramente afirmam ter à disposição todas as métricas de apoio que gostariam de ter e, apenas um quarto delas acredita fornecer as melhores ferramentas para as equipes de suporte. Essas empresas representam 34% do mercado latinoamericano.

Iniciantes: estas organizações são as menos maduras hoje em dia quando se trata de atendimento e suporte ao cliente. Elas adotam três ou menos das melhores práticas do nosso modelo de maturidade e, geralmente, têm equipes que necessitam de mais treinamento, estão sobrecarregadas com suas cargas atuais de trabalho e não possuem os dados ou ferramentas corretas para agir de acordo com o retorno do cliente. Essas empresas representam 28% do mercado latinoamericano.

“As empresas que colocam o cliente no centro de suas estratégias de negócio têm seus níveis de satisfação mais altos e, clientes felizes são mais propensos a se tornarem fiéis e promover a marca”, diz Luiz Antunes, diretor de Solutions Consulting da Zendesk na América Latina. “Minhas três principais dicas para aquelas empresas que ainda não são campeãs no serviço ao cliente é, em primeiro lugar, focar no desempenho do CX, colocá-lo realmente como uma área crítica para o sucesso do negócio. A segunda dica é investir mais tempo e esforço na capacitação da equipe de suporte e, por fim, adotar ferramentas e tecnologias que viabilizem um bom atendimento ao cliente”, acrescenta.

Como usar dados na tomada de decisão estratégica

Cerca de 60% das empresas brasileiras baseiam suas decisões em Data & Analytics, segundo o Global State of Enterprise Analytics 2019. Diante disso, é essencial conhecer as formas de uso dessas informações para melhorar toda a operação e auxiliar na tomada de decisão estratégica.


Segundo Antonio Rodrigues, um dos fundadores e vice-presidente da BRQ Digital Solutions, uma das maiores empresas de tecnologia do país, especializada em Data & Analytics, por meio dos dados é possível compreender informações consolidadas de tudo o que já aconteceu para prever cenários e criar planejamentos eficientes, o que permite escolher o caminho com menor grau de erro. “Assim, é possível ter maior agilidade nas empresas. Além disso, as informações apoiam a criação de melhores estratégias de negócio, ao permitir entender situações que possam vir a ocorrer no mercado”, explica Antonio.

Para usar os conceitos em tomadas de decisão é preciso identificar quais informações são relevantes para cada demanda e, então, definir uma estratégia de coleta e análise. Segundo Antonio, são diversas as áreas que os dados podem aprimorar. “Fazer uma análise diagnóstica do negócio, por exemplo, ajuda a entender o status da empresa, seus erros e acertos.

Dessa forma, os processos podem ser aprimorados e as decisões futuras terão um direcionamento mais embasado. As informações também ajudam na criação de insights certeiros ao detectar padrões em diversas áreas do negócio – vendas, resultados internos, etc”, destaca.

“A partir de pesquisas, entende-se as reais necessidades dos clientes, o que ajuda a construir serviços e processos mais personalizados e, portanto, mais bem-sucedidos com o público alvo.” reforça Antonio Rodrigues.

Ao tomar decisões com base em dados, é interessante levar em consideração se essas ações foram bem sucedidas. Para realizar essa avaliação, é proveitoso seguir alguns passos:

1) Defina os objetos da análise, o que se espera alcançar com o estudo;
2) Crie um planejamento que determine as fontes dos dados, os processos de análise e os responsáveis;
3) Crie indicadores que façam sentido para cada negócio.

2020: Um ano disruptivo

Por Alberto Machado Neto, Diretor de Petróleo, Gás Natural, Bioenergia e Petroquímica da ABIMAQ

Um ano que, dizem, não vai terminar, mas que, na verdade, nem começou. Que apesar de ser par está sendo um ano ímpar. Que distanciou os próximos e aproximou os distantes. Que limitou viagens, mas permitiu irmos a vários locais em um mesmo dia, sentados na mesma cadeira. Que fechou escritórios, manteve as pessoas em casa e mudou o conceito de trabalho.

Um ano que favoreceu fisioterapeutas, otorrinos, oculistas, nutricionistas e, principalmente, psicólogos, para suportar novos hábitos e desajustes funcionais. Um ano em que todos nos tornamos profundos conhecedores de infectologia e passamos a opinar nos tratamentos disponíveis. Ano em que perdemos alguns bons amigos e nos alegramos pela recuperação de muitos deles.

Um ano que limitou o networking, mas aumentou o working na Net. Um ano em que, depois de tanto usar delivery, a ida ao supermercado virou um programa e, em alguns casos, uma ida à estratosfera pelos preparativos para começar e terminar a viagem. Um ano em que a parte do corpo de maior contato com o álcool deixou de ser a boca e passou a ser a mão, em que o Google fez as provas de muitos alunos e os funcionários, ao invés de deixarem o paletó na cadeira do escritório, passaram a deixar uma foto no Zoom.

Enfim, depois dessas e de outras tantas “novidades” será que podemos avaliar 2020 e ter esperanças em 2021?

Apesar dos pesares, muita coisa aconteceu e há uma luz no fim do túnel. Estou otimista. Existem muitas linhas n’água e muitas oportunidades à nossa volta. Temos muitos pontos fortes, conhecemos nossos pontos fracos e, o fato de termos aprendido a reconhecer nossas fraquezas na pandemia, acaba sendo também um ponto forte.

A Covid 19 causou mudanças em série, afetando globalmente todos os setores da economia como a redução da demanda de petróleo a níveis nunca vistos, a queda significativa no PIB mundial, a corrida contra o tempo no desenvolvimento de vacinas, o desemprego em massa e o desabastecimento em muitos segmentos. Muitas atividades foram paralisadas por meses e outras ainda não retornaram e, talvez não retornem.

Olhando agora o copo meio cheio, muitos projetos estruturantes estão avançando como a Nova Lei do Gás, o Novo Marco do Saneamento, a Reforma Tributária, as privatizações e conceções, entre outros, que deverão contribuir para o reaquecimento da economia, já começando a ser percebida pela retomada do crescimento industrial verificada nos últimos meses.

No setor de energia, o programa de alienações da Petrobras, o Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres – Reate, o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos – Promar, o Renova Bio que é uma política de Estado que reconhece o papel estratégico de todos os biocombustíveis, a implantação de grandes projetos de geração eólica offshore e, mais recentemente, as perspectivas da inclusão do Hidrogênio, que surge como nova oportunidade na tendência de descarbonização das matrizes energéticas da maioria dos países, devem gerar muitas oportunidades de negócios. Tal fato traz reflexos importantes na geração de energia e na matriz logística, afetando, dentre outras, a indústria automobilística com reflexos importantes previstos já para o final desta década, com a proibição de motores à explosão na Europa.

Assim, tudo indica que, tão logo encontremos meios de mitigar os efeitos da Covid 19, seja por vacinas ou por tratamentos eficazes, existem boas perspectivas para começar um novo ciclo de crescimento, em um novo normal, com mudança de paradigmas e busca de novas rotas, muitas delas aprendidas nesses dias difíceis que estamos passando. A responsabilidade pela retomada está em nossas mãos.

Business France Brasil anuncia parceria com a OasisLab

A Business France Brasil anuncia parceria com o OasisLab com objetivo de facilitar o contato entre empresas de tecnologia francesas e empresas brasileiras em busca de soluções inovadoras, a fim de impulsionar a criação de oportunidades de negócios entre a França e o Brasil.

A estreita colaboração entre a Business France e a OasisLab permitirá o desenvolvimento de novas sinergias destinadas a promover e acelerar a transformação digital das empresas brasileiras.

Através desta parceria, marcada pelo entusiasmo e pela convicção compartilhada de que a inovação e a transformação digital são a ponta de lança do desenvolvimento estratégico sustentável, a Business France e a OasisLab estão empenhados em estimular e melhorar as futuras iniciativas resultantes da colaboração entre empresas francesas e brasileiras.

Segundo Roberta Lara Fernandes, responsável pelo departamento de tecnologia da Business France America Latina, “esta parceria é estratégica para impulsionar o desenvolvimento de startups francesas dentro de um ecossistema que busca constantemente soluções tecnológicas inovadoras para enfrentar os novos desafios impostos pelo contexto atual e ser capaz de responder às novas expectativas dos consumidores”.

Já para Ronald Nossig, diretora do OasisLAB, uma das tendências atuais na área da inovação é o Open Inovation, ou seja, a busca por inovação por meio de parcerias e tecnologias que estão fora do ambiente da empresa. “Nesse cenário, podemos contribuir, e muito, com o propósito principal da Business France.

Caio Camargo é o novo diretor de Shopping da Linx

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acaba de anunciar a chegada de Caio Camargo como diretor comercial da área de Shopping. Camargo será responsável pela estratégia comercial da vertical, com o objetivo de impulsionar o crescimento e desenvolvimento de soluções para o próximo ano.

“Quero aproveitar minha expertise e conhecimentos para alavancar as estratégias comerciais do segmento de Shopping da Linx, consolidando a área ainda mais entre os clientes e abrindo novas frentes de mercado”, comenta Camargo, que terá reporte direto para Claudio Alves, diretor de Customer Success.

O novo diretor, que se define como um apaixonado por tudo que está ligado ao varejo, também é palestrante, professor e blogueiro. É autor do livro “Arroz, Feijão & Varejo”, um dos mais vendidos sobre o setor varejista desde seu lançamento, e arquiteto formado pela Universidade São Marcos.

Com MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o executivo tem ampla experiência em vendas, marketing e varejo, com mais de 22 anos de experiência no setor e atuação em empresas como Uemura, C&C Casa e Construção, Dicico, Gad Retail, Virtual Gate e Grupo Gouvêa de Souza.

SP Ventures anuncia novo fechamento de fundo que agora supera R$ 130 milhões

A SP Ventures , uma das gestoras de Venture Capital mais tradicionais do país, reconhecida globalmente pela especialização na cadeia do agronegócio, anuncia novo fechamento de seu fundo AgVentures II, que agora supera R$ 130 milhões. Liderado pela Adisseo, uma das maiores empresas globais de nutrição animal, e Mosaic, uma das maiores empresas em produção e comercialização de fertilizantes. Essa nova rodada de investidores também contou com Family offices brasileiros e um dos maiores produtores de grãos da América Latina.

Além do Brasil, países como Argentina, Chile, Colômbia e México também são mercados de interesse para o fundo. A SP Ventures busca negócios disruptivos e transformadores que consigam agregar valor em um mercado tão disputado como o AgFood. O investimento em empresas inovadoras pode atingir o valor de R$ 300 milhões em novas captações. O escopo de investimento do fundo inclui empresas de tecnologia digital ou ciências da vida que atacam os principais problemas das cadeias agrícola e pecuária da América Latina.

De acordo com Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, a entrada de mais investidores estratégicos torna a SP Ventures um investidor financeiro ainda mais qualificado. “A densidade de conhecimento e os ativos operacionais no campo ao qual poderemos ter acesso e disponibilizar para as nossas investidas, através de uma multinacional como a Adisseo ou Mosaic, eleva bastante a qualidade da nossa proposta de valor para os fundadores”, explica.

Além do retorno financeiro, o fundo também possui um importante objetivo de impacto ambiental e social. Através da disseminação de inovações tecnológicas, as empresas investidas deverão tornar a agricultura e a pecuária da região mais verde e sustentável, enquanto aumentam a produtividade e rentabilidade do setor. Como característica importante do fundo está o fato que seus investimentos serão destinados a empresas que cumpram com os critérios de ESG, ou seja, que tenham as melhores práticas ambientais, sociais e de governança. Como exemplo, entram em seu radar companhias capazes de aumentar a produtividade das áreas agrícolas existentes e diminuir a pressão pelo desmatamento; que reduzam o desperdício de água e otimizem o uso de insumos, restringindo a quantidade de fertilizantes, pesticidas e outros produtos químicos; e que estabeleçam o empoderamento do produtor rural. No caso da pecuária, soluções de biotecnologia para a nutrição e reprodução de animais de produção, além de tecnologias digitais que promovam gestão e eficiência, são algumas das oportunidades que serão contempladas. Todas as cadeias de abastecimento de proteína animal são alvo do fundo.

“A Adisseo vem proativamente acompanhando o desenvolvimento de tecnologias disruptivas na agropecuária e na produção animal e tem investido em startups, seja por meio do nosso fundo AVF, principalmente na Europa, ou via investimentos diretos, como pelo JV Calysseo, na Ásia”, sinaliza Guy Harari, Diretor Global Sênior e representante da Adisseo no AgVentures II. “Nós reconhecemos a importância da América Latina, em particular o Brasil, como uma potência global na produção animal capaz de suprir proteína acessível para uma população mundial crescente e cada vez mais exigente nos quesitos preço e qualidade”, complementa.

“Este investimento é uma das várias etapas que a Mosaic pretende realizar para promover a inovação e construir um portfólio de saúde do solo, fornecendo acesso e informações sobre tecnologias agrícolas emergentes no mercado”, explica Kim Nicholson, Vice-Presidente de Agro Tecnologia e Inovação da Mosaic Company.

Em agosto, a SP Ventures anunciou o primeiro fechamento do fundo, no valor de R$ 90 milhões. Essa primeira captação reuniu fundos globais de Venture Capital de algumas das principais multinacionais do segmento agro, como BASF Venture Capital e a Syngenta Ventures, além de atrair investidores financeiros, como o FoF Capria, líder em Venture Capital nos mercados emergentes e que possui investidores âncoras como Bill Gates, Paul Allen e a Ford Foundation, e a BID Labs, braço de Venture Capital e inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

A captação ocorreu durante a pandemia, demonstrando a confiança dos investidores na resiliência do agronegócio da região. “Nos últimos meses, observamos muitos investidores desistirem de compromissos de longo prazo na economia real devido à incerteza causada pela pandemia. Nosso fundo tem a duração de 10 anos e investe em Companhias de capital fechado que estão resolvendo alguns dos principais problemas do campo. Essas captações de investimento demonstram uma forte confiança no futuro do nosso agronegócio”, finaliza Francisco Jardim.

StartupRio acelera a inovação com IBM Cloud

O programa StartupRio anunciou hoje a colaboração da IBM, companhia líder global em nuvem híbrida e inteligência artificial, para aproximar mais de 150 startups ao universo corporativo e das tecnologias exponenciais e ajudá-las a escalar seus negócios através da inovação aberta.

Os empreendedores que fazem parte do StartupRio terão acesso ao Startup With IBM. Eles terão acesso à plataforma de nuvem híbrida aberta e segura da IBM (incluindo Red Hat OpenShift), e poderão construir soluções com até US$ 120.000 em créditos de IBM Cloud. À medida que evoluem em seus modelos de negócio, as startups também poderão ser selecionadas pela IBM para participar do IBM Open Ventures, iniciativa de inovação aberta que promove a integração de soluções de scale ups (startups em fase mais madura) a uma vasta rede de instituições líderes de mercado.

O StartupRio, executor dos editais da FAPERJ, tem como objetivo fomentar o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo digital no Estado do Rio de Janeiro, impulsionando as startups de áreas como saúde, educação, finanças, impacto social, inteligência artificial, IoT, agritech entre outras, a transformar suas ideias em negócios digitais e fazendo-as crescer para melhorar o ambiente de negócios do Estado. Inicialmente, mais de 150 startups participarão do programa apoiado pela IBM.

Para o Coordenador Geral do StartupRio, Paulo Espanha, a ampla presença da IBM nas principais indústrias do país é um dos principais benefícios para as startups. “Para o empreendedor, não basta oferecer apenas tecnologia. Para transformar boas ideias em negócios digitais, é preciso ter também conhecimento de indústria e uma ampla rede de acesso às principais empresas que atuam no Brasil. Com a IBM, vamos acelerar ainda mais o desenvolvimento do ecossistema empreendedor para que mais startups possam crescer e executar suas ideias inovadoras”.

“Os benefícios da inovação aberta são para todos. A construção de ecossistemas robustos, apoiados por IBM Cloud e IBM Watson, ajuda as organizações a inovarem de forma mais rápida e com maior eficiência para beneficiar os seus clientes. Na IBM, nos dedicamos a ser inovadores para promover uma cultura de abertura e colaboração, não apenas entre os nossos funcionários, mas também entre os nossos parceiros, clientes e startups para gerar mudanças significativas em todas as indústrias.” disse Joaquim Campos, Vice-presidente de Cloud and Cognitive Software da IBM Brasil.

O StartupRio faz parte da IBM Startup Ecosystem. A IBM apoia startups em todos os estágios de sua jornada. Ao construir soluções usando créditos na nuvem, as startups não apenas recebem suporte técnico e capacitação digital, mas também podem aproveitar um ecossistema de desenvolvedores, que conta com arquitetos técnicos e mentores. Existem mais de 15 programas de aceleradores executados pela IBM e parcerias com mais de 250 aceleradores e incubadoras em todo o mundo.

Overdrives e NE Capital anunciam as startups do programa de aceleração

O Centro de Inovação da UNINASSAU – Overdrives e a NE Capital divulgaram, nesta terça-feira (22), as cinco startups que irão receber o aporte total de até R$800 mil reais para participar do programa de aceleração Pontes Overdrives. As escolhidas foram: Whywaste, Afarma, Scamb, Bota na Rifa e Bhave.

Pelo Pontes Overdrives, cada startup receberá um aporte de R$160 mil por um ciclo de seis meses de aceleração, podendo ser estendidos por mais seis meses. O presidente do Ser Educacional, grupo mantenedor da Overdrives, Jânyo Diniz, ressaltou o investimento. “Com o aporte e a aceleração, as empresas poderão desenvolver seus projetos com suporte significativo nos próximos meses. A parceria com a NE Capital, do Grupo JCPM, também vai potencializar a possibilidade de conexões, negócios e crescimento.”

Sérgio Barreto, gerente de Inovação do Grupo JCPM, empresa da qual faz parte a NE Capital, pontua a relevância de conseguir atrair ideias de todo o País, muitas delas focadas em resolver problemas e dores reais do nosso cotidiano. “A chamada, que foi nossa primeira, se mostrou interessante e, até certo ponto, com formato célere na identificação de possíveis novos negócios para o Grupo. E termos nos unido a uma empresa que já tem experiência nesse processo, como é o caso da Overdrives, foi uma grande vantagem”. O gestor destaca ainda que, num futuro próximo, o Grupo pode também buscar startups para atuar de forma mais sinérgica com os negócios onde o JCPM já tem atuação, como é o caso de Comunicação e Shopping Center.

O diretor da Overdrives, Luiz Gomes, destacou o potencial das selecionadas. “Todas as escolhidas têm projetos maduros e com grande possibilidade de contribuição para a sociedade. Vamos trabalhar juntos no desenvolvimento dos negócios, viabilizando novos contatos e investimentos adequados.”

Conheça as selecionadas:

Whywaste (RJ)
Sistema que monitora o vencimento dos produtos de um mercado, diminuindo o volume de alimentos descartados por prazo de validade;

aFarma (RJ)
Plataforma que simplifica o processo de retirada de medicamentos subsidiados pelo governo por meio das farmácias populares;

Scamb (SP)
Plataforma para compra e venda de produtos usados, hoje focada em artigos do vestuário feminino, mas com projeção de crescimento para outras categorias;

Bota na Rifa (PE)
Sistema de gestão de rifas on-line;

BHave (PE)
Plataforma para suportar a atuação profissional de psicólogos que tratam paciente com autismo, utilizando a metodologia ABA (Análise do Comportamento Aplicada – em português).

PageGroup aponta as 30 profissões em alta em 2021

O PageGroup, referência mundial em recrutamento especializado de executivos de todos os níveis hierárquicos, revela a lista de cargos que estarão em alta no Brasil em 2021. O material, produzido pelos consultores de carreira da Page Executive, Michael Page, Page Personnel, Page Interim e Page PCD, traz as profissões com maior possibilidade de demanda a partir de análises de mercado e tendências de contratações das empresas para o próximo ano. Os cargos considerados nessa lista contemplam o alto escalão, média e alta gerência, níveis técnico e de suporte à gestão, além de terceiros e temporários.

“A pandemia mudou a forma de contratação das empresas e dos processos seletivos. Tivemos muitas contratações remotas e demandas por cargos ligados às áreas de Saúde e Tecnologia, setores fortemente impactados neste ano. As companhias também aceleraram as contratações de terceiros e temporários, tendência que deve ser mantida no próximo ano. Com a chegada da vacina, reformas estruturais em curso e retomada da economia, a expectativa é que em 2021 as empresas reforcem seus times e busquem uma nova onda de expansão”, explica Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page e Page Personnel.

Para estruturar essa relação, o PageGroup consulta permanentemente empresas de todos os portes (pequena, média e grande) em 14 setores de todo o Brasil. A partir dessa conversa e do entendimento das reais necessidades de contratação, os consultores consolidam essas informações e produzem a relação final dos cargos com maior possibilidade de demanda das empresas.

Confira a lista

Recursos Humanos

Cargo: Gerente de Recursos Humanos

O que faz: responsável por todos os produtos de Recursos Humanos, com forte atuação com a liderança da empresa. Atua no desenho das estratégias de pessoas, sendo parceiro estratégico do negócio.

Perfil da vaga: profissional com olhar de business partner, foco em resultados e visão de negócio. Atualizado com as práticas da área de RH do mercado, experiência na primeira cadeira de RH e reestruturação organizacional. Inglês avançado / fluente é um requisito importante para esse tipo de posição.
Salário: R﹩ 25 mil e R﹩ 45 mil

Motivo para alta em 2021: com o redesenho das estruturas, teremos equipes mais enxutas e consequentemente o mercado buscará profissionais mais generalistas.

Cargo: Especialista em Aquisição de Talentos

O que faz: atuação com atração de talentos, tendo um olhar estratégico para o negócio, por meio de programas como: onboarding, employer branding, recrutamento interno e programa de trainee.

Perfil da vaga: profissional com foco em resultados, forte visão de negócio e criativo. Atualizado com as práticas da área de RH do mercado, experiência em empresas de tecnologia e/ou startups e gestão de equipes. Inglês avançado / fluente é um requisito importante para esse tipo de posição.

Salário: R﹩ 15 mil e R﹩ 20 mil

Motivo para alta em 2021: retomada de mercado e redesenho das estruturas com novos objetivos.

TI

Cargo: DPO (Data Protection Officer)

O que faz: com a nova lei de proteção de dados pessoais, o DPO será o profissional encarregado de administrar e avaliar todos os dados da empresa, desde a coleta até o tratamento das informações. Além disto, terá um papel de interlocutor com o órgão regulatório de fiscalização de dados.

Perfil da vaga: importante que o profissional tenha visão interdisciplinar, englobando governança de tecnologia, segurança da informação e cyber security, além de entender sobre a nova legislação que entrará em vigor. Além disto, importante que seja um bom comunicador para se relacionar com autoridades e profissionais de dados.

Salário: R﹩ 20 mil

Motivo para a alta: Com a nova lei geral de proteção de dados as empresas são obrigadas a terem uma pessoa responsável por fazer a ponte entre a situação da empresa e negócio e o que a lei determina. O profissional foi procurado durante 2020 de forma tímida uma vez que a lei foi postergada, mas apostamos que 2021 seja o ano efetivo das contratações de DPOs.

Cargo: Gerente de Cyber Security

O que faz: profissionais são responsáveis por liderarem toda estrutura de segurança da informação, assim como área de riscos, governança e segurança cibernética – implantam processos de segurança, lideram estratégias de segurança, direcionam iniciativas, ferramentas e projetos de tecnologia para evitarem ataques, assim como os detecção e resolução dos mesmos.

Perfil da vaga: profissionais desta área possuem histórico de tecnologia e estudos e conhecimentos em políticas de governança, gestão de segurança da informação, riscos e auditoria. Esses profissionais são buscados desde 2019 pois as empresas vinham agilizando as buscas por executivos com alto nível de conhecimento em segurança da informação e crimes cibernéticos. Com a pandemia, muitas empresas aproveitam o cenário para buscarem os melhores profissionais do mercado, evitarem crises de fraudes e vazamento de informações e já aproveitam para preparar a empresa para uma possível transformação digital e consequentemente desenho de novas políticas e processos de segurança.

Salário: R﹩ 25 mil a R﹩ 35 mil

Motivo para a alta: Profissionais já em alta desde meados de 2019, as empresas vinham agilizando as buscas por profissionais executivos com alto nível de conhecimento em segurança da informação e crimes cibernéticos. Com a pandemia, muitas empresas aproveitam o cenário para buscarem os melhores profissionais do mercado, evitarem crises de fraudes e vazamento de informações e já aproveitam para preparar a empresa para uma possível transformação digital e consequentemente desenho de novas políticas e processos de segurança, pós COVID-19.

Cargo: Especialista em Cloud

O que faz: os especialistas em cloud (geralmente com foco em AWS ou Azure) apoiam as companhias na sustentação saudável da operação remota e garante que todos os sistemas em cloud funcionem bem e não atrapalhem o dia-a-dia da operação.

Perfil da vaga: experiência e conhecimento em cloud computing, arquitetura híbrida para serviços e arquitetura de datalake e banco de dados distribuídos são os conhecimentos mais procurados.

Salário: R﹩ 14 mil a R﹩ 19 mil

Motivo para a alta: As empresas tiveram que correr contra o tempo para se adaptarem a um novo formato de trabalho em home office. Com isto, muitos projetos de transformação digital e migração de sistemas para cloud que já estavam sendo analisados, foram agilizados. Os especialistas em Cloud (geralmente com foco em AWS ou Azure) apoiam as companhias na sustentação saudável da operação remota e garante que todos os sistemas em cloud funcionem bem e não atrapalhem o dia a dia da operação.

Cargo: Gerente de Data Science

O que faz: esses profissionais são focados em trazer inteligência e estratégia para as companhias por meio de estruturação de base de dados e utilização de análises dos dados. Podem ajudar as empresas a encontrar o melhor caminho de operação por meio de análises inteligentes dos dados orientando as empresas a se direcionarem e na tomada de decisões do negócio.

Perfil da vaga: Formação acadêmica em exatas como matemática, estatística e física são diferenciais, além de experiências com BI, Analytics e Engenharia de dados.

Salário: R﹩ 19 mil a R﹩ 29 mil

Motivo para a alta: Um dos perfis mais requisitados do mercado, independente do segmento, continua em alta. No novo cenário, os profissionais focados em trazer inteligência e estratégia para as companhias são ainda mais desejados, uma vez que podem ajudar as empresas a encontrar o melhor caminho de operação em um cenário de incerteza. Análise inteligente dos dados nunca foi tão importante e ajuda ainda mais as empresas a se direcionarem no cenário de pandemia e crise econômica.

Cargo: Desenvolvedor de Games

O que faz: Responsável pela programação dos jogos e por elencar e utilizar as tecnologias e linguagens de programação necessárias para que os games tenham todas as funcionalidades existentes. Como um simples bug de código pode impactar em todo o jogo, em geral as empresas de games são exigentes quanto ao conhecimento técnico destes profissionais. Não é exigência em todas as empresas, mas em geral quanto mais o programador gostar e se interessar pelo universo de games, melhor.

Perfil da Vaga: As tecnologias e linguagens de programação mudam de acordo com o tipo de jogo e stack de tecnologia da empresa. Em geral, tecnologias como JAVA, principalmente para o desenvolvimento do Android, Kotlin (linguagem de Android), C++, Unity e PhoneGap (HTML, CSS, JavaScript)

Salários: R﹩ 8 mil a R﹩ 15 mil

Motivo para a alta: o mercado de games cresceu muito durante a pandemia devido ao confinamento e ao aumento da utilização de jogos online como forma de esporte possível para o novo momento.

Digital

Cargo: Gerente de Produto

O que faz: responsável por direcionar a estratégia, o plano de evolução e as entregas dos produtos digitais.

Perfil da vaga: trabalham na intersecção de três áreas de uma empresa: experiência de usuários, tecnologia e negócios. Atuação com produtos digitais, como plataformas, aplicativos, sites etc. Usam metodologias para orquestrar toda gestão.

Salários: R﹩ 25 mil a R﹩ 40mil + stock options

Motivo para a alta: crescimento do mercado de digital e altos investimentos em startups e possíveis unicórnios. Cresce a necessidade de melhoria de estratégia e features de apps e jornada do cliente.

Finanças

Cargo: Business Controller

O que faz: um Business Controller é voltado para o negócio. Ele se associa a outras funções fora da operação de finanças, atuando quase como um consultor. É um profissional ativo, focado externamente e orientado para o futuro. Possui forte relacionamento com áreas como logística, produção, vendas e marketing.

Perfil da vaga: criará planos de negócios e definirá maneiras de identificar lacunas e oportunidades tanto nos processos da empresa quanto na economia, sempre com foco na economia de custos e ganho de eficiência. Para realmente saber o que impulsiona o negócio, o Business Controller define maneiras de medir e relatar os principais indicadores dele. É um profissional que vai se preocupar, por exemplo, muito mais com lucros e perdas do que somente com o balanço.

Salários: R﹩ 15 mil a R﹩ 30 mil

Motivo para a alta: as empresas observaram, especialmente em momentos de crise, a importância de ter profissionais com uma visão mais ampla do negócio. Se fez fundamental ter profissionais que pensem o negócio, que saibam entender os impactos de suas ações no dia a dia da área para os resultados da companhia.

Cargo: Gerente Fiscal

O que faz: coordenar e revisar o cálculo de impostos e obrigações acessórias, apoio na apuração e pagamento de tributos, atendimento a auditorias, implantação de melhorias fiscais, cálculo de impostos diretos e indiretos, elaboração de declaração de IR.

Perfil da vaga: atuar na coordenação, acompanhamento, controle e execução das atividades ligadas à apuração e recolhimentos de impostos federais, estaduais, municipais e demais taxas e contribuições, lançamentos, registros, escrituração fiscal e planejamento tributário. Assegurar a adequada apuração dos impostos devidos pela empresa. Gerenciar mudanças e melhorias nos sistemas utilizados pela empresa, para atendimento aos processos fiscais e tributários, assegurando a atualização de acordo com a legislação fiscal. Fornecer suporte à equipe fiscal e garantir a constante atualização própria e da equipe sob sua gestão, bem como realizar demais atividades correlatas e inerentes ao cargo.

Salários: R﹩ 14 mil a R﹩ 20 mil + variável.

Motivo para a alta: posição com muitas movimentações. Alta demanda por bons profissionais na área para garantir savings para a empresa.

Agro

Cargo: Gerente Territorial de Vendas

O que faz: responsável por gerir a carteira de vendas de uma determinada região, incluindo a gestão do time responsável pela atuação de ponta da mesma. Este time pode ser composto por vendedores, representantes ou até mesmo um time híbrido. É comum também encontrar estruturas onde esse profissional é o ponto central de relacionamento junto a canais de distribuição, realizando além da ponte com a fabricante, suporte a venda, também uma gestão por influência e suporte a treinamentos ao time do parceiro.

Perfil da vaga: profissionais com alta capacidade de liderança, boa comunicação e dinamismo. Na maioria dos casos, é requisito obrigatório formação acadêmica técnica na área, como por exemplo Agronomia, Zootecnia e correlatas. São profissionais que precisam ter a capacidade de transitar em ambientes corporativos, para desenvolvimento de estratégias, mas também vivenciar o agro na ponta junto a pequenos produtores.

Salário: de R﹩ 13 mil a R﹩16 mil + remuneração variável.

Motivo para a alta: com o ótimo momento vivido pelo agronegócio no Brasil, as empresas viram a necessidade de aumentar o time de vendas, buscando maior capilaridade, profissionais consultivos e com foco em soluções para melhorar os resultados em cada regional.

Engenharia e Manufatura

Cargo: Coordenador de Saúde, Segurança e Meio Ambiente

O que faz: responsável por toda a estrutura de Saúde, Segurança e Meio Ambiente das empresas, muitas vezes assumindo também a segurança patrimonial. Deve garantir que a cultura de segurança seja seguida desde o mais alto nível da organização até o chão de fábrica, capacitando e promovendo treinamentos para todos. Assegurar que as normas e leis de Meio Ambiente sejam devidamente seguidas.

Perfil da vaga: liderança de equipes é obrigatório, pois geralmente atuam com times superiores a 12 pessoas de diferentes áreas. Ter conhecimento nas NRs principais e atuação direta com ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001. Além de conhecimento técnico e liderança, tem que ser um perfil muito pró ativo e dinâmico e que consiga conversar em todos os níveis hierárquicos da companhia, muitas vezes liderando a estratégia dentro da empresa.

Salário: de R﹩ 9,5 mil a R﹩ 13 mil

Motivo para a alta: muitas empresas familiares de médio e grande porte estão começando a ter um olhar mais crítico sobre a área de EHS de forma como um todo, principalmente em Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental. Os perfis mais demandados são aqueles que conhecem tecnicamente, já tenham vivido experiências de implementação de normas e mudança de cultura e principalmente, que tenham habilidades com gestão de pessoas.

Logística

Cargo: Coordenador de Suprimentos

O que faz: elo entre as estratégias da área de compras e a execução operacional. Conduz negociações e busca estrategicamente novos fornecedores e alternativas no mercado para melhor rentabilizar o orçamento estipulado para a área. Também mantém interface diretamente com produção e logística e planeja todo o fluxo de compras no curto, médio e longo prazo.

Perfil da vaga: realiza o mapeamento de processos e normativas na área de Compras e garante a padronização. Avalia curva ABC e desempenho dos fornecedores, traduzindo para estratégias de sourcing de novas fontes de fornecimento. Negocia ativamente e garante as métricas de saving e de lead time de entrega de produtos.

Salário: de R﹩ 9 mil a R﹩ 12 mil

Motivo para a alta: com o cenário econômico que vivemos este ano, as empresas identificaram a necessidade de ter um departamento de suprimentos estruturado, com procedimentos, compliance, indicadores de nível de performance de fornecedores e política de estoques bem definidas. Conduzir essas mudanças envolve estruturação processual e muitas vezes mudanças culturais onde é necessária uma coordenação atuante.

Saúde

Cargo: Enfermagem Assistencial (Hospitalar)

O que faz: realiza a promoção segura e eficaz da assistência ao paciente. Supervisiona o cuidado, procedimentos e manejo do tratamento ao doente. Apoio educacional e treinamento com relação aos protocolos hospitalares aos técnicos e auxiliares. Realiza tarefas administrativas como checagem de prescrições, atualização de informações no prontuário para uma assistência de qualidade.

Perfil da vaga: experiência na supervisão do cuidado ao paciente, na realização de procedimentos hospitalares, além de acompanhar o tratamento do doente devido às complexidades.

Salário: R﹩ 3,5 mil a R﹩ 6,5 mil

Motivo para a alta: o mercado apresenta maior busca por profissionais assistenciais, devido ao aumento contaminados com necessidade de assistência hospitalar.

Cargo: Médico Assistencial (Hospitalar)

O que faz: responsável pelo atendimento assistencial dos pacientes, interface com toda a equipe multidisciplinar, organização das informações via prontuário e prescrições, participação ativa na evolução do tratamento do paciente por meio de reuniões e avaliação/acompanhamento dos indicadores de qualidade assistencial.

Perfil da vaga: experiência em rotina baseada no atendimento assistencial (hospitalar), integrando todo o cuidado com a equipe multidisciplinar para a efetividade do tratamento médico (baseando-se nos padrões de avaliações de cada serviço).

Salário: R﹩ 15 mil a R﹩ 35 mil

Motivo para a alta: o mercado apresenta maior busca por profissionais assistenciais, devido ao aumento de contaminados com necessidade de assistência hospitalar.

Cargo: Gerente de Assuntos Regulatórios

O que faz: responsável pela gestão dos processos de registro e renovações de produtos/serviços, aprovações e renovações de licenciamentos e certificações regulatórias. Gerenciamento dos cumprimentos legais e adequações de normas, além de realizar reuniões técnicas com os representantes da ANVISA e demais órgãos reguladores. Responsável pelo compliance das informações regulatórias dos produtos/serviços do portfólio da empresa. Coordenação de dossiês e gestão da equipe para a submissões aos órgãos específicos.

Perfil da vaga: habilidades para organização, implementação e acompanhamento dos processos de registro e renovações de produtos/serviços, experiência na participação ativa de licenciamentos e reuniões técnicas com os representantes dos órgãos reguladores.

Salário: R﹩ 20 mil a R﹩ 35 mil

Motivo para a alta: necessidade de maior regularização e atualização dos procedimentos via ANS para a cadeia de serviços devido à pandemia e desenvolvimento de novos produtos para as indústrias de saúde de modo geral.

Cargo: Gerente Comercial – Medical Devices

O que faz: responsável pelas estruturas de venda, e eventualmente também tem gestão do marketing. É quem define a estratégia e políticas comerciais da empresa, atuando com a sua equipe na linha de frente de vendas por meio do canal direto ou distribuição.

Perfil da vaga: profissional com habilidade e experiência em definição da estratégia do negócio, incremento de vendas e otimização da equipe de campo e técnica.

Salário: R﹩15 mil a R﹩ 30 mil

Motivo para a alta: algumas empresas de medical devices tiveram suas vendas alavancadas por terem um portfólio de produtos, que atuam na prevenção, combate ou ainda no tratamento de pacientes afetados pela covid-19.

Jurídico

Cargo: Gerente Jurídico de Societário, M&A e Mercado de Capitais

O que faz: responsável por gerir a rotina societária do dia-a-dia da companhia e suas subsidiárias. Além disso, possui grande responsabilidade frente aos órgãos reguladores como CVM e na estruturação de operações financeiras como IPO e/ou estruturação de bonds.

Perfil da vaga: atua na participação ativa nos projetos estratégicos, nas operações de M&A, emissões de dívidas, além de assessoria direta ao Conselho de Administração, Comitês e Diretoria.

Salários: R﹩ 20 mil a R﹩ 35 mil + variável

Motivo para a alta: com o aumento do número de IPOs no mercado, as empresas vêm buscando profissionais com experiência em estruturação de aberturas de capital e forte base societária.

Cargo: Gerente Jurídico

O que faz: Gestão de todo o departamento jurídico (questões cíveis, tributárias, societárias, entre outras), elaboração e acompanhamento de ações judiciais contra terceiros, estruturação de departamento jurídico, análise e elaboração de contratos, relacionamento com investidores.

Perfil da vaga: Irá estruturar processos e procedimentos para arcar com as demandas internas da empresa. Seja no lado de consultorias internas ou na gestão do contencioso. Irá gerenciar escritórios terceiros nas demandas de maior necessidade e complexidade da empresa. É o responsável por mapear riscos jurídicos nas operações da empresa e apresentar soluções.

Salário: R﹩ 15 mil a R﹩ 25 mil + variável

Motivo para a alta: com a retomada da economia pós-crise econômica dos últimos anos, empresas menos estruturadas vêm buscando internalizar suas demandas jurídicas com foco em diminuição de custos com escritórios de advocacia

Vendas

Cargo: Executivo Sênio de Vendas de Tecnologia – Serviços Financeiros

O que faz: Profissional é responsável pela venda de serviços, softwares ou produtos para o segmento de serviços financeiros.

Perfil da vaga: Profissional sênior, estratégico. Deve conhecer profundamente sua carteira de clientes, seja ela composta por uma ou mais contas. Deve entender o planejamento estratégico de longo prazo do cliente e como ele poderá ajudá-lo a atingir esses objetivos por meio de uma oferta customizada.

Salário: R﹩ 15 mil a R﹩ 40 mil + variável

Motivos para a alta: os bancos são os maiores compradores de tecnologia do Brasil e são clientes-alvo para a grande maioria dos players de tecnologia.

PCD

Cargo: Analista de Planejamento/ BI – PCD

O que faz: responsável por garantir a melhor qualidade dos dados (conhecer ambiente BI, SQL, Hadoop e Cloud); gestão de indicadores de desempenho e geração de insights para o negócio; atuar em um time multidisciplinar e colaborativo com as áreas de Tecnologia, CRM, Canais Digitais, Ciência de Dados, Marketing etc. Desenvolve e implementa aplicações e automatizações em processos operacionais. Desenvolve dashboards para acompanhamento das automatizações implantadas.

Perfil da vaga: profissional com habilidade para análise, estruturação e apresentação de dados para áreas de negócios diariamente, com o foco em gerar insights por meio dos dados. Facilidade na interação com diversas áreas dentro da companhia para absorção e distribuição de informações.

Salário: Pleno: de R﹩ 5 mil a R﹩ 7mil. Sênior: R﹩ 8 mil a R﹩ 10mil.

Motivo para a alta: as empresas estão em busca de dados que fundamentem a tomada de decisão para planejamento, investimentos e estratégia e procuram profissionais especializados em gerar e acompanhar essas informações.

Terceiros e Temporários

TI

Cargo: Analista de Business Intelligence, Dados e Automação

O que faz: trabalha com toda a estruturação técnica de informação (extração, armazenamento, modelagem e análise) utilizando metodologias próprias para organização de insights, desenvolvimento de painéis, relatórios e apresentação de dados estruturados para diferentes áreas e stakeholders.

Perfil da vaga: os profissionais que atuam com dados são bastante analíticos e possuem um papel importante e fundamental junto às áreas de negócios das empresas, por isso comunicação assertiva é fundamental. Para aqueles que desejam atuar em multinacionais é fundamental ter proficiência no inglês avançado pela interação com times globais e reportes gerenciais.

As empresas buscam profissionais proativos e sintéticos, que consigam contribuir com novas ideias para o desenvolvimento da empresa. Ferramentas como Power BI, Tableau e Python são extremamente importantes e requisições primárias para a ingressão.

Salário: R﹩ 3,5 mil a R﹩ 8mil

Motivo para a alta: o aumento de demanda em diversos setores e consequente transição para o ambiente digital (ex: e-commerce), além de implementações e novos sistemas, trouxe a necessidade manifesta e urgente de analisar melhor interesses e interações (cliques, compras, visualizações) do consumidor, além de dados e processos internos, otimizando a geração de mais resultados e proporcionando automação de fluxos e ações manuais.

Cargo: Especialista em Segurança Digital/Infraestrutura

O que faz: Profissional com profunda experiência em legislação e domínio técnico para estruturação de departamento, documentos e equipes focadas em identificar fraudes, golpes e táticas de roubo e exposição de informações sensíveis e do negócio, além de adequar todos processos e cultura às normas e procedimentos para devido armazenamento e uso com segurança de todos dados controlados pela empresa.

Perfil da vaga: uma das posições mais demandadas no mercado, esses profissionais precisam se manter bastante atualizados, tanto em relação às ferramentas de proteção quanto às novas ameaças que surjam. Por se tratar de uma área bastante específica, as empresas buscam perfis que consigam explicar de forma clara e simples o desafio da área aos gestores, a fim de mostrar a importância da segurança da informação de forma macro, não focada apenas na área de tecnologia. Muito importante que o candidato tenha certificações como CISSP, Cisco CCNA Security, dentre outras.

Salário: A partir de R﹩ 10 mil