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Creditas tem mais de 250 vagas abertas com home office

A Creditas, plataforma líder em crédito e soluções 100% online na América Latina, está com vagas abertas para mais de 250 oportunidades de emprego. Após o recebimento do investimento de US﹩255 milhões, no fim de 2020, a empresa passou a ser avaliada em US﹩1,75 bilhões e vem crescendo em ritmo acelerado.

Atualmente trabalhando no modelo remoto e eleita pelo Glassdoor como uma das melhores empresas para se trabalhar em 2020, a fintech tem posições abertas nas áreas de Tecnologia e Produto, Vendas, Marketing, Finanças, Recursos Humanos, entre outras. Algumas delas:

– Software Engineer

– Principal Engineer

– Software Engineer Manager

– Data Science

– Planejamento Comercial (Sales Planning)

– Sales Development Representative

– Executivo (a) de Vendas

– Executivo (a) de Customer Success

Os detalhes de cada uma podem ser consultados neste link: https://grnh.se/2a16b15c2us. Todas as vagas contam com um processo seletivo 100% online e são acompanhadas pelo time de Talent Acquisition da fintech, que é responsável em proporcionar a melhor experiência de seleção e acompanhar as pessoas candidatas durante todo o processo.

“Queremos pessoas que gostem de resolver problemas, tenham comunicação colaborativa e resiliência, pois são características muito importantes para o nosso dia a dia. O nosso negócio muda super rápido, o erro faz parte do processo de aprendizado e a comunicação fluída com clareza e a coerência são essenciais para a mensagem que queremos transmitir”, afirma Carlos Eduardo Gonçalves, Head de Talent Acquisition da Creditas.

MOV(-)19 anuncia as startups que receberão investimento de crowdfunding e serão aceleradas em programa remoto

O MOV(-)19, movimento idealizado por um grupo de empreendedores para captar recursos que serão investidos na aceleração de dez startups brasileiras, já definiu as empresas que participarão do programa. Foram selecionadas startups que desenvolveram soluções capazes de minimizar os impactos da pandemia na sociedade em diferentes segmentos. 

O programa remoto de 12 semanas tem oito horas semanais de atividades que entregarão aos empreendedores  conhecimento para que possam ter a estrutura necessária para se desenvolverem e ganharem espaço em seus mercados de atuação. Durante o programa 70% das doações da campanha de crowdfunding serão divididas entre as startups. A alocação de recursos, assim como as metas e OKRs das startups, ficarão expostas publicamente na página oficial do MOV(-) 19, durante todo o programa.

Entre as atividades previstas no cronograma do MOV(-)19 estão: conexões com mentores do programa, que são experts em diversos nichos como fintech, foodtech, rhtech, healthtech; reuniões de checkin de OKRs, mentorias one-on-one, treinamentos semanais de “Pitch Perfeito” e acompanhamento financeiro. Além disso o programa também oferecerá workshops com parceiros do programa sobre diferentes temas relacionadas ao mercado como, growth hacking, LGPD, contabilidade para startups, trabalho remoto, finanças, CNV (Comunicação Não Violenta) leis e contratos para startups, financiamento, pitch entre outros temas de relevância para o desenvolvimento das startups.  

O programa idealizado pelo ResumoCast For Startups, um dos maiores canais de empreendedorismo do Brasil, tem como objetivo combater os impactos da pandemia por meio do empreendedorismo, para isso, reuniu empresários com experiência no mercado de startups e desenvolveu uma campanha de crowdfundig, onde os repasses para as startups ocorrerão sem que elas precisem entregar qualquer participação acionária dos seus negócios para a aceleradora. O objetivo do movimento é arrecadar R$1 milhão, até o dia 18 de abril. Qualquer um pode colaborar, para isso basta acessar o link https://www.resumocast.com.br/mov-19

Conheça mais detalhes sobre as startups selecionadas: 

Conectadoc (https://conectadoc.com.br/) – A Conectadoc é uma plataforma de saúde  que permite interação entre profissionais e pacientes de ponta a ponta ; e gestão dos dados de saúde de maneira integrada, segura , agnóstica e escalável. O paciente no centro do cuidado, como deve ser.

Conexão Farma (https://conexaofarma.com.br) – uma startup que utiliza Big Data, Inteligência Geográfica e conhecimento especializado para ajudar o empreendedor de varejo a tomar decisões mais sólidas baseadas em dados, facilitando o aumento de receita e trazendo assertividade na expansão.

GreatBox (https://www.instagram.com/greatboxbrasil/) – a empresa realiza eventos de forma segura, amorosa, prática e sustentável e ajuda as pessoas a se manterem conectadas durante os momentos difíceis de lockdown.

Hub Power (https://www.instagram.com/hubpower.com.br/) – é um hub de soluções inovadoras e digitais que ajuda empreendedoras autorais a superar os desafios de empreender em meio a pandemia. 

Jenn Saúde (https://www.jenn.com.br/) – uma plataforma que conecta laboratórios e prestadores de serviços aos pacientes que precisam de acesso a medicina diagnóstica de qualidade.

Suvic (https://www.suvic.com.br) – O App SUVIC é a sua Carteirinha de Vacinação Digital e GRATUITA, com funções de Agendamento (SUS e Particular), Histórico, e armazena em um único local todas informações sobre sua saúde.

HYGIFORCE (https://www.instagram.com/hygi.force/) –  é uma startup que oferece serviço especializado em sanitização e desinfecção de ambientes, focada na eliminação e prevenção do Novo CoronaVírus, utilizando equipamentos e produtos de última geração. 

PetPro – (https://www.instagram.com/meupetpro/) A empresa oferece segurança, comodidade e economia para quem possui pet e precisa de serviços para garantir seu bem-estar. Além disso, oferece inserção dos prestadores ao cenário digital, e auxílio em gestão e administração dos negócios.

VIDGI (games.vidgi.com.br) – uma plataforma de campeonatos de jogos multiplayer que promove entretenimento,conexão social e geração de renda em períodos de isolamento e lockdown. 

Assinadoc (https://assinadoc.com/) –  uma plataforma que reduz burocracias e principalmente o contato físico na hora de assinar documentos, possibilitando que todo o processo seja feito de forma digital e segura para as partes envolvidas.

Robô do iFood leva ovos de Páscoa até a porta da casa do cliente

O iFood realizou uma entrega diferente e especial com a Ada – uma robozinha autônoma que auxilia na conexão entre mercados, entregadores e clientes. Desta vez, a novidade foi levar um pedido especial de Páscoa, em parceria com Mondelēz Brasil, dona da Lacta. A ação aconteceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, como projeto piloto. 

A robô foi colocada dentro do Shopping Iguatemi para recolher as encomendas de Páscoa dos varejos parceiros e levar até o iFood hub, que é o ponto onde o entregador parceiro retira para seguir com a entrega por moto ou bike, por exemplo. Neste caso, o pedido eram ovos de chocolate Lacta. Ao chegar no condomínio, para facilitar e agilizar o processo de entrega, um outro robô recebeu os itens e finalizou o percurso até a porta da casa do cliente, pela primeira vez e de forma inédita.

“A Páscoa é um momento especial de celebração de muitas famílias e decidimos testar um novo formato e a possibilidade de trazer inovação, utilizando robôs para ajudar a conectar todas as pontas da operação. Poder levar diferentes itens até a casa do cliente com segurança e praticidade, como fazemos todos os dias, e ainda testar este novo projeto piloto, demonstra nosso olhar para o futuro, utilizando novas soluções para sempre atender às necessidades dos parceiros, clientes e todo ecossistema”, explica Antonio Mello, diretor iFood Mercado.

“Fazer parte dessa iniciativa nos traz muito orgulho. A Mondelēz Brasil busca estar onde o consumidor está, disponível para todos os momentos em todos os canais de venda,  sejam eles offline ou digitais. Essa iniciativa  inovadora  traz mais   segurança   ao   consumidor,   que  por   meio   da   tecnologia  recebe   suas compras onde quer que seja. E como líder em snacks,  estamos atentos às novidades de mercado para oferecer o snack certo, para o momento certo, feito da maneira certa”, diz Theo Vieira, gerente de E-commerce da Mondelēz Brasil.

Os veículos são 100% elétricos, ecologicamente corretos e tem capacidade para transportar até 30kg, com autonomia de 12 horas de trabalho. Ainda em fase de testes, os robôs estão sendo desenvolvidos para promover maior integração e, com o uso de inteligência artificial, gerar mais eficiência ao fluxo de entrega, incluindo a redução de tempo de deslocamento e o alerta automatizado de pedidos.

“Buscar soluções que dinamizem a logística são fundamentais para melhorarmos a experiência como um todo. A Ada complementa nosso processo de uma forma bastante inteligente e segura, como um novo modal de entrega que agrega alta tecnologia e pode se integrar aos demais formatos, otimizando o processo e agilizando para o entregador”, diz Fernando Martins, head de Inovação no iFood.

Cuidados contra o coronavírus

Além da grande capacidade de armazenamento da Ada, há um sistema de iluminação interna que utiliza raios ultravioleta (UV) para eliminar qualquer microorganismo, bactérias ou vírus, como o coronavírus. Deste modo, todo o trajeto é realizado em total segurança.

Páscoa no iFood

Além do projeto piloto de entrega de ovos de chocolate com a robô Ada, para a Páscoa de 2021, o iFood preparou uma seleção especial de produtos e ofertas para atender as diferentes demandas dos consumidores brasileiros neste período. Pelo app, na categoria iFood Mercado, é possível encontrar itens selecionados e mais procurados para a data como vinhos, bacalhau e outros peixes, azeites, alimentos em geral, e os tradicionais chocolates e ovos de Páscoa de marcas variadas. Atualmente, são mais de 3 mil estabelecimentos em todas as regiões do Brasil cadastrados no iFood Mercado, contemplando desde supermercados locais e regionais, a grandes redes com cobertura nacional. Dentro da campanha Shoow de Ofertas que acontece no mês de março, os consumidores poderão encontrar no ícone Páscoa cupons e promoções com até 30% de desconto; e ainda seleção de produtos com vantagens de ‘Leve 5 itens e Pague 4’. 

Ada foi o nome escolhido para batizar o robô autônomo do iFood. Essa foi uma homenagem a matemática e escritora Ada Lovelace, reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina. “A ideia é continuar rompendo paradigmas, assim como Ada fez, porque esse é o nosso negócio e a nossa busca continua”, explica Fernando Martins, head de Inovação do iFood.

O projeto da Ada foi desenvolvido em parceria com a empresa Synkar, que é especialista brasileira em inteligência artificial. 

Ainda há espaço para fintechs na América Latina?

Por Francisco Ferreira, CEO e co-fundador da BizCapital

O ano de 2020 foi um importante ponto de inflexão para as fintechs na América Latina, que provaram sua resistência diante de uma das maiores crises já vistas no mundo. As fintechs chegaram com a missão de simplificar a vida do cliente final, usando a tecnologia para desburocratizar processos e transformar, de uma vez por todas, a relação entre pessoas e dinheiro. Mas, a dúvida que fica é: existe espaço para elas na América Latina?

Aí que vem a boa notícia. Não só há espaço para as fintechs, como também elas vivem o seu momento de ouro. Para se ter uma ideia, mais da metade da população de vinte países da América Latina está desbancarizada, segundo dados do VI Congresso Latino-Americano de Inclusão Financeira. Isso significa que existem milhares de pessoas que não encontram um sistema financeiro que atenda às suas necessidades ou empresas que não conseguem acessar os serviços bancários que correspondam ao seu modelo de negócio. Em países como México, Peru e Colômbia, por exemplo, esse percentual ultrapassa 60%.

E isso é muito grave. É por isso que o mercado das fintechs, e os investimentos que elas recebem, crescem em um ritmo sem precedentes, especialmente no Brasil, já que concentramos em nosso território, em média, 50,5% das fintechs situadas na América Latina, de acordo com o Banco de Compensações Internacionais.

O que não falta é espaço para empreender no mercado das fintechs, só que a regra é simples: precisa ser inovador, simplificar e tornar os processos mais inteligentes. Não dá para prever todos os desafios que vêm pela frente, mas uma coisa é certa: se não muda a vida do cliente, você perde o jogo.

Zenvia e D1 anunciam assinatura de acordo para unir suas operações

A Zenvia, plataforma de comunicação para a experiência do cliente, e a D1, provedora de Software como Serviço (SaaS) para orquestração de jornadas digitais, anunciam ao mercado assinatura de acordo para unir suas operações. Juntas, as empresas somam faturamento de cerca de R$ 500 milhões. Fernando Wosniak Steler continua como CEO da D1. Ele também passa a compor o Conselho de Administração e vira acionista do grupo Zenvia, ao lado de Cassio Bobsin, fundador e CEO da Zenvia. O Inovabra Ventures, braço de Venture Capital do Bradesco, que realizou um investimento Série A na D1, continua como acionista na nova empreitada, ao lado da Oria Capital, investidora da Zenvia.

A Zenvia surgiu há 17 anos e é referência no mercado latino-americano de CPaaS (Communications Platform as a Service, ou Plataforma de Comunicação como Serviço), sendo citada pelo Gartner em seu relatório global Market Guide for Communications Platform as a Service, de 2020, como co-criadora, o que identifica a companhia como capaz de orientar a implementação de CPaaS, além de oferecer as funcionalidades necessárias. As soluções da Zenvia atendem mais de 9 mil empresas de todos os portes e segmentos. Em julho de 2020, a Zenvia adquiriu a startup argentina Sirena, que oferece comunicação para equipes de vendas por WhatsApp. Já em novembro do ano passado, expandiu suas operações para o México, com o objetivo de levar ofertas já consolidadas no mercado brasileiro, como a solução de campanhas de marketing Zenvia Message e a de atendimento ao cliente Zenvia Chat, que utiliza múltiplos canais de comunicação, como WhatsApp, SMS e Voz.

Já a D1, fundada em 2012, tem como diferencial a forte atuação nas jornadas digitais de clientes e orquestração de comunicação omnichannel para  os maiores bancos, seguradoras e varejistas do Brasil. Em seu portfólio, que totaliza mais de 100 clientes, estão as três maiores instituições financeiras privadas do País, além das quatro maiores seguradoras e a maior varejista. Em outubro de 2020, a empresa adquiriu a Smarkio, especializada em automação do atendimento ao cliente com uso de inteligência artificial

“Damos um passo importante em nossa estratégia, ao nos consolidarmos como plataforma unificada de comunicação para experiência do cliente, oferecendo uma atuação ponta-a-ponta, desde as soluções até os canais de comunicação”, afirma Cassio Bobsin, CEO da Zenvia. Ressaltando a sinergia técnica entre Zenvia e D1: “A vinda da D1 reforça nossa posição de liderança e consolidação como referência na América Latina”, comenta.

Assim, a Zenvia adicionará tecnologias relevantes à sua plataforma, reforçando a estratégia de Customer Experience Communications Platform, com adição de novos  grandes clientes, além de tecnologias complementares, o que permitirá o aumento de oportunidades de vendas cruzadas. Já a D1 aposta em crescimento na combinação com a plataforma e a base de clientes da Zenvia.

“Crescemos 287% ao comparar 2019 com 2020 e planejamos continuar esse alto crescimento nos próximos anos, que deverá ser acelerado pela sinergia com a Zenvia. Juntos, já nos tornamos a maior plataforma de comunicação para experiência do cliente na América Latina. Estamos motivados em saber que ainda existe muito espaço para crescer”, complementa Fernando Wosniak Steler, fundador e CEO da D1.

Tanto Cassio quanto Fernando são Empreendedores Endeavor selecionados internacionalmente e fazem parte da rede global de empreendedorismo de alto impacto. Esta é a primeira vez que duas empresas apoiadas pela Endeavor Brasil se juntam para construir algo bem maior.

O contrato firmado hoje está sujeito ao cumprimento das condições precedentes estabelecidas pelas marcas em contrato. A expectativa é concluir a união até o final do 2º trimestre.

Indústria 4.0: estudo lista tecnologias que ajudam as empresas a capacitar profissionais para migrar para o digital

Estudo do BRICS Business Council sugere que organizações devem estruturar programas de educação continuada dotados de microlearning, gamificação e realidades aumentada e virtual

Brasil, com 1,68 milhão de empregos diretos, e representa 10,6% do PIB nacional. Dados da consultoria global  McKinsey apontam que, até 2025, a Indústria 4.0 poderá reduzir custos de manutenção de equipamentos em até 40% e aumentar a eficiência do trabalho entre 10% e 25%. Com isso, vem outro desafio: capacitar a força de trabalho para que essa digitalização ocorra com sucesso. 

O estudo Skill Development for Industry 4.0 (Desenvolvimento de Habilidades para a Indústria 4.0, numa tradução livre), do BRICS Business Council, traz recomendações para a melhoria do ambiente de negócios nos cinco países que integram o bloco (entre eles o Brasil), e sugere que programas de capacitação continuada dotadas de ferramentas como o microlearning, gamificação e realidades aumentada e virtual tendem a gerar os melhores resultados entre os funcionários.

De acordo com o documento, a digitalização tem feito com que os departamentos de Recursos Humanos deparem com alguns cenários: precisam aprimorar a qualificação das equipes para que desenvolvam novas habilidades que ajudem em suas funções atuais; têm que oferecer requalificação ao times que precisarem de recursos para assumir funções diferentes ou totalmente novas, e precisam implementar uma mudança de mentalidade, para facilitar a transição suave para processos de fabricação avançados. Em todos os casos, programas de aprendizagem contínua serão necessários para que os profissionais possam se adaptar facilmente às mudanças que o avanço tecnológico traz.

 “Devido à avançada tecnologia de robótica, tarefas simples e monótonas serão realizadas por sistemas de robôs colaborativos, enquanto os operadores realizam um trabalho mais qualificado e tomam decisões críticas”, explica Daniela Oliveira, analista de Inteligência de Mercado do DOT digital group, empresa especialista em educação digital corporativa. 

Para Sueli Andrade, especialista em Educação Corporativa do DOT digital group, a adoção de estratégias de educação adequadas serão determinantes para o sucesso deste processo: “Toda mudança pode gerar uma sensação de mal-estar ao transportar os funcionários de um território familiar e confortável para um novo caminho. Por isso, é importante ter uma estratégia de educação adequada e bem comunicada, para que seja satisfatória para os colaboradores e gere engajamento nos programas de capacitação”.

Microlearning, gamificação e realidades virtual e aumentada

Uma das tecnologias aliadas a este processo, segundo o estudo do BRICS, é o microlearning – lições em módulos menores, geralmente com duração em torno de 3 a 10 minutos, que podem ser acessadas pelo smartphone, para que possam ser consumidas a qualquer momento e lugar. “Treinamentos extensos não retêm a atenção dos colaboradores de forma eficiente. A estratégia de dividir o conteúdo em pequenas doses diárias contribui para um consumo mais rápido e, além disso, ajuda a reter o aprendizado”, explica Sueli.  

A aplicação de técnicas de jogo em processos já existentes para direcionar objetivos de negócio, a chamada gamificação, é outra delas. “Não é necessariamente ‘jogar um jogo’, mas integrar uma dinâmica de jogo a uma tarefa de aprendizagem e, assim, aumentar o envolvimento e engajamento dos participantes”, explica Sueli.  Já as realidades virtual e aumentada permitem integrar o mundo virtual ao real. Elas podem criar um mundo visual detalhado do ambiente de trabalho para os funcionários interagirem com segurança e aprenderem como executar determinada tarefa. “A economia de tempo é considerável, aprender se torna mais divertido, e é possível cometer erros e recomeçar, sem consequências reais”, detalha a especialista em Educação Corporativa do DOT digital group.

O estudo do BRICS também dá algumas pistas sobre quais habilidades precisam ser desenvolvidas por meio dessas ferramentas: os profissionais precisam ter capacidade para mudar, se adaptar, tomar decisões, trabalhar em equipe e com dados, com conhecimentos básicos sobre tecnologia da informação e comunicação e com alguns conhecimentos técnicos específicos. “São profissionais com este perfil que ajudarão as empresas a se manterem competitivas e lucrativas e, num mercado onde a mão de obra qualificada é escassa, caberá às próprias organizações desenvolverem os colaboradores”, ressalta Daniela. 

O que os profissionais da Indústria 4.0 precisam ter

1. Conhecimento básico sobre tecnologia da informação e comunicação

  • Uso e interação com computadores e máquinas inteligentes
  • Comunicação, segurança em Tecnologia da Informação e proteção de dados

2. Capacidade de trabalhar com dados

  • Processamento e análise de dados
  • Conhecimento estatístico

3. Conhecimento técnico

  • Conhecimento interdisciplinar e genérico sobre tecnologia
  • Conhecimento especializado sobre manufatura, atividades e processos em vigor
  • Conhecimento técnico de máquinas para transporte e atividades relacionadas à manutenção

4. Habilidades pessoais

  • Adaptabilidade e capacidade de mudar
  • Tomada de decisão
  • Trabalho em equipe
  • Habilidades de comunicação
  • Mudança de mentalidade para a aprendizagem ao longo da vida
  • Capacidade diagnóstica em cenário de constante mudança 
  • Gestão e relacionamento interpessoal

Fonte: estudo Skill Development for Industry 4.0, do BRICS Business Council

Cruzando o abismo da transformação digital

Por Ricardo Ribeiro, diretor de Plataforma da FICO América Latina e Caribe

Originalmente escrito em 1991 e revisado várias vezes ao longo dos anos, Cruzando o Abismo é um livro, escrito pelo tecnólogo e futurista Geoffrey Moore, muito atual que mostra que as empresas que não estiverem preparadas para o atual cenário disruptivo serão aquelas que mais sofrerão.

A obra destaca que a grande maioria das empresas teve um sucesso modesto em fazer com que seus produtos e serviços fossem aceitos pelos inovadores e primeiros usuários, sendo que apenas cerca de 15% “cruzaram o abismo” para vender para a maioria dos compradores.

O que aprendemos com a disrupção que começou em 2020?

A pandemia revelou alguns pontos fracos que já foram identificados, especialmente nas áreas de:

• Serviço ao cliente

• Gestão de call center

• Disparidade nos planos de empréstimo para PMEs

• Cadeia de suprimentos

• Processamento automatizado/autoatendimento

Nesse sentido, a pandemia confirmou o que, durante alguns anos, já era muito evidente: a transformação digital é necessária e sem ela as empresas não sobreviverão.

Por que as etapas em direção à transformação digital não foram bem-sucedidas?

Os problemas surgem quando metas, objetivos, funções e responsabilidades não são comunicados de forma eficaz ou quando as instituições não conseguem acompanhar a velocidade da mudança. Além disso, eles podem ocorrer em ocasiões em que os processos sejam muito difíceis de se implementar, ou até em momentos em que a tecnologia é inflexível ou não fornece uma solução abrangente. Quando algum desses pontos não estiver perfeitamente alinhado, a transformação digital não terá sucesso.

Neste sentido, com base em trabalhos desenvolvidos com diversos clientes, criamos um conjunto de recomendações para uma correta implementação da transformação digital.

1. Pensando na nuvem: Os benefícios da nuvem já são conhecidos no mercado, sendo que entre os mais importantes estão o pagamento por uso, velocidade de inovação, TCO e escalabilidade.

2. Conecte os dados e automatize os resultados: Isso permite que se quebre os silos de informação.

3. Facilite a colaboração e incentive a tomada de decisão centralizada: Isso é importante para agregar conhecimentos profundos, além de gerar novos conhecimentos operacionais, analisando os resultados de ações e estratégias específicas, assimilando as “lições aprendidas” e demonstrando sua capacidade de aprendizado contínuo. Com isso, a tomada de decisões fica mais inteligente e precisa, graças a análises avançadas, calibração automática para detecção de anomalias e por ser baseada em inteligência artificial e machine learning .

4. Use simulação para dar segurança: O valor real da simulação é sua capacidade de eliminar a incerteza enquanto se obtém mais clareza e confiança na tomada de decisões.

5. Transforme seus usuários em super-heróis: Os usuários podem ter autonomia para gerenciar análises e suas próprias estratégias de otimização

6. Progressão em direção à comunicação personalizada: Uma comunicação consistente e personalizada ajudará na:

• Criação de confiança e satisfação do cliente

• Retenção de clientes

• Maior lucratividade a longo prazo

7. Comunicação x Marketing: Por fim, é importante entender que os clientes preferem menos comunicações. Eles querem que a comunicação seja mais personalizada e significativa.

Para superar o abismo da transformação digital, sua empresa deve ativar todas as capacidades apropiadas. E a hora de agir é agora.

Rede de Transformação Digital terá R$ 80 milhões para inovação na indústria

Além de recurso não reembolsável, indústria contará com ecossistema de 21 Centros de Pesquisas
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), organização social subordinada ao MCTI, lançaram a Rede MCTI/EMBRAPII de Inovação em Transformação Digital. A proposta é intensificar projetos de PD&I de maior complexidade tecnológica e incentivar o uso e o desenvolvimento de tecnologias digitais aplicadas ao processo produtivo da industrial nacional, tais como de Internet da Coisas (IoT), Manufatura 4.0, Conectividade, entre outros. Em cinco anos, serão pelo menos R$ 80 milhões disponíveis para projetos da indústria brasileira.
O apoio financeiro da EMBRAPII aos projetos de empresas poderá chegar a até 50% do valor total com recursos não reembolsáveis. A expectativa é alavancar os recursos investidos e, em cinco anos, gerar mais de R$ 160 milhões em projetos de inovação, na medida em que o modelo de financiamento da EMBRAPII exige a contrapartida financeira por parte do setor empresarial.
Além do recurso, oriundo da Lei de Informática e do Programa Rota 2030, a rede formada por 21 Unidades EMBRAPII vai disponibilizar profissionais qualificados e equipamentos de ponta para o desenvolvimento de produtos inovadores e modernização dos processos produtivos de qualquer segmento industrial.
Projetos voltados para desenvolvimento de carros conectados e autônomos ganham destaque na rede: o desafio é revolucionar como nos locomovemos. Outro grande desafio é o apoio a startups deep techs, aquelas com maior densidade tecnológica. A proposta é reduzir, além do risco tecnológico, o risco mercadológico, e acompanhar o desenvolvimento do produto desde a pesquisa até sua chegada ao mercado.
Também será desenvolvido um modelo inédito para apoiar projetos de P&D realizados por consórcio de empresas na etapa pré-competitiva. Será a união de empresas de diferentes portes, startups e Unidades EMBRAPII para o desenvolvimento de novas rotas tecnológicas em áreas estratégicas. 
A Rede de Inovação vai se organizar em quatro comitês técnicos: operacionalização; startups; infraestrutura e veículos autônomos e mobilidade. A presidência será rotativa e ficará em um primeiro momento sob a liderança do Instituto Eldorado.

O Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, e mais sete instituições privadas parceiras vão participar do Conselho Consultivo da Rede, que definirá a estratégia e diretrizes de atuação. São elas: Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação (P&D Brasil), Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (ABIMO) e Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores ( Sindipeças), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e Associação Brasileira das Empresas Software (ABES).

Modalidades de Fomento

Serão quatro modalidades de fomento:

Tipo 1 – Projetos “tradicionais O primeiro tipo de projeto foca grandes e médias empresas, com Receita Operacional Bruta (ROB) maior que R$ 90 milhões no último ano. Elas recebem até 33% de aporte financeiro no portfólio nos projetos por parte da EMBRAPII – como é tradicionalmente feito nos projetos contratados pelas Unidades.

Tipo 2 – Projetos cooperativos, que envolvem duas ou mais empresas de diferentes portes para soluções. Tem o objetivo de incentivar a colaboração entre grandes empresas com empresas de menor porte, inclusive startups. Nesse caso, o valor financeiro aportado pela EMBRAPII pode chegar a 50% do portfólio do valor dos projetos. Pelo menos uma das empresas deve ter ROB igual ou inferior a R$ 90 milhões no último ano. 

Tipo 3 – Projetos de pequenas e médias empresas e startups Voltado para o negócio de menor porte, que está arriscando e desenvolvendo novas tecnologias. Pequenas e médias empresas e startups são importantes atores no avanço tecnológico, muitas vezes investindo em tecnologias com potencial disruptivo. Por isso, a ideia é dar um apoio maior a projetos desse segmento da Economia. A EMBRAPII, então, cobrirá os custos de até 50% do portfólio do valor do projeto de PD&I de empresas que tenham o ROB igual ou inferior a R$ 90 milhões (noventa milhões de reais), no caso das pequenas empresas, ou inferior a R$ 16 milhões (dezesseis milhões de reais), no caso das startups. 

Tipo 4 – Ações complementares com startups – ciclo completo A quarta modalidade é de ações complementares aos projetos de PD&I de startups, apoiando um ciclo completo de fomento. O intuito é que essas novas empresas transformem a tecnologia em um negócio de fato, em inovação. Isso porque as startups ainda estão em formação, requerendo assim apoio adicional para conseguirem levar os novos produtos ao mercado ou para se colocarem como uma fornecedora confiável de uma outra empresa. Assim, a EMBRAPII também dará contrapartidas para dispêndios como homologações ou certificações, provas de conceito, lotes piloto, registro de propriedade industrial, além de serviços de assessoria qualificada em inovação, design, modelagem de negócios, entre outros, desde que relativos ao projeto de P&D originalmente desenvolvido em parceria com a Unidade EMBRAPII.

Como o 5G irá impactar o consumo de energia?

Por Pedro Al Shara*

A indústria tem feito barulho quando o assunto é o potencial do 5G, especialmente depois da aprovação do edital do leilão pela Anatel, no final de fevereiro. A nova geração aparece como habilitadora de novos casos de uso e, por isso, a consultoria IDC estima que, nos anos 2021-2022, 5G proporcionará a receita de US$ 2,7 bilhões, ou R$ 13,5 bilhões, a partir de novos negócios envolvendo inteligência artificial, realidade aumentada e virtual, big data e analytics, IoT, cloud, segurança e robótica.

Porém, embora haja otimismo sobre os serviços que o 5G permitirá e a interação com outras tecnologias, há preocupações e desafios significativas sobre o aumento dos custos, especialmente com energia. Estimativas sugerem que as redes 5G podem ser até 90% mais eficientes por unidade de tráfego do que as 4G. Mas, mesmo assim, precisarão de muito mais energia devido à maior densidade da rede, à grande dependência que têm dos sistemas e da infraestrutura de TI, ao aumento no uso da rede e ao crescimento acelerado do tráfego.

Segundo pesquisa da Vertiv, fornecedora de equipamentos e serviços para infraestrutura crítica, um aumento da ordem de 150% a 170% no consumo energético é projetado no setor de Telecom até 2026. Com toda a inovação que o 5G representa, mais dispositivos poderão acessar a internet móvel ao mesmo tempo, utilizando o mesmo sinal. Como consequência, haverá ainda mais necessidade de proteger os roteadores contra problemas de energia, para garantir a continuidade do sinal a todos esses dispositivos. Por outro lado, as empresas de telefonia móvel também precisarão garantir a continuidade do sinal de internet, protegendo seus equipamentos contra problemas na rede de energia.

Uma das formas de reduzir o consumo de energia está na modernização da rede. Por isso, a partir deste cenário, a demanda por soluções de proteção de energia vem crescendo, seja no âmbito corporativo quanto nas aplicações residenciais e de pequenos e médios negócios (SMB). A chegada do 5G deve revolucionar ainda mais os sistemas integrados e a forma de se comunicar pelo mundo. Os sistemas integrados disponíveis e diversos serviços e plataformas, exigem redes e equipamentos com respostas cada vez mais rápidas e eficazes pois estão conectados o tempo todo.

Sabemos que a rede elétrica no Brasil é instável, portanto, sujeita a apagões e blecautes. Por isso, é importante que as operadoras analisem constantemente como proteger sua infraestrutura crítica de TI contra as quedas de energia e outros distúrbios relacionados à rede elétrica. Nesse caso, instalações adequadas de nobreaks e inversores podem contribuir para o perfeito funcionamento durante essas situações, mas também serão responsáveis por filtrar e manter a energia limpa de ruídos e interferências.

Estamos cercados de máquinas, processos e dispositivos que podem beneficiar-se da energia de reserva de nobreaks, especialmente na era do 5G, que nos permite estar com uma posição privilegiada para o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios e tecnologias. Sem dúvidas, esta será a tecnologia da comunicação mais transformadora desta geração, possibilitando novos serviços e exigindo recursos para o gerenciamento avançado de toda a infraestrutura, além de outros desafios, como é o caso do consumo de energia.

Pedro Al Shara, CEO da TS Shara, fabricante nacional de nobreaks e estabilizadores de tensão

Experiência tecnológica ainda não chega ao alto escalão dos bancos, aponta Accenture

Apesar do aumento significativo na adoção de tecnologias digitais ao longo dos últimos anos, há uma contínua falta de conhecimento em tecnologia e fluência digital nas salas de reunião dos maiores bancos do mundo, de acordo com um novo relatório da Accenture (NYSE: ACN).

Baseado em um estudo semelhante feito em 2015, o levantamento “Boosting the Boardroom’s Technology Expertise – Focus on Banking” conta com dados compilados a partir da análise do histórico profissional de quase 2.000 diretores de mais de 100 dos maiores bancos do mundo em número de ativos.

O estudo mostra que enquanto os bancos aumentam os investimentos em tecnologia a fim de acompanhar a demanda de seus consumidores – como, por exemplo, a demanda crescente por interações digitais e trabalho remoto resultantes da pandemia de COVID-19 – os membros dos conselhos não têm o conhecimento tecnológico necessário para minimizar os riscos e maximizar os benefícios desses investimentos.

“Grande parte da disrupção causada pela pandemia levou a uma mudança muito rápida no meio bancário, com um número crescente de pontos de contato digitais que exigiram investimentos significativos em tecnologia de uma hora para outra”, afirma Joana Henklein, diretora de Estratégia e Consultoria em Serviços Financeiros da Accenture no Brasil. “Bancos que estão acelerando a adoção da nuvem para um melhor gerenciamento das mudanças se beneficiariam de um conselho com experiência em tecnologia e capaz de garantir que os investimentos em tecnologia sejam compatíveis nas várias unidades de negócios”.

De acordo com o estudo, a Accenture recomenda que ao menos 25% dos membros dos conselhos dos bancos tenham experiência em tecnologia. Enquanto os maiores bancos do mundo registraram progresso com a adição da experiência em tecnologia ao seu alto escalão – definido pela Accenture como executivos que ocupam ou ocuparam posições sênior em empresas de tecnologia – esse avanço ainda é lento.

Um exemplo é que apenas 10% de todos os diretores de conselho, bem como 10% dos CEOs presentes nos conselhos ouvidos pelo estudo têm experiência profissional no ramo de tecnologia, um aumento de 4 e 6 pontos percentuais, respectivamente, em comparação com cinco anos atrás. Além disso, o número de bancos cujo conselho tem pelo menos um membro com experiência profissional em tecnologia aumentou apenas 10 pontos percentuais nos últimos cinco anos, passando de 57% para 67% – o que significa que um terço dos bancos ainda não tem conselheiros com experiência profissional na área.

Por outro lado, enquanto apenas 19% dos diretores com experiência em tecnologia cinco anos atrás eram mulheres, esse número atualmente chega a 33%.

Do ponto de vista geográfico, o estudo mostra que os conselhos de bancos no Reino Unido, Finlândia, Irlanda e EUA têm um percentual maior de diretores com experiência profissional no setor de tecnologia do que os de outros países, com um aumento significativo na comparação com os dados de 2015. Todavia, a porcentagem de conselhos de bancos com experiência em tecnologia é muito baixa em países como Brasil, China, Rússia e vários países da Europa, incluindo Áustria e Itália.

“Naturalmente, ninguém quer que os bancos façam indicações às pressas de executivos com experiência em tecnologia para se juntarem ao conselho para preencher essa lacuna. Na verdade, eles devem considerar a experiência em tecnologia como um fator a ser levado em conta nas novas indicações, além dos demais critérios de avaliação existentes”, explica Joana. “Também existem caminhos mais rápidos de aumentar a expertise em tecnologia entre os membros dos conselhos. Um exemplo é oferecer treinamentos acerca das tecnologias mais recentes, como a nuvem, inteligência artificial e IoT. Dessa forma, os executivos podem compreender de que forma a combinação entre tecnologia e criatividade humana possibilita o acesso a novas fontes de valor. Os conselhos também podem aproveitar a experiência de fornecedores terceirizados e reservar um tempo para discutir especificamente a estratégia de tecnologia durante as reuniões do conselho a fim de obter o máximo retorno dos seus investimentos”.

O estudo completo pode ser acessado aqui .

Metodologia

A Accenture analisou o histórico profissional de quase 2.000 diretores executivos e não-executivos de 107 dos maiores bancos em número de ativos do mundo. Para o propósito desta análise, a Accenture define os membros do conselho com experiência profissional em tecnologia como aqueles que têm responsabilidades de tecnologia sênior – incluindo a ocupação de cargos como CIO, CTO ou CDO – na empresa atual; quem teve tais responsabilidades em empresas anteriores; ou tem ou teve algum tipo de responsabilidade sênior em uma empresa de tecnologia. O estudo inclui bancos da Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, EUA, França, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Países Baixos, Reino Unidos, Rússia, Suécia e Suíça.

Prorrogado prazo para pagamento dos Tributos Federais, Estaduais e Municipais no âmbito do Simples Nacional

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Com o objetivo de mitigar os impactos da pandemia do Covid-19 para o grupo das micro e pequenas empresas e Microempreendedores Individuais (MEI), o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou em reunião realizada hoje a prorrogação do prazo para pagamento dos tributos no âmbito do Simples Nacional (Federais, Estaduais e Municipais).  A medida pode beneficiar 17.353.994 contribuintes*.

A prorrogação será realizada da seguinte forma:

  • o período de apuração março de 2021, com vencimento original em 20 de abril de 2021, poderá ser pago em duas quotas iguais, com vencimento em 20 de julho de 2021 e 20 de agosto de 2021;
  • o período de apuração abril de 2021, com vencimento original em 20 de maio de 2021, poderá ser pago em duas quotas iguais, com vencimento em 20 de setembro de 2021 e 20 de outubro de 2021;
  • o período de apuração maio de 2021, com vencimento original em 21 de junho de 2021, poderá ser pago em duas quotas iguais, com vencimento em 22 de novembro de 2021 e 20 de dezembro de 2021;

Importante: as prorrogações não implicam direito à restituição ou compensação de quantias eventualmente já recolhidas.

As medidas citadas estão incluídas na Resolução CGSN 158, de 24 de março de 2021, e serão publicadas no Diário Oficial da União.

*Fonte: Dados extraídos do Portal do Simples Nacional / Consulta Optantes. Referente a 20 de abril de 2021.

Fonte: Receita Federal

Novos Líderes Digitais usam plataformas de RPA para engajar suas equipes e acelerar a transformação digital

Por Jorge B. Junior diretor de marketing e vendas da Quality Nextech

A pandemia impulsionou a necessidade de se conectar e transformar a experiência do cliente, aumentando a urgência por desenvolvimento de portais, sistemas e apps integrados.

Os líderes de tecnologia receberam a confiança e grandes investimentos para fazer acontecer a transformação digital e agora estão pressionados para entregar com mais agilidade.

Esse cenário demanda do novo líder digital uma postura mais humana, com elevado grau de inteligência emocional, que seja capaz de gerar propósito e comprometimento nos talentos das pessoas, especialmente em desenvolvedores e responsáveis por atendimento ao cliente, para que estejam engajados e criativos, produzindo produtos digitais que realmente entreguem valor para o cliente.

Uma das estratégias mais bem utilizadas pelos novos líderes digitais é a de investir numa plataforma de RPA (Automação Robótica de Processos), para liberar as pessoas das atividades repetitivas manuais de teclado e mouse, que são cansativas e enfadonhas, rotinas que desmotivam as pessoas, como por exemplo: cadastro de clientes, preenchimento de formulários, download de planilhas, conferencia de dados de diferentes sistemas, etc.

A partir do momento que as pessoas aprendem a criar seus fluxos robóticos, o problema de falta de tempo e braços, vai se acabando e o tempo e energia para fazer a transformação digital, crescendo naturalmente, pois cria-se um mindset de valor para o negócio.

Mas atenção, é preciso tomar cuidado com algumas armadilhas nessa iniciativa, como por exemplo, a de que o RPA tem que dar ROI (Retorno sobre investimento) com redução de pessoas (head count), isso pode até acontecer em alguns casos, mas dificilmente acontecerá com o primeiro processo robotizado.

Normalmente, os projetos de RPA iniciam com fluxos de trabalho simples, que rodam 100% na internet, sem precisar grandes integrações e comunicações com sistemas locais. Iniciar pequeno com um fluxo de trabalho simples e de poucos passos ajudam a blindar os times responsáveis por fazer o RPA decolar, porque assim as pessoas aprendem sobre as regras e sistemas envolvidos no processo.

Escolher um parceiro de RPA também é fundamental para o sucesso, pois é importante trazer conhecimentos de quem já conhece da tecnologia e do segmento do negócio, com cases já implementados, isso reduz muito o ciclo de aprendizado, acelerando a entrega de mais robôs.

Com o primeiro processo robotizado, nascerão os primeiros robôs, e os “pais” farão propaganda, orgulhosos de seus filhos, isso ajuda a promover o interesse dos demais colegas em aprender a fazer também seus próprios robôs.

Ao longo do tempo, o ROI chegará, porque as pessoas que antes eram consideradas um passivo, um custo necessário para se fazer aquela atividade manual, serão engajadas como líderes de processos, otimizando e reduzindo o tempo de execução de atividades que antes impactavam a fidelização de clientes e o ganho de novas receitas.

Afinal, robotizar processos reduz erros de digitação, agiliza o tempo de atendimento de clientes e motiva as pessoas que passam a se sentir parte das evoluções, passando a focar em atividades de maior valor: relacionamento, criatividade e sentir o cliente final, lá na ponta, cada vez mais hiperconectado.

Outra estratégia de sucesso dos novos líderes digitais é de empoderar seus desenvolvedores com plataformas modernas (low-code) de programação, porque estas já vem com templates, interfaces gráficas, fluxos e integrações semi-prontas, que facilitam a vida do desenvolvedor, permitindo que ele foque mais na redução das fricções que existem no processo de atendimento ao cliente, usando a tecnologia como propulsora de receita e fidelização.

Índice de Economia Digital da Adobe: relatório explora mudanças no comércio eletrônico

Um ano após a pandemia reformular o e-commerce, Adobe lança estudo sobre como os hábitos de compra online e o poder de compra mudaram

Por meio do Índice de Economia Digital, a Adobe desenvolveu um medidor único em tempo real da atividade de compra e venda digital, analisando trilhões de transações online em 100 milhões de SKUs (Unidades de Manutenção de Estoque) divididos em 18 categorias de produtos. Os dados colhidos resultaram no lançamento do estudo “2021 Digital Economy Index”, com análises sobre o desempenho do comércio eletrônico nos Estados Unidos em 2020.

A nova pesquisa revela que a Covid-19 deu ao e-commerce um impulso extra de US$ 183 bilhões, à medida que os consumidores usaram o online para atender às suas necessidades diárias. Isso é quase do tamanho da temporada de compras de fim de ano em 2020, quando US$ 188,2 bilhões foram gastos no ambiente online entre novembro e dezembro.

O aumento aconteceu durante a pandemia, de março de 2020 a fevereiro de 2021, período em que um total de US$ 844 bilhões foram gastos online. De janeiro a dezembro de 2020, US$ 813 bilhões foram gastos online – um incremento de 42% em relação a 2019.

Nas taxas de crescimento atuais, o estudo prevê que 2021 gere algo entre US$ 850 bilhões e US$ 930 bilhões. A pandemia produziu uma rara mudança nos gastos online, o equivalente a um aumento de 20%, e a previsão é de que a expansão futura se baseie nesse ganho. Espera-se também que 2022 seja o primeiro ano de trilhões de dólares para o comércio eletrônico.

A pesquisa apresenta ainda outros insights baseados em dados do Adobe Analytics:

No novo ano: nos primeiros dois meses (janeiro-fevereiro) de 2021, os consumidores gastaram US$ 121 bilhões online – crescimento de 34% na comparação com o ano anterior;

Compre agora, pague depois: este método de pagamento está passando por um boom com um crescimento de 215% nos primeiros dois meses de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Os consumidores que utilizam esse serviço também estão fazendo pedidos 18% maiores. Os varejistas oferecem a opção comprar agora/pagar mais tarde com mais frequência enquanto os consumidores lidam com a incerteza financeira;

Crescimento da categoria de produtos: conforme as pessoas ficaram em casa e renovaram seus aposentos, as vendas online de produtos de reforma aumentaram 60% no primeiro bimestre de 2021. O vestuário cresceu 22% no mesmo período, ficando atrás de outras categorias;

Novos hábitos de supermercado: o incremento nas compras online de alimentos persiste neste ano. De 1º a 21 de fevereiro de 2021, a categoria expandiu 230% em comparação com 6 a 26 de janeiro de 2020 (pré-pandemia). No mesmo período, os artigos esportivos tiveram um crescimento de 75%;

Os varejistas lutam para atender à demanda: as mensagens de “falta de estoque” atingiram o pico em julho de 2020, quando os compradores vivenciaram três vezes mais falta de estoque em comparação com um período pré-pandemia. Em janeiro de 2021, as mensagens de falta de estoque ainda estavam elevadas em quatro vezes nos níveis pré-pandêmicos. Segundo levantamento da Adobe com mais de 1.000 consumidores dos EUA, os entrevistados citaram que, em janeiro de 2021, mantimentos, suprimentos médicos e produtos para animais de estimação estavam fora do estoque online com mais frequência do que outras categorias de produtos.
O Índice de Economia Digital da Adobe também rastreou o movimento dos preços online como um indicador econômico do poder de compra do consumidor e da inflação digital. Os insights incluem:

O poder de compra digital caiu em 2020: os consumidores costumam assistir a um aumento de 4% no poder de compra online ao longo de um ano médio. Isso significa que para cada US$ 1,00 gasto, os compradores recebem US$ 1,04 em mercadorias. Em 2020, diminuiu 1% ao ano, já que um aumento na demanda foi confrontado com oferta limitada, preços mais altos e novos custos de atendimento;

Tendências atípicas de preços: a inflação digital foi observada nas principais categorias online pela primeira vez em anos. Os preços dos eletrônicos, por exemplo, caíram apenas 2,2% no comparativo entre janeiro de 2021 e 2020, contra uma redução de 10,4% no mesmo período de 2019. A categoria de computadores diminuiu apenas 6% ano a ano versus uma queda de 13,5% entre 2019 e 2020. Já os preços de mercado subiram 4,2% em 2021 – no ano passado a diminuição foi de 6%. No quesito casa e jardim, o aumento foi de 3,9% contra uma queda de 9,3% no comparativo entre 2020 e 2019.

Metodologia: o Índice de Economia Digital da Adobe oferece o conjunto mais abrangente de insights desse tipo com base na observação do Adobe Analytics, que cobre mais de um trilhão de visitas a sites de varejo dos EUA e mais de 100 milhões de SKUs – mais do que qualquer outra empresa de tecnologia.

A análise é significativamente mais detalhada e precisa na comparação com os relatórios baseados em pesquisas, porque apenas a Adobe tem acesso a esse volume de dados transacionais do consumidor em tempo real. Ele é agregado e anônimo para fornecer informações sobre os gastos do consumidor, preços online e 18 categorias de produtos.

Fiduc, Instacasa, Prestho e E-ctare são as novas startups aceleradas pelo Alfa Collab

O Alfa Collab, programa de inovação aberta do Conglomerado Alfa lançado em novembro de 2020, anuncia quatro novas startups parceiras. São elas: Fiduc, Instacasa, Prestho e E-ctare, que agora juntam-se à Predify e Finpec, completando o grupo de seis aceleradas em apenas quatro meses de operação.

Fiduc é uma plataforma de gestão de investimentos e planejamento financeiro que atua através de uma rede de planejadores financeiros que gerem o capital dos usuários. O propósito da companhia é a democratização do modelo de wealth management, fazendo dos próprios planejadores os responsáveis pelas suas carteiras e pela aquisição de novos clientes.

Plataforma que apresenta vasta diversidade de projetos arquitetônicos possíveis de serem implantados no momento da venda, a Instacasa é uma solução que utiliza tecnologia de Realidade Aumentada para oferecer a percepção dos loteamentos reais. O negócio mira as classes sociais C e D, com o propósito de democratizar o acesso a arquitetura de qualidade. Negócio com alto potencial de escalabilidade.

Prestho é uma plataforma mobile de contratação de empréstimo e cartão de crédito consignado desburocratizada e focada no público idoso, com linguagem e jornada de contratação inclusivas (social e digitalmente). Negócio com alta sensibilidade ao cliente, em geral, servidores federais, aposentados e pensionistas do INSS.

Startup selecionada mais recentemente, a E-ctare é uma plataforma digital financeira para o agronegócio, focada no pequeno e médio produtor, com funcionalidades voltadas para operações de checkin, como liquidação de safra e antecipação de recebíveis. Oferece carteira digital própria e operações de checkout, como TED, boletos, compra na rede de estabelecimentos. Atua nos segmentos de leite, café e corte de gado.

De acordo com Francisco Perez, diretor de Novos Negócios do Banco Alfa, as startups selecionadas apresentam propostas que atacam problemas reais e contam com elevado potencial de escalabilidade. “Estamos empolgados com a chegada desses novos parceiros para o nosso projeto, que terão todo o apoio no acesso ao mercado, visando provas de conceitos, validações e acoplamento das suas soluções às plataformas de negócios e de clientes do Conglomerado”, afirma.

Além das quatro novas parceiras, o Alfa Collab já conta com as startups Predifiy, de precificação inteligente e dinâmica, e Finpec, plataforma de investimentos financeiros na pecuária, e deve selecionar pelo menos mais seis empresas para o programa até final de 2021. As interessadas em participar do programa devem se cadastrar na plataforma do Alfa Collab (www.alfacollab.com.br).

Nova pesquisa da Cisco revela que colaboração, nuvem e segurança são os principais desafios da TI

A nova  pesquisa sobre agilidade digital da Cisco, Accelerating Digital Agility, mostra que os CIOs e tomadores de decisão de TI (ITDMs, na sigla em inglês) pretendem maximizar os investimentos e impulsionar a inovação após um ano difícil, que reforçou o papel dos líderes de TI na promoção de inovações cruciais no local de trabalho.

Nos últimos 12 meses, CIOs e ITDMs de todo o globo têm sido desafiados a acelerar suas capacidades digitais e de nuvem e, ao mesmo tempo, proteger suas organizações de uma crescente lista de ameaças de segurança em expansão. Agora, os líderes de TI devem buscar potencializar os principais investimentos feitos em 2020.

Para preparar suas organizações para o sucesso a partir de 2021, os líderes de TI adaptaram prioridades e estratégias, focando-as em questões fundamentais que incluem: entregar ferramentas seguras de colaboração para manter as forças de trabalho produtivas; maximizar os investimentos em tecnologia feitos no último ano; proporcionar as melhores experiências de usuário para empregados e clientes; adotar definitivamente a nuvem e o modelo “como serviço”; e lidar com questões corporativas e sociais usando a tecnologia.

“Os líderes de TI estão na linha de frente para garantir o crucial sucesso de suas organizações em 2021”, afirma Liz Centoni, diretora executiva de estratégia e gerente geral de Aplicações da Cisco. “Mesmo restando problemas e surgindo novos desafios, os CIOs e tomadores de decisão de TI estão nos falando que precisam acelerar a agilidade digital de suas equipes, de forma que tenham a velocidade, a flexibilidade e as opções de utilização de serviços tanto nos ambientes tradicionais como nos modernos.”


Principais descobertas do estudo:

Para se preparem para o futuro do trabalho, os times precisam de acesso altamente seguro e das melhores experiências de colaboração a fim de prosperar como força de trabalho híbrida. Embora a maioria (61%) dos CIOs e ITDMs não tenha certeza de como será o futuro do trabalho, 89% deles acreditam ser essencial manter a segurança, o controle e a governança sobre dispositivos, redes, nuvens e aplicações voltados ao usuário – no Brasil este índice é de 96%. No cenário de ameaças ampliado pela força de trabalho distribuída, a segurança é primordial – 88% dos entrevistados no mundo e quase a totalidade dos brasileiros (97%) consideram importante proteger as ferramentas de trabalho remoto e os dados de clientes ou funcionários em um ambiente de trabalho distribuído.

As equipes de TI devem criar experiências de usuário final otimizadas, em dia com ambientes de TI cada vez distribuídos, dinâmicos e complexos. Mais de três quartos dos CIOs e ITDMs entrevistados concordam que a experiência do usuário deve ser mais prazerosa do que satisfatória (opinião defendida por 81% dos brasileiros entrevistados). Para proporcionar uma excelente experiência de usuário, 89% dos entrevistados no mundo e 95% do Brasil acham que é importante garantir desempenho consistente de aplicação tanto nos aplicativos como na infraestrutura, e 86%, sendo 95% no Brasil, acreditam na importância de tornar a infraestrutura tão dinâmica quanto os aplicativos de software para atender às necessidades em constante mudança relativas a normas e otimização de aplicações e desenvolvedores. Apesar de a experiência de usuário precisar ser prazerosa, quase todos (90% no mundo e 96% no Brasil) afirmam que é importante ou muito importante manter a segurança a partir da aplicação na direção da infraestrutura, a fim de garantir a conformidade sem retardar os negócios.

A necessidade de agilidade, velocidade, escalabilidade e segurança está ocasionando a adoção de ambientes de nuvem híbrida e soluções de SASE (Secure Access Service Edge). CIOs e ITDMs estão usando a nuvem para dar resiliência aos negócios. No entanto, não existe uma solução uniformizada de nuvem. Embora a maior parte dos CIOs e ITDMs (84% entre todos os países pesquisados e 94% entre os brasileiros) concorde que é importante oferecer liberdade de escolha quando se trata de ambientes de nuvem – seja on premise, nuvem pública, privada ou SaaS, 86% (sendo 96% no Brasil) também consideram essencial oferecer um modelo operacional consistente em todos esses ambientes. Quase 70% dos líderes de TI adotaram soluções de SASE porque estavam investindo em aplicações na nuvem que precisavam ser protegidas (61% no mundo e 65% no Brasil), porque gostam de estar atualizados em relação às melhores práticas do mercado (56% no mundo e no Brasil) e/ou porque sua força de trabalho vai permanecer distribuída (37% no mundo e 34% no Brasil).

Os clientes esperam ter uma experiência de consumo em nuvem, independentemente de suas soluções estarem implantadas on premise ou na nuvem, o que gera uma ampla adoção de soluções “como serviço”. Entre os participantes da pesquisa, 73% adotaram soluções “como serviço” e 76% usam modelos com flexibilidade de utilização. Três quartos dos entrevistados do mundo – e 89% dos brasileiros – acreditam que o modelo “como serviço” vai ajudar a melhorar a experiência tanto dos usuários finais quanto das equipes de TI, contribuindo para que suas organizações obtenham consistência operacional. Além disso, 76% afirmam que o modelo “as a service” vai propiciar melhores resultados para os negócios (índice que chega a 91% no Brasil), e 77% querem que soluções “como serviço” simplifiquem processos e eliminem riscos (índice de 89% no Brasil).

A tecnologia será um fator determinante para facilitar que CIOs e ITDMs lidem com retenção de talentos, iniciativas corporativas internas e questões mais amplas da sociedade em 2021. A maioria dos líders de TI (85%) acredita que a capacidade de atrair e reter talentos será crucial no mundo completamente digitalizado. Quase metade dos entrevistados afirmaram que vão qualificar seus talentos atuais (49%) e investir em talentos de novas áreas (46%) nos próximos 12 meses.

A maior parte dos CIOs e ITDMs (90%) planejam assumir iniciativas internas em 2021, incluindo sustentabilidade (50%), saúde mental dos funcionários (50%), privacidade (47%) e diversidade e inclusão (47%). Os índices no Brasil são de: sustentabilidade (52%), saúde mental dos funcionários (57%), diversidade e inclusão (51%) e privacidade (46%).

Além disso, 85% de todos entrevistados vão tratar de assuntos sociais externos em 2021, tais como desigualdade digital (39%), saúde (37%), mudanças climáticas (35%), justiça social (34%), direitos humanos (33%), desinformação ou fake news (31%) e pobreza, fome e habitação (28%). Entre os entrevistados do Brasil os assuntos sociais externos mais citados foram desigualdade social (41%) e desinformação e fake News (42%).

Sistemas de dados mais robustos são necessários para o combate à pobreza

O Banco Mundial vem propor novos sistemas nacionais de dados mais robustos a fim de realizar todo o potencial da revolução de dados para transformar a vida das pessoas mais pobres.

Desde as informações coletadas em pesquisas domiciliares até os pixels capturados por imagens de satélite, os dados podem subsidiar políticas públicas e estimular a atividade econômica, servindo como uma arma poderosa no combate à pobreza. Mais dados estão disponíveis hoje do que em qualquer outro momento da história; no entanto, seu valor permanece amplamente inexplorado, segundo o novo Relatório de Desenvolvimento Mundial 2021: Dados para uma vida melhor. Os dados também podem ser uma faca de dois gumes e, portanto, requerem um contrato social que gere confiança, proteja as pessoas contra o mal uso e danos e funcione de maneira a proporcionar igualdade de acesso e representatividade.

“Os dados oferecem um enorme potencial para a criação de valor ao melhorar os programas e políticas públicas, impulsionando as economias e empoderando seus cidadãos. O ponto de vista das pessoas pobres tem sido deixado de fora desses debates globais sobre a governança de dados e precisa ser ouvido com urgência”, disse David Malpass, Presidente do Grupo Banco Mundial. “Os países de baixa renda costumam ficar em desvantagem pela falta de instituições, autonomia para a tomada de decisões e recursos financeiros, o que atrasa a sua implementação efetiva e a eficiência dos sistemas de dados e suas estruturas de governança. A cooperação internacional é necessária para harmonizar as regulamentações e coordenar as polícias de forma que o valor dos dados seja aproveitado em benefício de todos, bem como para subsidiar nossos esforços rumo a uma recuperação verde, resiliente e inclusiva.

Os dados coletados para fins públicos ou comerciais, por métodos tradicionais ou modernos, estão sendo utilizados, combinados e reutilizados de maneiras a beneficiar mais pessoas e a fornecer informações mais precisas.

Dados aprimorados ampliam a capacidade dos governos de definir prioridades e direcionar recursos de maneira mais eficiente. No Quênia, por exemplo, dados de mídias sociais e de telefonia celular, bem como relatórios oficiais digitalizados sobre acidentes de trânsito em Nairóbi, possibilitaram a identificação das vias mais perigosas e ajudaram a salvar vidas graças a melhorias na segurança de trânsito. O setor privado está usando dados para melhorar o desempenho de empresas baseadas em plataformas, que, por sua vez, impulsionam o crescimento econômico e geram comércio internacional de serviços. No Haiti, a tecnologia ajudou os produtores de manga a rastrear sua produção até o consumidor final, eliminando muitos intermediários e permitindo que eles ficassem com uma parte maior do lucro.

Métodos de dados inovadores também estão capacitando as pessoas a tomar melhores decisões e levando a melhorias no serviço público. No estado de Tamil Nadu, na Índia, o Banco Mundial apoiou o desenvolvimento de ferramentas que ajudam a enfrentar os desafios relativos à alfabetização de dados. Por meio dessas ferramentas, as preferências expressas pela população são prontamente digitalizadas e ajudam a orientar os debates da comunidade e definir suas prioridades.

“A combinação de dados de várias fontes pode promover a formulação de políticas baseadas em evidências por meio de estatísticas mais precisas e oportunas”, disse Carmen Reinhart, economista-chefe do Grupo Banco Mundial. “Os efeitos adversos da Covid-19 foram sentidos de forma desigual. Os usos inovadores de dados oferecem novas oportunidades para entender a disseminação da doença, avaliar políticas para mitigá-la e direcionar recursos do governo para as pessoas mais necessitadas.”

A Covid-19 destacou de maneira dramática as oportunidades e os desafios associados aos novos usos de dados. Os países reaproveitaram dados de telefonia celular para monitorar o vírus – mas tiveram de oferecer proteção contra o mal uso dos dados. A transformação abrupta para o mundo virtual também expôs a desigualdade digital entre aqueles que têm acesso à tecnologia e aqueles que não têm. Isso nos lembra da necessidade de trabalharmos para garantir o acesso mais equitativo à telefonia celular e à internet para as pessoas mais pobres e nos países de renda baixa. Iniciativas visando à contenção do vírus têm dificultado a coleta de dados básicos em vários países, ressaltando a necessidade de investimentos em infraestrutura, sistemas de dados e capacidade estatística.

No entanto, quanto mais os dados são usados, maior é o potencial para seu uso indevido. A concepção meticulosa de regulamentações para fortalecer a segurança cibernética e proteger os dados pessoais é essencial para gerar confiança. Em uma pesquisa global com 80 países, apenas 40% tinham disposições de regulamentação de dados baseadas em melhores práticas; incluindo menos de um terço dos países de baixa renda, embora muitos deles estejam começando a adotá-las.

Apesar de todo o potencial dos dados para o desenvolvimento, os benefícios do sistema global de dados estão, por enquanto, direcionados apenas aos mais abastados. É, portanto, uma prioridade melhorar a representatividade de pessoas marginalizadas e seu amplo acesso aos dados. Na África Subsaariana, a conectividade digital é limitada e a infraestrutura moderna para troca, armazenamento e processamento de dados é insignificante nos países de baixa renda. Esses países também encontram-se em desvantagem competitiva quando se trata de aproveitar os benefícios econômicos gerados por empresas baseadas em plataformas de dados.

O relatório reconhece a diversidade de pontos de vista em relação aos dados e o ambiente político de incertezas. Para colher todos os benefícios dos dados e criar oportunidades para todos são necessários esforços renovados para melhorar a governança de dados em cada país, bem como uma cooperação internacional mais estreita. A falta de ação tem um custo alto e leva a perdas de oportunidades e ao aumento da desigualdade. Forjar um novo contrato social sobre dados – baseado nos princípios de valor, confiança e equidade – fará toda a diferença.

O Banco Mundial, uma das maiores fontes de financiamento e conhecimento para os países em desenvolvimento, está implementando ações amplas e rápidas para ajudar esses países a responder aos impactos sanitários, sociais e econômicos da Covid-19. Isso inclui US﹩ 12 bilhões para ajudar os países de renda baixa e média a adquirir e distribuir vacinas, testes e tratamento contra a Covid-19, além de fortalecer seus programas de vacinação. O financiamento tem como base uma iniciativa mais ampla intitulada Resposta do Grupo Banco Mundial à Covid-19, que está ajudando mais de 100 países a fortalecer seus sistemas de saúde, apoiar as famílias mais pobres e criar condições favoráveis para manter os meios de subsistência e os empregos das pessoas mais afetadas.

Smiles premia vencedores de Hackathon com 1 milhão de milhas

Evento já recebeu mais de 670 inscrições e público pode se inscrever até o dia 26 de março

Com o objetivo de aprimorar o planejamento de viagens do consumidor, a Smiles realiza no próximo fim de semana seu primeiro Hackathon — uma maratona de ideias e projetos para encontrar soluções acessíveis, inclusivas e democráticas com foco na jornada do cliente e na realização do sonho de viajar.

A companhia recebeu até o momento mais de 670 inscrições e os interessados podem se inscrever até o dia 26 de março. A equipe que apresentar o trabalho mais inovador ganhará 1 milhão de milhas Smiles. O segundo e terceiro colocado ganham 500 e 250 mil milhas, respectivamente. “É gratificante ver que a nossa proposta de reunir pessoas diferentes para um encontro de ideias com o objetivo de melhorar a experiência dos clientes está no caminho certo. Estamos com muitos inscritos, superando a média prevista”, comenta Luiz Borrego, CIO da Smiles.

O “Hackathon Smiles” será 100% online, gratuito e a programação compreende sessões de mentoria, oficinas e avaliações. Até o dia 26 de março serão realizadas lives com especialistas da companhia que trarão uma visão geral da empresa. No primeiro dia, Camila Milioni, gerente de Inovação, Canais e UX da Smiles, falará sobre tendências do setor de viagens e mudanças no comportamento do consumidor. Já no segundo dia, Luiz Borrego, CIO da companhia, junto com o time de tecnologia da companhia, abordarão as principais funcionalidades tecnológicas que são utilizadas na Smiles. Por fim, no terceiro dia, Beatriz Bergamaschi Cabral, CMO da Smiles, contará sobre a história, os produtos e dados curiosos da plataforma e André Fehlauer, CEO da Smiles, finalizará falando sobre o contexto do propósito da marca e os desafios da Smiles.

Além disso, esses executivos também compõe o júri do evento que contará com outros convidados especiais ligados ao universo de viagens, turismo, entretenimento e diversidade. Entre eles Alexandre Zylberstajn, sócio-diretor do Passageiro de Primeira, site especializado em Viagens e Programas de Fidelidade, Cris Naumovs, diretora de criação e designer que já atuou em importantes revistas do país e Ricardo Silvestre, fundador e CEO da Black Influence – agência de comunicação especializada em criadores e influenciadores negros. Todos possuem uma bagagem bem interessante, com visões do mercado e um olhar voltado para a inovação e diversidade, o que vai de encontro com o processo de avaliação e essência da Smiles.

O time irá avaliar os projetos durante o fim de semana e no dia 31 de março anunciará as três equipes finalistas. Os interessados encontram mais informações no site Hackathon Smiles

Startup OLÉ-BRASIL’21: última chamada para inscrições

Encerra-se nesta sexta-feira (26) o prazo de inscrição para as startups brasileiras interessadas em criar conexões para o crescimento e desenvolvimento do seu negócio, incluindo acesso a fundos de investimentos internacionais, conhecimento e go to market para a Espanha, através do Startup OLÉ-BRASIL’21.

O evento, que conta com o apoio da Softex para a sua realização, ocorrerá virtualmente nos dias 22 e 23 de abril. Ao se inscreverem, as startups brasileiras contarão com benefícios como acesso a reuniões “one-to-one” de matchmaking com diversos investidores e corporações internacionais, participação em competição de pitch e acesso à plataforma exclusiva de networking do evento.

Entre investidores e corporações internacionais com participação confirmada estão AC Ventures, Kamay Ventures, Globant Ventures, Redwood Ventures, Artifex Angels, Dalus Capital, Hag, Cites, Capital Invent, Gridx, Impulsa Visión RTVE e Axon Partners.

“A Espanha dispõe de um ecossistema vibrante apoiado por 156 aceleradoras e tem duas de suas cidades – Madrid e Barcelona – ocupando respectivamente o 23º e 24º lugares no ranking das 50 melhores cidades do mundo para erguer a sua startup. Há, também, muitas oportunidades para aproveitar financiamentos e auxílios oferecidos pelo governo espanhol para startups e as comunidades têm total independência para lançar iniciativas de apoio a empreendedores que decidam se estabelecer nas suas regiões”, explica Ana Pires, gerente da área internacional da Softex.

As dez melhores startups selecionadas na competição de pitch do Startup OLÉ-BRASIL’21 obterão acesso direto ao Startup OLÉ Blended Edition 2021, que ocorrerá de 8 a 10 de setembro de 2021 em Salamanca, na Espanha.

Para informações adicionais e inscrições para o Startup OLÉ-BRASIL’21 acesse https://lnkd.in/eY_kpae