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Faltam profissionais de Tecnologia da Informação no Brasil

De acordo com informações da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, o Brasil forma 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano, porém, estima-se que, de 2019 até 2024, a demanda por profissionais será de 420 mil, correspondendo a uma média simples de 70 mil por ano. Se não houver mudanças, haverá um déficit de 260 mil profissionais.

O coordenador do curso de Engenharia de Computação do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, prof. Angelo Zanini, reforça que a falta de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) é antiga, mas deve piorar, pois há um mercado de desenvolvimento tecnológico amplo e em pleno crescimento. 

“O mercado de tecnologia da informação sempre esteve muito aquecido, mas, com a pandemia, houve um aumento ainda mais significativo de atividades no formato Home Office, tornando o profissional de tecnologia imprescindível para realizar toda a estrutura da computação em nuvem e fazer demais redes e sistemas funcionarem perfeitamente em qualquer lugar, além dos dados, Engenharia de Software, informática, hardwares e softwares. Cada vez mais o mercado se dá conta de quão alto é o déficit de profissionais de TI, pela falta de profissionais bem qualificados a contratar”, comenta prof. Zanini. 

Formação de excelência

O profissional de TI relaciona-se com vários setores da organização, normalmente propondo soluções inovadoras e solucionando problemas referentes a servidores, uso de softwares e implantação e administração de sistemas, a fim de impulsionar as atividades de todos os envolvidos. Por isso, as universidades devem preparar o profissional com um olhar mais amplo sobre os aspectos específicos da área com uma diversidade de formações, como faz a Mauá.

“Formamos em torno de 30 Engenheiros de Computação ao ano e todos, sem exceção, formam-se já empregados. Priorizamos, mais do que adquirir conhecimentos específicos, trabalhar outras habilidades como ambiente, comunicação, estratégia, processos, dinamismo, empreendedorismo, criatividade e inovação, por exemplo. Entender tudo o que for relativo à tecnologia da informação não é suficiente. É necessário também ter visão de negócios para tomadas de decisões assertivas. Conhecimento de línguas, proatividade e senso de responsabilidade são grandes diferenciais para o profissional que aspira a se especializar dentro ou fora do País, atuar em empresas de destaque e crescer na carreira”, comenta o prof. Zanini, que ainda lembra que a Mauá promoverá vestibular no meio do ano para ingresso no curso. 

Cooperação é uma exigência em um mundo competitivo

Um tema que tem ganhado importância tanto em estudos sobre comportamento humano como também em discussões é a cooperação. Aplicada em conjunto com a colaboração é possível dinamizar o ambiente de trabalho e transformar uma empresa, tornando-a mais competitiva.

Poucas vezes ao longo da história da gestão de pessoas se ouviu tanto essas palavras: colaboração e cooperação. E por que elas ganharam tanta importância?

Em um ambiente corporativo que exige uma dinâmica muito acelerada e a competitividade se acirra, é preciso que o conhecimento dentro da organização circule mais rápido.

“As pessoas precisam deixar de lado diferenças pessoais e trabalhar em união. Na verdade, operar juntas é o significado de cooperar, enquanto o de colaboração é laborar, trabalhar em conjunto, explica João Roncati, diretor da People+Strategy, consultor e especialista de longa data em estratégia, planejamento e gestão por competências.

Quanto mais dinâmico e competitivo é um ambiente de trabalho, quanto mais se enxerga os profissionais que trabalham na empresa como capital intelectual, maior é a necessidade de se estimular a cooperação e a colaboração.

A cooperação nem sempre é fácil de conseguir no local de trabalho, mas o esforço vale a pena porque conduz a um espaço harmonioso e produtivo. A cooperação pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso para muitas empresas.

Quando os colaboradores dedicam mais tempo às suas tarefas em um local de trabalho cooperativo, eles são mais produtivos e as coisas são feitas com mais rapidez e eficiência. Tempo valioso não é perdido resolvendo disputas e conflitos quando há colaboração no local de trabalho.

“E esse processo é simples e nasce sozinho, basta juntar as pessoas? Ledo engano, nós somos competitivos por questões culturais. Serão necessários elementos e ferramentas para estimular, controlar e premiar cooperação e colaboração se ela for importante para o negócio”, finaliza o especialista.

Diretor executivo do PMI para a América Latina participa do penúltimo dia do Colisão Agile Trends, nesta 4ª feira

Ricardo Triana vai falar sobre a visão do PMI em relação ao futuro no evento online que aborda o aprendizado sobre agile, gestão e tendências

O diretor executivo do Project Management Institute (PMI) para a América Latina, Ricardo Triana, é convidado para dar a visão da associação sobre o futuro, nesta 4ª feira, a partir das 11h20, no Agile Trends, evento online que reúne várias sessões com palestras, workshops, keynotes e cases relacionados à Metodologia Ágil.

O Agile Trends acontece até o dia 1º de abril e é voltado para agilistas, gerentes de projetos e interessados, que podem fazer networking, trocar experiências e se atualizar sobre as tendências. Outras informações no site http://agiletrendsbr.com/ .

BC autoriza dois arranjos e uma instituição de pagamentos relacionados ao WhatsApp

O Banco Central do Brasil (BC) concedeu, nesta terça-feira (30/03), autorização para o funcionamento:


a)de dois arranjos de pagamento classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa do Brasil Empreendimentos Ltda. (Visa) e pela Mastercard Brasil Soluções de Pagamento Ltda. (Mastercard); e

b)de uma instituição de pagamentos na modalidade Iniciador de Transações de Pagamentos pela Facebook Pagamentos do Brasil Ltda. 


Esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensageria instantânea do WhatsApp (Programa Facebook Pay). As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários. 


As autorizações de hoje não incluem os pleitos da Visa e da Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise no BC.

O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos.


A relação atualizada dos arranjos integrantes do SPB autorizados pode ser encontrada aqui.

Fonte: Banco Central do Brasil

Grupo Climatempo e Somar Meteorologia se unem para criar a maior empresa de meteorologia do hemisfério sul

O Grupo Climatempo, líder em serviços de meteorologia no Brasil, e a Somar Meteorologia, assinaram ontem uma parceria estratégica na qual a Climatempo adquire 100% da Somar e seus fundadores passam a fazer parte do conselho de administração. Com atuação em diversos segmentos da sociedade, como agricultura, energia, mídia, transporte, mineração, construção, varejo entre outros, a união das duas empresas faz com que a Climatempo tenha condições de ser protagonista global de fornecimento de dados e soluções para os setores produtivos do Brasil e da América Latina. Carlos Magno do Nascimento, fundador e presidente do Grupo Climatempo, permanece no comando da empresa como CEO e Marcos Massari, CEO da Somar Meteorologia, passa a fazer parte do conselho de administração. 

De acordo com Soeren Andersen, CEO da StormGeo, a combinação entre Somar e Climatempo permitirá um melhor atendimento aos clientes da América do Sul, oferecendo uma ampla gama de serviços e desenvolvimento de produtos focados e ágeis. “Na StormGeo, estamos muito entusiasmados com esta transação e damos boas-vindas à Somar, seus fundadores e funcionários.” 

Para Marcos Massari, CEO da Somar Meteorologia, a Fusão da Somar & Climatempo agrega um imenso valor ao mercado. “Certamente juntos seremos mais fortes e competitivos para enfrentar a concorrência dos grandes players internacionais, e assim conquistar o mercado LATAM. Com a fusão teremos o portfólio mais completo do mercado, para melhor atender as necessidades de nossos clientes.” 

A transação completa a transformação da Climatempo que, nos últimos anos, expandiu seu foco para o consumidor final em vários segmentos, apostando na inovação e em tecnologia. Desde 2019, a Climatempo faz parte do Grupo StormGeo, líder global em inteligência meteorológica e soluções para suporte à decisão. Combinando forças, as duas companhias estarão posicionadas de forma única para fornecer inteligência meteorológica inovadora não apenas para o Brasil, mas para toda a América Latina. 

“Iniciamos as negociações com a Somar há alguns meses e nossas conversas foram no sentido de ampliar de forma significativa a nossa atuação B2B. Temos uma grande expertise nas áreas de energia, agricultura e em mídia, e a chegada da Somar vem nos dar ainda mais robustez para avançar junto a estes mesmos segmentos, que as são apostas para 2021, além de nos fortalecer em monitoramento ambiental”, afirma Carlos Magno, CEO da Climatempo. Ele revela também que outra novidade no radar é o lançamento de um produto que faz uso de inteligência artificial para interpretar em tempo real o impacto das variáveis atmosféricas. 

A transação foi assessorada pela STARK, primeira M&ATech do Brasil. “Estamos juntos da Somar desde o princípio da decisão de fazer M&A e a nossa principal preocupação foi encontrar um match alinhado com as expectativas da Somar. A Climatempo foi a escolha perfeita para o sucesso da fusão”, afirma João Vitor Carminatti, CEO da STARK, Assessor de M&A da Transação.

A BRG Capital atuou como consultora do Grupo Climatempo e StormGeo na transação. 

Presidente sanciona lei sobre o Governo Digital e aumento da eficiência pública

Lei dispõe sobre princípios, regras e instrumentos para o aumento da eficiência da administração pública, especialmente por meio da desburocratização, da inovação, da transformação digital e da participação do cidadão

O Presidente da República sancionou ontem, 29, a Lei 14.129, conhecida como “Governo Digital”, que trata sobre princípios, regras e instrumentos para implementação de iniciativas de Governo Digital e para o aumento da eficiência pública, ao estabelecer diretrizes para o ecossistema de governo digital, visando a desburocratização, inovação, transformação digital e a participação do cidadão.

“Na prática, isso significa que o Governo irá oferecer cada vez mais serviços através dos meios digitais, na plataforma única Gov.br, com acesso por computadores ou dispositivos móveis, privilegiando a disponibilização de autosserviço, ou seja, quando o próprio usuário acessa e consome o serviço sem a necessidade de mediação”, afirma Thais Covolato, coordenadora do Comitê de Identidades Digitais da camara-e.net, principal entidade multissetorial da América Latina e entidade brasileira de maior representatividade da Economia Digital.

Para isso, atestados, certidões, diplomas e outros documentos comprobatórios poderão ser emitidos por entes públicos de forma digital com assinatura eletrônica, de acordo com os níveis estabelecidas na Lei nº 14.063/2020: assinatura eletrônica simples, avançada ou qualificada (sendo que esta última é aquela realizada com certificado digital no padrão da ICP-Brasil, com validade jurídico e efeito contra terceiros).

“A Lei do Governo Digital é um ativo que impulsionará a modernização do país em relação à prestação dos serviços públicos de forma eletrônica, sem deixar de prover o atendimento presencial àqueles que não tem acesso aos meios digitais. E, naturalmente, os serviços públicos eletrônicos são uma forma de capacitar e inserir a sociedade na era digital”, finaliza Thais.

Ipea projeta crescimento de 3% do PIB em 2021

Alta está condicionada ao avanço da cobertura vacinal contra a Covid-19 no ano. Para o primeiro trimestre, previsão é de queda de 0,5%

Após uma recuperação de certo modo surpreendente da economia brasileira em 2020, dado o contexto da pandemia de Covid-19, o escopo para a política econômica se contrapor aos efeitos do recente agravamento da crise sanitária neste ano ficou mais restrito. Esse cenário levou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a projetar em 3% o crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2021, com queda estimada de 0,5% no primeiro trimestre do ano, na comparação com ajuste sazonal.


Além do impacto da pandemia e do endurecimento das medidas de isolamento social por parte de governos estaduais e municipais sobre o ritmo da economia, as previsões para 2021 também levam em conta as incertezas quanto à capacidade de se promover os ajustes nas contas públicas necessários para uma trajetória fiscal equilibrada. Outro fator de risco é a aceleração inflacionária, refletindo a alta nos preços administrados acima do esperado no início deste ano e a desvalorização cambial, com impactos principalmente nos preços dos alimentos e dos bens industriais.
A análise da conjuntura econômica brasileira divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ipea aponta que o segundo semestre do ano deve ser marcado pela retomada do crescimento do PIB e pelo aumento da confiança de consumidores e empresários a partir do avanço da cobertura vacinal contra a Covid-19. As hipóteses cruciais desse cenário são que as questões associadas à pandemia já estejam sob controle e que seja possível conter as atuais incertezas fiscais. A questão fiscal, aliás, é analisada em detalhe numa perspectiva de curto e longo prazos a partir da discussão do Orçamento para 2021 e da EC 109, ambos recém-aprovados pelo Congresso.


Para 2022, a projeção é de crescimento de 2,8% do PIB, em um cenário de manutenção da retomada da atividade econômica esperada para o segundo semestre deste ano. Embora o crescimento projetado para 2022 seja um pouco menor que o de 2021, o esforço de crescimento ao longo de 2022 seria maior, pois a base de comparação (o PIB de 2021) é significativamente maior.


O documento contempla uma análise do efeito do preço das commodities sobre a atividade econômica. No Brasil, o peso das commodities no total das exportações no último ano foi de 65%, e a participação no PIB de 12%. Os dados mostram que o aumento do preço das commodities e o crescimento do PIB seguem um padrão muito similar. Sendo assim, espera-se que a atual trajetória de alta dos preços internacionais das commodities contribua positivamente para a retomada da economia brasileira.


Ao mesmo tempo que contribuem positivamente para a atividade econômica, a alta das commodities pressionam a inflação. A estimativa do Ipea para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 é de 4,6% de variação. O resultado considera as surpresas inflacionárias adversas no início do ano, especialmente para os preços administrados, bem como o recente período de seca nas principais regiões produtoras de carne e leite. Para 2022, no contexto de uma política monetária mais apertada e sob a hipótese de que as atuais incertezas fiscais sejam controladas, o IPCA deve variar 3,4%.


Os pesquisadores também divulgaram uma nota com os indicadores mensais da atividade econômica, cujo desempenho aponta para acomodação no ritmo de crescimento da economia no primeiro trimestre de 2021. O Grupo de Conjuntura do Ipea estima, para fevereiro deste ano, crescimento nulo na produção industrial, avanço de 0,8% para as vendas no varejo e alta de 0,6% no setor de serviços.
Acesse a Visão Geral da Carta de Conjuntura

Acesse a nota de conjuntura sobre atividade econômica

Projeto piloto da Squid é aprovado no programa da Ambev Tech

A Squid, empresa líder em marketing de influência e comunidades do Brasil, teve seu projeto piloto aprovado no programa “Além”, da Ambev Tech. O objetivo é apoiar as startups brasileiras, impulsionar o seu crescimento e gerar impacto na sociedade, por meio da criação de conexão entre empresas e geração de novos negócios.

A Squid esteve envolvida em um processo criativo, em conjunto com a Ambev, no qual definiram oportunidades, criaram hipóteses e estratégias, bem como as apresentações de propostas do piloto. Por fim, a startup foi escolhida para criar novas soluções de impacto onde vão agregar valor a todo ecossistema da empresa.

Foram três dias de imersão para a cocriação de esboços junto a equipe da Ambev. O planejamento será executado entre os dias 12 de abril e 12 de julho. Para saber mais acesse: http://www.ambev.com.br/alem

TIVIT lança Pitch Day: iniciativa aproxima startups e abre oportunidades para aquisições

A TIVIT, multinacional brasileira e one-stop-shop de tecnologia, está buscando novas parcerias com startups que tenham vontade de transformar ideias em soluções para o mercado. Após a criação da TIVIT Ventures, o seu braço para aquisições com capital de R$ 400 milhões para investimentos até 2025, a companhia anuncia a criação do TIVIT Pitch Day. Trata-se de um espaço para aproximar startups do ecossistema da TIVIT, que, por meio do site https://labs.tivit.com/pitch-day/ permite que empreendedores enviem os seus pitchs com maior agilidade. Com isso, as startups selecionadas poderão ofertar as suas soluções no marketplace de serviços da TIVIT, o que garante acesso à uma ampla gama de clientes para acelerar os seus negócios.

“O Pitch Day nasceu da necessidade de encontrar startups inovadoras para a resolução de problemas do mercado de forma eficiente e ágil”, explica George Bem, CTO, diretor de inovação da TIVIT e responsável pelo TIVIT Labs.  “Com a iniciativa, abriremos uma sessão por mês para conhecer as startups inscritas e que poderão nos apresentar as suas soluções. A prioridade é identificar as que são altamente inovadoras, que trabalhem em modelo SaaS, e tenham interesse em escalar os seus negócios ou dar início a um processo de aquisição”, detalha Eduardo Sodero, Cheif Strategy Officer e head de M&A da TIVIT.

O Pitch Day abre espaço para as primeiras inscrições já em março – o prazo de encerramento é 16 de abril – para a realização da primeira sessão no dia 22 de abril. Para o cadastro, é necessário enviar uma apresentação da startup e esclarecer qual o problema de mercado solucionado. Com a ideia aprovada, cada empreendedor terá um tempo para defender o seu pitch e mais dez minutos para debater a solução com especialistas da TIVIT. 

Como benefício, as startups aprovadas poderão ser incluídas no portfólio de serviços da TIVIT. Ou seja, poderão ofertar as suas soluções para toda a base de clientes da multinacional, uma forma de acelerar os negócios e exponenciar o crescimento. Além disso, caso seja de interesse do empreendedor, ele poderá participar de rodadas de negociações com a TIVIT Ventures, voltada para a aquisição de startups.

Investimento em inovação

O lançamento do Pitch Day é mais um fruto do alto investimento em inovação feito pela TIVIT nos últimos anos. Em 2020, foi lançado o TIVIT Labs, um laboratório de inovação em São Paulo para o desenvolvimento de soluções ainda não encontradas no mercado. A TIVIT Ventures, por sua vez, concentra o investimento de R$ 400 milhões em cinco anos para a aquisição de startups de alta escalabilidade. Com o Pitch Day, a TIVIT reforça a sua inserção no ecossistema de startups, com o objetivo de estimular a criação de negócios inovadores no Brasil.

Mais informações sobre o Pitch Day estão no link: https://labs.tivit.com/pitch-day/ 

Instituto aponta principais tendências em capitalismo consciente

ESG, modelo de trabalho híbrido e saúde mental serão protagonistas das discussões este ano, segundo o Instituto Capitalismo Consciente Brasil 

Com as restrições impostas pela Covid-19, as empresas vêm adotando novos olhares para a relação com todos seus stakeholders, com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia e humanizar os negócios. Neste cenário, o Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) enxerga o fortalecimento de algumas tendências para 2021 no que diz respeito à gestão e posicionamento das companhias.

“Todos os anos observamos alguns assuntos que permeiam o mercado e entendemos que a pandemia poderá catalisar práticas empresariais estruturadas nos pilares propósito, equidade, valores e liderança. Precisamos, mais do que nunca, construir relações mais saudáveis com toda a cadeia produtiva e diminuir a desigualdade. Nesse sentido, entendemos que ESG, a oficialização do modelo híbrido de trabalho e o viés da saúde mental serão os principais tópicos de discussão nas empresas”, argumenta Hugo Bethlem, chairman do ICCB.

Modelo híbrido de trabalho

A sensação de não ‘trabalhar em casa’, mas sim de ‘dormir no emprego’ se tornou uma verdade para muita gente, pois as pausas no trabalho presencial foram eliminadas pela ementa de vídeo conferências e confusão das atividades profissionais, escolares e familiares, não permitindo criar rotinas claras. Somada à necessidade humana de ter convivência visceral, o home office, antes tão sonhado e desejado, está causando desgaste mental e emocional em muitas pessoas. 

“Um estudo da Microsoft mostrou que 78% das pessoas em home office estão com desgaste de sua saúde mental, física e emocional e até espiritual. Quando falamos de um modelo híbrido de trabalho é muito importante separar em dois momentos: o atual, onde ainda vivemos e viveremos por um longo tempo a pandemia, onde há a permanente ameaça de lockdowns (para salvar vidas) e nos restringe o direito de escolher se vamos trabalhar ou estudar presencialmente ou ficarmos em casa on-line. E o momento pós-pandemia, que será quando mais de 80% da população estiver vacinada e, a decisão de trabalharmos onde quisermos será nossa”, complementa Bethlem.

ESG

A sigla ESG (em inglês Environment, Social and Governance), diz respeito a três fatores na medição da sustentabilidade e impacto social de uma empresa: ambientais, sociais e de governança. Esta avaliação considera que o lucro é consequência do propósito verdadeiramente vivido pela empresa com valores e um líder consciente, que pratica e alinha todos stakeholders nesse propósito.  

Na visão do chairman do ICCB, o termo deveria ser GSE, com Governança em primeiro lugar, para garantir a veracidade, a transparência e a sustentabilidade de todas as ações no Social e, consequentemente, no Ecossistema Ambiental. 

“Ter governança é pensar e agir sempre orientado para o propósito do negócio, não importando a circunstância. Acreditar no papel em ‘servir’ os seus stakeholders gerando oportunidades e riqueza para todos, enquanto trabalha na maximização do retorno ao seu acionista é fundamental. Também é importante frisar que o Social deve começar dentro da companhia, analisando e perguntando: pagamos o máximo e justo que poderíamos para proporcionar a dignidade mínima para cada colaborador? Encaramos de frente os desafios de diminuir a desigualdade de gênero, raça, LGBTQIA+, PCD, remuneração, condições de trabalho? Depois de pensar nestas questões e nas pessoas, podemos incluir a comunidade que nos recebeu e da qual fazemos parte”, explica Bethlem.

Saúde mental

Frente a um cenário de pandemia, com o isolamento social recomendado por governos e pela Organização Mundial da Saúde, é fundamental o olhar humanizado para o bem-estar mental das pessoas. A solidão causada pela restrição de contato físico tem levantado esta preocupação.

Ainda segundo Bethlem, há muitos desafios sendo enfrentados, tanto individualmente como coletivamente, principalmente em um país tão desigual quanto o Brasil. “As empresas precisam ter um líder consciente que amenize os problemas que afetam o emocional e a performance das pessoas, e entenda o momento conturbado que estamos vivendo. Promover ações de autocuidado e buscar uma rotina mais leve são alguns dos detalhes que podem fazer muita diferença na vida de quem está com ansiedade ou sofrimento psicológico. Além disso, é importante criar uma rede de confiança e compreensão dentro das empresas, pois este é um momento bastante intenso e incomum. O senso de comunidade, de pertencimento, de uma cultura forte dentro das companhias é uma das chaves de manter a saúde mental e a produtividade em tempos de isolamento. Mas esse CEO não foi treinado para esse momento e precisa também de ajuda”, finaliza o chairman do Instituto Capitalismo Consciente Brasil.

KPMG: consumidor brasileiro ficou mais crítico e digital na pandemia

A ampla maioria (94%) dos consumidores brasileiros que mudaram seus comportamentos de compras durante a pandemia pretendem continuar usando sites de e-commerce, plataformas online ou market places daqui para frente. Além disso, a maioria deles (80%) valorizam substancialmente a qualidade da experiência digital que mantêm com as empresas. Essas são algumas das conclusões da terceira edição da pesquisa “Me, my life, my wallet” (Eu, minha vida, minha carteira), conduzida pela KPMG com mais de 18 mil consumidores de 16 países, regiões e jurisdições.

O conteúdo também revelou que praticamente metade (53%) dos consumidores brasileiros consideram o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) uma prioridade nos relacionamentos online. Outro dado é que um terço deles (31%) atualizaram suas configurações de privacidade de mídias sociais antes da pandemia, percentual que aumentou para 38% posteriormente.

“Os canais digitais são cada vez mais relevantes para as empresas. Contudo, essa presença digital deve estar baseada em prioridades, como segurança, confiança e experiência positiva do consumidor, a qual demanda elementos logísticos e tecnológicos altamente eficientes. No futuro breve, muitos negócios vão se concentrar nos ambientes digitais. Para tanto, as empresas devem investir mais em tecnologia para criarem e oferecerem experiências relevantes e personalizadas para consumidores cada vez mais exigentes. As que tiverem sucesso nesta jornada certamente estarão à frente da concorrência no mercado e nos negócios”, afirma Fernando Gambôa, sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil e América do Sul.

Ainda sobre a realidade brasileira, os dados revelam que a maioria (81%) dos entrevistados estão atualmente comprando mais online, enquanto mais da metade (58%) estão usando tecnologias diferentes das que estavam acostumados. Além disso, as visitas às lojas de varejo tradicionais caíram 70%, com 56% das pessoas usando mais e-commerce de varejistas tradicionais para compras e 53% acessando plataformas ou mercados online.

Os brasileiros também estão mais confiantes na eficiência e credibilidade do comércio online. No varejo não alimentar, 57% dos entrevistados continuarão sendo consumidores digitais após a diminuição das restrições, com 39% considerando que as compras online são mais rápidas e oferecem mais variedade. Outro dado é que a segurança digital é tão fundamental que o número de pessoas que se recusam a fornecer dados pessoais aumentou. Estas pessoas representavam 9% dos entrevistados antes da pandemia, aumentando posteriormente para 13%.

“A pandemia mudou para sempre os comportamentos dos consumidores. Eles estão mais seletivos em suas decisões. Os critérios deles são mais complexos e, antes de comprarem produtos e serviços, analisam marca, propósito, reputação, segurança, conveniência, integridade e confiabilidade. Outro dado é que a pandemia fez com que empresas que de fato colocam os consumidores no centro do negócio e das estratégias se diferenciassem dos concorrentes. As empresas mais adaptadas à nova realidade terão resultados melhores, e prever o comportamento do cliente é determinante para a construção de relações positivas e rentáveis”, afirma Augusto Puliti, sócio-líder de Experiência do Cliente da KPMG no Brasil.

Sobre dados globais, a pesquisa da KPMG também evidenciou que: 90% dos consumidores estão dispostos a pagar mais a um varejista ético; 80% preferem comprar de marcas com ações que se alinham às suas crenças e valores; 49% estão mais concentrados em poupar do que em gastar; 40% preferem perder a carteira do que o telefone celular; 40% das crianças gastam, em média, uma a duas horas por dia com o celular; 34% dos consumidores de 10 a 14 anos de idade têm acesso a um telefone móvel; e 33% estão preocupados com a saúde pessoal, com 86% se concentrando mais em saúde e bem-estar.

O conteúdo está disponível na íntegra no link – http://assets.kpmg/content/dam/kpmg/xx/pdf/2021/02/me-my-life-my-wallet.pdf

Genial Investimentos otimiza gestão de equipe em trabalho remoto

A Genial Investimentos, plataforma que facilita o acesso ao mercado financeiro no Brasil, investiu em novas formas de gerir a equipe de forma remota. Desde 2020, a empresa, que possui mais de 300 mil clientes e mais de 45 bilhões de reais em ativos, opera com métricas e análises de dados geradas pelo IBIS – Instant Business Intelligence Server, para otimizar a administração e a tomada de decisões estratégicas para a empresa.

Alinhado às necessidades alavancadas pela pandemia de um monitoramento preciso e eficaz do trabalho remoto, a Instant Solutions desenvolveu o IBIS com o objetivo de ampliar a capacidade de análise de dados nas empresas. A ferramenta, atualmente utilizada por 30 colaboradores da área de atendimento da Genial Investimentos, oferece uma série de painéis que otimizam o gerenciamento da equipe, como os principais indicadores de operações [chamadas em curso, em fila e em atendimento, URA, nível de serviço, entre outros].

Além disso, é possível gerar gráficos da evolução das operações e filtrar as métricas por departamentos ou até mesmo verificar os índices de cada colaborador. A ferramenta, por registrar o horário de login nas máquinas remotas, funciona também como um dispositivo de gestão de jornada de trabalho. “Nosso propósito é democratizar o mundo dos investimentos para o brasileiro, e utilizar o IBIS, além de otimizar a gestão da equipe, nos possibilita um melhor planejamento, antecipação de problemas, análise e entendimento das demandas dos clientes”, pontua o head de Atendimento ao Cliente da Genial Investimentos, Bruno Máximo.

Para o fundador e diretor-executivo da Instant Solutions, Paulo Mannheimer, “Investir em comunicação corporativa é investir também nos colaboradores. Optar por ferramentas personalizáveis que otimizem a gestão do quadro de colaboradores em trabalho remoto é uma forma de aumentar a produtividade, melhorar a satisfação da equipe e dos clientes, e fazer escolhas mais assertivas para o negócio”.

Como tornar sua empresa mais atraente para profissionais de tecnologia?

Por Diego Barbosa, gerente da Yoctoo

Os profissionais de TI nunca foram tão demandados quanto agora. Com a pandemia, a tecnologia se tornou a única forma de muitas empresas continuarem operando. Logo, a demanda por esses profissionais – que já era alta – ficou ainda maior.

Mesmo formando mais de 46 mil profissionais por ano, esse número está longe de ser suficiente. Como consequência, esses profissionais estão escolhendo seus empregos, fazendo com que as empresas precisem se esforçar muito mais para se tornarem atraentes.

Como trabalho com recrutamento e seleção de TI há muitos anos, estou em contato direto com eles e sei exatamente quais costumam ser suas maiores exigências no momento de avaliar novas oportunidades de carreira. Por isso, listei aqui cinco dicas preciosas de como chamar a atenção desses profissionais:

#1 CAPACITAÇÃO – Crie um ambiente de aprendizagem: Profissionais de TI gostam de estar por dentro das novidades – e tem sempre uma ferramenta, uma plataforma ou mesmo uma tecnologia totalmente nova. Então, é imprescindível que a empresa ofereça oportunidades para que eles estejam sempre em contato com o que existe de mais recente nessa área. Eles realmente levam muito a sério a ideia de estudar continuamente. A empresa tem que ser uma escola. É preciso proporcionar espaços de capacitação, seja internamente ou mesmo por meio da oferta de bolsas para cursos de especialização. Existem diversos cursos específicos voltados para as mais diversas áreas de TI que podem contribuir para a profissionalização desses profissionais e prepará-los para as demandas e exigências do mercado. É preciso investir nisso.

#2 BRANDING – Construa uma boa marca: Um levantamento feito pela Fundação Escolar mostrou que para 55% dos líderes das empresas, a competição com grandes organizações de tecnologia é um dos maiores desafios no recrutamento e retenção desse tipo de profissional. Muitos sonham em trabalhar nas big techs, que tem a tecnologia em sua atividade principal. Então, se sua empresa não é desse meio, o melhor a fazer é criar uma boa estratégia de marca, mostrando o quanto a área é relevante e valorizada pela empresa. Apresente grandes projetos com tecnologia de ponta, como e-commerces e ações de transformação digital, evidenciando que a empresa tem uma mentalidade voltada à inovação.

#3 EMPLOYER BRANDING – Invista em uma experiência de marca: Uma vez que sua empresa tenha conseguido contratar bons profissionais de TI, outro grande desafio é retê-los. Para isso, é importante investir na jornada do colaborador, mostrando o quanto a empresa trabalha para que ele viva experiências memoráveis em sua carreira. Crie projetos envolventes, que despertem o desejo de participar, de contribuir para a construção de algo realmente valioso e relevante não só para a empresa, como para a sociedade como um todo. É necessário criar engajamento e ser coerente com o propósito da organização. Para isso, o RH tem um papel fundamental, atuando positivamente no clima organizacional.

#4 JORNADA – Ofereça um bom plano de carreira: Com tantas vagas e poucos profissionais capacitados disponíveis, é natural que os salários fiquem inflacionados. Óbvio que uma boa remuneração faz diferença, mas um plano de carreira atrativo não quer dizer apenas cifras elevadas. É importante que a empresa ajude o colaborador a visualizar seu crescimento ali dentro, quais serão os degraus que irá subir e o que ele irá ganhar, aprender e contribuir durante sua jornada ali dentro. É importante dizer também que esses profissionais tendem a valorizar a flexibilidade de horários, o home-office e principalmente, uma proposta clara de crescimento profissional, tanto do ponto de vista da aprendizagem quanto da remuneração. Muitas empresas apostam em altos bônus e até em ações da companhia, despertando o intraempreendedorismo e uma remuneração com base em resultados.

#5 MISTURE-SE – Interaja e seja parte das comunidades: A melhor forma de se manter no radar dos profissionais de TI é estar onde eles estão. É importante interagir com a comunidade por meio de hackathons, que são verdadeiras maratonas de programação; Meetups, encontros que promovem a troca de experiências, cases e boas práticas ligadas a interesses em comum e os Bootcamps, que são treinamentos imersivos que visam o desenvolvimento de habilidades em diversas áreas, entre outros tantos caminhos. É preciso mostrar que a empresa, mesmo que não tenha tecnologia como sua atividade principal, investe fortemente na área e está preocupada com o constante desenvolvimento desses profissionais. Ter líderes inspiradores, que estão sempre em evidência, seja nos eventos ou universidades, é um atrativo e tanto para eles.

A dificuldade em contratar profissionais de TI qualificados é uma realidade, mas não desanime! Se sua empresa tiver uma forte cultura de inovação, as chances de atrair profissionais mais qualificados são maiores. Tenha em mente o que esses profissionais valorizam e trabalhe para que eles saibam que sua empresa tem tudo o que eles desejam para ter uma carreira brilhante.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, recebe apoio de 11 entidades em candidatura para compor o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade

Com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, indica seu presidente, Rodolfo Fücher, para a vaga de Entidade Representativa do Setor Empresarial no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Nesse sentido, a associação pretende assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, sustentável, dinâmico e competitivo globalmente.

A indicação visa trazer diversidade ao colegiado, agregando a perspectiva e o conhecimento de seus mais de 35 anos de experiência no mercado de tecnologia, como executivo de empresas nacionais e multinacionais, empresário, empreendedor e conselheiro de empresas ligadas aos setores de saúde e financeiro. Fücher é formado em Tecnologia da Informação pelo Mackenzie, pós-graduado em Marketing pela ESPM, e possui cursos sobre governança corporativa pelo IBGC, estratégia digital pela Columbia Business School, macroeconomia global pelo MIT Sloan School of Management, venture capital pela Berkeley – Hass School of Business, neurociência pela Wharton School, governança e nova economia pelo GoNew, e convergência tecnológica pela Singularity University.

“Como presidente da ABES, represento cerca de 2 mil empresas do setor, sendo 77% micro e pequenos empresários. Trabalhamos em conjunto para desempenhar um papel fundamental de estimular o desenvolvimento do empreendedorismo, pois entendemos que é vital para assegurar o crescimento econômico e a competitividade do Brasil. Desta forma, pretendo somar minha visão do setor produtivo e de empreendedorismo à experiência jurídica, que caracteriza a maioria dos demais indicados ao conselho pelo setor privado”, explica.

Dentro das atividades desenvolvidas pela entidade é importante ressaltar o trabalho que vem sendo feito para fornecer referências, educar e propagar a cultura de privacidade e proteção de dados ao mercado em geral, não apenas aos seus associados, devido a importância do tema.

Em parceria com a EY, criou a ferramenta online de Diagnóstico LGPD , para que as empresas que estão em fase de implementação de regras de boas práticas e de governança baseada na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), verifiquem seu nível de adequação ao projeto. A solução consiste em um questionário sigiloso por meio do qual as empresas podem fazer uma auto avaliação referente aos diferentes pontos exigidos pela lei. Após o preenchimento, a ferramenta oferece um diagnóstico quanto ao grau de adequação da empresa com sugestões contextualizadas ao resultado. A plataforma já auxiliou mais de 3 mil companhias no país e se tornou referência nacional de estatística para a imprensa e para decisões de políticas públicas sobre o tema.

Paralelamente ao lançamento do Diagnóstico LGPD, a ABES, também em parceria com a EY, desenvolveu uma série de indicadores que demonstram estatisticamente, com base nos diagnósticos realizados, o nível de aderência aos requisitos previstos na LGPD, classificado por porte da organização, seguimento e região geográfica, incluindo análise de três aspectos: tecnologia, processos e pessoas. Além disso, o dashboard indica o porcentual de empresas que sofreram algum tipo de incidente durante os dois últimos anos, e a taxa de companhias que coletam dados sensíveis: http://abessoftware.com.br/LGPD/.

Para fomentar o interesse das empresas no assunto e orientá-las sobre como cumprir a lei, a associação criou a ABES ACADEMY, setor de educação e formação continuada, que já capacitou centenas de pessoas com o curso sobre proteção de dados, privacidade e segurança da informação. O curso “Lei Geral de Proteção de Dados: Fundamentos e Implementação” oferece aos participantes um importante conhecimento teórico e, principalmente, informações práticas para a adequação da organização à LGPD, destacando as etapas de diagnóstico, mapeamento dos dados existentes em poder da organização, definição de procedimentos e processos, definição dos responsáveis e governança.

“Esse curso é um dos poucos que contempla tanto as questões que envolvem a implementação jurídica quanto a técnica, então é uma ferramenta completa para quem precisa aprender e ficar em conformidade. Não há mais tempo a perder, as organizações precisam se adequar o mais rápido possível”, ressalta o presidente da ABES.

Antes mesmo de entrar em vigor, em 2018, a entidade criou o “Grupo de Trabalho Lei Geral de Proteção de Dados”, no qual as associadas, com auxílio do departamento jurídico da associação, ainda realizam reuniões mensais de estudo da legislação e trocam experiências sobre a jornada de adequação.

“Sempre nos preocupamos com a conformidade das empresas perante à LGPD, por isso também somos integrantes e um dos líderes da Frente Empresarial em Defesa da LGPD e Segurança Jurídica , grupo que congrega mais de 70 entidades de diferentes setores da economia brasileira, que representam cerca de 70% do PIB nacional”, expõe Fücher. A Frente Empresarial assumiu como missão a busca por um mínimo denominador comum dentro do setor privado capaz de auxiliar o Conselho Diretor da ANPD e outras autoridades brasileiras na tarefa de trazer segurança jurídica para a LGPD e disseminar a cultura de proteção e privacidade de dados pessoais para estabelecer critérios de governança e boas práticas a serem gradualmente implantadas.

A candidatura da ABES também é apoiada por outras entidades como a LIS Brasil – Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Sistemas de Informação Laboratorial; AARB – Associação das Autoridades de Registro do Brasil; FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática; Instituto MicroPower; BSA | The Software Alliance; ABRADISTI – Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação; SUCESU – Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações de São Paulo; ABINC – Assocação Brasileira de Internet das Coisas; BUSBC – Brazil-United States Business Council; ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança e AbraHosting – Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet.

Exportação de ônibus segue favorecida pela alta do dólar

Ônibus urbanos da Marcopolo, exportados para a Guatemala. Foto: Humberto Michaltchuk/Prata Gelatina

As exportações de ônibus seguem favorecidas pela desvalorização do real frente ao dólar e abrem oportunidades para as empresas brasileiras. A Marcopolo prevê que, em 2021, as exportações seguirão promissoras com a retomada do transporte em nível global, afetado pela pandemia. A companhia, que fechou 2020 com 3.416 unidades destinadas ao exterior, inicia o ano com a exportação de 30 ônibus urbanos Torino à Guatemala. A marca é líder em exportações no seu segmento.

Os veículos, que serão entregues no começo de abril, farão o transporte de passageiros da cidade de Santa Catarina Pinula. As unidades são equipadas com itens de biossegurança da plataforma BioSafe, como pega-mãos em material antibacteriano e dispenser de álcool em gel. A venda foi realizada em parceria com a Volvo pela Centrobus, representante da Marcopolo na América Central.

“A Marcopolo fortaleceu sua presença no mercado internacional em 2020, com uma alta histórica de demanda por modelos urbanos. O mercado latino-americano tem grande representatividade nas exportações do segmento, com vendas para países como Chile, Uruguai e Costa Rica. Na Guatemala, nossa presença já é consolidada na capital e, agora, expandimos esse alcance. Com a retomada, mais renovações são esperadas nesses mercados”, afirma André Vidal Armaganijan, diretor de Estratégia e Negócios Internacionais da Marcopolo.

“Estamos preparados para atender às demandas do pós-pandemia, com a plataforma BioSafe e nossa rede de parceiros, como a Volvo, traz a presença local necessária para atuar no mercado internacional”, completa.

O segmento de urbanos gerou uma receita líquida total de R﹩ 1,4 bilhão para a Marcopolo em 2020, sendo R﹩ 978,9 milhões oriundos do mercado externo.

No Brasil, a participação da Marcopolo no mercado de urbanos cresceu 14,8 pontos percentuais em relação a 2019. A companhia manteve a liderança, com 52,7% de participação no mercado nacional no ano passado.

Brasileiro vê economia do País e a própria melhorarem só em 2022 e já planeja viajar e reformar a casa, diz RADAR FEBRABAN

Com um ano de isolamento social e a recente piora dos casos de Covid-19, o brasileiro adiou para 2022 seu horizonte de recuperação para a atividade econômica do país e a própria. A maioria da população (54%) acredita que só no próximo ano a condição financeira familiar irá melhorar, bem como, para 75% dos respondentes, a economia brasileira terá melhoras apenas em 2022. Por outro lado, alimenta desejos de consumo para quando a situação normalizar: 25% dos brasileiros querem viajar, outros 23% querem comprar um imóvel e 21% pretendem reformar a casa.

Esses dados constam da primeira edição do levantamento RADAR FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN News-Ipespe, que irá avaliar trimestralmente a evolução da expectativa dos brasileiros sobre os seguintes temas:

• Situação da economia e consumo

• Bancos

• Pix

• Proteção de dados

• Meios de informação

“Durante a pandemia, o papel do setor financeiro transcendeu, em muito, nossas atividades. Além de 3,5 trilhões de reais que foram concedidos para o crédito, participamos de movimentos solidários que permitiram a milhões de pessoas enfrentarem melhor este momento. Estamos falando mais com a sociedade porque para melhor atendê-la é preciso ouvi-la cada vez mais”, diz João Borges, diretor de Comunicação da FEBRABAN.

O RADAR FEBRABAN se soma ao Observatório FEBRABAN e à FEBRABAN News, criados em 2020, como instrumentos para estreitar o diálogo do setor bancário com os brasileiros, tornando-se ponto de encontro do debate e um polo de notícias com conteúdo.

Realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) – instituição com 36 anos de atuação em estudos de mercado e de opinião pública -, a primeira edição do novo RADAR FEBRABAN ouviu 3 mil pessoas de todas as regiões do País, entre os dias 1º e 7 de março. A pesquisa também possui um recorte regional, para que se possa sentir a temperatura de cada região.

O primeiro levantamento mostra que, no horizonte dos próximos seis meses, o acesso ao crédito é o aspecto econômico que desfruta de melhor previsão. Por outro lado, confirmando as notícias sobre aumento do desemprego e da inflação, esses são os itens, juntamente com taxa de juros, sobre os quais os entrevistados, de todos os estratos demográficos, vislumbram a maior piora nos próximos meses.

“Grande parte das famílias tem ou teve que conviver por um longo período com perdas financeiras, esvaziamento das reservas, redução salarial, desemprego. Diante de tantas dificuldades enfrentadas, não é de se estranhar o pessimismo quanto à recuperação financeira das pessoas e do país”, diz o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, responsável pela pesquisa.

A seguir, alguns pontos revelados pelo RADAR FEBRABAN:

Recuperação da Economia

A piora na crise da saúde desviou para o próximo ano a expectativa de melhora da situação econômica pessoal e do país. Cerca da metade (54%) acredita que a condição financeira familiar só deverá melhorar a partir do ano que vem, quase um quarto (23%) está mais otimista e acredita ser possível uma melhora ainda esse ano. Em relação ao Brasil, a percepção é ainda pior: 75% não acreditam em recuperação econômica ainda esse ano. Sobre o cenário econômico, 80% preveem o aumento da inflação e do custo de vida, 76% acreditam que a taxa de juros vai aumentar, 70% acham que o desemprego vai crescer, 64% vislumbram a diminuição do poder de compra das pessoas e 35% apostam na diminuição do acesso ao crédito, enquanto 30% opinam sobre seu aumento.

Consumo

Quando a situação financeira melhorar e as pessoas tiverem reserva para investir, a preferência é utilizar os recursos que sobrarem do orçamento sobretudo em investimentos bancários, realização de cursos e viagens. Entre os entrevistados, 31% querem investir na poupança, 27% aplicar em outros investimentos bancários. Parcela significativa dos entrevistados também quer fazer cursos e melhorar a educação sua e da família (25%), viajar (25%), comprar imóvel (23%) e reformar a casa (21%), fazer ou melhorar o plano de saúde (17%). Outros bens também estão na mira: 11% pretende comprar um carro, 10% comprar eletrodomésticos/eletrônicos.

Confiança e Imagem dos Bancos

A confiança da população nos bancos em meio à crise e a percepção sobre sua contribuição nas diversas áreas é majoritariamente positiva. A confiança nos bancos (57%), nas empresas privadas (51%) e nas fintechs (49%) é elevada mesmo no cenário de recrudescimento da crise sanitária e econômica que afeta fortemente a vida da população.

Além de enxergar a atuação dos bancos de forma positiva, a maioria da população bancarizada se diz satisfeita com o atendimento prestado (69%) durante a pandemia.

Contribuição dos bancos

Sobre as contribuições do setor bancário nas diversas áreas, prevalece a percepção positiva. As maiores contribuições são apontadas com relação à economia (51% de contribuição positiva contra 18% de negativa) e ao enfrentamento da crise do coronavírus (45% de contribuição positiva contra 18% de negativa).

Compromissos socioambientais

O RADAR FEBRABAN identificou a importância que o compromisso com ações socioambientais tem para a imagem das empresas privadas. Para nove em cada dez entrevistados (87%), o compromisso socioambiental de uma empresa é muito importante ou importante para a opinião que formam sobre ela.

Uso e Avaliação do PIX

Nos três primeiros meses de operação, destaca-se a aceitação do PIX, nova forma de pagamento digital. Em questão de múltiplas respostas, 43% fizeram transferência bancária por meio do PIX, 37% utilizaram para fazer pagamento, 32% para receber pagamento e 31% para receber transferência. Curiosamente, há ainda 1% que usam a ferramenta como aplicativo de relacionamento (o que corresponde a cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas). Uma parcela de 38% afirma não ter usado o PIX. O nível de satisfação das pessoas que utilizam o PIX é muito elevado em todos os estratos demográficos, chegando a 58% que atribuem notas de 7 a 10 à ferramenta.

Proteção de Dados

A insegurança predomina no ambiente da internet. Seis em cada dez entrevistados se sentem inseguros – 41% pouco seguros e 21% nada seguros – com relação à proteção de seus dados pessoais na internet. Diante da insegurança quanto à proteção dos dados pessoais na internet, 56% dos entrevistados afirmam tomar cuidado e adotar medidas protetivas; enquanto 29% têm apenas “um pouco” de cuidado.

Meios de Informação

Televisão e redes sociais são as principais fontes de informação: (TV aberta 57% e fechada 25%) para a maioria dos entrevistados no RADAR FEBRABAN (em questão estimulada de múltiplas respostas); as redes sociais comparecem com 52%, seguidas de blogs e sites (37%). Outros meios citados são: rádio (17%), jornal impresso (10%) e revista (5%). Das redes sociais (questão estimulada), a mais acessada é o WhatsApp (68%), seguida do Facebook (48%), Instagram (47%), Google (42%), Twitter (14%) e Linkedin (8%).

A íntegra do primeiro levantamento RADAR FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN News-IPESPE pode ser acessada neste link .

30 milhões de pessoas em todo o mundo adquiriram habilidades digitais durante a pandemia de Covid-19

Microsoft e LinkedIn lançam próximo estágio da parceria para ajudar profissionais a encontrarem novas oportunidades e se ajustarem a uma economia baseada em habilidades digitais

A Microsoft Corporation em parceria com o LinkedIn anunciou nesta terça-feira (30.03) que ajudou mais de 30 milhões de pessoas em 249 países e territórios a ter acesso a habilidades digitais, superando a meta inicial de 25 milhões firmada em junho do ano passado. Agora, as empresas estão estendendo o compromisso e manterão o programa de educação, que inclui diversos cursos de capacitação gratuitos, até  dezembro de 2021.

De trabalhadores de fábrica a profissionais de varejo e motoristas de caminhão, milhões de pessoas recorreram às trilhas de aprendizagem online do LinkedIn, Microsoft e GitHub, durante a pandemia para que pudessem se preparar e desenvolver novas habilidades para as funções mais requisitadas do momento, incluindo atendimento ao cliente, gerenciamento de projetos e análise de dados. O anúncio, detalhado no Blog Oficial da Microsoft, baseia-se nos esforços das empresas para apoiar os profissionais que querem desenvolver suas carreiras ou encontrar um novo trabalho, estendendo durante 2021 os cursos gratuitos LinkedIn Learning e Microsoft Learn e certificações de baixo custo que se alinham aos 10 empregos mais demandados no Brasil. O próximo estágio da iniciativa estabelece uma nova base para uma economia focada em habilidades por meio de um conjunto de novas ferramentas para conectar candidatos qualificados a empregos e empregadores.

No Brasil, como parte do programa Global Skilling, o Ministério da Economia anunciou em outubro de 2020, a Escola do Trabalhador 4.0, uma plataforma de ensino remoto desenvolvida pela sua Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC/ME), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a ONG Softex.  O objetivo é  atender 5.5 milhões de candidatos a emprego até 2023, e a Microsoft ainda irá disponibilizar 58 instrutores para oferecer orientação personalizada para até 315 mil pessoas. Até o momento, a iniciativa Global Skilling já conta com 1.872.270 pessoas inscritas nas diversas rotas de aprendizagem do Brasil, entre elas: atendimento ao cliente, gerente de projeto e representante de vendas são as que receberam mais inscrições; na América Latina, Serviço ao Cliente, Analista de Dados e Suporte de TI/Suporte técnico são as habilidades com maior demanda.

No ano passado, vimos a pandemia atingir as pessoas com menos condições de suportar a situação, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith. “Estamos dobrando esforços no LinkedIn e em toda a Microsoft para apoiar um mercado de trabalho baseado em habilidades mais inclusivas criando mais alternativas, maior flexibilidade e caminhos de aprendizagem acessíveis que os conectem mais prontamente a novos empregos”.

O LinkedIn planeja ajudar 250 mil empresas a fazer contratações baseadas em habilidades neste ano por meio de produtos de contratação novos e existentes. A empresa está oferecendo novas maneiras para que os profissionais demonstrarem suas habilidades e diferentes ferramentas para que os empregadores se conectem aos candidatos com base em suas competências, incluindo:

  • Novos recursos expressivos, inclusivos e personalizados no perfil do LinkedIn que ajudarão as pessoas a compartilharem mais sobre si mesmas, suas carreiras e seus objetivos de forma mais autêntica e envolvente. Isso inclui o  Cover Story – recurso que permite uma adaptação da sua foto de perfil com um vídeo interativo. Cerca de 75% dos recrutadores e gerentes de Recursos Humanos  acreditam que um currículo padrão é insuficiente na avaliação das soft skills de um candidato e quase 80% acham que o vídeo se tornou mais importante quando se trata de selecionar profissionais *

  • Destaque para o conteúdo e alcance de mais pessoas com o Modo de Criação, recurso voltado para os criadores de conteúdo que publicam regularmente percepções exclusivas e que estão trabalhando para aumentar o número de seguidores na rede. Com esta funcionalidade, é possível adicionar o botão “Seguir”, compartilhar mais sobre seus conhecimentos adicionando hashtags na parte superior de seus perfis – por exemplo #design ou #mentoria – e melhorar a exibição das informações relevantes com a alteração da ordem nas seções que mostram os destaques e atividades da conta.

  • Expansão dos negócios com a apresentação dos seus serviços – Freelancers e proprietários de pequenas empresas poderão criar uma Página de Serviços diretamente de seus perfis, listando as atividades que oferecem para ajudar a atrair novos clientes. Os serviços de listados oferecem aos usuários mais alcance para a comunidade global do LinkedIn de quase 740 milhões de pessoas. Nos próximos meses, adicionaremos mais maneiras de gerenciar as funções e  interações de compradores nessas páginas. Em breve, será possível também fazer avaliações e comentários diretamente. 

  • O acesso estendido ao Gráfico de Habilidades do LinkedIn (disponível em inglês) ajudará a criar uma linguagem de habilidades comum para indivíduos, empregadores, instituições de ensino e agências governamentais que auxiliará na melhoria do planejamento da força de trabalho, na contratação e dos programas de desenvolvimento.

“A forma como as pessoas são contratadas não está funcionando. Muitas vezes esta contratação é baseada no último trabalho que a pessoa teve, na graduação que ela possui ou mesmo nas pessoas que conhece. No LinkedIn, queremos mudar isso para que os processos se tornem mais justos, mais dinâmicos e, não menos importante, mais impactantes no sucesso a longo prazo não apenas dos profissionais e das empresas, mas também das economias e sociedades. Isso começa com o entendimento melhor das habilidades que cada um tem e precisa, mas também exige que as companhias contratem com base em competências e não em experiências ou diplomas. É por isso que este ano estamos estendendo nosso compromisso para uma contratação realmente focada no conhecimento dos candidatos”, afirma Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn. 

Vórtx anuncia aquisição da Simplific Pavarini

A Vórtx, fintech de infraestrutura para o mercado financeiro, anuncia a aquisição do controle da Simplific Pavarini, tradicional empresa fundada por Paulo Pavarini em 1982, e que atua na prestação de serviços fiduciários desde 1994 em emissões de dívidas, CRI, CRA e outras funcionalidades com foco em Corporate Trust. Com a aquisição, a Vórtx passa a ter mais de R$ 300 bilhões em ativos sob custódia em sua carteira e assume a liderança no mercado de Corporate Trust. Dessa forma, a fintech incorpora as mais de 500 séries sob custódia da Simplific Pavarini, passando a deter mais de 50% dos mercados e aproximadamente 2.000 séries e mais de R$ 300 bilhões em ativos sob custódia em sua carteira.

A empresa que acaba de receber um aporte de R$190 milhões do FTV Capital, private equity americano, tem como foco revolucionar o segmento de infra-estrutura do mercado de capitais através de tecnologia nas empresas e vê na aquisição mais um passo para consolidação de seu portfólio.

Em cinco anos de atuação, a Vórtx vem trabalhando com ofertas de serviços nas áreas de Corporate Trust, com foco em agente fiduciário, custódia de ativos, agente de garantias e agente de monitoramento, Funds Trust, concentrando administração de fundos e custódia qualificada, além de Liquidação, Escrituração e Representação legal e custódia para investidores não residentes. A aquisição permitirá à companhia levar mais tecnologia para dentro de um mercado que ainda é muito analógico, abrindo portas para as mudanças vividas diariamente nas corporações do mercado financeiro. A transação está sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil.

Para Juliano Cornacchia, CEO e cofundador da Vórtx, a aquisição é o primeiro passo de um grande movimento da empresa para a consolidação e amadurecimento que deseja para o mercado, “A conexão entre as empresas demonstra a posição que a Vórtx quer atingir, tornando-se referência como o principal player de Corporate Trust. Transformaremos um mercado tão tradicional em algo revolucionário com as tecnologias que usamos em nossos serviços”, comenta o CEO.

“Acreditamos muito no diferencial oferecido pela Vórtx, e na conjugação de nossos serviços com uma empresa líder no mercado. Estamos otimistas com a transação e com as perspectivas de crescimento e aprimoramento dos serviços de ambas as empresas”, comenta Carlos Alberto Bacha, sócio da Simplific Pavarini
Com a transformação digital de diversas indústrias, a Vórtx viu ainda mais oportunidades de contribuir para o mercado de capitais. Ao longo de 2020, a fintech anunciou o lançamento do VX Meetings, plataforma com suporte completo para assembléias digitais, o Vórtx One, plataforma para Funds Trust, e VX Informa+, plataforma para Corporate Trust.

No mercado de M&A, a Vórtx anunciou, recentemente, um investimento na fintech global Parfin, com o objetivo de expandir a atuação no mercado de cripto ativos, em 2019, adquiriu a Vorasys/BCInf, de sistemas, e investe na startup brasileira Preparo, com foco em auxiliar o desenvolvimento de contratações e recrutamento para estágios e primeiro emprego.