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Accenture anuncia intenção de adquirir a End-to-End Analytics

A Accenture (NYSE: ACN) anuncia a intenção de adquirir a End-to-End Analytics , uma boutique de consultoria em análise e ciência de dados com sede em Palo Alto (Califórnia) e escritórios adicionais no Brasil. A End-to-End Analytics traz uma herança profunda em alta tecnologia, varejo, indústria, automotivo e bens de consumo, apoiada por sólido portfólio de ativos e aceleradores em áreas da cadeia de suprimentos, prognóstico, promoção comercial, preços, marketing e análises de clientes. A End-to-End integrará à prática da Applied Intelligence da Accenture e irá aprimorar a forma como a companhia atende clientes em todo o mundo, especialmente nas Américas.

A equipe da End-to-End Analytics de mais de 70 profissionais é altamente qualificada em desenvolvimento de dados, análise estratégica, aplicação de otimização, machine learning e inteligência artificial em uma ampla gama de plataformas tecnológicas. Fundada em 2005, a End-to-End Analytics usou sua sólida experiência funcional no setor, juntamente com sua abordagem de modelo de consultoria integrada ꟷ combinando análise, visão de negócios e tecnologia ꟷ para transformar insights em valores e ações para algumas das marcas mais reconhecidas do mundo.

“No ano passado, nosso foco em aquisições estratégicas nos permitiu aprimorar a forma como atendemos os clientes com análise, dados e IA”, disse Sanjeev Vohra, líder global da Accenture Applied Intelligence. “Ao adicionar a End-to-End Analytics à Applied Inteligence da Accenture, estamos ansiosos com a oportunidade de escalar sua incomparável abordagem de análise de dados com a nossa prática de consultoria funcional, para ajudar os nossos clientes a navegar no ritmo de mudanças e obter mais valor de negócios de seus dados e investimentos em IA.”

O Gartner prevê que até 2022, os serviços de nuvem pública serão essenciais para 90% da inovação de dados e análises. A combinação correta de habilidades técnicas e ferramentas ꟷ especialmente em áreas como cadeia de suprimentos e varejo, que estão mudando rapidamente para atender às demandas em constante mudança ꟷ ajudará a criar IA de ponta a ponta e recursos analíticos para ajudar as organizações a capitalizar esse potencial.

“Nossos clientes confiam na ampla experiência em tecnologia e na criatividade humana da Accenture na condução da transformação dos negócios em uma velocidade impulsionada por insights e profunda análise”, disse Saleem Janmohamed, diretor sênior e líder da unidade de Mercado na costa oeste dos EUA da Accenture. “Juntas, End-to-End Analytics e Accenture vão provocar os clientes da indústria com profundidade incomparável em Inteligência Artificial, capacidade de análise e comprovado histórico de entrega de resultados”.

“Temos muito orgulho do crescimento que alcançamos e dos resultados que entregamos aos clientes nos últimos 15 anos e agradecemos todos os clientes que compartilharam a nossa jornada”, disse Colin Kessinger, sócio-gerente da End-to-End Analytics. “A adesão à Accenture nos permitirá escalar os impactos do nosso trabalho para uma base de clientes ainda mais ampla, prover ao nosso pessoal novas oportunidades de crescimento em suas carreiras e aprofundar o banco de habilidades valiosas na empresa.”

Esta aquisição se baseia na crescente análise, dados e negócios de IA da Accenture em todo o mundo, com as recentes aquisições da Analytics8 na Austrália, Pragsis Bidoop na Espanha, Clarity Insights na América do Norte, Mudano no Reino Unido, Byte Prophecy na Índia e Sentelis na França.

A conclusão dessa aquisição está sujeita às condições finais habituais. Os aspectos financeiros da aquisição não foram divulgados.

Procura por cursos de tecnologia aumentam no primeiro semestre

A Alura, plataforma de ensino de tecnologia, registra um crescimento nos acessos de seus cursos voltados para a carreira de tecnologia, de janeiro a junho deste ano. Com mais de 48 mil visualizações de página, o curso “Lógica de Programação” foi o mais procurado da plataforma.

Em seguida, encontram-se os cursos de HTML5 e CSS, com mais de 24 mil acessos, Java JRE e JDK (16.160 acessos) e, em quarto lugar, Data Science, com mais de 12 mil visualizações de página. Vale frisar que o quinto curso mais buscado no período foi o de Introdução ao SQL com MySQL, que obteve mais de 11 mil acessos.

Atualmente, a Alura conta com mais de 42 mil alunos ativos na plataforma, sendo que 28.188 concluíram o primeiro semestre, e cerca de 1.800 empresas como clientes dos planos de treinamentos corporativos. Além disso, devido a procura por cursos de TI, a plataforma de ensino disponibilizou, durante o ano, diversos cursos gratuitos voltados para iniciantes na área, que alcançaram mais de 100 mil pessoas.

“Desde o início do ano, realizamos seis eventos voltados para o segmento de tecnologia, uma média de um por mês. Nossa expectativa é continuar com este projeto até o final do ano e estender para os próximos, de forma a democratizar cada vez mais o acesso aos conteúdos de tecnologia e contribuir para o desenvolvimento da profissão e dos profissionais”, afirma Paulo Silveira, CEO da Alura.

Estudo da Visa mostra crescimento de 17% do ticket médio em estabelecimentos comerciais que entraram para o mundo online

Com a pandemia, milhares de comerciantes brasileiros precisaram ingressar no mundo digital para manter seu negócio funcionando. E para entender melhor esse movimento, a Visa Consulting & Analytics, braço de consultoria da Visa, analisou o comportamento desses estabelecimentos comerciais dentro da sua rede, entre abril e junho deste ano, e descobriu que mais de 70 mil comércios que atuavam apenas no mundo físico no mesmo período de 2019 entraram para o mundo online. E mais: essas empresas conseguiram aumentar seu ticket médio por transação em 17% ao migrar para o e-commerce. A análise destaca ainda um crescimento expressivo em alguns dos estados brasileiros que tiveram o maior crescimento na migração para o mundo digital: Roraima (145%), Tocantins (113%) e Rondônia (84%).

Ainda sobre os estados, entre os que tiveram o maior número de estabelecimentos comerciais atuando em ambos os canais: e-commerce e no mundo físico, estão Espírito Santo (73%), Minas Gerais(47%) e Paraná (42%). Já o estado de São Paulo, que representa 31% do total de estabelecimentos comerciais estudados, registrou um crescimento de 27% no número de negócios provindos dos dois canais, quando comparados os meses de abril a junho de 2020 com o ano anterior.

“Falamos muito sobre a influência da pandemia na transformação digital das empresas: os números mostram resultados diretos desse movimento em suas vendas, além do ganho em benefícios como aumento da segurança, expansão da clientela e praticidade. Acreditamos que essa entrada no mundo digital é um processo sem volta, que tende a crescer e a ditar uma nova forma de comprar e vender no país, contribuindo com a inclusão digital e financeira de comércios e consumidores”, comenta Oscar Pettezzoni, diretor da Visa Consulting Analytics.

O time da Visa Consulting & Analytics também analisou os setores da economia que mais tiveram empresas migrando para o mundo online durante a pandemia. Os supermercados e os postos de gasolina registraram o maior aumento no número de estabelecimentos atuando nos dois canais ao mesmo tempo (presencial e online), com 373% e 407% de aumento, respectivamente. “O segmento de postos de gasolina teve um crescimento expressivo por conta das inovações mais recentes lançadas no mercado, como aplicativos que permitem que o motorista efetue o pagamento sem precisar sair do carro. E o aumento em supermercados pode ser influenciado pelo aumento do uso de apps de entrega e delivery”, completa Pettezzoni.

Em relação aos segmentos de estabelecimentos comerciais que já atuavam no mundo online mesmo antes da pandemia, os setores com o maior crescimento de vendas foram as lojas de departamento (462%) e os restaurantes de fast food, com aumento de 221%.

Gerdau e Braskem anunciam parceria com ITA e Alkimat para desenvolvimento de soluções em eletromobilidade

A Gerdau e a Braskem firmam parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Alkimat Tecnologia para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor de eletromobilidade utilizando manufatura aditiva, tecnologia popularmente conhecida como impressão 3D. O projeto terá foco em componentes para sistemas de transmissão automotiva, com potencial para alavancar a expansão da indústria automotiva elétrica no país.

A colaboração das organizações de segmentos distintos dará pioneirismo e complementariedade ao projeto, fortalecendo a cadeia de manufatura aditiva no Brasil. A Gerdau contribuirá com o conhecimento que possui em materiais metálicos, a Braskem com sua experiência e conhecimento em polímeros, o ITA coordenará o projeto, devido a sua competência em pesquisa de manufatura, e a Alkimat colaborará com sua expertise em impressão 3D.

“A mobilidade é uma das principais tendências em transformação, com contribuição relevante para a resolução dos desafios da nossa sociedade. Na Gerdau, acreditamos na construção em rede, na inovação aberta, fomentando parcerias com a academia e instituições que complementam estrategicamente soluções disruptivas para a cadeia de valor”, afirma Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau e responsável pela Gerdau Next.

O professor Ronnie Rego, do ITA, explica que o advento da mobilidade elétrica abalou a ordem dos stakeholders de propulsão automotiva e a lacuna existente resulta na demanda por soluções disruptivas, mais do que incrementais. “Se nós brasileiros queremos efetivamente nos desvincular do estigma de colônia tecnológica, só há um caminho: a cooperação entre academia e indústria. Nessa aliança, unimos esforços para entregar ao mercado e à sociedade soluções de mobilidade que o futuro irá exigir”, diz.

Para a Braskem, a inovação e a sustentabilidade caminham juntas, contribuindo para a construção de um futuro melhor. “Observamos com atenção diversos setores nos quais o impacto ambiental pode ser melhorado e, sem dúvidas, a eletromobilidade traz ganhos consideráveis, em especial na redução de emissões de carbono. Nossa expertise em polímeros terá forte contribuição para o desenvolvimento de soluções que alavanquem este setor por meio da manufatura aditiva, contribuindo para tornar melhor a vida das pessoas”, afirma Fabio Lamon, gerente global de Inovação e Tecnologia para Manufatura Aditiva da Braskem.

“As mudanças decorrentes da recuperação pós-covid marcarão uma ‘nova normalidade’, na qual o fortalecimento da economia local, com menor dependência externa, terá importância fundamental. Iniciativas como esta, impulsionada por empresas referência em seus setores, deveriam ser adotadas por todos e estimuladas pelos governos”, comenta Jose Mascheroni, diretor da Alkimat.

O potencial da impressão 3D

A manufatura aditiva é um processo controlado por computador que possibilita, a partir de um modelo digital, a criação de objetos tridimensionais por meio da deposição de materiais, camada a camada. Daí a popularização do termo impressão 3D que, apesar do enorme potencial de aplicação no contexto da indústria 4.0, é bastante simples, podendo ser utilizado por grandes empresas em projetos disruptivos, como este em eletromobilidade, assim como por pessoas comuns, em suas casas.

No Brasil, existe uma perceptiva positiva para o crescimento desse mercado, em especial devido ao forte apelo de inovação transformacional, que impulsiona o desenvolvimento de soluções inovadoras, considerando também os aspectos de sustentabilidade por se tratar de um processo de manufatura totalmente descentralizada, que minimiza perdas e descarte de materiais, além de impactos logísticos.

Dentre as principais vantagens desta tecnologia, destaca-se a integração de funcionalidades, a redução de lead time, a possibilidade de redução de peso e, também, a liberdade de design, que permite a obtenção de peças com geometrias complexas. Nesse contexto, a manufatura aditiva é uma grande aliada no desenvolvimento de soluções que atendam às novas exigências do mercado de mobilidade, que surgem com as questões de mobilidade elétrica, compartilhada e autônoma.

Telefónica lança a Wayra X, hub global online para investimentos em startups com produtos digitais de consumo massivo

Já se passaram quase 10 anos desde que a Telefónica decidiu criar a Wayra, hub global de inovação aberta, e abrir as portas da empresa para empreendedores. Hoje, o mundo está mais conectado do que nunca, e acaba de passar por uma aceleração da transformação digital. Agora, a Telefónica apresenta duas iniciativas que complementam a estratégia de inovação da companhia para se abrir ainda mais para o ecossistema de empreendedorismo.

A Wayra X é o primeiro hub 100% digital da Wayra projetado para investir globalmente em startups 100% digitais. Elas devem ter foco de trabalho remoto e desenvolvimento de um produto digital de consumo massivo que pode atingir milhões de usuários, independentemente da área geográfica.

Já a Wayra Builder é uma iniciativa para desenvolver empresas cujo objetivo é capitalizar o talento e a tecnologia internos da Telefónica para criar startups inovadoras em parceria com investidores externos.

“Queremos que este ecossistema colaborativo continue crescendo, razão pela qual lançamos estas duas iniciativas de grande valor estratégico para a Telefónica e seus clientes”, explica Irene Gómez, diretora da área Connected Open Innovation da Telefónica.

Telefónica reforça o apoio ao ecossistema de empreendedorismo e inovação

A Wayra X busca investir em startups de qualquer lugar do mundo, além dos países em que a Telefónica atua, de forma que possa melhorar a vida das pessoas incorporando as tecnologias mais recentes em suas vidas. Sem uma localização geográfica específica, a Wayra X aposta em projetos voltados para o mercado de massa e relacionados as áreas 5G, saúde, educação, casa conectada, entretenimento, mobilidade e futuro do trabalho, entre outras.

Este novo hub digital nasce com duas startups em seu portfólio e o plano é investir em outras 10 até o final de 2021. As primeiras investidas são:

BlaBla (Xangai) é uma plataforma de educação online que usa Inteligência Artificial e Machine Learning por meio de vídeos curtos para ajudar estudantes de inglês a se conectarem com conteúdos produzidos por falantes nativos.
Peoople (Madrid) é um aplicativo para descobrir recomendações de amigos e influenciadores populares sobre diferentes temas, incluindo livros, restaurantes, música e todos os tipos de experiências.

“No ecossistema de empreendedorismo, as empresas mais bem sucedidas são aquelas capazes de resolver um problema específico de forma brilhante, ou seja, resolvem o X. Na Wayra X, procuramos startups com foco em mercados de massa que sejam capazes de fornecer soluções tecnológicas para problemas que afetam milhões de pessoas”, explica Andrés Saborido, head global da Wayra. “A Wayra X é um hub sem barreiras geográficas, 100% digital e projetado para localizar produtos de massa que podem ser descobertos e distribuídos de forma digital”, afirma.

Ao fazerem parte da Wayra X, as startups terão acesso a uma excelente equipe de especialistas e mentores. Também serão oferecidos serviços para escalar os negócios que são prestados 100% remotamente, com acesso rápido aos clientes, teste de pré-instalação em terminais e possibilidade de integração aos LivingApps da Telefónica.

Já a Wayra Builder fará parceria com investidores externos e se concentrará na criação de startups que capitalizem tecnologia de alto potencial desenvolvida internamente na Telefónica. A primeira startup criada pela Wayra Builder é a Deeder, especializada em segurança cibernética e tecnologia legal. Esta é uma spin-off de um projeto de inovação realizado pela ElevenPaths, empresa de cibersegurança da Telefónica Tech.
A solução permite que os contratos sejam assinados por meio de aplicativos de mensagens.

Além destas duas novas iniciativas, a Wayra está presente em sete hubs de inovação na Europa e na América Latina com um objetivo claro de ajudar as startups a escalar globalmente. Desde a sua criação, a Wayra já investiu 49 milhões de euros em startups. A área Connected Open Inovation da Telefónica, da qual Wayra faz parte, tem um portfólio de mais de 500 startups, sendo que mais de 140 já fazem negócios com a Telefónica e sua rede global com mais de 340 milhões de clientes.

A Era da Inteligência: como a análise de dados pode acelerar a transformação digital

Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

Em busca de mais dinamismo em suas operações, empresas de todos os segmentos estão, agora, migrando suas aplicações e recursos de tecnologia para serviços em Nuvem. A expectativa, com isso, é agilizar a inovação e tornar as ações mais rápidas. Mas será que repassar as aplicações e programas para o modelo Cloud é o suficiente para se aumentar o valor das operações?

Definitivamente, não. Investir na transferência dos recursos de TI à Nuvem é um passo necessário, mas está longe de ser a chave real para a transformação digital dos negócios. Mais do que simplesmente mudar o lugar onde se guarda os arquivos e sistemas, os líderes devem enxergar esse processo de digitalização como uma jornada que deve ser pautada, principalmente, na conquista de melhores soluções e mais inteligência para a tomada de decisões.

É neste cenário que os conceitos de Analytics e Big Data se revelam como ingredientes indispensáveis para a construção de uma cultura digital orientada aos resultados e ao aprimoramento contínuo das operações. Nesta era em que o conhecimento é cada vez mais o grande fator de diferenciação competitiva entre as marcas, analisar dados é o princípio fundamental para se descobrir como e onde inovar.

De acordo com pesquisas do Gartner, até 2023, cerca de 75% das maiores organizações mundiais terão ao menos um projeto-piloto de Data Analytics baseado em Inteligência Artificial ou Machine Learning para transformar o enorme volume de dados fornecidos ao longo das etapas de planejamento, produção, venda e fidelização de clientes em ativos reais de geração de negócios.

Neste mesmo contexto, a pesquisa indica que, até 2024, aproximadamente 35% das grandes empresas globais terão adotado soluções de Decision Intelligence, com o uso de recursos de análise avançada de dados, para ajudar a agilizar e melhorar a tomada de decisões em suas operações.

Além de números como estes, porém, podemos destacar os inúmeros casos de sucesso produzidos por empresas do mundo afora com o uso bem-sucedido dos dados e registros. Por exemplo: recentemente, atendemos uma empresa do setor varejista que, por meio de análise inteligente de dados, conseguiu reduzir drasticamente os custos e prazos para manutenção da rede de TI em sua rede de mais de 400 lojas espalhadas por todas as regiões do País.

Isso é possível, no caso, graças à capacidade de se utilizar os dados do passado para predizer e antecipar os desafios que poderão surgir no futuro. Da mesma maneira, os conceitos de Data Analytics e Big Data também permitem colecionar e checar milhões de registros para avaliar quais são as preferências dos consumidores e, assim, o que pode ser mais rentável e lucrativo nos próximos tempos.

O ponto em questão é que construir uma organização capaz de utilizar ao máximo o potencial dos dados é fundamental para impulsionar as companhias para o futuro. Estamos falando, afinal, de uma habilidade essencial para maximizar as oportunidades que surgirem ou, igualmente, para mitigar as ameaças existentes de forma mais assertiva, com iniciativas realmente alinhadas às características e necessidades de cada empresa. 

É preciso que as companhias invistam em um modelo que foque em inteligência como prioridade. Por outro lado, porém, é importante ressaltar que elas não devem tentar segurar essa avalanche sozinhas, ou apostando apenas em formas de armazenar mais informações. Estudos indicam que mais de dois terços dos projetos de transformação digital acabam fracassando justamente pela falta de ferramentas, recursos (humanos, inclusive) e parceiros capacitados para suportar as diferentes fases e demandas dos planos de mudança.

Contar com mecanismos e parceiros preparados para apoiar o uso de informações é uma forma prática de se evitar riscos desnecessários – como a utilização de informações duplicadas, com erros ou inconsistentes que podem induzir a gestão dos projetos aos erros. Em outras palavras, buscar apoio é uma forma inteligente de se implementar a inteligência tão importante para estes nossos tempos.

Seja como for, Nuvem, Dados e Analytics devem fazer parte das discussões, permeando as estratégias de curto, médio e longo prazo. Não há mais tempo a se perder com achismos ou com velhos sistemas que já não cabem nas operações. Há soluções e caminhos muito mais efetivos para incrementar o poder de decisão das marcas, e resta apenas que os líderes entendam que não existe transformação digital sem a implementação de ferramentas avançadas, com inovação e assertividade. 

Voltz Motors é selecionada para integrar programa de aceleração da Endeavor

A Voltz Motors, empresa brasileira que produz scooters e motos elétricas, foi uma das 12 startups selecionadas para participar do mais novo programa de aceleração da Endeavor, organização de apoio a empreendedorismo e empreendedores de alto impacto. O anúncio foi realizado nesta quinta-feira (12). A iniciativa, batizada de Scale-up Endeavor Consumer Digital, visa acelerar empresas que superaram a etapa de produto e Market Fit, e que estão totalmente preparadas para escalar suas soluções Business to Consumer (B2C).

O programa terá seis meses de duração. Na oportunidade, as empresas participantes irão receber mentorias e participar de encontros com as maiores referências em negócios B2C. Entre os nomes confirmados, Fabricio Bloisi, da Movile e IFood; João Pedro Resende, da Hotmart e Paulo Veras, da 99. Além disso, os empreendedores poderão também conectar com executivos do GPA, Nestlé e Ame Digital, três grandes empresas que reconhecem a importância da inovação aberta para o futuro dos negócios.

Renato Villar, CEO da Voltz, afirma que essa iniciativa é mais um passo importante para a empresa conquistar mais espaço no mercado brasileiro de duas rodas, que é considerado o terceiro maior do mundo. “Buscamos oferecer um produto único no país. São veículos elétricos, com tecnologia avançada e que proporcionam ao usuário uma experiência diferenciada. A seleção para o programa, sem dúvida alguma, reforça a ideia de que estamos seguindo na direção correta. Agora é hora de buscar novas soluções para escalar ainda mais nosso negócio e consolidar a Voltz como referência no segmento de scooters e motocicletas”, concluiu.

As outras empresas selecionadas para o programa foram: B4A, Babadotop, Carupi, Cíngulo, Dolado, Favo, Fluke, Mobiauto, Repassa, SouSmile e Tabas.

PIX: a digitalização das finanças

Por Denis Piovezan, vice-presidente da Linx Pay Hub

À medida que evoluímos tecnologicamente, tudo à nossa volta tende a seguir a mesma direção. Em todo o Brasil, o Pix, plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, tem dominado as conversas. Seja dos consumidores que começam a conhecer um novo jeito de pagar e transferir. Seja do varejo que começa a preparar suas soluções para aceitar a nova modalidade.

A verdade é que o Pix estimula uma experiência inovadora e abrangente para os usuários e faz parte da evolução da indústria de pagamentos – algo que empresas já investem há alguns anos. Mas, para o varejo, além da segurança e agilidade nas operações, existem outras vantagens como: conveniência, disponibilidade e informações agregadas.

Isso representa uma redução expressiva nos custos financeiros, com impacto positivo no consumo e no crédito. O capital de giro do varejista também será acompanhado mais de perto, já que não será necessário aguardar compensações financeiras nos dias posteriores – alívio para o fluxo de caixa!

Para que tudo isso funcione, será utilizada a chave Pix (número de telefone celular, e-mail, CPF ou CNPJ), QR Code ou tecnologia de troca de informações por aproximação. O melhor de tudo é que muitas empresas que fornecem tecnologia, produtos e serviços para o varejo já se adaptaram a essa nova demanda e criaram opções. É imprescindível, por exemplo, seguir oferecendo soluções de QR, mas incrementá-las, provendo serviços para iniciação de pagamento e conta transacional de forma integrada à automação dos clientes desde a captura, liquidação e conciliação.

Em outros países, como Reino Unido e Índia, que adotaram sistemas análogos, o movimento observado primordialmente foi o de substituição às transferências bancárias DOC e TED, sendo o varejo impactado apenas na segunda onda. No Brasil, ainda não é possível prever qual parcela do mercado será atingida primeiro, mas sabe-se que, com os cartões de crédito e pagamento por QR Code bem estabelecidos, a substituição ao dinheiro físico pode ser acelerada. Por isso, o varejista que não estiver preparado poderá perder essa janela de oportunidade.

O processo de ressignificação do setor representa um grande passo para o sistema financeiro nacional. É certo que um país de proporções continentais como o Brasil, com espectros sociais e financeiros distintos, poderá passar por etapas espaçadas para atingir uma implementação homogênea – basta lembrar que existe uma enorme parcela da população desbancarizada ainda. Porém, é certo que um novo mercado já começará a surgir desta movimentação, e apenas quem for resiliente, acompanhar e investir em soluções de ponta, usufruirá dos benefícios. Caberá às empresas envolvidas o movimento rápido e preciso para disputar a liderança e conquistar destaque e confiança perante os clientes.

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Distrito lança programa de inovação aberta para corporações

A pandemia evidenciou que a inovação é mais do que necessária para se manter a competitividade. Não à toa, grande parte das empresas menos impactadas pela crise são as de base tecnológica. Muitas delas, inclusive, tiveram seu crescimento acelerado nos últimos meses. Em grandes corporações, entretanto, este movimento para o digital quase nunca é tão simples. E foi justamente para atendê-las que o Distrito concebeu os Digital Hubs, programa de inovação aberta que vai oferecer 16 serviços diferentes com o intuito de conduzir as companhias nesta jornada pela transformação.

“A vantagem competitiva de uma empresa que aplica inovação aberta é brutal em relação à sua concorrência. Enquanto a corporação tradicional cria produtos e serviços utilizando somente recursos internos, aquela que é aberta agrega a capacidade de todo o ecossistema de empreendedores e startups à sua volta à essa equação de geração de novos produtos e modelos de negócio. “, aponta Gustavo Araujo, cofundador e CEO do Distrito, referindo-se não apenas às startups, mas também aos investidores, universidades, incubadoras e aceleradoras que os circundam. “Com os Digital Hubs, colocamos toda essa rede à disposição das corporações, e o melhor, de maneira descentralizada. Ou seja, cada colaborador pode acessar 24 por 7 a plataforma para criar conexões irrestritas e diretas, implementando inovação na sua área ou produto de maneira ágil. Com os Digital Hubs a área de inovação passa a ser uma propulsora da transformação que ocorre em paralelo e de forma descentralizada por toda a organização. “, afirma.

Atualmente, o Distrito possui em seu programa Distrito for Startups mais de 1,8 mil residentes, distribuídos em cerca de 300 startups de diversas regiões do país. Além de um time e de uma plataforma digital que permite a conexão de qualquer startup à sua rede, independentemente da localização, o Distrito mantém hoje quatro hubs físicos – três em São Paulo e um em Curitiba. Em algumas destas unidades, funcionam ainda laboratórios que também estarão acessíveis pela plataforma digital, como o Microsoft Reactor São Paulo e o Conectory, mantido em parceria com a Bosch na capital paranaense. Tais projetos são reconhecidos como hubs globais de inovação e permitem uma conexão direta com o que há de mais moderno em torno de tecnologias como inteligência artificial (AI) e internet das coisas (IoT).

Além do apoio de um profissional dedicado a auxiliar as empresas em sua jornada de inovação junto ao Distrito e toda sua rede, os Digital Hubs possibilitam a cada uma delas contato direto com as startups de sua vertical ou daquelas que forem de seu interesse. Pela plataforma, as empresas poderão, por exemplo, criar desafios corporativos para que as startups se candidatem e as auxiliem a resolver determinada questão que enfrentam na operação; contatar um dos parceiros globais do Distrito diretamente ou, ainda, acessar o Distrito Dataminer, a mais completa plataforma de dados do universo de startups brasileiro com mais de 12 mil delas mapeadas, buscando ali informações sobre as jovens empresas do seu setor.

O programa prevê a distribuição de dezenas de acessos para cada uma das corporações para que estas conexões ocorram nas mais diversas áreas e não fiquem restritas a um time específico de inovação. “Entendemos que a transformação digital só acontece de fato quando há engajamento em todos os níveis e áreas. Queremos ajudar as grandes empresas nesta mudança cultural e também aproximá-las de startups que têm aderência com o seu negócio”, completa Araujo.

Pela plataforma, as companhias poderão ainda apresentar ao Distrito determinado problema, para o qual receberão uma espécie de consultoria para a sua resolução, que pode surgir com a solução oferecida por uma determinada startup ou a criação de algo exclusivo a partir da combinação de algumas delas. O acesso ao Digital Hub se dará pelo pagamento de uma anuidade, cujo valor varia de acordo com o tamanho da empresa, dos serviços contratados e das verticais à disposição. As empresas HDI Seguros, KPMG, AstraZeneca, Unimed, Banco BV, Abbott e Johnson & Johnson são algumas das 25 corporações que já farão uso da plataforma assim que ela estiver no ar.

O primeiro Digital Hub a ser lançado ainda em dezembro será o Fintech. Em janeiro de 2021, o Healthtech já estará disponível para as empresas do setor de saúde. Ao longo do próximo ano, serão estruturados outros hubs: Retailtech (varejo), ESG (Environmental, social and corporate governance), Indústria 4.0, Adtech (marketing e comunicação), Agrotech (agro), Construtech (Construção) e Foodtech (alimentício).

Inovação aberta: o caminho para a geração de valor no mercado de meios de pagamento

Por Lais Carnival, Gerente Sênior de Inovação da Worldline

O que você faz com suas ideias? Guarda-as para si com o objetivo de desenvolvê-las em um momento certo ou, ao contrário, prefere dividir com outras pessoas? Para muitos líderes corporativos do passado, essa pergunta tem uma só resposta possível – esconder as ideias, sempre. Mas o tempo mudou e, ao que tudo indica, a resposta para essa pergunta também.    

Em uma sociedade marcada pela colaboração e informação constante, está cada vez mais claro que imaginar algo verdadeiramente novo se transformou em uma possibilidade bastante improvável. Mesmo que você encontre um insight brilhante, o fato é que estamos trocando ideias o tempo todo – e isso precisa ser levado em consideração também quando o assunto é inovação. 

Para as empresas, isso significa uma mudança de paradigma. Ao invés de concentrar todos os esforços de desenvolvimento “dentro de casa”, os líderes do mundo corporativo estão identificando, de uma forma cada vez mais rápida, que o segredo do sucesso é olhar para fora em busca de novidades e informações que façam real sentido para seus planos de inovação. 

Essa forma de ver é o que tem feito com que o conceito de Open Innovation (inovação aberta, em português) tenha ganhado espaço no mercado global, apresentando um novo ponto de vista para a geração de ideias dentro das organizações. De acordo com pesquisas da 100 Open Startups, plataforma que conecta startups e empresas dos mais variados setores, o número de companhias que vêm adotando modelos de trabalho abert os tem a umentado sempre acima dos 20% nos últimos anos. 

De forma prática, o Open Innovation permite que o conhecimento circule, transformando a inovação em um ativo que vai além das fronteiras de um único negócio. É nesse sentido que as parcerias entre startups, grandes operações e associações ligadas ao público estão redefinindo os parâmetros de transformação para, de fato, tornar o mundo em um lugar melhor. 

Como exemplo, posso citar o trabalho que temos realizado no mercado de meios de pagamento. É inegável que esse mercado está mudando rapidamente com a aceleração das tecnologias digitais e que, inclusive, o processo de pagamento está ocupando novos sentidos na vida das pessoas. Hoje, mais de 60% dos brasileiros já recorrem a modelos eletrônicos como opção número um para pagar suas compras – e, a partir desse ponto, organizar suas contas via smartphone, computador etc. 

Essa realidade sem dúvida gera grandes oportunidades para este setor no futuro. Mas será que uma companhia sozinha seria capaz de adivinhar e definir qual será o futuro? Evidentemente que não. É preciso ampliar o horizonte e estar atento para identificar as novidades que serão mais interessantes e eficazes – e é nesse sentido que os programas de Inovação Aberta representam um poderoso aliado. 

Ao investir nessas ações, estamos criando uma aproximação estratégica entre todos os interessados neste ecossistema em ascensão no mundo inteiro, garantindo colaboração real para maximizar as iniciativas e gerar impacto positivo na vida das pessoas. 

É importante destacar, porém, que as startups têm um papel crucial nesse processo, reforçando a agilidade, dinâmica e assertividade nas ações, com foco real no que é verdadeiramente útil para o desenvolvimento e para o usuário. O objetivo é cruzar a experiência das grandes companhias e a dinâmica questionadora dos novos empreendimentos para, assim, sermos capazes de oferecer a transformação desejada pelos consumidores. 

A aproximação dos diferentes players faz com que as informações e ideias sejam mais discutidas, aprimoradas e que gerem conexões de valor. Embora a propriedade intelectual seja um tema que siga relevante, guardar uma ideia no bolso não gerará nenhum retorno – e é preciso considerar isso, também. 

Criar soluções em conjunto é uma forma mais inteligente e inovadora de resolver grandes problemas do mercado e da sociedade. Para que novos e melhores meios de pagamentos cheguem até a sociedade, é necessário que haja interesse em se ouvir as pessoas, conversando de forma franca com todos os agentes envolvidos nesse processo. 

Sobretudo agora, em tempos tão imprevisíveis como o gerado pela pandemia de Covid-19, é crucial que nos perguntemos como podemos gerar experiências de pagamento positivas para cada cliente espalhado pelo Brasil e o mundo. Não há dúvida de que essa é a grande questão que deve permear a indústria. E é por isso que a inovação aberta precisa fazer parte de nossa agenda o quanto antes. Somente com o diálogo franco e honesto é que poderemos inovar de verdade, garantindo o desenvolvimento de soluções contemporâneas, tecnológicas e focadas na experiência dos usuários e impor tantes para todos nós.

Abertas as inscrições para o Hackathon paySmart-Elo 2020

A paySmart, uma fintech que permite que qualquer empresa se torne um banco digital, está promovendo a primeira edição de sua maratona de desenvolvimento, o Hackathon paySmart-Elo 2020, que conta com o apoio da Elo, empresa 100% brasileira de tecnologia de pagamentos. O objetivo é incentivar a criatividade e o uso inovador da plataforma de processamento leve por desenvolvedores, designers, estudantes, pesquisadores e profissionais de negócios. Os participantes precisam estar à frente de projetos originais em estágio inicial de desenvolvimento. As inscrições vão até o dia 10 de dezembro e são gratuitas.

“As soluções de meios de pagamento podem habilitar toda uma gama de serviços e produtos inovadores, mas o acesso à tecnologia representa uma barreira importante, inclusive financeira, para que boas ideias possam avançar”, destaca Daniel Oliveira, CEO da paySmart. “Por meio do Hackathon, queremos que mais profissionais possam experimentar a nossa plataforma de processamento leve e desafiá-los a utilizá-la de forma criativa para agregar valor ao seu projeto.”

“O Hackathon com a paySmart faz parte da nossa estratégia de apoiar iniciativas que fomentam a inovação no ecossistema de pagamentos, construindo o futuro do setor e possibilitando aos clientes acesso a soluções ainda mais práticas e seguras”, afirma Duda Davidovic, Gerente Executiva de Inovação da Elo.

As ideias apresentadas serão analisadas por um comitê de especialistas da paySmart e da Elo, e as soluções desenvolvidas receberão notas em cinco critérios específicos: inovação e originalidadesustentabilidade do modelo de negóciosimpacto no mercadocapacidade de execução e qualidade da interface. Os cinco projetos que obtiverem as maiores pontuações serão conhecidos em um evento online, que acontecerá no dia 18 dezembro. As equipes devem ser formadas por no mínimo dois e no máximo sete integrantes. Os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro – R$ 10.000 para o primeiro colocado, R$ 6.000 para o segundo, e R$ 2.000 para o terceiro – e terão o benefício de utilizar os serviços da paySmart por um período de seis meses, com isenção da mensalidade, para seguirem desenvolvendo seu projeto, se assim quiserem.

As equipes participantes terão acesso às APIs da paySmart no dia da maratona e contarão com 24 horas para o desenvolvimento da solução e para a realização dos testes de funcionalidade e desempenho, que terão lugar em uma sandbox da paySmart. Analistas de suporte da paySmart e da Elo estarão disponíveis para consultas técnicas.

O regulamento e mais informações sobre o Hackathon paySmart 2020 estão disponíveis neste link: https://www.paysmart.com.br/eventos/hackathon2020/ .

Campanhas maliciosas com o PIX aumentam após estreia do sistema

Mais de 100 novos domínios maliciosos e duas grandes campanhas de disseminação de phishing foram detectados pela Kaspersky logo na primeira semana de funcionamento do PIX. A ferramenta de transferências do Banco Central estreou na última segunda-feira (16) e está como destaque no noticiário desde que seu cadastro teve início. Porém, a empresa de segurança ainda não identificou ações específicas visando o novo sistema. O foco dos ataques é o roubo das credenciais da conta bancária das vítimas.

Segundo Fabio Assolini, analista de segurança sênior da Kaspersky no Brasil, os criminosos criam essas páginas falsas usando temas que estão na moda e a grande quantidade de endereços destaca quanto o tema é popular e o quão rápido os cibercriminosos se adaptam. Essas páginas simulam os internet banking de grandes instituições financeiras para roubar as informações de acesso das vítimas, como número de conta, CPF e senha. A maior parte desses sites fraudulentos usam o PIX misturado ao nome das instituições financeiras. Desde o anúncio do cadastro das chaves em outubro, 320 domínios maliciosos usando o termo “pix” foram identificados e bloqueados pela Kaspersky.

Se comparamos a primeira semana do cadastro e a semana de estreia, podemos dizer que as atividades maliciosas estão mais intensas. Ao fim de três dias após o início do pré-cadastro, em outubro, tínhamos 70 domínios maliciosos encontrados. Já após as primeiras 72 horas do funcionamento do PIX, nesta semana, eram mais de 100. Além disso, detectamos campanhas de phishing financeiro voltadas para empresas, que movimentam valores muito maiores que a maioria das pessoas. Imagine o prejuízo para um pequeno ou médio empreendedor que tenham sua credencial bancária roubada por criminosos”, alerta Assolini.

O especialista da Kaspersky explica que essas campanhas são chamadas de phishing (pescaria, em inglês), pois utilizam temas populares como “isca” para induzir usuários a informar seus dados aos golpistas, que irão cometer crimes: fraudes financeiras, compras online fraudulentas, entre outros delitos. Segundo levantamento da Kaspersky, o Brasil é o quinto país mais atacado por phishing no mundo .

Assolini recomenda que os cidadãos e empresas interessadas no PIX realizem o cadastro diretamente no site da instituição financeira e reforça a importância de ter uma solução de segurança que proteção proativa de phishing, como o Kaspersky Security Cloud. Todas as soluções da Kaspersky já bloqueiam os sites falsos e impedem que a pessoa ou colaborador acesse o site“, garante o analista de segurança.

Já para as organizações, Assolini recomenda a contratação de serviços de Threat Intelligence (inteligência de ameaças), como um feed de URLs de phishing financeiro. “A primeira ação depois da identificação dos sites fraudulentos é o bloqueio, mas logo em seguida atualizamos o sistema de inteligência para que as empresas assinantes recebam a informação e posam solicitar a remoção do site nos serviços de hospedagem“, explica o especialista.