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O profissional do futuro na era digital

Por Grazi Piva

Vivemos a Quarta Revolução Industrial, estamos imersos na automatização e a cada dia nascem novas tecnologias com as quais devemos trabalhar. Você já parou para pensar o que é ser um profissional do futuro?

Não importa se você trabalha ou pretende trabalhar na área da tecnologia ou não. Na era digital existem algumas demandas do mercado de trabalho que valem para todo mundo. Afinal, o que mais importa hoje é ter características mais humanas .

Isso mesmo! Além das hard skills, que são aquelas características mais técnicas, e já que sabemos a importância da constante atualização, as soft skills são as que nos diferenciam das máquinas e que brilham os olhos dos recrutadores agora.

Não significa que você precisa parar de investir em capacitações mais técnicas, muito pelo contrário. Contudo, o profissional do futuro precisa ser estratégico para investir seu tempo nas habilidades técnicas e sociais que de fato fazem sentido.

O futuro do trabalho na América Latina: profissões vão deixar de existir

Um estudo da Accenture, empresa multinacional de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, sobre o trabalho na era das máquinas inteligentes apontou que um a cada quatro trabalhadores na economia formal da América Latina, ou cerca de 38 milhões de pessoas, está em cargos com alto potencial de automação. Sendo que cerca de 43% estão na categoria de média probabilidade de automação .

Para chegar nesses resultados, a consultoria analisou qual era a porcentagem de tempo que um trabalhador gasta em atividades de rotina, que são as que possuem mais possibilidade de serem feitas por um robô. A estimativa do estudo aponta que os trabalhadores que passam no máximo 25% do tempo em tarefas de rotina, são os menos expostos a possibilidade de perder seus postos para máquinas.

10 habilidades do ‘profissional do futuro’ de 2020

O World Economic Forum (WEF) apresentou um estudo, em 2016, sobre o futuro do perfil profissional. Esse documento classificou as 10principais habilidades mais importantes para lidar com os desafios até 2020. Sendo elas:

1. resolução de problemas complexos;
2. pensamento crítico;
3. criatividade;
4. gestão e liderança de pessoas;
5. coordenação e organização;
6. inteligência emocional;
7. capacidade de tomada de decisão objetiva e intuitiva;
8. orientação para servir;
9. Negociação;
10. flexibilidade cognitiva.

No entanto, vale destacar que como vivemos em um mundo em constante mudança, principalmente quando o assunto é tecnologia, essas demandas podem mudar em até dois anos. Talvez, em um ano, alguma dessas habilidades listadas pode não fazer mais sentido. Por isso, uma grande habilidade não citada no estudo, é a capacidade de se manter sempre atualizado sobre o mercado de trabalho e, principalmente, sobre a sua área de atuação.

Competências fundacionais e renováveis

Segundo outro estudo feito pela Accenture em 2017, intitulado de New Skills Now: Inclusion in the Digital Economy , as principais competências do profissional do futuro devem ser fundacionais e renováveis.

As fundacionais são aquelas competências de base. Compreendendo a lógica de uma competência fundacional, você consegue aprender outras competências técnicas com mais facilidade.

É importante frisar que as competências fundacionais são exclusivamente humanas e duram mais do que as habilidades técnicas, que podem se tornar inúteis rapidamente.

De acordo com o estudo, as competências são denominadas “fundacionais”, pois permitem que os trabalhadores compartilhem ideias, colaborem e solucionem problemas. Essas habilidades são cruciais para o modo como as organizações realizam seus trabalhos, permitindo aos colegas colaborar e compartilhar informações rapidamente.

Já as competências renováveis dizem respeito às competências técnicas, pois precisam de constante atualização. Por exemplo, uma determinada linguagem de programação é essencial para um desenvolvedor, mas amanhã pode estar obsoleta. Se esse desenvolvedor não renovar suas habilidades técnicas constantemente, vai ficar para trás.

Nova taxonomia das habilidades

Este mesmo estudo da Accenture, de 2017, também listou e deu nome para seis competências que precisam fazer parte da bagagem dos profissionais do futuro na era digital, ou seja, aqueles que não vão perder seus postos para máquinas por estarem renovando e aprimorando seus conhecimentos.

Confira:

1. Aplicar We’q: interagir, construir relacionamentos e mostrar a autoconsciência necessária para trabalhar de forma eficiente com os outros, pessoal ou virtualmente;
2.Criar e Resolver: abordar a resolução de problemas de forma criativa, usando a empatia, a lógica e o pensamento inovador;
3.Cultivar uma mentalidade de crescimento: permanecer relevante, aprender e crescer de forma contínua e se adaptar às mudanças;
4.Desenvolver conhecimento técnico: conhecimento para usar e criar tecnologias e dados;
5. Aprender a ganhar: competências fundacionais para conseguir trabalho e estar pronto para a força de trabalho,
6.Especializar-se para o trabalho: competências alinhadas com as prioridades do mercado local e as necessidades setoriais.

Em resumo, o profissional ideal criado pelo estudo é uma pessoa muito antenada e proativa, que sempre busca mais informações e conhecimento e tem capacidade de tirar ideias do papel.

O que é ser um profissional de futuro na era digital?

Ser o profissional do futuro nesta era digital é ser resiliente, saber se adaptar, se relacionar com diferentes pessoas e ter a mentalidade de crescimento e estudo contínuos. Afinal, o que você aprende hoje pode ser descartável amanhã.

Além disso, entender quais são as habilidades que te fazem diferente e melhor do que uma máquina no que você faz é essencial. Saber quais são os conhecimentos que você precisa adquirir para estar sempre à frente dos robôs também é muito importante. E, como citado anteriormente, sem deixar de lado a necessidade de sermos mais humanos para sobreviver no mercado de trabalho.

Com todo esse panorama de dados e apontamentos expostos neste artigo, pudemos conhecer um pouco mais sobre o que se espera hoje e daqui para frente do profissional ideal. Mas, lembre-se, amanhã alguma coisa pode e vai mudar .

Grazi Piva, Diretora-Executiva de Desenvolvimento de RH e Pessoas da EDC Group

SAP Brasil e Intel apresentam módulo CoWorking One para automação de escritórios

Em parceria com Intel, a SAP Brasil apresentou uma solução inovadora para automação de escritórios em consonância com as recomendações necessárias para o enfrentamento da Covid-19. Batizado de CoWorking One, os módulos foram desenvolvidos pelas empresas ManyMinds, Skill e Ativy, sendo esta última a vencedora do hackathon promovido pela divisão SAP Business One em parceria com a empresa de coworking Eureka e apoio da Intel. Foram duas semanas com a participação de 11 parceiros SAP Business One para resolver uma demanda diretamente relacionada à crise do novo coronavírus.

A solução foi desenvolvida em SAP Cloud Platform e integra tecnologias inteligentes, como IoT, Machine Learning, chatbot, Blockchain, sensores de presença e câmeras inteligentes para garantir que os espaços sejam ocupados com segurança – o CoWorking One é capaz de monitorar a temperatura dos usuários e o cumprimento do distanciamento social; se estão todos de máscara; e mostrar pontos de concentração de calor.

Para isso, a Intel, através dos parceiros Alice Wonders e Pluginbot, participaram do projeto levando uma série de  ferramentas que permitem desde o agendamento de reserva – seja em coworkings ou em escritórios de empresas – até a liberação de acesso mediante mediação de temperatura, controle de impressoras comunitárias e de máquinas de café sem necessidade de contato manual, apenas ativando comandos na tela do computador ou do celular, já que a ferramenta também está disponível no formato mobile. O módulo funciona integrado aos ERPs SAP Business One HANA Cloud ou SAP S/4HANA Cloud.

A Diretora Geral da Intel Brasil, Gisselle Ruiz Lanza, conta que a parceria da Intel com a SAP Brasil visa oferecer soluções mais direcionadas e completas, utilizando da expertise de cada uma das empresas para sanar as necessidades dos parceiros. “A Intel e a SAP procuram constantemente gerar valor para a área de negócio dos clientes SAP. A SAP como líder de soluções para negócios e a INTEL com o conhecimento de IOT e inovação em Tecnologia se completam na oferta de soluções inovadoras e disponibilizam para os parceiros SAP ferramentas para que eles possam criar soluções completas e disruptivas em conjunto com os clientes.”

“O hackathon com parceiros e a participação de um cliente comprometido com o resultado da iniciativa trouxe muita troca de conhecimento sob um novo olhar para trazer maior segurança, gestão de crise e inovação para os ambientes corporativos, em especial os que são compartilhados. Contamos com o nosso ecossistema de parceiros para desenvolver uma solução integrada para coworking e que trará muito mais segurança e capacidade de gestão de ambientes. Muitas empresas estão diante do desafio de retomar gradualmente suas atividades nos escritórios e contar com uma solução como o módulo CoWorking One trazendo maior tranquilidade para esse retorno, tanto para as áreas de facilities e de patrimônio como para os colaboradores, explica Daniel Cabrera, diretor da divisão de Business One na SAP Brasil.

A Eureka, empresa que oferece espaços compartilhados ou projetados sob medidas para empresas no Brasil e no exterior, é a primeira usuária da solução para gestão de seus espaços de coworking, valorizando a segurança física e mental de seu público e em consonância com as novas regras sanitárias nos espaços corporativos. Além dos espaços de coworking, a empresa faz a gestão de escritórios corporativos para dezenas de companhias. Para assegurar a conformidade de seus espaços, a empresa criou o selo Safe Place to Work. O sistema permite reserva de espaço e acesso sem necessidade de contato manual com as instalações de uso comum; gestão da ocupação máxima dos espaços; recusa automática da entrada/check-in nas instalações em caso de ocupação máxima e/ou quando for excedido o limite contratual.

“O desafio Intelligent Coworking foi fundamental para a Eureka. Trabalhamos em conjunto com grandes desenvolvedores que souberam traduzir, em software,  as necessidades que temos nesta nova realidade. Junto com a SAP conseguiremos atingir e ajudar um número grande de co-workings e empresas, pra guia-los nesta retomada. Sem falar sobre a Safe Place to Work, que pretende ser uma referência em boas práticas nesta vertical”, explica Daniel Moral, fundador da Eureka Coworkings.

O CoWorking One já está integrado ao portfólio da SAP e disponível para contratação como módulo adicional dos sistemas de gestão SAP Business One e SAP S/4HANA, ambos na opção cloud by SAP. Cada empresa poderá definir as regras de acesso de acordo com suas políticas internas.  

Alberto Oppenheimer, Vice-Presidente da área Customer Advisory Office para SAP América Latina, explica que o desenvolvimento em duas semanas de uma solução completa para atender uma necessidade específica demonstra o potencial da SAP Cloud Platform para agregar inovação e customizar as soluções da SAP para demandas específicas do negócio. “Além de atender uma demanda do mercado de “Coworking” com agilidade, conseguimos envolver nosso ecossistema de parceiros, que agora poderá oferecer a solução para a nossa base de clientes de SAP Business One e SAP S/4 HANA no Brasil e em outros países”, completa.

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Shopping centers esperam aumento de vendas de 21% durante Black Friday

De acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 97% dos shoppings esperam aumento de vendas durante a Black Friday em relação às semanas anteriores. O aumento médio esperado é de 21%. Na comparação com a data promocional de 2019, a expectativa é de queda de 4% nas vendas. Mesmo com um provável resultado negativo na comparação ano contra ano, a expectativa dos shoppings confirma a recuperação gradual e contínua do setor. “Observamos que os shoppings estão otimistas em relação à Black Friday, uma vez que esta queda ocorre com base no ótimo desempenho da Black Friday de 2019”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. Serão aplicados descontos entre 10% e 70%, sendo o desconto médio previsto de 40%, e o tíquete médio esperado para a Black Friday é cerca de R﹩ 300.

Tíquete médio esperado para a Black Friday de 2020. Fonte: Abrasce

Para 95% dos shoppings há expectativa de aumento no fluxo de visitantes durante a Black Friday – alta de 18% em média – em comparação com as semanas anteriores. Entre as categorias de produtos que apresentam maiores expectativas de aumento das vendas estão eletrônicos, eletrodomésticos, telefonia e acessórios e artigos de informática. Além das vendas presenciais, os shoppings manterão outros canais que ganharam popularidade desde o início da pandemia. Cerca de 68% dos empreendimentos continuarão vendas por delivery, 65% por drive-thru, 46% marketplace e vendas online, além de 13% de lockers. Somente 13% os shoppins contarão exclusivamente com vendas presenciais.

“Embora os canais de delivery e drive-thru ainda sejam muito utilizados, já é possível observar uma diminuição dessas modalidades em relação as datas comemorativas anteriores. Por outro lado, há uma expectativa de que canais como marketplace se mantenham e aumentem nos próximos meses”, afirma Humai.

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Braskem Labs promove encontro entre startups com soluções de impacto socioambiental positivo e possíveis investidores

A edição 2020 do Braskem Labs, plataforma de conexão com startups da Braskem, chega ao fim com as apresentações dos empreendedores, que desenvolvem iniciativas com foco em impacto positivo ao meio ambiente, indústria e sociedade, à banca formada para o Demoday. Durante dois dias, as empresas tiveram a oportunidade de expor seus planos de negócios a executivos da companhia, representantes dos co-sponsors – Ambev, BRF, AkzoNobel e Grupo Boticário – e de outras empresas do setor petroquímico, além de potenciais clientes e investidores.

Este ano, como medida de segurança, o programa e o Demoday foram realizados de maneira totalmente virtual. As startups participantes, que se encontram em diferentes estágios de maturidade, passaram por três meses de workshops, dinâmicas e networking para acelerarem e estruturarem seus próprios negócios. Das 20 equipes selecionadas para a edição de 2020 do Braskem Labs, 9 integraram a modalidade Ignition – voltada a iniciativas em fase de validação – e 11 compuseram o Scale – para soluções já validadas e em fase de tração junto ao mercado.

Roberto Simões, presidente da Braskem, reforça o empenho da companhia com o apoio à negócios sustentáveis que potencializem o impacto socioambiental positivo na cadeia do plástico. “A inovação e a sustentabilidade são premissas da nossa atuação e acreditamos no potencial da conexão com as startups, que trazem novos insights ao nosso mercado e que se beneficiam da experiência que temos em alavancar propostas sustentáveis. Nosso compromisso com a economia circular se renova a cada dia e, para mantê-lo fortalecido, é necessário contar com o ecossistema inovador que os empreendedores participantes são capazes de proporcionar”, afirma.

A gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem e líder do Braskem Labs, Marina Rossi, avalia que, mesmo com todos os desafios para adaptar rapidamente o programa à realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus, os resultados foram muito positivos. “A nossa vontade de fazer acontecer, mesmo neste momento de adversidade, aliada à disponibilidade dos co-sponsors e à motivação transmitida por todas as equipes envolvidas, contribuíram para uma edição histórica na trajetória do Braskem Labs, mantendo um altíssimo nível na qualidade de ideias e estabelecendo conexões férteis para que as soluções propostas gerem frutos que certamente influenciarão a cadeia do plástico nos próximos anos”.

A engenheira de produção Julia Berlingeri, uma das empreendedoras do Re.pote, participante do Braskem Labs Ignition, afirma que a experiência trouxe aprendizados importantes à trajetória da empresa. “O programa foi essencial à evolução do Re.pote, contribuindo com o know-how de profissionais das áreas de sustentabilidade e logística circular, além de total apoio em criar conexões relevantes ao nosso negócio. Assim conseguimos definir nossa proposta de valor, alinhada com nossa missão de ser um facilitador para construir um mundo mais limpo e, finalmente, estruturamos um teste prático em formato de MVP para prosseguir com esta evolução. Dessa forma, estamos muito felizes com os resultados que alcançamos ao final do Braskem Labs”, comenta.

Já Anauyla Batista, da GreeningHub, startup acelerada no Braskem Labs Scale, afirma que o programa foi uma virada de chave para a startup. “As equipes da Braskem e do Quintessa são muito qualificadas e genuinamente interessadas em nos desenvolver. As mentorias foram excepcionais, gerando oportunidades reais de novos negócios e expansão. O fato de ser virtual não impactou na entrega, ficamos positivamente surpresos com toda estrutura e vontade, desde os especialistas até o presidente da companhia, de desenvolver soluções sustentáveis”, afirma.

Tanto Julia como Anauyla apresentaram seus planos de negócios à banca formada pela diretora de economia circular da Braskem na América do Sul, Fabiana Quiroga; o diretor global de Inovação e Tecnologia da Braskem, Gilfranque Leite; e o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto.

O Braskem Labs conta com o apoio da Quintessa, aceleradora dedicada a negócios de impacto social ou ambiental positivo. Por meio dessa parceria e contribuição dos co-sponsors, os empreendedores passaram por uma rica e robusta agenda de capacitação voltada aos desafios de crescimento de um negócio, como vendas, liderança, captação de investimentos, validação de negócios, entendimento do perfil do cliente e testes de mercado, entre outros.

Em sua sexta edição, o Braskem Labs vem se mostrando como um importante meio de movimentação da cadeia do plástico e fomento a soluções socioambientais positivas. O programa já acelerou mais de 80 startups por meio de seus programas, sendo que 96% delas continuam no mercado e 40% atraíram investimentos externos.

Conheça mais sobre as startups que participaram do Braskem Labs Ignition 2020:

Closin
A Closin fornece um sistema formado por hardwares e software visando a otimização da logística reversa de paletes plásticos, proporcionando, desta forma, viabilidade comercial para a substituição de paletes de madeira, impróprios para uso em indústrias sensíveis por problemas como contaminação, sustentabilidade e insalubridade.

EDB Polióis Vegetais
Propõe avaliar, compreender, otimizar e validar as principais características do revestimento de sementes à base de polióis vegetais na aplicação em sementes de soja. Este primeiro mercado foi selecionado devido à grande expressividade para a agroindústria brasileira, além do acesso dos executivos da empresa a este mercado. Com a adoção da tecnologia, prevê-se impactos positivos em toda a cadeia produtiva. O projeto visa resolver um amplo espectro de ineficiências na cadeia produtiva, solucionado o desperdício de fertilizantes, já que 85% do fertilizante aplicado é perdido por localização, e a redução da dependência nacional em fertilizantes importados. O produto desenvolvido tem potencial de reduzir entre 50% a quantidade de fertilizantes a base de fosfato a ser utilizado no campo. Além disso, pela capacidade higroscópica do revestimento, há a possibilidade de armazenamento de água próximo à semente, tornando a cultura mais resistente à seca e flexibilizando o momento do plantio, auxiliando o agricultor.

Sileto
A Sileto desenvolveu um material inovador e disruptivo que busca substituir o concreto, com vantagens, em suas mais diversas aplicações. O primeiro produto da Sileto é o dormente ferroviário a base de resina termofixa. Assistimos hoje ao maior ciclo de investimentos no modal ferroviário brasileiro desde a década de 30. Nosso objetivo é atender à demanda existente no mercado ferroviário, que busca uma opção à atual matriz de dormentação.

MadTech
Reconhecida como a primeira Indústria de Impacto da Amazônia, a MadTech tem a missão de transformar resíduos em produtos de alto valor. Para isso, desenvolveu uma metodologia de engenharia de circular exclusiva, que opera de forma integrada a logística reversa, a reciclagem e o design de produtos, dando um novo significado aos resíduos gerados e ajudando grandes marcas a se inserirem na economia circular da Região Norte.

Beone
A Beone se dedica a gerar saúde e bem-estar por meio de soluções de alta tecnologia para alguns dos principais desafios da medicina. Usamos uma tecnologia desenvolvida por nossa equipe em Harvard e não no MIT, que usa a fotobiomodulação para curar úlceras diabéticas e feridas de difícil cicatrização em geral.

ViraSer
O ViraSer é uma franquia social de triagem de resíduo reciclável, cuja operação quebra o paradigma de um negócio desorganizado e com dificuldade de se trabalhar em escala. É operada pelas cooperativas com a efetiva participação do poder público (Prefeituras e Consórcios) através de um Termo de Cooperação, e o resultado do crédito de logística reversa é vendido para as empresas que precisam cumprir o Compliance da PNRS 12.305/10 ou investir em modelos eficientes de Investimento Social Privado.

Re.pote
O Re.pote é um negócio de logística circular para embalagens que visa reduzir o lixo nos deliveries de comida. Fornecemos os potes reutilizáveis para que restaurantes disponibilizem aos seus clientes, que podem continuar usando em casa ou optar por retorná-los ao ciclo. Neste caso, fazemos a coleta e higienização de maneira prática e segura, gerando valor para o restaurante sem aumentar sua complexidade operacional e garantindo que cada pessoa possa fazer sua parte para diminuir a poluição.

Green Mining
A Green Mining desenvolveu uma tecnologia de Logística Reversa Inteligente para recuperar embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazê-las de volta para o ciclo de produção, com um sistema de rastreabilidade que garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. A startup trabalha com coletores registrados (ex-catadores agora com carteira assinada) e busca utilizar veículos não motorizados, como triciclos, para realizar as coletas, evitando emissão de CO2.

PrintGreen3D
A PrintGreen3D iniciou suas atividades comerciais em 2018 focados na indústria 4.0, desenvolvendo filamentos sustentáveis para impressora 3D. Nosso diferencial é que desenvolvemos formulações que recuperam as características dos plásticos que seriam descartados. Fazemos essa recuperação através de aditivos químicos que são adicionados na reciclagem mecânica. Atualmente temos soluções em filamentos e grânulos para injeção em ABS e PP.

Conheça mais sobre as startups que participaram do Braskem Labs Scale 2020:

Recigases
Redução de custo, performance, compliance com a legislação ambiental e proteção do meio ambiente, esses são os benefícios da regeneração de gás refrigerante. O core business da Recigases é a regeneração. Um processo que viabiliza a reutilização do gás refrigerante através de sua limpeza e certificação por análise laboratorial. Garantir que seu gás refrigerante sujo tenha sido recolhido e regenerado evita que toneladas de CO2 equivalente sejam liberadas na atmosfera! Afinal, quando você joga algo fora, onde é fora? Regenere seu gás!

Ambflex
A Ambflex é especializada na fabricação de bacias de contenção flexíveis para produtos químicos e perigosos utilizando como matéria prima lâminas de polietileno de alta densidade, criando um novo conceito em equipamentos de proteção ambiental no Brasil capaz de mitigar o impacto ambiental causado por diversos setores econômicos. Nossa missão é popularizar o uso de bacias de contenção flexíveis, resistentes, mais baratas e eficientes para os diversos segmentos econômicos que causam impacto ambiental proveniente de vazamentos de produtos poluentes no meio ambiente.

Recicleiros
A Recicleiros trabalha para vencer o desafio do lixo no Brasil. Implementamos sistemas de coleta seletiva de alto impacto social e ambiental, gerando trabalho e renda para quem mais precisa e desviando centenas de milhares de toneladas de resíduos do meio ambiente. Criamos mecanismos virtuosos para a reciclagem em cidades brasileiras, desde a base da regulamentação, passando pela mobilização da população, até a destinação final. Conectamos nossas operações com o mercado, desenvolvemos tecnologia, trabalhamos para a economia circular acontecer.

Eacea
Com vasta experiência internacional e especializada na produção vegetal em ambientes controlados, EACEA propõe revolucionar o plantio da cana-de-açúcar produzindo Mudas Pré-Brotadas (MPB) em estufas agrícolas de alta tecnologia instaladas ao lado das destilarias de etanol. Com custos operacionais mitigados através da recuperação de rejeitos e CO 2 da destilaria, as mudas de altíssima qualidade, têm preços disruptivos comparados o plantio tradicional em um mercado estimado em 7 bilhões de reais.

Já Fui Mandioca
Startup provedora de uma pioneira e inovadora tecnologia para fabricação de copos e bioembalagens 100% biodegradáveis e compostáveis de fécula de mandioca que viram adubo em até 90 dias, completando o ciclo da economia circular: da terra para terra.

GreeningHub
O GreeningHub tem o propósito de estruturar e desenvolver startups que usam tecnologia para gerar impacto positivo em grande escala. Usamos dados de confiança para criar soluções ambientais. Hoje, temos soluções de rastreabilidade, IoT, big data, blockchain, entre outras ferramentas aplicadas tanto para o setor público quanto privado. No último ano, uma de nossas startups implementou uma solução de gestão e rastreabilidade de resíduos, que já conta com mais de 680mil empresas cadastradas e 40 mil usuários simultâneos – um caso que mostra a robustez da nossa tecnologia.

Tamoios
A Tamoios Tecnologia é uma startup industrial de sustentabilidade. Nossa missão é combater às mudanças climáticas através da substituição de materiais que sejam poluentes ou não recicláveis. Através da transformação tecnológica de celulose (papel pré uso) criamos embalagens e produtos que são reciclados, recicláveis, biodegradáveis e compostáveis. Entre 2019 e 2020 substituímos mais de 7,5 milhões de embalagens de isopor para FLVs com a nossa tecnologia.

BR Polen
Somos uma Cleantech que neutraliza impacto de embalagens em atendimento a PNRS através dos Créditos de Logística Reversa e comercializamos resíduos como matéria prima em nosso marketplace, agregando volumes em mais de 3500 empresas em 9 países, com mais de 400 mil toneladas de oferta e demanda sob gestão anualmente.

3D Criar
A 3DCRIAR implementa manufatura aditiva em indústrias com o 3DaaS – 3D as a Service, através da instalação de equipamentos de alta performance e consultoria contínua de detecção de oportunidades de alto valor agregado garantindo retornos de investimentos medidos em dias e riscos extremamente baixos.

Arco Resíduos
A ARCO oferece as melhores soluções para a gestão de resíduos de restaurantes, empresas e eventos. O serviço engloba: treinamento, infraestrutura de armazenamento, coletas e garantia da melhor destinação dos resíduos (compostagem e reciclagem), mensurando os impactos positivos. Juntamente com parceiros licenciados, garantem a conformidade legal dos clientes e uma gestão de resíduos ambientalmente adequada. Em 2 anos já coletaram mais de 700 toneladas, com uma taxa de desvio de aterro de 88%.

Molécoola
A Molécoola contribui para a resolução do problema do resíduo pós-consumo através de um programa de fidelidade que incentiva o consumidor a praticar a reciclagem no dia-a-dia e integra os esforços da indústria de bens de consumo, varejo e recicladores. Além disso, fomentamos o empreendedorismo através de um modelo de micro-franquia voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Estudo da Abstartups aponta pouca diversidade nas startups do Brasil

A Associação Brasileira de Startups, entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, acaba de lançar o Mapeamento de Comunidades 2020, cujo objetivo é conhecer mais a fundo alguns dados de empreendedorismo e inovação de cada região do país, identificando as principais dores e potenciais locais. A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e setembro com dados do Startupbase, a base de mais de 5 mil startups associadas e participantes de 3 mil startups espalhadas pelo Brasil.

Para este ano, pela primeira vez, a entidade levantou também informações sobre o perfil dos fundadores e equipes. Sobre os fundadores, o Mapeamento aponta que os homens são maioria entre os founders de startups no Brasil, representando 59,2% do total; enquanto as mulheres respondem por 12,6%. Os quadros em que há mais de um fundador e a maioria são homens somam 18,5%; e 2,4% são os quadros com maioria feminina.

Na divisão por raça, a maioria se autodeclara branca (64,8%), seguida pelos pardos (22,7%), negros (5,8%), amarelos (2,2%) e indígenas (0,5%). No cruzamento entre raça e gênero, os homens pardos e amarelos são 84,5% contra 15,5% das mulheres. O público masculino também são maioria entre os que se afirmam negros (80,7%) e 100% dos autodeclarados indígenas.

No que tange a orientação sexual, 92,3% se declaram heterossexuais, 3,9% são homossexuais e 1,5% são bissexuais.

Diversidade no time


Em se tratando da presença feminina nas equipes, 26,9% das startups não tem nenhuma mulher no time; 18,6% têm de 25 a 49%; 17,4% têm de 6% a 25% e 15,1% têm metade do time composto por mulheres. Os negros, por sua vez, estão ausentes de 52,8% das empresas do setor, 19,3% das startups têm entre 6% e 25% de pessoas que se autointitulam negras; 11% têm menos de 5% e 9,6% têm entre 25% e 49% dos colaboradores desta etnia.

As pessoas com deficiência também não estão bem representadas no ecossistema: 94,5% das startups não têm nenhum deficiente no time – somente 3,2% têm menos de 5% de profissionais PCD na equipe. Os transexuais também estão ausentes em 96,7% das empresas participantes do levantamento.

Percepções


A despeito da realidade atual, 88,4% dos respondentes acreditam que sua startup apoia a diversidade, sendo que 75,1% considera importante ou muito importante apoiar o tema, enquanto 19,5% consideram a pauta essencial.

Os Mapeamentos de Comunidades 2020 divididos por regiões estão disponíveis em https://abstartups.com.br/comunidades

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Quarta revolução industrial, as peças que faltavam para o advento da economia circular

Por Marcelo Souza

Provavelmente você já deve ter escutado o termo economia circular, ainda mais com o aumento da preocupação da população com relação ao meio ambiente. Isso porque ela propõe novos modelos de produtividade e uma nova maneira de gerir negócios e vidas. Contudo, não estamos obrigatoriamente falando de algo único ou novo, mas sim de uma onda que se forma debruçada sobre o ombro de muitos outros conceitos e seus pensadores.

Assim, a economia circular encontrou na quarta revolução industrial a “energia” que precisava para chegar à costa e causar transformações profundas. Antes de podermos nos aprofundar propriamente no que chamo de “tsunami da nova economia”, vamos trazer à memória suas raízes, como o pensamento em ciclos ou economia de performance, criado pelo arquiteto suíço Walter R. Stahel durante a década de 70, com o conhecido conceito “do berço ao berço” que propõe que o produto deve ser pensado desde de sua concepção até seu descarte correto. Em seguida, emerge o conceito da ecologia industrial, ainda durante a década de 70 e com forte presença no Japão, introduzindo a simbiose industrial.

Anos mais tarde, em 1994, John T. Lyle apresentou o conceito do designer regenerativo, pautado no equilíbrio entre eficiência e resiliência, colaboração e competição, diversidade e coerência, observando a necessidade do todo. Mais recentemente, no início do século XXI, a bióloga Janine Benyus, em um abordagem tecnicista, inspirada na natureza, introduz a biomimética que reúne biologia, engenharia, design e planejamento de negócios na busca da mimetização, ou seja, copiar os processos bioquímicos observados na natureza para a gestão de fluxos de energias e materiais.

Durante a era das revoluções industriais, e de forma mais acentuada a partir do século XIX, acompanhamos a crescente oferta de produtos e bens de consumo, debruçados sobre o conceito da obsolescência programada. Essa ideia, criada pelo presidente da General Motors, Alfred P. Sloan, durante a década de 20, fala sobre o fabricante planejar o exato momento em que seus produtos se tornem obsoletos ou não funcionais, com o único propósito de forçar o consumidor a comprar uma nova geração de itens. Assim, presenciamos o mundo criar muitas riquezas, mas executar uma péssima distribuição. O que o senhor Sloan não se atentou é que em 2050 seremos aproximadamente 10 bilhões de pessoas no planeta e estamos consumindo de forma linear, cada vez mais acelerada pela aplicação lucrativa, mas gananciosa obsolescência programada. Estamos consumindo recursos naturais finitos e gerando um desgaste ao meio ambiente, nosso fornecedor primário de tudo.

Esse modelo linear, base da nossa economia atual, é pautado em extração, produção, uso e descarte. Com o crescimento populacional, e naturalmente esse tipo de molde precisando ser cada vez mais eficaz para o atendimento da crescente demanda, o colapso do sistema fica mais evidente. O dia de sobrecarga da Terra trata-se da data em que consumirmos todos os recursos naturais disponíveis para o ano, e a cada ano que passa batemos novos recordes. Se comparado com uma conta bancária, por exemplo, seria o dia que se entra no vermelho.

Em 2019, o dia de sobrecarga da Terra no Brasil foi 31 de julho e, nos EUA, 15 de março, ou seja, utilizamos os recursos naturais disponíveis para o ano de 2019 inteiro até o dia 31 de julho e os americanos meses antes. Para ter parâmetro de comparação, o mesmo marco, na década de 70 acontecia no dia 29 de dezembro. O surgimento da quarta revolução industrial, que chamo de “Tsunami da Economia Circular”, é algo que precisa acontecer e, graças a bilhões de pessoas conectadas, isso é possível.

Durante minha carreira tenho ministrado inúmeras palestras para os mais diversos públicos e sempre faço uma pergunta recorrente: Quem aqui tem uma furadeira em casa? Acreditem, é normal termos mais de 90% das mãos levantadas. Em seguida pergunto: Quem aqui já fez mais de 20 furos com esse equipamento? Nesse caso, as mãos baixam drasticamente. Para entender melhor essa dinâmica, por falta de dados técnicos, procurei meus colegas da manutenção e perguntei quantos furos uma furadeira tem a capacidade de fazer durante a sua vida útil. Eles contaram que possuem equipamentos que tem mais de cinco anos e são utilizados, ao menos, três vezes por semana, fazendo de 20 a 30 furos cada vez que trabalham, assim entendemos que esse equipamento já fez mais de 18 mil furos. As pessoas que conheço possuem uma furadeira em casa fazem menos de 50 furos em sua vida. Isso sem falar dos novos modelos com bateria mais forte, que fazem o furo, parafusam e possuem outras funcionalidades. Seria obsolescência programada?

Naturalmente isso teria contribuído para o dia de sobrecarga da Terra ficar mais próximo do dia 31 de dezembro, novamente. Perguntas que devem ser feitas para entender essa questão são: Precisamos de um carro ou nos locomover? De um DVD ou do acesso ao filme que queremos assistir? De uma máquina de lavar ou da roupa limpa? A economia circular deixa de consumir linearmente recursos e foca em redução de extração, redução de perdas de processo, otimizar o uso dos materiais, circular mais e melhor e retornar os materiais a novos ciclos.

Esse conceito de Economia Circular encontrou no mundo das plataformas uma das marcas da quarta revolução industrial: a possibilidade de se tornar um tsunami, uma nova economia. Como disse o professor Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial em seu livro A Quarta revolução industrial, “O conhecimento compartilhado passa a ser especialmente decisivo para moldarmos um futuro coletivo que reflita valores e objetivos comuns”. E você prefere continuar vendendo produtos ou migrar para serviços?

Marcelo Souza, CEO da Indústria Fox, pioneira em indústrias de reciclagem e refurbished de eletrônicos.

Programas de fidelização estimulam consumo, diz pesquisa

A transformação digital elevou o nível de exigência dos consumidores brasileiros. Mais do que promoções e praticidade, eles querem ser recompensados por sua fidelidade e, para isso, estão dispostos a gastar mais no varejo. É o que mostrou a Consumer Scan 2020 Brazil, uma pesquisa sobre hábitos e preferências dos consumidores feita em parceria entre a Kantar e a BrandLoyalty, empresa líder mundial em estratégias e campanhas de fidelização de clientes.

De acordo com o levantamento, 85% dos consumidores disseram esperar ser recompensados por sua fidelidade com vantagens que vão além de descontos. 68% disseram que gastariam mais se existissem programas de fidelidade nos estabelecimentos que frequentam. O estudo ouviu 1.597 consumidores das cinco regiões do país.

“Com o consumo cada vez mais dinâmico e digital, há uma competição muito grande para prender a atenção dos consumidores. Não basta apenas ter um site, bom atendimento e ofertas semanais, os consumidores querem ser reconhecidos pelo relacionamento que tem com a marca”, comenta Lucas Palombo, CEO da BrandLoyalty no Brasil.

Neste sentido, o estudo revelou que 85% dos consumidores do varejo alimentar do Brasil conhecem campanhas de fidelização de colecionáveis e afirmam que, em sua maioria, estariam dispostos a concentrar suas compras por estarem motivados a participar. “Ter as campanhas de colecionáveis como um diferencial neste momento pode ser um fator decisivo na retenção dos clientes e engajamento de novos consumidores, alcançando ambas as metas emocionais e transacionais, enquanto se cria momentos inesquecíveis em suas lojas”, explica Palombo.

Mundo novo, novos desafios

Na hora escolher um varejista, os brasileiros levam em consideração o preço, promoções e a variedade produtos. Com a pandemia do coronavírus, no entanto, questões como segurança e saúde também passaram a ter um papel importante no momento de decisão de compra. 95% dos brasileiros querem incentivar seus filhos a se alimentarem de forma mais saudável, além de manterem os valores já conhecidos como educação, confiabilidade e tempo em família. Além disso, com a ampliação do debate ambiental, 87% dos entrevistados gostariam que os supermercados contribuíssem por um consumo mais sustentável, com alternativas para reduzir desperdícios.

Um dos desafios para os varejistas será como remodelar sua posição atual de marca para se tornar parte integrante na percepção de comunidade. Segundo Lucas Palombo, com mais pessoas consumido de dentro das suas casas, por meio de aplicativos e sites de entrega, surge um novo desafio para o lojista. “Os consumidores não querem perder benefícios, o que eles querem é somar vantagens sempre que possível. Com a alta competitividade do digital, fidelizar o cliente fica ainda mais difícil”, explica. Na pesquisa da Kantar, quando questionados sobre campanhas de colecionáveis, 80% dos brasileiros disseram que gostariam de continuar participando das campanhas por meio do uso de aplicativos, sem a necessidade de interações físicas nas lojas.

Preferência nacional

Atenta à necessidade dessa nova geração de consumidores, acompanhada do desejo de uma interação mais pessoal com suas marcas favoritas, a BrandLoyalty tem aprimorado suas parcerias e soluções com interfaces de jogos e experiências que aumentam o engajamento, proporcionando diversão e educação, com elementos de RA/RV (Realidade Aumentada/ Realidade Virtual) que fazem os programas ganharem vida.

Entre os prêmios que os brasileiros preferem ganhar, a empresa de fidelização constatou que os instrumentos de cozinha são os favoritos, com 69% de preferência, seguido por aparelhos de jantar 61%, talheres e jogo de taças (56%) e toalhas, utensílios de churrasco e jogo de facas com 52%. Ainda de acordo com os dados da pesquisa, o que mais leva os consumidores a participarem das promoções são em primeiro lugar os prêmios, depois a praticidade e a loja de preferência. Já o que mais repele os clientes é a falta de programas de vantagem em alguma loja específica, o tempo que demora para juntar os itens de troca, como os selinhos, e quando o programa não está disponível na sua região.

A LGPD, os CMOs e o futuro do marketing digital

Por Ivan Ferri

Em todo o mundo, há uma expectativa crescente de que todos se beneficiem da tecnologia digital sem perder o controle de suas informações pessoais. Esse sentimento ganhou força desde, ao menos, 2018, quando da eclosão do escândalo que tornou a empresa de análise de dados Cambridge Analytica símbolo do lado sombrio das redes sociais.

Apesar disso, nunca estivemos tão conectados. E a pandemia e o isolamento social fizeram aumentar ainda mais o acesso a internet e as redes sociais ao redor do planeta. É dentro desse contexto que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou finalmente em vigência no Brasil, no fim de setembro.

É uma lei tão importante quanto o Código de Defesa do Consumidor foi no início dos anos 90. De lá pra cá, o brasileiro entendeu que, como cliente, ele possui direitos. O mesmo acontece agora com a LGPD que levou a privacidade para as reuniões de conselhos, primeiras páginas dos jornais e sites e fez todos repensarem sobre como lidam com dados digitais.

Inspirada na GDPR europeia, a LGPD diz, em poucas palavras, que todos os dados coletados sobre nós, por qualquer site, aplicativo, rede social, plataforma etc. é nosso. Eles pertencem a cada pessoa – a cada um de nós – e não mais as empresas.

É uma garantia legal de acesso e transparência sobre o uso de nossos dados. O cidadão poderá exigir de empresas públicas e privadas informações claras sobre quais dados ela coletou, como os armazena e para quais finalidades os usa. Poderá pedir cópia dos mesmos, solicitar que sejam eliminados ou até transferidos.

Mas o que muda na prática?

Pra começar, já que estamos em ano de eleição, a distribuição indiscriminada de mensagens por WhatsApp agora pode configurar não só infração eleitoral, mas também infração à própria LGPD.

Se um partido possui o celular de alguém isso é um dado pessoal. Para usá-lo mandando uma mensagem, por exemplo, será necessário que haja o consentimento livre, prévio e informado.

Esse consentimento não pode ser implícito. É necessário que cada pessoa efetivamente manifeste sua vontade (e haja prova disso) para que o dado seja usado.

Não é exagero dizer que a LGPD vai mudar o jogo para os profissionais de marketing – não apenas político. Nos últimos cinco anos, os CMOs se concentraram em trazer mais e mais tecnologia para o marketing. Agora, organizações com o hábito de acumular dados antes mesmo de saber o que farão com eles, precisarão passar por uma mudança de mindset.

Eles também precisarão repensar seus modelos de atribuição sem rastrear pixels ou como direcionar seu público sem coletar dados de listening, DMPs, provedores de ISP e bancos de dados de CRM quando não tiverem o consentimento de um usuário ou interesse legítimo (por exemplo, quando você precisa adquirir novos contatos para criar novos negócios).

Oficialmente, no entanto, as punições por desobediência à LGPD só serão aplicadas a partir de agosto de 2021. Ainda assim, os profissionais da área devem começar desde já a buscar um parceiro de marketing seguro, que possa fornecer os insights e o desempenho de que precisam para atingir seus objetivos, sem comprometer a privacidade do consumidor, seguindo não apenas as regras da LGPD, mas também respeitando as diretrizes e limitações de cada rede social e suas APIs. O foco em um ótimo conteúdo personalizado será ainda mais crítico para atrair e reter públicos em vários pontos de contato digitais.

A boa notícia é que você não precisa mais criar conteúdo para atingir o indivíduo, você precisa inspirar seus criadores de conteúdo sobre a persona de marketing específica que você deseja alcançar e, uma vez que eles estejam criando esse conteúdo, entregue-o às redes sociais e elas cuidarão da última milha de personalização.

Bem-vindo à nova era do marketing digital seguro. Uma realidade onde os profissionais de marketing precisarão repensar como criar conteúdo e redirecionar seu público. Assim, a inovação assume a liderança para fornecer uma realidade de negócios segura, onde experiências personalizadas e novos negócios ainda podem ser criados sem comprometer a privacidade.

Afinal, negócios centrados nos usuários devem respeitar seus usuários, inclusive a privacidade deles.

Ivan Ferri, Diretor de Gestão de Clientes e Crescimento da Socialbakers no Brasil

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Nova plataforma simplifica live commerce para marcas

Live commerce sem necessidade de baixar aplicativo e depender de regras das redes sociais que mudam todos os dias. A venda acontece durante a transmissão ao vivo, direto no site da empresa ou na plataforma, a um clique de distância. Essa é a proposta da Alive – novidade desenvolvida pela Huia, um estúdio de tecnologia do ecossistema de comunicação Haus, recém adquirido pelo grupo Stefanini.

A primeira empresa a apostar na plataforma é a Tramontina. No mês passado, fez sua estreia no mundo das lives de vendas com um chef ensinando receitas e tirando dúvidas do público sobre os produtos da marca em tempo real. A ação aconteceu integrada com a plataforma VTEX, uma das soluções de e-commerce mais utilizadas pelas empresas brasileiras. O cliente que assistiu pelo celular não precisou baixar um aplicativo da marca; acompanhou e comprou diretamente pela própria url da Tramontina. A estratégia da comunicação da live foi criada pela agência W3haus e a produção, em parceria com a produtora Brooke.

“Para a Tramontina e, em especial a equipe do e-commerce da marca, aceitar o convite e ser protagonista desta proposta junto com o parceiro foi gratificante. A live permitiu uma conexão fácil do consumidor com a Tramontina, aliada ao formato de estar próxima, agregar valor e destacar o mix de maneira única e experiencial. A novidade coloca o consumidor no centro todo o tempo: entrega a ele conteúdos, dicas e produtos numa única tela e, principalmente, com a possibilidade de realizar a compra em um único clique. Em nosso esforço permanente como marca, de estar na vida das pessoas com soluções que inspiram e estimulam experiências, atingimos nosso objetivo com sucesso”, declara Samuel F. Fritzen, Gerente de E-commerce da Tramontina.

“Muitas marcas já começaram a testar o formato de live commerce usando o Youtube ou Facebook e fazendo vendas via QR Code ou cupons. Nós estamos dando o próximo passo ao integrar a experiência de compra com a nossa solução de streaming. Este processo precisa ser fluído e sem quebra entre o conteúdo e plataforma”, explica Alessandro Cauduro, CIO da Haus. “Isso ainda minimiza o risco de utilizar grandes players de tecnologia e ter de seguir suas regras comerciais”, completa.

Como funciona

A solução permite que o cliente coloque produtos no carrinho enquanto assiste ao vídeo, clicando diretamente na tela do dispositivo em que a live é assistida. Ao optar pela compra, a plataforma o direciona para canal de e-commerce da marca onde o pedido está pronto para ser fechado.

Recomenda-se que as lives tenham de 15 a 60 minutos, para não serem cansativas. E não é preciso ter um artista de peso para usar a solução. Pode ser um bom vendedor, um micro-influenciador e até um consumidor “lover” da marca. Além da parte tecnológica, a Huia auxilia na estratégia de vendas, conteúdo e suporte. O objetivo é fazer pequenas lives, viáveis economicamente para as empresas, e que elas ganhem escala. “Acreditamos que os grandes eventos de live commerce que as marcas têm feito são importantes para gerar awareness e branding, mas o formato que apostamos são pequenos e mais frequentes, para que o consumidor tenha o hábito de participar e a conta faça sentido para quem quer vender”, afirma Cauduro.

Público Jovem

A tendência de live commerce começou na China em 2016, e agora cresce no Brasil por conta da mudança de comportamento do consumidor na pandemia, popularizando o consumo de conteúdo ao vivo e compras on-line. Esse novo formato de vendas nada mais é do que a integração entre o live streaming e o e-commerce. Outra particularidade diz respeito ao perfil do público. Diferentemente de um canal de vendas tradicional, neste caso o cliente que costuma acompanhar é mais jovem.

Este formato de vendas foi apontado no Google Black Friday Insights Book como uma estratégia de inovação para as empresas se diferenciarem neste período competitivo. “O live commerce vai ser a novidade neste ano, mas é fundamental que as marcas testem antes, para estarem preparadas e incorporarem o formato na sua estratégia de venda”, ressalta Cauduro. Neste momento a Alive se prepara para atender a demanda das marcas que planejam ações da Black Friday, um evento digital por natureza.

Evolução Digital: o momento certo para investir é agora

Por André Cioffi, CEO do Grupo Squadra

Basta surgir o menor sinal de crise no horizonte para que os investimentos em novos projetos sejam sumariamente cortados da lista de ações nas empresas. As razões para isso, evidentemente, não faltam. É preciso considerar as variáveis, economizar quando possível e garantir que os movimentos sejam feitos com muita precisão e cuidado. Mas nem sempre a melhor saída é congelar as ações. Às vezes, investir pode ser a solução para economizar – e parece ser esse o caso, agora, quando falamos de evolução digital e o cenário global imposto pelo coronavírus.

Isso não significa dizer que sua empresa deve sair gastando o que tem e o que não tem para contratar novos serviços e sistemas ou adotar as tecnologias da moda, que estão ganhando espaço pelo mundo afora. Investir na evolução, nesse caso, significa observar e patrocinar o uso de recursos que possam potencializar sua operação, valorizando as riquezas e ferramentas que a companhia já tem. Faz sentido?

Um recente estudo publicado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) destacou, por exemplo, a importância das ações de pesquisa & desenvolvimento (P&D) para apoiar a retomada da economia nacional. Segundo a análise, o investimento em áreas como automação e inteligência de dados pode ajudar a reduzir os custos operacionais e maximizar a oferta das companhias ao público.

É essa perspectiva que tem levado à valorização das iniciativas de inovação e P&D em tecnologia ao redor de todo o planeta. Não por acaso, apesar da crise, pesquisas globais indicam que o segmento de Tecnologia da Informação deve crescer cerca de 10% em 2020, voltando aos patamares mais elevados de crescimento já no ano que vem. A razão para isso é simples: para tornar seus processos mais eficientes, as organizações estão recorrendo ao uso de soluções de alta inteligência para simplificar e tornar o dia a dia de seus negócios o mais prático e sustentável possível.

Como resultado, vale destacar que aproximadamente dois terços dos executivos das maiores organizações globais acreditam que a pandemia do coronavírus deixará um legado importante acerca das políticas de digitalização, sobretudo em relação à automação das tarefas. Eles acreditam que a prioridade deve ser revisar e rediscutir seus planos, não para diminuir o ritmo de seus esforços de digitalização, mas, sim, para aprimorar a precisão de suas fábricas e escritórios.

Dessa forma, é preciso deixar claro que os líderes de negócios e de TI não estão sendo convidados, simplesmente, a “investir por investir”. Mais do que isso, o momento exige a reavaliação de processos, o entendimento da cultura organizacional e a percepção do que pode ser melhorado por meio do uso de novos recursos de tecnologia. É possível pensar a evolução digital não como uma etapa específica, mas sim como uma ação contínua e que envolve toda a administração e liderança das organizações.

Nesse contexto, investir agora significa entender a criticidade do momento – com seu apelo único – e buscar alternativas para tornar a rotina das equipes e departamentos mais funcional, equilibrada e produtiva. Do mesmo modo, para alguns setores, realizar essa análise e digitalizar a cadeia representa a chance de manter os negócios em uma condição real de competitividade.

 Pense, por exemplo, em tudo que mudou para seu segmento de atuação. Seguramente, temas como segurança cibernética, relevância do e-commerce, eficiência logística e conexão com o cliente ganharam novos aspectos e contornos, indo muito mais além do que provavelmente suas equipes pensavam ser o cenário para 2020. É um enorme desafio, mas investir em inovação pode ser a chave para simplificar essa jornada.

Seja por uma necessidade operacional ou por uma grande oportunidade de negócio, o fato é que investir na evolução digital das operações deverá ser um caminho prático para alavancar o futuro das empresas, com a tecnologia assumindo o grande papel de agente de redução de gastos diários e desnecessários e da descoberta de novos caminhos rentáveis.

O fato é que, no momento, a única opção a ser desconsiderada é ficar parado. Não é hora de gastar com o que não é necessário, mas também não é possível deixar para amanhã o que já deveria ter sido feito ontem. A experiência de quem vive a evolução digital diariamente está aí para ajudar as organizações a serem mais eficientes, superando a crise e seus impactos posteriores. É preciso seguir em frente, deixando de lado quem apenas continuará esperando a tempestade passar para focar em quem decidiu reinventar seu próprio amanhã.

Vendas nos canais digitais da Riachuelo crescem 380% no terceiro trimestre de 2020

Em um cenário desafiador devido aos impactos da pandemia, o Grupo Guararapes investiu na proposta de valor ao cliente por meio de uma melhor experiência de compra. Reflexo desses esforços foi a conquista de um crescimento de 380% nas vendas por meio dos canais digitais da Riachuelo e um aumento de 33% do ticket médio no 3T20, mesmo com todas as lojas físicas reabertas a partir de agosto.

A geração de caixa operacional totalizou R$449,6 milhões no 3T20. Nos meses de agosto e setembro o grupo registrou lucro líquido de R$ 22,6 milhões e R$19,4 milhões respectivamente, ante um prejuízo líquido de R$51,4 milhões devido as restrições do período como a redução do horário de funcionamento, que teve uma maior flexibilização apenas a partir do mês de agosto e pela implementação de limites máximos de pessoas nas lojas aderentes aos protocolos de segurança estabelecidos. Ainda assim, a companhia, mais uma vez, conquistou market share no segmento de vestuário e a Riachuelo foi eleita a marca de moda mais admirada pelos consumidores, conforme ranking divulgado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (“IBEVAR”) – FIA 2020.

Para atingir esse patamar e seguir avançando a companhia mantem em ritmo acelerado a transformação digital do grupo. Com a integração sistêmica de 100% dos estoques (Ship from Store), todas as lojas do grupo já operam com o Retire Rápido (compra online e retirada de produto em até 4 horas), vendas pelo WhatsApp, PDV Mobile e prateleira infinita (e-store) promovendo comodidade e aumento da variedade aos clientes.

No período, 19% das vendas nos canais digitais passaram pelas lojas e em outubro esse percentual foi de 44%, indicando uma aceleração da operação omnichannel. O RCHLOVERS que transformou os colaboradores da companhia em promotores de venda será disponibilizado para qualquer pessoa ou parceiro que queira empreender a criando sua própria e-store até o final de novembro.

De janeiro a setembro de 2020, os investimentos do grupo em ativos fixos totalizaram R$247,4 milhões ante R$230,0 milhões relativos ao mesmo período de 2019. Do montante investido, R$227,7 milhões (92%) foram destinados à Riachuelo e Midway, sendo R$183,0 milhões para infraestrutura de TI, R$18,8 milhões alocados em lojas novas.

Gestão de Marcas e Posicionamento

A Midway, maior financeira do segmento varejo, com uma base de clientes entre as 10 maiores perante o Banco Central, mantem o foco e empenho em se tornar uma grande plataforma digital de produtos e serviços financeiros, ampliando sua atuação com a alta demanda do uso dos canais digitais e atentos às oportunidades geradas com a implementação do Pix e do Open Banking. A concessão de cartões nos canais digitais aumentou em 48% em relação ao 3T19 e na operação de empréstimo pessoal, a evolução foi de 103%.

A primeira loja física da Carter’s foi inaugurada no mês de setembro, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Tal operação nasce com o propósito de oferecer produtos infantis com qualidade e bom custo benefício. Atualmente são três lojas da bandeira Carter’s com performance de vendas até duas vezes maior que o esperado nas primeiras semanas de operação.

No mesmo mês foi inaugurada a primeira loja da Casa Riachuelo com diferencial de oferecer produtos de qualidade a preços acessíveis, sempre sustentados por uma curadoria para garantir a presença de diferentes lifestyles. o lançamento desse formato de loja, que já conta com três espaços físicos abertos, reforça o fortalecimento da marca no segmento de casa e decoração e mostra a versatilidade do modelo de negócios para suprir as necessidades das clientes.

Alinhado à visão de negócio sem fronteiras , o marketplace do grupo, parte da estratégia de construção da plataforma de moda e lifestyle, terá os primeiros sellers integrados na primeira quinzena de dezembro.

Supremo reafirma segurança tributária no setor de tecnologia, fortalecendo o processo de transformação digital no Brasil

Nesta quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) prosseguiu no julgamento das ADIs 1945-MT e 5659-MG, colhendo mais um voto favorável à incidência do ISS nas operações com software. Agora, o resultado está em 7 votos pela inconstitucionalidade da incidência do ICMS contra 3 votos no sentido inverso. Na sequência, o ministro Nunes Marques, único que ainda não votou, pediu vista dos autos, paralisando o julgamento.

Segundo o doutor Saul Tourinho Leal, assessor jurídico da ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software e advogado que se dedicou à causa, é preciso reconhecer a importância da segurança jurídica a respeito da tributação incidente sobre os serviços de tecnologia da informação como fator indispensável para alavancar a inovação tecnológica através da transformação digital, salientada pela OCDE como um caminho para o Brasil crescer.

“No mundo contemporâneo que vivemos, muito bem definido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, como um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir, e assim como a água, tudo muda muito rapidamente. Bauman traz o conceito da transformação de um mundo sólido, é fato inquestionável que estamos em um mundo gasoso, levando-nos a rever periodicamente conceitos, modelos e formatos de negócios, no qual a tecnologia, a inovação é ponto central de tudo isso. Uma nação não será competitiva se seu povo não tiver acesso de qualidade ao conhecimento, a educação, e às inovações tecnológicas”, indica Rodolfo Fücher, presidente da associação.

A maioria formada no Supremo entendeu esse aspecto mutável do software. Uma vez encerrado o julgamento, o segmento continuará sua transformação, aumentando a competitividade do Brasil.

“É um momento de alívio para o setor, já que se fosse decidido fazer a cobrança por ICMS correríamos o risco do aumento de custo ao acesso à tecnologia por empresas brasileiras. A transformação digital, que ficou extremamente em evidência durante a pandemia, permite a sobrevivência de diversos segmentos econômicos como indústria, alimentação, comércio e, inclusive, o home office, seriam afetados”, explica Manoel Antonio dos Santos, diretor jurídico da ABES.

Além da importância do caso para a economia, há o aspecto da competitividade do Brasil em relação ao resto do mundo. “É comprovada a necessidade do uso da tecnologia para assegurar melhor desempenho e certamente maior competitividade para o mercado brasileiro. Conforme estudo da ABES/IDC, o crescimento esperado para o setor de TI em 2020 é de 4%”, completa o presidente.

Mesmo com os progressos significativos na melhoria do acesso à internet no Brasil, a OCDE aponta que, até 2018, 23% das pessoas adultas nunca tiveram acessado a rede. Falando também em negócios, pouco mais da metade das empresas brasileiras, com 10 funcionários ou mais, tiveram o seu próprio site em 2019. Além disso, praticamente 25% dos estudantes brasileiros ficaram sem aula durante todo o ano de 2020, aumentando ainda mais o gap social brasileiro.

“Com a decisão do STF contra a tributação por ICMS ainda temos a chance de avançarmos digitalmente de forma menos desigual, que é um dos principais objetivos da ABES, pois teremos a oportunidade de aumentar a produtividade em diversos setores da economia”, aponta Fücher.

Derrubada do Veto à desoneração da folha

A decisão favorável sobre a desoneração da folha de pagamento, com a derrubada pela Câmara dos Deputados do Veto nº 26/2020 sobre o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, no dia 4 de novembro, também está sendo considerada uma vitória para o segmento.

Isso permite manter a opcionalidade de usar a alíquota do CPRB a 4,5% para o setor de TI no lugar de 20% de contribuição no total da folha. Ou seja, quando o custo da folha de pagamento é alto, o que normalmente ocorre no segmento tecnológico, torna-se menos custoso pagar os 4,5% sobre o faturamento.

“Ambas as decisões irão trazer mais investimentos externos ao Brasil, que estavam represados devido a indefinição da carga tributária para o setor e também por conta do custo relacionado a folha de pagamento”, finaliza Rodolfo Fücher.

Volkswagen e Unidas firmam parceria com foco na mobilidade sustentável

Com objetivo de promover a mobilidade sustentável e eficiente, Volkswagen e Unidas acabam de firmar uma parceria estratégica para a locação do modelo Golf GTE híbrido plug-in. Os carros estarão disponíveis para pessoa física e jurídica nas lojas de RAC (Rent a Car) de Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP); no portfólio do Unidas Livre, uma das modalidades de carro por assinatura da locadora; e para Terceirização de Frotas – sendo estes dois últimos em todo o Brasil. As primeiras unidades do Golf GTE estarão disponíveis para locação nas próximas semanas.

De acordo com Gustavo Schmidt, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil, “essa parceria é um passo importante na estratégia de mobilidade sustentável da marca Volkswagen, proporcionando aos clientes uma experiência completa com o Golf GTE, o único hatch com tecnologia híbrida plug-in do mercado”. E Schmidt completa: “o nosso objetivo é lançar mais cinco modelos híbridos e elétricos nos próximos anos no mercado brasileiro”.

Dirley Ricci, head de Gestão de Ativos da Unidas, afirma: “a inclusão do Golf GTE na frota reforça o nosso engajamento em iniciativas que prezem a preservação do meio ambiente e atende à uma crescente demanda dos clientes por opções mais sustentáveis.” O carro da Volkswagen será o primeiro modelo de passeio da frota da Unidas que também pode ser recarregado na tomada (tecnologia plug-in).

MELHOR DOS DOIS MUNDOS


Único hatch médio plug-in do Brasil, o Golf GTE pode recarregar suas baterias em uma tomada comum de 220 Volts ou em um aparelho wallbox de 3,6 kW ou mais de potência. Com elas (baterias) full, o modelo pode rodar, somente no modo elétrico, por aproximadamente 50 km, de acordo com o ciclo europeu (NEDC), atendendo as necessidades de 7 em cada 10 motoristas das principais metrópoles do mundo.

Importado da Alemanha, o Golf híbrido é equipado com dois motores, sendo um elétrico de 102 cv (75 kW) de potência e um outro a combustão, o 1.4 TSI de 150 cv. Juntos, eles entregam 204 cv (150 kW) de potência e um elevado torque de 350 Nm (35,7 kgfm). O GTE vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 s e atinge a velocidade máxima de 222 km/h. No modo puramente elétrico, o hatch médio pode atingir os 130 km/h.

PLUG&GO


Em outubro, a Volkswagen, juntamente com a Porsche, Audi e a EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico, inauguraram o primeiro carregador ultrarrápido público do Brasil, na cidade de Caraguatatuba (SP). O eletroposto faz parte do Plug&Go, projeto aprovado na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o tema Mobilidade Elétrica Eficiente em conjunto com o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL). As empresas ABB, Electric Mobility Brasil e Siemens são as fornecedoras das soluções de carregamento. O objetivo é instalar um total de 30 carregadores ultrarrápidos nos próximos três anos.

Microsoft apresenta a edição 2020 do Edu For Change, programa de capacitação técnica para estudantes e profissionais de TI

No dia 12 de novembro, a Microsoft vai lançar a edição 2020 do Edu For Change, programa que visa acelerar a capacitação técnica de estudantes e profissionais de TI no país. Idealizado em 2018, o programa foi criado com o objetivo de oferecer oportunidades de capacitação e empregabilidade, especialmente, para estudantes de ensino superior e técnico pertencentes a grupos minoritários e e/ou em situação de vulnerabilidade social, por meio de parceiros de negócio da companhia. Para comunicar o projeto, a Microsoft irá organizar um evento virtual, que contará com a presença de Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

O excesso de vagas de emprego no mercado de TI e ausência de profissionais qualificados são fatores que impedem o crescimento de um mercado promissor no Brasil. De acordo com um recente levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), para atingir a meta de dobrar o setor de software e serviços em seis anos, 70 mil profissionais serão demandados ao ano até 2024, porém o país forma apenas 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano.

O lançamento do Edu For Change vem para somar as iniciativas do Microsoft Mais Brasil, um plano abrangente que visa, dentre outros objetivos, incentivar o desenvolvimento e a recuperação econômica do país por meio do aumento da empregabilidade e da qualificação de estudantes e profissionais. “Por meio do Edu For Change, visamos contribuir para o aumento da capacitação técnica no Brasil. A missão da Microsoft é empoderar cada pessoa e cada organização do planeta a conquistar mais e, por meio de projetos como o Edu For Change, conseguimos não apenas ajudar a qualificar estudantes e profissionais de TI, mas também democratizar o acesso ao ensino e a educação” comenta Franklin Luzes, vice-Presidente de Inovação, Transformação e Novos Negócios da Microsoft Brasil

As inscrições para participar do evento de lançamento e conhecer mais sobre as iniciativas do programa Edu For Change poderão ser feitas pelo site: https://www.microsoft.com/pt-br/events-hub/brazil/lancamento-do-programa-edu-for-change/.

Serviço:

Edu For Change
Quando:
 12 de novembro de 2020
Horário: 19h – horário de Brasília
Quanto: gratuito
Formato: virtual
Mais informações: https://www.microsoft.com/pt-br/eduforchange

Fonte: Microsoft

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Stone abre inscrições para o Summer Stone International 2021

A Stone, empresa de tecnologia financeira, anuncia uma oportunidade interessante para brasileiros que vivem em outro país e estudam em universidades estrangeiras: o Summer Stone International 2021, programa de estágio de 10 a 12 semanas para universitários internacionais em período de recesso acadêmico (junho a agosto). As inscrições ficam abertas até 11 de dezembro.

A iniciativa conta com mentoria dos alunos por líderes seniores da Stone, selecionados pelo time de Pessoas, de acordo com o perfil de cada mentorado, eventos exclusivos para que os participantes conheçam mais sobre a companhia, os negócios, e se desenvolvam continuamente durante o estágio na empresa. O programa inclui ainda bolsa auxílio, seguro e plano de saúde, Vale Transporte, Vale Refeição e acesso ao Gympass.

“O nosso objetivo na Stone é formar empreendedores e não executivos. Por isso, buscamos nos candidatos curiosidade, sede por conhecimento e a incessante vontade de se desenvolver por meio de desafios”, afirma a head de Educação da Stone, Fernanda Teich.

Para ampliar as chances de sucesso no programa, a Stone seleciona os candidatos, de acordo com o perfil e os desafios selecionados no momento da inscrição e, então, os direciona para a área da companhia mais adequada às suas ambições. A meta é desenvolver um projeto de alto impacto ao longo do programa. Para isso, ele conta com liberdade e autonomia para traçar as melhores estratégias, e com o apoio de seu time, líder e mentor. Após a conclusão do projeto, os participantes têm a oportunidade de apresentá-lo aos líderes da companhia, board e sócios.

Mais informações: stone.com.br/ summerjob

Os três melhores Superapps do Brasil

Ame Digital, Mercado Pago e PicPay são os três melhores Superapps do Brasil, segundo o voto popular do Prêmio iBest 2020. Além da votação aberta aos brasileiros, um time de especialistas e personalidades também escolherá seu campeão na categoria. Os finalistas, segundo a escolha técnica da Academia iBest, são MagaluPay, Mercado Pago e PicPay.

Seguindo o exemplo da China, onde o Wechat e o Alipay dominaram o mercado financeiro oferecendo uma grande gama de serviços do dia a dia dentro de um super aplicativo, no mercado brasileiro os primeiros campeões se desenham na preferência popular. Na análise dos finalistas é percebido que o setor de varejo encabeça os investimentos e resultados na percepção de mercado em super apps, e da mesma forma que na China existe a ausência de players oriundos da área financeira na final. Ame Digital, Mercado Pago e Picpay decidem o prêmio popular do iBest, enquanto MagaluPay, Mercado Pago e Picpay disputam o troféu da Academia iBest.

Top 3 Prêmio Popular:
Ame Digital
Mercado Pago
PicPay

Top 3 Prêmio da Academia iBest:
MagaluPay
Mercado Pago
PicPay

Os finalistas receberão o selo iBest, um troféu e certificação digital que mostra ao mercado e aos consumidores que a iniciativa se destaca por ter sido escolhida em votação aberta ou a especializada. E somente os campeões poderão ostentar o título de melhor do Brasil, objeto da disputa atual entre os Top 3.

“O iBest existe para apontar o que há de mais importante e melhor para os brasileiros em todo o Universo Digital”, afirma Marcos Wettreich, empreendedor e fundador do prêmio, “e as iniciativas que forem vencedoras poderão se utilizar por um ano desta certificação de excelência, outorgada pelos próprios brasileiros”.

Vale lembrar que, diferentemente de outras premiações, o iBest tem sua seleção baseada em algoritmos, tem mecanismos para aferição e confirmação de cada voto, e que somente aceita um voto por votante em cada categoria, o que reforça o caráter qualitativo do Prêmio iBest.

Agora inicia-se a fase final da votação para a escolha da vencedora, em premioibest.com até o dia 2 de dezembro.

O que esperar do mercado de trabalho em 2021

A HSM University traz alguns insights para o ano que está para chegar e as profissões que devem estar em alta

2020 foi um ano de profunda transformação das empresas e dos profissionais. Os avanços em tecnologia e transformação digital surtiram efeitos importantes nos colaboradores, e, trouxe, mais uma vez a discussão sobre o mercado de trabalho à tona.

Não é segredo para ninguém que as principais profissões do futuro estão atreladas à tecnologia. Com a modernidade, as novas profissões estão cada vez mais interagindo com os processos de transformação digital. Além disso, as carreiras mais antigas e tradicionais estão precisando se adequar a essa realidade.

Com as mudanças bruscas no cenário corporativo, as empresas estão tendo pouco tempo para se adaptar às novas necessidade e ainda sair na frente dos seus concorrentes. Essa realidade abre espaço, por exemplo, para os especialistas em growth hacking. Ainda nova para algumas pessoas, esta atividade faz com o que o profissional use de metodologias que focam no crescimento e desenvolvimento de uma companhia, a partir de análises e novas hipóteses identificadas, trazendo um olhar de inovação e empreendedorismo para novas possibilidades.

Apesar de mais antiga, os programadores também têm um grande espaço no mercado de trabalho, com um vasto leque de opções e oportunidades que continuarão em 2021. Por isso, investir em aprender diferentes linguagens como Noções de UX, Lógica de Programação, Java Script, Angular, Dev Back-End, Dev Mobile Android é essencial para o profissional desta área e para aqueles que querem ingressar neste mercado.

Assim como o marketing, uma profissão tão tradicional e que se mostrou uma das áreas mais promissoras em 2020. O marketing digital deve manter essa área aquecida no próximo ano. O segmento tem se readaptado ao longo dos anos e incluindo processos tecnológicos em sua rotina, que por meio de suas ferramentas e análise de dados permite mudar a ótica do consumo, potencializando o diferencial competitivo da empresa.

Com o uso massivo de redes sociais e de outras ferramentas da internet, que proporcionam um grande volume de dados para os negócios. Os cientistas de dados continuarão peças fundamentais para as companhias. Este profissional consegue transformar essas informações em insights decisivos para as organizações. Como consequência, é possível otimizar os serviços e produtos para que atendam melhor às necessidades dos consumidores. Os advogados de proteção de dados também terão um papel fundamental dentro das corporações. Esta profissão está sendo ainda mais requisitada com a entrada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), obrigando as empresas a adequar suas estratégias aos procedimentos que estão previstos na lei.

Independentemente da profissão a ser escolhida, o profissional precisa estar em constante aprendizado, buscando o desenvolvimento de suas habilidades tanto cognitivas como socioemocionais. “Em 2021, o profissional terá que ser capaz de desenvolver competências que vão muito além de suas habilidades técnica, mas que o ajude a se reinventar e se readaptar em diferentes cenários e circunstâncias e, principalmente, em um curto período de tempo”, finaliza Paulo Lira, coordenador e supervisor acadêmico da HSM University.

Entrevistas virtuais de emprego crescem 2149% durante a pandemia, revela VAGAS.com

O isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus tem alterado drasticamente a forma como as empresas conduzem seus processos seletivos. De acordo com a VAGAS.com, líder em soluções tecnológicas de recrutamento e seleção, a utilização de sua ferramenta de videoentrevista aumentou 2149% de março a setembro deste ano quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Para se ter uma ideia da explosão da utilização dessa solução, os clientes da companhia conduziram apenas 16 processos com entrevistas virtuais de emprego de março a setembro de 2019 enquanto na mesma época deste ano as empresas realizaram 316 entrevistas virtuais com os candidatos.

“É uma tecnologia que veio para ficar. As empresas perceberam que esse tipo de solução traz muitos ganhos e vem colaborando de maneira muito significativa para a conclusão de um processo seletivo. Essa ferramenta alia inovação, segurança e confiança, permitindo aos nossos clientes que continuassem com seus processos sem a necessidade de deslocamento dos profissionais”, explica Luciana Calegari, especialista em RH da VAGAS.com

De março a setembro deste ano, 81 clientes da companhia utilizaram a ferramenta da videoentrevista, disponível para empresas usuárias da plataforma de Recrutamento VAGAS for business . Foram 20.562 os candidatos participantes das entrevistas virtuais de emprego de 375 vagas abertas, contabilizando a participação média de 54 candidatos por processo. O tempo médio de respostas por candidato entrevista foi de dois minutos.

A solução pretende reduzir o tempo de seleção e recrutar os melhores candidatos durante a fase de entrevistas. Além disso, ela oferece informações preciosas aos profissionais de RH, apoiando e elevando a tomada de decisão. Quando o candidato grava o seu material, a partir da tecnologia aplicada à ferramenta, o profissional que recebe e analisa o conteúdo e tem à disposição informações valiosas como: nuvem de palavras com os termos mais usados durante a gravação do vídeo, transcrição do áudio em texto, possibilidade de inserção de comentários, entre outros recursos. Isso ajuda a entender a afinidade do candidato com a vaga proposta.

A ferramenta, desenvolvida pela equipe de tecnologia e Ciência de Dados da VAGAS.com, foi pensada com o cuidado para não realizar nenhum juízo de valor com base em expressões demonstradas pelo candidato durante a gravação do vídeo. A empresa espera que a iniciativa possa contribuir um pouco nesse momento tão delicado para todos. Os RHs interessados devem entrar em contato com a VAGAS.com por meio de seus canais de relacionamento.