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TI Industrial é o foco da nova solução de monitoração da Paessler

A partir de agora, a plataforma de monitoração PRTG Network Monitor, da Paessler, passa a suportar plenamente os padrões de comunicação de ambientes de TI Industrial. Isso permite ao PRTG monitorar dados do chão de fábrica usando sensores nativos para OPC UA, MQTT e Modbus TCP. O resultado é uma abordagem holística à monitoração da TI industrial, permitindo a visualização simultânea de dados gerados em ambientes OT (Operational Technology) e TI.

“O PRTG gerencia de forma integrada ambientes TI e OT”, ressalta Markus Mediger, Gerente de Produtos para IoT e Indústria da Paessler. Isso facilita a verificação do status geral de CLPs, CPIs e outros controladores presentes no chão de fábrica. Ao oferecer a capacidade de coletar dados dos protocolos mais utilizados por vários fornecedores, como OPC UA, MQTT e Modbus TCP, a Paessler acelera a integração entre os mundos de TI e TI Industrial. “Isso traz enormes possibilidades para as empresas que buscam uma abordagem holística de monitoração de todos os ambientes digitais”, resume Mediger.

As inovações da solução de monitoração OT/IT da Paessler incluem:

  • Capacidade de monitorar dispositivos Modbus TCP no chão de fábrica, sem necessidade de conversores de protocolos
  • Suporte ao padrão de interoperabilidade industrial OPC UA
  • Capacidade de monitorar o status do Soffico Orchestra
  • Implementação do protocolo de mensageria MQTT (incluindo a capacidade de monitorar MQTT Broker e MQTT Statistics, e de enviar notificações baseadas em MQTT). Isso leva recursos de comunicação máquina-a-máquina a espaços de IoT e de TI industrial.

Paessler amplia ecossistema de parceiros e colaboração com órgãos do setor industrial

A Paessler estabeleceu alianças com importantes players do espaço de TI industrial – caso da INSYS icom, fabricante de gateways para máquinas inteligentes, e da Soffico, fornecedora do motor de integração Orchestra.  A meta é facilitar a comunicação entre ambientes OT e IT da empresa como um todo. Em busca de estender ainda mais esse ecossistema, a Paessler está buscando novos parceiros para ampliar a capacidade de sua solução de monitoração geral.

A Paessler uniu-se à OPC Foundation, um consórcio industrial que cria e mantém padrões para conectividade aberta de dispositivos e sistemas de automação industrial. Ao fazer parte desta comunidade, a Paessler está na vanguarda da implementação dos padrões mais recentes em TI industrial, fornecendo às empresas usuárias as mais recentes visualizações de dados para OT e TI.

Para Helmut Binger, CEO da Paessler, o fato de a Paessler contar com uma robusta base de clientes em monitoração de TI explica a expansão das capacidades do PRTG para o mundo da TI industrial. “A implementação dessas novas capacidades do PRTG, impulsionadas pelo mercado e feitas sob medida para ambientes industriais, marca o início de nossa jornada para criar uma oferta mais abrangente para atender às crescentes necessidades de monitoração de nossos clientes.”

Para consolidar ainda mais esse movimento, a Paessler contratou Marcus Kraus, profissional com mais de 20 anos de experiência como diretor comercial e administrativo no setor industrial. Kraus é o novo Gerente de Desenvolvimento Corporativo e Estratégia da Paessler. Seu papel é ampliar a rede de parcerias estratégicas no campo de TI industrial.

Formação de preço: cinco dicas para uma negociação assertiva

Quais são os influenciadores da margem de lucro na advocacia? Em que momento cobrar mais ou menos, quais os potenciais de determinado contrato e quanto tempo o advogado gastará pelo serviço ofertado? Precificar um trabalho e repassá-lo ao cliente de forma assertiva não é uma tarefa tão simples, por isso, a contadora e especialista em Controladoria e Finanças, que é pioneira da metodologia de Formação de Preços na Advocacia, Beatriz Machnick, traz algumas dicas e estratégias aos escritórios de advocacia.

Para Beatriz, antes de qualquer metodologia, no momento de fechar um contrato e repassar o preço ao cliente, o advogado precisa lembrar que a negociação não deve começar por valores. A especialista elenca cinco pontos que também podem ser aplicados por outros profissionais:

– Relacionamento: negociar é se relacionar com o cliente, seja na advocacia ou em outras áreas. Tenha empatia pela pessoa que adquire o seu serviço ou produto, pois se ela não encontrar isso em você, certamente vai procurar outro profissional que atenda suas necessidades.

– Conexão e diferenciais competitivos: pessoas se conectam com pessoas, foque na entrega de qualidade, nos diferenciais do seu trabalho e do negócio. Comece a listar esses diferenciais, trabalhe todos os pontos fortes e os transmita ao cliente de forma leve.

– Atenção às necessidades do cliente: as pessoas pagam um valor maior por serviços que valorizam mais. Se o fator determinante for o preço, elas escolherão o menor. Já no caso daqueles que priorizam a rapidez, a preferência será por um profissional rápido e prático. Para quem busca um diferencial, a escolha será pagar pela exclusividade. No entanto, para aqueles que almejam qualidade, tenha certeza que pagarão o preço.

– Seja um solucionador de problemas: entenda a real percepção do consumidor em relação ao preço que você passa para ele. A partir do momento que a pessoa te vê como um investimento, ela fecha o contrato.

– Busque ajuda especializada: por meio de uma consultoria, é possível ter a validação da rentabilidade dos contratos atuais. É muito importante que o escritório ou empresa faça uma análise criteriosa antes de formar um novo preço, e também saiba do lucro que tem nos contratos atuais. Assim, é possível formar uma nova tabela de preços, de acordo com as particularidades e diferenciais existentes.

De acordo com a pioneira da metodologia de Formação de Preços na Advocacia, esses fatores geram valor e agregam no momento da precificação, que deve ser justa para ambas as partes. “Além disso, faça com que o seu cliente tenha uma boa experiência, se ele gostou de você o preço é negociável”, finaliza Beatriz.

IdeiaGov cria o Diálogos.Gov, espaço de conversas sobre inovação em e para governo

IdeiaGov , Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo, cria o Diálogos.Gov, evento mensal que tem o objetivo de fomentar conversas abertas com a sociedade sobre a inovação em e para o governo.

Primeira edição

A primeira edição do Diálogos.Gov acontece no dia 26 de novembro, às 11h, tem como tema “O papel das pessoas para inovar no governo” e contará com a participação de Virgínia Bracarense e João Arthur Reis, gestores públicos que estão fazendo a diferença na resolução de problemas na administração pública de forma inovadora.

Virgínia Bracarense é especialista em Direito Público pelo Instituto de Educação Continuada da PUC-MG (2015), bacharel em Direito pela UFMG (2007) e bacharel em Administração Pública pela Escola de Governo da Fundação João Pinheiro do Estado de Minas Gerais (2005). Em 2019, foi a vencedora do Prêmio Espírito Público 2019 na categoria Gente, Gestão e Finanças Públicas.

Servidora pública desde 2006, Virgínia iniciou sua trajetória na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais na área central de logística, atuando em diretrizes, projetos e sistema relacionados à temática. Atualmente, trabalha para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, atuando no projeto de desenvolvimento e implantação do Centro de Compras Compartilhadas do Estado e é professora na Escola de Governo Paulo Neves de Carvalho, da Fundação João Pinheiro.

João Arthur Reis é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado em Liderança e Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública, com módulo de Implementação em Governo pela Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford.

Hoje em dia é Diretor na Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Anteriormente, trabalhou com empreendedorismo inovador e cooperação internacional na Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) por meio do Programa de Trainee em Gestão Pública do Vetor Brasil, organização que aloca jovens profissionais em governos municipais e estaduais de todo o país

A mediação do Diálogos.Gov fica por conta de Felipe Massami Maruyama, pesquisador com conhecimento e prática em governos e em órgãos do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, e diretor de inovação em governo do Impact Hub à frente do IdeiaGov.

“Quando falamos de inovação em governo ainda temos o costume de lembrar apenas do papel das novas tecnologias. O que não podemos esquecer é que a tecnologia é apenas um meio para que possamos responder a problemas de interesse público. Há um ingrediente ainda mais essencial para que a inovação em governo seja sistemática e sustentável: servidoras e servidores públicos. Estes profissionais têm o papel de fazer com que novas soluções sejam planejadas, testadas e implementadas, além de sedimentarem processos contínuos e ambientes institucionais permissivos para inovação. Dialogarmos sobre inovação em governo implica em, necessariamente, debatermos sobre o papel dos milhões de servidoras e servidores públicos”, explica Felipe.

O evento será online e a participação é gratuita. Para se inscrever, basta acessar https://bit.ly/38zlnDg.

Diálogos.Gov

Data: 26/11/2020

Horário: 11h

Tema: “O papel das pessoas para inovar no governo”

Link de Inscrição: https://bit.ly/38zlnDg

Fusões e aquisições têm alta no 3º trimestre, aponta KPMG

Segundo levantamento realizado pela KPMG, o número de fusões e aquisições de empresas no Brasil, realizadas entre julho e setembro deste ano, cresceu em 53% comparado com o segundo trimestre, um salto de 228 transações para 348, a melhor parcial deste ano. Se comparada com os primeiros três meses de 2020, também existe um aumento de 22%, quando ocorreram 286 operações. No acumulado deste ano foram realizadas 862 fusões e aquisições, uma leve queda de 1,9% comparado com o mesmo período de 2019, quando foram registradas 879 negociações.

No comparativo do terceiro trimestre de ano com o mesmo período do ano passado, a pesquisa mostra um leve aumento de 4%, quando aconteceram 348 e 336 operações respectivamente; confrontando com o mesmo período de 2017 houve um crescimento de 75% (199 transações), e de 2018 com aumento 32% (263 operações).

“Apesar do impacto da pandemia nos negócios, o número de transações realizadas surpreendeu e registrou um aumento. Os indicadores são fortemente suportados pelos setores de empresas de internet e tecnologia da informação que anteciparam uma série de movimentos que deveriam ser realizados em um prazo mais longo e que devido à transformação digitais imposta pela pandemia foram fortemente disputados por investidores estratégicos e fundos de venture capital.”, explica o sócio-líder de fusões e aquisições da KPMG no Brasil, Luis Motta.

O levantamento mostrou ainda que o terceiro trimestre (348) deste ano foi o segundo melhor desde quando a pesquisa KPMG foi iniciada em 1999. Esse período ficou atrás apenas do quarto trimestre do ano passado, quando ocorreu o recorde de transações com 352 negócios concretizados.

Empresas de internet lideram o ranking:

O levantamento também aponta como cada setor da indústria brasileira se comportou no terceiro trimestre. Em destaque, aparecem as empresas de internet com 116 operações no período. Em seguida, estão os segmentos de tecnologia da informação com 57 transações, instituições financeiras com 25 negociações, companhias de energia com 19 operações e serviços para empresas com 16 transações.

Com relação aos tipos de operações realizadas no terceiro trimestre, do total de 348, o número de transações domésticas foi de 239, CB1 foram 86; CB2 somaram 16; CB3 e CB4 concretizaram três negociações cada; e uma transação de CB5

Legendas:
Transações Domésticas: entre empresas de capital brasileiro.
CB1: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB2: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
CB3: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB4: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB5: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

O impacto da Inteligência Artificial no processo de inovação das empresas

Por Evandro Abreu 

De acordo com pesquisa do Gartner, realizada em setembro de 2020, com cerca de 200 profissionais de negócios e de tecnologia, 24% das organizações aumentaram seus investimentos em aplicações relacionadas à Inteligência Artificial (IA), e 42% das empresas mantiveram seus projetos inalterados, mesmo depois da pandemia originada pelo COVID-19. O estudo destaca ainda que as áreas com maior concentração são relacionadas à experiência e retenção de clientes, que incluem novas formas de crescimento de receitas e de otimização de custos. Neste cenário, a grande questão é: qual é o verdadeiro impacto da inteligência artificial nas empresas durante a pandemia? 

É fato que a tecnologia potencializa a capacidade racional do ser humano de simular situações e resolver problemas práticos. Quando falamos sobre inteligência artificial, muitos ainda pensam em robôs substituindo o ser humano em uma determinada atividade, o que não é verdade, já que sua importância vai além da automação. A inteligência artificial permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana, ultrapassando a programação de ordens específicas para a efetiva tomada de decisão de forma autônoma, precisa e apoiada em dados digitais. Hoje, a IA está mais relacionada à produtos que já fazem parte do nosso cotidiano do que vendida como algo individual. Portanto, esta tecnologia está em todos os lugares e presente mais do que nunca na indústria, nas redes sociais, nos dispositivos móveis e buscadores de internet. 

Com a pandemia, muitas empresas depararam-se com a necessidade de digitalizar seus processos para sobreviver. Aquelas que não estavam adequadas às novas demandas, correram atrás do prejuízo e investiram em novas tecnologias. No entanto, muito antes da pandemia, o mercado já enxergava a inteligência artificial como um pilar fundamental para os negócios, por conta do volume de informação disponível e impossível de ser processada por qualquer humano: são toneladas de dados e a serem analisados, e isso só é possível com máquinas especializadas. Do corretor ortográfico às análises da bolsa de valores, os recursos de inteligência artificial precisam fazer parte da rotina das empresas que querem se destacar frente a concorrência. 

Afinal, onde se aplica a inteligência artificial?

Uma das aplicações mais perceptíveis da IA está relacionada ao atendimento ao cliente, principalmente neste momento de isolamento social. O surgimento dos chatbots permitiu a resolução de problemas de modo fácil e descomplicado, aumentando a satisfação dos clientes e promovendo maior agilidade e facilidade na comunicação, agora à distância. Entretanto, empresas mais maduras tecnologicamente optam por oferecer uma solução mais personalizada do que o chatbot, como um assistente de voz que reproduz perfeitamente a linguagem humana. Além de ser uma solução omnichannel, a implantação é praticamente plug and play (tecnologia ligar e usar).   

A inteligência artificial também está nas lojas virtuais quando oferece recomendações personalizadas de produtos para clientes de acordo com suas pesquisas e seus hábitos de consumo. Além disso, o mercado já oferece tecnologias especializadas na gestão do estoque e layout dos sites. Existem até mesmo recursos capazes de negociar variações de preço com os clientes direto do site. Encontramos também sistemas que utilizam a IA como recurso de automação e análise, atuando de maneira objetiva e precisa na avaliação de crédito automático de consumidores ou até em diagnósticos de exames clínicos. As aplicações da inteligência artificial são inúmeras. No segmento bancário, por exemplo, esta tecnologia permitiu que vários bancos digitais passassem a ser completamente virtuais e de fácil acesso.

Segundo dados da consultoria Allied Market Research, o setor de reconhecimento facial está em rápida evolução e deve crescer cerca de 21,3% ao ano, movimentando US$ 9,6 bilhões em 2022. Nesse sentido, um modelo de inteligência artificial muito utilizado em empresas aéreas é a biometria facial, que captura mais de mil pontos da face humana e permite a identificação e criação de um “CPF facial” de cada pessoa, facilitando assim o embarque de passageiros e acabando com a necessidade de apresentar o cartão de embarque impresso ou na tela do celular para entrar na aeronave. 

Inteligência artificial é o caminho para a inovação nas empresas

Muitos especialistas acreditam que estamos entrando na quarta revolução industrial, caracterizada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Nesse contexto, a inteligência artificial tem papel protagonista nesta próxima onda de inovação, trazendo grandes mudanças na maneira como pessoas e empresas se relacionam com tecnologia. Segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC), os investimentos estimados nessas tecnologias atingirão US $ 70 bilhões, ainda em 2020.

A inteligência artificial tornou-se possível por meio da união de big data, computação em nuvem e bons modelos de dados. Sem dúvida alguma, essa tecnologia nunca foi tão real quanto presenciamos hoje. A inteligência artificial combinada com a capacidade humana, pode impulsionar pessoas e empresas a fazerem coisas incríveis. Desta forma, é importante salientar que, no mundo dos negócios, se você não está sendo disruptivo em seu setor, certamente alguém está. E a IA pode ser a maior parceira para contribuir com a transformação digital que as empresas tanto almejam, especialmente neste momento delicado que o mundo enfrenta.  

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LGPD e a ascensão do uso da nuvem

Por Leonardo Barros

Uma das obrigações previstas pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) é que dados pessoais sejam armazenados apenas em território nacional. Em contrapartida, hoje, os grandes players de armazenamento em nuvem são estrangeiros. Diante deste cenário, é previsto que a exigência da nova Lei faça o Brasil crescer em número de operações de data centers. Neste ponto, muitas empresas estão em dúvida em relação à adoção de uma estrutura própria ou terceirizada.

Analisando o primeiro ponto, manter um data center interno envolve um custo alto, sem contar o investimento com a aquisição de uma infraestrutura composta por alimentação de energia, hardwares, ar condicionados de precisão, nobreaks, geradores, entre outros equipamentos. Já para ter segurança, que é o que evitará ataques cibernéticos, será necessário investir, entre outras coisas, em redundância, ou seja, toda a infraestrutura será em dobro.

Mesmo com todo este investimento, uma infraestrutura própria não consegue atingir o padrão dos data centers certificados, que oferecem mais camadas de segurança e, por isso, se tornam seguros e disponíveis. Além de ser mais confiável e menos oneroso, terceirizar o trabalho de manutenção da segurança das informações significa manter o foco na atividade principal da empresa.

Ao hospedar os dados em uma cloud terceirizada, as empresas têm mais vantagens em estarem em compliance com a LGPD, bem como com a saúde financeira do negócio. Uma pesquisa da Global Data Protection Inde revelou que, em 2018, 72% das companhias brasileiras tiveram problemas com perda ou indisponibilidade de dados. 

Isso significa que essas companhias vazaram os dados de clientes, o que no cenário atual, seria uma infração à Lei, já que a LGPD alerta para a responsabilidade de guarda dos dados pessoais. E, no quesito indisponibilidade, a latência dos servidores, que é quanto tempo os dados demoram para ser entregues na nuvem, pode ocasionar a falta de acesso aos sistemas, o que vai gerar uma lentidão na execução de tarefas, prejudicando a saúde financeira da empresa.

Terceirizar a administração do ambiente de TI, a guarda e a manutenção de informações com um fornecedor especializado envolve muito mais do que estar em conformidade com a LGPD. Estamos falando de redução de custos, segurança e disponibilidade no acesso e armazenagem das informações, além da garantia de foco no negócio.

Leonardo Barros, diretor executivo da Reposit

Innovathon: Leroy Merlin e Danone propõe desafio entre startups

O princípio ‘Circular’ motivou a parceria entre duas empresas altamente representativas em seus segmentos, Danone e Leroy Merlin (indústria de alimentos e varejo de materiais da construção) se unem de forma inédita para o bem comum, com visão estratégica de consumo consciente associado a reutilização de resíduos da cadeia de produção de ambas.

Assim surgiu a ideia do desafio Inovadoria – Parcerias que fazem as ideias circularem. A conversa entre os times de sustentabilidade e inovação das empresas fluiu com a motivação de contribuir para um mundo mais consciente no que diz respeito ao consumo e utilizando para isso os conceitos de economia circular. O projeto objetiva dar uma segunda vida à determinados tipos de plástico comumente usados em embalagens, buscando mitigar o impacto desses componentes no meio ambiente. A circularidade propõe uma mudança em toda a maneira de consumir, do design dos produtos até a relação com as matérias-primas e resíduos .

As duas marcas, juntamente com a WaM (Worth a Million), empresa aceleradora de inovação corporativa, selecionaram 10 startups para esse desafio, as escolhidas para próxima fase foram: Boomera, Ecoplanplas, Triciclo, Instituto Muda, Minha Coleta, Trashin, Residuall, Yougreen, Greening Hub e MadTech.

Formato do hackathon

Serão 4 etapas – webinar, apresentação dos pitches das startups, escolha das finalistas e desenvolvimento do produto. O desafio para as startups selecionadas será o de transformar a partir das embalagens plásticas descartas da Danone, um produto circular e sustentável que será retornado ao mercado para comercialização nas lojas Leroy Merlin Brasil.

A vencedora vai receber uma bolsa investimento de 50 mil reais. Será um Hackathon totalmente online, em que as empresas se reúnem a fim de explorar, discutir novas ideias e desenvolver projetos.

“O Cross Industry Innovation é um passo além na inovação corporativa. Imagine que no open innovation utilizamos startups para gerar uma mudança cultural nas corporações. Isso geralmente acontece do menor para o maior. Agora imagine as mudanças significativas que a junção de grandes corporações privadas poderiam causar no país e no mundo? Esse é o grande objetivo dessa parceria com a Danone vamos juntar o open innovation e o cross industry innovation em um só desafio e estamos motivados para ver os resultados e contribuir para transformar o mundo em um lugar melhor para se viver”, revela Rodrigo Spillere – Gerente de Inovação, Leroy Merlin Brasil.

“Como empresa comprometida em promover a saúde das pessoas e do planeta, queremos contribuir para promover o conceito de economia circular, no qual produtos e materiais permaneçam em uso e na economia, assim eliminando resíduos e poluição. Acreditamos que essa parceria com a Leroy Merlin Brasil é um passo importante e fundamental para darmos um novo olhar aos materiais plásticos, podendo transformá-los em novos produtos úteis para o consumidor como itens decorativos para sua casa, por exemplo comenta Luiza Yang, gerente de sustentabilidade da Danone. “Estamos empolgados com esta colaboração e confiantes que o resultado traduzirá a ideia de que é possível consumir considerando o impacto positivo que nossas escolhas podem causar, na comunidade ao planeta”, finaliza.

Tentativas de ataques de hackers ao sistema do TSE não afetaram resultados das Eleições, afirma Barroso

As tentativas de ataques cibernéticos sofridas pelo sistema de totalização de votos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (15) não foram capazes de interferir no resultado que as urnas apresentaram ao final do dia de ontem. A afirmação foi feita pelo presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, durante coletiva à imprensa, em que fez um balanço do primeiro turno das Eleições Municipais de 2020.

Depois de uma apuração complexa, a equipe de especialistas da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE identificou 486 mil conexões por segundo para tentar derrubar, sem sucesso, o sistema de totalização de votos. “Houve um ataque massivo proveniente dos Estados Unidos, da Nova Zelândia e do próprio Brasil para tentar ultrapassar as barreiras de segurança de Tecnologia da Informação do TSE, mas que não obteve nenhum êxito”, garantiu Barroso.

O ministro explicou ainda que os dados administrativos vazados de funcionários e ex-ministros do Tribunal referiam-se aos anos de 2001 a 2010 e que foram divulgados neste domingo para causar impacto e a sensação de fragilidade do sistema. “São milícias digitais e grupos extremistas, inclusive já investigados pelo Supremo Tribunal Federal, que entraram em ação. Já pedi a instauração, pela Polícia Federal, de uma investigação sobre o assunto”, afirmou.

A respeito do atraso na totalização dos votos, o ministro Luís Roberto Barroso explicou que um supercomputador foi fornecido pela empresa Oracle para computar, de forma centralizada, os dados provenientes das urnas eletrônicas de todo o país. Ele ressaltou que a centralização, no TSE, da totalização dos votos foi adotada a partir de uma recomendação da Polícia Federal para reduzir a quantidade de superfícies de ataque.

O secretário de Tecnologia da Informação, Giuseppe Janino, disse que os peritos da Polícia Federal trataram a totalização da distribuição, no âmbito dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) como uma tática chamada de redução de superfície de ataque.

“Quando se têm 27 pontos, em tese, você teria o mesmo número de chances de pontos para atacar. Mas quando você concentra em um ponto e, nesse ponto, se concentram vários requisitos de segurança, como uma sala cofre de segurança, além de vários softwares, gestão e um serviço de vigilância 24 horas por sete dias na semana, se tem uma possibilidade menor de ataques. E como vimos, foram apontadas mais de 480 mil conexões por segundo ao sistema durante a eleição (mais do que o dobro registrado em 2016). Então, foi essa a estratégia e recomendação da PF que possibilitou seguir com o sistema atual”, explicou.

Efetividade

O ministro Barroso ainda reforçou que as eleições e o sistema digital das eleições funcionaram com efetividade. Segundo ele, o novo sistema é seguro e está respaldado por protocolos de segurança já conhecidos. “Não pretendemos voltar a um sistema anterior; não há nenhuma intenção de ruptura deste modelo, apenas continuidade com aperfeiçoamento do atual”, destacou.

No entanto, em razão da pandemia de Covid-19, o equipamento não pode ser entregue na data prevista e os testes prévios com os ambientes simulados da eleição não foram realizados. “A inteligência artificial demorou a processar os dados no volume desejado. Além disso, houve uma falha em um dos núcleos do equipamento”, destacou o presidente do TSE. De acordo com ele, o único impacto decorrente desse problema foi um atraso na divulgação do resultado de pouco mais de duas horas.

E-Título

Em relação à pane apresentada pelo e-Título ao longo do primeiro turno do pleito, o ministro explicou ainda que a origem da falha ainda está sendo estudada pela equipe de TI do Tribunal, que trabalha com duas possibilidades: um erro na concepção do app ou problemas de suporte devido ao grande volume de acessos que ocorreram na manhã de domingo (15).

Segundo informou, somente no dia do pleito, foram recebidas mais de 12 milhões de solicitações de emissão do e-Título, fato que gerou uma fila de atendimento no sistema. Ainda de acordo com o ministro, a expectativa é de que as falhas sejam detectadas e corrigidas até o segundo turno das Eleições Municipais 2020.

O presidente do TSE garantiu, porém, que quem baixar o app fora do horário de pico conseguirá acessar o serviço sem qualquer dificuldade.

Balanço das eleições

Durante a coletiva, o ministro Barroso apresentou um panorama do primeiro turno das Eleições 2020 que ocorreram em 5.567 municípios. Cinquenta e sete cidades brasileiras conhecerão o chefe do Poder Executivo Municipal no segundo turno, marcado para o dia 29 de novembro, sendo 18 capitais.

Dos 147,9 milhões de eleitores aptos a votar, 113,3 milhões (76,86%) compareceram às urnas, o que significa uma abstenção de 23,14% (34,5 milhões). Em anos anteriores, a abstenção ficou em torno de 20% (2018) e 17% (2016). Os estados que tiveram o menor percentual de abstenções foram Piauí (15,42%), Paraíba (15,78%) e Ceará (16,93%).

Quase quatro milhões de eleitores votaram em branco para prefeito e 4,4 milhões para vereador. Já os votos nulos totalizaram 2,4 milhões para prefeitos e 937 mil para vereador.

O percentual de mulheres eleitas para o cargo de chefes do Poder Executivo local aumentou, em relação ao pleito de 2016. Passou de 11,57% para 12,2%.

Já a quantidade de candidatos que se autodeclararam negros ou pardos que foram eleitos prefeitos aumentou de 29%, em 2016, para 32% este ano. O número de prefeitos de origem indígena eleitos também cresceu de dois (2016) para oito (2020).

A respeito do e-Título, até o dia das eleições (15/11) foram feitos mais de 13 milhões de downloads do aplicativo, sendo 3 milhões feitos apenas da última sexta para o sábado anterior ao pleito.

Mais de 600 mil justificativas de ausência às seções eleitorais foram feitas pelo aplicativo, no domingo, e houve ainda 3 milhões de visualizações de consultas ao local de votação.

Nesta segunda-feira (16), foram registrados mais de 700 mil downloads do e-Título, e 460 mil justificativas foram feitas pelo aplicativo. Quem não compareceu à seção eleitoral para votar pode justificar por meio do aplicativo, em um cartório eleitoral ou pelo site Justifica (www.justifica.tse.jus.br), em até 60 dias após o pleito.

Confira a apresentação dos resultados do 1º turno das Eleições 2020.

Acesse a tabela de comparecimento e abstenção por unidade da Federação.

Fonte: TSE

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Black Friday 2020: Novo comportamento dos consumidores exigem mudanças no varejo

Por Elói Assis, diretor de varejo e distribuição da TOTVS

Está chegando um dos momentos mais esperados para os varejistas: a Black Friday, que em 2020 acontecerá em 27 de novembro. Neste ano, no entanto, o varejo está navegando em território desconhecido, devido às mudanças e incertezas na economia global causadas pela pandemia do Covid-19 e o fato de que esse período de isolamento encadeou uma série de mudanças no comportamento do consumidor, que vão da forma como ele se relaciona com a marca, aos critérios que ele considera para fazer uma compra e passando por um aumento significativo da participação da Internet nas vendas. Online virou a bola da vez e é a grande aposta do momento. E para quem ainda não se adaptou, a hora é agora.

Mas afinal, o que mudou? Com as lojas físicas fechadas é natural que as compras tenham migrado para o varejo online. Mesmo os consumidores que não estavam acostumados com compras pela internet, tiveram que adaptar seus hábitos e começaram a comprar por e-commerces e marketplaces, inclusive produtos essenciais. Costumo dar como exemplo a minha mãe, que começou a fazer compras de supermercado pela categoria “compre e retire” e ficou encantada pela facilidade. Ela não pretende voltar atrás, mesmo após o fim da pandemia. Segundo a revista Forbes, a penetração do varejo online foi acelerada em 4 a 6 anos devido a pandemia.

Dados do índice MCC-ENET – desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), em parceria com o Movimento Compre & Confie – mostram que as vendas do setor mais que dobraram em junho de 2020. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 110,52%.

Ainda de acordo com o estudo, a expectativa é de um aumento de 80% das vendas durante a Black Friday de 2020, em comparação a 2019. A grande questão é como preparar a sua operação para dar vazão a esse evento e aproveitar ao máximo as oportunidades de negócios.

Quando o assunto é abastecimento, é importante tratar seu estoque de forma verdadeiramente omnichannel, considerando o que está disponível nos ambientes físicos e digitais. Essa prática garante a disponibilidade dos produtos independente do canal escolhido pelo cliente, além de trazer o benefício de poder utilizar estoques mais próximos do cliente final. É o fim dos prazos longos de entrega, já que cada loja passa a ser considerada um centro de distribuição.

Já no âmbito da tecnologia, avalie muito bem a infraestrutura disponível. Caso você gerencie seus próprios ambientes on premise, certifique-se que tem capacidade para suportar um fluxo tão mais alto, além de ter alternativas para crescer rapidamente, caso a previsão de demanda se mostre subdimensionada. Considere as plataformas de SaaS (Software como Serviço), disponíveis em nuvens públicas, que nessas horas podem fazer toda a diferença entre assegurar a disponibilidade sem altos investimentos iniciais.

Com relação às ofertas, pode parecer clichê, mas não tente maquiar a estratégia “leve pela metade do dobro”, subindo os preços para depois dar descontos falsos. Os consumidores estão cada vez mais antenados e valorizam empresas que trabalham com transparência. Portanto, não comece esse relacionamento com mentiras, pois a confiança é algo que é fácil de perder e muito difícil de recuperar. É muito melhor pensar em estratégias factíveis, como frete grátis, brindes e agregação de serviços, do que dar um desconto enganoso e arriscar perder a credibilidade daquele cliente.

Por fim, lembre-se da análise de fraude, pois é algo que nessa época aumenta muito. Quando a compra é online, sem ter o cartão fisicamente presente na maquininha, quem fica com o prejuízo caso o dono do cartão não reconheça uma venda (o famigerado chargeback) é do varejista, que termina sem o produto e sem o dinheiro.

Costumo dizer que a missão do varejista só acaba quando o produto chega na casa do cliente e ele está totalmente satisfeito com aquela compra. Seja no ambiente online ou físico, uma venda de sucesso passa por diversos processos, do backoffice ao carrinho de compra ou PDV, então garanta que não fique nenhuma ponta solta e aproveite para surfar nessa onda positiva que esperamos para essa Black Friday 2020, que será como nenhuma outra até então.

Fonte da Forbes:

KOESTIER, John. COVID-19 Accelerated E-Commerce Growth ‘4 To 6 Years’. FORBES. Disponível em Acessado em: 31 ago. 2020

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Digibee contrata Software Engineers e DEVs de Integração

A Digibee, empresa de tecnologia que atua na integração de sistemas, está contratando dois Software Engineers e cinco DEVs de Integração. Com sua plataforma disruptiva de integração de sistemas (Hybrid Integration Platform), a Digibee pretende dobrar de tamanho este ano. Entre os benefícios que oferece estão plano de saúde, férias remuneradas de 30 dias e bolsa-auxílio para curso de inglês.

Para as vagas de Software Engineer, é preciso ter no mínimo 4 anos de experiência e as vagas de DEV de Integração são para técnicos júnior, capazes de desenvolver os pipelines dos clientes. Hoje o modelo de trabalho da Digibee é remoto, com colabores em diversos estados, como Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará e Minas Gerais. Para enviar o currículo e obter mais informações, basta entrar em contato pelo e-mail people@digibee.com.br .

Segundo Thais Tinelo Suzuki, Head de Pessoas da Digibee, quem fizer parte da empresa vai adquirir conhecimento sobre novas tendências em alta tecnologia — o aprendizado é prioridade — e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de participar ativamente de discussões sobre o desenvolvimento de produtos e de ser ouvido, pois o protagonismo, a colaboração e a participação são parte da cultura e dos valores da empresa. “Estamos definindo novos caminhos para o mercado. Com a operação nos  Estados Unidos, estamos antecipando novas tendências, num ambiente cada vez mais disruptivo”, adianta.  

Marcopolo Next e Marco Zero instalam-se no TecnoUCS

Como mais uma iniciativa de aceleração e relacionamento para acelerar a inovação, a Marcopolo e a Universidade de Caxias do Sul inauguram a nova sede das empresas Marcopolo Next e Marco Zero no Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação (TecnoUCS) nesta segunda-feira, 16 de novembro. O objetivo é se aproximar de startups e da própria universidade, ampliando o ecossistema de inovação do Sul do país.

Criada há um ano, a Marcopolo Next está voltada para o futuro da mobilidade e segue o conceito de company builder, ou seja, uma divisão essencialmente voltada para novos negócios . A divisão desenvolve serviços e sistemas inteligentes que facilitem o deslocamento e a conexão das pessoas. As áreas de atuação são Serviços, Mobilidade e Systems. Por meio da Marcopolo Next, a companhia expande a sua atuação com projetos envolvendo novas tecnologias, novos sistemas de mobilidade e novos modais, como elétrico e metroferroviário, além dos ônibus.

Já a Marco Zero nasceu para fortalecer a estrutura de corporate venture capital (CVC) da Marcopolo. Foi criada como parte da estratégia da Marcopolo para atrair e adotar inovações, além de fomentar a inovação aberta, se integrar a startups, aceleradoras, hubs, investidores e grupos estratégicos, além de se aproximar de novos mercados. Também atua como o braço de modelagem e estruturação financeira da Next e outros projetos de venture capital e private equity, M&A e PPPs da própria Marcopolo.

As equipes, que envolvem 30 pessoas ao todo, são multidisciplinares e realizam parceiras tecnológicas para o desenvolvimento de projetos de impacto e potencial disruptivo.

“Acreditamos no potencial inovador nas universidades brasileiras e das startups nacionais, portanto, a troca de expertises que faremos com este ecossistema será muito produtiva para alavancar a inovação na região”, comenta James Bellini, CEO da Marcopolo S.A.

“A instalação de hubs de inovação de grandes corporações junto a parque tecnológicos é um movimento mundial. A Marcopolo é um de nossos parceiros históricos e a aproximação da empresa dos nossos pesquisadores, laboratórios e programas de pós-graduação desencadeará um processo de grande inovação, com benefícios para ambas as partes e para toda a sociedade”, afirma Juliano Gimenez, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UCS e coordenador do TecnoUCS.

A mudança para a TecnoUCS acompanha o movimento de transformação da Marcopolo, voltada para novos sistemas de mobilidade. A inauguração do espaço ocorre durante a Semana de Inovação da empresa, que vai até 20 de novembro, com o propósito de fomentar ações para a construção da Marcopolo do Futuro.

Pesquisa: cidadãos globais são favoráveis a “smart cities” e querem suas cidades sustentáveis

A vida nas cidades atualmente está aquém das altas expectativas dos cidadãos na era digital. Isso está de acordo com um novo relatório do Instituto de Pesquisa Capgemini que explorou as respostas de 10 mil cidadãos e mais de 300 autoridades municipais em 10 países e 58 cidades – e mais 1000 de Brasil com dados de 5 cidades. Ele descobriu que muitos cidadãos estão frustrados com a atual estrutura das cidades em que vivem e estão preparados para partir para uma cidade mais avançada digitalmente. Em média, 40% dos residentes podem deixar suas cidades no futuro devido a uma variedade de questões problemáticas, incluindo frustrações digitais.

O relatório “Street Smart: Putting the citizen at the center of Smart City initiatives” (em tradução livre “Ruas Inteligentes: Colocando o Cidadão no Centro das Iniciativas de Cidades Inteligentes”) revela que mais da metade das pessoas (58%) considera que as cidades inteligentes são sustentáveis e fornecem uma melhor qualidade dos serviços urbanos (57%). Isso explica por que mais de um terço deles (36%) está disposto a pagar mais por essa experiência urbana enriquecida. No entanto, existem sérios desafios à implementação, principalmente em termos de dados e financiamento.

A Capgemini descobriu que apenas uma em cada dez autoridades municipais diz estar em estágios avançados de implementação de uma visão de cidade inteligente [1] e menos de um quarto (apenas 22%) começou a implementar iniciativas de smart cities – um grande desafio. Prevê-se que um terço da população mundial viva em uma cidade até 2050, com o número de megacidades [2] aumentando de 33 hoje para 43 em 2030 [3]. Além disso, existe um desejo global considerável de cidades inteligentes entre os cidadãos, o que significa que uma abordagem acelerada seria bem recebida.

A chave para desbloquear uma vida urbana melhorada

Segundo o relatório, a sustentabilidade é de crescente importância para as populações. Os cidadãos consideram desafios como a poluição (42%) e a falta de iniciativas de sustentabilidade (36%) uma grande preocupação e podem deixar sua cidade como resultado. No entanto, nos últimos 3 anos, 42% das autoridades municipais afirmam que as iniciativas de sustentabilidade estão atrasadas e 41% dizem que suas cidades se tornarão insustentáveis nos próximos 5 a 10 anos, sendo uma das cinco principais consequências da não adoção da tecnologia digital.

Embora as iniciativas de smart cities possam levar a melhorias nos serviços urbanos, a Capgemini concluiu que a percepção é fundamental e que os benefícios não se limitam apenas a resultados tangíveis. Os cidadãos que usam iniciativas de cidades inteligentes estão mais felizes com a qualidade de vida na cidade. Por exemplo, 73% dizem que estão mais contentes com sua qualidade de vida em termos de fatores de saúde, como a qualidade do ar. No entanto, isso cai acentuadamente para 56% entre aqueles que não usaram uma iniciativa de smart city. Mais de um terço das pessoas (36%) está disposto a pagar para viver em uma cidade inteligente. Um número que aumenta entre indivíduos mais jovens e mais ricos: 44% entre os millennials, 41% entre os entrevistados da geração Z [4] e 43% entre os que ganham mais de US﹩ 80 mil.

Dados e financiamento são desafios críticos de implementação

Embora as smart cities possam resolver alguns dos problemas tradicionais experimentados nas cidades, como transporte público e segurança, existem sérios desafios à implementação. Os dados são essenciais para a otimização de cidades inteligentes, mas 63% dos cidadãos globais dizem que a privacidade de seus dados pessoais é mais importante que os serviços urbanos superiores. Enquanto isso, quase 70% das autoridades municipais dizem que financiar seu orçamento é um grande desafio, e 68% deles afirmam que lutam para acessar e construir as plataformas digitais necessárias para desenvolver iniciativas de cidades inteligentes. Do ponto de vista dos cidadãos, 54% pensam que as empresas BigTech forneceriam melhores serviços urbanos do que os atualmente existentes.

Matthias Wieckmann, chefe de estratégia digital da cidade de Hamburgo, diz: “Ao considerar uma iniciativa de cidade inteligente, é melhor começar com pequenos casos de uso que podem ser testados antes de expandir e garantir visibilidade e viabilidade de financiamento. Para as autoridades de cidades no início de sua jornada, soluções menores ajudarão a abrir o caminho mais rapidamente do que começar com uma grande solução geral. Também é mais fácil encontrar aceitação, suporte e financiamento para projetos dessa maneira”.

Iniciativas de smart cities ajudam a gerenciar a crise do COVID-19

Cidades inteligentes podem ajudar a lidar com pandemias, a Capgemini descobriu que, à medida que o mundo enfrenta o COVID-19, as autoridades de localidades estão usando a tecnologia para enfrentar alguns dos desafios enfrentados. E 68% das autoridades municipais descobriram que iniciativas digitais como aplicativos que conectam pessoas a unidades de saúde ou fornecem monitoramento remoto de pacientes estão ajudando-as a gerenciar a crise. A cidade de Bengaluru, na Índia, transferiu seu centro de comando para uma “war room” para acompanhar pacientes e elaborar planos de contenção usando tecnologias de mapeamento de calor [5]. Em Roma, os funcionários do aeroporto estão usando capacetes inteligentes com realidade aumentada e scanners térmicos para rastrear vários visitantes simultaneamente, mantendo uma distância segura [6].

Acelerar a implementação requer uma estreita colaboração entre os principais interessados

A tecnologia inovadora – e os fundos para inovar e entregar – não criarão por si só uma cidade inteligente. A colaboração entre as partes interessadas, como funcionários do governo local, cidadãos e terceiros, incluindo empresas iniciantes, institutos acadêmicos ou fundos de capital de risco, é fundamental. Nesse sentido, a Capgemini recomenda uma abordagem trifásica para as autoridades municipais:

-Crie uma visão da cidade inteligente com sustentabilidade e resiliência como seus pilares;

-Capacite as autoridades da cidade a agir como empreendedores e, ao mesmo tempo, garanta a proteção e a confiança dos dados;

-Construa uma cultura de inovação e colaboração com cidadãos e entidades externas.

Pierre-Adrien Hanania, líder de ofertas globais da Capgemini para IA no setor público, disse: “A percepção e o status da cidade inteligente se tornaram um importante diferenciador para os cidadãos. Tornou-se crucial para os planejadores e autoridades da cidade perceber que os cidadãos são o ativo mais inteligente de uma cidade e colocá-los no centro de iniciativas de smart cities. As autoridades devem trabalhar para garantir que as intervenções lideradas pela tecnologia ofereçam às pessoas a experiência e a qualidade de vida que elas desejam e precisam. Ao fazer isso, as cidades evitarão que seus habitantes partam para outra cidade e aprimorarão seu caminho de digitalização, beneficiando a vontade do cidadão de investir em sua casa. Além disso, iniciativas inteligentes permitem que as cidades sejam mais resilientes a desafios como o do COVID-19, mas para isso, é fundamental federalizar o ambiente de dados e as partes interessadas da cidade, a fim de moldar o projeto de sua cidade – unindo sustentabilidade, privacidade de dados e o DNA da cidade em sua essência” .

Para ler uma cópia completa do relatório e suas recomendações, clique aqui .

Metodologia de Pesquisa

O Capgemini Research Institute conduziu uma extensa pesquisa com consumidores com mais de 10 mil pessoas e uma pesquisa executiva com 310 autoridades da cidade espalhadas por 10 países e 58 cidades, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Itália, Espanha, Suécia, Índia e Cingapura.

[1] Para esta pesquisa, a Capgemini utilizou a definição de smart city da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa: “Uma cidade inteligente sustentável é uma cidade inovadora que utiliza tecnologias de informação e comunicação (TICs) e outros meios para melhorar a qualidade de vida, a eficiência. a operação e os serviços urbanos e a competitividade, assegurando, ao mesmo tempo, que atenda às necessidades das gerações presentes e futuras com relação aos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais”.

[2] Uma megacidade é uma cidade muito grande, especialmente uma com mais de 10 milhões de pessoas vivendo nela.

[3] “Algo como 68% da população mundial deverá viver em áreas urbanas até 2050, diz a ONU” (ONU, maio de 2018)

[4] Millenials (também conhecida como Geração Y) inclui todos aqueles nascidos entre o início dos anos 80 e o final dos anos 90. Ele sucede a Geração X e precede a Geração Z, dos nascidos a partir do ano 2000.

[5] “45 centros de comando e controle de cidades inteligentes se transformaram em salas de guerra COVID-19”, The Economic Times, março de 2020

[6] “O aeroporto italiano lidera a Europa na adoção de capacetes de varredura térmica de Realidade Aumentada”, Venturebeat, maio de 2020.

Unilever lança o Lever UP 2.0, programa que reforça a cultura de inovação aberta na companhia

A inovação está no DNA da Unilever e para continuar atingindo seus objetivos na área, a empresa lança este ano o Lever UP 2.0, um programa de inovação aberta com foco no futuro e nas grandes soluções que podem ser criadas para resolver problemas reais. Nesse sentido, as startups têm experiência, vontade e ideias que merecem tempo e investimento. A Unilever pretende formar parcerias sólidas e perenes com estes profissionais criativos e antenados para continuar à frente do seu tempo. A grande novidade deste ano serão as relações fortalecidas, que garantem a co-criação a qualquer momento, sem limite de tempo para colocar em práticas as ideias que surgirem.

Há três anos, o Lever UP nasceu como um programa de aceleração de startups, que promovia o intercâmbio entre empresas. A proposta já movimentou transformações dentro e fora da companhia por meio de trocas significativas de conhecimento. A multinacional já recebeu cerca de 1000 inscrições nas duas rodadas realizadas e selecionou 11 soluções para serem desenvolvidas. As iniciativas da última rodada, realizada em 2019, foram desde uma solução sustentável para logística urbana até uso de cashback no varejo e escoamento da produção excedente.

Em 2020, o programa pretende crescer e estreitar ainda mais os laços criados, fomentando as ideias de inovação aberta, co-criação, e processos colaborativos entre os participantes agora junto à ACE, uma consultoria especializada em inovação e novos negócios responsável por, junto com o nosso time, acompanhar e desenvolver a jornada dos empreendedores e startups no programa, trazendo ainda mais inovação para a Unilever.

Ao longo dos anos, a Unilever conseguiu aprender e evoluir na proposta para chegar no que hoje começa a ser o Lever Up 2.0. “Já não bastava falar em aceleração, mas em inovação aberta e em parcerias fortes e de longo prazo. O programa conseguiu então crescer e se atualizar, conquistando cada vez mais colaboradores e parceiros externos para se inscreverem em projetos. Agora temos um programa ainda mais robusto e estruturado para nos conectarmos e firmarmos cada vez mais essas relações. Não é algo passageiro ou momentâneo, faz parte da nossa empresa e o Lever Up 2.0 é fundamental para a mentalidade da Unilever hoje em dia”, ressalta Alexandra Gomes, Gerente de Transformação e Colíder da Garagem de Inovação Unilever.

Além de trazer perspectivas para relações longevas, o Lever Up 2.0 já começa a contar com importantes novidades. A partir deste ciclo, a janela de conexão com startups fica aberta o ano inteiro. Antes, esse contato acontecia uma vez ao ano e agora os projetos apresentados vão estar em constante revisão conforme estratégias estabelecidas, mudanças do negócio ou descobertas de tecnologia e soluções. Com a evolução, a empresa vai estar também mais conectada ao negócio para entender necessidades que não estejam dentro das teses, mas que farão diferença para cada categoria.

“A inovação está presente em todas as nossas áreas de atuação. Para alavancar ainda mais as transformações que vêm ocorrendo na empresa e no mundo, o Lever Up 2.0 tem o objetivo de tornar o contato com as startups mais perene, e a parceria com a ACE torna-se fundamental para isso. A ideia é que agora os projetos não tenham o formato de início, meio e fim, mas que a relação com as startups seja constante e aconteça em qualquer momento. Serão várias as oportunidades, porque não existe mais um limite de tempo para a parceria com o canal aberto o ano inteiro. Dessa forma, firmamos ainda mais essa conexão que é tão importante para grandes corporações como a nossa. Assim, podemos também aumentar o impacto e visibilidade desses projetos aqui dentro”, destaca, Cecília Varanda, Gerente de Transformação e Colíder da Garagem de Inovação Unilever.

Além de ser um grande canal para o relacionamento com as startups, o Lever Up 2.0 é também uma forte alavanca da inovação aberta que está cada vez mais presente na empresa. Hoje, a Unilever ocupa a 8.a posição no ranking geral TOP 100 Open Corps 2020, que lista as corporações que mais tiveram relacionamento com os empreendedores em 2020, e é a primeira na categoria de bens de consumo. Essa preocupação com a inovação e empreendedorismo já não é novidade para a empresa, e os resultados refletem o trabalho que vem sendo realizado na área, que se vê reforçado pelo Lever Up 2.0. Aprendendo com os grandes talentos que vão surgindo, a empresa consegue fomentar ideias inovadores e aplicar em sua forma de trabalho as soluções rápidas e adaptáveis que as startups proporcionam.

O novo site já está no ar para que todos possam saber mais sobre o projeto e iniciarem as incrições: https://leverup.com.br/ .

CFOs focam em resultados, busca por crescimento e eficiência para lidar com as incertezas da pandemia

Com o intuito de mapear a visão dos líderes de finanças em relação a tópicos como carreira, perspectivas de negócios, tecnologia e contexto econômico, a Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, lança mais uma edição de sua pesquisa CFO Survey. O levantamento, realizado em setembro de 2020, contou com a participação de 132 entrevistados – dos quais 76% são CFOs (Chief Financial Officer) – de nove indústrias diferentes nas cinco regiões brasileiras.

A pesquisa CFO Survey revela que a maioria dos executivos está focada em expandir, nos próximos 12 meses, a lucratividade (63%), o crescimento (55%) e a busca pela eficiência operacional (43%). Foram apontados como foco de atuação do próximo ano, ainda: financiamento e liquidez (36%), planejamento e análise financeira (30%), estratégia corporativa (30%), inovação do negócio (29%), novas tecnologias em finanças (28%), governança corporativa e compliance (24%), operações financeiras (17%), captação de recursos por meio de IPO (12%) e investimento em cyberscutiry (8%).

Para alcançar os resultados desejados, no entanto, os executivos participantes sabem que têm muitos desafios a serem enfrentados. Entre os principais, foram mencionados recessão econômica, em primeiro lugar, e alteração na política tributária em segundo. Os fatores citados na sequência foram a volatilidade da taxa cambial, efeitos da pandemia e incertezas jurídica, regulatória e política.

“O estudo é extremamente relevante para o mercado, pois traz uma visão ampla de executivos financeiros de grandes companhias sobre os desafios a serem superados, os impactos e o legado que a pandemia está deixando para a economia e as perspectivas de recuperação no Brasil. As transformações pelas quais as empresas têm passado e a complexidade das finanças também são partes fundamentais desta pesquisa. A área financeira tem um papel ativo no processo de tomada de decisões e isto é um diferencial competitivo em um ambiente dinâmico e incerto como vivenciamos”, destaca Renata Muramoto, Sócia Líder do CFO Program da Deloitte no Brasil.

Preocupação com transformação digital nos negócios está no radar dos CFOs

As mudanças nos negócios impulsionadas pela transformação digital é uma preocupação que está no radar dos executivos financeiros. A maioria dos entrevistados tem adotado uma postura cada vez mais proativa quando o assunto é trazer tecnologias que alavanquem a área financeira. O armazenamento em cloud já é amplamente utilizado por 43% das empresas participantes; outros 37% dizem já utilizar, mas ainda em poucas áreas. Já as tecnologias de visualização são amplamente utilizadas por 44% das organizações, enquanto 48% as utilizam em poucos setores. Quando o assunto é inteligência artificial, 46% afirmam que não há previsão de uso nas empresas. Em relação ao blockchain esse número salta para 66%.

Apesar do tema transformação digital estar em alta, planilhas do Excel ainda são muitos utilizadas pelas empresas participantes da pesquisa para: conciliação bancária (79%), consolidação e fechamento (70%), reconciliação de contas (59%), dashboards e KPIs (56%), gerenciamento de tesouraria (52%), orçamento, simulação e forecast (50%) e portal de fornecedores e clientes (19%). Os setores de consumo & varejo e financeiro são os que mais investem em automações de acordo com o levantamento. Entre os respondentes, 68% investem entre 0% a 5% da receita líquida em tecnologia; 19% investem de 6% a 10%; enquanto 5% investem de 11% a 15%. O total dos que destinam mais de 15% da receita em tecnologia é de 8% dos entrevistados. Segundo o levantamento da Deloitte, os segmentos que investem menos em tecnologia são manufatura e serviços.

Devido às novas mudanças relacionadas à economia digital, 69% das empresas possuem a figura de um business partner, um profissional com a visão financeira e de negócio, capaz de processar dados e prover insights que suportem o processo de tomada de decisão, principalmente, em um contexto tão dinâmico e competitivo em que assertividade e velocidade podem mudar o patamar de atuação das organizações. Para ser um bom business partner, é necessário dados e capacidade de análise viabilizadas pela digitalização. Por outro lado, apenas 33% das empresas possuem diversidade de talentos para realizar a mudança de mindset e as transformações necessárias.

Em resposta à pandemia e aos novos hábitos que o mundo está vivenciando, os executivos entendem que aumentar o nível de automação da empresa e realizar atividades financeiras de forma remota serão as grandes mudanças para o pós-crise. Ao comparar a operação da empresa com o momento anterior à crise, 59% afirmam que há maior nível de automação da empresa em geral. Outros 59% dizem que há a execução remota de grande parte dos processos financeiros. Os entrevistados apontaram, em respostas múltiplas, também: core business mais automatizado (52%), impacto substancial do câmbio nos negócios (43%), principais sistemas baseados em cloud (39%), menores investimentos em real state (22%), grande crise de liquidez e crédito para financiar operações (11%), maior uso de serviços de suporte financeiro de terceirizados (10%), e menor utilização de suprimentos internacionais (5%).

Complexidade das finanças empresariais é maior nas grandes corporações

O estudo da Deloitte conclui que, ao se analisar os detalhes das finanças empresariais, a complexidade de gestão é maior nas maiores organizações. As empresas com receita líquida de até R﹩ 300 milhões por ano têm, em média, seis contas bancárias ativas, 73 centros de custos e 340 fornecedores cadastrados. Quando a análise é sobre companhias cujo faturamento é entre R﹩ 300 milhões e R﹩ 500 milhões, as médias sobem para oito contas bancárias ativas, 139 centros de custos e 623 fornecedores cadastrados. As organizações com receita líquida superior a R﹩ 1 bilhão no ano têm, em média, dez contas bancárias, 280 centros de custo e 835 fornecedores.

A quantidade média de reportes é diretamente proporcional ao tamanho da receita das empresas: as que faturam mais de R﹩ 1 bilhão geram em média 15 reportes mensais. Enquanto as companhias com receita abaixo de R﹩ 300 milhões geram oito reportes mensais. Empresas que utilizam amplamente o Dashboard geram em média 13 reportes mensais. Enquanto aquelas que utilizam de forma restrita geram em média 10 reportes mensais. O grande desafio está na qualidade das informações e principalmente nas respostas que as análises endereçam, muito mais do que a quantidade de dados gerados.

Já o tempo médio de execução de fechamentos e elaboração do orçamento não está diretamente relacionando ao porte da empresa, mas sim ao uso eficiente de ferramentas e tecnologias integradas. O fechamento gerencial demora cinco dias úteis em empresas com receita abaixo de R﹩ 300 milhões e seis dias úteis nas organizações com receita acima de R﹩ 1 bilhão. A elaboração do orçamento nas empresas cuja receita é menor que R﹩ 300 milhões leva 35 dias úteis, enquanto nas companhias com mais de R﹩ 1 bilhão o tempo sobe para 50 dias úteis. Já o fechamento contábil estatutário demora oito dias úteis (+ de R﹩ 300 milhões) e sete dias úteis (+ de R﹩ 1 bilhão). De acordo com o levantamento, 40% das empresas com receita abaixo de R﹩ 300 milhões executam o forecast mensalmente, enquanto 65% das empresas com receita acima de R﹩ 1 bilhão executam mensalmente.

A pesquisa mostra que, de modo geral, as empresas têm cumprido os prazos médios de pagamento; no entanto, o prazo de recebimento e gestão de estoques continuam sendo desafios para grande parte dos respondentes. Dos entrevistados, 86% cumprem a meta de pagamento, 70% cumprem a de recebimento e 56% cumprem a meta de giro de estoque.

Impactos da Covid-19 na gestão financeira

Os impactos da pandemia de Covid-19 nos negócios dos mais diversos setores da economia ainda são, de certo modo, uma incógnita. A dúvida que assola empresas e sociedade é por quanto tempo ainda haverá crise e qual será a dimensão exata de seus danos. O estudo aponta que, devido à pandemia, as condições atuais do cenário econômico do Brasil estão piores para a maioria dos entrevistados (60%). Destes, 100% apontam que as condições são piores especificamente para o setor de Turismo & Hotelaria, e 75% para Consumo & Varejo. Para 31% dos respondentes, as condições do atual cenário econômico estão iguais ao período pré-pandemia; 9% acreditam que estão melhores. Em relação à expectativa da recuperação econômica, a maioria (38%) acredita que ela deve acontecer em até seis meses. Já para 23%, ela deve vir em até três meses. Outros 23%, no entanto, acreditam em uma recuperação econômica em até um ano, enquanto 16% entendem que a economia vai levar mais de um ano para se recuperar.

Metodologia do estudo

O estudo CFO Survey foi conduzido pela Deloitte por meio de seu programa de relacionamento e eminência com líderes de finança – o CFO Program. Participaram da pesquisa 132 executivos, de 9 indústrias diferentes, nas cinco regiões do Brasil. Das empresas participantes, 51% são companhias privadas de origem nacional; 30% das organizações têm faturamento acima de R﹩ 1 bilhão e 22% possuem mais de 2 mil colaboradores. Dos respondentes, 76% são CFOs, 10% são controllers, 5% são VPs financeiros, 3% CEOs, 3% superintendentes financeiros e 3% gerentes financeiros.

Estudo IBM: 40% dos líderes de Recursos Humanos não estão preparados para serem os parceiros estratégicos de suas organizações

Um novo estudo do IBM Institute for Business Value (IBV), “Acelerando a Jornada para o HR 3.0”, revela que menos de 40% dos CHROs entrevistados possuem as habilidades necessárias para ajudar a empresa em sua estratégia de negócios. O estudo foi conduzido em parceria com o analista independente global Josh Bersin, da Josh Bersin Academy, com mais de 1.500 executivos de RH globais entrevistados em 20 países, incluindo o Brasil, de 15 setores.

Esse dado reforça uma outra pesquisa da IBM feita em 2018 que estima que 120 milhões de profissionais nas 12 maiores economias do mundo podem precisar passar por reskilling nos próximos três anos, devido à IA e automação. Esse desafio foi intensificado pela COVID-19, pois, conforme a transformação digital é acelerada, habilidades inadequadas revelam-se como um dos maiores obstáculos ao progresso.

Em paralelo, segundo um estudo feito com consumidores, as expectativas dos funcionários pesquisados em relação aos seus empregadores mudaram significativamente durante a pandemia. 74% dos líderes C- Level acreditam que suas organizações os ajudaram a aprender as habilidades necessárias para se adaptar e trabalhar de uma nova maneira, em comparação com apenas 38% dos funcionários pesquisados. Já 80% dos executivos que participaram da pesquisa dizem que sua empresa está apoiando a saúde física e emocional de seus funcionários, mas apenas 46% dos funcionários pesquisados concordam com esta avaliação.

“É fundamental que o RH se reinvente para acompanhar as novas necessidades de suas organizações e promover uma nova era de recursos humanos, na qual a experiência do funcionário seja central para a tomada de decisões. A visão de HR 3.0 exige que as organizações construam engajamento com funcionários remotos, passem a trabalhar de forma ágil e, ao fazer isso, impulsionem a produtividade com equipes versus indivíduos, promovam confiança em tempos incertos e cultivem forças de trabalho resilientes”, comenta Kelly Ribeiro, líder de Talent and Transformation para IBM Services na América Latina.

Outros destaques do estudo incluem:

• Quase seis em cada dez empresas de alto desempenho pesquisadas relataram usar inteligência artificial e análises de dados para tomar melhores decisões sobre seus talentos, como programas de treinamento e decisões de remuneração. 41% estão aproveitando a IA para identificar as habilidades que precisarão no futuro, em comparação a 8% nas outras empresas.

• 65% das empresas de alta rentabilidade pesquisadas recorrem à inteligência artificial para identificar habilidades comportamentais, como mentalidade de crescimento e criatividade para construir equipes diversificadas e adaptáveis, em comparação a 16% de seus pares.

• Mais de dois terços de todos os entrevistados disseram que as práticas ágeis são essenciais para o futuro do RH. No entanto, menos da metade das unidades de RH nas organizações participantes tem capacidades de design thinking e práticas ágeis.

• 71% das empresas de alto desempenho pesquisadas relataram que estão implementando amplamente uma arquitetura de tecnologia de RH consistente, em comparação com apenas 11% das demais.

“Para atingir o alinhamento de negócios de longo prazo entre líderes e funcionários, este momento exige que o RH opere como um consultor estratégico, uma nova função para muitas organizações de RH”, disse Josh Bersin, analista global independente e reitor da Josh Bersin Academy. “Muitos departamentos de RH estão buscando tecnologia, como nuvem e análise de dados, para oferecer suporte a uma abordagem mais consistente e de autoatendimento às responsabilidades tradicionais de RH. Oferecer capacitação aos funcionários por meio de suporte abrangente pode gerar mudanças estratégicas mais amplas para os negócios em geral.”

Os resultados do relatório sugerem três recomendações chave para promover uma mudança duradoura

De acordo com o relatório, os executivos de RH pesquisados em empresas de alto desempenho tinham oito vezes mais probabilidade do que seus pares pesquisados de impulsionar a transformação em suas organizações. Entre essas empresas, as seguintes ações são prioritárias:

• Acelerar o ritmo de aprendizado e feedback contínuos.
• Cultivar uma liderança empática para apoiar o bem-estar holístico dos funcionários.
• Reinventar sua função de RH e arquitetura de tecnologia para tomar decisões com base em dados em tempo real.

O Burger King Brasil é um exemplo de empresa que respondeu rapidamente às expectativas e necessidades dos novos funcionários que se apresentam neste momento. O Burger King Brasil trabalhou com a IBM para criar um novo assistente virtual baseado no IBM Watson Assistant, que ajudou durante a pandemia a fornecer suporte de autoatendimento à sua força de trabalho, bem como comunicações e conexões mais transparentes entre si e com a liderança da companhia. A solução dá suporte a seus 16 mil funcionários e, em média, respondeu a 1.100 perguntas por dia somente em abril.

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Pesquisa mostra que confiança dos brasileiros na Ciência aumentou em meio à pandemia global

A 3M apresenta os resultados da terceira edição do Índice Anual do Estado da Ciência (State of Science Index – SOSI), pesquisa global que divulga as percepções da população em relação à ciência. A iniciativa foi realizada em duas etapas: a primeira, com cerca de 14 mil pessoas, em 14 países, de agosto a outubro de 2019, já a segunda, durante a pandemia do novo coronavírus, com respondentes de 11 países, nos meses de julho e agosto deste ano. Cada uma das análises contemplou mil brasileiros respondentes e foi realizada de forma independente e encomendada pela 3M, empresa global de ciência e inovação. Conduzida pela Ipsos, companhia de pesquisa de mercado, a ação tem como objetivo analisar a imagem, relevância e impacto da ciência na sociedade para gerar discussões a respeito do tema.

Nesta edição – cujos resultados globais foram apresentados nos Estados Unidos no início deste mês -, a pesquisa contempla a percepção dos entrevistados em relação à Ciência dentro de quatro grandes temas: a imagem da Ciência, a Sustentabilidade, a equidade em STEM (educação e carreiras nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e a liderança científica.

Imagem da Ciência para os brasileiros:

Em todo o mundo, especialmente no Brasil, a imagem da ciência está em alta, apontou a pesquisa. Pela primeira vez em três edições, o ceticismo em relação à Ciência diminuiu 9 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2019 (de 42% para 33%) realizada no Brasil.

• Devido à COVID-19, quase todos os brasileiros estão mais propensos a concordar que a ciência desempenha um papel crítico na resolução das crises de saúde pública (86% vs. 78% globalmente) e que a ciência precisa de mais financiamento (89% vs. 77% globalmente).

• 88% dos brasileiros (vs. 79% globalmente) acreditam que a ciência tornará suas vidas melhores nos próximos 10 anos.

• 92% acreditam que as pessoas devem seguir os conselhos científicos para conter o vírus.

• 86% dos brasileiros (vs. 82% globalmente) acreditam que há consequências negativas para a sociedade se as pessoas não valorizarem a ciência.

Embora as barreiras ainda permaneçam, a pandemia causou uma mudança drástica na disposição dos brasileiros para defender a ciência: 73% são mais propensos a defendê-la (vs. 54% globalmente) como resultado da pandemia, contra 27% que são menos prováveis ​​à mudança (vs. 46% globalmente).

• Muitos brasileiros ainda raramente pensam em ciência em sua vida cotidiana (54% contra 63% globalmente) e acreditam que se a ciência não existisse, sua vida cotidiana não seria tão diferente (32%).

• Os brasileiros também querem soluções para grandes questões sociais. Em meio aos grandes desafios em 2020, são eles:

• Encontrar uma cura para vírus emergentes como a COVID-19: 79%

• Defender a igualdade racial na sociedade e/ou garantir que as minorias sub-representadas tenham acesso à educação STEM): 65% (vs. 55% globalmente)

• Encontrar a cura para doenças em curso, como o Câncer: 59%

• Lidar com o desemprego: 50% (vs. 46% globalmente)

• Mitigar os efeitos das mudanças climáticas: 35% (vs. 51% globalmente)

“Podemos notar que os brasileiros, principalmente neste momento de pandemia, passaram a valorizar ainda mais a Ciência, e a veem com otimismo, mas ainda têm dúvidas quanto a ela, mesmo com a diminuição do ceticismo em relação ao ano anterior. Isso mostra como o papel da 3M, como empresa de ciência e inovação, é fundamental para incentivar essa valorização e ajudar a advogar por essa causa. Nosso estudo mostra acima de tudo que as pessoas querem e esperam que a Ciência torne sua vida melhor, e isso se conecta com a visão da 3M, de criar soluções que melhorem a vida das pessoas”, comenta Paulo Gandolfi, Diretor de P&D e Inovação da 3M na América Latina.

Sustentabilidade

Soluções sustentáveis ​​continuam sendo um foco importante para os pesquisados. O mundo está unido em querer que a ciência resolva grandes desafios, e encontrar soluções sustentáveis ​​ainda é uma prioridade clara, mesmo em meio à COVID-19, aponta a pesquisa.

Antes da pandemia, 51% dos brasileiros queriam que a ciência resolvesse, além da saúde, questões ambientais como qualidade do ar, e a poluição por plásticos nos oceanos. De acordo com a pesquisa feita antes da pandemia, para criar um futuro sustentável, segundo os brasileiros, a Ciência, por meio das suas inovações, precisa:

• focar na conservação de água (50%),

• reduzir o desperdício (38%),

• melhorar a qualidade do ar (38%),

• reduzir a dependência mundial dos combustíveis fósseis (33%)

• projetar uma economia mais circular (32%).

Já com a pandemia, a população local concorda que as empresas também podem garantir um futuro sustentável, como reduzir a quantidade de plástico usado em produtos (34%), usar fontes de energia renováveis ​​para alimentar instalações (33%), usar materiais reciclados e renováveis ​​em produtos (30%), reduzir a quantidade de água usada na produção (27%), como também unir esforços, sem fins lucrativos, para ajudar a construir comunidades sustentáveis ​​(22%).

Educação

O estudo mostra que a equidade nas carreiras de STEM (sigla para a educação e carreiras nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e a desigualdade de gênero e raça são barreiras que impactam o futuro. A falta de acesso a uma boa educação nessas áreas, especialmente entre grupos minoritários sub-representados, é uma barreira para avanços em ciência e tecnologia. A pandemia também destacou a importância da educação STEM.

Antes da pandemia, 84% acreditavam que as oportunidades de trabalho precisavam de colaboradores qualificados. Atualmente, por conta do cenário atual, os brasileiros estão mais propensos a concordar com a importância da qualificação dos profissionais. Para beneficiar o futuro da sociedade, 87% deles acreditam que o mundo precisa de mais pessoas que busquem por carreiras relacionadas com STEM para beneficiar a sociedade no futuro. No entanto, a educação acessível e a desigualdade são obstáculos que impactam o futuro.

A falta de acesso à educação STEM é de longe o maior obstáculo para garantir a próxima geração de cientistas brasileiros, mas as desigualdades e os pensamentos equivocados de que apenas gênios podem fazer ciência também são barreiras. Antes da pandemia, 27% dos brasileiros citaram a falta de diversidade como um dos maiores desafios que as carreiras em STEM estão enfrentando. Na pandemia, 44% dos brasileiros de baixa renda são mais propensos a relatar serem desencorajados a estudar ciências na escola.

Com a pandemia, este estudo afirma que os alunos ficariam mais inspirados a seguir uma carreira científica se:

• O ensino de Ciência fosse feito de uma forma mais envolvente (50%);

• Houvesse mais investimentos em currículos de ciências (49%);

• A ciência fosse posicionada como uma plataforma para tornar o mundo melhor (44%);

• Fosse oferecida uma melhor compreensão das diferentes oportunidades de carreira em ciências (41%);

• Fossem criadas oportunidades iguais para os alunos de todo o país aprenderem sobre carreiras científicas (40%);

• A Ciência fosse relacionada com as vidas dos estudantes (38%).

Visão dos brasileiros sobre liderança e responsabilidade compartilhada na Ciência

O papel do governo no apoio à Ciência é muito importante para os brasileiros. A maioria (92%) continua a sentir que os governos devem estar mais envolvidos na resolução de questões sociais, tais como:

• Conter a propagação da COVID-19: 92%

• O acesso à Saúde: (92%)

• Melhorar a qualidade do ar: 90%;

• Acesso à energia limpa e renovável: 90%;

• Incentivar a educação nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática: 89%;

• Investir em infraestrutura: 89%;

• Diminuir a poluição de plásticos do oceano: 89%.

Antes da pandemia, 51% acreditavam que o governo deveria ser responsável por decidir como o financiamento da pesquisa é destinado, juntamente com organizações sem fins lucrativos (37%) e o setor privado (31%). Embora os governos sejam fundamentais para a solução de questões sociais, não se espera que eles abordem o desenvolvimento de pesquisas sozinhos.

A pesquisa realizada em julho e agosto desse ano também apresenta os desejos dos brasileiros em relação às empresas atuantes no país, que são:

• O preparo para futuras pandemias, surtos de doenças: 51%;

• Criação de oportunidades de emprego para grupos minoritários: 47%;

• Colaborar com governos para defender políticas que ajudem a resolver desafios globais: 46%;

• Eliminar barreiras de acesso a uma educação de qualidade aos alunos que cursam as disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática: 45%.

Conheça todos os dados desta pesquisa global, no site https://www.3M.com/scienceindex .

Metodologia da Pesquisa

A empresa de pesquisa global Ipsos conduziu o estudo com 1000 adultos com mais de 18 anos de cada país em duas etapas: 14 países de agosto a outubro de 2019 (Brasil, Canadá, China, Alemanha, Índia, Japão, México, Polônia, Cingapura, África do Sul, Coréia do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos), e durante a pandemia em 11 países, nos meses de julho e agosto deste ano (não participaram dessa 2ª fase Índia, México e África do Sul). A pesquisa foi realizada por meio de uma combinação de entrevistas on-line e off-line. A amostra para cada país foi representativa nacionalmente com base em idade, sexo, região e raça/ etnia (quando aplicável). A precisão das pesquisas on-line da Ipsos é medida usando um intervalo de credibilidade. Nesse caso, a pesquisa tem um intervalo de credibilidade de ± 0,9 pontos percentuais para todos os entrevistados.

500 Startups e AMBEV promovem 4 Bootcamps virtuais

Uma das maiores dores que as startups encontram ao iniciar sua operação está na criação de seu product market fit e na busca por investimentos. Desde 2011, a‌ ‌‌500‌ ‌Startups, ‌fundo‌ ‌de‌ ‌capital‌ ‌semente‌ ‌mais‌ ‌ativo‌ ‌do‌ ‌mundo‌ ‌e‌ ‌com‌ ‌maior‌ número‌ ‌de‌ ‌saídas‌ ‌nos‌ ‌Estados‌ ‌Unidos‌ ‌e‌ ‌globalmente,‌ ‌segundo‌ ‌o‌ ‌‌Pitchbook‌ ‌2019, tem olhado atentamente para o ecossistema brasileiro de startups. E, após investir em mais de 40 negócios, está criando ações para ajudar esses empreendedores a escalarem.

Pensando em fortalecer ainda mais sua atuação no Brasil, o Fundo de Venture Capital escolheu a AMBEV como sua primeira parceira para criar ações de desenvolvimento para o ecossistema e irá promover bootcamps exclusivos para founders. Entre os dias 30 de novembro e 03 de dezembro, as empresas irão promover 4 bootcamps virtuais exclusivos para empreendedores que estão com suas startups em estágio inicial. Serão selecionados 10o negócios, até o dia 27 de novembro, e os 10 que melhor performarem, contarão com uma mentoria exclusiva com o time da 500 Startups.

“Nossa metodologia nasceu no Vale do Silício, mas acreditamos no acesso democratizado do conteúdo e da nossa rede de mentores para os empreendedores do mundo todo. Encontramos um alinhamento muito forte com a AMBEV para trabalharmos em conjunto e contribuir para o ecossistema brasileiro. Por isso, decidimos investir em um conteúdo digital, com o objetivo de atrair negócios de diferentes regiões do país e em diversas verticais. Será uma excelente oportunidade , principalmente durante essa fase de pandemia, de se conectar com founders e mentores ao redor do Brasil”, comenta Bedy Yang, sócia da 500 Startups.

Durante a parceria, a AMBEV ativará sua comunidade nacional, líderes de ecossistemas de startups e parceiros de inovação para garantir que a oportunidade seja visível em todo o país. Já o fundo de Venture Capital, irá compartilhar seu manual global de product market fit e abordará temas como fundraising e criação de pitch. Além disso, os mentores compartilharão atividades práticas, que ajudarão esses fundadores no desenvolvimento de seus negócios.

“Desbloquear o potencial dos fundadores em estágio inicial é peça chave para o desenvolvimento do ecossistema. Sabemos que a construção de startups bem fundamentadas pode aumentar as chances de sobrevivência durante o chamado vale da morte, no qual esses negócios já iniciaram as operações, mas ainda não obteve lucro. Por isso, queremos trazer um conteúdo rico e fechar novas parcerias para ajudar esses negócios crescerem”, reforça Flávio Dias, sócio da 500 Startups no Brasil.

A AMBEV interage com mais de 300 startups anualmente no Brasil e ouve as dores de desenvolvimento de suas equipes. Os esforços da companhia para construir uma comunidade de inovação forte levaram a corporação a conquistar o Startup Awards 2020 como a melhor empresa para se fazer negócios. “Essa parceria com a 500 Startups reforça nosso objetivo de ajudar o ecossistema de inovação como um todo. Queremos democratizar cada vez mais nosso ecossistema. Temos certeza de que podemos fazer diferença na comunidade de empreendedores do país”, ressalta Bruno Stefani, Diretor de Inovação Global da AMBEV.

Para se inscrever na série de bootcamps acesse: brasil.500.co/bootcamp

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Grupo Boticário abre inscrições do GB Ventures

O Grupo Boticário abre a partir desta semana as inscrições para o GB Ventures, programa de aceleração de startups que tenham soluções para otimizar processos e reinventar a indústria da beleza. Serão selecionadas startups de base tecnológica em fase inicial, mas que já tenham suas soluções sendo testadas no mercado. As empresas selecionadas terão um acompanhamento das equipes de inovação do Grupo Boticário para acelerar e escalar o seu negócio.

O GB Ventures vai propor três desafios para os quais as candidatas devem apresentar suas soluções: beautytech (que podem ser desde tecnologia de skin care, produtos customizáveis, até embalagens sustentáveis, entre outros); retailtech (soluções de canais de venda, omnichannel, social commerce, processos de crédito, antifraude, entre outros); e trendsetter (novos serviços, inteligência artificial adaptada para experiências sensoriais ou ideias que ressignifiquem e que tragam disrupção para o mundo da beleza).

As inscrições acontecem de até 18 de dezembro e a partir do dia 21 de dezembro a 8 de janeiro o Comitê de Inovação do Grupo vai avaliar as startups candidatas, considerando quais soluções apresentadas melhor se encaixam aos desafios propostos. A partir de 11 de janeiro acontecem as entrevistas com os responsáveis pelas startups e a partir de fevereiro, os selecionados já terão a oportunidade de acelerar seus negócios. O programa será 100% online, permitindo a construção da sua startup de qualquer lugar e sem gastos adicionais. O início do programa para as selecionadas será em 15 de fevereiro e as inscrições podem ser feitas pelo site. www.gbventures.com.br.

As startups selecionadas receberão mentoria do Comitê de Inovação do Grupo Boticário, estrutura para desenvolvimento dos seus produtos com know-how das equipes técnicas, acesso às plantas industriais e aos laboratórios de experimentação, prototipação e design de tecnologias. Tudo para facilitar a construção e testes da sua solução. Ao final do programa, um eventual investimento poderá ser negociado, caso haja interesse do Grupo Boticário e da startup acelerada em continuarem a parceria.

“Por acreditar que a beleza está em todo lugar, o Grupo Boticário busca inovar a maneira que ela está nas nossas vidas de forma responsável e sempre resolvendo as dores dos nossos consumidores e parceiros de negócios. Por isso trazemos o GB Ventures, uma maneira de desenvolver a nova geração da beleza por meio da aceleração de startups”, disse Daniel Knopfholz, CIO do Grupo Boticário.