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A importância do Data Protection Officer para a LGPD

Por Eduardo Tardelli

Desde setembro deste ano, a Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor, deixando as organizações sujeitas a multas e penalizações, caso não cumpram suas obrigatoriedades. E, apesar de ter sido sancionada em 2018, ela está gerando preocupação só agora, pois a maioria das empresas decidiu deixar para a última hora, começando as adequações somente neste ano, sem prever a pandemia do coronavírus.

Agora, além de pensar em novas formas de gerir os negócios para se manter no mercado com a crise, essas companhias precisam também implementar novas práticas e controles a fim de garantir o cumprimento da nova lei. Mas, além da preocupação com as multas, é preciso entender que o objetivo principal da LGPD é extremamente importante, tanto para a sociedade, quanto para as organizações em si.

A partir de agora, mais do que nunca, é necessário entender as diretrizes dessa nova lei e seu objetivo, para tornar mais fácil saber quais processos internos devem ser alterados e o porquê disso. Em paralelo, investir na conscientização coletiva da equipe como um todo para haja o cumprimento das normas e uma boa conduta é essencial, além da adoção da “cultura de proteção e segurança dos dados”, o que configura uma real mudança de mindset, uma tarefa desafiadora para muitas companhias

Neste contexto, é obrigatório definir uma das peças-chave desta nova legislação, o Data Protection Officer, ou seja, a pessoa que será encarregada de cuidar das questões referentes à proteção dos dados de seus clientes. Esse profissional terá como principal objetivo formar um programa de compliance focado na segurança da informação e no cumprimento da legislação e de suas normas.

Para que exerça seu papel, o DPO precisa estar totalmente informado das leis de segurança da informação, não só no Brasil, como no mundo, principalmente se a empresa tem ligações com outros países. Além disso, ele deve mostrar aos clientes quais são os dados que a empresa precisa coletar e o que será feito com cada um deles, mantendo-os seguros, de forma ética e segura por meio de boas práticas, condutas, ferramentas e controles.

Além disso, é o Data Protection Officer que recebe as reclamações e comunicações dos titulares, presta esclarecimentos e adotar providências; recebe comunicações da autoridade nacional e tomar as devidas providências; comunica e orienta aos colaboradores e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem implementadas em relação à proteção de dados pessoais; e executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares.

Ao definir um DPO, a organização consegue garantir uma maior assertividade às suas iniciativas, mitigando, dessa forma, futuros riscos com multas. A presença deste profissional também contribui para uma percepção positiva da empresa perante o mercado, pois demonstra que existe uma estrutura sólida dedicada à segurança das informações. Por fim, vale ressaltar que a LGPD é um assunto levado a sério por investidores internacionais, sendo assim, quem investe em ações para garantir a segurança no ambiente dos dados está à frente da concorrência.

É inegável que a profissão de DPO veio para ficar e, mais do nunca, será fundamental para monitorar, fiscalizar, orientar e fazer a ponte entre os titulares dos dados e as empresas. Seu papel deve ser valorizado e bem pontuado em negócios que desejam oferecer políticas internas e externas de dados de maneira mais segura e transparente!

Eduardo Tardelli, CEO da upLexis

Braspag tem novo Head Comercial

Com o objetivo de manter a primeira posição no mercado, estreitar o relacionamento das áreas técnica, comercial e pós-venda e expandir a carteira de clientes, a Braspag, empresa do Grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, contrata Fabio Gerber Khatcherian como novo Head Comercial.

O profissional acumula 25 anos de experiência na área comercial, sendo os últimos 22 no mercado de meios de pagamento, atuando em grandes players do segmento. Também tem vivência na gestão de carteira e atendimentos on e off-line de grandes empresas como Decolar.com, CVC, B2W, Magazine Luiza e Riachuelo.

Gerber também foi docente por seis anos em disciplinas de Administração e Marketing nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Uninove em São Paulo (SP). “Assumo esse novo desafio com os sentimentos de gratidão pela oportunidade e de determinação para corresponder às expectativas da Braspag. É uma empresa líder do segmento e espero contribuir para que a excelência dos serviços e satisfação dos clientes aumente ainda mais“, declarou o executivo.

Fabio é formado em Administração de Empresas com Ênfase em COMEX pela Universidade Bandeirante de São Paulo e pós-graduado em Gestão de Marketing pela Fundação Armando Alvares Penteado (SP).

IBM Cloud oferece criptografia quântica segura e serviços criptográficos de alta proteção para ajudar a proteger os dados na era híbrida

A IBM (NYSE: IBM) anunciou hoje uma série de serviços e tecnologias em nuvem construídos para ajudar os clientes a manter o nível mais alto de proteção de encriptação por chave criptográfica disponível, para ajudar a proteger os dados existentes na nuvem e se preparar para futuras ameaças que podem evoluir junto com os avanços da computação quântica. Introduzido por cientistas de IBM Research, a empresa agora passa a oferecer suporte de criptografia quântica segura para transações de aplicativos e gerenciamento de chaves em IBM Cloud, se tornando a abordagem de criptografia de segurança quântica mais holística disponível hoje no mercado para proteção de dados.

Os novos recursos incluem:

• Suporte para criptografia de segurança quântica (Quantum Safe Cryptography Support): Usando padrões abertos e tecnologia de código aberto, este serviço melhora os padrões usados ​​para transmitir dados entre a empresa e a nuvem, ajudando a proteger os dados por meio do uso de um algoritmo de segurança quântica.

• Extensão dos serviços de IBM Cloud Hyper Protect Crypto: Novos recursos estão disponíveis para aumentar a privacidade dos dados em aplicativos em nuvem, onde as informações enviadas pela rede para aplicativos em nuvem e dados confidenciais, como números de cartão de crédito, são armazenados em um banco de dados que pode ser criptografado no nível da aplicação, apoiado pelo mais alto nível de proteção de encriptação de chave criptográfica do mercado, com a capacidade de ‘manter sua própria chave’ (KYOK – ‘Keep Your Own Key’).

“Conforme nossa dependência de dados cresce na era da nuvem híbrida e os recursos de computação quântica avançam, a necessidade de privacidade de dados se torna ainda mais crítica. A IBM agora oferece a abordagem de segurança quântica mais holística para proteção de dados disponível atualmente, para ajudar as empresas a proteger os dados existentes e se proteger contra ameaças futuras”, disse Hillery Hunter, vice-presidente e diretora de tecnologia da IBM Cloud. “A segurança e a conformidade continuam a ser um foco e uma prioridade chave para IBM Cloud à medida que continuamos a investir em computação confidencial e nossos recursos de criptografia líderes para ajudar empresas de todos os tipos, especialmente aquelas em setores altamente regulamentados, a manter os dados seguros.”

Preparando-se para futuras ameaças com Quantum-Safe Cryptography Support

Enquanto a computação quântica visa resolver problemas complexos que nem mesmo os supercomputadores mais poderosos do mundo conseguem resolver, os futuros computadores quânticos tolerantes a falhas podem apresentar riscos potenciais, como a capacidade de quebrar rapidamente algoritmos de criptografia e acessar dados confidenciais. Para mitigar esses riscos, a IBM desenvolveu uma agenda estratégica clara para ajudar a proteger a segurança de longo prazo de nossas plataformas e serviços. Essa agenda inclui a pesquisa, o desenvolvimento e a padronização de algoritmos básicos de criptografia quântica segura como ferramentas de código aberto, como CRYSTALS e OpenQuantumSafe. Inclui também governança, ferramentas e tecnologia para ajudar nossos clientes a embarcar nessa jornada para um futuro mais seguro.

Hoje, como o próximo passo dessa agenda, a IBM está disponibilizando seus recursos de criptografia líderes do mercado criados por criptógrafos de IBM Research, para ajudar os clientes com uma abordagem de criptografia quântica segura para seus dados em trânsito em IBM Cloud. Os recursos foram criados para ajudar as empresas a se prepararem para ameaças futuras e podem ser úteis contra ataques nos quais agentes mal-intencionados coletam dados criptografados hoje com a intenção de depois decifrá-los, conforme a computação quântica avança.

IBM Key Protect, um serviço baseado na nuvem que fornece gerenciamento do ciclo de vida de chaves de criptografia que são usadas em serviços em IBM Cloud ou em aplicações criadas pelo cliente, agora possui a capacidade de usar uma conexão Transport Layer Security (TLS) habilitada para criptografia quântica segura, ajudando a proteger os dados durante o gerenciamento do ciclo de vida da chave.

Além disso, IBM Cloud também está introduzindo recursos de suporte de criptografia quântica segura para permitir transações de aplicações. Quando as aplicações em contêiner nativas na nuvem são executadas em Red Hat® OpenShift® em IBM Cloud ou IBM Cloud Kubernetes Services, as conexões seguras TLS podem ajudar a realizar transações de aplicações com suporte para criptografia quântica segura durante o transporte de dados e proteger contra possíveis brechas.

Protegendo dados confidenciais com IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services

As empresas também precisam reduzir os riscos de ameaças externas e internas, bem como atender à conformidade regulamentar.

Hoje, IBM Cloud também está disponibilizando novos recursos para ajudar a proteger dados confidenciais e transações de aplicações usando IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services, que fornecem o nível mais alto de proteção de criptografia de chave criptográfica do mercado, oferecendo aos clientes a capacidade de manter sua própria chave (KYOK – ‘Keep Your Own Key’). Construídos em hardware certificado FIPS-140-2 Nível 4, o mais alto nível de segurança oferecido por qualquer provedor de nuvem do mercado para módulos criptográficos, esses serviços permitem que os clientes tenham controle exclusivo de chave e, portanto, autoridade sobre dados e cargas de trabalho protegidos pelas chaves.

Desenvolvido para transações de aplicações onde há uma necessidade mais profunda de criptografia mais avançada, os clientes de IBM Cloud podem manter suas chaves privadas seguras dentro do módulo de segurança de hardware na nuvem enquanto descarregam o TLS para IBM Cloud Hyper Protect Crypto Services para ajudar a estabelecer uma conexão segura com o servidor web. Eles também podem obter criptografia de dados confidenciais (como um número de cartão de crédito) no nível da aplicação, antes de serem armazenados em um sistema de banco de dados.

Continuando a atender às demandas de segurança de clientes e setores altamente regulamentados

A IBM tem investido em tecnologias de computação confidencial por mais de uma década e hoje oferece computação confidencial pronta para produção para ajudar os clientes a proteger dados, aplicações e processos.

Para reforçar seu compromisso com a segurança e conformidade, a IBM continua a colaborar com seus pares no mercado para progredir ainda mais nas iniciativas de padronização. Por exemplo, as melhores práticas de segurança em IBM Cloud agora estão disponíveis como um benchmark Center for Internet Security (CIS) Foundations para IBM Cloud, e os criptógrafos de IBM Research são contribuidores importantes para os algoritmos QSC que estão listados no National Institute of Standards and Technology (NIST).

¹As chaves de criptografia e as operações criptográficas são protegidas com o certificado HSM de mais alto nível-com os serviços Hyper Protect Crypto: FIPS 140-2 Nível 4.
²Com base no IBM Hyper Protect Crypto Service, o único serviço do mercado desenvolvido com hardware certificado FIPS 140-2 Nível 4. O FIPS 140-2 Security Level4 fornece o mais alto nível de segurança definido neste padrão. Nesse nível de segurança, os mecanismos de segurança física fornecem proteção abrangente ao redor do módulo criptográfico com a intenção de detectar e responder a todas as tentativas de acesso físico não autorizado.

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Magalu mais que duplica as vendas em novembro e ganha 10 pontos percentuais de participação de mercado no e-commerce

O Magalu fez a maior Black Friday de sua história. Em novembro, mês que contou com promoções diárias nas lojas físicas e nos canais digitais, a empresa mais do que dobrou suas vendas, na comparação com o mesmo período de 2019. De acordo com as consultorias Nielsen e E-bit, durante os quatro dias do evento da Black Friday, o e-commerce do Magalu ganhou dez pontos percentuais de participação de mercado. Foi a Black Friday do #TemNoMagalu. Além de suas categorias tradicionais, como tecnologia e eletrodomésticos-, foram vendidas mais de 5 milhões de fraldas, 90 000 latas de milho e 30 000 pneus. A Black Friday acompanhou, assim, o ritmo forte de crescimento de vendas de novembro.

A categoria Mercado foi um dos destaques do quatro dias de Black Friday. Mais de um milhão de itens — entre produtos de higiene e limpeza, alimentos e bebidas — foram comercializados entre quinta-feira e domingo. O marketplace também teve crescimento expressivo. O número de sellers que participaram desta Black Friday cresceu 152% em relação a 2019.

Mesmo com o crescimento exponencial das vendas, o Magalu manteve a qualidade do serviço ao cliente: as reclamações durante o evento representaram apenas 0,02% dos pedidos e foram 15% menores do que a média dos últimos seis meses, na análise do site Reclame Aqui.

Show da Black das Blacks Magalu


O Magalu começou a Black Friday deste ano com o megashow Black das Blacks Magalu, na virada de quinta pra sexta-feira. O evento ficou em primeiro lugar no Twitter brasileiro, com 37 000 menções da #BlackdasBlacksMagalu. Um dos pontos altos da noite foi a presença da Lu, em holograma, no palco. A influenciadora digital virtual interagiu com a audiência e até dançou ao som do forró dos Barões da Pisadinha.

A segunda edição do show Black das Blacks foi um evento de compras, uma data de festa e entretenimento. O conceito, conhecido como shopstreaming ou live shopping, foi criado na China, para a celebração do Dia dos Solteiros. “Nosso show foi um enorme sucesso — de vendas e de audiência”, diz Ana Paula Rodrigues, diretora de marketing do Magalu. “Fizemos uma virada histórica.”

Com direção de Boninho, a Black das Blacks Magalu foi comandada pelo apresentador Luciano Huck e contou com shows dos principais artistas e influenciadores do país – nomes como a cantora Anitta, que comemorou seus 10 anos de carreira com um medley de seus principais sucessos, a dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, o pagodeiro Dilsinho e os Barões da Pisadinha, além de uma dezena de outras estrelas da música e do humor.

A Black das Blacks trouxe para o palco alguns dos principais marcos do Magalu ao longo de 2020. Os sellers do Parceiro Magalu, plataforma criada para ajudar os pequenos varejistas analógicos que precisaram fechar suas lojas durante o auge da pandemia, apareceram no telão do show para trazer suas histórias – e, claro, oferecer seus produtos. Os vendedores da empresa, por meio da venda remota, interagiram com o comediante Paulo Vieira, ao vivo.

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Como foi 2020 para as startups brasileiras?

Por José Muritiba

O ano de 2020 não poderia ter começado com expectativas melhores para o nosso ecossistema. O ano, aclamado como “o poderoso ano das startups”, ganhou este título depois da ebulição do segmento em 2019, digno de cinco novos unicórnios brasileiros, grandes investimentos na área de inovação pela América Latina e o reconhecimento das grandes corporações.

Mas nem o mais pessimista dos cenários, poderia prever para este ano, uma pandemia mundial. Entretanto, mesmo com as adversidades, será que 2020 foi um bom ano para as startups? Em alguns aspectos, foi sim! E vou te contar porque.

O ano começou agitado já em seu segundo dia, com o anúncio de mais um unicórnio: a Loft, startup que compra apartamentos usados, faz reforma e revende, ganhou o título após receber um investimento de US$175 milhões de fundos internacionais. E apenas quatro dias depois, a fintech Nubank divulgou sua primeira aquisição na história. Tudo caminhava bem, até tomarmos consciência da pandemia.

A partir daí, a palavra de ordem do ano, foi: transformação. Mesmo nosso setor, acostumado as disrupções, ambientes de incerteza e que sabe a hora de pivotar, teve muito a aprender nos primeiros meses do ano. Foi preciso readequar o planejamento, sentar em cima do caixa, ser criativo e pensar como se preparar para o novo cenário. E em um segundo momento, avaliar as oportunidades.

Com certeza foi um ano desafiador, mas com startups se mantendo como tendência. Alguns segmentos que dependiam mais do offline, como eventos, shows, esportes e restaurantes, por exemplo, foram mais afetados e possivelmente os que terão mudanças mais profundas nos próximos anos. Em contrapartida, outros segmentos foram muito demandados e cresceram neste período: como o caso do EAD (ensino a distância) que fomentou as edtechs, delivery, e-commerce, health techs (startups de saúde e bem estar) e logística.

Resultados do Mapeamento de Startups 2020 que a Abstartups acaba de lançar, indicam que 38,1% das startups brasileiras abriram processos seletivos este ano e apenas 15,4% realizaram desligamentos. Outro dado interessante é que mais de 50% das startups residentes do CUBO, maior Hub de Inovação da América Latina, cresceram em 2020.

Em relação a acesso a capital, 2020 foi um ano atípico de investimentos, com registro de crescimento, especialmente em rodadas de investimentos. Se em 2019 as rodadas de SEED eram em torno de R$ 1,6 milhão, este ano, a média registrada foi para R$ 2,4 milhões. Além disso, em setembro tivemos o anúncio de mais uma startup unicórnio – A VTex, startup de e-commerce ganhou seu título após aporte de US$ 225 milhões do Softbank.

Além disso tudo, outras pautas importantes marcaram o setor: como a assinatura do Marco Legal das Startups pela Secretaria Geral da Presidência da República. O documento é um passo importante, que trará mais reconhecimento e personalidade jurídica para o setor, assim como as discussões sobre diversidade, que surgiram com muita força no ecossistema, que ainda se mostra com um “gap” gigante a ser melhorado.

Agora, nos resta aguardar como serão os novos caminhos para 2021. Precisamos, a acima de tudo, entender como serão os cenários com uma possível vacina e reabertura, quais os novos desafios e readequação de rotina de trabalho, modelos de gestão e novas tendências de consumo. Mas independente de qualquer coisa, continuamos positivos no fomento ao desenvolvimento do ecossistema!

José Muritiba, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups

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GFT contrata Alberto Rosati, ex-Head de Banking e Financial Services da Tata Consultancy

A GFT, empresa global referência em tecnologias exponenciais para transformação digital e Business Agility, anuncia a chegada de Alberto Rosati para assumir como Diretor de Negócios Exponenciais (Head Exponential Business), área recém-criada na companhia para focar em projetos transformacionais, clientes e mercados exponenciais. Com a contratação, a expectativa da companhia é de que a nova divisão acelere o crescimento da GFT Brasil e gere mais de 700 novas vagas e uma receita adicional superior a R$ 150 milhões anuais em até 4 anos. O executivo integrará o board da empresa no Brasil e reportará a Marco Santos, presidente da GFT para Estados Unidos e América Latina.

Alberto Rosati traz liderança e visão estratégica para expandir a presença da GFT no país e apoiar o crescimento da empresa na América Latina e Estados Unidos por meio da conquista de clientes com capilaridade regional. “A diretoria de Negócios Exponenciais atuará fortemente nas frentes de Business Agility, Cloud Transformation, Data-AI, Open Banking, Salesforce, Automação de Processos e Lean-Startup de Produtos Digitais. No período de 4 anos, nossa meta é ter mais de 700 profissionais nestas práticas. Nosso alvo são Bancos, Fintecs, Mineradoras, Indústria 4.0, Varejo, Seguradoras e todos os segmentos de mercado que necessitam de suporte para realizar a transformação digital de forma consistente, veloz e contínua”, afirma Rosati. O executivo também fará parte do board da GFT Brasil, que atualmente conta com 10 profissionais.

Com mais de 30 anos de experiência em mercado financeiro e seguradoras, o profissional trabalhou durante os últimos 5 anos como Head da Vertical de Bancos, Serviços Financeiros e Seguros da Tata Consultancy Services (TCS). Também foi CEO LATAM da multinacional Indiana Tech Mahindra entre 2009 e 2015 e atuou como líder executivo em empresas como CPM (CapGemini), EDS (DXC), Origin (ATOS). Alberto é engenheiro, com especializações em Capital Markets & Foreign Exchange pela FGV, Ciência Política pela UNB, e cursos de extensão sobre Global Business Strategy em Harvard e Emerging Market Leadership na TATA Management Training Centre, na Índia.

A contratação e o desenvolvimento da nova área refletem o processo de expansão da GFT no país, que cresceu 51% no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. A unidade brasileira contribuiu com o aumento de 10% da receita global do grupo GFT, com sede em Stuttgart, na Alemanha.

Para Marco Santos, presidente da GFT para Estados Unidos e América Latina, a entrada de Alberto Rosati é resultado de um processo de expansão contínuo da companhia. “Nos últimos 9 anos, a GFT está construindo uma jornada de impacto no Brasil, crescemos de 80 para 1.450 profissionais no país, inovamos na capacitação profissional do mercado de TI e aceleramos a transformação digital de nossos clientes. Agora, com a área de Mercados Exponenciais, queremos reforçar a nossa trajetória de crescimento, inovação, inclusão e transformação do mercado”, afirma o executivo.

Ao completar 25 anos, IBGC anuncia Agenda Positiva de Governança para empresas brasileiras

Henrique Luz, presidente do conselho de administração do IBGC
Crédito: Regis Filho / Divulgação IBGC

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) lançou, na última sexta-feira (27), a Agenda Positiva de Governança. Direcionado para líderes de organizações, o movimento conta com cerca de 30 apoiadores. O objetivo é contribuir com a construção de um ambiente de negócios e de um país melhor. O anúncio foi feito no encerramento do 21º Congresso Anual do IBGC, que marcou o aniversário de 25 anos do instituto.

A Agenda Positiva de Governança encaminha uma mensagem direta e pragmática aos líderes das organizações que atuam no Brasil, convidando-os a agir diante de questões imperativas que vêm surgindo no mundo atual. “Todas as profundas mudanças que vivenciamos em 2020 – por motivações econômicas, sociais, políticas e sanitárias – não somente reforçaram a necessidade da adoção de princípios e melhores práticas de governança corporativa, mas também nos levaram a lançar um movimento no mercado para que os líderes das organizações exerçam um papel protagonista na resposta às aspirações humanas que vão além dos resultados econômicos e financeiros”, disse Henrique Luz, presidente do conselho de administração do IBGC.

A Agenda Positiva traz 15 medidas apoiadas em seis pilares aplicáveis a líderes de todos os tipos de organização, independentemente do porte e do setor de atuação. O primeiro pilar trata de Ética e Integridade, tema que é um imperativo moral e um fator decisivo para a continuidade dos negócios. Cabe ao líder promover um ambiente organizacional baseado na confiança, no respeito, na empatia e na solidariedade. Já o pilar Diversidade e Inclusão convoca os líderes a agirem com urgência para assegurar tratamento justo e oportunidades iguais para todos, sobretudo na promoção de equidade de gênero e raça. Os demais pilares são Ambiental e Social; Inovação e Transformação; Transparência e Prestação de Contas; e Conselhos do Futuro.

Até 26 de novembro, as seguintes organizações já haviam manifestado apoio à Agenda Positiva de Governança: Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp); Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca); Associação Brasileira de Startups (Abstartups); Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC); Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA); Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec); Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Nacional); B3; Carbon Disclosure Project (CDP); Comissão Brasileira de Acompanhamento do Relato Integrado (CBARI); Cubo; Family Business Network – Brazil (FBN Brazil); Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+; Fórum Gerações e Futuro do Trabalho; Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE); Global Reporting Initiative (GRI); Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial (IBDEE); International Finance Corporation (IFC); Instituto Brasileiro Relações com Investidores (IBRI); Instituto Capitalismo Consciente Brasil; Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon); Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil); Instituto Ethos; Mais Diversidade; Movimento Mulher 360; Rede Brasil do Pacto Global; Rede Empresarial de Inclusão Social (REIS); Sistema B; Universidade Zumbi dos Palmares; e Women Corporate Directors (WCD).

Além da vitrine: o papel da tecnologia em um mundo de varejo digital

Por Moises Galindo Tinajero, consultor de Varejo da Lexmark para a América Latina

A migração do comércio físico para o online, fruto da necessidade de isolamento social, foi significativa este ano. Para ser mais objetivo, de acordo com a pesquisa de Economia Digital realizada pela Adobe, podemos dizer que a pandemia acelerou a adoção das compras digitais em cerca de quatro a seis anos.

Embora a oferta de experiências online seja um dos focos do varejo há mais de uma década no Brasil e na América Latina, a pandemia impulsionou iniciativas de transformação digital em todas as empresas e desafiou os varejistas em todos os lugares do mundo – e não apenas na região – a realizar mudanças operacionais necessárias para apoiar a mudança no comportamento de compra do consumidor.

Também durante a pandemia, segmentos que já eram comuns no e-commerce, como eletrônicos e brinquedos, se consolidaram e outros setores foram acelerados, como alimentos e bebidas, saúde, pet shop, beleza e perfumaria. A transformação fez com que o faturamento de R$ 27,3 bilhões no e-commerce nacional tivesse um salto de 71% em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados da Compre&Confie.

Embora as oportunidades sejam vastas, também existem muitos desafios com essa rápida migração do comércio offline para o online. Com mais consumidores agora podendo fazer suas compras com um clique, garantir a fidelidade deles se tornou ainda mais difícil.

Mesmo que o fim de um período de isolamento e distanciamento social em definitivo ainda seja incerto, o movimento em lojas físicas não só ocorre como ainda é esperado, pois há os consumidores que sentem necessidade de ir pessoalmente testar os produtos – um caso clássico é o de colchões e estofados, cuja troca pode ser um transtorno.

Além de tudo, para ter sucesso no mercado incerto de hoje, os varejistas devem investir muito em TI para que possam responder à demanda em constante mudança, oferecer suporte aos requisitos de atendimento rápido, aumentar a produtividade e fornecer experiências superiores ao cliente, tanto no online quanto no offline – tudo a um custo competitivo.

Nesse contexto, as formas como os varejistas entregam seus produtos estão mudando. As opções de Click & Collect (compre online, retire na loja) se tornaram cada vez mais populares e mais marcas estão criando escritórios ou centros de distribuição onde apenas as compras feitas online são tratadas. Também estão usando de estratégias multicanais no qual lojas próprias ou de parceiros tornam-se um ponto de retirada, acelerando os prazos de entrega.

Cada uma dessas tendências de tecnologia, coloca a impressão de volta aos holofotes. Por exemplo, atrás da vitrine (ou seja, no back office), os varejistas agora estão lidando com uma necessidade maior de ativos de impressão fundamentais e necessários para dar suporte a entregas online – itens como etiquetas de envio, listas de embalagem, notas e recibos, etiquetas de devolução, cartões de agradecimento, etc. Tudo isso precisa ser processado de forma rápida, confiável, personalizada e profissional para dar suporte ao rápido retorno dos produtos que os clientes estão esperando. E no chão de fábrica, os varejistas estão reavaliando suas experiências na loja e como tecnologias de impressão podem apoiar a produtividade dos assistentes e a necessidade de velocidade da qual os consumidores estão confiando.

Além disso, o papel da IoT e da nuvem para fornecer maior estabilidade de tecnologia e adaptabilidade nas operações também se tornou uma prioridade muito maior. Com a impressão, por exemplo, os varejistas podem usar esses recursos para requisitos de serviço remoto, eliminando o risco de qualquer tempo de inatividade, identificando problemas de serviço ou baixos níveis de toner antes que eles aconteçam. No ambiente atual, ter uma TI que nunca o decepcione se tornou um imperativo de negócios e os serviços baseados em nuvem e IoT ajudam a garantir isso.

E, por último, embora muitos suspeitem que a pandemia possa empurrar a sustentabilidade para o fundo da agenda, na verdade ela teve um efeito inverso. De acordo com a empresa de pesquisa Global Kantar, a Covid-19 impulsionou a sustentabilidade na agenda dos consumidores. Globalmente – 51% acreditam que continua sendo uma prioridade, enquanto 22% acreditam que é mais crítico do que nunca. Os varejistas precisam responder a esse interesse crescente desde o início, garantindo que qualquer tecnologia em que investirem venha com uma abordagem responsável – desde o design sustentável até o uso eficiente e a reciclagem responsável.

Não há dúvida de que o coronavírus mudou completamente o caminho típico de compra para os consumidores e alimentou o comércio eletrônico. O setor de varejo não pode se acomodar e deve continuar a longo prazo investindo em tecnologias, apostando em uma estratégia multicanal e na transformação digital – incluindo a parte de impressão, que está intimamente ligada às propostas de valor ao consumidor, inserindo modelos de operação mais inovadoras e sustentáveis. É importante não desperdiçar os aprendizados de uma crise – agora é a hora de as organizações de varejo pensarem e romperem para se manterem relevantes e lucrativas por muito mais tempo.

Embora a oferta de experiências online seja um dos focos do varejo há mais de uma década no Brasil e na América Latina, a pandemia impulsionou iniciativas de transformação digital em todas as empresas e desafiou os varejistas em todos os lugares do mundo – e não apenas na região – a realizar mudanças operacionais necessárias para apoiar a mudança no comportamento de compra do consumidor.

Também durante a pandemia, segmentos que já eram comuns no e-commerce, como eletrônicos e brinquedos, se consolidaram e outros setores foram acelerados, como alimentos e bebidas, saúde, pet shop, beleza e perfumaria. A transformação fez com que o faturamento de R$ 27,3 bilhões no e-commerce nacional tivesse um salto de 71% em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados da Compre&Confie.

Embora as oportunidades sejam vastas, também existem muitos desafios com essa rápida migração do comércio offline para o online. Com mais consumidores agora podendo fazer suas compras com um clique, garantir a fidelidade deles se tornou ainda mais difícil.

Mesmo que o fim de um período de isolamento e distanciamento social em definitivo ainda seja incerto, o movimento em lojas físicas não só ocorre como ainda é esperado, pois há os consumidores que sentem necessidade de ir pessoalmente testar os produtos – um caso clássico é o de colchões e estofados, cuja troca pode ser um transtorno.

Além de tudo, para ter sucesso no mercado incerto de hoje, os varejistas devem investir muito em TI para que possam responder à demanda em constante mudança, oferecer suporte aos requisitos de atendimento rápido, aumentar a produtividade e fornecer experiências superiores ao cliente, tanto no online quanto no offline – tudo a um custo competitivo.

Nesse contexto, as formas como os varejistas entregam seus produtos estão mudando. As opções de Click & Collect (compre online, retire na loja) se tornaram cada vez mais populares e mais marcas estão criando escritórios ou centros de distribuição onde apenas as compras feitas online são tratadas. Também estão usando de estratégias multicanais no qual lojas próprias ou de parceiros tornam-se um ponto de retirada, acelerando os prazos de entrega.

Cada uma dessas tendências de tecnologia, coloca a impressão de volta aos holofotes. Por exemplo, atrás da vitrine (ou seja, no back office), os varejistas agora estão lidando com uma necessidade maior de ativos de impressão fundamentais e necessários para dar suporte a entregas online – itens como etiquetas de envio, listas de embalagem, notas e recibos, etiquetas de devolução, cartões de agradecimento, etc. Tudo isso precisa ser processado de forma rápida, confiável, personalizada e profissional para dar suporte ao rápido retorno dos produtos que os clientes estão esperando. E no chão de fábrica, os varejistas estão reavaliando suas experiências na loja e como tecnologias de impressão podem apoiar a produtividade dos assistentes e a necessidade de velocidade da qual os consumidores estão confiando.

Além disso, o papel da IoT e da nuvem para fornecer maior estabilidade de tecnologia e adaptabilidade nas operações também se tornou uma prioridade muito maior. Com a impressão, por exemplo, os varejistas podem usar esses recursos para requisitos de serviço remoto, eliminando o risco de qualquer tempo de inatividade, identificando problemas de serviço ou baixos níveis de toner antes que eles aconteçam. No ambiente atual, ter uma TI que nunca o decepcione se tornou um imperativo de negócios e os serviços baseados em nuvem e IoT ajudam a garantir isso.

E, por último, embora muitos suspeitem que a pandemia possa empurrar a sustentabilidade para o fundo da agenda, na verdade ela teve um efeito inverso. De acordo com a empresa de pesquisa Global Kantar, a Covid-19 impulsionou a sustentabilidade na agenda dos consumidores. Globalmente – 51% acreditam que continua sendo uma prioridade, enquanto 22% acreditam que é mais crítico do que nunca. Os varejistas precisam responder a esse interesse crescente desde o início, garantindo que qualquer tecnologia em que investirem venha com uma abordagem responsável – desde o design sustentável até o uso eficiente e a reciclagem responsável.

OLX: Celular e videogame são os eletrônicos mais procurados na pré-Black Friday

Nas semanas que antecedem a Black Friday no Brasil, dados da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online, mostram os produtos mais procurados nas categorias de Eletrônicos e Celulares, no intervalo de 16 de outubro a 16 de novembro de 2020. Celular ocupa o primeiro lugar com 36,4% da procura, seguido de videogame com 22,9%, televisão com 10%, notebook com 7,9% e computador e periféricos com 7,1%.

Dentre os modelos de celular mais procurados estão iPhone 7 (17,3%), iPhone 6 (13,9%) e iPhone X (8,6%), como mostra a tabela abaixo.

“Equipamentos eletrônicos tendem a ser no geral os produtos com maior demanda no fim do ano, especialmente na Black Friday. Este é o período em que as empresas de tecnologia renovam seus produtos, lançando os modelos da próxima geração. Ao mesmo tempo, as versões anteriores tendem a ficar mais baratas e equipamentos seminovos e usados se destacam por chegarem ao consumidor com valores ainda mais atrativos”, diz Lucas Vargas, general Manager da OLX.

Em relação aos consoles, Playstation 4 (33,1%), Xbox One (17,9%) e Xbox 360 (14,2%) são os mais requisitados.

Na contramão do mercado, a indústria de games ganhou impulso com a pandemia. Segundo dados da Newzoo, uma das principais consultorias do mercado de games, o segmento deve movimentar este ano US$ 1,75 bilhão em todo o mundo, um crescimento de 10% em relação a 2019. Não à toa, Sony e Microsoft lançaram recentemente o PlayStation 5 e o Xbox Series S.

Para Lucas, o período de lançamento dos consoles próximo à Black Friday permitiu que muitos fãs pudessem vender seu modelo antigo para comprar um novo. “PlayStation 4 e Xbox One estão entre os modelos mais procurados na subcategoria de videogame, o que torna a Black Friday deste ano uma ótima oportunidade para quem quer adquirir um aparelho com preço mais acessível”, diz.

Aumento na demanda em relação a 2019

Quando observados os dados de demanda na OLX nas semanas antecedentes à Black Friday deste ano, de 16 de outubro a 16 de novembro, em comparação ao mesmo período de 2019, os eletrônicos que tiveram maior aumento na procura foram, respectivamente, PC Gamer (53%), Computador e Periféricos (27%), Notebook (24%), Kindle (16%), Tablet (9%) e Televisão (7%).

Para Lucas, a pandemia foi um dos fatores que motivaram o crescimento percentual desses produtos. “Com as medidas de isolamento e distanciamento social, muitos brasileiros tiveram de adaptar seus lares para trabalhar de casa, o que justifica o crescimento no interesse e na compra de notebooks, computadores e periféricos. Ao mesmo tempo, gadgets como Celulares e Videogames cumpriram uma demanda de interação e momentos de lazer em um período de pandemia”, explica.

Black Friday na OLX

Quem pretende comprar celular ou videogame, ou está em busca de bens de consumo como eletrônicos e eletrodomésticos, pode contar com vantagens da OLX na semana da Black Friday.

A plataforma oferece incentivos aos consumidores que usarem a solução OLX Pay nas compras até 30 de novembro. Todas as transações realizadas pela opção de pagamento da plataforma terão frete grátis e poderão ser parceladas em até 12 vezes sem juros. A promoção é válida para compras de até R$ 3 mil. Confira o regulamento no link.

Fintechs e LGPD: uma oportunidade para aproveitar um mercado exponencial com mais segurança e transparência

Por Nathália Guerra


A transição do cotidiano do offline ao online está mudando radicalmente a forma como o mercado financeiro opera, dando espaço para a oferta de produtos financeiros totalmente digitais. As Fintechs – empresas que desenvolvem produtos financeiros digitais e utilizam a tecnologia como diferencial, têm oferecido inúmeras soluções neste formato, como cartões de crédito, débito, empréstimos, entre outros.

O crescimento deste segmento é vertiginoso, mesmo antes da pandemia do Coronavírus, que acelerou os processos digitais. O relatório da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, aponta um aumento de mais de 300% na quantidade de Fintechs ativas no Brasil no período entre agosto de 2018 e junho de 2019.

É latente o potencial desta fatia de mercado em ascensão. No entanto, a transição das rotinas financeiras para o ambiente digital móvel, chamado mobile banking, expõe os usuários e os fornecedores de serviços a riscos, como fraudes e golpes de identidade. Tais ameaças não podem ser desconsideradas, principalmente no Brasil, onde vemos ocorrências de mais de três fraudes por minuto com cartão de crédito e roubo de dados de consumidores, segundo os dados do laboratório de cibersegurança da PSafe.

O segmento financeiro, mesmo digital, é densamente regulamentado no Brasil e o tema da segurança das informações já era uma realidade com suas legislações específicas, mas, desde setembro de 2020, com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), responsável por equipar os cidadãos com mais controle e autonomia sobre seus dados, ele está sendo impactado com o desafio da adequação.

Indo além da temática de segurança, que já é trabalhada pelas normativas do setor, existem outros pontos críticos da LGPD relacionados às Fintechs que afetarão substancialmente os processos das empresas, tais como o uso da identificação por biometria para a realização de transações financeiras no modelo de mobile banking; o atendimento de diversos direitos dos titulares de dados, em tempo razoável, pelos agentes de tratamento; e o foco no compliance regulatório e documentação.

Com essas imposições, como as Fintechs podem estruturar os processos internos a fim de permitir redução do risco de fraude e aproveitar o potencial deste mercado em conformidade com a LGPD? Seguem algumas dicas:

1) Desenvolver e divulgar de forma ostensiva uma Política de Privacidade clara e transparente, informando os fluxos de uso de dados e suas finalidades, além de definir seu Encarregado de Dados, conhecido como DPO – Data Protection Officer.

2) Disponibilizar, na própria Política de Privacidade, o contato do Encarregado de Dados, detalhar os direitos dos titulares e as formas para exercê-los.

3) Manter à disposição da ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados, o registro das atividades de tratamento e elaboração de relatório de impacto de tratamento de dados, necessário em alguns casos.

4) Estruturar processos internos para informar à ANPD e aos titulares de dados nos casos de “ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares”, situação que merece atenção especial considerando a natureza dos dados financeiros e a extensão dos prejuízos no vazamentos desses dados.

Dado o contexto da LGPD e o aumento crescente do uso de dispositivos móveis para as transações financeiras e os riscos associados, há a necessidade de uma remodelagem de sistemas e processos internos das Fintechs a fim de implementar e, ou, priorizar a proteção de dados por meio da aplicação do conceito de Privacy by Design em sua espinha dorsal e integrar a privacidade à cultura organizacional.

Nathalia Guerra, advogada, especialista em Direito Digital, Compliance, Direito Médico e consultora de Data Privacy na ICTS Protiviti

Auster evolui um dos seus principais produtos com ajuda da Espresso Labs

A transformação digital veio a galope com a pandemia do COVID-19. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o fenômeno movimentará R﹩ 465,6 bilhões até 2023. E não só as grandes empresas que precisam se preocupar com Transformação Digital: se as pequenas e médias não se atualizarem, correm o risco de ficar para trás.

A Auster, empresa que desenvolve soluções comportamentais para gestão de crises e apoio aos colaboradores no mercado corporativo, atua há mais de 35 anos no mercado e sentiu a necessidade de inovar um de seus produtos, o Viva OK. Para isso, decidiu contratar uma consultoria e software house, a Espresso Labs, para conseguir desenvolver uma plataforma mais dinâmica e intuitiva para seus colaboradores e clientes.

O Viva OK é uma ferramenta que oferece artigos, cursos online, manuais informativos, testes, vídeos, podcasts, chat com especialistas, entre outras atividades, com o objetivo de proporcionar aos usuários autoconhecimento, bem-estar e uma melhor qualidade de vida, temas muito relevantes no contexto da pandemia do Covid19.

Quando a Auster nos procurou, estavam com a plataforma Viva OK desatualizada tanto visual quanto tecnicamente. Isso acarretava no desinteresse por parte dos clientes e eventuais instabilidades no sistema. Focamos em reformular toda a experiência e infraestrutura do sistema para entregar mais valor ao cliente final, afirma Eduardo Missaka, sócio-fundador da Espresso Labs .

O time da Espresso Labs, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos, plataformas e software em geral junto com a equipe da Auster criou novas interfaces para o sistema, deixando – o mais organizado, acessível e moderno.

Após a primeira parte do trabalho, que envolvia o redesenho da parte visual da plataforma, ser aprovada pelo time da Auster, a equipe de desenvolvedores da Espresso Labs reconstruiu, de forma completa, a plataforma Viva OK, seguindo os padrões mais modernos de programação e de proteção de dados.

A segurança dos dados foi um ponto crucial no projeto. Trabalhamos para implementar medidas para proteger a integridade dos dados tanto on-line quanto off-line explica o sócio-fundador.

Resultados

Após alguns meses da reconstrução total da plataforma, é prática comum da Espresso Labs acompanhar a evolução dos resultados junto ao cliente para avaliar se a solução possui pontos de melhoria.

Com o tempo, recebemos o feedback de que o trabalho desenvolvido deu certo e superou as expectativas dos colaboradores, usuários e diretores. A Viva OK conta, atualmente, com mais de 50 empresas parceiras, que fornecem os conteúdos para a plataforma. Além disso, o fluxo de acessos às informações relevantes e direcionamentos importantes aumentaram o valor percebido pelos clientes-finais da Auster, comenta Eduardo.

Futuro da Espresso Labs

Além da Auster, a software house que foi fundada em 2018 pelos sócios Thiago Yukio, Bruno Miyamoto e Eduardo Missaka, já atuou também para Unilever, C&A, ResMed, Cruz Vermelha Brasileira, Dorel Juvenile, entre outros.

Os sócios acreditam que, por conta da pandemia do coronavírus, as empresas tiveram que ir atrás de repensar seus processos e isso fez com a Espresso Labs conseguisse um crescimento fora da curva. Desde 2018, quando decidimos criar a Espresso, vínhamos em um crescimento constante, pois acreditávamos que aos poucos as empresas iriam se digitalizar, mas a pandemia acelerou o processo e nós estávamos preparados para a alta demanda, afirma Eduardo.

Atualmente, a Espresso Labs conta com uma equipe de 25 profissionais entre designers, programadores e consultores que conseguem entregar projetos para diferentes nichos do mercado. A software house aposta no desenvolvimento de uma solução completa, do design ao código e em uma equipe multidisciplinar para oferecer o melhor para cada cliente. Por mais clichê que seja, cada caso é um caso. A solução que oferecemos a um cliente pode não funcionar para outro. É necessário adentrar na realidade e nos processos e no contexto do cliente para entender o que melhor funciona para ele.

Por conta do crescimento de 2020 e com as expectativas de que as empresas não vão recuar quando o assunto for transformação digital, os sócios projetam um faturamento de cerca de R﹩ 3,5 milhões em 2021, 84% a mais que em 2020.

BlackRocks Startups anuncia selecionadas para o Grow Startups

O BlackRocks Startups (BRS) – Hub de inovação que acelera startups lideradas por empreendedores negros – anuncia o resultado da seleção do Grow Startups – Cresça seu negócio – programa de aceleração de startups voltado para o crescimento econômico e escalável dos negócios liderados por empreendedores negros. Abaixo, a lista com os nomes das classificadas nesta edição, realizada em parceria com o BTG Pactual:

• Double Dash Studios (doubledashstudios.com/en/) – plataforma de criação de jogos culturais;


• Edukarnegócios (www.edukarnegocios.com) – Edtech focada em estratégia corporativa;
• FazerOrçamento.com (

fazerorcamento.mailchimpsites.com/home) – Plataforma de elaboração de orçamentos para profissionais liberais;


• Goodchef (goodchef.com.br) – plataforma para pequenos empreendedores da área de foodservice;

• GoPhone (https://app.gophonebrasil.com/) – solução de proteção para smartphones com serviços realizado em uma plataforma digital;


• OnePercent (onepercent.io) – Desenvolvimento de projetos baseados em blockchain;


• Smart Dispenser (smartdispenser.herokuapp.com) – Solução tecnológica em dispensers;


• Unicainstância (https://unicainstancia.com.br/) – Inteligência artificial responsável por predizer sobre ações judiciais de cobranças indevidas em contas de consumo;


• Viverde Casa (https://linktr.ee/viverdecasa) – Plataforma de capacitação e mediação de mão de obra para construção civil; e

• Trampay (https://trampay.com/) – Fintech de benefícios aos trabalhadores, conectando com empreendedores, ofertando descontos e produtos acessíveis

As empresas citadas acima terão acesso ao boostLAB, hub de negócios do BTG Pactual para as empresas Tech dedicado a conexão e potencialização de startups em tração – créditos de até US$ 5mil por dois anos em ferramentas e recursos da Amazon e ao programa de conexão das startups com grandes empresas. Tudo isso com o objetivo de fortalecer o networking desses empreendedores, bem como criar oportunidades de negócios e acesso aos fundos de investimentos.

Os encontros serão online e todas as selecionadas têm ao menos um fundador negro. “Queremos que negócios inovadores estejam no radar do ecossistema de startups no Brasil e que estes negócios tenham oportunidades de acesso e principalmente que mostrem seus diferenciais em um mercado que pouco valoriza nossa inteligência”, explica Maitê Lourenço.

O Grow Startups terá duração de 4 meses, com uma dedicação média de 15 horas semanais, quando serão realizadas reuniões tanto em conjunto com as demais startups participantes do programa, quanto de forma individual – sempre online. É necessário, ainda, que os fundadores estejam sempre presentes nesses encontros.

“Estamos muito felizes e esperançosos com essa parceria com a BlackRocks. Ficamos bastante satisfeitos com o número de inscrições e com a qualidade das startups escolhidas. Nossa expectativa é que este tipo de iniciativa motive cada vez mais empreendedores negros a lançarem novos projetos, com a certeza de que iremos apoiá-los em conjunto com a BlackRocks.”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.