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Dia Internacional das Pessoas com Deficiências: Para 71%, oferta de vagas de emprego está retraída ou praticamente inexistente na pandemia

Em meio à pandemia, a reivindicação por oportunidades para profissionais com deficiência se tornou ainda mais necessária. É o que mostra pesquisa da Catho realizada com mais de 1,4 mil pessoas com deficiência.

De acordo com o levantamento, para 71% dos profissionais, a oferta de vagas para o mercado de trabalho está retraída ou praticamente inexistente neste momento de pandemia. Para além do momento de incerteza, os respondentes acreditam que o foco das empresas em apenas cumprir da Lei de Cotas é o maior impeditivo para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Mesmo sendo parte expressiva da população brasileira, os mais de 45 milhões de brasileiros com deficiência ainda lidam com o preconceito e a exclusão no ambiente corporativo. Para os profissionais, a falta de perspectiva de carreira (56%) e a sensação de ser apenas um funcionário de cota (46%) são os fatores que mais os fazem desistir de um trabalho.

Ainda segundo a pesquisa, para que esse cenário mude, as pessoas com deficiência acreditam ser necessário que empresas olhem mais para fatores como salário compatível com a qualificação do profissional (65%), plano de carreira (50%) e bom ambiente de trabalho (43%).

Mutirão virtual de emprego oferece consultas em telemedicina e revisão de currículo

Atuando de maneira ativa na luta por inclusão há anos, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a empresa promove de maneira on-line e gratuita o Mutirão de Empregos #MinhaVagaPorDireito voltado exclusivamente para esse público com oferta de vagas e apoio de grandes empresas como Ambev, Burger King, Vivo, CCR, Grupo Almaviva, Santa Causa, Consolidar e Santo Caos.

Neste ano, a programação do evento contará com workshop sobre como ter o currículo de sucesso, palestras com recrutadores e especialistas, além de painel com influenciadores e revisão de currículos.

O evento contará, também, com o sorteio de consulta on-line (telemedicina). A ação visa aumentar o número de profissionais com laudo, visto que segundo pesquisa da Catho, 72% já tiveram problemas na hora de ser contratado devido ao documento.

Na segunda edição do evento, o mutirão tem como principal proposta colocar em prática o manifesto do Minha Vaga Por Direito, movimento da Catho que, desde 2018, reivindica mais oportunidades ao profissional com deficiência. Em 2019, na primeira edição, mais de mil vagas de emprego foram ofertadas.

“O mutirão tem o objetivo de tornar em ação efetiva nossos esforços com relação a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Para nós, o evento acontece como um impulsionador de empregabilidade para esse público que está em busca de oportunidades, é capacitado mas, esbarra, muitas vezes, na invisibilidade e discriminação. Sendo assim nosso propósito é contribuir para que esses profissionais sejam cada vez mais vistos, ainda mais agora com a pandemia e imposição de mais dificuldades”, afirma Morais.

Minha Vaga Por Direito

Data: 3 de dezembro, das 15h às 17h30.

Inscrição: https://www.minhavagapordireito.com.br/

Link para o evento: https://www.minhavagapordireito.com.br/

Entrada: Gratuita

FIAMG Lab anuncia 50 startups selecionadas para terceira jornada do programa de aceleração

Foram anunciadas as 50 startups que serão aceleradas na terceira jornada do FIEMG Lab 4.0, maior programa de aceleração de startups B2B com soluções industriais do Brasil. O Programa é dividido em três fases, com um ano de duração, e acontece dentro de uma lógica evolutiva, fortalecendo a conexão e a geração de negócios entre startups e indtechs. As startups terão acesso a um fundo para realização de provas de conceito – metodologia exclusiva que combina aceleração do negócio e da tecnologia, e mentorias com especialistas.

Para Gabriella Sant’Anna, coordenadora do FIEMG Lab, a metodologia é o que garante o sucesso do processo. “Criamos um programa pioneiro no Brasil que mescla um modelo de aceleração tanto tecnológica quanto de negócios, inspirado nos grandes polos industriais que são referência no mercado internacional. Vamos garantir maior aderência das startups na realidade do mercado, pois buscamos sempre por novas soluções e geração de negócios para startups e indústrias”, explica.

O Programa possibilita ainda a conexão das startups participantes com grandes players do setor. Os empreendedores terão a oportunidade de receber orientação de indústrias-madrinhas, como Usiminas, Anglo American, Vale, Gerdau, RHI Magnesita, Fiat Chrysler (FCA), além de possibilitar o acesso à rede da FIEMG, que conta com mais de 15 mil indústrias.

Para conhecer as selecionadas do FIEMG Lab 4.0, basta acessar fiemglab.com.br

Cinco dicas para se sair bem em entrevistas por vídeo em casa

Nos últimos meses, participar de processos seletivos online e entrevistas por vídeo tornou-se comum. Porém, mesmo que a seleção aconteça em casa, de maneira remota, é fundamental estar preparado e checar que tudo corra de forma segura.

Pensando nisso e com o objetivo de orientar candidatos a terem uma boa performance durante a entrevista, Ronaldo Bahia, CEO e fundador da JobConvo (https://www.jobconvo.com/pt-br/) – startup de recrutamento, seleção e admissão digital, por meio de inteligência artificial – dá cinco dicas de como se portar durante uma entrevista por vídeo.

Conectividade e Ambiente:
Antes de começar a entrevista, é importante testar a conexão de internet e a câmera do computador. Um dos principais problemas que acontece em entrevistas online são técnicos – desde o sinal da internet à câmera do computador do candidato apresentam falhas de sinal.

Procure um ambiente confortável, quieto e com boa iluminação e sinal de internet, que não desvie a sua concentração e nem a do entrevistador. Lugares com ruídos de barulhos tiram a atenção do recrutador e candidato, além de atrapalhar o andamento da conversa e entendimento do entrevistador sobre as respostas dadas.

Pontualidade:
Um dos erros mais comuns que acontece é em relação à pontualidade na entrevista e isso causa uma má impressão sobre o candidato. Ficar online, cinco minutos antes de iniciar a entrevista ajuda a se preparar para o bate-papo e evitar possíveis imprevistos.

Conheça a empresa:
Estudar sobre a empresa e elaborar perguntas para o recrutador, independente se a entrevista é online ou presencial, é fundamental e causa boa impressão.

Ao se candidatar para uma posição em uma empresa, pesquise sobre valores e cultura, mercado de atuação, concorrentes, etc. Este é um momento importante para tirar dúvidas, porque o candidato também está avaliando se esse é a melhor empresa para trabalhar. Atitudes assim demonstram o interesse do candidato sobre a empresa e a vaga desejada.

Objetividade e respeito ao recrutador:
Ser claro e objetivo nas respostas, respeitar o tempo de fala do recrutador, sem interrompê-lo, para depois o candidato colocar seus pontos às perguntas realizadas é importante e causam boa impressão.

Vestimenta:
Mesmo que o processo acontece em casa, é importante nos arrumarmos para receber uma ligação online. É importante pensar como se estivesse indo para a empresa fazer a entrevista, como você iria vestir-se? Vista-se para impressionar!

OTAWA Health desenvolve solução baseada em IA para detectar manchas típicas de Covid-19 em radiografias

Uma aplicação prática de Inteligência Artificial capaz de analisar radiografias de pulmão e detectar padrões visuais de COVID-19, agilizando assim a triagem de pacientes: este é o resultado das pesquisas e testes desenvolvidos pela OTAWA Health, cujo projeto foi um dos selecionados pelo IdeiaGov, hub de inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para enfrentar os desafios do Governo do Estado de São Paulo.

O projeto-piloto está em andamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Conforme explica Paulo Gusmão, Cofundador e CEO da OTAWA Health, a solução recebe automaticamente, em um servidor PACS na nuvem, as imagens radiológicas enviadas pelos equipamentos de raio-X do Hospital das Clínicas e dos hospitais parceiros. Depois disso, a rede neural criada pela OTAWA Health , determina quais são as radiografias de tórax, realiza a análise das imagens e as classifica com Sim ou Não de acordo com a presença de alterações radiológicas sugestivas para covid-19. Atualmente, a rede neural apresenta um AUC 0,93 com 90,0% de sensibilidade e 85,6% de especificidade, e um tempo médio de resposta ao redor de 15 segundos.

“O principal impacto deste projeto é a definição de um processo de triagem de pacientes com sintomas da doença nas emergências dos hospitais, com grande probabilidade de acerto, utilizando para isso apenas aparelhos de raio-X já existentes na grande maioria dos hospitais, clínicas e postos de atendimento espalhados pelo Brasil e pelo mundo”, diz Paulo Gusmão.

Além do servidor PACS (Picture Archiving and Communication System, em português, Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens) na nuvem pronto para receber as imagens enviadas pelos hospitais, a OTAWA Health também desenvolveu um aplicativo móvel que permite aos médicos tirar fotos das radiografias de tórax e enviar para a análise pela rede neural com um simples toque na tela. Apesar deste aplicativo não estar fazendo parte do projeto-piloto, para o executivo, o aplicativo móvel tem grande utilidade para médicos que estejam atuando em áreas com baixos recursos, com equipamentos de raios-X mais antigos e sem conexão à internet, e carentes de médicos radiologistas trazendo benefícios significativos para a saúde da população. “Nossa plataforma de IA já possui interface em Português, Inglês e Espanhol, pois os problemas que existem aqui também existem em diversos outros países em desenvolvimento. Além de salvar vidas, o sucesso deste projeto de IA implica em menos desgaste dos profissionais de saúde e seu consequente aproveitamento em outras atividades mais estratégicas”, afirma o executivo.

A expectativa é que, ao término do projeto-piloto, a solução possa efetivamente começar a ser utilizada por hospitais em todo o Brasil, uma vez que a pandemia continua presente e a segunda onda já acontece em diversos países.

Fluke anuncia novo Diretor Geral América Latina

A Fluke , líder global em tecnologia portátil de teste e medição, anuncia Luiz Ribeiro como novo Diretor Geral da companhia para a América Latina. O executivo será responsável por toda operação da Fluke na região. Ribeiro possui sólida experiência na direção geral de grandes empresas e no segmento industrial.

A Fluke atua em mais de 10 países da América Latina. No Brasil, a companhia conta com uma equipe de 70 distribuidores , mais de 2.000 produtos comercializados e 200 pontos de vendas. O mercado brasileiro figura entre os prioritários para a multinacional americana entre os países emergentes, onde a companhia está presente com os seus principais produtos e soluções. A Fluke pertence ao Grupo Fortive, conglomerado independente, de capital aberto, que reúne um grupo de empresas líderes em seus mercados que representam um faturamento global da ordem de US﹩ 6.2 bilhões.

Luiz Ribeiro é Engenheiro Mecânico e de Manufatura pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), concluiu MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialização da USP e trabalhou em empresas do Grupo Fortive e Danaher durante sete anos. Antes de ingressar na Fluke, o executivo atuou como General Manager da plataforma de automação e sensores da Fortive na empresa SPTech, Kollmorgen e Danaher Sensos and Control. Também acumulou experiência em diferentes negócios, incluindo automação e sensores, motores a diesel, eletrodomésticos, cadeiras de rodas e metrôs.

Bradesco é o primeiro banco privado a aderir ao gov.br

Uma parceria do Bradesco com o Governo Federal possibilitará aos clientes utilizarem a autenticação do Banco para acessar os serviços digitais oferecidos pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais que estão integrados no portal gov.br. A novidade já está disponível.

O Bradesco é o primeiro banco privado a oferecer esse tipo de serviço. A iniciativa facilita o acesso dos clientes do Banco aos mais de 2.400 serviços digitais disponíveis no Portal do Governo e que podem ser utilizados remotamente. “O pioneirismo em conceber soluções de ponta é uma das marcas ao longo de nossa história. As novas funcionalidades tecnológicas são absorvidas e utilizadas pelo Bradesco com o objetivo de direcionar sua aplicação em conveniência e facilidade a serviço do cliente”, afirma José Gomes Fernandes, Diretor de Segurança Corporativa do Bradesco.

Hoje, 63% dos 3,9 mil serviços do governo brasileiro já estão totalmente digitalizados e podem ser resolvidos remotamente, seja pelo celular ou computador. “A facilidade e a simplicidade com que os clientes do banco passam a acessar os serviços do governo federal é o diferencial com que trabalhamos nesta ação e desejamos expandir ainda mais. Os clientes do Bradesco agora não precisam memorizar novos login e senha ou, ainda, fazer cadastros adicionais para acessar todos os serviços disponibilizados pelo Governo. Queremos o governo cada vez mais integrado, na palma da mão dos brasileiros, como definimos na Estratégia de Governo Digital 2020-2022 e como estamos aplicando nesta ação”, ressalta o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade.

Tendo como base a rigorosa política de segurança que o Bradesco adota para proteção das informações de seus clientes, o acesso via conta será usado somente se o cliente autorizar – e essa autorização pode ser cancelada a qualquer momento. Ao autorizar, o Governo só terá acesso ao nome e CPF do cliente e não aos dados da conta bancária.

Confira o passo a passo:

• O Cliente deverá acessar o site gov.br, escolher o serviço desejado, e clicar no ícone do Bradesco;

• Neste momento, será preciso informar o número da Agência e conta, fazer a validação digital com o QR Code e digitar a senha de 4 dígitos;

• Antes de finalizar, o cliente deverá ler e concordar com o termo de uso e, por fim, clicar em “Autorizar” para realizar o acesso.

The Coffee anuncia aporte Series A de R$ 28 milhões

A The Coffee, foodtech curitibana de cafés, anuncia aporte series A de R$ 28 milhões liderado pela Monashees e com a participação da Norte Ventures e Shift Capital. O investimento terá papel fundamental na estratégia de expansão nacional e internacional que a empresa planeja para o final deste ano e início de 2021.

Fundada por três irmãos curitibanos, Alexandre Fertonani, Carlos Fertonani e Luis Fertonani, a startup nasceu com o objetivo de trazer uma nova experiência e conceito de cafeterias para o país. “Somos apaixonados pela cultura japonesa e depois de muitas viagens ao Japão, decidimos criar uma empresa que trouxesse a cultura To Go para nosso mercado”, conta Alexandre Fertonani, co-founder da The Coffee.

Os elementos da cultura japonesa podem ser vistos em todos os lugares, principalmente no que diz respeito a uso de tecnologia, alta qualidade e minimalismo. “Entendemos que a tecnologia é tão importante quanto o próprio grão do café”, afirma Fertonani. Ao chegar em alguma unidade The Coffee já é possível entender que a modernidade é uma realidade. “Queremos proporcionar uma experiência para nossos clientes desde o primeiro momento. Como não aceitamos dinheiro, o próprio consumidor faz o seu pedido no nosso tablet ou app mobile e finaliza o pagamento com cartão. Tudo de forma 100% intuitiva, moderna e dinâmica”, completa Alexandre.

Hoje, a foodtech tem 30 lojas abertas no Brasil – em Curitiba, São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Fortaleza, Blumenau e Balneário Camboriú. Mas com o aporte a expectativa é aumentar esse número para 100 estabelecimentos até o final de 2021. Segundo o co-founder, “por sermos minimalistas e usarmos tecnologia, nosso negócio pode ser escalável com maior rapidez e facilidade do que as cafeterias tradicionais”.

Além das demais capitais brasileiras e cidades com mais de 300 mil habitantes, outro foco da The Coffee é a expansão internacional e a primeira parada é o continente europeu. “Vamos começar por Espanha e Portugal para depois ir entrando em outros mercados. Além da questão financeira, existe todo um processo burocrático que deve ser respeitado para entrar num novo país, sem contar que as necessidades e forma de consumo de cada lugar é diferente também”, diz o co-founder. Serão duas lojas em Lisboa, duas em Madri e duas em Barcelona e a expectativa é que todas sejam inauguradas no primeiro trimestre de 2021.

As lojas também seguem um conceito minimalista e têm, em média, 6m². Esse design e arquitetura dos espaços, somados a tecnologia e a alta qualidade das bebidas oferecidas no cardápio deixam a marca ainda mais forte no mercado. “Prezamos muito pelo que construímos até aqui. Cada detalhe do logo, do menu do tablet, cardápio, embalagem foi pensado para que a The Coffee fosse mais que ‘mais uma cafeteria’. Nosso desejo é que nosso público seja mais mais que um comprador de produto. Seja parte de todo e compartilhe desse lifestyle que estamos desenvolvendo.

Além do aumento das lojas físicas, a foodtech também vai ampliar o canal de receita para um e-commerce, que deve ser lançado ainda esse ano. A loja vai vender produtos da marca, como os cafés especiais. “Com a loja online conseguiremos atender um público ainda maior e fortalecer ainda mais a marca da The Coffee pelo país”, conclui Fertonani.

Após sanção da LGPD, pesquisa aponta que 82% das empresas ainda estão despreparadas, segundo ICTS Protiviti

Completando um ano de análise e acompanhamento sobre a adequação das empresas à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), uma nova pesquisa realizada pela ICTS Protiviti, consultoria de gestão de riscos e compliance, mostra que houve crescimento nas ações das empresas se comparado ao cenário de 2019, mas ainda há muito o que se fazer para que os processos das organizações estejam preparados para os requisitos da nova Lei.

O levantamento atual, que contou com a participação de 296 empresas, mostra que mesmo após a sanção da LGPD, 82% das empresas ainda se mantêm atrasadas com as ações de adequação. Quando comparamos períodos, entre outubro de 2019 e março desse ano, apenas 16% das empresas estavam maduras para lidar com os requisitos da Lei, enquanto nos últimos seis meses, entre abril e setembro, esse indicador subiu para 24%. Ou seja, houve um aumento de 50% na quantidade de empresas que estão melhor preparadas para a LGPD.

“Em meio à pandemia, houve uma redução no engajamento das empresas, fruto das preocupações que circulavam o momento, como a criação de ações para a sustentação dos negócios. Somado às indefinições da vigência da Lei, tivemos uma redução de 89% no interesse das organizações avaliarem seus processos para a adoção de medidas exigidas pela Lei. Agora, em vigor e com empresas sendo autuadas a partir de outros órgãos, que não a ANDP (Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais), que passará a multar apenas em agosto de 2021, as empresas começaram a correr com seus processos”, comenta André Cilurzo, especialista em LGPD e diretor associado da ICTS Protiviti.

Essa afirmação pode ser comprovada quando analisamos o crescimento neste ano das medidas de adequação. Enquanto em 2019 apenas 34,9% das empresas possuíam políticas e normativos, em 2020 este número saltou para 45,2%. Outro percentual que reflete o avanço no preparo das empresas neste ano é o mapeamento dos dados pessoais sensíveis, que pulou de 23,3% no ano passado para 35,5% neste ano. Outro dado que chama a atenção no comparativo é a estrutura de proteção de dados, que sai de 17,1% para 32,3%.

Confrontando-se o nível de adequação das grandes empresas, que representam 22,1% das organizações pesquisadas, versus as micro e pequenas empresas, que somam 45,1%, nota-se que as grandes empresas estão em média 50,2% mais preparadas do que as micro e pequenas. Esta diferença reflete não apenas na maior capacidade de alocação de recursos para adequação, mas também a compreensão das grandes empresas de que estarão no foco das ações de fiscalização em 2021.

Para apoiar as organizações neste momento, a ICTS Protiviti reforça a importância das empresas conhecerem seu grau de preparação por meio de uma avaliação online e gratuita disponibilizada no Portal LGPD, que pode ser acessado pelo endereço.

Empresas de qualquer porte e segmento, após responderem a um conjunto de perguntas sobre sua organização, políticas e estruturas de proteção de dados pessoais e sensíveis, recebem automaticamente um relatório com o diagnóstico sobre sua adequação à LGPD e orientações de como iniciar ou evoluir seus esforços de preparação.

A Black Friday virou Black Week: varejo cresce 60% em vendas online na semana da data

A Black Friday 2020 confirmou a expectativa de especialistas por uma ampla digitalização por conta da pandemia. Segundo dados da Linx, empresa líder em tecnologia para o varejo, com mais de 45% de market share do setor, a semana inteira, popularmente conhecida como “Black Week”, foi o destaque da edição deste ano, registrando crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando a estratégia dos varejistas em estenderem as promoções para impulsionar a recuperação de vendas. O mês completo, ou “Black November”, aumentou seu faturamento em 70% na comparação com 2019. Já as vendas digitais nas 24 horas da Black Friday saltaram 32% em relação ao ano passado.

Acompanhando o aumento geral de vendas, os consumidores também colocaram mais a mão no bolso. Neste ano, no dia 27 de novembro, o ticket médio dos compradores online cresceu 3,5%, chegando a R$ 673,00, puxado pelas categorias mais vendidas: smartphones (30%) – que também foram os queridinhos das compras em 2019 -, eletrodomésticos (18%), TVs (11%), informática (10%) e ar e ventiladores (5%).

A companhia registrou também crescimento de 19% no volume de buscas online de produtos nas 24 horas da sexta-feira promocional, alcançando a marca de 48 milhões – desses, os smartphones também lideraram o interesse (27%), seguidos de tênis (11%), TVs (5%), geladeiras (5%) e fogões (4%). Somando todas as soluções da Linx, o pico de requisições por minuto chegou a 3,9 milhões. Os aplicativos ganharam mais destaque entre os canais online, sendo responsáveis por 19% das vendas totais, um salto de 16% em relação a 2019, impulsionando o total de vendas mobile, que atingiu 40% da receita total dos pedidos, um aumento de 5% no período.

As opções de compra e entrega também refletiram a realidade de isolamento social da pandemia. As soluções de omnicanalidade, que permitem aos clientes realizarem a compra em um canal e receberem por outro, alcançaram expressivos 69% de crescimento. O destaque do ano ficou por conta da modalidade de compra online com envio a partir da loja mais próxima, proporcionando maior agilidade na entrega, com salto de 142% em relação ao ano passado e representando 57% do total de pedidos. Na contramão, as compras online com retirada na loja física sofreram queda de 38%, com os clientes evitando ir às lojas, modalidade que representou apenas 5% das vendas.

Itaú Unibanco: participação das vendas online é maior que a de lojas físicas, pela primeira vez na Black Friday

A área de cartões do Itaú Unibanco divulgou hoje um balanço da Black Friday e do mês de novembro. Os números mostram que as vendas online atingiram 50,4% do total do volume transacionado na sexta-feira, um crescimento de 12,9% se comparado ao mesmo período de 2019. É a primeira vez, desde que a data se popularizou entre os consumidores no Brasil, que o volume de vendas em lojas físicas é superado pelo online.

O crescimento das vendas online foi puxado principalmente por 4 setores, Restaurantes (+88%), Material de Construção (+63%), Drogarias e Cosméticos (+37%) e Lojas de Departamento (+31%). Por outro lado, o volume de vendas nas lojas físicas caiu 27%, em relação a 2019.

“O crescimento na preferência dos consumidores pelas compras online é uma tendência do varejo e a aceleração dessa mudança pela pandemia trouxe um desafio extra para o Itaú, que focou os últimos meses no desenvolvimento e expansão de novas formas de pagamento que possibilitem aos nossos clientes realizar as compras de forma prática e com mais segurança”, diz Fernando Amaral, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Entre os novos meios de pagamento, o Itaú destaca o cartão virtual, que cresceu 153% em relação ao ano passado, e a maior utilização dos cartões com tecnologia contactless, que permitem transações por aproximação nas compras físicas.

Esse ano, as compras na Black Friday foram acompanhadas pelos times de cartões do Itaú de forma 100% remota, através de war rooms e lives com times multidisciplinares que trabalharam 24 horas, entre a noite dos dias 26 e 27 de novembro.

Cyber Monday

Cada vez mais popular entre os brasileiros, a Cyber Monday, com promoções destinadas exclusivamente ao e-commerce, movimentou 8,5% a mais em faturamento esse ano, na comparação com a segunda-feira pós Black Friday de 2019. No balanço geral de novembro, o desempenho das vendas online no Itaú ficou 21,2% acima do que foi registrado no mesmo mês do ano passado.

Rio Oil & Gas 2020 começa com discussões sobre inovação e importância das startups para o setor de O&G

A Rio Oil & Gas 2020 teve início nesta segunda-feira (30/11) com o Starting Up, sessões de debates em parceria com a Petrobras sobre as oportunidades e desafios para as startups na indústria de O&G e energia. A Starting Up foi apresentada pelo jornalista especialista em digital, Pedro Doria, e encerrada pela presidente o IBP, Clarissa Lins.

Os painéis trouxeram discussões sobre como o setor de O&G pode ser atrativo para empreendedores, as oportunidades para as startups geradas pelo segmento e como tem se dado a integração entre a cadeia de O&G e as startups, visando à construção de ecossistemas. Além disso, foram apresentados cases de startups de sucesso e compartilhadas, com empreendedores que estão começando, bem como lições aprendidas sobre este mercado.

Juliano Dantas, gerente-executivo da Petrobras-Cenpes, afirmou que qualquer que seja a estratégia da companhia será muito importante acelerar os processos de inovação, e, certamente, as startups têm papel fundamental neste contexto, já que trabalham como velocidade e novos talentos e trazem um novo modelo de pensamento para a indústria tradicional. “Para isso acontecer de fato, temos de construir um ecossistema que permita novas formas de contrato entre os grandes players e as startups, além de engajar as empresas com esse propósito da inovação”, disse.

Gustavo Araújo, CEO da Distrito, que reúne um dos ecossistemas de startups no Brasil, falou sobre o poder da inovação aberta. “O mercado está aprendendo que se manter conectado e ligado ao que está acontecendo ao seu redor é motor para a sua própria transformação. A inovação aberta acaba sendo muito eficiente num mundo em que as empresas têm que se transformar de maneira acelerada”, disse.

Ao analisar o mercado financeiro, por exemplo, antes de se abrir para a Fintechs, dois terços da população brasileira não tinham conta em banco, segundo Araújo. As fintechs reduziram essa taxa para 25%. “Podemos viver também um open energy, num mercado muito regulado. Isso irá gerar uma melhora de atendimento ao consumidor e custo menor de produção. Então, exercitar a inovação aberta é fundamental no setor de O&G, que já tem muita tecnologia, mas agora precisa passar a inovar nos seus modelos de negócio, atendimento ao consumidor, seguindo outros segmentos”, completou.

Claudia Diniz, Diretora Executiva do MiningHub, primeiro hub de inovação aberta do mundo no setor de mineração, explicou que as startups funcionam como um verdadeiro pilar de transformação do setor, ao empregar novas tecnologias para as áreas operacionais e administrativas. “É uma mudança cultural. Pegamos os desafios da nossa indústria e conversamos com todos os atores, entre fornecedores, pesquisadores e startups, para alcançarmos de forma rápida soluções para problemas comuns às mineradoras. O conhecimento gerado, ou seja, a propriedade intelectual dos projetos, continuam pertencendo às startups e, assim, fomentamos o empreendedorismo e a permanência dessas empresas no mercado”, afirmou.

“Acredito que nós, como IBP, temos de incentivar que esse tipo de hub seja criado no setor de O&G, já que somos uma plataforma de colaboração”, disse Clarissa Lins, presidente do IBP.

Ao encerrar a discussão, Christian Schock, diretor de O&G da Siemens, trouxe algumas dicas do que a empresa já está fazendo para contribuir para a descarbonização da indústria de óleo e gás, de olho no futuro. “É importante deixar claro que não iremos fazer todo o processo de transição energética do dia para a noite. Se olharmos para a história, todas as transições levaram cerca de 50 anos e agora não será diferente, visto que 80% da energia global ainda é baseada em hidrocarbonetos e a demanda vai aumentar 40% nas próximas duas décadas. A indústria de O&G sempre foi de grande inovação. Com a onda de descarbonização não será diferente e acredito que será ainda mais acelerado. A inovação é o grande foco da Siemens e, por isso, fomentamos startups a desenvolver soluções para os nossos parceiros”, concluiu.

Criando oportunidades para empreender

Mediado por Robert Nunes, Gerente Geral de Transformação Digital da Petrobras, o painel “Criando oportunidades para empreender na indústria de O&G e energia” também buscou discutir alguns dos desafios da parceria entre startups e empresas da indústria, além de como essa colaboração tem evoluído ao longo do tempo. Participaram da discussão Patrícia Grabowsky, Head de Inovação da Subsea 7, Pedro Leal Noce, Executivo de Inovação Raízen, Fred Arruda, CEO do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (Cesar), Bruno Rondani, CEO da Open 100 startups.

A tarde também contou com representantes de startups que já atuam na área de O&G e estão escalando para um bate-papo sobre cases inspiradores e lições aprendidas.

“No final das contas, não é questão de ter uma boa tecnologia, mas de um mercado maduro para a tecnologia, e o mercado maduro para a tecnologia não é como se fosse uma onda perfeita. É uma tsunami turbulenta e violenta”, explicou Duperron Ribeiro, CEO da PhDsoft Technology Inc.

Já Leandro Basílio, CEO DeepSeed Solutions, ressaltou a importância de manter o foco, mesmo que haja diversificação do portfólio. “É muito sedutor, em alguns momentos, você diversificar em várias indústrias, com a promessa de escalabilidade, mas tenha em mente que, em um negócio em óleo e gás, você só vai conseguir se destacar se realmente se tornar um especialista”, ele defendeu.

Mediada por Alex Dal Pont, Gerente de Inovação em Ecossistemas Empreendedores da Petrobras, a rodada teve ainda a participação de Lelio Souza, CEO da Intelie, e José Augusto da Silva, CEO da Pipeway.

Premiação

A programação também contou com o Pitch de Startups. Avaliados por um júri de peso, como Amure Pinho, presidente da ABStartups, e Ricardo Marquini, Líder de parcerias em P&D da Total, entre outros, oito startups apresentaram seus projetos de tecnologia e inovação para o setor de O&G. As vencedoras desse desafio foram: Unidroid, em primeiro lugar, seguida por Instoor e RZX, em segundo e terceiro lugares, respectivamente. As startups ganharam um prêmio patrocinado pela Microsoft, e a melhor startup votada pelo público, um voucher de desconto em cursos da UnIBP, a universidade do setor de petróleo e gás.

Todo o conteúdo do primeiro dia da Rio Oil & Gas estará disponível integralmente para congressistas no canal On Demand da plataforma.

BTG Pactual lança fundo de tecnologia do Janus Henderson no Brasil

O BTG Pactual (BPAC11), melhor banco de investimentos da América Latina, está lançando o primeiro fundo feeder de tecnologia do Janus Henderson no Brasil.

O fundo feeder vai investir no fundo Janus Henderson Horizon Global Technology Leaders UCITS, domiciliado em Luxemburgo, um dos maiores fundos especializados em tecnologia da Europa.

O objetivo do fundo é gerar crescimento de longo prazo a seus investidores a partir de um portfólio diversificado de empresas de tecnologia de diversas partes do mundo, oferecendo aos investidores brasileiros acesso a setores que ainda não estão disponíveis no mercado local e exposição à companhias internacionais em posição de liderança em países onde a taxa de juros historicamente é baixa. O produto atende também à forte demanda dos investidores brasileiros por produtos lastreados em dólar.

Os fundos Janus Henderson Global Technology Dolar Fundo de Investimento de Ações Investimento no Exterior (feeder fund) e o Janus Henderson Global Technology Dolar FI em Cotas de FI Ações Investimento no Exterior foram lançados em outubro deste ano.

“Nossa parceria com o BTG Pactual e o lançamento deste novo fundo feeder nos aproxima dos clientes brasileiros e nos permite apresentar nossa expertise em investimento. O novo produto é uma resposta ao interesse brasileiro crescente por oportunidades de investimento no exterior. Janus Henderson está comprometido com o desenvolvimento e aumento de sua presença no Brasil, e o lançamento desse novo fundo é um importante primeiro passo nessa direção”, afirma Ignacio De La Maza, Head of Intermediary and Latin America para o Janus Henderson Group.

“O cenário de taxas mais baixas de juros no Brasil impulsionou a busca pela diversificação de carteira para alcançar retornos mais atrativos. Diante deste cenário, o BTG Pactual fortaleceu seu portfólio para oferecer mais alternativas e produtos exclusivos para seus clientes, inclusive oportunidades de investimentos no exterior. A parceria com o Janus Henderson Group é parte importante dessa estratégia, afirma Phylipe Corsini, Associate Partner do BTG Pactual.