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Visa expande o programa Fast Track para fintechs

A pandemia do COVID-19 trouxe grandes desafios financeiros para empresas e consumidores. Com a gestão financeira cada vez mais digital, as fintechs são fundamentais para ajudar a restaurar e reconstruir a economia global. Para contribuir ainda mais com o ecossistema, a Visa (NYSE: V) anuncia dois novos componentes do Fast Track, seu programa para fintechs:

1. Um kit de soluções com o qual os parceiros dispõem de uma série de ferramentas para ajudar as fintechs a acelerar seu crescimento e a servir melhor seus clientes.

2. O programa de certificação Visa Ready Fintech Enabler, que permite que fintechs e parceiros certificados se conectem em menos tempo para viabilizar a emissão digital e outros serviços importantes.

É crescente o número de fintechs líderes optando por trabalhar com a Visa em todo o mundo e em áreas de atuação como carteiras digitais, banco digital, “compre agora, pague depois”, pagamentos comerciais (B2B), remessas internacionais, pagamento de contas, infraestrutura de pagamentos e pagamentos pessoais (P2P). Entre as fintechs que se associaram à Visa recentemente estão: Affirm , BillGO , Finix , Gojek, PayPal , Rappi , Stripe , Varo Bank , Venmo , entre outras.

Com a expansão do Fast Track, programa que é líder na indústria, as fintechs passam a dispor das ferramentas necessárias para chegar ao topo em sua categoria. A participação de empresas no Fast Track teve um crescimento anual de 360% e a Visa recebeu a adesão de centenas de fintechs que participam ativamente do programa.

“É emocionante ver que nossas parceiras fintechs estão usando os programas e a rede da Visa para digitalizar serviços financeiros e melhorar a vida dos consumidores e empresas que atendem”, disse Arnoldo Reyes, vice-presidente de Alianças Estratégicas, Fintech e Empreendedorismo da Visa América Latina e Caribe. “Com o programa Fast Track, as fintechs têm acesso a um conjunto simples de ferramentas para transformar seus produtos em realidade. Os recursos disponíveis – como design de cartão e credenciamento on-line – ajudaram o Fast Track a se tornar um programa líder para as fintechs da região.”

Apresentação do Fast Track Partner Toolkit

A Visa apresentou o Fast Track Partner Toolkit , projetado especificamente para fintechs parceiras que aderem ao programa. Trata-se de um kit de soluções pensado para acelerar o crescimento das empresas e oferecer amplo acesso aos profissionais da Visa, como especialistas em estratégia, marketing, design, gerenciamento de risco e outros. Com o Fast Track Partner Toolkit, os parceiros têm liberdade para usar recursos educacionais, como cursos intensivos de pagamento, para se familiarizar com o setor de pagamentos, elaborar comparativos personalizados utilizando recursos estratégicos e usar ferramentas on-line de design de cartão da Visa para criar e lançar seus cartões em menos tempo.

Aceleração da emissão digital com Visa Ready

A certificação Visa Ready Fintech Enabler foi concebida para ajudar empresas de tecnologia a desenvolver e lançar soluções de pagamento compatíveis com os padrões globais de segurança e as funcionalidades da Visa. Por sua vez, essas empresas estão ajudando fintechs do mundo todo a desenvolver seus próprios produtos, disponibilizando soluções e a experiência que elas precisam para começar.

O programa Visa Ready Fintech Enabler já está disponível e estabelece um ecossistema de parceiros certificados, com expertise nas funcionalidades que as fintechs precisam para lançar e operar produtos na rede da Visa de forma eficaz. Recentemente, o programa Visa Ready recebeu novos parceiros de todas as partes do mundo, de São Paulo a Singapura. Entre os novos parceiros de processamento certificados estão BPC Radar Payments (Global), Conductor (LAC), FIS (Global), Global Processing Services (GPS) (Global), i2c (Global), Marqeta (Global) e NovoPayment (LAC, NA). Além disso, a Visa certificou patrocinadores de BIN em todo o mundo, como Dock (LAC), Nium (APAC, UE), Railsbank (APAC, UE), Sutton Bank (NA) e outros que ajudarão a lançar programas para fintechs.

Experiências com o Fast Track

Centenas de empresas globais aderiram ao programa, inclusive estas inovadoras que chegaram ao Fast Track recentemente:

• Carteiras digitais: por meio de parcerias com empresas como Careem Pay , LINE Pay , Nubi , Paga , PalmPay , Razer e Vipps, a Visa está ampliando o acesso a pagamentos digitais e se adaptando às mudanças na maneira como os consumidores querem gerenciar suas finanças, transformando sistemas de circuito fechados limitados a certas regiões ou funcionalidades em sistemas abertos, tudo para oferecer mais opções, segurança e opções de uso aos consumidores.

• Promoção da inclusão financeira e do impacto social: uma parte fundamental da missão da Visa é garantir que consumidores e empresas de todas as partes do mundo tenham acesso aos produtos e soluções financeiras necessárias para uma vida melhor. Empresas como a CapWay estão ajudando comunidades sub-representadas a ter acesso a pagamentos digitais, enquanto a Cuenca oferece contas isentas de tarifas e que podem ser abertas em menos de 5 minutos. Daylight é uma plataforma de banco digital dedicada a melhorar a vida financeira de mais de 30 milhões de pessoas LGBT+ nos Estados Unidos, sendo a primeira fintech do país especificamente dedicada à comunidade LGBT+. A MPOWER Financing e a X1 são pioneiras em novas maneiras de levar crédito a segmentos demográficos como universitários e estudantes internacionais. O objetivo da SoLo Funds é oferecer empréstimos acessíveis aos americanos que precisam de um fôlego financeiro até o próximo pagamento, enquanto a Tomorrow busca promover uma mudança no setor de banco móvel por meio de seu compromisso com a proteção climática, a sustentabilidade e a transformação econômica.

• Pagamentos comerciais (B2B): a Visa está transformando os pagamentos B2B, um segmento que representa uma oportunidade de US$ 120 bilhões, por meio do trabalho conjunto com participantes do Fast Track das mais diferentes partes do mundo, como: Airwallex , Checkbook.io , GMO-Payment Gateway, Konfío e Payhawk .

• Promoção de moedas digitais: a Visa está colaborando com empresas como BlockFi , Crypto.com , eToro Money , Fold , Ternio.io , Zap e ZenGo para conectar moedas digitais e sua rede de mais de 61 milhões de estabelecimentos comerciais.

• Novos parceiros de habilitação: o Fast Track é viabilizado por meio de colaborações com parceiros de habilitação que criam as bases para que as fintechs desenvolvam suas soluções. Foi anunciado recentemente que Galileo , i2c e Peoples Trust entrarão para o Fast Track no Canadá, reforçando um grupo de mais de 25 parceiros de habilitação em todo o mundo. Na região LAC, temos novos parceiros como a Cacao, que patrocina BINs, faz o processamento de emissores e gerencia programas.

“Em 2021, a Rappi criará ainda mais oportunidades para entregadores, restaurantes parceiros e pequenos negócios. Temos muitos desafios pela frente, mas com colaboração, empreendedorismo e tecnologia conseguiremos superá-los e criar progresso na região”, disse Simón Borrero, CEO e cofundador da Rappi. “Trabalhar com uma parceira como a Visa tem sido fundamental para nós, pois nos permite gerar novas oportunidades em todos os serviços financeiros disponibilizados a nossos parceiros e usuários. A tecnologia da Visa é uma das mais reconhecidas no mundo e temos orgulho em contar com o apoio dessa marca de confiança nos mercados onde operamos nossa carteira digital. Este é apenas o primeiro passo para elevar o padrão dos serviços financeiros na América Latina e no Caribe.”

“A participação em programas como Fast Track e Visa Ready permitiu nos conectarmos com novas empresas no ecossistema ajudando-as a transformar suas visões de produto em realidade, sem que elas precisassem fazer concessões”, disse Amir Wain, CEO e fundador da i2c.” Esses programas foram concebidos para atender às necessidades específicas das grandes e pequenas fintechs de hoje e contribuirão para a prosperidade de todos do ecossistema, disponibilizando as ferramentas e os parceiros certos para que a chegada ao mercado ocorra o mais rápido e facilmente possível.”

Para mais informações sobre os recursos e programas desenvolvidos pela Visa para a comunidade fintech, clique aqui .

Seis Tendências de TI e negócios para 2021

O ano de 2020, fortemente influenciado pela crise da Covid-19, está chegando ao fim. Agora, é hora de olhar para as tendências de 2021. Especialistas do OTRS Group estão certos de que o próximo ano será moldado por aprendizados vividos em uma realidade inédita de isolamento, num mundo bem mais complexo.

Na corrida para transformar os planos em realidade, há quem já tenha largado na frente, enquanto outros se esforçam para recuperar o prejuízo. Para esses os especialistas do OTRS Group selecionou as seis principais tendências para 2021:

1. Transformação Digital

É claro que todas as organizações – sejam agências governamentais, escolas ou empresas – não podem mais evitar a transformação digital. A crise da Covid-19 revelou como a digitalização realmente está ruim em todo o mundo. De acordo com o estudo do OTRS Group em junho de 2019, apenas 14% das empresas pesquisadas nos Estados Unidos concluíram completamente sua transformação digital. Já segundo relatório da Panorama Search, também de 2019, o Brasil estava mais atrasado na transformação digital que outros países da América Latina. Somente as organizações que fizerem mais progressos nesta área serão capazes de ter sucesso em 2021.

2. O cliente continua sendo o rei

O contato com o cliente mudou completamente, já que o atendimento pessoal foi praticamente substituído pelo online. Isso torna ainda mais importante que as empresas continuem a mostrar aos clientes que eles são “o rei”. Agora, a apreciação e a fidelidade do cliente devem ficar em primeiro plano, e o aspecto de vendas deve ser deslocado para um segundo plano. Com ferramentas inovadoras de automatização que permitem o contato por meio de diversos canais, como e-mail, telefone e mídias sociais, o relacionamento com o cliente deve ser nutrido mesmo durante a suspensão do contato pessoal.

3. ITSM também móvel

No futuro, mais e mais pessoas trabalharão em casa. Isso também significa que os funcionários em home office geralmente não terão suporte de TI. Portanto, se ocorrerem problemas técnicos, uma perda de produtividade pode acontecer. É necessário que as empresas forneçam um help desk remoto. Aqui está um passo a passo para encontrar a melhor solução remota de IT Service Management possível.

Segundo Luciano Alves de Oliveira, Diretor Geral da OTRS Brasil e Portugal, é importante ressaltar que mais de um quarto dos colaboradores de uma empresa (26%) precisa de uma a duas horas por dia para procurar informações. E quase um terço (30%) perde até meia hora por dia devido a problemas de TI.

4. Software em nuvem

A maior vantagem da Cloud Computing em tempos de coronavírus é que os funcionários podem acessar facilmente os sistemas e arquivos, trabalhando em casa, no escritório ou em trânsito. Isso torna as coisas muito mais fáceis e o ânimo no escritório doméstico melhora enormemente. A colaboração em equipe também funciona melhor com ferramentas de comunicação na nuvem.

5. Novas habilidades de liderança

Mesmo antes da pandemia, havia uma tendência para o trabalho remoto. Essa tendência agora foi intensificada. Pesquisa realizada em setembro passado, pelo OTRS Group no Brasil, Alemanha, EUA, Singapura e México mostra que 83% dos entrevistados acreditam que o home office veio para ficar. Para ser capaz de liderar equipes em variados locais, os gerentes devem ter habilidades completamente diferentes do que no passado, por exemplo. Palavras-chave como equilíbrio entre vida pessoal e profissional e saúde mental estão se tornando cada vez mais importantes. Lidar com isso requer inteligência emocional, empatia e flexibilidade. Não há como evitar a introdução de uma cultura corporativa de trabalho remoto.

6. Diversidade

Enquanto isso, a suposição de que equipes diversas entregam resultados melhores do que equipes heterogêneas tornou-se aceita. Paralelamente, cada vez mais empresas buscam intencionalmente candidatos de uma ampla variedade de estilos de vida e demografia para criar essas novas equipes. As empresas não devem ignorar esse desenvolvimento e precisam verificar rapidamente o status de sua estratégia de diversidade.

“A crise do coronavírus nos mostrou que não basta apenas pensar em tópicos”, diz Sabine Riedel, membro do conselho do OTRS Group e especialista em transformação digital. “Embora as tendências para 2021 não sejam de forma alguma novas, é importante agora transformar palavras em ações e adaptar a TI, estrutura corporativa e cultura às novas condições”.

João Appolinário, da Polishop, abre escritório de design brasileiro na China

É fruto de uma participação no programa Shark Tank a fundação do único escritório brasileiro de design em solo chinês, o DXID. Focada em desenvolvimento de produto, a operação utiliza a criatividade do profissional de design brasileiro com a operacionalidade assertiva e ágil do mercado chinês. Em um ano de existência, o DXID acumula prêmios, incentivo governamental e cases de sucesso, como o projeto Fusion Motion, primeiro lugar em vendas na Amazon (USA) na categoria Home Fitness, com desenvolvimento integral do escritório.

A história do DXID começa em 2016 quando o designer Rodrigo Dangelo, também CEO do escritório curitibano DDID, participou de uma edição do programa Shark Tank com um produto diferenciado, um secador que reduzia o consumo energético dos salões de beleza. A ideia foi aprovada por um júri com a participação de Robinson Shiba (presidente da Trend Foods e CEO da China in Box), que viu em Dangelo um potencial criativo acima da média e fez a apresentação do designer a João Appolinário, CEO da Polishop.

Assim nasceu uma parceria de sucesso entre Appolinário e Dangelo, com o desenvolvimento em conjunto de produtos campeões de vendas, como as esteiras ergométricas com sensores da Polishop (com assinatura da DXID), e a ideia em comum de apostar na China como uma aliada no desenvolvimento de produtos. Além deles, David Li Qiang, empresário chinês, também é sócio do escritório.

“A indústria chinesa está anos luz de qualquer outro país devido a capacidade de inovação, da tecnologia high level e mais do que isto: da capacidade de execução rápida e eficaz”, conta Dangelo. O encanto com a China surgiu durante o desenvolvimento do CollectBIO, um conjunto de equipamentos para a identificação biométrica utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo cadastramento de mais de 10 milhões de brasileiros desde 2010 e considerado o maior registro biométrico do mundo.

O CollectBio só foi viabilizado devido a parcerias com empresas chinesas que baratearam todo o processo e tornaram possível a sua execução em tempo recorde.

Incentivo chinês

As visitas constantes à China em função do projeto do cadastramento biométrico abriram os olhos de Dangelo para um mercado que se mostra promissor e pouco desbravado, que é a viabilização do desenvolvimento de produto utilizando todos os benefícios existentes no país asiático, com o menor custo com mão-de-obra, tecnologia de ponta e incentivo fiscal. Para coroar esse cenário favorável, ele percebeu o baixo incentivo chinês à criatividade, o que tornou sua expertise e sua trajetória em desenvolvimento de produto um diferencial imensurável.

O governo chinês sabe desta deficiência e investe pesado em atrair talentos e empresas que supram essa necessidade para consolidar ainda mais a liderança global do país. Não é à toa que a China sedia anualmente a Conferência Mundial de Design Industrial (WIDC), principal evento do mundo que premia os cases mais interessantes do mercado.

“Em 2017 o DDID, meu escritório de design em Curitiba, foi o único escritório brasileiro reconhecido na categoria Top Design Company do WIDC. Após este evento o governo chinês nos procurou e ofereceu ajuda e incentivos, o que nos fez embarcar na ideia junto com o João Appolinário”, diz Dangelo. Hoje o DXID desenvolve produtos nas mais diversas áreas, mas o grande foco é em home users, produtos para cozinha, fitness, eletroeletrônicos e produtos para lazer.

Prêmios e reconhecimento

O talento brasileiro do DXID já acumula prêmios apesar do pouco tempo de operação chinesa. Foi a única empresa representando o Brasil no dia 25 de novembro na Conferência Mundial de Design Industrial 2020, co-organizada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e pelo Governo Popular da Província de Shandong, com o apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Internacional.

A DXID também é cofundadora da GDIO (Global Design Industry Organization), que atua na conexão entre designers, indústria e universidades a fim de promover criatividade e liderança para impulsionar a economia e o desenvolvimento social.

“Somos um time de designers, engenheiros, pesquisadores entre outros profissionais, comprometidos em fazer os melhores produtos, com ênfase em viabilidade, funcionalidade e velocidade. A união do potencial fabril da China com o nosso talento em design vai revolucionar cada vez mais esse mercado”, finaliza Dangelo.

Nuveto tem nova gerente de Marketing

A Nuveto, empresa brasileira de soluções em nuvem para as áreas de atendimento ao cliente e distribuidora exclusiva da Five9 no País, contrata Gabriela Barros para assumir sua gerência de Marketing e de outras duas empresas do Grupo: a Mex Consulting, focada em consultoria e projetos de análise do atendimento ao cliente na busca de padrões de excelência, prevenção à fraude e insights da operação, e a Fuse IoT, unidade de negócios da Nuveto focada em soluções de IoT.

O desafio da nova executiva em sua nova função é posicionar as três marcas no mercado, por meio do desenvolvimento de novas iniciativas em todos os canais de comunicação, incluindo propostas e apresentações, redes sociais, websites, eventos e marketing de conteúdo, entre outros. “Pretendo auxiliar também na estratégia de geração de leads e na gestão do relacionamento com os clientes, dando apoio ativo e estratégico para as equipes comerciais, em sinergia com os objetivos de negócios das três companhias”, afirma Gabriela.

Segundo Luís Palermo, diretor geral da Nuveto, a empresa tem a expectativa também de que a nova gerente de Marketing contribua para o crescimento da Nuveto na América Latina, com iniciativas e ações em consonância com sua proposta de expansão na região, gerando maior visibilidade, leads qualificados e reconhecimento da marca. “Para alcançar as metas comerciais que traçamos, é fundamental que a área de Marketing atue de forma a apoiar e motivar o desempenho de nossos parceiros nessa jornada. Com este intuito, nós pretendemos fazer oferecer os investimentos em recursos e ferramentas necessárias”, destaca.

A executiva assume em um momento importante para a Nuveto, que tem obtido crescimento qualitativo nos últimos meses, com a conquista de clientes como Kainos, Madeira Madeira, Sharecare, Wiz e SumUp, entre outros, além de ter se tornado distribuidora oficial da Five9 no Brasil.

Com nove anos de experiencia, Gabriela trabalhou por quase quatro anos na JLL onde começou como analista e foi promovida a coordenadora de Marketing; atuou como assessora de Comunicação e Marketing da MMR Projetos em um projeto e teve passagens também como analista de Marketing no mercado editorial, Revista CartaCapital e Motorpress Mídia.

Formada em Relações Públicas, pelo Centro Universitário Faculdade Metropolitanas Unidas, ela tem MBA em Gestão de Comunicação em Mídias Sociais pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Além disso possui outras especializações em Fundação de Gestão de Projetos, Marketing Digital, Comunicação Social, Mídias Sociais e Relações Públicas.

A inovação aberta baseada em startups e a cultura inovadora

Por Eduardo Grizendi

Atualmente, o modelo de Inovação Aberta, proposto por Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia – Berkeley, no início da década de 2000, já se difundiu mundialmente. Em resumo, o modelo propõe que a empresa fertilize seu processo de inovação, aproveitando mais as oportunidades que existem, de forma aberta, em outras bases tecnológicas, além da sua Base Tecnológica Interna, como, por exemplo, de universidades e instituições de pesquisa, alimentando a boca e ao longo do cone de seu funil da inovação.

No entanto, nos anos recentes, uma estratégia ganhou notável relevância, dentre aquelas que a empresa desenvolve para inovar. Basicamente, ela consiste em fazer uso intensivo de startups na busca por inovação no mercado. Ou seja, a Base Tecnológica Externa e as Tecnologias Entrantes, são protagonizadas essencialmente por startups. Além disto, este uso intensivo ajuda a desenvolver uma cultura empreendedora e inovadora, que não é facilmente observada em empresas estruturadas, onde se requer uma mudança comportamental profunda. Esta cultura, que é mais facilmente encontrada nas startups, também é altamente desejável, senão, imprescindível para a empresa que necessita desenvolver suas inovações e, até mesmo, para interagir com as startups.

Um dos meios de se fazer isso é por meio do chamado “spin-in”. Essa estratégia de adquirir e trazer para dentro não é nova e já vem sendo utilizada largamente por grandes empresas há muitos anos, principalmente aquelas intensivas em Tecnologia da Informação, como Google, Facebook e Amazon.  Essas, como exemplos, fazem uso da estratégia de “spin-in”, adquirindo dezenas de startups por ano. Ou seja, resumidamente, adquirem inovações, adquirindo startups.

No entanto, as startups são importantes para as empresas em geral, não somente para serem adquiridas, mas para ajudá-las a inovar, muitas vezes para trazer-lhes a própria inovação. Isto é facilmente constatado, quando se trata de inovação de processo. Organizações que desejam inovar em suas áreas de apoio ao negócio, como Recursos Humanos, Compras, Financeiro, Contabilidade, Patrimônio, Contratos, Viagens, Legal & Jurídico etc., encontram nas startups as melhores propostas de inovação nestas suas áreas. É tão visível o potencial destas “techs” que até já as tratamos em grupo, como as HRtechs (recursos humanos), Legaltechs (legal & jurídico), Adtechs (publicidade & propaganda), Martechs (marketing digital), etc.

Mas não necessariamente estas relações com as startups ficam restritas às inovações em processo, apesar de mais visível a elas. Agritechs, Cleantechs, Edtechs, Fintechs, Foodtechs, Govtechs, Healthtechs, e Retailtechs, por exemplo, podem ser grandes parceiros de empresas em seus mercados, para desenvolvimento de novos produtos e novos negócios, e viabilizarem o “go-to-market” mais rapidamente e assertivamente.

O mundo tecnológico mudou já faz algum tempo com a intensidade do número de empresas startups de tecnologia e o volume de negócios tecnológicos que elas representam, em todos os mercados.

Portanto, a estratégia de Inovação Aberta baseada em startups, indiscutivelmente, já está sendo intensamente praticada. Priorizando a busca por inovação no mercado, algumas empresas até iniciam um esvaziamento de sua Base Tecnológica Interna (P&D interno), e concentram a Base Tecnológica Externa e as Tecnologias Entrantes, protagonizadas por esta estratégia.

Sem medo de errar, pode-se afirmar que as startups subverteram a ordem econômica, “disruptivamente”, e agora estão também contribuindo para transformar as empresas com as quais interagem, trazendo inovação e cooperando para o desenvolvendo de uma cultura inovadora, essencial para a sobrevivência de qualquer empresa no mercado nos dias de hoje.

Enfim, a dinâmica da Inovação Aberta parece ter sido atacada de forma disruptiva por uma “pandemia do bem para a inovação”, cujo vírus é a startup.

Eduardo Grizendi é Diretor de Engenharia e Operações da RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa

Empregos de tecnologia que cresceram mais rápido em 2020

A pandemia de Covid-19 impactou significativamente a economia brasileira e o mercado de trabalho, mas apesar dos desafios enfrentados pelas empresas, o setor de tecnologia viu um rápido crescimento na demanda por alguns cargos, embora alguns deles fossem difíceis de preencher.

2020 foi um ano desafiador para muitos setores no Brasil, as empresas tiveram que se adaptar a uma nova realidade digital e a necessidade de profissionais específicos de tecnologia aumentou. A digitalização “forçada” aconteceu e para acompanhar o mercado, muitas empresas sentiram a necessidade de aumentar seu departamento interno de tecnologia.

Indeed, o site número um de empregos, revela a lista com os cargos que cresceram mais rapidamente entre maio e outubro de 2020.

Cargo# de postagens por 1 Milhão (Maio)# de postagens por 1 Milhão (Outubro)Crescimento
programador2,3383,11933.43%
developer23331032.95%
back end developer48964131.15%
full stack developer48162429.67%
analista de qa48962026.81%
desenvolvedor .net pleno41348818.05%
tester59467914.34%
desenvolvedor front-end4,0744,64714.06%
programador php64671310.29%
programador web3083317.40%
software test engineer2252427.27%

O avanço do comércio eletrônico e dos serviços de marketing digital ilustram esse movimento ascendente da tecnologia – entre consumidores e empresas. Para Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed no Brasil, esse crescimento é um sinal da digitalização que as empresas tiveram que adotar para gerenciar sua continuidade durante a pandemia. “Quando olhamos mais de perto os cargos de emprego que tiveram o maior percentual de crescimento, vemos que a maioria delas foca em desenvolvimento e programação, que é a necessidade básica de um processo de digitalização”, afirmou.

Metodologia

Para identificar os empregos de tecnologia que mais crescem no Brasil este ano, calculamos o número de postagens por um milhão de postagens entre maio e outubro e calculamos a variação % entre os dois períodos.

NIC.br completa 15 anos e alcança a marca de mais de 4,5 milhões de domínios registrados

Você pode até não saber o que significa a sigla NIC.br, mas toda vez que digita na barra de endereços do navegador algum site terminado em “.br”, é o NIC que faz você atingir aquele sítio. E essa é apenas uma pequena parte de uma história repleta de conquistas e marcada por ações que buscam aprimorar a qualidade da infraestrutura e do uso Internet no país. A sigla NIC é tradicional na Internet e significa Network Information Center. Na forma aportuguesada tornou-se o Núcleo de Informação e Coordenação do .br (NIC.br), responsável por administrar os nomes de domínios terminados em .br e pela alocação dos números ASN (“autonomous system numbers”) e endereços IP (Internet Protocol, versões 4 e 6) no território nacional. Há 15 anos, em 5 de dezembro de 2005, o CGI.br formalizou a transição integral do controle dessas operações ao NIC.br

“Recentemente, batemos 4,5 milhões de domínios ‘.br’. Somos um dos maiores registros do mundo e seguimos numa operação muito sólida”, comemora Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e um dos pioneiros da Internet no Brasil.

Grande parte do reconhecimento do NIC.br, uma instituição privada e sem fins luvrativos, é explicado pelo modelo de operação da entidade, onde os recursos advindos do registro de domínios são empregados, não apenas no aperfeiçoamento da infraestrutura do DNS, visando sempre manter liderança tecnológica e em segurança, mas também nas mais diversas atividades que contribuem com o fortalecimento e desenvolvimento dessa rede no país. “Esse modelo é muito elogiado no exterior, dado que nossas ações na Internet têm crescido, e busca-se imitá-lo. Outros registros no mundo procuram seguir a mesma linha precursora” destaca.

Hartmut Richard Glaser, secretário executivo do CGI.br, que também esteve envolvido com a fase inicial da Internet aqui no Brasil, em especial quando os registros de domínios .br que eram feitos à época na Fapesp, passaram por automatização, reforça a atuação do NIC.br: “O Brasil tem uma governança da Internet reconhecida internacionalmente. Com os recursos arrecadados, além de realizar o registro de domínios .br e a alocação dos endereços IP, desenvolve muitas outras atividades, apoiando projetos de melhoria da qualidade da Internet no Brasil”.

E é com essa verba que são mantidos o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil ( CERT.br ); o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação ( Cetic.br ); o Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações ( Ceptro.br ); o Centro de Estudos sobre Tecnologias Web ( Ceweb.br ) e o IX.br . Todos eles compõem o NIC.br, que fornece ainda suporte técnico e operacional ao Registro de Endereços da Internet para a América Latina e Caribe (LACNIC) e hospeda o W3C Chapter São Paulo , principal organização de padronização da World Wide Web.

Com entusiasmo, Getschko fala da evolução da entidade e elenca algumas das vitórias acumuladas ao longo dos anos. “Há muito o que destacar! Nosso conjunto de Pontos de Troca de Tráfego, por exemplo, figura entre os principais do mundo. O de São Paulo é o maior Internet Exchange do planeta. Neste ano, batemos dez terabits por segundo. O Cetic.br produz estatísticas comparáveis internacionalmente e é reconhecido mundo afora como um centro de excelência na produção de indicadores TIC relacionados ao contexto brasileiro; o CERT.br também tem reconhecimento global pelo trabalho de aumentar a capacidade de tratamento de incidentes no Brasil; o Ceweb.br desempenha um papel fundamental para disseminar e promover o uso de tecnologias abertas na Web; e por meio do Ceptro.br promovemos a adoção do IPv6 tão importante para o futuro da Internet, e disponibilizamos gratuitamente o SIMET, medidor de banda larga gratuito, entre outras dezenas de ações”.

O começo

A raíz da trajetória do NIC.br encontra-se em abril de 1989, quando o domínio “.br” foi delegado por Jon Postel (IANA) aos que operavam, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), redes acadêmicas brasileiras. O “.br” era usado para identificar o crescente número de máquinas, à época basicamente do ambiente acadêmico. A Internet começaria a operar por aqui em 7 de fevereiro de 1991.

Em 1995, foi criado o CGI.br, um comitê multissetorial responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil. Com o tempo, ficou clara a necessidade de se ter um braço institucional separado do que havia na Fapesp, para implementar com autonomia as ações e projetos do Comitê Gestor. Cinco anos depois, iniciou-se o processo de desvinculação do .br da Fundação e, em 2003 o NIC.br ganhava um CNPJ.

A última virada de chave aconteceu em dezembro de 2005, quando o NIC.br assumiu formalmente também a recepção dos recursos oriundos do registro sob o .br e da distribuição de números IP. Com isso, a entidade passou a ter funcionários próprios, fortalecer seus centros, e pode desenvolver e implementar a estrutura que tem hoje.

Lojas virtuais oferecem uma em cada três vagas de trabalho temporário de fim de ano, revela Page Interim

A pandemia do novo coronavírus também alterou o perfil das empresas contratantes de profissionais temporários de fim de ano. Se até o ano passado a grande maioria das oportunidades estava concentrada nas lojas físicas, neste ano o cenário é bem diferente. De acordo com a Page Interim, unidade de negócio do PageGroup especializada em recrutamento, seleção e administração de profissionais terceirizados e temporários, uma em cada três vagas de trabalho temporário de fim de ano são de companhias que atuam no ambiente on-line.

“Como o brasileiro passou a utilizar a internet com maior frequência durante a pandemia para fazer suas compras, esse canal obteve crescimento expressivo ao longo do ano. Como a expectativa é de que boa parte das compras continue sendo feita pela web, as empresas que atuam nesse segmento estão oferecendo mais oportunidades para temporários neste ano. É um cenário completamente diferente do que havíamos acompanhado até hoje”, explica Maira Campos, diretora da Page Interim. “No ano passado as vagas on-line representavam menos de 10% do nosso volume total”, completa.

Neste ano a consultoria já recrutou 125 candidatos para atuar em empresas que passam por transformação digital e e-commerce. “Já finalizamos todos os processos de temporários de fim de ano para nossos clientes. Pode ser que um ou outro projeto pontual surja, mas as companhias já estão atuando com esses colaboradores e a maior parte delas já está com sua equipe estruturada para atender as demandas de fim de ano”, conclui.

ServiceNow anuncia aquisição da Element AI, pioneira em inteligência artificial

A ServiceNow (NYSE: NOW) anuncia que firmou um acordo para adquirir a Element AI, empresa líder em inteligência artificial (IA) que conta com capacidades profundas de IA e algumas das melhores mentes do mundo nesse campo. A Element AI vai aumentar significativamente o compromisso da ServiceNow em desenvolver a plataforma de fluxos de trabalho mais inteligente do mundo, dando mais inteligência e rapidez ao trabalho de funcionários, simplificando as decisões das empresas e possibilitando novos níveis de produtividade.

Pioneira no setor de IA, a Element AI tem cientistas e profissionais de nível internacional que trarão sua expertise na aplicação da IA moderna a texto e linguagem, chat, imagem, busca, resposta a perguntas e sumarização, o que vai acelerar a inovação de IA nativa da Now Platform. O dr. Yoshua Bengio, cofundador e membro líder da Element AI e vencedor do Prêmio A.M. Turing 2018, concedido pela Association for Computing Machinery (ACM), por suas contribuições pioneiras à IA moderna, atuará como consultor técnico da ServiceNow.

Com a aquisição da Element AI, a ServiceNow vai criar o AI Innovation Hub, um polo de inovação em IA no Canadá para acelerar a inovação em IA na Now Platform com foco no cliente. O novo investimento aprofunda o compromisso da ServiceNow com o mercado canadense, que há tempos lidera as pesquisas em IA e que representa um dos locais mais relevantes do mundo em termos de talentos nesse campo. O AI Innovation Hub da ServiceNow no Canadá vem na esteira de investimentos semelhantes feitos pela companhia para criar centros de desenvolvimento tecnológico em Chicago, Hyderabad, Kirkland, Washington, San Diego e no Vale do Silício.

“A tecnologia de IA está evoluindo rapidamente conforme as empresas correm para transformar digitalmente os processos e modelos de negócio do século 20”, afirma Vijay Narayanan, diretor executivo de IA da ServiceNow. “A ServiceNow está liderando essa oportunidade, que ocorre uma vez a cada geração, de fazer o trabalho funcionar melhor para as pessoas. Com as potentes capacidades e os talentos de nível mundial da Element AI, a ServiceNow vai empoderar funcionários e clientes a focar áreas nas quais apenas os humanos têm excelência –­ pensamento criativo, interações com os clientes e trabalhos que não permitem previsibilidade. Este é um jeito mais inteligente de fazer o trabalho fluir.”

A ServiceNow tem tido uma forte demanda por seus produtos guiados por IA, tais como IT Service Management Pro, Customer Service Management Pro e HR Service Delivery Pro. Com capacidades práticas e sob medida de IA e analítica integradas a sua Now Platform e a seus produtos de fluxos de trabalho, a ServiceNow permite que as empresas tragam à tona e sumarizem informações relevantes, entendam conteúdos e conversas, façam previsões e recomendações, tomem medidas otimizadas e automatizem tarefas repetitivas.

“A visão da Element AI sempre foi redefinir como as empresas usam a IA para ajudar as pessoas a trabalhar com mais inteligência”, diz Jean‑François Gagné, cofundador e CEO da Element AI. “A ServiceNow está liderando a revolução dos fluxos de trabalho, e nós nos inspiramos em seu propósito de fazer o mundo do trabalho funcionar melhor para as pessoas. A ServiceNow é a parceira óbvia para que apliquemos nossos talentos e tecnologias aos desafios mais significativos enfrentados hoje pelas empresas.”

A aquisição da Element AI é o mais recente investimento estratégico da ServiceNow para acelerar a inovação em IA na NowPlatform. Em março, a ServiceNow contratou Narayanan e lançou a Now Intelligence, um conjunto de poderosas capacidades de IA para ajudar os clientes a transformar dados em ações. A Element IA é a quarta aquisição da ServiceNow na área de IA em 2020, após a Loom Systems, a Passage AI e a Sweagle.

A equipe da Element AI é composta por líderes da comunidade de IA e tem sido pioneira da IA moderna na última década. A Element IA foi fundada em 2016 por Jean‑François Gagné, seu CEO, Anne Martel, Nicolas Chapados, Jean‑Sebastien Cournoyer, Yoshua Bengio e Philippe Beaudoin.

A ServiceNow espera concluir a aquisição no início de 2021.

O impacto do ESG no futuro do mercado de investimentos

Por Marina Leite, Head de Relações com Investidores da Invisto Venture Capital

ESG — Environmental, Social and Governance, em português, também é comum a sigla ASG, que se refere a fatores ambientais, sociais e de governança. O novo cenário que vem se formando, não coloca o lucro em primeiro lugar como fator decisório na hora de aplicar o dinheiro. O investidor passou a considerar também a forma como a empresa trata as pessoas, o meio ambiente e a comunidade.

Essa tendência tem tomado conta do mercado, graças ao crescimento das práticas ESG e a consequente valorização das marcas/empresas que demonstram — não apenas em palavras — ser responsáveis com a sociedade, o meio ambiente e inclusive seus colaboradores. A evolução da relevância deste tema vem se acentuando desde 2010 e fica ainda mais relevante nos últimos três anos, conforme ilustra o gráfico abaixo do Google Trends para o termo ESG no mundo.

ESG é um conceito e uma tendência mundial. Investidores e analistas de todo mundo têm adotado metodologias de análises que englobam esse viés, associado a isso, as novas gerações estão mais conscientes do impacto que podem causar no ambiente e nas comunidades onde vivem. Suas atitudes estão mais alinhadas aos seus princípios o que compreende também suas decisões de investimentos.

Quais são os princípios do ESG?

Os princípios ESG englobam um conjunto de critérios adotados por investidores no momento de analisar as empresas e compreender qual o grau de interação dessas empresas com questões sociais, ambientais e ainda se estas adotam padrões criteriosos de governança corporativa.

Estes fatores proporcionam a possibilidade de uma análise integral dos principais riscos e oportunidades da empresa a ser investida, assim como o grau de comprometimento da mesma com o desenvolvimento sustentável (Integração ESG ou ESG Integration).

Entre os critérios que podem ser adotados pelas empresas podemos destacar:

  • Critérios de conservação do meio ambiente, como o adequado gerenciamento de resíduos, a busca pela eficiência energética, a redução de emissão de gases poluentes, o incentivo ao uso sustentável de recursos genéticos da biodiversidade;
  • Critérios de responsabilidade social, como a efetivação dos direitos trabalhistas e de segurança do trabalho, a promoção do bem-estar no meio ambiente de trabalho, a atração e retenção de talentos, o incentivo à diversidade, o marketing responsável e a preocupação com os direitos humanos e com os impactos na comunidade; e
  • Critérios e práticas de governança corporativa, como a constituição de conselhos mais diversos, a delimitação da responsabilidade dos diretores e acionistas, o respeito à legislação, a adoção de valores éticos na condução dos negócios, a promoção de práticas anticorrupção e a transparência na prestação de contas.

O conceito do ESG foi sendo desenvolvido ao longo dos anos, com a preocupação crescente da adoção de padrões sociais e ambientais na gestão das empresas. Os esforços nesta direção culminaram com a criação dos Princípios para o Investimento Responsável (ou Principles for Responsible Investment — PRI) em 2006, uma iniciativa da Organização das Nações Unidades (ONU) e de investidores para integrar os temas ambientais, sociais e de governança corporativa na condução de investimentos sustentáveis.

Para reforçar ainda mais este tema, no Brasil a B3 criou este ano em parceria com a S&P Dow Jones o índice S&P/B3 Brasil ESG. Esta iniciativa, coloca no mercado a possibilidade de mais uma opção de investimento em empresas sustentáveis, somando-se ao ISE (Índice de Sustentabilidade Social) e o ICO2 (Índice de Carbono Eficiente).

De acordo com a B3, as empresas elegíveis ao Índice, são ponderadas pela pontuação ESG da S&P Dow Jones Indices com base na Avaliação de Sustentabilidade Corporativa (CSA) e aquelas que não atingirem pontuação suficiente dentro dos padrões, sociais, ambientais e de governança corporativa, não entram no novo índice.

Um ponto a ser considerado é que ser uma empresa ESG vai muito além do que cumprir determinadas regras de fachada e deve ser levado muito a sério. O que se espera é que o mercado evolua nessa análise a fim de realmente considerar em sua diversificação, empresas que seriamente seguem os critérios ESG. Essa foi inclusive a tentativa com a criação do Novo Mercado, que perdeu seu foco central em colocar em evidências aspectos de governança corporativa, para ser reduzido a um conjunto de itens como classe única de ações, percentual de conselheiros independentes, de free float, adoção de tag along, etc.

Gosto do alerta de Melanie Brooks da CARN Capital em seu artigo “Mind the Gap: From Exclusion to ESG to Sustainability” quando ela ressalta que esse maior interesse em investir de forma sustentável é sem dúvida positivo, pois o retorno financeiro têm sim, um papel importante a desempenhar na transição para uma economia mais sustentável e equitativa. 

No entanto, “o diabo está nos detalhes. Investimento sustentável é um termo abrangente que cobre uma gama de estratégias com abordagens e resultados muito diferentes. Isso resultou em termos com significados muito diferentes sendo usados aleatoriamente, como ESG sendo confundido com sustentabilidade ou mesmo usado como um sinônimo para cleantech. Este infeliz desenrolar pode resultar na melhor das hipóteses em confusão e, na pior, em uma má alocação de capital. Os investidores precisam entender as características e limitações das várias abordagens”.

Isso facilitará os investimentos em soluções sustentáveis e evitará que os investidores fiquem desapontados com o que encontram em carteiras comercializadas como sustentáveis mas que na prática, ficam aquém desse rótulo.

Finalmente, adotar princípios ESG na análise das empresas é trazer questões cotidianas à mesa de discussão, que afetam diretamente as projeções de resultado: crescimento, margem, capex, até custo de capital e taxas de desconto. Gestores de companhias preocupados com a sustentabilidade de longo prazo tendem a reduzir riscos, reduzir volatilidade de fluxos de caixa futuros e incrementar o retorno de suas companhias. Sob o viés social, essas empresas adotam, por exemplo, indicadores de diversidade social, com maior alocação de mulheres em cargos de gerência, ou ainda empresas com boas práticas administrativas e ambientais podem evitar perdas expressivas de capital com causas trabalhistas ou multas por danos ambientais.

Estes aspectos têm trazido ao olhar do mercado que investir em empresas ESG não é apenas moda ou um aspecto que a crise do Coronavírus colocou em evidência. Empresas que seguem práticas sustentáveis tendem a entregar melhores resultados, têm menor custo de capital e apresentam um menor risco, ou seja, pode ser muito rentável investir com esta consciência. Para o CEO da BlackRock (gestora com mais de US$ 7 trilhões sob gestão), Laurence D. Fink, empresas que não operam com propósito, são incapazes de gerar lucro no longo prazo.

Aqui no Brasil, o potencial para este mercado é enorme. Segundo dados da Anbima, as carteiras de ações que alocam capital em empresas sustentáveis têm crescido no mesmo ritmo que essa categoria avança lá fora, com um crescimento em torno de 29% em 12 meses até Junho/20. No entanto, o volume aqui ainda é pequeno, totalizando R$ 543 milhões em junho/20, o que representa apenas 1% do patrimônio de fundos no país contra 36% no mundo.

Maximizar retornos e reduzir riscos com a possibilidade de construir um mundo melhor, este é o objetivo com os princípios do ESG. Um caminho sem volta, em uma sociedade que vem se transformando e prestando mais atenção em questões que não estão diretamente ligadas ao dinheiro em si, mas que são fundamentais para perpetuidade dos negócios e para o lucro de todos os envolvidos.

Quatro soluções para aumentar a eficiência energética de data centers

O ano de 2020 tem sido atípico para todos os setores, com transformações profundas em todas as áreas. O processo de digitalização foi acelerado, com boa parte das empresas migrando para sistemas online de trabalho devido à pandemia de Covid-19. O resultado foi a explosão da geração de dados. De acordo com uma pesquisa do International Data Center (IDC), divulgada em maio, o mundo gerou 59 zettabytes de dados nos primeiros cinco meses do ano. Isso representa o dobro de todo o ano de 2018 e 20% a mais do que a previsão do próprio IDC para todo o ano.

Com isso, o setor de tecnologia tem agora a missão de tornar o processamento de dados mais eficiente, sem aumentar o consumo de energia elétrica, e isso requer um minucioso planejamento das novas estruturas, além de uma readequação eficiente das que já estão em operação, para minimizar os impactos ambientais dessa evolução. A green4T, uma empresa de soluções de tecnologia e infraestrutura digital, aponta saídas para tornar data centers mais sustentáveis, com boas práticas que podem reduzir em até 60% o consumo de energia em centros de processamento, o que é bom para as empresas e o planeta.

• Mapeamento dos fluxos de ar

Mudanças de layout, como o posicionamento dos pisos perfurados no ambiente e a disposição dos racks, garantem que o ar frio não esteja sendo insuflado em regiões que não contém servidores. Além disso, o correto enclausuramento dos corredores quentes e frios do data center otimizam os gastos com resfriamento de ambiente.

• Climatização e controle

O modelo de climatização In Room, ou seja, o resfriamento total do ambiente, implica na perda de eficiência e um maior gasto de energia. Soluções de resfriamento In Row permitem um controle granular de refrigeração, insuflando ar frio apenas nas áreas de maior dissipação de calor. Além disso, painéis de fechamento para as posições vazias dos racks, fechando os espaços não utilizados por servidores, evitam a concentração de ar em locais onde não há servidores e, consequentemente, não há necessidade de resfriamento.

• Modernização

Novas técnicas e equipamentos chegam ao mercado de tecnologia todos os anos. Manter os equipamentos de refrigeração atualizados garante que a implementação receba o que há de mais eficiente, impactando diretamente no consumo de energia.

Atualmente, o método mais comum é o uso dos chillers, resfriadores de água utilizados na climatização para manter os ambientes na temperatura ideal. O recomendado é que haja a duplicação desse equipamento, para que o controle térmico seja mantido em caso de falha no chiller principal. No entanto, o método free cooling, que aproveita o ar externo para a refrigeração no interior do data center tem sido cada vez mais adotado por empresas, que comprovam redução consumo de energia.

• Manutenção e aprimoramento

A simples troca periódica dos filtros de ar e a higienização dos equipamentos de resfriamento mantém a estrutura eficiente por mais tempo. Operações sem a manutenção adequada impactam na eficiência energética, até mesmo em data centers mais modernos. Já o ganho de eficiência energética nos servidores pode ser obtido por meio de aprimoramentos na arquitetura de processamento e de conectividade. Cerca de 20% a 30% dos data centers no mundo são subutilizados, e a otimização desta camada pode gerar uma redução no consumo de energia de até 20%.

A importância do setor de TI na América Latina para uma experiência educacional mais eficaz

Por Jonhy Iván Clavijo

Não é novidade que o setor de educação na América Latina apresenta certas desvantagens em relação a outras partes do mundo. No entanto, o cenário atual o obrigou a evoluir de forma inédita, principalmente em sua infraestrutura tecnológica, o que pode significar uma maior evolução para o bem de instituições e estudantes em toda a região.

Antes que a pandemia obrigasse as instituições de ensino a deslocarem suas atividades para o mundo virtual, a estratégia em tecnologia, informação e redes já havia sido reconhecida como um pilar dos modelos educacionais contemporâneos, e é assim que figuras como o diretor de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), se estabeleceram nos conselhos diretivos das universidades. Este fato respondeu à necessidade de transformação digital em áreas como gestão de documentos e segurança cibernética.

Um novo cenário para a educação

Antes mesmo que a educação a distância/virtual se tornasse a forma mais comum de ensino, o avanço tecnológico e a diversificação do mercado trouxeram novos concorrentes para as escolas: plataformas de educação online. Nelas, as instituições encontraram gigantes da tecnologia como o Google, com mais experiência, conhecimento e infraestrutura necessária para enfrentar os desafios que estavam por vir.

Essas novas opções educacionais, somadas às deficiências nos estágios iniciais de mudança de classes e plataformas para a modalidade virtual, a falta de recursos e a incerteza aumentaram um dos maiores desafios das instituições de ensino nos últimos anos: retenção de alunos.

De fato, em conferências internacionais na América Latina, muitos reitores de universidades concordaram por alguns anos que este era um desafio para o qual deveriam se preparar nos próximos anos, já que os novos profissionais não buscam um diploma, mas habilidades, ou seja, competências específicas adequadas às atuais demandas do mercado.

Investindo em tecnologia para a educação na América Latina

Além das desvantagens tecnológicas frente aos novos competidores, as instituições latino-americanas puderam notar as consequências da falta de investimento na área tecnológica durante este ano. Os investimentos em tecnologia para a região no setor de educação são consideravelmente menores do que os de outras regiões, como Europa Ocidental, Sudeste Asiático e América do Norte.

No entanto, as perspectivas não são totalmente desanimadoras. Uma das maiores vantagens de ter um departamento de TI forte é que as universidades agora reconhecem o ambiente tecnológico e suas necessidades. Para ajudar as instituições a manter um serviço de qualidade, as estruturas e soluções de rede tiveram que mudar de enfoque, com vista à virtualização, aos serviços em nuvem e à capacidade de suportar grande número de dispositivos ligados a serviços digitais.

Na verdade, uma pesquisa recente da CommScope constatou que mais de 50% dos tomadores de decisão de tecnologia nas universidades da região consideram que a prioridade de investimento em infraestrutura e redes para os próximos meses será em cabeamento estruturado (fibra e cobre) para seus data centers, seguidos por pontos de acesso (APs) e melhorias de rede interna para funcionários.

O que faz muito sentido, uma vez que os data centers de ponta dentro dos campi universitários são onde todo o núcleo do tráfego atravessa. Se esse tipo de tecnologia não for reforçado, será muito difícil cumprir todos os outros requisitos que eles necessitam dentro e fora do campus.

Diante dessas novas demandas, as empresas dedicadas a soluções de infraestrutura e rede tiveram que propor estratégias combinadas e oferecer soluções para melhorar a camada física das universidades (cabeamento de fibra e/ou cobre e melhoria de largura de banda) além de propor soluções de gestão remota adaptadas ao setor.

O futuro das instituições de ensino na América Latina

Nos últimos meses chegamos à conclusão de que não estamos numa situação temporária. Assim como em vários setores, como a educação, um marco disruptivo foi estabelecido e a partir de agora os reais desafios das universidades estarão associados a estabelecer com sucesso os modelos de virtualidade e alternância. Isso requer o fortalecimento da infraestrutura de rede e a garantia da integração e boa administração dos dispositivos inteligentes e dos alunos (computadores e telefones celulares, entre outros) dentro e fora das instalações.

A alternância só terá sucesso na medida em que tanto os alunos quanto o restante da comunidade acadêmica tenham acesso virtual a todos os recursos que possuíam no campus, portanto, uma série de recursos e ferramentas devem ser incluídos, cuja finalidade é tornar a experiência do usuário muito mais rica em qualquer modelo educacional.

Em última análise, o papel das universidades e outros centros educacionais é a transformação social por meio de uma educação de qualidade e, para isso, as instituições de ensino devem alcançar um nível de tecnologia onde estejam preparadas para enfrentar qualquer situação de ruptura. O ponto chave são os planos de contingência para largura de banda e tecnologias, redes e comunicações para equalizar o nível de educação entre a virtualidade e o modo presencial.

Jonhy Iván Clavijo, diretor da área de Enterprise da CommScope para a América Latina e Caribe