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Estudo do Ipea mostra recuperação do emprego durante a pandemia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (8) estudo que mostra uma recuperação do emprego em diversos setores a partir de julho, quando houve flexibilização, no Brasil, de algumas medidas de prevenção à Covid-19. Mesmo o setor de alimentação e alojamento, que havia sido o mais afetado pela pandemia – com redução nas admissões e aumento nos desligamentos no início do distanciamento social -, mostrou sinais de retomada entre maio e setembro deste ano.

Os pesquisadores analisaram dados de maio a outubro deste ano. A análise revelou que, em seis setores da economia (agricultura, indústria, construção, comércio, serviços para empresas e administração pública), as taxas de crescimento líquido de emprego foram maiores em julho de 2020 do que em julho de 2019. Os setores da indústria e da construção seguem em ascensão. A taxa de crescimento líquido do emprego foi 1 ponto percentual e 1,6 p.p maior em setembro, na comparação com o mês de maio, respectivamente.

A pesquisa utilizou como fonte registros administrativos de admissões e desligamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), além de pedidos do seguro-desemprego da Secretaria de Trabalho e de abertura de empresas a partir do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – para informações sobre o setor formal. Para incorporar o setor informal ao estudo, os autores recorreram a dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados sinalizam que a recuperação do emprego formal, no plano setorial, é acompanhada por desempenho similar das ocupações informais – ou, pelo menos, que estas não impactaram o resultado positivo do setor formal. O estudo apontou, ainda, que em diversos setores a recuperação do emprego foi puxada por uma retomada nas contratações. Por fim, os registros de abertura de empresas, que vinham crescendo a partir de junho, perderam o fôlego e, em outubro, já se observava uma estabilidade nesse indicador. Nesse sentido há uma expectativa em relação a continuidade do processo de recuperação do emprego nos próximos meses.

Acesse a íntegra do estudo

Projeto da ATC Gen busca detectar COVID-19 e outros vírus por meio de máscara facial

A ATC Gen, empresa brasileira que atua no segmento de ensaio clínicos de novos fármacos e dispositivos médicos há mais de 15 anos, está desenvolvendo um novo método não-invasivo de coleta de material biológico para detectar, por ensaio de RT-PCR, a presença do SARS-COV-2 e outros vírus, como, por exemplo, influenza, por meio de máscara facial. O projeto é um dos selecionados pelo IdeiaGov, hub de inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para enfrentar os desafios do Governo do Estado de São Paulo.

Segundo José Ernesto Belizário, idealizador do projeto, o objetivo é substituir o método do cotonete, que é invasivo. “Sabemos o vírus da COVID-19 é liberado por meio de gotículas no ambiente, junto com o ar exalado respiratório – basta observar que o uso de máscara previne o contágio. A máscara facial descartável que estamos desenvolvendo contém uma fita adesiva que retém o vírus, material biológico que será analisado no ensaio RT-PCR e ELISA”, explica Belizário, que é doutor em Imunologia e livre docente em Farmacologia pela USP.

Segundo ele, as máscaras faciais utilizadas para detecção do vírus são formadas de camadas de fibras (polímeros) que permitem a passagem e/ou retenção de gases e compostos químicos voláteis, que são biomarcadores de doenças. “Por isso, estamos também interessados na análise de compostos químicos voláteis que servirão para analisar a progressão da doença em pacientes assintomáticos”, esclarece.

De fácil utilização, a máscara facial é similar às usadas na prática de clínica médica (do modelo N95). O próprio paciente pode colher o material e enviá-lo para análise por um mensageiro. Além disso, a coleta de material biológico realizada desta maneira inovadora é mais barata que o uso de cotonete, pois o último requer um profissional treinado. “Sem falar que o novo método beneficiará crianças, adolescentes e idosos por ser menos agressivo e indolor”, diz o especialista.

Fortinet adquire a Panopta, empresa inovadora de monitoramento e remediação de rede

Fortinet® (NASDAQ: FTNT), líder global em soluções de segurança cibernética amplas, integradas e automatizadas, anunciou hoje a aquisição da Panopta, uma empresa inovadora em plataformas SaaS que fornece visibilidade completa e gerenciamento automatizado do estado de uma rede corporativa, incluindo servidores, dispositivos, rede, contêineres, aplicações, bancos de dados, dispositivos virtuais e infraestrutura em nuvem.

As empresas estão acelerando suas iniciativas de inovação digital, e a experiência do usuário determina o sucesso de uma aplicação. Garantir que a infraestrutura tenha 100% de disponibilidade é fundamental. A solução baseada em nuvem da Panopta oferece uma imagem completa de cada serviço, dispositivo de rede e aplicação em qualquer implantação, seja contêiner, nuvem, on-premises ou híbrido. O Fortinet Security Fabric, combinado com a plataforma escalonável de monitoramento e diagnóstico de rede da Panopta, permite que a Fortinet ofereça a solução mais abrangente de gerenciamento de operações de rede e segurança para empresas ou provedores de serviços.

“Dada a natureza complexa e distribuída de muitos ambientes de TI, as organizações precisam de uma rede segura e de alto desempenho para realizar com sucesso suas iniciativas digitais de negócios. Com a convergência de segurança e rede, por meio de uma abordagem de rede baseada em segurança, as organizações podem obter a conectividade e o desempenho que são cruciais para proteger os negócios hiperconectados de hoje”, explica Ken Xie, fundador, presidente do Conselho e CEO da Fortinet. “A aquisição da Panopta pela Fortinet complementa nossa oferta de segurança de classe mundial com uma plataforma SaaS que fornece mais visibilidade de rede e uma solução ágil para ambientes híbridos, incluindo redes de borda e nuvem, para alcançar ainda mais segurança e eficiência empresarial.”

Além de aumentar ainda mais a segurança e o desempenho da infraestrutura de rede híbrida dos clientes, a solução combinada deve melhorar o monitoramento em tempo real e a eficácia da infraestrutura que alimenta os serviços de segurança da Fortinet, incluindo aqueles baseados na nuvem. Por exemplo, o serviço SASE, o e-mail, a análise de segurança e os firewalls de aplicação WEB se beneficiarão do monitoramento e diagnóstico contínuos fornecidos pela plataforma da Panopta. A integração entre a solução da Panopta e o firewall de próxima geração FortiGate e a solução Secure SD-WAN da Fortinet melhorará ainda mais a conectividade e o desempenho da SD-WAN. Além disso, a integração do gerenciamento automatizado de incidentes da Panopta com a plataforma SOAR da Fortinet pode fornecer uma visão única da plataforma para as equipes de TI diagnosticarem e resolverem os incidentes de rede em tempo real de forma proativa.

A plataforma da Panopta foi projetada para ser amigável aos parceiros de negócios, capacitando MSSPs e parceiros de valor agregado para integrar facilmente a solução multi-tenant em sua própria oferta e agregar valor rapidamente aos clientes finais. O controle de acesso baseado em funções da solução Panopta oferece uma camada granular de governança entre os clientes e também dentro das equipes do Centro de Operações de Rede (NOC) e do Centro de Operações de Segurança (SOC).

No ambiente atual de trabalho remoto, a disponibilidade, o desempenho, a segurança e a qualidade de uma aplicação e seus componentes impactam a experiência do usuário final. A solução da Panopta analisa as métricas do estado da rede e o desempenho da aplicação para identificar áreas de problemas potenciais que podem afetar o acesso do usuário e permite uma solução rápida e automatizada (também chamada de Monitoramento de Experiência Digital ou DEM).

Com a aquisição da Panopta, a Fortinet oferecerá a plataforma de rede baseada em segurança mais abrangente do setor, adicionando novos recursos de monitoramento, detecção e resposta a incidentes da rede. Os recursos incluirão:

• Monitoramento unificado e gerenciamento automatizado de incidentes que reduz os tempos de resposta e resolução para as equipes NOC, ao mesmo tempo que ajuda a superar os SLA (Acordo de Nível de Serviço, da sigla em inglês).

• Mais de 50 pontos globais de presença (PoPS) com sondas de baixo custo para simular o desempenho e a latência da aplicação, que podem impactar a experiência do usuário final (também conhecido como monitoramento de transação sintética).

• Monitoramento nativo da nuvem para cargas de trabalho Kubernetes e PaaS no AWS e Azure.

• Fluxos de trabalho de alerta totalmente configuráveis ​​com integrações out-of-the-box para empresas terceirizadas e ferramentas de comunicação modernas.

• Outra oferta de serviço amigável ao ecossistema de primeira classe da Fortinet, que permanece fiel ao compromisso contínuo da empresa com seus valiosos parceiros.

Os termos financeiros do acordo não foram divulgados.

Adoção de inteligência artificial pode adicionar 4,2 pontos percentuais de crescimento adicional ao PIB do Brasil até 2030

A pedido da Microsoft, a consultoria americana FrontierView realizou o estudo “A Inteligência Artificial (IA) na era da COVID-19: Otimizando o papel da IA na geração de empregos e crescimento econômico na América Latina”, para analisar como a economia, a produtividade e os empregos no Brasil poderiam se beneficiar se o país maximizasse a adoção de IA até 2030 – esse cenário se tornou mais provável com a aceleração da transformação digital que ocorreu durante a pandemia  da COVID-19. De acordo com a análise da consultoria, o país pode vivenciar dois cenários distintos: o benefício mínimo e o máximo com a adoção plena da IA, que diferem em quanto de investimento o Brasil pode gerar na expansão de indústrias existentes e novas por meio da implementação de novas tecnologias. No primeiro cenário, espera-se que o uso da IA adicione 1,8 ponto percentual ao PIB brasileiro até 2030; no segundo cenário, o crescimento adicional poderia chegar a 4,2 pontos percentuais. Ambos os cenários pressupõem que o país adote todas as funcionalidades de IA disponíveis atualmente até 2030. O segundo cenário pressupõe que as empresas e o governo usem a IA para expandir suas operações (não apenas para automatizar tarefas), e que o mercado de trabalho do Brasil possa atender à demanda por novos trabalhos habilitados pela IA. O estudo foi feito pela primeira vez no ano passado (confira aqui) e agora a consultoria fez uma análise adicional sob a perspectiva da COVID-19.

A pandemia do novo coronavírus trouxe impactos negativos ao país em termos de emprego e negócios, levando algumas empresas ao encerramento. Porém, houve uma curva de crescimento positiva na transformação digital tanto das empresas quanto da sociedade, que passou a comprar digitalmente – dois cenários que podem motivar a adoção da IA. As vendas do comércio eletrônico no Brasil, por exemplo, mais que dobraram de abril a agosto em relação ao mesmo período de 2019 (+ 105% de aumento anual), conforme mostra o gráfico a seguir. Embora as vendas no varejo devam retornar intensamente, muitos consumidores optarão por continuar comprando on-line, contribuindo para a evolução dos números do varejo virtual na realidade pós-pandemia.

“A Inteligência Artificial tem um imenso potencial de transformar os negócios e a nossa sociedade, mas para se beneficiar dessas oportunidades, precisamos garantir que ela seja conduzida de maneira ética, responsável e que seja acessível a todos. Por isso, a Microsoft segue firme em seu compromisso de democratizar o uso da IA, em entender seus impactos e garantir que as pessoas estejam preparadas para fazer uso dessa tecnologia”, diz Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil. 

De acordo com a análise do estudo, a Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta para auxiliar o país na recuperação econômica, reduzindo custos, melhorando a arrecadação de impostos e estimulando a liberação de crédito para movimentar a economia. A IA pode acelerar a formalização do trabalhador informal por meio de plataformas digitais, expandindo efetivamente a base tributária e melhorando a arrecadação de impostos. Segundo dados do IBGE, a taxa de informalidade no trimestre encerrado em agosto foi de 38%, o que equivale a 31 milhões de trabalhadores que atuam por conta própria ou que não têm carteira assinada. Outros benefícios poderiam ser observados no combate à evasão fiscal, capacitando os inspetores fiscais com ferramentas de previsão que podem ajudá-los a identificar mais facilmente os comportamentos fraudulentos; na adoção de IA para a previsão de déficits de receita tributária e nos impactos econômicos de diferentes alocações orçamentárias ou incentivos fiscais. 

A indústria de Fintechs já está usando IA para eliminar muitos dos vieses humanos e avaliações de solvência ineficazes que estavam dificultando o acesso ao crédito não apenas para determinados grupos de renda e sociais, mas também para pequenas e médias empresas com capacidade de crédito, especialmente aquelas que operam no setor informal.

Para contextualizar a posição do Brasil em relação à América Latina, a pesquisa analisou Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e Porto Rico.  De uma perspectiva país a país, México, Brasil e Costa Rica veriam os maiores saltos no crescimento econômico atribuídos pela adoção da IA, e a Argentina os mais baixos.

“Nossa pesquisa aponta que Inteligência Artificial pode ser um impulsionador da retomada econômica do Brasil após a pandemia da COVID-19. Com as estratégias e investimentos certos o país pode elevar seu crescimento econômico e aumentar a produtividade da população”, afirma Pablo Gonzalez Alonso, diretor de Pesquisa da América Latina na FrontierView. 

AI e empregos

O estudo também analisou os impactos que a Inteligência Artificial pode gerar nos empregos, levando em consideração não apenas os efeitos da automação do trabalho, mas também a criação de novos empregos. O modelo geral prevê que de todas as horas que os brasileiros trabalharão em 2030 com base nas projeções pré-COVID-19, 46% delas poderão ser automatizadas com o uso da IA. No entanto, a criação de novos empregos mitigaria o efeito final sobre a demanda por mão de obra. No cenário de benefício mínimo de IA, a demanda por mão de obra se recuperaria de 46% das horas de trabalho reduzidas (ou economizadas) para 23%; e no cenário de benefício máximo de IA, em que o governo e as empresas não a estão utilizando apenas para automatizar tarefas de trabalho, mas também para expandir seu alcance e operações, a demanda por mão de obra se recuperaria da mesma redução inicial de 46% para uma redução líquida de apenas 7%.

O estudo da FrontierView apontou que uma redução na demanda por força de trabalho não levaria automaticamente à perda de empregos em todos os casos. De acordo com a consultoria, as empresas poderiam atribuir novas tarefas aos funcionários que tiveram suas horas reduzidas, ou até mesmo diminuir a carga horária graças aos ganhos de produtividade que a IA oferece; isso também seria alinhado com as crescentes demandas dos funcionários por um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

É importante ressaltar que para o Brasil atingir o cenário de Benefício Máximo da IA é necessário estimular a adoção dela para a melhoria de produtos e serviços nos setores público e privado, levando à expansão dos negócios e maior acesso aos serviços públicos. Isso aumentaria a demanda por mão de obra com o impacto inicial da IA e aumentaria a demanda por profissões focadas em tecnologia em todas as indústrias.

Ainda no contexto dos empregos, no cenário de benefício máximo, a demanda por profissionais altamente qualificados aumentaria significativamente, passando de 34% do total de empregos para 54% até 2030. Nesse cenário, a qualificação e a requalificação de profissionais tornam-se imprescindíveis, pois os demais níveis passariam por uma diminuição nas ofertas para trabalhadores de média (-31%) e baixa qualificação (-44%). No cenário de benefício mínimo, os empregos altamente qualificados aumentariam sua proporção em 16 pontos percentuais, de 34% para 50% do total de empregos até 2030.

Na análise dos países latino-americanos, o Brasil tem a segunda maior oportunidade de aumentar seu crescimento de produtividade e equipará-lo ao de países desenvolvidos na região logo após o México, que ocupa a primeira posição, – à medida em que se automatizem tarefas de baixo valor agregado e graças à qualificação dos trabalhadores. Isso se baseia nos níveis atuais de produtividade por indústria e por ocupação no país, e presumindo que o Brasil possa se igualar aos níveis de produtividade dos Estados Unidos para as mesmas indústrias e ocupações graças à plena adoção da IA e à qualificação generalizada de sua força de trabalho.

Requalificando o mercado

Para que se possa aproveitar o potencial trazido pela IA e a demanda por profissionais qualificados para as novas tecnologias, o Brasil não deve contar apenas com os já existentes e novos graduandos em cursos nessa área, é necessário requalificar a população.  

De acordo com análise da FrontierView, o Brasil deve focar na melhoria da formação de sua força de trabalho e na criação de um ambiente de inovação para acelerar a adoção da IA garantindo, ao mesmo tempo, acesso igualitário à tecnologia e implementação inclusiva da IA. É necessário estimular a participação das mulheres nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português), o acesso à educação para todos os brasileiros independentemente da origem socioeconômica e o acesso à tecnologia por todas as empresas, independentemente do porte.

Para endereçar esses desafios, a Microsoft lançou iniciativas que buscam auxiliar na capacitação e recapacitação profissional e reforçar o compromisso da companhia com o país. Foi apresentado, em outubro, o programa Microsoft Mais Brasil, em que uma das iniciativas é voltada à requalificação profissional. Trata-se da “Escola do Trabalhador 4.0”, uma plataforma de ensino remoto desenvolvida pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SEPEC/ME) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que inclui cursos da Microsoft por meio da ferramenta Microsoft Community Training. A plataforma estará disponível para brasileiros de todo o país e tem como objetivo atender até 5.5 milhões de candidatos a emprego até 2023. A Microsoft irá disponibilizar 58 instrutores para oferecer orientação personalizada para até 315 mil pessoas. 

A Microsoft também anunciou em outubro a disponibilidade no Brasil de um programa com o LinkedIn para a capacitação de pessoas com cursos gratuitos. O programa global, que agora é suportado em português, oferece 9 rotas de aprendizagem e reúne um total de 96 cursos de capacitação que foram pensados de acordo com as profissões mais demandadas e habilidades mais desejadas no mercado, levando em consideração tanto habilidades técnicas, quanto as chamadas soft skills. O programa foi lançado globalmente em julho nos idiomas inglês, francês, espanhol e alemão, tendo atingido, até o momento, cerca de 10 milhões de pessoas. Nossa meta é que o programa atinja 25 milhões de pessoas em todo o mundo.   

Para debater os impactos e oportunidades trazidas pela IA, a Microsoft criou o AI Industry Board, comitê que tem como objetivo discutir o uso ético e responsável da Inteligência Artificial, no qual representantes de diversas empresas e organizações do país debatem quais são os desafios e oportunidades trazidos pela adoção da tecnologia. Nas reuniões são discutidos temas como o processo de retomada econômica, como a tecnologia pode impulsionar os negócios e que a requalificação em habilidades voltadas às tecnologias emergentes é essencial para se beneficiar do potencial trazido por elas. 

Huawei promove feira online de empregos e estágio com oferta de 150 vagas

Há 22 anos no Brasil, a Huawei já capacitou mais de 30 mil profissionais no país e gera milhares de empregos diretos e indiretos no país na área de TIC. Como parte da estratégia de contribuir para a transformação digital do País, a Huawei reuniu 13 empresas, entre elas a Via Varejo, Agora Telecom, Eldorado Brasil e Grupo Moura, para a primeira Huawei ICT Job Fair, uma feira online e gratuita que oferecerá mais de 150 vagas, entre estágio e emprego, para estudantes e profissionais de várias regiões do Brasil. O evento será realizado no dia 10 de dezembro, a partir das 15h. As inscrições podem ser feitas em https://www.huawei.com/audience/answer.do?u=2065420.

“Reunimos parceiros e clientes em um esforço de atrair talentos em TIC para ocupar posições e terem acesso a oportunidades de um conjunto de empresas que tem se destacado no mercado. Nossos alunos que participam das 45 Huawei ICT academies em mais de 30 universidades brasileiras também participarão da feira”, explicou, Romulo Horta, Diretor de Marketing da Huawei. Além disso, mais de 3.700 alunos registrados na plataforma Talent foram convidados para fazer parte do evento.

Vagas e Processos Seletivos


Durante a feira, as empresas irão divulgar as 150 vagas e explicar como funcionam seus processos seletivos para emprego e estágio, perfis buscados e como concorrer a essas vagas. Há 32 anos no mercado, o Grupo Lanlink atua nas cinco regiões do Brasil com serviços e soluções de Tecnologia da Informação (TI) e busca talentos com o desejo de inovar. “Pensamos o futuro com o intuito de impactar vidas e ser o porto seguro da inovação. Nossos espaços são construídos por nossos colaboradores, que vestem a camisa, e constroem diariamente um ambiente de trabalho alegre e colaborativo.  Acreditamos que a confiança é o alicerce do relacionamento com a nossa gente e com nossos clientes. Procuramos pessoas curiosas e com o desejo de mudar as coisas, fazê-las melhor sempre”, comentou Susanne Matos, Gerente de Pessoas da Lanlink, que é uma das empresas participantes da Huawei ICT Job Fair.

Serviço
Evento: Huawei ICT Job Fair
Data: Quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Horário: 15h (horário de Brasília)
Link: https://www.huawei.com/audience/answer.do?u=2065420

Diretor Executivo da ABRH Brasil, Nelson Savioli, é reconhecido em premiação internacional de RH

Profissional com mais de 50 anos de atuação no setor de Recursos Humanos, Nelson Savioli, membro da diretoria executiva da ABRH Brasil, conquistou o WFPMA ‘Georges Petitpas’ Award 2020. Promovido pela World Federation of People Management Associations (WFPMA), a premiação reconhece pessoas que fizeram contribuições notáveis para a evolução da Gestão de Pessoas e cuja dedicação foi inspiradora, com contribuições exemplares a nível internacional. A cerimônia oficial acontecerá na quarta-feira, 09/12, às 14h30, de forma digital.

Graduado em Direito, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Savioli é um dos mais respeitados executivos de Recursos Humanos do Brasil. O executivo atua na área de Gestão de Pessoas desde 1967, tendo exercido diversos cargos de liderança.

“É com muita alegria que recebo esse reconhecimento pela WFPMA, a Federação Mundial de RH, depois de dirigir a área de Gestão Humana de empresas de renome, como a Rhodia e a Unilever, e atuar como Superintendente da Fundação Roberto Marinho por quinze anos – ‘fecho de ouro!’ para a carreira”, destaca Savioli.

O executivo também é palestrante e um conhecido autor, sendo um dos pioneiros no Brasil em publicações sobre como gerir a própria, com seu primeiro livro em 1991 – “Carreira: Manual do Proprietário”, sobre como aprender com seus erros. Em 2003, publicou também o livro “Fracassos em RH – e como se transformaram em casos de sucessos”.

Esta será a 18º edição WFPMA Georges Petitpas Award. A inscrição pode ser realizada neste link. A confirmação de presença e link de transmissão da cerimônia serão enviados automaticamente para o e-mail informado.

Startup criada dentro da Votorantim Cimentos comemora dois anos e estuda captar R﹩ 300 mi de private equity em 2021

Em outubro de 2018 nascia a Juntos Somos Mais, uma joint-venture que conta como acionistas players importantes do mercado da construção civil Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre. A empresa gere o Juntos Somos +, maior programa nacional de fidelidade do varejo de material de construção e que funciona como um plano de benefícios para as lojas, vendedores e profissionais da obra com o objetivo desenvolver e modernizar o varejo da construção civil – um mercado que movimenta aproximadamente R﹩ 225 bilhões ao ano com 136 mil lojas e 4,6 milhões de profissionais de obra.

Criado em 2014 pela Votorantim Cimentos, o programa Juntos Somos + contempla hoje mais de 80 mil varejistas do setor e 500 mil profissionais do setor em todo o Brasil e empresas de serviços e indústrias ligadas à construção civil. Após o anúncio da entrada da Vivo Empresas, em outubro, a empresa Driv.in – referência em soluções logísticas – passou a fazer parte da plataforma sendo a 27ª empresa participante e consolidando a Juntos Somos Mais como o maior ecossistema do varejo da construção civil no País. “O Juntos Somos + já é amplamente utilizado e, de 2014 a 2020, distribuiu mais de um bilhão de pontos, concedeu cerca de 300 mil prêmios e impactou mais de 100 mil pessoas diretamente. Em junho deste ano, atingimos o recorde de pontos resgatados e nosso índice de expiração de pontos – o breakage – segue em menos de 20%, um excelente índice de engajamento”, afirma Antonio Serrano, CEO da Juntos Somos Mais.

A nova companhia também simboliza o comprometimento da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre com a promoção de projetos inovadores para o mercado da construção civil. Outro exemplo da Votorantim Cimentos é a criação do movimento VCajuda . O objetivo da plataforma lançada em abril deste ano é capacitar e apoiar o varejo da construção civil com conteúdo relevante e soluções digitais que o ajudem nas vendas durante esse período de pandemia do Covid-19. O VCajuda também traz informações para que o consumidor final possa encontrar qual a loja mais próxima dele que está funcionando.

Já a Gerdau criou um braço de suas operações para gerenciar e acelerar os novos negócios do grupo, a Gerdau Next. A nova divisão irá desenvolver novos produtos adjacentes à produção de aço, carro-chefe da companhia, e para 2030, a meta é atingir cerca de 20% da receita da Gerdau com negócios relacionados à cadeia do aço. A Tigre segue com o objetivo de impulsionar a digitalização e transformação do setor da construção civil e, em 2020, passou a apoiar o programa de aceleração de startups do mercado. Como uma das apoiadoras Mit Hub, a expectativa da companhia é encontrar e apoiar startups que estejam desenvolvendo inovações em torno do ambiente de água e industrialização do ambiente construtivo.

Em seus dois primeiros anos como empresa independente, a Juntos Somos Mais já gerou caixa e alcançou números de participantes que esperava no seu business plan inicial atingir em três a quatro anos. A empresa emprega hoje 120 pessoas e adota uma cultura de startup, com um propósito bem definido e uma estrutura pouco hierárquica, que encoraja o desenvolvimento de ideias inovadoras. “A Juntos Somos Mais cumpre um papel importante na cadeia da construção, de qualificar ainda mais o ponto de vendas. A revenda de materiais de construção tem um aliado, no seu processo de modernização e crescimento”, avalia Otto von Sothen, CEO da Tigre.

A velocidade em testar novas ideias encoraja as empresas participantes a utilizar as soluções da Juntos Somos Mais como plataforma e veículo de inovação, aprimorando a eficiência e digitalização de todo o setor. A convivência entre empresas centenárias e uma empresa jovem também tem sido benéfica para aprimorar a gestão de ambos os lados. “Nossa empresa é gerida com diferente lógica de negócio, cultura, ambição e afinidade ao risco. Estas diferenças trazem sempre uma reflexão positiva sobre que processos das empresas tradicionais devemos implantar e quais processos devemos exportar”, complementa Serrano.

Nessa jornada para fortalecer o setor da construção civil no Brasil, a Juntos Somos Mais anunciou recentemente a aquisição da plataforma gaúcha Triider, um marketplace de serviços que conecta clientes com profissionais qualificados do mercado da construção civil. Para 2021, os planos da Juntos Somos Mais seguem robustos: a startup pretende levantar até R﹩ 300 milhões em investimentos vindos de fundos de private equity no próximo ano para desenvolver ainda mais o negócio, fortalecer a governança da empresa e consolidar o papel da empresa na transformação do setor da construção civil.

Visa expande o programa Fast Track para fintechs

A pandemia do COVID-19 trouxe grandes desafios financeiros para empresas e consumidores. Com a gestão financeira cada vez mais digital, as fintechs são fundamentais para ajudar a restaurar e reconstruir a economia global. Para contribuir ainda mais com o ecossistema, a Visa (NYSE: V) anuncia dois novos componentes do Fast Track, seu programa para fintechs:

1. Um kit de soluções com o qual os parceiros dispõem de uma série de ferramentas para ajudar as fintechs a acelerar seu crescimento e a servir melhor seus clientes.

2. O programa de certificação Visa Ready Fintech Enabler, que permite que fintechs e parceiros certificados se conectem em menos tempo para viabilizar a emissão digital e outros serviços importantes.

É crescente o número de fintechs líderes optando por trabalhar com a Visa em todo o mundo e em áreas de atuação como carteiras digitais, banco digital, “compre agora, pague depois”, pagamentos comerciais (B2B), remessas internacionais, pagamento de contas, infraestrutura de pagamentos e pagamentos pessoais (P2P). Entre as fintechs que se associaram à Visa recentemente estão: Affirm , BillGO , Finix , Gojek, PayPal , Rappi , Stripe , Varo Bank , Venmo , entre outras.

Com a expansão do Fast Track, programa que é líder na indústria, as fintechs passam a dispor das ferramentas necessárias para chegar ao topo em sua categoria. A participação de empresas no Fast Track teve um crescimento anual de 360% e a Visa recebeu a adesão de centenas de fintechs que participam ativamente do programa.

“É emocionante ver que nossas parceiras fintechs estão usando os programas e a rede da Visa para digitalizar serviços financeiros e melhorar a vida dos consumidores e empresas que atendem”, disse Arnoldo Reyes, vice-presidente de Alianças Estratégicas, Fintech e Empreendedorismo da Visa América Latina e Caribe. “Com o programa Fast Track, as fintechs têm acesso a um conjunto simples de ferramentas para transformar seus produtos em realidade. Os recursos disponíveis – como design de cartão e credenciamento on-line – ajudaram o Fast Track a se tornar um programa líder para as fintechs da região.”

Apresentação do Fast Track Partner Toolkit

A Visa apresentou o Fast Track Partner Toolkit , projetado especificamente para fintechs parceiras que aderem ao programa. Trata-se de um kit de soluções pensado para acelerar o crescimento das empresas e oferecer amplo acesso aos profissionais da Visa, como especialistas em estratégia, marketing, design, gerenciamento de risco e outros. Com o Fast Track Partner Toolkit, os parceiros têm liberdade para usar recursos educacionais, como cursos intensivos de pagamento, para se familiarizar com o setor de pagamentos, elaborar comparativos personalizados utilizando recursos estratégicos e usar ferramentas on-line de design de cartão da Visa para criar e lançar seus cartões em menos tempo.

Aceleração da emissão digital com Visa Ready

A certificação Visa Ready Fintech Enabler foi concebida para ajudar empresas de tecnologia a desenvolver e lançar soluções de pagamento compatíveis com os padrões globais de segurança e as funcionalidades da Visa. Por sua vez, essas empresas estão ajudando fintechs do mundo todo a desenvolver seus próprios produtos, disponibilizando soluções e a experiência que elas precisam para começar.

O programa Visa Ready Fintech Enabler já está disponível e estabelece um ecossistema de parceiros certificados, com expertise nas funcionalidades que as fintechs precisam para lançar e operar produtos na rede da Visa de forma eficaz. Recentemente, o programa Visa Ready recebeu novos parceiros de todas as partes do mundo, de São Paulo a Singapura. Entre os novos parceiros de processamento certificados estão BPC Radar Payments (Global), Conductor (LAC), FIS (Global), Global Processing Services (GPS) (Global), i2c (Global), Marqeta (Global) e NovoPayment (LAC, NA). Além disso, a Visa certificou patrocinadores de BIN em todo o mundo, como Dock (LAC), Nium (APAC, UE), Railsbank (APAC, UE), Sutton Bank (NA) e outros que ajudarão a lançar programas para fintechs.

Experiências com o Fast Track

Centenas de empresas globais aderiram ao programa, inclusive estas inovadoras que chegaram ao Fast Track recentemente:

• Carteiras digitais: por meio de parcerias com empresas como Careem Pay , LINE Pay , Nubi , Paga , PalmPay , Razer e Vipps, a Visa está ampliando o acesso a pagamentos digitais e se adaptando às mudanças na maneira como os consumidores querem gerenciar suas finanças, transformando sistemas de circuito fechados limitados a certas regiões ou funcionalidades em sistemas abertos, tudo para oferecer mais opções, segurança e opções de uso aos consumidores.

• Promoção da inclusão financeira e do impacto social: uma parte fundamental da missão da Visa é garantir que consumidores e empresas de todas as partes do mundo tenham acesso aos produtos e soluções financeiras necessárias para uma vida melhor. Empresas como a CapWay estão ajudando comunidades sub-representadas a ter acesso a pagamentos digitais, enquanto a Cuenca oferece contas isentas de tarifas e que podem ser abertas em menos de 5 minutos. Daylight é uma plataforma de banco digital dedicada a melhorar a vida financeira de mais de 30 milhões de pessoas LGBT+ nos Estados Unidos, sendo a primeira fintech do país especificamente dedicada à comunidade LGBT+. A MPOWER Financing e a X1 são pioneiras em novas maneiras de levar crédito a segmentos demográficos como universitários e estudantes internacionais. O objetivo da SoLo Funds é oferecer empréstimos acessíveis aos americanos que precisam de um fôlego financeiro até o próximo pagamento, enquanto a Tomorrow busca promover uma mudança no setor de banco móvel por meio de seu compromisso com a proteção climática, a sustentabilidade e a transformação econômica.

• Pagamentos comerciais (B2B): a Visa está transformando os pagamentos B2B, um segmento que representa uma oportunidade de US$ 120 bilhões, por meio do trabalho conjunto com participantes do Fast Track das mais diferentes partes do mundo, como: Airwallex , Checkbook.io , GMO-Payment Gateway, Konfío e Payhawk .

• Promoção de moedas digitais: a Visa está colaborando com empresas como BlockFi , Crypto.com , eToro Money , Fold , Ternio.io , Zap e ZenGo para conectar moedas digitais e sua rede de mais de 61 milhões de estabelecimentos comerciais.

• Novos parceiros de habilitação: o Fast Track é viabilizado por meio de colaborações com parceiros de habilitação que criam as bases para que as fintechs desenvolvam suas soluções. Foi anunciado recentemente que Galileo , i2c e Peoples Trust entrarão para o Fast Track no Canadá, reforçando um grupo de mais de 25 parceiros de habilitação em todo o mundo. Na região LAC, temos novos parceiros como a Cacao, que patrocina BINs, faz o processamento de emissores e gerencia programas.

“Em 2021, a Rappi criará ainda mais oportunidades para entregadores, restaurantes parceiros e pequenos negócios. Temos muitos desafios pela frente, mas com colaboração, empreendedorismo e tecnologia conseguiremos superá-los e criar progresso na região”, disse Simón Borrero, CEO e cofundador da Rappi. “Trabalhar com uma parceira como a Visa tem sido fundamental para nós, pois nos permite gerar novas oportunidades em todos os serviços financeiros disponibilizados a nossos parceiros e usuários. A tecnologia da Visa é uma das mais reconhecidas no mundo e temos orgulho em contar com o apoio dessa marca de confiança nos mercados onde operamos nossa carteira digital. Este é apenas o primeiro passo para elevar o padrão dos serviços financeiros na América Latina e no Caribe.”

“A participação em programas como Fast Track e Visa Ready permitiu nos conectarmos com novas empresas no ecossistema ajudando-as a transformar suas visões de produto em realidade, sem que elas precisassem fazer concessões”, disse Amir Wain, CEO e fundador da i2c.” Esses programas foram concebidos para atender às necessidades específicas das grandes e pequenas fintechs de hoje e contribuirão para a prosperidade de todos do ecossistema, disponibilizando as ferramentas e os parceiros certos para que a chegada ao mercado ocorra o mais rápido e facilmente possível.”

Para mais informações sobre os recursos e programas desenvolvidos pela Visa para a comunidade fintech, clique aqui .

Seis Tendências de TI e negócios para 2021

O ano de 2020, fortemente influenciado pela crise da Covid-19, está chegando ao fim. Agora, é hora de olhar para as tendências de 2021. Especialistas do OTRS Group estão certos de que o próximo ano será moldado por aprendizados vividos em uma realidade inédita de isolamento, num mundo bem mais complexo.

Na corrida para transformar os planos em realidade, há quem já tenha largado na frente, enquanto outros se esforçam para recuperar o prejuízo. Para esses os especialistas do OTRS Group selecionou as seis principais tendências para 2021:

1. Transformação Digital

É claro que todas as organizações – sejam agências governamentais, escolas ou empresas – não podem mais evitar a transformação digital. A crise da Covid-19 revelou como a digitalização realmente está ruim em todo o mundo. De acordo com o estudo do OTRS Group em junho de 2019, apenas 14% das empresas pesquisadas nos Estados Unidos concluíram completamente sua transformação digital. Já segundo relatório da Panorama Search, também de 2019, o Brasil estava mais atrasado na transformação digital que outros países da América Latina. Somente as organizações que fizerem mais progressos nesta área serão capazes de ter sucesso em 2021.

2. O cliente continua sendo o rei

O contato com o cliente mudou completamente, já que o atendimento pessoal foi praticamente substituído pelo online. Isso torna ainda mais importante que as empresas continuem a mostrar aos clientes que eles são “o rei”. Agora, a apreciação e a fidelidade do cliente devem ficar em primeiro plano, e o aspecto de vendas deve ser deslocado para um segundo plano. Com ferramentas inovadoras de automatização que permitem o contato por meio de diversos canais, como e-mail, telefone e mídias sociais, o relacionamento com o cliente deve ser nutrido mesmo durante a suspensão do contato pessoal.

3. ITSM também móvel

No futuro, mais e mais pessoas trabalharão em casa. Isso também significa que os funcionários em home office geralmente não terão suporte de TI. Portanto, se ocorrerem problemas técnicos, uma perda de produtividade pode acontecer. É necessário que as empresas forneçam um help desk remoto. Aqui está um passo a passo para encontrar a melhor solução remota de IT Service Management possível.

Segundo Luciano Alves de Oliveira, Diretor Geral da OTRS Brasil e Portugal, é importante ressaltar que mais de um quarto dos colaboradores de uma empresa (26%) precisa de uma a duas horas por dia para procurar informações. E quase um terço (30%) perde até meia hora por dia devido a problemas de TI.

4. Software em nuvem

A maior vantagem da Cloud Computing em tempos de coronavírus é que os funcionários podem acessar facilmente os sistemas e arquivos, trabalhando em casa, no escritório ou em trânsito. Isso torna as coisas muito mais fáceis e o ânimo no escritório doméstico melhora enormemente. A colaboração em equipe também funciona melhor com ferramentas de comunicação na nuvem.

5. Novas habilidades de liderança

Mesmo antes da pandemia, havia uma tendência para o trabalho remoto. Essa tendência agora foi intensificada. Pesquisa realizada em setembro passado, pelo OTRS Group no Brasil, Alemanha, EUA, Singapura e México mostra que 83% dos entrevistados acreditam que o home office veio para ficar. Para ser capaz de liderar equipes em variados locais, os gerentes devem ter habilidades completamente diferentes do que no passado, por exemplo. Palavras-chave como equilíbrio entre vida pessoal e profissional e saúde mental estão se tornando cada vez mais importantes. Lidar com isso requer inteligência emocional, empatia e flexibilidade. Não há como evitar a introdução de uma cultura corporativa de trabalho remoto.

6. Diversidade

Enquanto isso, a suposição de que equipes diversas entregam resultados melhores do que equipes heterogêneas tornou-se aceita. Paralelamente, cada vez mais empresas buscam intencionalmente candidatos de uma ampla variedade de estilos de vida e demografia para criar essas novas equipes. As empresas não devem ignorar esse desenvolvimento e precisam verificar rapidamente o status de sua estratégia de diversidade.

“A crise do coronavírus nos mostrou que não basta apenas pensar em tópicos”, diz Sabine Riedel, membro do conselho do OTRS Group e especialista em transformação digital. “Embora as tendências para 2021 não sejam de forma alguma novas, é importante agora transformar palavras em ações e adaptar a TI, estrutura corporativa e cultura às novas condições”.

João Appolinário, da Polishop, abre escritório de design brasileiro na China

É fruto de uma participação no programa Shark Tank a fundação do único escritório brasileiro de design em solo chinês, o DXID. Focada em desenvolvimento de produto, a operação utiliza a criatividade do profissional de design brasileiro com a operacionalidade assertiva e ágil do mercado chinês. Em um ano de existência, o DXID acumula prêmios, incentivo governamental e cases de sucesso, como o projeto Fusion Motion, primeiro lugar em vendas na Amazon (USA) na categoria Home Fitness, com desenvolvimento integral do escritório.

A história do DXID começa em 2016 quando o designer Rodrigo Dangelo, também CEO do escritório curitibano DDID, participou de uma edição do programa Shark Tank com um produto diferenciado, um secador que reduzia o consumo energético dos salões de beleza. A ideia foi aprovada por um júri com a participação de Robinson Shiba (presidente da Trend Foods e CEO da China in Box), que viu em Dangelo um potencial criativo acima da média e fez a apresentação do designer a João Appolinário, CEO da Polishop.

Assim nasceu uma parceria de sucesso entre Appolinário e Dangelo, com o desenvolvimento em conjunto de produtos campeões de vendas, como as esteiras ergométricas com sensores da Polishop (com assinatura da DXID), e a ideia em comum de apostar na China como uma aliada no desenvolvimento de produtos. Além deles, David Li Qiang, empresário chinês, também é sócio do escritório.

“A indústria chinesa está anos luz de qualquer outro país devido a capacidade de inovação, da tecnologia high level e mais do que isto: da capacidade de execução rápida e eficaz”, conta Dangelo. O encanto com a China surgiu durante o desenvolvimento do CollectBIO, um conjunto de equipamentos para a identificação biométrica utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo cadastramento de mais de 10 milhões de brasileiros desde 2010 e considerado o maior registro biométrico do mundo.

O CollectBio só foi viabilizado devido a parcerias com empresas chinesas que baratearam todo o processo e tornaram possível a sua execução em tempo recorde.

Incentivo chinês

As visitas constantes à China em função do projeto do cadastramento biométrico abriram os olhos de Dangelo para um mercado que se mostra promissor e pouco desbravado, que é a viabilização do desenvolvimento de produto utilizando todos os benefícios existentes no país asiático, com o menor custo com mão-de-obra, tecnologia de ponta e incentivo fiscal. Para coroar esse cenário favorável, ele percebeu o baixo incentivo chinês à criatividade, o que tornou sua expertise e sua trajetória em desenvolvimento de produto um diferencial imensurável.

O governo chinês sabe desta deficiência e investe pesado em atrair talentos e empresas que supram essa necessidade para consolidar ainda mais a liderança global do país. Não é à toa que a China sedia anualmente a Conferência Mundial de Design Industrial (WIDC), principal evento do mundo que premia os cases mais interessantes do mercado.

“Em 2017 o DDID, meu escritório de design em Curitiba, foi o único escritório brasileiro reconhecido na categoria Top Design Company do WIDC. Após este evento o governo chinês nos procurou e ofereceu ajuda e incentivos, o que nos fez embarcar na ideia junto com o João Appolinário”, diz Dangelo. Hoje o DXID desenvolve produtos nas mais diversas áreas, mas o grande foco é em home users, produtos para cozinha, fitness, eletroeletrônicos e produtos para lazer.

Prêmios e reconhecimento

O talento brasileiro do DXID já acumula prêmios apesar do pouco tempo de operação chinesa. Foi a única empresa representando o Brasil no dia 25 de novembro na Conferência Mundial de Design Industrial 2020, co-organizada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e pelo Governo Popular da Província de Shandong, com o apoio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Internacional.

A DXID também é cofundadora da GDIO (Global Design Industry Organization), que atua na conexão entre designers, indústria e universidades a fim de promover criatividade e liderança para impulsionar a economia e o desenvolvimento social.

“Somos um time de designers, engenheiros, pesquisadores entre outros profissionais, comprometidos em fazer os melhores produtos, com ênfase em viabilidade, funcionalidade e velocidade. A união do potencial fabril da China com o nosso talento em design vai revolucionar cada vez mais esse mercado”, finaliza Dangelo.

Nuveto tem nova gerente de Marketing

A Nuveto, empresa brasileira de soluções em nuvem para as áreas de atendimento ao cliente e distribuidora exclusiva da Five9 no País, contrata Gabriela Barros para assumir sua gerência de Marketing e de outras duas empresas do Grupo: a Mex Consulting, focada em consultoria e projetos de análise do atendimento ao cliente na busca de padrões de excelência, prevenção à fraude e insights da operação, e a Fuse IoT, unidade de negócios da Nuveto focada em soluções de IoT.

O desafio da nova executiva em sua nova função é posicionar as três marcas no mercado, por meio do desenvolvimento de novas iniciativas em todos os canais de comunicação, incluindo propostas e apresentações, redes sociais, websites, eventos e marketing de conteúdo, entre outros. “Pretendo auxiliar também na estratégia de geração de leads e na gestão do relacionamento com os clientes, dando apoio ativo e estratégico para as equipes comerciais, em sinergia com os objetivos de negócios das três companhias”, afirma Gabriela.

Segundo Luís Palermo, diretor geral da Nuveto, a empresa tem a expectativa também de que a nova gerente de Marketing contribua para o crescimento da Nuveto na América Latina, com iniciativas e ações em consonância com sua proposta de expansão na região, gerando maior visibilidade, leads qualificados e reconhecimento da marca. “Para alcançar as metas comerciais que traçamos, é fundamental que a área de Marketing atue de forma a apoiar e motivar o desempenho de nossos parceiros nessa jornada. Com este intuito, nós pretendemos fazer oferecer os investimentos em recursos e ferramentas necessárias”, destaca.

A executiva assume em um momento importante para a Nuveto, que tem obtido crescimento qualitativo nos últimos meses, com a conquista de clientes como Kainos, Madeira Madeira, Sharecare, Wiz e SumUp, entre outros, além de ter se tornado distribuidora oficial da Five9 no Brasil.

Com nove anos de experiencia, Gabriela trabalhou por quase quatro anos na JLL onde começou como analista e foi promovida a coordenadora de Marketing; atuou como assessora de Comunicação e Marketing da MMR Projetos em um projeto e teve passagens também como analista de Marketing no mercado editorial, Revista CartaCapital e Motorpress Mídia.

Formada em Relações Públicas, pelo Centro Universitário Faculdade Metropolitanas Unidas, ela tem MBA em Gestão de Comunicação em Mídias Sociais pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Além disso possui outras especializações em Fundação de Gestão de Projetos, Marketing Digital, Comunicação Social, Mídias Sociais e Relações Públicas.

A inovação aberta baseada em startups e a cultura inovadora

Por Eduardo Grizendi

Atualmente, o modelo de Inovação Aberta, proposto por Henry Chesbrough, da Universidade da Califórnia – Berkeley, no início da década de 2000, já se difundiu mundialmente. Em resumo, o modelo propõe que a empresa fertilize seu processo de inovação, aproveitando mais as oportunidades que existem, de forma aberta, em outras bases tecnológicas, além da sua Base Tecnológica Interna, como, por exemplo, de universidades e instituições de pesquisa, alimentando a boca e ao longo do cone de seu funil da inovação.

No entanto, nos anos recentes, uma estratégia ganhou notável relevância, dentre aquelas que a empresa desenvolve para inovar. Basicamente, ela consiste em fazer uso intensivo de startups na busca por inovação no mercado. Ou seja, a Base Tecnológica Externa e as Tecnologias Entrantes, são protagonizadas essencialmente por startups. Além disto, este uso intensivo ajuda a desenvolver uma cultura empreendedora e inovadora, que não é facilmente observada em empresas estruturadas, onde se requer uma mudança comportamental profunda. Esta cultura, que é mais facilmente encontrada nas startups, também é altamente desejável, senão, imprescindível para a empresa que necessita desenvolver suas inovações e, até mesmo, para interagir com as startups.

Um dos meios de se fazer isso é por meio do chamado “spin-in”. Essa estratégia de adquirir e trazer para dentro não é nova e já vem sendo utilizada largamente por grandes empresas há muitos anos, principalmente aquelas intensivas em Tecnologia da Informação, como Google, Facebook e Amazon.  Essas, como exemplos, fazem uso da estratégia de “spin-in”, adquirindo dezenas de startups por ano. Ou seja, resumidamente, adquirem inovações, adquirindo startups.

No entanto, as startups são importantes para as empresas em geral, não somente para serem adquiridas, mas para ajudá-las a inovar, muitas vezes para trazer-lhes a própria inovação. Isto é facilmente constatado, quando se trata de inovação de processo. Organizações que desejam inovar em suas áreas de apoio ao negócio, como Recursos Humanos, Compras, Financeiro, Contabilidade, Patrimônio, Contratos, Viagens, Legal & Jurídico etc., encontram nas startups as melhores propostas de inovação nestas suas áreas. É tão visível o potencial destas “techs” que até já as tratamos em grupo, como as HRtechs (recursos humanos), Legaltechs (legal & jurídico), Adtechs (publicidade & propaganda), Martechs (marketing digital), etc.

Mas não necessariamente estas relações com as startups ficam restritas às inovações em processo, apesar de mais visível a elas. Agritechs, Cleantechs, Edtechs, Fintechs, Foodtechs, Govtechs, Healthtechs, e Retailtechs, por exemplo, podem ser grandes parceiros de empresas em seus mercados, para desenvolvimento de novos produtos e novos negócios, e viabilizarem o “go-to-market” mais rapidamente e assertivamente.

O mundo tecnológico mudou já faz algum tempo com a intensidade do número de empresas startups de tecnologia e o volume de negócios tecnológicos que elas representam, em todos os mercados.

Portanto, a estratégia de Inovação Aberta baseada em startups, indiscutivelmente, já está sendo intensamente praticada. Priorizando a busca por inovação no mercado, algumas empresas até iniciam um esvaziamento de sua Base Tecnológica Interna (P&D interno), e concentram a Base Tecnológica Externa e as Tecnologias Entrantes, protagonizadas por esta estratégia.

Sem medo de errar, pode-se afirmar que as startups subverteram a ordem econômica, “disruptivamente”, e agora estão também contribuindo para transformar as empresas com as quais interagem, trazendo inovação e cooperando para o desenvolvendo de uma cultura inovadora, essencial para a sobrevivência de qualquer empresa no mercado nos dias de hoje.

Enfim, a dinâmica da Inovação Aberta parece ter sido atacada de forma disruptiva por uma “pandemia do bem para a inovação”, cujo vírus é a startup.

Eduardo Grizendi é Diretor de Engenharia e Operações da RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa