Page

Author admin

Nova plataforma social de compras online foca na descoberta de novos produtos

Um marketplace organizado em torno de pessoas, focado em descobrir novas lojas, produtos e tendências, através da interatividade e personalização do conteúdo. Essa é a proposta do Shopcliq , startup fundada por Todd Cohen e Eduardo Luz Estefno, em Novembro de 2011, e que recebeu investimento do Buscapé Company, maior plataforma de digital commerce da América Latina, em Setembro de 2012.

Com visual similar ao do Pinterest, a ferramenta é capaz de unir, em uma única plataforma, lojas, produtos e pessoas, permitindo que o usuário tenha acesso a um conteúdo altamente personalizado, através de um feed de notícias, onde é possível visualizar atualizações de amigos e também das marcas seguidas. Dessa forma, ele conhece melhor o gosto da sua lista de amizades e pode fazer recomendações ao encontrar algo realmente interessante. Ainda é possível fazer comentários nos posts e utilizar hashtags nas publicações, o que torna a ferramenta mais interativa.

Caso queira adquirir o produto, a plataforma permite que o usuário seja redirecionado para o site onde as compras podem ser realizadas, atraindo cada vez mais o público jovem, interessado em descobrir produtos por si só, indo além do marketing convencional.

“A ideia é proporcionar uma experiência diferente da que é vivida atualmente ao visitar uma loja online, fazendo com que os consumidores não só encontrem seus produtos e marcas prediletos, mas também conheçam novidades e compartilhem com seus amigos, de uma maneira divertida. Estamos otimizando a experiência de compra online, transformando-a em uma atividade social”, explica Todd Cohen, CEO do Shopcliq.

Nova plataforma promove marcas em ascensão
Nesse cenário, as pequenas lojas têm a possibilidade de ficar no mesmo patamar de marcas conhecidas, já que a popularidade não é definida por grandes campanhas de marketing, mas sim, pela preferência dos usuários. “O mais importante é que as pessoas descubram e compartilhem as suas preferências”, afirma Cohen.

A empresa trará, em breve, novidades na área de mobile. De acordo com Cohen, o aplicativo para smartphones e tablets já está em fase de desenvolvimento e deve acompanhar a natureza visual da plataforma, sempre focada na descoberta de novos produtos.

Tags, , , ,

Vice-prefeita de Curitiba visita o ICI

O diretor-presidente do ICI, Luís Mário Luchetta, recebeu a vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves. Ela veio acompanhada da equipe de seu gabinete para conhecer a estrutura organizacional do Instituto e algumas soluções de tecnologia da informação e comunicação desenvolvidas para a Prefeitura de Curitiba.
Guiados pelo diretor técnico Fabricio Zanini, os visitantes percorreram todos os setores da sede do ICI, onde conheceram a Central 156, o departamento de suporte técnico, área de desenvolvimento de sistemas, Data Center, entre outros.
Logo após, Zanini e a equipe de Atendimento e Gestão de Projetos do ICI demonstraram cases da Central 156 e Secretaria Municipal do Abastecimento, soluções desenvolvidas com base em inteligência de negócio, georreferenciamento e máquina de regras de negócio.
A vice-prefeita disse que considera “impossível gerir qualquer tipo de negócio sem tecnologia”. Mirian demonstrou entusiasmo com a apresentação a que assistiu: “Estou impressionada com a quantidade de dados disponíveis para a Prefeitura de Curitiba.” Ela disse que espera ter acesso às informações em breve, para que seus assessores possam começar a trabalhar com base nesses dados. “Minha equipe tem alto nível de competência, acredito que temos condições de utilizar essas informações da melhor maneira possível”, declarou.
O diretor-presidente do ICI, Luís Mário Luchetta, colocou o Instituto à disposição da vice-prefeita para analisar e viabilizar o que for necessário de acordo com as necessidades do gabinete. Mirian Gonçalves agradeceu pela disponibilidade e completou: “Tem o lado vice-prefeita e o lado secretária do Trabalho e Emprego. Os dois funcionam bem. Gostei do que vi, vamos trabalhar muito juntos.”

Fonte: ICI

Tags, , , , ,

Vendas da Jeep® sobem 39% em 2013

De janeiro a julho deste ano, a Jeep® teve 2.595 veículos emplacados no Brasil, representando crescimento de 39% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Fenabrave. O campeão de vendas da marca é o Cherokee, com 1.063 unidades, ante as 326 registradas entre janeiro e julho do ano passado – alta de 226%. Na sequência vieram os modelos Grand Cherokee, Compass e Wrangler, nesta ordem.

De acordo com Luiz Tambor, diretor de Marketing e Vendas do Chrysler Group do Brasil, o sucesso do Jeep Cherokee vem do fato de ele aliar muita valentia no fora de estrada com a versatilidade na cidade. “Ele oferece a lendária capacidade off-road da Jeep e a força do motor V6”, afirma.

Jeep Cherokee
Com design marcante e inconfundível, o Jeep Cherokee é um legítimo representante da marca Jeep. Seja na cidade ou nas trilhas mais severas, ele combina espaço, conforto e ótimo desempenho. O motor é V6 3.7 de 205 cv e o câmbio, automático de quatro velocidades. A tração é permanente nas quatro rodas, Select-Trac.

Entre os itens disponíveis estão bancos em couro, com ajustes elétricos memorizáveis e aquecimento nos dianteiros, sistema de áudio MyGIG, com LCD de 6 polegadas, HD de 30 GB e oito alto-falantes mais um subwoofer. O Jeep Cherokee custa a partir de R$ 99.900 (preço sugerido, base São Paulo, sem frete).

Tags, , , , , ,

Especialista aponta as vantagens do mobile marketing para os negócios

Diante das mudanças tecnológicas e de uma geração cada vez mais conectada via celular, as agências precisarão se reinventar e apostar em estratégias diferenciadas na web

O computador não será mais o centro das experiências das pessoas. A bola da vez agora é Social Mobile. Afinal, os brasileiros são os maiores usuários da tecnologia via smartphones. De acordo com o Estudo Mobile Report, do Ibope Media, o número de pessoas que possuem smarthphones com acesso à internet aumentou em 42% no período de janeiro a julho deste ano, atingindo 25,5 milhões de usuários.

O levantamento mostrou ainda as principais diferenças no comportamento e hábitos de compra dos brasileiros. Dos paulistas entrevistados 57,7% compram aplicativos e jogos pela internet, 40,9% deles optam por compras coletivas e 32% adquirem ingressos de shows. Já os cariocas usam deliberadamente smartphones, 37,1% buscam informações sobre lazer e 11,1% dicas de viagens. Para 32% dos entrevistados cariocas, eles utilizam o smartphones para acessar à internet.

Os mineiros e capixabas foram os que mais compraram via smartphones. Dos usuários abordados, 41% pesquisaram e compraram produtos eletrônicos e 30,7% por itens relacionados à moda. Já no sul do País, os sulistas preferem conteúdo de entretenimento em 47% dos casos e 44,9% deles gostam de ver vídeos. O interessante é que 25,9% têm o hábito de pesquisar sobre preços.

Já no norte, nordeste e centro-oeste do país, concentraram a maior parte da população que mais comprou itens de informática com 60,3% dos casos. A maioria 47,1% disse ter acessado sites de músicas no período e 27,2% declaram usar o aparelho enquanto assistem TV.
Este dado mostra que o País avançou em internet móvel e a previsão é crescer ainda mais, afinal, este aumento refere-se a 15% da população.

Os americanos, por exemplo, já têm enraizado na cultura o costume de comprar pela internet e, a projeção até 2017, é que tenham nos Estados Unidos 88% de usuários americanos são influenciados pelo mobile, segundo informações divulgadas pelo eMarketer.

Para o sócio diretor de engajamento da Cappuccino, Vitor Elman, com mais de 15 anos de experiência em comunicação digital, os smartphones tem, e cada vez mais, uma parcela importante no consumo diário de mídia. “Hoje temos uma geração conectada a várias telas e que muda o tempo todo. A chamada Geração C está acostumada com tecnologia e as marcas precisam estar em contato frequente com esse perfil de usuário, de formas variadas e dinâmicas. Para isso, é preciso focar em uma experiência em tempo real que acompanhe esse público, criando ações de engajamento na web”, explica Elman.
Para ele, uma das formas de atingir esse público é por meio do conhecimento do target (hábitos, gostos, anseios, tipos de lugares frequentados) chegando na mensagem/conteúdo certo, na hora e local preciso via a tecnologia (mobile). “É preciso deixar de lado a forma engessada de pensar em digital e partir para a criação de um marketing de qualidade, diferenciado e que transmita e possibilite experiências.”, diz.

Afinal, os consumidores atuais querem participar da criação dos produtos. No entanto, a pergunta que fica e o desafio para a maioria das agências de comunicação digital do país é como criar aplicativos que tragam valor, engajamento e interação com as marcas? Dados divulgados pela comScore mostram que, em quatro anos, aumentou em 116% o número de usuários na internet subindo para mais de 73 milhões.

Os investimentos em ações digitais chegam em aproximadamente R$ 6.538.399 milhões em 2013, o equivalente a 21%. O engajamento cresce também. Em abril desse ano, 97,5% de usuários foram engajados e impactados de alguma forma, enquanto que, em abril de 2012, esse número corresponde em 86,1%.

Tags, , , , ,

Aumenta o uso do smartphone para reservas em hotéis

Em apenas um ano triplicaram os acessos aos sites de hotéis feitos através de aparelhos móveis na América Latina,segundo um levantamento feito pela empresa buuteeq, especializada em marketing digital para hotéis.

De acordo com a pesquisa, em julho de 2012, smartphones e tablets representavam cerca de 7,5% dos acessos às páginas de hotéis. Em julho de 2013, no entanto, os móveis foram responsáveis por 21% das visitas.

O estudo feito por buuteeq também constatou outro dado importante. Os acessos aos sites hoteleiros feitos através de smartphones e tablets cresce de forma mais acelerada na América Latina do que na América do Norte. Enquanto os latinos triplicaram o uso de aparelhos móveis de um ano para outro, no norte essa cifra duplicou. Apesar do crescimento mais lento, os turistas norte-americanos ainda levam vantagem no uso de aparelhos móveis. Por lá, em julho deste ano, 30% das visitas aos sites de hotéis foram feitas através de smartphones ou tablets.

O levantamento consultou o tráfego na página de 1.500 hotéis em diversos países do continente americano. Todos eles utilizam o sistema de marketing digital buuteeq e têm sites otimizados para aparelhos móveis. “O hotel que não tem essa página otimizada, perde hóspedes”, afirma Bryan Estep, vice-presidente internacional de buuteeq. “Nossa pesquisa revela o rápido crescimento de turistas que buscam hotéis através de seus smartphones ou tablets. E a tendência é que essa porcentagem siga aumentando exponencialmente”, aponta Estep.

A pesquisa feita por buuteeq aponta o caminho que a indústria hoteleira deve seguir. “É essencial investir em diferentes canais digitais como smartphones, para atrair mais hóspedes”, conclui Estep. A empresa, com sede em Seattle, oferece ao mercado hoteleiro um software que inclui todas as ferramentas de busca e tecnologia de última geração. O software criado por buuteeq transforma o site do hotel em um eficiente canal de vendas capaz de gerar mais reservas diretas. Além disso, todo o conteúdo online aparece de forma otimizada em smartphones, tablets e facebook, aumentando a visibilidade do hotel e as reservas feitas na rede.

Sobre buuteeq:

Presente em mais de 40 países atendendo a hotéis, pousadas e bed and breakfasts, o sistema de marketing digital buuteeq é o primeiro no mundo a utilizar o cloud computing (computação na nuvem) para a área hoteleira. Oficialmente fundada em Seattle (EUA), em fevereiro de 2010, por Forest Key, Adam Browstein e Brian Saab (todos advindos da área de marketing e negócios da Microsoft), a empresa alavancou, desde então, 17 milhões de dólares para investimentos em inovação e crescimento do negócio.
O sistema de buuteeq transforma o site do hotel em uma ferramenta de vendas capaz de gerar mais reservas diretas. A tecnologia foi estudada para estimular o tráfego no site, reter as visitas na página e convertê-las em reservas, eliminando a necessidade de intermediários. Além disso, todo o conteúdo do site aparece de forma otimizada em smartphones, tablets e facebook. Outro benefício é que a plataforma é autoadministrável, ou seja, o hoteleiro pode fazer as alterações desejadas em sua página a qualquer momento.

Tags, , ,

11 soluções gratuitas de gerenciamento de TI

Por Lawrence Garvin

Você é um profissional de TI que recebeu a tarefa de fazer mais com menos? Há muitos softwares de qualidade disponíveis no mercado que facilitam a vida dos profissionais de TI brasileiros em seu trabalho diário. Neste artigo, Lawrence Garvin, especializado da fornecedora de softwares de gerenciamento de TI SolarWinds, apresenta 11 ótimos exemplos de softwares grátis e poderosos que todos os profissionais de TI deveriam pensar em usar para ajudar a automatizar tarefas, economizar tempo e gerenciar as restrições orçamentárias.

DNSstuff – uma coleção online de mais de 30 ferramentas de gerenciamento de DNS para e-mail, rede, domínio e pesquisa de endereços IP. O livre acesso a essas ferramentas permite instantaneamente que os profissionais de TI diagnostiquem e resolvam problemas com DNS e serviços de e-mail, e façam análise forense em uma série de preocupações de domínio e e-mail, análise de caminho e autenticação e localização de domínio; além disso, ajuda a manter o controle das listas negras e com a conformidade e a conectividade da Web, do e-mail e do servidor de nome.

SolarWinds Alert Central – para a maioria das equipes de TI, o gerenciamento de alertas é um processo manual e tedioso que envolve planilhas, calendários compartilhados, pagers e telefones para gerenciar alertas. No fim, esses métodos contam com pessoas para encaminhar problemas na hora certa, o que dá lugar a erros humanos e consome um tempo desnecessário. Com o SolarWinds Alert Central, os profissionais de TI podem agora centralizar os alertas de TI de múltiplos sistemas em uma visualização única e consolidada, dar aos membros da equipe acesso a um calendário de agendamento, encaminhar os alertas automaticamente e permitir que a equipe de TI responda de seus próprios computadores ou dispositivos móveis com ou sem acesso ao VPN, tudo de graça.

OpenOffice (e derivados, como LibreOffice e IBM Lotus Symphony) – no reino dos produtos robustos cheios de recursos, é certo que este programa pertence a esta lista simplesmente por causa de sua incrível funcionalidade. Esses produtos podem interessar os profissionais de TI em locais em que ainda são usadas versões mais antigas do Office e não existe verba para atualizá-los ou para justificar as despesas de TI, porque são pouco utilizados. Além disso, para as organizações que precisam dispor de um pacote de ferramentas de escritório, mas podem querer avaliar o nível de uso que vão fazer, um pacote gratuito como o OpenOffice, o LibreOffice ou o Symphony pode fornecer o cenário de produtividade e avaliação antes de se determinar o investimento em uma cópia completa do Microsoft Office.

EverNote – não há dúvida de que este é o programa único mais falado do ano passado. Sua força vem da capacidade de capturar qualquer coisa em qualquer lugar e armazenar em um único local. Imagine o arquivo de um projeto no computador do trabalho, quando surge uma epifania no momento em que você senta para ver um episódio de CSI. Pegue o smartphone, acrescente uma nota de texto sobre a epifania e retorne para o sofá antes do final do intervalo comercial (bem, para os que não têm gravador de vídeo). No dia seguinte, a nota aparece no arquivo do seu projeto (porque você tinha colocado o arquivo no Evernote-for-PC).

Skype – diga o que quiser sobre a forma como a Microsoft está lidando com as migrações do WLM-Skype-Lync, o Skype foi a principal ferramenta de texto/voz/vídeo por bastante tempo. A partir deste mês, a Microsoft está integrando a funcionalidade do sistema de mensagens Windows Live no Skype. O Skype já está integrado no Facebook, e até o final do ano o Skype estará integrado com o Lync. O resultado dessa integração é que não será preciso instalar os clientes Lync em sistemas remotos, porque os usuários do Skype vão conseguir conversar diretamente com os usuários do Lync, com as credenciais corretas de autenticação do Lync.

VirtualBox – para preencher a lacuna entre o abandono do VirtualPC por parte da Microsoft e o abandono do VMWorkstation por parte da VMware, e a recente disponibilidade do Hyper-V no Windows8, o VirtualBox trouxe uma ferramenta de virtualização independente de plataforma para o ambiente de desktop. Foi o VMware Workstation e o VirtualPC que rapidamente ampliaram a capacidade dos profissionais de TI em todos os lugares de explorar novas tecnologias ao criar uma VM em suas máquinas pessoais e fazer uma instalação sem precisar seduzir um servidor inutilizado no meio do ferro-velho corporativo. Hoje o VirtualBox é o produto que está fornecendo essa experiência para os profissionais de TI.

Audacity – no mundo bombando do podcasting “faça você mesmo”, é inestimável ter uma boa ferramenta de edição de áudio. Mas, se você não está fazendo podcasts, basta conseguir fazer mix de suas músicas, editar podcasts para uso pessoal (botar o lixo fora, guardar o que é importante) ou talvez até mesmo se aventurar no campo da gravação de snippet de áudio. Quantas vezes um técnico de suporte técnico lê, de forma automática, por telefone, os mesmos passos para consertar algo no sistema de computador do usuário final? Pense na opção de só enviar um arquivo WAV para esse usuário final com exatamente as mesmas etapas que estão sendo lidas para eles, só que agora o usuário final pode pausar o áudio, reproduzir o áudio ad naseum (até resolver o problema) e esse técnico de Help Desk pode ajudar alguém que realmente precisa de ajuda personalizada.

WireShark – qualquer profissional de TI que se encontra na posição de precisar diagnosticar o problema em um serviço ou aplicativo baseado na rede vai achar muito útil conseguir ver o que está realmente passando por essa conexão de rede.

LastPass – o gerenciamento de senhas é um desafio até mesmo para o uso mais leve que se faz na Web, mas os profissionais de TI normalmente têm acesso a muito mais recursos, e muitas vezes a um nível administrativo que exige uma melhor proteção. Manter dezenas de senhas complexas pode ser uma pressão sobre o cérebro, ou às vezes evoluir para um padrão previsível que faz com que cada senha desse profissional de TI seja descoberta com força bruta como resultado da descoberta de uma senha. O LastPass é a principal geração de senha e uma ferramenta de armazenamento, e deve estar no arsenal de todos os profissionais de TI.

VLC Media Player – a mídia vem em todas as formas, tamanhos, formatos e quase sempre o momento em que você precisa ver esse vídeo, ou ouvir aquele áudio, “agora” é o momento em que ele foi gravado com um codec diferente, e seu player de mídia incorporado não sabe o que fazer com ele. Além disso, o VLC tem a capacidade de reproduzir vídeos em DVD (algo que está sendo removido dos players de mídia baseados em OS por causa dos custos de licenciamento), e a versão mais recente tem código experimental para reprodução de Blu-Ray (tomara que você tenha sorte de ter um reprodutor de Blu-Ray no seu notebook).

Microsoft Security Essentials – Rodo este programa em todos os meus ambientes de desktop pessoais desde seu lançamento. (Por que eu pagaria a Symantec ou a Trend Micro pela mesma coisa?). Embora não esteja disponível para organizações com mais de 10 desktops, todos os usuários domésticos ou pequenas empresas devem ter um, incluindo os profissionais de TI, e também todos os familiares que vão ligar para você com um problema de malware na volta das férias, porque esqueceram de renovar o AV/AM quando estavam na praia. O MSE é grátis – para sempre – e é automaticamente atualizado pelos mesmos recursos de Atualizações Automáticas que os consumidores usam para obter outros pacotes de segurança da Microsoft (não tem assinatura para expirar… nunca!)

* Lawrence Garvin é especializado e gerente de marketing de produtos técnicos na SolarWinds, um Microsoft Certified IT Professional (MCITP) e vencedor por oito vezes consecutivas do prêmio Microsoft MVP em reconhecimento por suas contribuições para o fórum Microsoft TechNet WSUS.

Tags, , , , , , , , , , , , ,

Metade dos usuários da internet acredita que empresas compartilham seus dados sem autorização

Metade dos usuários da internet (49,8%) na cidade de São Paulo acha que as empresas utilizam os seus dados pessoais e os compartilham com outras pessoas e/ou empresas sem a sua expressa autorização. Em relação à guarda dessas informações, 72,3% das pessoas não confiam no armazenamento dos dados pelos sites que as solicitam (um aumento em comparação aos 48,7% do ano passado). No entanto, mesmo com as reservas, 87,8% dos usuários acreditam que os sites deveriam guardar os registros de acesso para auxiliar investigações de crimes eletrônicos.

Esses são alguns dos dados da 5ª edição da pesquisa O Comportamento dos Usuários na Internet, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Neste ano, o levantamento, realizado no mês de maio, foi mais abrangente em seus questionamentos aos 1.000 entrevistados no município de São Paulo. Há 13 perguntas a mais do que no ano passado, aumentando o número de indagações de 20 para 33. As novas questões abrangem o uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, utilização de aplicativos, a nova legislação de crimes eletrônicos (conhecida como Lei Carolina Dieckmann), arquivamento de informações para futuras investigações e compartilhamento de dados pessoais de usuários por empresas.

Dispositivos pessoais
Uma das novas questões apresentadas aos entrevistados revelou que 48,7% dos internautas utilizam seus dispositivos pessoais (computador, tablet ou celular) no ambiente de trabalho, sendo que 29,7% dos entrevistados levam dados ou informações da empresa nos seus aparelhos. Isso revela um grande problema, pois a maioria (86,4%) tem receio que ocorram fraudes ou ataques de hackers aos dispositivos.

O uso de aplicativos também foi analisado pela primeira vez, apontando que mais da metade dos internautas costumam baixar as ferramentas nos seus dispositivos pessoais (59,7%). Em relação ao perfil, os homens são mais adeptos (65,8%) dos aplicativos do que as mulheres (53,8%). Os mais jovens são os maiores usuários: entre os que têm entre 18 e 34 anos, 71,5% costumam baixar as ferramentas. Apesar do risco à segurança, 56,2% dos entrevistados utilizam aplicativos de geolocalização (como check-in ou outros que identifiquem o local em que está) no seu dispositivo móvel, revelando com quem está e o que está fazendo.

Crimes virtuais
Sobre a nova lei de crimes cibernéticos, em vigor desde abril deste ano, 66,6% dos questionados informaram conhecer, ainda que genericamente, a legislação. Contudo, apenas 16,3% acreditam que ela será suficiente no combate aos delitos virtuais. Quando perguntados em relação ao conteúdo ilegalmente espalhado na rede, a maioria dos entrevistados (65,9%) destacou que esse tipo de material deveria ser removido imediatamente a pedido da vítima, enquanto 34,1% dos questionados destacaram que só poderia ser retirado por ordem judicial. Além disso, 95,5% dos usuários acham que provedores de conteúdo devem avisar seus clientes quando receberem aviso judicial relacionado a alguma infração que cometeram.

O porcentual de pessoas que informaram já ter sido vítima ou ter alguém da família prejudicado por crime digital registrou alta, passando de 12,7%, em 2012, para 17,9% neste ano. A pesquisa apontou também que os homens continuam sendo os mais suscetíveis a essas práticas do que as mulheres: 20,6% da população masculina diz ter sido vítima ou ter familiar que já foi alvo de um crime digital enquanto 15,2% das mulheres afirmaram o mesmo. Apesar dos riscos, diminuiu o número de pessoas que utilizam alguma ferramenta tecnológica (como softwares) para evitar captação de senhas, fraudes e invasões em computadores ou outros dispositivos pessoais. Em 2012, 79,8% afirmou que usava, enquanto neste ano, apenas 65,4% empregava as ferramentas.

No ano passado, apenas 16,7% dos entrevistados consideravam que baixar filmes e músicas gratuitamente na internet, sem autorização do autor ou pagamento de direitos autorais, deveria ser considerado ilegal. Na pesquisa deste ano, 37,4% das pessoas concordou que os downloads precisariam ser avaliados como crime.

Compras na internet
Em relação às compras pela internet, 55,9% dos entrevistados confirmou realizar a ação, resultado menor quando comparado ao ano passado (62,7%). O perfil desses consumidores são de jovens (idade entre 18 e 34 anos), com maior renda (acima de 10 salários mínimos) e com nível superior de escolaridade. Dentre os usuários que não fazem compras pela internet, o fator que de restrição continua sendo o receio de fraudes, motivo indicado por 32,9% em 2013 e 61%, em 2012. Neste ano, apenas 9,5% dos entrevistados afirmaram realizar compras pelas redes sociais, contra 25,1% em 2012.

Redes sociais
A maior parte dos internautas paulistanos utiliza redes sociais (84,1%), mas houve um pequeno decréscimo neste ano, pois em 2012, a pesquisa apontava para 87,9%. A mais acessada continua a ser o Facebook (96,7%), seguida do MSN/Skype (25,6%), Twitter (23,4%) e Orkut (16,6%). Somente o Facebook registrou alta em relação ao ano passado, quando tinha 90% de adeptos entre a população paulistana, tendo as demais redes apresentado declínio. Além disso, as informações veiculadas nessas redes influenciam as decisões de compra (seja on-line ou não) de 36,3% dos internautas, porcentual menor do que o registrado em 2012 (48,6%).

A pesquisa da FecomercioSP é um levantamento estatístico que, por ser realizada com um universo mais restrito de pessoas e em uma localidade específica, monitora tendências. Os levantamentos produzem sinalizações e, por isso, são utilizados no mundo inteiro como indicadores de comportamento.

Tags, , , ,

Lei de crimes digitais ainda não combate delitos com êxito

A lei que prevê penas contra os crimes digitais, apelidada de “Lei Carolina Dieckmann”, ainda não tem êxito em sua atuação e poderia ser mais bem elaborada para de fato combater os delitos. A avaliação foi realizada pela procuradora da República, Janice Ascari, e pelo jurista e cientista criminal, Luiz Flávio Gomes, durante o primeiro dia do V Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Proteção, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A nova lei 12.737/2012 está em vigor desde abril deste ano. Para apenas 16,3% dos entrevistados pela quinta edição da pesquisa O Comportamento dos Usuários na Internet, realizada pela federação, as normas serão suficientes no combate aos delitos virtuais.

Para a procuradora Janice Ascari, o tom de urgência para aprovação do então projeto de lei prejudicou o resultado das normas contra crimes digitais. “A discussão no Congresso Nacional deixou de ser feita. Esse projeto estava em andamento, mas quando estourou o fato com a atriz Carolina Dieckmann, foi dado um regime de tramitação de urgência, sem se realizar maiores reflexões”, indica. De acordo com Janice, o resultado desse processo é uma lei que “tipifica uma pequena espécie de crime e tipifica mal”. A procuradora ainda complementa. “A lei poderia ser melhor pensada, como está sendo feito agora com a PL 236/2012, que faz parte da Reforma do Código Penal e esse projeto sim, prevê crimes exclusivamente feitos pela internet”, assinalou.

Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a lei contra delitos digitais é insuficiente para combater os crimes eletrônicos. “Não precisa ser jurista para saber que uma reforma penal não traz nenhum benefício em termos de redução de crimes. Não interessa se a lei é branda ou dura, nenhuma diminui crimes”, afirma Gomes.

De acordo com ele, há mais de 100 pontos na nova lei com problemas. “É impossível legislar com esses detalhes todos”, indica. O jurista cita como exemplo o trecho em que a norma indica que a polícia deve se preparar para combater esse tipo de crime. “A mesma lei já admite que a polícia ainda vai se preparar. A lei vai dar a pena e, quando a polícia se preparar, as coisas funcionam”, afirmou. Outro ponto levantado pelo jurista diz respeito ao nível das penalizações, que são consideradas brandas por ele. “Se o problema é tão grave, por que a pena não passa de um ano?”, indica, além de criticar o lento processo de julgamento dos casos.

Apesar do cenário apontado pelos especialistas, o vice-presidente do Conselho de Tecnologia da Informação (TI), Rony Vainzof, acredita ser positiva a existência da lei contra os crimes digitais ante a inexistência de qualquer norma nesse âmbito. O debate sobre o panorama da nova lei de crimes eletrônicos foi mediado pelo presidente do Conselho de Tecnologia da Informação, Renato Opice Blum.

Tags,

Coca-Cola Zero leva música e tecnologia para as embalagens

A Coca-Cola Zero vai tocar e cantar – literalmente. Depois do sucesso das campanhas com nomes e destinos, a marca traz música e tecnologia para as suas embalagens: a partir de agosto, as latasde 350ml e garrafas de 600ml terão um aplicativo inédito, disponível paraAndroid e iOS, com playlists exclusivas contemplandosete estilos musicais diferentes (Metal, MPB, Rock, Pop, Clássicos, Eletrônico e Hip Hop), tendo como ponto de partida o maior festival de música e entretenimento do mundo, o Rock in Rio.

Todas as playlists terão músicas de bandas que já tocaram em edições anteriores do festival ou que irão se apresentar na edição deste ano, programada para entre 13a22 de setembro. Para ouvir, basta baixar o aplicativo Coca-Cola Zero Música, escanear asoundwavedas embalagens de Coca-Cola Zeroe colocar para tocar no celular ou tablet.Além de ouvir as músicas, também é possível criar playlists personalizadas de acordo com cada estilo musical e compartilhar nas redes sociais. Para acessá-las pela internet, basta inserir o código promocional presente nas embalagens diretamente no site da marca: www.cocacolazero.com.br.
O conceito no qual se baseiam as novas embalagens é o de “internet das coisas” (Internet ofThings), tendência que conecta objetos comuns do diaadia à internet. “Pense em um mundo integrado, onde cada objeto, até mesmo uma latinha de refrigerante, se conecta, interage com o usuário e fornece inúmeras informações. Para Coca-Cola Zero, uma marca comprometida com a inovação, isso é uma realidade”, afirma Gian Martinez, diretorde Excelência Criativa da Coca-Cola Brasil.

A campanha
Com a campanha “Quanto mais Rock in Rio melhor”, Coca-Cola Zero une música e tecnologia para proporcionar aos jovens de todo o Brasil a possibilidade de participarem do Rock in Rio de uma maneira única. Através de inovação tecnológica, uma edição especial de embalagens de Coca-Cola Zero dará acesso às músicas de maior sucesso do festival.
“Nem todos os jovens conseguem ir ao festival e curtir as músicas. Por isso, acreditamos que é um dever da Coca-Cola Zero possibilitar essa experiência. Com o sucesso da campanha ‘Descubra sua Coca-Cola Zero’, em que colocamos os nomes nas latas, identificamos que o melhor meio que tínhamos de entregar a experiência do Rock in Rio era a própria embalagem de Coca-Cola Zero”, afirma Luciana Feres, diretora de Marketing de Coca-Cola Trademark.
A Ogilvy&Mather Rio, responsável pelas duas últimas campanhas da marca, de nomes e cidades, também assina a “Quanto mais Rock in Rio Melhor”, que conta com filme de TV, Cinemas, Internet, Mobile, além das embalagens participantes.A JWT fez o conteúdo digital e a Mutato, o online.

Tags, ,

Empreendedores apostam em marketing retrô para conquistar consumidor

A onda retrô definitivamente chegou ao Brasil. A cada dia mais empresas apostam na nostalgia para conquistar clientes, seja com produtos novos que mantenham características antigas, seja com produtos antigos em perfeito estado de conservação. O estrategista em marketing Gabriel Rossi aprova a iniciativa e ressalta que ela sempre surge com força em momentos difíceis – políticos, econômicos ou culturais.

“Nessas circunstâncias as pessoas tornam-se nostálgicas. São produtos que representam integridade, estabilidade e felicidade. Nesses casos, as marcas tentam ajudar os consumidores a se sentir bem em relação ao mundo. Consumidores tendem a acreditar que dias do passado são dias melhores. As pessoas sentem carinho por lugares e produtos que evocam e remetem tempos mais felizes e saudosos. Geralmente o propósito dessas marcas é apoiar a ideia da lenda, nostalgia, permanência e longevidade”, afirma Rossi.

Além da marcas Havaianas, que vem apresentando propaganda em televisão rememorando estrelas de campanhas publicitárias, a Brastemp, por exemplo, tem uma linha de produtos vintage. São geladeiras, fogões e frigobares com design antiquado.

“Já tivemos, e ainda temos, mas em menor escala, uma onda de valorização dos anos 1980. A cidade de São Paulo ganhou festas e danceterias temáticas. Cabeleireiros e barbeiros com elementos dos anos 1950 surgiram com força. Até aparelhos ukebox voltaram a vender. O poder dos ‘bons velhos tempos’ para vender é bastante evidente quando as marcas evocam noções de herança, tradição e originalidade, tudo isso ligado à identidade central da marca”, ressalta Rossi.

Os exemplos são muitos. A fábrica de brinquedos Estrela relançou produtos que fizeram sucesso nos anos 1980, como o Genius, primeiro jogo eletrônico vendido no Brasil. “Consumidores tornam-se nostálgicos para as coisas simples e genuínas, coisas que eles percebem como clássicos. Coisas autênticas que causam uma sensação de déjà vu. Nada evasivo. Nostalgia sempre foi um mecanismo de encantamento para os consumidores. Quando os mercados, governos e outras instituições importantes deixam de entregar de alguma forma bem-estar, o consumidor recorre a outras fontes para não perder a esperança. Eles vão se dirigir para marcas que buscam os bons e velhos tempos, com a promessa de experiências seguras e familiares”, finaliza o especialista em marketing.

Tags, ,

Aviões: o querosene mais caro do mundo

Política de preços equivocada ou ausência de transparência da Petrobras. Qualquer que seja a resposta, o fato é que a compra do querosene de aviação no Brasil pelas companhias aéreas gera um custo adicional de 28% em relação aos valores do mesmo combustível no mercado internacional. Não é pouco. Só em 2012 essa diferença representou mais de US$ 1 bilhão em gastos desnecessários, mas refletidos no preço das passagens.

“Entre os países em crescimento, o Brasil é o menos competitivo em custos do querosene de aviação”, afirma Tony Tyler, Diretor Geral da IATA (International Air Transport Association). Ele revela que o combustível no Brasil representa 43% do custo das companhias aéreas, contra uma média internacional de 33%. O executivo conclui: “Infelizmente, muitas vezes a política de preços dos governos atrapalha. No caso brasileiro, a paridade dos preços associados aos custos de importação resulta em imensa distorção do mercado”.

Tyler dá um tiro no que viu e acerta o que não viu. Até seria plausível imaginar que a oneração do preço médio do litro no país (R$2,25) em relação a Houston (R$1,76, tabela PLATTS) é provocada pela importação do produto. Mas não é o que acontece. Quase 75% dos mais de 7 bilhões de litros de querosene de aviação consumidos aqui são produzidos pela Petrobras. Sequer dá para acusar o transporte interno, pois 80% do combustível utilizado nos aeroportos de São Paulo, onde se concentra a maior parte tráfego aéreo, vem de São José dos Campos, a 100 quilômetros.

Duas notícias recentes demonstram as consequências dessa política danosa. A primeira é que depois de dez anos houve inversão nas tendências, e de acordo com estudo do jornal O Estado de S. Paulo, no primeiro trimestre de 2012 o número de passageiros que voltou a tomar ônibus de longa distância aumentou 2,58% em relação a 2012. Trazendo prejuízo à conquista social, os voos domésticos caíram 0,20%. A situação tende a piorar.

Já a segunda notícia é a redução pelas aéreas dos assentos disponíveis, para contornar o custo do combustível. Com menos aviões no ar, pode até parecer que a taxa de ocupação melhorou, mas todos perderam. Além das demissões na indústria, que já começaram, o consumidor viu suas opções encolherem. E, diante da menor oferta, os preços das passagens sobe.
Diante disso, a coluna fez cinco perguntas à Petrobras: por que o preço do querosene de aviação no país é mais caro; como é composto; se este valor subsidia a gasolina e o óleo diesel; qual a produção nacional e importada; o que impede o país de produzir 100% do produto. A resposta da empresa, depois de insistentes contatos, foi lacônica e imprecisa: “Os preços de QAV praticados pela Petrobras têm sua formação baseada em parâmetros de mercado internacional”.

Má comunicação à parte, pelo visto a empresa controlada pelo governo ainda considera avião coisa de elite. “É preciso rever essa política discriminatória de preços, porque hoje a aviação se tornou transporte de massa”, conclui Adalberto Febeliano, consultor técnico da ABEAR, associação das empresas aéreas brasileiras.
Há mais a comentar, como a questão do ICMS. Mas fica para outra coluna.

Passageiro Vip: Gabriela Otto
Nascida em Porto Alegre, de onde saiu aos 25 anos, Gabriela é formada em Comunicação e tem pós-graduação em Vendas e Marketing. Começou uma carreira de 20 anos na hotelaria na Rede Plaza, onde foi Relações Públicas. Seguiram-se o Caesar Park, InterContinental e Sofitel, neste último ocupando a diretoria regional de vendas para América Latina.

Desde 2006, ela dá aulas em diversas instituições de ensino ligadas a turismo e hotelaria. Também escreve para publicações do trade. Já morou no Rio, São Paulo e Sidney (Austrália).

Tags, , , ,

A construção de identidade no Facebook

Por Marcos Hiller

Vivemos em um mundo de mudanças e transformações drásticas no âmbito sociocultural. Pode-se afirmar que temos hoje mais formas de comunicação do que em qualquer outro momento da história. No entanto, muito mais do que simplesmente classificar os novos ambientes de produção midiática, devemos tomar essa produção como ponto de partida para compreender a sociedade contemporânea. Em um mundo norteado pela cibercultura e pela socidedade do consumo, em que os meios de comunicação contribuem para modular e modelar práticas identitárias, evidencia-se uma parcela significativa de estudantes universitários que, por meio da produção de conteúdos em redes sociais digitais, compartilham seus modos de ser e viver. Nesse texto, descrevo como tenho desenvolvido a investigação sobre a construção de identidades no Facebook por parte de jovens universitários de duas instituições de ensino superior da Grande São Paulo, com níveis sócio-econômicos contrastantes.

O objetivo principal dessa minha pesquisa é examinar a forma como alunos de cursos de Publicidade em dois centros universitários da Grande São Paulo modelam suas identidades e constroem o que estou denominando aqui como “eu midiático”, por meio da produção de conteúdos textuais e imagéticos no site de rede social digital mais popular entre os brasileiros na atualidade, o Facebook. Selecionei alunos de uma universidade de São Paulo e outra de Guarulhos. A análise dos dados apresentados nos mostra que, apesar de serem jovens com faixas etárias similares e de cursarem o mesmo período de curso universitário (terceiro e quarto semestre de graduação em Publicidade e Propaganda), há discrepâncias entre os perfis identitários dos grupos de alunos, principalmente no que tange à forma como eles se apresentam em ambientes digitais com o Facebook. No entanto, tanto para os alunos de São Paulo como para os estudantes de Guarulhos, ocorre a vinculação dos bens culturais e midiáticos às suas identidades. Esse processo corrobora o entendimento das práticas cotidianas de construção de identitária. Esta construção se dá, sobretudo, a partir do caráter simbólico associado a essas marcas e produtos. No caso dos alunos de Guarulhos, verifica-se a valorização muito evidente do pertencimento de cada um desses jovens a uma coletividade. Entende-se, nesse caso, que duas funções estão claramente entrelaçadas: sociabilização e identificação. A primeira diz respeito ao pertencimento e à interação. Desse modo, fazer parte de performances coletivas é “não ficar de fora”, é interagir com os pares reforçando laços sociais. Já no caso de alunos de São Paulo, há traços que foram buscados em produtos culturais midiáticos específicos — como um destacado de seriados televisivos norte-americanos –, além de fotos de obras de arte e de retratos fotográficos efetuados no exterior. Curiosamente, o uso do Instagram e de aplicativos de geolocalização como o Foursquare só ocorreu no grupo de São Paulo e não entre os alunos de Guarulhos. Os registros revelam mais fortemente a cuidadosa construção de perfis identitários individuais, talvez como forma de se tornar atraente para os pares. Atrelar-se de modo tão visível a produtos culturais mais elitizados no Facebook é uma clara estratégia de construção identitária comum aos alunos deste grupo.

No sentido de problematizar ainda mais meu objeto de pesquisa, foi efetuada uma nova rodada de observação. No entanto, muito mais do que simplesmente monitorar todo o conteúdo publicado em seus respectivos murais do Facebook, elegi um novo prisma de observação. Em virtude das recentes manifestações sociais que se desencadearam por todo o Brasil, buscou-se analisar de que forma os jovens observados se manifestaram no Facebook para expor opiniões e percepções. Diferentemente de outras grandes mobilizações públicas que já ocorreram no Brasil, os manifestantes de agora não têm apenas uma exigência, como eleições diretas ou o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Dessa vez, vemos produtos culturais sendo apropriados pelas pessoas nas ruas, como a música da banda O Rappa (“Vem pra rua”), utilizada em um filme publicitário da marca italiana montadora de automóveis FIAT e com o mote da Copa do Mundo, e que virou uma espécie de hino desses levantes. Ou então a máscara branca do grupo “Anonymous”, sendo utilizada como símbolo central, ocultando rostos de muitas pessoas. Além da utilização de cartazes com frases de protesto e alguns dizeres bem humorados que marcam a pecualiaridade e as multiplicidade dessas manifestações atuais.

Pudemos perceber semelhanças e diferenças quanto à forma como os dois grupos observados se apropriaram da plataforma Facebook para expressar percepções acerca de acontecimentos sócio-políticos, como a mobilização que lotou as ruas em várias cidades do Brasil. Em ambas as comunidades, houve um apoio claro pelas manifestações. No entanto, foram notadas diferenças que descrevo abaixo. No grupo de alunos de Guarulhos, notou-se um envolvimento mais passional na forma como os estudantes enxergaram as manifestações. Um dos estudantes, que é fotógrafo, foi às ruas para captar imagens da população de Guarulhos e depois compartilhar mais de 60 fotos em seu mural do Facebook. Já no grupo de alunos de São Paulo, pelo fato de citarem nomes de políticos brasileiros, além de outros conteúdos da seção política de websites e alguns deles terem relembrado momentos do regime ditatorial no Brasil, nos leva a crer que há nas entrelinhas dos discursos um olhar mais politizado dos acontecimentos. No entanto, não ficou evidenciado que algum aluno tenha ido pessoalmente às manifestações. Isso nos leva a crer que essa aparente consciência política demonstrada nos conteúdos dos alunos de São Paulo seja uma estratégia em tentar demonstrar uma falsa retórica em seu mural do Facebook. Um dos alunos de Guarulhos não apenas foi às ruas, como também registrou por meio de fotografias.

Partindo desse olhar, podemos explorar os rastros digitais desses jovens estudantes de Publicidade não apenas como evidências atreladas à identificação de indivíduos ou à previsão de padrões comportamentais. As redes onde eles se inscrevem não são entendidas como a teia que os captura, mas a trama que emerge das ações que lhes deram origem e que as modificam em retorno. Observar, compreender e descrever essas tramas é produzir um conhecimento sobre um fenômeno social qualquer e, ao mesmo tempo, reinventar um espaço político. O objetivo desta minha mirada foi entender aspectos da comunicação nos sites de redes digitais e discutir como determinados sujeitos sociais produzem conteúdos em sites como o Facebook. Meu propósito foi demonstrar como se evidencia um processo auto-reflexivo através do qual os usuários ressaltam e tornam público determinados aspectos de suas identidades. Ficou muito visível para mim que esse processo é necessariamente voltado para o olhar do outro e requer uma negociação com ele de modo a obter uma aprovação daquele conteúdo. Neste sentido, a expressividade do usuário no ciberespaço, combinada com suas características simbólicas, é usada para atingir a coerência almejada pelo ator social.

* Marcos Hiller é coordenador do MBA Marketing, Consumo e Mídia Online da Trevisan Escola de Negócios

Tags,