E-commerce no Brasil cresce 41% em 2021; Pix é a escolha de pagamento em 40% das compras, segundo estudo do EBANX

E-commerce no Brasil cresce 41% em 2021; Pix é a escolha de pagamento em 40% das compras, segundo estudo do EBANX

Em apenas um ano de operação, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, já representa 6% do valor total de pagamentos feitos no comércio digital no país – e seu volume deve dobrar anualmente, chegando a 9% do e-commerce em 2024, aponta o novo estudo anual Beyond Borders 2021/2022 , lançado hoje pela fintech brasileira EBANX, empresa líder em pagamentos que conecta marcas globais e locais a consumidores na América Latina.

Em seu terceiro ano de publicação, esta edição da Beyond Borders foi feita com base em múltiplas fontes, entre elas números e estimativas de mercado da AMI (Americas Market Intelligence), consultoria de pesquisa especializada em América Latina e parceira do estudo há três anos, e dados do EBANX sobre preferências e comportamento do consumidor na América Latina.

O estudo prevê que o Pix poderá se tornar um ecossistema de soluções no país, servindo de referência em toda a América Latina. Usado por mais da metade da população brasileira, ele já ultrapassou boleto e cartões de crédito e débito em volume total, e mostra potencial para ser um centro de pagamentos transfronteiriços em tempo real para a região inteira da LatAm, ajudando a mudar a forma como os latino-americanos pagam por produtos e serviços, conforme mostram os dados apresentados na Beyond Borders.

Este fenômeno de pagamentos instantâneos ocorre em meio ao crescimento consistente do mercado digital brasileiro, que deve acelerar 41% neste ano, uma das maiores taxas do comércio digital na América Latina – cujo crescimento será de 37% em 2021. O Brasil deve manter um ritmo anual de crescimento de dois dígitos até 2025, de 32%, assim como o segundo maior mercado da região, o México, que deve apresentar uma aceleração anual de 27% até 2025, enquanto países como Peru, Guatemala, Paraguai e Bolívia apresentam taxas anuais ainda mais impressionantes, acima de 40% e chegando até a 80%.

“Pagamentos em tempo real, como o Pix e carteiras digitais, estão transformando o relacionamento dos latino-americanos com o comércio digital e criando uma corrida em termos de melhores experiências de compra, mais opções de pagamento e até mesmo impactando a estrutura logística e a inovação financeira dos principais players do mercado”, afirma João Del Valle, cofundador e CEO do EBANX. “Os dados apresentados no estudo deste ano mostram que o cenário de pagamentos em rápida evolução se tornou uma base que dá suporte ao crescimento de todo o mercado de comércio digital na América Latina“.

O favorito do consumidor

De acordo com o novo estudo Beyond Borders, os consumidores online no Brasil que pagam com Pix escolheram esse método de pagamento em cerca de 40% de suas compras online – mostrando a preferência cada vez maior do pagamento instantâneo entre os brasileiros. Os dados do EBANX também mostram que o tíquete médio dos pedidos pagos com Pix é 38% maior do que os pagos com cartões de crédito e boleto.

Para esta análise, a equipe da Beyond Borders considerou todas as compras online feitas por cerca de 350 mil usuários únicos que pagaram com Pix na plataforma EBANX até setembro de 2021. Essas compras foram feitas em 140 merchants da fintech, de todas as verticais de negócios – principalmente varejo, mas também nos setores de jogos online, viagens & hospitalidade e outros serviços digitais.

O Pix deve representar cerca de US﹩9,5 bilhões em pagamentos online em 2021 (6% do volume do comércio digital no país), conforme previsão da AMI, tornando-se mais popular do que os cartões de débito no e-commerce.

Métodos alternativos de pagamento crescem e o comércio mobile acelera

Assim como o Pix, as e-wallets fornecem confirmação quase instantânea e estão tendo uma enorme adoção no Brasil e em toda a América Latina, ajudando a trazer novas pessoas para o comércio digital e se tornando um centro de serviços financeiros e experiências de compras. De acordo com a Beyond Borders 2021/2022, elas já são o segundo método de pagamento mais relevante no ecossistema de comércio digital do país, com uma fatia de 12% do volume total do e-commerce, atrás apenas dos cartões de crédito. Em toda a região da LatAm, elas representam cerca de 11% do volume.

O crescimento das novas formas de pagamento na América Latina ocorre ao mesmo tempo em que as compras pelo celular ultrapassam as feitas pelo desktop em toda a região. No final de 2021, em torno de 59% das compras no comércio digital no Brasil terão sido pagas por meio de smartphones – um salto de 15 pontos percentuais em comparação ao cenário pré-pandemia, em 2019, quando elas representavam 44%.

“A experiência intrinsecamente mobile oferecida pelas e-wallets está ganhando força muito rapidamente com a alta penetração dos smartphones na América Latina. Em muitos países da região, há mais adultos que possuem um smartphone do que uma conta bancária, tornando esses dispositivos móveis um instrumento fundamental para a digitalização e a inclusão financeira”, diz Juliana Etcheverry, diretora de Parcerias Estratégicas de Pagamento e Expansão de Mercado na LatAm do EBANX. “Eles são uma ferramenta poderosa para a inovação digital e um método de entrega de baixo custo para produtos financeiros”.

Os cartões de débito são outro destaque do estudo, passando a figurar como o terceiro meio de pagamento mais popular no comércio digital de toda a região em 2020 e sustentando essa posição em 2021, segundo dados da AMI. No Brasil, até o final do ano, ele representará 5% do volume. Entre os novos usuários de cartões de débito no comércio digital, estão consumidores dos segmentos de baixa e média renda, latino-americanos que compraram online pela primeira vez, além de novas gerações cuja primeira conta bancária foi aberta em uma fintech.

“Em outras palavras, o crescimento dos cartões de débito no comércio digital da América Latina mostra que não é mais só a classe alta que compra online. O comportamento do consumidor também mudou, com pessoas entrando no e-commerce pela primeira vez para comprar alimentos e outros produtos do dia a dia – itens com um tíquete médio mais baixo, que aumentam a probabilidade de pagamento no débito. Elas agora estão mais acostumadas a comprar online uma variedade maior de produtos usando cartões de débito”, analisa Del Valle.

Terreno fértil para players globais e locais, no streaming e no varejo

Segundo a Beyond Borders 20221/2022, a América Latina é um dos mercados de comércio digital que cresce mais rápido do mundo, com uma expansão anual esperada de 31% até 2025. Em meio a este cenário de hipercrescimento, a região se tornou um terreno fértil para players globais e locais, aumentando a concorrência tanto no varejo online quanto na oferta de produtos e serviços digitais.

Conforme aponta o estudo, a região será a chave para o crescimento constante de empresas globais, enquanto mercados mais maduros como Estados Unidos e Europa atingem um ponto de saturação. O mercado de streaming da LatAm, por exemplo, é o segundo que mais cresce no mundo, atrás apenas da Ásia e Oriente Médio, de acordo com estimativas da empresa global de dados e insights Netscribes, com competição acirrada entre participantes locais e globais. O Brasil tem uma fatia de 50% deste mercado.

Enquanto isso, o forte desempenho do varejo online, que deve crescer 40% em 2021 em toda a região e 52% no Brasil, está trazendo uma nova tendência na América Latina: titãs locais do comércio eletrônico, como Mercado Livre, Americanas e Casas Bahia, estão competindo de igual para igual com players globais como Amazon, AliExpress e Shopee, oferecendo produtos nacionais e internacionais em suas plataformas e atraindo mais pequenas e médias empresas para o mundo digital. A Shopee, em especial, é o player que cresce mais rápido no Brasil: as visitas à sua plataforma aumentaram quase 900% em 2021, segundo dados da plataforma Similarweb divulgados pela Beyond Borders, enquanto Mercado Livre, OLX e Americanas lideram em tráfego online no país.

“A Beyond Borders mostra um cenário intrigante para o comércio digital em toda a América Latina, em que players que investem em localização e na estratégia certa de pagamentos, sejam eles locais ou globais, têm mais chances de aproveitar todo o potencial da região. É um mercado que está totalmente aberto a quem oferece a melhor experiência de compra e se engaja mais profundamente com os consumidores latino-americanos”, afirma Del Valle.

Para baixar o estudo Beyond Borders 2021/2022 completo, clique aqui.

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