Scale-ups de toda a América Latina com projetos sustentáveis são selecionadas para participar do Greentech América Latina

Scale-ups de toda a América Latina com projetos sustentáveis são selecionadas para participar do Greentech América Latina

Empresas conectadas a soluções sustentáveis com alto potencial de retorno financeiro. Esse é um dos objetivos centrais do programa que ganha continuidade com a terceira edição do GreenTech América Latina. A iniciativa selecionou 20 pequenas empresas com potencial de crescimento, as chamadas scale-ups. Na grande maioria, são latino-americanas e responsáveis por projetos de tecnologia sustentáveis escaláveis e ideais para a solução estratégica de problemas de governos e corporações dos mais diversos segmentos. 

“Escolhemos as empresas pensando em impacto sustentável,redução de poluição e emissão de gases de efeito estufa, e potencial de crescimento, duas urgências que convivem sob a mesma atmosfera. A tecnologia trouxe novas oportunidades para o contexto de responsabilidade ambiental, possibilitando resolver problemas reais e as grande empresas e governos aproveitar oportunidades rentáveis”, destacou Tiago Brasil Rocha, fundador da Build from Scratch, uma das organizadoras do evento.

As propostas são eficazes para atender as novas demandas ambientais do mercado e se encaixam nos cinco temas escolhidos pela GreenTech este ano: Biotecnologia, Economia Azul, Energias Renováveis, Finanças Verdes e Mercados de Carbono. 

Selecionadas

As startups que conquistaram vaga no fórum de Biotecnologia são: a Biotecland (Brasil), que possui patente e tem como objetivo solucionar a baixa eficiência na adubação,  degradação e desertificação de solo, combater pragas e doenças e a baixa produtividade agrícola; a Glow (Brasil) que possui patente e apresenta soluções para o setor agroindustrial por meio da tecnologia de descarga ionizante, desde a germinação de sementes até a manutenção da qualidade de frutos e folhas; a MDL Eco (Brasil), que possui patente e propõe utilizar o resíduo da indústria do couro como matéria prima para a produção de placas para confecção de móveis, painéis e divisórias. Tal aproveitamento reduz a deposição dos resíduos da indústria coureira em lugares impróprios ou aterros, que contaminam o solo; por fim, a Mush (Brasil), que desenvolveu uma tecnologia que utiliza resíduos, em especial da produção de alimentos e do agronegócio, como nutrientes para o crescimento de um fungo. Esse fungo cresce no resíduo e atua como uma cola natural que agrega partículas, formando um biocompósito capaz de substituir materiais de origem não-renovável nas áreas de construção civil e acústica (p.ex.  poliestireno expandido, lã de vidro e lã de rocha), entre muitas outras possibilidades.

No campo da Economia Azul estão a Bioart (Brasil), que possui patente desenvolvida com a Universidade de Santa Catarina, produz cosméticos com fórmulas e protetor solar orgânico que nāo agridem o oceano, tratam e embelezam as pessoas sem ferir a pele; a Ensembletec (Brasil), com patente e nova tecnologia de dessalinização da água do mar para obter água e energia sem produzir resíduos, um processo 100% verde que resolve o problema do abastecimento de água; a SDW (Brasil), que desenvolveu o Aqualuz, um dispositivo que potabiliza a água captada por cisternas utilizadas por famílias de baixa renda em regiões áridas. O Aqualuz resolve o problema de contaminação microbiológica da água, que causa doenças e mortes em crianças; a Surf Cleaner (Suécia), que produz equipamentos para despoluir óleo e iodo, em segmentos como água, mineração e portos; e a SWARM (Colômbia), que apresenta uma solução tecnológica inteligente e sustentável, com base em sensores de IoT (Internet of Things), para aumentar em sete vezes a produção pesqueira, reduzir em 20% o consumo de energia e reduzir em 50% a taxa de mortalidade de peixes.

No segmento Energias Renováveis foram selecionadas: a Energy Source (Brasil), que propõe resolver o problema global do descarte inadequado das baterias de lítio, com o reuso e a reciclagem através de uma plataforma de controle e monitoramento de baterias por assinatura; a FNM Elétricos+Óbvio (Brasil), que deseja encerrar a poluição por diesel ao propor que se adote caminhões elétricos na logística e comprova essa possibilidade com sua plataforma de TCO positiva (TCO – custo total de propriedade, no caso de frotas, a soma de vários valores como veículos,  manutenções, combustível, softwares, entre outros); a Soldomeiodia (Brasil), que  desenvolveu o produto Balaio de Guisar, um fogão solar e fogāo sem fogo, com bateria de calor. Os aparelhos simples e portáteis continuam a cozinhar alimentos – que foram levados a ferver pelos métodos convencionais – por até 8 horas, sem o uso de eletricidade, gás, sol ou outro combustível adicional; e a Suney (Brasil), que oferece crédito para que famílias e empresas possam adquirir sistemas de energia solar e reduzir os custos com as contas de luz, considerando que grande parte da população não consegue gerar sua própria energia em função do alto custo de investimento requerido.

No campo das Finanças Verdes se destacaram: a Coletando Soluções (Brasil), que criou um programa para capacitar pessoas envolvidas com a reciclagem de resíduos a gerar renda para si e para a comunidade onde vivem. O valor apurado em reciclagem é creditado em uma conta digital do participante do programa. O crédito fica disponível para uso através de cartão pré-pago, ativo para compras, pagamento de contas e saques, e assim, o modelo promove a inclusão social através da bancarização; a Epioneers (Colombia), startup que desenhou uma carteira climática que permite acumular outras carteiras climáticas a cada transação; a Mandala Energy (Brasil), que foca em instituições que realizam trabalhos sociais e poderiam se valer de um sistema de energia solar fotovoltaico, porém não dispõem de recursos financeiros para instalá-lo. Para democratizar esse acesso à energia renovável, a scale-up propõe a tokenização de ativos; e a Suyana (Chile), que aproveita diferentes fontes de informação, incluindo imagens de satélite, clima, fontes e pesquisas no campo e os combina com modelos de aprendizado de máquina e ciência do clima para gerar produtividade climática de alta resolução.

Finalmente, da temática Mercados de Carbono participam: a Alvora (Brasil), com tecnologia que permite quantificar e monitorar o carbono orgânico retido em solo agrícola de uma forma totalmente remota e escalável, sem necessidade de coleta local de amostras de solo. Assim, a empresa consegue certificar créditos de carbono das propriedades rurais através de certificadora independente e vendê-los no atacado às grandes empresas poluidoras; a AMAbank (Brasil), com captação de recursos para a sustentabilidade ambiental na preservação da floresta, e a Carbonx (Brasil), que faz a tokenização de créditos de carbono em plataforma de blockchain.

Programa de aceleração

Cada produto ou serviço desenhado pelos empreendimentos emergentes será discutido, desenvolvido e os responsáveis passarão por treinamentos para ampliar e dar musculatura à base de negócios, antes do evento on-line de apresentação formal nos dias 22, 23 e 24 de novembro, com votação e júri das melhores colocadas, seguindo os critérios técnicos do programa. 

Realizado pela Build From Scratch (BFS), em parceria com a Green Innovation Group A/S, a GreenTech América Latina 2021 escolheu projetos que possam trazer impacto sustentável e econômico rápido para outras organizações, negócios, investidores e corporações. As empresas captadas terão mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento, na categoria Bronze: Kearney, Heineken, ESG Risk Guard, Barn Investimentos, Mosimann Horn, Green Bridge Films; na categoria Silver: Tozzini Freire Advogados; e a patrocinadora Gold Ambipar.  

As startups receberão ainda capacitações em Inteligência Artificial com o Instituto Federal do Paraná e, em Captação de Recursos Não Reembolsáveis, com a Value Weaver. Terão acesso, também, a uma assinatura de um ano da Head Energia – escola de formação em energy tech. As três melhores avaliadas, ao final do processo, ganham direito a um MBA completo em Empreendedorismo e mais dois cursos de curta duração na Brain Business School. Por fim, a multinacional americana Oracle concederá um pacote de US$ 3 mil em créditos a cada empresa, 70% de desconto nos serviços por dois anos e o programa de conexões Oracle for Start ups para ajudar os participantes a crescer.

Resumo do programa

  • Treinamento preparatório para o pitch (apresentação formal) da GreenTech;
  • Mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento;
  • Capacitações em Inteligência Artificial e Captação de Recursos Não Reembolsáveis
  • Assinatura de um ano da Head Energia;
  • Para as três scale ups melhor avaliadas: um MBA completo em Empreendedorismo e dois cursos de curta duração na Brain Business School;
  • Pacote de US$ 3 mil em créditos da Oracle, 70% de desconto nos serviços por dois anos e o programa de conexões Oracle for Startups para todas as selecionadas. 

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