Terceira edição do GreenTech América Latina seleciona tecnologias sustentáveis com alto potencial de crescimento

Terceira edição do GreenTech América Latina seleciona tecnologias sustentáveis com alto potencial de crescimento

Biotecnologia, economia azul, finanças verdes, energias renováveis e mercados de carbono são os temas da 3ª edição do GreenTech América Latina, programa de seleção e desenvolvimento de startups com tecnologias que despoluem ou reduzem a emissão de gases de efeito estufa na região, realizado pela Build From Scratch (BFS), em parceria com a Green Innovation Group A/S. O evento ocorre de 22 a 24 de novembro, mas as inscrições para criadores de soluções já estão abertas e seguem até o dia 15 de outubro.

O Green Innovation Group A / S é uma empresa dinamarquesa com escritórios em Copenhagen e Lisboa, que percebeu a necessidade de cooperação entre municípios, ministérios, fundações, agências e grandes empresas para encontrar alternativas mais sustentáveis para instituições públicas e privadas Além de consultorias específicas para atingir objetivos de emissão de gases de efeito estuda zero, (Net Zero Carbon). Em 2020, participaram da construção do fundo de 3 bilhões de Euros promovido pelo governo dinamarquês para investir no tema. Já a BFS foca no financiamento do desenvolvimento sustentável para novos negócios, como startups, pequenas e médias empresas e novos projetos.

O objetivo central do evento é revelar soluções tecnológicas sustentáveis, e que possam trazer impacto sustentável e econômico rápido para outras organizações, negócios, investidores e corporações. Empreendimentos de todo o mundo podem participar cadastrando projetos escaláveis e que tenham potencial de desenvolver a região latino-americana. 

O calendário prevê a divulgação dos selecionados pelo júri especializado no dia 22 de outubro, sessões de bootcamp de 25 de outubro a 19 de novembro e o período de apresentação dos pitches, na semana de realização (22 a 24 de novembro).  

“Estamos em busca de empresas com tecnologias disruptivas que consigam trazer um impacto sustentável essencial nesse momento e  cada vez mais no futuro. Agregado a uma proposta de crescimento, que consiga trazer resultados positivos para os negócios e retorno ao investimento. Estamos pensando na saúde das empresas na atual conjuntura e, também no bem-estar do planeta, pois são duas preocupações que precisam  conviver na mesma atmosfera. A tecnologia trouxe novas oportunidades rentáveis para o contexto de responsabilidade ambiental e possibilita diversos caminhos aos empreendimentos”, destaca Tiago Brasil Rocha, organizador do evento.

As empresas escolhidas terão mentorias preparatórias – “Bootcamp” com os patrocinadores do evento Kearney, Heineken, ESG Risk Guard, Barn Investimentos, Mosimann Horn, Green Bridge Films, Tozzini Freire Advogados.  Além de premiações em Inteligência Artificial com o Instituto Federal do Paraná e, em Captação de Recursos Não Reembolsáveis, com a Value  Weaver. E ainda, terão acesso a uma assinatura de 1 ano da Head Energia. As três melhores avaliadas terão direito a um MBA completo em Empreendedorismo e mais dois cursos de curta duração na Brain Business School. Por fim multinacional americana Oracle concederá um pacote de $ 3 mil em créditos a cada empresa, 70% de desconto nos serviços por 2 anos e o programa de conexões Oracle for Start ups para ajudar os participantes a crescer.

Edições anteriores

Em 2020, durante a 2ª edição do GreenTech América Latina, foram apresentadas 20 soluções de inovação e tecnologia sustentáveis de nove países diferentes da América Latina e Europa, distribuídas em quatro grandes temas: Mercados de Carbono, Energias Renováveis, Cidades Sustentáveis e New Greentech. A seleção das scale-ups foi feita com 500 startups presentes na América Latina e mais de 6.000 globalmente.

Naquela edição, o primeiro dia teve Mercados de Carbono como tema central, assunto que vem ganhando crescente atenção dos economistas, governo, empreendedores e mídia desde o Acordo de Paris em 2015.  

A brasileira Moss, plataforma ambiental de compra e venda de créditos de carbono, e a espanhola Climate Trade, marketplace em blockchain para compensação da pegada de carbono, foram as startups mais bem avaliadas pelo público neste tema.

No polo de cidades sustentáveis, destacaram-se a PolyNatural e a VG Resíduos. A primeira trabalha prolongando a vida das frutas de forma saudável, com revestimento 100% natural, reduzindo o desperdício de alimentos. A segunda é um Sistema integrado de gestão de resíduos para garantir a conformidade ambiental.

Sobre energias renováveis estava a solução da CleanClic, plataforma colaborativa para reduzir sua conta de luz, conectando imóveis a usinas de energia renovável. Já no tema mercado de carbono, uma das selecionadas, a PlanA, ajuda empresas a medir, reduzir e relatar a pegada de carbono usando ciência e machine learning. Outro tema abordado foi hidrogênio e armazenagem de energia em energy tech.

Inovações e tecnologias verdes em outras áreas também foram destaque, com a Prosumir, turbina que gera energia a partir do desperdício de energia de sistemas produtivos industriais, e a MP Zero, que trabalha em um filtro para estufas a lenha. 

Por fim, os organizadores e patrocinadores do evento plantaram 630 árvores em 2020 – uma para cada inscrito – e planejam fazer mais esse ano.

Na edição de 2019, o processo seletivo contou com a participação de mais de 200 iniciativas, foram selecionadas 12 empresas para participar do bootcamp de três dias, na FEA-USP, seguido por um evento de apresentações com especialistas e investidores no CUBO, em São Paulo. 

Entre elas, a Green Mining, tecnologia de Logística Reversa Inteligente para recuperar embalagens de forma eficiente, a EcoPanplas, com soluções na reciclagem de embalagens plásticas de óleos lubrificantes e a Biosolvit, que trabalha com absorção de qualquer derivado de petróleo em terra ou no mar.

Também foram selecionadas a GreenPlat que utiliza blockchain para rastrear residuos, a Cerensa software de gestão e monitoramento de ações e indicadores ESG e a Um Grau e Meio, que utiliza inteligência a serviço da redução das emissões de CO2 originadas por incêndios florestais.

Os critérios para a seleção nesta edição foram negócios já ativos no mercado, com potencial de receita, que despoluem o meio ambiente e reduzem dióxido de carbono (CO2). Participaram iniciativas relacionadas à energia, lixo, água, economia circular, economia azul, entre outros

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